Novas exigências da LGPD e do ECA Digital reforçam fiscalização sobre plataformas, publicidade e decisões automatizadas
No dia 28 de janeiro, o mundo celebra o Dia Internacional da Privacidade de Dados, uma data dedicada a conscientizar cidadãos e empresas sobre a importância da proteção de informações pessoais. No Brasil, o marco ganha contornos de urgência à medida que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) entra em uma nova fase de maturidade, impulsionada pela integração com o novo Marco Legal da Infância Digital e o controle rigoroso sobre algoritmos de Inteligência Artificial. Aprovada originalmente em 2018 para proteger os direitos fundamentais de liberdade e privacidade, a LGPD (Lei nº 13.709/2018) vive hoje seu momento de maior rigor institucional. Dois fatos recentes exemplificam essa nova era de fiscalização. O primeiro é a plena vigência da Lei 15.211/2025 (ECA Digital) em março de 2026, a ANPD intensificou a fiscalização sobre plataformas digitais, exigindo sistemas robustos de verificação de idade e o banimento de práticas de “design enganoso” que induzam crianças ao compartilhamento de dados. O foco deixou de ser apenas a correção de erros e passou a ser a prevenção por meio do privacy by design. O advogado da Afya Sete Lagoas, Igor Alves Noberto Soares, comenta que com a edição da Lei n. 15.211, os provedores de tecnologia da informação sobre produtos ou serviços, inclusive aplicativos de lojas e redes sociais, deverão garantir a proteção de adolescentes e crianças a partir da verificação confiável de idade, supervisão parental e restrição de qualquer tipo de publicidade nociva ao público infanto-juvenil, entre outras medidas. “Na prática, portanto, as plataformas digitais precisarão investir em capital humano e tecnológico para gerenciar os riscos oriundos da utilização de seus recursos e sistemas, a fim de realizar constante avaliação sobre o conteúdo disponibilizado para adolescentes e crianças segundo o critério da faixa etária. Nesse contexto, um dos principais pontos de atenção está no controle da publicidade e no fácil acesso a conteúdos pornográficos, já que o consumo desse tipo de material é amplamente estimulado nas redes sociais como estratégia comercial. Esse cenário levanta preocupações importantes sobre a exposição precoce de crianças e adolescentes a conteúdos inadequados”. Novas regras de fiscalização no Brasil Outro exemplo dessa nova era de fiscalização é o uso de algoritmos para tomada de decisões, como análise de crédito, perfil de consumo ou seleção de candidatos, entrou em uma fase de vigilância máxima. Em 2025, a ANPD lançou seu primeiro Sandbox Regulatório, um ambiente de testes para empresas de IA, com foco em garantir a transparência algorítmica. O objetivo é evitar a “caixa-preta”: as empresas agora são cobradas a explicar a lógica por trás de decisões automatizadas que afetam a vida do cidadão. Dr Igor Soares explica que com o entendimento mais recente do STJ, o dano pode ser considerado presumido (in re ipsa), o que significa que a simples exposição indevida de dados pessoais, especialmente os dados sensíveis, já pode gerar direito à indenização, mesmo sem a ocorrência de golpe financeiro. “Embora ainda haja decisões que exigem a comprovação de prejuízo concreto, vem se consolidando o entendimento de que a violação à proteção de dados, por si só, configura dano, desde que exista nexo entre o agente que detinha os dados e a divulgação não autorizada. Nesses casos, dispensa-se a prova de dano material ou moral específico, bastando a demonstração do vazamento e da responsabilidade do envolvido”, conclui o advogado da Afya Sete Lagoas. O Brasil hoje se alinha a um movimento global, inspirado no GDPR europeu e atualizado pelas demandas da economia de dados atual. Em um marco histórico alcançado no final de 2025, o Brasil avançou significativamente no processo de reconhecimento de adequação pela União Europeia. Este selo de confiança valida que o nível de proteção brasileiro é equivalente ao europeu, transformando o país em um parceiro estratégico para o fluxo de informações.
Grupos de WhatsApp não são terra sem lei
O Dia Internacional da Proteção de Dados foi criado em 2006, na Europa, com o objetivo de conscientizar sobre a importância de proteger a privacidade e os dados pessoais. No Brasil, a data passou a ser lembrada oficialmente em 2021, como uma oportunidade para organizações públicas e privadas fortalecerem a cultura da privacidade digital e se conectarem ao contexto global de proteção de dados. A advogada Ana Paula Duarte Avena de Castro, mestre em Propriedade Intelectual e integrante do escritório Celso Cândido de Souza Advogados, explica que segurança da informação significa proteger dados para que não sejam vazados, roubados, alterados ou utilizados sem autorização. “É como colocar ‘tranca e alarme’ nos dados de alguém. Isso inclui informações como nome, CPF, endereço, telefone, fotos, mensagens e dados bancários”, pontua. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) regula o tema desde 2018. “A LGPD determina que quem realiza o tratamento de dados pessoais deve adotar medidas de segurança para proteger essas informações (art. 46)”, destaca a especialista. O dever de cuidado também se aplica ao ambiente digital de forma ampla, inclusive quando há exposição de pessoas na internet. “A LGPD protege dados pessoais e exige medidas para evitar vazamentos. Quando alguém divulga informações de outra pessoa na internet, pode ser responsabilizado civilmente, com obrigação de indenizar. Se houver prejuízo financeiro, também pode haver reparação por dano material. Além disso, a depender da conduta, pode haver consequências criminais, como em situações de ameaça, perseguição, xingamentos, acusações sem prova, uso de dados para golpes ou invasão de celular e contas”, detalha. Grupos de mensagemMuitas pessoas acreditam que podem dizer qualquer coisa em grupos de WhatsApp, mas Ana Paula Duarte alerta que isso pode gerar implicações jurídicas. “Muita gente pensa que o WhatsApp é totalmente privado, mas não é bem assim. O conteúdo pode ser printado, encaminhado e espalhado com rapidez. Enviar CPF, endereço, telefone, dados bancários, prints de conversas privadas, fotos pessoais, áudios íntimos ou materiais constrangedores pode resultar em processo e até em responsabilização criminal, a depender do caso”, explica. Quando o assunto envolve empresas ou prestadores de serviço, também é preciso cautela. A advogada pontua que relatar uma experiência de forma respeitosa — dizendo que não gostou do serviço, que houve atraso ou que o problema não foi resolvido — é permitido. “O problema começa quando a pessoa passa a humilhar, ridicularizar, xingar ou acusar sem prova, por exemplo, chamando alguém de ladrão, golpista, incompetente ou afirmando que ‘não presta’. Isso pode levar a ação indenizatória e a crimes contra a honra (calúnia, difamação ou injúria), dependendo do conteúdo”, esclarece. Segundo a especialista, quem reforça a ofensa no grupo também pode ser responsabilizado. “Podem responder não apenas quem iniciou, mas também quem xingou, incentivou, ampliou a exposição ou espalhou para outros grupos, com frases como ‘tem que expor mesmo’ ou ‘merece’. Quem apenas visualiza e não se manifesta, em regra, não é responsabilizado”, conclui.
No novo marketing de atenção, o entretenimento não é mais apoio: é estratégia
Por Arthur Fonseca, Head de Marketing da V4 Company Por muitos anos, o marketing digital viveu sob a lógica da interrupção: exibir anúncios no feed certo, na hora certa, com o público certo. Mas essa engrenagem, antes precisa e rentável, está perdendo potência. A proliferação de planos pagos sem anúncios — de Meta a Netflix — tornou explícita uma realidade que o mercado relutava em admitir: a atenção é um recurso finito e, cada vez mais, pago pelo próprio usuário. A consequência é direta: se o público pode comprar o direito de não ver anúncios, as marcas precisam aprender a conquistar — e não a comprar — atenção. E é justamente aqui que o entretenimento deixa de ser “branding” e se torna performance. A pesquisa global Still Watching 2025, da Netflix, detalha com profundidade o que está acontecendo. O estudo mostra que as pessoas passam, em média, 6h40 por dia nas telas, e metade desse tempo é dedicada a séries, filmes e vídeos. A escolha diz tudo: quando realmente querem se concentrar, especialmente Millennials e Gen Z, eles recorrem ao streaming — um ambiente de atenção profunda e emocionalmente carregada. No Brasil, 72% desses jovens dizem prestar mais atenção aos anúncios em streaming do que em qualquer outra mídia. Mais do que isso: no plano com anúncios da Netflix, sessões chegam a durar, em média, 3,6 horas, demonstrando um nível de imersão incompatível com formatos tradicionais de mídia paga. É impossível ignorar essa mudança de comportamento: o entretenimento se tornou o território onde a atenção realmente acontece. E atenção profunda traz um efeito que nenhuma mídia de interrupção entrega: vínculo. 81% dos brasileiros dizem ter ficado “obcecados” por uma série ou filme no último ano, e 84% afirmam que, quando amam algo, contam para todo mundo — online e offline. É o boca a boca revisitado em escala global. Não à toa, o estudo revela que 77% têm mais chance de comprar de marcas alinhadas a seus fandoms favoritos. Aqui, não estamos falando de awareness, mas de comportamento de consumo. Essa dinâmica muda não só a publicidade, mas o funil inteiro. O documento estratégico que você enviou já apontava essa transição: do “anúncio → clique → conversão” para “conteúdo → interesse → comunidade → compra”. A pesquisa reforça esse movimento: 96% dos Millennials e Gen Z afirmam que o streaming ampliou os tipos de conteúdo que consomem, e 90%, que expandiu sua visão de mundo. Isso significa que o conteúdo não só atrai atenção, mas molda repertório cultural — e, por consequência, a própria identidade das pessoas. Essa imersão cria um ambiente onde anúncios funcionam melhor quando combinam com o conteúdo. 79% prestam mais atenção quando o anúncio segue o tom da série; 84% quando usa personagens ou cenas; e 85% quando conversa com o mood do espectador. Ou seja: o contexto virou parte essencial da performance. Ao mesmo tempo, a atomização do inventário pago nas redes sociais — resultado de planos sem anúncios, repasse de impostos e limitação de tracking — encarece a mídia tradicional. Não por acaso, especialistas da V4 alertam que “viver só de mídia paga é construir casa em terreno alugado”. É uma metáfora precisa: custos sobem, alcance diminui, dados ficam escassos — e o ROI sofre. Enquanto isso, o streaming oferece exatamente o oposto: profundidade, contexto, fandom, atenção real. 62% dos jovens brasileiros dizem prestar mais atenção aos anúncios em seu serviço de streaming favorito do que em qualquer outro lugar. E quando o conteúdo vira cultura — como Round 6, Wandinha, Sintonia ou Adolescência — as marcas que entram na conversa não só performam melhor como se tornam parte da narrativa. O fato é simples: o entretenimento virou um motor de performance. Não substitui a mídia paga, mas reconfigura o jogo. Plataformas de streaming oferecem não apenas inventário publicitário, mas uma oportunidade de integrar marcas em histórias, personagens e universos que já mobilizam comunidades apaixonadas. E comunidade é escala emocional — a nova métrica de performance. Num mundo em que o público pode pagar para bloquear anúncios, o caminho não é gritar mais alto. É participar do que as pessoas já amam. É criar série, collab, reality, editorial, narrativa. É substituir interrupção por conexão. No marketing contemporâneo, performance não é só mídia. É cultura. É história. É contexto. É pertencimento. É entretenimento. E quem entender isso agora estará anos à frente.
Lactalis lança campanha em grego para apresentar Nestlé Neos Grego
A Lactalis (DPA) apresenta a nova campanha de Nestlé Neos Grego, novo nome do produto anteriormente conhecido como Nestlé Grego. Com uma proposta criativa, ousada e pouco convencional, a comunicação coloca o idioma grego no centro da narrativa, criando impacto imediato e diferenciando a marca em um segmento conhecido por mensagens semelhantes. Desenvolvida pela BETC HAVAS a campanha parte de um insight simples e poderoso: se o iogurte é grego, por que não falar grego? A ideia se materializa no slogan “Tão gostoso que não dá pra traduzir”, que amarra toda a narrativa e reforça o principal atributo do produto — cremosidade que exalta o melhor sabor dos ingredientes. A estratégia de mídia criada pela Talent usou o humor como eixo principal, conectando a curiosidade pela cultura grega ao diferencial sensorial do produto em ativações multiplataformas, transformando a narrativa em um ecossistema de mídia de alto impacto. Uma das frentes da campanha é a parceria com o Porta dos Fundos, que assina uma esquete inédita lançada nesta segunda-feira (26 de janeiro) nos canais do grupo, ampliando o alcance da iniciativa no ambiente digital. “Desde o início, a ideia chamou atenção pela ousadia: uma campanha inteiramente em grego, em um país onde se fala português. O potencial de gerar curiosidade e conversa é enorme”, afirma Caíque Mazanek, Diretor de Criação da BETC HAVAS. “O conceito fecha a proposta de maneira estratégica, transformando essa provocação em awareness e reforçando os diferenciais do produto”, completa Thiago Brunelli, também Diretor de Criação da agência. A campanha foi lançada em múltiplas plataformas, com spots de rádio e estreia do filme na segunda semana do mês e também ganhou as ruas com mídia Out of Home, além de desdobramentos em digital e redes sociais, como Instagram, Facebook e TikTok. A participação do Porta dos Fundos acontece como parte da estratégia de mídia, utilizando o humor característico do grupo, conhecido por sua linguagem satírica e engraçada, para gerar conversas e ampliar o reconhecimento do novo nome da marca. “O nosso objetivo, na estratégia de mídia, foi usar o humor para construir uma jornada que aproxima o público da cultura grega e do sabor único de Neos Grego”, explica Rodrigo Simões, diretor-executivo de Mídia da Talent. De forma sutil e integrada à narrativa, a campanha também apresentou ao público a mudança de nome do produto, agora Nestlé Neos Grego, visível nos logos do filme e na nova embalagem de 450g. Segundo Raphael Hasse, Diretor de Marketing de DPA/Lactalis, a ação reflete uma nova etapa na comunicação e reforça o posicionamento da marca como referência em produtos na categoria. Materiais da campanha: • Filme 30” • Conteúdo OOH Ficha Técnica: Agência: BETC HAVASTítulo: “Não dá pra traduzir”Anunciante: DPA LactalisProduto: NESTLÉ NEOS GREGODuração: 30s/15s CCO: Erh RayVP de Criação: Otávio SchiavonDiretores de Criação: Thiago Brunelli e Carlos MazanekCriação: Felipe Sauma e Rommel VazCBO: André GomesDiretora de Atendimento: Daniella BorghiAtendimento: Rogerio Artin, Thiago Chediac e Kaylane Alamino. Diretor de Estratégia: André SinkosProdução Audiovisual: Caroline Reis, Vinicius Gonçalves e Fernanda AssatoPRODUTORA DE IMAGEM: ZAINE Diretor do Filme: Artmont/ Pedro Briquet Diretor Técnico: Gustavo Minicucci Coordenação de Pós: Fernando Vellosa Ass de Coord de Pós: Hugo Ferriolli Diretoras de Atendimento: Betânia Menardi e Isabela Hana Atendimento do projeto: Betânia Menardi Finalizadores: Felipe Andriolo, Pedro Aquino e Vitor Liesenfeld Montagem: Raphael Enes Ass. De Montagem: Thiago Nascimento Colorista: Júnior X Lead Compositor: Eduardo Nascimento Compositores: Fernando Branco, Francinaldo Lemos da Silva e Cristian de Jesus Conform: Guilherme Vila e Matheus Becker Motion: Raphael Enes e Anderson Pereira Head de IA: Pedro Briquet IA: Felipe Ferreira Martins, Pedro Souza e Viviane Gomes Assistente IA: Dimitri Lyra Produtora de áudio: KING CRAB Direção musical, trilha sonora e SFXs: Diego Filomeno N. Atendimento e Coordenação de Pós produção: Paulo Zampieri Jr. Aprovado por:Diretor de Marketing: Raphael HasseGerente de Marketing: Vanessa Lima Agência: TALENTCEO: Lica BuenoCCO: Gustavo VictorinoCOO: Eduardo MegaleCSO: Gabriela SoaresVP Mídia: Vitor Kamada Executive Content Director (ECD): Natalia Fava Conteúdo: Wellington Franco Executive Media Director: Rodrigo Simões Mídia: Ricardo Natalino, Tayná Barbosa e Julia Doretto PR e Comunicação: Maria Fernanda Malozzi, Gabriela Albach e Marjorie Martins
CEO da Zaya Comunica, Geórgia Fröhlich analisa o papel das redes sociais no Big Brother Brasil
Com a chegada de uma nova edição do Big Brother Brasil, o impacto das redes sociais na dinâmica do reality volta a ganhar destaque. Para Geórgia Fröhlich, CEO da Zaya Comunica, empresa especializada em gerenciamento de redes e posicionamento digital, o programa deixou de ser apenas um produto televisivo e passou a existir de forma ampliada nas plataformas digitais. “Antigamente, os reality shows aconteciam em uma única plataforma. As famílias se reuniam na sala para assistir ao programa do dia e, por isso, era muito comum que as edições desenhassem claramente um mocinho e um vilão. Todo mundo assistia pela mesma perspectiva: a edição do programa”, explica Geórgia. Segundo ela, esse modelo fazia com que o público criasse preferências muito definidas. “Muito cedo surgia um participante pelo qual todos torciam e outro que o público queria ver fora do jogo.” Esse cenário começou a mudar de forma mais intensa a partir das edições exibidas durante a pandemia. “Com o fortalecimento das redes sociais, os reality shows passaram a ser multiplataforma. Hoje, além da TV, o programa acontece em uma proporção gigantesca nas redes sociais, como Instagram, TikTok e outras plataformas”, afirma. De acordo com a especialista, essa mudança impacta diretamente a forma como o público se posiciona. “Isso faz com que a gente veja torcidas que enxergam os participantes de maneiras muito diferentes, vários queridinhos ao mesmo tempo, polarização e múltiplas opiniões.” Ela ressalta que parte significativa da audiência acompanha o reality fora da televisão. “Muitas pessoas assistem apenas pelos cortes do Instagram e pelas páginas de entretenimento, e não necessariamente pela edição exibida na TV.” Nesse contexto, o trabalho de gerenciamento das redes sociais se torna decisivo. “O gerenciamento das redes é determinante para saber se essa torcida estará motivada, se vai puxar mutirões de voto ou não”, diz. Para Geórgia, apesar da importância do desempenho dentro da casa, é fora dela que a relação com o público se consolida. “É nas redes sociais que a torcida se fortalece, se transforma em fã e se organiza. Hoje, a rede social é um fator decisivo tanto para a permanência no jogo quanto para o fortalecimento da marca pessoal do participante.” A especialista também destaca a importância do alinhamento entre o que o público vê no programa e o que encontra nas redes. “A melhor receita é quando a personalidade real do participante dentro da casa conversa com a estratégia construída aqui fora”, pontua. Como exemplo, ela cita a participação de Manu Gavassi. “O posicionamento dela dentro do reality dialogava diretamente com o que acontecia nas redes sociais. Era a mesma narrativa sendo construída nos dois ambientes.” Geórgia alerta que, quando esse alinhamento não acontece, o interesse tende a diminuir. “Há casos em que o participante chama atenção dentro da casa, mas, ao chegar às redes sociais, o público não encontra o mesmo tom ou a mesma narrativa. Quando a rede social não acompanha esse protagonismo, o interesse se perde.” Ela reforça ainda a diferença entre o público da televisão e o das redes sociais. “O público do Big Brother na TV é muito plural. Já nas redes sociais, a audiência costuma ser mais parecida com a personalidade do participante, pessoas que se identificam e compartilham visões semelhantes.” No caso dos participantes do grupo Pipoca, esse processo é ainda mais relevante. “Eles entram sem uma marca pessoal definida. A comunidade que conseguem formar nas redes pode acompanhá-los depois do programa, abrindo portas para parcerias, eventos e novos projetos profissionais.” Segundo Geórgia, o papel de familiares ou das agências responsáveis pelas redes é central nesse momento. “Eles podem ajudar ou atrapalhar diretamente a construção dessa nova trajetória quando o participante deixa o programa.”
Tiago Vailati lança “Chat Commerce”, primeiro livro brasileiro dedicado à nova era das vendas conversacionais
A forma de vender mudou — e a conversa voltou ao centro da experiência de compra. É a partir dessa premissa que Tiago Vailati, empreendedor com trajetória consolidada no varejo e na tecnologia e CEO da Loopia, lança Chat Commerce, o primeiro livro brasileiro dedicado exclusivamente ao tema. A obra aprofunda como as marcas podem transformar diálogos em resultados reais de negócio, unindo proximidade, inteligência e escala no atendimento ao consumidor. Partindo da ideia de que o varejo sempre foi feito de conversas, Vailati mostra como a tecnologia, especialmente no ambiente digital, devolveu às empresas a capacidade de ouvir e responder seus clientes de maneira personalizada e eficiente. Em um cenário em que as novas gerações priorizam o diálogo na hora de comprar, o autor apresenta o Método CHAT, que combina Contexto, Humanização, Ativação e Tecnologia como pilares para transformar o atendimento em um verdadeiro motor de receita. “A venda nunca deixou de ser um ato de confiança. O que mudou foi o formato da conversa. Hoje, as marcas que conseguem ouvir melhor, responder com contexto e agir rápido constroem relações mais fortes e vendem mais”, afirma Tiago Vailati. Ao longo do livro, o autor compartilha aprendizados práticos, exemplos de marcas que estão à frente desse movimento e caminhos para aplicar o Chat Commerce de forma estratégica, indo além do atendimento operacional e criando relações de confiança que impulsionam vendas e fidelização. Mais do que uma tendência, o Chat Commerce é apresentado como uma mudança estrutural na forma como marcas e consumidores se conectam. Chat Commerce é um guia prático para empreendedores, líderes de marketing, vendas e atendimento que desejam entender essa nova lógica do consumo e se preparar para um mercado cada vez mais orientado por conversas. SERVIÇO: Livro: Chat Commerce.Autor: Tiago Vailatti.Tema: Vendas conversacionais, varejo digital, experiência do consumidor e tecnologia aplicada a negócios.Formato: Impresso e digital.Onde comprar: Amazon. Sobre o autor: Tiago Vailati é co-fundador e CEO da Loopia, plataforma que integra e automatiza a jornada do Chat Commerce com IA. Formou-se em Ciência da Computação e, mais tarde, especializou-se em Gestão Estratégica Empresarial. Aos 25 anos de idade, fundou com outros dois sócios a startup Hiper, que hoje atende mais de 22 mil lojas em 2 mil cidades no Brasil Em 2019, vendeu a Hiper por R$50 milhões para a Linx (empresa que hoje faz parte do grupo Stone), e manteve-se à frente da companhia até o ano de 2022, liderando a empresa na fase pós-venda. Além de empreendedor, é escritor e autor do livro O QUE TE IMPEDE?, investidor, mentor e conselheiro em diferentes tipos de negócios.
Agência Brev Partner começa 2026 impulsionando mais de R$10 milhões em vendas para empresas do ABC Paulista.
O ABC Paulista segue sendo um dos principais polos econômicos do estado de São Paulo, reunindo empresas tradicionais, negócios locais e um mercado cada vez mais competitivo em cidades como Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Com o comportamento do consumidor cada vez mais digital, empresas da região estão acelerando investimentos em posicionamento, tráfego pago e estrutura comercial, buscando crescimento com previsibilidade. Nesse cenário, a Brev Partner, agência focada em performance e vendas, inicia 2026 em destaque ao impulsionar mais de R$10 milhões em vendas para empresas do ABC Paulista. A forma de comprar mudou. Hoje, o cliente pesquisa antes de fechar: – Busca no Google; – Compara no Instagram; – Checa reputação e avaliações; – Chama no WhatsApp; – E decide em poucos minutos. Esse novo modelo fez com que muitas empresas do ABC percebessem uma realidade clara: não basta ter um bom serviço, é preciso ser encontrado e gerar demanda todos os dias. Marketing no ABC não é sobre aparecer, é sobre gerar demanda. Muitos negócios ainda associam marketing apenas a redes sociais e postagens. Porém, o crescimento real vem quando o digital passa a funcionar como um motor comercial. Entre as estratégias que mais têm gerado resultados para empresas no ABC, estão: – Tráfego pago segmentado (por cidade, perfil e intenção de compra); – Conteúdo local e autoridade para fortalecer marca e confiança; – Google bem trabalhado para capturar clientes prontos para comprar; – Páginas e sites estruturados para conversão; – Atendimento comercial rápido e eficiente, especialmente no WhatsApp. Com esse modelo, empresas deixam de depender apenas de indicação e passam a ter volume constante de leads e oportunidades. 2026: o ano da previsibilidade para empresas do ABC Paulista. O início de 2026 reforça uma tendência: empresas do ABC que investem em estratégia digital e estrutura comercial estão colhendo resultados mais rápidos e consistentes. Ao impulsionar mais de R$10 milhões em vendas para empresas da região, a Brev Partner fortalece seu posicionamento como uma das agências que mais cresce no ABC com foco em performance e resultado real. Conheça mais sobre a Brev Partner em: https://brevpartner.com.br/
Operações multimodelos se consolidam como base do crescimento do e-commerce
O amadurecimento do e-commerce brasileiro tem levado médias e grandes empresas a reverem suas estratégias digitais. O modelo tradicional, centrado exclusivamente no B2C e dependente de investimentos crescentes em mídia paga, já não sustenta o ritmo de expansão exigido por um mercado mais competitivo, com consumidores mais exigentes e margens cada vez mais pressionadas. As operações multimodelos que integram B2C, B2B, B2B2C e marketplaces passaram a ocupar um papel estrutural no crescimento do setor. Para a Uappi, empresa de tecnologia especializada em plataformas de e-commerce para operações multimodelos, esse movimento reflete uma mudança profunda na lógica de crescimento das organizações. “A adoção de múltiplos modelos de venda é consequência direta do amadurecimento do e-commerce e da complexidade das estratégias de expansão das empresas. Hoje, sustentar crescimento apenas com campanhas de tráfego tornou-se inviável diante do aumento do custo de aquisição, da compressão de margens e da maior exigência do consumidor”, afirma Jessica Fragoso, Head de Marketing da Uappi. Ao diversificar seus canais e modelos de venda, as empresas passam a construir ecossistemas comerciais capazes de distribuir riscos, ampliar alcance e gerar maior previsibilidade de receita. Segundo a empresa, a combinação entre vendas diretas ao consumidor, operações B2B, redes de distribuidores, marketplaces próprios e parceiros cria jornadas distintas, com diferentes tickets médios, ciclos de compra e níveis de recorrência. Esse avanço, no entanto, impõe um novo patamar de complexidade operacional. O crescimento multimodelo exige controle rigoroso de dados, regras comerciais, comissões, logística, estoque e performance por canal. “O multimodelo não é uma tendência passageira, é um movimento estrutural do ciclo do e-commerce. À medida que as empresas crescem, elas precisam de uma arquitetura tecnológica capaz de integrar e orquestrar toda essa complexidade com inteligência”, destaca Jessica. Nos últimos anos, alguns segmentos lideraram esse processo de digitalização acelerada. Tecnologia e eletrônicos migraram rapidamente para o digital, impulsionados pelo comportamento de pesquisa e comparação online. Moda e beleza avançaram com força apoiadas pelas redes sociais e pelo social commerce. Já os setores de saúde e pharma expandiram sua presença digital pela necessidade de acesso, informação e conveniência. Paralelamente, marketplaces e modelos de venda direta ganharam relevância ao aproximar marcas e consumidores finais. A Black Friday de 2025 reforçou esse cenário e evidenciou a maturidade das estratégias omnichannel e multimodelos. O período foi marcado pelo crescimento expressivo das vendas via marketplace, especialmente entre empresas que também mantêm operações próprias de B2C. Outro destaque foi a redução de rupturas e o ganho de eficiência operacional em negócios com múltiplos centros de distribuição, além da ampliação das vendas B2B digitais por meio de distribuidores, revendedores e representantes comerciais integrados à operação online. Ao longo de quase duas décadas, a Uappi acompanhou a transformação do e-commerce de um canal isolado de vendas para o núcleo estratégico das operações empresariais. O que antes se resumia a uma loja virtual desconectada do restante da empresa evoluiu para um ecossistema integrado. Essa evolução também se reflete no comportamento do consumidor, especialmente em datas sazonais. A Black Friday deixou de ser um pico isolado para se tornar parte de uma estratégia contínua de relacionamento e conversão. Cinco tendências que devem marcar o futuro do e-commerce no Brasil segundo a Uappi: Foto: Uappi/Divulgação
Yalo aposta em segurança de dados e conquista ISO 27001
A Yalo anunciou a conquista da certificação ISO/IEC 27001, o padrão global mais elevado para Sistemas de Gestão de Segurança da Informação (SGSI). O movimento estratégico da plataforma inteligente de vendas potencializada por agentes de IA reforça o seu compromisso com a segurança e proteção de dados ao longo da jornada inteligente de vendas, posicionando a companhia na vanguarda do mercado, especialmente na América Latina, onde a adesão a este nível de excelência ainda é baixa. A empresa submeteu-se a uma auditoria rigorosa, implementando um framework que exigiu a adequação e revisão de mais de 90 políticas e procedimentos, a avaliação detalhada de mais de 113 controles e a realização de mais de 200 testes, além da apresentação de evidências. Este esforço resultou na reestruturação de equipes e na contratação de especialistas com certificações individuais, garantindo a expertise necessária para sustentar o ecossistema, avaliando todos os setores, internos e externos, e não apenas o departamento de segurança. A conquista é um diferencial competitivo, especialmente no cenário B2B enterprise. Segundo o estudo “From Compliance to Revenue: ISO27001 Certificate Boost Sales”, da Truzta, de 75% a 80% das organizações relataram melhora na confiança e satisfação do cliente após a conquista do selo global. A norma permite padronizar a gestão de riscos e as auditorias, aumentando a eficiência operacional entre 40% e 50%, além de reduzir significativamente o tempo e os custos de conformidade. No relatório “How ISO 27001 Helps You Sell: Turning Compliance into a Competitive Edge”, da Cyber Sierra, mais de 70% das empresas disseram que a certificação ajudou nas novas negociações. Nesse sentido, Leon Direito, Head de Segurança da Informação da Yalo no Brasil, explica que a validação feita por órgãos internacionais reforça o comprometimento da empresa. “Entregar um alto nível de segurança exige processos que considerem toda a cadeia de dados, envolvendo colaboradores, parceiros e clientes. Trabalhamos com foco na redução de três grandes riscos que as empresas estão expostas hoje: incidentes/ataques, compliance e capacidade operacional. Revisitamos procedimentos, efetuamos ajustes, adequamos práticas, compreendendo que a segurança é primordial para garantir o sucesso do negócio, independentemente do setor. A conquista do ISO 27001 é a prova de que estamos protegendo os dados e as informações com a excelência global que nossos clientes merecem”, finaliza.
A gestão empresarial diante do cenário tecnológico de 2026
por Roberto Abreu, diretor de soluções da Blend IT A digitalização corporativa entra em um novo estágio em 2026, orientado pelo equilíbrio entre eficiência operacional e inovação contínua. A modernização de sistemas e a adoção planejada de tecnologias emergentes passam a definir o ritmo de crescimento das organizações, em um ambiente onde tecnologia e estratégia se tornam inseparáveis. O avanço da inteligência artificial e da automação amplia o alcance da gestão empresarial ao acelerar decisões e fortalecer a segurança de processos. Empresas de diferentes setores já avaliam seus investimentos em tecnologia não apenas pelo retorno financeiro, mas também pelo impacto sobre agilidade e continuidade operacional. Nesse cenário, a priorização entre modernização de sistemas legados e adoção de soluções inovadoras exige uma abordagem orientada a valor. A atualização do ERP e dos sistemas centrais torna-se decisiva quando plataformas antigas limitam integração, escalabilidade ou o uso de inteligência artificial, pontos críticos para competir em 2026. Em paralelo, automações inteligentes, agentes corporativos baseados em IA e micro aplicações geram ganhos imediatos com redução de complexidade e aumento da agilidade operacional. Modernização com precisão e agilidade A dinâmica tecnológica atual exige decisões muito mais estratégicas. As empresas buscam conciliar a modernização de plataformas que sustentam operações essenciais com a incorporação de soluções mais flexíveis. Arquiteturas altamente modularizadas baseadas em componentes de negócio permitem que sistemas transacionais permaneçam estáveis, enquanto inovações se conectam ao redor por meio de APIs e eventos. Isso possibilita modernizar somente onde há impacto real e inovar onde o retorno é mais direto, reduzindo dependência de longos ciclos de transformação. Essa transição reflete maior maturidade tecnológica. Substituições completas dão lugar a ciclos de evolução gradual apoiados em automação, integração e arquitetura distribuída. O objetivo é garantir interoperabilidade, segurança e capacidade de evolução constante sem riscos à operação. Sistemas legados seguem como base de muitas operações críticas, mas sua manutenção se tornou uma das principais barreiras à transformação digital. Estudos da Gartner indicam que a maior parte do orçamento de TI até 2026 continuará dedicada à sustentação dessas plataformas, limitando espaço para inovação. As ações de modernização associadas ao uso de tecnologias antigas e às demandas crescentes por segurança e conformidade ampliam essa pressão. A modernização incremental tem se mostrado o caminho mais viável. Soluções de desenho moderno que a partir de sistemas legados e os componentes de automação, integração via APIs e refatoração progressiva preservam investimentos enquanto abrem espaço para novas capacidades. A abordagem gradual reduz riscos operacionais e permite validar hipóteses antes de comprometer recursos significativos. Inteligência artificial aplicada aos processos A inteligência artificial deixou de ser promessa futura para tornar-se realidade operacional em 2026. Agentes autônomos e modelos de linguagem aplicados a processos empresariais transformam atendimento, análise de dados e tomada de decisão. A automação inteligente vai além de tarefas repetitivas, alcançando processos complexos que exigem interpretação de contexto e adaptação dinâmica. Empresas que integram IA a seus fluxos operacionais ganham capacidade de resposta acelerada e reduzem gargalos estruturais. A adoção eficaz, no entanto, depende de dados bem estruturados, governança clara e infraestrutura preparada para escalar. A combinação de IA com automação de processos robóticos cria ambientes onde sistemas legados e inovadores coexistem de forma produtiva, ampliando o valor extraído de cada camada tecnológica. Segurança e conformidade como pilares O aumento da superfície de ataque digital torna segurança e conformidade prioridades estratégicas inegociáveis. Regulamentações como a LGPD e frameworks internacionais exigem controles rigorosos sobre dados, acessos e trilhas de auditoria. A modernização deve incluir desde o início camadas de proteção que garantam resiliência contra ameaças crescentes sem comprometer a experiência do usuário. A integração de ferramentas de monitoramento contínuo, políticas de zero trust e arquiteturas de segurança em múltiplas camadas protege ativos críticos enquanto mantém a agilidade operacional. A conformidade deixa de ser obstáculo para tornar-se diferencial competitivo, transmitindo confiança a clientes, parceiros e reguladores em mercados cada vez mais exigentes. Tecnologias que definem a gestão em 2026 Relatórios da Gartner e da IDC apontam que a gestão empresarial em 2026 será fortemente influenciada pela adoção de inteligência artificial aplicada, automação avançada e arquiteturas distribuídas em nuvem. Entre as soluções com maior impacto prático destacam-se agentes de IA integrados a sistemas corporativos que automatizam tarefas e aceleram decisões, RAG com OCR avançado para transformar documentos dispersos em informação estruturada, e automação baseada em Process Mining para eliminar gargalos. Integrações modernas via API-first e iPaaS fortalecem a conexão entre ecossistemas internos e externos com segurança e agilidade. Outra frente em evolução é a dos sistemas autônomos, capazes de coordenar processos em tempo real, acompanhados por tecnologias de proteção avançada como computação confidencial. A gestão empresarial que se consolida para 2026 é marcada por equilíbrio entre estabilidade e inovação. A modernização de plataformas e a incorporação planejada de novas tecnologias deixam de ser projetos isolados e passam a compor uma estratégia contínua de eficiência e interoperabilidade. Mais do que seguir tendências, o foco recai sobre construir bases tecnológicas capazes de evoluir ao ritmo do negócio, definindo o perfil das organizações preparadas para os desafios do cenário digital.
Mudança no comportamento digital força agências a repensar funis de conversão
A forma como o consumidor se comporta no ambiente digital mudou, e muito. Hoje, a jornada de compra raramente segue o fluxo tradicional de descoberta, consideração e decisão de forma linear. Em vez disso, ela é fragmentada, cheia de desvios, múltiplos pontos de contato e influências externas como vídeos curtos, grupos de WhatsApp, fóruns, conteúdos gerados por outros usuários e até mesmo ferramentas de comparação com IA. Esse novo comportamento está forçando agências digitais e empresas a repensarem seus modelos de conversão, que até pouco tempo seguiam estruturas engessadas de funis automatizados e réguas fixas de e-mail. Robson V. Leite é mentor e estrategista com foco em estruturação, operação e performance para agências digitais. Com quase duas décadas de experiência e mais de 2.500 agências orientadas por seus métodos, ele defende uma abordagem mais centrada no comportamento do usuário e menos obcecada por fórmulas prontas de escalabilidade. Uma pesquisa da Salesforce revelou que 73% dos consumidores esperam que as empresas compreendam suas necessidades e expectativas de forma personalizada, e não apenas por meio de segmentações genéricas ou jornadas padronizadas. Além disso, 61% dos entrevistados afirmaram que trocaram de marca no último ano por conta de experiências pouco relevantes ou mal adaptadas ao seu contexto. Essa quebra de padrão revela um ponto crucial: jornadas de conversão precisam deixar de ser roteiros e passar a funcionar como ecossistemas, onde o usuário tem autonomia para entrar e sair, pular etapas, voltar de forma orgânica e ser impactado por conteúdos de formatos variados até amadurecer a decisão de compra. Robson reforça: “O consumidor atual não quer ser conduzido por um funil, mas orientado por experiências que façam sentido. As empresas que ignoram isso vão insistir em gastar mais para converter menos.” A revisão das jornadas de conversão não significa abandonar automações ou campanhas com etapas definidas, mas sim reestruturá-las com maior flexibilidade, criando pontos de entrada diversos, conteúdos adaptáveis ao estágio real de consciência do cliente e, principalmente, sistemas de escuta ativa, seja por análise de dados, enquetes, feedbacks abertos ou comportamento de navegação. Outro aspecto importante nesse cenário é o aumento do tempo médio entre o primeiro contato e a conversão final, especialmente em setores mais competitivos. O lead não apenas pesquisa mais antes de tomar decisões, como também espera uma narrativa mais coerente e progressiva entre os canais. “Não é mais sobre funil, é sobre contexto. E se o seu conteúdo não dialoga com o momento interno do cliente, não adianta empilhar anúncios ou e-mails automatizados. O que não conecta, não converte”, afirma Robson. Essa mudança estrutural nas jornadas desafia as agências a combinarem dados, criatividade e empatia, assim exigindo que seus times estejam preparados para operar de forma mais integrada, com visão de longo prazo e foco em gerar experiências memoráveis, não apenas cliques ou leads. Em tempos de algoritmos cada vez mais inteligentes e públicos cada vez mais seletivos, criar uma jornada de conversão que respeita a lógica do consumidor, e não a lógica da ferramenta, pode ser o grande diferencial competitivo de uma agência digital em 2026.
O que a IA sabe sobre você? Apura Cyber Intelligence revela riscos ocultos em cada conversa digital
Um modelo de Inteligência Artificial (IA) é, por natureza, um devorador de dados. Ele é treinado com bilhões de informações disponíveis na internet e, em muitos casos, também com o conteúdo que os próprios usuários digitam diretamente. Essa interação contínua significa que cada vez que você conversa com a IA, o modelo aprende mais sobre como as pessoas se comunicam e, potencialmente, sobre você em particular. O simples ato de interagir já se configura como um ato de exposição que muitos ignoram. “As pessoas geralmente não percebem que, ao enviar informações para um LLM (Large Language Model), estão expondo dados a um ambiente que não diferencia conteúdo sensível de conteúdo comum. Muitos usuários copiam códigos, contratos, registros internos ou dados pessoais acreditando estar num espaço privado, mas o modelo apenas processa o que recebe, e os provedores podem manter esses dados para si, para aprendizagem da IA, além de registros técnicos para auditoria e segurança”, alerta Pollyne Zunino, Subcoordenadora do SWAT Team na Apura e especialista em Investigação de Crimes Cibernéticos, Fraudes Eletrônicas e Inteligência Digital. O levantamento feito pela equipe da Apura joga luz sobre uma armadilha que não enxergamos e cada vez mais comum: a entrega inocente de informações sensíveis a sistemas que não foram feitos para guardá-las. E casos reais que ilustram o risco. Um dos mais frequentes envolve desenvolvedores que enviam trechos de código para otimização, sem notar que deixaram ali embutidos tokens de acesso, URLs internas ou credenciais temporárias. Mesmo que o modelo responda com eficácia, o estrago já está feito — ou seja, aquele dado confidencial foi transmitido, processado e possivelmente registrado em logs da plataforma. E, uma vez que a informação foi usada para aprendizagem de uma IA, ela pode eventualmente fazer parte de uma resposta para outros usuários do mesmo serviço de LLM. Seja um token, um CPF, um pedaço de contrato ou um pipeline estratégico, a lógica é a mesma: o que entra no modelo passa a fazer parte da IA e não volta mais ao controle do usuário. Nas empresas, o cenário é ainda mais crítico. A facilidade de uso e adoção espontânea e desordenada de ferramentas de IA pelos colaboradores cria um ambiente conhecido como Shadow AI, um ecossistema paralelo e invisível, onde dados corporativos circulam fora das camadas de proteção projetadas para guardá-los. Informações de clientes, código proprietário, planos estratégicos, contratos confidenciais e ativos críticos: tudo pode ser copiado, colado e enviado a uma plataforma externa sem qualquer avaliação de risco. Ferramentas não homologadas abrem brechas que passam despercebidas por sistemas tradicionais de defesa cibernética, como DLP, SIEM e EDR, transformando modelos de IA externos em potenciais canais de vazamento. “Provedores como OpenAI, Google e Anthropic, só para citar alguns, possuem políticas de privacidade que limitam o uso de dados pessoais e diferenciam o tratamento entre API e interface web”, explica Zunino. “Normalmente, indicam que não utilizam dados enviados por API para treinar modelos, embora possam reter informações operacionais para segurança”. Já no universo open source — um conjunto de softwares, ferramentas, sistemas e comunidades cujo código-fonte é aberto e pode ser visto, modificado, aprimorado e distribuído por qualquer pessoa — a proteção recai inteiramente sobre quem hospeda e opera o modelo. E, muitas vezes, essa hospedagem não está preparada ou estruturada para garantir segurança adequada. A Apura ressalta que os cibercriminosos estão bastante atentos à esses fatos. “Hoje, grupos especializados exploram desde falhas de configuração em modelos corporativos até vazamentos involuntários em logs, repositórios e instâncias internas”, explica a especialista da Apura Cyber Intelligence. Técnicas como model inversion, membership inference e prompt injection permitem extrair padrões sensíveis, reidentificar usuários, manipular comportamentos do modelo e reconstruir dados originalmente sigilosos. “Em outras palavras, o criminoso não precisa mais invadir a rede. Ele só precisa acessar o que vazou pelos prompts de IA”, reforça Pollyne. Como se proteger A especialista reforça: “A IA não é seu diário. Não é sua caixa de e-mail relareporconfidencial. Antes de colar qualquer conteúdo, a pergunta deve ser: ‘Se isso vazasse, eu ficaria tranquilo?’”. Entre as principais orientações: • jamais inserir dados pessoais ou corporativos sensíveis;• seguir rigidamente as políticas internas de cibersegurança;• priorizar ferramentas de IA homologadas pelo time de tecnologia e segurança da sua empresa;• adotar modelos locais e agentes autônomos operados dentro da própria infraestrutura da empresa. “LLMs locais eliminam o envio de dados para terceiros e facilitam a conformidade com legislações sobre privacidade como LGPD e GDPR. Além disso, permitem automações avançadas, com navegadores autônomos, extração de dados e geração de relatórios, sem comprometer a privacidade”, explica. A Apura, referência em Cyber Threat Intelligence (CTI), tem acompanhado de perto a evolução desse ecossistema de risco e mapeado como criminosos incorporam IA em cada fase do ataque. “Nós monitoramos fontes abertas, comunidades e infraestruturas onde criminosos compartilham prompts corporativos vazados, artefatos sensíveis e novas técnicas de exploração de modelos”, afirma Pollyne Zunino. “Esse trabalho identifica exposições involuntárias e também como grupos maliciosos usam a IA para automatizar engenharia social, varredura de vulnerabilidades, spear phishing e a produção de artefatos maliciosos mais sofisticados”. A especialista finaliza afirmando: “A IA está aprendendo o tempo todo e, se você não prestar atenção, ela pode aprender muito mais do que deveria.” Acesse: https://apura.com.br/
Dashboards integrados e dados em tempo real devem liderar investimentos em marketing digital em 2026
Gestores de marketing enfrentam um paradoxo: nunca tiveram acesso a tantos dados, mas seguem com dificuldade para responder perguntas básicas sobre performance de campanhas e retorno sobre investimento. A fragmentação de informações entre múltiplas plataformas cria um gargalo que deve impulsionar investimentos em consolidação e integração de dados em tempo real ao longo de 2026. A tendência responde a mudanças estruturais no setor. Criativos saturam mais rápido, leilões de mídia oscilam ao longo do dia e pequenas variações de conversão geram impactos relevantes em custo de aquisição. Nesse cenário, a velocidade entre identificar um problema e implementar ajustes se torna diferencial competitivo. “O marketing digital opera em ciclos cada vez mais curtos. A vantagem está menos em ter dados e mais em possuir uma operação preditiva, que reduza o tempo entre identificar um sinal e fazer o ajuste necessário”, afirma Leandro Scalise, CEO da RankMyApp, referência em inteligência mobile e performance digital. Segundo Scalise, empresas que não consolidarem suas fontes de dados enfrentarão dificuldades crescentes para competir em um ambiente onde decisões tardias significam orçamento desperdiçado e oportunidades perdidas. O problema da fragmentação Empresas enfrentam desafios comuns na consolidação de dados vindos de diferentes plataformas: divergência de definições (o que é conversão, como se calcula receita, qual janela de atribuição usar), dados duplicados e inconsistentes (UTMs, nomenclatura de campanhas, eventos registrados de formas diferentes), falta de governança sobre quem é responsável por cada métrica e dependência de planilhas com baixa rastreabilidade. Segundo estudo recente do RankMyApp, essa fragmentação cria atrito operacional. Equipes gastam tempo reconciliando números em vez de otimizar campanhas. Decisões demoram mais, aumenta o retrabalho e reduz-se a confiança na análise apresentada. “Cada ferramenta mostra apenas uma parte do processo e dificulta medir o impacto real no negócio. O debate fica travado em ‘qual número está certo’ em vez de ‘qual ação devemos tomar’”, explica Scalise. Mudança no perfil de cobrança O comportamento dos gestores também mudou. Eles passaram a ser cobrados por uma visão mais completa do negócio (qualidade do usuário, receita gerada, retenção, pipeline de vendas) e não apenas por métricas isoladas de campanha. Isso aumentou a demanda por integração entre mídia paga, CRM e dados de produto, além de exigir uma narrativa única para apresentar à diretoria. A visualização integrada permite comparar canais usando a mesma régua, identificar em que ponto da jornada o funil quebra e detectar se o problema está no criativo, na conversão na loja de aplicativos, no onboarding, em algum evento específico ou na comunicação via CRM. “Decisões que envolvem cortes de orçamento, realocação de verba ou replicação de estratégias raramente dependem de um canal isolado. O que importa é o impacto no funil completo: custo, qualidade do lead, retenção e receita”, diz Scalise. Preparação para 2026 Para empresas que querem avançar na maturidade de dados, especialistas recomendam revisão em três frentes: arquitetura e fontes (garantir integração entre mídia, CRM e produto, e mapear o que ainda falta conectar), governança (criar dicionário de métricas, padronizar nomenclaturas, estabelecer regras de qualidade e definir responsáveis por cada indicador) e rituais de decisão (estabelecer cadências de leitura diária, semanal e mensal, configurar alertas automáticos e registrar aprendizados de testes). A autonomia das equipes de marketing na leitura e análise de dados também é apontada como diferencial competitivo. Times autônomos reduzem dependência de áreas de BI ou engenharia para perguntas recorrentes, testam mais, corrigem mais rápido e constroem cultura de decisão baseada em evidência. “A consolidação de dados não é só uma questão técnica. É o que permite ao time focar em estratégia em vez de ficar reconciliando planilhas”, conclui Scalise. O estudo completo “Frameworks para um Marketing Data-Driven” está disponível para consulta e detalha metodologias baseadas nos três pilares de maturidade identificados pela pesquisa: https://datarank.io/framework-para-um-marketing-data-driven?utm_source=trafego-direto&utm_medium=assessoria&utm_campaign=release
Rosh anuncia Aramis Next como nova cliente e assume estratégia digital da marca
A Rosh, agência de inteligência digital, anuncia a Aramis Next como nova cliente. A agência passa a ser responsável pela estratégia de social media da nova linha infantil da Aramis, atuando em Instagram, TikTok, CRM e marketing de influência. Lançada em 2025, a Aramis Next faz parte de uma estratégia de longo prazo da marca de moda masculina para acompanhar o consumidor desde a infância, construindo um ecossistema multigeracional de lifestyle masculino. A proposta é traduzir o DNA da Aramis para o universo infantil e juvenil, unindo sofisticação, conforto e funcionalidade em peças voltadas para crianças e adolescentes. No digital, a Rosh lidera os direcionamentos estratégicos de conteúdo, campanhas, eventos e ativações da marca, com ajustes constantes baseados em análises semanais de dados e geração de insights para decisões criativas e de negócio. A operação inclui produção contínua de conteúdo, ações com influenciadores alinhados ao posicionamento da marca, CRM, e relatórios de performance orgânica. “O desafio da Aramis Next é transformar um posicionamento de longo prazo em presença digital consistente e relevante, conectando pais e filhos por meio de conteúdo, dados e performance”, afirma David Bydlowski, CEO da Rosh.
Tupperware estreia suas lojas oficiais em Marketplaces
A Tupperware Brasil dá mais um passo em sua estratégia de inovação e expansão da conexão com o consumidor. Após realizar a sua primeira Live Shop no Instagram, a marca anuncia o lançamento de suas lojas oficiais nos marketplaces Mercado Livre e Shopee, além da integração de seu catálogo com Amazon e Magalu. A novidade amplia a presença digital da Tupperware, oferecendo ao público novas formas de acessar seus produtos icônicos com praticidade e credibilidade, em plataformas já consolidadas no varejo online. O início da operação será gradual: o portfólio contou, inicialmente, com linhas de produtos licenciados e a famosa Big T. Em seguida, novas linhas de sucesso, como Tupper Caixas, utensílios e inovações recentes serão incorporadas, em um movimento estratégico de expansão contínua. “A presença oficial nos marketplaces representa um marco na nossa jornada digital, ampliando o alcance da marca, fortalecendo a credibilidade institucional e oferecendo mais conveniência ao consumidor. É uma iniciativa complementar à nossa rede de consultores, que continua sendo o coração da Tupperware no Brasil”, afirma Patricia Braga, Diretora de Marketing – Latam da Tupperware. O Brasil segue agora os passos de outros mercados da região, como o México, que desde 2024 está presente nos marketplaces Amazon e Mercado Livre. O objetivo é acelerar resultados e consolidar ainda mais o relacionamento da marca com os consumidores digitais. Além de reforçar a presença institucional, a entrada nos marketplaces tem como objetivo conquistar novos públicos, despertar interesse pela marca e fortalecendo todo o ecossistema de vendas. “Com essa movimentação, a Tupperware reafirma seu compromisso em oferecer soluções práticas, sustentáveis e alinhadas às novas tendências de consumo, tornando sua experiência de compra cada vez mais acessível, conectada e próxima do consumidor”, finaliza Patricia.
Privacy supera OnlyFans e lidera buscas brasileiras entre plataformas de monetização de conteúdo
A Privacy continua se consolidando como a maior plataforma de monetização de conteúdo da América Latina. Uma pesquisa realizada recentemente pela empresa Timelens revela que a Privacy teve um crescimento de 237% nas buscas brasileiras nos últimos 4 anos. Enquanto isso, o OnlyFans, plataforma criada em Londres, teve um crescimento de somente 19% nas buscas do país durante o mesmo período, o que destaca o potencial do mercado nacional na creator economy. Segundo André Matias, CEO da Timelens, o interesse dos brasileiros pela Privacy pode ser justificado por uma maior conexão da plataforma com o público local, além das formas de pagamento flexíveis que ela proporciona, aceitando Real e outras moedas da América Latina, além do Pix. Ainda de acordo com dados da Timelens, o mercado de conteúdo adulto também teve uma expansão acentuada no Brasil nos últimos 4 anos – impulsionada por inovações tecnológicas e mudanças culturais em geral – chegando a crescer em 158%. Essa informação não é novidade para quem acompanha as principais notícias sobre a indústria, já que o Brasil ficou em 9º lugar no ranking dos países que mais consomem conteúdo +18 no mundo, chegando a gastar mais de R$ 1 bilhão com esse setor em 2025, de acordo com o OnlyGuides, empresa associada ao OnlyFans. Outro fator que mostra a importância e a seriedade da creator economy no Brasil é a Lei 15.325, sancionada pelo Presidente da República no início de 2026, que regulamenta a profissão de criador de conteúdo no Brasil, garantindo a estabilidade financeira de novos influenciadores e oferecendo segurança jurídica para um setor que antes era considerado informal. Hoje a presença digital é muito mais do que um hobby, ela se tornou fonte principal de renda e proporciona carreiras de sucesso, originando um grande braço na indústria do entretenimento. “Além da dedicação sem tamanho dos nossos funcionários e influenciadores, a Privacy sempre enxergou o potencial gigante do Brasil na creator economy e esse é um dos motivos pelo qual temos conseguido um resultado tão significante”, disse Fabrício Nunez, CMO da Privacy. “Cada vez mais a carreira de influenciador deixa de ser uma ‘segunda opção’ e se torna palco principal na vida profissional dos brasileiros – e temos orgulho de fazer parte dessa transformação”.
Reclamações por compras online disparam no Brasil, mostram órgãos de defesa do consumidor
O número de queixas de consumidores sobre compras realizadas pela internet no Brasil continua em alta, segundo dados divulgados pelos órgãos de defesa do consumidor. Só no período da Black Friday de 2025, o Procon-SP contabilizou 3.064 interações com consumidores, das quais 2.979 reclamações formalizadas. Isso significa um aumento de quase 40% em relação ao ano anterior. Entre os principais problemas relatados estão: não entrega ou entrega com atraso (31,62%), pedidos cancelados pelo fornecedor (15,51%) e produto com defeito ou diferente do anunciado (11,75%). Especialistas observam que o crescimento das queixas acompanha o aumento contínuo das compras online no país e o surgimento de frustrações relacionadas à experiência do usuário. Um estudo recente da E-Commerce Brasil mostrou que 77% dos brasileiros abandonam compras online devido à insatisfação com o site ou aplicativo, e muitos consumidores também relatam preocupações com métodos de pagamento e segurança digital. O advogado Giordano Malucelli, especialista em direito do consumidor, destaca que a legislação brasileira prevê mecanismos de proteção ao comprador online. “O Código de Defesa do Consumidor estabelece que a oferta vincula o fornecedor; se o prazo de entrega não for cumprido ou a compra for cancelada unilateralmente e sem justa causa pelo fornecedor, o consumidor pode exigir o cumprimento da oferta, aceitar produto equivalente ou rescindir o contrato com a restituição integral do valor pago, além de eventuais perdas e danos”, afirma. Malucelli lembra que nas compras eletrônicas o consumidor também tem o direito de arrependimento, aplicável às contratações realizadas fora do estabelecimento comercial, incluindo o comércio eletrônico, com possibilidade de desistir da compra em até sete dias a contar da assinatura ou do recebimento do produto ou serviço, o que ocorrer por último, com devolução integral dos valores pagos, sem necessidade de justificativa. “Registrar reclamações nos canais oficiais e conservar comprovantes e mensagens é essencial para fortalecer qualquer demanda administrativa ou judicial”, acrescenta o advogado. Segurança nas compras Além do amparo legal, a adoção de medidas preventivas pode reduzir riscos nas compras digitais. Segundo Arthur Braga, diretor de Marketing da Octoshop Brasil, marketplace especializado em tecnologia, a atenção deve começar antes da finalização da compra. “Verificar a reputação do site e do vendedor, optar por meios de pagamento com proteção contra fraudes e evitar concluir compras em redes públicas de internet estão entre as principais recomendações”, destaca Arthur. “Comprar online é uma facilidade cada vez mais presente na rotina do consumidor, mas exige cuidado. Informação, segurança e atenção ao ambiente digital são tão importantes quanto conhecer os direitos garantidos por lei”, complementa o especialista.
Red Hat apresenta atualizações em seu ecossistema de partners
De olho em aperfeiçoar a experiência de empresas parceiras e aliadas ao seu programa global de parceiros, a Red Hat acaba de anunciar mudanças significativas em sua iniciativa, centradas em todo o ciclo de vida do parceiro e com foco para entregar três resultados principais: simplicidade, previsibilidade e rentabilidade. Com essas melhorias, a empresa passa a oferecer uma estrutura que prioriza o coinvestimento para impulsionar a rentabilidade de empresas associadas em suas principais áreas do negócio. Ao investir ativamente em programas de parceiros, incentivos e ferramentas digitais, a Red Hat espera viabilizar o crescimento acelerado, reduzir atritos e ampliar o alcance de mercado de forma progressiva e suave, promovendo o sucesso coletivo à medida que essas implementações são realizadas no ecossistema corporativo. Liberando incentivos previsíveis e rentáveis A estratégia de incentivos da Red Hat está mudando do simples reembolso para recompensas previsíveis, que remuneram melhor os parceiros que investem nas tecnologias e soluções da companhia. Os novos incentivos passam a reconhecer atividades relevantes ao longo de todo o ciclo de vida do cliente, incluindo iniciativas essenciais de pré-vendas, como workshops e avaliações. A modalidade, separada dos Fundos de Desenvolvimento de Mercado (MDF) tradicionais, tem como objetivo reduzir a necessidade de investimentos iniciais por parte dos parceiros para que possam usufruir dos benefícios de incentivo. Uma das principais melhorias nessa área é a expansão dos abatimentos e do registro de oportunidades (deal registration) para abranger outras rotas indiretas de comercialização, incluindo oportunidades de OEM e de nuvem. Dessa forma, ampliando significativamente a elegibilidade dos parceiros aos incentivos e contribuindo para aumentar a rentabilidade de um número maior de parceiros. Além disso, os parceiros contarão com uma proteção de oportunidades aprimorada, trazendo mais confiança em seus engajamentos com a Red Hat. Para garantir que os incentivos atinjam os mercados emergentes mais estratégicos para a Red Hat, as atividades de bookings passam a incluir explicitamente serviços de aplicações e IA, além de segmentos de produtos como RHEL, OpenShift e Ansible Automation Platform. Essa mudança recompensa os parceiros pelo sucesso de vendas nas principais áreas estratégicas de crescimento, além das categorias de produtos existentes. Evoluindo para reconhecimento e crescimento A estrutura do programa da Red Hat está evoluindo para se alinhar a modelos de negócio modernos e criar caminhos mais simples e objetivos para reconhecimento e recompensas. Não à toa, recentemente a empresa lançou um novo módulo de programa de nuvem para os Red Hat Certified Cloud and Service Providers (CCSPs) para acelerar a jornada de organizações. Esse módulo estará disponível ainda em 2026 e representa uma mudança programática fundamental para alinhar o programa à economia de consumo, ao focar em Annual Recurring Revenue (ARR) para pontuação, em vez dos bookings tradicionais. Para além disso, a Red Hat continua aprimorando seu programa de parceiros especializados para destacar aqueles que demonstram profundo conhecimento técnico e capacidades de serviços comprovadas. “Um exemplo é o Red Hat Specialized Partner Program, o qual passa a contar com uma candidatura aberta, substituindo o processo anterior de indicação, permitindo que os próprios parceiros se candidatem. Como reconhecimento adicional pelo investimento realizado, os parceiros especializados vão ganhar um número maior de pontos por cada especialização concluída, o que pode destravar benefícios ainda mais robustos durante o programa”, afirmou Kevin Kennedy, vice-presidente, Global & Americas, Partner Ecosystem Success. A fim de estimular a colaboração, o módulo Sell With (Vendas com) passa a ter inscrição aberta para qualquer parceiro qualificado. Essa experiência de adesão simplificada, rápida e consistente cria novos caminhos para o crescimento de receita de parceiros que vendem soluções em conjunto com a líder de código aberto. Entregando autonomia e eficiência por meio da transformação digital As recentes mudanças no Portal de Parceiros da Red Hat têm como objetivo melhorar a eficiência, a autonomia e a facilidade de fazer negócios com a empresa. Entre as novidades está o lançamento da atribuição automática de créditos para atividades de marketing e geração de demanda gerenciadas pelo Red Hat Partner Demand Center e aprovadas para financiamento do MDF. Isso elimina a necessidade de envios manuais por parte dos parceiros, aumentando a participação e melhorando a precisão dos dados. A empresa também aperfeiçoou o fluxo de inscrição digital em todos os módulos do Programa de Parceiros, oferecendo um processo de onboarding mais fluido e amigável. A funcionalidade está sendo ampliada para incluir mais permissões para usuários associados, proporcionando mais controle e visibilidade sobre oportunidades, progresso e acúmulo de pontos. Fortalecendo um ecossistema de inovadores Essas melhorias cumulativas em incentivos, programas e experiência digital foram pensadas para aumentar a confiança dos parceiros, reduzir atritos e, principalmente, impulsionar o crescimento do pipeline e da receita tanto para os parceiros quanto para a Red Hat em 2026 e nos anos seguintes. “Nossa missão central permanece clara: fazer com que o ecossistema de parceiros da Red Hat seja um poderoso motor de crescimento para a inovação em código aberto e esteja à frente da próxima geração de TI. Essas atualizações materializam esse compromisso, entregando benefícios mensuráveis nos pilares críticos de sucesso para os parceiros”, concluiu Paulo Ceschin, Diretor sênior para o Ecossistema de Parceiros na América Latina.
Relatório State of Gaming da AppsFlyer: IA intensifica a competição nos canais de marketing de jogos mobile e aumenta o custo para se destacar
A AppsFlyer, a Modern Marketing Cloud, divulga hoje o relatório State of Gaming for Marketers 2026, uma análise aprofundada sobre como a inteligência artificial, a escala de produção de criativos publicitários e o aumento da pressão sobre mídia paga transformaram o marketing de jogos mobile em 2025. Com base em dados da AppsFlyer, o estudo analisou como os estúdios se adaptaram em um cenário no qual a atividade de marketing cresceu mais rápido do que a atenção dos jogadores. Em 2025, a produção viabilizada por IA coincidiu com um aumento acentuado da publicidade em iOS e Android. A produção de criativos escalou rapidamente em todos os níveis de investimento, com os maiores anunciantes de jogos produzindo entre 2.400 e 2.600 variações por trimestre, um crescimento de 25% a 30% ano a ano. Essa expansão aumentou a pressão sobre os canais de aquisição pagos. A participação de instalações pagas cresceu 10% ano a ano em iOS e Android, enquanto as impressões de anúncios aumentaram 20%, indicando um crescimento significativo no número de anúncios competindo pela mesma base de jogadores. Para gerenciar o aumento do volume de marketing e a fragmentação, ferramentas com IA tornaram-se parte comum dos fluxos de trabalho diários, com 46% das consultas a assistentes de IA focadas em relatórios e análises de desempenho, refletindo a necessidade de maior visibilidade e agilidade à medida que os volumes de dados cresceram. No Brasil, publishers com sede na China aumentaram sua participação em aquisição de usuários (UA) para jogos em 17% ano a ano, enquanto a receita de IAP (in-app purchases) em jogos casuais caiu 37% no mesmo período. “A IA aumentou drasticamente a velocidade e o volume com que jogos e ativos de marketing chegam ao mercado”, afirma Adam Smart, Diretor de Produto, Gaming, da AppsFlyer. “O resultado não é uma escassez de criatividade, mas um excesso dela. À medida que a atividade paga e a oferta de peças publicitárias crescem mais rápido do que a atenção dos jogadores, o sucesso do marketing depende de quão eficazmente as equipes conseguem medir, interpretar e agir sobre um volume cada vez maior de sinais fragmentados.” Principais insights do State of Gaming for Marketers 2026 Metodologia O State of Gaming for Marketers 2026, da AppsFlyer, é baseado em dados anonimizados e agregados de 9,6 mil aplicativos de jogos em todo o mundo, analisando 24,8 bilhões de instalações totais, incluindo 14,1 bilhões de instalações pagas, além de investimentos em mídia, produção criativa, monetização, fluxos de trabalho com uso de IA e uso de fontes de mídia em iOS e Android ao longo de 2025. O relatório completo está disponível em:https://www.appsflyer.com/resources/reports/gaming-app-marketing/
Vinícius Taddone lança “O Segredo do Anonimato”, obra que redefine a relação entre sucesso e exposição nas mídias digitais
Por que tantos profissionais se sentem desvalorizados, invisíveis ou pressionados a aparecer para provar que são competentes? É essa inquietação que o especialista e diretor de marketing, Vinícius Taddone, busca responder em “O Segredo do Anonimato”, livro que será lançado em janeiro de 2026 pela Editora Viseu. A obra chega primeiro às plataformas digitais e, em seguida, será apresentada em evento presencial, com data a ser divulgada nas redes sociais do autor (@vtaddone). A versão impressa estará disponível na Amazon, Estante Virtual, UmLivro e demais canais do mercado editorial. O e-book será distribuído via Amazon Kindle, Google Play, Apple Books, Kobo (BookWire / MetaBrasil). Partindo da constatação de que a cultura digital transformou a exposição em métrica de valor, Taddone propõe uma virada de chave em que o anonimato pode ser um caminho estratégico e emocionalmente mais saudável para construir relevância de forma real e sustentável. Segundo o autor, os “bastidores” representam o território onde milhares de profissionais sustentam empresas inteiras, como gestores de tráfego, analistas, designers, produtores, equipes operacionais e criativas, mas que raramente recebem visibilidade proporcional ao impacto que geram. “Os bastidores são onde o trabalho sério acontece. E, mesmo assim, muitos se sentem pressionados a aparecer para serem validados. Este livro nasce para mostrar que existe outro caminho”, resume Taddone. Ao longo dos 13 capítulos, o autor apresenta reflexões, histórias e ferramentas práticas sobre como prosperar de forma discreta, com equilíbrio e autenticidade, abordando sobre o porquê do anonimato; os hábitos invisíveis que constroem resultados; e as estratégias para prosperar sem exposição. Um dos diferenciais da obra está justamente no capítulo dedicado ao Marketing Sustentável, um conceito defendido por Taddone nos últimos anos como alternativa à comunicação agressiva e imediatista. Para ele, marcas e pessoas só constroem relevância verdadeira quando se comunicam com propósito, responsabilidade e limites saudáveis, inclusive digitais. Com linguagem leve e acessível, o livro propõe uma visão contemporânea sobre carreira, autoestima e sucesso profissional, especialmente para quem atua nas engrenagens invisíveis que mantêm empresas, projetos e marcas de pé. “Tem muita gente incrível que faz o mundo acontecer nos bastidores. Este livro é para elas. Para quem se sente desvalorizado, invisível ou pressionado a aparecer sem querer. O sucesso não precisa ser uma vitrine”, afirma. Lançamento do livro “O Segredo do Anonimato” Autor: Vinícius TaddoneEditora: ViseuData: Janeiro de 2026Versão digital: Amazon Kindle, Google Play, Apple Books, KoboVersão impressa: Amazon, Estante Virtual, UmLivro e outros canaisEvento presencial: data a ser anunciada nas redes sociais do autor (@vtaddone)Mais informações: https://vtaddone.com.br/ Sobre o autor Vinícius Taddone é profissional de marketing, estrategista e uma das vozes que mais defendem uma comunicação responsável, equilibrada e emocionalmente saudável. Criativo e apaixonado por tecnologia, tornou-se referência ao propor uma visão mais humana sobre carreira, exposição e construção de marca. Fundador da VTaddone®, criada em 2011, Taddone reúne mais de uma década de experiência em marketing digital, gestão de tráfego, branding e automação com inteligência artificial. Seu trabalho é guiado pelo conceito de Marketing Sustentável, que valoriza crescimento com propósito e consistência, não com barulho. Pai, marido e viajante por essência, costuma dizer que “leva suas empresas na mochila”. Em O Segredo do Anonimato, convida o leitor a enxergar força nos bastidores e a prosperar sem transformar a vida em uma vitrine.
Calendário do marketing 2026: Os fatores que podem atrapalhar sua estratégia digital
Planejar a sua estratégia de comunicação digital com antecedência nunca foi tão necessário quanto em 2026. Esse ano em específico reúne uma combinação de grandes eventos esportivos, disputas políticas, feriados prolongados e datas comerciais que impactam diretamente o comportamento do público nas redes sociais. “Ignorar todo esse contexto pode significar campanhas fora de timing, mensagens deslocadas e investimentos com retorno abaixo do esperado”, alerta Jennifer de Paula, MBA em Marketing e Negócios Interativos e diretora da IMF Press Global. Os fatores que direcionam a atenção ao longo do ano Um dos pontos de maior atenção é a Copa do Mundo. Eventos esportivos desse porte alteram completamente a lógica de consumo de conteúdo. O público passa mais tempo acompanhando jogos, debates e bastidores, enquanto marcas disputam atenção em um ambiente emocionalmente carregado. “Estratégias excessivamente promocionais tendem a perder força nesse período, especialmente se não conversarem com o clima coletivo que domina as redes em períodos como esse”. Outro fator bastante sensível são as eleições. O ambiente digital costuma ficar mais polarizado, com aumento de discussões, notícias quentes e maior vigilância do público sobre o posicionamento das marcas. “Mesmo empresas que não atuam diretamente com temas políticos podem ser impactadas por mudanças no humor social, pela redução do engajamento em conteúdos considerados superficiais ou pelo risco de associações indesejadas a algum viés político”. Os feriados prolongados também entram no radar como elementos que alteram padrões de consumo. Viagens, descanso e menor tempo de tela em alguns períodos contrastam com picos de uso em outros. “Estratégias rígidas, que não consideram essas oscilações, ou como os feriados direcionam a atenção do público a determinados temas, tendem a performar mal, seja por excesso de postagens em momentos de baixa atenção, seja por ausência em datas em que o público está mais receptivo”. No segundo semestre, a Black Friday continua sendo um dos maiores desafios do calendário digital. A alta concentração de campanhas, descontos e anúncios eleva o custo de mídia e satura o consumidor. Marcas que não se preparam acabam competindo apenas por preço, o que reduz margens e enfraquece o posicionamento no longo prazo. Como moldar a sua estratégia para não “sumir”? Para Jennifer de Paula, o erro mais comum das empresas é tratar o calendário como algo fixo e imutável, sem considerar o impacto emocional e comportamental dos grandes eventos no humor e receptividade do público. “É preciso desenhar o planejamento anual com base nos eventos do ano que costumam ditar os temas consumidos nas redes. Não adianta falar de lançamentos ou ofertas como se nada estivesse acontecendo no mundo, porque a atenção do público muda”, alerta. “Copa, eleições, feriados e grandes ações comerciais mudam o ritmo, o tom e até a paciência das pessoas. Quem entende isso consegue ajustar a comunicação sem precisar refazer toda a estratégia”, explica. “Planejar é essencial, mas mais importante ainda é ter margem para ajustes. O digital exige leitura constante de cenário. Estratégias que não preveem adaptações tendem a se perder quando o contexto muda”, conclui.
Disfarçado de idoso, ex-jogador Zé Roberto engana jogadores e choca a web ao revelar forma física aos 50+
A ON® Optimum Nutrition, líder global em nutrição esportiva e dona do whey protein mais vendido e premiado do mundo, lança um novo vídeo para suas redes sociais incentivando as pessoas a desbloquearem sua melhor performance, independentemente da idade. O conteúdo, criado pela agência Mestiça e protagonizado pelo ex-jogador Zé Roberto, será veiculado no Instagram e no TikTok da marca. No vídeo, Zé Roberto aparece inicialmente caracterizado como uma pessoa idosa durante uma partida de futmesa. Com aparência frágil e desempenho abaixo do esperado, ele começa o jogo sem chamar atenção dos demais participantes. Ao longo da partida, no entanto, o desempenho melhora gradualmente: as jogadas ficam mais precisas, a energia aumenta e o personagem passa por uma transformação diante do público. A surpresa acontece quando Zé Roberto começa a retirar o figurino, revelando sua verdadeira identidade e mostrando que, mesmo com mais de 50 anos, mantém excelente forma física, músculos definidos e alto nível. O desfecho provoca reflexão sobre estereótipos relacionados à idade e reforça a mensagem de que preparo, disciplina e nutrição são fundamentais para a performance ao longo da vida. O vídeo reforça o conceito do movimento Pureformance, que inspira pessoas a explorarem seu potencial máximo em todas as fases da vida. Com uma narrativa baseada em plot twist e humor, o conteúdo se conecta tanto com o universo do esporte quanto com temas contemporâneos, como longevidade ativa e quebra de preconceitos. Veja o video: https://www.instagram.com/p/DTdvtOPD8yP/ Ficha técnica – Campanha Movimento Pureformance Cliente: ON® Optimum Nutrition Direção de Marketing ON® Optimum Nutrition: Natália José Produto: Linha de suplementos ON® Optimum Nutrition Campanha: Movimento PureFormance Conceito: Pureza como ferramenta para desbloquear mais de você Agência: Mestiça CEO: Paulo Sanna Direção de Criação: Luiz Parpulov Criação: Ricardo Oliveira, Jean Lacerda, Raphaella Ogawa, Caique Castanho Atendimento: Priscila Genaro e Marcela Gonçalves Produção: Ana Luisa Cardoso, Izabel Aragão e Giovanna Lippolis Mídia: Elenice Galera, Rafael Lira, Jeferson Carvalho Planejamento: Leandro Correa, Natália Contave Social: Lara Faria Vídeo Tiozão Agência: Mestiça Produção: Ana Luisa Cardoso, Izabel Aragão e Giovanna Lippolis Produtora: B12 Filmes Prod. Executiva: Rafael Bedoni Assistente de produção: Jamille Nemer Direção: Rafael Rocha Fotografia/op. de câmera: Luciano Negreiros Assistente de câmera: Ruan Nascimento Som direto: Adriano Castilho Caracterização: Anderson Montes
O marketing em 2026 será mais caro e mais competitivo
Por Dener Lippert, CEO da V4 Company A discussão sobre o impacto da inteligência artificial no marketing costuma se concentrar na produtividade. De fato, a IA tornou mais rápido e acessível produzir conteúdos, campanhas e análises. No entanto, esse avanço traz um efeito direto que será sentido de forma mais intensa em 2026: a competição pela atenção ficará mais cara. A combinação de mais anunciantes disputando os mesmos espaços e da produção acelerada de conteúdo gerado por IA pressiona o custo da mídia paga. A tendência é que marcas invistam menos em volume de anúncios e mais em conteúdos de alta qualidade, capazes de se destacar em um ambiente saturado e gerar maior tração orgânica. O que antes era verba predominantemente alocada em performance tende a ser parcialmente redirecionado para produção estratégica. Para empresas com orçamentos reduzidos, o cenário é ainda mais desafiador. A dependência de grandes marketplaces — como TikTok Shop, Mercado Livre, iFood e Decolar — deve aumentar. Esses players possuem escala de compra de mídia e controle da jornada do usuário, o que cria uma vantagem estrutural difícil de ser superada. A consequência é uma pressão crescente sobre as margens dessas empresas, que ficam sujeitas às taxas e regras dessas plataformas, sem perspectiva de redução no curto prazo. Nesse contexto, CRM deixa de ser uma ferramenta operacional e se torna um pilar estratégico. Com o CAC em alta, negócios que não dominarem processos de relacionamento, fidelização e recorrência correm o risco de ver seu LTV comprimido. Em alguns casos, isso significa inviabilidade já no nível de margem de contribuição — não por ausência de vendas, mas pelo custo para adquiri-las. O cenário para 2026 é claro: o marketing continuará evoluindo com tecnologia, mas a eficiência financeira voltará ao centro da discussão. As marcas que conseguirem equilibrar conteúdo relevante, gestão de canais e inteligência de relacionamento terão vantagem competitiva. As demais enfrentarão um ambiente mais duro, com custos crescentes e menor previsibilidade.
Para além da intuição: Como o uso da IA pode ajudar a validar o plano de negócio de um e-commerce
Por: Lucas Bacic, CEO da Loja Integrada O setor de e-commerce continua a todo vapor. Somente no primeiro semestre de 2025, o segmento nacional movimentou mais de R$ 100 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), um avanço de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com perspectivas positivas, para 2026 deve atingir R$ 258,4 bilhões em faturamento, consolidando o Brasil como um dos maiores mercados do mundo. Mesmo em expansão, o crescimento acelerado do setor não significa sucesso garantido para os comércios digitais. Segundo estudo 120 Days to Failure, da CEO Mag, a maioria dos novos negócios online – 90% deles, fecham as portas antes de completarem quatro meses, muitas vezes por falta de validação da ideia, estratégia de marketing ou gestão financeira. Costumo dizer que um dos motivos para tamanho insucesso de muitos comércios eletrônicos é simples: empreendedores que começam pelo fim. Um exemplo clássico: eles criam as lojas virtuais, investem em tráfego e estoque, sem nem se quer fazer o básico: testar se há consumidor, alguém realmente disposto a comprar, se há demanda real e se o produto vendido pode gerar lucro. Então para quem quer que um negócio online prospere, um dos segredos é justamente começar do jeito certo: pelo começo e não o inverso. Começar validando se a ideia “fica de pé” é um dos primeiros passos, para depois sim, fazer investimentos e começar a vender. Empreender não é sobre intuição, é sobre cálculo. Entender o tamanho do mercado e se o produto é financeiramente viável evita que o negócio morra antes de começar. Neste sentido, a Inteligência Artificial chega como uma grande aliada, seja para mapear concorrentes, calcular custos, estimar margens e testar o posicionamento de preço. Outra dica importante ao abrir um e-commerce é montar uma vitrine digital simples com a própria IA. Antes de investir em design ou programação é possível criar uma vitrine virtual básica com imagens realistas geradas pela IA e com textos descritivos. Essa vitrine pode ser usada para testar a percepção do público e identificar o que desperta interesse nele. É como um MVP (Minimum Viable Product – Produto Mínimo Viável) do negócio e em poucas horas é possível obter uma amostra visual e começar a coletar feedbacks reais – uma das formas mais rápidas e com melhor custo-benefício para validar se o e-commerce faz sentido. É importante ressaltar que a validação de uma loja virtual acontece nas conversas entre os interessados, não nas curtidas. Minha recomendação é sempre mostrar o produto a um grupo pequeno de pessoas, amigos, colegas, e ouvir suas reações com profundidade, validando o interesse real do cliente. Um exemplo é quando uma pessoa pergunta preço, indica para um amigo ou simplesmente manifesta a intenção de compra. Essa etapa de identificar o real comprador é essencial para ajustar a proposta antes de escalar. Com os feedbacks dos clientes coletados, é o momento de refinar o projeto e a comunicação. A IA ajuda a identificar palavras-chave relevantes, nichos promissores e tendências de busca, além de otimizar títulos e descrições de produtos. Uma vez validado o projeto, é hora então de organizar o checklist de lançamento: registrar o domínio, criar a loja virtual, configurar meios de pagamento e pensar na logística de entrega. O plano também deve incluir canais de divulgação e metas iniciais. Portanto, mais importante que o investimento que se faz em um comércio digital é a clareza do plano. Um negócio validado cresce com consistência e reduz drasticamente as chances de erro. Ao final do processo, o empreendedor sai com um plano de negócio testado, enxuto e validado, pronto para ser lançado, com base em dados, e não em suposições. A conclusão a que chego é de que para além da intuição, os melhores empreendedores são aqueles que não se apaixonam pela primeira ideia, testam, aprendem e ajustam rápido, validam o negócio! Essa agilidade é o que garante a sobrevivência no digital. *Lucas Bacic é CEO da Loja Integrada e ex-Diretor de Marketing Global da VTEX, mentor de equipes de alta performance nas áreas de gestão de produto, design e comunicação. Designer e Líder de Produto com experiência em estratégia e experiência do usuário para produtos e serviços digitais, é apaixonado por produtos digitais que impulsionam a colaboração e a criatividade e por startups de alto crescimento.
Customer intelligence como diferencial competitivo: o que empresas precisam para 2026
Por Bárbara Vallim, CEO da Hera.Build* Empresas nunca tiveram acesso a tantos dados sobre seus clientes. Sabem o que compram, quando compram, por qual canal, com qual frequência. Registram cliques, abandonos, reclamações, elogios. Acumulam terabytes de informação e, ainda assim, continuam tratando o cliente como um desconhecido a cada nova interação. Ter dados não é ter inteligência. E essa distinção vai definir quem lidera e quem desaparece nos próximos anos. A maioria das empresas ainda opera numa lógica de estímulo-resposta. O cliente pesquisa um produto, recebe um anúncio. Abandona o carrinho, ganha um cupom. Liga para reclamar, ouve um pedido de desculpas e ganha mais um cupom. Cada ação do cliente dispara uma reação da empresa que é quase sempre atrasada, frequentemente genérica, raramente memorável. Esse modelo pressupõe que o cliente quer ser perseguido. Não quer. Ele quer ser compreendido. Segundo a McKinsey, 71% dos consumidores já esperam experiências personalizadas, e 76% se frustram quando isso não acontece. Personalização deixou de ser diferencial. Virou pré-requisito. Neste cenário, a inteligência artificial generativa se destaca como uma aliada poderosa para personalização, com a capacidade de interpretar o contexto e identificar as intenções do cliente, permitindo agir proativamente, muitas vezes antes mesmo que o cliente precise solicitar. Pense num aplicativo de delivery. Hoje, a experiência depende completamente do usuário: o cliente sente fome, abre o app, navega por dezenas de opções, monta o pedido, finaliza. A empresa apenas processa uma decisão que o cliente tomou sozinho. As vezes tem uma notificação de alguma promoção. Agora imagine o inverso: são 19h de quinta-feira, horário em que você costuma pedir comida japonesa. O seu restaurante favorito está com tempo de entrega baixo nesse horário. O app sugere antecipadamente o pedido habitual com um toque. O cliente decide em um clique ou ignora sem atrito. A diferença é filosófica. No modelo antigo, a empresa espera. No novo, ela antecipa. E antecipar com timing, contexto e relevância transforma conveniência em vínculo e melhor experiência para o cliente. Se a oportunidade é tão clara, por que poucas empresas operam assim? Porque antecipar exige algo que a maioria não construiu: visão unificada do cliente. O relatório State of the Connected Customer, da Salesforce, revela o tamanho do descompasso: 79% dos clientes esperam consistência entre departamentos, mas 55% sentem que conversam com áreas isoladas, não com uma empresa. Cada área alimenta um sistema. Cada sistema gera um fragmento. Ninguém vê o cliente inteiro, somente pedaços isolados do seu comportamento. Sem essa visão integrada, tentar antecipar é perigoso. O que deveria ser conveniência vira invasão. O que deveria ser proatividade com cuidado vira vigilância. E aqui está o paradoxo central dessa transição: o mesmo cliente que espera personalização também se sente tratado como número. O caminho é conquistar o direito de praticar a personalização através da transparência real sobre como os dados são usados e controle genuíno nas mãos do cliente. Empresas que escondem suas práticas, mesmo com boas intenções, geram desconfiança. O diferencial competitivo dos próximos anos não será sobre quem implementa mais automações com agentes de IA ou usa o modelo de linguagem mais recente. Será de quem consegue fazer uma pergunta simples: “o que esse cliente precisa agora?”, e responder antes que o próprio cliente descubra. Este é um desafio que se resolve com decisão estratégica: unificar dados, integrar áreas, definir o que a marca representa em cada ponto de contato e principalmente mudar a mentalidade de quem opera o negócio para reduzir os silos dentro das empresas. Quem fizer essa virada vai criar um novo padrão de relacionamento e deixar para trás quem ainda está esperando o cliente levantar a mão. *Com mais de 16 anos de experiência em tecnologia, Bárbara Vallim construiu uma trajetória que combina visão estratégica e domínio técnico de ponta a ponta. Liderou times de engenharia e inovação em grandes empresas nas áreas de go-to-market e pesquisa e desenvolvimento, com entregas para marcas como Microsoft, Nike, Nubank e Mercado Livre. Também esteve à frente de equipes globais de engenharia na Twilio e na Easy Taxi, unindo sua experiência em produto, tecnologia e negócios para transformar ideias em soluções escaláveis e de impacto. Em 2025, foi reconhecida pelo Women To Watch, do Meio e Mensagem, como uma das mulheres de destaque à frente de IA no Brasil. É fundadora e CEO da Hera.Build, startup focada em oferecer soluções de customer intelligence, criada com o objetivo de apoiar as empresas a conhecer e se comunicar melhor com seus clientes.
Novo protocolo do Google permite que IA compre sozinha pelo consumidor
O UCP permite que agentes inteligentes atuem em diferentes etapas da jornada de compra do consumidor, incluindo descoberta de produtos, decisão e suporte no pós-venda. A ideia central é simplificar todo esse processo, substituindo a necessidade de múltiplas integrações com diferentes plataformas por um único padrão. Na prática, o consumidor deixa de pesquisar, filtrar produtos, adicionar itens ao carrinho e finalizar a compra manualmente. Em vez disso, ele conversa com a IA, que entende o comando, apresenta as melhores opções e conclui a compra automaticamente, tudo dentro do Gemini ou da busca do Google em modo IA. Com esse movimento, o Google sai na frente de gigantes como OpenAI e Microsoft. Para as marcas, a lógica também muda, não será mais necessário apenas disputar a atenção do consumidor final, mas sim ser escolhida pelas inteligências artificiais que intermediam a compra. No Brasil, segundo o relatório E-Consumidor 2026, o e-commerce deve faturar cerca de R$ 260 bilhões em 2026. Diante desse cenário, os vendedores precisam repensar suas estratégias digitais. Para Leopoldo Jereissati, CEO e fundador da All Set Comunicação, antes mesmo de disputar relevância junto às IAs, as marcas precisam estar bem posicionadas nos buscadores tradicionais e manter boas avaliações dos clientes, tanto no e-commerce quanto nas redes sociais. “Uma marca sem interação ou reputação dificilmente será recomendada por uma IA”, afirma. O que acha da pauta? Leopoldo pode comentar esse novo cenário do e-commerce impulsionado por IA em 2026 e compartilhar insights práticos sobre como as marcas devem se preparar.
Braze promove webinar sobre como marcas podem transformar atenção em lealdade
A Braze, plataforma de engajamento com o cliente, promove no próximo dia 21 de janeiro, às 11h (horário de Brasília), o webinar “Da atenção à lealdade: o que diferencia as marcas que apenas se comunicam daquelas que criam vínculos impossíveis de ignorar?”. Segundo dados da pesquisa O Mapa do Engajamento em Apps no Brasil, 73% dos consumidores brasileiros já bloquearam notificações devido ao excesso de mensagens irrelevantes. Em um cenário em que o público é impactado diariamente por dezenas de comunicações, a atenção tornou-se um dos recursos mais escassos e valiosos do mercado. A fadiga causada por mensagens genéricas, enviadas no momento inadequado, gera ruído em vez de relacionamento e contribui para a queda da lealdade. A partir desse contexto, o webinar apresenta como esse cenário pode ser revertido. O encontro irá mostrar como marcas líderes estão evoluindo de uma comunicação reativa para estratégias de engajamento orientadas por contexto, relevância e continuidade, com foco na construção de vínculos mais duradouros com os consumidores. Durante o webinar, serão abordados temas como: A participação é gratuita. Para se inscrever, acesse: https://www.braze.com/pt-br/resources/webinars-and-events/da-atencao-a-lealdade
Arc, agência de experiências do Publicis Groupe, assina campanhas das Escolas Viva, Parque e Dual, da Bioma Educação
A Arc, agência de experiências do Publicis Groupe, desenvolveu para as Escolas Viva, Parque e Dual, da Bioma Educação, campanhas que traduzem a educação como força de transformação. Unindo criatividade, propósito e a escuta da comunidade escolar, as iniciativas combinam diagnóstico, dados, storytelling e design para conectar a essência de cada instituição a uma jornada estratégica, com mensagens relevantes e alinhadas às expectativas das famílias. A Escola Viva, com três unidades em São Paulo, destaca o acompanhamento personalizado do estudante ao longo de sua trajetória. A Escola Parque, com unidades na Barra e na Gávea, no Rio de Janeiro, evidencia diferenciais que a tornam referência no segmento: foco no estudante, integração com a natureza e competitividade acadêmica. Já a Dual International School, em Florianópolis, reforça em sua comunicação os resultados do método aplicado e sua contribuição para o desenvolvimento do aluno. De acordo com Leonardo Oliveira, diretor de Marketing e Comercial da Bioma Educação, “essas campanhas são pilares importantes da estratégia de crescimento estruturado das escolas. Ao traduzir com clareza o diferencial de cada instituição, fortalecemos nossas marcas, ampliamos a conexão com as famílias e sustentamos uma expansão consistente, alinhada ao propósito pedagógico da Bioma Educação”. “Desenvolvemos campanhas que valorizam o diferencial de cada escola e, em todas elas, ouvimos os alunos. Isso reforça a importância do afeto, do protagonismo e do compromisso em transformar a educação em um caminho de descobertas e crescimento contínuo”, afirma Marília Queiroz, presidente da Arc. As campanhas estão no ar desde outubro de 2025, integrando o ciclo “Virada”, que se estende até fevereiro de 2026, e contam com presença digital estruturada em três fases: brandformance, engajamento e performance. FICHA TÉCNICA TÍTULO DO CASE: Campanha Escola Viva Campanha Dual International School Campanha Escola Parque CLIENTE: BIOMA EDUCAÇÃO AGÊNCIA: ARC BRASIL PAÍS DE ORIGEM DO CASE: Brasil PERÍODO DE VEICULAÇÃO: De outubro de 2025 a fevereiro 2026 Créditos Principais Cliente: Gabriel Ralston Correa Ribeiro – Presidente Bioma Educação Rodrigo Finotti – Consultor de Marketing Leonardo Oliveira – Diretor de Marketing e Comercial na Bioma Educação Marcos Cirilo – Gerente de Marketing Regional SP (Escola Viva) Sarah Thuller – Gerente de Marketing Regional RJ (Escola Parque Barra e Gávea) Letícia da Silva – Analista de Marketing Escola Dual/Florianópolis Presidente: Marília Queiroz Atendimento / Gerente de Conta: Flávia Mantovanini Diretor de Planejamento: Guilherme Dias Planejamento / Estratégia: Renan Santos e Virna Miranda Executive Creative Director: Tati Piovezam Redator(a) Senior: Júlio Sciarretta Diretor(a) de Arte Senior: Josei Nagayassu Motion: Peri Design e Vídeo Ltda – Taís Peri e Marcela Banduk Produtora de shooting: Gataria – Mariana Sierra Pós-Produção / VFX / Animação: Retouch – Edson Cornea Diretor de Mídia / Mídia: Gustavo Macedo Gerente de Mídia / Mídia: Carolina Chakur Supervisores de Mídia / Mídia: Aline Messias (Escola Viva) e Tuan Navarro (Parque e Dual) Comunicação: Beatriz Barreto
Agência Mapple, de Campinas (SP) completa 20 anos com 50% de crescimento em 2025 e novos projetos para este ano
Após registrar crescimento no faturamento de 50% em 2025 e a chegada de novos clientes, a Mapple comemora 20 anos de fundação com planos de expansão e novos produtos para o mercado publicitário. A agência, fundada em Campinas, projeta chegar ao final de 2026 com faturamento acima de R$ 1 milhão e a implantação de uma área totalmente voltada para projetos com aplicação de Inteligência Artificial (IA) e impressão 3D, com o objetivo de ampliar a oferta de produtos e serviços aos clientes. Como uma agência boutique, cuja proposta é oferecer serviços completos e personalizados para cada cliente, a Mapple tem como foco empresas de médio e grande porte de diversos segmentos. Fazem parte de seu portfólio atual a rede Royal Palm Plaza Hotels & Resorts, a Associação Master Swiss Park, a Cardella Advogados, a Energy Serviços, a Ferramentas LDI, a Galena Farmacêutica — cliente mais longevo, com 13 anos de parceria —, o Grupo Suprema, a Hazap, a LDI Safety, a LP do Brasil, o Vale do Tietê e a Viva Swiss — Associação Comercial do Swiss Park. Ao longo dos 20 anos, também passaram pela agência o Hospital Vera Cruz, a 3M do Brasil, o Colégio Sagrado Coração de Jesus, a multinacional ClearCorrect, segunda maior marca de alinhadores dentários do mundo, com sede em Curitiba (PR), a Escola Americana de Campinas, a Furacão Distribuidora de Peças, a concessionária Republique Peugeot e a Omega Academia, rede que passou de uma para cinco unidades e alcançou 3 mil alunos durante os dez anos em que recebeu atendimento da Mapple. Sediada em Campinas desde sua fundação, a agência nasceu em um período bem diferente da indústria da comunicação atual, quando os meios de comunicação digitais começavam a ganhar maior inclinação publicitária, mas a “plataforma papel” ainda era predominante, lembra Eduardo Baraccat, um dos fundadores e atual diretor da Mapple. “As primeiras criações da Mapple foram impressas, em padrão de cores CMYK. Mas a demanda por desenvolvimento de sites já se mostrava promissora”, conta. Baraccat afirma que, apesar de um ano desafiador para o setor de publicidade e propaganda, em 2025 a agência conquistou quatro clientes de destaque, entre eles a rede Royal Palm Plaza Hotels & Resorts, além de desenvolver projetos especiais junto ao InCor — Instituto do Coração de São Paulo — e crescer de forma orgânica dentro da base atual de clientes. “Isso representou um crescimento de quase 50% no faturamento da agência ao longo do ano passado, chegando a quase R$ 1 milhão”, afirma. “A meta para 2026 é ultrapassar essa marca milionária”, projeta. Além do relacionamento para a conquista de novos clientes, o crescimento da Mapple em 2026 terá como base investimentos na estrutura atual ao longo do ano, além do desenvolvimento de novos projetos. “Estamos sempre atualizando nosso parque tecnológico, com máquinas extremamente potentes para criação visual, edição 3D e animações, investindo no aprendizado do nosso time, especialmente diante das novas tecnologias, além de inaugurar um novo estúdio de criação, já estruturado e mobiliado, com equipamentos e profissionais dedicados exclusivamente ao desenvolvimento de criações com uso de Inteligência Artificial, além de uma impressora 3D”, acrescenta o publicitário. “Nestes 20 anos, a Mapple se consolidou como uma agência reconhecida pelo alto nível criativo, profundidade estratégica e por um time que reúne profissionais jovens e experientes em todas as principais especialidades da comunicação: criação, animação, redação, planejamento, atendimento, desenvolvimento web, gestão de tráfego e assessoria de imprensa”, finaliza.
Comunicação digital entra em nova fase no Brasil, marcada por múltiplos canais e confiabilidade
Atender ligações desconhecidas, abrir mensagens promocionais ou clicar em links enviados por empresas passou a exigir cautela dos brasileiros. O aumento de golpes digitais, a repetição de comunicações genéricas e a dificuldade de identificar quem está do outro lado da tela transformaram o smartphone, principal meio de contato entre marcas e consumidores, em um ambiente marcado pela desconfiança. Esse movimento ocorre em um país cada vez mais conectado por dispositivos móveis. Dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), ligado ao NIC.br e à UNESCO, indicam que o Brasil reúne cerca de 159 milhões de usuários de internet, dos quais 96% acessam a rede diariamente ou quase todos os dias. O levantamento aponta, ainda, que 60% dos usuários utilizam exclusivamente o telefone como meio de acesso. Na prática, esse canal se tornou a principal porta de entrada para serviços, informações e atendimento, mas também o ponto mais sensível da relação entre empresas e pessoas. “Quando tudo acontece na palma da mão, qualquer ruído pesa mais. Se o consumidor não confia em quem está falando com ele, a conversa simplesmente não começa”, afirma Marcos Guerra, especialista em tecnologia e mensageria corporativa do Grupo Ótima Digital, referência nacional em mensageria e automação de comunicações, com mais de 20 anos de mercado. Diante desse cenário, empresas começam a rever estruturas baseadas em um único meio de contato. A tendência observada no mercado é a adoção de estratégias multicanais, que distribuem a comunicação e funções específicas ao longo da jornada. Um dos formatos que ganha espaço nesse processo é o RCS, padrão de mensagens nativas que permite interações mais estruturadas, com imagens, botões, confirmação de leitura e identificação clara do remetente. Um avanço dessa tecnologia é o formato P2A (Person to Application), que permite iniciar a conversa com empresas diretamente a partir de uma busca realizada no Google em dispositivos móveis. Ao pesquisar por um produto ou serviço, o usuário já encontra a opção de conversar por mensagem, encurtando o caminho entre interesse e interação. “Cada ponto de contato precisa cumprir um papel claro dentro da jornada, e formatos mais estruturados ajudam a organizar o início da conversa, oferecendo contexto, identidade e previsibilidade. O RCS se encaixa nesse ponto ao permitir comunicações nativas, verificadas e orientadas por interação desde o primeiro contato. Quando essa etapa é bem definida, a conversa evolui com mais fluidez e pode seguir naturalmente para outros canais ao longo da jornada”, aponta Guerra. A evolução das jornadas digitais também passa por reduzir fricções em etapas sensíveis da experiência. Em fluxos como cobrança e pagamento, por exemplo, pequenas quebras no processo ainda impactam diretamente o resultado. É nesse contexto que soluções aplicadas começam a surgir como resposta prática às mudanças de comportamento. A Ótima Digital, por exemplo, passou a integrar o botão de PIX Copia e Cola diretamente aos fluxos de cobrança via RCS, permitindo que o código seja acessado a partir da própria mensagem. A proposta é encurtar o caminho até a conclusão do pagamento, mantendo o usuário dentro de um fluxo organizado e reconhecível. Já a segurança e a regulamentação passaram a ocupar um papel importante nas estratégias de comunicação. Medidas como a Origem Verificada nas chamadas comerciais permitem identificação no momento da ligação e reduzem o uso de números falsos, dificultando práticas como spoofing e golpes telefônicos. A adoção da tecnologia já apresenta efeitos concretos. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), o índice de atendimento das chamadas aumentou entre 50% e 70% nos últimos meses de 2025 entre empresas associadas que passaram a utilizar o sistema desde o fim de 2024. “O dado mostra que o problema não era falta de interesse do consumidor, mas falta de confiança. Quando a identidade de quem liga está clara, a taxa de atendimento sobe imediatamente. A Origem Verificada é a porta de entrada a um novo patamar na relação por voz”, aponta Guerra. Na avaliação do especialista, a comunicação digital no Brasil caminha para um modelo mais integrado, reconhecível e orientado à experiência. “Deixa de ser apenas o envio de mensagens e passa a envolver a construção de conversas claras, seguras e distribuídas entre canais. As empresas que conseguem organizar essa jornada de forma consistente tendem a estar mais preparadas para um consumidor cada vez mais atento à confiança”, conclui.
NRF 2026: O varejo que vencerá em 2026 não será apenas o mais digital, mas o inteligente
A NRF 2026, maior evento global do varejo, consolida uma mudança estrutural na forma como o setor encara a Inteligência Artificial. O debate deixa de ser sobre adoção ou experimentação e passa a girar em torno de maturidade operacional. Para Fabrizzio Topper, diretor Quality Digital, “2026 não será sobre experimentar IA, mas sobre operar empresas como sistemas inteligentes, preditivos e agênticos”. Essa leitura sobre o mercado se dá nos bastidores da National Retail Federation Retail’s Big Show. Em Nova York, Fabrizzio Topper participa de uma agenda estratégica paralela à NRF, com visitas a big techs, hubs de inovação e centros onde a tecnologia já opera em escala real. A proposta é observar o que está funcionando fora dos palcos e traduzir esses sinais em inteligência prática para o varejo brasileiro. Segundo Topper, o setor já superou a discussão sobre se vai ou não usar IA e agora discute quem consegue operar negócios inteiros com esse nível de maturidade. Para ele, “o varejo não está mais discutindo se vai usar IA. Está discutindo quem consegue operar negócios inteiros como sistemas inteligentes”. O foco deixa de ser apenas transformação digital e passa a ser transformação operacional, econômica e cultural, aplicada diretamente em áreas como estoque, logística, pagamentos, capital de giro, experiência do cliente e margem. Nos encontros com executivos da Amazon Web Services (AWS), Google e parceiros globais, a IA aparece não como inovação estética, mas como resposta à impossibilidade humana de escalar decisões complexas. Casos apresentados mostram aplicações práticas como previsão logística antes da compra acontecer, automação de embalagens baseada em dados reais e operações híbridas entre pessoas e robôs guiadas por custo marginal. Esse movimento, segundo executivos da AWS, nasceu por necessidade. “A gente não começou a usar IA porque era bonito ou porque era tendência. A gente começou porque era impossível escalar sem ela”, diz comentou Thiago Couto , executivo da AWS. O consenso é que o principal gargalo não está nos modelos, mas na base que os sustenta. “Nada do que eu mostrei aqui é ciência de foguete. O problema quase nunca é o modelo, é dado mal tratado, mal governado ou inexistente”, complementa Thiago. Na avaliação de Topper, esse ponto explica por que muitos projetos não avançam nas empresas, já que “a complexidade não está no algoritmo. Está nos dados, na governança e nas decisões que as empresas evitam tomar”. Outro alerta recorrente nas conversas é a forma como a IA generativa entrou nas organizações, muitas vezes pressionada pelo hype e pelo comportamento do consumidor, sem conexão direta com estratégia, indicadores claros e retorno financeiro. Projetos desconectados de caixa, risco e eficiência tendem a não escalar, enquanto iniciativas ancoradas em problemas reais do negócio conseguem avançar. Nesse cenário, o varejo brasileiro surge como mais preparado do que imagina para essa nova fase. A necessidade histórica de operar em ambientes de juros elevados, ruptura logística e alta complexidade criou uma base de resiliência operacional que favorece a adoção de IA aplicada. Casos de automação comercial, prateleira infinita, logística orientada por dados e pagamentos invisíveis já demonstram ganhos concretos de eficiência e receita. Outro consenso que deve ser reforçado durante a NRF deste ano é que produto e preço se tornaram commodities. O diferencial competitivo passou a ser a experiência, que precisa ser simples, fluida e invisível. Antes de falar em inteligência artificial, os executivos reforçam a importância do básico. Como resumiu um executivo do Google, Alessandro Ramos Luz , executivo do Google , muito se “fala de inteligência artificial, mas antes disso é preciso garantir o básico: infraestrutura testada, site funcionando e jornada sem atrito”, lembrando que “não é o cliente que abandona o carrinho. É o varejista que deixa o cliente sem comprar”. O próximo salto do setor vai além da IA que responde perguntas. O varejo caminha para a era dos agentes, sistemas capazes de pesquisar, comparar, decidir, comprar e executar tarefas em nome dos consumidores. Esse movimento redefine conceitos como busca, funil de vendas e mídia, deslocando a competição da visibilidade para a capacidade de ser escolhido por máquinas que decidem por humanos. Esse novo cenário deve fazer com que governança, confiança, consentimento e rastreabilidade deixem de ser temas periféricos e passam a ocupar o centro da estratégia. Sem dados de qualidade, regras claras e decisões explicáveis, os modelos não escalam nem do ponto de vista técnico nem reputacional. Para Topper, o varejo que vai vencer não será necessariamente o mais tecnológico ou o mais ousado, mas o mais lúcido, capaz de conectar dados a decisões reais e usar a IA para reduzir complexidade antes de buscar crescimento.
Campanha de Natal da Ofner em parceria com a Siprocal impactou cerca de 100 mil pessoas durante 15 dias de campanha
Em um dos períodos mais relevantes para o varejo, a tradicional rede de confeitaria Ofner apostou em tecnologia para converter presença digital, principalmente no mobile, em visitas às lojas físicas. A campanha de Natal, desenvolvida pela agência Design Bridge em parceria com a Siprocal, empresa de tecnologia para publicidade digital em múltiplos dispositivos, utilizou integração de dados de comportamento e geolocalização para atrair consumidores aos 26 pontos de venda localizados no estado de São Paulo, resultando em um disparo para cerca de 100 mil usuários e quase mil visitas às lojas físicas num período de 15 dias. Nesse contexto, a Ofner buscou a Siprocal para repensar sua estratégia de fim de ano e criar um modelo de campanha capaz de converter intenção em presença física. A partir da parceria, foi possível trabalhar dados proprietários e mapear padrões de consumo, combinando informações de mobilidade, histórico de localização e perfis de interesse, tudo baseado no comportamento captado pelos próprios dispositivos dos consumidores. Esse cruzamento permitiu identificar públicos com maior propensão de visita e direcioná-los para as lojas ao longo da campanha. Segundo Rochelle de Pieri, Sales Manager da Siprocal, a estratégia permitiu que a campanha alcançasse, de forma precisa, os usuários que eram mais propensos a visitar as lojas. Em vez de apostar em alcance massivo, o foco esteve em ativar públicos mais qualificados, consumidores já engajados com a marca e perfis com histórico e comportamento compatíveis com a jornada de compra em questão. Isso garantiu uma comunicação mais assertiva e resultados mais consistentes para as lojas. “A distribuição da campanha foi guiada por uma inteligência de dados que permitia impactar consumidores no momento certo e no local correto por meio de notificações via push e peças de imagem e vídeo que seguiam o comportamento do consumidor”, comenta. Na visão da Ofner, o case reforçou a importância de utilizar a tecnologia a seu favor. “Ao contarmos com o apoio da Siprocal para utilizarmos os dados como nossos aliados, fomos capazes de ampliar a nossa competitividade no mercado e elevar a nossa performance nesta época do ano. Ao longo do processo, fomos capazes de acompanhar cada etapa da campanha de perto, otimizar e ajustar rotas quando necessário e, ainda, fortalecemos a conversão de tráfego, contribuindo para o desempenho das equipes de venda nas lojas”, conta Fernanda Perillo, Gerente de Marketing da Ofner. De acordo com Paula Freire, head of sales da Siprocal, a evolução do mercado exige que as marcas olhem cada vez mais para a importância de utilizar os dados a seu favor. “As ferramentas tecnológicas permitem que as marcas atinjam o seu público-alvo no momento certo e ainda acompanham de perto como esse impacto reflete diretamente na decisão de compra, seja ela física ou online. Este case mostra como as empresas são capazes de qualificar a sua audiência por meio de um entendimento detalhado do comportamento do consumidor em momentos chave ao longo do ano”, finaliza.
Além do monitoramento: o novo papel do SOC na defesa cibernética
por Felipe Guimarães, Chief Information Security Officer – CISO da Solo Iron Neste ano, o Brasil sofreu mais de 315 bilhões de tentativas de ataque cibernético apenas no primeiro semestre — número que representa cerca de 84% de todo o tráfego malicioso registrado na América Latina no período, de acordo com um levantamento da Fortinet divulgado em agosto passado. Com adversários fazendo uso crescente de IA para conduzir campanhas de phishing, ataques DDoS e exploração de vulnerabilidades em ambientes híbridos e multicloud, líderes de segurança corporativa se veem diante de uma encruzilhada: manter o SOC (Security Operations Center) da forma como está ou apostar em novas tecnologias e formas de trabalho que respondam à nova realidade. Grupos criminosos adotam táticas avançadas e combinam técnicas de Advanced Persistent Threat (APT) com ferramentas de IA para driblar as defesas tradicionais. Golpes que envolvem deepfakes ou phishing automatizado por IA tornam cada vez mais difícil distinguir o legítimo do malicioso. Ao mesmo tempo, a superfície de ataque das organizações se expandiu dramaticamente. Com ambientes de TI híbridos e multicloud, centenas de novos serviços e integrações são adicionados constantemente aos ecossistemas corporativos, abrindo brechas que muitas vezes são difíceis de monitorar. O problema é que grande parte dos SOCs atuais foi concebida para um contexto em que as ameaças eram baseadas em assinatura e o volume de eventos era controlável. Hoje, porém, a multiplicação de fontes de telemetria, tais como endpoints, nuvens, APIs, identidades, dispositivos IoT e aplicações SaaS, faz com que o volume de logs cresça de forma exponencial. Não se trata apenas de mais dados, mas de dados de naturezas distintas, com diferentes formatos, níveis de granularidade e relevância operacional. Ferramentas modernas de detecção e monitoramento, como EDRs, XDRs e soluções de observabilidade, coletam informações em tempo real e geram fluxos contínuos de telemetria que precisam ser correlacionados com ameaças conhecidas e comportamentos anômalos. Sem uma arquitetura de dados e automação adequadas, esse ecossistema torna-se difícil de orquestrar – e o SOC passa a lidar menos com ruído e mais com complexidade analítica. O desafio, portanto, deixou de ser filtrar falsos positivos e passou a ser transformar grandes volumes de logs em inteligência acionável com velocidade e contexto. E, quando os adversários passam a empregar IA para criar malwares praticamente indetectáveis, um SOC calcado apenas em esforço humano não consegue escalar na mesma proporção do risco. O resultado é um descompasso perigoso entre a capacidade defensiva e a velocidade com que as ameaças modernas atuam, evidenciando que manter o status quo não é mais sustentável. Uma das principais transformações em curso é a adoção do modelo de SOC as a Service, que redefine a forma como as empresas estruturam sua defesa cibernética. Diferente do modelo híbrido ou totalmente interno, o SOCaaS oferece monitoramento, detecção e resposta a incidentes 24×7 por meio de uma plataforma escalável e baseada em nuvem, administrada por especialistas em cibersegurança. Esse formato elimina a necessidade de manter infraestrutura local pesada e reduz o tempo de implantação, ao mesmo tempo em que garante acesso contínuo a tecnologias e analistas altamente especializados. Ao integrar telemetria proveniente de múltiplas camadas, o SOC as a Service consolida os eventos em um único datalake de análise, aplicando correlação e contextualização automatizadas com apoio de SOAR e machine learning. Assim, os alertas deixam de ser tratados de forma isolada e passam a compor narrativas completas de ataque, permitindo uma visão tática e antecipada das ameaças. Essa automação nativa reduz drasticamente o tempo médio de detecção (MTTD) e o tempo médio de resposta (MTTR), pontos críticos para conter ataques modernos que podem se propagar em minutos. Outro benefício do modelo é a atualização contínua da inteligência de ameaças. Fornecedores de SOCaaS normalmente operam com bases globais de threat intelligence, alimentadas por fontes de ciberinteligência regionais e internacionais. Essa atualização constante amplia a visibilidade sobre novas campanhas maliciosas, técnicas de exploração e indicadores de comprometimento (IoCs), garantindo que o ambiente corporativo permaneça protegido mesmo diante de vetores inéditos. Ao mesmo tempo, as plataformas de SOCaaS modernas integram recursos de análise comportamental (UEBA) e aprendizado contínuo, permitindo identificar padrões anômalos e prevenir movimentos laterais antes que evoluam para incidentes graves. Mais do que uma modernização tecnológica, a adoção de modelos de SOC as a Service representa um novo paradigma de defesa cibernética. O CISO que ainda vê o SOC apenas como um centro de monitoramento precisa agora encará-lo como um núcleo de inteligência e antecipação, sustentado por automação, correlação de dados e aprendizado de máquina.
Convert anuncia Felipe Gasparetto como novo diretor-executivo de Martech e Insights
A Convert, empresa de soluções de digital business e performance do Grupo Dreamers, anuncia a chegada de Felipe Gasparetto como novo diretor-executivo de Martech e Insights. Com mais de 15 anos de experiência nas áreas de marketing digital e tecnologia, o executivo passa a liderar o segmento na companhia e se reportará à Livia Marquez, Chief Managing Director da organização. Ao longo de sua trajetória, Gasparetto conduziu iniciativas em empresas como Nike, WebMotors, Via Varejo e OLX, onde atuou na estruturação de ecossistemas de dados e na integração entre tecnologia, mídia e estratégia de negócio. Na Convert, o trabalho será focado em mensuração de performance, analytics, CRM, SEO/GEO e automação. “A Convert tem um jeito muito próprio de pensar performance com profundidade, visão de negócio e foco em resultado. Meu objetivo é acelerar ainda mais essa inteligência, usando dados e tecnologia para conectar estratégia, execução e resultado.”, comenta Gasparetto. “A chegada do Felipe reforça o nosso compromisso em aprofundar a atuação em inteligência e capacidade analítica, de forma integrada à estratégia. Ele traz uma bagagem relevante em grandes operações e contribui diretamente para o momento de evolução da Convert dentro do Grupo Dreamers”, pontua Lívia.
O fim do feudalismo digital: a “liberdade” pode ser apenas uma gaiola dourada
Por André Cruz, CEO da Digital Manager Guru* Vivemos sob uma ilusão confortável. Acreditamos que, ao criar uma conta em uma grande plataforma, subir alguns produtos e começar a vender, nos tornamos empresários. Donos do próprio destino. Mas, se formos brutalmente honestos, e a honestidade é o único caminho para a sobrevivência, a maioria não é dona de nada. Na melhor das hipóteses, é serva em um ‘feudo digital alheio’. No feudalismo medieval, o servo trabalhava na terra do senhor, entregava uma parte substancial da colheita e, em troca, recebia “proteção” e o direito de continuar existindo naquele solo. Hoje, trocamos a terra por “tráfego” e a colheita por “taxas percentuais”. O pacto permanece o mesmo: você trabalha, investe, e corre o risco. O senhor feudal, a plataforma, cobra o pedágio, dita as regras, e, se o castelo “falir”, retém os seus lucros. Isso não é empreendedorismo, e sim servidão remunerada. Mas algo mudou a atmosfera do mercado. Existe uma vibração que os desatentos ignoram, mas que os visionários já sabem. É o som das correntes se partindo. O e-commerce brasileiro não está apenas crescendo; ele está amadurecendo e se rebelando. Os dados recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) são a prova cabal dessa insurreição silenciosa. Em 2024, o setor movimentou R$225 bilhões, mas o dado que realmente importa é este: 30% desse volume, cerca de R$67 bilhões, veio das micro e pequenas empresas. O que esses números gritam é que o pequeno não precisa mais pedir licença para o gigante. Esses R$67 bilhões não foram gerados por quem aceita passivamente deixar 10%, 15% ou 20% da sua margem na mesa em troca de “facilidade”. Foram gerados por quem entendeu que a tecnologia deve ser uma ferramenta de libertação, não de aprisionamento. A provocação que faço aqui é a seguinte: quando você paga uma taxa percentual sobre a venda para uma plataforma, não está apenas perdendo dinheiro, mas financiando o seu próprio carcereiro, e pagando para que eles tenham mais dados sobre o seu cliente do que você. Para que treinem algoritmos que, amanhã, oferecerão o produto do seu concorrente para a audiência que você pagou para conquistar. No modelo dependente, o seu sucesso alimenta o sistema que, eventualmente, tornará você obsoleto. O e-commerce independente, ou o que prefiro chamar de “Comércio Soberano”, é a resposta filosófica e prática a esse cenário. Não é apenas sobre fugir de taxas abusivas (embora isso seja vital para a saúde do caixa), e sim sobre Soberania de Dados. Num mundo onde a atenção é o novo petróleo, terceirizar a relação com o cliente é suicídio estratégico. Quem opera de forma independente não constrói apenas vendas, constrói ativos. O mito da complexidade e a barreira da preguiça Vejo muitos empreendedores paralisados pelo mito da complexidade técnica. “Não sou programador, não sei configurar servidores”. A boa notícia é que esse argumento morreu. Hoje, existem plataformas de vendas e integração que conectam tudo, checkout, logística, marketing, sem que você precise escrever uma única linha de código. A tecnologia já foi democratizada e simplificada. O que dá trabalho de verdade não é a operação, é a migração. Porque as plataformas do modelo “só pague se vender” desenham seus sistemas para serem gaiolas perfeitas. Exigem exclusividade no processamento de pagamentos, dificultam a exportação da sua base de clientes e criam barreiras técnicas propositais para impedir integrações externas. A dificuldade não está em ser independente, mas em conseguir sair da dependência que criaram. Elas contam com a sua preguiça de enfrentar essa transição para continuar mordendo seu faturamento. Mas vencer essa barreira de saída é o único caminho para recuperar o lucro e, finalmente, sair da escravidão digital. A revolução dos neobancos já nos ensinou que é possível ter serviços melhores, mais justos e transparentes sem se curvar às instituições seculares que lucravam com a nossa inércia. O e-commerce vive agora o seu momento de ruptura. Estamos vendo o surgimento de uma nova classe de comerciantes: ágeis, donos de seus dados, obcecados por margem de lucro real (e não métricas de vaidade) e, acima de tudo, livres. Eles entenderam que autonomia não é um luxo, é uma estratégia de defesa e ataque. Se você ainda está confortável pagando para operar no terreno dos outros, cuidado: o inverno chega para todos os inquilinos. Mas para os donos da terra, para os soberanos de suas operações, o futuro nunca foi tão promissor. A pergunta não é se você vai migrar para o modelo independente, mas se vai fazer isso enquanto ainda tem caixa para investir na sua liberdade, ou vai esperar até que o algoritmo decida que o seu negócio não é mais necessário. A escolha, como sempre, é sua. A pílula azul da conveniência cara, ou a pílula vermelha da responsabilidade lucrativa? Bem-vindo ao mundo real. *André Cruz possui mais de 20 anos de experiência em criação de soluções inteligentes por meio de sistemas, além de sólida trajetória no setor de e-commerce. Atuou como Gerente de Relacionamento na VTEX, onde desenvolveu estratégias para otimizar operações de e-commerce; foi Sócio e Gestor de TI do BioStore Ecommerce Group, consultoria especializada em e-commerce, sendo o primeiro parceiro 100% nacional da Magento. A frente da Digital Manager Guru, plataforma de vendas online que centraliza tudo o que é necessário para uma estratégia digital eficaz, incluindo checkouts de alta conversão, métricas e indicadores, ROI em tempo real e centenas de integrações com ferramentas de marketing e pós-vendas. A empresa cria um ecossistema completo para turbinar vendas online, movimentando mais de R$3 bilhões por ano e com atuação no Brasil, Europa e Estados Unidos.
2025: o ano em que o risco cibernético virou risco de negócio
Por Marta Helena Schuh O ano de 2025 já pode ser considerado um divisor de águas no que diz respeito à escalada de ataques cibernéticos. A combinação de IA, automação e redes globais interconectadas transformou o risco em algo quase inevitável. Esse novo cenário de ameaças ganhou força à medida que grupos criminosos passaram a mirar alvos de alto impacto — varejo, provedores de serviços, infraestrutura crítica, saúde e logística — ampliando não só o alcance das investidas, como também o potencial de destruição. De acordo com dados da Check Point Research Technologies, no segundo trimestre de 2025, a média global de ataques cibernéticos por organização atingiu 1.984 ataques por semana. Na América Latina, o avanço foi acentuado: 2.803 ataques semanais, um aumento de 5% em relação ao ano anterior, com o Brasil concentrando grande parte das ocorrências. No país, o incidente mais emblemático foi o ataque à C&M Software, intermediária do Pix, considerado o maior já registrado contra o sistema financeiro brasileiro. Cibercriminosos conseguiram comprar as credenciais de um funcionário terceirizado, obtendo acesso aos sistemas da empresa e vazando 392 GB de dados. O prejuízo estimado ultrapassou R$1 bilhão, mostrando como falhas humanas e vulnerabilidades na cadeia podem transformar um incidente em crise financeira. O ataque à C&M Software não foi um ponto isolado. Em 2025, outras ofensivas também expuseram a dimensão global do problema. No Reino Unido, a Marks & Spencer teve seus sistemas de pagamento e logística comprometidos, resultando em paralisações, atrasos e perdas milionárias; a Salesforce, uma das maiores provedoras globais de SaaS, foi alvo de um incidente que expôs dados sensíveis e interrompeu operações de diversas pequenas e médias empresas em múltiplos países. Na Europa, hospitais sofreram ataques coordenados, evidenciando que que infraestruturas críticas permanecem vulneráveis mesmo diante de alertas contínuos. Os ataques extrapolaram as grandes empresas e serviços digitais: o roubo do Museu do Louvre, facilitado pelo uso de senhas fracas, tornou-se um símbolo da fragilidade humana como vetor de ataque. Em um ano marcado por invasões cada vez mais sofisticadas, foi justamente uma senha banal que expôs uma das instituições mais visitadas do mundo. No setor de transporte, ataques a prestadores de serviços de TI para companhias aéreas geraram caos em aeroportos europeus, com atrasos e cancelamentos massivos. O episódio expôs a vulnerabilidade da cadeia de mobilidade global quando um elo falha. Esses eventos não têm em comum apenas a escala ou o nível técnico. O que os une é a exploração de fragilidades estruturais: dependência excessiva de terceiros, cadeias de fornecedores complexas, falhas de gestão, sistemas legados e controles de segurança insuficientes. Por mais robusto que seja o núcleo de uma empresa, a vulnerabilidade pode vir de fora. A cadeia digital inteira deve ser considerada, com governança de terceiros como prioridade. Percebe-se uma clara evolução qualitativa nas táticas utilizadas: RaaS, infostealers, deepfakes e spear phishing impulsionado por IA tornaram os ataques mais dinâmicos e difíceis de detectar. Diante desse cenário, os fundamentos da cibersegurança — antivírus atualizado, firewall configurado, backups e autenticação multifatorial — continuam essenciais, mas já não bastam. A resposta estratégica exige mapeamento da cadeia, avaliação contínua de riscos, due diligence de fornecedores, auditorias e instrumentos de transferência de risco, como o seguro cibernético. A resposta não pode mais ser reativa. É hora de as empresas brasileiras tratarem a segurança cibernética como prioridade estratégica. Para CIOs e CISOs, o momento exige ação concreta. O ano também mostrou que prevenir não é suficiente. É indispensável estar preparado para responder não apenas com bons planos de ação, envolvendo fornecedores de TI e provedores de serviços — os quais incluem suporte jurídico e comunicação —, mas também com o preparo financeiro que o tema requer. O risco cibernético não é uma questão mais de TI e sim uma questão estratégica de negócios. Isso se tornou um ponto de discussão no nível de conselho. As organizações que ignoraram essa prioridade enfrentaram paralisações, danos reputacionais profundos e perdas financeiras consideráveis. O papel do seguro cibernético está evoluindo de uma rede de segurança financeira para um parceiro estratégico de gestão de riscos. As empresas mais bem-sucedidas veem o seguro não como um mero item a ser marcado na lista de requisitos, mas como um componente integral de um ecossistema de resiliência. O legado de 2025 é simples: segurança cibernética não é custo, é competitividade. Organizações que tratam proteção como investimento e que reconhecem a responsabilidade compartilhada entre empresa e fornecedores serão as que atravessarão 2026 com mais resiliência. * Marta Helena Schuh, é Diretora de Seguros Cibernéticos e Tecnológicos na Howden Brasil
A bolha do tráfego pago: será que ainda vale a pena escalar campanhas em 2026?
O tráfego pago, historicamente uma das principais alavancas de crescimento para empresas e agências, enfrenta um cenário cada vez mais complexo. Embora os gastos com publicidade digital continuem crescendo globalmente, o custo por aquisição de clientes e lead tem se mostrado um desafio crescente para quem depende exclusivamente de anúncios pagos para escalar negócios. Quando se fala em campanhas no Google, Meta ou outras plataformas, a pergunta que se repete é se esse modelo ainda compensa em 2026 diante da evolução dos custos, da concorrência e da fragmentação do público. Robson V. Leite é mentor especializado em estruturação e performance para negócios digitais, com ampla experiência na implantação de modelos de crescimento sustentável para agências e empreendedores. Autor de metodologias aplicadas em milhares de operações, ele acompanha há anos a evolução das estratégias de aquisição de clientes e o papel do tráfego pago no contexto mais amplo do marketing digital. Dados de benchmarks globais indicam que os custos de publicidade continuam relevantes, mesmo em um cenário de maior maturidade de mercado. Relatórios recentes mostram que o investimento em publicidade digital representará mais de 69% de todo o gasto global em mídia, com previsão de que a cifra ultrapasse US$ 850 bilhões até 2026, um sinal de que a dependência de canais pagos segue alta, mesmo com desafios de custo e retorno. Porém, esse cenário apresenta um paradoxo: ao mesmo tempo em que há mais dinheiro aplicado em mídia digital, os custos médios por lead e por aquisição tendem a aumentar, impactando margens e previsibilidade financeira. Segundo dados de mercado, o Custo por Lead (CPL) médio para empresas em 2025 foi projetado em cerca de US$ 84, com o Google Ads registrando uma média de aproximadamente US$ 70 por lead, enquanto plataformas como LinkedIn ficaram ainda mais caras. Para Robson, isso exige mais do que simplesmente aumentar o orçamento. “A tendência de custo por aquisição crescer é resultado direto da competição por espaço e atenção. Em ambientes com mais anunciantes, quem não estrutura a operação e o funil de conversão adequadamente paga caro por campanhas que produzem retorno baixo ou inconsistente. Crescer com tráfego pago sem modelo por trás não é escalar, é queimar caixa”, afirma. Outro ponto que reforça essa visão é a necessidade de olhar além da simples execução de campanhas. À medida que plataformas e algoritmos evoluem, a eficácia dos anúncios depende cada vez mais da qualidade do criativo, da segmentação, da jornada do cliente e da integração com outros canais orgânicos e próprios. A simples otimização de lances em Google ou Meta não garante retorno sustentável se não houver alinhamento estratégico de toda equipe. Dentro desse contexto, muitas empresas estão revendo sua dependência do tráfego pago, buscando complementar suas estratégias com abordagens que ampliem ou reforcem outras fontes de demanda. Entre elas estão investimentos em conteúdo orgânico, SEO, comunidades, e ações que reduzam a dependência de custos elevados por clique. Isso não significa o fim do tráfego pago, mas sim uma reconfiguração da sua função no ecossistema de marketing. Em 2026, a escalabilidade deve ser medida pela equação entre custo, retorno financeiro e sustentabilidade operacional, e não apenas pelo volume de anúncios. Nesse novo quadro, os modelos de aquisição que combinam mídia paga com estruturas internas robustas tendem a apresentar desempenho mais equilibrado, com menos volatilidade e maior previsibilidade de crescimento.
Anúncios mais caros em 2026: quando o imposto expõe a falta de estratégia no tráfego pago
Por Marcelo Freitas 2026 ainda nem começou, mas já impõe uma mudança que deve alterar de forma significativa a maneira como as empresas investem em mídia digital. A partir de janeiro, a Meta passará a repassar aos anunciantes brasileiros os impostos que antes absorvia. O efeito prático é direto: anunciar no Facebook e no Instagram ficará, em média, cerca de 12,5% mais caro. Para quem imaginava que o ambiente digital oferecia algum tipo de blindagem contra novos encargos, a notícia funciona como um alerta. Não se trata apenas de um ajuste contábil ou de um detalhe técnico na fatura. O imposto passa a interferir diretamente no volume real de mídia entregue, no custo por aquisição e, principalmente, na margem dos negócios que dependem fortemente do tráfego pago para crescer. O ponto mais sensível é que esse aumento não traz nenhuma contrapartida em performance. O anunciante pagará mais para disputar o mesmo espaço em um leilão que já vinha se tornando mais concorrido e caro nos últimos anos. Se o orçamento não for revisto, menos dinheiro chegará à mídia. O resultado tende a ser previsível: queda no alcance, menos conversões e um CPA mais alto. Esse impacto costuma aparecer de forma silenciosa. Muitas empresas só percebem o problema quando os resultados começam a piorar, sem entender exatamente o motivo. Um orçamento mensal que antes sustentava determinado volume de leads passa a ser corroído por impostos, reduzindo a eficiência geral da operação. Para negócios de médio porte, que operam com margens ajustadas, essa diferença pode comprometer o retorno sobre investimento e até inviabilizar campanhas que antes eram sustentáveis. Nesse novo cenário, planejar deixa de ser uma recomendação e passa a ser uma exigência básica. Não basta simplesmente aumentar o orçamento em 12,5%. É necessário entender como cada etapa do funil responde ao custo da mídia. Quanto mais caro fica o clique, mais caro se torna cada falha do processo. Landing pages mal estruturadas, ofertas genéricas e funis rasos deixam de ser apenas ineficientes e passam a representar desperdício direto de dinheiro. O próprio algoritmo das plataformas deixa isso claro. Ele aprende a partir dos sinais que recebe. Se a empresa insiste em otimizar campanhas apenas para cliques ou conversas superficiais, continuará atraindo curiosos. Com o custo da mídia mais alto, esse erro se torna ainda mais caro. A eficiência passa a depender da capacidade de qualificar melhor o tráfego, otimizar conversões reais e devolver às plataformas informações que indiquem quem, de fato, vira cliente. Outro ponto que ganha força com esse aumento é a necessidade de reduzir a dependência de um único canal. Durante muitos anos, o Meta Ads foi tratado como solução quase universal para aquisição de clientes. Com os custos em alta, essa concentração se mostra arriscada. Diversificar não significa abandonar Facebook ou Instagram, mas avaliar com mais critério onde o investimento gera melhor retorno. Plataformas como Google Ads, TikTok e até estratégias de SEO e conteúdo orgânico passam a ter papel estratégico na composição do custo médio de aquisição. O melhor canal deixa de ser o mais popular e passa a ser aquele que entrega resultado dentro da realidade de cada negócio. Essa análise exige testes, leitura de dados e uma visão mais ampla do marketing como sistema, e não como execução isolada. No fim das contas, o repasse do imposto funciona como um catalisador. Ele não cria o problema, apenas escancara fragilidades que já existiam. Empresas que sempre trataram tráfego pago como gasto, sem planejamento e sem integração com o funil de vendas, sentirão o impacto de forma mais dura. Já aquelas que encaram mídia como investimento estratégico terão mais condições de absorver o aumento e se adaptar. O custo da publicidade digital sobe, mas a responsabilidade de quem anuncia sobe junto. Em 2026, não será o imposto que separará quem cresce de quem fica pelo caminho. Será a capacidade de planejar, otimizar e tomar decisões estratégicas em um ambiente cada vez mais caro e competitivo. *Marcelo Freitas é bacharel em Ciência da Computação, consultor de tráfego pago e fundador da Spot-A Marketing. É expert em tráfego pago estratégico para empresas que buscam captar leads e vender através da Internet.
2026: o ano da (in)tolerância regulatória no setor digital
Por Alexander Coelho A ANPD não fez um anúncio. Fez um aviso. Com a divulgação do Mapa de Temas Prioritários para 2026–2027 e da atualização da Agenda Regulatória 2025–2026, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados deixou explícito onde pretende agir, fiscalizar e, se necessário, sancionar. Não há subtexto. Há direção. Direitos dos titulares, proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, uso de dados pelo Poder Público e inteligência artificial não aparecem como intenções genéricas. São os pontos em que a retórica de conformidade costuma falhar quando confrontada com a realidade operacional. O recado é simples e desconfortável: 2026 não será o ano da tolerância regulatória. A estratégia é clara, primeiro orientar e estruturar o marco regulatório, depois cobrar com densidade técnica e institucional. Quem interpretar esse movimento como “tempo extra” está, na verdade, apenas adiando o problema. A era das políticas decorativas está se encerrando. O que passará a importar é a capacidade de demonstrar decisões responsáveis, governança efetiva, gestão de riscos e integração real entre dados, tecnologia e direitos fundamentais. Compliance deixou de ser um item defensivo para relatórios anuais. Passou a ser critério de maturidade institucional. Quando a fiscalização chegar, não será uma prova de intenção, mas de evidência. A proteção de dados no Brasil entrou na fase adulta. E, nessa fase, ninguém é surpreendido, apenas cobrado. *Alexander Coelho – sócio do Godke Advogados, advogado especializado em Direito Digital, IA e Cibersegurança. CIPM (Certified Information Privacy Manager) pela IAPP (International Association of Privacy Professionals). É membro da Comissão de Privacidade e Proteção de Dados e Inteligência Artificial (IA) da OAB/São Paulo. Pós-graduado em Digital Services pela Faculdade de Direito de Lisboa (Portugal).
Política, esporte e segurança pública lideraram as conversas digitais em 2025, aponta Timelens
Política, esportes, segurança pública e violência estiveram entre os principais assuntos comentados no universo digital em 2025. É o que aponta um levantamento feito pela Timelens, empresa de tecnologia e inteligência de dados, do ecossistema FutureBrand São Paulo, que mapeou 15 dos principais temas presentes no dia a dia e no feed dos brasileiros e seus respectivos volumes de conversas digitais em redes sociais, notícias e fóruns até 15 de dezembro de 2025, totalizando milhões de menções. Em 2025, o tema de política registrou 125,4 milhões de menções, permanecendo como o tema dominante, enquanto esportes somaram 61,3 milhões e segurança pública e violência alcançaram 35,44 milhões de menções, ultrapassando entretenimento em relevância. Trabalho, entretenimento, educação, tecnologia e IA, economia, religião, transporte, saúde pública, clima, saúde mental, cansaço e golpes digitais completam a lista dos 15 grandes eixos de conversa medidos pelo estudo. Segurança pública em alta Um dos principais destaques da retrospectiva é a ascensão da pauta de segurança pública, que saiu da sexta posição em 2024 para o terceiro lugar em 2025 entre os temas mais comentados. Casos como o “Caso Vitória”, a denúncia do “Felca” e uma megaoperação no Rio de Janeiro, descrita como uma das maiores da história, ajudaram a impulsionar menções, buscas e a percepção negativa em torno do tema. “O crescimento expressivo pelo assunto nas redes reflete uma combinação de medo cotidiano e exposição constante a episódios de violência e uma sensação de vulnerabilidade que atravessa diferentes classes sociais. Quando casos ganham grande repercussão nas redes e na mídia, eles deixam de ser episódios isolados e passam a simbolizar uma preocupação coletiva com a capacidade do Estado de garantir proteção”, afirma Renato Dolci, Diretor de Dados da Timelens. Economia, custo de vida e inflação Economia, por sua vez, foi o tema que mais cresceu em menções e buscas de um ano para o outro, impulsionado por discussões sobre o “tarifaço” anunciado por Donald Trump, a alta do café e o aumento do IOF. Perguntas como “Por que o café está caro?” apareceram entre as mais buscadas, mostrando como o impacto direto no bolso do consumidor pautou o interesse do público ao longo de 2025. Entretenimento, esportes e ícones do ano Entretenimento e esportes seguiram na liderança entre os temas com mais menções de sentimento positivo, impulsionados por feitos como o Oscar de “Ainda Estou Aqui” e pelo interesse em grandes clubes e competições, como o Mundial de Clubes, PSG e Chelsea, que figuraram entre as maiores buscas do ano. No campo das personalidades, João Fonseca foi a figura mais buscada de 2025, enquanto Donald Trump apareceu como a segunda personalidade mais pesquisada. Sentimentos, exaustão e queda do clima No polo negativo, cansaço, burnout e exaustão se destacaram entre os temas com maior proporção de menções negativas, ao lado de segurança pública e da crise de adulteração de bebidas por metanol, que ganhou grande repercussão nas conversas. Em contrapartida, clima e desastres naturais foi o tema que mais perdeu espaço em volume de menções em relação a 2024, ano marcado por eventos extremos como as inundações no Rio Grande do Sul e o furacão Milton, que não se repetiram na mesma intensidade em 2025. “O contraste entre o alto engajamento positivo em entretenimento e esportes e o crescimento de menções ligadas ao cansaço e à exaustão revela um comportamento típico de períodos de tensão social: ao mesmo tempo em que a sociedade busca distração e pertencimento, ela também expressa fadiga, ansiedade e preocupação com o cotidiano”, encerra Renato.
Nova tecnologia de checkout recupera até 64% de carrinhos abandonados no e-commerce
Varejistas brasileiros registram aumento de até 64% na recuperação de carrinhos abandonados após adotar o Checkout 3.1 da Yever, empresa especializada em soluções de checkout inteligente para e-commerces brasileiros, segundo levantamentos internos da empresa. A tecnologia também tem permitido reduzir em até 27,5% o CAC (Custo de Aquisição de Cliente) e em até 25% o CPA (Custo por Ação). Os números, observados principalmente nos setores de moda e cosméticos, colocam a tecnologia como alternativa imediata para operações pressionadas pelo encarecimento da mídia digital e pela necessidade de decisões mais rápidas e precisas no e-commerce. Com a disputa por atenção cada vez mais cara, impulsionada pelo aumento de 12,88% no CPC do Google Ads em 2025, segundo levantamento da LocaliQ, e pelo reajuste de 12,15% anunciado pela Meta para 2026, a precisão dos dados tornou-se determinante para a eficiência das campanhas. Nesse ambiente de custos crescentes e queda de previsibilidade, varejistas têm buscado tecnologias que ofereçam mensuração mais confiável e reduzam a dependência da mídia paga. É nesse contexto que o Checkout 3.1 da Yever, integrado e aprovado por Google Ads e Meta Ads, ganhou força ao permitir que lojistas recuperem visibilidade sobre conversões e operem com maior controle sobre o funil de compra. A tecnologia combina a fluidez do modelo one page com a dinâmica do processo de pagamento em três etapas, criando uma experiência adaptada ao estilo de consumo do público brasileiro. Ao unir a simplicidade de uma página única, que elimina carregamentos e torna a experiência mais rápida, com a lógica de progressão do formato em etapas, que utiliza elementos de gamificação para gerar sensação de avanço, o sistema cria uma jornada mais intuitiva, contínua e eficiente. Como resultado, os abandonos diminuem e o desempenho das vendas online se eleva, reforçando o impacto estratégico do fluxo de finalização de compra para o e-commerce. Para Andrews Vourodimos, CEO e fundador da Yever, a adoção de checkouts inteligentes reflete uma mudança estrutural no varejo digital brasileiro. “Com os custos de publicidade em alta, rastrear conversões com precisão se tornou essencial para reduzir CAC e garantir sustentabilidade”, afirma. Segundo ele, operações que integram dados de CRM, mídia e processo de pagamento já têm ampliado vendas, reduzido desperdício e aumentado a previsibilidade das campanhas, resultado direto de uma arquitetura mais robusta de dados proprietários, tendência acelerada pelo fim dos cookies e pelas novas regras de privacidade. O avanço dessas tecnologias indica que o checkout deixou de ser apenas a etapa final da jornada de compra e passou a ter papel estratégico, influenciando desde o custo de aquisição até a qualidade das informações para decisões de negócio. “Soluções inteligentes de finalização de compra já não são apenas um diferencial, mas um elemento central para que os e-commerces operem com eficiência e previsibilidade”, afirma Andrews. A tendência é que essas soluções se consolidem como padrão do setor, impulsionando operações mais precisas, reduzindo perdas e fortalecendo e-commerces sustentados por dados em tempo real.
Passar menos tempo nas redes sociais está entre as 10 principais metas dos brasileiros para 2026

Pesquisa feita pela Toluna com cerca de 800 brasileiros entre 17 e 18 de dezembro de 2025 buscou entender se o brasileiro traça metas para o próximo ano e quais são elas. O resultado mostra que 27% pretendem diminuir o tempo de tela em rede social, sendo que entre eles, 65% pretendem gastar menos tempo no Instagram em 2026, 52% no Facebook, 45% no Tik Tok, 42% no Youtube e 31% no X (Twitter). A pesquisa também mostra que 64% dos brasileiros traçaram alguma meta de ano novo, número que chega a 69% entre os mais jovens (de 18 a 34 anos), e 91% estão confiantes de que vão conseguir cumpri-las. No ano anterior, 75% disseram ter feito resoluções para 2025, mas apenas 21% afirmam que conseguiram cumprir todas essas resoluções, enquanto 72% disseram cumprir algumas e 7% não cumpriram nenhuma. De modo geral, o brasileiro está otimista para o próximo ano, já que 91% dos entrevistados acreditam que sua vida será um pouco ou muito melhor do que 2025. Sobre a Toluna A Toluna é líder global em pesquisa e insights, apoiando empresas na tomada de decisões mais inteligentes, rápidas e baseadas em dados. Ao longo de 25 anos, firmou parcerias com algumas das maiores marcas do mundo, combinando tecnologia proprietária, um portfólio completo de soluções, um painel global robusto e uma equipe internacional de especialistas. Desde 2019, a Toluna vem investindo fortemente em inteligência artificial para acelerar a entrega de insights e ampliar a compreensão dos mercados em escala. Com presença em mais de 70 países e mais de 40 escritórios pelo mundo, incluindo São Paulo e Cidade do México, a Toluna está na vanguarda da evolução do setor. Saiba mais em www.tolunacorporate.com.
Empreender no digital: cinco passos para transformar conhecimento em negócio em 2026
O fenômeno da creator economy está passando por uma transformação silenciosa. Os criadores que antes apenas produziam conteúdo começam agora a estruturar verdadeiros negócios digitais. Esse novo perfil tem até nome – creator founder – criador que alia conteúdo, propósito, comunidade e estrutura de negócio para transformar conhecimento em impacto real. De acordo com dados da Goldman Sachs, esse mercado deve movimentar US$ 480 bilhões até 2027 no mundo. No Brasil, plataformas como a Kirvano já reúnem 2,4 milhões de infoprodutores cadastrados e mais de 140 mil cursos publicados, mostrando o apetite de quem transforma conhecimento em negócio. Para Alexandre Brito, co-ceo da Kirvano, esse novo perfil empreendedor vai além da influência superficial. São pessoas que estruturam cursos, formam comunidades engajadas, desenvolvem modelos de assinatura, organizam processos, formam equipes de apoio e têm visão de longo prazo. “Empreender no digital hoje requer mais do que audiência: é preciso visão de negócio, processos e ferramentas adequadas. O público não quer só consumir conteúdo, ele quer aprender e transformar a própria vida. Esse é o motor do novo criador: propósito aliado à estrutura de negócio”, afirma Brito. Acompanhe a seguir cinco pontos fundamentais para quem quer dar o primeiro passo: Antes de pensar em tecnologia, defina o que você quer ensinar e por quê. O público busca mais do que conteúdo: procura transformação e propósito. Criadores com narrativa clara tendem a formar comunidades mais engajadas. Cursos, aulas ou workshops precisam ter formato, cronograma e proposta de valor bem definidos. Plataformas especializadas oferecem áreas de membros, checkouts inteligentes e sistemas de pagamento diversificados, que simplificam essa etapa e aumentam conversões. Mais do que vender, empreender no digital significa criar vínculos. Espaços de interação, grupos de apoio e comunicação próxima fortalecem a confiança e aumentam a recorrência de vendas. Ferramentas como recuperação de carrinhos abandonados, relatórios em tempo real e meios de pagamento variados (Pix, cartão, carteiras digitais) podem ser decisivos para a performance de um negócio digital. O novo perfil do empreendedor digital, o chamado creator founder, já não atua sozinho: estrutura times, processos e visão de longo prazo. Essa mentalidade diferencia quem apenas publica conteúdos de quem constrói negócios sustentáveis. “O criador digital precisa se enxergar como empreendedor. Propósito é essencial, mas é a combinação de estratégia, comunidade e tecnologia que transforma conhecimento em impacto real”, completa Brito.