Uso de IA na publicidade reduz custos e aumenta performance do investimento digital, afirma especialista

O mercado de investimentos digitais no marketing tem apresentado crescimento consistente, impulsionado pela digitalização do consumo e pela necessidade de maior eficiência na alocação de budgets (orçamento) de mídia. Segundo o relatório “Small Business Now, da Constant Contact”, até o fim de 2026 mais de 80% das pequenas empresas devem utilizar ferramentas de inteligência artificial (IA) no marketing. Isso evidencia a consolidação da IA como elemento central das estratégias digitais. No Brasil, pesquisa da ABStartups em parceria com a Leadlovers aponta reduções de até 45% no Custo de Aquisição de Clientes (CAC) com o uso de automação de marketing em 2025. O avanço desses indicadores reforça a consolidação do investimento em novas tecnologias como eixo estratégico no planejamento de mídia, especialmente em um cenário de diversificação de canais e maior rigor na comprovação de retorno sobre investimento. Diante disso, a multiplicidade de pontos de contato com o consumidor ampliou a complexidade das decisões de investimento em publicidade. A compra automatizada de mídia, baseada em dados e segmentação avançada, permite ajustes em tempo real, maior precisão no direcionamento de mensagens e redução de desperdícios orçamentários. Assim, a diversificação de investimentos também começa a passar em agentes de IA personalizados. A discussão ganha relevância à medida que marcas buscam comprovar retorno sobre investimento com maior rigor analítico. Para Cintia de Freitas, CEO da Datta Büsiness, startup brasileira especializada em marketing orientado a dados, a evolução dos agentes de IA alteram a lógica tradicional de investimento em mídia. “A alocação de budgets passa a ser orientada por dados e performance em tempo real, o que exige maturidade analítica e integração entre tecnologia e estratégia de marca”, afirma. Segundo a especialista, compreender o impacto dessa transformação é essencial para maximizar resultados. “Os Agentes de IA, quando bem estruturados, contribuem para reduzir dispersões, melhorar a segmentação e elevar o retorno sobre investimento, especialmente se for utilizado tratamento de dados para o uso adequado dos agentes, como fazemos aqui na Datta”, conclui.
Ele trabalhou como instalador de baterias automotivas e hoje fatura mais de R$ 1 milhão por mês no TikTok Shop
Apesar da pouca idade (26), o influenciador Robert Ribeiro tentou muitas coisas na vida até encontrar seu caminho como vendedor digital, faturando mais de R$ 1 milhão por mês. Ele tinha uma vida estável trabalhando como militar na França, até que em 2024, em uma viagem de volta ao Brasil, sofreu uma lesão grave no joelho, o impedindo de retornar à Europa e a sua carreira. Com isso, Robert precisou começar do zero novamente, dessa vez como instalador de baterias para carros, motos, caminhões e barcos. Ele atuou na área por cerca de um ano, até março de 2025. O jovem conta que foi a partir desse momento que sua vida mudou: “Passei a trabalhar como editor de vídeo para o Moisés Leal (Maior vendedor do TikTok Shop atualmente) que também começou a me ensinar sobre o mercado digital e como ganhar dinheiro através da internet”. Robert pegou gosto pelo ramo e passou a criar conteúdo para vender produtos no TikTok. Mas se engana quem acha que o caminho foi rápido e, sobretudo, fácil: “Durante um mês inteiro eu publiquei vídeos todos os dias no TikTok tentando vender produtos como afiliado para lojas da plataforma, mas não consegui realizar nenhuma venda. Mesmo desanimado naquele momento, eu decidi continuar e não desistir”. A virada de chave aconteceu em julho deste mesmo ano. Segundo o vendedor, os vídeos começaram a ganhar mais alcance e as primeiras vendas começaram a acontecer. Desde então, os resultados só cresceram. Atualmente, no mês de março de 2026, Robert Ribeiro é um dos 50 afiliados que mais vendem na plataforma do TikTok Shop, faturando mais de R$ 1 milhão e vendendo mais de 20 mil produtos por mês. Há cerca de três meses colecionando bons números e resultados na plataforma, ele conseguiu comprar um carro avaliado em, aproximadamente, R$ 200 mil e mudou completamente sua realidade financeira. Mas sua maior alegria envolve sua mãe: “Além das conquistas materiais, uma das coisas que mais me deixa feliz é poder ajudar minha mãe e, aos poucos, ir realizando sonhos que antes pareciam muito distantes”. Com os sonhos se concretizando cada vez mais, Robert avalia que o sucesso foi fruto de nunca desacreditar do seu próprio esforço: “O motivo para eu estar aqui hoje foi eu não desistir mesmo. Em algum momento iria virar, bastava eu não parar. Minha história mostra que, mesmo quando as coisas parecem dar errado no começo, continuar tentando e não desistir podem mudar completamente o rumo da nossa vida.
Estratégia orientada à experiência: o novo modelo competitivo do varejo digital
Por Isadora Vecchi O e-commerce está sob um cenário de competição intensa, maior maturidade digital e consumidores cada vez mais criteriosos. Com o crescimento contínuo das compras online e a consolidação de novos hábitos de consumo, o foco das empresas deixou de ser apenas a expansão de vendas e passou a incluir eficiência operacional, experiência consistente e relacionamento de longo prazo com o cliente. Nesse contexto, tecnologia, logística e atendimento deixam de atuar de forma isolada e passam a ser pilares estratégicos da proposta de valor. A evolução do setor evidencia que vencer no ambiente digital exige decisões mais precisas sobre preço, entrega, personalização e pós-venda. Entender o comportamento do consumidor, estruturar operações logísticas eficientes e integrar canais tornou-se essencial para a conversão, fidelização e crescimento sustentável. A seguir, alguns dos principais fatores que têm moldado a dinâmica do e-commerce e a relação das marcas com seus clientes. O consumidor online brasileiro se torna cada vez mais sensível a preço e custo de frete: de acordo com a Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada pelas empresas Tray, Bling, Octadesk e Vindi, (unidades da LWSA), 48% dos entrevistados relataram desistência de compra devido a frete caro. Por outro lado, 53% disseram estar dispostos a esperar mais se o frete for gratuito. Isso demonstra que, em 2026, oferecer frete competitivo e clareza nas condições é requisito básico para conversão de clientes. A pressão pela velocidade de entrega se intensifica: segundo levantamento Future Shopper da VML, 57% dos brasileiros esperam entrega em até 24 horas, sendo um indicador claro de urgência e expectativa por eficiência. Além disso, os dados mais recentes mostram o crescimento do volume de pedidos no país: o e-commerce movimentou R$ 100,5 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025, com forte expansão da base de compradores. Para 2026, quem garantir frete ágil, rastreamento em tempo real e prazos confiáveis ganha vantagem competitiva. A expansão do e-commerce atrai consumidores mais diversos, com diferentes perfis e expectativas, o que torna a personalização um diferencial importante. A digitalização ampliada e o crescimento das vendas por dispositivos móveis reforçam a necessidade de integração entre canais: sites, apps, marketplaces e redes sociais. Com isso, acredito que a omnicanalidade e a experiência fluida entre esses pontos serão essenciais para aumentar a conversão e a fidelização dos clientes. A logística e o serviço pós-venda deixam de ser custos operacionais e reafirmam-se como pilares da experiência do cliente. Lojas que oferecem rastreamento transparente, política de devolução clara e entrega confiável estarão mais propensas a conquistar confiança e fidelização — especialmente em um contexto de consumidores mais cautelosos e exigentes. Portanto, o futuro do e-commerce não será definido apenas por preço ou descontos, mas por quem consegue entregar relevância, conveniência e consistência em cada ponto da jornada do cliente. A combinação de logística eficiente, comunicação transparente, tecnologia e integração entre canais define quem estará à frente. Para marcas que entenderem e responderem a essas demandas, 2026 oferecerá oportunidades expressivas de crescimento e fidelização. *Isadora Vecchi é diretora de Desenvolvimento de Novos Negócios, Marketing e CX, da Loggi
Marco Túlio Davi entra para o Top 20 de perfis mais engajados do Instagram na semana
O ator e criador de conteúdo Marco Túlio Davi está entre os 20 perfis mais engajados do Instagram no Brasil, segundo levantamento da plataforma Zeeng – Social Media Benchmark, em parceria com o perfil @ocaradosrankings, entre os dias 19 e 26 de março. Ele figura no ranking ao lado de grandes nomes como Neymar, Rodrygo Goes, Virgínia, Vini Jr., Felca, entre outros. Confira o ranking completo: https://www.instagram.com/p/DWY8dAwERat/?igsh=aTUxbXgxbTRta3dv&wa_status_inline=true . O ranking analisa a média de interações por publicação, indicador que vai além do número de seguidores e mede, na prática, a capacidade de gerar reação e engajamento real do público. Na semana analisada, os 20 nomes listados ultrapassaram uma média de 909 mil interações por post, consolidando um grupo que, de fato, domina a chamada economia da atenção nas redes sociais. A presença de Marco Túlio na lista reforça sua força como criador em um cenário altamente competitivo, ao lado de grandes nomes do entretenimento, esporte e internet. O levantamento evidencia ainda a diversidade de perfis que disputam a atenção do público atualmente, com destaque para atletas, influenciadores e figuras públicas. Aos 33 anos, Marco Túlio Davi soma mais de 17 milhões de seguidores nas redes sociais e se consolidou como um dos principais nomes do humor por identificação no Brasil. Seu trabalho ganhou destaque ao transformar situações do cotidiano em conteúdo digital, interpretando com riqueza de detalhes mais de 170 profissões diferentes, em vídeos roteirizados que combinam observação social, construção de personagem e linguagem contemporânea. O artista também se profissionalizou como ator, cursou teatro e conquistou seu registro profissional. Natural de Uberlândia (MG), ele trilhou inicialmente uma carreira no setor bancário, onde atuou por nove anos e chegou ao cargo de gerente. Formado em Administração pela Universidade Federal de Uberlândia e com MBA em Marketing e Vendas pela PUC Minas, decidiu em 2021 deixar o mercado financeiro para se dedicar integralmente à criação de conteúdo. Desde então, estruturou sua atuação como um negócio. Hoje, cerca de 70% de sua receita vem de publicidade com marcas e 30% da monetização das plataformas, tendo trabalhado com empresas como McDonald’s, Mercado Pago, Magazine Luiza, Shell Brasil, Disney+ e Vigor, entre outras. Além do desempenho comercial, o reconhecimento em rankings de engajamento como o da Zeeng reforça um diferencial claro do seu trabalho: a capacidade de transformar o cotidiano em conteúdo que realmente prende a atenção e gera identificação com o público. Em um cenário onde a disputa pela atenção é cada vez mais fragmentada, sua presença entre os mais engajados da semana evidencia que, mais do que números, o diferencial está na conexão real com a audiência. Acompanhe Marco Túlio nas redes sociais: Instagram: instagram.com/marcotuliodavi Tiktok: tiktok.com/@marcotuliodavi YouTube: youtube.com/@marcotuliodavi Kwai: kwai.com/@Marcotuliodavi
CEOs ampliam presença digital e expõem novo desafio nas empresas
A presença digital de executivos passou a ocupar espaço na estratégia das empresas. Nos últimos anos, líderes intensificaram a atuação nas redes sociais como forma de fortalecer reputação, ampliar influência e abrir novas oportunidades de negócio. Esse avanço, no entanto, não tem sido acompanhado por mudanças estruturais na mesma velocidade. A pesquisa “O impacto das redes sociais no posicionamento de CEOs”, realizada pela HSM e pela Community Creators Academy em parceria com a Michael Page Brasil, ouviu 515 executivos em atuação no país e mapeou como as lideranças utilizam as plataformas digitais. O levantamento mostra que sete em cada dez CEOs usam as redes para impulsionar a estratégia das empresas, enquanto seis em cada dez buscam fortalecer a própria imagem. O LinkedIn aparece como principal canal, com 93% de adesão, seguido pelo Instagram, com 61%. Para Juliano Marchesine, co-fundador da Backstage, consultoria especializada em posicionamento digital de executivos, os dados indicam que a presença digital já foi incorporada à lógica estratégica das empresas, ainda que de forma incompleta. “A presença digital da liderança já deixou de ser opcional. Hoje, ela faz parte da agenda estratégica das empresas, mas ainda sem a estrutura necessária para sustentar esse movimento”, afirma. Entre os objetivos, a construção de reputação corporativa lidera, citada por cerca de 60% dos entrevistados, seguida pela geração de negócios, com 54%, e networking, com 47%. Segundo Marchesine, esse conjunto de prioridades mostra que a atuação digital deixou de ser apenas institucional e passou a operar como vetor direto de valor. Apesar da relevância estratégica, os dados revelam fragilidades na estrutura. Cerca de 73% dos CEOs nunca receberam treinamento em presença digital e 60% das empresas não possuem políticas formais sobre o uso das redes sociais. Além disso, 57% dos executivos produzem seus próprios conteúdos sem apoio, enquanto a falta de tempo é apontada como principal barreira por 54% dos entrevistados. Para o especialista, o principal ponto não está na adesão, mas no descompasso entre prática e organização. “As lideranças já estão nas redes, já geram impacto em reputação e negócios, mas as empresas ainda não criaram processos, diretrizes ou preparo para isso”, diz. Mais do que um aumento de adesão, os dados apontam para um desalinhamento entre a importância atribuída à presença digital e a capacidade das empresas de estruturá-la. Na avaliação de Marchesine, esse cenário caracteriza um estágio intermediário de maturidade do mercado. “A agenda evoluiu mais rápido do que a capacidade de execução dentro das empresas”, afirma. Presença cresce mais rápido que a estrutura À medida que a atuação digital passa a influenciar diretamente a construção de confiança, reputação e geração de negócios, empresas ainda operam sem processos definidos para orientar esse movimento. “Na prática, a presença digital dos executivos avança de forma descentralizada, muitas vezes conduzida de maneira individual e sem conexão com estratégias institucionais mais amplas. Esse modelo tende a se tornar insustentável à medida que o impacto das redes se intensifica.”, explica Marchesine. Esse cenário tem impulsionado uma nova frente dentro do marketing, voltada à organização da presença digital de executivos. A Backstage atua na estruturação desse processo, desenvolvendo estratégias que integram posicionamento, produção de conteúdo, análise de dados e objetivos de negócio. A proposta é transformar perfis pessoais em ativos relevantes para as organizações.“No marketing, como na economia, não dá para agir no escuro. Se não mede, não sabe o que funciona”, afirma o especialista. A expectativa é que essa atuação se consolide como parte da estrutura das empresas, deixando de ser um esforço isolado. “A próxima etapa não é simplesmente estar nas redes. É estruturar a presença da liderança como um ativo estratégico, integrado à estratégia das empresas”, completa o especialista. Serviço: Backstage Site – www.backstage.com.br Instagram – @backstage.ed LinkedIn – Backstage
Beiramar Shopping lança novo portal e reforça estratégia de experiência phygital no varejo
O varejo contemporâneo vive uma mudança profunda: a experiência de consumo deixou de começar apenas no espaço físico e passou a se iniciar, cada vez mais, no ambiente digital. Atento a essa transformação, conhecida globalmente como tendência phygital, que conecta o físico ao digital, o Beiramar Shopping acaba de lançar seu novo portal institucional, ampliando sua presença no ambiente online e fortalecendo a jornada integrada do cliente. Mais do que uma atualização visual, o novo site foi concebido como uma plataforma de experiência, pensada para aproximar o público do cotidiano do shopping e facilitar o planejamento da visita. Com design contemporâneo, navegação intuitiva e estrutura totalmente otimizada para dispositivos móveis, o portal traduz no ambiente digital a identidade do empreendimento, marcado por sofisticação, curadoria e conveniência. A nova arquitetura de navegação permite que o usuário explore com facilidade o mix de mais de 200 operações, além de acessar rapidamente informações sobre cinema, gastronomia, serviços e programação do shopping. A proposta acompanha um movimento crescente no setor. Segundo dados da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), o Brasil conta hoje com mais de 640 shopping centers em operação, que recebem cerca de 470 milhões de visitantes por mês. Nesse cenário, os empreendimentos têm investido cada vez mais em plataformas digitais para fortalecer o relacionamento com o público e ampliar a experiência do consumidor para além das visitas presenciais. Conteúdo e relacionamento Dentro dessa lógica, o novo portal do Beiramar Shopping vai além do caráter informativo e passa a atuar também como um canal de conteúdo e inspiração. A seção News funciona como uma revista digital de lifestyle, reunindo conteúdos sobre moda, gastronomia, entretenimento e tendências do varejo, além de acompanhar as campanhas, eventos e novidades que movimentam o empreendimento. “A plataforma foi pensada para tornar a experiência do cliente ainda mais completa e prática. A ideia é que as pessoas encontrem tudo o que acontece no shopping de forma rápida e intuitiva, facilitando o planejamento da visita e fortalecendo nossa presença no ambiente digital”, destaca Juliana Ohlweiler Duarte de Oliveira, gerente de marketing do Beiramar Shopping. Um hub urbano de experiências Com mais de três décadas de história, o Beiramar Shopping se consolidou como um dos principais centros de convivência da capital catarinense. Mais do que um espaço de compras, o empreendimento reúne gastronomia, lazer, serviços, saúde e experiências culturais, refletindo a evolução dos shopping centers para ecossistemas urbanos multifuncionais. Essa proposta também se reflete na estrutura do novo portal, que dá visibilidade não apenas ao varejo, mas também ao Centro de Saúde & Bem-estar, o primeiro do sul do país quando lançado, e ao Centro Executivo, reforçando o papel do empreendimento como um facilitador da vida urbana no coração de Florianópolis. Conveniência a um clique Pensado para oferecer agilidade e acessibilidade, o portal apresenta carregamento rápido, navegação simplificada e categorias organizadas para facilitar a busca por informações. Entre as funcionalidades disponíveis estão: – Guia gastronômico e de lojas, com filtros para facilitar a busca por marcas e restaurantes; – Programação de cinema, com consulta rápida de horários e estreias; – Informações sobre serviços e conveniências, além de eventos e campanhas em andamento. Para Leila Martins, superintendente do Beiramar Shopping, o lançamento do novo portal representa mais um passo na evolução da relação entre o empreendimento e o público. “A forma como as pessoas se relacionam com o varejo mudou muito nos últimos anos. Hoje, a experiência começa muitas vezes no digital e se completa no espaço físico. O novo portal foi desenvolvido justamente para acompanhar esse movimento e aproximar ainda mais o Beiramar das pessoas, oferecendo informação, inspiração e conveniência antes mesmo da visita ao shopping.” O novo portal já está no ar e pode ser acessado em beiramarshopping.com.br
O SEO que você conhece não existe mais
Por Cristiane Soethe, estrategista de marketing e sócia da Presse Comunicação Por anos, o jogo do marketing digital teve regras razoavelmente estáveis: produza conteúdo relevante, otimize para as palavras certas, conquiste posição no Google e converta o tráfego. Esse modelo não sumiu da noite para o dia, mas está sendo reescrito. E o HubSpot State of Marketing 2026, pesquisa com mais de 1.500 profissionais de marketing globais, entrega as evidências. O dado que define o momento: 61% dos profissionais de marketing acreditam que o setor está passando pela maior disrupção dos últimos 20 anos. O epicentro dessa disrupção não é a IA em si, mas, sim a mudança no comportamento do consumidor que ela acelerou. Podemos dizer que a jornada de compra foi sequestrada pelos motores de resposta. O consumidor agora resolve boa parte da sua jornada de descoberta e comparação diretamente no ChatGPT, Perplexity ou Gemini. Quando alguém digita “qual é a melhor solução de automação de marketing para e-commerce” num desses sistemas, está fazendo exatamente o que antes fazia no Google, mas com uma diferença crítica: a IA sintetiza, compara e recomenda sem que o usuário precise clicar em nada. Ele não chega mais ao seu site curioso. Chega educado, com critérios formados e, frequentemente, já tendo descartado concorrentes. O relatório confirma a tendência: 94% dos profissionais relatam melhora na qualidade dos leads. Parte relevante dessa melhora vem exatamente dessa triagem prévia que os motores de IA já estão fazendo pelo consumidor. O volume de visitas ao topo do funil tende a cair. A qualidade do visitante que chega deve crescer. Para equipes acostumadas a justificar orçamento com pageviews, isso exige uma conversa franca com liderança sobre o que medir e por quê. AEO: a lógica que substitui o ranqueamento. Answer Engine Optimization (AEO) não é um novo jargão de agência. É uma mudança real de objetivo: em vez de subir posições numa página de resultados, a meta passa a ser tornar-se a fonte que a IA utiliza quando alguém faz uma pergunta relevante para o seu mercado. A diferença prática é profunda. O conteúdo otimizado para SEO tradicional priorizava volume de buscas, densidade de palavras-chave e estrutura de links. O conteúdo que performa nos motores de resposta precisa de outra coisa: profundidade real, autoridade demonstrável e respostas precisas a perguntas específicas. Apenas 24% dos profissionais já estão ajustando suas estratégias de conteúdo para essa realidade. Isso significa que a janela de vantagem ainda está aberta, mas ela certamente não ficará assim por muito tempo. Aqui entra uma dimensão que muitas equipes de marketing ainda subestimam: a presença editorial fora do próprio site. Quando uma IA busca fontes para embasar uma resposta, ela prioriza o que circula em veículos reconhecidos, publicações setoriais e ambientes de alta credibilidade. Uma estratégia de assessoria de imprensa bem estruturada não resulta apenas em visibilidade, mas também na construção do tipo de autoridade que os algoritmos de resposta levam em conta. O que os dados revelam sobre investimento e pressão por resultado O relatório traz um paradoxo interessante: 79,2% das equipes de marketing esperam aumento de orçamento em 2026, com 21,2% projetando crescimento significativo. Ao mesmo tempo, 73% dizem que esse orçamento está sob mais escrutínio do que antes. Mais recurso, menos tolerância a desperdício. Esse é o ambiente em que o marketing opera agora. Os KPIs que ganham peso confirmam essa lógica: qualidade de lead, impacto direto na receita e eficiência de custo. Taxa de abertura de e-mail é prioridade para apenas 8,4% dos profissionais. Engajamento em redes sociais como KPI principal, para 15%. O mercado está, finalmente, abandonando as métricas de vaidade. E onde os orçamentos vão? O relatório do HubSpot aponta que 37,7% dos profissionais planejam aumentar investimento em ferramentas de IA. Não como experimento, mas como canal estratégico. Isso reforça ainda mais a urgência de aparecer nesses ambientes com autoridade e consistência. Nesse cenário, a estratégia de marketing precisa ser exatamente isso: estratégia. Não execução em escala de táticas desconectadas, mas uma arquitetura coerente que define onde a marca precisa ser encontrada, com qual narrativa e com que frequência, antes, durante e depois da decisão de compra. O que muda na prática: três implicações concretas Primeira: revise suas métricas antes de revisar sua estratégia de conteúdo. Se você ainda justifica investimento com volume de visitas, está medindo o mapa errado. O relatório mostra que 65% das empresas já superaram suas metas e as que lideram essa lista são as que migraram para métricas de impacto real. Segunda: invista em conteúdo com ponto de vista próprio. As IAs sintetizam o que existe na internet. Se o que você publica é uma reembalagem do que já foi dito, você não será citado — será substituído pelo original. Dados proprietários, análises autorais e perspectivas que só você tem são o ativo que os motores de resposta ainda não conseguem replicar. Terceira: trate seu site como destino de conversão, não de descoberta. O visitante que chega agora chega mais tarde na jornada, mais informado, mais exigente e com maior intenção. A experiência que você oferece precisa estar à altura desse estágio. Menos conteúdo introdutório, mais profundidade, mais clareza sobre o próximo passo. A pergunta que vale fazer agora Quando alguém do seu mercado faz uma pergunta relevante para o seu negócio num motor de resposta por IA, você aparece? Se a resposta for não, ou se você não souber, esse é o diagnóstico mais importante que você pode fazer hoje. A boa notícia é que a janela ainda está aberta. A maioria das organizações ainda está reagindo, não antecipando. Quem estrutura agora uma estratégia integrada (conteúdo de autoridade, presença editorial consistente em veículos relevantes e métricas alinhadas a resultado) constrói posição enquanto a concorrência ainda debate se o SEO morreu. O SEO não morreu. Ele cresceu e ficou mais exigente. Aquilo que funcionava com esforço médio agora exige atenção real. Para quem sempre levou conteúdo e reputação a sério, esse é o melhor cenário possível.
TNT Sports e Santander renovam parceria de sucesso para a cobertura digital da principal categoria do automobilismo mundial
A TNT Sports, ecossistema esportivo com o maior engajamento digital do Brasil, e o Santander, um dos maiores bancos globais da América Latina, renovaram a parceria para a cobertura digital da principal categoria do automobilismo mundial. Iniciado em 2025, o projeto apresentou resultados expressivos e se estenderá por toda a atual temporada, construindo uma narrativa disruptiva, relevante e altamente conectada com o público. Em 2025, a parceria resultou em mais de 260 conteúdos sobre a competição, veiculados nas redes sociais da TNT Sports. A cobertura gerou mais de 152 milhões de impressões e 13 milhões de views, totalizando mais de 166 milhões de usuários impactados. Além da entrega massiva nas mídias, a parceria também ajudou a ampliar o alcance e a exposição do Santander no país. Ainda no ano passado, TNT Sports preparou uma programação especial para a etapa brasileira do circuito, que contou com a produção de conteúdos diretamente do autódromo de Interlagos, incluindo entrevistas com o público presente no camarote Santander. A cobertura da prova gerou mais de dois milhões de views, ultrapassou os dois milhões de impressões e as 500 mil reações e totalizou 4.7 milhões de perfis impactados pelas redes sociais da marca esportiva. Para a cobertura da temporada 2026, a parceria entre as marcas contempla a publicação de conteúdos em tempo real e a divulgação de notícias e curiosidades sobre a competição, assim como a presença in loco da equipe da TNT Sports no Autódromo de Interlagos para a etapa brasileira do circuito. Produzidos em diversos formatos, os materiais serão postados nas redes sociais da TNT Sports, que, somadas, reúnem mais de 86 milhões de seguidores. O debate também seguirá na grade de programação da marca esportiva no YouTube, que conta com quase 13 milhões de inscritos. “O automobilismo tem uma representatividade muito grande para o público brasileiro, é um esporte acompanhado por uma legião de fãs em nosso país. Essa parceria busca estabelecer e gerar conversas com o público apaixonado pelo esporte, combinando nossa audiência expressiva e fiel nos mais variados formatos e plataformas à solidez e credibilidade do Santander. Tivemos excelentes resultados em 2025 e tenho certeza de que, em 2026, alcançaremos um destaque ainda maior”, afirma André Gramorelli, VP de vendas publicitárias da Warner Bros. Discovery no Brasil. “A relação do Santander com a Fórmula 1 é histórica. No último ano, ao patrocinar a modalidade, fortalecemos ainda mais essa conexão, utilizando o universo da F1 como uma forma de nos aproximar do público por meio dessa grande paixão. A renovação da parceria com a TNT Sports reforça nossa presença em um território que mobiliza milhões de brasileiros e nos permite estar ainda mais próximos dos fãs do automobilismo, oferecendo conteúdo e experiências que conectam a marca a esse universo”, diz Guilherme Bernardes, CMO do Santander Brasil.
Em ano de Copa do Mundo e eleições, publicidade online assume protagonismo e desafia hegemonia da TV tradicional
O mercado publicitário brasileiro vive em um ciclo decisivo. Segundo o relatório Global Ad Spend Forecasts 2025, divulgado em dezembro pela Dentsu, os investimentos globais em publicidade devem crescer 5,1% em 2026 e ultrapassar US$1 trilhão pela primeira vez. No Brasil, a projeção é ainda mais robusta: alta de 9,1%, desempenho acima da média mundial. O avanço é impulsionado por dois vetores estruturais: a Copa do Mundo da FIFA 2026 , maior edição da história, com 48 seleções e 104 partidas, e a corrida eleitoral. A expectativa do mercado é de que o evento gere um dos maiores volumes de receita publicitária já registrados em torno de uma Copa, em um contexto de consumo cada vez mais fragmentado e multiplataforma. Mais do que crescimento, o que está em curso é uma redistribuição estrutural das verbas. A combinação entre grandes eventos de massa e maturidade tecnológica acelera a migração de investimentos da televisão aberta e paga tradicional para ambientes digitais conectados, especialmente CTV e áudio digital. A trajetória da CazéTV simboliza essa transição. O canal digital registrou picos superiores a 5 milhões de dispositivos conectados simultaneamente em transmissões esportivas recentes, segundo dados divulgados pela própria plataforma, consolidando um modelo de distribuição digital em eventos historicamente concentrados na TV Globo. O diferencial não está apenas na audiência, mas na capacidade de integrar entrega publicitária mensurável e ativação orientada por dados. Para Eduardo Abreu, vice-presidente de vendas e marketing do hub de mídia ADSPLAY, o movimento marca uma mudança estrutural na arquitetura das campanhas. “O mercado passou anos tratando o digital como extensão da TV aberta e paga tradicional. O que vemos agora é uma reorganização do centro de gravidade da estratégia. As campanhas começam no ambiente conectado e a televisão convencional passa a ocupar um papel dentro dessa arquitetura mais ampla. A Copa de 2026 deve tornar essa mudança visível em escala”. Eduardo Abreu, VP da ADSPLAY Segundo o executivo, o avanço da mídia programática é o elemento que sustenta essa transformação. A possibilidade de cruzar dados proprietários com inventário premium, controlar frequência individual, otimizar criativos dinamicamente e medir resultados ao longo da jornada altera a lógica de investimento. “A mídia programática permite segmentar campanhas com base em comportamento real de consumo, acompanhar resultados em diferentes plataformas e medir qual parte das vendas ou da geração de demanda foi de fato impulsionada pela campanha. Isso reduz desperdício de verba e aumenta a previsibilidade de retorno. Em vez de comprar apenas exposição, o anunciante passa a investir com lógica de eficiência”, completa. Considerando todos esses fatores, 2026 deve consolidar a publicidade digital como infraestrutura estratégica do mercado brasileiro. A combinação entre CTV, áudio digital, dados proprietários e compra automatizada permite transformar grandes eventos midiáticos em arquiteturas completas de ativação, conectando construção de marca, geração de demanda e conversão em um mesmo fluxo operacional. “A discussão deixou de ser apenas sobre alcance. O diferencial competitivo está na inteligência de entrega e na capacidade de mensuração. Em um ambiente multiplataforma, quem consegue integrar dados, contexto e distribuição conectada transforma atenção em resultado financeiro mensurável”, conclui o executivo.
Quatro dicas para vender mais com chat commerce
O varejo brasileiro inicia 2026 em um cenário de crescimento moderado e mudanças no padrão de consumo, com desempenho mais contido no varejo de bens. Segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), o setor registrou queda de 1,3% no mês de janeiro e uma retração de 5,9% e 3,1% em fevereiro, com recuo de 2,2% na comparação anual, em relação às vendas do comércio brasileiro. Em busca de estratégias para impulsionar as vendas, marcas que investem em comunicação e vendas via WhatsApp, canal preferido dos consumidores brasileiros, estão aproveitando esta tendência para maximizar resultados. Neste contexto, a OmniChat, plataforma líder em chat commerce e WhatsApp Business Solution Provider (BSP), compartilha orientações para empresas aumentarem o engajamento e as conversões em seus canais digitais. “O chat commerce se consolidou como a estratégia mais eficiente de vendas online, especialmente no Brasil, onde 75% das pessoas preferem comprar de empresas com quem podem conversar por mensagens, e 60% dizem que preferem comprar por mensagens a visitar uma loja”, afirma Mauricio Trezub, cofundador e CEO da OmniChat. Estratégias para aumentar as vendas pelo WhatsApp A primeira mensagem entre a marca e o consumidor pode determinar o sucesso de toda a jornada de compra. Para criar mensagens que realmente convertam, a OmniChat recomenda ser direto e objetivo, utilizando no máximo 1024 caracteres, limite técnico do WhatsApp para templates. É fundamental incluir um “gancho emocional” conectado à data comemorativa, como referências a momentos especiais a dois, além de utilizar linguagem leve, alinhados ao tom da marca. Erros gramaticais e ortográficos são motivo imediato de rejeição e prejudicam a credibilidade, por isso a revisão cuidadosa é essencial. A estruturação da mensagem deve contar com início impactante, corpo com proposta de valor clara e fechamento com chamada para ação. A personalização deixou de ser um diferencial para se tornar uma expectativa dos consumidores. Empresas que implementam estratégias avançadas de personalização observam aumento nas taxas de abertura ao incluir variáveis como nome, sobrenome e interesses do cliente, além de aumento na taxa de conversão ao segmentar mensagens por comportamento de navegação anterior e redução na taxa de descadastramento. Entre as estratégias recomendadas está a integração da plataforma de mensagens com CRMs e sistemas de e-commerce para uso eficiente de dados, criação de templates específicos para diferentes segmentos, como clientes recorrentes, primeiras compras e abandonos de carrinho, além da utilização de dados de compras anteriores para sugerir presentes compatíveis com o histórico do consumidor. O uso estratégico de elementos visuais e interativos pode aumentar o engajamento e a conversão. Utilizar imagens de alta qualidade que contextualizem o produto é fundamental para criar conexão emocional com o consumidor. Um mix equilibrado de conteúdos, incluindo imagens, GIFs, vídeos curtos e áudios, enriquece a experiência e mantém o interesse ao longo da jornada. O uso de botões específicos como “Quero um buquê” ou “Ver outras opções” orienta o cliente para ações concretas e aumenta as chances de conversão, criando uma experiência de compra fluida e intuitiva. Implementar campanhas de mídia paga no Google, Facebook e Instagram com botão direto para o WhatsApp permite capturar a intenção de compra no momento exato em que ela surge. Outra possibilidade é a criação de campanhas segmentadas por geolocalização para direcionar clientes às lojas físicas mais próximas. A integração de dados de navegação web com o perfil do cliente no WhatsApp garante continuidade da experiência, enquanto a configuração de mensagens automáticas de boas-vindas personalizadas de acordo com a origem do cliente fortalece a primeira impressão e aumenta as chances de engajamento.
Entre trends e experiência, Páscoa acelera vendas no varejo digital
A Páscoa de 2026 reforça sua relevância para o varejo brasileiro, especialmente no ambiente digital, com campanhas que antecipam o consumo, apostam em experiências e exploram o apelo emocional para impulsionar resultados. O movimento acompanha o crescimento do setor: o mercado de chocolates movimentou R$ 36,7 bilhões em 2025, com alta de 26%, segundo a NielsenIQ. Movidas por trends nas redes sociais, as compras nesse período combinam planejamento e impulso, com picos de decisão concentrados nos dias que antecedem a data. Uma pesquisa do Sebrae aponta que 73% dos consumidores brasileiros já realizaram compras influenciados por conteúdos em plataformas como o Instagram, reforçando o papel do social commerce na tomada de decisão em datas sazonais altamente visuais como a Páscoa. Esse comportamento impõe desafios específicos à gestão online. A performance passa pela capacidade de ajustar sortimento, comunicação e distribuição ao longo de todo o período, acompanhando o que ganha relevância nas redes. Nesse contexto, a logística de last mile ganha protagonismo, com modalidades como Same Day Delivery e Click & Collect se tornando diferenciais competitivos, especialmente na reta final. “As marcas que performam melhor são aquelas que recalibram o sortimento e o investimento em mídia em tempo real para capturar os picos de demanda, com uma logística preparada para acompanhar a velocidade do fechamento de vendas”, afirma Alexandre Mendes, Sócio-CMO da Lope Digital Commerce. Além da estratégia, a comunicação também passa por ajustes. Linguagem alinhada ao momento cultural, campanhas mais dinâmicas e forte presença em canais digitais ajudam a reter a atenção de um público que decide em poucos minutos, muitas vezes diretamente pelo celular. “A Páscoa expõe o quanto o comércio eletrônico está conectado à cultura e ao comportamento online. Quem consegue trabalhar nessa dinâmica leva esse aprendizado para o restante do ano, com mais agilidade, menos estoque parado e campanhas mais eficientes”, finaliza Mendes.
ADSPLAY lança rebranding e atualiza posicionamento em evento para o mercado de mídia digital
A ADSPLAY promoveu nesta quinta-feira (19) um evento para apresentar oficialmente seu rebranding e novo posicionamento ao mercado publicitário. A iniciativa marca um novo momento da companhia, em meio a um cenário de transformação do marketing, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e pela necessidade de estratégias mais adaptáveis, relevantes e orientadas por dados. O encontro reuniu profissionais do setor, parceiros e executivos para discutir tendências, inovação e os novos caminhos da relação entre marcas e públicos. A programação contou com a palestra “Marketing que não parece marketing”, de João Branco, ex-CMO do McDonald’s Brasil, que propôs uma reflexão sobre como empresas precisam rever modelos tradicionais para acompanhar um consumidor mais exigente, informado e menos suscetível a abordagens genéricas. Na sequência, João participou de um debate ao lado dos sócios da ADSPLAY — Bruno Oliveira, COO, e Eduardo Abreu, vice-presidente de vendas e marketing — com mediação de Marcos Braga, o Marquinhos, CEO do Amigos do Mercado. A conversa trouxe uma abordagem provocativa e estratégica sobre os desafios atuais do marketing, passando por temas como construção de marca, personalização em escala, segmentação e uso mais eficiente da tecnologia. Entre os pontos abordados durante a conversa: a necessidade de reavaliar práticas consolidadas, a importância de campanhas mais direcionadas mesmo em contextos de grande alcance, o papel dos nichos na construção de marcas mais fortes e como o uso inteligente de ferramentas e dados pode impactar diretamente a eficiência dos investimentos. Júlia Greghi, Diretora de Marketing da ADSPLAY, responsável por encabeçar todo o rebranding da marca (Foto:ADSPLAY) “Evoluímos nossa marca para traduzir com mais clareza o que a ADSPLAY se tornou: um ecossistema que integra mídia, tecnologia e dados para simplificar a complexidade do mercado e ampliar as possibilidades de resultado para nossos clientes”, explica Júlia Greghi, Diretora de Marketing da ADSPLAY e idealizadora do rebranding. O evento também contou com a presença de importantes players do mercado. Entre as empresas e agências presentes estavam nomes como Galeria, FTD Educação e Trisul, representados por executivos C-level, reforçando o interesse do mercado nas transformações do marketing e na evolução das estratégias de conexão com o consumidor. “Hoje, falar com todo mundo é, na prática, não falar com ninguém. As marcas que conseguem avançar são aquelas que entendem profundamente seus públicos e constroem estratégias mais precisas, sem abrir mão de escala. O marketing caminha para um equilíbrio cada vez maior entre personalização, eficiência e construção de valor de longo prazo”, afirma Eduardo Abreu, vice-presidente de vendas e marketing da ADSPLAY.
Sorvetes Rochinha aposta em transparência e lança campanha digital para mostrar uso de fruta pura na produção de picolés
Em um mercado de sorvetes que movimenta cerca de R$ 16,5 bilhões por ano no Brasil e segue em expansão, a Sorvetes Rochinha lança a campanha digital “Fruta de Verdade”. A iniciativa aposta na transparência para mostrar ao público como seus picolés são produzidos a partir de fruta pura. Desenvolvida em parceria com a agência Desdobra.ai e a produtora DogFish, a campanha apresenta cenas reais da produção e reforça o posicionamento da marca em um setor que projeta crescimento de 16,3% em 2026, segundo dados da Abis (Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis). A proposta da campanha é desmistificar o processo industrial ao evidenciar a pureza dos ingredientes. Os primeiros filmes têm como protagonistas três sabores clássicos — coco, abacate e limão — e mostram, sem encenação, o preparo das frutas dentro da fábrica. Nos vídeos, limões são espremidos na hora, abacates têm a polpa retirada manualmente e cocos frescos são preparados e cozidos em grandes panelas, revelando ao público etapas que normalmente ficam restritas aos bastidores da produção. Para além do rigor produtivo, a estratégia visual da campanha também resgata a herança caiçara da marca. A direção de arte aposta em cores vibrantes e elementos que remetem à brasilidade, conectando a comunicação à origem da Rochinha no litoral de São Paulo e reforçando seu posicionamento como uma love branding genuinamente nacional. Para o CEO da marca, Lupercio Moraes, essa abordagem responde ao crescimento do movimento clean label no Brasil, onde o consumidor busca transparência sobre o que consome. “O consumidor está mais informado e exigente. Ele quer produtos com menos ingredientes artificiais e mais naturais. A Rochinha sempre seguiu esse caminho e agora, nesta campanha, abrimos nossa fábrica para mostrar de forma clara que nosso produto tem um processo real, com fruta de verdade”, afirma o executivo. Thor Matsuki, CCO da Desdobra.aí explica o conceito criativo, que nasceu de um mergulho na história de mais de 40 anos da marca. “Vamos mostrar esse orgulho da origem, essa atmosfera mais brasileira e próxima da realidade do produto. O coco queimado, por exemplo, ainda é preparado em panela, como era feito décadas atrás, isso é muito raro”, ressalta. O conteúdo será distribuído estrategicamente em formatos verticais (mobile-first) para redes sociais, como Reels e Shorts, além de mídia programática nas plataformas da Meta. A tática de brand awareness foca em vídeos curtos e de alto impacto visual (snack content), que aproximam o público do processo produtivo de forma ágil e orgânica. Com a campanha “Fruta de Verdade”, a empresa busca consolidar sua identidade em um mercado impulsionado por novos hábitos de consumo, transformando o “como se faz” no seu principal argumento de venda.
Campanha alerta para misoginia digital em meio à trend “Caso ela diga não”
Em um momento em que vídeos nas redes sociais tem viralizado ensinando homens a reagirem quando uma mulher recusa um pedido de namoro ou casamento, incentivando comportamentos de violência, cresce também um outro fenômeno menos visível: o uso de símbolos, memes e emojis como códigos de ataque contra mulheres no ambiente digital. Embora aparentemente inofensivos, esses elementos vêm sendo apropriados em determinadas comunidades online como linguagem de deboche, intimidação ou silenciamento feminino. Nas redes, essa mesma lógica muitas vezes aparece de forma mais sutil, por meio de códigos e linguagens simbólicas que ridicularizam ou constrangem mulheres que rejeitam investidas masculinas. A prática faz parte do que especialistas chamam de misoginia digital, um conjunto de comportamentos que reproduzem violência de gênero por meio de ironias, memes e símbolos difíceis de identificar à primeira vista. Foi ao se deparar com esse tipo de dinâmica que a executiva Fernanda Aldabe, CEO e VP Institucional e de ESG da Agência Bistrô, decidiu transformar uma experiência pessoal em um projeto de conscientização. Após recusar um pedido em um aplicativo de relacionamento, Fernanda recebeu uma sequência de emojis de ursos que, à primeira vista, pareciam apenas uma reação irônica. Ao investigar o significado dos símbolos, descobriu que eles eram utilizados em determinados fóruns online como forma de ridicularizar mulheres que rejeitam homens. “Nem todo ataque vem em forma de ameaça explícita. Às vezes ele aparece disfarçado de piada, meme ou emoji. Justamente por isso é importante ampliar o letramento digital, para que mais pessoas consigam reconhecer quando uma linguagem aparentemente neutra carrega violência simbólica“, afirma. A experiência motivou a criação da campanha “Além do Emoji”, que busca ampliar o debate público sobre misoginia digital e incentivar o reconhecimento dessas formas mais sutis de violência nas redes. O tema dialoga com debates recentes que ganharam força nas plataformas digitais, como a discussão em torno da pergunta: “Você se sentiria mais segura sozinha na floresta com um urso ou com um homem desconhecido?”. A conversa gerou forte reação em comunidades masculinas online, incluindo grupos associados à chamada cultura incel — homens que se identificam como celibatários involuntários e que, em alguns espaços digitais, propagam discursos hostis contra mulheres. Plataforma digital reúne informações e orientações Como parte da iniciativa, foi criada a plataforma www.alemdoemoji.com, que reúne conteúdos educativos sobre misoginia digital, explicações sobre símbolos e emojis usados como códigos de ataque e informações sobre legislação e canais de apoio para vítimas. A página também apresenta dados sobre violência de gênero no Brasil e orientações práticas para reconhecer e denunciar situações de agressão no ambiente online. Livro leva debate para escolas Como desdobramento da campanha, a agência também lançará, no dia 18 de março, o livro ilustrado A carta enigmática, escrito por Natália Mansan, doutoranda em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A obra foi criada como ferramenta pedagógica para orientar educadores no diálogo com adolescentes de 12 a 16 anos sobre convivência digital, linguagem simbólica e formas sutis de violência online. Parte dos exemplares será distribuída para instituições de ensino do Rio Grande do Sul, e o material também ficará disponível para download gratuito na página da campanha, permitindo que escolas de todo o país utilizem o conteúdo em atividades educativas. Para saber mais sobre a Agência Bistrô acesse www.agenciabistro.com.br e as redes sociais. Ficha técnica:Direção Criativa: Fernanda AldabeGestão do Projeto: Juliana LazutaHead de Conteúdo: Flávia OgawaConteúdo: Martha Izabel, Eliége Gomes e Beni VelourRedação: Ronald Porto, Fevi Lopes e Otávio SantosRevisão: Sofia NegliaDireção de Arte: Ana Antonov e Israel DamianiFinalização: Rodrigo DuzzerAnimação em IA e Montagem: Israel DamianiAnimação: Rosana WeberProdução de Áudio: Israel DamianiProdução: Mariana PossobonMídia: Jéssica Machado e Emi MachadoAtendimento: Kaiany RossoniEscritora do Livro: Natália MansanIlustrações: Matheus BritoAgência: Bistrô
Eficiência de dados é divisor de águas para o ROI no Mês do Consumidor, afirma o CBO da Nava
O Mês do Consumidor consolidou-se como o primeiro grande teste de estresse do varejo no ano. No entanto, em um cenário de compressão de margens e do custo de aquisição de clientes (CAC) ascendente, a disputa apenas por preço tornou-se uma estratégia insustentável. Segundo o Estudo Opinion Box/Neogrid, 33,5% dos consumidores dão mais peso para a experiência do que para a oferta como pilar principal para se fidelizar a uma marca. Para a Nava, consultoria de soluções de tecnologia, o desafio das marcas em 2026 é a integridade da jornada digital, já que a maturidade digital no varejo migrou da digitalização para a antecipação. Por meio da GH Brandtech, parte integrante do ecossistema da Nava, a companhia identifica que a desconexão entre o marketing e a criatividade da engenharia de dados é o principal dreno de faturamento nas datas sazonais. A Nava destaca quatro pilares onde a tecnologia aplicada dita o sucesso financeiro da operação: “O diferencial competitivo reside na capacidade de eliminar as fricções invisíveis na jornada do usuário. Quando os dados orientam a criatividade em tempo real, as campanhas se tornam precisas. É essa integração que permite às empresas escalarem com sustentabilidade, transformando o volume de tráfego do Dia do Consumidor em LTV (Lifetime Value) real”, afirma Hansel.
Appel Home lança nova temporada de programa voltado para lojistas
A terceira temporada do Appel Expert, programa de treinamentos gratuito para lojistas e balconistas, promovido pela Appel Home, foi lançada nesta terça-feira, dia 10 de março. As aulas, ministradas por profissionais com anos de experiência no mercado de cama, mesa e banho, serão disponibilizadas no canal do YouTube da marca. O primeiro episódio já está disponível. O projeto consiste em vídeos quinzenais, de curta duração (até cinco minutos), em que especialistas falam de temas que vão desde os cuidados com os produtos, até instruções sobre administração, vendas e marketing. A temporada inicia com um especial de três episódios sobre a viagem que o presidente da empresa, Rafael Appel, o diretor de produto e marketing, Rafael Berwanger, e a gerente de produtos, Rubia Becker, fizeram para a feira Heimtextil, na Alemanha. O tema central serão as tendências que aparecem no mercado europeu. O Appel Expert também conta com um Instagram, com conteúdos voltados para o trade marketing. Nele, os lojistas podem ter acesso a mais informações sobre a marca e os produtos, receber dicas e baixar conteúdos da Appel, otimizando a relação entre a marca e seus canais de distribuição. “O nosso objetivo com o Appel Expert é estar cada vez mais próximos dos nossos lojistas. Por meio desses canais e projetos, conseguimos estabelecer um diálogo direto com eles, entender suas dores e atuar de forma mais assertiva. A intenção é apoiá-los em suas principais demandas, compartilhar conhecimento relevante para o dia a dia do negócio e fortalecer essa parceria, para que todos possam crescer juntos”, afirma o presidente da companhia, Rafael Appel.
Jequiti evolui digitalização do seu modelo de negócio com o lançamento do aplicativo Revenda Jequiti
A Jequiti, empresa do Grupo Silvio Santos, anuncia uma nova etapa na digitalização de seu modelo de negócio com o lançamento do Revenda Jequiti. A plataforma foi criada para ampliar o acesso ao empreendedorismo digital, permitindo que qualquer pessoa venda produtos da marca de forma simples, conectada e integrada ao ambiente online. Desenvolvido em parceria com a UP Vendas, o aplicativo reúne funcionalidades que facilitam a rotina de quem empreende com a marca, como gestão de estoque, pedidos e vendas, além da possibilidade de administrar produtos novos ou de estoque próprio. A plataforma também conta com integração com live commerce, ampliando as oportunidades de venda em tempo real. A iniciativa fortalece a rede de consultoras e abre espaço para novos empreendedores, aumentando o alcance da marca e tornando o modelo de venda mais ágil e conectado. Entre as inovações está a tecnologia Tap to Pay, que transforma o celular em uma maquininha de pagamento por aproximação. Com isso, a Jequiti se torna uma das primeiras empresas de venda direta do Brasil a implementar essa solução, reforçando seu posicionamento em inovação e na modernização do empreendedorismo no setor, ao mesmo tempo em que mantém comissões e incentivos atrativos. “Com o Revenda Jequiti, avançamos na digitalização do nosso modelo de negócio e ampliamos as oportunidades para quem deseja empreender com a marca. A plataforma foi pensada para facilitar a gestão das vendas, expandir o alcance dos nossos produtos e fortalecer nossa rede de consultoras e novos empreendedores em um ambiente simples e acessível”, afirma Eduardo Ribeiro, CEO da Jequiti. O projeto, já disponível nas principais lojas de aplicativos iOS e Android, inicia sua fase piloto em regiões selecionadas do estado de São Paulo, com o objetivo de testar funcionalidades e aprimorar a experiência da plataforma. A expectativa é expandir a iniciativa para novas regiões a partir do segundo trimestre, ampliando gradualmente o acesso à solução em todo o país.
Samsung estreia mini-filmes que destacam a nova câmera de bolso do Galaxy S26 Ultra
Como parte do lançamento global do Galaxy S26 Ultra, a Samsung Brasil apresenta uma série de mini-filmes que destacam recursos inéditos e toda a potência do novo hardware. Com foco na Ultracâmera, os mini-filmes exploram situações do dia a dia e revelam como o Galaxy S26 Ultra produz fotos e vídeos com qualidade cinematográfica diretamente do smartphone, tornando-se uma Câmera de Bolso ideal para criadores de conteúdo, apaixonados por Fotografia e profissionais do ramo. Com o Nightography Vídeo Aprimorado1, os usuários podem registrar momentos especiais com imagens nítidas e vibrantes, até mesmo em ambientes com baixíssima luz. Já a primeira Tela de Privacidade² do mundo, recurso exclusivo na versão Ultra do Galaxy S26, protege os dados que você escolher de olhares curiosos. Sim, você pode ativar essa proteção somente para suas notificações, apps específicos ou para a sua tela inteira. A série de vídeos ainda demonstra como a nova versão do Foto Inteligente3 utiliza recursos do Galaxy AI para tratar e transformar suas fotos através de prompts simples, sem complicações. Os filmes foram capturados com todo o poder das lentes do Galaxy S26 Ultra, provando mais uma vez que, além de um smartphone, ele é uma ferramenta profissional de criação. A Ultracâmera oferece possibilidades e recursos inovadores, que elevam a experiência do dispositivo móvel. Com o uso do codec de vídeo APV, perfil LOG e aplicação LUT (Look-Up Table) em tempo real, o smartphone integra captura, edição e compartilhamento em uma experiência fácil e intuitiva para todos os usuários. Criados pela Cheil Brasil, com produção da Sagaz Filmes, direção de cena de Daniel Bontempo e trilha da Blend Audio, os mini-filmes, com cerca de 15 segundos de duração cada, estão disponíveis nos canais oficiais da Samsung nas redes sociais. Para mais informações sobre o Galaxy S26 Ultra, visite Samsung Newsroom Brasil ou Samsung.com/br. Ficha técnica: Cliente: Samsung Produto: Galaxy S26 Ultra Agência: Cheil Brasil Título: Tela de Privacidade, Nightography e Edição de Fotos Duração: 15seg CEO: Tatiana Pacheco Diretora de Atendimento: Priscila Bernardi Atendimento: Guilherme Franco e Pedro Palma Gerente de Conteúdo: Ísis Foguer CCO: Alexandre Ravagnani Diretor de Criação: Eto Bastos Criação: Marcelo Shalders, Gabriella Farabeli e Gabriela Peduto RTV: Cristiane Marinari e Carla Webber 1 Os resultados podem variar dependendo das condições de iluminação e/ou filmagem, incluindo múltiplos objetos, objetos desfocados ou em movimento. 2 O recurso Tela de Privacidade controla o campo de visão da tela, limitando a visão periférica. Algumas alterações na qualidade da imagem podem ocorrer fora do alcance de visualização. Quando ativada, algumas informações podem ainda ser visíveis para outras pessoas, dependendo do ambiente de visualização, como o ângulo ou o brilho. É importante ter cautela ao expor informações sensíveis. 3 O Foto Inteligente pode necessitar de uma conexão de rede e login na Samsung Account. A disponibilidade dos serviços pode variar de acordo com o país, idioma ou modelo do dispositivo. O Foto Inteligente pode gerar uma foto redimensionada. Uma marca d’água visível é sobreposta na imagem resultante ao salvar, para indicar que a imagem foi gerada por AI. A precisão e a confiabilidade do resultado gerado não são garantidas.
Dia do Consumidor: 85% dos brasileiros compram online e desafiam varejistas a acertar nas promoções
Celebrado tradicionalmente em 15 de março, o Dia do Consumidor é uma data importante para varejistas e clientes que buscam boas promoções. Nesse contexto, destaca-se o papel do e-commerce como principal canal de compras para 85% dos brasileiros, segundo o estudo CX Trends 2026. Os dados também apontam que 76% desses consumidores digitais escolhem os marketplaces para adquirir um produto ou serviço, sobretudo pela segurança das plataformas. Somando comodidade com promoções, fica evidente que os brasileiros aguardam as “datas comerciais” para comprar. O levantamento Neotrust Confi confirmou que, em 2025, o comércio eletrônico brasileiro atingiu R$8,3 bilhões durante a semana do consumidor, um aumento de 13,6% comparado ao mesmo período de 2024. Independentemente da estratégia de cada indústria e varejista nestas épocas, a análise cuidadosa dos descontos e checagem dos preços faz toda a diferença no fluxo de caixa. De acordo com Pablo Zapata, CEO e fundador da TrackingTrade, empresa especializada em monitoramento e governança comercial, o mercado aproveita essas oportunidades para promover os produtos mais antigos e como consequência introduzir novos produtos nos canais parceiros. Sendo assim, o monitoramento de preços para proteção de margens é o melhor caminho para garantir o sucesso comercial no período. “Observo que o consumidor brasileiro é muito sensível a preço na composição da sua decisão para comprar bem, e o mercado precisa acompanhar esse ritmo. E o sucesso do canal está na compra (sellin) do produto que antecede as datas sazonais. Portanto, se um varejista encontrou os melhores fornecedores e está com o estoque disponível para atender a demanda, é sinal que ele usou dados corretamente ao seu favor”, destaca o executivo, que defende o monitoramento das informações como parte fundamental das estratégias de vendas e supply chain (cadeia de suprimentos ou estoque). Governança comercial e monitoramento dos preços Utilizar dados a favor dos negócios é justamente um dos desafios das empresas nacionais, de acordo com pesquisa Panorama de Sentimento das Lideranças. De um lado, 80% das companhias consultadas utilizam algum tipo de ferramentas para controle de preços. Porém, os executivos opinam que a falta de estratégia e integração de processos organizacionais são desafios que precisam ser discutidos internamente. Para Zapata, essa percepção dos líderes tem relação com a falta de governança na tomada de decisão, podendo trazer prejuízos sérios em datas comerciais. “Nestes períodos os fornecedores e administradores dos canais de venda, como marketplaces, fazem grandes apostas. Uma vez que o desafio das marcas é tornar a concorrência menos predatória, é nesse momento que uma tecnologia de monitoramento de preço ou proteção de margem, são essenciais para garantir a execução da estratégia”, explica. O fundador da TrackingTrade enxega a governança como um diferencial enorme no Brasil que vai além do controle de mercadoria. “A gestão inteligente começa no planejamento de vendas e operações (S&OP), passando pela política comercial, contratos com o canal, logística e finalmente o trade marketing”, acrescenta Zapata.
Design e dados juntos: como o CRO pode transformar a performance digital de empresas brasileiras em 2026
O Brasil é um dos países com maior engajamento digital do mundo. Segundo o Digital Report 2026, produzido pela We Are Social em parceria com a Meltwater, o país conta com mais de 170 milhões de usuários ativos na internet e a digitalização de negócios segue em ritmo acelerado. Nesse cenário, cresce entre empresários e gestores o interesse por uma prática já consolidada nos mercados norte-americano e europeu: o CRO, sigla para Conversion Rate Optimization, ou otimização da taxa de conversão. O CRO reúne técnicas e estratégias voltadas a aumentar o percentual de usuários que realizam uma ação desejada em um site ou aplicativo, como comprar um produto, solicitar um orçamento ou preencher um formulário. Em mercados mais maduros, a prática já integra as áreas de produto, growth e tecnologia das empresas. No Brasil, o movimento está em curso e 2026 pode ser o ano em que o CRO deixa de ser novidade e passa a ser estratégia. Para Adriano Valadão de Freitas, designer especialista em UX e CRO com atuação nos Estados Unidos e no Brasil, a adoção da prática responde a uma pressão real do mercado. “O CRO ajuda a criar uma jornada mais assertiva e memorável, com eficiência e inteligência no uso de dados. Diante do aumento do custo de aquisição de clientes e da transformação causada pela busca com IA, otimizar o que já existe torna-se cada vez mais necessário. Mais do que atrair uma grande quantidade de visitantes, é preciso transformar a audiência em resultado”, afirma. O especialista reforça que dados isolados não bastam. Para ele, o CRO só entrega seu potencial máximo quando a análise quantitativa caminha ao lado do design. “Um teste A/B, por exemplo, pode indicar que uma página não está convertendo, mas é o olhar do design que revela o porquê: o botão está em segundo plano visual, a hierarquia da informação está invertida, o call to action compete com outros elementos, e assim por diante. Dados apontam o problema e o design resolve.”, explica Freitas. Nesse sentido, princípios fundamentais de UX e design de interface, como clareza visual, hierarquia tipográfica, e fluxo de leitura, bem como a aplicação de padrões de acessibilidade como uso adequado de cor e contraste, são ferramentas relativamente simples de se implementar e com alto potencial de aumento de receita. Freitas observa que o mercado americano de tecnologia e e-commerce, altamente competitivo, foi o principal laboratório para a consolidação do CRO como disciplina estratégica. “Plataformas digitais nos EUA operam com metas rigorosas de conversão e utilizam ferramentas avançadas de analytics, personalização e inteligência artificial para transformar dados em decisões de melhoria contínua”, explica. “As pequenas e médias empresas, em especial, podem ter resultados muito positivos se replicarem esse movimento. Falta, em muitos casos, saber por onde começar”, completa.
Estrategista ensina a “Receita do TikTok Shop” para escalar as vendas em 2026
Aquela plataforma que oferecia apenas entretenimento, já não existe mais. Hoje, o TikTok se consolidou como um dos principais motores de descoberta de produtos em nível mundial. No Brasil, o avanço do TikTok Shop, a partir de 2025, estruturou o chamado social commerce no País. Para 2026, segundo o empreendedor e mentor, Alexandre Capella, o cenário aponta para uma expansão ainda mais acelerada. “Com mais de 152 milhões de usuários brasileiros, a plataforma se tornou um dos ambientes mais poderosos para descobertas de marcas, tendências e consumo por impulso.” Ele explica que as empresas que entenderem a lógica do novo modelo de negócio conseguirão transformar viralização em vendas consistentes. “Existe uma espécie de ‘receita de bolo’ para o TikTok Shop, que envolve preço correto, estrutura operacional, creators em escala e uma estratégia de aquisição de clientes”, afirma, ao revelar que um dos pilares da operação é o ticket médio. De acordo com Capella, no TikTok Shop, a decisão de compra ocorre em segundos, por impulso, no momento em que o consumidor está navegando, consumindo conteúdo. “Produtos com preço de até R$ 79,90 apresentam taxas de conversão significativamente maiores, pois criam uma percepção de baixo risco.” Para se adaptar a esse comportamento, as marcas estão adotando medidas estratégicas variadas, como versões menores de produtos; kits de entrada; itens exclusivos para a plataforma e ajustes de volume ou gramagem. Segundo o mentor, a adequação ao modelo de compra impulsiva é determinante para escalar dentro do ambiente. Característica Diferentemente do que muitos imaginam, o TikTok Shop não funciona apenas como uma vitrine digital. Trata-se de uma operação tecnológica e logística robusta, sendo que para operar com eficiência, é necessário ter seller center configurado; ERP integrado; emissão automática de notas fiscais e integração com o operador logístico. “Entre os sistemas mais utilizados no Brasil estão ERPs como Bling e Tiny. É importante ressaltar que se um vídeo viraliza e a empresa recebe milhares de pedidos em poucas horas, a operação precisa estar preparada, uma vez que sem estrutura, ela trava”, observa. Capella explica que no TikTok Shop a logística é gerenciada pela própria plataforma, e é o TikTok que define se os pedidos serão levados a pontos de coleta ou se haverá retirada no centro de distribuição da empresa. Outro ponto importante é a validação do produto, que não acontece com poucos vídeos. Segundo ele, uma validação robusta costuma envolver entre dois mil e três mil vídeos publicados, permitindo que o algoritmo identifique padrões de audiência e comportamento. “Quando determinados conteúdos começam a performar acima da média, a plataforma amplia a distribuição, gerando o efeito viral. E a escala vem, principalmente, dos creators afiliados. Operações que atingem alto desempenho costumam trabalhar com três mil e cinco mil creators ativos, podendo alcançar dezenas de milhares ao longo do tempo. O fato é que cada um produz abordagens diferentes. Enquanto muitos vídeos não performam, um único conteúdo viral pode gerar milhares de pedidos em poucas horas.” Outros ingredientes Para alimentar toda essa engrenagem, marcas estruturadas costumam enviar entre 1,5 mil e 3 mil amostras mensais para os criadores testarem e gerarem conteúdo real, o que cria uma rede descentralizada de divulgação, multiplicando pontos de contato com o consumidor. De acordo com Capella, embora o TikTok seja conhecido por sua força orgânica, ele também combina com ações de mídia paga. Ele explica que após cerca de 500 vídeos publicados já é possível identificar os conteúdos com potencial de conversão. “Investimentos entre R$ 1 mil e R$ 3 mil por dia são comuns em operações validadas e aceleram o processo de crescimento. No entanto, apesar do potencial de faturamento, a rentabilidade depende de cálculos precisos. Entre os principais custos estão a comissão da plataforma; a taxa de logística de 6%; a comissão dos creators; os custos operacionais ou de agências; o envio de amostras; os impostos e a estrutura interna”, relata, ao comentar que para muitas marcas, o TikTok Shop funciona como um canal de aquisição de novos clientes, sendo que após a primeira compra, o relacionamento pode migrar para um ecommerce próprio ou base de CRM, por exemplo. Cupons de desconto e benefícios promocionais são incentivos que impulsionam o crescimento e, para o empreendedor e mentor, o sucesso do TikTok Shop pode parecer aleatório para quem observa de fora, mas as operações que realmente dão certo seguem um padrão claro, com preço estratégico; estrutura operacional; escala massiva de creators; validação baseada em volume e estratégia definida de aquisição. “Empresas que compreenderem essa dinâmica transformarão o TikTok não apenas em um canal de vendas, mas em uma poderosa máquina de geração de novos clientes, representando uma das maiores oportunidades da nova economia digital no Brasil em 2026”, afirma.
AppsFlyer lança “Scoring Big: O Guia Completo do Profissional de Marketing para o Maior Evento de Futebol do Mundo”
A AppsFlyer, a Modern Marketing Cloud, anunciou hoje o lançamento de “Scoring Big: O Guia Completo do Profissional de Marketing para o Maior Evento de Futebol do Mundo”, um novo relatório criado em colaboração com Sensor Tower e M+C Saatchi Performance. Com base em bilhões de instalações e conversões de remarketing, o relatório oferece um framework orientado por dados, com base em insights da edição de 2022 do torneio, para revelar oportunidades ainda inexploradas e ajudar marcas a transformar picos de atenção de curto prazo em crescimento sustentado, retenção e valor do ciclo de vida do cliente (LTV) em ecossistemas de streaming, CTV, mobile, varejo e digital. “Com 104 partidas em três países e 16 cidades, o maior evento de futebol do mundo será a maior edição já realizada, criando uma rara janela de cinco semanas de atenção global sustentada e alta intensidade comercial. O Scoring Big deixa claro que as marcas não podem tratar 2026 como uma corrida de cinco semanas, é um teste de resistência de marketing e um amplificador”, diz Renata Altemari, General Manager LATAM da AppsFlyer. “Vencer exige a capacidade de localizar estratégias em escala, orquestrar cada ponto de contato entre streaming, CTV, mobile e varejo, e mensurar tudo com clareza e confiança.” Principais descobertas: a demanda mobile dispara durante as partidas, mas o crescimento sustentado depende da estratégia Ao longo do período do torneio, o relatório destaca “microjanelas” claras de alta intenção e como as marcas podem transformá-las em LTV: Streaming dispara no pontapé inicial:As instalações de aplicativos de streaming cresceram 46% no dia de abertura e permaneceram 41% mais altas durante toda a primeira semana, demonstrando como momentos ao vivo aceleram a aquisição quando o acesso é simples e sem fricção. Varejo cresceu de 2 a 3 vezes ano contra ano:As instalações de apps de compras cresceram de 2 a 3 vezes em comparação com 2021, já que o torneio coincidiu com a Black Friday e a Cyber Week, ampliando a concorrência e acelerando a descoberta e a intenção de compra de curto prazo. Delivery teve crescimento mais rápido na América do Sul:As instalações de apps de delivery cresceram 15% globalmente no dia de abertura, com a América do Sul registrando o maior crescimento (+6,7%) durante todo o torneio, mostrando como a cultura do futebol pode impulsionar adoção incremental, e não apenas maior uso. Apostas cresceram nos EUA:Os downloads de apps de apostas nos Estados Unidos subiram 57%, enquanto as sessões cresceram 15%, sinalizando demanda incremental mesmo em um mercado dominado pelo futebol americano e evidenciando a diferença entre curiosidade e hábito duradouro. Notícias e games se tornaram categorias essenciais:As instalações de apps de notícias esportivas cresceram 72% no dia de abertura e permaneceram 56% acima da média na primeira semana, enquanto os jogos esportivos cresceram 18% acima da média de novembro, mantendo-se 9% acima da média na primeira semana, à medida que os fãs migraram da audiência passiva para a participação interativa. O playbook para 2026: campanha em três fases construída para mensuração e retenção Além dos números, o Scoring Big apresenta um framework prático para maximizar o impacto em todo o funil: Antes do evento:Invista cedo, quando os custos são menores e a atenção está crescendo. Esta fase deve ser tratada como a base, não como aquecimento. Durante o evento:Ative campanhas em tempo real nos jogos-chave, quando a atenção atinge picos previsíveis. Após o evento:Sustente o engajamento após o apito final com um plano claro de retenção, transformando atenção de curto prazo em crescimento de longo prazo. O relatório também destaca a importância de conectar todos os pontos de contato físicos e digitais e validar o desempenho usando uma “tríade de mensuração”: atribuição, testes de incrementação e modelagem de mix de mídia (MMM). Jonathan Briskman, Diretor de Market Insights da Sensor Tower, acrescentou: “Os fãs de esportes não vivenciam grandes torneios em apenas uma tela. Eles transitam entre TV, mobile e web, e isso muda como as marcas devem planejar. Além disso, as maiores oportunidades estão frequentemente ao redor da experiência do fã: pedir comida, fazer apostas, reservar viagens ou acompanhar resultados em tempo real. As estratégias vencedoras conectam esses momentos em uma jornada fluida.” Jonathan Yantz, Managing Partner da M+C Saatchi Performance, disse: “Os períodos de torneio trazem intensa competição e fadiga criativa. As marcas que têm melhor desempenho são aquelas que planejam com antecedência, testam criativos localizados e ativam campanhas de forma autêntica, especialmente por meio de linguagem local, mensagens orientadas por comunidade e criadores que produzem conteúdo nativo para cada plataforma.” Metodologia Baseado em dados totalmente anônimos e agregados da AppsFlyer, o relatório analisa o desempenho de: durante uma janela de 91 dias em torno do torneio masculino de 2022 (31 dias antes, durante e 31 dias depois). Os dados mostram que o mobile se torna o principal companheiro da experiência ao vivo, impulsionando instalações, sessões e receita, com variações relevantes por mercado e setor. Insights adicionais vieram da Sensor Tower, incluindo dados de downloads, receita e usuários ativos entre dezembro de 2021 e agosto de 2024, além de dados de impressões de anúncios digitais nos EUA. Leia o relatório O relatório está disponível em: https://www.appsflyer.com/pt/resources/reports/global-soccer-marketing
ShowHeroes e Traffective unem forças para criar uma das maiores plataformas independentes de monetização de publishers
A ShowHeroes, fornecedora independente líder em soluções de TV Conectada (CTV) e vídeo digital, anuncia a aquisição da Traffective, plataforma programática com sede em Munique, na Alemanha, especializada em monetização full-page e publicidade display. Juntas, as empresas passam a alcançar cerca de 2 mil publishers parceiros, gerar mais de 25 bilhões de impressões de anúncios e representar volumes de publicidade cross-channel superiores a € 10 milhões (aproximadamente R$ 61 milhões) por mês. A transação marca um passo estratégico na construção de uma das maiores plataformas independentes de monetização de publishers da Europa, integrando CTV, vídeo e display. A ambição compartilhada é oferecer a publishers e anunciantes uma proposta mais integrada e multitelas, conectando de forma eficiente CTV, vídeo e display — com escala por meio da organização internacional de vendas da ShowHeroes. Com a negociação, a Traffective passará a operar sob a marca Traffective by ShowHeroes. Apesar disso, não haverá mudanças operacionais para os atuais publishers parceiros: produtos, tecnologias, parcerias e pontos de contato permanecerão inalterados. A transação ainda está sujeita às aprovações regulatórias habituais. Forças complementares com escala Internacional A combinação da tecnologia de segmentação contextual SemanticHero, da ShowHeroes, e sua expertise em CTV e vídeo, com o profundo know-how da Traffective em monetização programática e otimização de rendimento, cria uma oferta ampliada e orientada à performance, com claro potencial de expansão internacional. “A Traffective construiu uma lógica de monetização que se comprovou ao longo de muitos anos em um dos mercados digitais mais competitivos da Europa”, afirma Ilhan Zengin, fundador e CEO da ShowHeroes. “Nossa ambição é escalar essa tecnologia internacionalmente e conectá-la à nossa infraestrutura global de demanda. Ao combinar otimização de rendimento, inteligência contextual e nossa stack de CTV e vídeo baseada em IA, fortalecemos o que publishers premium podem alcançar em todo o ecossistema multitelas”, complementa. Ampliação da demanda na rede de publishers Por meio da organização internacional de vendas diretas da ShowHeroes, os publishers da rede Traffective passarão a ter acesso incremental a budgets globais de grandes marcas. Ao mesmo tempo, a ShowHeroes amplia ainda mais sua base de publishers com fortes parceiros nacionais, regionais e locais. A integração também potencializa as oportunidades de monetização ao combinar a expertise programática e de display da Traffective com as capacidades de conteúdo, criativos e demanda da ShowHeroes — entregando um framework de receita mais robusto para publishers que operam em um ambiente cada vez mais fragmentado e sem cookies. Expansão internacional das soluções A ShowHeroes planeja expandir gradualmente as soluções de monetização da Traffective para suas estruturas de mercado internacionais, permitindo que publishers além da região de língua alemã se beneficiem da lógica comprovada de otimização e da stack publicitária orientada à performance desenvolvida pela Traffective. “Em um momento complexo para a indústria global de publicidade, esta aquisição reflete claramente a ambição de crescimento da ShowHeroes e reforça nossa posição como uma plataforma tecnológica independente com capacidades end-to-end. Da América Latina, vemos esta operação como um passo muito positivo: ela nos permitirá oferecer aos publishers soluções tecnológicas ainda mais completas e, ao mesmo tempo, fortalecer nossa proposta de valor para os anunciantes da região com uma oferta mais robusta, integrada e escalável”, afirma Raquel Baranda, vice-presidente de Américas da ShowHeroes.
ASICS registra conversão no WhatsApp quatro vezes maior que no e-commerce com agente de IA da OmniChat
A ASICS, uma das principais marcas globais de artigos esportivos, registrou uma taxa de conversão quatro vezes maior nas vendas via WhatsApp em comparação ao seu e-commerce tradicional após implementar a solução de atendimento integrado da OmniChat, plataforma líder em chat commerce e WhatsApp Business Solution Provider (BSP). O canal conversacional já responde por cerca de 65% do faturamento omnichannel da empresa no Brasil, com ticket médio duas vezes maior que o e-commerce tradicional. Presente no Brasil com 18 lojas físicas além do e-commerce, a ASICS enfrentava o desafio de manter o relacionamento com seus clientes durante o fechamento das lojas na pandemia. A solução veio com a implementação de um canal oficial no WhatsApp, utilizando a API da plataforma, que rapidamente evoluiu de uma alternativa emergencial para um motor estratégico de crescimento. “O WhatsApp não é apenas mais um canal de vendas para nós, é uma ferramenta estratégica que revolucionou nossa estratégia comercial,” afirma Gustavo Reis, responsável pelos canais digitais da ASICS Brasil, Chile e Colômbia. “A venda consultiva e personalizada que conseguimos realizar por meio de mensagens criou um nível de fidelização que não tínhamos anteriormente, refletido na taxa de recompra de aproximadamente 30%.” A implementação da tecnologia foi cuidadosamente planejada para integrar as lojas físicas e o e-commerce, permitindo que os vendedores realizassem atendimentos para venda, retirada e pós-venda a partir da ferramenta. O modelo estabelecido inclui um sistema de transbordo inteligente para vendedores das lojas e call center, complementado por agentes de inteligência artificial que otimizam o processo. Um dos diferenciais da operação foi a adoção do Whizz Agent, solução de IA generativa da OmniChat para vendas ponta a ponta, que se adaptou perfeitamente às necessidades da marca. A inteligência artificial realiza vendas completas e também funciona como copiloto para os vendedores humanos, auxiliando na comparação de produtos, transcrição de áudio, resumo de conversas e outras funcionalidades que agilizam o atendimento. “Estabelecemos um programa de incentivo e premiações para engajar nossos vendedores, incorporando o canal como parte fundamental de suas metas e renda,” explica Karina Pereira, analista de CRM da ASICS envolvida no gerenciamento da plataforma desde o início da parceria. “Semanalmente, monitoramos a qualidade dos atendimentos realizados pela IA para corrigir possíveis erros e garantir a melhor experiência aos nossos clientes.” O sucesso da iniciativa já está impulsionando a expansão do modelo para franquias, começando por Curitiba, e pavimentando o caminho para operações em outros países da América Latina. “O caso da ASICS exemplifica perfeitamente como a integração entre canais físicos e digitais, potencializada pela inteligência artificial generativa, pode transformar radicalmente os resultados no varejo”, afirma Mauricio Trezub, cofundador e CEO da OmniChat. “Ao unificar a experiência do cliente e oferecer atendimento personalizado em escala, a empresa não apenas aumentou suas vendas, mas criou um diferencial competitivo sustentável em um mercado extremamente disputado.” Os próximos passos incluem o aprimoramento contínuo da inteligência artificial para tornar o atendimento ainda mais inteligente e escalável, especialmente durante campanhas sazonais e lançamentos de produtos, além da expansão do modelo para mais lojas na América Latina.
Alura lança websérie com lideranças femininas para ampliar debate sobre carreira em tecnologia
A Alura, maior e mais completa escola online de tecnologia do país, acaba de lançar a websérie “Mulheres na Tecnologia”, iniciativa que reúne lideranças femininas para discutir carreira, formação e protagonismo no setor. Com dez episódios publicados quinzenalmente, às terças-feiras, às 19h, no Canal do YouTube da Alura, a série traz entrevistas exclusivas com executivas e especialistas que ocupam posições estratégicas em grandes empresas. Apresentada por Andrea Paiva, diretora da Pós Tech da FIAP + Alura, a série aborda trajetórias profissionais, desafios e decisões que marcaram a jornada das convidadas, além de reflexões sobre qualificação, transições de carreira e as competências mais demandadas pelo mercado de tecnologia. O primeiro episódio já está disponível e traz a própria Andrea em uma conversa sobre carreira, inteligência artificial, maternidade e liderança. “A websérie nasce como um espaço de troca e escuta entre mulheres que são referência em tecnologia. Ao compartilhar nossas histórias, também falamos sobre desafios que ainda marcam a trajetória feminina no setor, como a baixa representatividade, a necessidade constante de provar competência e o equilíbrio entre diferentes papéis ao longo da carreira. Tornar essas experiências visíveis ajuda a mostrar que existem muitos caminhos possíveis e pode inspirar outras profissionais a construir seu próprio percurso na área,” afirma Andrea Paiva. Nos próximos episódios participam Mayumi Shingaki, Tech Lead no Itaú; Divina Vitorino, coordenadora de Segurança da Informação LATAM da Pirelli; Marisa Reghini, vice-presidente de Negócios Digitais e Tecnologia do Banco do Brasil; Damiana Costa, Principal Engineer no Itaú; Thamiris Adriano, desenvolvedora Front-End na F1RST e coordenadora de Pós-Graduação da Pós Tech na FIAP; Luzia Sarno, diretora de Tecnologia (CIO/CDO), conselheira e mentora na FDE; e Marielle Tarallo, Analytics Engineer na Stone. O projeto busca ampliar a visibilidade de mulheres que ajudam a construir o mercado de tecnologia no Brasil e oferecer referências concretas para profissionais que desejam avançar na área. “Estar nesse espaço, como mulher, é também reconhecer e valorizar as profissionais que construíram e constroem o mercado de tecnologia no Brasil. Buscamos ampliar pontes entre Educação e Tecnologia, reforçando que há muitos caminhos possíveis para ocupar e transformar esse setor”, afirma Thais Pianucci, diretora-geral na Alura. Acesso à qualificação técnica para mulheresA iniciativa integra uma campanha em celebração ao Dia das Mulheres, com condições especiais. Entre os dias 6 de março, às 8h, e 12 de março, às 20h, a escola oferece 15% de desconto em qualquer plano da sua plataforma, além de um mês adicional de acesso gratuito, com o uso do cupom MULHERESEMTECH. Com a ação, a Alura reforça o seu posicionamento como parceira na formação em tecnologia de mulheres em áreas como inteligência artificial, dados e desenvolvimento, conectando conteúdo, representatividade e incentivo direto à qualificação profissional. Informações: Websérie aqui Acesse os cursos da Alura aqui
Ciclo Cosméticos entra no TikTok Shop e aposta em social commerce como novo motor de crescimento
Com mais de 300 creators, lives quinzenais e mix completo de produtos, marca quer integrar performance e branding em um único ecossistema digital A Ciclo Cosméticos anuncia sua entrada oficial no TikTok Shop no próximo dia 09 de março, marcando um novo capítulo na estratégia de transformação digital da marca. A movimentação posiciona a empresa no centro do avanço do social commerce no Brasil, segmento que une entretenimento, influência e conversão em uma mesma jornada de compra. A estreia será marcada por uma live inaugural no dia 09/03, quando a marca apresentará seu portfólio completo e testará os primeiros formatos de ativação dentro da plataforma. A programação de lives será inicialmente quinzenal, com expectativa de evoluir para transmissões semanais. Segundo Luane Lohn, CEO da Ciclo Cosméticos, a decisão acompanha uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. “O TikTok se consolidou como um dos principais canais de consumo digital ao conectar conteúdo, comunidade e compra em tempo real. As tendências de beleza nascem ali e influenciam decisões de forma imediata. Estar na plataforma hoje é estratégico para manter relevância”, afirma. Social commerce como estratégia de longo prazo A entrada no TikTok Shop está alinhada ao plano de transformação digital da companhia, que busca integrar performance e construção de marca em um mesmo ambiente. “Estar em uma plataforma que une entretenimento e conversão significa criar uma conexão emocional que vai além da venda. O consumidor pode assistir a um review, ver uma demonstração e comprar no mesmo ambiente. Isso encurta a jornada e fortalece o relacionamento”, explica Luane. Embora o canal tenha potencial direto de vendas, a executiva reforça que o objetivo é duplo. “Enxergamos o TikTok Shop tanto como canal de conversão quanto de construção de marca. Queremos atingir um novo público, especialmente consumidores que já descobrem e compram produtos a partir de vídeos e recomendações.” Estratégia com creators e foco em escala A Ciclo inicia a operação com um time de mais de 300 creators afiliados, apostando em volume, diversidade de conteúdo e ativação constante. O foco inicial será conteúdo demonstrativo e ofertas, mantendo a dinâmica rápida da plataforma. “Vamos combinar autenticidade, estratégia e construção de marca a longo prazo, sem perder a agilidade que o TikTok exige”, destaca a CEO. Além do mix completo de produtos disponível na loja, a marca prevê o lançamento de kits e edições exclusivas para a plataforma, reforçando a estratégia de diferenciação e incentivo à compra direta dentro do aplicativo. Crescimento do social commerce no Brasil Para Luane, o avanço do social commerce no país é uma consequência direta do comportamento digital do consumidor. “O consumidor descobre, pesquisa e decide dentro das próprias redes sociais. A jornada está mais integrada e cada vez mais influenciada por conteúdo. No segmento de beleza, isso é ainda mais relevante, porque depende de prova social, recomendação e experiência visual.” A executiva acredita que o TikTok Shop pode redefinir a compra de cosméticos ao unir inspiração e conversão em um único fluxo. “É fundamental estar presente onde o consumidor já passa horas consumindo conteúdo. É ali que relevância, relacionamento e conversão se encontram.” Metas e indicadores A meta da Ciclo é consolidar o TikTok Shop como canal estratégico de vendas e aquisição de novos clientes. O sucesso da operação será medido por indicadores como volume de vendas, taxa de conversão, ROI das campanhas, crescimento da base de clientes, engajamento e recompra. “Mais do que faturamento imediato, queremos avaliar o impacto na construção de marca e na expansão da comunidade digital. O TikTok Shop tem potencial para se tornar um motor relevante de aquisição e recorrência”, conclui Luane.
ReData: por que segurança jurídica é decisiva para investir em infraestrutura digital
Por Vanusa Gomes, diretora Jurídica do Grupo Angola Cables A instituição do ReData (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), através da Medida Provisória nº 1.318/2025, representa um avanço relevante na política pública de atração de investimentos em infraestrutura digital no Brasil. O regime aponta na direção correta ao buscar maior competitividade tributária para projetos intensivos em capital e tecnologia. No entanto, sob a ótica jurídico-regulatória, é preciso reconhecer que o êxito do ReData não dependerá apenas do incentivo fiscal oferecido, mas da capacidade do ordenamento jurídico de assegurar previsibilidade, estabilidade normativa e segurança jurídica aos investimentos de longo prazo. O desenho do ReData prevê a concessão de benefícios tributários federais, como isenções de PIS/Pasep, Cofins e IPI sobre equipamentos de tecnologia da informação e comunicação, além da suspensão do imposto de importação para bens sem similar nacional, condicionados ao cumprimento de contrapartidas legalmente definidas. Entre elas, destacam-se a obrigação de investimento mínimo em pesquisa e desenvolvimento local, a destinação de parcela da capacidade instalada ao mercado interno e a observância de requisitos ambientais. Trata-se de uma lógica compatível com políticas industriais adotadas em outras jurisdições que disputam protagonismo na economia digital. Entretanto, o fato de o regime ter sido instituído por medida provisória introduz um elemento de insegurança jurídica estrutural, especialmente relevante para investimentos de longo prazo. Projetos de data centers pressupõem a celebração de contratos jurídicos complexos, a mobilização de elevado investimento de capital (CAPEX), um planejamento de médio e longo prazo, bem como a assunção de um horizonte de retorno econômico que excede os ciclos políticos e fiscais vigentes. A possibilidade de alteração substancial do regime durante o processo legislativo de conversão da MP em lei afeta diretamente a avaliação do risco regulatório realizada por investidores nacionais e estrangeiros. As estimativas associadas ao ReData, que indicam potencial expansão da capacidade nacional de processamento de dados de aproximadamente 800 MW para até 3 GW, com atração de investimentos da ordem de trilhões de reais, reforçam a dimensão estratégica do regime. Contudo, do ponto de vista jurídico, incentivos dessa magnitude exigem um arcabouço normativo consistente, capaz de assegurar que os critérios de habilitação, fruição, manutenção e eventual perda dos benefícios sejam objetivos, transparentes e juridicamente verificáveis. Outro aspecto relevante diz respeito à regulamentação infralegal que ainda deverá disciplinar pontos centrais do regime. A experiência brasileira demonstra que conceitos jurídicos indeterminados, quando associados a benefícios fiscais condicionados, tendem a gerar controvérsias administrativas e judiciais. No caso do ReData, expressões como “energia limpa”, índices de eficiência hídrica e critérios de sustentabilidade ambiental precisarão ser regulamentadas com precisão técnica e jurídica, sob pena de comprometer a previsibilidade do regime e ampliar o risco de judicialização. Há também uma dimensão concorrencial que merece atenção. As exigências técnicas, financeiras e regulatórias previstas no ReData, embora justificáveis sob a ótica de grandes projetos de infraestrutura, podem resultar em barreiras regulatórias indiretas à entrada de operadores de menor porte. Do ponto de vista do direito concorrencial e da isonomia tributária, é fundamental que o regime seja calibrado de modo a evitar distorções que favoreçam excessivamente grandes players globais em detrimento da diversidade do ecossistema brasileiro de infraestrutura digital. Nesse contexto, ganha relevo o debate sobre a consolidação do ReData em legislação definitiva. A transformação do regime em lei, com parâmetros claros, estabilidade normativa e coerência sistêmica, é condição essencial para mitigar o risco regulatório percebido e viabilizar investimentos bilionários de longo prazo. A previsibilidade jurídica não é apenas um atributo desejável, mas um requisito estruturante para que o Brasil se posicione de forma competitiva frente a outras jurisdições que disputam projetos de data centers e infraestrutura de conectividade. O Brasil reúne condições objetivas para se tornar um polo relevante de infraestrutura digital, como mercado consumidor expressivo, posição geográfica estratégica e matriz energética relativamente limpa. Contudo, a concretização desse potencial depende da construção de um ambiente regulatório coerente, estável e juridicamente seguro. O ReData é um passo importante nessa direção, mas sua efetividade estará diretamente vinculada à qualidade da sua regulamentação e à consolidação de um marco legal confiável e duradouro. Sem segurança jurídica e previsibilidade normativa, o incentivo fiscal tende a produzir efeitos limitados. Regimes especiais voltados à infraestrutura digital exigem estabilidade legislativa, regulamentação precisa e critérios juridicamente controláveis para que investimentos de longo prazo se concretizem. Ao consolidar o ReData em um marco legal claro e confiável, o Brasil tem a oportunidade de transformar um estímulo tributário em política pública estruturante, capaz de atrair capital, fortalecer a infraestrutura digital e posicionar o país de forma competitiva na economia global de dados.
Por que chat commerce, automação inteligente e experiências sem fricção devem estar no centro das decisões do varejo digital em 2026
Por Tiago Vailati, CEO da Loopia* O e-commerce entra em 2026 sob uma nova lógica de competitividade. Se, nos últimos anos, preço e sortimento lideravam as decisões de compra, agora são atendimento instantâneo, reputação da marca e capacidade de conversão em tempo real que determinam quem cresce e quem perde espaço no varejo digital. Em um ambiente cada vez mais fragmentado entre marketplaces, WhatsApp, redes sociais e lojas virtuais, a experiência conversacional passa a ocupar o centro da estratégia. Neste cenário, o atendimento se torna uma parte ainda mais estratégica do funil de vendas. Em um mundo super conectado, a lógica é simples: quem responde primeiro, vende. O cliente escolhe o melhor canal para comprar, aquele que é mais conveniente, que proporciona a melhor experiência, combinando preço, entrega e comodidade. E, nesse cenário, velocidade, contexto e relacionamento são decisivos. Em 2026, a espera tende a ser sinônimo de abandono. O consumidor multicanal — que transita entre WhatsApp, marketplaces e redes sociais — espera respostas em segundos, não em minutos. As operações que não funcionam de forma contínua, 24 horas por dia, tendem a perder vendas sem perceber. Além disso, o Chat Commerce se consolida como motor de conversão A jornada de compra deixa de ser linear e passa a ser conversacional. Em vez de navegar sozinho pelo site, o consumidor compra conversando, seja com vendedores humanos, seja com agentes de IA treinados para vender, tirar dúvidas e orientar decisões. Esse movimento transforma o atendimento em um canal ativo de vendas, impactando diretamente indicadores como taxa de conversão, ticket médio e recompra. Operações que tratam o chat apenas como SAC tendem a perder competitividade. Afinal, a reputação passa a ser construída em tempo real Avaliações, mensagens privadas, comentários em redes sociais e conversas em marketplaces passam a pesar tanto quanto anúncios e campanhas institucionais. Cada interação se torna um ponto de contato capaz de construir — ou comprometer — a reputação da marca. Ao analisar o mercado, entendemos que a Inteligência Artificial evolui de automação para inteligência de vendas. A IA deixa de atuar apenas como suporte operacional e passa a ser inteligência aplicada à conversão. Agentes inteligentes assumem funções como priorização de atendimentos, identificação de intenção de compra, recomendação de produtos, recuperação de carrinho abandonado e ações de pós-venda. A diferença estará menos na presença da tecnologia e mais na forma como ela é treinada e integrada à jornada completa do consumidor. Operações que utilizam IA apenas de forma reativa tendem a perder eficiência frente a modelos mais inteligentes e proativos. Para este ano, o e-commerce de será definido menos por tecnologias isoladas e mais pela capacidade de transformar conversas em vendas, com inteligência, velocidade e contexto. O atendimento deixa de ser custo e passa a ser ativo estratégico. Quem entende isso agora, irá se destacar o ano todo. *Tiago Vailati é cofundador e CEO da Loopia, plataforma que integra e automatiza a jornada do Chat Commerce com IA. Formou-se em Ciência da Computação e, mais tarde, especializou-se em Gestão Estratégica Empresarial. Aos 25 anos de idade, fundou com outros dois sócios a startup Hiper, que hoje atende mais de 22 mil lojas em 2 mil cidades no Brasil Em 2019, vendeu a Hiper por R$50 milhões para a Linx (empresa que hoje faz parte do grupo Stone), e manteve-se à frente da companhia até o ano de 2022, liderando a empresa na fase pós-venda. Além de empreendedor, é escritor e autor do livro , investidor, mentor e conselheiro em diferentes tipos de negócios.
Live commerce: Magalu e Kwai atingem 48 milhões de visualizações em espetáculo digital com Ciro Bottini e Viih Tube
Em um momento no qual a disputa pela atenção do consumidor se intensifica no ambiente digital, o Magalu, mais uma vez, demonstra sua capacidade de inovação no varejo brasileiro. Durante a campanha de Liquidação do Dia de Pagamento (também conhecida como PayDay Magalu), a empresa transformou a Galeria Magalu, localizada no coração de São Paulo, dentro do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em um grande palco de live commerce. A transmissão aconteceu simultaneamente em diferentes plataformas e canais digitais do Magalu e registrou mais de 48 milhões de visitas em menos de duas horas. A live foi conduzida por dois nomes que representam diferentes gerações de comunicação e influência: o vendedor mais emblemático da televisão brasileira, Ciro Bottini, e a influenciadora digital Viih Tube, fenômeno nas redes sociais. Com uma produção audiovisual que remetia a um programa de entretenimento, o evento apostou em interação em tempo real, demonstrações de produtos e liberação de cupons exclusivos. O Kwai for Business, unidade de negócios do app de vídeos curtos, atuou não apenas como plataforma de distribuição da live, mas também como parceiro estratégico na construção e no desenvolvimento da produção do projeto. A direção e o roteiro do projeto ficaram a cargo de Vitor Magno, diretor e especialista em live commerce, responsável por desenvolver a estrutura criativa da transmissão. O formato buscou aproximar a experiência de compra online de um verdadeiro show digital, unindo narrativa, entretenimento e conversão de vendas. A iniciativa reforça a convergência entre conteúdo e comércio, uma tendência no varejo global. Em mercados como o asiático, o live commerce já movimenta bilhões de dólares e é um dos formatos mais eficientes de conversão de vendas. No Brasil, grandes empresas já começam a investir no modelo como forma de transformar campanhas promocionais em experiências digitais imersivas. Com milhões de acessos em poucas horas, a live do PayDay Magalu evidencia como o varejo está se reinventando em um cenário onde conteúdo, influência, tecnologia e entretenimento passaram a ser elementos centrais na jornada de compra.
Do clique a conversão: o poder do tráfego pago bem planejado
Por: Alex Pinhol Vender na internet deixou de ser apenas uma questão de ter um bom produto ou um site chamativo. Em um mercado cada vez mais competitivo, o tráfego pago se tornou uma das principais estratégias para empresas que buscam escala, previsibilidade e aumento de faturamento. Quando bem planejado, ele conecta marcas às pessoas certas, no momento certo, com a mensagem adequada. No entanto, é preciso saber utilizá-lo com estratégia. Anunciar não é impulsionar por impulso. Plataformas como Google Ads, Meta Ads (Facebook e Instagram), TikTok Ads e LinkedIn Ads oferecem recursos avançados de segmentação que permitem alcançar públicos específicos com base em interesses, comportamentos, localização e intenção de compra. Quanto mais clara for a definição do público-alvo, maiores as chances de conversão e menor o desperdício de investimento. Outro ponto fundamental é a estrutura do funil de vendas. Muitas empresas cometem o erro de tentar vender diretamente para quem ainda não conhece a marca. O tráfego pago tende a gerar melhores resultados quando há uma estratégia que combina campanhas de topo de funil (atração), meio de funil (consideração) e fundo de funil (conversão). Conteúdos educativos, provas sociais e ofertas bem posicionadas ajudam a conduzir o consumidor até a decisão de compra de forma mais natural e eficiente. A qualidade da landing page também influencia diretamente os resultados. Não basta gerar cliques; é necessário oferecer uma experiência clara, rápida e persuasiva. Páginas lentas ou desalinhadas com o anúncio aumentam o custo por conversão. Uma boa página deve apresentar proposta de valor objetiva, benefícios claros, chamadas para ação visíveis e elementos que transmitam credibilidade, como avaliações e cases de sucesso. Além disso, analisar dados constantemente é indispensável. Métricas como custo por clique (CPC), taxa de conversão, retorno sobre investimento (ROI) e custo por aquisição (CPA) permitem ajustes rápidos e decisões mais estratégicas. Testar diferentes criativos, públicos e ofertas é o que diferencia campanhas comuns de estratégias realmente lucrativas. Por fim, é importante entender que o tráfego pago não deve ser visto como custo, mas como investimento. Com planejamento, acompanhamento e otimização contínua, é possível escalar vendas, fortalecer a marca e conquistar vantagem competitiva no ambiente digital. Em um mercado orientado por dados, investir em mídia paga deixou de ser opcional e passou a ser essencial para quem deseja crescer de forma consistente. Boas vendas! Alex Pinhol é CEO da agência de comunicação e marketing WBP
Marketplaces concentram quase 90% da receita do e-commerce global
Com marketplaces concentrando cerca de 87% da receita global do e-commerce em 2026, de acordo com o relatório Global Ecommerce Trends da ECDB, vender nessas plataformas se consolidou como um dos principais motores de crescimento do comércio digital. No Brasil, estimativas de mercado apontam que aproximadamente 80% das vendas online já passam por marketplaces, evidenciando o peso dessas plataformas na jornada de compra do consumidor. Esse avanço, no entanto, traz desafios operacionais para micro e pequenos varejistas. Para aderirem aos marketplaces, eles precisam lidar com múltiplos canais, controle de estoque em tempo real e gestão de pedidos sem, necessariamente, ampliar estrutura ou custos fixos. A falta de integração entre sistemas segue como um dos principais gargalos para quem tenta escalar vendas no ambiente digital. É nesse contexto que a vhsys, empresa especializada em soluções de gestão empresarial online, passa a disponibilizar a integração com o Mercado Livre — marketplace líder no Brasil — em seu app Marketplaces, com lançamento previsto para 10 de fevereiro. A funcionalidade permite que lojistas conectem esse canal ao seu sistema de gestão e centralizem cadastros, estoque e pedidos em um único ambiente, reduzindo retrabalho e falhas operacionais comuns na gestão multicanal. “Quando a maior parte das vendas online acontece dentro de marketplaces, o diferencial para o pequeno varejo está na capacidade de participar desse movimento ao mesmo tempo que controla a operação com eficiência”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys. “A integração com o Mercado Livre atende a uma demanda clara dos empreendedores: vender em grandes plataformas sem perder visibilidade, organização e previsibilidade do negócio.” Lançado em 2025, o app Marketplaces da vhsys reúne mais de 70 canais de venda e opera com um modelo baseado no volume de pedidos, e não na quantidade de produtos ou marketplaces conectados. Isso permite que o lojista pague de acordo com o que vende e tenha liberdade para expandir canais conforme a estratégia do negócio. Voltada a micro e pequenos empreendedores que já possuem loja física e buscam ampliar a presença digital sem investimentos elevados ou contratações complexas, a integração acompanha um movimento já consolidado no varejo: crescer em marketplaces exige, cada vez mais, gestão integrada e controle operacional.
Human Made: As pessoas estão cansadas de conteúdos com IA?
A popularização da inteligência artificial (IA) transformou a produção de conteúdo digital. Textos, roteiros, imagens e vídeos podem ser gerados em poucos segundos, mas junto com a facilidade veio uma nova questão, o público está saturado de conteúdos criados com IA? Especialistas em comunicação digital apontam que o problema não está, necessariamente, na tecnologia, mas na forma como ela vem sendo utilizada. Para Jennifer de Paula, MBA em Marketing e Negócios Interativos e diretora da IMF Press Global, a discussão precisa ser mais estratégica do que ideológica. “O maior problema não é o uso da IA como um suporte na sua produção de conteúdo, é não ter estratégia e achar que ela irá conversar com seu público no seu lugar”, afirma. Conteúdo sem identidade gera rejeiçãoCom a multiplicação de textos padronizados e posts genéricos, muitos usuários relatam a sensação de que “estão lendo sempre a mesma coisa”. A falta de identidade, opinião e posicionamento humano tem sido um dos principais pontos de crítica. De acordo com Jennifer de Paula, a audiência atual está mais exigente. “As pessoas querem conexão, repertório e autenticidade. Se o conteúdo não tem personalidade, ele se perde no meio do ruído digital. Isso não significa que o uso de IA deva ser descartado, mas que ela precisa estar integrada a uma estratégia clara de marca e comunicação”, explica. Human Made não é anti-IAO movimento “Human Made” surge como contraponto à produção automática em massa. A proposta não é rejeitar a tecnologia, mas valorizar o toque humano na curadoria, na análise crítica e na construção de narrativa. “A IA pode acelerar processos, organizar ideias e otimizar tempo. Mas quem constrói relacionamento é a pessoa por trás da marca”. “Conteúdo estratégico exige entendimento de público, tom de voz, contexto cultural e objetivos de negócio, algo que não pode ser delegado integralmente a uma ferramenta”, destaca Jennifer de Paula. O risco da dependência totalEmpresas e criadores que utilizam IA sem planejamento podem enfrentar queda de engajamento e perda de credibilidade. Conteúdos repetitivos, superficiais ou desconectados da realidade do público tendem a gerar menos interação. “Quando a marca terceiriza totalmente a conversa para a tecnologia, ela abre mão da própria identidade. E identidade é o que diferencia no mercado”, afirma a especialista. Estratégia antes da ferramentaPara especialistas em marketing e comunicação digital, a sequência ideal é clara: primeiro definir posicionamento, público e objetivo. Depois, escolher as ferramentas que vão apoiar essa estratégia. Jennifer de Paula reforça que a IA deve ser vista como aliada. “A tecnologia é suporte, um suporte importante, claro. Estratégia, visão e relacionamento continuam sendo humanos e a humanização é um diferencial muito forte”.
O marco da profissão multimídia e a mudança de patamar dos influenciadores digitais no Brasil
Por Bruno da Costa Fuentes Sancionada em janeiro de 2026, a Lei nº 15.325 representa um avanço importante na forma como o Brasil passa a tratar o trabalho de quem cria conteúdo digital. Conhecida popularmente como a “lei dos influenciadores”, a norma tem alcance mais amplo: ela reconhece juridicamente a atividade de multimídia, que envolve criação, produção, gestão e monetização de conteúdos nas plataformas digitais. A lei não cria uma nova profissão nem impõe barreiras de entrada. Seu objetivo é dar contornos jurídicos a uma realidade já consolidada e economicamente relevante. Ao fazer isso, contribui para organizar um mercado que cresceu rapidamente e, em muitos casos, de maneira informal, exigindo agora maior profissionalização de quem atua de forma recorrente e comercial nas redes. Um dos pontos centrais do texto legal é a opção por definir o profissional de multimídia a partir das atividades exercidas, e não por diplomas ou registros formais. A lei descreve um conjunto amplo de funções ligadas à produção e à circulação de conteúdos digitais, de maneira flexível e compatível com a constante transformação do setor. Também deixa claro que essas atribuições não excluem nem substituem outras profissões, garantindo a convivência entre diferentes áreas que atuam no ambiente digital. O caminho legislativo até a sanção reforçou esse equilíbrio. Durante a tramitação, foram retiradas exigências que poderiam restringir a liberdade profissional, preservando o reconhecimento da atividade sem criar obstáculos artificiais em um mercado marcado por trajetórias diversas. No caso dos influenciadores digitais, a relação com a nova lei é prática. Sempre que a atuação envolve criação de conteúdo, gestão de plataformas e exploração econômica da audiência, há aderência ao conceito de profissional multimídia. A lei não cria o influenciador, mas oferece um enquadramento jurídico mais claro para atividades que já produzem impacto econômico e social. Os efeitos mais visíveis estão na formalização. Conteúdos patrocinados e parcerias comerciais tendem a ser tratados como atividades econômicas regulares, com reflexos em contratos, tributação e organização financeira. A norma funciona, assim, como uma linha divisória entre a criação eventual e a atuação profissional no mercado digital. No conjunto, a Lei nº 15.325/2026 sinaliza uma mudança de paradigma. Ao reconhecer juridicamente o trabalho digital e impor maior clareza às relações econômicas, o novo marco fortalece o setor e aumenta a responsabilidade de quem monetiza audiência, consolidando um mercado mais maduro e previsível. *Bruno da Costa Fuentes, advogado sócio do escritório GMP|GC,é especialista em direito digital e empresarial
Como avaliar agências de marketing digital: exemplos e critérios importantes
Com o marketing digital cada vez mais orientado por performance e crescimento previsível, escolher uma agência deixou de ser apenas uma decisão criativa. Hoje, empresas buscam parceiros estratégicos, capazes de impactar diretamente na aquisição de clientes, receita e posicionamento digital. Mas como avaliar, de forma objetiva, uma agência de marketing digital? Especialistas apontam que a análise deve ir além do portfólio e considerar critérios técnicos, estratégicos e operacionais. Foco em resultados mensuráveis O primeiro critério é a maturidade em performance. Agências orientadas por dados trabalham com indicadores como CAC, ROI, LTV e taxa de conversão, conectando ações de SEO, mídia paga e conteúdo a metas reais de crescimento. Mais do que executar campanhas, é fundamental que a agência consiga provar o impacto financeiro. Estrutura técnica e especialização Outro ponto decisivo é a composição do time. Equipes multidisciplinares, com especialistas em SEO, mídia, analytics, conteúdo e tecnologia, tendem a entregar estratégias mais consistentes. Também é importante avaliar se a agência possui metodologias claras, processos estruturados e capacidade de gerar relatórios estratégicos — e não apenas operacionais. Visão estratégica e capacidade consultiva Uma agência madura não atua apenas como executora, mas como parceira de crescimento. Isso significa participar da definição de metas, sugerir melhorias estruturais no funil de vendas e acompanhar resultados de forma contínua. Empresas que buscam crescimento sustentável tendem a valorizar agências com visão de longo prazo e cultura orientada a dados. Exemplos de melhores agências de marketing digital Com base em critérios como performance, estrutura técnica, relevância de mercado e atuação estratégica, algumas agências se destacam no cenário atual. 1. NP Digital Fundada por Neil Patel, a NP Digital tornou-se referência global em marketing orientado por dados. A agência oferece serviços integrados de marketing, combinando SEO avançado, mídia paga, conteúdo e analytics em estratégias unificadas de crescimento. Com forte atuação em projetos de e-commerce e performance, é frequentemente mencionada quando o assunto é melhor agência de marketing digital para varejo, especialmente pelo foco em previsibilidade de receita e escalabilidade de aquisição. Seu diferencial está na cultura analítica e na capacidade de transformar dados em planos de crescimento estruturados. 2. CMLO&CO Com atuação estratégica no mercado brasileiro, a CMLO&CO vem ganhando destaque ao estruturar projetos focados em crescimento sustentável, previsibilidade de resultados e acompanhamento contínuo de indicadores de performance. A agência é reconhecida pela abordagem consultiva, personalização das estratégias e proximidade no relacionamento com os clientes. 3. Wpromote Com atuação consolidada nos Estados Unidos, a Wpromote se destaca pela sofisticação em mídia paga e inteligência de dados. Atende grandes marcas e é reconhecida pela robustez operacional e integração de canais digitais. Ao avaliar uma agência, o mais importante é entender o estágio da sua empresa e alinhar expectativas a resultados concretos. O mercado amadureceu — e hoje, as agências mais valorizadas são aquelas que conseguem equilibrar estratégia, tecnologia e geração de crescimento real.
Docusign incentiva transformação digital com a chegada da Galeria de Modelos ao Brasil
A Docusign, empresa pioneira na categoria de Intelligent Agreement Management (IAM), lançou para o Brasil a sua Galeria de Modelos de contratos. O portal permite o acesso a uma coleção de contratos pré-estruturados e editáveis, criados para apoiar a evolução digital da gestão de acordos. Ao centralizar modelos alinhados às melhores práticas jurídicas, o repositório permite que organizações e pessoas físicas iniciem a criação de contratos de forma simples, estruturada, sem esforços operacionais e de forma padronizada A Galeria de Modelos é respaldada por mais de 20 anos de experiência em gestão de contratos e certificações globais de segurança e conformidade. Os 20 modelos disponíveis na data do lançamento no Brasil são revisados por especialistas locais. Assim, a Docusign aplica sua expertise e tecnologia para criar uma experiência simples e segura, além de gerar impacto social. A Docusign busca facilitar o desafio de muitas empresas e equipes jurídicas que ainda dependem de uma combinação improvisada de soluções – contratos antigos ou recorrendo a ferramentas genéricas de IA que não garantem precisão ou segurança dos dados. Com a Galeria de Modelos, a Docusign contribui de forma prática para que as empresas possam profissionalizar sua gestão de contratos. “Com tanta informação e tecnologia disponíveis, é inaceitável que alguém ainda tenha que passar por essa etapa morosa do processo tradicional de elaboração de contratos, que envolve abrir um documento em branco e gastar horas estruturando algo do zero. Os modelos servem como um ponto de partida para que as empresas foquem nas questões do contrato que realmente agregam valor”, explica Heitor Miranda, Líder do Jurídico da Docusign na América Latina. “Agora, em poucos minutos é possível encontrar o modelo ideal e personalizá-lo. Essa é uma vantagem importante na criação de contratos, de acordo com as melhores práticas jurídicas”. Portfólio será continuamente ampliado Os modelos da galeria foram desenvolvidos a partir de casos de uso recorrentes e de alto valor, com a colaboração de especialistas das áreas de produto, jurídica e design. Essa abordagem garante documentos flexíveis, alinhados às necessidades de diferentes contextos de negócio, além de uma experiência integrada ao longo de todo o ciclo contratual. O resultado é a consolidação de processos mais eficientes, seguros e padronizados, que contribuem para a evolução da maturidade digital das organizações. Ao navegar pelos modelos disponíveis, é possível identificar rapidamente o contrato mais adequado e acessar orientações essenciais sobre sua utilização, incluindo diretrizes de cláusulas e informações indispensáveis para cada tipo de documento. É só abrir o modelo na plataforma Docusign – que tem acesso de teste gratuito –, realizar as adaptações necessárias e encaminhar o contrato para assinatura de maneira totalmente digital. A plataforma disponibiliza modelos que abrangem diferentes tipos de contratos, como locação e arrendamento, compra e venda, relações de trabalho, acordos financeiros, instrumentos legais e de responsabilidade, operações comerciais e prestação de serviços. Esse portfólio será continuamente ampliado, com a inclusão de novos modelos voltados a diferentes setores, regiões e casos de uso. A iniciativa reforça o compromisso da Docusign com a digitalização de processos críticos, promovendo mais agilidade, segurança e eficiência, para que o usuário tenha mais tempo para se concentrar no que acontece depois da assinatura.
Crescimento de chat commerce traz desafios de eficiência no varejo digital e e-commerce
O varejo digital e e-commerce brasileiro vive um ciclo de expansão que vai além do crescimento em faturamento, chegando a transformação estrutural na relação entre marcas e consumidores. O chat commerce, modelo de vendas focado no uso de aplicativos de mensagem, é uma das soluções que chegou para ficar. De acordo com o Global Growth Insights, O mercado global de plataformas de comércio conversacional, avaliado em US$ 11,33 bilhões em 2024, deve chegar a US$ 11,7 bilhões em 2025 e a US$ 15,53 bilhões em 2034, com crescimento anual de 3,19%. Aproximadamente 46% desse avanço será impulsionado por personalização via inteligência artificial, 34% por recursos de voz e 20% por ferramentas multilíngues. A integração com e-commerce móvel representa 29% da adoção global, e canais em mídias sociais com recursos conversacionais respondem por 25% do uso. Esse avanço traz desafios proporcionais, principalmente de sustentar eficiência, personalização e relacionamento em jornadas cada vez mais longas e distribuídas. “O consumidor não vive mais uma jornada linear. Ele entra, sai, pergunta, compara, volta. O Chat Commerce permite acompanhar esse movimento em tempo real, com contexto e inteligência, fazendo com que cada interação gere oportunidade de relacionamento. Os dados, a tecnologia e a IA podem auxiliar a organizar e automatizar os atendimentos em um só lugar e transformar tudo isso em escala e eficiência”, afirma Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma especializada em Chat Commerce com agentes de IA. Além disso, o especialista ainda complementa que é necessário dar mais foco também para o pós-venda. “Em vez de enxergar essa etapa como centro de custo, as empresas passam a tratá-lo como um eixo estratégico de fidelização, recorrência e geração contínua de valor”, explica. E essa virada só é possível quando tecnologia e dados deixam de operar de forma isolada. Soluções de Chat Commerce mais maduras atuam de maneira integrada, conectando marketplaces, e-commerces e redes sociais em um único ambiente de atendimento. “É nesse ponto que a automação deixa de ser apenas resposta rápida e passa a ser inteligência aplicada à conversão e à experiência”, complementa Tiago. O CEO da Loopia também é autor do livro Chat Commerce, guia prático para empreendedores, líderes de marketing, vendas e atendimento que desejam entender essa nova lógica do consumo e se preparar para um mercado cada vez mais orientado por conversas. Ao longo da obra, o autor compartilha aprendizados práticos, exemplos de marcas que estão à frente desse movimento e caminhos para aplicar o Chat Commerce de forma estratégica, indo além do atendimento operacional e criando relações de confiança que impulsionam vendas e fidelização. “O uso estratégico da ferramenta pode elevar em até 50% a taxa de conversão, automatizar 92% dos atendimentos e reduzir o tempo médio de resposta para cerca de 30 segundos. Mais do que ganhos operacionais, esses indicadores apontam para um novo patamar de maturidade do setor, no qual eficiência e personalização deixam de ser forças opostas e passam a operar de forma complementar”, finaliza Tiago.
Na era dos memes, quem protege empresários e celebridades quando a reputação vira entretenimento?
Imagine a seguinte cena: uma empresária em ascensão se prepara para falar com a imprensa e, em um ensaio, seu assessor de comunicação simula uma entrevista difícil, trazendo à tona perguntas sobre temas que ela preferiria evitar. Mesmo desconfortável, ela entende que o treino é necessário. É justamente nesse tipo de exercício que se constrói a capacidade de lidar com perguntas inesperadas vindas de jornalistas, evitando constrangimentos que possam prejudicar sua imagem e a reputação de sua empresa. Esse processo é conhecido como media training, uma prática que capacita empresários, líderes, políticos e porta-vozes a se relacionarem de forma segura e clara com a mídia e, por consequência, com o público. O treinamento é geralmente conduzido por profissionais de comunicação e assessorias de imprensa que conhecem a fundo o funcionamento das redações e a lógica das entrevistas, ajudando o porta-voz a transmitir suas mensagens com confiança, clareza e foco. Com mais de 20 anos de experiência na área, a jornalista Patrícia Stedile, fundadora e CEO da Engenharia de Comunicação, ressalta que o media training previne contra gafes, inconsistência de informações e insegurança em situações como entrevistas e atendimento a jornalistas. “Em especial nos tempos atuais, em que qualquer escorregão, qualquer falha pode virar um meme, é imprescindível para uma marca ou liderança contar com o media training por meio do suporte de uma assessoria de imprensa. Esta vai fornecer orientação e treinamento para atender jornalistas e influencers, além de apoiar fornecendo informações, dados e destacando pontos que precisam ser abordados em uma matéria”, explica a jornalista. A pessoa e a organização assessoradas podem – e devem – cobrar por esse suporte contínuo, inclusive o acompanhamento dos momentos de entrevistas. Quando isso não for possível – com as facilidades de comunicação digital, muitas vezes o contato entre jornalista e entrevistado acaba se dando de forma direta –, a assessoria deve atuar ficando a par do tema da entrevista, fornecendo ao assessorado as informações necessárias, transmitindo estímulo e confiança, para que ele se sinta seguro. “Muitas vezes”, explica Patrícia Stedile, “o assessorado não dispõe ou não se lembra de detalhes de um tema de um release que motivou a realização daquela entrevista. É a assessoria de imprensa, que acompanhou todo o processo, que tem essas informações em maiores detalhes. Então, o assessor pode orientar sobre o que destacar, o que falar, como se posicionar diante da câmera, preparando o assessorado antes de atender o jornalista”. A falta dessa preparação pode custar caro: um dado equivocado, uma resposta prolixa ou atravessada, instabilidade e insegurança, entre outros comportamentos, podem, como bem define a linguagem coloquial, “dar ruim”. “Reverter aquela imagem negativa criada, desmentir uma informação, enfim, reparar os erros se torna difícil e leva tempo”, sublinha a CEO da Engenharia de Comunicação. Era o que, voltando à imaginação do começo do texto, o assessor queria evitar que acontecesse com a assessorada. Até porque, na trama, a empresária estava dando um novo passo na carreira, expandindo seus negócios. Ainda inexperiente no campo das relações comunicacionais, precisava daquela capacitação. Mas, conforme ressalva Patrícia Stedile, media training é imprescindível tanto a debutantes no contato com a imprensa como a veteranos. “A capacitação deve ser contínua, diante da velocidade de transformações da mídia.”
Instagram reformula algoritmo e impõe novos desafios para quem vende online
Quem vende pela internet precisa estar atento às mudanças. Além da importância de um bom tráfego pago, feito com estratégia, as redes sociais também merecem atenção especial. O Instagram, por exemplo, mudou as regras em 2026. O que funcionava em 2023 ficou para trás. Para se ter ideia, os likes, hoje, representam apenas 5% da real importância dentro da plataforma, pois o algoritmo passou a priorizar retenção, compartilhamentos reais e profundidade de interação, e não números vazios. De acordo com o sócio-diretor da agência de comunicação e marketing WBP, Leonardo Munhoz, especialista no assunto, hierarquia do sucesso no Instagram mudou bastante. Agora, o Watch Time tem um peso maior (35%), uma vez que manter a pessoa no post é o “novo ouro”. “Quanto mais tempo assistindo, maior será a entrega.” Na segunda posição está o Saves, com 25% de relevância. Munhoz explica que é importante investir no conteúdo, uma vez que aquele que vale a pena ser guardado, sinaliza profundidade e valor. Em terceiro lugar, com 20%, está a DM Shares, que representa o sinal mais forte de distribuição. “Quando alguém compartilha no direct, o algoritmo entende como relevância máxima”, revela, ao comentar que os Likes, com apenas 5%, perderam sua importância e representatividade. “Como afirmou Adam Mosseri, CEO do Instagram, ‘o alcance depende de como as pessoas reagem, não de quanto seguidores você tem’. Por isso, é importante se atualizar.” Atente-se! Munhoz reforça que é necessário ter cuidado com o chamado “Fingerprinting Visual”. Agora, o Instagram detecta reposts automaticamente e se o conteúdo for 70% similar ao que já existe, o perfil pode ser penalizado. “O excesso de conteúdo reciclado, especialmente vindo do TikTok, pode reduzir o alcance em até 80%. Sendo assim, a originalidade deixou de ser diferencial e passou a ser exigência”, afirma. Segundo ele, com a entrada da IA, imagens “muito perfeitas” podem ser prejudiciais e isso está se tornando um grande dilema. Ele explica que apostar em fotos mais cruas e reais geram mais conexão, além de provarem que existe uma pessoa por trás do perfil. “A regra é clara: menos filtro, mais verdade. O fato é que o Instagram não é mais um jogo de popularidade, mas sim de atenção, profundidade e conexão real. Em 2026, vencerá quem entender que o algoritmo não premia a vaidade, e sim a relevância.” Quatro dicas para aumentar o engajamento (e as vendas) Foque nos últimos dez segundos: o final do vídeo impacta diretamente o replay; Use legendas longas: elas aumentam o tempo de permanência no post; Defina um nicho coeso: quem fala de tudo, não entrega nada para ninguém; Responda as DMs rapidamente: engajamento imediato vira boost, aquele empurrão extra na distribuição do conteúdo.
A força da conversa: o que o jeito latino tem ensinado ao mundo sobre vendas no WhatsApp
A América Latina sempre foi um continente movido pela conversa e não seria diferente na relação de compra e venda. O dono do mercadinho que conhece o cliente pelo nome e tem uma relação próxima com os distribuidores e vendedores de marcas fornecedoras, negocia olhando nos olhos e ajusta o pedido conforme a necessidade do dia faz parte da identidade econômica da região. Por isso, quando o WhatsApp se tornou o principal canal de comunicação do continente, o salto para o chamado conversational commerce não exigiu ruptura e, sim, apenas uma migração. “O comerciante não adotou uma nova tecnologia; ele expandiu um hábito que já existia”, esclarece Andres Stella, COO da Yalo, empresa que se tornou referência global em jornadas conversacionais entre indústria e varejo. “O WhatsApp virou o balcão digital porque estava no bolso de todos e resolvia a principal dor do varejo latino: a simplicidade”. No entanto, a simplicidade virou escala e Stella explica que a digitalização promovida pela indústria acabou criando um paradoxo: para comprar de diferentes fornecedores, o pequeno varejista passou a ter de acessar inúmeros sites ou baixar diversos aplicativos – algo impraticável para quem opera em ritmo acelerado. “O WhatsApp eliminou essa dor imediatamente. O lojista concentra todas as interações no app que já usa diariamente. Nosso papel foi estruturar esse comportamento com catálogo, recomendação, pagamento e assistência dentro do próprio mensageiro”, explica o especialista. Esse comportamento já aparece de forma clara no varejo brasileiro. Um levantamento da Yalo mostra que 39% dos lojistas já utilizam o WhatsApp como principal canal para realizar pedidos junto aos fornecedores e 26% já usam sugestões automáticas de reposição dentro do aplicativo. Esse movimento também é confirmado por dados inéditos da Meta. Em dezembro de 2024, uma pesquisa encomendada à Morning Consult, com 2.363 líderes empresariais da América Latina, revelou que 9 em cada 10 empresas consideram os aplicativos da Meta essenciais para seus negócios, com destaque para WhatsApp Business, Instagram e Facebook pela facilidade de uso, alto retorno sobre investimento e forte geração de vendas. O estudo mostra que o impacto vai diretamente para o caixa das empresas. No Brasil, 93% das companhias que utilizam as ferramentas da Meta relataram aumento de receita, sendo que 73% registraram crescimento superior a 25%. Na Argentina, 84% das empresas reportaram alta no faturamento, com 58% crescendo acima de 25%. Na Colômbia, 90% observaram aumento de receita, sendo que 60% superaram a marca de 25%. Já no México, 90% também registraram crescimento, com 62% avançando mais de 25%. As métricas são surpreendentes e chocam executivos de EUA, Europa e Ásia. Segundo o COO da Yalo, nenhuma reunião internacional passa incólume aos números latino-americanos. “Quando mostramos taxas de conversão próximas de 80%, frequência de recompra praticamente diária e adoção instantânea, os executivos ficam incrédulos. Se você coloca uma jornada fluida no WhatsApp, o comerciante adere imediatamente. Ele já confia no canal, já conversa com clientes e fornecedores ali. O crescimento é quase imediato e uma curva que não existe em interfaces tradicionais”. De acordo com o especialista, a escalabilidade real foi o ponto de virada, quando a América Latina deixou de ser exceção e virou modelo. “Quando vimos projetos saltarem de dezenas para centenas de milhares de lojas em poucos meses e funcionando com estabilidade, percebemos que o modelo era exportável”. Segundo ele, o exemplo mais emblemático é o da Coca-Cola FEMSA, que digitalizou mais de 1 milhão de pequenos comércios via WhatsApp utilizando a plataforma da Yalo. “Criamos uma jornada completa: catálogo, repetição de pedidos, histórico, campanhas segmentadas e integrações diretas com preço, estoque e logística. O canal conversacional se tornou um dos principais motores digitais da operação”, conta Stella. O resultado inclui taxas de conversão de cerca de 80% e mais de 60% das lojas realizando pedidos recorrentes. “O WhatsApp deixou de ser canal de comunicação; virou infraestrutura crítica de vendas”, resume. Stella elenca 3 lições que Estados Unidos e Europa estão correndo para absorver: a primeira delas é que o canal certo vale mais que a tecnologia nova. “Se não é WhatsApp, pode ser iMessage ou WeChat. O princípio é: não brigue com o comportamento do consumidor”; a segunda é que o Chat não é SAC e, sim, canal de vendas. “Na América Latina, provamos que mensagens podem ser o principal motor de pedidos e reabastecimento”; e a terceira é que IA e automação escalam a eficiência e o humano escala a conversão. “O equilíbrio é o segredo latino. A tecnologia não esfria a relação, ela prepara o terreno para que o humano brilhe”. O estudo feito pela Meta revela ainda um forte apetite por inteligência artificial generativa na região — com interesse de 79% das empresas na Argentina, 88% no Brasil, 80% na Colômbia e 89% no México — e mais da metade das organizações já utiliza a tecnologia na prática, acelerando automação, eficiência e personalização no relacionamento comercial. Aproveitando essa tendência, a Yalo vem implementando na indústria da América Latina o Oris, um agente inteligente criado para vender como os melhores vendedores humanos, em escala e com base em dados. O Oris é capaz de entender mensagens de voz, fazer recomendações estratégicas, agir proativamente e vender, de forma contextualizada, personalizada e escalável, utilizando inteligência artificial em qualquer canal, podendo ser chamadas de voz, WhatsApp, aplicativos e muito mais. Stella defende que a IA generativa se tornará o motor invisível do relacionamento, desenvolvendo o papel central nessa exportação. “Ela já é o cérebro que permite personalização em escala. Cria e adapta mensagens, recomenda produtos, antecipa rupturas e ajusta o tom da conversa. Cada lojista recebe algo relevante e no momento certo”, pontua. Segundo ele, a soma da atuação humanos + agentes inteligentes de IA será uma fórmula latino-americana poderosa no mercado nos próximos anos e ela também será usada para preservar o elemento cultural do varejo regional mantendo características específicas de cada cultura, o que proporciona uma maior aproximação com o consumidor. “O vendedor latino tem uma sensibilidade que nenhuma máquina reproduz. A automação cuida do operacional; ele cuida da confiança”, afirma Stella. Com isso, o atendente passa menos tempo conferindo estoque ou digitando respostas repetidas
Como o conceito de comunidade está redefinindo a comunicação das marcas de moda
Nos últimos anos, marcas de moda vêm enfrentando um desafio crescente: a saturação de conteúdo digital e a crescente seletividade do consumidor reduziram a eficácia de estratégias baseadas apenas em alcance e volume. Em resposta, muitas empresas estão redirecionando seus esforços para estratégias que promovam comunidade, experiência e pertencimento, construindo relacionamentos mais profundos com públicos reais. A atenção, segundo dados da consultoria McKinsey, deixou de ser apenas uma métrica de engajamento e passou a ser um ativo estratégico quando alinhada com identificação emocional — marcas com alto nível de conexão têm até 3 vezes mais probabilidade de fidelização real. Nesse contexto, a moda — um setor intrinsecamente ligado à identidade pessoal — tem encontrado na construção de comunidade uma nova frente de crescimento. “Estamos vendo uma mudança clara: o consumidor não quer apenas ser impactado. Ele quer pertencer”, afirma Beatriz Illipronti, fundadora da agência Moda Comunica, que atua com estratégias de comunicação e experiência para marcas do setor. “Quando a marca cria espaços e narrativas que convidam à troca, ela constrói vínculo — e esse vínculo impacta diretamente a percepção de valor e o crescimento sustentável.” A linguagem de comunidade tem, inclusive, ressonância em eventos culturais recentes que ultrapassam fronteiras e capturam sentimentos coletivos. No último domingo (8), o cantor **Bad Bunny protagonizou o Super Bowl LX Halftime Show, no maior palco de entretenimento dos Estados Unidos, com uma apresentação que celebrou identidade, cultura latina e pertencimento coletivo ao interpretar seu set quase totalmente em espanhol — algo sem precedentes no evento. A performance, recheada de referências à cultura porto-riquenha e à América Latina, foi recebida como um momento de visibilidade e representação para milhões de espectadores que viram ali não apenas um show, mas uma afirmação cultural. Uma pesquisa conduzida pela ThinkNow apontou que 60% dos latinos e jovens entrevistados consideram a presença de Bad Bunny no Super Bowl positiva para a representação cultural, destacando a conexão emocional que eventos desse tipo geram entre consumidores e marcas que se alinham com valores de identidade. Essa lógica de pertencimento está sendo adotada no ambiente da moda com ações concretas: eventos presenciais, ativações em loja e experiências colaborativas com consumidores. Um exemplo recente ocorreu com a marca Kika — apoiada pela Moda Comunica — que promoveu uma ação de customização de mochilas em lojas parceiras. Além do crescimento nas vendas, a iniciativa gerou aumento de seguidores nas redes e, sobretudo, um sentimento de pertencimento tanto entre clientes quanto entre lojistas. “Experiências como essa transformam consumidores em participantes ativos da marca”, diz Beatriz. “É isso que cria comunidade — e a comunidade não se constrói com campanhas isoladas ou conteúdos soltos. Ela se constrói com intenção, narrativa e trocas reais.” O sucesso dessas estratégias indica que a visão tradicional de marketing — centrada em métricas de alcance e curtidas — já não é suficiente. Consumidores estão mais seletivos, mais exigentes e mais propensos a apoiar marcas que representam valores e identidade, não apenas produtos. Para 2026, especialistas apontam que essa tendência tende a se consolidar, especialmente em mercados competitivos como o de moda, onde a experiência e o relacionamento emocional podem fazer a diferença entre crescimento sazonal e presença consistente.
O crescimento global dos nômades digitais redefine fronteiras legais
O crescimento dos nômades digitais deixou de ser uma tendência pontual para se tornar um movimento estrutural na economia global. Em 2025, cerca de 40 milhões de pessoas já viviam como nômades digitais em diferentes países, conforme o Global Digital Nomad Report 2025, um dos estudos mais abrangentes sobre esse fenômeno mundial. Ao mesmo tempo, mais de 60 países já criaram vistos específicos ou regimes equivalentes para atrair esses profissionais, de acordo com análises internacionais. A proposta é captar renda externa sem pressionar o mercado de trabalho local. No entanto, a expansão desses regimes trouxe maior complexidade jurídica. Para Rita Silva, advogada internacionalista especializada em planejamento migratório e previdenciário internacional, o maior equívoco é acreditar que o visto resolve toda a estrutura legal da mobilidade. “O visto adequado resolve a permanência legal, mas não elimina questões tributárias e previdenciárias. Mobilidade internacional não pode ser tratada como turismo prolongado”, afirma. Cada país estabelece critérios próprios para enquadrar o nômade digital, como renda mínima, seguro-saúde, comprovação de vínculo com empregador estrangeiro e prazo de permanência. Em geral, esses regimes autorizam o trabalho remoto para empresas ou clientes no exterior, mas não permitem atuação no mercado local, e misturar as duas situações pode caracterizar violação migratória. Outro ponto sensível é o uso recorrente de visto de turista com entradas sucessivas. Em diversas jurisdições, isso pode ser interpretado como residência irregular. “Para residir e trabalhar em outro país, é necessário ter status legal que o autorize.” Tributação internacional e bitributação A definição de residência fiscal é determinante para a tributação global. A regra internacional costuma considerar dois critérios principais, a legislação interna do país onde a pessoa está fisicamente e a aplicação de tratados para evitar dupla tributação quando existentes entre os países envolvidos. Atualmente, existem mais de 3.000 tratados bilaterais de dupla tributação em vigor no mundo. Esses acordos evitam a bitributação e estabelecem critérios para definir qual país terá prioridade tributária quando há dupla residência fiscal. “O risco mais comum não é pagar imposto demais, mas não saber onde se é residente fiscal. A dupla residência pode gerar conflitos fiscais, bancários e de compliance”, explica Rita. No caso de brasileiros, a definição de residência fiscal envolve também a Comunicação de Saída Definitiva do País, quando aplicável. A ausência dessa formalização pode manter o contribuinte como residente fiscal no Brasil, mesmo estando fisicamente no exterior. Além disso, a legislação brasileira permite que quem reside fora contribua ao INSS como segurado facultativo, desde que não esteja vinculado a regime obrigatório incompatível. Quando há acordo internacional de previdência entre o Brasil e o país de destino, pode haver totalização de períodos de contribuição, ou seja, somando o tempo para cumprir requisitos e ter acesso a benefícios previdenciários. “A estratégia previdenciária deve ser individualizada. Pagar duas previdências sem necessidade pode ser um prejuízo, mas pagar nenhuma pode significar desproteção futura”, ressalta. Outro ponto importante é que ao abrir empresa ou atuar como autônomo no outro país, o nômade pode gerar presença econômica local, com obrigações fiscais adicionais e risco de caracterização de estabelecimento permanente. Nesse momento, registro empresarial, licenças, contratos, proteção de dados e compliance bancário passam a integrar o planejamento. Para Rita Silva, o nomadismo digital amadureceu e exige estratégia. “Quando bem estruturada, a mobilidade internacional protege patrimônio, otimiza tributação e garante segurança jurídica. Quando improvisada, pode gerar passivos fiscais e migratórios difíceis de corrigir.” O trabalho remoto internacional amplia horizontes profissionais, mas também exige alinhamento entre status migratório, residência fiscal e planejamento previdenciário. Com a mobilidade crescente e legislações em constante atualização, a liberdade geográfica depende, cada vez mais, de segurança jurídica estruturada.
GEMÜ moderniza presença online e integra operação brasileira à estrutura global
A busca por informações técnicas rápidas, precisas e acessíveis tem transformado a experiência digital no setor industrial. Atenta a esse movimento, a GEMÜ lança sua nova plataforma global, desenvolvida para oferecer navegação intuitiva, padronização internacional e maior apoio à geração de negócios. A atualização marca um novo momento da presença digital da companhia, com foco em modernização da marca, unificação da comunicação internacional e aprimoramento da experiência do usuário industrial. O site da GEMÜ Brasil passa a operar dentro dessa nova estrutura global, com conteúdo traduzido e adaptado ao mercado local, mantendo identidade visual e arquitetura alinhadas ao padrão internacional. Entre os principais diferenciais da nova plataforma estão a navegação mais intuitiva, melhor performance técnica e organização otimizada de conteúdo. A arquitetura foi estruturada com foco em produtos, segmentos e aplicações industriais, facilitando o acesso a informações técnicas detalhadas. O portal também apresenta versão mobile responsiva e padronização de conteúdos técnicos em todos os países onde a companhia atua. “A reformulação foi pensada para oferecer uma jornada clara e funcional ao público industrial. Engenheiros, projetistas e profissionais de manutenção necessitam de acesso rápido e preciso a dados técnicos, e essa foi uma das nossas prioridades”, destaca Thaytiane Estoer e Silva, Supervisora de Marketing da GEMÜ do Brasil. A nova paleta de cores segue o padrão global da companhia, reforçando atributos como tecnologia, precisão e confiabilidade, valores historicamente associados à marca. No Brasil, a adaptação ocorre no conteúdo e na abordagem local, mantendo a consistência visual e o reconhecimento internacional da GEMÜ. Plataforma preparada para SEO e geração de leads Além da atualização estética e estrutural, o novo site foi desenvolvido com foco estratégico em SEO e conversão. A estrutura contempla palavras-chave técnicas, páginas orientadas à geração de negócios, formulários segmentados e integração com ferramentas de marketing e CRM. O objetivo é fortalecer a captação de leads qualificados em todos os mercados, incluindo o Brasil. “Hoje, a presença digital precisa ser mais do que institucional. Ela deve apoiar o desenvolvimento de negócios, facilitar o contato técnico e gerar oportunidades comerciais. O novo site está totalmente alinhado a essa estratégia global”, reforça Thaytiane. A reformulação do site integra um movimento mais amplo de digitalização da GEMÜ, alinhado às demandas da indústria 4.0 e à crescente busca por eficiência, conectividade e informação técnica acessível. Com a nova plataforma, a empresa consolida sua presença digital global, amplia a experiência do usuário e fortalece seu posicionamento como fornecedora de soluções industriais de alta tecnologia
Positivo S+ explica por que a maturidade em Digital Workplace no Brasil e no restante da América Latina ainda está atrás de EUA e Europa
Mesmo diante de grandes avanços tecnológicos observados nos últimos anos, a maturidade em Digital Workplace no Brasil e no restante da América Latina permanece abaixo do nível registrado em regiões como Estados Unidos e Europa. A constatação aparece em análises globais do Gartner, referência internacional em pesquisa e consultoria em tecnologia, e é reforçada pela leitura de mercado da Positivo S+, marca de serviços B2B da Positivo Tecnologia que atua na estruturação e evolução de ambientes digitais de trabalho na região, e oferece diversos serviços de TI que simplificam a jornada tecnológica dos clientes. De acordo com frameworks do Gartner, empresas latino-americanas concentram-se majoritariamente nos níveis iniciais de maturidade em Digital Workplace, enquanto organizações norte-americanas e europeias apresentam maior presença em estágios mais avançados, voltados à habilitação e ao empoderamento das capacidades dos colaboradores. Para a Positivo S+, esse cenário não está associado prioritariamente à falta de tecnologia, mas à forma como o Digital Workplace ainda é organizado, governado e percebido dentro das empresas. “Os estudos mostram que a maturidade em Digital Workplace não se resume a ferramentas, mas envolve diversas dimensões, como organização, papéis, governança, métricas e valor estratégico. O que observamos no Brasil e na América Latina é que muitas empresas ainda operam de forma reativa, focadas em manter a infraestrutura funcionando, sem tratar o Digital Workplace como uma disciplina estratégica”, afirma Carlos Maurício Ferreira, CEO Brasil e LATAM da Positivo S+. Segundo o executivo, o primeiro grande salto de maturidade acontece quando as organizações deixam de enxergar o Digital Workplace apenas como suporte e passam a estruturá-lo como um modelo operacional claro, com responsabilidades definidas e proximidade com a liderança executiva, em especial o com o CIO. “Empresas que avançam consolidam o Digital Workplace sob uma visão única, com governança, métricas alinhadas ao negócio e foco na jornada do colaborador. É nesse ponto que a tecnologia deixa de ser um fim e passa a habilitar novas formas de trabalhar”, explica. Nos níveis mais avançados descritos pelo Gartner, como o de habilitação, o Digital Workplace se torna um elemento integrador entre TI e negócios, e cria condições para as empresas aumentarem a produtividade, colaboração e engajamento. Esse estágio é muito mais comum em empresas dos Estados Unidos e da Europa do que as da América Latina, e permite que as organizações avancem de uma lógica operacional para uma abordagem mais estratégica e orientada a resultados. Para a Positivo S+, elevar a maturidade em Digital Workplace é um processo contínuo, que exige visão, priorização e entendimento do contexto local. “Antes de falar em inovação ou em novas tecnologias, é preciso arrumar a casa. O caminho de evolução passa por organização, governança e clareza de papéis. É isso que sustenta ambientes digitais mais eficientes, humanos e preparados para o futuro do trabalho”, conclui Carlos Maurício. Com ampla atuação no Brasil e na América Latina, a Positivo S+ se posiciona como uma parceira estratégica para empresas que buscam avançar nesse caminho, traduzindo frameworks globais, como os do próprio Gartner, em decisões práticas que estejam alinhadas à realidade e ao ritmo do mercado regional. Para conhecer mais sobre as soluções da Positivo S+ acesse o site oficial da marca.
BBB no ar: levantamento indica que edição de 2021 foi a que mais mobilizou o Brasil nas redes e buscas
A Timelens, empresa de tecnologia e inteligência de dados, pertencente à FutureBrand São Paulo, acaba de divulgar levantamento exclusivo que responde a uma pergunta recorrente entre fãs, marcas e a indústria do entretenimento: afinal, qual edição do Big Brother Brasil realmente dominou o país e onde esse impacto foi mais intenso? O resultado é expressivo: o BBB 21, que contou com os protagonistas Juliette, Gil do Vigor e Sarah, que está de volta como veterana em 2026, se consolidou como a edição mais intensa da história recente do programa, liderando tanto as conversas espontâneas quanto o interesse ativo de pesquisas. A análise cruzou o volume de menções ao BBB nas redes sociais e as buscas no Google entre 1º de janeiro de 2011 e 28 de janeiro de 2026, abrangendo 15 edições consecutivas do reality. Na edição de 2021, foram mais de 26,1 milhões de menções, volume que supera com ampla margem todas as outras temporadas monitoradas. Na comparação direta com a edição do ano passado, o BBB 25,, o BBB 21 gerou 2,13 vezes mais conversas. O ranking das edições mais comentadas é completado, consecutivamente,pelo BBB20, com 18,8 milhões de menções; e pelo BBB 22, com 18,7 milhões. Os dados indicam que o início da década de 2020 marcou um ponto de virada na presença do reality na cultura digital brasileira, com picos muito superiores aos registrados nos anos anteriores. “A diferença entre quem comenta nas redes sociais e aqueles que buscam informação revela que engajamento não é um comportamento único. Falar sobre o programa é um ato de exposição e posicionamento público, enquanto pesquisas estão mais ligadas à necessidade de compreender, contextualizar e acompanhar narrativas”, analisa Renato Dolci, Diretor de Dados da Timelens. Quando o assunto vira busca Além das redes sociais, o estudo analisou o comportamento de busca dos brasileiros no Google, indicador que revela curiosidade, necessidade de contexto e interesse em aprofundar informações. Mais uma vez, a edição de 2021 aparece no topo, como a mais buscada de toda a série histórica, seguida pelo BBB 20 e BBB 22. No pico de interesse, o BBB 21 foi 4,8 vezes mais buscado do que o BBB 25, reforçando o caráter de ‘evento nacional’ daquela temporada. Enquanto as redes captam o calor da conversa em tempo real, as buscas evidenciam o esforço do público para entender narrativas, memes e desdobramentos do programa. Onde o BBB mais repercute O levantamento também revela diferenças regionais importantes no engajamento com o reality. Nas redes sociais, o Sudeste concentra 59,8% das menções ao BBB no período analisado. Entre os estados, o ranking é liderado por Rio de Janeiro, seguido por São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Já no volume de buscas no Google, o cenário muda. Os estados que mais pesquisam sobre o BBB são Amapá, Amazonas, Pará, Acre e Maranhão. Em média, a região Norte registra o maior índice de interesse (73,6 em uma escala de 0 a 100), à frente do Nordeste (63,8), Sudeste (56,3), Centro-Oeste (53,5) e Sul (50,3). Na prática, o Norte busca por BBB 1,46 vezes mais do que o Sul. “Quando observamos que o Sudeste concentra a maior parte das conversas e o Norte lidera o interesse por buscas, não estamos diante de mais ou menos interesse, mas de modos distintos de participação cultural em um mesmo fenômeno nacional. Cada comportamento revela uma forma diferente de se relacionar com o mesmo conteúdo” afirma o diretor. BBB além da audiência Ao analisar 16 anos de dados, o estudo da Timelens aponta o BBB como um verdadeiro termômetro cultural. Mais do que audiência ou votos, menções e buscas ajudam a identificar quando uma edição rompe a bolha do entretenimento e passa a influenciar conversas públicas, memes, estratégias de marcas e debates sociais. “Quando redes sociais, buscas e territórios passam a se comportar de forma distinta, o reality deixa de ser apenas um fenômeno de entretenimento e se consolida como um espaço onde cultura, comportamento e consumo se cruzam”, encerra Renato.
O e-commerce pet está saturado ou ainda há espaço para nichos?
O comércio eletrônico voltado ao setor pet segue em ritmo de crescimento no Brasil, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e pela consolidação da digitalização do varejo. Para ilustrar o crescimento, somente entre maio e junho de 2025, plataformas de e-commerce como AliExpress, Shopee e Mercado Livre divulgaram aumento de até 300% na venda de produtos voltados para animais de estimação. Mesmo diante desse cenário positivo, o aumento da concorrência levanta um questionamento estratégico para empreendedores e investidores: o e-commerce pet já atingiu um nível de saturação ou ainda há oportunidades relevantes de expansão? Para Hugo Galvão de França Filho, diretor da Enjoy Pets, o mercado vive um momento de amadurecimento. “Existe uma competição intensa no modelo tradicional, principalmente quando falamos de grandes players disputando preço e logística em escala nacional. Mas isso não significa que o mercado esteja saturado. Há espaço significativo para nichos bem-posicionados, que entregam experiência, curadoria e relacionamento”, afirma. Segundo o especialista, segmentos como alimentação natural, produtos funcionais, suplementos, linhas hipoalergênicas, itens personalizados e modelos de assinatura recorrente apresentam crescimento consistente e maior potencial de fidelização. No entanto, com a entrada de marketplaces especializados e grandes varejistas no segmento pet, a disputa por preço se intensificou, e a experiência do cliente se tornou um ativo fundamental para construírem relacionamentos de longo prazo. Outro fator que reforça o potencial de crescimento é a expansão do consumo pet em cidades médias e regiões onde a oferta física ainda é limitada. Nesses casos, o e-commerce amplia o acesso a produtos premium e especializados. “Existe um Brasil pet que ainda não foi totalmente explorado no digital. A interiorização representa uma oportunidade concreta para empresas que estruturam bem sua operação”, avalia Galvão. O especialista também destaca que logística eficiente, política clara de trocas, presença ativa nas redes sociais e uso estratégico de dados deixaram de ser diferenciais e passaram a ser requisitos básicos para competir no ambiente digital. Para empresas conseguirem espaços no mercado, o e-commerce pet exige hoje planejamento estruturado, análise constante de indicadores, construção sólida de marca e estratégias voltadas à retenção. Com consumidores cada vez mais conectados e dispostos a investir no bem-estar dos animais de estimação, o setor pet digital mostra que está mais competitivo, mas longe de estar esgotado. Empresas que compreendem o comportamento do tutor e atuam de forma inteligente em nichos específicos conseguem encontrar amplo espaço para crescimento no setor.
VTEX DAY 2026 acontece nos dias 16 e 17 de abril e apresenta nova experiência para o comércio digital
O VTEX DAY 2026, já tem data marcada, será realizado nos dias 16 e 17 de abril no São Paulo Expo, reunindo líderes, executivos, empreendedores e especialistas para discutir os próximos passos do varejo, indústria e da tecnologia em uma experiência ainda mais imersiva e conectada com as transformações do mercado. Para a edição deste ano, o encontro contará com uma programação mais robusta e estratégica, conectada aos desafios reais de liderança e destacando temas como criatividade, tomada de decisão sob pressão e gestão em cenários complexos. Além disso, o evento também inaugura uma nova fase, e passa a adotar um conceito inspirado em um território vivo e pulsante do digital commerce. A proposta transforma o espaço em uma grande “cidade da inovação”, apostando em estimular conversas fora do óbvio reunindo nomes de relevância nacional e internacional em uma dinâmica mais próxima do público, entregando conteúdo de alto impacto e se consolidando como um dos principais hotspots do evento. Rafaela Rezende, presidente da VTEX no Brasil, reforça que a proposta do mega-evento vai além de falar só de VTEX e tecnologia, mas abordar temas de negócio essenciais para o futuro do varejo, trazendo nomes relevantes que compartilharão insights sobre liderança nos tempos atuais. “Liderar nunca foi sobre controle absoluto, e o VTEX DAY reflete exatamente isso. Queremos colocar no centro do palco conversas honestas sobre erro, pressão e escolha, temas que fazem parte da rotina de qualquer liderança”, afirma a executiva. O evento já conta com outros nomes de prestígio confirmados como Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, Fábio Coelho, Presidente do Google Brasil e Vice Presidente da Google Inc., Fernando Modé, CEO do Grupo Boticário, Marcelo Braga, General Manager da IBM Brasil, Cintia Maria Moreira, CEO da Dengo Chocolates, Cataldo Domenicis, CMO da Sephora, Pedro Zannoni, CEO Latam da Lacoste, entre outros. Com a nova proposta, o VTEX DAY 2026 reafirma o compromisso da VTEX em impulsionar o futuro do digital commerce, criando um espaço onde ideias se encontram, parcerias surgem e o varejo é continuamente reinventado.
Carnaval digital 2026: aplicativos sociais crescem 268% no iOS, enquanto o varejo perde espaço, revela dados da AppsFlyer
Durante o Carnaval, usuários voltam aos apps para pagar, pedir, viajar e acompanhar gastos O Carnaval 2026 fez mais do que encher as ruas do Brasil, ele remodelou a economia digital do país. Com mais de 65 milhões de participantes, um aumento de 22% em relação a 2025 (Ministério do Turismo), novos dados da AppsFlyer mostram o comportamento digital dos brasileiros impulsionado por tempo real, social e consumo: redes sociais, entretenimento e alimentação lideraram o crescimento, enquanto o e-commerce perdeu visibilidade e demanda. O reengajamento superou aquisição de usuários no Carnaval e consolidou o remarketing como principal alavanca de crescimento. Redes sociais: o efeito viral À medida que os brasileiros compartilharam blocos, desfiles e momentos ao vivo, a descoberta orgânica impulsionou um crescimento explosivo, especialmente no iOS. O Carnaval provou que as plataformas sociais se beneficiam diretamente do FOMO e da participação em tempo real. Instalações: +25.6% no Android, +267.6% no iOS em relação ao ano passado.E em relação a uma semana comum: +19.6% no Android, +149.6% no iOSO crescimento no iOS foi amplamente orgânico Entretenimento: forte impulso pago encontra alta demanda Aplicativos de streaming, música e orientados a eventos capturaram tanto aquisição quanto aumento de engajamento à medida que as festividades se intensificaram. Instalações: +18.8% no Android, +35.0% no iOS em relação ao ano passado.Instalações não orgânicas: +28.7% no Android, +121.6% no iOS em relação ao ano passado.Remarketing no Android: +45.6% do primeiro ao último dia Delivery, alimentação e bebidas: uma clara janela de crescimento Aplicativos de delivery e conveniência capitalizaram a onda de celebrações, desde turistas na cidade até encontros noturnos em casa. O Carnaval continua sendo uma das maiores oportunidades de aquisição do ano para esse vertical. Instalações: +42.3% no Android, +49.6% no iOS em relação ao ano passado.Instalações não orgânicas no iOS: +590.8%Remarketing: +44.8% no Android, +228.3% no iOS em relação ao ano passado. Finanças: o reengajamento dispara O Carnaval não impulsionou significativamente a adoção de novas fintechs, mas aumentou dramaticamente o reengajamento. Usuários retornaram aos aplicativos para acompanhar saldos, monitorar gastos e gerenciar pagamentos digitais durante os dias de pico de consumo. Instalações: +22.3% no Android, -37.3% no iOS em relação ao ano passado.Remarketing: +490.0% no Android, +870.6% no iOS em relação ao ano passado.Em relação a uma semana regular: remarketing aumentou 28–46% E-commerce: a atenção mudou para outros lugares Os gastos mudaram para viagens, alimentação e experiências, e os aplicativos de varejo perderam atenção no curto prazo durante a janela de celebração. Instalações: -33.9% no Android, -36.2% no iOS em relação ao ano passadoInstalações não orgânicas: -40%+ em ambas as plataformasInstalações e remarketing diminuíram comparados a uma semana regular Viagens: impulso liderado pelo iOS Com participação recorde em todo o país, a demanda por viagens se intensificou, particularmente entre usuários de iOS, enquanto o forte reengajamento refletiu usuários gerenciando reservas e logística em tempo real. Instalações: -28.3% no Android, +5.2% no iOS em relação ao ano passado.Vs. semana regular: +53.6% no iOSRemarketing: +73.4% no Android, +420.2% no iOS em relação ao ano passado. O que isso significa para profissionais de marketing brasileiros O Carnaval 2026 reforça uma lição clara: momentos culturais recompensam marcas que se alinham ao comportamento ao vivo. Categorias impulsionadas por tempo real e social vencem em aquisição. Aplicativos utilitários performam melhor por meio de CRM e reengajamento. O varejo enfrenta um desvio de atenção de curto prazo durante celebrações de pico. “Carnaval não é apenas um evento cultural e sim uma mudança comportamental em escala nacional”, diz Renata Altemari, General Manager LATAM na AppsFlyer. “Marcas que entendem como a intenção do consumidor muda durante esses momentos, seja o Carnaval, a próxima Copa do Mundo ou outros eventos culturalmente enraizados, podem transformar picos sazonais em crescimento sustentável.”
Rodobens cresce canal digital de vendas após parceria com ColmeIA
Em um movimento que reforça sua estratégia de inovação e foco no cliente, a Rodobens, referência nacional em soluções financeiras e de mobilidade, implementou as soluções da ColmeIA, empresa especializada em automação e inteligência conversacional, para aprimorar sua operação de atendimento e relacionamento com cliente. A parceria resultou em ganhos imediatos de escala e eficiência, com crescimento de 6% nas vendas pelo WhatsApp e aumento nas taxas de conversão comercial. Com sede em São José do Rio Preto (SP), mas com atuação nacional nos segmentos de Consórcio, Seguros, Crédito, Leasing e Locação, a Rodobens buscava uma plataforma que unisse segurança, governança, escalabilidade e integração com o CRM para otimizar o atendimento pelos canais digitais. A antiga ferramenta apresentava limitações que impactavam a experiência do cliente e dificultavam o acompanhamento do grande volume de leads gerados diariamente. “A ColmeIA trouxe uma série de benefícios para o nosso ecossistema de tecnologia: integração com o CRM, usabilidade adequada para os usuários internos e uma comunicação fluida com o cliente final. Isso se reflete diretamente na experiência e na eficiência da operação”, afirma Daniela Zanfolin, Superintendente de TI da Rodobens. A migração de plataforma foi concluída em poucos dias, com total segurança e sem impactos negativos na operação. “Houve o apoio em todo o processo de migração e a ColmeIA nos deu muita segurança à operação. Tivemos suporte, treinamento e, já no primeiro atendimento, tudo fluiu naturalmente. Foi uma transição tranquila, sem perda de performance”, completou Daniela. Governança e automação a serviço da experiênciaHomologada pela Meta e com o selo oficial do WhatsApp Business, a ColmeIA garantiu governança completa sobre as interações, centralizando a gestão dos canais e elevando o controle sobre a operação. A integração com o CRM também permitiu automatizar a triagem de leads e implementar um bot inteligente, capaz de coletar informações, segmentar contatos e direcioná-los ao consultor mais adequado. Essa automação reduziu o tempo de resposta e aumentou a assertividade no atendimento. “Com a Rodobens, mostramos que investir no tempo certo de implementação e treinamento permite potencializar o negócio e garantir um atendimento ágil e sem fricções para o cliente”, afirma José Caodaglio, CEO da ColmeIA. A automação também trouxe eficiência operacional: leads com maior potencial passaram a ser priorizados, enquanto interações de menor valor estratégico foram conduzidas automaticamente, otimizando o tempo dos consultores e ampliando a taxa de conversão. O impacto também se refletiu nos resultados comerciais expressivos, consolidando o canal como uma das principais portas de entrada para novos negócios. “Nosso propósito é ajudar grandes empresas a transformarem o atendimento digital em uma experiência de valor real. Com a Rodobens, mostramos que é possível escalar o relacionamento sem perder a proximidade, combinando automação, governança e empatia”, finaliza.
“Meu celular está me escutando?”: especialista explica como realmente funciona a personalização de anúncios
A cena é comum: uma conversa em voz alta, nenhuma busca no Google, nenhum clique em sites especializados, e, ainda assim, um anúncio surge sobre o exato assunto que foi discutido. A reação imediata de muitas pessoas é acreditar que estão sendo ouvidas pelo celular. Essa teoria cria uma sensação de vigilância muito presente atualmente, como mostra um estudo recente da Universidade de Amsterdã. Segundo a pesquisadora Dong Zhang, muitos criam suas próprias especulações porque, apesar de saberem que seus dados estão sendo coletados, não entendem exatamente como. Para Caio Motta, cofundador da agência de marketing especializada em performance orientada por dados Elementar Digital, a verdade é que os smartphones não estão necessariamente escutando os usuários. O que existe é uma cadeia sofisticada de captura e correlação de dados no dispositivo que alimenta plataformas de mídia sobre o comportamento e interesse do usuário. “Trabalho há mais de uma década com marketing de performance e dados. Gerencio campanhas em plataformas como Google e Meta todos os dias, por dentro dos painéis onde a segmentação acontece. E posso afirmar com segurança que as plataformas não precisam do seu microfone porque elas têm algo muito mais poderoso”, afirma. Ele explica que Google e Meta sempre foram, antes de tudo, empresas de inteligência artificial. O Google investia em machine learning quando a maioria das empresas de tecnologia ainda discutia se valia a pena ter um app. Essa vantagem construída ao longo de décadas virou algoritmos de predição que analisam múltiplas camadas de dados para antecipar o que o consumidor vai querer, muitas vezes antes dele mesmo perceber. Para começar, há o histórico de navegação, buscas, curtidas, comentários e tempo de permanência em cada conteúdo. Mas isso é apenas a superfície. As plataformas também sabem quem são os amigos, colegas de trabalho e familiares de cada um e o que eles estão buscando. “Se sua esposa pesquisou colchões no Google durante a tarde, o algoritmo já sabe que vocês dividem o mesmo endereço IP, estão conectados no mesmo Wi-Fi e estão relacionados, tudo identificado pelas interações digitais. Não precisa de microfone para conectar esses pontos”, descreve Caio. “Agora adicione uma camada menos visível: os dados enviados por anunciantes. Toda empresa que investe em mídia digital quer otimizar seu gasto e para isso alimenta as plataformas com informações riquíssimas”. Por exemplo, e-commerces enviam dados de páginas visitadas e produtos adicionados ao carrinho, redes de varejo compartilham compras offline, programas de fidelidade integram dados de consumo com identificadores digitais. “Aquele CPF que você informa na farmácia para ‘ganhar desconto’? Ele conecta seu comportamento offline ao seu perfil digital, permitindo que o algoritmo entenda que você comprou suplementos vitamínicos e whey protein na terça e pode ter interesse em assinar um aplicativo de exercícios ou comprar roupas de ginástica na quinta.”, pontua o especialista. O viés de confirmação faz o resto Há um fator psicológico fundamental que amplia a sensação de espionagem, que é o viés de confirmação. As pessoas são bombardeadas por centenas de anúncios todos os dias, e a imensa maioria não são percebidos. Mas, no dia em que um anúncio se alinha com uma conversa recente, ele parece gritar na tela. O cérebro registra o “acerto” e descarta os outros 99 anúncios que não fizeram sentido. A ilusão de precisão é criada não pela tecnologia, mas pela forma como nosso cérebro processa coincidências. O investimento em publicidade digital no Brasil atingiu R$ 37,9 bilhões em 2024, segundo o Digital AdSpend 2025 do IAB Brasil. É um mercado que cresceu 60% desde 2020 e nove setores econômicos já destinam mais da metade de seus orçamentos para o digital. “Esse dinheiro não se sustenta em conspiração, se sustenta em resultado mensurável”, ressalta Caio, e também traz uma provocação: a personalização de anúncios é necessariamente ruim? “Conheço pessoas, e não são poucas, que deliberadamente visitam páginas de produtos, entram em perfis de empresas e depois ‘deixam o algoritmo trabalhar’ por algumas horas, esperando que o feed apresente concorrentes e alternativas para uma compra mais informada. É uma forma inesperada de usar a máquina a seu favor”, conta. Além disso, para ele, pequenas empresas que nunca teriam verba para um comercial de TV, por exemplo, conseguem ser descobertas por clientes com intenção real de compra. Por outro lado, essas mesmas ferramentas de segmentação podem ser usadas para discriminar grupos, seja excluindo pessoas ou cobrando mais com base em raça, gênero ou localização. “Isso é uma prática inaceitável. É algo que já rendeu multas bilionárias em outros países e precisa ser enfrentado com rigor”, reforça Motta. Nem todas as plataformas nascem iguais Outro ponto que merece nuance é que Google e Meta são empresas públicas, auditadas, com políticas de privacidade publicadas e sujeitas à LGPD no Brasil. Isso não as torna perfeitas, mas as coloca sob escrutínio regulatório constante. O problema real de privacidade muitas vezes está em plataformas menores, data brokers obscuros e aplicativos que pedem permissões absurdas para funcionalidades simples. Para Caio, a pergunta não deveria ser “o Google me ouve?”, mas sim “quais apps eu instalei que pedem acesso ao meu microfone sem nenhuma razão funcional?”. Para quem prefere limitar o rastreamento, existem medidas práticas, como usar navegadores focados em privacidade como o Brave Browser, navegar em modo anônimo, revisar periodicamente as permissões dos aplicativos e, sempre que possível, evitar fornecer dados de identificação (inclusive em lojas físicas). “O ponto central não é convencer ninguém a largar o Instagram ou sair cobrindo a câmera do celular com fita. A questão é que, num mercado de quase R$ 38 bilhões, entender como a publicidade digital funciona deixou de ser uma curiosidade técnica e virou alfabetização básica para qualquer pessoa conectada”, finaliza Caio. “É uma realidade muito menos cinematográfica do que parece, mas, mesmo sem ouvir, os algoritmos sabem muito sobre você e fazem isso com o seu consentimento, escondido naqueles termos de uso que ninguém lê”. Sobre a Elementar Digital Fundada em 2017, a Elementar Digital é uma agência de marketing digital que atua como parceira estratégica
Segurança digital virou critério de sobrevivência
Por Fábio Carvalho, Gerente de Negócios do Wifire, empresa do Grupo TecnoSpeed* O avanço dos vazamentos de dados no Brasil deixou de ser um desafio técnico restrito às áreas de TI e passou a integrar o núcleo da responsabilidade empresarial. Em um ambiente de digitalização acelerada, a segurança da informação consolidou-se como um ativo estratégico, diretamente associada à reputação das marcas, à confiança do consumidor e à sustentabilidade dos negócios. Ainda assim, muitas organizações seguem tratando a proteção de suas redes, especialmente o Wi-Fi corporativo e o acesso público, como uma questão operacional secundária, desconsiderando riscos que já são amplamente conhecidos e recorrentes. Segundo levantamentos de entidades de monitoramento de incidentes cibernéticos no Brasil, o país registrou 3.253 vazamentos de dados entre janeiro e julho de 2024, mais do que o dobro do total acumulado entre 2020 e 2023, representando um crescimento de 24 vezes no volume de ocorrências em apenas um ano. Esse cenário tem impacto financeiro direto. De acordo com relatórios globais de segurança da informação publicados em 2025, o custo médio de uma violação de dados chegou a R$ 7,19 milhões por empresa, considerando perdas operacionais, multas regulatórias e danos reputacionais. Parte relevante dessa vulnerabilidade está associada à forma como as redes Wi-Fi são tratadas. Com a conectividade se tornando padrão em ambientes corporativos, varejo, saúde e serviços, consumidores esperam acesso constante e estável. Dados de pesquisas sobre conectividade indicam que 10,5% dos usuários de internet no Brasil utilizaram Wi-Fi gratuito em locais públicos em 2024, o equivalente a cerca de um em cada dez brasileiros conectados. Ao mesmo tempo, registros do setor de segurança digital mostram que o país concentrou mais de 514 mil ataques de negação de serviço apenas no segundo semestre de 2024, mais da metade de todos os ataques registrados na América Latina, muitos explorando falhas em redes Wi-Fi mal configuradas. Investir em segurança robusta é uma necessidade operacional e jurídica, não uma escolha opcional. Além de proteger a experiência do usuário, a ausência de medidas adequadas expõe empresas a riscos financeiros e legais relevantes. A Lei Geral de Proteção de Dados prevê multas de até 2% do faturamento bruto, limitadas a R$ 50 milhões por infração, enquanto o Marco Civil da Internet exige a guarda de registros de conexão por um ano para quem oferece Wi-Fi público. O descumprimento dessas obrigações pode resultar em responsabilização civil, sanções administrativas e danos irreversíveis à reputação da marca. A evolução tecnológica reforça a urgência de antecipação. Protocolos como WPA3 e o avanço do Wi-Fi 6 já são considerados padrão em ambientes corporativos, enquanto o Wi-Fi 7 projeta um salto ainda maior de velocidade e volume de dispositivos conectados até 2028, com estimativas globais que apontam mais de 2,1 bilhões de conexões ativas. Paralelamente, projeções internacionais indicam que o investimento global em segurança da informação deve atingir US$ 240 bilhões até 2026, sinalizando que empresas ao redor do mundo já compreenderam a dimensão estratégica do problema. Ignorar a segurança das redes, especialmente do Wi-Fi, não é mais uma opção viável. Vazamentos de dados, ataques de ransomware e roubo de credenciais prosperam em ambientes onde não há segmentação de redes, criptografia adequada e governança de dados. Em um mercado cada vez mais regulado e atento à privacidade, crescer exige responsabilidade. Proteger dados não é apenas cumprir a lei, mas demonstrar respeito ao cliente, maturidade operacional e visão de longo prazo. As empresas que não entenderem isso agora correm o risco de aprender da forma mais cara possível. *Fábio Carvalho é Gerente de Produto e Estratégia do Grupo TecnoSpeed. Formado em Administração pela UEM, pós-graduado em Gestão de Negócios Estratégicos e é especialista em transformação digital no setor público, conectividade inteligente e inovação orientada por dados.
Sakura moderniza presença digital e lança novo site institucional reforçando propósito de inspirar pessoas, marcas e relações
Depois de 85 anos transformando a culinária asiática no Brasil, a Sakura dá mais um passo em sua evolução digital. A empresa acaba de lançar seu novo site institucional (www.sakura.com.br), uma plataforma que vai além da apresentação de produtos e se propõe a ser um espaço de conexão entre a marca, pessoas, parceiros e consumidores em todo o Brasil. O projeto de redesign partiu de uma premissa clara: traduzir digitalmente quem a Sakura é hoje, uma empresa que equilibra tradição e inovação, valores familiares e gestão profissional. “O novo site nasce como um espaço de conexão. Ele traduz quem somos hoje, nossa história, nossos valores e a forma como enxergamos o futuro. Mais do que apresentar produtos, queremos mostrar a Sakura como uma empresa feita de pessoas, que inspira, desenvolve e constrói relações duradouras“, destaca Roberto Otake, CEO da Sakura. A nova arquitetura de informações foi estruturada em quatro pilares estratégicos: pessoas, marcas, sustentabilidade e relações. A plataforma destaca quem faz a empresa acontecer no dia a dia, valorizando colaboradores e equipes como parte central da identidade da companhia. Ao mesmo tempo, apresenta de forma clara o portfólio de marcas, evidenciando o papel da empresa na construção de soluções alimentícias que fazem parte da rotina dos brasileiros, tanto no varejo quanto no food service. Cada seção foi pensada para facilitar o acesso aos diferentes públicos que se relacionam com a empresa, de consumidores e estudantes a investidores, fornecedores e imprensa. Outro ponto central da nova plataforma é a integração dos compromissos da Sakura com sustentabilidade e responsabilidade social, temas que ganham espaço próprio e linguagem acessível, reforçando a atuação da empresa para além do produto e seu impacto positivo na sociedade. A reformulação do site institucional faz parte de um movimento mais amplo da Sakura de consolidar sua identidade contemporânea sem perder as raízes que a tornaram referência no segmento de culinária asiática. A empresa, que começou suas atividades em 1940, é hoje 100% brasileira e líder de mercado, reconhecida tanto pela qualidade de seus produtos quanto pelo apoio a eventos que celebram a cultura e gastronomia asiática no país. Com o lançamento da nova plataforma, a companhia reforça seu compromisso com a transparência, a inovação e o relacionamento próximo com todos os stakeholders, alinhando tradição e modernidade também no ambiente digital. O novo site está no ar desde esta semana e pode ser acessado em: www.sakura.com.br
Crescer no e-commerce não é sorte, é estratégia
Por Ricardo do Couto, Head de Marketing da Yever* O crescimento de um e-commerce não é determinado por sorte, criatividade isolada ou picos ocasionais de vendas. Ele é definido, quase sempre, pela existência ou não de um planejamento estratégico claro, realista e executável. Em um cenário marcado por aumento do custo de mídia, consumidores mais racionais e concorrência cada vez mais profissionalizada, improvisar deixou de ser uma opção viável. No mercado brasileiro, essa etapa segue sendo negligenciada, tratada como algo secundário ou burocrático. O resultado aparece rapidamente na operação travada, no caixa pressionado e na sensação constante de que o negócio trabalha muito, mas avança pouco. Os dados ajudam a entender a dimensão do problema. Segundo análises publicadas pela Harvard Business Review e levantamentos do Sebrae, apenas entre 10% e 20% das empresas brasileiras possuem um planejamento estratégico estruturado. Ainda mais preocupante, meta-estudos acadêmicos com mais de 11 mil empresas apontam que negócios com planos escritos crescem cerca de 30% mais rápido do que aqueles que operam sem planejamento formal. Esse descompasso ajuda a explicar por que tantas operações digitais sobrevivem no curto prazo, mas encontram dificuldades para escalar de forma consistente. No e-commerce, onde margens são pressionadas por mídia paga, logística e concorrência intensa, operar sem planejamento não é ousadia, é risco elevado. Planejar estrategicamente não significa criar metas infladas ou projeções irreais para impressionar investidores ou times internos. Pelo contrário, um planejamento efetivo começa no curto prazo, normalmente no mês, e se desdobra para o ano. É nesse nível tático que a estratégia se conecta à operação e deixa de ser apenas um documento. É esse exercício que define orçamento, fluxo de caixa, giro de estoque, calendário comercial e os canais que realmente sustentam o faturamento. De acordo com a ABComm, empresas de comércio eletrônico que estruturam o calendário anual de campanhas e compras de mídia reduzem desperdícios e conseguem alocar melhor seus investimentos nos períodos de maior retorno. Um argumento comum contra o planejamento é a ideia de que o mercado muda rápido demais para permitir previsões. Esse raciocínio ignora que planejar não é engessar a operação, mas criar parâmetros para decidir melhor. Sem referências claras, toda decisão vira tentativa e erro, o que custa caro em ambientes digitais. Organizações que revisam seu planejamento com frequência têm cerca de 30% mais chance de atingir suas metas, segundo estudos divulgados pela Harvard Business Review. Além disso, dados de execução mostram que menos de 12,5% dos projetos estratégicos são concluídos, não por falha no planejamento em si, mas pela ausência de acompanhamento, revisão e disciplina na execução. No e-commerce, planejamento também é o que transforma gastos em investimento. A definição prévia de orçamento de mídia, estratégias de aquisição, retenção e tecnologia permite enfrentar o aumento constante do custo do tráfego. Quando a empresa sabe onde quer chegar, ela consegue avaliar melhor o retorno real de cada canal e evitar decisões impulsivas. Relatórios da Ebit Nielsen indicam que a competição digital elevou significativamente os custos de aquisição nos últimos anos, tornando indispensável o uso racional de dados, ferramentas como CDPs e checkouts otimizados para melhorar conversão e ROAS. Sem planejamento, a operação reage. Com planejamento, ela escolhe. Planejamento estratégico não garante sucesso, mas sua ausência praticamente assegura o fracasso no médio prazo. Ele não elimina riscos, mas reduz desperdícios, antecipa problemas e cria clareza sobre prioridades. Em um ambiente digital mais caro, competitivo e exigente, crescer deixou de ser uma questão de vontade e passou a ser uma questão de método. O e-commerce que entende isso deixa de correr atrás do próprio rabo e começa, de fato, a construir crescimento sustentável. *Ricardo do Couto é Head de Marketing e Growth da Yever, especialista em marketing de performance, e-commerce, CRM e marketplaces, com ampla experiência em operações B2C e B2B.
Economia da atenção redefine as vendas digitais e impõe novo desafio aos sellers de marketplace
A consolidação da economia da atenção está redesenhando o funcionamento do comércio digital e alterando, de forma estrutural, a dinâmica de vendas nos marketplaces. O foco deixou de ser exclusivamente o produto e passou a ser o tempo que o consumidor dedica à plataforma e a forma como ele interage com marcas e vendedores antes de decidir pela compra. Esse movimento acompanha uma mudança mais ampla no comportamento digital. Segundo a DataReportal, o brasileiro passa mais de 9 horas por dia conectado, com forte concentração em ambientes que combinam entretenimento, interação e consumo. Marketplaces, atentos a esse padrão, vêm incorporando recursos típicos das redes sociais, como vídeos curtos, transmissões ao vivo, avaliações em destaque e recomendações personalizadas, ampliando o tempo de permanência do usuário. Especialista em vendas online e marketplaces, Hugo Vasconcelos, CEO da VDV, avalia que a mudança já está em curso e não se trata de uma tendência distante. “O marketplace deixou de ser só um lugar de transação. Ele virou um ambiente de permanência. Quem entende isso começa a vender antes mesmo do clique no botão de compra”, afirma. O modelo tem efeitos diretos sobre vendas e margem. Um relatório da McKinsey aponta que aumentar o engajamento do consumidor ao longo da jornada pode elevar em até 40% as taxas de conversão. Já a PwC indica que 73% dos consumidores consideram a experiência tão relevante quanto o preço na decisão de compra, sinalizando que competir apenas por desconto se tornou uma estratégia cada vez menos sustentável. Para Vasconcelos, esse cenário expõe uma divisão clara entre operações maduras e improvisadas. “Quem baseia tudo em desconto e anúncio barato entra numa corrida para o fundo do poço. A margem some rápido. Já quem constrói experiência começa a disputar atenção e a atenção vira conversão”, diz. Bom ou ruim para os sellers? O avanço da economia da atenção não é, por si só, bom ou ruim, ele é seletivo. Sellers que estruturam sua operação apenas em volume e preço tendem a enfrentar margens cada vez mais apertadas e maior dependência de mídia paga. “Esse modelo funciona por um tempo, mas fica frágil. Qualquer mudança de algoritmo ou aumento no custo de ads desmonta a operação”, avalia o executivo. Por outro lado, quem investe em diferenciação tende a ganhar espaço. Estudo da Bain & Company mostra que estratégias focadas exclusivamente em preço reduzem a rentabilidade no médio prazo. “O seller que constrói valor consegue sustentar preço. Ele não precisa ser o mais barato para vender bem”, afirma Vasconcelos. Como pegar carona na economia da atenção A principal mudança está na forma de apresentar e conduzir a oferta. O conteúdo passa a ser parte da estratégia comercial. Vídeos demonstrativos, imagens claras, descrições objetivas e respostas rápidas reduzem a insegurança e ajudam o consumidor a decidir. “Não é sobre virar influenciador. É sobre tirar dúvidas, explicar melhor e facilitar a decisão”, explica. A interação também pesa cada vez mais. Avaliações, histórico de atendimento e taxa de resposta passam a influenciar a exposição orgânica dentro das plataformas. “Marketplace premia quem gera boa experiência. Quem atende bem, responde rápido e entrega o que promete acaba aparecendo mais”, diz. Redes sociais e site próprio ajudam? Redes sociais funcionam como canais de atenção e construção de autoridade, mesmo quando a venda final acontece dentro do marketplace. Dados da Hootsuite indicam que consumidores expostos a uma marca em mais de um canal têm maior propensão à compra. “A rede social aquece o público. Quando ele encontra o produto no marketplace, já existe confiança”, afirma Vasconcelos. O site próprio também ganha relevância como apoio à decisão. Ele centraliza informações, apresenta a marca e reforça a credibilidade. “O site não concorre com o marketplace. Ele sustenta a escolha. O consumidor pesquisa, compara e valida antes de comprar”, completa. Impactos no faturamento e na recorrência Os efeitos aparecem no médio prazo. Pesquisa da Harvard Business Review mostra que aumentar a taxa de retenção de clientes em 5% pode elevar o lucro entre 25% e 95%. Em ambientes de marketplace, onde a recompra depende de confiança, atenção e experiência se convertem diretamente em faturamento recorrente. “A economia da atenção muda o jogo porque transforma venda em relacionamento. Quem entende isso sai da guerra de preço e começa a construir margem”, resume Vasconcelos. Para ele, a pergunta central não é se esse modelo vai virar padrão, mas quem estará preparado quando ele se consolidar. Em um cenário em que atenção gera conversão e experiência sustenta margem, vender bem deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a exigir estratégia, consistência e posicionamento dentro do ecossistema digital.
Falha na rede de IAs Moltbook expõe 1,5 milhão de credenciais e acende alerta de segurança corporativa
Uma falha na rede social Moltbook, criada exclusivamente para interação entre agentes de inteligência artificial, expôs mensagens privadas, e-mails de mais de 6.000 usuários e 1,5 milhão de tokens de autenticação, segundo investigação divulgada pela Wiz e repercutida pela Reuters. O episódio evidencia riscos crescentes à medida que agentes de IA passam a operar rotinas, contas e integrações com autonomia crescente, exigindo das empresas políticas rigorosas de governança e controle de identidades digitais. O erro foi identificado em configurações de banco de dados e controle de acesso, resultando na exposição de 35 mil mensagens e mais de 1 milhão de credenciais. Segundo Luiz Claudio, CEO da LC SEC, consultoria especializada em cibersegurança e compliance internacional, “o caso Moltbook deixa claro que redes só de IA não são ambientes neutros: tokens e credenciais expostas podem permitir ações ‘válidas’ sem levantar suspeitas, e a distinção entre humano e agente se torna confusa, ampliando riscos de fraude e sequestro de perfis”. O cenário de mercado reforça a urgência de atenção. O Verizon DBIR 2025 apontou que 60% das violações envolvem fatores humanos e que a participação de terceiros dobrou de 15% para 30%, com mediana de 94 dias para correção de segredos vazados. Já o IBM Cost of a Data Breach estimou custo médio global de US$ 4,88 milhões em 2024 e US$ 4,4 milhões em 2025 para incidentes ligados à IA sem controles adequados de acesso ou políticas de governança. O FBI IC3 relatou perdas acima de US$ 16 bilhões em crimes digitais em 2024, sendo US$ 2,77 bilhões apenas em Business Email Compromise, enquanto deepfakes e golpes por voz sintética cresceram mais de 680% segundo a Pindrop. Para 2026, a Experian projeta aumento de fraudes envolvendo “IA agêntica”, com consumidores perdendo mais de US$ 12,5 bilhões em 2024 e quase 60% das empresas reportando aumento de perdas por fraude de 2024 para 2025. Para Luiz Claudio, “a introdução de agentes autônomos em operações corporativas não é questão de ‘se’, mas de ‘como’ implementá-los com segurança”, diz. “Classificar identidades de máquina, definir critérios de acesso, revisar configurações e rastrear credenciais vazadas são medidas essenciais. Identidade digital, token e dados sensíveis precisam ser tratados como ativos críticos, antes que a próxima rede viral se transforme em incidente global”, finaliza.
Você sabe dizer o que é real na internet hoje? A IA dificulta essa resposta até para os mais jovens
Você já viu uma imagem ou assistiu a um vídeo e, só depois, ficou em dúvida se aquilo foi criado por uma pessoa ou por Inteligência Artificial? Essa sensação tem se tornado cada vez mais frequente e não é por acaso. O avanço das ferramentas de IA tornou o conteúdo digital mais realista e difícil de identificar. Hoje, fotos, áudios e até rostos podem ser produzidos artificialmente com poucos comandos. O que antes exigia conhecimento técnico agora está ao alcance de qualquer pessoa conectada à internet. Essa incerteza aparece inclusive entre adolescentes, já familiarizados com o ambiente digital. Um estudo citado pela CNN Brasil, realizado com mais de mil jovens entre 13 e 18 anos, indica que 35% já foram enganados por conteúdos falsos; 28% relataram dúvidas ao interagir com pessoas ou chatbots; e 22% compartilharam informações que depois descobriram não serem verdadeiras. Os dados mostram que a alta exposição às telas não garante compreensão sobre o funcionamento das tecnologias e que o uso frequente não significa, necessariamente, capacidade crítica para interpretar o que se consome. Os alertas sobre os riscos costumam ganhar destaque em períodos eleitorais ou em debates sobre a disseminação de notícias falsas com motivações políticas. No entanto, o cenário atual das redes sociais revela um desafio ainda mais amplo. Conteúdos aparentemente banais também podem ser gerados por IA. Vídeos sobre comida, animais, fenômenos da natureza ou temas cotidianos muitas vezes são produzidos por algoritmos, e isso tem dificultado cada vez mais a distinção entre o que é autêntico e o que foi fabricado digitalmente. Para Marco Giroto, fundador da SuperGeeks, esse cenário evidencia um desafio urgente de letramento digital. “É preciso preparar jovens e adultos para entender não apenas o que a tecnologia faz, mas como e por que ela funciona. Isso envolve competências técnicas, éticas e críticas, como reconhecer vieses, identificar falhas em conteúdos gerados por IA e refletir sobre o papel dessas ferramentas na aprendizagem e no cotidiano”, afirma. Segundo o especialista, os sistemas de Inteligência Artificial operam a partir de dados, algoritmos e modelos treinados para reproduzir padrões humanos. “Quando alguém compreende lógica e programação, entende também que a IA não ‘pensa’ ou ‘cria’ como imaginamos. Ela replica padrões. Esse conhecimento estimula o questionamento, a análise e reduz a aceitação automática de informações”, completa. A construção de um ambiente digital mais confiável vai além das ações da indústria de tecnologia. Embora segurança e transparência sejam fundamentais, elas não substituem a formação crítica dos usuários. Nesse sentido, a educação tecnológica assume um papel central ao capacitar crianças e adolescentes a interpretar o funcionamento dos sistemas, reconhecer riscos e fazer escolhas mais conscientes. Esse processo exige a atuação conjunta de educadores, famílias, formuladores de políticas públicas e dos próprios jovens. “Ensinar tecnologia é garantir que as novas gerações saibam interpretar, questionar e se posicionar diante de um mundo cada vez mais mediado por sistemas inteligentes”, conclui Giroto. Saber diferenciar o que é real do que é sintético deixa de ser apenas uma habilidade técnica e passa a ser essencial para a preservação da credibilidade das redes e da informação. Preparar as novas gerações para esse desafio é fundamental para que a inovação continue sendo uma aliada, e não um fator de insegurança na cultura digital.
EXA aposta no Carnaval como plataforma estratégica para posicionar segurança digital no cotidiano do brasileiro
O Carnaval brasileiro se consolidou, nos últimos anos, como muito mais do que uma festa popular: tornou-se uma das principais plataformas de visibilidade, engajamento e construção de marca do país. Em 2026, a EXA, maior ecossistema brasileiro de segurança digital, escolheu o evento como território estratégico para reforçar seu posicionamento e ampliar a conversa sobre proteção digital no cotidiano dos brasileiros. A decisão parte de um diagnóstico claro: os golpes digitais chegam por todos os lados e por múltiplas portas de entrada — ligações telefônicas, mensagens, navegação na internet, QR Codes, Pix, redes Wi-Fi abertas, vazamentos de dados e roubo de celulares. Para responder a esse cenário, a EXA estruturou um ecossistema de proteção digital integrado em um único lugar, o App EXA Proteção Digital, que reúne soluções pensadas para atuar de forma preventiva e contínua na vida das pessoas. No aplicativo, o usuário encontra funcionalidades como proteção contra golpes por ligação, segurança para SMS e WhatsApp, antivírus com inteligência artificial, URL segura e proteção para compras online, VPN para navegação protegida em redes públicas, QR Code Seguro e verificação de transações via Pix, além de monitoramento de vazamento de dados e identidade na dark web, bloqueio remoto do aparelho e seguros para casos de roubo ou furto. Além do app, o ecossistema se estende ao canal oficial da EXA no WhatsApp, que dá acesso à EVA, agente de inteligência artificial criada para orientar usuários e identificar tentativas de golpe em tempo real, traduzindo riscos complexos em orientações simples e acionáveis. Patrocínio como plataforma de posicionamento Com o mote “Celular protegido, Carnaval garantido”, a EXA aposta em patrocínios e ativações presenciais em camarotes da Sapucaí para inserir o tema da segurança digital em um contexto real de uso, conectando marca, comportamento e experiência. A iniciativa faz parte de uma estratégia de propósito, awareness e educação de mercado, que busca aproximar um tema técnico do cotidiano das pessoas. “O Carnaval reúne milhões de pessoas conectadas, usando o celular de forma intensa e naturalmente mais expostas a riscos digitais. Para nós, faz sentido ocupar esse território não apenas como patrocinadores, mas como uma marca que entrega valor real no momento em que as pessoas mais precisam”, afirma Laura Barros, vice-presidente de Produtos e Marketing da EXA. A presença nos camarotes funciona como um ponto de contato qualificado, onde a EXA ativa seu posicionamento de forma prática, reforçando a ideia de que segurança digital não é um produto distante, mas parte da rotina — inclusive em ambientes de lazer e entretenimento. Funcionalidades como QR Code Seguro, VPN para redes públicas e proteção de aplicativos sensíveis ajudam a tangibilizar esse discurso dentro da experiência do evento. “Não se trata apenas de patrocinar, mas de escolher contextos em que a marca faz sentido. O Carnaval é um desses momentos em que o risco digital aumenta, e estar presente ali reforça nossa coerência entre discurso, produto e experiência”, explica Laura. Como parte central dessa ação, a EXA irá oferecer 12 meses de gratuidade do plano EXA Solução Completa, que integra camadas essenciais de defesa como Antivírus com IA para detecção de ameaças, VPN para navegação em redes públicas e o Cofre de Apps para proteção de aplicativos sensíveis. A solução robusta ainda conta com Monitor de Dados contra vazamentos, Localizador Familiar, Navegador Seguro, Otimizador de desempenho e o QR Code Seguro, que valida redirecionamentos para evitar armadilhas e golpes comuns. O benefício também irá incluir o Seguro Carteira Digital Protegida, que blinda o usuário contra o uso indevido de cartões e movimentações financeiras via PIX, TED, DOC ou boletos, além de cobrir roubo e furto qualificado da carteira física ou digital. Entre as coberturas principais estão a indenização de valores transferidos sob coação, extorsão ou sequestro e reembolso de transações indevidas realizadas por terceiros após o roubo do celular ou cartão. O serviço destaca-se pela conveniência da cobertura imediata, operando sem carência e sem a cobrança de franquia para o usuário. Para reforçar a proteção física do aparelho durante a folia, a empresa também presenteará os usuários com uma cordinha e uma bolsa de segurança. Marca presente onde o risco acontece A escolha do Carnaval como plataforma de marca dialoga diretamente com dados de mercado. Pesquisas da EXA indicam que o medo de crimes digitais já se equipara ao receio da violência física, e que, em períodos de grande concentração de pessoas, uso intensivo de pagamentos via Pix e maior distração, esses riscos se intensificam. Nesse cenário, a EXA utiliza seus patrocínios para educar, gerar awareness e estimular comportamento preventivo, reforçando o papel das marcas como agentes ativos na construção de um ambiente digital mais seguro. Experiência, educação e continuidade Mais do que uma ação pontual, a estratégia conecta o ambiente físico ao digital de forma contínua. Além das ferramentas de prevenção, o ecossistema da EXA oferece suporte para situações críticas, como bloqueio remoto do aparelho, monitoramento de dados e seguros contra roubo e furto, ampliando a relação com o consumidor para além do evento. “O patrocínio é a porta de entrada para uma relação de longo prazo. Queremos que o brasileiro associe a EXA à proteção contínua da sua vida digital — antes, durante e depois do Carnaval”, conclui Laura Barros.
Transmissões ao vivo mudam as vendas B2B e criam mercado bilionário no país
O live commerce, modalidade de vendas por transmissões ao vivo, passou a figurar entre as apostas mais observadas pelas áreas comerciais em 2026. No Brasil, o formato vem ganhando relevância não apenas no contexto de vendas ao consumidor final (B2C), mas começa a alterar a lógica de como fabricantes e distribuidores negociam diretamente com lojistas e canais de revenda (B2B). Segundo a consultoria Grand View Research, o live commerce brasileiro, considerando B2C e outras aplicações, deve movimentar R$ 156,5 bilhões até 2033, com taxa anual composta superior a 30%. Já os dados do índice Business-to-Business Online, da E-Consulting, indicam que o comércio eletrônico entre empresas responde por mais de R$ 2,4 trilhões em transações, mas apenas 2,5% desse volume ocorre em canais digitais. Ainda, no plano global, a International Trade Administration estima que o e-commerce B2B alcance US$ 36 trilhões até 2026. “Esse é um espaço relevante que começa a ser disputado por novas tecnologias”, diz Daniel Arcoverde, cofundador da Netshow.me, especialista em live commerce, especialmente voltadas ao universo de vendas B2B. Ele explica que, em essência, o live commerce B2B combina conteúdo ao vivo e engajamento interativo, criando um ambiente onde fornecedores podem apresentar produtos em detalhes; responder dúvidas técnicas em tempo real; oferecer condições comerciais exclusivas; e capturar pedidos e gerar carrinhos de compras durante a transmissão. “O objetivo é transformar a transmissão em um verdadeiro ponto de venda digital entre empresas, onde a indústria consegue lançar produtos, negociar volumes e fechar pedidos em tempo real, enquanto o lojista ganha informação técnica e agilidade na decisão de compra”, afirma Daniel Arcoverde. A companhia vem se destacando ao oferecer uma infraestrutura capaz de sustentar transmissões ao vivo em escala com ofertas de produtos e toda a gestão de pedidos em tempo real, permitindo a captação dos dados dos lojistas, compras para múltiplos CNPJs e gestão de preços por estado, tudo integrado na experiência da live, algo inédito no mercado. “A plataforma permite que marcas fechem milhões de reais em vendas em poucos minutos, com retorno sobre investimento superior a 2.000% por transmissão”, afirma Arcoverde. Em um dos eventos B2B realizados com a tecnologia, por exemplo, o volume pedidos superou R$ 25 milhões e reuniu mais de 4 mil pontos de venda em uma única live, segundo dados divulgados pela própria companhia. “Estamos falando de eficiência operacional, otimização de custos de visitação e resultados expressivos em uma experiência ao vivo de 1 a 2 horas”, afirma Rafael Belmonte, cofundador da Netshow.me. Empresas que passaram a adotar o live commerce B2B relatam não apenas aceleração na geração de pedidos, mas também maior engajamento com a base de lojistas, fator considerado especialmente relevante em categorias técnicas como cosméticos, medicamentos, construção e autopeças. Na prática, o modelo tem reduzido a dependência de deslocamentos físicos das equipes comerciais, ampliado o alcance geográfico das campanhas, criado canais diretos para esclarecimento de dúvidas durante as transmissões e permitido ajustes rápidos nas ofertas a partir de métricas captadas em tempo real. Mercado No Brasil, o live commerce corporativo avança rapidamente. O Mercado Livre, por exemplo, lançou uma unidade dedicada ao mercado empresarial e informou ter mais de 4 milhões de usuários habilitados para compras entre empresas, enquanto Amazon e Shopee ampliam funcionalidades B2B. “A competitividade estimula indústrias a repensarem seus canais de sell-in tradicionais, que historicamente dependiam de representantes em campo, catálogos impressos e negociações concentradas em eventos sazonais, em favor de interações online dinâmicas e escaláveis”, destaca Belmonte. O executivo aponta que as transmissões ao vivo trazem benefícios concretos para quem está disposto a apostar no modelo: “Quando o lojista pode ver, perguntar e clicar para comprar na mesma interface, isso muda a lógica do relacionamento comercial”, destaca Rafael. Para o executivo, o Brasil tem hoje um mercado interno robusto, uma base de lojistas ampla e distribuída geograficamente e um ambiente tecnológico que já absorveu com sucesso soluções de e-commerce e marketplaces. “Com isso, o live commerce B2B surge como a próxima fronteira para criar um mercado bilionário, reconfigurando a forma como indústrias estabelecem parcerias comerciais, conduzem negociações e geram receita”. “A pergunta agora não é mais se o live commerce vai dominar o B2B no Brasil, mas quando e com que velocidade ele vai redefinir as regras do jogo”, diz Rafael Belmonte. “Quando esse modelo ganha escala, ele não impacta apenas empresas individuais. Ele altera cadeias de suprimento, encurta ciclos de capital de giro e aumenta a produtividade comercial da indústria brasileira como um todo”, finaliza. Outras informações: https://netshow.me/
O lucro invisível: por que segurança digital virou a nova margem das empresas
Por Sandro Süffert, fundador e CEO da Apura Há momentos em que a segurança digital deixa de ser só tecnologia e se transforma em um diagnóstico do país. O Brasil convive com perdas bilionárias enquanto segue investindo muito menos do que economias com riscos semelhantes. Um relatório recente da Febraban mostra que golpes e fraudes bancárias geraram R$ 10,1 bilhões em prejuízos somente em 2024, incluindo R$ 2,7 bilhões relacionados a ataques e fraudes via Pix. Esses números contam parte da história: a porta não está trancada. Só parece. No cenário global, o movimento é outro. A MarketsandMarkets aponta que o mercado mundial de cibersegurança deve praticamente dobrar em poucos anos. A Fortune Business Insights projeta crescimento ainda maior, impulsionado por nuvem, digitalização financeira e IA em escala. Segurança deixa de ser custo. Torna-se infraestrutura de continuidade e preservação de valor. Na América Latina, a pressão se intensifica. Estudos da Mordor Intelligence mostram aumento expressivo de ataques, profissionalização do crime digital e expansão da superfície de risco. Prever, detectar e responder deixou de ser opção. Tornou-se elemento central da competitividade. Existe ainda um aspecto raramente dito com clareza: para lucrar mais, não basta vender mais. É preciso perder menos. Perder menos para fraudes. Perder menos para interrupções evitáveis. Perder menos para vazamentos que custam milhões. Perder menos para operações emergenciais que drenam tempo e caixa. Empresas que reduzem perdas ampliam margem antes mesmo de crescer em receita. Segurança, hoje, é margem. Dentro desse contexto, a Apura Cyber Intelligence se consolidou como líder latino-americana em inteligência de ameaças e antifraude. Com quase 600 clientes recorrentes, opera em uma escala comparável a cerca de um terço da maior empresa do setor no mundo, a Recorded Future, adquirida recentemente pela Mastercard por 2,65 bilhões de dólares. Esse paralelo dimensiona não um feito, mas o espaço real para empresas regionais com profundidade técnica e consistência operacional. O relatório do INCC estima que violações de dados e ataques digitais já impactam o equivalente a 18% do PIB brasileiro. Somado aos prejuízos bilionários registrados pela Febraban, o cenário reforça um desequilíbrio claro entre risco e investimento. Esse hiato acelerou a busca por inteligência capaz de antecipar movimentos antes que se tornem incidentes. Inteligência não é só coleta. É leitura. É transformar sinais dispersos em decisões que protegem reputação, tempo e caixa. O setor está mudando. Pressões regulatórias sobem. Conselhos exigem previsibilidade. Auditorias cobram redução real de exposição. Orçamentos passam a considerar o impacto financeiro das perdas evitadas. O mercado passa a valorizar maturidade comprovada, metodologias consistentes e histórico sólido de entrega. A Apura cresce porque atua exatamente nesse ponto: reduzir perdas, antecipar riscos, ampliar visibilidade e fortalecer a continuidade operacional de centenas de empresas. Segurança não é apenas proteção. É estratégia, margem e capacidade de sustentar crescimento. No fim, cibersegurança é uma forma de leitura da realidade, nua e crua. Uma leitura do que ainda não aconteceu, mas já começou. E a capacidade de enxergar antes define quem reage e quem realmente protege, preserva e cresce. – Fontes:
Lançamento do Project Genie do Google DeepMind acelera transição da IA para agentes inteligentes
O Google DeepMind anunciou o lançamento oficial do Project Genie, um modelo de inteligência artificial capaz de aprender a dinâmica de ambientes interativos apenas observando vídeos, sem necessidade de regras pré-programadas. A tecnologia inaugura uma etapa crucial no desenvolvimento de sistemas autônomos ao permitir que a IA compreenda e simule ambientes complexos a partir de dados visuais. O avanço ocorre em um momento de consolidação do setor: segundo o AI Index Report 2025, da Universidade de Stanford, o investimento privado global em inteligência artificial atingiu patamares recordes, acompanhando uma adoção corporativa que já se tornou padrão na maioria das organizações globais. Renato Asse, fundador da Comunidade Sem Codar, maior ecossistema de No Code e IA da América Latina, avalia que o lançamento representa uma mudança estrutural. “O Project Genie mostra que estamos avançando de modelos que apenas respondem a comandos para sistemas que entendem a lógica de ambientes. Quando a IA aprende observando vídeos e recria dinâmicas interativas, ela passa a simular cenários e testar decisões. Isso amplia o campo de aplicações práticas e acelera a chegada de agentes capazes de operar com autonomia em fluxos complexos”, afirma. O movimento do DeepMind reforça uma tendência estratégica entre grandes laboratórios: o investimento em modelos treinados por simulação e interação, e não apenas por texto. Essa transição aproxima a IA de aplicações sofisticadas, como agentes capazes de operar fluxos de trabalho, simuladores educacionais e sistemas de treinamento corporativo. Para o ecossistema de No Code, a evolução sinaliza um futuro em que criadores poderão desenvolver experiências interativas e agentes inteligentes sem a necessidade de programação avançada. Ao analisar os impactos para o mercado latino-americano, Renato Asse destaca a democratização do acesso a capacidades técnicas avançadas. “Com modelos que compreendem e simulam dinâmicas de forma autônoma, criadores e empresas ganham liberdade para construir sistemas complexos. Isso posiciona a América Latina para aproveitar a próxima etapa da evolução da inteligência artificial, transformando o modo como desenhamos automações e produtos digitais”, conclui.
Levantamento aponta crescimento de 300% no volume de mensagens de chatbots no comércio no Carnaval
O comércio brasileiro vive, no Carnaval, um dos períodos mais intensos do calendário de consumo. Com decisões de compra concentradas em poucos dias, alta demanda por entrega rápida e consumidores cada vez mais conectados ao celular, os chatbots ganharam protagonismo como ferramenta estratégica para atendimento e conversão no varejo. O Carnaval funciona como um acelerador de adoção, mas não como um fenômeno passageiro. Segundo levantamento da Maxbot, empresa especializada em inteligência conversacional, 91% das automações implementadas para o período permanecem ativas após a data, sendo reaproveitadas em fluxos permanentes como cobrança, pós-venda e suporte. Segundo a empresa, o pré-Carnaval tem impulsionado uma nova fase do e-commerce conversacional no país, em que toda a jornada de compra pode acontecer dentro de uma conversa, principalmente via WhatsApp. “Nesse período, o consumidor decide fantasia, acessórios ou serviços em uma janela muito curta, muitas vezes com menos de dez dias de antecedência. Isso exige atendimento imediato e disponível 24 horas por dia. Nossos clientes reportaram picos de até 300% no volume de mensagens na semana anterior ao Carnaval, o que torna impossível sustentar o ritmo apenas com equipes humanas”, afirma Rômul Balga, CEO da Maxbot. ” O movimento reflete uma mudança mais ampla no comportamento digital: compras de última hora acontecem majoritariamente no celular, e o WhatsApp se consolidou como canal natural de contato direto entre consumidor e marca. A conversa substitui o funil tradicional O avanço do comércio conversacional está reorganizando a jornada de compra ao eliminar etapas tradicionais do e-commerce, como navegação por categorias, filtros e checkouts longos. “O cliente entra perguntando se existe uma fantasia tamanho M, o chatbot confirma estoque em tempo real, sugere acessórios complementares, envia o link de pagamento e fecha o pedido em poucos minutos. A diferença entre converter ou perder a venda está em quem responde 30 segundos mais rápido”, diz Balga. De acordo com a empresa, os chatbots vêm atacando diretamente os principais fatores que derrubam conversões no pré-Carnaval: dúvidas sobre entrega, insegurança sobre tamanho e fricção no pagamento. Em um caso citado pela Maxbot, uma marca de moda praia reduziu o abandono de carrinho de 68% para 34% após implementar automações ligadas a prazo, recomendação de medidas e checkout instantâneo via Pix. A inteligência artificial também ampliou o papel desses sistemas, transformando chatbots em verdadeiros assistentes de compra personalizados. “A IA deixou de ser um roteiro engessado e passou a funcionar como um personal shopper. Ela entende urgência, analisa histórico e ajusta ofertas em tempo real”, afirma o CEO. Segundo a Maxbot, combos sugeridos por IA chegam a uma taxa de aceite de 42%, contra 18% em menus estáticos. “O Carnaval é o sandbox perfeito porque concentra volume, urgência e diversidade de jornadas em poucos dias. É um teste de estresse real para a escalabilidade da IA”, diz Balga. A expectativa da companhia é que tendências como vídeo-comércio via WhatsApp, checkout por voz e IA preditiva de recompra ganhem força ao longo de 2026. “O comércio conversacional não é mais ‘e-commerce com chat’. Estamos entrando na era do varejo nativo em mensageria, onde desejo e compra acontecem no mesmo fluxo”, conclui o executivo.
E-commerce supera R$ 230 bi em 2025 e acelera modelos de vendas recorrentes com IA
O e-commerce brasileiro ultrapassou R$ 230 bilhões em faturamento em 2025, mantendo crescimento anual próximo de 15%, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). O país já soma mais de 90 milhões de consumidores digitais ativos, com centenas de milhões de pedidos realizados todos os anos, de acordo com a Ebit | Nielsen. Em um cenário marcado por maior concorrência, automação e mudança no comportamento de compra, empresas têm acelerado a adoção de modelos de vendas recorrentes como forma de garantir previsibilidade e fidelização. A consolidação da inteligência artificial nesse ambiente tem reduzido barreiras técnicas e operacionais. Hoje, mais de 50% dos consumidores brasileiros já utilizam IA para pesquisar, comparar ou decidir compras online, segundo a Salesforce (State of Commerce), enquanto cerca de 90% das empresas de e-commerce no mundo já usam ou testam IA em vendas, marketing ou atendimento, conforme estudos da McKinsey & Company e da Gartner. Nesse contexto, a Betalabs, plataforma SaaS pioneira em soluções de recorrência para e-commerce, compartilha aprendizados observados na prática do mercado. De acordo com Luan Gabellini, cofundador da Betalabs, a recorrência deixou de ser uma estratégia restrita a grandes operações e passou a integrar o plano de crescimento de empresas de diferentes portes. “Hoje, a recorrência não é mais um diferencial exclusivo de grandes players. Com tecnologia e automação, empresas menores conseguem estruturar modelos sustentáveis, previsíveis e alinhados ao comportamento do consumidor digital”, afirma o executivo. A seguir, ele destaca três práticas essenciais para estruturar esse modelo de forma sustentável. 1. Transforme redes sociais em canais diretos de venda recorrente As redes sociais deixaram de cumprir apenas o papel de divulgação e passaram a integrar a jornada de compra. A incorporação de checkouts nativos, catálogos integrados e links de compra em vídeos curtos permite reduzir etapas e aumentar conversão. Quando conectadas a modelos de assinatura, essas plataformas também se tornam canais relevantes de aquisição recorrente, especialmente em um mercado com milhões de consumidores digitais ativos. 2. Use inteligência artificial para personalizar a recompra A aplicação de IA no e-commerce tem avançado do suporte ao marketing para a gestão do relacionamento com o cliente. Algoritmos capazes de analisar histórico de compras e comportamento de navegação permitem recomendar produtos, ajustar comunicações e identificar o melhor momento para a recompra. “A recorrência depende menos de descontos e mais de relevância ao longo do tempo. A inteligência artificial permite entender quando e como o cliente quer comprar novamente, com base em dados reais”, afirma Luan Gabellini, cofundador da Betalabs. 3. Produza conteúdo como parte da experiência de compra Conteúdos educativos, demonstrações práticas e orientações de uso ajudam o consumidor a perceber valor contínuo no produto ou serviço. Vídeos curtos, tutoriais e comunicações automatizadas reduzem dúvidas, fortalecem a confiança e contribuem para a retenção. Em modelos recorrentes, o conteúdo deixa de ser apenas ferramenta de alcance e passa a integrar a própria experiência do cliente. Com consumidores mais informados e custos de aquisição cada vez mais elevados, o avanço das vendas recorrentes apoiadas por inteligência artificial tem se consolidado como uma resposta estratégica do e-commerce brasileiro. Ao combinar dados, tecnologia e relacionamento, empresas buscam não apenas aumentar vendas, mas construir receitas previsíveis em um mercado cada vez mais automatizado.
Checkout personalizado recupera até 64% dos carrinhos abandonados no e-commerce brasileiro
A perda de receita no checkout segue como um dos principais desafios do e-commerce brasileiro, em um cenário de mídia paga mais cara, alto abandono de carrinho e experiências de compra pouco flexíveis. Para enfrentar esse desafio, a Yever, fintech especializada em soluções de pagamento e checkout inteligente, lança no mercado brasileiro uma nova abordagem de checkout digital com personalização em todas as etapas da compra, permitindo que lojas online adaptem experiência, argumentos de venda, formulários e meios de pagamento ao comportamento do consumidor. Já disponível na versão “checkout 3.1”, a solução tem demonstrado resultados diretos, com recuperação de até 64% dos carrinhos abandonados, redução de até 41% na fricção de preenchimento de dados e aumento de até 27% na conversão via meios de pagamento alternativos. Segundo Andrews Vourodimos, CEO e fundador da Yever, a personalização do checkout responde a uma mudança estrutural no varejo digital, na qual eficiência deixou de estar apenas na atração de visitantes e passou a depender da capacidade de converter melhor cada acesso. “O checkout deixa de ser apenas um ponto operacional e passa a concentrar decisões estratégicas. Em um contexto de mídia paga mais cara, cada visitante precisa ter mais chances reais de conversão, e isso só acontece quando a experiência é adaptada ao comportamento do consumidor”, afirma. Além do impacto direto em conversão, a abordagem personalizada também tem refletido em ganhos operacionais e financeiros relevantes. Clientes que adotaram o modelo observaram redução de até 18% no custo de aquisição de clientes, aumento de até 22% no ticket médio quando o checkout incentiva estratégias de cross-sell e upsell contextualizadas e crescimento de 15% na avaliação da experiência de compra, medida por indicadores como NPS ou CSAT. Também foi registrada queda de até 34% nas chamadas ao suporte relacionadas a falhas ou dificuldades no checkout, indicando maior simplicidade e confiabilidade percebida pelo consumidor. O cenário que impulsiona essa mudança é conhecido no varejo digital. Historicamente, a etapa final da jornada de compra no Brasil foi padronizada e pouco adaptável, contribuindo para taxas de abandono que chegam a até 80% em determinados segmentos do e-commerce, segundo o E-commerce Radar. Com o avanço de tecnologias de rastreamento, automação e uso de dados comportamentais, esse momento passou a ser reconhecido como um dos principais pontos de influência sobre conversão, custos e rentabilidade das operações. Nesse contexto, soluções focadas em transformar dados em conversão real ganham relevância ao atender desde pequenos e médios lojistas, que buscam maior competitividade com menos desperdício de mídia, até grandes varejistas, que precisam escalar personalização e eficiência. Atualmente, a plataforma já atende mais de 2.000 lojas ativas e processou mais de R$ 400 milhões em transações, com cerca de 900 mil compras concluídas por ano, evidenciando a consolidação do checkout como ativo estratégico de crescimento no varejo digital. A tendência acompanha um movimento global de valorização da personalização na jornada de compra e reforça a evolução do checkout de etapa final da transação para um dos principais motores de performance do e-commerce. Com isso, experiências inteligentes e adaptáveis tendem a se tornar padrão, pressionando o mercado a repensar como competir por eficiência, conversão e experiência do cliente no ambiente online. “O varejo digital entrou em uma fase em que não há mais margem para desperdício de tráfego. Quem não trata a etapa final da compra como uma alavanca estratégica de dados, conversão e experiência continuará pagando mais para vender menos”, afirma Andrews.
Warrior Streaming Media cria estratégia digital para Jameson, com foco no Campeonato Mineiro
A Warrior Streaming Media, empresa de mídia do grupo WoW Gaming Ventures, desenvolveu uma estratégia de mídia que amplifica a participação da Jameson, do portfólio da Pernod Ricard, no universo do futebol brasileiro. A marca – que já conta com ativação in loco nos arredores dos estádios, criada pela Dentsu – estará presente também em canais de streamers, lives e nas redes sociais, com diferentes participações de creators. Liderado pela Warrior Sports, núcleo da empresa dedicada a iniciativas digitais no universo do futebol, o projeto é voltado ao Campeonato Mineiro e acontece até o fim do torneio regional em canais esportivos de grande impacto e também naqueles focados nos times locais, como Canal Ulisses TV, Cruzeiro Sports, Baú do Cruzeiro, Contra o Vento e Canal do Frossard – que, juntos, alcançam uma audiência de mais de 1,6 milhão de pessoas. Além de formatos tradicionais, como display e “L” (que nasceu na TV e agora chega às transmissões de canais no YouTube e Twitch), a Warrior criou quadros de conteúdos patrocinados por Jameson, ampliando assim engajamento e impacto. Durante as transmissões, os streamers vão convidar a audiência a eleger o melhor jogador e o melhor técnico da rodada, usando o formato “tier list”, muito popular na internet. Já nos canais oficiais dos clubes, a Jameson patrocina um quadro sobre o momento mais marcante do jogo. Colocando os creators para amplificar a conversa além de seus canais de streaming, o plano conecta o Motorhome Jameson, que circula pelos arredores dos estádios, com conteúdos criados em tempo real em dias de jogos, trazendo inserções com links ao vivo e ações gravadas nos canais parceiros e também em perfis individuais em redes como TikTok e Instagram. “Desenhamos esse projeto exclusivo para Jameson fortalecer ainda mais sua presença no futebol, complementando a estratégia da marca que acaba de estrear no ambiente de esportes. É uma iniciativa que explora diferentes oportunidades e formatos de mídia em um contexto de audiência crescente em canais de conteúdos sobre futebol em lives no YouTube e na Twitch. Em ano tão importante para o futebol no Brasil e no mundo, estamos nos aprofundando e extrapolando as oportunidades de mídia diante desse universo tão rico e com oportunidades que vão muito além da transmissão dos jogos em si”, explica Daniella Gallo, CEO da Warrior.
ABCdoABC acelera expansão com novo Diretor Comercial e vanguarda tecnológica
O mercado de comunicação na Grande São Paulo e Região Metropolitana registra uma movimentação audaciosa no tabuleiro dos publishers. O portal ABCdoABC, que consolida sua relevância desde 2010, anunciou hoje uma estratégia agressiva de crescimento que combina reforço no C-level, expansão física para o coração financeiro do país e um salto tecnológico inédito no Brasil. Mauricio Haola assume a Diretoria Comercial Para capitanear essa nova fase, o portal escalou Mauricio Haola como seu novo Diretor Comercial. Com uma trajetória marcada pelo foco em growth e estratégia comercial para negócios B2B e SaaS, Haola traz na bagagem a experiência de quem fundou e liderou a agência LuHao Marketing por uma década. O executivo, que possui formação pela Fundação Dom Cabral e MBA pelo Insper, assume o desafio de profissionalizar ainda mais o ecossistema comercial da região. “O grande desafio é transformar um mercado historicamente fragmentado em um ecossistema mais profissional, orientado por dados, processos e previsibilidade de receita“, afirma Haola. Sua missão é clara: elevar a régua de desempenho e conectar empresas a estratégias modernas de go-to-market. Um salto em infraestrutura e audiência O crescimento do ABCdoABC já não cabe mais apenas nos limites geográficos do Grande ABC. Segundo o Publisher Alex Faria, o portal já atinge mensalmente mais de 1,5 milhão de usuários únicos, com forte presença na capital, litoral e região metropolitana. Como prova dessa maturidade, o veículo anuncia a abertura de sua nova filial na Avenida Paulista. O escritório funcionará como um hub estratégico para a cobertura jornalística e comercial da capital paulista, aproximando o portal das grandes agências e anunciantes do país. O Publisher do portal, Alex Faria, destaca que este movimento é a coroação de uma trajetória de consistência que já dura 16 anos. “Desde sua criação em 2010, o ABCdoABC tem mantido um ritmo contínuo de crescimento“, pontua Faria. Para o executivo, a chegada de Mauricio Haola é o motor que faltava para elevar o patamar da operação em 2026. “A chegada do Mauricio reforça nosso time e acelera o processo de expansão do portal”, afirma o Publisher. Faria ainda complementa que a união entre experiência e estratégia será o diferencial competitivo para os próximos meses: “O conhecimento técnico do Mauricio, suas conexões e toda a bagagem que esse profissional carrega são ativos importantes para mais um salto que daremos este ano“. O Astro vem aí E a notícia que deve fazer os CTOs de veículos de imprensa pararem para analisar é a implementação da tecnologia Astro. Em fevereiro de 2026, o ABCdoABC se torna o primeiro veículo brasileiro a utilizar esse framework de última geração. O que é o Astro? Trata-se de um framework focado em performance que utiliza a arquitetura de Ilhas de Hidratação. Diferente de sites pesados que carregam scripts desnecessários, o Astro entrega o HTML estático de forma ultrarrápida, carregando o JavaScript apenas para componentes interativos específicos. Com isso, o objetivo é tornar-se o site de notícias mais rápido do Brasil para melhorar a experiência do usuário. Com o ganho em UX e SEO, a estimativa é triplicar a audiência nas primeiras semanas e atingir um crescimento de 10x até o final do ano. A movimentação do ABCdoABC é um movimento clássico de escala com qualidade. Ao unir um executivo com mindset de performance a uma infraestrutura tecnológica de ponta, o portal deixa de ser apenas um veículo regional para se posicionar como um player de tecnologia e conteúdo de alta performance na RMSP. Para as marcas, isso significa mais velocidade, melhor indexação e maior potencial de conversão.
Brustec inova com lançamento de Marketplace exclusivo para fortalecer lojistas e combater fraudes no setor
A Brustec, referência nacional no desenvolvimento e fornecimento de produtos e soluções inovadoras para piscinas, anunciou o início da implementação de seu novo projeto, o Shopping Online Brustec. Operando em plataformas com sistemas de segurança avançados, garantindo um ambiente de negociações confiável e protegido, o projeto visa transformar a relação entre fábrica, lojista e consumidor final, solucionando problemas históricos de comercialização irregular no mercado digital. Diferentemente dos marketplaces tradicionais, a Brustec não vende para o consumidor final. O novo shopping funciona como uma vitrine virtual, onde o lojista parceiro é o protagonista. A Brustec ficará responsável pelo marketing, pela tecnologia e pela autoridade da marca, enquanto o lojista entra com o estoque e a comercialização dos produtos. O lançamento surge para revolucionar a interação da fábrica até o consumidor final, mas também age como resposta ao aumento de anúncios falsos em grandes plataformas, em que produtos de terceiros eram vendidos como produtos da Brustec, além de preços praticados abaixo da tabela de fábrica. “Identificamos que 58,5% dos nossos contatos orgânicos nas redes sociais em 2025 eram de consumidores querendo comprar. Agora, em vez de apenas encaminhá-los, entregamos o cliente pronto para o lojista dentro de um ambiente seguro e controlado”, afirma Michel Ângelo, responsável pelo marketing da Brustec. O modelo de negócio do novo Shopping Brustec foi pensado para ser o mais benéfico do mercado atual. Com investimento inicial zero, o lojista ganha seu próprio site dentro da plataforma, sem qualquer custo de mensalidade, e só paga quando vende, eliminando qualquer tipo de risco financeiro para o parceiro. Enquanto grandes players do mercado chegam a ter um custo operacional superior a 30%, a Brustec vem oferecer uma plataforma com custos operacionais reduzidos. A plataforma garante a proteção da margem de lucro ao impedir a disputa de preços, promovendo uma concorrência justa, onde o diferencial passa a ser o atendimento e a agilidade. Além disso, o consumidor final conta com mais facilidade ao realizar o pagamento, podendo parcelar suas compras em até 12x no cartão, além das opções via boleto ou Pix, tudo processado com segurança. O projeto reforça a figura do representante comercial, deixando de ser apenas um “tirador de pedidos” para se tornar um consultor de negócios. Ao colocar o lojista dentro do Shopping Brustec, o representante se torna mais que um vendedor e passa a ser um consultor de negócios, auxiliando não só na escolha dos melhores produtos para o perfil da loja, mas também ampliando a visão comercial e auxiliando na sua expansão de mercado.
Por que o e-commerce agora produz conteúdo de Carnaval em horas, e não mais em dias?
O Carnaval deixou de ser apenas uma celebração popular para se consolidar como um dos períodos mais intensos do calendário digital brasileiro. Hoje, a festa começa no feed, se espalha pelos stories, vira vitrine no e-commerce e se transforma em anúncios segmentados. A lógica é de tempo real: conteúdos precisam ser publicados simultaneamente em redes sociais, e-commerce e mídia paga, acompanhando o ritmo de consumo e a dinâmica das plataformas digitais. Diante disso, produtos passam a circular por múltiplos canais em poucas horas, exigindo adequação rápida de formato, estética e linguagem visual. A produção tradicional, baseada em novos ensaios fotográficos para cada campanha ou ação promocional, deixa de ser viável do ponto de vista de custo, escala e velocidade. Como resposta, empresas vêm adotando modelos baseados em automação e reaproveitamento de imagem. Uma única foto de produto passa a funcionar como base para diferentes versões e aplicações, com apoio de tecnologias de edição e processamento que permitem adaptação para vitrines de e-commerce, redes sociais, anúncios e marketplaces. O foco deixa de ser a criação isolada e passa a ser a construção de fluxos contínuos de produção visual, integrados às operações de marketing e vendas. Dicas e principais recursos usados na adaptação visual em tempo real: O movimento é impulsionado pelo próprio comportamento do consumidor. Um estudo da plataforma de e-commerce Nuvemshop aponta que micro e pequenas empresas que venderam produtos de Carnaval online faturaram R$ 2,7 milhões entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro de 2025, crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2024, esse dado reforça a potência do ambiente digital nas datas sazonais e o papel central da imagem na conversão. O Carnaval também evidencia a convergência entre imagem de produto e conteúdo. A fotografia que aparece no e-commerce precisa funcionar como peça de engajamento nas redes sociais, material de anúncio e conteúdo de performance. Essa integração tem aproximado áreas que antes operavam separadas, como fotografia comercial, marketing digital e operação de vendas. “O desafio das marcas hoje não é apenas produzir boas imagens, mas conseguir adaptá-las em velocidade e escala para diferentes canais”, afirma Paulo Golovattei, gerente de growth da Photoroom, startup que atua com automação de fluxos de imagem e soluções de edição visual baseadas em IA. “Datas como o Carnaval escancaram essa necessidade e quem não consegue responder rápido perde relevância, alcance e conversão.” A consolidação do ambiente digital-first reorganizou a forma como produtos são apresentados e consumidos. Redes sociais passaram a operar como principal vitrine comercial para blocos, marcas independentes, criadores, maquiadores, estilistas e pequenos empreendedores, concentrando visibilidade, engajamento e conversão no mesmo fluxo. Nesse contexto, a edição em tempo real deixa de ser apenas uma ferramenta de marketing e passa a integrar diretamente a operação comercial. A adaptação rápida de imagens viabiliza campanhas relâmpago, promoções sazonais, anúncios segmentados e ativações digitais durante os dias de festa, conectando produção visual e desempenho de vendas. Em um ambiente de consumo imediato e atenção fragmentada, datas como o Carnaval evidenciam uma mudança estrutural, em que agilidade visual deixa de ser diferencial competitivo e passa a ser requisito operacional para marcas que querem permanecer relevantes no ecossistema digital.
Omnichannel no e-commerce: onde as lojas virtuais ainda falham na integração entre canais?
O avanço do e-commerce no Brasil e no mundo elevou o nível de exigência dos consumidores, mas a integração entre canais de venda ainda está longe de ser uma realidade consolidada. Embora o conceito de omnichannel tenha deixado de ser tendência para se tornar estratégia prioritária, grande parte das empresas ainda enfrenta dificuldades para conectar estoque, site, aplicativo, redes sociais, logística e atendimento em uma jornada única e sem atritos. Para Carla Hladczuk, administradora, gestora e sócia da Uled Luminosos, o erro mais comum das empresas é confundir presença multicanal com estratégia omnichannel. “Estar em vários canais não significa que eles conversem entre si. O consumidor não enxerga departamentos internos, mas sim uma única marca. Se precisar repetir informações ou encontrar preços diferentes entre canais, a experiência já foi comprometida”, afirma. A especialista destaca que entre os principais gargalos está a fragmentação de sistemas. Plataformas de e-commerce, ERP e CRM muitas vezes operam de forma isolada, dificultando a consolidação de dados em tempo real. Outro ponto crítico é a visibilidade de estoque. Falhas na atualização e sincronização de inventário estão entre as maiores causas de frustração do consumidor. Hladczuk também aponta que a integração vai além da tecnologia. “Não adianta investir em plataformas modernas se as áreas de marketing, vendas, logística e atendimento não compartilham metas e indicadores. A cultura organizacional precisa estar alinhada para oferecer uma jornada fluida, o que amplia as chances de fidelização”, explica. O futuro do e-commerce está menos na expansão de canais e mais na qualidade da conexão entre eles. Em um cenário de concorrência crescente, a integração efetiva entre canais é requisito básico para a sustentabilidade do varejo online. “A verdadeira vantagem competitiva não está em abrir novos pontos de contato, mas em integrar dados, processos e atendimento de forma inteligente. Afinal, omnichannel não é sobre tecnologia isolada, é sobre experiência consistente”, conclui Carla Hladczuk.
Com IA, Cory transforma sua trajetória em desfile de Carnaval
Quando a história é grandiosa demais, merece ganhar a avenida. Foi com essa premissa que a Cory Alimentos transformou sua trajetória empresarial em um desfile fictício no Sambódromo do Anhembi, produzido integralmente com recursos de Inteligência Artificial (IA). O vídeo, exibido durante a Convenção de Vendas da companhia e divulgado em suas redes sociais, utiliza estética carnavalesca para narrar a trajetória de Nelson Nascimento, fundador da Cory, por meio de carros alegóricos que representam capítulos marcantes da história da indústria. Cada ala simboliza momentos reais da empresa: da padaria simples sem forno ao nascimento da indústria; da fábrica lacrada à superação construída com os colaboradores; do beijo da Icekiss à consolidação de marcas como Hipopó e às iniciativas sociais do ICEC; das crises ao aprendizado e à inovação contínua. IA como ferramenta de storytelling corporativo O projeto foi desenvolvido pelo CriOz Studio, responsável pela produção do vídeo e aplicação da Inteligência Artificial. A criação e o roteiro são assinados por Bruna Mendes Lopes, Head de Comunicação da Cory, e Lidi Máximo da Silva, da área de Relacionamento com o Consumidor e Eventos da empresa. Já o enredo foi composto por Eudes França e Apito de Mestre, com interpretação de Juninho Branco. Segundo Felipe Lopes, diretor criativo da CriOz Studio, o maior desafio foi trabalhar a fisionomia de Nelson Nascimento e seus familiares para alcançar o máximo de realismo nas cenas. Tanto que para chegar ao resultado final, do vídeo de cinco minutos, foram gerados e editados mais de 900 vídeos e cerca de 400 imagens. “São muitos elementos para compor uma sequência consistente em Inteligência Artificial. O processo exige testes, ajustes e refinamento contínuo até que todas as camadas visuais conversem entre si”, afirma. Para o diretor executivo da Cory, Felipe Nascimento, a IA é uma ferramenta estratégica e que permitiu contar a história da empresa de forma grandiosa. “Fui surpreendido com o vídeo durante a Convenção de Vendas, assim como o meu avô. A reação foi imediata. Ver a trajetória dele transformada em desfile emocionou todo o time e reforçou o quanto essa construção é coletiva. A tecnologia foi o meio, mas o que realmente tocou foi a mensagem”, conclui. Veja o vídeo completo: CRÉDITOS Produção vídeo e IA: CriOz Studio Criação e roteiro: Bruna Mendes Lopes, Head de Comunicação, e Lidi Máximo da Silva, Relacionamento com o consumidor e eventos da Cory Alimentos Composição enredo: Eudes Franca e Apito de Mestre
Pós-evento responde por mais de 80% dos leads em campanhas com eventos online
No cenário pós-pandemia, eventos online deixaram de ser ações pontuais de marketing e se consolidaram como plataformas contínuas de geração de demanda. Dados internos da SLcomm, empresa de comunicação com atuação em publicidade, eventos, marketing digital e consultoria, mostram que, quando estruturadas com estratégias de remarketing e reaproveitamento de conteúdo, essas iniciativas concentram mais de 80% dos leads no período pós-evento. O dado evidencia que o impacto comercial vai muito além do momento da transmissão ao vivo, um desafio especialmente relevante para executivos de setores como Health e Agro, que ainda enfrentam baixa conversão ao tratar eventos digitais de forma isolada. Esse modelo foi aplicado no evento online gratuito “QUE P### É ESSA DE NEUROMARKETING”, que apresentou o uso de métodos neurocientíficos e inteligência artificial na criação de mensagens mais eficazes em ambientes saturados de estímulos. A campanha alcançou 4,7 milhões de impressões e 2,5 milhões de contas únicas e, embora o evento tenha concentrado a visibilidade inicial, os principais resultados vieram no pós-evento, com média superior a 60 novos leads por dia. No total, a estratégia somou 1,6 milhão de visualizações de vídeo, 72 mil cliques únicos e mais de 280 mil ações de engajamento, reforçando o papel dos eventos digitais como ativos estratégicos de longo prazo. Fundada com a proposta de unir neurociência aplicada e marketing estratégico, a SLcomm atua com um modelo que rompe com a lógica tradicional de “dia D”. A empresa estrutura eventos virtuais como o eixo central de jornadas de comunicação que envolvem aquecimento prévio, experiência emocional durante o evento e um pós-evento disciplinado, voltado à construção de memória, confiança e decisão. O método nasce da constatação de que, em mercados de decisão longa e alto risco percebido, impacto isolado não se converte em pipeline consistente. Segundo Evandro Lopes, executivo de marketing e vendas e porta-voz da SLcomm, o erro do mercado está na forma como mede sucesso. “Quando o evento é avaliado apenas pelo que acontece no dia, a empresa está olhando o gráfico errado. O cérebro não decide no impacto, decide na repetição, na confiança e na memória de experiência construída ao longo do tempo”, explica. Para ele, tratar eventos como picos isolados gera ruído, enquanto estruturá-los como plataformas cria previsibilidade de demanda. O comportamento do consumidor ajuda a explicar esse fenômeno. Em segmentos como saúde e agronegócio, a decisão envolve ciclos longos, risco elevado e necessidade de validação contínua. Nesses contextos, estímulo sem continuidade tende a ser esquecido. A SLcomm defende que o papel do evento é funcionar como âncora cognitiva dentro de uma jornada que conduz o público da atenção à decisão, passando por emoção, aprendizado e memória. Mais de 2.400 leads adicionais foram captados apenas após o evento ao vivo, confirmando que a conversão ocorre quando há tempo para assimilação e repetição da mensagem. A atuação da empresa se diferencia justamente por sustentar essa jornada ao longo do tempo. A SLcomm assume a cadência de testes criativos, a leitura neuroestratégica dos dados, a disciplina do pós-evento e a engenharia de conversão, integrando mídia, conteúdo e remarketing em um sistema contínuo. O modelo é aplicado em lançamentos de produtos, summits digitais, apresentações estratégicas e até reuniões comerciais, sempre com foco em transformar exposição em decisão real. Para Evandro Lopes, o recado é direto para líderes de marketing que planejam 2026. “Tráfego é estímulo. Decisão é construção. Quem ainda mede sucesso apenas por impressões e impacto está comemorando no lugar errado. Evento não é pico. Evento é plataforma”, conclui.
MRV lança plataforma que usa IA para transformar corretores em criadores de conteúdo digital
A MRV, uma empresa do grupo MRV&CO, acaba de lançar a “Corretor, Câmera, IAção”, uma plataforma inédita no mercado imobiliário que utiliza Inteligência Artificial Generativa para potencializar a presença digital dos corretores da companhia. A iniciativa, que conta com a parceria da Newell & Simon Consulting, marca um novo capítulo na estratégia de comunicação e vendas da MRV ao transformar corretores em protagonistas da produção de conteúdo conectado ao comportamento digital dos consumidores. A iniciativa combina automação, gêmeos digitais (Digital Twins) e conteúdo gerado pelo próprio usuário (UGC, sigla em inglês para User Generated Content) para criar posts, vídeos e memes personalizados em escala, todos conectados às principais tendências da internet e à hiperregionalização dos empreendimentos. Os conteúdos seguem a lógica do Brazilian Marketing: linguagem nativa das redes sociais, com humor, edições criativas e alto potencial de compartilhamento para vender produtos de forma orgânica. “O objetivo do projeto é potencializar a presença digital dos corretores da MRV. A gente quis conectar o mundo digital, por meio de frames virais e memes, com o universo dos corretores, trazendo informações sobre os produtos da construtora. A plataforma foi criada do zero pela empresa Newell & Simon em parceria com a Sacada, a casa de ideias da MRV, e permite que o corretor, de forma muito simples, se veja inserido nesse ambiente digital de alto engajamento”, afirma Bob Siqueira, Head Criativo da Sacada, agência interna da MRV. Com a base de corretores sendo fomentados como nano e micro influenciadores e projeção de milhões de impactos orgânicos, a plataforma amplia a presença digital da MRV em um ambiente cada vez mais resistente à publicidade tradicional, aproximando marca, corretores e consumidores. O processo é simples: o corretor acessa a plataforma e personaliza seu perfil via chat, enquanto a inteligência artificial gera automaticamente os materiais prontos para publicação. O projeto fica no ar até o final da atual temporada do Big Brother Brasil, que tem a MRV como patrocinadora oficial, e servirá de base para outras ativações da marca ao longo de 2026. “Esse projeto mostra como a Inteligência Artificial pode unir eficiência e criatividade para diferenciar marcas em um ambiente dominado pelo conteúdo nativo gerado pelo usuário”, afirma Icaro de Abreu, General Manager da Newell & Simon Consulting. Quando o corretor vira creator: MRV Collab amplia voz e alcance nas redes Como complemento à plataforma, a MRV lança o MRV Collab com Corretores Creators, um projeto colaborativo que transforma conteúdos produzidos espontaneamente pelos corretores — como vídeos sobre imóveis, rotinas de atendimento, dúvidas reais dos clientes e informações sobre os apartamentos apresentados no BBB 26 — em ativos estratégicos da marca. Os materiais com melhor desempenho orgânico podem ser impulsionados pela própria MRV em plataformas como Instagram, Facebook e TikTok, respeitando a autoria e o estilo de cada criador. Além de fortalecer a imagem da MRV como marca inovadora, o projeto também gera benefícios diretos aos corretores, que passam a ter maior visibilidade dentro do ecossistema da companhia, ampliam sua autoridade no mercado imobiliário e aumentam as oportunidades de geração de leads. “O BBB 26 amplia a visibilidade da MRV em escala nacional, mas sabemos que a decisão de compra na base do funil depende muito da confiança e da proximidade com a marca. É justamente por isso que os corretores são protagonistas nessa jornada. Ao transformar seus conteúdos em mídia estratégica, conectamos informação, entretenimento e relacionamento local”, explica Thiago Ely, Diretor Executivo Comercial e de Marketing da MRV.
Com avanço do varejo online, armazenagem se torna peça-chave no setor de alimentos
O varejo online de alimentos e bebidas no Brasil vive um momento de forte expansão. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce do setor cresceu 18,4% em 2024, movimentando R$ 16 bilhões. Para 2025, a projeção é de um avanço anual de 15%, o que reforça a consolidação do segmento como um dos mais promissores do comércio digital no país. Diante desse cenário, pensar estrategicamente na armazenagem torna-se fundamental, já que a eficiência no estoque, a conservação adequada dos produtos impactam diretamente a sustentabilidade da operação. Para Giordania Tavares, CEO da Rayflex, empresa líder na fabricação de portas rápidas industriais, esse cenário reforça a necessidade de investir em soluções que otimizem a logística e a armazenagem, garantindo maior controle térmico, agilidade nas operações e preservação da qualidade dos alimentos. “A depender do tipo de produto, é essencial manter a estabilidade de temperatura, umidade e condições adequadas de higiene. Nesse contexto, a escolha dos modelos de portas para ambientes internos e externos merece atenção, já que o controle ambiental é determinante para assegurar a integridade dos itens ao longo de toda a cadeia”, afirma. O desafio de armazenar alimentos perecíveis Quando o assunto passa para alimentos perecíveis, essa complexidade se intensifica, já que os prazos de entrega, a separação individual de pedidos e a maior rotatividade de estoque exigem ainda mais controle sobre temperatura, validade e condições de armazenamento. Nesse contexto, qualquer falha pode comprometer não apenas a qualidade do alimento, mas também a experiência do consumidor, tornando o cuidado com a gestão de perecíveis ainda mais estratégico. Nesse sentido, as portas rápidas são importantes aliadas para evitar que erros operacionais aconteçam, garantindo a fluidez do trabalho do operador, além de possuir alto grau de vedação, impedindo a entrada de calor em salas refrigeradas e até de impurezas no ambiente. Segundo a especialista, modelos com abertura e fechamento automáticos são mais indicados, pois considerando o alto fluxo de entrada e saída de pessoas, esses modelos conservam o produto no interior da câmara fria, evitando a perda de temperatura. A consolidação do e-commerce de alimentos reforça a necessidade de pensar na infraestrutura de armazenagem. À medida que o consumidor incorpora a compra online de alimentos à sua rotina, a eficiência logística deixa de ser um diferencial e passa a ser um fator decisivo para a competitividade das empresas. “É preciso olhar para a infraestrutura como um pilar do negócio, capaz de sustentar o crescimento e garantir a confiança do consumidor”, encerra Giordania.
80% das mensagens recebidas pelo WhatsApp são lidas em até 5 minutos
Praticamente todas as mensagens que as pessoas recebem por WhatsApp (mais precisamente, 98%) são abertas. Mais que isso: 80% são lidas nos primeiros cinco minutos depois do recebimento. Os dados, do próprio aplicativo de mensagens instantâneas, fundamentaram a apresentação da Poli Digital, plataforma parceira do Grupo Meta, no WhatsApp Arena. O co-fundador e CPO da Poli Digital, Gabriel Henrique, palestrou ao lado do gerente de marketing da Vitrine Móveis, de Goiás, Júlio Cesar Alves. Ambos falaram sobre o tema “Anúncios de clique para o WhatsApp + Conversions API: o poder dos anúncios e mensuração para os pequenos negócios”. Para o gerente da Vitrine Móveis, soluções que centralizam WhatsApp, Instagram e Messenger em uma única plataforma e conectam todos os atendentes em um só fluxo de atendimento, é estratégica para os negócios. Além de organizar todo o fluxo comunicacional com e na empresa, Alves cita a segurança na realização de vendas por esse meio de comunicação. A Vitrine Móveis é cliente da Poli Digital, que também é de Goiás, há pelo menos seis anos, lembra o CPO da plataforma. “O ‘case’ é significativo para demonstrar, de forma prática, como a combinação de tecnologia, estratégia e dados pode transformar operações inteiras”, sublinha Henrique. “O WhatsApp mantém uma das taxas de engajamento mais altas do mercado. Esse comportamento explica por que o canal se tornou tão estratégico para pequenas e médias empresas que precisam acelerar oportunidades de forma eficiente e previsível”, argumenta o executivo. A integração de contatos no WhatsApp possibilita conectar campanhas, realizar atendimentos, acelerar funil para gerar conversas reais, reduzir atrito e aumentar a qualidade dos leads, sublinha Henrique. “Trata-se de transformar conversas com os clientes em oportunidades reais”. Nesse contexto, a Conversions API tem papel central na performance dos anúncios de clique para o WhatsApp. A tecnologia permite que a Poli Digital envie eventos de conversão diretamente para as plataformas do Meta Ads, sinalizando quais interações resultam em leads mais qualificados e relevantes. Com esses dados, os algoritmos conseguem otimizar a entrega dos anúncios de forma mais precisa, priorizando perfis com maior propensão à conversão e contribuindo para melhores resultados em vendas, mensuração mais confiável e uso mais eficiente do investimento em mídia. A Poli Digital é parceira oficial do Grupo Meta (WhatsApp, Instagram e Facebook) no Brasil. Com isso, a plataforma tem acesso às APIs Oficiais (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicação) – conjunto de padrões de uma interface de um aplicativo. Isso possibilita a oferta de soluções mais apropriadas às demandas das empresas clientes, com segurança, estabilidade e total conformidade com as diretrizes oficiais do Grupo Meta. “Para a Poli Digital, estar ao lado do Meta, inclusive nesse evento de relevância, representa não apenas reconhecimento, mas também a oportunidade de contribuir para a capacitação do mercado e demonstrar, de forma prática, como a combinação de tecnologia, estratégia e dados pode transformar operações inteiras”, considera o co-fundador. Henrique sublinha que o encontro reuniu especialistas, líderes de negócios e profissionais de marketing de todo o país, consolidando-se como um dos principais fóruns para discutir tendências, oportunidades e boas práticas no ambiente digital.
PL que restringe acesso de menores de 16 anos às redes reacende debate sobre proteção digital
O projeto de lei protocolado nesta quinta-feira (5), na Câmara dos Deputados, pelo deputado federal Renan Ferreirinha, que propõe restringir o acesso de jovens de até 16 anos às redes sociais, reacende um debate cada vez mais presente nas famílias brasileiras: até que ponto crianças e adolescentes estão preparados para circular livremente em ambientes digitais criados para adultos. O tema dialoga diretamente com o livro Aconteceu com Minha Filha (Geração Editorial), Paulo Zsa Zsa, que relata a experiência vivida com a própria filha e os impactos profundos do uso excessivo e desprotegido das redes sociais na adolescência. A obra parte de uma vivência pessoal para discutir saúde mental, responsabilidade das plataformas e o papel das famílias e do poder público na proteção de jovens no ambiente digital. Para o autor, iniciativas legislativas como a proposta de Ferreirinha colocam luz sobre um problema que, por muito tempo, ficou restrito ao âmbito doméstico. > “Esse projeto de lei toca num ponto central: crianças e adolescentes estão sendo expostos muito cedo a ambientes digitais que não foram pensados para eles. O que relato em Aconteceu com Minha Filha é o que acontece quando o mundo virtual ultrapassa qualquer limite de proteção.” Paulo Zsa Zsa destaca que o debate não deve ser tratado como censura, mas como uma medida de cuidado diante de um cenário em que algoritmos, hiperexposição e validação constante afetam diretamente o desenvolvimento emocional dos jovens. > *”Não se trata de demonizar a tecnologia, mas de reconhecer que adolescentes ainda estão em formação. O acesso irrestrito às redes pode trazer consequências sérias, muitas vezes silenciosas, para a saúde mental. Legislar sobre isso é assumir uma responsabilidade coletiva. Se já existisse uma lei, minha filha não teria passado pelo que passou”, afirma o autor.
Spotify vira livraria: o que o movimento revela sobre novas estratégias de crescimento das plataformas
O Spotify acaba de dar mais um passo fora do seu core original ao permitir que usuários premium nos EUA e no Reino Unido comprem livros físicos diretamente dentro do aplicativo. Mais do que a venda em si, porém, o que chama atenção é como a empresa está usando funcionalidades de produto para aprofundar a experiência do usuário e destravar novas frentes de negócio. Entre as novidades, o Spotify passou a integrar recursos tecnológicos que conectam o consumo físico e digital, como o Page Match, que permite escanear uma página do livro físico com o celular para sincronizar automaticamente a reprodução do audiobook, e os Audiobook Recaps, resumos personalizados que ajudam o usuário a retomar a escuta exatamente de onde parou. O movimento chama atenção não só pela novidade em si, mas pelo que ele revela sobre estratégia de negócios em plataformas digitais maduras. Para Raphael Farinazzo, Diretor de Operações da PM3, escola referência em negócios e produtos digitais no Brasil, essa iniciativa levanta discussões relevantes para líderes e gestores, como: A PM3 pode contribuir com uma análise de negócios e produto sobre esse movimento, explicando o que outras empresas podem aprender com a estratégia do Spotify para escalar novos formatos sem perder o foco.
Datas duplas redesenham o consumo online e aceleram a disputa entre marketplaces no Brasil
O e-commerce brasileiro está passando por uma reorganização silenciosa, mas profunda. Dados da base do ANYMARKET revelam que o dia 2/2 de 2026 cresceu 107% em GMV na comparação anual, desempenho muito acima do avanço médio do mercado em janeiro, que ficou próximo de 35%. O número mostra que o consumo digital está se deslocando para eventos estratégicos, transformando datas comuns em momentos de alta competição entre plataformas. Mais do que vender mais, os marketplaces estão mudando a lógica do calendário. “O e-commerce deixa de ser contínuo e passa a ser episódico, ou melhor, agora os episódios acontecem todos os meses e não somente em novembro. As datas duplas funcionam como mini Black Fridays distribuídas ao longo do ano”, afirma Victor Cobo, CEO do ANYMARKET, uma empresa do Grupo DB1. Nesse novo cenário, o crescimento também redesenha o poder entre plataformas. No comparativo do 2/2, o Mercado Livre avançou 158%, enquanto a Shopee cresceu 143%, consolidando a força dos players que combinam subsídio, logística e meios de pagamento integrados. A Amazon aparece com alta de 14%, enquanto outros marketplaces perdem relevância relativa, indicando uma redistribuição de atenção e investimento dos sellers nestas datas. Além dos marketplaces tradicionais, o social commerce começa a ganhar papel estrutural no jogo competitivo. O TikTok Shop já aparece como novo entrante relevante no ecossistema, mostrando que descoberta e conversão passam a acontecer no mesmo ambiente. Diferente do modelo clássico de busca, o social commerce opera pela lógica do conteúdo, impulsionando compras por influência, descoberta e tempo de tela. Para o seller, isso muda a estratégia: não basta mais só preço e logística, é preciso integrar catálogo, operação e storytelling. “O TikTok deixa claro que vender não é só estar onde o consumidor procura, mas onde ele se entretém. É um canal que mistura mídia, conteúdo e checkout na mesma experiência e de forma conversacional com o consumidor final”, afirma Victor Cobo. “O mercado vive uma verdadeira dança das cadeiras. Não é só quem cresce, mas quem captura share. Plataformas asiáticas como a Shopee deixaram de ser alternativas e passaram a ser estruturais no ecossistema brasileiro”, analisa Cobo. Outro movimento importante é o aumento do valor por compra. Enquanto os pedidos subiram 78%, o GMV avançou 107%, mostrando que o consumidor está gastando mais mesmo em um cenário de juros elevados, que desestimulam o consumo. Isso ocorre porque os marketplaces estão redesenhando a experiência financeira do consumo, com parcelamentos mais longos, descontos à vista ou no PIX, parcerias com fintechs e principalmente cupons agressivos que incentivam tickets maiores. “Mesmo com crédito caro, as plataformas estão reprogramando o comportamento de compra. Não é apenas promoção, é arquitetura financeira alavancando a experiência do consumo”, explica o executivo. O impacto vai além da conversão e atinge a operação e a reputação das marcas. Dados do Predize, outra empresa do Grupo DB1, mostram que soluções baseadas em IA influenciaram mais de 400%, em comparação ao ano anterior, nas conversões de vendas realizadas por meio de respostas automáticas, não dando tempo para a pessoa buscar outro anúncio e efetivar a comprar ali mesmo. Outro ponto importante é que, nos canais, um item que compõe a reputação do seller, é o SLA acordado para responder os compradores. “A IA, além de converter, resolve indicadores estratégicos do seller. E isso acontece não apenas no pré, mas também no pós-venda. Prova disso foi o aumento de 241% na quantidade de chamados abertos na data, refletindo em compradores que, de alguma forma, tiveram dúvidas sobre pedidos recém-realizados. Um bom atendimento neste momento gera retenção e bom relacionamento. A tecnologia deixa de ser eficiência e passa a ser infraestrutura para sustentar a experiência em momentos de pico”, explica. “Nos novos capítulos do e-commerce, não vence só quem comunica melhor ou subsidia mais, mas quem consegue atender sem fricção quando o volume explode e está atento e presente em todos os canais”, diz Cobo. Para marcas e sellers, a mensagem é clara: estar fora das datas e das plataformas certas é perder visibilidade. “Os marketplaces estão abrindo as ondas do consumo digital. As marcas que não estiverem preparadas para surfar esses movimentos ficam para trás”, conclui.
SBT dispara no digital com seus canais de notícias no YouTube
Em janeiro, os canais de notícias do SBT no YouTube registraram crescimento de views, impulsionados principalmente pelo maior volume de conteúdo e ampliação de alcance junto ao público. Somados, SBT News e SBT Jornalismo no YouTube chegaram a 162,5 milhões de visualizações e quase 8 milhões de inscritos. O canal SBT News no YouTube totalizou em janeiro 113,5 milhões de visualizações, o que representa crescimento de aproximadamente 70% em relação a dezembro de 2025, quando foram registrados 66,7 milhões de visualizações. Trata-se do maior pico de views do canal em um ano. Até então, o maior registro havia sido em janeiro de 2025, quando atingiu 108,1 milhões de visualizações. Em relação às lives no YouTube, janeiro consolida também a virada estratégica deste formato no canal: foram 5,1 milhões de visualizações, crescimento de 43% em relação a dezembro de 2025. Houve ainda um salto de 213 horas transmitidas em outubro de 2025 para 899 horas em janeiro de 2026, um crescimento de mais de 321%, o que representa quatro vezes mais horas no ar. As lives também ganharam peso relevante no consumo: em janeiro, passaram a representar 30% de todo o tempo de exibição do canal, contra apenas 6% em outubro. O SBT News, cuja assinatura é “O Fato Como Ele É”, passou a ser um canal linear 24h desde a sua estreia na TV por assinatura, streaming e canais FAST, em 15 de dezembro. Já o canal SBT Jornalismo passou no mesmo período a reunir no YouTube os conteúdos de telejornais da TV aberta, como SBT Notícias, SBT Manhã, Primeiro Impacto, Alô, Você e Aqui Agora. Assim, o SBT Jornalismo atingiu 49 milhões de visualizações no YouTube em janeiro, um crescimento de 575% em relação a dezembro de 2025, quando tinham sido registrados 7,3 milhões de visualizações. Jornalismo do SBT Na televisão, SBT e SBT News contam com uma equipe formada por profissionais experientes do telejornalismo nacional, correspondentes internacionais e tecnologia de ponta para levar aos lares brasileiros as principais notícias do Brasil e do mundo, com credibilidade e liberdade editorial. O canal SBT News está disponível nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Caso Orelha: crime combinado no Discord reacende debate sobre limites da moderação em plataformas digitais
A investigação do chamado caso do Orelha trouxe à tona um novo elemento que amplia o debate sobre a atuação das plataformas digitais: segundo apuração das autoridades, os garotos envolvidos teriam utilizado o Discord para combinar detalhes do ocorrido em servidores privados. O episódio levanta questionamentos sobre a efetividade da moderação da plataforma, os limites da responsabilidade legal no Brasil e o papel da tecnologia na prevenção de crimes articulados online. O Discord possui Termos de Uso e Diretrizes da Comunidade que proíbem expressamente discurso de ódio, incitação à violência e atividades criminosas. No entanto, de acordo com Marcelo Mattoso, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) e especialista em games e tecnologia, na prática, a fiscalização em servidores privados enfrenta obstáculos estruturais, já que o conteúdo não é público e a atuação da plataforma depende, em grande parte, de denúncias feitas pelos próprios usuários. Isso faz com que a moderação seja predominantemente reativa, e não preventiva. “Do ponto de vista jurídico e tecnológico, existe uma diferença relevante entre o que está formalmente previsto nas regras e o que efetivamente consegue ser aplicado em ambientes fechados como servidores privados”, afirma o especialista. “Quando a arquitetura da plataforma dificulta a detecção de condutas ilícitas recorrentes, surge o debate sobre o dever de cuidado e sobre eventuais falhas estruturais de moderação.” No Brasil, o Marco Civil da Internet estabelece que plataformas digitais não são, em regra, responsáveis por conteúdos gerados por terceiros, salvo em caso de descumprimento de ordem judicial específica. Contudo, esse entendimento vem sendo tensionado em situações nas quais há suspeita de omissão sistemática, conhecimento prévio de práticas ilícitas ou ausência de medidas proporcionais de prevenção. “Se ficar caracterizado que a plataforma tinha ciência de padrões reiterados de uso criminoso e, ainda assim, deixou de adotar medidas razoáveis para mitigar riscos, o debate jurídico muda de patamar”, explica Mattoso. “Não se trata de exigir vigilância total, mas de discutir até que ponto a inércia tecnológica pode ser interpretada como negligência.” Do ponto de vista técnico, já existem ferramentas de inteligência artificial capazes de identificar padrões de risco a partir de metadados, comportamentos agregados e sinais contextuais, sem acesso direto ao conteúdo integral das mensagens. A adoção dessas soluções, no entanto, ainda gera controvérsia, especialmente no que diz respeito à privacidade, proteção de dados e criptografia. O uso do Discord no caso do Orelha se insere em um debate mais amplo sobre o papel das plataformas digitais na prevenção de danos sociais. Mais do que regras escritas, cresce a cobrança por transparência nos processos de moderação, cooperação com autoridades e investimentos em mecanismos preventivos, em um cenário no qual segurança, liberdade de expressão e privacidade seguem em constante tensão. Fonte: Marcelo Mattoso – sócio do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) e especialista em Mercado de Games e eSports. Pós-graduado em Direito, com enfoque em Inovação e Tecnologia, pela FGV/RJ.
Tecnologia no agro acelera performance comercial e multiplica ROI de campanhas em 35x
A Axia Agro, uma das maiores redes de insumos agropecuários do Brasil com mais de 60 lojas distribuídas nacionalmente, alcançou resultados expressivos na performance de sua operação comercial após automatizar o cálculo de comissões e incentivos com a plataforma da SplitC, especializada em tecnologia de remuneração variável. Com a nova solução, o tempo de apuração de comissões caiu de seis dias para apenas duas horas, a equipe envolvida no processo reduziu de 18 para uma pessoa, e campanhas de incentivo viram o retorno sobre investimento saltar de 2% para 700%, um aumento de 35 vezes no ROI. Com presença estratégica no agronegócio, setor crucial da economia brasileira, e investida pelo Pátria Investimentos, a Axia Agro enfrentava gargalos de eficiência e falta de transparência na gestão de remuneração variável, com cálculos manuais em planilhas e uma janela de visibilidade de 30 dias para os vendedores. A automação promovida pela SplitC trouxe visibilidade quase em tempo real para mais de 700 vendedores, fortalecendo a confiança, a motivação da força de vendas e o engajamento com metas. Segundo Gabriel Segers, Co-Founder & CEO da SplitC, a adoção de tecnologia e dados tem sido cada vez mais determinante para a gestão comercial no agronegócio: “Ao integrar nossa plataforma com as bases de dados da Axia Agro, conseguimos não apenas acelerar processos imprescindíveis, mas transformar dados em insights acionáveis que impulsionam performance e receita.” Leandro Pereira, Diretor de Gestão e Transformação Digital da Axia Agro, reforça o impacto da iniciativa: “O processo era 100% manual, com muitos erros e reclamações. Hoje conseguimos medir o impacto real de cada campanha, e cada R$1 investido em premiação nos trouxe R$40 de receita.” O agronegócio brasileiro tem vivido um ciclo de digitalização acelerada na gestão comercial para enfrentar desafios de escala, competitividade e atração de talentos. Estudos apontam que empresas que adotam automação de remuneração variável conseguem reduzir retrabalho e aumentar a transparência, fatores que se refletem diretamente no desempenho do time de vendas e nos resultados financeiros da operação. Além dos ganhos operacionais, como automação de regras complexas de comissão, integração com múltiplas bases de dados e dashboards de acompanhamento, a parceria entre Axia Agro e SplitC destaca-se também pela capacidade de testar modelos de incentivo e mensurar retornos em tempo real, o que abre espaço para estratégias mais ousadas e eficazes de motivação comercial. Sintetizando a transformação vivida pela Axia Agro ao combinar dados, tecnologia e propósito comercial, Pereira concluiu que a tecnologia deixou de ser um custo para ele e, hoje, é um investimento que traz retorno direto e comprovado no negócio.
Logística do e-commerce: a competitividade acima de tudo
Por Caroline Brasil A partir de 2020, com a pandemia, o perfil do consumidor brasileiro passou por uma mudança substancial: adotou as compras pela internet e delivery em seu dia a dia. Em 2024, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, chegou ao maior volume envolvido: 230 bilhões de reais. Atrativo o suficiente para as empresas se dedicarem a esse canal de vendas e distribuição. Para atender a essa nova demanda do consumidor foram necessárias algumas adaptações: canais de atendimento, disponibilidade de produtos e, principalmente, eficiência logística. No que se refere a logística, há algumas particularidades envolvendo o e-commerce, que podem garantir o sucesso junto ao consumidor ou o fracasso da marca. Vou abordar três aspectos fundamentais: tecnologia envolvida na operação, entrega eficiente e custos mínimos. É importante entender como trabalhar cada um deles: a tecnologia está direcionada desde o site ou aplicativo de divulgação dos produtos, que precisa ser intuitivo, amigável e preciso em relação às disponibilidades. Esse é um desafio enorme para as operadoras logísticas, pois a organização do estoque deve ser em tempo real para não se correr o risco de disponibilizar mais do que se tem. Soma-se a isso a rastreabilidade da entrega. O consumidor quer acompanhar exatamente onde seu produto está, quando chega, o quanto percorreu, mas, para isso o processo deve estar totalmente rastreável e online, dependendo inclusive de acesso à internet no trajeto. O segundo aspecto importante diz respeito à entrega eficiente. Muitas empresas têm optado por utilizar o serviço de grandes market places como Amazon, Mercado Livre ou Shopee. Essas empresas possibilitam duas formas de se trabalhar com o estoque as quais agilizam o processo de entrega: Fulfillment ou Dropshipping. O Fulfillment é um modelo em que o vendedor é dono do estoque, que fica armazenado no centro de distribuição do marketplace, o qual também se responsabiliza pela entrega, exigindo investimento inicial médio, mas oferecendo entrega rápida, alto controle de qualidade e grande escalabilidade. Já o Dropshipping é um modelo em que o fornecedor mantém o estoque, realiza a entrega diretamente ao cliente e exige investimento inicial muito baixo, porém com menor controle de qualidade e prazos de entrega que podem ser mais longos, especialmente em operações internacionais. A infraestrutura brasileira já consegue atender ambas as situações em algumas regiões, como no sul e no sudeste, principalmente próximo às capitais. No entanto, o desafio ainda é grande em investimentos para que o país seja atendido de maneira continental. Uma das opções seria o uso dos Correios, o qual está presente em todas as regiões brasileiras, com mais de 15.000 unidades, de acordo com o Ministério das Comunicações. Contudo, o investimento também é necessário, já que a competitividade atual dos Correios para realizar as entregas de mercadorias é aquém a das demais empresas, não podendo competir em relação ao prazo de entrega ágil como as demais. Por fim, o terceiro aspecto envolve a operação com os menores patamares de custo. Esse é um desafio, já que há muitas opções de frete grátis para o consumidor e a empresa acaba arcando com esses custos, sem poder discriminar diretamente no valor da venda. A solução muitas vezes passa por contratos de longo prazo e altos volumes, permitindo ganho de escala na redução do frete. A pulverização de estoques em pequenos hubs urbanos ajuda, assim como o uso de formas de transportes a valores reduzidos como bicicletas, especialmente para as entregas de última milha. Ao realizar uma compra por e-commerce, lembre-se de todo o planejamento que acontece anteriormente para que você, cliente, fique satisfeito e receba os produtos na comodidade do seu endereço. Afinal, esse é o principal objetivo das empresas: sua satisfação e que novas compras sejam realizadas em breve! (*)Caroline Brasil é doutora em Sustentabilidade Ambiental e Urbana e coordenadora dos cursos de pós-graduação das áreas de Logística, Inovação e Qualidade no Centro Universitário Internacional Uninter.
Atualizar o CAC em 2026: por que agências precisam recalcular sua realidade
Em um ambiente econômico dinâmico e competitivo, o Custo de Aquisição de Clientes, conhecido como CAC, deixou de ser apenas um número operacional do marketing para se tornar uma métrica decisiva na gestão estratégica das agências. O indicador representa o investimento médio necessário para conquistar cada novo cliente, considerando despesas de marketing, vendas e outras ações que impactam diretamente a receita. Quandocalculado de forma correta, permite avaliar se os esforços de aquisição estão equilibrados com os resultados financeiros e direcionar recursos com maior eficiência. Nesse contexto de transformação, João Gonçalves se destaca como uma voz ativa na discussão sobre métricas, gestão e desempenho. Estrategista e gestor com mais de uma década de experiência no mercado digital, ele é cofundador e CEO do Grupo Agência de Valor, um dos principais ecossistemas de formação para donos de agências no Brasil. Sua trajetória inclui posições de liderança em operações de marketing e o desenvolvimento de metodologias de gestão aplicáveis a cenários complexos e em constante mudança. Entender por que esse cálculo precisa ser atualizado para 2026 exige atenção a fatores que não tinham o mesmo peso em anos anteriores. Relatórios e guias de mercado indicam que o custo de aquisição não é estático e deve ser acompanhado continuamente para refletir mudanças nos valores de mídia, no comportamento do consumidor e na eficiência dos canais utilizados. Além disso, a análise ganha profundidade quando comparada a métricas como o Lifetime Value (LTV), permitindo avaliar a sustentabilidade real do investimento feito para conquistar novos clientes. Especialistas alertam que, em mercados mais maduros, muitas empresas perdem eficiência por ignorar variações deste indicador ao longo do tempo. A revisão periódica ajuda a identificar gargalos no funil de conversão ou falhas em processos internos que elevam custos sem gerar retorno proporcional. Medir esse número apenas uma vez por ano, ou com base em dados defasados, pode mascarar problemas operacionais que se acumulam e comprometem a margem. Para o estrategista digital, essa atualização não é opcional, mas uma exigência do cenário atual. Ele observa que donos de agências que ainda analisam seus custos de aquisição com a lógica de anos anteriores acabam descolados da realidade do mercado. Segundo João, revisar esse cálculo reflete uma nova dinâmica de competição, custos e comportamento do consumidor. “Se você ainda olha para o CAC com a lógica de 2025, está na hora de atualizar a conta para 2026”, afirma, ressaltando a importância da previsibilidade para o planejamento estratégico. Além das variações de custo, o calendário deste ano impõe desafios adicionais que afetam diretamente a aquisição de clientes. Decisões de consumo mais cautelosas no início do ano, redistribuição de atenção e verba por causa de datas comemorativas e eventos esportivos, além de um ambiente econômico mais volátil, alteram o ritmo do mercado. Para ele, compreender essas variáveis é parte do trabalho de gestão que diferencia operações que queimam caixa daquelas que escalam com consistência. Outro ponto central é que a atualização dessa métrica permite às agências avaliar se seus processos de vendas e nutrição de leads estão funcionando de forma eficiente. Quando esses processos são mal alinhados ou ultrapassados, oportunidades qualificadas podem ser perdidas antes da conversão, elevando o custo por cliente sem impacto positivo no faturamento. Nesse sentido, revisar os números obriga uma análise crítica da operação e eleva o nível de governança sobre os recursos investidos. Monitorar esse indicador com precisão impacta diretamente a saúde financeira das agências. Um cálculo ajustado à realidade do mercado não apenas reflete o custo atual de aquisição, mas também aponta caminhos para otimização de processos, melhor alinhamento entre marketing e vendas e revisão de estratégias comerciais. Assim, a métrica deixa de ser apenas um dado operacional e passa a funcionar como um instrumento de gestão estratégica.
StarLive consolida o live commerce como novo canal do varejo brasileiro com 100 milhões em vendas em 2025 e 39 milhões para o primeiro trimestre de 26
A StarLive, empresa nativa de Social Commerce fundada por Evelyn B. Marques e Marcio Osako, encerrou 2025 com R$ 100 milhões em vendas movimentadas em seu ecossistema de social commerce, consolidando o formato de vendas ao vivo como um dos canais mais relevantes do varejo digital brasileiro. O resultado também foi impulsionado pelo mês de novembro, quando a empresa alcançou R$ 11 milhões em vendas, justamente no período de inauguração da primeira galeria pública de estúdios de Live Shop do Brasil, em São Paulo. Para 2026, o primeiro trimestre promete alta movimentação de R$39 milhões, impulsionada pela demanda de volta às aulas, beleza, itens de academia e vida fitness e Carnaval. As vendas em 2025 reforçam a maturidade dos modelos de live commerce no país e posiciona a StarLive como uma das principais operações do setor, atuando de ponta a ponta: desde a capacitação de live sellers (atividade completamente diferente de criadores de conteúdo em redes sociais e publis), até a execução profissional de transmissões para marcas, afiliados e vendedores independentes. Primeira galeria de Live Shop do Brasil acelera resultados Inaugurada oficialmente em 25 de novembro, na Vila Madalena, próximo ao Beco do Batman, a StarLive(Shop) Street Studio nasceu inspirada nos grandes shoppings de live commerce da China, onde prédios inteiros são dedicados exclusivamente a transmissões de vendas ao vivo. O espaço reúne 10 estúdios profissionais, com capacidade para até 140 horas de transmissões por dia, operando simultaneamente em plataformas de e-commerce e social commerce. Desde a abertura, o local passou a atrair tanto marcas quanto o público que circula pela região, criando uma experiência 100% phygital, que integra loja física, transmissão ao vivo e compra digital em tempo real, um modelo inédito no Brasil e ainda raro na América Latina. Uma liderança formada no berço do live commerce À frente da operação está Evelyn B. Marques, sócia-fundadora da StarLive e uma das principais referências em social commerce no país. Com mais de oito anos de atuação no live commerce, Evelyn iniciou sua trajetória na China, em 2018, onde teve contato direto com o modelo que hoje inspira a Street Studio. Em 2024, ganhou projeção nacional após ultrapassar R$ 25 milhões em vendas no Kwai, resultado amplamente repercutido pela imprensa. Hoje, ela lidera a capacitação de marcas e live sellers, além de participar ativamente da estruturação das operações ao vivo da StarLive. “Não estamos aprendendo sobre live commerce agora. Nós nascemos dentro desse ecossistema, diretamente na China, e trouxemos esse conhecimento para o mercado brasileiro com as adaptações culturais necessárias”, afirma Evelyn. Da capacitação à escala: um ecossistema completo A trajetória da StarLive começou com a formação de afiliados e live sellers que buscavam novas fontes de renda por meio das vendas ao vivo. Atualmente, a empresa reúne mais de 1.000 profissionais capacitados, que produzem lives e shoppable videos diariamente em plataformas como TikTok Shop, Shopee, Mercado Livre, Kwai, além de redes sociais como YouTube, Instagram e Facebook. Esse conhecimento acumulado permitiu à empresa estruturar uma das operações mais completas do país em live commerce, unindo técnica de vendas, storytelling, leitura de dados em tempo real e gestão de comunidades, elementos fundamentais para a recorrência e a performance do formato. Modelo chinês, comportamento brasileiro Embora inspirado no modelo chinês, o Street Studio foi desenhado para o comportamento do consumidor brasileiro, que tende a interagir mais durante as transmissões, fazer perguntas, buscar demonstrações detalhadas e valorizar a proximidade com o live seller. Essa combinação entre eficiência operacional e abordagem mais humanizada tem sido determinante para os resultados alcançados.
Especialista aponta cinco dicas para clínicas organizarem o conteúdo nas redes e atrair pacientes certos
Apesar de o marketing já fazer parte da rotina da saúde, a improvisação ainda domina a comunicação digital da maioria das clínicas brasileiras. Segundo dados do relatório Panorama das Clínicas e Hospitais 2025, 74% dos estabelecimentos investem em marketing, mas apenas 24% operam com estratégias estruturadas de captação. Para combater esse problema, o especialista em gestão Ricardo Novack, sócio-diretor do Grupo ICOM defende que a profissionalização do setor passa pela substituição de postagens esporádicas por um método de programação semanal, visando transformar redes sociais em canais previsíveis de agendamento. Redes sociais como ponto de partida da jornada do paciente O uso das redes sociais tornou-se estratégico porque é nelas que o paciente inicia sua jornada de decisão. A busca por informações sobre tratamentos, avaliações, reputação profissional e estrutura da clínica acontece majoritariamente em ambientes digitais antes do primeiro contato direto. Quando bem utilizadas, essas plataformas deixam de ser apenas vitrines e passam a funcionar como canais de educação, construção de confiança e redução de objeções, fatores diretamente ligados à taxa de agendamento e comparecimento. Programação reduz improviso e gera resultado A definição prévia do que será publicado ao longo da semana tem se consolidado como uma das estratégias mais eficientes para transformar redes sociais em canais previsíveis de atração e relacionamento. Uma programação fixa reduz o improviso, melhora a constância, critério valorizado pelos algoritmos e facilita a mensuração de resultados. Clínicas que organizam sua comunicação conseguem ajustar mensagens, alinhar expectativas e atrair pacientes mais aderentes ao perfil do serviço oferecido. Para Novack, o ganho central está na previsibilidade. “Quando a clínica sabe exatamente o que publicar e qual é o objetivo de cada conteúdo, o marketing deixa de ser reativo e passa a operar como sistema. Isso gera confiança no público e melhora a qualidade dos pacientes que chegam”, afirma. Segundo o especialista, a organização do conteúdo também impacta diretamente a percepção de valor. Fotos institucionais, vídeos explicativos e relatos de pacientes ajudam a construir autoridade antes mesmo da consulta. Estudos de comportamento do consumidor mostram que provas sociais e conteúdos educativos influenciam a decisão em serviços de saúde, reduzindo o foco exclusivo em preço e aumentando a taxa de conversão. As cinco postagens semanais recomendadas por Ricardo Novack Com base em experiências acompanhadas em clínicas de diferentes portes, Novack recomenda uma rotina simples e replicável de conteúdo ao longo da semana: Consistência encurta o ciclo de decisão De acordo com Novack, a repetição desse padrão ao longo das semanas cria reconhecimento e consistência de marca. “O paciente passa a entender quem é aquela clínica, o que ela resolve e como atende. Isso encurta o ciclo de decisão e reduz a negociação baseada apenas em preço”, diz. Com o aumento da concorrência e a digitalização da busca por serviços de saúde, a disputa pela atenção do paciente começa muito antes da consulta. Clínicas que mantêm uma presença errática tendem a atrair contatos pouco qualificados, enquanto aquelas que seguem uma programação clara de conteúdo constroem autoridade, educam o público e chegam à conversa comercial em posição mais favorável. “O diferencial não está em postar mais, mas em postar com método. Quando cada conteúdo cumpre uma função na jornada do paciente, as redes sociais deixam de ser custo e passam a gerar resultado”, conclui Novack.
Varejo, finanças e tecnologia lideram ranking de setores mais atingidos por golpes digitais no Brasil
Todos os anos, os golpes digitais evoluem, exigindo atenção constante dos consumidores para não cair em novas armadilhas. Em períodos de maior apelo comercial, como a Black Friday e o Natal, esse risco se intensifica. Embora os golpes atinjam diretamente os consumidores, os impactos sobre os setores econômicos são significativos. Uma nova pesquisa da Branddi, especialista em proteção de marcas no ambiente digital, ouviu brasileiros de todos os estados do Brasil para analisar o cenário de golpes online no último bimestre de 2025, período que concentrou as principais datas comerciais do país. Segundo dados internos da Branddi, o varejo foi o setor mais afetado no período, concentrando 40% dos ataques digitais, seguido pelo segmento financeiro (21%) e pelo setor de tecnologia (10%). Além da quebra de confiança e do impacto na reputação, as fraudes geram perdas financeiras e danos à credibilidade das empresas envolvidas. O levantamento também mostra os principais sinais percebidos pelos consumidores, e que ajudam a identificar fraudes online. Redes sociais concentram a maioria das tentativas de golpe As tentativas de fraude chegam aos consumidores por diferentes canais, como e-mails falsos ou links que direcionam para sites fraudulentos. Ainda assim, as redes sociais seguem como o principal meio de abordagem: 51% dos entrevistados afirmaram ter se deparado com anúncios falsos em plataformas como Instagram, TikTok ou Facebook. Na sequência, aparecem os perfis falsos, também criados dentro dessas redes (32%). Como se proteger dos golpes online? Para os consumidores, algumas medidas simples podem reduzir significativamente o risco de cair em fraudes digitais. Segundo Diego Daminelli, CEO da Branddi, o primeiro passo é sempre buscar canais oficiais antes de realizar uma compra. “Indicamos que os consumidores priorizem sites oficiais, com domínios confiáveis, especialmente os terminados em .com.br. Verificar a URL é fundamental, já que os golpistas costumam utilizar variações mínimas, como .shop, -oficial ou br-oficial, para confundir o usuário”, explica. “Outra recomendação importante é nunca finalizar compras por números de WhatsApp desconhecidos e manter a desconfiança diante de preços excessivamente baixos, mesmo em períodos como a Black Friday, conhecidos por grandes promoções”. “Por fim, é essencial utilizar ferramentas de verificação da legitimidade dos sites antes de concluir uma compra. Soluções como a da Branddi (https://fraudeounao.branddi.com/) ajudam a validar a idoneidade de e-commerces, especialmente quando se trata de marcas novas ou pouco conhecidas”, completa Daminelli. Já para as marcas, a proteção digital deve ser encarada como uma estratégia contínua: “Monitorar o uso indevido da marca, agir rapidamente contra fraudes e manter uma comunicação clara com o consumidor são ações indispensáveis para preservar a reputação e a confiança no ambiente digital”, finaliza Daminelli. Metodologia – Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 18 anos e de todas as classes sociais.– Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.– Data de coleta: realizada no dia 12 de janeiro de 2026. A pesquisa também utilizou dados internos da Branddi para revelar os setores mais impactados no período. Para esse trecho, foi considerado as informações próprias da marca a partir da carteira de clientes atendidos.
Como transformar proteção de dados em vantagem estratégica
Felipe Adson, Superintendente de TI na Actionline Atuando há anos na área de tecnologia, acompanhei de perto a chegada da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) ao Brasil e, confesso, vi muitas empresas reagirem a ela com temor. Multas, sanções e riscos jurídicos dominaram o debate inicial. Porém, mais de cinco anos após a sanção da lei, minha percepção mudou e isso aconteceu porque o próprio mercado passou por transformações. Hoje, entendo que a proteção de dados deixou de ser apenas uma obrigação regulatória para se tornar uma alavanca real de inovação e diferenciação competitiva. Na prática, quem lidera processos de transformação digital sabe que não existe evolução sustentável sem confiança. Inteligência artificial, automação, personalização e novos modelos de negócio dependem, cada vez mais, de informações. E esses ativos tecnológicos só geram valor quando clientes, parceiros e usuários confiam que estão sendo tratados com seriedade. Não por acaso, levantamentos recentes mostram que 95% das empresas brasileiras relataram impacto positivo na governança de privacidade impulsionada pela LGPD, índice acima da média global. Outro ponto que me chama atenção é o custo de ignorar essa agenda. O Brasil já figura entre os países com maior custo médio por violação de dados, na casa dos R$7 milhões por incidente, segundo dados mais recentes de 2025. Quando se olha para esse número, fica claro que investir em segurança não é apenas uma decisão técnica, mas também financeira e estratégica. Em muitos casos, prevenir é incomparavelmente mais barato do que remediar sem falar no impacto reputacional que um vazamento pode causar. Transformar compliance em vantagem competitiva passa, na minha visão, por integrar a governança de dados ao próprio processo de desenvolvimento de soluções. É aqui que entra o conceito de privacy by design, que defendo como prática indispensável: produtos, serviços e jornadas digitais já devem nascer considerando privacidade, segurança e governança, e não receber esses cuidados apenas depois que algo dá errado. Quando isso acontece, o efeito vai além da mitigação de riscos. A empresa passa a operar com dados mais confiáveis, processos mais eficientes e maior agilidade para lançar iniciativas no mercado. Por fim, há um aspecto que muitas vezes passa despercebido: a Lei Geral de Proteção de Dados também abre portas para o crescimento internacional. Ao alinhar processos aos padrões brasileiros de proteção de dados, os negócios se aproximam de regulações globais, como o GDPR (lei europeia), reduzindo barreiras para operações fora do país. Proteger dados hoje é proteger a própria capacidade de evoluir, crescer e se manter relevante. A LGPD não é o fim da jornada, mas um ponto de inflexão para estratégias de tecnologia mais maduras, responsáveis e, sobretudo, mais competitivas.
Chegada da Temu ao Brasil aquece mercado de soluções de integração para e-commerce
A Temu, marketplace global, lançou seu programa de vendedores locais no Brasil e a Magis5, hub de integração e automação para e-commerce, é uma das parceiras no suporte às operações dos vendedores. A parceria pretende garantir que os sellers brasileiros possam gerenciar suas vendas na nova plataforma com mais automação e controle. A chegada da Temu movimenta o cenário do e-commerce nacional. Como um dos primeiros hubs a oferecer suporte completo de integração, a Magis5 será peça fundamental na estrutura tecnológica que vai sustentar essa nova demanda. Gestão centralizada e eficiente para sellers A integração da Magis5 permitirá que os sellers publiquem, sincronizem produtos, gerenciem pedidos e controlem estoque de forma centralizada, automatizando operações e garantindo segurança e eficiência. “A Temu traz um modelo de marketplace global consolidado, que conecta milhões de compradores e vendedores. Nossa missão é ser a ponte que permite aos sellers maximizar seu alcance, organizar a gestão e crescer as vendas com segurança”, explica Dias. Com o lançamento do programa no Brasil, cresce a demanda por soluções tecnológicas robustas que garantam integração e controle entre diferentes canais de venda. A Magis5 surge como parceira estratégica nesse processo, facilitando a entrada e expansão de sellers brasileiros dentro da nova plataforma. “Estamos muito felizes em ser um dos ERPs parceiros oficiais da Temu no Brasil. É uma oportunidade única de fortalecer o e-commerce nacional e abrir novas frentes de crescimento para os nossos clientes”, destaca Dias.
Na era da IA, as People Skills são a nova vantagem competitiva
A inteligência artificial avança em ritmo acelerado e é hoje um dos temas mais debatidos do mundo. Pesquisa feita pela Ipsos e o Google com mais de 20 mil pessoas em 21 países mostrou que, em 2024, o Brasil ficou acima da média global no uso de inteligência artificial (IA), com 54% dos brasileiros relatando que utilizaram IA generativa enquanto a média global ficou em 48%. Mas, enquanto as máquinas se tornam mais eficientes, uma pergunta ganha força no debate científico e corporativo: o que, afinal, continua sendo exclusivamente humano e por que isso importa tanto agora? Segundo Carol Garrafa, engenheira e neurocientista, o crescimento da IA não diminui o valor das pessoas, mas reposiciona as competências que realmente fazem a diferença. “A tecnologia executa funções, mas não constrói relacionamentos, não toma decisões com base em ética e nem é capaz de atuar para o desenvolvimento pessoal e profissional das equipes”, diz a especialista. Nesse cenário, ganham protagonismo as chamadas People Skills, as chamadas habilidades sociocomportamentais ligadas ao autoconhecimento, à empatia, à comunicação, à gestão emocional e à capacidade de se relacionar. De acordo com Carol, a neurociência prova que essas competências ativam circuitos cerebrais responsáveis pela tomada de decisões conscientes, cooperação social e construção de confiança. “Elas não tem nada de ‘soft’, termo usado popularmente para defini-las, mas que pode trazer uma conotação errada de ‘macio’, ‘leve’, e, portanto, de que são menos importantes que as ‘hard skills’( capacidades técnicas). Na verdade, elas são habilidades complexas, treináveis e absolutamente estratégicas, especialmente em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos”, argumenta. A neurociência reforça que o cérebro humano não opera apenas com lógica e dados: ele integra emoção, memória, valores e contextos sociais, todos estes elementos que nenhuma inteligência artificial conseguiria reproduzir de forma genuína. “Quanto mais automatizado o ambiente, maior a necessidade de pessoas capazes de interpretar nuances, lidar com ambiguidades e fazer escolhas éticas”, destaca a especialista. Outro ponto de atenção é o impacto negativo do uso excessivo da tecnologia. “A dependência de respostas rápidas e automáticas pode reduzir a capacidade de atenção profunda e provocar superficialidade cognitiva”, diz Carol. Portanto, para a especialista, desenvolver People Skills não é apenas uma vantagem competitiva, mas um plano de ação para conquistar mais saúde mental e ter um desempenho sustentável a longo prazo. “O cérebro precisa ser treinado para usar a tecnologia como apoio, não como substituto do pensamento”, alerta. “A IA só pode acelerar o mundo em que vivemos até certo ponto, a mente e as emoções humanas continuarão sendo imprescindíveis quando falamos de equilíbrio e saúde mental”, conclui.
96% do conteúdo online pode ser de IA até o fim de 2026; mercado encara a “morte do clique” e disputa a resposta imediata
O ecossistema digital encerrou 2025 indicando uma mudança definitiva quanto ao comportamento dos usuários. O modelo tradicional que dominou a internet por três décadas — onde o usuário busca, clica em um link e consome o conteúdo de um site — perdeu espaço. Em 2025, a inteligência artificial generativa (GenAI) já deixou de ser uma camada adicional para se tornar a linha de frente da experiência de navegação. Agora, dados levantados pelo Laboratório de Inovações da Europol (Agência da União Europeia para a Cooperação Policial) indicam que, até o final de 2026, entre 90% e 96% de todo o conteúdo disponível na web terá origem sintética. Apesar do levantamento da agência de segurança europeia ter focado inicialmente em questões voltadas à cibersegurança, os números acabaram forçando uma reconfiguração na forma como as marcas disputam a atenção do consumidor. Faturamento das marcas resiste à queda do tráfego orgânico em cenário de buscas 10% mais volumosas A chegada massiva dos AI Overviews (respostas geradas por IA no topo do Google) trouxe dúvidas iniciais sobre a era do “zero clique”. Entretanto, a análise da liveSEO, maior agência especializada em SEO do Brasil, revela que o volume de buscas aumentou 10%, embora o destino do usuário tenha mudado. O impacto nos negócios foi surpreendente: a receita permaneceu estável apesar da drenagem de acessos para as interfaces de IA. “Se antes o SEO era focado simplesmente em tráfego, hoje ele é sobre relevância de marca. Percebemos uma queda generalizada de acessos que não foi acompanhada por uma queda na receita do e-commerce. O usuário agora quer a resposta pronta, e a marca precisa ser a fonte dessa resposta”, explica Lorena Martins, CMO da agência. Nova engenharia do Google utiliza Block Rank para priorizar o contexto semântico sobre as palavras-chave A mudança estrutural nos buscadores substituiu a antiga contagem de links por sistemas que interpretam a profundidade do conteúdo. O algoritmo Block Rank surge como o novo pilar técnico, permitindo que as IAs analisem a relevância de passagens específicas de um site de forma isolada e simultânea. Para as empresas, isso significa que a repetição de termos isolados perdeu o sentido comercial frente ao processamento de contexto. Henrique Zampronio, Head Técnico da liveSEO, a palavra-chave informacional foi superada pela multimodalidade: “Hoje, para ter visibilidade, trabalhamos a multimodalidade. O Google e as LLMs precisam entender que sua entidade é autoridade naquele assunto por meio de vídeos, áudios e textos segmentados. Antigamente ranqueávamos documentos; hoje, ranqueamos contextos”, afirma o especialista. Expertise humana torna-se o único diferencial contra o crescente volume de conteúdo sintético Com a facilidade de gerar textos via IA, a internet foi inundada por conteúdos genéricos e superficiais. Em resposta, os algoritmos passaram a privilegiar o que chamam de People-First Content — informações baseadas em experiências reais e dados proprietários.Nesse contexto, o cerco à mediocridade sintética transforma a “sinceridade” e a bagagem da marca nos novos fatores determinantes de ranking. “O usuário busca pela dor, não pelo nome que a empresa deu ao produto”, afirma Laís Mikeyla, coordenadora de estratégias de SEO, sobre a necessidade de foco nas dores reais do usuário. “Se você vende moda para executivos com rotina corrida, o seu conteúdo precisa resolver o problema da falta de tempo, e não apenas listar peças de roupa. A IA do ChatGPT ou do Perplexity prioriza a entidade que demonstra essa expertise”. Marcas precisam ser rastreáveis para robôs para sobreviver à era dos agentes de IA em 2026 A projeção para o próximo ano aponta para a “Web Agêntica”, conceito em que agentes de IA integrados a dispositivos vestíveis podem realizar tarefas de busca e transação de forma autônoma por seus usuários. Neste cenário, a infraestrutura técnica — como o uso de arquivos llms.txt — torna-se a linguagem de comunicação vital entre a empresa e os novos “consumidores robóticos”: “Estamos caminhando para o que vemos no filme ‘Her’: você pensa, o agente processa e a solução aparece. Nosso trabalho é garantir que, quando o agente de IA for procurar o melhor produto, a sua marca seja a recomendação única“, projeta Lorena Martins.
Inteligência artificial na área de programação: a tecnologia vai substituir programadores?
Os impactos da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho estão entre os pontos mais controversos quando o assunto é inovação, economia e sociedade. De um lado, estimativas como a da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam perda de 92 milhões de empregos. O Fórum Econômico Mundial, por sua vez, avalia que o dobro dos postos extintos serão criados. Uma das atividades econômicas que mais tendem a sentir efeitos é justamente a de tecnologia. Nela, há uma dúvida recorrente: a IA vai substituir programadores? Em uma boutique brasileira de desenvolvimento de softwares, que inclusive atende clientes do exterior e em 2026 vai expandir sua atuação nos Estados Unidos, a Codeminer42, a avaliação não é fatalista. “O programador que apenas escreve código, este sim está ameaçado pela inteligência artificial. Mas engenheiros de software, cujas competências vão além da escrita de códigos, esses não só não serão substituídos pela IA como terão ainda maior relevância no novo cenário”, considera o sócio e gerente de desenvolvimento de negócios da empresa, Carlos Lopes. Ele enfatiza que a engenharia de software tem atribuições estratégicas que demandam justamente o que a IA não alcança: inteligência humana. Além de projetar, desenvolver, testar, aplicar e manter softwares, os engenheiros de software devem ter visão para abordagem de problemas, relevância de soluções e, especialmente, visão de negócio. “São predicados fundamentais, não contemplados pela IA”, sublinha. Lopes compara: “as linhas de código se tornaram uma espécie de commodity. Para além da escrita de códigos, temos a necessidade de raciocínio lógico e de análise de contexto. Estas são as partes mais importantes da arquitetura de software. Aliás, é nisto que nos focamos”, afirma, fazendo referência ao trabalho desenvolvido pela Codeminer42. Uma das estratégias da empresa, inclusive para obter crescimento sustentável, está em identificar talentos brasileiros na área de programação, capacitando-os para assumir atribuições relevantes. Atualmente, a Codeminer42 conta com um quadro de 80 desenvolvedores, com meta de ultrapassar os 100, “sem perder a excelência técnica”. A maior parte está alocada em projetos de empresas de fora do Brasil (sobretudo dos Estados Unidos). “É certo que, em algumas atividades econômicas, empresas têm reduzido equipes de tecnologia devido ao avanço da IA. Porém, na área de desenvolvimento de sistemas, a demanda [por profissionais] tem crescido, especialmente por especialistas que possam integrar e implementar a IA nos produtos dos clientes. Nesse cenário, o padrão de exigência dos clientes, para contratação de programadores e desenvolvedores, está mais elevado”, pontua. Entender de relações humanas tem sido um requisito essencial. “Um bom profissional de programação deve ter um bom relacionamento com os colegas, saber lidar com pessoas não técnicas e ser capaz de traduzir a parte técnica para essas pessoas, além de entender as demandas e trazê-las para o software”, exemplifica. “Saber lidar com mudanças de rota e descontinuação de projetos é crucial, pois muitos desenvolvedores se apegam ao código que escreveram”, acrescenta. Logo, são fundamentais habilidades como comunicação, organização, saber o que priorizar e administrar imprevistos. “O engenheiro de software deve se envolver na parte de produto, trabalhando mais próximo dos product owners e gerentes de produto.” Para as empresas, o especialista aponta que avaliações periódicas são importantes para acompanhar a evolução técnica dos colaboradores e identificar, de forma objetiva, os pontos em que há estagnação e necessidade de aprimoramento. Iniciativas como mentorias, treinamentos internos, workshops e grupos de estudo contribuem para a capacitação contínua das equipes — um fator essencial para acompanhar o ritmo das inovações e das transformações do mercado.
MWM lança novo site e amplia experiência digital com foco no cliente e em todo portfólio da marca
A MWM, subsidiária da Tupy, acaba de lançar seu novo site, marcando um avanço significativo na jornada de transformação digital da marca. A nova plataforma foi desenvolvida para ir além de um simples portal informativo, ela nasce como um hub de soluções, serviços e relacionamento com o cliente, projetada para facilitar o acesso ao extenso portfólio da Companhia. Com um design moderno, navegação inteligente e estrutura totalmente redesenhada, o site traduz a essência da nova MWM: inovadora, conectada e voltada a entregar valor de ponta a ponta. Agora, clientes, parceiros e usuários encontram, de forma clara e intuitiva, todas as frentes de atuação, que vão muito além dos motores a diesel. O portfólio contempla contratos de manufatura, descarbonização, geração de energia, irrigação, peças, e muito mais. “Com a aquisição por parte da Tupy, a MWM evoluiu, e o novo site é o reflexo dessa evolução. Construímos uma plataforma alinhada ao momento atual e às expectativas de um público que busca eficiência, acesso rápido à informação e relacionamento transparente. Hoje, somos um fornecedor de soluções completas, e nosso site precisava refletir essa realidade com clareza, inovação e usabilidade”, afirma Ênio Mathias Ferreira, V.P. Marketing. Entre os principais destaque da nova plataforma estão: O novo portal já está no ar e pode acessado em www.mwm.com.br, nas versões em português, inglês e espanhol.
Carnaval 2026: influência digital ganha a avenida e coroa Virgínia Fonseca como destaque online
As cores e o brilho do Carnaval 2026 já começaram a tomar conta das redes sociais e, desta vez, com um reinado que se estende para além da avenida. Segundo levantamento da mLabs, plataforma líder em gestão inteligente de mídias sociais na América Latina, Virgínia Fonseca, nova rainha de bateria da Grande Rio, desponta como o principal destaque digital entre as musas do samba, combinando volume de postagens, autenticidade, alto engajamento e também, polêmicas pessoais. A análise comparou a performance de Virginia com outras novas rainhas, como Mileide Mihaile (Unidos da Tijuca), Juliana Paes (Viradouro) e Vanessa Rangeli (Acadêmicos de Niterói), e das veteranas como Sabrina Sato (Vila Isabel), Viviane Araújo (Salgueiro), Evelyn Bastos (Mangueira), Lorena Raissa (Beija-Flor), Fabíola de Andrade (Mocidade), Mayara Lima (Paraíso do Tuiuti) e Bianca Monteiro (Portela). Os números da influenciadora impressionam: “A performance da Virgínia nas redes mostra como o engajamento hoje é movido por uma mistura de frequência, autenticidade e também pela atenção gerada em torno de temas em alta. Ela publica com constância, humaniza sua presença nos stories e se conecta de forma próxima com o público, fatores que fortalecem sua influência digital. Mas é importante destacar que parte desse engajamento também vem do interesse em torno das polêmicas e discussões que a cercam, algo que nem sempre se traduz em estratégia para marcas”, explica Rafael Kiso, CMO da mLabs. O estudo também aponta uma tendência importante personificada em Lorena Raissa, rainha da Beija-Flor. Apesar de ter uma base de seguidores menor, sua taxa de engajamento atingiu 4,6%, superando a de Virgínia. O resultado mostra que perfis menores, sustentados por conteúdos autênticos, geram engajamento proporcional mais alto, provando que qualidade e proximidade com o público podem pesar mais que o volume absoluto de seguidores. Estratégias de conteúdo eficazes As estratégias de conteúdo também revelam um padrão claro: os Reels lideram com 50% das postagens, seguidos pelos carrosséis (46%), reforçando o protagonismo de formatos dinâmicos e narrativos. Já as imagens estáticas representam apenas 3% do conteúdo publicado. A análise de timing mostrou que a quinta-feira é o dia com maior volume de publicações, enquanto o horário nobre concentra-se entre 18h e 21h, período em que o engajamento tende a ser mais elevado no Instagram. “Conteúdos pessoais como bastidores, momentos íntimos e interações genuínas geram engajamento, superando até posts institucionais sobre samba e a própria escola. O conteúdo Lo-Fi, aquele com menos produção e mais espontaneidade, é a tendência que mais cresce e a chave para o engajamento no instagram. A era da comunicação unilateral acabou; hoje, a conexão é a métrica mais importante”, conclui Kiso. A pesquisa completa está disponível gratuitamente aqui.
Lançamento digital fatura R$ 1 milhão e escancara gargalos nos pagamentos online
Falhas em pagamentos em lançamentos digitais geram perdas anuais de R$ 120 a R$ 150 bilhões no e-commerce brasileiro, cerca de 15% do faturamento projetado de R$ 205 bilhões, segundo levantamento da Único. Nesse cenário, a UnicoPag, gateway de pagamento, estreou no mercado de infoprodutos processando mais de R$ 1 milhão em seu primeiro lançamento, realizado na venda de um curso de uma médica neurologista de relevância nacional, com mais de 2 mil acessos simultâneos ao checkout, aprovação superior a 95% dos pagamentos e 1.000 novos alunos matriculados, mostrando que é possível escalar vendas digitais com estabilidade mesmo em picos de demanda. Segundo Alan Ribeiro, Diretor de Marketing da UnicoPag, “Este lançamento mostrou que é possível operar com estabilidade mesmo em momentos de alta demanda. Cada transação concluída sem falhas representa não apenas receita, mas também confiança do cliente e reputação do produtor. Nosso objetivo é tornar esse nível de performance um padrão para todos os infoprodutores que trabalham em escala”, afirma. O crescimento do consumo de produtos digitais no Brasil reforça a relevância do tema. Estudos da CNDL, em parceria com o SPC Brasil, mostram que 54% dos internautas brasileiros adquiriram conteúdos ou serviços digitais no último ano, como cursos online e e-books, com ticket médio de R$ 155 por compra. Já levantamento da FGV, em parceria com a Hotmart, indica avanço expressivo da economia de criadores, com aumento significativo de trabalho e renda no setor, e destaca que uma parcela relevante de infoprodutores tem essa atividade como principal fonte de receita. Diante desse ambiente de alta pressão operacional, a estabilidade dos meios de pagamento deixa de ser apenas um aspecto técnico e passa a se consolidar como um fator estratégico de negócio. “Quando um checkout falha, o impacto não é apenas financeiro. Há perda de confiança do consumidor, aumento de suporte, retrabalho e frustração de campanhas inteiras. Nosso foco é eliminar esse risco operacional”, reforça Ribeiro. A UnicoPag amplia seu portfólio para atender lançamentos, vendas no modelo perpétuo, assinaturas e eventos digitais, posicionando-se como alternativa para produtores que operam em escala e não podem depender de soluções instáveis em momentos críticos. Com esse primeiro case no segmento de infoprodutos, a empresa demonstra capacidade tecnológica para sustentar operações de alto volume e reforça seu posicionamento em um mercado que exige, cada vez mais, performance, previsibilidade e confiança.
Marketplace é o maior ‘aliado’ para os pequenos negócios no e-commerce em 2026
Empreender no ambiente digital segue como uma das principais apostas de pequenos e médios negócios no Brasil em 2026, impulsionado pela expansão consistente do comércio eletrônico. Para se ter uma ideia, de acordo com o estudo E-Consumidor, realizado pela NuvemShop em parceria com a Opinion Box, o e-commerce brasileiro deve crescer cerca de 10% em relação a 2025, com faturamento projetado de R$ 258 bilhões, reforçando o papel dos canais digitais como alternativa viável e escalável para novos empreendedores. Dentro desse cenário de crescimento, os marketplaces ganham protagonismo como principal porta de entrada para pequenos lojistas no e-commerce. Ao oferecerem estrutura tecnológica, audiência consolidada e soluções integradas de pagamento e logística, essas plataformas reduzem barreiras operacionais e permitem que negócios iniciantes tenham acesso imediato ao mercado digital, mesmo com estruturas enxutas. Para Rodrigo Garcia, diretor executivo da Petina Soluções Digitais, consultoria especializada em marketplace, o avanço do e-commerce tem um papel de extrema importância para o crescimento das empresas. “Os marketplaces concentram hoje grande parte da demanda do consumo online e funcionam como um ambiente inicial mais acessível para pequenos lojistas. Eles permitem que o empreendedor comece a operar, entenda a dinâmica do e-commerce e ajuste sua estratégia com base em dados reais de venda e comportamento do consumidor”, comenta. Os números do estudo reforçam esse movimento. A pesquisa aponta que o número de compradores online deve crescer 2,5%, alcançando 96,87 milhões de pessoas em 2026. Já o volume de pedidos pode chegar a 457,38 milhões, alta de 5%, enquanto o tíquete médio tende a avançar 4,7%, atingindo R$ 564,96, indicando maior recorrência e maturidade do consumo digital no país. Pensando nisso, Rodrigo listou 4 pontos que criam vantagens para quem vendem via marketplace: VisibilidadeOs marketplaces concentram grande volume de acessos diários e já fazem parte da rotina de consumo do brasileiro, o que permite que pequenos negócios ganhem exposição desde o primeiro momento. Diferentemente de um canal próprio, que exige tempo e investimento para atrair tráfego, essas plataformas oferecem alcance imediato. “As grandes plataformas de marketplace atuam como grandes vitrines, pois dão muito mais visibilidade na internet do que em sites próprios, o que sem dúvida é um dos principais diferenciais. Além disso, o lojista passa a disputar a atenção do consumidor dentro de um ambiente onde a compra já é uma decisão natural”, explica. Baixo custo de entradaOutro ponto decisivo é a redução dos custos iniciais. Ao operar dentro de marketplaces, o pequeno empreendedor utiliza uma infraestrutura já pronta, com meios de pagamento, sistemas antifraude e suporte tecnológico. “Isso diminui significativamente o investimento necessário para começar e permite que o empreendedor valide o negócio antes de assumir custos mais elevados”, afirma o executivo. Previsibilidade operacionalFerramentas de gestão e relatórios de desempenho ajudam o lojista a compreender padrões de venda, sazonalidade e comportamento do consumidor, tornando a operação mais previsível. “Com acesso a dados consolidados, o pequeno lojista consegue planejar melhor estoque, preços e campanhas, tomando decisões mais embasadas”, destaca. Logística integradaA logística de entregas, um dos principais desafios do e-commerce, também se torna mais simples dentro dos marketplaces, que oferecem soluções integradas de envio, prazos e, em alguns casos, gestão de devoluções. “Quando a logística deixa de ser um gargalo, o empreendedor pode focar no que realmente importa: produto, atendimento e estratégia”, pontua. Além disso, atuar dentro de ecossistemas consolidados permite testar produtos, ajustar preços e estruturar processos antes de investimentos mais robustos em canais próprios, como lojas virtuais independentes ou estratégias omnichannel. “Com todas essas vantagens, em 2026, os marketplaces se consolidam como um ponto de partida estruturado para quem deseja empreender no digital, oferecendo escala, aprendizado e inserção competitiva em um mercado cada vez mais profissionalizado”, conclui Rodrigo.
No mundo overdigital, o humano é determinante e fundamental
Vivemos um cenário de complexidade crescente, no qual a competitividade entre negócios, canais, produtos, serviços e marcas se intensifica de forma exponencial. A multiplicação de alternativas disponíveis ao consumidor, agora ainda mais omniconsumidor, torna a fidelidade cada vez mais frágil e circunstancial. Esse foi um dos temas mais presentes nas discussões e apresentações durante a NRF 2026, realizada no início do mês em Nova York. Empoderado pelo digital e, mais recentemente, disputado também pelas Inteligências Artificiais que competem por sua atenção, conquistar relevância tornou-se crítico. A tecnologia ampliou o alcance e o poder das empresas em seu posicionamento, mas também elevou o nível de exigência e o número de alternativas para o consumidor. Nos setores intensivos em gente, como varejo e hospitalidade, esse desafio ganha uma camada adicional de complexidade. Recrutar, reter e desenvolver pessoas capazes de gerar diferenciais competitivos sustentáveis tornou-se um dos principais fatores de sucesso das organizações. A aceleração tecnológica, a automação de processos e o uso intensivo de dados transformaram profundamente a forma como as empresas operam. Paradoxalmente, quanto mais digital o mundo se torna, mais estratégico passa a ser o fator humano. Esse dilema é especialmente evidente no varejo, setor marcado por alta rotatividade, margens pressionadas, jornadas intensas e uma linha de frente que representa diariamente, e de forma direta, a marca no contato olho no olho com o consumidor. Em um ambiente onde a experiência do cliente é decisiva, são as pessoas — ainda mais do que as tecnologias — que fazem a diferença real. Tecnologia sem pessoas é vazia A transformação digital trouxe ganhos inegáveis ao varejo por meio da omnicanalidade, integração de dados, Inteligência Artificial, automação e personalização da oferta. Esses avanços, no entanto, só atingem seu pleno potencial quando sustentados por gente engajada, preparada e comprometida. Segundo uma pesquisa global da IBM (Global Skills Study), apenas 13% dos profissionais se sentem confiantes em suas habilidades digitais atuais, evidenciando um descompasso relevante entre o ritmo dos investimentos em tecnologia e a preparação das pessoas para operá-las e extrair valor. Apesar do aumento consistente dos investimentos em transformação digital, muitos colaboradores ainda não se sentem plenamente preparados para essa mudança. Desenvolver pessoas tem impacto direto nos resultados Investir em gente, treinamento e desenvolvimento, mais do que investimento, é uma estratégia com retorno mensurável e organizações que priorizam a capacitação colhem benefícios claros. Organizações que oferecem aprendizado contínuo registram até 92% mais engajamento dos colaboradores, segundo o LinkedIn Workplace Learning Report e, no mesmo trabalho, 80% dos profissionais afirmam que permaneceriam mais tempo em empresas que investem em seu desenvolvimento. Outro estudo da Glassdoor SHRM (Society for Human Resource Management) mostrou que programas estruturados de onboarding podem elevar a retenção de novos talentos em até 82%. Esses números reforçam que o desenvolvimento de competências técnicas e humanas eleva a produtividade, aumenta a rentabilidade e reduz as perdas associadas à rotatividade. Retenção de talentos como diferencial competitivo No varejo, onde o turnover historicamente é um dos mais elevados, reter talentos impacta diretamente a estabilidade operacional e a qualidade da experiência entregue ao cliente. De acordo com estudos da Gallup, ambientes com altos níveis de engajamento apresentam até 21% de aumento na rentabilidade e redução de até 70% na rotatividade, quando liderança, cultura e engajamento são prioridades. Outro dado do mesmo estudo, State of the Global Workplace, do Linkedin mostra que mais da metade dos profissionais globalmente consideram buscar novas oportunidades de trabalho, sendo a cultura organizacional, propósito e engajamento fatores decisivos para a saída, frequentemente mais relevantes do que remuneração. Liderança humana completa a tecnologia A digitalização das ferramentas de gestão, como plataformas de aprendizado digital e automação de RH, cresce de forma acelerada. O mercado global de soluções de gestão de capital humano segue em expansão, com forte adoção em setores como varejo e hospitalidade. Entretanto, tecnologia sem lideranças capacitadas para humanizar processos, interpretar dados e criar conexões reais com as equipes não entrega o retorno esperado. Práticas maduras de gestão de pessoas também apresentam impacto financeiro mensurável: organizações que priorizam o desenvolvimento humano registram retornos sobre o patrimônio líquido até 2,2 pontos percentuais superiores ao longo dos últimos cinco anos, segundo estudos da McKinsey. Equilíbrio entre humano e digital é fundamental No mundo overdigital, a verdadeira vantagem competitiva está na integração equilibrada entre tecnologia e humanização. Dados mostram que a tecnologia potencializa capacidades, mas não substitui a necessidade de desenvolver, engajar e reter pessoas que agregam valor às experiências dos clientes e inovam em contextos cada vez mais complexos. Em especial no varejo do Brasil, onde a questão de gestão, capacitação, retenção e motivação de pessoas apresenta características próprias, derivadas de elementos como o Bolsa Família, importante na sua componente social, mas que precisa evoluir para não estimular o crescimento da informalidade. O futuro do varejo não será definido apenas por quem possuir a melhor plataforma ou os algoritmos mais sofisticados. Será definido por quem compreender que pessoas são, cada vez mais, ativos estratégicos essenciais para a competitividade. Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem
Investigação na palma da mão, Beto Ribeiro apresentou uma grande novidade para os fãs de True Crime
Beto Ribeiro se consolidou como o “mestre do true crime” no país, transformando a busca pela verdade em uma arte profunda. Em seu canal no YouTube, onde milhões de seguidores acompanham avidamente seus vídeos, ele explora o comportamento humano e casos reais que marcaram época. Na última live, que foi ao ar na tarde de ontem, ele divulgou uma novidade da Happy Store, que vai acelerar o pulso de quem, assim como ele, gosta de decifrar o indecifrável: a abertura do primeiro True Crime Club do Brasil. O true crime deixou de ser um nicho para se tornar um fenômeno cultural e econômico. Nas últimas décadas ganhou vida nova no streaming, documentários e nos livros, onde o jornalismo se funde ao suspense para decifrar os abismos escuros da alma humana. Um estudo inédito lançado pela Edison Research mostrou que os podcasts de true crime movimentaram globalmente 3 bilhões de dólares somente em 2024. A força desse mercado também dominou o mundo editorial com um aumento de 25% nas vendas de livros de não ficção criminal e suspense psicológico nos últimos dois anos, especialmente entre o público feminino. Em solo brasileiro, o true crime não apenas cresce; ele floresce exponencialmente, consolidando o país como a maior potência consumidora do gênero em toda América Latina. Pensado para essa legião de fãs, o primeiro True Crime Club do Brasil é mais do que um serviço, é um portal inédito onde os assinantes recebem mensalmente, em casa, uma caixa temática que convida à ação. A missão é levar o assinante para uma experiência imersiva e surpreendente, desde o primeiro momento, quando é orientado a usar as luvas (enviada em cada embalagem) para desvendar o mistério da caixa. Dentro, um universo de conteúdo exclusivo e itens colecionáveis aguarda uma investigação minuciosa. Chegou o momento de deixar de ser apenas um espectador para se tornar parte integral deste universo enigmático e que desperta tanto interesse. Faça sua assinatura e entre na elite do true crime brasileiro: www.truecrime.club
Para 67% dos profissionais, conteúdos citados por outros sites têm mais chances de aparecer no Google
Os backlinks continuam ocupando uma posição central nas estratégias de visibilidade digital. Um levantamento internacional divulgado no estudo State of Link Building 2025 mostra que 67% dos profissionais de SEO acreditam que os links externos facilitam a aparição de páginas nos resultados do Google, reforçando a permanência do link building como um dos principais pilares do ranqueamento orgânico. Na tradução do inglês “backlinks” são links de referência a um conteúdo (pesquisa, tabulação, página de inscrição no evento etc..) de quem o criou. Pensando no jornalismo, seria algo como dar o crédito, citar a fonte de uma informação passada. O dado surge em um momento de transição no ecossistema de buscas, marcado pela incorporação de inteligência artificial aos mecanismos de resposta e pela redução do espaço para práticas artificiais de otimização. Ainda assim, a percepção predominante no mercado é de que a lógica da validação externa, sites confiáveis recomendando outros conteúdos, segue orientando a forma como os buscadores avaliam relevância. Na prática, o link building deixou de ser tratado como uma tática isolada e passou a integrar estratégias mais amplas de conteúdo, reputação e presença editorial. Ao longo dos últimos anos, mudanças sucessivas nos algoritmos reduziram a eficácia de abordagens baseadas em volume ou automação. Em contrapartida, ganharam espaço links obtidos a partir de cobertura jornalística, conteúdos aprofundados e citações em sites reconhecidos. O movimento reposicionou o link como um ativo de credibilidade, e não apenas como um fator técnico. Para Felipe Cardoso, CEO da Rank Certo, agência de link building orientada à decisão comercial , o cenário reflete um amadurecimento do mercado. Segundo ele, os links passaram a funcionar como um indicador indireto de confiança. “O Google continua tentando responder à mesma pergunta: quem é uma fonte confiável sobre determinado assunto. O backlink ajuda a resolver isso porque carrega contexto, reputação e histórico editorial”, afirma. Backlinks também influenciam buscas com IA A relevância dos links não se restringe mais ao ranqueamento tradicional. Um levantamento divulgado pela Editorial Link, com profissionais de SEO, aponta que 73,2% dos entrevistados acreditam que os backlinks influenciam diretamente a chance de um conteúdo aparecer em respostas geradas por mecanismos de busca baseados em inteligência artificial. A leitura do mercado é que, mesmo em sistemas orientados por modelos de linguagem, os links funcionam como sinais de autoridade para ajudar a identificar fontes confiáveis em meio a grandes volumes de informação. Em vez de desaparecer, o backlink passa a atuar como um filtro de credibilidade dentro de ambientes mediados por IA. Para Cardoso, essa transição reforça o papel estratégico do link building. “A IA não elimina critérios de confiança, ela depende ainda mais deles. Quando um modelo precisa decidir em quem se basear, o histórico de citações e referências pesa”, diz. O avanço das buscas generativas, portanto, não substitui a lógica da autoridade construída ao longo do tempo. Ao contrário, amplia a importância de estratégias capazes de conectar marcas, conteúdos e veículos relevantes de forma consistente e editorialmente legítima.
E-commerce da Teka marca novo momento digital da marca
Há poucos meses de completar 100 anos, a Teka acaba de lançar o e-commerce próprio. É mais um passo estratégico dentro da jornada de transformação digital da companhia. O novo canal nasce para acompanhar a evolução dos hábitos de consumo, fortalecer a presença da marca no ambiente digital e criar um relacionamento mais direto com o consumidor final, ampliando o alcance em todo o território nacional. A operação foi desenvolvida na plataforma VTEX, escolhida pela robustez, segurança e capacidade de escalar o negócio conforme o crescimento das vendas. O projeto teve duração aproximada de quatro meses, desde o planejamento estratégico até o lançamento oficial, passando por etapas de desenvolvimento, integração com sistemas internos e bateria de testes para garantir estabilidade e boa performance desde o primeiro acesso. O lançamento do canal próprio marca também um novo capítulo na modernização dos canais de venda da marca, com foco em inovação e eficiência. “Estamos vivendo um novo momento na Teka, em que a modernização dos nossos processos e canais é fundamental para acompanhar a forma como as pessoas consomem e se relacionam com a nossa marca. O e-commerce próprio reforça nossa presença digital e nos aproxima ainda mais do consumidor final”, avalia Fabiana Geraigire, responsável pelo e-commerce. Experiência pensada no cliente Desde o início do projeto, a experiência do consumidor foi tratada como um dos pilares centrais da nova plataforma. Toda a jornada de compra foi desenhada para ser simples, segura e eficiente. Desde a navegação à finalização do pedido, passando pela clareza das informações de produtos, integração logística e diferentes meios de pagamento disponíveis. Entre os diferenciais do e-commerceestão a navegação intuitiva, filtros inteligentes para facilitar a busca, estrutura preparada para alta performance e arquitetura tecnológica que permite evoluções constantes, com possibilidade de incorporar novas funcionalidades ao longo do tempo. Na estreia, o portfólio reúne uma seleção das principais linhas de cama, mesa e banho, com os produtos mais representativos da marca. “A cada etapa do projeto, colocamos a experiência do cliente no centro das decisões. Buscamos criar um ambiente em que o consumidor encontre rapidamente o que procura, com informações claras, processo de compra descomplicado e entrega ágil, sempre aliado à qualidade que já reconhece na marca”, explica a responsável pelo e-commerce da Teka. Expansão e próximos passos Nos primeiros meses de operação, o foco da companhia estará na consolidação da estrutura do e-commerce, no fortalecimento da marca no ambiente digital e na observação atenta do comportamento de compra do público online. A expectativa é de crescimento acelerado, sempre com ajustes contínuos para aprimorar performance, sortimento e atendimento. Com um planejamento permanente de evolução digital, a empresa já avalia novas funcionalidades, melhorias em escala na plataforma e iniciativas complementares que serão implementadas de forma gradual, sempre alinhadas à estratégia de crescimento e à busca por uma experiência cada vez melhor para o consumidor Teka. Para navegar pelo e-commerce Teka e conhecer em detalhes o novo espaço virtual da marca basta acessar: https://www.teka.com.br/ .
DRiV expande presença nas redes sociais com novo canal no TikTok
Novo canal marca a estreia do embaixador virtual A DRiV, líder global no desenvolvimento e fornecimento de soluções para o mercado de reposição, automotiva, amplia sua presença digital com a estreia de seu canal oficial no TikTok, @drivbrasil. A iniciativa reforça a estratégia da companhia de estreitar o relacionamento com o consumidor final e com os formadores de opinião do setor, por meio de conteúdos relevantes. Entre eles, estão dicas de manutenção, orientações técnicas e novidades sobre as marcas da DRiV no Brasil, em um formato acessível e adequado à linguagem da plataforma. Junto à novidade, chega também o novo porta-voz técnico virtual. Dono de uma oficina organizada e profissional reconhecido por seu conhecimento técnico, o personagem ajuda na conexão da marca com os milhares de reparadores do mercado brasileiro. Com essa iniciativa, a DRiV fortalece sua atuação nas principais redes sociais. Além do TikTok, a empresa mantém presença ativa no Instagram e no Facebook, com materiais exclusivos e especializados, apresentados pelos embaixadores da marca, um time de influenciadores renomados do setor, como Cezar Urnhani, Bia Figueiredo e Paula Mascari. Segundo Marcelo Rosa, diretor geral da DRiV no Brasil, a chegada ao TikTok integra uma estratégia estruturada de comunicação, voltada ao fortalecimento institucional da companhia e de suas marcas junto ao mercado consumidor e formador de opinião. “As redes sociais desempenham uma função cada vez mais relevante nas ações de comunicação, pela penetração e pela proximidade que estabelecem com o público. Fomos uma das primeiras empresas do segmento a desenvolver ações específicas para essas mídias e pretendemos ampliar cada vez mais nossa presença, aproveitando as oportunidades que cada plataforma oferece”, afirma o executivo. “O nosso canal no TikTok é uma oficina digital e cada nova postagem é como uma faísca em uma vela de ignição, fazendo ele funcionar”, complementa. A ampliação da atuação digital acompanha um momento estratégico da DRiV no País. Em 2025, a empresa iniciou uma nova fase no Brasil, tornando-se uma corporação mais focada no aftermarket automotivo, com a chegada de novas marcas e linhas de produtos ao portfólio. Entre os lançamentos recentes estão as velas de ignição Champion e as pastilhas de freio Ferodo. Para 2026, estão previstas novas expansões, com a introdução gradativa de marcas e soluções adicionais ao mercado brasileiro. “Nosso objetivo é sermos a primeira opção em soluções automotivas. Para isso, teremos o portfólio mais completo do mercado. E, para cumprir essa estratégia, estamos investindo em diversas frentes — e as redes sociais são uma delas”, finaliza Rosa. Perfis da DRiV e suas marcas nas redes sociais: Instagram: https://www.instagram.com/drivbrasil https://www.instagram.com/monroebrasil https://www.instagram.com/monroeclub_br https://www.instagram.com/ferodobrasil https://www.instagram.com/velaschampionbr Facebook: https://www.facebook.com/drivbrasil https://www.facebook.com/MonroeBR
Publicidade digital consolida protagonismo e redefine a forma como marcas entram no imaginário popular
Em um ambiente cada vez mais competitivo e marcado pela fragmentação da atenção do consumidor, a publicidade se consolida como peça-chave para que marcas construam imagem, relevância e conexões duradouras com o público. Mais do que impulsionar vendas, a comunicação exerce um papel estratégico ao inserir marcas no imaginário popular, por meio de narrativas alinhadas a comportamentos, valores e transformações sociais. Esse movimento se reflete de forma clara no avanço da publicidade digital, hoje o principal motor de crescimento do setor. Em 2024, o investimento em mídia digital superou o da TV pela primeira vez na história do Brasil, consolidando uma mudança estrutural na alocação de verbas e reforçando a busca das marcas por estratégias mais mensuráveis, eficientes e orientadas a resultados. Segundo o estudo Cenp-Meios 2024, os investimentos em publicidade na internet alcançaram R$10,46 bilhões, representando 39,8% do total de investimentos publicitários do país, enquanto a TV aberta ficou com 36,5% (R$9,61 bilhões). O movimento é reforçado por dados do IAB Brasil em parceria com a Kantar Ibope Media, que apontam um volume de R$37,9 bilhões movimentados pela publicidade digital em 2024, impulsionado pela expansão de formatos online e pela migração contínua de investimentos da mídia tradicional para o ambiente digital. O amadurecimento desse cenário também se expressa na eficácia e na relevância cultural das campanhas. Na edição 2025 do Effie Awards Brasil, principal premiação de resultados da publicidade nacional, campanhas como “Pedigree Caramelo: o vira-lata paixão nacional agora tem pedigree” ganharam destaque ao unir propósito, criatividade, dados e performance. A iniciativa, voltada à adoção responsável e ao combate ao abandono animal, conquistou o Grand Effie e se tornou um dos principais exemplos recentes de como a publicidade contemporânea consegue gerar impacto social, engajamento massivo e resultados concretos de marca. Para Eduardo Sani, CEO da ADSPLAY, hub de mídia com soluções integradas do topo ao fundo do funil, o momento é de consolidação de um novo modelo de comunicação. “A atenção do consumidor está cada vez mais disputada. As marcas que se destacam são aquelas capazes de unir relevância, personalização e eficiência ao longo de toda a jornada, usando dados e inteligência de mídia para gerar impacto real”, afirma. Segundo o executivo, o ambiente digital ampliou significativamente os horizontes das marcas ao permitir conversas mais diretas, segmentadas e contextuais com o consumidor. “Hoje, é possível acompanhar diferentes momentos da jornada e ajustar campanhas em tempo real, algo impensável há poucos anos”, destaca. O uso de algoritmos e inteligência artificial tem papel central nesse processo, permitindo análise contínua de dados, otimizações constantes, redução de desperdícios e aumento do retorno sobre o investimento, equilibrando construção de marca e performance. Sani reforça que a consolidação de tendências como personalização em tempo real, integração entre branding e performance, crescimento de formatos audiovisuais e conteúdos curtos e uso intensivo de inteligência artificial aplicada à mídia devem moldar o mercado em 2026. “Esses movimentos tornam a publicidade digital uma aliada estratégica indispensável para marcas que buscam relevância, crescimento sustentável e presença sólida no imaginário popular”, conclui.
Do SEO ao ChatGPT: Por que Relações Públicas se Tornou ainda mais Importante na Estratégia de Visibilidade
Por Fábio Ventura* Durante anos, encaramos o SEO (estratégia de otimização dos mecanismos de busca), como o grande acerto da visibilidade digital. Inclusive, jornalistas precisaram se adaptar a mais um leitor qualificado e exigente: o Google. Muitos precisaram estudar sobre palavras-chave, backlinks e usabilidade do site. Essa adaptação fez diversas empresas ganharem notoriedade e autoridade na pesquisa orgânica. Por isso costumo defender que o conteúdo bem estruturado é a chave do sucesso. O ponto é que quase tudo que está na internet passa por melhorias para atingir um número maior de pessoas – e hoje, o assunto da vez é a inteligência artificial. Certamente ela chegou aos mecanismos de busca e mais precisamente às estratégias de SEO. Existem dois novos conceitos a serem levados em conta pelas marcas: GEO (Generative Engine Optimization, ou otimização para motores generativos) e AEO (Answer Engine Optimization, otimização para respostas diretas). Ambos representam uma transformação profunda na forma como os negócios são encontrados e referenciados pelas máquinas. Conhecer essas duas ferramentas virou uma necessidade dos jornalistas, produtores de conteúdo digital e principalmente dos profissionais de PR (Relações Públicas), que têm contato direto com a reputação das marcas. Impacto da IA no cotidiano do PRO profissional de Relações Públicas não é apenas alguém que envia releases ou agenda entrevistas. Ele precisa estar atento às principais novidades de comunicação e construção de imagem para entender como inserir seu cliente no centro da discussão. Se hoje o debate é para entender como a inteligência artificial se comporta, é crucial compreender nosso papel nesse jogo. Em linhas gerais, o GEO é o conteúdo gerado pela IA generativa (as respostas do ChatGPT e Gemini, por exemplo) a partir de contribuições humanas, enquanto a função do AEO é otimizar respostas diretas – assistentes de voz e chatbots são os modelos mais comuns do mercado. Marcas que desejam aparecer nas respostas desses sistemas precisam fornecer informações estruturadas e confiáveis. Mas como colocar essa visão em prática? Primeiramente: precisamos ser sinceros em reconhecer que o cliente mudou. Essa pessoa não quer mais procurar as empresas para obter informações, quer respostas convincentes, fáceis e rápidas. É a partir dessa mentalidade que o profissional de PR tira proveito e contribui para resultados. Se uma empresa foi destaque na grande imprensa ou em um portal relevante, significa que houve validação e prestígio editorial. Para o consumidor humano acostumado com jornais, isso reforça autoridade. Para as IAs generativas, é confirmação de confiabilidade – uma vez que esses portais já possuem o histórico de boa reputação advindo do SEO. Humanos e inteligência artificial passam a compartilhar, assim, a mesma base simbólica de confiança. Um trabalho consistente de PR (ou assessoria de imprensa), com menções em diferentes contextos editoriais, alimenta a infraestrutura de credibilidade digital. É como se cada aparição pública fosse um “selo de validação” que máquinas e pessoas reconhecem simultaneamente. A disputa pela visibilidade agora é híbrida e empresas que reconhecem isso serão referenciadas nas respostas geradas a todo momento pela inteligência artificial. Admirável mundo novo, com fronteiras cada vez mais porosas entre pessoas e máquinas. *Fábio Ventura é fundador e CEO da Like Leads. Com passagens pelo jornal O Estado de São Paulo, TV Tem, TV Integração e EPTV, atuou como repórter, apresentador, editor e chefe de reportagem. Já conquistou os prêmios Sebrae, ABAG, Prêmio Mapa de Jornalismo, entre outros. Com pós-graduações pelo Ibmec e UFSCar e graduado em Comunicação Social pela UEL, Fábio fundou a Like Leads em 2019, onde já liderou centenas de projetos de Marketing & Relações Públicas de empresas no Brasil e no exterior.
Atendimento inteligente vira vantagem competitiva e acelera o uso de IA no e-commerce em 2026
O início de 2026 consolida um movimento que vinha se formando nos últimos anos: o atendimento ao cliente passa a ser um dos principais fatores de competitividade no e-commerce. Em um ambiente cada vez mais imediato, multicanal e orientado à experiência, empresas que não respondem rápido — ou não respondem bem — perdem vendas, reputação e relevância. “Em 2026, o cliente não compara só preço ou produto — ele compara experiências. E a primeira delas é o atendimento. Se a resposta demora, a venda não acontece”, afirma Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma especializada em Chat Commerce com Inteligência Artificial. Dados de mercado já indicam essa mudança de comportamento. Estudos globais apontam que mais de 70% dos consumidores esperam respostas em poucos minutos ao interagir com marcas em canais digitais, enquanto atrasos no atendimento elevam significativamente as taxas de abandono de carrinho e impactam a confiança na marca. Ao mesmo tempo, a conversa deixa de ser apenas suporte e passa a influenciar diretamente a decisão de compra. Nesse contexto, a Inteligência Artificial aplicada ao atendimento ganha espaço não apenas como ferramenta de automação, mas como infraestrutura estratégica. Soluções baseadas em Chat Commerce permitem que empresas atuem 24 horas por dia, integrem múltiplos canais e mantenham consistência na experiência, mesmo em operações de grande escala. Segundo o executivo, a aceleração do uso de IA no atendimento está diretamente ligada à pressão por eficiência e conversão. “As empresas perceberam que não basta estar presente em vários canais. É preciso responder rápido, entender o contexto e conduzir a conversa até a decisão. A IA permite fazer isso de forma contínua, sem depender de horário comercial”, explica. Na prática, os resultados já aparecem. Operações que adotam agentes de IA no atendimento registram aumento médio de 50% na conversão de conversas em vendas, além de mais de 90% dos atendimentos resolvidos sem intervenção humana. O tempo médio de resposta cai para menos de 30 segundos, fator decisivo em ambientes como marketplaces e WhatsApp, onde a concorrência está a um clique de distância. Além da conversão, outro ponto crítico entra no radar das empresas: a reputação. Em marketplaces e redes sociais, a qualidade e a velocidade das respostas impactam avaliações públicas, ranqueamento e visibilidade. “Atendimento virou ativo reputacional. Uma operação lenta ou desorganizada não afeta só aquela venda, mas a percepção da marca como um todo”, destaca Vailati. O avanço da IA no atendimento também reflete uma mudança no papel dessas tecnologias dentro das empresas. Se antes eram usadas de forma pontual, agora passam a atuar ao longo de toda a jornada — do pré-venda ao pós-venda — integrando dados, histórico de interações e comportamento do consumidor. A tendência para 2026 é clara: atendimento inteligente deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito competitivo. Empresas que tratam o relacionamento com o cliente como estratégia — e não apenas como custo — saem na frente em um mercado cada vez mais disputado, conversacional e orientado à experiência.