Uso de IA na publicidade reduz custos e aumenta performance do investimento digital, afirma especialista

O mercado de investimentos digitais no marketing tem apresentado crescimento consistente, impulsionado pela digitalização do consumo e pela necessidade de maior eficiência na alocação de budgets (orçamento) de mídia. Segundo o relatório “Small Business Now, da Constant Contact”, até o fim de 2026 mais de 80% das pequenas empresas devem utilizar ferramentas de inteligência artificial (IA) no marketing. Isso evidencia a consolidação da IA como elemento central das estratégias digitais. No Brasil, pesquisa da ABStartups em parceria com a Leadlovers aponta reduções de até 45% no Custo de Aquisição de Clientes (CAC) com o uso de automação de marketing em 2025. O avanço desses indicadores reforça a consolidação do investimento em novas tecnologias como eixo estratégico no planejamento de mídia, especialmente em um cenário de diversificação de canais e maior rigor na comprovação de retorno sobre investimento. Diante disso, a multiplicidade de pontos de contato com o consumidor ampliou a complexidade das decisões de investimento em publicidade. A compra automatizada de mídia, baseada em dados e segmentação avançada, permite ajustes em tempo real, maior precisão no direcionamento de mensagens e redução de desperdícios orçamentários. Assim, a diversificação de investimentos também começa a passar em agentes de IA personalizados. A discussão ganha relevância à medida que marcas buscam comprovar retorno sobre investimento com maior rigor analítico. Para Cintia de Freitas, CEO da Datta Büsiness, startup brasileira especializada em marketing orientado a dados, a evolução dos agentes de IA alteram a lógica tradicional de investimento em mídia. “A alocação de budgets passa a ser orientada por dados e performance em tempo real, o que exige maturidade analítica e integração entre tecnologia e estratégia de marca”, afirma. Segundo a especialista, compreender o impacto dessa transformação é essencial para maximizar resultados. “Os Agentes de IA, quando bem estruturados, contribuem para reduzir dispersões, melhorar a segmentação e elevar o retorno sobre investimento, especialmente se for utilizado tratamento de dados para o uso adequado dos agentes, como fazemos aqui na Datta”, conclui.

IA deixa fase de experimentação e se torna indispensável para 82% dos profissionais de publicidade, mostra pesquisa do IAB Brasil

O uso de inteligência artificial na publicidade já ultrapassou a fase de experimentação e passa a ocupar um papel cada vez mais estrutural nas operações do setor. Hoje, 82% dos profissionais consideram a tecnologia indispensável para o trabalho, de acordo com a segunda edição da pesquisa “Decodificando os desafios da IA no mercado de publicidade digital”, realizada pelo IAB Brasil em parceria com a Nielsen. Esse resultado representa um salto em relação aos 69% registrados no estudo de 2025. O avanço não está apenas na percepção, mas também na maturidade de uso. O percentual de empresas que utilizam IA há três anos ou mais cresceu de 67% para 88%, indicando que a tecnologia já está incorporada às rotinas e processos do setor. Apesar dessa consolidação, os principais ganhos percebidos ainda estão concentrados na dimensão operacional, como eficiência (80%) e velocidade (79%). Ao mesmo tempo, cresce a percepção de benefícios mais estratégicos, como suporte à tomada de decisão (56%) e melhoria da experiência do cliente (43%), sinalizando uma mudança gradual no papel da tecnologia no setor. Na prática, a IA segue fortemente aplicada na análise de dados e geração de insights (90%) e na criação de conteúdo (73%). No entanto, o estudo mostra que seu uso começa a avançar para camadas mais estruturais, como o desenvolvimento de sistemas de marketing (34%), indicando que a tecnologia passa a influenciar não apenas a execução, mas a arquitetura das operações. Para Denise Porto Hruby, CEO do IAB Brasil, o mercado entra em uma nova etapa de adoção, em que o desafio deixa de ser experimentar e passa a ser integrar. “Se no ano passado a discussão estava concentrada no potencial da IA para impulsionar a criatividade, agora vemos um avanço claro para um uso mais estruturado e estratégico. O desafio é integrar a IA aos processos, com um olhar de geração de valor e transformação de negócios. No fundo, estamos falando de uma mudança na fundação das organizações”, afirma. Sabrina Balhes, Managing Director da Nielsen, destaca que o avanço da tecnologia exige uma sofisticação na forma como resultados são analisados e utilizados. “Observamos um movimento consistente de evolução dos indicadores, com as empresas começando a ir além da automatização de tarefas operacionais. Esse avanço exige maior maturidade analítica e, por isso, a capacidade de interpretar dados, fazer boas perguntas e tomar decisões passa a ser ainda mais essencial e um importante diferencial competitivo.” Realizada em março de 2026, a pesquisa ouviu 135 profissionais do ecossistema de publicidade digital incluindo agências, consultorias, veículos e plataformas. Os resultados serão apresentados no IAB IA Summit 2026, no dia 27 de março, em São Paulo. Para acessar a pesquisa completa, acesse o link: https://iabbrasil.com.br/pesquisa-decodificando-os-desafios-da-ia-no-mercado-de-publicidade-digital-edicao-2026/ 

Digital Experience espera reunir 3 mil profissionais em São Paulo para discutir o futuro dos negócios e conexão humana na era da IA

Após duas edições com crescimento de público e ingressos esgotados na estreia, o evento de marketing, inovação e e-commerce Digital Experience Brasil (DEB) chega a São Paulo com expectativa de reunir 3 mil profissionais nos dias 24 e 25 de abril, no Pro Magno. Em sua terceira edição, o encontro amplia escala e propõe uma discussão central para o mercado: o valor das conexões humanas em um cenário cada vez mais orientado pela inteligência artificial. Criada em Camboriú, onde superou a marca de 1,2 mil participantes na primeira edição, e consolidada em Florianópolis com público de 2 mil pessoas, a DEB acompanha o avanço da economia digital no país e ganha tração ao desembarcar na capital paulista, principal polo de negócios do Brasil. O movimento ocorre em um contexto de expansão do ecossistema de inovação, que já soma mais de 14 mil startups ativas no país, segundo a Associação Brasileira de Startups, impulsionando a demanda por eventos voltados à geração de conexões estratégicas e oportunidades de negócios. Segundo Fernando Quintas, fundador da DEB, a expansão acompanha a maturidade do setor no país e a necessidade de espaços de troca entre profissionais. “Desde o início, nosso objetivo foi criar um evento capaz de gerar transformações reais. Chegar a São Paulo representa ampliar oportunidades e conexões, mantendo a essência de aproximar pessoas e impulsionar negócios”, afirma. A programação prevê palestras, workshops, feira de negócios e ativações de marcas, reunindo especialistas de diferentes áreas do mercado digital. Entre os palestrantes já confirmados estão Flávia Gamonar, estrategista de posicionamento e instrutora oficial do LinkedIn Learning; Pedro Superti, empreendedor, investidor e fundador do movimento Visionários; Cláudia Rosa, uma das principais investidoras-anjo do país, com mais de 130 startups no portfólio e participante do Shark Tank Brasil; e Leandro Soares, executivo de e-commerce com passagens pela liderança de marketplace do Magazine Luiza e pelo Mercado Livre. A agenda inclui ainda nomes como Danilo Gato, consultor de IA generativa para empresas; Rafael Terra, especialista em vendas nas redes sociais e autor best-seller; e Adriano Gianini, referência nacional em Google Ads. O line-up também reúne especialistas em branding, storytelling, comunicação de influência, growth, social media, design, vendas, contabilidade e proteção jurídica para negócios digitais, refletindo a diversidade de competências que hoje compõem o ecossistema da economia digital. Nesse contexto, o evento amplia espaço para startups e empresas emergentes apresentarem soluções e se conectarem ao mercado. O Brasil possui atualmente mais de 14 mil startups ativas, segundo a Associação Brasileira de Startups, muitas delas voltadas à transformação digital de marketing, varejo e serviços, cenário que impulsiona iniciativas focadas em networking qualificado e geração de negócios. De acordo com Isabelle Ribeiro, diretora da organização, o evento busca ir além do conteúdo técnico e estimular conexões estratégicas entre os participantes. “Queremos criar um ambiente em que as interações aconteçam de forma natural e gerem aprendizados e oportunidades reais. A experiência não está apenas no palco, mas nas conversas e encontros que surgem ao longo do evento”, destaca. Entre os parceiros confirmados estão Fox Appy, Mention, Single Chat e Sereno Digital, além de apoios institucionais como CNDL, Varejo SA, Laboratório de Empreendedorismo da FEA-USP, Inovação Jurídica da FDUSP, Cubo Itaú e Visite São Paulo. A organização destaca que o evento mantém cotas acessíveis para startups interessadas em apresentar soluções e realizar ativações durante a programação. Para Larissa Olga, diretora da DEB, a nova edição reforça o posicionamento do encontro como espaço de conexão entre pessoas e ideias. “A Digital Experience é construída a partir das relações que nascem ali. Levar o evento para São Paulo amplia o alcance e fortalece nosso propósito de promover encontros que gerem impacto profissional e pessoal”, afirma. Os ingressos já estão disponíveis no site oficial, em duas modalidades: PASS, com acesso completo aos dois dias, e VIP, que inclui experiências exclusivas e áreas reservadas. ServiçoDigital Experience Brasil 2026📅 24 e 25 de abril de 2026📍 Centro de Convenções Pro Magno – São Paulo (SP)🌐 www.digitalexperiencebrasil.com

Plataforma de educação em IA para negócios faz R$ 21 milhões de receita nos primeiros 6 meses e projeta R$ 100 milhões neste ano

O Viver de IA, plataforma de educação e soluções plug-and-play de IA para negócios, atingiu R$21 milhões de receita em apenas 6 meses após o lançamento do produto. Cofundado por Rafael Milagre (Founder) e Yago Martins (CEO e Co-Founder), com participação de Tallis Gomes, Alfredo Soares e Bruno Nardon, fundadores do G4 Educação,  negócio alcançou esse resultado de forma 100% orgânica, sem nenhuma rodada de investimento externo, operando com lucro desde os primeiros meses. Agora, a meta é encerrar 2026 com margem de lucro líquido acima de 30%, chegando aos R$100 milhões em receita até o final do ano. Além disso, os sócios ambicionam ser a empresa brasileira a atingir valuation de R$1 bi mais rápida da história, até 2027 sem rodadas de investimento, apenas com crescimento e desenvolvimento de produtos. “Nosso crescimento acelerado é sustentado por um produto que resolve uma dor real do empresário, implementar IA no seu negócio de uma forma simples e aplicável. O empresário não quer saber de linguagem técnica de desenvolvedor, ele quer gerar mais receita, reduzir custo e ser mais eficiente, entender esse jogo fez o empresário confiar no nosso produto”, afirma Yago Martins, CEO e Co-Founder do Viver de IA. O fundador que construiu a plataforma inteira com IA Rafael Milagre, fundador e principal referência técnica do Viver de IA, é considerado um dos maiores especialistas em inteligência artificial aplicada a negócios no Brasil. Com experiência executiva internacional que inclui a liderança de operações de marketing no Vale do Silício, onde atuou como CMO residente na Plug and Play, aceleradora por onde passaram empresas como Google, PayPal e Dropbox, Rafael construiu uma carreira focada na intersecção entre tecnologia e crescimento de negócios. Em novembro de 2022, após o lançamento do ChatGPT, Rafael mergulhou no estudo e na aplicação prática de inteligência artificial. Em setembro de 2023, decidiu dedicar-se integralmente ao tema. Criou seu primeiro assistente de IA pessoal, que, ao analisar dados sobre seu estilo de vida e objetivos profissionais, recomendou que ele se mudasse para Florianópolis, cidade onde nunca havia estado. Ele foi. A decisão, tomada com base na recomendação de uma IA, se tornaria o marco zero do Viver de IA. A plataforma do Viver de IA foi inteiramente concebida e construída por Rafael utilizando ferramentas de inteligência artificial, sem uma única linha de código tradicional. Usando a Lovable, plataforma sueca de desenvolvimento com IA avaliada em US$6,6 bilhões e que atingiu US$200 milhões de receita recorrente anual em seu primeiro ano de existência, Rafael transformou em 90 dias o que uma equipe de 8 desenvolvedores levaria 18 meses e mais de R$2,5 milhões para entregar. O feito chamou a atenção da própria Lovable: Rafael foi convidado para ser embaixador oficial da plataforma no Brasil, após ser identificado como o usuário mais avançado do país. “Quando uma empresa usa apenas uma ferramenta isolada, ela não pode se considerar orientada por IA. O Viver de IA nasceu com o propósito de ajudar outras empresas a serem AI First, utilizando inteligência artificial como pilar central dos processos e da estratégia de crescimento, não como acessório. Nossa proposta é, além de oferecer as melhores ferramentas, ensinar a usá-las”, explica Rafael Milagre. Plataforma: educação e execução no mesmo ambiente O portfólio do Viver de IA vai além de uma plataforma B2B tradicional. A empresa oferece cerca de 50 soluções de inteligência artificial plug-and-play, voltadas para áreas como marketing e vendas, atendimento ao cliente, customer success, BI, dashboards e automação de processos financeiros. A proposta é permitir a aplicação imediata das soluções pelos times das empresas, sem necessidade de conhecimento técnico ou dependência de desenvolvedores externos. A plataforma integra educação prática e execução no mesmo ambiente: são mais de 20 formações em cursos online, mentorias diárias com especialistas, uma comunidade ativa de líderes para networking, e o Builder, ferramenta proprietária de IA que transforma ideias de negócio em frameworks estruturados de implementação. Com ticket médio de assinatura anual por R$3.500 mensais, o Viver de IA já atendeu mais de 1200 empresas de diversos setores em todo o Brasil, entre elas G4 Educação, WEG e Lesco Revestimentos. Mais de 20 mil profissionais já foram impactados pelo ecossistema de ensino da empresa, considerando a plataforma, mentorias e demais canais de formação. O resultado posiciona o Viver de IA como um dos casos mais expressivos de crescimento no ecossistema de tecnologia brasileiro em 2025. Segundo pesquisa da Bain & Company publicada em maio de 2025, 67% das empresas brasileiras consideram a inteligência artificial uma de suas cinco prioridades estratégicas, porém apenas 25% possuem ao menos um caso de uso implementado. A pesquisa global da McKinsey reforça o gap: somente cerca de um terço das organizações conseguiu escalar suas iniciativas de IA para além de pilotos, e apenas 39% atribuem algum impacto mensurável no resultado financeiro à tecnologia. Estudo da Dell Technologies com a Vanson Bourne vai além: 42% dos líderes empresariais brasileiros admitem dificuldade para acompanhar o ritmo da disrupção tecnológica, e apenas 22% das empresas no país estão em fase madura de adoção de IA generativa. É exatamente nesse gap entre a demanda por IA e a dificuldade de implementação que o Viver de IA se posiciona. Estrutura e operação O Viver de IA tem no quadro societário Tallis Gomes, Alfredo Soares e Bruno Nardon, fundadores do G4 Educação. A parceria combina a inteligência de distribuição e o ecossistema de empresários do G4 com a capacidade de produto e entrega da Viver de IA. Rafael e Yago também atuam como mentores e palestrantes no G4 Educação, ampliando o alcance e a credibilidade da operação. A empresa conta hoje com mais de 40 colaboradores, com apenas um desenvolvedor dedicado ao produto, já que o restante da estrutura tecnológica foi construída e é mantida com uso intensivo de inteligência artificial. “Somos a única plataforma de educação e soluções plug-and-play de Inteligência Artificial do país com soluções de inteligência artificial focadas diretamente em gerar receita para empresas. Já nascemos sem depender de capital externo, o que nos dá liberdade para construir orientados a longo prazo a partir de crescimento real, não de hype”, finaliza Yago Martins.

IA está acelerando erros que as empresas ainda não entenderam

A inteligência artificial entrou na operação das empresas mais rápido do que a capacidade de organizá-la. E isso começa a cobrar um preço. Nos bastidores do CMO Summit 2026, uma percepção se repetiu em conversas com lideranças de marketing e tecnologia: o problema não está na IA — está no que veio antes dela. Ou, mais precisamente, no que não foi resolvido. “A sensação de ganho rápido está enganando muita gente”, diz Marcos Custódio, CEO da Webpeak. “Quando a base é desorganizada, a IA não corrige. Ela acelera. E acelera o erro.” Na prática, isso aparece de forma silenciosa. Processos que já eram confusos passam a rodar mais rápido. Dados que não se conversavam continuam sem se conversar — só que agora alimentando decisões automatizadas. O que antes era ineficiência localizada vira um problema em escala. Esse padrão não está restrito a um tipo de empresa. Ele atravessa setores, níveis de maturidade e áreas diferentes. Apareceu em discussões sobre uso de tecnologia em ambientes mais críticos, como saúde, e também em debates sobre o papel do CMO — cada vez mais pressionado a liderar a transformação digital sem, necessariamente, ter uma operação pronta para isso. “Existe uma inversão acontecendo”, afirma Régis Faccini, diretor de growth da Webpeak. “As empresas estão adicionando inteligência antes de resolver a estrutura. E isso cria uma operação mais rápida — só que mais confusa.” O efeito disso começa a aparecer onde mais dói: no custo invisível. Retrabalho, dependência de ferramentas que não se integram, decisões baseadas em dados incompletos. Nada disso é novo. O que muda é a velocidade com que esses problemas passam a impactar o negócio. Em vez de simplificar, a IA passa a exigir mais organização. Em vez de reduzir esforço, aumenta a necessidade de controle. E, em muitos casos, o ganho prometido se dilui antes de aparecer. Isso ajuda a explicar um movimento mais discreto, mas crescente. Parte das empresas começa a frear a adoção acelerada e voltar alguns passos — não para abandonar a tecnologia, mas para reorganizar a base. Menos foco em ferramenta, mais em como tudo funciona junto. “IA não é ponto de partida”, diz Custódio. “Ela é consequência de uma operação que já faz sentido. Quando não é assim, ela só deixa o problema mais rápido — e mais caro.”

Inteligência artificial: do estratégico ao tático

Nas regiões do polo tecnológico do Vale do Paraíba ao cinturão industrial do ABC Paulista, passando pela força da agroindústria no Sul de Minas, a inovação não é um conceito abstrato. Ela está diretamente ligada à competitividade e à capacidade de adaptação dos negócios. Nesse contexto, a inteligência artificial deixa de ser uma promessa e passa a ocupar um papel cada vez mais central na operação das empresas. Ainda assim, o mercado vive um momento de transição. Dados do estudo “Panorama IA nas empresas brasileiras”, encomendado pela TOTVS, mostram que metade das empresas no país ainda não utiliza inteligência artificial de forma estruturada e, entre aquelas que já adotaram a tecnologia, a maioria ainda está em estágios iniciais de maturidade. Mais do que isso: o uso segue concentrado em aplicações táticas, como geração de conteúdo e automações pontuais, distantes do core do negócio. Esse cenário não representa uma limitação, mas sim uma oportunidade clara de evolução. O verdadeiro salto de produtividade acontece quando a IA deixa de ser periférica e passa a atuar integrada aos sistemas que sustentam a gestão. É justamente nessa virada que emergem os chamados agentes de IA. Mais do que ferramentas, eles funcionam como copilotos especializados, capazes de compreender o contexto da operação e atuar de forma contínua e proativa. Na prática, isso significa sair de um uso reativo para uma atuação estratégica. A inteligência artificial passa a analisar dados operacionais, antecipar cenários e apoiar decisões críticas, seja na gestão de estoques, na previsão de demanda ou na identificação de gargalos produtivos. Esse movimento ganha contornos muito concretos quando olhamos para as características das empresas das regiões em que atuamos. Em todos os cenários, o padrão se repete: a IA gera mais valor quando está conectada ao contexto do negócio. Não se trata de adicionar uma nova camada tecnológica, mas de construir um ambiente onde os dados organizados e governados, alimentam uma inteligência capaz de aprender, evoluir e apoiar a estratégia. Por isso, o principal desafio das empresas não é mais acessar a tecnologia, mas saber como incorporá-la de forma consistente. O domínio da inteligência artificial não virá da adoção de múltiplas ferramentas isoladas, mas da capacidade de integrá-la ao coração da operação, transformando dados em decisões mais rápidas, precisas e estratégicas para cada negócio. Em um ambiente competitivo, onde eficiência e produtividade são determinantes, a IA deixa de ser diferencial e passa a ser critério. No fim, ela é o que separa as empresas que apenas acompanham o ritmo do mercado daquelas que efetivamente lideram sua transformação. Afinal, em um futuro de decisões guiadas por dados, será que haverá espaço para as empresas que apenas seguem o movimento de outras, sem colocar a inovação e a tecnologia como pilares centrais da sua estratégia de crescimento?

Inteligência Artificial na saúde tem potencial para impulsionar a inovação nos cuidados e em processos de instituições do setor

Por Allan Conti No Brasil, a utilização de Inteligência Artificial na saúde apresenta uma tendência de crescimento entre os hospitais privados, considerando que 82% das instituições já disponibilizam recursos ou soluções de IA para processos pré-estabelecidos. Isso é um indicativo de que o setor vem se atualizando cada vez mais e buscando inovações para elevar a qualidade no atendimento aos pacientes, do diagnóstico ao tratamento, ao mesmo tempo que otimizam fluxos de trabalho e processos internos nas organizações. O dado inicial, presente na Pesquisa sobre qualidade, segurança do paciente e a importância das ferramentas de suporte à decisão clínica, da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) em parceria com a Wolters Kluwer, revela um maior engajamento de profissionais e instituições na adoção destas ferramentas, seja por pressão competitiva ou promessa de eficiência, com o objetivo de alcançarem, principalmente, redução da variabilidade do cuidado a fim de aprimorar o desfecho do atendimento e otimizar a gestão de recursos financeiros nas empresas. Isto é um reflexo da velocidade de desenvolvimento e implementação de novas tecnologias nos negócios. Um artigo da Universidade de Rochester em parceria com o Centro Médico Langone NYU rastreou a história da IA, datando seu surgimento em 1950. Histórico e evolução da Inteligência Artificial na saúde O estudo aponta que, naquela época, os primeiros modelos apresentavam limitações para o setor de saúde que só foram ultrapassadas no início dos anos 2000 com o deep learning. Com a evolução da tecnologia, instituições de saúde passaram a utilizar a IA para buscas mais assertivas e captação de padrões. Atualmente, com os sistemas de Inteligência Artificial sendo capazes de analisar e aprender a partir de dados, essas ferramentas ganham novos espaços dentro do segmento. Hoje, a adoção de ferramentas com IA é impulsionada pela necessidade de equilibrar o aumento na eficiência dos processos e a redução nos custos da operação. Elas surgiram como uma oportunidade para o excesso de demanda dos sistemas de saúde e se fazem presentes desde a área administrativa até o cuidado direto com o paciente, por meio de gestão de recursos, prontuários eletrônicos, chatbots interativos, acesso a resultados de exames, entre outros. No entanto, quando o assunto é a chegada da Inteligência Artificial Generativa (IA Gen), ela promove uma transformação bastante relevante para a saúde. O setor que, anteriormente, era caracterizado por focar em avanços técnicos, agora volta sua atenção para o dinamismo e a personalização do cuidado. A IA Gen apresenta um contexto de geração de conhecimento a partir da interação com a máquina. A tecnologia é capaz de criar resumos, apoiar na educação médica, na capacitação contínua e na tomada de decisão, na interação direta com pacientes e profissionais, na geração de relatórios detalhados com hipóteses de diagnósticos e tratamentos, além de auxiliar a área administrativa na gestão de documentos regulatórios. Nesse sentido, a relação com essa ferramenta pode revolucionar a maneira como o setor de saúde opera desde que desenvolvida e utilizada de maneira responsável, atrelando avanço tecnológico a práticas baseadas em evidência. Complexidades da integração da Inteligência Artificial na saúde Até o momento, essa implementação tem sido realizada cautelosamente. De acordo com o relatório TIC Saúde 2024, a adesão da IA Generativa entre os médicos no Brasi foi de 17%. No entanto, ao considerar o uso coletivo, esse número atinge apenas 4% dos estabelecimentos de saúde. Como o processo de engajamento na tecnologia se encontra em um estágio ainda inicial, não é possível compreender completamente os pontos positivos e negativos da integração plena de ferramentas de IA e IA Gen para a área da saúde. Um dos principais desafios da aplicação da Inteligência Artificial na saúde diz respeito aos custos e à preparação das equipes de saúde. Este é um recurso que exige maior capacitação dos profissionais, e 74% dos hospitais privados ainda se sentem pouco preparados para aplicar essa tecnologia nas áreas clínicas, segundo a pesquisa da ANAHP com a Wolters Kluwer. O crescimento da popularidade da IA nas instituições também impacta diretamente o ensino nas universidades, assim como a infraestrutura de TI avançada e a otimização sustentável do seu consumo energético necessárias para manter essa operação, fatores que envolvem dispêndios para serem implementados. Outro gargalo significativo da inserção da IA na saúde e no universo corporativo como um todo é a questão ética. Implementar esse recurso é um processo que envolve responsabilidades éticas e legais, pois ele precisa estar em conformidade com a segurança e a proteção dos dados. Não obstante, as informações demandam um monitoramento contínuo que assegure correspondência com legislações e padronizações obrigatórias.  Futuro com IA A Inteligência Artificial na saúde tem se mostrado uma ferramenta importante para o avanço da qualidade do cuidado, principalmente quando amparada por conteúdos confiáveis. As projeções para o futuro apontam que o uso da IA Gen deve aumentar e os chats de conversas se tornarão protagonistas no cenário da Saúde 5.0. Neste contexto, a responsabilidade por parte das instituições também engloba a procura por soluções que dispõem de um banco de dados com referências de curadoria científica, capazes de fornecer orientações seguras que contribuam para a prática da Medicina Baseada em Evidências (MBE) e ofereçam suporte não somente às decisões clínicas, mas à operação empresarial como um todo. Sendo assim, com padrões e bases confiáveis bem estabelecidas, o cuidado em saúde poderá minimizar inconsistências e erros ao mesmo tempo em que se torna mais eficiente e personalizado. Allan Conti é Diretor Comercial da Wolters Kluwer Health no Brasil.

Objective anuncia 40 vagas em tecnologia, dados e IA

A Objective anuncia que está em busca de talentos para preencher 40 vagas. Cientista de Dados, Consultor em Governança e Métricas de Projetos, Engenheiro de Dados, Arquiteto de Software, Desenvolvedor Java, Gerente de Produtos, Scrum Master e UX Researcher (Discovery & Market Strategy) estão entre algumas das posições disponíveis. As oportunidades variam de perfis júnior até gestão. As posições contemplam modelos remoto e híbrido, nas cidades de Barueri e São Paulo, e refletem a estratégia de crescimento da companhia, baseada em inovação, atuação internacional e desenvolvimento de soluções em Cloud, Dados e IA. “O volume e a especificidade dessas novas vagas refletem o ritmo de transformação profunda nos nossos negócios. Com essa expansão, reafirmamos nosso compromisso de ser o motor que impulsiona projetos estratégicos. Estamos conectando nossos clientes a um ecossistema de alta performance com foco em Cloud e IA, permitindo que a inovação deixe de ser um plano e se torne realidade”, destaca Maria Fernanda Merenda, diretora de Gente e Gestão na Objective. Para se candidatar e saber quais os requisitos necessários para um determinado cargo, basta acessar o site www.objective.com.br, ir à seção Carreiras e clicar na vaga de interesse. As oportunidades também foram disponibilizadas no perfil do LinkedIn da empresa.  Benefícios Além do valor salarial, a empresa oferece os seguintes benefícios: Sobre a Objective A Objective é uma multinacional brasileira que acelera a coevolução digital das organizações por meio de tecnologia, processos, pessoas e inteligência de dados. Com um portfólio focado em gerar impacto sustentável de negócio, oferece consultoria para inovação, hiperprodutividade e qualidade, além do desenvolvimento de experiências digitais inteligentes e produtos sob medida, contando com a Eleflow — sua unidade estratégica de Dados & IA — para viabilizar desde a infraestrutura de IA e dados até a ativação de produtos de dados em escala. A empresa faz parte da holding Objective Group, que inclui empresas especializadas como e-trust (segurança da informação e gestão de identidades), NG Billing (gestão de CRM e faturamento recorrente) e OGI (serviços de tecnologia para mercado internacional). Em 2025, a Objective consolidou sua posição de elite, sendo reconhecida pelo estudo global ISG Provider Lens™ como Líder em Data & Analytics Modernization Services e como Product Challenger em Advanced Analytics & AI Services. Além disso, pelo terceiro ano consecutivo, foi eleita Líder na categoria Application Development Projects do estudo AI-Driven ADM Services 2025.

IA deve fechar até 30% das vendas em 3 anos e expõe novo risco reputacional para o varejo

A inteligência artificial entra em uma nova fase e já começa a alterar de forma concreta o funcionamento do varejo global. A expectativa de que agentes autônomos passem a responder por até 30% das vendas de bens de consumo em três anos, e cerca de 10% do varejo total, desloca o debate sobre tecnologia para o risco direto à reputação das marcas em um ambiente onde decisões de compra deixam de ser humanas.  Esse movimento ganhou força nos principais fóruns globais de tecnologia e negócios e já aparece como vetor concreto de transformação no e-commerce. Sistemas capazes de recomendar produtos, negociar condições e concluir compras de forma independente deixam de ser experimentais e passam a integrar a operação.  Operando em alta velocidade e com maior autonomia, esses sistemas ampliam o nível de exposição das empresas. Quando um agente erra uma recomendação ou executa uma transação inadequada, o impacto ultrapassa a operação e atinge diretamente a percepção de confiança.  Com um alto nível de adoção, os riscos deixam de ser pontuais e passam a ganhar escala dentro da operação. Segundo Fabrizzio Topper, Strategy & Intelligence Director da Quality Digital, a confiança tende a se tornar o principal ativo competitivo nesse novo ambiente. “Se o sistema falha, alucina ou entrega algo inadequado, o dano ultrapassa a operação. Ele atinge a percepção e a reputação das empresas e da própria IA para esse fim”, afirma.   Delegar decisões de compra a sistemas autônomos exige que a tecnologia seja percebida como segura, consistente e capaz de refletir preferências reais. Qualquer ruptura ao longo desse processo tende a gerar impacto imediato na relação com o consumidor.  Fragilidades estruturais, que antes permaneciam restritas à operação interna, passam a ser expostas diretamente na experiência do cliente. Dados desorganizados, sistemas desconectados e ausência de governança deixam de ser invisíveis. “Se os dados estão fragmentados ou mal estruturados, a IA escala essa fragilidade rapidamente, e isso se torna visível para o consumidor”, diz Cassio Pantaleoni, Artificial Intelligence Solutions & Strategy Director da Quality Digital.  Mais do que implementar tecnologia, a incorporação de agentes de IA exige revisão de processos, alinhamento entre áreas e capacidade de sustentar decisões automatizadas com base em dados confiáveis. Para Pantaleoni, tratar IA como ferramenta isolada é um dos principais erros na adoção. “O desafio não está na tecnologia em si, mas na maturidade de dados, na integração e na forma como as empresas estruturam sua operação para sustentar esse modelo. A adoção superficial amplia riscos operacionais e reputacionais em vez de gerar vantagem competitiva”, afirma.  No fim, é a experiência do cliente que define o sucesso dessa transição. Para Topper, o movimento precisa envolver toda a organização. “É um movimento que precisa ocorrer do alto escalão ao nível operacional, garantindo alinhamento entre equipes e padronização no uso da IA por meio de guardrails, criando um ambiente onde a inovação se torna contínua e escalável. Se a tecnologia não melhora a jornada ou não gera valor percebido, ela falha em sua função estratégica”, afirma. 

3 razões para empresas adotarem IA nas áreas de backoffice financeiro e fiscal 

De acordo com dados recentes do estudo Panorama do Contas a Pagar 2026 realizado pela Qive, plataforma líder do contas a pagar que integra e automatiza, em um único fluxo conectado ao ERP, a gestão de pagamentos, documentos e fornecedores, apenas 33% das empresas no Brasil usam IA em áreas como backoffice financeiro e fiscal e 16% tiveram orçamento dedicado ao tema. Outro dado interessante é que mais da metade das empresas ainda depende fortemente de planilhas e processos manuais. Para Isis Abbud, co-fundadora e co-CEO da Qive, empresa líder do Contas a Pagar, nunca se falou tanto em Inteligência Artificial nas companhias brasileiras. E, paradoxalmente, investe-se pouco nessa ferramenta, especialmente nos setores em que o dinheiro realmente ‘passa’. “Enquanto áreas como marketing experimentam modelos generativos, criam campanhas mais rápidas e testam novos formatos, o backoffice financeiro e fiscal — responsável por volumes bilionários, riscos reais e impacto direto no caixa — ainda depende, em grande parte, de planilhas e controles paralelos”, explica. Ainda segundo a especialista, o problema não é apenas a baixa adoção. É onde e como a tecnologia está sendo usada. A executiva aponta 3 razões para o uso da IA nas áreas de contas a pagar, financeiro e backoffice das empresas:  1 – A IA apoia escolhas para orientar o negócio Quando existe automação, ela costuma estar focada em registrar o passado: lançar, conferir, arquivar, reconciliar. O fluxo anda e a decisão continua parada. Ou seja, digitaliza-se o processo, mas não se constrói inteligência para antecipar riscos, apoiar escolhas ou orientar o negócio. Para ela, o que isso cria, na prática, “é uma ilusão perigosa: companhias que se declaram “data-driven”, “AI-ready”, mas que ainda precisam de planilha, validação manual e retrabalho para rodar o contas a pagar. Ambição estratégica sem base operacional sólida não escala. E, no backoffice, esse custo é invisível até o momento em que vira problema”, complementa Ísis.  2 – A ferramenta ajuda a evitar erros “Em operações de alto volume, falhas como pagamentos em duplicidade, vencimentos perdidos, dados inconsistentes, retrabalho constante, não são exceção — são estatística”, aponta a cofundadora da Qive. O mesmo Panorama, pesquisa destacada anteriormente, apontou que ineficiências operacionais e erros em processos financeiros podem consumir até 1% da receita anual de uma organização, um impacto que se acumula silenciosamente ao longo do tempo.   3 – IA como braço direito das pessoas Ainda segundo o mesmo estudo da Qive, as pessoas estão mais prontas do que os sistemas. Neste cenário, 51% dos profissionais querem investir em IA e 39% apontam planejamento e estratégia como prioridades.  “O apetite por um backoffice mais analítico existe. O que falta não é apenas a decisão de investimento, mas também dados confiáveis, infraestrutura e integração sólida de ferramentas”, pontua a especialista.  Nem todo profissional de backoffice está preparado para atuar de forma analítica. E mesmo entre os que têm esse repertório, a travessia não é automática. “Tecnologia de ponta apoiada em dados ruins, fragmentados ou pouco confiáveis não gera inteligência. Gera ruído. Automatiza erros. E aumenta a insegurança na tomada de decisão.Sem dados íntegros, governados e acessíveis, a IA não acelera o pensamento, ela atrapalha”, finaliza a executiva.

Mensagem da CES para o setor de marketing: diferencial está na tecnologia que usa inteligência construída com dados próprios

Por Luciana Miranda, COO e CMO da AP Digital Services A edição 2026 da Consumer Electronics Show (CES), considerada a mais importante convenção de tecnologia do mundo, reforçou uma tendência que o marketing já vinha enfrentando nos bastidores: tecnologia sem inteligência proprietária não sustenta vantagem competitiva para as martechs. Mais do que lançar ferramentas ou acelerar processos, a inovação que realmente importa é aquela construída sobre dados próprios, capazes de gerar respostas rápidas, decisões mais precisas e uma relação consistente com o cliente. Isso porque o cenário atual do marketing nos mostra que, ao mesmo tempo que há uma enormidade de ferramentas à disposição, nunca foi tão caro e complexo justificar o Retorno sobre o Investimento (ROI). O Custo de Aquisição de Clientes (CAC) está aumentando rapidamente, enquanto o rendimento da mídia tradicional sofre com a saturação. Ou seja: muitas decisões ainda continuam baseadas em dados de plataformas externas (como redes sociais e provedores de mídia), e não na interação direta e real entre marca e cliente. O resultado é um ciclo onde se paga por alcance em vez de inteligência de mercado. O que é martech e qual a sua importância? Para reverter essa dinâmica, é imperativo dominar o conceito de martech, que significa a convergência entre marketing e tecnologia.  Sua atuação constrói um ecossistema robusto, no qual as ferramentas de automação, análise e relacionamento trabalham em sincronia para transformar dados brutos de interação em decisões coordenadas. Os insights gerados são acionáveis e, principalmente, alinhados com a expectativa do público-alvo. Três pilares da CES que interessam diretamente ao marketing brasileiro Os dados validados pela CES apontam para três pilares que devem conduzir a pauta das martechs: 1. Maturidade da Inteligência Artificial (IA): de acordo com análise da Kantar, a IA deve ser posicionada como diferencial de infraestrutura ao sair do campo experimental e entrar no centro da operação de marketing, especialmente na leitura de comportamento. Considero essencial que a IA seja utilizada com maturidade que priorize a fluidez da experiência e comprove que resolver problemas do cliente com simplicidade é o novo parâmetro de avaliação para vantagem em longo prazo. 2. Inovação que o cliente sente: a Bain & Company destacou que as empresas têm oito vezes mais chances de utilizar tecnologias personalizáveis impulsionadas por IA, ajustando ações em tempo real conforme a demanda. Considero essencial fazer da IA um instrumento de personalização contextual no ciclo de relacionamento, a partir de uma base sólida de dados próprios (first-party data) e processos bem definidos. Caso contrário, ela representa apenas velocidade baseada em informações de terceiros. 3. Medição contínua de resultados: uma pesquisa da Deloitte indicou a crescente necessidade de transformar mensuração em sistema contínuo de feedback. Nesse contexto, as empresas obtêm alto desempenho majoritariamente quando organizam o tripé “dados, processos e governança” antes de investir na escalabilidade da automação. Considero essencial que as martechs deem importância à transição da cultura de “relatórios de retrospectiva” para a cultura de “sistemas de feedback contínuo” rumo à otimizar o uso das verbas e ampliar a criatividade. Etapas para confirmar o triunfo da IA  sobre a mídia Um erro comum é acreditar que a IA, por si só, resolverá gargalos operacionais do marketing, sem analisar o ponto de vista financeiro. Para reverter o cenário de altos custos e transformá-lo em lucros, é necessário: A partir dessas etapas, a CES deixou claro que, se o objetivo é reduzir CAC e garantir previsibilidade no marketing, a resposta passa por analisar a operação sob a perspectiva do cliente: algo que deveria ser ponto de partida, mas que muitas vezes se torna secundário, especialmente quando o foco se desloca para dados de plataformas externas, e não para a inteligência construída a partir de dados próprios. Portanto, eficiência operacional com hiperpersonalização é a união ideal para o sucesso das martechs. Consequentemente, o retorno virá da inteligência construída em uma estratégia sólida de crescimento.

Polêmica sobre campanha da Gucci criada com IA expõe mudanças no marketing da moda

O uso de Inteligência Artificial (IA) na criação de campanhas de moda voltou ao centro do debate no setor após a marca italiana Gucci divulgar imagens promocionais geradas por IA para promover seu desfile de primavera durante a Fashion Week de Milão. As peças foram publicadas com a indicação “Created with AI”, gerando polêmica e discussões sobre o papel da tecnologia na comunicação de marcas de luxo. O movimento ocorre em um momento de forte avanço dessas ferramentas na indústria: estimativas da consultoria McKinsey indicam que a Inteligência Artificial pode adicionar até US$ 275 bilhões em lucro à indústria global de moda, luxo e vestuário, impulsionada principalmente por ganhos em marketing, personalização e previsão de demanda. De acordo com Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria, referência na aplicação de tecnologia, capacitação e metodologias inovadoras para potencializar resultados em marcas, o episódio da Gucci reflete uma mudança mais ampla na indústria da moda, que começa a testar ferramentas de IA para acelerar processos criativos, simular cenários visuais e ampliar a experimentação de campanhas. No Brasil, empresas especializadas já utilizam a tecnologia para desenvolver peças publicitárias digitais para marcas de moda, calçados e acessórios. Entre essas iniciativas estão a SMART e a TEOS, empresas lideradas pelo empresário Eduardo Schuler, que produzem campanhas utilizando Inteligência Artificial para marcas como Via Uno, Ipanema, Cantão e Piccadilly. A tecnologia permite desenvolver conceitos visuais, ambientações e variações de peças criativas de forma digital, reduzindo etapas logísticas comuns em produções tradicionais. Segundo Schuler, a Inteligência Artificial não substitui o olhar criativo humano, mas amplia as possibilidades de criação e experimentação no marketing de moda. “A tecnologia permite desenvolver diferentes propostas visuais com rapidez e testar narrativas antes da campanha ganhar escala. Profissionais que têm experiência em produções físicas continuam sendo essenciais porque entendem todas as etapas que transformam uma ideia em uma campanha consistente”, afirma. Historicamente, campanhas de moda envolvem produções complexas, com estúdios, locações, equipes criativas e logística internacional. O uso de ferramentas digitais baseadas em Inteligência Artificial tem permitido simular cenários, testar conceitos e adaptar peças para diferentes canais de comunicação de forma mais ágil. O especialista aponta que a tecnologia tende a ganhar espaço principalmente nas etapas de criação visual, experimentação criativa e adaptação de campanhas para múltiplos públicos e plataformas. Ao mesmo tempo, o avanço dessas ferramentas também levanta discussões sobre autenticidade, criatividade e o equilíbrio entre inovação tecnológica e tradição artesanal, temas especialmente sensíveis para marcas do segmento de luxo. Para Schuler, o movimento indica uma mudança gradual na forma como campanhas são pensadas e produzidas. “A moda sempre esteve conectada à inovação cultural e estética. A Inteligência Artificial surge como mais uma ferramenta dentro desse processo, ampliando possibilidades criativas e ajudando marcas a experimentar novas linguagens visuais”, conclui.

Desenvolvedores na era da IA: de programadores a arquitetos de soluções

Por José Oliveira, CTO da Certta Durante muito tempo, a engenharia de software seguiu uma divisão clara: enquanto algumas áreas definiam o que precisava ser construído, os desenvolvedores eram responsáveis por transformar essas demandas em código. Com a popularização da inteligência artificial generativa, essa estrutura começa a evoluir. Em vez de apenas desenvolver ferramentas, os profissionais passam a atuar como arquitetos de intenções e soluções, orientando como a IA deve operar dentro dos sistemas. Nesse novo cenário, programar é apenas parte do processo. Torna-se essencial orientar os modelos, revisar os resultados produzidos e validar sua consistência. O diferencial do profissional passa a estar na capacidade de selecionar as tecnologias certas, definir instruções claras e avaliar criticamente o que a inteligência artificial gera. Surge assim um novo paradigma conhecido como spec-driven development, em que a qualidade da especificação e a visão de arquitetura se tornam mais importantes do que a escrita manual do código. Já que a Inteligência Artificial executa parte significativa da construção, a responsabilidade sobre decisões técnicas continua sendo humana. Por isso, o pensamento crítico ganha protagonismo, já que nem todo desafio precisa ser resolvido com inteligência artificial. Saber quando usar e, principalmente, quando não usar essas tecnologias virou uma competência estratégica e indispensável ao trabalho de desenvolvedores e o discernimento técnico sobre a viabilidade e o ROI da IA tornou-se a nova senioridade.  A proximidade com o negócio também aumenta. Como a tecnologia comoditiza  “como fazer”, o profissional precisa compreender melhor o impacto do que está sendo construído. Além disso, cresce a necessidade de curadoria técnica. Modelos são poderosos, mas não infalíveis. Sem supervisão humana, erros plausíveis podem se transformar em problemas reais, que podem, muitas vezes, causar impactos profundos no negócio.  Dados de baixa qualidade geram resultados insatisfatórios, e o uso inadequado de informações sensíveis pode trazer riscos reputacionais e legais relevantes. Portanto, segurança, governança e políticas claras devem ser parte central da estratégia tecnológica, além de serem incorporadas ao dia a dia de todos os profissionais. Afinal, sem cultura, processos e controle de dados, a tecnologia dificilmente escala de forma sustentável. Nesse contexto, a inteligência artificial não elimina a necessidade de desenvolvedores, ela redefine seu papel. Os profissionais mais valorizados tendem a ser aqueles que combinam profundidade técnica com visão de produto e negócio, capazes de atuar como mediadores entre estratégia humana, pensamento crítico e execução algorítmica. Quanto mais inteligentes se tornam as máquinas, maior é a responsabilidade de quem as supervisiona. Na nova fase do software, desenvolver não significa apenas escrever código. Significa garantir que a inteligência por trás dele esteja tomando as decisões certas. *José Oliveira é CTO da Certta, hub de verificação inteligente. Com mais de 20 anos de experiência em Tecnologia, Produtos, Inovação e Canais Digitais, o executivo acumula passagens por gigantes financeiras como Itaú, Nubank e Rede, onde liderou a implementação de soluções ‘Banking as a Service’. Além disso, José já atuou em conselhos de empresas de tecnologia e pagamentos digitais como Trinus, Kirvano, Finly Tech e Aleevia. Também possui um histórico comprovado em liderar grandes equipes, gerenciar produtos e impulsionar a inovação, sobretudo com o uso de IA. Sua formação une uma graduação em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul a um MBA pelo Ibmec e especialização na INSEAD, uma das principais escolas de negócios da Europa. Hoje, o especialista é responsável pela área de produto e tecnologia em uma das principais marcas de inteligência antifraude do país.

CMO Summit: Ana Gabriela Marin, CMO da Performa_IT, lidera debate sobre reinvenção do marketing diante da Inteligência Artificial

A Performa_IT, empresa de tecnologia com atuação em transformação digital, desenvolvimento de soluções, inteligência artificial, dados e produto, anuncia a participação de sua CMO, Ana Gabriela Marin, no CMO Summit 2026, um dos principais encontros de lideranças de marketing do país. A executiva será host de um debate no dia 25 de março, às 13h15, no IA Stage, dentro do formato roundtable, que promove conversas diretas entre executivos sobre temas estratégicos do mercado. O evento acontece nos dias 25 e 26 de março, no Expo Center Norte, em São Paulo, e as inscrições podem ser realizadas pelo site oficial: https://cmosummit.com.br/  Durante o encontro, Ana conduzirá a discussão “Como se reinventar como CMO diante da IA”, que reunirá lideranças de diferentes empresas para discutir como a Inteligência Artificial está transformando a tomada de decisões no marketing e nos negócios. Participam da conversa Bernardo Brandão, CMO da Nuvemshop; Rogério Bahia, superintendente de Marketing da Alelo; e Mariana Hatsumura, vice-presidente de Marketing da Blip. O painel abordará os desafios da liderança em um cenário em que a tecnologia avança rapidamente e exige dos executivos uma postura cada vez mais estratégica e técnica na adoção de soluções de Inteligência Artificial. Entre os temas discutidos estão os motivos que levam muitos projetos de IA a falhar, especialmente quando priorizam a tecnologia em vez da solução de problemas reais dos clientes, e a transformação das estruturas de trabalho com a incorporação de agentes de IA em processos corporativos. Ana Gabriela Marin é CMO da Performa_IT, onde lidera as estratégias de marketing e posicionamento da empresa no mercado de tecnologia e transformação digital, com foco na aplicação estratégica de dados, inovação e Inteligência Artificial aplicada aos negócios. Para a executiva, participar do CMO Summit ao lado de outras lideranças do setor é uma oportunidade importante de discutir o futuro da área em um momento de rápidas transformações. “O marketing vive uma grande  oportunidade com o avanço da inteligência artificial. Quando bem utilizada, a tecnologia pode assumir tarefas operacionais e liberar tempo das equipes para pensar estratégia, inovação e crescimento de negócio. Estar nesse debate com profissionais de grandes empresas é uma chance de trocar experiências e refletir sobre como os CMOs podem se reinventar diante dessa nova realidade”, afirma. O CMO Summit reúne profissionais de marketing, fundadores e executivos C-level para discutir tendências, inovação e estratégias de crescimento. O evento se consolidou como um espaço de troca entre lideranças do setor e conta com um público majoritariamente formado por tomadores de decisão; 86,2% dos participantes ocupam cargos de liderança como C-level, diretores, fundadores ou heads. CMO Summit 2026 Data: 25 e 26 de março de 2026 Local: Expo Center Norte – São Paulo Informações e inscrições: https://cmosummit.com.br/ 

Shiva levanta US$ 10 milhões com Monashees para ajudar empreendedores construírem produtos globais usando IA

A Shiva, comunidade criada para ajudar  empreendedores de tecnologia a criar produtos globais usando IA, acaba de levantar US$ 10 milhões em uma rodada pré-seed liderada pela Monashees e com a participação da Endeavor Catalyst. O aporte é o maior investimento já reportado nesse estágio na América Latina e marca o lançamento oficial da operação da empresa no Brasil, com ambição global desde o primeiro ciclo, e será alocado para financiar empreendedores por meio de bolsas mensais, apoiar o uso intensivo de ferramentas de IA e infraestrutura de nuvem, e dar acesso a mentorias de desenvolvimento, produto e negócios. Fundada por Lucas Marques, sócio e ex-COO da Méliuz e fundador da ONG Programadores do Amanhã, iniciativa voltada à formação e inclusão de jovens de baixa renda em tecnologia, a Shiva chega ao mercado a partir da tese que um novo tipo de startup vai surgir por conta da revolução tecnológica causada pela IA. A proposta parte da constatação de que a queda acelerada de custo e tempo para a construção de softwares por conta da inteligência artificial está dando origem às chamadas Stars (nova categoria de empresas de tech com times de no máximo três pessoas, construindo produtos globais, de nicho e alta margem, com IA no centro do modelo operacional). Nesse contexto, a Shiva, que opera de forma alinhada à tese que defende e mantém uma estrutura fixa mínima atualmente (com Lucas Marques como único membro permanente), atua em uma camada anterior ao venture capital tradicional, oferecendo apoio por meio de bolsas mensais a empreendedores brasileiros que desenvolvem soluções globais de software a partir do uso intensivo de IA.  “A inteligência artificial mudou radicalmente a equação de custo, tempo e complexidade para construir software. O modelo tradicional de venture capital, focado em poucos unicórnios altamente capitalizados, não captura bem essa nova geração de negócios já concebidos para operar em múltiplas línguas e moedas, com estruturas enxutas, alta eficiência operacional e potencial de rentabilidade frequentemente fora do radar do modelo convencional de VC. São empresas menores em capital, mas extremamente eficientes e rentáveis”, explica Lucas Marques, fundador da Shiva. O pioneirismo está na combinação de investimento, mentoria e comunidade em um desenho próprio. Isso porque o apoio financeiro ocorre por meio de bolsas mensais, concedidas por até 12 meses em troca de participação acionária, e diluição ajustada ao perfil desse novo tipo de empresa. Além disso, a Shiva oferece também orientação em decisões estratégicas pouco exploradas no debate público, como cap table, estrutura societária, instrumentos financeiros e escolhas operacionais críticas, mantendo uma comunidade ativa de founders voltada à troca prática sobre uso de IA, workflows, automações e ganhos de produtividade. O modelo foi desenhado para atender empreendedores de diferentes origens e trajetórias. Entre os perfis estão desde desenvolvedores que começaram a empreender em contextos desfavoráveis, como baixa renda e acesso limitado a capital, até profissionais seniores altamente capacitados que iniciam seus primeiros projetos autorais sem depender de grandes cheques iniciais. “A redução do custo de construir software abre uma janela inédita de democratização do empreendedorismo. Nosso papel é organizar esse movimento, dar suporte financeiro e intelectual e criar um ambiente onde esses fundadores consigam transformar produtos nichados em negócios globais sustentáveis antes mesmo de alcançarem o seed”, diz o fundador. Apesar das diferenças, a Shiva se posiciona como uma camada complementar ao venture capital tradicional, atuando antes do seed para formar uma nova geração de fundadores. A ideia é que parte desses empreendedores deve seguir para rodadas maiores com fundos institucionais; enquanto outra parte tende a construir negócios independentes, altamente rentáveis e sem necessidade de futuras rodadas de investimento.  “Com IA,  a lógica de risco e retorno mudou completamente. Um negócio enxuto, vendido por US$ 20 ou 30 milhões, ou que gere caixa de forma recorrente, pode ser um ativo extremamente atrativo. Aquele velho conceito de que as empresas ‘ou dão muito certo ou morrem’ deixa de ser a única opção”, afirma Marques. Expectativas e próximos passos Mais do que um novo veículo de investimento, a Shiva se propõe a organizar e dar escala a um movimento que já vinha se formando de maneira fragmentada no ecossistema global,o de empreendedores capazes de criar produtos globais de tecnologia com poucos recursos, pouca gente e alto grau de retorno. Ao estruturar capital, conhecimento e comunidade em torno dessa nova realidade, a empresa busca transformar um fenômeno disperso em uma camada consistente de formação de negócios e fundadores na era da inteligência artificial. O Brasil é o ponto de partida inicial pela densidade de desenvolvedores com vontade de empreender e pelo crescimento de comunidades de builders solo de IA, mas a expectativa da Shiva é impactar o mercado em escala global, ao financiar cerca de 100 empresas, mirando um retorno médio estimado de 10 vezes sobre o capital investido em cada star. “Unicórnios continuarão existindo, mas eles não serão o único símbolo de sucesso. A próxima onda de criação de riqueza em tecnologia pode vir de centenas de empresas enxutas, eficientes e profundamente conectadas aos seus usuários”, conclui.

Inteligência Artificial nas empresas: centralizar a IA em um Chief AI Officer pode limitar inovação, diz CEO global da Boyden

A rápida adoção da inteligência artificial nas empresas tem impulsionado a criação de novas funções como um todo, incluindo as executivas – entre elas a de Chief AI Officer (CAIO). O cargo é uma resposta à pressão por acelerar estratégias de transformação digital e capturar valor econômico da IA generativa. Mas centralizar essa agenda em uma única liderança pode ser um erro estratégico para as corporações. Segundo Chad Hesters, presidente e CEO global da Boyden, consultoria internacional de liderança e executive search, tratar a inteligência artificial como responsabilidade de um único executivo pode limitar a inovação dentro dessas organizações. “A IA é uma capacidade transversal. Ela transforma processos, tomada de decisão e criação de valor em praticamente todas as áreas da empresa”, afirma Hesters. Ele completa: “quando a tecnologia fica concentrada em um único executivo, existe o risco de criar um novo silo organizacional, exatamente o oposto do que a transformação digital exige.” Investimento em IA cresce, mas retorno ainda é desafio O debate ocorre em um momento de forte expansão dos investimentos corporativos em inteligência artificial. A consultoria IDC projeta que a tecnologia poderá gerar US$ 19,9 trilhões em impacto econômico global até 2030, o equivalente a cerca de 3,5% do PIB mundial naquele ano. Apesar desse crescimento, transformar investimentos em resultados concretos ainda é um desafio para muitos negócios. Pesquisa global da McKinsey mostra que 92% das organizações pretendem aumentar investimentos em IA nos próximos três anos, mas apenas 1% afirma ter maturidade suficiente para capturar valor em escala com a tecnologia.  Para Hesters, essa diferença entre investimento e retorno muitas vezes está ligada à forma como a tecnologia é integrada à estratégia corporativa. “Muitas organizações tratam a IA como um projeto de tecnologia, quando na verdade ela exige transformação operacional. Sem mudanças em processos, capacitação, dados e cultura organizacional, a tecnologia dificilmente gera impacto real no negócio”, explica. O risco dos projetos que não chegam à escala Outro sinal dessa dificuldade aparece no ciclo de vida das iniciativas de inteligência artificial. O Gartner estima que pelo menos 30% dos projetos de IA generativa serão abandonados após a fase de prova de conceito até o fim de 2025, devido a fatores como qualidade insuficiente de dados, custos elevados e falta de integração com processos de negócio. Segundo Hesters, a centralização excessiva da agenda de IA pode contribuir para esse cenário. Quando a tecnologia fica concentrada em uma área específica ou em um “czar tecnológico”, iniciativas tendem a priorizar demonstrações técnicas em vez de resolver problemas operacionais concretos.  “O resultado costuma ser uma sequência de pilotos promissores que não conseguem escalar dentro da organização”, conclui. Governança distribuída ganha espaço nas empresas Como alternativa, Hesters defende um modelo de governança distribuída da inteligência artificial, no qual diferentes áreas da empresa compartilham responsabilidade pela adoção da tecnologia. Nesse modelo, áreas como CIO ou CTO lideram infraestrutura, arquitetura de dados, segurança e diretrizes de uso responsável da IA. Ao mesmo tempo, as unidades de negócio assumem protagonismo na identificação e implementação de aplicações práticas, focadas em produtividade, automação e melhoria da tomada de decisão. Esse modelo reflete uma mudança mais ampla na forma como as empresas estão estruturando suas estratégias de inteligência artificial. Segundo estudo do IBM Institute for Business Value (IBV), 26% das organizações já possuem um Chief AI Officer, mas a tendência crescente é combinar essa função com estruturas colaborativas que envolvem múltiplas áreas da companhia. Valor econômico depende de adoção ampla Estudos também indicam que o potencial econômico da inteligência artificial depende diretamente da adoção disseminada da tecnologia dentro das empresas. Relatório da McKinsey estima que a IA generativa pode adicionar entre US$ 2,6 trilhões e US$ 4,4 trilhões por ano à economia global, especialmente em áreas como engenharia de software, marketing, operações e atendimento ao cliente.  Na avaliação de Hesters, capturar esse valor exige mais do que criar novas posições executivas. “A gestão da inteligência artificial envolve muito mais do que tecnologia. Ela exige colaboração entre estratégia, tecnologia, jurídico, compliance, dados e recursos humanos”, afirma. Ou seja, a empresa que realmente vai capturar valor com IA é aquela que distribui a capacidade de inovar por toda a organização.

Mercado de inteligência artificial na América Latina pode ultrapassar US$ 500 bilhões até 2034; Brasil lidera expansão regional

O mercado de inteligência artificial (IA) na América Latina deve crescer cerca de US$ 40,5 bilhões em 2026, chegando aos US$ 504,7 bilhões até 2034. Os números extremamente positivos fazem parte de um relatório da Market Data Forecast, publicado neste trimestre, que aponta também uma taxa anual de crescimento (CAGR) de 37,1%. O avanço da inteligência artificial na região reflete uma aceleração da digitalização em diversos setores da economia. Empresas de diferentes portes estão adotando soluções baseadas em IA para automatizar operações, analisar grandes volumes de dados e personalizar experiências de clientes. Na prática, tecnologias desse tipo já são usadas por bancos para detectar fraudes em tempo real, por hospitais para apoiar diagnósticos médicos e por varejistas para prever demanda e otimizar estoques. De acordo com o relatório da Market Data Forecast, o mercado de IA na América Latina deve saltar de aproximadamente US$ 40,5 bilhões para cerca de US$ 504,7 bilhões até 2034, consolidando um dos ritmos de crescimento mais acelerados do setor tecnológico global. O Brasil aparece como principal motor dessa expansão, concentrando 38,2% da participação regional em 2024, com forte presença de aplicações em áreas como finanças, saúde e agricultura. Outro fator relevante para a expansão é o fortalecimento de políticas públicas e iniciativas voltadas ao desenvolvimento do ecossistema de inteligência artificial. Países latino-americanos, incluindo o Brasil, vêm implementando planos nacionais de IA que incentivam formação profissional, financiamento de pesquisa e parcerias com universidades. No caso brasileiro, a Estratégia Nacional de Inteligência Artificial (ENIA) contribuiu para a criação de centros de pesquisa, hubs acadêmicos e colaborações público-privadas. Para Fabio Tiepolo, CEO da Starya AI, empresa referência no setor, o crescimento projetado para a região reflete uma transformação estrutural na forma como empresas e governos utilizam tecnologia. “A inteligência artificial deixou de ser um experimento restrito a grandes empresas e passou a integrar o dia a dia de organizações de todos os portes. A combinação entre digitalização acelerada, disponibilidade de dados e avanço das ferramentas de IA cria um ambiente propício para ganhos de produtividade em praticamente todos os setores”, afirma. Segundo o executivo, o protagonismo do Brasil na região também está ligado ao tamanho do mercado interno e ao dinamismo do ecossistema de inovação. “O país reúne um conjunto relevante de fatores: grande base de consumidores, crescimento do número de startups de tecnologia, formação de talentos em ciência de dados e iniciativas públicas como a ENIA. Isso ajuda a explicar por que o Brasil se consolidou como o principal polo de desenvolvimento e adoção de IA na América Latina”, diz Tiepolo. Na avaliação do CEO da Starya AI, o impacto da inteligência artificial tende a se ampliar nos próximos anos, impulsionando novos modelos de negócio e transformações no mercado de trabalho. “A adoção de IA deve continuar avançando à medida que mais empresas busquem eficiência operacional e melhor uso de dados. Ao mesmo tempo, veremos uma demanda crescente por profissionais especializados em tecnologia, ciência de dados e desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial”, conclui.

Execução de IA: a próxima vantagem competitiva

Por Ramon Ribeiro, Diretor Comercial da Solo Network Há poucos anos, adotar inteligência artificial (IA) em uma empresa era visto como algo inovador; hoje tornou-se praticamente obrigatório. Mesmo assim, muitas organizações ainda patinam para gerar valor real a partir dessas iniciativas. A realidade é que ter uma estratégia de IA não basta: é preciso entregá-la. Uma pesquisa global recente feita pela norte-americana Turing, que realiza pesquisas no campo da IA, indica que apenas 12% dos líderes empresariais dizem ter sido “muito bem-sucedidos” em traduzir suas estratégias de IA em resultados operacionais. Diante disso, cresce o consenso de que a vantagem competitiva no mundo da IA vai vir da execução eficaz, e não apenas de boas ideias. Afinal, não é a empresa com o maior modelo ou o plano mais sofisticado que vence, e sim aquela que transforma conceitos de IA em resultados mensuráveis rapidamente. Enquanto muitas correm atrás do hype, as líderes focam em como implantar a IA de modo a gerar impacto concreto. A questão já não é se uma empresa deve adotar IA, mas quão rápido ela consegue criar valor em escala com IA – antes que a concorrência o faça. Em suma, a capacidade de tirar projetos de IA do papel com agilidade e escala desponta como o próximo grande diferencial competitivo. Execução: o fator decisivo na era da IA Temos assistido a uma corrida para experimentar IA em todos os setores. Modelos avançados, projetos-piloto e provas de conceito surgiram por toda parte nas empresas. Porém, um número surpreendente dessas iniciativas nunca passa do experimento inicial para uma implementação real em larga escala. E é nesse “vale da morte” entre o laboratório e a produção que grande parte dos esforços de IA se perde. Essa lacuna de execução envolve vários fatores interconectados – desde deficiências na estratégia e falta de foco durante a implantação, até desalinhamento da liderança, baixa prontidão organizacional e limitações de capacidade técnica. Em grande medida, o obstáculo não é a tecnologia em si, mas como ela é incorporada aos processos e pessoas. Implementar IA com sucesso exige repensar não apenas a tecnologia, mas também quem faz o trabalho e como o trabalho é feito dentro da empresa. Organizações que tratam a IA apenas como um projeto de TI ou uma iniciativa pontual de eficiência tendem a esbarrar nesses limites. Em contraste, aquelas que encaram a IA como uma transformação estratégica – envolvendo pessoas, processos e inovação de forma integrada – saem na frente. Esses líderes dão às equipes espaço para experimentar, falhar, inovar e escalar o que funciona, cultivando uma cultura de aprendizado contínuo e colaboração entre as áreas de negócio e tecnologia. Investidores também já cobram resultados: empresas que demonstram eficiência e crescimento impulsionados por IA estão sendo recompensadas no mercado, enquanto a demora ou indecisão em apresentar valor tangível com IA pode minar a confiança dos acionistas e a valorização da companhia. O que caracteriza uma execução eficaz de IA Empresas que realmente extraem valor da IA operam com agilidade e foco. Em vez de esperar por soluções perfeitas, equipes de alto desempenho testam e ajustam rapidamente pequenos experimentos em ciclos curtos, muitas vezes semanais. Essa abordagem iterativa reduz riscos e garante alinhamento constante entre a tecnologia e as necessidades do negócio. Desde o início, as iniciativas são ancoradas em métricas claras de sucesso. O retorno sobre o investimento não é tratado como uma promessa futura, mas como critério presente: se o projeto não entrega resultado, ele é ajustado ou interrompido. Isso evita desperdício de recursos e mantém a execução orientada por impacto real. Outro traço comum é o foco deliberado. Em vez de tentar transformar tudo de uma vez, as empresas mais eficazes escolhem um gargalo específico – um processo ineficiente, uma fricção recorrente – e aplicam IA ali. Ao resolver um problema por vez, constroem ganhos rápidos que geram tração interna e aprendizado acumulado. Consequentemente, a equipe que implementa melhorias de IA de forma consistente inevitavelmente supera aquela que passa tempo demais apenas debatendo ideias. Em mercados que se movem em ritmo acelerado, ficar parado equivale a ficar para trás. Empresas que operacionalizam a IA primeiro acabam definindo novos patamares de velocidade, eficiência e experiência ao cliente que os demais terão dificuldade em alcançar. As empresas que adotarem essa mentalidade de execução ágil orientada a valor liderarão seus mercados, impulsionadas por um ciclo virtuoso de inovação e resultados. Já aquelas que ficarem apenas na teoria ou na lentidão correrão o risco de se tornarem irrelevantes. A próxima vantagem competitiva não virá da tecnologia em si, mas de como se faz a tecnologia acontecer.

Personal Monopoly: a diferenciação humana na era da Inteligência Artificial (IA)

Por Mário Soma, CEO e Head B2B da Pólvora Comunicação A expansão da Inteligência Artificial (IA) inaugurou uma nova fase na economia da informação. Em poucos anos, ferramentas capazes de produzir textos, análises e relatórios passaram a gerar conteúdo em escala praticamente ilimitada. Esse avanço trouxe ganhos claros de produtividade, mas também provocou uma mudança importante no ambiente informacional. A abundância passou a substituir a escassez. Hoje, as pessoas convivem com um volume de informação muito maior do que a capacidade humana de absorção. A sensação de saturação, frequentemente mencionada em ambientes corporativos, nasce justamente desse cenário. Curiosamente, essa saturação não está associada apenas à quantidade de conteúdo disponível. Em muitos casos, ela decorre da repetição de narrativas semelhantes, conceitos idênticos e discursos cada vez mais padronizados. Diferentes empresas e profissionais acabam utilizando praticamente o mesmo vocabulário (gerado pela IA) para apresentar propostas distintas. O resultado é um ambiente de comunicação homogêneo, no qual se torna difícil distinguir ideias verdadeiramente originais. Entre especialistas em economia digital, um conceito vem ganhando espaço para explicar esse movimento: Personal Monopoly. A expressão descreve a construção de um território profissional singular, sustentado pela combinação única de experiência, repertório e visão estratégica de um indivíduo. Em vez de competir diretamente com outros profissionais, a lógica passa a ser a ocupação de um espaço intelectual próprio. Quando essa singularidade se consolida, a comparação deixa de ser automática. A proposta de valor torna-se difícil de replicar. A evolução da autoridade A forma como a autoridade profissional é construída mudou significativamente nas últimas décadas. Nos anos 1990, a influência estava associada principalmente à produção de conhecimento original. Autores e especialistas consolidavam reputação por meio de livros, pesquisas acadêmicas e conferências. Com a expansão da internet e das redes sociais, essa dinâmica mudou. A partir da década de 2010, a visibilidade digital e a produção contínua de conteúdo passaram a desempenhar papel central na construção de reputação profissional. Esse modelo começa agora a apresentar sinais de esgotamento. A IA ampliou drasticamente a capacidade de produção de conteúdo. Produzir conteúdo deixou de ser, por si só, um diferencial competitivo. O que passa a ganhar valor é a interpretação da realidade, a capacidade de conectar informações e a experiência prática acumulada que orienta essa leitura. Em outras palavras, a abundância de conteúdo desloca o valor para a perspectiva humana. A economia da confiança Esse deslocamento também aparece nos indicadores de confiança. Estudo conduzido pelo B2B Thought Leadership Impact Report mostra que 73% dos decisores B2B afirmam confiar mais em conteúdos de thought leadership do que em materiais tradicionais de marketing.  O levantamento também indica que nove em cada dez executivos passam a considerar empresas que antes desconheciam após consumir conteúdos desse tipo. Os dados sugerem que a capacidade de desenvolver análises próprias e perspectivas consistentes exerce influência direta na construção de credibilidade. Em ambientes corporativos complexos, executivos buscam referências que demonstrem experiência prática, capacidade analítica e entendimento profundo dos desafios do mercado. As bases do monopólio pessoal O conceito de Personal Monopoly foi sendo estruturado ao longo dos últimos anos por pensadores que analisam as transformações da reputação na economia digital. O investidor e filósofo Naval Ravikant sintetizou um princípio relevante ao afirmar que a autenticidade reduz a competição direta. Quanto mais singular for a combinação de experiências e interesses de um profissional, menor será a possibilidade de substituição. O escritor e estrategista David Perell ampliou essa visão ao destacar o papel da interseção entre áreas distintas de conhecimento. Profissionais que transitam entre disciplinas tendem a produzir interpretações mais originais. Já o empreendedor Jack Butcher introduziu uma dimensão prática ao conceito com a ideia de Proof of Work. A autoridade intelectual se fortalece quando ideias aparecem de forma consistente em projetos, conteúdos e entregas concretas ao longo do tempo. O fator humano na economia da IA Ferramentas de Inteligência Artificial possuem grande eficiência na organização e síntese de informações. Entretanto, algumas dimensões permanecem profundamente associadas à experiência humana. A vivência prática de problemas complexos, o contexto acumulado e a capacidade de julgamento diante de cenários ambíguos continuam sendo fatores determinantes na construção de credibilidade. Esses elementos formam aquilo que pode ser entendido como a assinatura intelectual de um profissional. Quando essa assinatura aparece em análises, decisões e conteúdos, ela gera um efeito cumulativo de confiança. A confiança tende a se consolidar como um dos ativos mais escassos da economia contemporânea. A diferenciação deixa de depender apenas do conhecimento técnico e passa a depender da capacidade de desenvolver uma perspectiva própria. O Personal Monopoly surge justamente nesse ponto de convergência entre experiência, pensamento original e consistência intelectual. Em um mercado cada vez mais saturado de conteúdo, a singularidade humana passa a representar uma das formas mais sólidas de diferenciação.

IA aplicada à cibersegurança muda a lógica da detecção e resposta em cloud

Por Alexandre Theodoro, diretor de Negócios e Soluções da Faiston Com o início de 2026, as empresas enfrentam um panorama complexo quando se trata de segurança na nuvem. O volume de ataques cibernéticos semanais saltou quase 50% em relação ao ano anterior, com as empresas sofrendo cerca de 1,9 mil investidas por semana. Incidentes de ransomware dispararam 126% apenas no primeiro trimestre de 2025. Essa explosão de ameaças ocorre em meio à onipresença da computação em nuvem: aproximadamente 88% das empresas em todo o mundo já operam ambientes de TI híbridos e quase 80% utilizam múltiplos provedores de nuvem, expandindo a superfície de ataque digital. Em ambientes de nuvem dinâmicos, recursos e workloads surgem e desaparecem em questão de momentos, distribuídos por múltiplas contas, regiões e provedores. Tecnologias nativas de nuvem e até iniciativas paralelas não autorizadas agravam os riscos de configurações expostas e vulnerabilidades despercebidas. Ferramentas tradicionais de monitoramento não conseguem acompanhar o ritmo, abrindo pontos cegos que atacantes exploram. Por isso, a chamada “observabilidade dinâmica”, potencializada por IA, tornou-se indispensável. Soluções inteligentes de observabilidade coletam e processam volumes massivos de dados em tempo real a partir de diversas fontes, oferecendo uma visão contextual e integrada de todo o ambiente. Essa consciência situacional contínua permite detectar comportamentos anômalos assim que surgem, algo impraticável de forma manual na escala das nuvens modernas. IA: tecnologia também aumenta os riscos A inteligência artificial também vem transformando a forma como as ameaças são analisadas e correlacionadas. Em vez de depender de regras fixas e respostas predefinidas, as soluções mais avançadas utilizam modelos de machine learning para entender padrões comportamentais, comparar contextos históricos e identificar desvios com base em probabilidade de risco. Isso reduz drasticamente o volume de falsos positivos, liberando os analistas para se concentrarem nos incidentes realmente relevantes. Mais do que isso, esses sistemas aprendem com cada tentativa frustrada de invasão, fortalecendo a postura defensiva de forma contínua. Essa nova abordagem impacta diretamente o tempo de resposta. Em arquiteturas cloud-native, onde contêineres têm ciclos de vida de segundos e a lateralidade de um ataque pode comprometer dezenas de serviços em minutos, a velocidade de reação é determinante. Iniciativas como a métrica “555” – detectar uma ameaça em até 5 segundos, investigar em 5 minutos e responder em mais 5 – refletem o novo padrão de exigência operacional. E é a automação, combinada à inteligência artificial, que torna esse nível de agilidade possível. Plataformas de cibersegurança orientadas por IA já conseguem isolar workloads suspeitos, revogar permissões, aplicar correções ou iniciar rollbacks com base em regras adaptativas e aprendizado prévio – tudo isso sem depender de comandos manuais. Esse avanço técnico tem repercussões profundas na estrutura organizacional das equipes de segurança. Em vez de manter grandes times para triagem e correlação de alertas, muitas empresas estão migrando para modelos híbridos, em que profissionais altamente qualificados trabalham em conjunto com sistemas autônomos de resposta e observabilidade. A automação cuida do volume; o humano, do julgamento estratégico. Essa divisão de papéis exige uma mudança cultural nas equipes de segurança, que passam a atuar mais como orquestradores de inteligência do que como operadores de ferramentas. Além disso, cresce a busca por serviços gerenciados de segurança com capacidades nativas de IA. O modelo tradicional de MSSP, centrado em SOCs baseados em regras e monitoramento passivo, já não atende à escala nem à velocidade dos ambientes distribuídos. Por isso, muitos líderes estão migrando para ofertas de MDR (Managed Detection and Response) e XDR (Extended Detection and Response), em que a automação, a telemetria em tempo real e o uso de modelos preditivos são parte do serviço. De acordo com o Gartner, até o fim de 2025, 60% das empresas já terão adotado pelo menos uma solução desse tipo – o dobro do registrado em 2024. Mais do que uma resposta tecnológica, esse movimento representa uma mudança estratégica: proteger o ambiente cloud com a mesma fluidez e adaptabilidade com que ele opera. É reconhecer que não há mais tempo para esperar a ameaça se manifestar completamente para só então reagir. A segurança agora precisa ser preditiva, contextual e, acima de tudo, contínua – e a IA tem sido o elemento central nessa virada de paradigma. Se, até pouco tempo atrás, a discussão sobre cibersegurança girava em torno de perímetros, firewalls e políticas de acesso, em 2026 ela se concentra em aprendizado, automação e orquestração inteligente. A nuvem não para, e as ameaças tampouco. Quem ainda tenta proteger esse ambiente com abordagens reativas está simplesmente atrasado. A nova lógica é clara: ou sua defesa pensa mais rápido que o ataque, ou ela já perdeu.

O que esperar da IA aplicada à gestão em 2026?

Por Mauricio Frizzarin À medida que o ano de 2026 avança, a Inteligência Artificial (IA) deixa de ser uma promessa futurista e se torna um elemento central na gestão empresarial em todos os segmentos da economia. Não se trata apenas de experimentar ferramentas novas, mas de redesenhar modelos de gestão, operar com base em dados em tempo real e criar vantagem competitiva sustentável em mercados cada vez mais dinâmicos e complexos. Isso significa que há algumas tendências relevantes de aplicação da IA em processos de gestão, com vantagens concretas para as empresas. Claro, o Brasil pode acelerar a adoção dessa e de outras novas tecnologias para impulsionar produtividade, inovação e competitividade. Inclusive, diversos estudos, tais como o ‘The State of AI’, de 2025, feito pela McKinsey & Company, mostram que as empresas estão incorporando a IA em ritmo acelerado em todo o mundo. Segundo o levantamento, 78% das empresas já usam IA em ao menos uma função de negócio — um salto significativo em relação a anos anteriores, com a tecnologia saindo das fases de teste para implantações em larga escala. Em pequenas e médias empresas (PMEs), 78% já utilizam IA em algum setor, especialmente em atendimento ao cliente, marketing e operações. Por fim, o estudo aponta que organizações que investem em IA com objetivos de crescimento e inovação tendem a alcançar melhores resultados do que aquelas que a usam apenas para redução de custos. Esses números destacam que a Inteligência Artificial não é mais opcional, mas um componente estratégico e indispensável na gestão moderna, que está transformando a gestão de forma relevante. Afinal, com o uso de IA as tomadas de decisão ficam mais rápidas e assertivas, visto que sistemas de IA conseguem analisar grandes volumes de dados em tempo real, fornecendo insights que gestores humanos demorariam dias ou semanas para gerar. Isso melhora desde decisões operacionais até estratégias de mercado. Além disso, a automação de processos e produtividade está revolucionando tarefas repetitivas e administrativas, desde processamento de documentos até cálculo de preços e otimização de inventário.  Outro benefício é atrelado ao atendimento e experiência do cliente. Chatbots, assistentes virtuais e agentes de IA já respondem grande parte das interações rotineiras dos clientes, garantindo atendimento 24/7 e mais satisfação. Fora isso, o planejamento financeiro se torna ainda mais objetivo, uma vez que as ferramentas de IA analisam padrões históricos e variáveis emergentes para criar projeções robustas de fluxo de caixa, gastos e receita, aumentando a precisão do planejamento financeiro. E, para fechar, há as vantagens relacionadas ao recrutamento e gestão de talentos, por conta da automatização de tarefas ligadas à triagem de currículos, realização de entrevistas preliminares e análise de perfil, que permitem liberar os gestores para focar em decisões humanas estratégicas. Empresas que investem estrategicamente em IA relatam retornos médios de 3,7 vezes o valor investido. No caso das PMEs, há ganhos significativos de produtividade, melhor experiência do cliente e aceleração da inovação. Além disso, organizações que combinam dados de qualidade, governança robusta e integração tecnológica conseguem extrair resultados muito superiores à média. Em mercados competitivos, empresas que dominam o uso de IA obtêm vantagens que se acumulam ao longo do tempo. No Brasil, há um ecossistema de inovação vibrante, com startups e iniciativas que já aplicam IA em gestão empresarial. Exemplos de empresas brasileiras que inovam com IA incluem soluções de automação de atendimento, CRM inteligente e plataformas de gestão financeira que automatizam processos contábeis e operacionais. Com políticas públicas que incentivem inovação, capacitação e parcerias entre empresas e instituições acadêmicas, o Brasil tem tudo para se posicionar entre os líderes da América Latina em adoção de IA aplicada à gestão. Na minha visão, em 2026, a inteligência artificial vai ajudar a remodelar a forma como as empresas são geridas ao transformar a tomada de decisões, melhorar a experiência do cliente, fortalecer times e moldar estratégias vencedoras. Nas empresas brasileiras, a pergunta deve deixar de ser “adotar ou não?” para se tornar “quão rápido e de forma estratégica nós iremos implementar?”. A resposta a essa pergunta definirá quem lidera setores e quem fica para trás. A tecnologia é apenas uma parte da equação. A verdadeira vantagem competitiva virá de líderes que saibam integrar IA à cultura e à estratégia do negócio, transformando o potencial da tecnologia em resultados reais. *Mauricio Frizzarin é fundador e CEO da QYON Tecnologia, empresa norte-americana especializada no desenvolvimento de softwares para gestão empresarial com inteligência artificial. Frizzarin cursou Tecnologia de Software e Marketing, OPM (Owner/President Management) na Harvard Business School, Executive Education em Inteligência Artificial na University of California, Berkeley e em Fintech em Harvard – www.qyon.com 

Buscas por IA aumentam a importância de fontes confiáveis e citações

Não é de hoje que a inteligência artificial está transformando a forma como as pessoas buscam informação na internet. Recursos como respostas geradas automaticamente, resumos instantâneos e interfaces mais conversacionais já fazem parte da experiência de pesquisa.  No entanto, apesar da mudança na interface, a lógica que sustenta a qualidade dessas respostas continua fortemente ligada à web aberta e, principalmente, à credibilidade das fontes. Devido a isso, sinais tradicionais de autoridade, como links, menções e presença editorial, tendem a ganhar ainda mais importância. IA muda a experiência da busca, mas não elimina o ranking Nos últimos meses, o Google passou a integrar recursos baseados em inteligência artificial diretamente na página de resultados. Um dos exemplos mais visíveis são os AI Overviews, que apresentam um resumo inicial sobre determinado tema antes da lista tradicional de links. A proposta é ajudar o usuário a compreender rapidamente assuntos complexos e, a partir disso, explorar conteúdos mais aprofundados. No entanto, a presença da IA não significa que o sistema de ranking das buscas deixou de existir. “Mesmo com a evolução da inteligência artificial, os buscadores continuam precisando identificar quais páginas são mais confiáveis, relevantes e úteis antes de utilizá-las como base para gerar respostas”, explica Alice Bachiega, especialista em comunicação e PR da agência de link building Do Follow.  Sendo assim, a IA muda a forma como a informação aparece, mas não elimina os critérios que determinam quais conteúdos merecem destaque. Nesse processo, conceitos como EEAT (Experience, Expertise, Authoritativeness e Trustworthiness), usados pelo Google para avaliar experiência, especialização, autoridade e confiabilidade das fontes, continuam sendo referências importantes para identificar conteúdos de qualidade. Conteúdo da web continua sendo base das respostas Apesar do avanço dos modelos generativos, os sistemas de IA ainda dependem do conteúdo publicado na internet para funcionar. Isso vale tanto para recursos integrados aos buscadores, como os AI Overviews do Google, quanto para assistentes baseados em IA, como ChatGPT e Perplexity, por exemplo. Na prática, isso significa que as respostas geradas automaticamente continuam sendo construídas a partir de informações disponíveis online, muitas vezes reunindo dados de diferentes fontes. Nesse cenário, a autoridade editorial se torna um fator ainda mais relevante para que determinados conteúdos sejam utilizados como referência. Backlinks funcionam como “votos de confiança” Entre os sinais utilizados pelos algoritmos para avaliar a credibilidade de um site estão os backlinks, que são links de outros sites apontando para uma determinada página. Esses links funcionam como uma espécie de recomendação pública. Quando um site relevante cita outro conteúdo, ele indica que aquela informação merece atenção. A própria filosofia de funcionamento do Google destaca esse princípio: o mecanismo de busca utiliza milhões de links publicados na internet para ajudar a determinar quais páginas oferecem conteúdo de valor. Assim, fatores como qualidade, quantidade e consistência desses links podem influenciar diretamente a visibilidade de um site nos resultados. Autoridade digital também influencia respostas de IA Com a chegada das interfaces baseadas em inteligência artificial, a construção de autoridade digital passou a impactar não apenas o ranking tradicional, mas também as respostas geradas automaticamente. “Sem dúvidas, as respostas vindas de ferramentas de IA têm ganhado espaço na SERP e a maior parte dos nossos clientes já sente esse impacto, especialmente em termos com intenção informacional”, afirma Carolina Glogovchan, CEO da Do Follow. Segundo ela, as estratégias de SEO estão se adaptando para acompanhar esse novo cenário. “Para acompanhar esse cenário de mudança, aqui na Do Follow temos investido nas menções à marca, bem como no olhar para outras métricas como impressões, bots que acessam os sites e prompts que podem ser usados pelos usuários para chegar aos nossos clientes. Tudo ainda é bastante novo, mas nosso olhar tem sido atento para acompanhar as mudanças e observar retornos vindos neste canal”, explica. Contexto e relevância das citações também importam Além da quantidade de backlinks, os algoritmos analisam o contexto e a relevância das páginas que fazem essas citações. Links provenientes de sites que compartilham temas ou áreas de atuação semelhantes tendem a ter mais peso. Menções em veículos de imprensa, blogs especializados e plataformas reconhecidas também ajudam a fortalecer a credibilidade de uma marca. Para Alice Bachiega, essa construção de reputação digital passa por uma presença consistente em diferentes ambientes da internet. “Quando um site é citado por portais, especialistas ou comunidades relevantes, ele começa a formar uma rede de reconhecimento. Esses sinais ajudam os algoritmos e também os sistemas de IA a identificar quais fontes são mais confiáveis e frequentemente utilizadas como referência”, afirma. Conteúdo original ganha ainda mais valor Outro ponto destacado nas discussões sobre o futuro da busca é a importância de produzir conteúdos originais. Com a popularização da inteligência artificial generativa, conteúdos genéricos ou muito semelhantes tendem a ter menos destaque. Páginas que apresentam análises próprias, dados exclusivos ou interpretações diferenciadas têm mais chances de ganhar relevância tanto nos buscadores quanto nas respostas geradas por IA. Um novo cenário, com fundamentos conhecidos Apesar das mudanças trazidas pela inteligência artificial, as especialistas afirmam que o cenário atual representa mais uma evolução do que uma ruptura completa. Princípios clássicos do SEO, como autoridade, relevância e experiência do usuário, continuam sendo fundamentais para determinar quais conteúdos se destacam na internet. Com esse foco, estratégias como produção de conteúdo relevante, presença editorial e link building tendem a se tornar ainda mais estratégicas, já que as fontes por trás das respostas geradas por IA passam a ser o verdadeiro diferencial.

A inteligência artificial não é o desafio. A adaptação humana é

Por Cesar Cotait Kara José No esporte, evolução nunca foi opcional. Mudanças em regras, equipamentos e estratégias fazem parte da dinâmica competitiva. A história do esporte é, essencialmente, a história da adaptação humana. Com a inteligência artificial, a lógica é idêntica. Assim como um novo equipamento não transforma um atleta despreparado em campeão, a IA não converte organizações em referências de performance. Sem ética, transparência e preparo mental, corremos o risco de utilizar uma tecnologia poderosa sem a maturidade necessária para extrair seu valor. No esporte, desempenho não pode ser conquistado às custas da integridade. No mundo corporativo, o princípio deveria ser o mesmo. Ao longo de minha trajetória como esportista, CEO e empreendedor, acompanho de perto os dois lados dessa transformação. Atuando junto a algumas das maiores organizações dos setores financeiro, saúde, varejo e indústria, observo como a IA pode atuar como uma alavanca estratégica de crescimento e como uma fonte relevante de riscos operacionais e culturais. Essa dinâmica já aparece em estudos globais. Relatórios da McKinsey & Company indicam que o maior obstáculo para captura de valor com IA não está na tecnologia, mas na preparação organizacional, na liderança e na capacidade humana de integração estratégica. No esporte, toda vantagem tecnológica exige preparo humano. No ciclismo, por exemplo, uma bicicleta aerodinâmica não compensa falta de condicionamento. Equipamentos amplificam capacidade — não criam competência. Isso vale para métricas avançadas ou qualquer inovação técnica: sem treino, disciplina e estratégia, tecnologia vira apenas expectativa frustrada. No ambiente corporativo, a IA exerce o mesmo papel. Empresas que adotaram IA sem preparo frequentemente enfrentaram desalinhamentos, decisões inconsistentes e tensões internas. Em contraste, organizações que investiram em capacitação testemunharam ganhos reais em produtividade e eficiência. A IA se comporta de maneira semelhante ao surf. Uma prancha em mar calmo oferece estabilidade. Em mar agitado, porém, o mesmo equipamento pode ampliar horizontes ou provocar quedas abruptas. O resultado depende menos da prancha e mais da leitura do ambiente, do preparo técnico e da capacidade de ajuste contínuo do atleta. Ainda assim, o debate público permanece excessivamente concentrado na potência das máquinas. O verdadeiro desafio é outro. A agenda do Fórum Econômico Mundial reforça que as competências críticas para o futuro do trabalho não são exclusivamente técnicas, mas habilidades humanas como pensamento analítico, criatividade, resiliência e aprendizado contínuo. Ao mesmo tempo em que amplia capacidades, a IA introduz riscos silenciosos, como a obsolescência cognitiva. No esporte, músculos não exigidos atrofiam. Capacidades não treinadas deterioram. Na interação com sistemas inteligentes, observa-se dinâmica semelhante. Não se trata apenas de memória ou cálculo, mas da capacidade de questionar, interpretar ambiguidades e sustentar pensamento crítico em contextos complexos. Outro fenômeno emergente é a chamada poluição de realidade. No esporte, excesso de estímulo sem recuperação compromete desempenho. No ambiente informacional contemporâneo, a produção massiva de conteúdo sintético começa a produzir efeito análogo. Quando tudo pode ser perfeitamente simulado, o próprio conceito de “real” torna-se instável, gerando ruído, fadiga cognitiva e erosão de confiança. Há ainda impactos menos visíveis. Sistemas de IA, treinados com dados históricos, tendem a reproduzir padrões do passado. No esporte, estratégias ultrapassadas não sustentam competitividade. Na cultura, padrões históricos podem ser amplificados sob aparência de neutralidade algorítmica. Gradualmente, decisões e narrativas passam a responder mais ao algoritmo do que à experiência humana. Nesse cenário, emerge uma competência decisiva: mentalidade de crescimento. No esporte, evolução depende de ajuste contínuo, sobrecarga progressiva e tolerância ao desconforto. Na carreira, a dinâmica é idêntica. Profissionais e organizações que prosperarão não serão os que resistirem à transformação, mas os que desenvolverem capacidade de adaptação. No fim, a corrida não será contra as máquinas. Será contra a própria resistência humana à evolução. Porque, em última instância, a inteligência artificial não representa apenas uma revolução tecnológica. Representa o ambiente mais exigente já imposto à cognição humana. E, como em qualquer competição, prosperarão aqueles que compreenderem uma verdade fundamental: adaptação não é reação eventual. É disciplina permanente. Com mais de três décadas de atuação executiva, Cesar Cotait Kara José é Head Global da unidade de negócios de Financial Services da Exadel. É autor dos livros “Atleta Corporativo” e “Pilares do Sucesso”, obras dedicadas à liderança, desenvolvimento profissional e alta performance.

Como a inteligência artificial impulsiona o planejamento estratégico no setor de beleza

Por Davi Iglesias, CEO da Gendo O uso da inteligência artificial (IA) na rotina de gestão tem transformado a forma como empresas de serviços planejam seu crescimento e tomam decisões. No setor de beleza e bem-estar, em que a operação depende diretamente de agenda, recorrência de clientes e produtividade da equipe, o uso estratégico de dados passou a ser um grande diferencial competitivo.  Durante muito tempo, o planejamento estratégico nesses negócios foi construído com base em percepções e na experiência prática dos gestores. Embora esse conhecimento continue sendo importante, a complexidade atual do mercado exige análises mais rápidas e precisas. Variações na demanda, mudanças no comportamento do consumidor e pressão por eficiência tornaram a leitura de dados operacionais um elemento central para decisões mais seguras.  Dados como base do planejamento  Hoje, informações geradas na rotina de atendimento como volume de agendamentos, horários de pico, serviços mais procurados, desempenho de profissionais e frequência de retorno dos clientes, oferecem um retrato detalhado do funcionamento do negócio. Quando organizados e analisados de forma estruturada, esses dados permitem identificar padrões, antecipar demandas e ajustar estratégias com maior precisão.  Dessa forma, a inteligência artificial vem ganhando espaço como ferramenta de apoio à gestão. Sistemas capazes de analisar grandes volumes de dados operacionais conseguem identificar tendências e gerar recomendações práticas, reduzindo a dependência de análises manuais e tornando o planejamento mais ágil. Em vez de decisões baseadas apenas na intuição, os gestores passam a contar com evidências concretas para definir metas, ajustar preços, reorganizar a agenda ou estruturar campanhas.  Algumas soluções recentes já aplicam esse conceito na rotina de negócios de serviços. O objetivo dessas iniciativas não é substituir a tomada de decisão humana, mas ampliar a capacidade de análise e trazer mais clareza para o planejamento.  Além de acelerar a leitura de informações, a IA contribui para transformar dados em ações práticas. Ao identificar, por exemplo, períodos de ociosidade, serviços com maior rentabilidade ou padrões de comportamento dos clientes, é possível equilibrar a operação e direcionar esforços para atividades que geram mais resultados. Isso amplia a previsibilidade do negócio e reduz falhas comuns, como agenda mal distribuída ou falta de alinhamento entre a demanda e a equipe.  Planejamento mais contínuo e menos intuitivo  A adoção de ferramentas baseadas em inteligência artificial também altera a lógica do planejamento estratégico. Em vez de um processo pontual, concentrado em revisões anuais, o planejamento passa a ser contínuo, com ajustes frequentes orientados por dados atualizados. Esse acompanhamento constante permite que negócios de serviços respondam com mais rapidez às mudanças do mercado e às variações no comportamento do consumidor.  Outro impacto relevante está na segurança das decisões. Com acesso a indicadores claros e recomendações baseadas em dados reais, os gestores conseguem avaliar com mais precisão o momento de investir, expandir a equipe ou revisar a oferta de serviços. Essa clareza reduz riscos e contribui para um crescimento mais sustentável.  A tecnologia também favorece a organização da rotina operacional. Ao automatizar análises e consolidar informações em relatórios acessíveis, a inteligência artificial libera tempo antes dedicado a tarefas manuais e permite que a liderança concentre esforços em planejamento, relacionamento com clientes e desenvolvimento do negócio.  Eficiência e competitividade no setor de serviços  É fato queo avanço da inteligência artificial na gestão de salões, clínicas e outros serviços recorrentes indica uma mudança estrutural no setor. Negócios que utilizam dados de forma estratégica conseguem operar com mais eficiência, reduzir desperdícios e construir experiências mais consistentes para os clientes. Ao mesmo tempo, tornam-se mais preparados para lidar com sazonalidades, oscilações de demanda e novos padrões de consumo.  Porém, mais do que uma tendência, a integração entre dados, inteligência artificial e planejamento estratégico representa uma evolução na forma de administrar negócios de serviços. Ao transformar informações do dia a dia em decisões mais claras e estruturadas, a tecnologia contribui para uma gestão mais profissional, previsível e orientada a resultados.  *Davi Iglesias é CEO da Gendo, plataforma de agendamento online e gestão voltada para micro, pequenas e médias empresas.  

Sem governança, “shadow IA” vira passivo invisível no balanço das empresas

Por Sylvio Sobreira Vieira, CEO & Head Consulting da SVX Consultoria O ano de 2025 consolidou a inteligência artificial (IA) como peça central de estratégias de negócios, mas expôs um grave desalinhamento: enquanto empresas correm para adotar IA, poucas se preocupam em governá-la adequadamente. No Brasil, 8 em cada 10 emresas ainda não possuem políticas formais de governança para IA, de acordo com o relatório Cost of a Data Breach 2025 da IBM. Esse mesmo estudo revelou que o custo médio de uma violação de dados no país já alcança R$ 7,19 milhões, evidenciando o tamanho do risco oculto quando se implementa IA sem controles e compliance claros. Empresas têm adotado a IA em busca de eficiência e vantagem competitiva, tratando modelos algorítmicos e dados como ativos intangíveis valiosos. Porém, sem governança, a IA pode rapidamente se tornar um passivo oculto. Modelos de IA mal documentados, por exemplo, são caixas-pretas que ninguém sabe explicar ou auditar. Isso não apenas dificulta correções e melhorias, como também impede a empresa de demonstrar conformidade em auditorias regulatórias ou responder por decisões automatizadas. Os riscos invisíveis de uma IA sem governança Muitos problemas gerados pela IA sem supervisão apropriada não aparecem de imediato – são silenciosos e cumulativos, explodindo quando menos se espera. Um cenário hipotético, mas plausível, descrito por especialistas: imagine uma empresa que implementa um agente de IA para qualificar automaticamente leads de vendas. Tudo corre bem, até que um cliente pergunta como seus dados foram usados. Descobre-se então que o agente cruzava informações de múltiplas fontes sem consentimento e armazenava dados sem política de retenção definida. O resultado? Notificação da ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), multa, perda de confiança dos clientes e necessidade de rever às pressas todos os processos internos. Outros riscos frequentes envolvem a dependência excessiva de terceiros. Empresas que adotam IA sem um plano de governança acabam criando dependências tecnológicas sem alternativa: confiam cegamente em um fornecedor ou numa ferramenta externa, sem portabilidade de dados ou planos de contingência. Diante de tudo isso, por que ainda há tanta empresa negligenciando a governança de IA? Em parte, porque a velocidade da inovação superou a maturidade organizacional. Vivemos um momento de “hype” da IA, em que múltiplos sistemas e modelos são adotados simultaneamente, orquestrando processos críticos em tempo real. Muitas vezes, equipes diferentes dentro da mesma companhia implementam ferramentas de IA isoladamente – marketing usa um chatbot público, TI adota uma solução de automação, RH experimenta um algoritmo de seleção – sem uma coordenação central. Essa fragmentação leva à chamada Shadow AI: aplicações de inteligência artificial usadas de forma não autorizada ou sem supervisão dentro da organização. O fenômeno é perigoso e invisível justamente por ocorrer nas sombras – analistas e gestores bem-intencionados utilizando IA sem diretrizes claras. Conselhos e diretoria ligam o alerta vermelho Conselhos de Administração e comitês de risco das empresas começaram a olhar projetos de IA com a mesma atenção dedicada a grandes aquisições ou contratos estratégicos de tecnologia. Afinal, o potencial de impacto – seja em ganhos ou em perdas – é comparável. Pesquisas recentes indicam que a IA já figura entre as principais preocupações dos conselhos corporativos em 2026, ao lado de temas clássicos como desempenho financeiro e estratégia. Líderes querem garantias de que a tecnologia trará retorno e não uma surpresa desagradável. A gestão de riscos de IA já é vista como parte da boa governança corporativa. Porém, a realidade mostra que ainda há caminho a percorrer: somente 22% dos boards de empresas públicas afirmam ter políticas formais de governança de IA em vigor, embora outros 60% reconheçam o tema e planejem discuti-lo em breve. A expectativa é que essa conscientização cresça rápido, impulsionada tanto por casos práticos de fracassos quanto pelo avanço de regulações. Empresas mais maduras já iniciaram movimentos preventivos. Muitas corporações de grande porte, por exemplo, passaram a exigir de seus fornecedores evidências de governança de IA antes de fechar contratos. Investidores também estão fazendo perguntas específicas sobre segurança algorítmica e uso responsável de IA nos processos de due diligence de aportes e aquisições. Todos querem se certificar de que não há uma bomba-relógio escondida nos sistemas inteligentes de quem recebe seus recursos. Transformando a IA de passivo oculto a ativo confiável A boa notícia é que é possível, sim, aproveitar os benefícios da inteligência artificial sem cair nas armadilhas dos riscos invisíveis. Isso exige, primeiramente, encarar a IA como parte integrante da estratégia de negócio e da matriz de riscos da empresa, e não como um experimento isolado do departamento de TI. Envolve criar estrutura de governança: definir quem, dentro da organização, aprova e supervisiona o uso de IA; mapear todas as ferramentas e modelos em uso, inclusive aqueles contratados de terceiros; estabelecer políticas claras sobre quais dados podem (ou não) ser alimentados em algoritmos e quais critérios mínimos de explicabilidade e segurança cada projeto de IA deve atender antes de entrar em produção. Também implica implementar mecanismos de rastreabilidade e auditoria – cada decisão automatizada relevante deve deixar um rastro: qual sistema tomou, com que dados, em qual momento, e qual foi o resultado. Assim, quando houver uma dúvida ou incidente, consegue-se investigar rapidamente a causa e tomar medidas corretivas. Vale destacar que governança de IA não significa engessar a inovação, e sim habilitá-la com segurança. Empresas com políticas robustas de governança reduziram significativamente o impacto financeiro de incidentes: já as que adotam tecnologias de governança de IA conseguiram economizar, em média, R$ 629 mil no custo de cada violação de dados em comparação às que não adotam. Ou seja, controle não freia inovação – ele a torna sustentável. No balanço final, a IA governada tende a permanecer um ativo valioso que impulsiona a competitividade Cuidar da governança da IA hoje é evitar que ela se torne o problema de amanhã. O ativo e o passivo estão nas duas faces da mesma moeda tecnológica; cabe às empresas decidirem, através da boa governança, em qual lado dessa moeda querem ficar.

ERP na era da IA: A última chamada para a governança de dados no Brasil

Por Alberto Freitas* O ecossistema de ERP no Brasil atravessa um novo ciclo de transformação. Se há três décadas o protagonismo era do hardware e depois do software, hoje a evolução tecnológica está sendo impulsionada pela Inteligência Artificial (IA). Nesse contexto, os sistemas de gestão deixaram de ser ferramentas operacionais e passaram a ser a espinha dorsal informacional das empresas. É dentro do ERP que nascem os dados que sustentarão a capacidade competitiva das organizações nos próximos anos. O Brasil possui características particulares nesse cenário. O mercado de grandes empresas é fortemente concentrado em poucos fornecedores globais, com destaque para a SAP, que domina a maior parte das grandes contas corporativas e representa cerca de 77% do mercado entre as maiores empresas brasileiras. Ao mesmo tempo, o país apresenta uma base significativa de sistemas antigos – cerca de 72% dos ERPs em operação foram implementados antes de 2017 – o que evidencia um grande potencial de modernização tecnológica. Esse processo de renovação ganhou urgência com o encerramento do suporte ao SAP ECC previsto para 2027, com extensões limitadas até 2030. A migração para o SAP S/4HANA deixou de ser apenas uma atualização tecnológica e passou a representar uma decisão estratégica sobre o futuro operacional das empresas – e sobre a base de dados que sustentará sua estratégia de inteligência artificial. Trata-se de uma oportunidade rara para revisar processos, simplificar estruturas e abandonar customizações acumuladas ao longo de anos. Empresas que postergarem essa decisão até a proximidade do encerramento do suporte enfrentarão um cenário mais restritivo. A combinação de prazos curtos, escassez de profissionais especializados e pressão por continuidade operacional tende a reduzir o espaço para revisão estrutural. Projetos conduzidos sob urgência priorizam conversão técnica, não transformação estratégica. A janela de reposicionamento competitivo é maior quando há tempo para simplificar e redesenhar. Historicamente, a implementação de ERP nas empresas brasileiras foi conduzida de forma excessivamente personalizada. Ao longo dos anos, decisões pontuais e customizações sucessivas moldaram o sistema às preferências operacionais de cada área. Cada exceção parecia justificável isoladamente. No conjunto, porém, criou-se um ambiente altamente complexo, difícil de evoluir e dependente de conhecimento específico. Em muitos casos, o ERP deixou de refletir melhores práticas globais e passou a refletir preferências acumuladas ao longo do tempo. Esse modelo também se reflete na governança dos projetos. Muitas companhias ainda delegam a decisão sobre o sistema que sustentará o negócio a grupos técnicos isolados, sem o envolvimento efetivo da liderança executiva. Trata-se de uma contradição evidente: o ERP é o núcleo operacional e informacional da organização, mas sua definição muitas vezes ocorre sem uma visão estratégica integrada. A escolha acaba baseada em preferências individuais, e não na arquitetura futura do negócio. A nova geração de plataformas ERP, especialmente no modelo cloud, incentiva uma abordagem diferente. Em vez de adaptar o sistema a cada exceção histórica, o movimento atual é o chamado back to standard, baseado em melhores práticas globais por setor. Esse modelo reduz complexidade, melhora a qualidade dos dados e acelera projetos. Mais importante ainda, cria a base estruturada necessária para o uso consistente de inteligência artificial na gestão empresarial. Inteligência artificial não corrige dados inconsistentes – ela aprende com eles. Se estruturas de cadastro forem frágeis, se exceções forem frequentes ou se o histórico for pouco padronizado, algoritmos apenas amplificarão essas distorções com mais velocidade. A qualidade da IA será diretamente proporcional à qualidade da base de dados construída agora. Nesse novo ciclo, o ERP deixa de ser apenas um sistema de registro e passa a funcionar como o celeiro de dados que alimentará as camadas de inteligência do negócio. Organizações que mantiverem dados organizados e padronizados terão vantagem clara na adoção de algoritmos e agentes inteligentes. Já organizações que preservarem estruturas fragmentadas poderão até adquirir ferramentas avançadas, mas terão dificuldade em extrair valor real delas. O Brasil tende a ocupar uma posição relevante nesse cenário. A necessidade de modernização, combinada com a rápida adoção das novas versões do SAP, coloca o país em um estágio avançado em relação a outros mercados. Nos próximos cinco anos, a competitividade empresarial dependerá menos da capacidade de implementar sistemas e mais da capacidade de transformar o ERP em uma base confiável de dados. A diferença entre continuidade operacional e vantagem competitiva estará justamente nessa decisão. Migrar é inevitável. Evoluir é opcional. *Alberto Freitas é vice-presidente da Megawork Consultoria, uma empresa da GFT Technologies

ASICS registra conversão no WhatsApp quatro vezes maior que no e-commerce com agente de IA da OmniChat

A ASICS, uma das principais marcas globais de artigos esportivos, registrou uma taxa de conversão quatro vezes maior nas vendas via WhatsApp em comparação ao seu e-commerce tradicional após implementar a solução de atendimento integrado da OmniChat, plataforma líder em chat commerce e WhatsApp Business Solution Provider (BSP). O canal conversacional já responde por cerca de 65% do faturamento omnichannel da empresa no Brasil, com ticket médio duas vezes maior que o e-commerce tradicional. Presente no Brasil com 18 lojas físicas além do e-commerce, a ASICS enfrentava o desafio de manter o relacionamento com seus clientes durante o fechamento das lojas na pandemia. A solução veio com a implementação de um canal oficial no WhatsApp, utilizando a API da plataforma, que rapidamente evoluiu de uma alternativa emergencial para um motor estratégico de crescimento. “O WhatsApp não é apenas mais um canal de vendas para nós, é uma ferramenta estratégica que revolucionou nossa estratégia comercial,” afirma Gustavo Reis, responsável pelos canais digitais da ASICS Brasil, Chile e Colômbia. “A venda consultiva e personalizada que conseguimos realizar por meio de mensagens criou um nível de fidelização que não tínhamos anteriormente, refletido na taxa de recompra de aproximadamente 30%.” A implementação da tecnologia foi cuidadosamente planejada para integrar as lojas físicas e o e-commerce, permitindo que os vendedores realizassem atendimentos para venda, retirada e pós-venda a partir da ferramenta. O modelo estabelecido inclui um sistema de transbordo inteligente para vendedores das lojas e call center, complementado por agentes de inteligência artificial que otimizam o processo. Um dos diferenciais da operação foi a adoção do Whizz Agent, solução de IA generativa da OmniChat para vendas ponta a ponta, que se adaptou perfeitamente às necessidades da marca. A inteligência artificial realiza vendas completas e também funciona como copiloto para os vendedores humanos, auxiliando na comparação de produtos, transcrição de áudio, resumo de conversas e outras funcionalidades que agilizam o atendimento. “Estabelecemos um programa de incentivo e premiações para engajar nossos vendedores, incorporando o canal como parte fundamental de suas metas e renda,” explica Karina Pereira, analista de CRM da ASICS envolvida no gerenciamento da plataforma desde o início da parceria. “Semanalmente, monitoramos a qualidade dos atendimentos realizados pela IA para corrigir possíveis erros e garantir a melhor experiência aos nossos clientes.” O sucesso da iniciativa já está impulsionando a expansão do modelo para franquias, começando por Curitiba, e pavimentando o caminho para operações em outros países da América Latina. “O caso da ASICS exemplifica perfeitamente como a integração entre canais físicos e digitais, potencializada pela inteligência artificial generativa, pode transformar radicalmente os resultados no varejo”, afirma Mauricio Trezub, cofundador e CEO da OmniChat. “Ao unificar a experiência do cliente e oferecer atendimento personalizado em escala, a empresa não apenas aumentou suas vendas, mas criou um diferencial competitivo sustentável em um mercado extremamente disputado.” Os próximos passos incluem o aprimoramento contínuo da inteligência artificial para tornar o atendimento ainda mais inteligente e escalável, especialmente durante campanhas sazonais e lançamentos de produtos, além da expansão do modelo para mais lojas na América Latina.

Em 2026, a inteligência artificial deixa de ser promessa e vira obrigação

A forma como o mercado enxerga a inteligência artificial (IA) mudou de maneira definitiva. O discurso da experimentação perdeu espaço para a cobrança por eficiência mensurável. A IA deixou de ser vitrine de inovação e passou a ocupar o papel de infraestrutura essencial, no mesmo patamar de sistemas financeiros, logística e segurança da informação. Empresas que ainda tratam a tecnologia como aposta ou diferencial competitivo começam a enfrentar uma assimetria estrutural frente às que já incorporaram a IA para reduzir custos operacionais, eliminar retrabalho, acelerar decisões e escalar processos com consistência. A discussão deixou de ser tecnológica e tornou-se econômica. Essa virada ocorre porque o mercado aprendeu, da forma mais onerosa possível, que modelo não é produto. Produto exige confiabilidade, repetibilidade e capacidade de operar sem supervisão constante. Segundo a Gartner, mais de 40% dos projetos de agentic AI devem ser cancelados até o fim de 2027, devido a falhas em dados, governança, integração com processos e falta de retorno mensurável. A consultoria alerta que a maior parte dessas iniciativas fica presa a provas de conceito que impressionam em apresentações, mas colapsam diante da complexidade do mundo real. IA que depende de validação manual, planilhas paralelas ou checagem visual não é escalável, no máximo, é ilustrativa. O mercado financeiro reforça essa mensagem com ainda menos paciência. Segundo a Bloomberg Línea, investidores aceitam gastos agressivos em inteligência artificial apenas quando há impacto direto no crescimento e na geração de caixa. A Meta registrou aumento de 24% na receita no quarto trimestre de 2025, impulsionado pelo uso de IA na segmentação de anúncios, sustentando um plano de investimentos que pode chegar a US$ 135 bilhões em 2026. Já a Microsoft, mesmo liderando a corrida tecnológica, foi penalizada após resultados mornos em computação em nuvem, evidenciando que protagonismo em IA sem retorno claro deixou de ser argumento suficiente. Ainda persiste a narrativa de que falhas são naturais em ciclos de inovação e que a maturidade da IA virá com o tempo. O problema é que essa tolerância está se esgotando. Segundo a Gartner, apenas cerca de 130 fornecedores, entre milhares que se apresentam como soluções de agentic AI, oferecem capacidades realmente autônomas. O restante pratica o que a consultoria chama de “agent washing”, reembalando automações tradicionais com discurso mais sofisticado. Em um cenário de pressão por eficiência, insistir em iniciativas infladas por hype deixa de ser ousadia e passa a ser má alocação de capital. O contexto se agrava com o avanço das agendas de soberania digital. A Gartner projeta que, até 2027, 35% dos países estarão vinculados a plataformas regionais de IA, motivados por exigências regulatórias, riscos geopolíticos e preocupações com segurança e controle de dados. Isso obriga as empresas a repensarem arquiteturas, governança e dependência de fornecedores desde já. A IA deixa de ser apenas uma decisão tecnológica e torna-se uma escolha estratégica de longo prazo, com impactos diretos sobre compliance, continuidade operacional e competitividade internacional. No fim, a discussão central não é sobre adoção, mas sobre maturidade. O verdadeiro valor da inteligência artificial não está em automatizar tarefas isoladas, mas em elevar a produtividade do negócio como um todo. A Gartner estima que, até 2028, 15% das decisões cotidianas de trabalho serão tomadas de forma autônoma por sistemas de IA. Em 2026, a pergunta não é quem usa IA, mas quem consegue provar que ela funciona quando ninguém está olhando. Quem não responder com dados e resultados ficará para trás, não por falta de tecnologia, mas por falta de estratégia. *Daniel Castello é CEO Brasil da Verzel, lidera a operação nacional com foco em alinhar tecnologia à estratégia de negócios, garantindo que investimentos digitais gerem valor real e mensurável. Com mais de 20 anos de experiência em inovação, transformação digital e excelência operacional, desenvolveu a metodologia Digital Advisor, que orienta decisões tecnológicas a partir dos objetivos estratégicos das empresas. É responsável pela estratégia de crescimento da Verzel no Brasil, liderança de equipes multidisciplinares e expansão da atuação da companhia no ecossistema de inovação e inteligência artificial.

Jitterbit ganha tração com clientes ao navegar a nova realidade da IA agentic por meio de integração, automação e orquestração

A Jitterbit, líder global em acelerar a transformação dos negócios para sistemas empresariais, anunciou hoje um impulso de negócios sem precedentes para o ano fiscal de 2026.  À medida que o mercado de IA evolui mais rapidamente do que qualquer adoção tecnológica na história, a Jitterbit consolidou sua posição como a base essencial para automação de nível empresarial, orquestração e transformação impulsionada por IA.  “Mais de 80% das organizações atualmente têm entre um e 50 agentes de IA implementados em seus ambientes”, afirmou o Presidente e CEO da Jitterbit, Bill Conner, citando novos dados do Relatório 2026 Jitterbit AI Automation Benchmark Report, previsto para o início de março de 2026. “A revolução da IA não se trata apenas de agir com rapidez; trata-se de avançar com propósito, convicção e governança.”  Em uma era em que a proliferação de agentes acelera rapidamente, a arquitetura de IA em camadas da Jitterbit oferece a responsabilidade necessária para a empresa moderna. Ao reconhecer que a integração é a base indispensável para o sucesso da automação empresarial com IA, a Jitterbit permite que as organizações superem a fragmentação de dados e executem decisões por IA com precisão.   Acelerando o crescimento global e o desempenho financeiro  Os resultados da Jitterbit refletem a crescente demanda do mercado por soluções integradas de IA que entregam valor de negócio imediato e mensurável. Esse impulso significativo é reforçado pela rápida adoção da plataforma Harmony como a escolha preferida de empresas que buscam modernizar seus sistemas legados por meio de soluções low-code, no-code e agentic.   “A estratégia operacional da Jitterbit foi construída para durabilidade e longevidade, não apenas para crescimento. Os resultados falam por si: a Jitterbit é uma das organizações financeiramente mais resilientes do setor, com margens fortes, adoção acelerada de IA e uma plataforma desenvolvida para o que as empresas realmente precisam agora”, disse Conner.   Os resultados financeiros das empresas destacam sua capacidade de manter alto crescimento enquanto alcança ganhos significativos em eficiência operacional e lucratividade.   Inovação de produto, confiabilidade e o Gold Standard em segurança  Ao conquistar uma certificação inédita no setor e entregar níveis recordes de disponibilidade, a Jitterbit oferece a segurança e confiabilidade exigidas pelos líderes de TI modernos. O compromisso da empresa com a qualidade garante que cada aprimoramento liderado por clientes resulte em uma experiência de automação mais poderosa e estável.   “Nossa arquitetura de IA em camadas concentra-se em democratizar integrações complexas, permitindo que os usuários transitem perfeitamente entre automação tradicional e fluxos de trabalho agentic avançados”, afirmou o CTO da Jitterbit, Manoj Chaudhary. “Ao priorizar essa abordagem em camadas, garantimos que toda ação orientada por IA esteja fundamentada em dados corporativos seguros e permaneça totalmente transparente para a liderança de TI.”  Expansão de mercado por meio de um ecossistema dinâmico de parceiros  A estratégia de parceiros da Jitterbit está impulsionando escala global ao capacitar uma rede internacional de revendedores, revendedores de valor agregado e provedores de serviços gerenciados (MSPs). Ao lançar um novo programa abrangente e focar em estratégias de alto valor para MSPs, a empresa cria um efeito multiplicador para a transformação digital com IA. Essa abordagem colaborativa tornou o canal um motor primário para aquisição de novos clientes e expansão de negócios.   Entrega de valor incomparável e suporte ao cliente de classe mundial  A Jitterbit mede seu sucesso pela perspectiva do cliente, priorizando rápida geração de valor e uma experiência de implementação fluida. Com um modelo de suporte “follow-the-sun”, a empresa garante que sua base global receba assistência especializada exatamente quando necessário. O grande volume de selos do G2 e os altos índices de satisfação reforçam o compromisso da Jitterbit com a excelência.   Para mais informações sobre o Jitterbit Harmony e o futuro da automação com IA, visite www.jitterbit.com. 

Brilhante lança primeiro filme 100% criado por IA do setor de home care no Brasil, em parceria com o Google

Unicórnios com a voz e o bigode de Chay Suede surgem voando ao redor de uma máquina de lavar no novo filme de Brilhante Perfume e Cuidado Extraordinário. Em uma narrativa lúdica e cheia de fantasia, a marca utiliza a inteligência artificial para expandir sua mensagem para além do real, transformando o ator, rosto da primeira fase da campanha de lançamento do novo produto, em personagens inesperados. O filme foi desenvolvido 100% com inteligência artificial em parceria com o Google e criado com o Veo 3, modelo de IA generativa de vídeo da companhia. A iniciativa representa mais uma etapa do lançamento de Brilhante Perfume e Cuidado Extraordinário, sendo o primeiro filme da Unilever Brasil criado com IA como principal motor criativo e produtivo, da concepção visual às adaptações de formato, posicionando Brilhante como a primeira marca de home care no país a aplicar a tecnologia de forma central na criação publicitária. “Buscamos traduzir o diferencial do novo Bri Rosa em inovação na comunicação. Ao usar a inteligência artificial como motor criativo, ampliamos as possibilidades de expressão da marca e representamos o universo sensorial de Brilhante Perfume e Cuidado Extraordinário de maneira mais lúdica e envolvente. Esperamos ampliar awareness e impulsionar as vendas da nova fragrância, reforçando a associação da marca com perfumação prolongada. O filme também foi pensado para gerar conversa, diferenciação criativa e maior memorabilidade, fortalecendo a consideração e a imagem de Brilhante no segmento de Home Care”, comenta Renata Cunha, gerente de marketing de Brilhante. A proposta do projeto foi aplicar a IA como linguagem central da campanha, integrando criação e produção desde o início do processo, com o apoio da Insula AI, selo dedicado à produção audiovisual que utiliza inteligência artificial para desenvolver filmes e storytellings com foco em craft. Foram geradas mais de mil imagens estáticas e mais de 850 cenas em vídeo com IA, em um fluxo contínuo de testes e ajustes para chegar ao resultado final. O filme já está disponível nas plataformas digitais e nos canais proprietários da marca. Confira em @brilhante_brasil. Veja o filme: FICHA TÉCNICA  Droga5  Agência Criativa: Droga5 São Paulo CEO/Creative Chairperson: Felipe Simi Co-CEO: Brisa Vicente CCO: Rafael Ziggy Chief Design Officer (CDO): Diego Limberti Head of Design: Marina Cota Diretor Executivo de Criação (ECD): Ana Cavalcanti e Vinícius Chagas Creative Leader: Mildredy Ventorin e Raphael Pavan Direção de Arte: Eduardo Diniz, Gio Valentini, Luiza Vidal Redator: Gabriel Lima, Ayslan Monteiro, Paula Moraes Content Leader: Kelly Neres Content Manager: Andrea Cerqueira COO: Felipe Belinky Chief Business Officer: Renata Cintra Head de Atendimento: Daniel Mason Líder de Atendimento: Otávio Santos Atendimento: Julia Andreucci e Bruna Rodrigues Chief Production Officer: Larissa Kubo Head de Produção: Stella Gafo Diretor de Produção: Eduardo Machado  Produtor: Virgínio Oliveira  Head de Projetos: Lucas Cardoso Líder de Projetos: Tatiane Donatangelo Projetos: Fernanda Verissimo, Jessica Rosa, Guilherme Piropo  Chief Strategy Officer: Ana Cortat Head de Estratégia e Dados: Mariana Cordeiro Líder de Estratégia: Gabriella Brum Estratégia: Larissa Santos  Data Science: Matheus Facci Head de Broadcasting: Fabiane Abel Broadcast Leader: Fabíola Ribeiro e Bárbara Raffaeli Broadcasters: Leticia Chaves, Maria Eduarda Fortes, João Ceccopieri Comunidades & Fandoms: Priscilla Sampaio e Lui Mello Produtora: Trio Hub Direção: Von Harbou (Fabio Hacker & Luciano Mathias) Produção Executiva: Luciano Mathias e Caito Cyrillo Coordenação de Produção/Pós/IA: Alicia Rovath IA: Equipe Ínsula AI e Kleber França Pós Produção: Equipe Insula AI Edição e Finalização: Felipe Hassum e João D. Branco Motion: João D. Branco Color Correction: Junior Xis Produção de áudio e mixagem: Kleber França Direção Musical: Caito Cyrillo Clientes (aprovadores) Giovanna B Gomes: CMO LATAM  Renata Cunha: gerente de marketing Isabela Cunha: coordenadora de marketing Yasmine Antacli : diretora de marketing Carolina Nascimento: coordenadora de marketing Fernanda Andrade: coordenadora de conteúdo e influência  Nayara.Bachega: coordenadora de mídia Daniela Pereira: diretora digital e marketing Camila Ramoa: gerente de conteúdo e influência Amanda Guida: gerente de mídia Marcos Pola: coordenador de influência e PR

“AI Slop”: por que consumidores estão rejeitando publicidade gerada por IA

Por Caroline Mayer, VP da RelevanC no Brasil* As duas maiores feiras de tecnologia e varejo do mundo aconteceram neste mês com uma mensagem clara: a Inteligência Artificial Agêntica deixou de ser promessa e virou infraestrutura. Ao mesmo tempo, um movimento contra intuitivo ganhou força nos corredores da NRF e da CES: marcas passaram a satirizar o excesso de IA, enquanto varejistas como o Trader Joe’s reforçaram o contato humano ao eliminar o self-checkout. Esse paradoxo não é uma contradição, mas o mapa do caminho que o Retail Media precisa seguir em 2026. Quando a automação encontra a autenticidade Na NRF, o conceito de Agentic Commerce dominou os debates. O Walmart apresentou o Sparky, seu assistente de compras com sponsored prompts, e lançou o Marty, da Walmart Connect, para automatizar campanhas de Sponsored Search. No CES, plataformas como Reddit, Viant e PubMatic avançaram em soluções de automação completa de mídia. Os números impressionam: 81% dos clientes do Walmart afirmam que usariam o Sparky para verificar disponibilidade de produtos. Mas, fora dos palcos, outro fenômeno ficou evidente. Campanhas como a da Equinox (que contrapôs imagens artificiais a pessoas reais) captaram um sentimento crescente de rejeição ao que o mercado já chama de “AI slop”: conteúdo genérico, impessoal e artificial, gerado sem critério. Dados reais como antídoto ao genérico Aqui está a grande oportunidade do Retail Media: usar IA onde ela realmente agrega valor (nos bastidores) e manter a comunicação com o consumidor relevante e contextual. Segundo a Nielsen, 56% dos profissionais de marketing pretendem aumentar investimentos em Retail Media nos próximos 12 meses. Já o eMarketer projeta que os aportes na América Latina mais que dobrem até 2029. O motivo é claro: dados first-party permitem personalização genuína, baseada em comportamento real, não em probabilidades genéricas. Quando a DoubleVerify apontou que 46% dos usuários latino-americanos usam bloqueadores de anúncios, ficou evidente que o público está rejeitando a interrupção, e não a oferta em si. O Retail Media responde a esse cenário posicionando a mensagem dentro da própria jornada de compra, fazendo a publicidade funcionar até mesmo como um serviço, um auxílio na busca da oferta ideal. Automação invisível, experiência humana A Target trouxe uma das lições mais claras da NRF 2026 ao usar IA para liberar seus funcionários de tarefas repetitivas, ampliando o tempo dedicado ao atendimento. Como resumiu John Furner, CEO do Walmart U.S.: “Dados, personalização e jornada de compra passam a operar como um único fluxo inteligente”. No Retail Media, isso se traduz em IA agêntica nos bastidores – otimizando segmentação, orçamento e disponibilidade de produtos – enquanto o consumidor percebe apenas ofertas mais relevantes, no momento certo. O físico voltou digitalizado A mídia in-store voltou ao centro da estratégia, mas com uma regra clara: sutileza. O elogio ao Costco na NRF não veio pela quantidade de telas, mas pela capacidade de integrá-las sem transformar a loja em um “circo visual”. Análises conduzidas pela RelevanC com o ecossistema do GPA comprovam esse impacto: entre clientes do programa de fidelidade, o uplift de vendas foi de +4% quando impactados pelas telas de DOOH e de +5% quando a ativação in-store foi combinada com extension audience em mídia programática, demonstrando que o valor da tecnologia é maximizado quando aplicada no contexto correto. Execução, não experimentação O consenso das feiras foi direto: “menos hype, mais execução”. A fase piloto acabou. O desafio atual consiste em operacionalizar a IA preservando a essência humana que garante a conexão real com o consumidor. O Brasil, ainda em estágio anterior aos EUA e Europa, tem uma vantagem estratégica: aprender com os erros alheios e evitar a saturação do AI slop. O futuro da publicidade é híbrido – uma tecnologia para amplificar a humanidade, não para substituí-la. Esse é o paradoxo. E também a oportunidade. *Caroline Mayer possui mais de 20 anos de experiência na área comercial internacional com forte atuação na França e no Brasil, atuando principalmente na abertura de novos negócios e subsidiárias, reforço de marca, liderança de times e estratégias de vendas com parceria com grandes agências. Desde 2021, é VP Brazil da RelevanC, especialista em soluções de Retail Media que, no Brasil, atua nas ações do GPA.

Coface realiza webinar sobre o futuro da análise de risco com Inteligência Artificial 

A inteligência artificial está transformando a forma como empresas avaliam riscos, analisam dados e tomam decisões estratégicas. No setor financeiro e no ambiente B2B, o uso de IA já começa a redefinir processos tradicionais de análise de crédito, trazendo ganhos de eficiência, mas também levantando novos desafios relacionados à governança, transparência e segurança das informações. Para discutir esse cenário e apresentar como a tecnologia está sendo aplicada na prática, a Coface promove o webinar gratuito “O futuro da análise de risco com IA: aliada ou ameaça para o setor financeiro?”, no dia 11 de março de 2026, às 11h. O evento reunirá Elias Sfeir, presidente da National Association of Credit Bureaux no Brasil e Leonardo Oliveira, Head of Data da Coface para a América Latina. Durante o encontro, especialistas irão apresentar casos reais de aplicação da inteligência artificial na análise de risco e discutir os impactos dessa transformação para empresas que atuam no mercado B2B. Os especialistas irão abordar como a inteligência artificial pode apoiar empresas na tomada de decisões mais rápidas e precisas, além de discutir os desafios e oportunidades que essa tecnologia traz para o futuro da gestão de risco. O webinar incluirá ainda uma sessão interativa de perguntas e respostas com os especialistas da Coface.

Tradição X Inovação: inteligência artificial em campanha de luxo reacende debate no mercado publicitário

O uso de inteligência artificial em campanhas publicitárias voltou ao centro das discussões após a Gucci apresentar sua nova coleção sob direção criativa de Demna, na Milan Fashion Week, combinando imagens geradas por IA com fotografias reais e referências históricas em sua campanha de lançamento. A proposta dialoga diretamente com o manifesto divulgado pelo próprio diretor criativo, no qual ele afirma que sua visão para a marca passa pela coexistência entre herança e contemporaneidade, defendendo que o legado da Gucci e a moda atual não são opostos, mas “amantes” que se fortalecem quando caminham juntos. A repercussão dividiu opiniões e levantou questionamentos sobre os limites da tecnologia no universo do luxo. Para David Contreras, Head de Estratégia da Blood, agência referência em non-stop experience, a controvérsia parte de uma leitura fragmentada da campanha. Segundo ele, o projeto não substitui o artesanal pelo digital, mas propõe uma composição entre diferentes camadas estéticas. “Quando se observa a campanha como um todo, fica claro que não se trata de uma produção feita apenas com inteligência artificial. Há arquivos históricos, imagens clássicas, registros contemporâneos e recursos digitais convivendo na mesma narrativa. O uso de IA é um elemento dentro de um conceito maior, que conecta legado e presente”, afirma. A discussão, no entanto, ultrapassa a Gucci. Outras marcas do segmento premium como Prada Beauty, Valentino, Moncler e Guess, já incorporaram recursos de IA em campanhas recentes. Além disso, o próprio mercado de luxo vem ampliando sua presença em ambientes digitais e gamificados. Marcas como Balenciaga, Louis Vuitton e Gucci já experimentaram ativações dentro de jogos como Fortnite, criando skins, itens virtuais e experiências que transportam códigos do luxo para universos totalmente digitais. Nesses ambientes, mesmo sendo um produto virtual, o item continua carregando valor simbólico e desejo de marca. De acordo com Contreras, parte da reação negativa está ligada à expectativa histórica de que o luxo deva permanecer intocado. “Existe uma percepção de que marcas desse segmento precisam ser sempre clássicas e imutáveis. Mas inovação também faz parte da trajetória dessas casas. Quando um novo diretor criativo assume, é natural que traga provocações e novas linguagens.” Para o executivo, a tecnologia deve ser entendida como ferramenta, não como ruptura de identidade. “A inteligência artificial é um formato. Ela não substitui o valor do produto nem apaga o saber artesanal. A força da marca continua sendo o que sustenta sua relevância e seu posicionamento.” No contexto mais amplo da comunicação, o avanço da IA representa um novo estágio na produção criativa. Se, por um lado, a tecnologia acelera processos e amplia possibilidades visuais, por outro exige curadoria, coerência conceitual e estratégia para que não se torne apenas efeito estético. No próprio manifesto da coleção, Demna afirma que pretende conduzir a Gucci para um território mais emocional, sensível e menos intelectualizado, reforçando a ideia de que a marca deve ser sentida e não apenas analisada. Nesse contexto, a mistura entre arquivos históricos, elementos contemporâneos e recursos de IA aparece como linguagem criativa para materializar essa visão. “O debate é legítimo e saudável para o mercado. O importante é compreender que inovação e tradição não são opostos. Quando bem conduzidas, podem coexistir e fortalecer a narrativa das marcas”, conclui Contreras.

IA deixa de ser diferencial e se torna condição básica para startups que buscam escala, aponta relatório do Distrito

A inteligência artificial (IA) superou a fase de ser um diferencial competitivo e se consolidou como requisito essencial para startups em estágio de alta escalabilidade na América Latina. É o que revela o relatório “Corrida dos Unicórnios 2026”, do Distrito, plataforma de estratégia e tecnologia voltada à IA, que analisou as empresas com maior probabilidade de alcançar um valuation bilionário no curto e médio prazo. O novo levantamento mostra que as startups mais próximas de se transformarem em unicórnios já utilizam a IA em áreas estratégicas, como automação de processos, personalização de serviços, prevenção de riscos e monitoramento preditivo. Mais do que uma adoção tecnológica pontual, o estudo do Distrito identifica uma modificação estrutural: a IA começa a orientar o plano operacional e a alocação de recursos das empresas.  Essa mudança sinaliza um progresso nos critérios de geração de valor no ecossistema da região. Se em ciclos anteriores a inovação estava fortemente associada à capacidade de captar capital e expandir operações, o cenário atual exige eficiência analítica, integração de dados e competência de execução orientada por tecnologia. Nesse contexto, a IA transcende o papel de ferramenta de produtividade e se solidifica como base da vantagem competitiva. Desde 2019, o Distrito acompanha de forma estruturada a dinâmica desse panorama por meio do “Corrida dos Unicórnios”. Nos últimos seis levantamentos, a empresa registrou 44% de assertividade nas previsões e antecipou 11 dos 25 unicórnios brasileiros anunciados no período, fortalecendo-se como uma das principais referências em inteligência de mercado para o ecossistema de inovação. Dados para automatizar fluxos críticos e acelerar ciclos de evolução O relatório também aponta que startups mais avançadas vêm estruturando técnicas baseadas em conhecimento contínuo, usando dados para antecipar resoluções, automatizar fluxos críticos e acelerar ciclos de evolução. Esse movimento evidencia o estabelecimento de um modelo de desenvolvimento guiado por inteligência estratégica, no qual tecnologia e padrão de negócio convergem de maneira integrada e mensurável. “A IA vai além de ser apenas um instrumento de eficiência operacional e integra o próprio sistema de decisão das empresas. Startups que crescem com consistência hoje não são mais exclusivamente digitais, operando com uma arquitetura de aprendizado constante na qual tecnologia, dados e métodos caminham de modo coordenado”, afirma Gustavo Araujo, cofundador e CIO do Distrito. O horizonte projetado pelo estudo sugere que a próxima geração de unicórnios latino-americanos será definida menos pelo volume de capital levantado e mais pela aptidão de converter tecnologia em uma vantagem competitiva sustentável. Nesse ambiente, estruturar uma governança orientada por dados torna-se uma variável crítica para atração de capital, previsibilidade de crescimento e sustentabilidade do negócio, deslocando a IA do campo técnico para o centro do planejamento corporativo. Acesse o relatório completo aqui

IA em alta, governança em falta: os desafios da informação na adoção de inteligência artificial

por Inon Neves, vice-presidente da Access Das salas de reunião às janelas de chat, a inteligência artificial passou a ser uma ferramenta integrada à rotina das empresas brasileiras. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Recursos Humanos, e divulgada em outubro passado, apontou que ao menos 79% dos profissionais no país já utilizam ferramentas de IA em suas tarefas diárias, mas apenas 23,7% afirmam que suas empresas têm políticas claras sobre o tema. Esse descompasso mostra que enquanto as organizações correm para adotar inovações de IA, a governança da informação nem sempre acompanha o ritmo. No Brasil, essa lacuna se traduz em desafios práticos que afetam diretamente a qualidade dos dados, a conformidade legal e a confiança nas decisões automatizadas. Em um momento em que regulações ganham forma – a União Europeia aprovou o AI Act e o Brasil discute seu Marco Legal da IA (PL 2338/2023) – as empresas brasileiras precisam equilibrar a euforia da transformação digital com controles robustos. Dados “sujos” e desatualizados: quando a IA aprende errado Para a IA entregar valor real, a qualidade e organização dos dados são fundamentais. Porém, muitas empresas brasileiras ainda enfrentam um cenário de dados caótico: informações espalhadas em silos, duplicadas, inconsistentes e sem padronização ou qualquer governança. Modelos de IA treinados sobre essa base fragmentada absorvem vieses e erros, comprometendo a confiabilidade das previsões. O perigo é que decisões automatizadas equivocadas – por exemplo, na análise de crédito ou em recomendações ao cliente – podem escapar ao radar até causarem prejuízos tangíveis. Sem governança de dados, os Data Lakes viram “pântanos” de informações de baixa qualidade, e a IA, em vez de ativo estratégico, vira fonte de risco técnico e reputacional. Além disso, dados não classificados por sensibilidade podem acabar alimentando modelos inadvertidamente. Sem saber exatamente que tipo de dado está sendo usado, uma empresa pode, por exemplo, treinar um algoritmo de atendimento ao cliente com informações desatualizadas ou incompletas, resultando em respostas imprecisas, ou – pior – incorporar dados pessoais sensíveis sem as devidas salvaguardas, violando legislações como a LGPD. Dados desgovernados “contaminam” a inteligência artificial, criando um efeito cascata de decisões mal-informadas e potenciais conflitos éticos. Esse cenário torna evidente que IA confiável só nasce de dados confiáveis – e confiabilidade exige classificação, atualização e qualidade contínua, pilares da boa governança de informação. Ausência de políticas e inventário: terreno fértil para a Shadow AI Outro ponto crítico é a falta de políticas corporativas formais e de um inventário abrangente de dados. Na prática, isso significa que muitas empresas não sabem exatamente quais dados possuem, onde eles estão ou como são utilizados pelos algoritmos. Um estudo setorial realizado pela Miti – Markets Innovation & Technology Institute, e divulgado há pouco mais de um mês mostrou que apenas 27% das empresas brasileiras possuem políticas formais de governança de IA, revelando que a grande maioria opera sem regras claras para uso da tecnologia. Da mesma forma, levantamento da IBM indica que 87% das organizações no Brasil não têm nenhuma política de governança de IA em vigor. Sem um catálogo de dados bem definido e políticas de uso, projetos de IA acabam se desenvolvendo no escuro: dados são aproveitados sem rastreabilidade de origem ou verificação de atualidade, e decisões importantes podem estar sendo tomadas com base em informações desconhecidas pela própria TI. Essa ausência de diretrizes abre caminho para o fenômeno da “Shadow AI” – a infiltração silenciosa de inteligência artificial fora dos radares oficiais. Colaboradores, movidos pela urgência ou entusiasmo, passam a utilizar ferramentas de IA sem autorização ou supervisão da TI. Um analista pode, por exemplo, inserir dados confidenciais de clientes em um chatbot público para gerar um relatório, ou um gerente pode alimentar uma planilha de planejamento estratégico em uma plataforma de IA generativa na nuvem, tudo à revelia de políticas internas. Esse uso desorganizado é mais comum do que se imagina: embora 40% das empresas afirmem oferecer ferramentas oficiais de IA, 90% dos funcionários já utilizam a tecnologia de forma não estruturada, segundo pesquisa da MIT Tech Review Brasil. A Shadow AI expõe as empresas a vazamentos de dados, falhas de compliance e decisões tomadas fora do escopo corporativo. Um simples upload de dados sigilosos em um serviço de IA na nuvem pode comprometer segredos comerciais ou violações regulatórias, sem que a liderança sequer tome conhecimento imediato. Sem políticas e inventário de dados, a IA avança de forma desordenada, e os gestores perdem a visibilidade sobre quem usa o quê, com quais dados e para qual finalidade. Decisões sem rastreabilidade: auditabilidade em xeque Conforme a IA ganha papel em decisões de negócio – da concessão de crédito à triagem de currículos – surge uma nova dificuldade: auditar e explicar essas decisões automatizadas. Muitos algoritmos de aprendizado de máquina funcionam como verdadeiras caixas-pretas, das quais saem recomendações ou predições sem que fique claro aos humanos o porquê. Nas empresas brasileiras, a capacidade de rastrear e inspecionar o funcionamento interno dos modelos ainda é incipiente. Mesmo entre as organizações que já adotam alguma governança de IA, apenas 34% realizam auditorias regulares para detectar uso não autorizado ou comportamentos anômalos em algoritmos. Ou seja, em muitos casos as decisões tomadas pela IA ocorrem sem registro acessível do processo: não há logs detalhados, nem documentação suficiente para reconstruir quais dados de entrada levaram àquela saída. Decisões automatizadas sem auditoria dificultam identificar se um modelo está, por exemplo, discriminando certos clientes ou recomendando ações com base em dados equivocados. Quando um resultado controverso aparece – como a recusa de crédito a um perfil que teoricamente seria elegível – a empresa pode se ver de mãos atadas para explicar os critérios que o algoritmo utilizou, o que é problemático tanto internamente quanto perante órgãos reguladores. Agilidade versus controle: o falso dilema estratégico Diante de todos esses desafios, muitos executivos de TI se veem num dilema: como impor controle e governança sem sufocar a agilidade que a IA promete entregar? Num mercado competitivo, a pressão por inovar rapidamente é real – qualquer atraso na adoção de

IA no varejo: a transformação do setor pelo open source

Por Fabiano Assis Durante anos, a inteligência artificial (IA) no varejo foi tratada como promessa. Experimentos isolados, pilotos de personalização e automações pontuais dominaram o discurso de líderes, gerentes e tomadores de decisões. No entanto, o último National Retail Federation (NRF), maior feira de varejo internacional no mercado, realizado na primeira quinzena de janeiro, mostrou a todos que essa etapa ficou para trás. O segmento entrou em uma fase mais madura, integrada diretamente com uma estratégia omnichannel, fazendo com que, aos poucos, a IA deixe de ser um um diferencial e passa a se tornar parte operacional de negócios. Os estandes e palestras em Nova Iorque deixaram claro que a transformação não está mais em “testar tecnologia” para soluções sob medida e para aspectos laterais de negócios, mas sim em conectar dados, processos e decisões em escala, em um cenário de custos elevados, consumidores exigentes e cadeias de suprimento cada vez mais complexas. Em um contexto de oportunidades menos evidentes e marcas cada vez mais ávidas por reter clientes, a inteligência artificial apresenta-se como uma metodologia integrada para reduzir fricções, aumentar a previsibilidade e sustentar o crescimento. Não se trata de apenas adotar soluções prontas para impulsionar a produtividade e flexibilizar o atendimento, mas sim de construir toda uma percepção no varejo a respeito da importância de tecnologias abertas e arquiteturas colaborativas. Poderoso catalisador da inovação, o open source têm sido essencial para empresas de diferentes tamanhos aumentaram sua capacidade de adaptação com as novas tendências do mercado, por meio de estruturas mais flexíveis, ágeis e, principalmente, resilientes.  Inteligência artificial: da teoria à prática Para muitos, esse salto para o ecossistema de inteligência artificial pode parecer uma forçação de barra, principalmente para Pequenas, Média e Microempresas que, raramente, dispõem de margem no orçamento para realizar investimentos em tecnologia de médio e curto prazo, no entanto, um levantamento recente da NVIDIA apontar para um cenário diversos. Lançado no começo de janeiro, o State of AI in Retail and CPG indica que mais de 58% do ecossistema global de negócios utiliza ativamente soluções, ferramentas ou metodologias de IA, um salto de 16 por cento em relação à pesquisa passada.   Ainda que exista um gap de 21 pontos entre as formas de uso da tecnologia para negócios com mais de 1 mil colaboradores (68%) e micro, médias e pequenas empresas (49%), a IA se tornou unânime para alavancar receitas, reduzir custos operacionais e aumentar eficiência operacional e a produtividade de times em diferentes frentes do segmento. Seja para o ecossistema cadeia de suprimentos, back office ou lojas físicas, 91% dos tomadores de decisões concordam em que investir em inteligência artificial está nos planos para 2026 por meio de soluções que tragam resultados ágeis e concretos. Como ressalta o Guia de Tendências do Sebrae, organizado especialmente para o NRF, na realidade brasileira esses investimentos em tecnologia se traduzem: na adoção da IA agêntica (também conhecida como agentes de IA); na personalização da jornada da compra de clientes em multicanais; na antecipação de gargalos operacionais buscando não só evitar o desabastecimento de estoques, como também integração das operações em múltiplos canais de atuação e; principalmente, no aumento da segurança de operações, seja no e-commerce, em marketplaces ou ainda no atendimento presencial nas lojinhas. De forma geral, o documento suscita que o futuro da área representa uma aproximação decisiva da tecnologia do core business do varejo. Observando os benefícios, os casos de sucesso e os encaminhamentos para este ano, fica claro que a IA, bem como outras metodologias-irmãs como a automação e a modernização de infraestrutura técnica, serão indispensáveis para o sucesso de negócios e na melhora do atendimento de consumidores. Como o próprio relatório sublinha, não se trata, de delegar à IA e às novas metodologias toda a criatividade, inovação e engenhosidade do segmento, mas sim fazer uso dessas soluções para que o human touch no atendimento, nas conversas e no trato direto com o público seja mais assertivo e decisivo. Código aberto: um investimento de inteligência no varejo Por mais que a tecnologia apresente benefícios inquestionáveis e duradouros para diferentes tipos de negócios, no Brasil, organizações ainda enfrentam obstáculos na sua adoção. De acordo com um relatório recente da Fecomércio, disponibilizado na coluna de Kelly Carvalho, assessora do órgão, mais do que um problema de custo elevado de implementação (36%), a maior barreira vivida por empresas é entrave cultural, ou seja, não dispõem de um ambiente preparado (processos, gestão de pessoas, capacitação de profissionais, validação de resultados) para absorver essas mudanças ágeis. Neste cenário de desafios, o código aberto se apresenta como um grande aliado para empresas realizarem o on-boarding na IA e outras tecnologias, de maneira progressiva, descomplicada e a um baixo custo de aquisição. Seu diferencial é oferecer centenas de milhares de softwares, cursos e capacitações gratuitas para organizações irem construindo a sua própria base tecnológica. Mais do que uma maneira simples de mergulhar no vasto mundo da tecnologia, a metodologia aberta se apoia sobre uma cultura colaborativa universal, na qual cada indivíduo contribui para um bem maior. Também conhecido como pay it forward, o princípio tem guiado a comunidade a alavancar a inovação nos últimos 40 anos. Essa abordagem colaborativa permite que equipes ajustem modelos de IA, personalizem fluxos e criem diferenciais competitivos com rapidez, especialmente quando combinada com dados próprios de clientes, estoque e comportamento, algo essencial diante das demandas por personalização contínua e logística integrada discutidas na NRF 2026. Mas falar é fácil, difícil é colocar todas essas ideias em prática. Por isso, dois casos de sucesso merecem nossa atenção para entender o potencial desse negócio: Walmart: Escalando IA com arquiteturas abertas O Walmart provou que o código aberto pode se tornar um pilar estratégico em operações de escala global. A empresa adotou tecnologias abertas como o Hadoop, o Spark e uma arquitetura de Kubernetes para construir e escalar seus sistemas de dados e inteligência artificial, integrando milhões de transações, estoques e interações entre canais físicos e digitais em tempo real Essa flexibilidade permitiu ao Walmart não só abarcar

IA sem execução é só promessa – O uso da tecnologia no Trade Marketing

Por Núria Nava A inteligência artificial (IA) se consolidou como uma das principais agendas do varejo global. Em painéis, reportagens e roadshows, a tecnologia aparece como promessa de eficiência e personalização, além de mais previsibilidade. No entanto, enquanto a maioria das análises se concentra nos avanços em algoritmos e automação, pouco se discute sobre o elo mais crítico dessa equação, que é a execução no ponto de venda.  Os números mostram que 59% das empresas de varejo no Brasil já utilizam IA em alguma etapa da operação, segundo dados da Zucchetti Brasil, em parceria com a Central do Varejo. Porém, a adoção de IA em setores como o trade marketing ainda esbarra em um paradoxo prático. Muitas empresas operam com uma abundância de dados, mas com pouca capacidade de converter essa inteligência em ações concretas na ponta. A falta de integração entre o que se planeja estrategicamente e o que se realiza operacionalmente cria um gap de valor. Tecnologia sem execução é só retórica e, no varejo, a retórica não fecha caixa.  Estratégias de execução orientadas por inteligência artificial podem elevar em até 3 vezes a taxa de conversão em loja e aumentar em 45% a visibilidade dos produtos no varejo. Mas esses resultados só são possíveis quando tecnologia e time de campo caminham juntos.  Nesse cenário, o fator humano assume uma nova centralidade. A IA não substitui o promotor de vendas, mas o fortalece. A tecnologia precisa ser traduzida em rotas otimizadas, ações bem direcionadas, antecipação de ruptura e gestão mais eficiente dos recursos de campo. E isso só acontece quando há uma governança clara, na qual cada projeto de IA precisa de responsáveis, metas, orçamento e acompanhamento de performance. Sem isso, o que deveria gerar retorno vira custo invisível e risco corporativo.  Outro ponto negligenciado é a relevância estratégica do ponto de venda, que hoje é visto como um ponto de influência direta na reputação da marca e no resultado do negócio. É onde se comprova se a narrativa da empresa resiste ao olhar do consumidor e, portanto, não pode ser um território negligenciado por quem projeta inovação.  O trade marketing exige agora uma mudança de mentalidade. É preciso sair do piloto automático das ações genéricas e entrar na era da execução inteligente, orientada por impacto real. A IA é o meio, não o fim. O fim continua sendo a experiência humana, a decisão no corredor, a escolha do shopper.  O trade marketing exige agora uma mudança de mentalidade. É preciso sair do piloto automático das ações genéricas e entrar na era da execução inteligente, orientada por impacto real. A IA é o meio, não o fim. O fim continua sendo a experiência humana, a decisão no corredor, a escolha do shopper.  O futuro do trade está em alinhar tecnologia e inteligência com clareza, critério e coragem de decidir.  *Núria Nava é Diretora de Growth na EVER Trade Marketing, referência em execução e inteligência no ponto de venda. 

Criatividade e propósito se tornam os maiores diferenciais da nova economia na era da IA

Por Rico Araujo, CEO da PX/Brasil, Conselheiro de Inovação e Marketing Estratégico, Mentor e Investidor Anjo* A ascensão recente da inteligência artificial generativa tem provocado mudanças profundas no modo como pessoas e empresas estruturam trabalho, criatividade e tomada de decisão. Ferramentas como o ChatGPT, que se tornou a plataforma de crescimento mais rápido da história ao alcançar 100 milhões de usuários em apenas dois meses, ultrapassando inclusive o TikTok, aceleraram um processo de adoção que antes levaria anos. No Brasil, a expansão também é evidente. Segundo estudo do Sebrae, 44% dos empreendedores de micro e pequenas empresas afirmam já ter utilizado algum tipo de IA. Esse cenário revela um movimento distinto das ondas tecnológicas anteriores, tradicionalmente lideradas por grandes corporações. Paralelamente, cresce a preocupação com burnout e com a falta de tempo para atividades de imaginação e inovação, mostrando que o debate sobre IA vai muito além da automação de tarefas. O verdadeiro impacto da IA não está apenas em substituir tarefas mecânicas, mas em liberar espaço para que habilidades exclusivamente humanas, como empatia, propósito e curiosidade, ganhem centralidade. A nova economia exige produtividade com profundidade. A tecnologia, quando bem utilizada, devolve ao indivíduo o tempo necessário para exercitar pensamento crítico, criatividade e visão estratégica. Mais do que uma ferramenta de eficiência, ela se torna aliada no resgate do que nos torna únicos como espécie. Durante o InovaTalks, Walter Longo, uma das vozes mais experientes do país em inovação e estratégia, reforça essa perspectiva ao afirmar que “nenhum humano será melhor que uma máquina, mas nenhuma máquina será melhor que um humano com uma máquina”. Para ele, a IA não possui vontade nem intencionalidade: apenas executa. Assim, o diferencial continuará sendo justamente aquilo que a tecnologia não tem, emoção, repertório e propósito. Longo também destaca que a inovação é uma postura mental, em que o verdadeiro inovador é aquele que já foi ao futuro e olha de lá para o presente. Além disso, Longo propõe uma leitura original sobre o avanço da IA no mercado, a adoção precoce por pequenos empresários e por pessoas mais velhas, invertendo a lógica tradicional da inovação, ele acrescenta ainda que o maior risco não está na tecnologia, mas no excesso de estímulos que têm eliminado o ócio criativo, momento em que, o cérebro reorganiza ideias e produz insights essenciais para a inovação. Esses apontamentos ajudam a iluminar dilemas contemporâneos sobre atenção, criatividade e direção estratégica. A partir dessas reflexões, é possível observar que a IA inaugura uma nova fronteira competitiva. Em vez de privilegiar apenas habilidades analíticas e operacionais, o mercado passa a valorizar repertório, sensibilidade humana e capacidade de conectar pontos. Empresas que integram inteligência artificial ao lado da inteligência emocional tendem a criar produtos mais relevantes, experiências mais empáticas e estratégias mais adaptáveis em um ambiente de transformação acelerada. No campo da educação e da formação profissional, esse movimento já começa a se traduzir em novas práticas. A IA pode assumir funções de tutoria personalizada, permitindo que escolas e organizações dediquem mais tempo ao desenvolvimento de competências humanas, colaboração, ética, criatividade e pensamento crítico. Essa redistribuição de papéis não apenas eleva a eficiência da aprendizagem, como prepara profissionais para um mundo em que a tecnologia será abundante, mas a humanidade será o diferencial. Em ambientes corporativos, a tendência é que lideranças adotem uma visão mais ampla sobre transformação digital. Não basta adotar ferramentas de IA; é necessário integrar essas tecnologias a uma cultura que incentive reflexão, experimentação e diversidade de experiências. Boas decisões raramente vêm do excesso de velocidade, mas da combinação entre dados, intuição e compreensão profunda do contexto. Portanto, à medida que a inteligência artificial se torna parte do cotidiano, o verdadeiro desafio será preservar e valorizar o que nos torna humanos. A tecnologia tende a se tornar um recurso básico, amplamente disponível — mas habilidades como empatia, propósito, generosidade e entusiasmo ocuparão o centro das próximas décadas. É nesse equilíbrio entre máquina e humanidade que reside o real potencial da nova economia: criar empresas mais conscientes, mais criativas e mais conectadas com o seu tempo. *Especialista no desenvolvimento de projetos que integram marketing e inovação estratégica para transformar marcas em negócios altamente competitivos, Rico Araujo é CEO da PX/Brasil e Conselheiro de Inovação. Acesse o InovaTalks por meio do link: https://inovatalks.com.br

Inteligência Artificial: aliada estratégica para impulsionar e transformar negócios

Por Leonardo Chucrute é gestor em Educação e CEO do Zerohum A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas uma tendência para se consolidar como uma ferramenta indispensável em diversas áreas, especialmente no mundo dos negócios. Empreendedores que dominam o uso estratégico dessa tecnologia conseguem potencializar resultados, reduzir erros e tomar decisões com mais agilidade e segurança, fortalecendo a competitividade de suas empresas. Um dos principais benefícios da IA é a economia de tempo. Ferramentas como assistentes virtuais são capazes de gerar relatórios, analisar o comportamento do consumidor e sugerir melhorias em poucos segundos. Isso permite que o empresário concentre seus esforços no que realmente importa: estratégia, inovação e crescimento do negócio. A IA também se destaca como uma poderosa aliada no processo de aprendizado, ao possibilitar a personalização da formação e apoiar a tomada de decisões. É possível solicitar recomendações de cursos, vídeos, artigos e até mentorias específicas. Dessa forma, o empreendedor desenvolve competências práticas cada vez mais alinhadas aos seus objetivos, como gestão financeira, liderança e marketing digital. Além disso, a inteligência artificial pode ser utilizada para testar ideias de negócio, aprimorar apresentações e apoiar o desenvolvimento de novos produtos. Criar prompts para simular o lançamento de um serviço ou validar um pitch torna-se um diferencial competitivo, especialmente em mercados altamente dinâmicos. Outro uso relevante da IA está no treinamento de equipes. Existem aplicações capazes de simular atendimentos ao cliente, avaliar discursos e oferecer feedback sobre postura, clareza e comunicação. Treinar equipes com esse tipo de tecnologia pode elevar o padrão de excelência do negócio, gerar mais valor para a marca e contribuir para a fidelização de clientes. É fundamental lembrar que a IA é uma aliada, e não uma substituta da experiência humana. Ela amplia a criatividade, a visão estratégica e a eficiência, mas não substitui competências como empatia, senso crítico e liderança. Integrar tecnologia e inteligência emocional é o que diferencia o empreendedor comum daquele que se destaca em um mercado cada vez mais competitivo. Portanto, utilize a inteligência artificial como uma alavanca de crescimento, aprendizado e aprimoramento contínuo. Aprender, testar, adaptar e evoluir são atitudes essenciais. O futuro pertence a quem aprende com rapidez e se adapta com sabedoria, e a IA pode ser uma grande aliada nesse processo de expansão e transformação dos negócios. (*) Leonardo Chucrute CEO do Zerohum, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.

Paradoxo de Hinton, IA e as habilidades humanas por excelência

Por Rogério Martins O ano era 2016 quando o vice-presidente do Google em Pesquisa de Machine Learning, Geoffrey Hinton, fez uma previsão sobre o futuro do trabalho na era da Inteligência Artificial. Hinton, que também é cientista da computação, disse que os radiologistas desapareceriam num prazo de cinco a dez anos. Afinal, se algoritmos de IA já superavam humanos na interpretação de imagens médicas, por que manter os humanos?  A previsão era sedutora como todo hype ao redor de inovações tecnológicas: uma narrativa que combinava progresso linear com disrupção inevitável, feita por uma autoridade no assunto. Conhecido como o padrinho da IA, Hinton ganharia, em 2024, o Prêmio Nobel de Física por seu trabalho no desenvolvimento das redes neurais – que viriam a fundamentar a revolução do aprendizado profundo e da IA.  Só faltava uma coisa: estar correta.  Oito anos depois, os radiologistas não apenas ainda existem como houve um aumento significativo nesse número de profissionais. Em 2016, o Brasil contava com 7.086 radiologistas registrados. Já em 2025, o número de radiologistas no país chegou a 12.868, um aumento de cerca de 81,4%. E existe uma falta crônica nas regiões Norte e Nordeste.  A ironia contida no erro de Hinton apareceu novamente agora em dados vindos de um lugar improvável: a indústria de design. Segundo o Relatório de Empregos em IA 2025 da Autodesk, que analisou quase três milhões de anúncios de emprego ao longo de dois anos, a habilidade mais demandada em posições relacionadas à Inteligência Artificial não é programação, não é expertise em aprendizado de máquina, não é computação em nuvem. É design. Design, a habilidade humana por excelência, aquela que envolve julgamento estético, compreensão de contexto, empatia com usuários, e a capacidade de imaginar o que ainda não existe. Entre as 10 habilidades mais procuradas em empregos de IA, encontram-se também comunicação, liderança, colaboração e “habilidades interpessoais”, esse eufemismo corporativo para a difícil arte de trabalhar bem com outros seres humanos. O que Hinton entendeu mal é a natureza do trabalho especializado. É que um radiologista não é um algoritmo que detecta anomalias em radiografias. Ele conversa com pacientes ansiosos, integra resultados de imagens com histórico clínico e sintomas, discute casos complexos com oncologistas e cirurgiões, decide quando uma sombra ambígua merece investigação ou observação. A interpretação de imagens é um componente do trabalho, não sua totalidade. O mesmo acontece com o design. A IA generativa pode criar logotipos, gerar layouts, sugerir paletas de cores. Mas não pode conversar com um fundador para entender a história de vida contida na criação daquela marca, não pode navegar as tensões entre diferentes stakeholders e muito menos decidir quando quebrar as regras se o contexto exigir ousadia. O erro é supor que trabalho especializado é a execução de tarefas técnicas. Tarefas técnicas são frequentemente a parte mais automatizável. O que resta é o que sempre foi exclusivo do humano: julgamento sob incerteza, navegação de complexidade social, imaginação aplicada a problemas mal definidos. E é isso que vai se tornar cada vez mais valioso. O investidor norte-americano Balaji Srinivasan capturou bem essa dinâmica numa observação: “a IA não tira seu emprego, ela permite que você faça qualquer trabalho. Porque ela permite que você seja um designer de UX aceitável, um animador de efeitos especiais decente, e assim por diante. Mas isso não significa, necessariamente, que você possa fazer esse trabalho bem, pois um especialista é frequentemente necessário para o refinamento.” A IA democratiza a competência básica, mas aumenta o valor da maestria do craft. O critério e o repertório desenvolvidos ao longo de anos de trabalho, a capacidade de curadoria e o gosto único vão se tornar cada vez mais importantes para diferenciar uma marca de todas as outras. Qualquer um pode agora gerar um logo, mas poucos podem criar uma identidade visual que ressoe profundamente com uma audiência específica e se destaque de todos os outros. A pergunta, então, não é “O que a IA pode fazer em vez de mim?”, mas “Como a IA pode amplificar o que faço de melhor?” Voltando aos radiologistas: a USP desenvolveu o RadVid-19, que utiliza soluções de inteligência artificial para auxiliar os profissionais no diagnóstico e combate à Covid-19. Eles não foram substituídos: foram equipados com uma ferramenta que os torna mais eficazes. A tecnologia não resolveu o problema de falta de radiologistas em locais brasileiros, ela tornou cada radiologista mais capaz. O relatório da Autodesk sugere que isso não é exceção, mas padrão. À medida que a IA se torna mais capaz, a demanda por habilidades humanas aumenta. O aparente paradoxo de Hinton vem da crença de que a automação substitui todo o trabalho humano, em vez de complementá-lo. Se a IA é boa em executar tarefas definidas e repetitivas, então os humanos se tornam mais valiosos naquilo que não pode ser reduzido a elas: criatividade, empatia, liderança e a capacidade de fazer perguntas que ninguém ainda fez. Hinton, contudo, estava certo sobre uma coisa: a IA é transformadora. Ele errou apenas sobre a natureza da transformação. Não é uma história de obsolescência humana, mas de capacidades humanas sendo reavaliadas. O que antes era considerado “soft skill” – design, comunicação, colaboração -, num mundo onde o custo da capacidade técnica cai a zero, converte-se em hard skill. Difíceis de desenvolver, difíceis de automatizar, e cada vez mais indispensáveis. Os vencedores neste cenário não serão aqueles com mais IA, mas aqueles que saibam integrar máquinas sob o comando de a humanos que julgam, imaginam e se importam. É uma lição que um radiologista poderia ter ensinado a Hinton, se ele tivesse perguntado antes de fazer sua previsão. Às vezes, a melhor forma de ver o futuro é conversar com as pessoas que estão fazendo este trabalho no presente. *Rogério Martins é diretor de Criação da Cadastra, empresa global especialista em serviços tecnológicos aplicados ao marketing para fazer as empresas crescerem.

Workslop: a IA que parece eficiente, mas custa milhões às empresas

Apesar da promessa de ganho de eficiência, o uso indiscriminado da inteligência artificial no ambiente corporativo tem dado origem a um efeito colateral cada vez mais visível: o workslop. O termo define conteúdos produzidos com apoio de IA que apresentam aparência profissional, bem estruturada e polida, mas falham em entregar profundidade, contexto ou valor real para a tomada de decisão. Segundo o relatório “Workslop is the new busywork. And it’s costing millions“, realizada pelo Stanford Social Media Lab em parceria com a BetterUp, entre 40% e 41% dos profissionais afirmam ter recebido algum tipo de workslop ao longo de um único mês. O impacto vai além do incômodo operacional. Cada ocorrência gera, em média, quase duas horas de retrabalho para quem recebe o conteúdo. Quando esse tempo é convertido em custos, o resultado é expressivo: estima-se uma perda de cerca de US$186 por mês por funcionário. Há também um impacto reputacional. Profissionais que recorrem com frequência a esse tipo de entrega passam a ser percebidos como menos criativos (54%), menos competentes (50%) e menos confiáveis (49%) pelos colegas. “A IA acelera o trabalho, mas cabe ao profissional verificar se aquilo faz sentido, se o conteúdo é adequado e se realmente melhora o resultado final. É perfeitamente possível produzir páginas e páginas de conteúdo sem chegar a conclusão alguma, ou até piorar o trabalho, em vez de melhorá-lo”, comenta Marcio Tabach, pesquisador da TGT ISG e autor dos estudos ISG Provider Lens® sobre o mercado de inteligência artificial generativa e analytics. “Com frequência, chats baseados em LLMs, como Claude, GPT ou Grok, extraem informações corretas, mas que nem sempre estão bem encadeadas do ponto de vista lógico. Você lê a primeira frase de um parágrafo e ela não se conecta com a seguinte. Esse é o ponto central: a lógica. Quem usa um LLM precisa ser capaz de ler o resultado e questionar se aquilo faz sentido ou não”. Cassio Pantaleoni, diretor de Artificial Intelligence Solutions & Strategy da Quality Digital, explica que “a IA entrega uma resposta apropriada ao que foi solicitado, e não a resposta certa. Sem curadoria e sem lógica na formulação das solicitações, passamos a ter casos de aumento de produtividade individual e perda de produtividade organizacional, com erros que se propagam pela cadeia produtiva”. Esse tipo de distorção não se restringe a áreas criativas e já aparece com força também em funções críticas do negócio, como o fiscal e tributário. Para Roberto de Lázari, diretor de parcerias estratégicas da All Tax, o uso de IA sem curadoria humana cria uma falsa sensação de controle. “É possível gerar análises extensas e bem escritas que não se sustentam quando confrontadas com a legislação ou com a realidade operacional da empresa. No ambiente tributário brasileiro, isso não é só ineficiência, é risco direto de autuação, perda de crédito e insegurança jurídica”, afirma. Segundo ele, sem governança de dados e validação especializada, a IA deixa de apoiar decisões e passa a escalar erros, reproduzindo a lógica do workslop. Entre as principais causas para o aumento dos casos de workslop está a adoção indiscriminada da IA. Em muitas empresas, líderes impõem o uso da tecnologia para qualquer tarefa, sem distinguir atividades estratégicas de demandas operacionais simples, como aponta a pesquisa. O resultado é o incentivo ao copiar e colar automático, sem reflexão ou adaptação ao contexto. O pano de fundo para este problema é que muitas organizações ainda não adquiriram maturidade para o uso eficiente dessa tecnologia. “Antes de sair fazendo um projeto de IA, você precisa pensar no impacto que essa iniciativa pode proporcionar e, para isso, é fundamental ter pessoas capacitadas, letradas e treinadas”, reflete Roberto Ave Faria, vice-presidente e diretor comercial da Quality Digital. Faria chama essa capacitação de Education, a primeira etapa na construção de uma cultura organizacional Data-Driven, onde as decisões são tomadas a partir de dados. “Para que um projeto de IA dê certo, é preciso que as empresas sejam orientadas por dados, que as suas decisões sejam definidas por dados, que sejam empresas Data-Driven“, reforça. Para os participantes da pesquisa “From tools to thieves: Measuring and understanding public perceptions of AI through crowdsourced metaphors”, realizada pela BetterUp em parceria com a Universidade de Stanford, a inteligência artificial é vista principalmente como uma ferramenta tecnológica, comparável a uma calculadora ou a um canivete suíço (10%), ou como um “cérebro” capaz de raciocínio e lógica (10%), além de um mecanismo de busca avançado para navegar grandes bases de dados (9%). As metáforas, no entanto, variam bastante: alguns a comparam a um professor que sempre tem a resposta (3%), outros a enxergam como uma criança em aprendizado, pronta para produzir resultados (4%), e há ainda quem a associe a um ladrão, por considerá-la uma forma de plágio (0,5%). À medida que soluções baseadas em IA avançam, os efeitos do workslop deixam de ser apenas cognitivos e passam a afetar sistemas reais. Para Rogério Moreira, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas, decisões baseadas em informações superficiais se tornam ainda mais perigosas em ambientes conectados. “Quando lidamos com dados em tempo real e representações digitais de ativos físicos, conteúdo vazio ou mal interpretado gera impacto direto na operação”, afirma. Especialistas defendem que o combate ao workslop passa, acima de tudo, pela alfabetização em IA. É fundamental que as organizações definam quando a tecnologia faz sentido e quando não faz, evitando seu uso automático como padrão. “Sem curadoria humana, o conteúdo perde densidade e propósito. E isso começa na formação básica. Interpretação de texto e raciocínio lógico são essenciais para evitar erros. O bom e velho senso crítico, o hábito de testar e verificar continuam sendo fundamentais para garantir qualidade no trabalho com IA generativa, talvez até mais importantes agora”, explica Ana Leticia Lucca, CRO da Escola da Nuvem. Para executivos que estão lidando com esses desafios, as novas tecnologias devem ser encaradas como instrumentos que potencializam o trabalho humano. “A Inteligência Artificial amplia nossa capacidade de análise, velocidade e escala, mas é a experiência humana que dá direção, senso crítico e propósito às decisões. Quando humanos e IA trabalham juntos, combinando tecnologia

Human Made: As pessoas estão cansadas de conteúdos com IA?

A popularização da inteligência artificial (IA) transformou a produção de conteúdo digital. Textos, roteiros, imagens e vídeos podem ser gerados em poucos segundos, mas junto com a facilidade veio uma nova questão, o público está saturado de conteúdos criados com IA? Especialistas em comunicação digital apontam que o problema não está, necessariamente, na tecnologia, mas na forma como ela vem sendo utilizada. Para Jennifer de Paula, MBA em Marketing e Negócios Interativos e diretora da IMF Press Global, a discussão precisa ser mais estratégica do que ideológica. “O maior problema não é o uso da IA como um suporte na sua produção de conteúdo, é não ter estratégia e achar que ela irá conversar com seu público no seu lugar”, afirma. Conteúdo sem identidade gera rejeiçãoCom a multiplicação de textos padronizados e posts genéricos, muitos usuários relatam a sensação de que “estão lendo sempre a mesma coisa”. A falta de identidade, opinião e posicionamento humano tem sido um dos principais pontos de crítica. De acordo com Jennifer de Paula, a audiência atual está mais exigente. “As pessoas querem conexão, repertório e autenticidade. Se o conteúdo não tem personalidade, ele se perde no meio do ruído digital. Isso não significa que o uso de IA deva ser descartado, mas que ela precisa estar integrada a uma estratégia clara de marca e comunicação”, explica. Human Made não é anti-IAO movimento “Human Made” surge como contraponto à produção automática em massa. A proposta não é rejeitar a tecnologia, mas valorizar o toque humano na curadoria, na análise crítica e na construção de narrativa. “A IA pode acelerar processos, organizar ideias e otimizar tempo. Mas quem constrói relacionamento é a pessoa por trás da marca”. “Conteúdo estratégico exige entendimento de público, tom de voz, contexto cultural e objetivos de negócio, algo que não pode ser delegado integralmente a uma ferramenta”, destaca Jennifer de Paula. O risco da dependência totalEmpresas e criadores que utilizam IA sem planejamento podem enfrentar queda de engajamento e perda de credibilidade. Conteúdos repetitivos, superficiais ou desconectados da realidade do público tendem a gerar menos interação. “Quando a marca terceiriza totalmente a conversa para a tecnologia, ela abre mão da própria identidade. E identidade é o que diferencia no mercado”, afirma a especialista. Estratégia antes da ferramentaPara especialistas em marketing e comunicação digital, a sequência ideal é clara: primeiro definir posicionamento, público e objetivo. Depois, escolher as ferramentas que vão apoiar essa estratégia. Jennifer de Paula reforça que a IA deve ser vista como aliada. “A tecnologia é suporte, um suporte importante, claro. Estratégia, visão e relacionamento continuam sendo humanos e a humanização é um diferencial muito forte”.

Inteligência artificial na programação é ameaça ou aliada?

Por Carlos Lopes, sócio e gerente de desenvolvimento de negócios da Codeminer42 Confesso que, quando comecei minha carreira em tecnologia, ouvir alguém falar sobre “robôs que escrevem código” soava como ficção científica. Hoje, esse futuro não só bate à porta como já está entrando pela janela, com ferramentas de inteligência artificial capazes de gerar código, sugerir soluções e até testar sistemas, que começaram a transformar nossa rotina. E, com isso, surge a pergunta inevitável: será que a IA vai substituir desenvolvedores? A primeira coisa que aprendi é que a tecnologia nunca substitui o humano, mas redefine a forma como trabalhamos. A IA não chega para tomar o lugar do desenvolvedor, mas para expandir sua capacidade. Tarefas repetitivas, debugging básico, boilerplate… tudo isso pode ser automatizado, liberando tempo para que possamos criar soluções mais complexas, inovadoras e estratégicas. No dia a dia da Codeminer42, vejo isso de perto. Nossos times utilizam IA para acelerar protótipos, revisar códigos e até prever falhas antes que elas aconteçam. Mas a mágica real continua vindo da criatividade humana; a IA sugere, mas somos nós que decidimos o que faz sentido, o que é seguro e o que atende às necessidades do cliente. É claro que a adaptação é um desafio. Quem não se atualiza corre o risco de ver seu papel mudar. Mas substituir programadores? Duvido. O desenvolvimento de software é muito mais do que linhas de código. É lógica, empatia pelo usuário, entendimento do negócio e capacidade de transformar ideias em produtos reais. E isso, pelo menos por enquanto, continua sendo terreno exclusivamente humano. Os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho são amplamente debatidos. Estimativas da OCDE apontam uma perda de 92 milhões de empregos, enquanto o Fórum Econômico Mundial avalia que o dobro dos postos extintos será criado. A tecnologia avança cercada por medo e expectativa, sobretudo no setor de TI, em que a possibilidade de substituição de programadores se tornou uma questão recorrente. Na Codeminer42, que atende clientes no Brasil e no exterior e planeja expandir ainda mais sua atuação nos Estados Unidos em 2026, nossa avaliação não é fatalista. Eu costumo dizer: “O programador que apenas escreve código está, sim, sujeito às mudanças provocadas pela IA, talvez, até mesmo, correndo o risco de perder oportunidades e colocações. Mas engenheiros de software — aqueles que pensam além das linhas de código, que entendem produto, negócio e arquitetura de sistemas — não só não serão substituídos, como terão relevância ainda maior neste novo cenário.” A engenharia de software exige justamente aquilo que a IA não consegue replicar como a visão estratégica, a capacidade de análise de contexto, a avaliação de impactos e trade-offs para os negócios, e, a compreensão dos débitos técnicos gerados em cada decisão. Na prática, significa projetar, desenvolver, testar e manter softwares, mas também compreender problemas complexos, priorizar soluções e traduzir demandas de negócio em tecnologia. Essas são as competências que nos permitem criar valor real para os clientes e que tornam o trabalho humano insubstituível. Um dos nossos focos na Codeminer42 tem sido justamente investir em talentos brasileiros de programação e prepará-los para assumir atribuições estratégicas. Hoje, contamos com 80 desenvolvedores, a maior parte alocada em projetos internacionais, com meta de ultrapassar os 100 sem perder a excelência técnica. A ideia é clara: potencializar habilidades que a IA ainda não consegue entregar e, ao mesmo tempo, integrar a inteligência artificial como aliada no dia a dia. Além da técnica, competências como comunicação, organização e capacidade de lidar com mudanças são cada vez mais essenciais. Um bom engenheiro de software precisa interagir com colegas, traduzir termos técnicos para não técnicos, entender prioridades e administrar imprevistos. Participar ativamente do desenvolvimento do produto, trabalhando lado a lado com product owners e gerentes de produto, tornou-se obrigatório. Para nós, avaliações periódicas, mentorias, treinamentos internos e grupos de estudo são fundamentais para manter a equipe atualizada. O ritmo da inovação não espera, e profissionais que investem em capacitação contínua não só acompanham o mercado, mas se tornam protagonistas dele. No fim das contas, a pergunta certa não é “a IA vai nos substituir?”, e sim “como podemos trabalhar com a IA para sermos melhores, mais rápidos e mais estratégicos?”. Na Codeminer42, nossa aposta é tratar a inteligência artificial como uma aliada poderosa, mas o toque humano, a visão, o raciocínio e a criatividade do engenheiro de software continuam sendo o diferencial que transforma tecnologia em resultado real. E isso, para mim, é o futuro mais empolgante que podemos imaginar. Sobre a Codeminer42: https://www.codeminer42.com

IA deixa de ser “curso do futuro” e vira formação de urgência, mas acesso gratuito ainda é exceção

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e passou a ocupar o centro das decisões acadêmicas e profissionais no Brasil. No Sisu 2026, o número de graduações ligadas à área saltou de 4 para 27 cursos, somando 1.496 vagas. A maioria dessas formações foi aprovada entre novembro e dezembro de 2025, em resposta direta à pressão do mercado por profissionais especializados.  “A inteligência artificial deixou de ser uma tendência futura e virou uma competência básica para o presente. O problema é que o acesso a essa formação ainda é profundamente desigual”, afirma Ana Letícia Luca, CRO da Escola da Nuvem, organização da sociedade civil que oferece formação gratuita em computação em nuvem e IA generativa para pessoas em situação de vulnerabilidade.  Apesar da expansão, o acesso gratuito segue limitado e regionalmente concentrado. Em São Paulo, a UFSCar tornou-se a única universidade pública do estado a criar um bacharelado específico na área. Na região Norte, apenas uma universidade oferece o curso pelo Sisu. A UFT é a única do país com um bacharelado interdisciplinar em inteligência artificial, enquanto Minas Gerais concentra a maior parte das graduações ofertadas.   Para Ana Letícia, o desenho atual reforça desigualdades históricas. “Quando apenas uma região do país concentra a maior parte das vagas e o ensino gratuito é restrito, o risco é aprofundar assimetrias que já existem no acesso à educação e ao trabalho”.  Nesse cenário, iniciativas fora do ensino superior tradicional ganham relevância. A Escola da Nuvem atua com programas profissionalizantes totalmente gratuitos em computação em nuvem AWS e inteligência artificial generativa, com foco na rápida inserção no mercado de trabalho. “A universidade está se movimentando, o que é positivo, mas a velocidade do mercado é muito maior do que a capacidade de expansão do ensino superior. Por isso, modelos alternativos e gratuitos de formação são essenciais”, diz a executiva.  A expansão das graduações em IA está alinhada ao PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial), que prevê ações de formação, capacitação e requalificação profissional em larga escala para reduzir a dependência do país de tecnologias e talentos estrangeiros. Segundo o MEC, o movimento ocorre no âmbito do programa Universidades Inovadoras e Sustentáveis, lançado em outubro de 2025, que apoia a criação de cursos, a ampliação de vagas em áreas STEM e o fortalecimento dos núcleos de inovação tecnológica.  A alta procura reforça a mudança de mentalidade dos estudantes. Na UFG, o curso de inteligência artificial superou medicina e se tornou o mais concorrido da universidade. Para a Escola da Nuvem, o dado evidencia a urgência da discussão sobre acesso. “A formação em inteligência artificial não pode ser privilégio de quem tem tempo, renda ou acesso a determinadas universidades. Estamos falando de uma competência essencial para gerar renda agora”, afirma Ana Letícia.  Segundo ela, o debate central já mudou. “A questão não é se o Brasil vai formar profissionais em IA, mas quem vai conseguir se formar. Se não houver ações coordenadas entre universidades, políticas públicas e organizações da sociedade civil, a IA corre o risco de se tornar mais um fator de exclusão, e não de desenvolvimento”.  

AISphere lança robôs de cobrança com IA para transformar a recuperação de crédito no Brasil

A AISphere, empresa brasileira de inteligência artificial e análise de dados para o setor financeiro, acaba de lançar uma nova geração de robôs de cobrança baseados em IA generativa. A solução utiliza um sistema de multiagentes capazes de planejar estratégias, conversar de forma personalizada com cada perfil de devedor e negociar condições de pagamento em múltiplos canais, como WhatsApp, SMS, e-mail e voicebot. Nas primeiras operações, a tecnologia apresentou resultados expressivos: aumento de 18% no volume de acordos fechados, redução de 35% nos custos de cobrança e diminuição de 27% no tempo médio até a aceitação da proposta. A expectativa da companhia é apoiar a recuperação de carteiras que podem somar até R$ 5 bilhões em valor de face ao longo de 2026. Batizada de CollectiveAI, a plataforma reúne agentes especializados em estratégia, segmentação, orquestração de canais, negociação, compliance e jurídico. O sistema analisa grandes volumes de dados para identificar o melhor momento, linguagem e abordagem para cada contato, respeitando as políticas de desconto, parcelamento e refinanciamento definidas pelas empresas contratantes. “A cobrança precisa deixar de ser genérica e passar a ser inteligente, empática e orientada por dados. Criamos um coletivo de agentes que entende o contexto de cada pessoa, escolhe a melhor estratégia e negocia de forma responsável, permitindo recuperar crédito em escala e com muito mais eficiência”, afirma Gabriel Camargo, fundador e CEO da AISphere. Criada em 2018, a empresa passou recentemente por um rebranding impulsionado pelo avanço da IA generativa e hoje conta com um ecossistema integrado a mais de 200 players do setor de contact center. Sua infraestrutura processa dezenas de milhões de registros por dia, permitindo atuação contínua, 24 horas por dia, tanto na recuperação de dívidas quanto na prevenção da inadimplência, com o envio de lembretes e alertas antecipados. A tecnologia de multiagentes da AISphere já está em uso em grandes operações corporativas, evidenciando sua capacidade de escalar processos, elevar níveis de automação e gerar ganhos relevantes de eficiência em diferentes segmentos da economia.

Atendimento inteligente vira vantagem competitiva e acelera o uso de IA no e-commerce em 2026

O início de 2026 consolida um movimento que vinha se formando nos últimos anos: o atendimento ao cliente passa a ser um dos principais fatores de competitividade no e-commerce. Em um ambiente cada vez mais imediato, multicanal e orientado à experiência, empresas que não respondem rápido — ou não respondem bem — perdem vendas, reputação e relevância. “Em 2026, o cliente não compara só preço ou produto — ele compara experiências. E a primeira delas é o atendimento. Se a resposta demora, a venda não acontece”, afirma Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma especializada em Chat Commerce com Inteligência Artificial. Dados de mercado já indicam essa mudança de comportamento. Estudos globais apontam que mais de 70% dos consumidores esperam respostas em poucos minutos ao interagir com marcas em canais digitais, enquanto atrasos no atendimento elevam significativamente as taxas de abandono de carrinho e impactam a confiança na marca. Ao mesmo tempo, a conversa deixa de ser apenas suporte e passa a influenciar diretamente a decisão de compra. Nesse contexto, a Inteligência Artificial aplicada ao atendimento ganha espaço não apenas como ferramenta de automação, mas como infraestrutura estratégica. Soluções baseadas em Chat Commerce permitem que empresas atuem 24 horas por dia, integrem múltiplos canais e mantenham consistência na experiência, mesmo em operações de grande escala. Segundo o executivo, a aceleração do uso de IA no atendimento está diretamente ligada à pressão por eficiência e conversão. “As empresas perceberam que não basta estar presente em vários canais. É preciso responder rápido, entender o contexto e conduzir a conversa até a decisão. A IA permite fazer isso de forma contínua, sem depender de horário comercial”, explica. Na prática, os resultados já aparecem. Operações que adotam agentes de IA no atendimento registram aumento médio de 50% na conversão de conversas em vendas, além de mais de 90% dos atendimentos resolvidos sem intervenção humana. O tempo médio de resposta cai para menos de 30 segundos, fator decisivo em ambientes como marketplaces e WhatsApp, onde a concorrência está a um clique de distância. Além da conversão, outro ponto crítico entra no radar das empresas: a reputação. Em marketplaces e redes sociais, a qualidade e a velocidade das respostas impactam avaliações públicas, ranqueamento e visibilidade. “Atendimento virou ativo reputacional. Uma operação lenta ou desorganizada não afeta só aquela venda, mas a percepção da marca como um todo”, destaca Vailati. O avanço da IA no atendimento também reflete uma mudança no papel dessas tecnologias dentro das empresas. Se antes eram usadas de forma pontual, agora passam a atuar ao longo de toda a jornada — do pré-venda ao pós-venda — integrando dados, histórico de interações e comportamento do consumidor. A tendência para 2026 é clara: atendimento inteligente deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito competitivo. Empresas que tratam o relacionamento com o cliente como estratégia — e não apenas como custo — saem na frente em um mercado cada vez mais disputado, conversacional e orientado à experiência.

Confundir prompt com solução é o erro silencioso no uso da IA no negócio

Por Fernando Baldin, Country Manager LATAM da AutomationEdge A inteligência artificial generativa entrou nas empresas como uma promessa quase mágica, de que bastaria escrever o comando certo para destravar a produtividade, eficiência e inovação. Desde então, boa parte das discussões tem girado em torno de uma nova mania corporativa, o tal do prompt perfeito, com mais contexto, mais exemplos e mais refinamento linguístico. Uma busca incessante pela frase ideal, como se ela fosse a chave para resolver qualquer desafio de negócio. O problema é que nesse processo, algo fundamental ficou para trás, que é a capacidade de formular corretamente o problema. Não se trata de uma falha tecnológica, é uma falha humana, organizacional e cultural. Ao aplicar IA a processos de negócio, muitas empresas pulam etapas críticas, elas querem automatizar antes de compreender, querem respostas antes de fazer as perguntas certas e querem escala antes de clareza. O resultado é previsível: soluções que impressionam em testes pontuais, mas não sustentam impacto real no dia a dia. Quando um problema é mal definido, qualquer prompt por mais sofisticado que seja, vira um placebo corporativo Isso pode dar a sensação de avanço, gerar apresentações bonitas e produzir respostas plausíveis, mas não escala, não transforma processos e não cria valor duradouro. Apenas mascara sintomas sem tocar na causa. Existe uma diferença profunda entre engenharia de prompt e engenharia de problema, onde a primeira lida com a forma e a segunda, com a essência. Enquanto a engenharia de prompt se preocupa com como pedir algo à IA, a engenharia de problema exige parar e responder perguntas muito mais difíceis, como “qual é o problema real?”, “onde ele começa?”, “quais são suas causas estruturais?”, “quem é impactado?”, e “o que acontece se nada for feito?”. Essas perguntas raramente cabem em um prompt, porque exigem reflexão, escuta, análise de processos e disposição para encarar verdades desconfortáveis. Muitas vezes, o problema não está na falta de automação, mas em fluxos mal desenhados, metas conflitantes, dados inconsistentes ou decisões tomadas com base em exceções. A IA, nesse contexto, vira um espelho incômodo, pois quando bem aplicada, ela expõe fragilidades que sempre estiveram ali, e quando mal aplicada, apenas as encobre com uma camada de sofisticação artificial. Não é coincidência que muitos projetos de IA generativa morram na fase de prova de conceito, já que eles funcionam bem em ambientes controlados, com exemplos cuidadosamente selecionados, mas colapsam quando confrontados com a complexidade da operação real. Isso não acontece porque o modelo falhou, mas porque o problema nunca foi verdadeiramente entendido. Há também um fator psicológico em jogo, onde buscar o prompt perfeito é confortável, dá a sensação de controle, de domínio técnico e de progresso rápido. Já encarar o problema real exige desacelerar, questionar premissas, envolver áreas diferentes e muitas vezes, admitir que decisões passadas foram equivocadas. É um caminho menos glamouroso e muito mais transformador. Empresas que estão colhendo resultados consistentes com IA generativa seguem um padrão silencioso, onde investem menos tempo em “como pedir” e mais tempo em “o que precisa ser resolvido”. Antes de automatizar, redesenham processos; antes de escalar, testam hipóteses; e antes de confiar na resposta da máquina, validam a pergunta. Nesse cenário, a IA deixa de ser protagonista e passa a ser coadjuvante de luxo, potencializando boas decisões, mas não substituindo o pensamento crítico. Ela amplifica soluções bem estruturadas, mas não corrige problemas mal definidos. Talvez o maior aprendizado desse momento seja reconhecer que a maturidade no uso de IA não está na sofisticação dos prompts, mas na qualidade das perguntas. E perguntas de qualidade nascem de curiosidade genuína, conhecimento do negócio e coragem para ir além do óbvio. Enquanto continuarmos tratando IA como um atalho, ela seguirá entregando atalhos, já quando começarmos a tratá-la como uma ferramenta estratégica, inserida em problemas reais e bem compreendidos, aí sim veremos transformação de verdade. No fim das contas, não é sobre falar melhor com a máquina, é sobre pensar melhor como humanos. Fernando Baldin é Country Manager LATAM na AutomationEdge, com mais de 25 anos de experiência nas áreas de Gerência Comercial, Recursos Humanos, Inovação e Operações. Ao longo de sua trajetória, liderou iniciativas estratégicas de transformação organizacional em empresas de grande porte. Conta com diversas certificações de alto nível, como ITIL V3 Expert, ITIL Manager e HDI KCS, além de atuar como membro do conselho consultivo estratégico do Help Desk Institute.

Disparo Pro registra ganho de 85% em performance operacional com IA

A Inteligência Artificial deixou de ser tendência para se tornar eixo estratégico das empresas de tecnologia em todo o mundo. Atenta a esse movimento, a Disparo Pro vem acelerando a aplicação de IA não apenas em suas soluções para o mercado, mas também em seus processos internos e no desenvolvimento de produtos. O resultado: um ganho médio de 85% em performance em diversas áreas da operação. Nos últimos dois anos, as empresas intensificaram investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento, direcionando parte dos R$ 8 milhões previstos para P&D à implementação de agentes de Inteligência Artificial, aquisição de ferramentas especializadas e capacitação técnica das equipes. A estratégia teve como foco ampliar eficiência operacional, reduzir gargalos e permitir que os colaboradores concentrem sua atuação em atividades mais estratégicas e de maior valor agregado. “Estamos vivendo uma transformação estrutural no mercado de tecnologia. A IA não é apenas uma funcionalidade embarcada nos produtos, mas um novo modelo de trabalho. Ao aplicarmos inteligência artificial nos nossos próprios processos, conseguimos acelerar entregas, aumentar a qualidade e liberar nossos times para decisões mais analíticas e estratégicas”, afirma João Neto, co-founder das empresas. Engenharia: aceleração no desenvolvimento de software Na área de engenharia, a adoção de um ambiente de desenvolvimento integrado com Inteligência Artificial passou a apoiar diretamente os desenvolvedores na criação de códigos, revisões técnicas e testes. A empresa passou a utilizar a Antigravity, ferramenta do Google baseada em agentes de IA, que atua como um co-piloto avançado de programação dentro da própria IDE. A solução permite interpretar comandos, sugerir e gerar trechos de código, realizar revisões automáticas, estruturar testes e apoiar a organização de tarefas complexas de desenvolvimento. Com a Antigravity, tarefas operacionais e repetitivas passaram a ser executadas com apoio de agentes inteligentes, reduzindo drasticamente o tempo de execução e elevando o padrão de qualidade técnica, enquanto os engenheiros concentram esforços na arquitetura das soluções, validação estratégica e inovação de produtos. O resultado é maior velocidade de entrega, padronização de processos e ganho significativo de eficiência no ciclo de desenvolvimento. Marketing: 24 agentes de IA e produtividade ampliada No marketing, 24 agentes de Inteligência Artificial passaram a atuar em frentes como de artigos e blogs posts, otimização de SEO, apoio a produção de imagens e vídeos. As ferramentas assumem etapas operacionais e repetitivas, enquanto o time concentra esforços em estratégia de posicionamento, análise de dados, definição de campanhas e construção de narrativas de marca. Comercial, atendimento e financeiro também integrados A aplicação da IA também se estende às áreas comercial, atendimento e financeiro. No comercial, agentes apoiam pré-vendas e qualificação de oportunidades. No atendimento, chatbots inteligentes aumentam a agilidade nas interações. Já no financeiro, ferramentas automatizam revisões de reembolsos e conferências operacionais. Essa integração transversal garante padronização, agilidade e maior controle de processos, fortalecendo a governança interna. Tendência global e posicionamento estratégico A adoção estruturada de Inteligência Artificial acompanha um movimento global de transformação digital, no qual empresas de tecnologia incorporam IA tanto em seus produtos quanto em suas rotinas internas. Para a Disparo Pro, esse passo é essencial para sustentar crescimento, competitividade e inovação contínua. Mais do que automatizar tarefas, a estratégia busca reposicionar o papel das equipes, valorizando competências analíticas, criativas e de liderança. “A tecnologia assume o que é operacional. As pessoas se dedicam ao que é estratégico. Esse é o modelo de empresa que estamos construindo”, reforça João Neto. “Com a consolidação da Inteligência Artificial em nossos processos internos, fortalecemos nossa eficiência operacional e ampliamos nossa capacidade de entregar soluções mais robustas, ágeis e alinhadas às demandas de um mercado cada vez mais orientado por dados e performance. Dessa forma, nos ajustando à nova realidade e promovemos a sustentabilidade e o crescimento contínuo dos nossos negócios”, conclui o executivo.

As cinco habilidades que vão definir líderes na era da inteligência artificial

Por Zora Viana A inteligência artificial já faz parte da rotina das empresas, impactando desde processos operacionais até decisões estratégicas. Ferramentas capazes de analisar grandes volumes de dados em segundos transformaram a forma de trabalhar. Ainda assim, a tecnologia não substitui a liderança. Ao contrário, torna mais evidente a necessidade de competências essencialmente humanas. Na era da inteligência artificial, o líder não é apenas quem entende de tecnologia, mas quem sabe integrá-la ao propósito do negócio. A primeira habilidade decisiva é a visão sistêmica. Em um ambiente hiperconectado, decisões isoladas geram consequências amplas. O gestor precisa compreender como inovação, cultura, pessoas e resultados se interligam, evitando que a adoção de novas ferramentas aconteça sem alinhamento estratégico. A segunda competência é a adaptabilidade. A transformação digital exige revisão constante de processos e modelos de trabalho. Líderes rígidos tendem a perder relevância rapidamente. Já aqueles que promovem ajustes contínuos, incentivam experimentação e aceitam o aprendizado como parte do percurso criam ambientes mais resilientes. Outra habilidade central é o pensamento crítico aliado à responsabilidade ética. A inteligência artificial oferece dados e projeções, mas a decisão final continua sendo humana. Avaliar impactos, considerar valores organizacionais e assumir responsabilidade pelas escolhas são atitudes que nenhuma tecnologia pode substituir. A quarta competência é o desenvolvimento de pessoas. À medida que tarefas repetitivas são automatizadas, cresce a importância de habilidades como criatividade, empatia e colaboração. O líder contemporâneo atua como formador de talentos, estimulando autonomia e aprendizado contínuo. Nesse cenário, universidades corporativas ganham relevância estratégica. Estruturas de educação interna, como as desenvolvidas pela Faculdade FEX Educação, fortalecem competências comportamentais e preparam profissionais para atuar com maturidade em ambientes tecnológicos. Por fim, a curiosidade intelectual se consolida como diferencial competitivo. Líderes que aprendem constantemente, testam novas soluções e mantêm diálogo aberto com diferentes áreas ampliam a capacidade de inovação das equipes. A inteligência artificial evolui rapidamente, e apenas quem acompanha esse movimento consegue extrair seu potencial de forma consistente. A era da inteligência artificial não elimina a liderança. Ela a redefine. Mais do que dominar ferramentas, o gestor precisa cultivar visão estratégica, ética, adaptabilidade, capacidade de formar pessoas e disposição para aprender continuamente. Em um mundo automatizado, o que permanece insubstituível é a habilidade humana de inspirar, decidir com consciência e construir culturas sustentáveis. Mini bio Zora Viana é psicóloga e fundadora da Faculdade FEX Educação. Atua com desenvolvimento humano, educação corporativa e saúde emocional no ambiente organizacional, com foco na formação de lideranças preparadas para os desafios da transformação digital.

Avanço acelerado da IA redesenha mercado de tecnologia e reposiciona empresas de software

O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) está redesenhando o mercado de tecnologia e provocando um movimento estratégico: empresas tradicionalmente posicionadas como desenvolvedoras de software passam a se apresentar como companhias de inteligência artificial. Mais do que uma mudança de nomenclatura, trata-se de uma reconfiguração de identidade corporativa alinhada a um novo ciclo de inovação, investimentos e expectativas do mercado. É o que aponta o professor Lacier Dias, empresário, especialista em estratégia, tecnologia e transformação digital, doutorando pela Fundação Dom Cabral e fundador e CEO da B4Data. “Esse reposicionamento é impulsionado, em grande parte, pela consolidação de plataformas e modelos generativos que popularizaram o uso da IA em escala global e ampliaram sua aplicação para além de nichos técnicos. A rápida adoção dessas tecnologias por consumidores e empresas criou uma percepção clara de que a IA deixou de ser diferencial competitivo para se tornar infraestrutura estratégica.” Outro fator relevante, conforme o especialista, é o movimento do mercado financeiro. “Investidores passaram a valorizar companhias com forte narrativa e capacidade de entrega em IA, o que impacta diretamente em valuation, acesso a capital e visibilidade. Gigantes como Microsoft e Google intensificaram seus aportes e integrações de IA em produtos já consolidados, reforçando a percepção de que o futuro do setor passa, necessariamente, por inteligência artificial embarcada em todas as camadas do software”, observa. Além disso, há uma mudança estrutural no próprio conceito de produto. O professor explica que, se antes o software era baseado em regras e fluxos pré-definidos, agora ele passa a incorporar sistemas capazes de aprender, gerar conteúdo, automatizar decisões e personalizar experiências em tempo real. “Isso transforma não apenas a experiência do usuário, mas, também, os modelos de negócios, que passam a incluir serviços baseados em dados, automação inteligente e análise preditiva”, ressalta Lacier. O reposicionamento também reflete a disputa por talentos. “Profissionais especializados em ciência de dados, engenharia de machine learning e arquitetura de modelos tornaram-se ativos estratégicos. Ao se apresentarem como empresas de IA, organizações ampliam seu poder de atração e retenção de especialistas em um mercado altamente competitivo”, pondera o professor. Nesse contexto, de acordo com ele, a transição de empresas de software para empresas de inteligência artificial representa tanto uma resposta às pressões do mercado quanto uma adaptação necessária a uma nova realidade tecnológica. “Mais do que uma tendência passageira, o movimento sinaliza que a IA está deixando de ser um recurso adicional para se tornar o núcleo das estratégias corporativas na economia digital.”

Do Omnichannel ao Agent Commerce: Por que os agentes de IA já são os novos clientes do varejo

Por Marcelo Flores* 2026 começou com uma mensagem cristalina para quem lidera tecnologia no varejo global: o e-commerce, como o conhecemos, está sendo reprogramado. Não se trata mais de otimizar jornadas de navegação ou reduzir etapas no checkout, mas de aceitar que agentes de Inteligência Artificial (IA) estão assumindo o protagonismo da compra. O chamado Agent Commerce (Comércio Agêntico) emergiu como a evolução natural de um ecossistema onde intenção, decisão e execução passam a acontecer de forma autônoma, orquestrada por IA, com o humano atuando como supervisor estratégico, do lado da venda e passageiro, do lado da compra. Esta foi uma das conclusões mais relevantes da edição 2026 da National Retail Federation (NRF), realizada em janeiro, em Nova York (EUA). Antes mesmo da feira, as visitas técnicas pela cidade, já antecipavam esse futuro. O que se vê no varejo americano é a consolidação de um conceito-chave: integralidade. O físico não morreu: ele foi ressignificado. Lojas se reposicionam como espaço de experiência e fidelização, tornando-se hubs sensoriais e de dados, combinando conhecimentos táteis, visuais e emocionais como sensores, para enriquecimento dos dados e potencialização da IA. Essa fusão cria jornadas hiperpersonalizadas que alimentam, em tempo real, os sistemas digitais e, agora, os próprios agentes de IA, que passam a recomendar, negociar e, até mesmo, comprar em nome dos consumidores. Dentro da NRF, essa lógica ganhou escala e clareza estratégica. A presença inédita do CEO do Google, Sundar Pichai, e o anúncio do Universal Commerce Protocol (UCP), em parceria com players globais, como Walmart, por exemplo, sinalizaram que o mercado entrou definitivamente na fase do comércio agêntico. Assim como o SEO foi essencial para o e-commerce tradicional, agora surge um novo imperativo: preparar dados, catálogos, reputação e integrações para serem compreendidos, priorizados e acionados por agentes inteligentes, o GEO (Generative Engine Optimization). Não é exagero dizer que, a IA Generativa com seus agentes, se tornam os novos “clientes primários” das marcas. O funcionamento desse modelo é simples na teoria e transformador na prática. O consumidor expressa sua intenção – “quero o melhor produto, pelo melhor preço, dentro dessas condições”. Os agentes buscam, comparam, validam e sugerem. Com a autorização do usuário, executam a compra de forma instantânea, muitas vezes sem que o site do varejista seja visitado. Para o consumidor, isso significa conveniência radical e personalização profunda. Para as empresas, representa um novo campo de batalha competitivo, onde velocidade de resposta, dados estruturados e confiança passam a ser diferenciais críticos. A tecnologia já está pronta. Infraestrutura em nuvem, automação, analytics avançado, LLMs especializadas e suites de diversos sabores, como as de Agentic Commerce, já permitem jornadas quase totalmente autônomas. Casos apresentados – de gigantes do varejo até empresas de serviços – mostram que agentes já operam em áreas como atendimento, cadeia de suprimentos, precificação, marketing, RH e jurídico, resolvendo problemas reais de forma incremental e escalável. O desafio, portanto, não é técnico. É sistêmico. O principal obstáculo para a consolidação plena do Agent Commerce é regulatório e de governança. Como garantir que um agente está autorizado a transacionar em nome de alguém? Como assegurar rastreabilidade, consentimento e segurança em pagamentos autônomos? Esse debate aparece com força nas discussões envolvendo meios de pagamento, bandeiras e bancos globais. A analogia com o onboarding bancário digital é inevitável: a tecnologia já existe, mas a confiança institucional precisa ser construída. Resolver esse ponto será o gatilho para a adoção massiva do comércio agêntico. Outro aspecto central discutido na NRF, foi a mudança do papel da IA: ela deixa de ser executora de tarefas para se tornar orquestradora de jornadas, está no centro da jornada. Em muitos fluxos, o humano sai do operacional e assume o papel de advisor, definindo limites, objetivos e diretrizes. Alucinação, ética e segurança continuam no radar, mas já são tratadas com arquiteturas mais maduras, combinando múltiplos modelos, validações cruzadas e checkpoints humanos. O varejo entra, assim, em uma fase de automação responsável, orientada a resultados concretos. A grande lição trazida de Nova York é que o futuro do varejo não será definido por uma tecnologia isolada, mas pela capacidade de integrar dados, experiência, propósito e ecossistemas. O Agent Commerce não elimina o físico, nem o digital – ele os conecta em um novo nível de inteligência. Para executivos de tecnologia, o recado é direto: quem estruturar agora seus dados, suas plataformas e sua governança para dialogar com agentes de IA, estará na dianteira de um mercado onde comprar deixa de ser uma ação e passa a ser uma delegação. O futuro do varejo já começou, é agêntico e a única barreira hoje é regulatória, não tecnológica. Quando esse obstáculo for superado, estaremos diante da maior transformação do comércio digital desde sua própria criação. *Marcelo Flores é Business Director (Head of Retail & Services) da GFT Technologies

Varejo acelera adoção de execução em tempo real com IA, apontam análises globais

A adoção de inteligência artificial em processos críticos de operação, logística, estoque, atendimento e tomada de decisão vem se consolidando como um dos principais vetores de competitividade do varejo global. Projeções da Gartner indicam que, até o fim de 2026, 40% das aplicações corporativas devem incorporar agentes de inteligência artificial, refletindo a incorporação crescente da tecnologia aos sistemas de negócio. A avaliação é de Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria, empresa especializada em growth, escala de negócios e transformação operacional orientada por dados e inteligência artificial. Multiempresário, Schuler acompanha a NRF, maior evento global do varejo, há 12 anos e atua em projetos de crescimento de marcas brasileiras como Melissa e O Boticário. Segundo o executivo, os debates observados ao longo da National Retail Federation (NFR) 2026, maior evento anual global do varejo, reforçaram um movimento que já vinha se materializando no mercado: a transição do discurso sobre inovação para a execução em escala. “Os conteúdos mostraram que muitas dessas soluções já estão incorporadas à rotina das empresas. A discussão deixou de ser sobre adoção e passou a ser sobre como escalar e integrar”, afirma. Um dos temas recorrentes nas discussões do setor é o avanço do chamado agentic commerce, modelo em que assistentes inteligentes executam tarefas em nome do consumidor, como seleção de produtos, comparação de preços, montagem de carrinhos, aplicação de descontos e recorrência de pedidos. Nesse contexto, a estruturação de catálogos, a padronização de dados e a integração de sistemas passam a influenciar diretamente a capacidade das marcas de serem consideradas nesses ambientes automatizados. As análises também dialogam com projeções de mercado que apontam crescimento acelerado da inteligência artificial no ambiente corporativo. Relatórios de consultorias como IDC, Fortune Business Insights e Grand View Research estimam que o mercado global de IA deve crescer a uma taxa média anual próxima de 30% entre 2025 e 2029, impulsionado principalmente por aplicações práticas em operação, logística, atendimento e marketing. Levantamento divulgado pela NRF, conduzido com líderes de IA de grandes varejistas no contexto de fóruns da indústria, indica que 86% das empresas já possuem políticas de governança de IA, enquanto 93% planejam ampliar ou estruturar esse trabalho ao longo dos próximos 12 meses. Outro ponto destacado por Schuler é que o omnichannel passou a ser tratado como requisito operacional. Temas como acuracidade de estoque, cumprimento de prazos de entrega e integração entre loja física e digital deixaram de ser diferenciais e passaram a compor o padrão mínimo de experiência esperado pelo consumidor. No debate sobre lojas físicas, o executivo aponta um reposicionamento do ponto de venda dentro da estratégia do varejo. A loja passa a concentrar funções de experiência, relacionamento e construção de marca, além da transacional, atuando de forma integrada aos canais digitais. Embora aplicações de IA voltadas à experiência do consumidor tenham ganhado visibilidade, Schuler destaca que parte relevante dos projetos mais maduros está concentrada em processos internos, como previsão de demanda, redução de rupturas, otimização de estoques, logística, prevenção a fraudes e dimensionamento de equipes. Segundo ele, esses usos estão diretamente associados a ganhos de eficiência operacional, margem e geração de caixa. Para o executivo, o principal desafio hoje é a velocidade de execução. “As tecnologias estão disponíveis e os modelos estão validados. A diferença entre empresas está na capacidade de transformar isso em operação”, afirma. Ele acrescenta que a Smart Consultoria vem aplicando esses conceitos em projetos focados em cultura orientada a IA, automação de decisões e integração de dados, junto a empresas de diferentes segmentos do varejo.

ColmeIA, Startup brasileira, amplia quadro de sócios e aposta em crescimento sustentável e foco no cliente para 2026

A ColmeIA, empresa brasileira especializada em soluções de comunicação digital com inteligência artificial, anunciou a chegada de Maria Carolina Pires dos Santos e Leandro Beccon ao seu quadro de sócios. A decisão marca um novo momento da companhia e reconhece a atuação dos executivos em uma das fases de maior crescimento da história da empresa.    Carol e Beccon ingressaram na empresa quando o cenário era de alto risco e incerteza, período comum a startups em fase inicial. Desde então, tornaram-se peças-chave na superação dos obstáculos que antecedem a consolidação de um negócio inovador no mercado brasileiro.   “Eles chegaram quando a ColmeIA tinha muito mais chances de dar errado do que de dar certo. Caminharam conosco durante o que costumo chamar de o ‘milhão de nãos’ que toda startup precisa enfrentar antes de sobreviver e, só depois, prosperar”, afirma José Caodaglio, CEO da ColmeIA.   Experiência corporativa aplicada à jornada da startup A chegada dos novos sócios reforça a ColmeIA com uma combinação estratégica de vivência corporativa e mentalidade de startup. Carolina Santos reúne mais de 15 anos de experiência em estratégia digital, desenvolvimento de negócios e design de produto no setor de tecnologia, com atuação em ambientes multinacionais. Ao longo da carreira, liderou equipes, estruturou operações e desenvolveu estratégias de entrada no mercado voltadas ao aumento de eficiência organizacional, expansão de margens e crescimento sustentável da receita.  Essa bagagem se reflete diretamente na forma como a ColmeIA evolui seus produtos, serviços e processos, conectando visão estratégica à execução. A experiência de Carol em liderança organizacional e construção de times de alta performance fortalece a empresa em um momento de escala e amadurecimento operacional.  Já Leandro Beccon traz uma trajetória consolidada em Vendas e Pré-Vendas, com mais de 15 anos de atuação junto a fornecedores de tecnologia e soluções de negócios. Possui forte relacionamento com clientes no mercado brasileiro e experiência na definição de estratégias comerciais e planos de crescimento por região, produto e segmento.  Com passagens por projetos internacionais no Brasil e em países como Peru, Venezuela e Argentina, Beccon também reúne conhecimento profundo em soluções como Analytics, Big Data, Infraestrutura e SOA, contribuindo para a construção de um modelo comercial mais estruturado, consultivo e alinhado às demandas do mercado. Na ColmeIA, adotou a abordagem de “powerpoint zero” nas apresentações, construindo jornadas sofisticadas desde a primeira apresentação durante o processo de vendas.  Crescimento, experiência do cliente e cultura no centro da estratégia Como diretora de Customer Success, Carolina Santos, lidera as áreas de suporte, serviços e desenvolvimento de produtos. Seu principal objetivo é elevar continuamente a experiência e a satisfação dos clientes.    “Para nós, suporte não é acessório, é core business. É no dia a dia do atendimento que mostramos, na prática, o respeito que temos pelos nossos clientes e o nosso nível de parceria. A Carol materializa isso com profissionalismo, pró-atividade e competência”, reforça o CEO.   Carol também compartilha com Beccon o desafio de crescer a importância do “digital” na estratégia dos atuais clientes: “Ajudamos nossos clientes a pensar e implementar o que precisarem fazer, do ponto de vista de tecnologia, mas também de competências e estrutura organizacional, para que, por exemplo, o WhatsApp represente 50% do seu negócio digital.” – explica Carol Santos.    Já o diretor de Vendas e Marketing, Leandro Beccon assume a missão de liderar o plano de crescimento da empresa para os próximos anos. A meta é dobrar a receita da ColmeIA em 2026 e de novo, em 2027, a partir de uma estratégia focada em venda de valor, profundidade técnica e forte entendimento do mercado.   “Crescer não é apenas vender mais, é vender melhor. O Leandro tem a responsabilidade de conduzir esse crescimento com uma equipe que domina o produto, entende o mercado e mantém a transparência e a objetividade que sempre definiram a ColmeIA”, destaca Caodaglio. E quem já assistiu a uma apresentação da ColmeIA, onde um chatbot é montado ao vivo em tempo de reunião, entende rapidamente a importância da preparação dessa equipe.   Além das responsabilidades operacionais e estratégicas, os novos sócios assumem uma missão considerada central pela liderança da empresa: serem guardiões e campeões da cultura da ColmeIA. “Mais do que cargos ou metas, confiamos a eles a proteção daquilo que sustenta tudo o que fazemos: nossa cultura. Eles devem representar os valores que queremos preservar e escalar à medida que a empresa cresce, lembrando que esses próximos anos são de crescimento exponencial”, conclui José Caodaglio.  

Falha na rede de IAs Moltbook expõe 1,5 milhão de credenciais e acende alerta de segurança corporativa

Uma falha na rede social Moltbook, criada exclusivamente para interação entre agentes de inteligência artificial, expôs mensagens privadas, e-mails de mais de 6.000 usuários e 1,5 milhão de tokens de autenticação, segundo investigação divulgada pela Wiz e repercutida pela Reuters. O episódio evidencia riscos crescentes à medida que agentes de IA passam a operar rotinas, contas e integrações com autonomia crescente, exigindo das empresas políticas rigorosas de governança e controle de identidades digitais. O erro foi identificado em configurações de banco de dados e controle de acesso, resultando na exposição de 35 mil mensagens e mais de 1 milhão de credenciais. Segundo Luiz Claudio, CEO da LC SEC, consultoria especializada em cibersegurança e compliance internacional, “o caso Moltbook deixa claro que redes só de IA não são ambientes neutros: tokens e credenciais expostas podem permitir ações ‘válidas’ sem levantar suspeitas, e a distinção entre humano e agente se torna confusa, ampliando riscos de fraude e sequestro de perfis”. O cenário de mercado reforça a urgência de atenção. O Verizon DBIR 2025 apontou que 60% das violações envolvem fatores humanos e que a participação de terceiros dobrou de 15% para 30%, com mediana de 94 dias para correção de segredos vazados. Já o IBM Cost of a Data Breach estimou custo médio global de US$ 4,88 milhões em 2024 e US$ 4,4 milhões em 2025 para incidentes ligados à IA sem controles adequados de acesso ou políticas de governança. O FBI IC3 relatou perdas acima de US$ 16 bilhões em crimes digitais em 2024, sendo US$ 2,77 bilhões apenas em Business Email Compromise, enquanto deepfakes e golpes por voz sintética cresceram mais de 680% segundo a Pindrop. Para 2026, a Experian projeta aumento de fraudes envolvendo “IA agêntica”, com consumidores perdendo mais de US$ 12,5 bilhões em 2024 e quase 60% das empresas reportando aumento de perdas por fraude de 2024 para 2025. Para Luiz Claudio, “a introdução de agentes autônomos em operações corporativas não é questão de ‘se’, mas de ‘como’ implementá-los com segurança”, diz. “Classificar identidades de máquina, definir critérios de acesso, revisar configurações e rastrear credenciais vazadas são medidas essenciais. Identidade digital, token e dados sensíveis precisam ser tratados como ativos críticos, antes que a próxima rede viral se transforme em incidente global”, finaliza.

Você sabe dizer o que é real na internet hoje? A IA dificulta essa resposta até para os mais jovens

Você já viu uma imagem ou assistiu a um vídeo e, só depois, ficou em dúvida se aquilo foi criado por uma pessoa ou por Inteligência Artificial? Essa sensação tem se tornado cada vez mais frequente e não é por acaso. O avanço das ferramentas de IA tornou o conteúdo digital mais realista e difícil de identificar. Hoje, fotos, áudios e até rostos podem ser produzidos artificialmente com poucos comandos. O que antes exigia conhecimento técnico agora está ao alcance de qualquer pessoa conectada à internet.  Essa incerteza aparece inclusive entre adolescentes, já familiarizados com o ambiente digital. Um estudo citado pela CNN Brasil, realizado com mais de mil jovens entre 13 e 18 anos, indica que 35% já foram enganados por conteúdos falsos; 28% relataram dúvidas ao interagir com pessoas ou chatbots; e 22% compartilharam informações que depois descobriram não serem verdadeiras. Os dados mostram que a alta exposição às telas não garante compreensão sobre o funcionamento das tecnologias e que o uso frequente não significa, necessariamente, capacidade crítica para interpretar o que se consome. Os alertas sobre os riscos costumam ganhar destaque em períodos eleitorais ou em debates sobre a disseminação de notícias falsas com motivações políticas. No entanto, o cenário atual das redes sociais revela um desafio ainda mais amplo. Conteúdos aparentemente banais também podem ser gerados por IA. Vídeos sobre comida, animais, fenômenos da natureza ou temas cotidianos muitas vezes são produzidos por algoritmos, e isso tem dificultado cada vez mais a distinção entre o que é autêntico e o que foi fabricado digitalmente. Para Marco Giroto, fundador da SuperGeeks, esse cenário evidencia um desafio urgente de letramento digital. “É preciso preparar jovens e adultos para entender não apenas o que a tecnologia faz, mas como e por que ela funciona. Isso envolve competências técnicas, éticas e críticas, como reconhecer vieses, identificar falhas em conteúdos gerados por IA e refletir sobre o papel dessas ferramentas na aprendizagem e no cotidiano”, afirma. Segundo o especialista, os sistemas de Inteligência Artificial operam a partir de dados, algoritmos e modelos treinados para reproduzir padrões humanos. “Quando alguém compreende lógica e programação, entende também que a IA não ‘pensa’ ou ‘cria’ como imaginamos. Ela replica padrões. Esse conhecimento estimula o questionamento, a análise e reduz a aceitação automática de informações”, completa. A construção de um ambiente digital mais confiável vai além das ações da indústria de tecnologia. Embora segurança e transparência sejam fundamentais, elas não substituem a formação crítica dos usuários. Nesse sentido, a educação tecnológica assume um papel central ao capacitar crianças e adolescentes a interpretar o funcionamento dos sistemas, reconhecer riscos e fazer escolhas mais conscientes. Esse processo exige a atuação conjunta de educadores, famílias, formuladores de políticas públicas e dos próprios jovens. “Ensinar tecnologia é garantir que as novas gerações saibam interpretar, questionar e se posicionar diante de um mundo cada vez mais mediado por sistemas inteligentes”, conclui Giroto. Saber diferenciar o que é real do que é sintético deixa de ser apenas uma habilidade técnica e passa a ser essencial para a preservação da credibilidade das redes e da informação. Preparar as novas gerações para esse desafio é fundamental para que a inovação continue sendo uma aliada, e não um fator de insegurança na cultura digital.

De experimentação à autonomia: 7 tendências de IA que vão definir 2026

Após dois anos de experimentação, 2026 marca o momento em que a inteligência artificial deixa de ser laboratório e passa a ser operação. Se 2025 foi um período de testes e aprendizado, o novo ciclo consolida a IA como tecnologia de execução, capaz de assumir tarefas complexas de forma autônoma e inaugurar a era dos agentes autônomos. “A discussão sobre IA mudou de patamar. Não se trata mais de gerar textos ou imagens, mas de sistemas capazes de agir no mundo real”, afirma Fernando Wolff, CEO da Tech for Humans, consultoria especializada na implementação de agentes de IA em processos críticos de negócios, transformando desafios técnicos em experiências humanas e personalizadas. “Estamos falando de tecnologias que percebem o ambiente, tomam decisões e executam processos com mínima intervenção humana. O avanço é corroborado por um relatório recente da Deloitte, que aponta o fim das mudanças tecnológicas incrementais. Segundo o estudo, a inteligência artificial se consolida como um vetor central de transformação estrutural nos negócios, no trabalho e na sociedade. Diante desse cenário, Wolff destaca sete tendências que devem orientar a evolução da IA ao longo de 2026. 1. Ascensão da IA agêntica A principal virada está na transição da IA generativa, voltada à criação de conteúdo,  para a IA agêntica, capaz de planejar, decidir e executar ações. Em vez de responder a comandos pontuais, os agentes passam a atuar de ponta a ponta em processos inteiros. “O desafio não é automatizar tarefas isoladas, mas redesenhar fluxos de trabalho para uma lógica híbrida,  na qual humanos e agentes operam juntos”, explica Wolff. 2. IA física e robôs autônomos A inteligência artificial também ganha presença no mundo físico. Robôs deixam ambientes controlados e passam a atuar em contextos reais, dinâmicos e imprevisíveis, apoiados por sistemas que integram visão, linguagem e ação. “O interesse por robôs humanoides é pragmático. O mundo foi projetado para humanos, e adaptar máquinas a essa lógica é mais eficiente do que transformar toda a infraestrutura existente”, afirma o executivo. 3. Edge AI: inteligência fora da nuvem  Outra tendência é o avanço da Edge AI, que leva o processamento de dados para o próprio dispositivo. O modelo reduz latência, custos operacionais, dependência de conectividade e riscos à privacidade. “Em aplicações críticas, a decisão precisa acontecer no local. Esperar a resposta da nuvem simplesmente não é viável”, diz Wolff. 4. O fim do ‘faça você mesmo’ em IA  Com a maturidade do mercado, empresas passam a reconhecer a complexidade de desenvolver, orquestrar e governar sistemas de IA internamente. A tendência é abandonar o modelo artesanal e buscar execução especializada. “Entender a tecnologia não significa que a empresa precise se tornar uma desenvolvedora de IA. O foco passa a ser o impacto no negócio, não a infraestrutura”, analisa. 5. Segurança, Shadow AI e defesa ativa  O uso não autorizado de ferramentas de IA por funcionários — conhecido como Shadow AI — e a adoção da tecnologia por agentes mal-intencionados ampliam os riscos. Como resposta, cresce o uso de defesa ativa, com sistemas de IA testando continuamente as próprias vulnerabilidades das organizações. “O objetivo não é bloquear a inovação, mas estabelecer governança, visibilidade e limites claros”, destaca Wolff. 6. IA como amplificadora do trabalho humano  A ideia de substituição perde espaço para a colaboração. A IA assume tarefas operacionais e analíticas, enquanto profissionais se concentram em estratégia, criatividade e tomada de decisão. “O futuro não é humano contra máquina, mas humanos ampliados pela máquina”, resume o CEO. 7. IA e computação quântica na ciência A combinação entre IA e computação quântica promete acelerar descobertas científicas em áreas como novos medicamentos, materiais avançados e energia. A tecnologia passa a atuar como parceira ativa em pesquisa e desenvolvimento. “A IA deixa o ambiente corporativo e entra definitivamente no laboratório, mudando a velocidade da inovação científica”, afirma Wolff. Para 2026, o consenso é claro: o tempo entre inovação e adoção está cada vez menor. Empresas que aguardarem estabilidade total para agir podem encontrar um mercado já operando em outro ritmo. “A questão central deixou de ser o que a IA é capaz de fazer. O verdadeiro desafio agora é decidir quando e como permitir que ela opere ao lado dos humanos”, conclui.

Videomonitoramento com IA redefine a segurança em hospitais e centros de saúde

Por Luis Ceciliato, Gerente Nacional de Vendas para o Brasil da Axis Communications Os centros de atendimento à saúde se tornaram espaços especialmente sensíveis, onde a segurança é tão importante quanto o atendimento médico. Hospitais e clínicas recebem milhares de pessoas diariamente, o que aumenta os riscos e obriga a reforçar os controles. Nesse contexto, o videomonitoramento com inteligência artificial se consolida como uma aliada fundamental para proteger pacientes, funcionários e visitantes. Longe de ser uma solução genérica, a segurança hospitalar exige respostas específicas. Desde o controle de acessos até a gestão de emergências, cada situação apresenta desafios distintos. Por isso, as tecnologias desenvolvidas atualmente permitem adaptar os sistemas de segurança inteligente em saúde às necessidades reais de cada instituição. Uma das aplicações mais visíveis é o reconhecimento facial, que facilita a identificação de pessoas autorizadas e a detecção de indivíduos de interesse dentro das instalações. A isso se soma a detecção de armas visíveis por meio de IA, uma ferramenta que reforça os controles tradicionais e permite agir com maior rapidez diante de possíveis ameaças, tanto dentro quanto fora do hospital. A inteligência artificial também “ouve”. Os sistemas de monitoramento acústico são capazes de detectar gritos, comportamentos agressivos ou sons de alerta e, quando combinados com a análise de vídeo, melhoram a capacidade de resposta a incidentes. Além disso, essas soluções apoiam a assistência clínica ao identificar sinais de socorro ou situações que requerem intervenção imediata da equipe médica. Por fim, a IA desempenha um papel decisivo na prevenção de quedas e no controle de vagabundagem. Os sistemas podem alertar quando um paciente sai da cama, permanece fora dela por muito tempo ou sofre uma queda, reduzindo riscos e tempos de resposta. Assim, o videomonitoramento inteligente em hospitais não apenas reforça a segurança, mas também contribui para um atendimento mais eficiente, humano e seguro.

Interoperabilidade e IA transformam os serviços tecnológicos na saúde brasileira

O mercado de fornecedores de serviços em healthcare no Brasil passa por uma transformação estrutural em 2025, impulsionada pela combinação entre interoperabilidade, inteligência artificial, automação e cibersegurança. O movimento reflete tanto a complexidade do sistema de saúde brasileiro quanto a pressão crescente por eficiência operacional, sustentabilidade financeira e o foco na experiência do paciente. É o que mostra a nova edição do estudo ISG Provider Lens® Healthcare Digital Services 2025 para o Brasil, produzido e distribuído pela TGT ISG. O relatório trouxe uma análise tanto do setor público quanto do privado. O Brasil tem hoje um dos maiores sistemas de saúde do mundo. “O SUS, com 35 anos, atende cerca de 74% da população e contou com um orçamento em torno de R$220 bilhões para 2025”, afirma Sonia Maria Castral, distinguished analyst da TGT ISG e autora do estudo. “Já a saúde suplementar atende aproximadamente 87 milhões de vidas, sendo que 75% dos planos de saúde são empresariais, o que mostra como o acesso individual tem limitações”. Na comparação com o ano anterior, o foco dos investimentos e estratégias evoluiu. “Na edição anterior, a discussão estava muito concentrada em inteligência artificial e sustentabilidade financeira. Este ano, a interoperabilidade passa a ser o grande vetor da transformação da saúde no Brasil”, destaca a especialista. A interoperabilidade, segundo a autora, é o elemento que conecta laboratórios, hospitais, operadoras e demais atores do ecossistema. “É a capacidade de integrar informações para criar um prontuário único do paciente, por exemplo. Com isso, evitamos procedimentos duplicados, reduzimos custos e aumentamos a eficiência do atendimento”, comenta. Esse avanço tem impacto direto na operação dos fornecedores de serviços, que passam a ser cobrados não apenas por tecnologia, mas por capacidade de integração, governança de dados e escalabilidade. Esse movimento ocorre em paralelo à aceleração da transformação digital na saúde, que envolve o uso estratégico de prontuários eletrônicos, telemedicina, inteligência artificial, dispositivos vestíveis, IoT e analytics. Em 2025, a IA seguiu como peça central para diagnósticos avançados, automação de fluxos de trabalho, análises preditivas e manejo da saúde populacional, além de apoiar modelos de cuidado mais personalizados. “A inteligência artificial aplicada hoje à saúde está muito focada na automação de processos, como agendamento de consultas, aprovação de procedimentos e, principalmente, análise de imagens”, explica. “Hospitais brasileiros já utilizam IA para análise de imagens, o que reduz significativamente a carga burocrática e libera tempo do médico para o cuidado com o paciente”. Quando interoperabilidade e IA se combinam, o resultado é a transformação da jornada do paciente, colocando-o como centro da experiência, envolvendo check-in e check-out digitais, agendamento por chatbots e integração de dados, o que agiliza o atendimento. Segundo o relatório, a automação também avança no setor público. “O SUS, por meio do projeto Conecta SUS e da Rede Nacional de Dados em Saúde, está adotando protocolos globais de interoperabilidade, o que traz mais agilidade, menos burocracia e maior eficiência”, afirma Castral. Outro eixo crítico para o mercado de fornecedores é a sustentabilidade financeira. De acordo com o estudo, a IA e as ferramentas analíticas estão sendo usadas para auditorias inteligentes, redução de glosas e análises financeiras mais precisas. Isso reduz fraudes e acelera o ciclo de receitas das instituições. No entanto, à medida que os dados passam a circular de forma mais ampla, a cibersegurança se torna um fator decisivo. Com interoperabilidade, nuvem e telemedicina, a cibersegurança deixa de ser opcional e passa a ser estrutural. “Sem segurança da informação, não existe interoperabilidade”, alerta Castral. Diferentemente de outros setores, como o varejo, o impacto de um vazamento na saúde é ainda mais grave. “Não se trata apenas de perda de dados, mas de informações clínicas, pessoais e confidenciais. Por isso, a cibersegurança é hoje uma das áreas com maior volume de investimentos no mercado de healthcare.” Nesse cenário, os fornecedores de serviços em healthcare enfrentam um mercado mais exigente, regulado e orientado a resultados. “A transformação digital está melhorando a eficiência, a acessibilidade e colocando o paciente no centro. O futuro da saúde no Brasil passa, inevitavelmente, pela integração de dados, modernização operacional e uso estratégico da tecnologia”, finaliza. O relatório ISG Provider Lens® Healthcare Digital Services 2025 para o Brasil avalia as capacidades de 26 fornecedores em três quadrantes: Payer Digital Transformation, Provider Digital Transformation e Interoperability and Data Security. O relatório nomeia a Deloitte, a MV e a Philips Healthcare – Tasy como líderes em todos os três quadrantes. Nomeia a Accenture como líder em dois quadrantes e a DGS, a InterSystems e a TOTVS como líderes em um quadrante cada. Além disso, a Liberty Health, a Planium e a UpFlux foram nomeadas como Rising Stars — empresas com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro”, segundo a definição da ISG — em um quadrante cada.

O que muda quando a inteligência artificial sai do entusiasmo e entra na prática

Por Giovanna Gregori Pinto, executiva de RH e fundadora da People Leap Nos últimos anos, a inteligência artificial esteve no centro de expectativas muito elevadas. A rapidez com que os modelos generativos transformaram a conversa sobre tecnologia e produtividade criou uma narrativa de “revolução imediata” em diversos setores. Recentemente, observadores e líderes, incluindo analistas do The Economist Impact, indicam que esse entusiasmo inicial vem dando lugar a uma leitura mais cuidadosa e madura da tecnologia, especialmente no que diz respeito à sua aplicação no dia a dia das organizações e ao valor efetivamente gerado para os negócios. O uso da IA generativa deixou de ser apenas uma promessa e já faz parte da rotina de muitas grandes empresas. De acordo com um estudo do Economist Impact em parceria com a Databricks, 85% das organizações globais afirmam utilizar inteligência artificial em pelo menos uma função. Ao mesmo tempo, apenas 22% consideram que sua infraestrutura de tecnologia está preparada para sustentar essas aplicações de forma consistente, o que reforça que o avanço da tecnologia nem sempre acontece no mesmo ritmo da preparação organizacional. Resultados financeiros ainda em fase de consolidação Dados mais recentes indicam que, embora a inteligência artificial tenha avançado rapidamente na fase de experimentação, a consolidação de resultados financeiros ainda acontece de forma gradual. Segundo o Global CEO Survey 2024, da PwC, mais da metade dos executivos globais afirma não ter observado, até o momento, aumento de receita ou redução de custos atribuíveis às iniciativas de IA. Apenas cerca de 12% dos líderes entrevistados relatam simultaneamente ganhos de receita e redução de custos associados ao uso da tecnologia. O fim do hype e a transição para a maturidade Essas estatísticas não indicam que a tecnologia seja irrelevante. Ao contrário, apontam que a inteligência artificial está entrando em uma fase de maior maturidade. A expectativa de transformações imediatas começa a dar lugar à compreensão de que impactos sustentáveis dependem da integração com processos de negócio, de infraestrutura adequada, de dados de qualidade e do desenvolvimento das pessoas, além de critérios claros de retorno sobre investimento. Essa transição é exatamente o que analistas do The Economist têm destacado, o hype em torno da inteligência artificial começa a perder força, abrindo espaço para conversas mais maduras sobre como a tecnologia pode gerar valor real, mensurável e sustentável no dia a dia das organizações. Da experimentação à aplicação prática O modelo de hype tecnológico, descrito por organizações como a Gartner, ajuda a explicar esse movimento. Após períodos marcados por picos de expectativa, é comum que a atenção se volte para o uso prático da tecnologia, seus limites e as realidades operacionais envolvidas. Nesse contexto, iniciativas de inteligência artificial que não avançam além da fase piloto muitas vezes são interrompidas ou reavaliadas, não por falta de confiança na tecnologia, mas por uma compreensão mais clara do que é necessário para que ela funcione de forma consistente no dia a dia das organizações. Decisões orientadas por valor e não apenas por novidade Outro sinal desse momento mais maduro está na forma como lideranças e equipes passam a se relacionar com a tecnologia. O foco deixa de ser apenas experimentar novas ferramentas e passa a envolver uma avaliação mais criteriosa sobre onde a inteligência artificial pode, de fato, agregar valor estratégico. Esse movimento inclui a definição de métricas, estruturas de governança e o reconhecimento de que a tecnologia precisa ser sustentada por processos bem definidos, dados confiáveis e infraestrutura adequada. Trata-se de uma transição da experimentação para uma fase em que as decisões sobre IA são orientadas por resultados concretos e sustentáveis. O papel das pessoas na maturidade da IA Esse momento evidencia ainda mais o papel central das pessoas nesse processo. À medida que o entusiasmo inicial em torno da tecnologia dá lugar a uma análise mais atenta, o diferencial competitivo passa a estar na capacidade humana de contextualizar, tomar decisões e liderar com propósito. Saber utilizar ferramentas de inteligência artificial não é o mesmo que saber aplicá-las de forma estratégica, interpretar seus resultados, administrar riscos e alinhar essas contribuições aos objetivos organizacionais. Competências como pensamento crítico, comunicação clara e colaboração tornam-se, assim, fundamentais para que a tecnologia se torne uma parceira efetiva e não apenas um recurso disponível. Liderança, estratégia e vantagem competitiva Em outras palavras, a inteligência artificial não perdeu relevância, ela está caminhando para um uso mais consciente e alinhado às necessidades reais das organizações, e isso é positivo. À medida que as expectativas iniciais dão lugar a critérios mais claros de avaliação e alinhamento estratégico, cria-se um ambiente mais favorável a decisões consistentes e ao desenvolvimento de capacidades humanas que sustentam o uso da tecnologia na prática.

Mercado: Empreender em 2026 sem IA será como correr uma maratona de chinelo, dizem especialistas

Dizem que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval. E o cenário para quem deseja abrir o próprio negócio no País, em 2026, é marcado por um paradoxo: ao mesmo tempo em que as barreiras tecnológicas diminuíram e estão mais acessíveis, a exigência por profissionalismo nunca foi tão alta. De janeiro a novembro de 2025, 4,6 milhões de novos pequenos negócios foram iniciados no Brasil. Do total de empresasabertas,97% são pequenos negócios – sendo 77% microempreendedores individuais (MEI), 19% microempresas e 4% empresas de pequeno porte. Dados do Sebrae mostram ainda que quase 40% dos brasileiros adultos pretendem abrir um negócio nos próximos três anos; um dos índices mais elevados do mundo. O fim da “era do improviso” Diante desse cenário, o empreendedor atual precisará ir além do improviso e adotar uma postura mais profissional desde o primeiro dia, avalia Alan Sales da Fonseca, especialista em Finanças e diretor de Operações do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR). “Quem quiser empreender com chance real de sobreviver e crescer precisa observar movimentos que já estão em curso. O uso de tecnologia, especialmente da Inteligência Artificial (IA), muda completamente a estrutura de custos e a capacidade de execução de um negócio”, afirma. Posição semelhante tem Fabricio Pelloso, head de Inovação e coordenador do Integrow, ecossistema do Grupo Integrado voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação. Para ele, o ambiente de negócios em 2026 será moldado pela convergência entre políticas de inovação, tecnologias exponenciais cada vez mais acessíveis e consumidores mais conscientes. “Startups e novos negócios precisarão demonstrar eficiência, impacto e capacidade de adaptação rápida. Quem incorpora tecnologia e visão de impacto desde o início tende a sair na frente”, destaca. Por onde começar? A recomendação dos especialistas para o empreendedor neste ano é inverter a lógica tradicional: em vez de focar no produto, deve-se focar no problema que deseja resolver. “Validar ideias em pequena escala e estruturar um plano financeiro básico são atitudes que reduzem riscos”, sugere Fabricio Pelloso. “O mercado que se desenha é fértil, mas seletivo. A receita para a longevidade, ao que tudo indica, combina três ingredientes: disciplina de gestão, visão de oportunidade e abertura radical às novas tecnologias”, complementa Alan Sales da Fonseca. 5 tendências para quem deseja empreender em 2026 Para nortear quem planeja tirar as ideias e os projetos do papel, os dois especialistas mapearam cinco tendências essenciais para o sucesso em 2026: 1. Inteligência Artificial no centro da operação A adoção intensiva de IA será praticamente obrigatória. Ferramentas de automação, atendimento, marketing, análise de dados e gestão financeira estão cada vez mais acessíveis e permitem que pequenos negócios operem com eficiência semelhante à de grandes empresas. “Empreender sem IA será como correr uma maratona de chinelo”, resume Fonseca. 2. Impacto e ESG como proposta de valor Negócios orientados apenas pelo lucro tendem a perder espaço. Clientes, investidores e instituições financeiras buscam empresas capazes de gerar impacto social ou ambiental positivo de forma mensurável. “Sustentabilidade, economia verde e responsabilidade social deixam de ser discurso e passam a integrar o modelo de negócio”, comenta Pelloso. 3. Jornada do cliente totalmente digital Não basta estar presente nas redes sociais. A experiência do cliente precisa ser integrada, permitindo descoberta, compra, pagamento e relacionamento por canais digitais. Mesmo empresas físicas precisam adotar jornadas híbridas, combinando tecnologia com atendimento humanizado. 4. Comunidade e recorrência no lugar da venda pontual Modelos baseados em assinaturas, clubes, fidelização e comunidades em torno da marca ganham força.            5. Gestão profissional desde o início O improviso tende a custar caro. Controle financeiro, acompanhamento de indicadores, entendimento de margens e fluxo de caixa passam a ser indispensáveis. Plataformas digitais e IA ajudam o empreendedor a tomar decisões baseadas em dados e não apenas na intuição. “Além de fortalecer o relacionamento com o cliente, essas estratégias reduzem custos de aquisição e tornam o fluxo de caixa mais previsível”, explica Fabrício Pelloso. Sobre o Centro Universitário Integrado Localizado em Campo Mourão–PR, o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC, com nota máxima (5) no Conceito Institucional. Alinhado às demandas do mercado, a instituição busca promover uma formação voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para os profissionais de hoje e do futuro. Conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e um corpo docente com sólida experiência acadêmica e prática profissional. Em 2022, implementou o Integrow — Ecossistema de Inovação Integrado, voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação. Atualmente, o Integrado oferece mais de 60 cursos de graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância — incluindo áreas como Direito, Medicina e Odontologia — além de mais de 70 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.

Startup mineira lança sistema que faz IAs “trabalharem em equipe” no WhatsApp

Em um mercado onde o WhatsApp se tornou o principal canal de relacionamento entre marcas e consumidores no Brasil, sendo o preferido de nove em cada dez consumidores, a HelenaCRM – plataforma conversacional que integra CRM, atendimento e automação via WhatsApp – anuncia seu novo lançamento. Imagine uma operação sustentada por um verdadeiro exército de inteligências artificiais. Agora imagine coordenar todos esses agentes de forma rápida, prática e responsável. É exatamente essa lógica que começa a ganhar espaço nas estratégias de atendimento, vendas e relacionamento das empresas, com capacidade para coordenar múltiplos agentes. E é nesse contexto que a Helena criou o Supervisor de IA. A nova camada de inteligência foi desenvolvida para coordenar múltiplos agentes em uma única operação de atendimento, vendas e relacionamento com o cliente. Guilherme Rocha, fundador e CEO da empresa, explica que, em vez de depender de um único Agente que tenta fazer tudo, a nova tecnologia atua como um orquestrador inteligente. “O Supervisor de IA analisa cada mensagem do cliente, entende o contexto da conversa e decide, em tempo real, qual agente de IA deve assumir aquela interação, seja o de vendas, suporte, cobrança, agendamento ou retenção. E, quando necessário, o Supervisor também encaminha o atendimento para um humano, garantindo que situações complexas não fiquem presas em fluxos automatizados.” Na prática, isso transforma o atendimento em algo muito mais parecido com uma operação empresarial real, onde diferentes especialistas trabalham juntos sob uma coordenação central, o que se tornou importante à medida que empresas passam a operar dezenas ou centenas de agentes de IA simultaneamente, destaca Guilherme Rocha. O lançamento acontece em um momento em que o uso de canais digitais explodiu no país. Segundo o Statista, o WhatsApp já está presente em praticamente todos os smartphones brasileiros, com mais de 140 milhões de usuários ativos, tornando-se a principal interface entre empresas e consumidores. Segundo relatórios de mercado sobre AI in Customer Service, cerca de 80% das empresas globais estão usando ou planejando usar inteligência artificial no atendimento ao cliente até 2026. Ao mesmo tempo, estudos de mercado indicam que operações que adotam agentes inteligentes conseguem reduzir custos em até 30%, além de acelerar respostas e aumentar a conversão. “Estamos falando sobre uma nova arquitetura de gestão do atendimento, capaz de interpretar intenções, distribuir tarefas entre agentes especializados e garantir que cada interação siga o melhor fluxo possível, seja com IA ou com humanos”, afirma Rocha. Segundo ele, o Supervisor da HelenaCRM funciona como um cérebro operacional. Conectado ao CRM, ele interpreta cada mensagem que chega,, avalia o estágio da jornada e decide, em tempo real, como seguir. Em uma mesma conversa, o cliente pode falar com um agente de vendas, depois ser direcionado para um agente de suporte e, em seguida, para um agente de cobrança ou agendamento, tudo sem perceber transições técnicas. “O Supervisor é quem garante a eficiência do atendimento, garantindo contexto para o time de agentes”, explica Rocha. O Supervisor é quem garante a eficiência do atendimento, mantendo o contexto para o time de agentes. Ele cria governança, priorização e inteligência. É o que transforma vários agentes soltos em uma operação de verdade”, completa. Se a IA detectar uma situação sensível, uma negociação complexa ou uma exceção, o Supervisor transfere automaticamente a conversa para um atendente humano, já com todo o contexto estruturado no CRM. Inclusive, este é um grande diferencial da HelenaCRM: agentes nativos, integrados à operação. É possível criar, editar e atualizar campos e registros durante a conversa, além de acionar integrações com outros sistemas como ERPs, plataformas financeiras, sistemas de cobrança ou agendamento em tempo real. “Nossa IA não só conversa, ela executa”, reforça o CEO. “Se o cliente pede uma segunda via, o agente não responde com um texto: ele busca, gera, envia e atualiza o CRM. Isso muda completamente a produtividade”. O CEO da Helena explica ainda que esse modelo — agentes especializados coordenados por um Supervisor — vem recebendo a conotação no mercado de “agências de agentes de IA”, uma das maiores tendências globais de tecnologia corporativa. Em vez de uma IA genérica, as empresas passam a operar times digitais completos e especializados de vendas, suporte, cobrança, retenção e pós-venda, todos automatizados e integrados. “O que estamos lançando agora é a infraestrutura para isso”, diz Rocha. “Sem um Supervisor, os agentes viram ilhas. Com ele, viram uma empresa digital funcionando 24 horas por dia”, diz Rocha. Segundo a Gartner, em 2026, cerca de 20% do volume de atendimento será feito por dispositivos automatizados que interagem diretamente com sistemas de suporte. Além disso, a plataforma é compatível com diferentes modelos de linguagem, como GPT-4o e Anthropic, o que dá às empresas liberdade para escolher a tecnologia mais adequada a cada caso de uso. Na HelenaCRM, esse modelo já está sendo usado para a qualificação inteligente de leads; agendamento automático de serviços e reuniões; cobrança e negociação inicial; recuperação de carrinhos e propostas; pesquisas de satisfação e feedback; e retenção e reativação de clientes. Tudo registrado, organizado e acionável dentro do CRM. “À medida que consumidores passam a exigir respostas instantâneas, personalização e continuidade de contexto, o papel do CRM muda. Ele deixa de ser um repositório e se torna uma central de decisões”, afirma. Desde 2021, a HelenaCRM vem estruturando essa transformação. Por ano, são enviadas cerca de 1,5 bilhão de mensagens pela plataforma. São mais de 43 mil usuários operando a solução por dia. Em apenas quatro anos, a empresa já soma mais de 5 mil clientes, com uma base que cresceu seis vezes e faturamento quadruplicado no período, um desempenho que permitiu a ampliação da oferta tecnológica, agora formalizada no lançamento do Supervisor de IA. “O mercado já entendeu as limitações dos chatbots tradicionais. Nosso objetivo é superá-las com uma solução capaz de criar múltiplos agentes especializados, todos coordenados por um supervisor inteligente”, afirma. Para sustentar esse modelo em ambientes críticos, a empresa construiu uma infraestrutura de alta disponibilidade. Em 2024, a plataforma registrou apenas 63 minutos de indisponibilidade em todo o ano,

Demanda por profissionais com conhecimento em IA cresce 65% e impulsiona novas contratações no Brasil

A inteligência artificial (IA) se consolidou como fator de geração de empregos no Brasil em 2025. Dados do Infojobs, site de empregos mais utilizado no país, indicam crescimento de 65% no número de vagas que exigem conhecimento em IA em relação ao ano anterior. A IA deixou de ser apenas uma tendência tecnológica e passou a integrar de forma concreta o mercado de trabalho brasileiro. O levantamento mostra que mais de 2 mil vagas com exigência ou conhecimento desejável em IA foram abertas ao longo de 2025, um aumento de 65% na comparação com 2024. Atualmente, mais de 500 oportunidades seguem ativas na plataforma, indicando demanda contínua fora dos ciclos tradicionais de contratação. Os dados apontam que a adoção da tecnologia se tornou prioridade estratégica para empresas de diferentes portes e setores. “Embora áreas de tecnologia e dados concentrem grande parte das oportunidades, funções ligadas a marketing, vendas, atendimento ao cliente, administração e recursos humanos também aparecem entre as mais impactadas pela transformação digital. A IA vem sendo aplicada sobretudo para automação de processos, análise de dados e personalização da experiência do consumidor”, destaca Fabio Tiepolo, CEO e fundador da StaryaAI, uma das principais referências do mercado nacional. O perfil das contratações também mudou em 2025. Enquanto no ano anterior cerca de 90% das vagas estavam concentradas em cargos de especialista, neste ano há maior distribuição entre níveis analista, operacional, assistente e posições de entrada, como estágio e trainee. Os cargos de analista somam mais de mil vagas, com salário médio de R$ 5.100. Já as posições de especialista, com foco técnico mais avançado, ultrapassam 400 oportunidades e chegam a uma média salarial de R$ 10 mil. Segundo Tiepolo, o avanço da inteligência artificial representa uma mudança estrutural no trabalho. “A IA tende a substituir tarefas, não profissões inteiras. O trabalho humano passa a ser focado em decisão, supervisão e estratégia. Quando há políticas de requalificação, a tecnologia multiplica a capacidade humana e cria times híbridos, com pessoas liderando e agentes executando com velocidade e consistência”, afirma o executivo. O movimento observado no Brasil está alinhado às tendências globais. O relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, indica que a inteligência artificial e o uso de dados serão responsáveis por parcela relevante dos novos empregos até o fim da década, ao mesmo tempo em que transformam funções existentes. Estudo da McKinsey projeta que, até 2030, cerca de 70% das empresas no mundo adotarão soluções baseadas em IA em ao menos uma área do negócio, ampliando a demanda por profissionais qualificados. “No Brasil, o impacto tende a ser potencializado pela necessidade de aumento de produtividade e eficiência operacional. Setores como serviços, comércio, finanças, saúde, logística e atendimento ao cliente já apresentam ganhos com o uso da tecnologia, e a expectativa é de que a requalificação profissional deixe de ser diferencial para se tornar exigência básica nos próximos anos, à medida que a IA se consolida como infraestrutura essencial das organizações”, completa Tiepolo.

Na era da IA, autenticidade vira diferencial competitivo para PMEs e franquias, aponta Fatos&Ideias Comunicação

Com a popularização da inteligência artificial na produção de textos, imagens e vídeos, o mercado vive um paradoxo: nunca foi tão fácil produzir conteúdo, mas nunca foi tão difícil se diferenciar. Nesse cenário, a autenticidade voltou a ser o principal ativo das marcas, especialmente para pequenas e médias empresas e redes de franquias, que precisam construir credibilidade, reputação e confiança junto ao público e à imprensa. É nesse contexto que a Fatos&Ideias Comunicação, agência especializada em assessoria de comunicação estratégica para PMEs e franquias, vem se destacando ao apostar em conteúdos com propósito, narrativas reais e posicionamento consistente, indo além do uso mecânico da tecnologia. “A inteligência artificial é uma ferramenta poderosa, mas não substitui a essência da marca, sua história e seu impacto real no mercado. Nosso trabalho é transformar fatos, decisões estratégicas e trajetórias empresariais em conteúdos relevantes, humanos e jornalisticamente interessantes”, explica Renata Brito, jornalista e diretora de comunicação da Fatos&Ideias Comunicação. Assessoria de imprensa como estratégia — não apenas divulgação Segundo Renata, a assessoria de imprensa deixou de ser apenas um canal de exposição e passou a atuar como ferramenta estratégica de branding, autoridade e negócios. “A Fatos&Ideias trabalha na construção de pautas que conectam o posicionamento das empresas a temas de interesse do mercado, como empreendedorismo, franchising, inovação, comportamento do consumidor e economia”, explica. No caso de PMEs e franquias, esse trabalho é ainda mais relevante. Muitas vezes, são marcas com histórias fortes, diferenciais claros e impacto regional ou nacional, mas que não sabem como traduzir isso em linguagem jornalística. “Nosso papel é ajudar o empreendedor a entender que ele tem pauta, tem voz e tem relevância. A IA pode apoiar processos, mas a estratégia, o olhar crítico e a curadoria da informação continuam sendo humanos”, reforça a agência. Conteúdos autênticos ganham mais espaço na mídia Em um ambiente saturado por releases genéricos e textos automatizados, jornalistas e veículos têm valorizado cada vez mais histórias bem apuradas, dados contextualizados e fontes confiáveis. A diretora da Fatos&Ideias Comunicação explica que isso exige planejamento, escuta ativa do cliente e profundo entendimento do mercado em que ele atua. “A agência atua desde a definição de posicionamento até a criação de pautas exclusivas, relacionamento com a imprensa e gestão de reputação, sempre com foco em conteúdos originais, alinhados à realidade do negócio e às demandas editoriais. Autenticidade não é tendência, é necessidade. Na era da IA, quem comunica com verdade se destaca”, conclui Renata.

5 estratégias para adaptar a comunicação interna à era da IA e da hiperconexão

Em um cenário corporativo atravessado pela inteligência artificial, hiperconectividade, automação e excesso de informações, a comunicação interna vive uma mudança estrutural. Mais do que administrar canais, hoje as organizações enfrentam o desafio de transformar dados em sentido, tecnologia em experiência e informação em vínculo. É nesse contexto que Adevani Rotter, especialista em comunicação organizacional, apresenta o conceito de Comunicação Interna 4.0, desenvolvido no livro “Comunicação Interna 4.0 – Por que a era das máquinas exige comunicadores mais humanos”, da Editora Aberje. A obra parte de uma premissa central: quanto mais digital o ambiente corporativo se torna, mais humana precisa ser a comunicação. “O comunicador deixou de ser apenas um emissor de mensagens. Hoje ele é um integrador de tecnologia, cultura, estratégia e pessoas. Comunicar é criar sentido em meio ao excesso de informação”, resume Adevani. A partir dessa visão, o livro propõe 5 estratégias práticas que redesenham a forma como empresas devem estruturar sua comunicação interna na era 4.0: Transformar excesso de informação em curadoria inteligenteEm vez de produzir mais conteúdo, a comunicação passa a filtrar, organizar, interpretar e priorizar informações. O foco deixa de ser volume e passa a ser relevância. Curadoria significa ajudar o colaborador a entender o que importa, quando importa e por que importa. Converter mensagens em experiências reaisA comunicação deixa de ser apenas informativa e passa a ser vivencial. Não se trata apenas do que é comunicado, mas de como as pessoas se sentem ao interagir com a empresa. Engajamento, pertencimento, conexão emocional e sentido passam a ser métricas tão importantes quanto alcance e visualização. Integrar tecnologia e cultura organizacionalFerramentas digitais, IA e automação não substituem a cultura — elas a amplificam. A Comunicação Interna 4.0 propõe usar tecnologia como meio, não como fim, garantindo que inovação esteja alinhada aos valores, à identidade e ao propósito da organização. Substituir controle por governança de impactoComunicar não é apenas emitir mensagens, mas acompanhar efeitos. A governança entra como modelo de gestão da comunicação: avaliar se o que foi comunicado gerou entendimento, mudança de comportamento, alinhamento e transformação real nas pessoas. Recolocar o ser humano no centro da estratégiaEm ambientes cada vez mais orientados por dados, algoritmos e automação, a humanização se torna diferencial competitivo. A comunicação passa a ser ferramenta de cuidado, vínculo, confiança e fortalecimento da cultura organizacional. Essas estratégias se conectam à evolução histórica da área, que a autora divide em quatro fases: da comunicação unidirecional (1.0), passando pelo diálogo e interação (2.0), pela co-criação e descentralização (3.0), até chegar à Comunicação Interna 4.0, um modelo que integra tecnologia, dados, cultura, experiência e humanidade em uma mesma lógica estratégica. Para Adevani, o grande paradoxo da transformação digital é claro: quanto mais automatizadas se tornam as empresas, mais estratégico se torna o papel humano da comunicação. “Comunicar não é apenas informar. É construir confiança, fortalecer vínculos e criar experiências que conectem pessoas a propósito, cultura e estratégia”, afirma. Ao longo do livro, a autora mostra como a comunicação interna passa a atuar diretamente na reputação, no engajamento e na sustentabilidade organizacional, tornando-se um pilar de competitividade em ambientes complexos e altamente digitalizados. Mais do que um manual técnico, Comunicação Interna 4.0 propõe uma mudança de mentalidade: na era da inteligência artificial, comunicar melhor não é comunicar mais, é comunicar com sentido, propósito e humanidade.

Marketing 2026: a pergunta não é mais se as empresas usarão IA, mas se saberão usá-la bem

Negócios que ainda não incorporaram a inteligência artificial à produção e à distribuição de conteúdos, bem como às estratégias de comunicação e marketing, precisam rever conceitos e práticas. O ano de 2026 marca um ponto de virada definitivo para esse mercado. Os números ajudam a dimensionar a velocidade dessa transformação. Levantamentos reunidos por plataformas internacionais de análise de mercado indicam que cerca de 88% dos profissionais de marketing já utilizam algum tipo de inteligência artificial em suas rotinas, especialmente em atividades como criação de conteúdo, análise de dados e automação de campanhas. No Brasil, pesquisas como a da RD Station mostram que mais da metade das empresas já adotou IA em marketing e vendas, ainda que de forma parcial. O impacto aparece nas análises setoriais citadas pela SalesGroup, que apontam reduções de até 37% no custo de aquisição de clientes (CAC) em estratégias baseadas em IA, além de ganhos consistentes em conversão. Para Lucas Veiga, fundador e CEO da Tagbit, agência de marketing digital, o que está em curso é uma reorganização do marketing como função estratégica, apoiada por dados, automação e personalização contínua. “Para muitos negócios, especialmente pequenos e médios, essa transição redefine quem cresce e quem simplesmente deixa de ser visto”, afirma. Segundo o especialista, em meio ao excesso de informação que disputa a atenção do consumidor, a vantagem competitiva migra de quem fala mais para quem fala melhor. “Ganha espaço quem consegue entregar a mensagem certa, para a pessoa certa, no momento certo”. Assim, organizações orientadas por dados tendem a apresentar desempenho superior no mercado. Estudos do McKinsey Global Institute indicam que empresas data-driven são cerca de 23 vezes mais propensas a conquistar novos clientes, seis vezes mais propensas a retê-los e 19 vezes mais propensas a serem lucrativas quando comparadas a organizações menos orientadas por dados. A inteligência artificial torna essa abordagem viável em escala, ao permitir que grandes volumes de dados sejam analisados e transformados em decisões em tempo quase real, algo difícil de sustentar apenas com operação humana. “Com IA, a estratégia aprende enquanto está em execução”, afirma Lucas. O próprio conteúdo passa por transformação. Em vez de peças estáticas, ganham espaço ativos dinâmicos, capazes de se adaptar automaticamente ao perfil, comportamento e contexto de cada usuário. Dados da Statista indicam que o mercado global de IA aplicada ao marketing deve ultrapassar US$ 100 bilhões até 2028, impulsionado por automação criativa, personalização e análise preditiva. A Accenture aponta que 91% dos consumidores tendem a comprar de marcas que oferecem experiências personalizadas. Para as empresas, isso se traduz em maior engajamento e menor desperdício de mídia. “A comunicação genérica deixa de ser uma estratégia sustentável”, avalia o especialista. Além do impacto estratégico, a inteligência artificial redefine custos e estruturas operacionais. Processos como testes A/B, otimização de mídia, segmentação de públicos e geração de relatórios tornam-se amplamente automatizados. Relatórios da PwC indicam que a automação baseada em IA pode reduzir custos operacionais de marketing em até 30%. “A vantagem competitiva deixa de ser orçamento e passa a ser arquitetura”, afirma o executivo. Paradoxalmente, quanto maior o uso de tecnologia, mais relevante se torna o planejamento. A abundância de dados exige objetivos claros, métricas bem definidas e integração entre marketing, vendas e tecnologia. “Sem planejamento, a IA amplifica erros; com direção, acelera crescimento”, resume Veiga. E assim, o marketing se torna menos intuitivo e mais sistêmico; menos dependente de campanhas pontuais e mais orientado por dados, automação e aprendizado contínuo. “A pergunta agora não é se a empresa vai usar IA no marketing, mas se vai usar bem. Quem faz isso antes constrói vantagem competitiva. Quem adia, corre o risco de se tornar irrelevante”, conclui Lucas Veiga.

Como marcas estão usando audiências simuladas por IA para aprovar só campanhas com alta chance de performar

Como marcas estão usando audiências simuladas por IA para aprovar só campanhas com alta chance de performar Antes de investir em mídia, uma parte das marcas brasileiras já está levando suas campanhas para um “laboratório virtual”, onde as ideias passam primeiro pelo crivo de audiências simuladas por inteligência artificial. Em vez de depender apenas da intuição ou de pesquisas longas e caras, essas empresas começam a testar slogans, peças e argumentos de venda em personas sintéticas que se comportam como diferentes perfis de consumidores, antecipando reações e reduzindo o risco de colocar no ar mensagens que não conectam com o público. As audiências simuladas são grupos de “consumidores virtuais” construídos a partir de dados de mercado, perfis de clientes e padrões de comportamento observados em segmentos específicos, como varejo, serviços financeiros ou educação. Esses perfis recebem anúncios, textos, imagens e vídeos e respondem com dúvidas, interesses, objeções e preferências, de forma semelhante ao que acontece em um focus group tradicional, mas com muito mais escala e velocidade. Na prática, as marcas passam a ter um painel permanente de teste, disponível a qualquer momento, para tensionar ideias criativas antes de comprometer orçamento de mídia. Para as equipes de marketing e comunicação, esse tipo de simulação muda a lógica de aprovação de campanha ao permitir comparar várias versões de uma mesma peça, identificar rapidamente palavras, imagens e promessas sensíveis e mapear riscos de interpretação ainda na fase de criação. Em vez de longas discussões internas baseadas apenas em opinião, os times chegam às reuniões com a diretoria munidos de evidências qualitativas e quantitativas sobre o potencial de cada abordagem, o que encurta o processo de decisão e melhora o alinhamento entre criação, mídia e negócio. Por trás dessas audiências virtuais estão modelos avançados de inteligência artificial capazes de incorporar dados históricos, segmentações existentes e objetivos de negócio para “encarnar” diferentes tipos de consumidores. A partir daí, roteiros, posts de redes sociais, argumentos de vendas e até vídeos podem ser submetidos a esses grupos sintéticos, que devolvem feedback estruturado sobre clareza, relevância, tom de voz e aderência à expectativa de cada persona. Esse processo cria um ciclo rápido de teste e ajuste, aproximando a rotina de marketing da lógica de prototipagem já comum em desenvolvimento de produto. Um cenário típico envolve uma marca que precisa escolher entre diferentes narrativas para uma mesma campanha, como foco em preço, conveniência ou impacto ambiental. Em vez de lançar uma única linha criativa e torcer pelo resultado, a empresa testa cada narrativa nas audiências simuladas, identifica quais argumentos ressoam mais em cada segmento e combina esses aprendizados na versão final que irá ao ar, reduzindo desperdício e aumentando as chances de boa performance desde o primeiro dia da veiculação. Para Wilson Silva, professor do curso de Administração da ESPM São Paulo, especialista em inteligência artificial e CEO da WS Labs, o uso de audiências simuladas por IA complementa, e não substitui, o contato com o consumidor real. “Quando falamos em audiências simuladas por IA, não estamos substituindo o consumidor, e sim antecipando cenários. É uma forma de chegar às reuniões com campanhas já tensionadas, testadas em múltiplos perfis e com um mapa claro do que pode funcionar melhor. Isso reduz ruído, encurta a distância entre criação e mídia e traz mais segurança para a decisão final”, afirma.

Nizan Guanaes fala sobre IA e criatividade na 1ª edição do Festival Mundial de Cinema com Inteligência Artificial

A programação da primeira edição do World AI Film Festival, festival mundial de filmes produzidos com inteligência artificial, contará com um dos nomes mais conceituados do mercado publicitário do Brasil, o empresário e estrategista de comunicação Nizan Guanaes. À frente da agência N.Ideias e criador da plataforma de IA NIZAI, prevista para ser lançada em abril, Nizan irá ministrar uma palestra sobre criatividade nos tempos de IA em 28 de fevereiro (sábado), segundo e último dia de WAIFF, a partir das 10h, no Auditório CloudWalk. O evento será realizado na FAAP, em São Paulo, com início já na sexta-feira, dia 27.  Além do painel com Nizan, o Auditório CloudWalk reunirá as principais apresentações e debates com especialistas convidados para discutir o papel da Inteligência Artificial como nova ferramenta de criação no cinema, na publicidade e no streaming, abordando tanto o cenário atual quanto futuros desafios. Serão mais de 20 horas de conteúdo em uma oportunidade única para quem quiser aprender mais e ampliar networking com profissionais que atuam no mercado. Confira a programação aqui. Uma mostra competitiva também integra o evento, dando espaço para novos diretores, artistas e criativos. Os melhores filmes inscritos serão premiados em 11 categorias: Longa-metragem, Série Vertical, Publicidade, Curta-metragem – Animação, Curta-metragem – Documentário, Curta-metragem – Fantasia, Curta-metragem – Ação, Curta-metragem – Drama, Melhor Diretor – Menos de 25 anos, Melhor Diretora, Melhor do Festival. O WAIFF 2026 conta com patrocínio da CloudWalk, Plataforma Cais e SPCine, além do apoio da revista Elle, BRAVI, Grupo Papaki, Embaixada da França e Ampfy. Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos pelo Sympla. Serviço – WAIFF 2026Data: 27 e 28 de fevereiro de 2026Local: FAAP – R. Alagoas, 903 – Higienópolis, São PauloIngressos já disponíveis aqui.

E-commerce supera R$ 230 bi em 2025 e acelera modelos de vendas recorrentes com IA

O e-commerce brasileiro ultrapassou R$ 230 bilhões em faturamento em 2025, mantendo crescimento anual próximo de 15%, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). O país já soma mais de 90 milhões de consumidores digitais ativos, com centenas de milhões de pedidos realizados todos os anos, de acordo com a Ebit | Nielsen. Em um cenário marcado por maior concorrência, automação e mudança no comportamento de compra, empresas têm acelerado a adoção de modelos de vendas recorrentes como forma de garantir previsibilidade e fidelização. A consolidação da inteligência artificial nesse ambiente tem reduzido barreiras técnicas e operacionais. Hoje, mais de 50% dos consumidores brasileiros já utilizam IA para pesquisar, comparar ou decidir compras online, segundo a Salesforce (State of Commerce), enquanto cerca de 90% das empresas de e-commerce no mundo já usam ou testam IA em vendas, marketing ou atendimento, conforme estudos da McKinsey & Company e da Gartner. Nesse contexto, a Betalabs, plataforma SaaS pioneira em soluções de recorrência para e-commerce, compartilha aprendizados observados na prática do mercado. De acordo com Luan Gabellini, cofundador da Betalabs, a recorrência deixou de ser uma estratégia restrita a grandes operações e passou a integrar o plano de crescimento de empresas de diferentes portes. “Hoje, a recorrência não é mais um diferencial exclusivo de grandes players. Com tecnologia e automação, empresas menores conseguem estruturar modelos sustentáveis, previsíveis e alinhados ao comportamento do consumidor digital”, afirma o executivo. A seguir, ele destaca três práticas essenciais para estruturar esse modelo de forma sustentável. 1. Transforme redes sociais em canais diretos de venda recorrente As redes sociais deixaram de cumprir apenas o papel de divulgação e passaram a integrar a jornada de compra. A incorporação de checkouts nativos, catálogos integrados e links de compra em vídeos curtos permite reduzir etapas e aumentar conversão. Quando conectadas a modelos de assinatura, essas plataformas também se tornam canais relevantes de aquisição recorrente, especialmente em um mercado com milhões de consumidores digitais ativos. 2. Use inteligência artificial para personalizar a recompra A aplicação de IA no e-commerce tem avançado do suporte ao marketing para a gestão do relacionamento com o cliente. Algoritmos capazes de analisar histórico de compras e comportamento de navegação permitem recomendar produtos, ajustar comunicações e identificar o melhor momento para a recompra. “A recorrência depende menos de descontos e mais de relevância ao longo do tempo. A inteligência artificial permite entender quando e como o cliente quer comprar novamente, com base em dados reais”, afirma Luan Gabellini, cofundador da Betalabs. 3. Produza conteúdo como parte da experiência de compra Conteúdos educativos, demonstrações práticas e orientações de uso ajudam o consumidor a perceber valor contínuo no produto ou serviço. Vídeos curtos, tutoriais e comunicações automatizadas reduzem dúvidas, fortalecem a confiança e contribuem para a retenção. Em modelos recorrentes, o conteúdo deixa de ser apenas ferramenta de alcance e passa a integrar a própria experiência do cliente. Com consumidores mais informados e custos de aquisição cada vez mais elevados, o avanço das vendas recorrentes apoiadas por inteligência artificial tem se consolidado como uma resposta estratégica do e-commerce brasileiro. Ao combinar dados, tecnologia e relacionamento, empresas buscam não apenas aumentar vendas, mas construir receitas previsíveis em um mercado cada vez mais automatizado.

Mais precisão, menos risco: inteligência artificial muda a jornada do paciente cardíaco e eleva o padrão da cardiologia no Brasil

O avanço da inteligência artificial aplicada à medicina cardiovascular está transformando, na prática, a forma como doenças do coração são diagnosticadas e tratadas no Brasil. Com a incorporação de tecnologias inéditas na América Latina, o Hospital Cardiológico Costantini passa a operar com sistemas de tomografia e hemodinâmica que utilizam IA para ampliar a precisão diagnóstica, reduzir riscos e tornar a jornada do paciente cardíaco mais segura, rápida e menos invasiva. O investimento de aproximadamente US$ 3 milhões em equipamentos de última geração posiciona Curitiba e o Paraná no mesmo patamar de centros internacionais de referência em cardiologia intervencionista. Entre os diferenciais estão o tomógrafo CT 5300 e dois sistemas de hemodinâmica Azurion 7, ambos com inteligência artificial embarcada, capazes de redefinir protocolos de exames e procedimentos cardiovasculares. “Estamos falando de uma mudança estrutural na cardiologia. A inteligência artificial não substitui o médico, mas amplia sua capacidade de decisão, melhora a qualidade das imagens, reduz riscos e permite diagnósticos mais precoces, com impacto direto na sobrevida e na qualidade de vida dos pacientes”, afirma Costantino Costantini, diretor-fundador do hospital. IA aplicada aos exames cardíacos: mais precisão com menos radiação Um dos principais avanços está na utilização da inteligência artificial para reduzir significativamente a dose de radiação nos exames cardíacos, sem comprometer a qualidade das imagens, um fator decisivo em avaliações que envolvem estruturas milimétricas, como as artérias coronárias. O tomógrafo CT 5300, primeiro desse modelo em operação na América Latina, utiliza algoritmos de IA que ajustam automaticamente parâmetros do exame, aceleram a aquisição das imagens e melhoram a leitura diagnóstica mesmo em pacientes com frequência cardíaca elevada, obesidade, próteses ou marcapassos, perfis que antes representavam limitações técnicas importantes. “Hoje, conseguimos enxergar com mais clareza não apenas a presença de obstruções, mas também características das placas ateroscleróticas, o que muda completamente a condução clínica. Isso significa agir antes do infarto acontecer”, explica Costantini. Além da redução de radiação, a tecnologia também diminui a necessidade de repetição de exames, encurta o tempo de permanência do paciente no equipamento e aumenta o conforto durante o procedimento, tornando o processo mais humanizado. Hemodinâmica com IA: menos contraste, mais segurança e decisões mais assertivas Na hemodinâmica, os sistemas Azurion 7 representam um salto tecnológico no tratamento de doenças cardiovasculares complexas. A integração de diferentes modalidades de imagem, aliada à inteligência artificial, permite maior precisão na navegação de cateteres, na colocação de stents e na realização de procedimentos estruturais e valvares. Entre os principais ganhos estão a redução do tempo dos procedimentos e o menor uso de contraste iodado, fator essencial para diminuir o risco de complicações renais, especialmente em pacientes idosos ou com comorbidades. “São procedimentos mais controlados, mais rápidos e com menor agressão ao organismo. A inteligência artificial nos ajuda a tomar decisões mais seguras em tempo real, elevando o padrão de cuidado”, destaca o especialista. Paraná no radar global da cardiologia Com a adoção dessas tecnologias inéditas, o Paraná passa a integrar o mapa mundial da cardiologia de alta complexidade, reforçando o papel do Brasil como polo de inovação em saúde. A incorporação da IA aos fluxos assistenciais consolida um novo patamar de atendimento, alinhado às melhores práticas internacionais. “A cardiologia caminha para ser cada vez mais preditiva, preventiva e personalizada. Esse investimento projeta não apenas o hospital, mas todo o Estado, para o futuro da medicina cardiovascular”, afirma Costantini. Tecnologia a serviço da vida Mais do que inovação tecnológica, o uso da inteligência artificial reflete uma mudança na lógica do cuidado: menos riscos, diagnósticos mais rápidos, decisões clínicas mais assertivas e uma experiência mais segura para o paciente cardíaco. “Humanizar também é reduzir riscos invisíveis. Quando usamos tecnologia para diminuir radiação, evitar exames desnecessários e acelerar diagnósticos, estamos cuidando do paciente de forma integral”, conclui.

Designers estão usando IA para acelerar resultados sem perder qualidade, revela State of the Designer 2026

Em um cenário de rápidas transformações impulsionadas pela inteligência artificial, designers ao redor do mundo estão encontrando equilíbrio entre velocidade, qualidade e criatividade. Essa é a principal conclusão do State of the Designer 2026, relatório anual do Figma, plataforma conectada e impulsionada por IA que ajuda as equipes a irem da ideia ao produto final, que analisa como profissionais de design estão evoluindo suas práticas, ampliando o impacto nos negócios e redefinindo o valor do trabalho de design feito por humanos em um mercado em constante mudança. De acordo com o estudo, a IA deixou de ser apenas uma tecnologia experimental para se tornar uma aliada estratégica no dia a dia dos designers. Cerca de 89% afirmam que trabalham mais rápido com o apoio da IA, enquanto 80% dizem colaborar melhor em equipe. Mais do que acelerar processos, a tecnologia também tem elevado o padrão do trabalho: 91% dos entrevistados acreditam que as novas ferramentas de IA melhoram a qualidade dos seus designs, contrariando o receio de que a automação pudesse comprometer o design personalizado. O impacto positivo vai além da entrega. Designers que utilizam IA com frequência são 25% mais propensos a se declarar satisfeitos no trabalho, além de relatarem maior influência nos resultados do negócio e no crescimento das empresas onde atuam. A automação de tarefas operacionais permite que esses profissionais dediquem mais tempo a ideias estratégicas, experiências refinadas e soluções de alto impacto. O design feito por pessoas continua sendo essencial — e profundamente humano Mesmo em um contexto onde qualquer pessoa pode gerar protótipos com IA, o relatório reforça que o olhar humano segue como o principal fator de diferenciação. Para muitos designers, excelência está ligada à emoção humana, ao cuidado com os detalhes e à intenção criativa por trás de cada decisão. Equipes que valorizam a qualidade do design apresentam maior moral, crescimento mais rápido e mais clareza de direção, especialmente quando essa excelência é incentivada pela liderança. O estudo também aponta que, quando organizações priorizam o design como disciplina estratégica, designers são duas vezes mais propensos a se sentirem otimistas em relação ao próprio trabalho, fortalecendo tanto a performance individual quanto os resultados coletivos. Liberdade criativa e clareza caminham juntas Outro destaque do State of the Designer 2026 é a importância da autonomia criativa. A liberdade de decisão é apontada como o principal fator de satisfação no trabalho, com 87% dos designers afirmando que ter voz ativa melhora diretamente seu desempenho. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que criatividade floresce melhor com estrutura: 91% dizem que objetivos claros e expectativas bem definidas são fundamentais para entregar um bom trabalho, especialmente em um ambiente onde a IA amplia a participação de profissionais não designers no processo criativo. O futuro do design À medida que a inteligência artificial continua avançando, o relatório indica que excelência em design e protagonismo criativo serão os maiores diferenciais para a satisfação e o sucesso profissional. Os designers mais bem preparados para o futuro são aqueles que combinam novas ferramentas com as habilidades humanas que sempre definiram o design: sensibilidade, intenção e visão criativa. O State of the Designer 2026 está disponível para download e traz uma análise aprofundada sobre como designers estão transformando incertezas em impulso criativo e impacto real nos negócios.

Speakfy aposta em IA para resolver um dos maiores desafios da liderança moderna: comunicar com clareza e poder

São Paulo / Los Angeles  — Em um cenário corporativo cada vez mais global, digital e orientado à performance, a comunicação deixou de ser uma habilidade complementar e passou a ocupar o centro das decisões de liderança. É nesse contexto que nasce a Speakfy (https://speakfy.me), plataforma de inteligência artificial voltada ao desenvolvimento de comunicação estratégica, assertiva e de alto impacto para executivos, líderes e profissionais que atuam em ambientes complexos e multiculturais. A startup foi fundada por Mayte Carvalho, executiva com experiência em cargos de liderança C-suite em Nova York e Los Angeles (ex-Omnicom e Flag), mestre em Comunicação e Semiótica e autora best-seller na área de comunicação e por João González, ex produto noIfood e DocPlanner.  A proposta da Speakfy é clara: transformar a forma como profissionais treinam, medem e aprimoram sua capacidade de se expressar, com foco em clareza, persuasão e posicionamento. “Comunicação não é apenas sobre falar bem, é sobre gerar entendimento, influência e decisão. A Speakfy nasce para tratar comunicação como um ativo estratégico de negócio”, afirma Mayte. Com o dashboard exclusivo para gestores, a plataforma ainda oferece insights sobre a melhora contínua, especialmente entre times globais, e seu respectivo impacto na produtividade. Comunicação como skill estratégica A plataforma utiliza modelos avançados de IA para analisar padrões de linguagem, estrutura de discurso e clareza de mensagem, oferecendo feedback em tempo real e exercícios personalizados. O objetivo é apoiar desde apresentações executivas e negociações até entrevistas, pitches e contextos de liderança internacional.A Speakfy é alimentada pelo Google Gemini 2.5 Flash, um dos modelos de linguagem mais avançados do mercado, integrado através de uma arquitetura serverless que garante respostas rápidas e escalabilidade.Cruza personas através da metodologia Meyers Brigg e oferece análises de sentido/ajustes culturais para mercados como Estados Unidosl O processamento de IA ocorre em tempo real, permitindo análises em menos de 3 segundos, transformando comunicação em algo treinável, mensurável e estratégico, do mesmo jeito que tratamos produto, vendas ou performance. Diferentemente de soluções tradicionais de treinamento, a Speakfy aposta em um modelo contínuo, mensurável e aplicado à realidade profissional, integrando tecnologia, teoria da comunicação e fundamentos da semiótica. Experiência global no centro da solução A trajetória internacional da fundadora é um dos pilares da proposta. Com atuação em mercados como Estados Unidos e Europa, Mayte Carvalho construiu sua carreira orientando executivos e organizações a navegar diferenças culturais, expectativas de liderança e padrões de comunicação de alto nível. Essa experiência se reflete no posicionamento da plataforma, que atende profissionais que precisam se comunicar com precisão em ambientes corporativos exigentes, especialmente em contextos globais e bilíngues. Mayte ministra treinamentos de comunicação para empresas como IBM, Stellantis, Banco do Brasil, Ambev entre outras e vê no dia a dia corporativo como a ausência de uma comunicação clara e fluida impacta a performance e a produtividade. Mercado em expansão Com o avanço do trabalho remoto, da internacionalização das carreiras e da automação de processos, habilidades humanas como comunicação, pensamento crítico e influência ganham ainda mais relevância. A Speakfy entra nesse mercado com uma proposta que une tecnologia e profundidade conceitual, mirando executivos, líderes emergentes, empreendedores e empresas que veem a comunicação como fator direto de performance. A plataforma já está disponível globalmente em versão web. speakfy.me

Como as lojas autônomas estão redefinindo a experiência de compra por meio da Inteligência Artificial

Por Mariana Ramírez, Gerente de Marketing para a América Latina da Axis Communications O comércio varejista está passando por uma profunda transformação. As lojas sem funcionários deixaram de ser uma curiosidade tecnológica para se tornarem uma alternativa real que responde às novas formas de consumo, onde rapidez, autonomia e experiências sem contato são fundamentais. Esse modelo redefine a compra física ao combinar conveniência para o cliente e eficiência para os negócios. Por trás dessas lojas autônomas, existem soluções digitais que integram vídeo, áudio e análise inteligente para garantir segurança e fluidez operacional. As câmeras conectadas permitem supervisionar acessos, corredores e áreas de pagamento, oferecendo controle permanente sem intervenção humana constante. Assim, as lojas podem operar 24 horas por dia, 7 dias por semana, e responder em tempo real a qualquer situação. A inteligência artificial desempenha um papel central nessa evolução do varejo. Graças ao aprendizado automático, os sistemas podem detectar comportamentos incomuns, prevenir roubos e alertar sobre riscos sem a necessidade de monitoramento contínuo. É até possível interagir com os clientes por meio de mensagens de áudio, oferecendo orientações ou avisos quando a situação exigir. Além da segurança, a IA também melhora a experiência de compra. Ao analisar o movimento dos consumidores, as lojas sem funcionários otimizam seu design, destacam produtos populares e ativam promoções personalizadas. Além disso, o controle automatizado do estoque evita rupturas e reduz o desperdício, especialmente em produtos perecíveis. Olhando para o futuro, o varejo autônomo promete ser ainda mais inteligente. Análises preditivas permitirão antecipar demandas, prevenir falhas técnicas e reforçar a proteção do negócio. As lojas sem funcionários não só vieram para ficar, como também se perfilam como um dos pilares do varejo moderno, impulsionado pela inteligência artificial e pela inovação digital.

Globo confirma presença na 1ª edição do Festival Mundial de Cinema com Inteligência Artificial – WAIFF 2026

O World AI Film Festival, festival mundial de filmes produzidos com inteligência artificial, terá a Globo como uma das parceiras da primeira edição brasileira do evento, em 27 e 28 de fevereiro, na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), em São Paulo. Promoverá um painel e um workshop especial, compartilhando cases, iniciativas e projetos, com o objetivo de ampliar as discussões sobre o uso de IA no audiovisual.  No primeiro dia de festival, 27, a Globo apresenta o painel “Entre Dados e Narrativas: IA na produção de conteúdos e documentários jornalísticos na Globo”, com a participação de Carlos Octávio Queiroz, diretor de Dados e Inteligência Artificial, Arquitetura e Parcerias; Renato Franzini, diretor de redação G1; Clarissa Cavalcanti, Editora executiva do núcleo de inovação e projetos especiais do jornalismo, além de mediação do jornalista Ben-Hur Correia.  Já no segundo dia, 28, acontece o workshop “IA como parceira criativa: a experiência Globo na criação de abertura de novelas”, ministrado por Christiano Calvet, gerente de criação da área de Marca & Comunicação da empresa. Neste encontro, o público poderá conhecer e entender como a Globo vem incorporando a inteligência artificial aos processos criativos de design e dramaturgia das aberturas de novelas como uma camada adicional de experimentação e apoio à criação, por meio de cases. Com mais de 20 horas de conteúdo, o WAIFF é uma oportunidade única para quem quiser aprender mais sobre o mercado, a partir de palestras, oficinas e debates com produtores, marcas, criadores, artistas, programadores e educadores especializados e que já atuam no universo da Inteligência Artificial. Além da programação, também contará com uma mostra competitiva, que premiará os melhores filmes inscritos em 11 categorias: Longa-metragem, Série Vertical, Publicidade, Curta-metragem – Animação, Curta-metragem – Documentário, Curta-metragem – Fantasia, Curta-metragem – Ação, Curta-metragem – Drama, Melhor Diretor – Menos de 25 anos, Melhor Diretora, Melhor do Festival. O WAIFF 2026 conta com patrocínio da CloudWalk, Plataforma Cais e SPCine, além do apoio da revista Elle, BRAVI, Grupo Papaki e Embaixada da França. Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos pelo Sympla. Serviço – WAIFF 2026Data: 27 e 28 de fevereiro de 2026Local: FAAP – R. Alagoas, 903 – Higienópolis, São PauloIngressos já disponíveis aqui. Sobre o WAIFFEm meio a um cenário de transformações na indústria audiovisual, a produtora UltraVioleta coloca em foco o debate sobre inteligência artificial ao realizar a primeira edição brasileira do World AI Film Festival (WAIFF). Inédito no país, o evento sobre filmes produzidos com Inteligência Artificial se propõe a reconhecer e premiar talentos, além de debater o impacto desta tecnologia sobre o processo de criação audiovisual.  O WAIFF está programado para os dias 27 e 28 de fevereiro de 2026, em São Paulo, na FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), e faz parte de uma rede global de festivais dedicados à IA que estão sendo lançados, simultaneamente, neste último trimestre em países como França, Japão, Coreia e China.  A programação, que coloca em debate o papel da Inteligência Artificial como uma nova ferramenta de criação no cinema, na publicidade e no streaming, é composta por uma mostra competitiva de filmes realizados com IA, e uma intensa programação que inclui mesas redondas, palestras e workshops, estudos de casos e espaços de networking.  Para o site internacional da rede de festivais, clique aqui. A produtora UltraVioleta assina a produção da versão nacional do WAIFF, em parceria com a FAAP, sede do evento.  Sobre o podcast WAIFF TalksO impacto da inteligência artificial sobre a produção de conteúdo e importantes áreas do conhecimento humano é o tema de oito episódios do podcast WAIFF Talks, que foram gravados nos estúdios da FAAP em São Paulo. Cada episódio aborda uma área da economia criativa, entre elas design, cinema, publicidade, animação, direito autoral e moda.  O podcast antecipa a discussão que será tema dos workshops, palestras, debates, e da mostra competitiva de filmes, da primeira edição do World AI Film Festival. O podcast está disponível no canal do WAIFF no Youtube e no Spotify. Entre os convidados de mercado estão Humberto Neiva, Coordenador do Curso de Cinema da FAAP; Paulo Aguiar, Consultor de IA; Ale Cassulino, diretor de cena e sócio da Rebolucion Filmes; Janaina Augustin, consultora audiovisual em IA; Eric Messa, Professor e Coordenador das graduações em Publicidade da FAAP; Fabio Cesnik da CQS/FV Advogados.

DXC Technology conclui implementação global do Amazon Quick e lança nova unidade de negócios para acelerar a IA

A DXC Technology (NYSE: DXC), parceira líder em tecnologia e inovação empresarial, anuncia a conclusão da implementação de larga escala do Amazon Quick, o workspace digital baseado em IA de agentes, para toda a sua força de trabalho global de 115.000 funcionários em 70 países. Simultaneamente, a companhia lança a DXC Amazon Quick Practice, uma nova unidade de negócios focada em impulsionar a competitividade das empresas no cenário global, ajudando-as a operacionalizar a IA em escala dentro de ecossistemas corporativos complexos e multivariados. Este anúncio representa uma das maiores implementações do Amazon Quick até o momento e reforça a abordagem “Customer Zero” da DXC. Ao operar novas tecnologias internamente sob rigorosas condições de segurança e governança, a DXC valida o que realmente funciona antes de apoiar os clientes em suas próprias jornadas de transformação. Utilizando os mesmos modelos operacionais e estruturas de conformidade aplicados internamente, a empresa auxilia seus clientes a mover a IA de programas piloto para a produção total com maior velocidade, confiança e eficiência operacional. IA Empresarial: Eficiência e Governança Comprovadas na DXC A DXC implementou o Amazon Quick para elevar o patamar de como seus funcionários acessam informações e colaboram em uma operação global altamente distribuída. A plataforma conecta as equipes a dados confiáveis, garantindo que a inovação caminhe lado a lado com rigorosos requisitos de segurança e conformidade de nível corporativo — um diferencial crítico para mercados com legislações de dados rigorosas. Como parte da iniciativa, foi introduzido o AI Advisor Agent, um ponto único de acesso para conhecimento e ferramentas de IA utilizado por mais de 40.000 engenheiros. O projeto também inclui consultores de IA focados em processos vitais, como o Supply Chain Advisor, que fornece orientações operacionais rápidas e validadas para as equipes de suprimentos. A eliminação de silos entre sistemas distintos acelerou a tomada de decisões e a produtividade. A iniciativa é liderada pelo Chief Digital Information Officer da DXC, Russell Jukes, e reflete um modelo de execução que unifica a agenda digital, de informação e de IA para acelerar a entrega de valor em escala empresarial. “A implementação do Amazon Quick em nossa força de trabalho global nos deu a oportunidade de realizar um teste de estresse em escala real”, afirma Russell Jukes. “Vimos em primeira mão como a IA, quando conectada à forma como as pessoas trabalham e aos processos dos quais elas dependem, pode reduzir o atrito e ajudar as equipes a operar de forma mais eficaz com as salvaguardas e governança corretas. Essa experiência informa diretamente como ajudamos nossos clientes a avançar além dos pilotos e ativar a IA em suas empresas.” Lançamento da DXC Amazon Quick Practice: Foco em Setores Estratégicos A nova unidade de negócios nasce com o respaldo de uma força de trabalho qualificada, contando com mais de 10.000 profissionais certificados em Amazon, dos quais mil possuem especializações avançadas em IA. Esta fundação técnica permite que a prática combine metodologias de implementação comprovadas com modelos de governança robustos, garantindo que as empresas brasileiras e globais avancem para uma operacionalização responsável e segura da tecnologia. Equipes multifuncionais de arquitetos de IA e especialistas em adoção trabalham em parceria com os clientes para identificar casos de uso de alto impacto. O foco está na implantação rápida de recursos de IA seguros que abrangem desde pesquisas inteligentes e Business Intelligence (BI) avançado até automações de última geração. Além disso, a prática prioriza o coinvestimento com a Amazon em soluções verticais para setores motores da economia, como serviços financeiros, seguros e manufatura, acelerando o tempo de retorno sobre o investimento e gerando resultados de negócios mensuráveis. “Muitas empresas estão ansiosas para usar a IA, mas lutam para transformar pilotos em impacto real nos negócios”, observa Ramnath Venkataraman, Presidente de Consulting & Engineering Services da DXC. “A DXC Amazon Quick Practice ajuda os clientes a implantar IA com responsabilidade, conformidade e resultados. Isso é um trampolim para a transformação empresarial, focada em tornar a IA prática, escalável e integrada às operações diárias.” Jose Kunnackal John, Diretor do Amazon Quick, reforça a sinergia: “O Amazon Quick foi projetado para habilitar a IA diretamente onde as pessoas trabalham. A DXC provou o poder da plataforma ao integrá-la com sucesso nos fluxos de trabalho de 115 mil funcionários. Juntos, oferecemos às empresas um caminho confiável para implantar a IA em escala dentro dos sistemas e dados que elas já utilizam, respeitando a integridade das informações corporativas.” A DXC Amazon Quick Practice consolida a parceria de longa data entre as duas empresas, ajudando as organizações a navegar na crescente complexidade tecnológica ao integrar e gerenciar soluções de IA dentro de seus ambientes existentes de forma segura e sustentável.

MRV lança plataforma que usa IA para transformar corretores em criadores de conteúdo digital

A MRV, uma empresa do grupo MRV&CO, acaba de lançar a “Corretor, Câmera, IAção”, uma plataforma inédita no mercado imobiliário que utiliza Inteligência Artificial Generativa para potencializar a presença digital dos corretores da companhia. A iniciativa, que conta com a parceria da Newell & Simon Consulting, marca um novo capítulo na estratégia de comunicação e vendas da MRV ao transformar corretores em protagonistas da produção de conteúdo conectado ao comportamento digital dos consumidores. A iniciativa combina automação, gêmeos digitais (Digital Twins) e conteúdo gerado pelo próprio usuário (UGC, sigla em inglês para User Generated Content) para criar posts, vídeos e memes personalizados em escala, todos conectados às principais tendências da internet e à hiperregionalização dos empreendimentos. Os conteúdos seguem a lógica do Brazilian Marketing: linguagem nativa das redes sociais, com humor, edições criativas e alto potencial de compartilhamento para vender produtos de forma orgânica. “O objetivo do projeto é potencializar a presença digital dos corretores da MRV. A gente quis conectar o mundo digital, por meio de frames virais e memes, com o universo dos corretores, trazendo informações sobre os produtos da construtora. A plataforma foi criada do zero pela empresa Newell & Simon em parceria com a Sacada, a casa de ideias da MRV, e permite que o corretor, de forma muito simples, se veja inserido nesse ambiente digital de alto engajamento”, afirma Bob Siqueira, Head Criativo da Sacada, agência interna da MRV. Com a base de corretores sendo fomentados como nano e micro influenciadores e projeção de milhões de impactos orgânicos, a plataforma amplia a presença digital da MRV em um ambiente cada vez mais resistente à publicidade tradicional, aproximando marca, corretores e consumidores. O processo é simples: o corretor acessa a plataforma e personaliza seu perfil via chat, enquanto a inteligência artificial gera automaticamente os materiais prontos para publicação. O projeto fica no ar até o final da atual temporada do Big Brother Brasil, que tem a MRV como patrocinadora oficial, e servirá de base para outras ativações da marca ao longo de 2026. “Esse projeto mostra como a Inteligência Artificial pode unir eficiência e criatividade para diferenciar marcas em um ambiente dominado pelo conteúdo nativo gerado pelo usuário”, afirma Icaro de Abreu, General Manager da Newell & Simon Consulting. Quando o corretor vira creator: MRV Collab amplia voz e alcance nas redes Como complemento à plataforma, a MRV lança o MRV Collab com Corretores Creators, um projeto colaborativo que transforma conteúdos produzidos espontaneamente pelos corretores — como vídeos sobre imóveis, rotinas de atendimento, dúvidas reais dos clientes e informações sobre os apartamentos apresentados no BBB 26 — em ativos estratégicos da marca. Os materiais com melhor desempenho orgânico podem ser impulsionados pela própria MRV em plataformas como Instagram, Facebook e TikTok, respeitando a autoria e o estilo de cada criador. Além de fortalecer a imagem da MRV como marca inovadora, o projeto também gera benefícios diretos aos corretores, que passam a ter maior visibilidade dentro do ecossistema da companhia, ampliam sua autoridade no mercado imobiliário e aumentam as oportunidades de geração de leads. “O BBB 26 amplia a visibilidade da MRV em escala nacional, mas sabemos que a decisão de compra na base do funil depende muito da confiança e da proximidade com a marca. É justamente por isso que os corretores são protagonistas nessa jornada. Ao transformar seus conteúdos em mídia estratégica, conectamos informação, entretenimento e relacionamento local”, explica Thiago Ely, Diretor Executivo Comercial e de Marketing da MRV.

Interoperabilidade e IA transformam os serviços tecnológicos na saúde brasileira

O mercado de fornecedores de serviços em healthcare no Brasil passa por uma transformação estrutural em 2025, impulsionada pela combinação entre interoperabilidade, inteligência artificial, automação e cibersegurança. O movimento reflete tanto a complexidade do sistema de saúde brasileiro quanto a pressão crescente por eficiência operacional, sustentabilidade financeira e o foco na experiência do paciente. É o que mostra a nova edição do estudo ISG Provider Lens® Healthcare Digital Services 2025 para o Brasil, produzido e distribuído pela TGT ISG. O relatório trouxe uma análise tanto do setor público quanto do privado. O Brasil tem hoje um dos maiores sistemas de saúde do mundo. “O SUS, com 35 anos, atende cerca de 74% da população e contou com um orçamento em torno de R$220 bilhões para 2025”, afirma Sonia Maria Castral, distinguished analyst da TGT ISG e autora do estudo. “Já a saúde suplementar atende aproximadamente 87 milhões de vidas, sendo que 75% dos planos de saúde são empresariais, o que mostra como o acesso individual tem limitações”. Na comparação com o ano anterior, o foco dos investimentos e estratégias evoluiu. “Na edição anterior, a discussão estava muito concentrada em inteligência artificial e sustentabilidade financeira. Este ano, a interoperabilidade passa a ser o grande vetor da transformação da saúde no Brasil”, destaca a especialista. A interoperabilidade, segundo a autora, é o elemento que conecta laboratórios, hospitais, operadoras e demais atores do ecossistema. “É a capacidade de integrar informações para criar um prontuário único do paciente, por exemplo. Com isso, evitamos procedimentos duplicados, reduzimos custos e aumentamos a eficiência do atendimento”, comenta. Esse avanço tem impacto direto na operação dos fornecedores de serviços, que passam a ser cobrados não apenas por tecnologia, mas por capacidade de integração, governança de dados e escalabilidade. Esse movimento ocorre em paralelo à aceleração da transformação digital na saúde, que envolve o uso estratégico de prontuários eletrônicos, telemedicina, inteligência artificial, dispositivos vestíveis, IoT e analytics. Em 2025, a IA seguiu como peça central para diagnósticos avançados, automação de fluxos de trabalho, análises preditivas e manejo da saúde populacional, além de apoiar modelos de cuidado mais personalizados. “A inteligência artificial aplicada hoje à saúde está muito focada na automação de processos, como agendamento de consultas, aprovação de procedimentos e, principalmente, análise de imagens”, explica. “Hospitais brasileiros já utilizam IA para análise de imagens, o que reduz significativamente a carga burocrática e libera tempo do médico para o cuidado com o paciente”. Quando interoperabilidade e IA se combinam, o resultado é a transformação da jornada do paciente, colocando-o como centro da experiência, envolvendo check-in e check-out digitais, agendamento por chatbots e integração de dados, o que agiliza o atendimento. Segundo o relatório, a automação também avança no setor público. “O SUS, por meio do projeto Conecta SUS e da Rede Nacional de Dados em Saúde, está adotando protocolos globais de interoperabilidade, o que traz mais agilidade, menos burocracia e maior eficiência”, afirma Castral. Outro eixo crítico para o mercado de fornecedores é a sustentabilidade financeira. De acordo com o estudo, a IA e as ferramentas analíticas estão sendo usadas para auditorias inteligentes, redução de glosas e análises financeiras mais precisas. Isso reduz fraudes e acelera o ciclo de receitas das instituições. No entanto, à medida que os dados passam a circular de forma mais ampla, a cibersegurança se torna um fator decisivo. Com interoperabilidade, nuvem e telemedicina, a cibersegurança deixa de ser opcional e passa a ser estrutural. “Sem segurança da informação, não existe interoperabilidade”, alerta Castral. Diferentemente de outros setores, como o varejo, o impacto de um vazamento na saúde é ainda mais grave. “Não se trata apenas de perda de dados, mas de informações clínicas, pessoais e confidenciais. Por isso, a cibersegurança é hoje uma das áreas com maior volume de investimentos no mercado de healthcare.” Nesse cenário, os fornecedores de serviços em healthcare enfrentam um mercado mais exigente, regulado e orientado a resultados. “A transformação digital está melhorando a eficiência, a acessibilidade e colocando o paciente no centro. O futuro da saúde no Brasil passa, inevitavelmente, pela integração de dados, modernização operacional e uso estratégico da tecnologia”, finaliza. O relatório ISG Provider Lens® Healthcare Digital Services 2025 para o Brasil avalia as capacidades de 26 fornecedores em três quadrantes: Payer Digital Transformation, Provider Digital Transformation e Interoperability and Data Security. O relatório nomeia a Deloitte, a MV e a Philips Healthcare – Tasy como líderes em todos os três quadrantes. Nomeia a Accenture como líder em dois quadrantes e a DGS, a InterSystems e a TOTVS como líderes em um quadrante cada. Além disso, a Liberty Health, a Planium e a UpFlux foram nomeadas como Rising Stars — empresas com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro”, segundo a definição da ISG — em um quadrante cada.

Principais vagas das áreas de marketing, vendas e atendimento que pedem conhecimento em IA

Em 2025, a inteligência artificial deixou definitivamente de ser uma tecnologia restrita aos times de TI. Dados do Infojobs, site de empregos mais usado no país, indicam que as vagas com foco em IA estão cada vez mais distribuídas entre áreas como marketing, vendas, atendimento ao cliente, administração e recursos humanos e vai ser uma tendência para as contratações em 2026. O levantamento mostra que, além de informática e tecnologia, áreas comerciais e de marketing figuram entre as que mais concentram oportunidades relacionadas à inteligência artificial. Esse movimento reflete o uso crescente da tecnologia para automação, análise de dados, personalização e ganho de eficiência nos negócios. Em marketing, a IA passou a ser aplicada em atividades como análise de comportamento do consumidor, otimização de campanhas, gestão de tráfego, produção de conteúdo e mensuração de resultados. Como consequência, cargos como gestor de tráfego, social media, analista de marketing e especialista em automação estão ganhando protagonismo. “No ambiente corporativo, a IA passou a ser uma aliada para todas as áreas que lidam diretamente com receita e relacionamento com o cliente”, afirma Patricia Suzuki, CHRO da Redarbor Brasil, grupo detentor do Infojobs. Enquanto isso, na área comercial, funções como representante comercial, vendedor interno, SDR e gestor comercial aparecem entre os principais cargos que exigem familiaridade com soluções de inteligência artificial nas descrições das vagas no Infojobs. Essa tecnologia é utilizada nessas posições principalmente para análise de dados de vendas, previsão de demanda e personalização de abordagens. O atendimento ao cliente também é impactado de forma significativa. Cargos como operador de atendimento, analista de suporte, analista de CRM e analista de relacionamento com o cliente passam a incluir de chatbots, sistemas preditivos e ferramentas de automação baseadas em IA nas atribuições de muitas vagas. Para Patricia Suzuki, a expansão da IA para áreas não técnicas evidencia uma mudança cultural nas empresas a partir da popularização dessas ferramentas. “As organizações entenderam que a inteligência artificial precisa estar integrada aos processos do dia a dia, e não isolada em um único departamento”, explica. Pesquisas internacionais reforçam essa tendência. Um estudo da McKinsey aponta que empresas que aplicam inteligência artificial em áreas comerciais e operacionais registram ganhos relevantes de produtividade e eficiência, especialmente em marketing, vendas e atendimento. Já o Fórum Econômico Mundial destaca que funções ligadas à interação humana, tomada de decisão e criatividade continuam sendo essenciais, mas passam a ser potencializadas pelo uso de tecnologias inteligentes, redefinindo o escopo de diversas profissões. O levantamento do Infojobs também mostra que áreas administrativas, como finanças e recursos humanos, ampliaram o uso da IA para análise de dados, automação de processos e apoio à tomada de decisão, o que impacta cargos como analista de RH, analista contábil e gestor financeiro. “A inteligência artificial amplia a capacidade humana, mas não substitui a necessidade de profissionais qualificados, com visão analítica  e responsabilidade ética para guiar esse recurso. O diferencial está em saber como aplicar a tecnologia de forma inteligente em suas áreas”, reforça a executiva do Infojobs.

A era dos AI Agents: quando a inteligência deixa de responder e passa a decidir

*Por Andres Stella, COO da Yalo A conversa sobre inteligência artificial cresceu de forma exponencial nos últimos dois anos. No entanto, por trás do entusiasmo, existe uma realidade menos debatida. Um estudo interno que realizamos traz o dado de que embora mais de 70% das interações digitais com clientes já envolvam algum nível de automação, menos de 15% geram impacto direto em receita, eficiência operacional ou decisões relevantes de negócio. A razão é simples e estrutural: automatizar não é o mesmo que decidir.  Durante anos, o foco esteve em acelerar tarefas, reduzir fricção e escalar operações. Primeiro com regras, depois com bots, e em seguida com IA aplicada a processos isolados. Essa evolução foi necessária, mas expôs um limite claro. As empresas executam mais rápido do que nunca, porém continuam tomando decisões críticas de forma tardia, fragmentada e dependente de interpretação humana sob pressão. A execução foi automatizada. A decisão permaneceu manual.  Ao entrar em 2026, a questão já não é se a IA deve ser utilizada, mas onde ela precisa estar para melhorar a qualidade das decisões. Negócios reais operam em ambientes imprevisíveis, com clientes que mudam de ideia, misturam assuntos, retornam dias depois e esperam continuidade. As decisões não dependem apenas da pergunta feita, mas do histórico, do momento, do canal e do objetivo da interação. Nesse contexto, sistemas engessados, baseados em fluxos fixos e respostas pré-definidas, deixam de escalar. Não por falha técnica, mas porque foram concebidos para um mundo onde responder corretamente era suficiente.  O verdadeiro salto da IA não veio de uma única inovação, mas da convergência de avanços concretos: modelos mais capazes, melhor compreensão de contexto e a capacidade de manter memória, objetivos e estados ao longo do tempo. A IA deixou de ser puramente reativa e passou a operar de forma mais autônoma. Já não se limita a responder perguntas isoladas. Consegue interpretar conversas completas, reconhecer padrões, conectar sinais de múltiplas fontes e tomar decisões com base em intenção, não apenas em palavras-chave.  É nesse ponto que surgem os AI Agents. Um AI Agent não opera a partir de scripts, mas de objetivos. Ele compreende o contexto da conversa, considera interações anteriores, mantém um objetivo de negócio claro e decide qual é o próximo passo mais adequado. Além disso, executa ações reais dentro dos sistemas da empresa e aprende com o resultado de cada interação. A IA deixa de ser apenas uma interface e passa a ser um sistema de decisão em produção.  Essa mudança é relevante porque as decisões mais impactantes nos negócios não acontecem em comitês nem em dashboards. Elas ocorrem diariamente, milhões de vezes, na linha de frente da operação. Decidir o que dizer a um cliente específico, o que oferecer naquele momento, quando insistir, quando esperar, quando escalar. São decisões que parecem pequenas em aparência, mas são gigantes em impacto quando repetidas em escala. Esse tipo de decisão vive em conversas, sinais fracos, mudanças de tom, hesitações, desvios sutis no comportamento, e em contexto acumulado. Não funciona com regras fixas. Exige critério.  É exatamente nesse território que os AI Agents deixam de ser promessa e se tornam inevitáveis. Eles não executam instruções. Exercem critério operacional. Um critério que antes dependia exclusivamente de pessoas, de experiência individual e de julgamento humano, e que agora pode ser projetado, treinado, governado e replicado dentro dos sistemas.  Na Yalo, essa abordagem foi sendo construída ao longo de mais de uma década, a partir da operação contínua de milhões de conversas e decisões comerciais em diferentes contextos, vendas, pagamentos, crédito, cobrança, retenção e atendimento, distribuídos entre canais como WhatsApp, chamadas de voz, aplicativos e web. Essa experiência mostrou, na prática, que decisões em escala não se resolvem com scripts ou automações rígidas, mas precisam acontecer no momento da interação, combinando contexto histórico, dados transacionais, regras de negócio e aprendizado contínuo. A partir disso, os agentes conversacionais passaram a ser tratados não apenas como interfaces, mas como unidades operacionais de decisão dentro dos sistemas.  Olhar para 2026 não é fazer previsões. É dar nome a uma mudança já em curso. As organizações que compreenderem a Agentic Era projetarão estruturas capazes de decidir melhor, mais rápido e com consistência. As que não compreenderem continuarão cercadas de automação, executando tarefas em escala, mas presas ao mesmo gargalo decisório: regras fixas, falta de contexto e dependência constante de intervenção humana. Essa transição exige clareza, porque o que está em jogo não é adicionar mais IA, mas superar o modelo em que a tecnologia executa, mas não decide. Automatizar foi o primeiro passo. Decidir, com agentes, será a vantagem competitiva. 

Next level: IA no marketing de jogos

Por Thiago Tieri Longe de ser apenas um buzzword, a Inteligência Artificial (IA) está redefinindo as estratégias de marketing na indústria de jogos eletrônicos. Essa tecnologia, que, segundo um levantamento de 2025 do Google Cloud, já faz parte da rotina de 87% dos desenvolvedores de jogos, não se resume apenas à criação de personagens e cenários mais realistas. Tornou-se o motor principal de campanhas de promoção mais eficazes e personalizadas. A IA se tornou a principal ferramenta para melhorar estratégias e obter resultados reais no marketing de jogos. A interação com jogadores, o entendimento da demanda do público, o monitoramento do comportamento do consumidor e a automatização de processos de marketing proporcionam insights para aprimorar cada vez mais a experiência do usuário. Dessa forma, empresas ajustam suas vendas ao usuário e estabelecem vínculo com a comunidade-alvo. Nesse tipo de marketing, as estratégias de alcance de público deixaram de ser apenas probabilidade e passaram a ser certeza por meio da segmentação de público, engajamento e fidelização. Com essa tecnologia, a IA mudou a forma como as empresas falam com seus clientes, traçando campanhas e anúncios muito mais eficazes e precisos. Nesse cenário, a coleta, análise e processamento massivo de dados tornam-se essenciais e é justamente aqui que soluções tecnológicas de desempenho fazem diferença. Equipamentos de alto nível em armazenamento, memória e SSDs de velocidade superior garantem a performance necessária para que IA, algoritmos e plataformas analíticas rodem com eficiência, segurança e baixa latência, mesmo diante de volumes gigantescos de dados gerados por milhões de jogadores em tempo real. Em outras palavras, quando IA e infraestrutura de alta performance trabalham juntas, o resultado não é apenas marketing mais inteligente, mas uma experiência gamer mais conectada, eficiente, rápida e personalizada. *Thiago Tieri é Gerente de Marketing da ADATA/XPG no Brasil.

IA transforma serviços gerenciados e redefine o papel da operação de TI nas empresas

por Heber Lopes, Head de Produtos e Marketing na Faiston As operações de TI que ainda dependem apenas da intuição humana para evitar falhas estão com os dias contados. A inteligência artificial tem assumido o comando e está mudando as regras do jogo: da detecção proativa de incidentes ao cumprimento automatizado de acordos de nível de serviço, nada escapa aos algoritmos. Em vez de apagar incêndios depois que ocorrem, times de TI com AIOps e automação agora previnem apagões e garantem SLAs inteligentes com mínima intervenção humana. O resultado? Falhas previstas e evitadas antes de causarem impacto, recursos ajustados em tempo real e indisponibilidades reduzidas a praticamente zero. A incorporação da IA aos serviços gerenciados de TI está redefinindo o papel da operação nas empresas de forma acelerada e irreversível. De reativa a proativa: operações inteligentes com AIOps Historicamente, operar TI significava monitorar sistemas e reagir a problemas conforme eles surgiam – muitas vezes de forma manual e tardia. Hoje, esse paradigma se inverte. AIOps (Artificial Intelligence for IT Operations), termo cunhado pelo Gartner, aplica big data e machine learning para automatizar processos operacionais de TI, como correlação de eventos, detecção de anomalias e identificação de causa raiz. A IA vasculha volumosos logs e métricas à procura de sinais sutis de alerta, correlaciona informações que humanos dificilmente conectariam e aciona respostas automáticas. Segundo o Gartner, até 2026, mais de 60% das grandes empresas globais utilizarão capacidades de AIOps integradas às suas plataformas de operações de TIOu seja, quase metade dos debates atuais sobre gestão de TI envolve algum aspecto de automação inteligente. O apelo é claro. Ferramentas de AIOps prometem antecipar falhas e resolvê-las antes que afetem o negócio. Agentes de IA monitoram continuamente a saúde de aplicações e infraestruturas e podem tomar ações corretivas sem intervenção humana – reiniciando uma instância em pane, desviando tráfego de um servidor sobrecarregado ou alocando capacidade extra quando um pico de demanda é previsto. Esse caráter proativo difere radicalmente do modelo tradicional. Estudos indicam que empresas com observabilidade completa reduziram em cerca de 34% a incidência de falhas de rede e serviço. Em contraste, mais da metade das organizações sem essa visibilidade plena sofrem um volume acima da média de indisponibilidades. A automação de incidentes guiada por IA também encurta drasticamente o tempo de resposta. Insights extraídos de dados em segundos permitem identificar a causa raiz de um incidente complexo mais rápido do que analistas conseguiriam manualmente. Com automações orientadas por dados, empresas vêm alcançando reduções significativas no tempo médio de detecção e recuperação (MTTD/MTTR). Há até casos de sistemas autorreparáveis (self-healing), nos quais algoritmos isolam e corrigem problemas automaticamente. Essa eficiência não apenas minimiza interrupções, como libera as equipes humanas para tarefas de maior valor estratégico. As longas madrugadas de “guerra de chamadas” para resolver quedas de serviço cedem lugar a um plantão muito mais tranquilo, monitorado por guardiões digitais incansáveis. Operação de TI repensada: infraestrutura e SLAs em evolução Com a IA tomando conta das tarefas operacionais mais repetitivas, o papel da equipe de TI dentro das empresas passa por uma ressignificação. Longe de tornar os profissionais obsoletos, essas ferramentas os alçam a um patamar mais estratégico e analítico. Cabe agora às mentes humanas definir políticas, treinar modelos, validar decisões das IAs e se concentrar naquilo que as máquinas ainda não fazem: entendimento contextual do negócio, inovação e desenho de arquiteturas resilientes. Os modelos tradicionais de infraestrutura e acordos de nível de serviço (SLAs) também estão sendo revistos. Em vez de alocar capacidade fixa com margem de sobra para picos – que muitas vezes ficava ociosa – as empresas agora contam com infraestrutura dinâmica. Algoritmos de IA podem analisar padrões de uso e ajustar recursos em tempo real: mais VMs ou contêineres ativados nas horas de pico, menos instâncias consumindo quando o movimento cai. Essa elasticidade inteligente evita desperdícios e reduz custos. O SLA tende a incorporar garantias de desempenho dinâmico, como tempos máximos de resposta para autoescalonamento ou rollback automático em caso de erro de implantação. Itens antes não considerados – por exemplo, tempo de detecção automática – passam a ser métricas acompanhadas de perto nos contratos. Essa evolução também exige novos modelos de governança. Com decisões sendo tomadas por algoritmos, é fundamental estabelecer transparência e confiança nos sistemas de IA. Equipes de operação de TI se veem criando playbooks onde definem até que ponto a automação pode agir sem aval humano, ou quais cenários disparam alertas para intervenção manual. Paradoxalmente, incorporar IA à gestão de TI traz um lembrete importante: tão essencial quanto confiar na máquina é saber quando intervir. Os melhores resultados ocorrem quando humanos e IA trabalham em sinergia – a máquina incansável vigiando e otimizando, e o humano questionando, refinando e direcionando os objetivos. No cenário brasileiro, em que investimentos em TI têm batido recordes e a maturidade digital cresce ano a ano, adotar IA na operação não é apenas seguir uma tendência global, mas também alavancar competitividade local. Relatórios recentes já destacam que 64% dos CEOs globais estão sob pressão para acelerar a adoção de IA generativa – e esse impulso se estende à modernização da própria TI interna. As organizações que conseguirem equilibrar pessoas, processos e algoritmos sairão na frente: com ambientes híbridos mais confiáveis, entregas mais rápidas e usuários finais satisfeitos pela estabilidade dos serviços. Em última instância, a TI alimentada por IA redefine o papel da operação de “zeladora da infraestrutura” para motor de inovação estratégica. Aquilo que antes era visto como centro de custo reativo torna-se fonte de vantagem competitiva, provando que investir em inteligência – seja humana ou artificial – é o caminho para sustentar os negócios na era digital que se impõe.

Avanço da IA deve reduzir em 43% o tráfego de sites jornalísticos, aponta relatório

O crescimento do uso de ferramentas de inteligência artificial nas plataformas de busca deve provocar uma queda de até 43% no tráfego dos sites jornalísticos, segundo relatório divulgado pelo Instituto Reuters.  A análise, de alcance global, aponta uma mudança estrutural na forma como o público acessa informações e já se reflete em reduções de audiência em grandes veículos internacionais. De acordo com o estudo, o principal fator está na expansão das chamadas buscas “sem clique”, em que respostas geradas por IA passam a ser exibidas diretamente nas páginas de resultados, reduzindo a necessidade de acesso aos sites de origem. Respostas automáticas alteram a lógica de acesso à informação Com a exibição de resumos no topo das buscas, plataformas como o Google concentram a atenção do usuário e limitam o fluxo de visitas aos portais.  Para Felipe Cardoso, CEO da Rank Certo, agência de SEO orientada à decisão comercial, o impacto vai além da redução numérica de acessos. “Há uma perda de volume, mas o leitor que continua clicando tende a ter uma intenção mais clara. É um público menos ocasional e mais qualificado”, afirma. Segundo ele, a mudança exige ajustes no planejamento editorial e digital. “O jornalismo passa a lidar com menos escala e mais profundidade. A lógica de desempenho precisa ser revista.” Mercado brasileiro enfrenta mudança em cenário já fragilizado No Brasil, a transformação ocorre em um ambiente marcado por fragilidade estrutural.  Levantamento do projeto Mais pelo Jornalismo divulgado pela Agência Brasil mostra que, desde 2014, 2.352 mídias jornalísticas encerraram suas atividades no país, número superior ao de novos veículos criados no período. O estudo também revela limitações na presença digital fora dos grandes centros. Em cidades com até 100 mil habitantes, mais da metade das rádios analisadas não possui portal de notícias, enquanto parte significativa dos veículos impressos operam sem site próprio. Para Cardoso, esse contexto amplia o risco. “Quando o tráfego se torna mais escasso e mais qualificado, a ausência de estrutura digital reduz ainda mais a capacidade de adaptação desses veículos.” Mudança no comportamento do leitor O relatório do Instituto Reuters também identifica um público mais seletivo no consumo de notícias. Parte dos usuários evita o noticiário excessivo, enquanto outros buscam fontes específicas, com maior grau de confiança editorial. “A audiência que permanece é menor, mas mais consciente do que procura”, afirma Cardoso. “Isso favorece veículos com identidade clara e consistência editorial.” Relação direta com o leitor ganha relevância Diante da instabilidade das buscas, editoras têm ampliado o investimento em canais próprios, como newsletters, podcasts e aplicativos, com o objetivo de reduzir a dependência de intermediários. “A inteligência artificial não elimina o jornalismo, mas redefine o acesso à informação”, diz Cardoso. “Os portais que compreenderem essa mudança podem operar com menos tráfego, mas com maior valor por leitor.” O relatório aponta que, nesse novo cenário, credibilidade, engajamento e relacionamento direto com o público tendem a se tornar ativos centrais para a sustentabilidade do jornalismo digital.

Objective lança Maturity Card Game para acelerar a governança de IA nas empresas

A Objective, multinacional brasileira especializada em transformação digital, anuncia o lançamento do Maturity Card Game em Governança de Inteligência Artificial, uma ferramenta criada para ajudar empresas a transformar iniciativas dispersas de IA em uma estratégia estruturada, capaz de gerar valor real e vantagem competitiva. A solução foi desenvolvida a partir de demandas reais de empresas dos setores de finanças, tecnologia, telecomunicações e indústria, que buscavam uma forma prática de medir seu nível de maturidade em IA e definir, de forma objetiva, os próximos passos para escalar o uso da tecnologia. “O Maturity Card Game em Governança de IA é baseado no AI Maturity Model do Gartner, uma das principais referências globais em tecnologia. O formato gamificado já foi aplicado com sucesso em projetos anteriores, como no grupo RD Saúde (Raia e Drogasil), com base na metodologia Kanban, que reduziu o tempo total de entrega de projetos de 160 dias, em 2022, para 74 dias, em 2023 — resultado que garantiu o primeiro lugar na categoria ‘Transformação’ do Agile Trends 2024. Agora, a Objective leva essa lógica de maturidade e governança para o universo da inteligência artificial”, afirma João Paulo Miranda, CEO da Objective. Disponível nos formatos digital e físico, o game é conduzido por um consultor técnico da Objective, que atua como mediador em sessões de 2 a 4 horas, reunindo executivos e especialistas das áreas de negócio, tecnologia, jurídico e compliance. O objetivo é garantir que o diagnóstico reflita com precisão a realidade da empresa e produza um retrato confiável de seus riscos, capacidades e oportunidades em IA. O método se baseia em cinco níveis de maturidade, que estruturam a jornada de adoção da inteligência artificial: da fase de conscientização, quando a IA ainda é tratada de forma dispersa, passando pelos estágios ativo e operacional, em que projetos entram em produção com orçamento e especialistas, até os níveis sistêmico e transformacional, quando a IA passa a ser incorporada como padrão nos novos produtos, serviços e processos, gerando valor de negócio em larga escala. Segundo Marcelo Valter, gerente de Consultoria da Objective, a avaliação da maturidade em governança de IA permite que a empresa se compare com outras do seu segmento e entenda com precisão como está posicionada frente à concorrência. O game entrega um caminho claro de evolução, com um plano de ação priorizado para que a organização avance de forma consistente e robusta. Além disso, por se tratar de uma avaliação objetiva, elimina achismos e impressões subjetivas, fazendo com que as decisões passem a ser orientadas por dados, aumentando a confiança, o pragmatismo e a previsibilidade. “Essa iniciativa reforça o posicionamento da Objective como parceira das empresas brasileiras na jornada de adoção da inteligência artificial, oferecendo ferramentas práticas que reduzem riscos, aumentam produtividade e aceleram resultados”, conclui Miranda.

Sete estratégias para empresas se destacarem em meio ao crescimento da automação e da IA

Em um mercado marcado por alta concorrência, avanço acelerado da inteligência artificial e mudanças no comportamento do consumidor, a construção de relevância deixou de estar associada apenas à visibilidade das marcas. Entre as tendências destacadas pela Gartner para 2026 estão os sistemas multiagentes, os modelos de linguagem específicos por setor (DSLMs) e as plataformas nativas de IA, que viabilizam automação avançada, decisões mais contextualizadas e maior agilidade no desenvolvimento de soluções. Essas tecnologias, segundo os analistas, funcionam como catalisadores de transformação nos negócios, criando novas formas de interação entre pessoas e inteligência artificial. Rico Araujo, CEO da PX/BRASIL, agência de inovação e marketing integrado, destaca que a construção de autoridade exige intencionalidade. “Marcas fortes não surgem do acaso. Elas são construídas a partir de escolhas claras, coerentes e sustentadas no tempo. Quando uma empresa entende quem é, para quem fala e qual impacto quer gerar, ela deixa de disputar preço e passa a disputar relevância”, afirma. A seguir, o especialista reúne sete diferenciais essenciais que ajudam marcas a se destacarem, conquistarem autoridade e se tornarem referência em seus mercados: 1. Proposta de ValorToda marca relevante começa por uma proposta de valor sólida, e saber comunicar de forma objetiva por que a empresa é a melhor escolha e qual problema resolve de maneira única cria uma base consistente de diferenciação. Essa clareza orienta decisões estratégicas e evita mensagens genéricas que se perdem em meio à concorrência, além de precisar estar refletida em todos os pontos de contato, do site ao atendimento, das redes sociais ao discurso de vendas. “Uma proposta de valor bem definida orienta todas as decisões da marca. Quando a empresa entende com clareza qual problema resolve e por que é relevante para o cliente, ela consegue comunicar seu diferencial de forma consistente e sustentar esse posicionamento ao longo do tempo”, destaca Rico. 2. Atendimento ExclusivoO atendimento se tornou um diferencial competitivo, pois consumidores valorizam experiências personalizadas, humanas e eficientes capazes de gerar conexão emocional e sensação de cuidado genuíno. Marcas que investem em atendimento exclusivo constroem relacionamentos mais duradouros, fortalecem a fidelização, geram recomendações espontâneas e transformam cada interação em oportunidade de reforçar posicionamento e reputação. 3. PersonalizaçãoA personalização amplia ainda mais a percepção de valor, e marcas que adaptam suas ofertas, comunicações e experiências conforme o perfil de cada cliente demonstram que realmente conhecem e se importam com as necessidades do público. Essa abordagem melhora a taxa de conversão, otimiza recursos e estreita o relacionamento.  “A personalização passou a ser uma expectativa do consumidor. Marcas que usam dados e tecnologia para adaptar experiências demonstram maturidade estratégica e conseguem construir relações mais próximas, eficientes e duradouras”, afirma o especialista. 4. Comunicação que InspiraMarcas relevantes não apenas informam, elas inspiram, e uma comunicação consistente com conteúdos que educam, geram reflexão e estimulam diálogo amplia o alcance e reforça a identidade da marca no longo prazo. Manter um tom de voz coerente em todos os canais cria familiaridade e confiança, e quando a comunicação é alinhada à proposta de valor, ela se torna um ativo estratégico capaz de fortalecer a reputação e gerar reconhecimento contínuo. 5. Autoridade da MarcaA autoridade é construída quando a marca se posiciona como especialista em seu território, por meio de conteúdo relevante, presença estratégica em eventos, provas sociais e entrega consistente ao longo do tempo. Em mercados competitivos, ser percebido como referência reduz barreiras de decisão e aumenta a preferência, lembrando que a autoridade não nasce de promessas, mas da capacidade de entregar valor de forma recorrente e confiável. 6. Inovação ContínuaEstar presente não é suficiente, é preciso evoluir, e a inovação contínua demonstra que a marca acompanha mudanças, antecipa tendências e se mantém conectada às novas demandas do mercado. Pequenas melhorias, ajustes estratégicos e disposição para testar novas abordagens fortalecem a experiência do cliente, reforçando a percepção de modernidade, preparo e visão de futuro. 7. Omni ExperienceEssa jornada se completa com integração digital e presença omnichannel bem estruturadas, já que o cliente transita naturalmente entre canais, como redes sociais, e-commerces, eventos, aplicativos, e espera encontrar uma experiência coerente e fluida em todos eles. A marca que entrega continuidade e consistência em cada ponto de contato reforça seu posicionamento e amplia sua influência. A PX/BRASIL, por exemplo, atua diretamente na construção desses diferenciais por meio de estratégias integradas de branding, inbound, outbound, ABM e soluções digitais orientadas pela jornada do cliente. Para Rico Araujo, autoridade não é resultado de ações isoladas. “Quando estratégia, comunicação e experiência caminham juntas, a marca deixa de competir por atenção e passa a ocupar um espaço legítimo de referência”, conclui.

A bolha da inteligência artificial e a repetição de um velho erro do mercado

Por Fernando Baldin, Country Manager LATAM da AutomationEdge Toda grande transformação tecnológica carrega um paradoxo, onde ao mesmo tempo em que é inevitável, também é superestimada no curto prazo. A inteligência artificial parece ter chegado exatamente a esse ponto, e não porque seja frágil ou passageira, mas porque foi elevada cedo demais à condição de destino incontornável. A pergunta, portanto, não é se a IA é relevante, isso já está resolvido. A pergunta mais honesta é se o mercado está conseguindo separar infraestrutura de euforia, valor real de narrativa, e resultado concreto de promessas bem embaladas. A história oferece um paralelo para esse cenário, onde no final do século XIX, as ferrovias simbolizavam o futuro e investir em trilhos significava apostar no progresso. O problema é que em determinado momento, deixou de importar onde os trilhos levavam, bastava que existissem. Linhas foram construídas sem demanda, empresas surgiram sem modelo de negócio sustentável e métricas equivocadas passaram a definir sucesso, como quilômetros instalados e não passageiros transportados. Hoje, o discurso é outro, mas o padrão se repete com modelos maiores, mais parâmetros e mais tokens processados. Métricas técnicas sofisticadas, porém, muitas vezes desconectadas do impacto operacional. Assim como no passado se media o progresso pela extensão da malha ferroviária, agora mede-se inovação pela escala do modelo, não pelo resultado entregue. Apenas em 2024, investimentos globais em startups de IA alcançaram cerca de US$ 110 bilhões, conforme uma análise da Dealroom, plataforma de dados e inteligência. Esses investimentos foram concentrados majoritariamente em iniciativas ainda precárias, com ciclos de retorno pouco claros. Ao mesmo tempo, vimos que uma parcela das empresas que iniciaram projetos de IA em larga escala não conseguiu avançar do piloto para a produção de forma consistente. Esse gargalo raramente é tecnológico, é econômico, organizacional e operacional. Esse descompasso não invalida a tecnologia, ao contrário, assim como a bolha das ferrovias estourou, investidores perderam dinheiro, empresas desapareceram e, ainda assim, os trilhos permaneceram e se tornaram infraestrutura crítica para o crescimento industrial das décadas seguintes. O mesmo tende a acontecer com a inteligência artificial. O risco maior não está na eventual correção de mercado, mas no psicológico que acompanha o auge de qualquer bolha, que é o medo de ficar para trás. Quando o discurso se torna “se você não adotar agora, ficará irrelevante”, a racionalidade cede espaço à pressa e decisões estratégicas passam a ser tomadas com base em ansiedade, não em análise. Nesse ponto, algumas perguntas deveriam anteceder qualquer grande iniciativa em IA, como: existe demanda real para essa aplicação ou estamos forçando um problema para justificar a solução? O retorno sobre investimento é mensurável ou apenas projetado em apresentações? O custo computacional, energético e operacional conversa com o benefício esperado? Há governança suficiente para lidar com riscos, como erro sistêmico, alucinação de modelos e impactos regulatórios? Ignorar essas questões é colocar trilhos onde não há rota. É nesse ambiente de pressão que se forma a diferença entre quem usa IA como adereço estratégico e quem a incorpora como vantagem estrutural. As organizações que atravessam bolhas com maturidade são aquelas que tratam a tecnologia como meio, não como fim, conectando IA a processos claros, indicadores objetivos e decisões de negócio concretas. Entendendo que automação inteligente não é sobre substituir tudo, mas sobre orquestrar melhor o que já existe. A inteligência artificial vai, sim, redefinir operações, produtividade e modelos de decisão, mas não da forma mágica que muitas narrativas sugerem. Assim como os trilhos que realmente prosperaram foram aqueles conectados a cidades, indústrias e pessoas, a IA que sobreviverá será a que estiver conectada a problemas reais, métricas claras e resultados sustentáveis. Fernando Baldin é Country Manager LATAM na AutomationEdge, com mais de 25 anos de experiência nas áreas de Gerência Comercial, Recursos Humanos, Inovação e Operações. Ao longo de sua trajetória, liderou iniciativas estratégicas de transformação organizacional em empresas de grande porte. Conta com diversas certificações de alto nível, como ITIL V3 Expert, ITIL Manager e HDI KCS, além de atuar como membro do conselho consultivo estratégico do Help Desk Institute.

IA pode injetar US$ 1,7 tri na América Latina, diz relatório

A adoção de inteligência artificial pode elevar a produtividade da América Latina em até 2,3%, adicionando até US$ 1,7 trilhão na economia da região. É o que mostra o relatório “Latin America in the Intelligent Age: A New Path for Growth”, apresentado no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça. Abaixo, trago o comentário de Cassio Pantaleoni, executivo com mais de 30 anos de carreira, que lidera a unidade de IA da Quality Digital, impulsionando soluções analíticas e mitigação de riscos relacionados ao seu uso. “São bastante consistente as apostas em investimentos em larga escala na América Latina para impulsionar a produtividade das empresas. Estamos em um momento oportuno, dado que as empresas brasileiras já tiveram alguma experiência com o uso da IA como, por exemplo, o uso de assistentes pessoais para incrementar os processos operacionais dos seus colaboradores. Porém a jornada da IA vai muito além deste âmbito. A IA agêntica, com processos de curadoria bem estruturados, com elementos de orquestração para combinar diferentes agentes para atender necessidade de casos de uso específicos, com a compreensão dos contextos de dados e processos, é o patamar que tem grande potencial para o aumento de produtividade. Isto também impõe uma preparação de elementos de governança mais robustos. A IA precisa ser pensada como essência de estratégias corporativas que visam o crescimento e a sustentabilidade dos negócios. Além do mais, dada a nossa posição geográfica na região, o Brasil pode se tornar um grande centro de formação de talentos com os skills exigidos pela nova economia”.

IA agêntica orienta consumidores em tempo real

A inteligência artificial entrou em uma nova fase no varejo. Conhecida como IA agêntica, essa tecnologia se baseia em agentes autônomos capazes de interagir, tomar decisões e executar tarefas de ponta a ponta, transformando a forma como consumidores compram e como empresas operam. Mais do que responder perguntas, esses agentes atuam como guias inteligentes durante toda a jornada de compra, do primeiro contato à finalização. A adoção desse modelo vem crescendo globalmente em redes de varejo de diferentes segmentos. Assistentes inteligentes já apoiam consumidores na escolha de produtos, sugerem combinações, localizam ofertas, aceleram processos de checkout e até auxiliam áreas internas, como recrutamento e atendimento ao cliente. O movimento reflete uma demanda clara do mercado: experiências mais rápidas, personalizadas e confiáveis. No Brasil, a Globalsys, empresa de tecnologia especialista em soluções com IA, vem liderando projetos de inteligência artificial agêntica aplicada ao varejo, conectando dados, sistemas e canais para que esses agentes atuem de forma segura, integrada e orientada a resultados. A proposta é clara: usar inteligência artificial para potencializar pessoas, não substituí-las. “IA agêntica só gera valor quando existe confiança. No varejo, isso significa recomendar corretamente, orientar com precisão e respeitar o contexto de cada consumidor. Sem dados integrados e governança, o risco é alto”, afirma Thiago Molino, CEO da Globalsys. Diferente de soluções isoladas, os agentes desenvolvidos com a arquitetura da Globalsys operam conectados aos sistemas centrais das empresas, como estoque, preços, logística e CRM, garantindo que cada interação seja baseada em informações reais e atualizadas. Isso permite que o varejista escale atendimento e eficiência sem comprometer a qualidade da experiência. Outro ponto crítico é o apoio às equipes internas. No varejo físico e digital, a IA agêntica já vem sendo usada para reduzir tempos de resposta, apoiar decisões operacionais e automatizar tarefas repetitivas, liberando profissionais para atividades de maior valor estratégico. Em alguns casos, processos que antes levavam semanas passam a ser resolvidos em dias, com ganhos diretos de produtividade. “Existe um receio natural em torno da autonomia da IA, especialmente quando ela interage diretamente com o cliente. Por isso, nosso foco é combinar automação com controle, transparência e aprendizado contínuo”, explica Eduardo Glazar, CSO da Globalsys. “A tecnologia precisa refletir o nível de conhecimento e cuidado que o consumidor espera de um atendente humano experiente.” À medida que o varejo enfrenta consumidores mais exigentes, margens pressionadas e múltiplos canais de venda, a IA agêntica deixa de ser tendência e passa a ser infraestrutura. Empresas que conseguem integrar essa tecnologia de forma estratégica saem na frente, oferecendo experiências mais inteligentes, seguras e personalizadas.

Pesquisadores criam modelo de IA para detectar fake news

Identificar a desinformação em redes sociais exige, em geral, ensinar aos algoritmos o que é verdade e o que é mentira. Uma técnica desenvolvida por pesquisadores do núcleo Interfaces, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), aprimorou essa lógica para o contexto digital brasileiro: o modelo aprende a detectar fake news tendo acesso apenas a exemplos de conteúdos falsos. O avanço pode ajudar a combater as notícias falsas em cenários mais próximos da realidade, nos quais raramente se tem informação completa sobre o que é verdade e o que é mentira. Exemplos comuns disso são as redes sociais, onde mapear todos os dados verdadeiros é virtualmente impossível. O modelo foi batizado de PSRB, sigla em inglês para “reconstrução sequencial positiva via busca em largura”, e nasceu de uma parceria interdisciplinar entre Computação e Ciências Sociais. Os resultados e o relato sobre o desenvolvimento do modelo foram publicados no periódico científico Knowledge and Information Systems, assinado pelos pesquisadores Guilherme Henrique Messias, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC); Sylvia Iasulaitis, professora do Departamento de Ciências Sociais (DCSo) e líder do Interfaces; e Alan Demétrius Baria Valejo, professor do Departamento de Computação (DC) e vice-líder do Interfaces, todos da UFSCar. Segundo Messias, um dos autores do estudo, a motivação para desenvolver a nova abordagem surgiu da constatação de que os métodos tradicionais de detecção de fake news costumam ser treinados com textos retirados de sites de checagem de fatos, como o “Fato ou Fake?” e “Agência Lupa”. O problema, segundo os pesquisadores, é que esses textos são escritos de forma muito diferente das notícias falsas que realmente circulam nas redes. “O texto em si, a forma com que ele está construído, não é a forma como ele é disseminado”, explica Messias. “Nos questionamos: ‘Será que isso não está trazendo viés para os modelos de IA?’”. Essa diferença estrutural, que pode comprometer os resultados, levou à busca por uma técnica mais robusta. Como funciona o modelo O PSRB trabalha com um paradigma conhecido na Computação como “aprendizado positivo e não rotulado”. Nele, o algoritmo aprende a classificar dados tendo acesso apenas a exemplos de uma das categorias; no caso, as notícias falsas. O restante dos dados não tem rótulo definido: podem ser verdadeiros ou falsos, e cabe ao modelo descobrir. O segredo está em tratar os dados como uma rede interconectada. Cada notícia é representada como um ponto, e as relações entre elas (palavras-chave em comum, proximidade temática ou conexões entre usuários que as compartilham) formam os elos da rede. A técnica cria novas conexões artificiais entre as notícias falsas conhecidas, fortalecendo a comunicação entre elas na rede. Isso permite que uma arquitetura de inteligência artificial chamada rede neural em grafos (GNN, na sigla em inglês) aprenda melhor as características dos conteúdos enganosos e identifique padrões que os distinguem do restante. Testes e resultados Os pesquisadores avaliaram o modelo em cinco bases de dados reconhecidas pela comunidade científica – Cora, CiteSeer, PubMed, Amazon Photo e DBLP -, comparando seu desempenho com outros seis algoritmos consolidados na literatura. Os experimentos simularam cenários com diferentes quantidades de informação disponível, variando de 1% a 25% de dados rotulados. Os resultados mostraram que o PSRB teve desempenho competitivo ou superior aos métodos existentes, especialmente em redes com muitos grupos desconectados entre si, como é o caso em plataformas como o Instagram ou o X (antigo Twitter), onde comunidades de usuários interagem pouco umas com as outras. Aplicações além das fake news Embora a detecção de desinformação tenha motivado a pesquisa, a técnica pode ser aplicada em outros contextos. O laboratório MIDAS (Data Mining and Applications Group) da UFSCar, coordenado pelo professor Alan Valejo, já trabalha em aplicações na área de saúde, desenvolvendo técnicas para identificar interações entre fármacos e proteínas. “É uma forma de identificar novas interações entre medicamentos sem precisar realizar todo o treinamento laboratorial, que é muito custoso”, explica Messias. Outra aplicação possível é em redes de citações acadêmicas. Se dois artigos científicos se citam mutuamente, eles têm uma relação. A partir dessas conexões, o modelo pode ajudar a classificar pesquisas por área do conhecimento. Desafios na aplicação em tempo real “Em um cenário real, onde as coisas acontecem a cada segundo, várias notícias estão sendo publicadas, aplicar esse tipo de método é um desafio muito grande”, reconhece Messias. Nos experimentos, os dados já estavam coletados e organizados, uma condição diferente do fluxo contínuo de informações nas redes sociais. Outro trabalho do grupo Interfaces, apresentado no Simpósio Brasileiro de Sistemas Inteligentes (Bracis), já testou as diferentes formas de construir as redes de relações entre notícias. Os pesquisadores descobriram que pré-processar os textos com modelos de linguagem, como os que alimentam chatbots populares, melhora os resultados. “Se fizermos um tratamento prévio usando modelos de linguagem de IA, os resultados também são melhores”. A investigação também revelou limitações. Um dos problemas identificados é que, à medida que se aumenta o número de grafos gerados pelo algoritmo, o desempenho tende a cair, um fenômeno conhecido como over-smoothing, no qual a rede neural perde a capacidade de distinguir informações ao agregar dados demais. O estudo indica que trabalhos futuros devem investigar a aplicação da estratégia em problemas com mais de duas categorias e em cenários de dados em fluxo contínuo, quando as informações chegam em tempo real, como ocorre nas redes sociais durante uma eleição ou uma crise de saúde pública.

Além do ChatGPT: 6 IAs para você utilizar no seu negócio

A inteligência artificial já integra o cotidiano das empresas e evolui rapidamente, passando de soluções limitadas para agentes capazes de resolver problemas complexos. Para Fábio Tiepolo, fundador da Starya IA, empresa que nasceu na saúde e hoje orquestra agentes de IA com governança para transformar operações e decisões em diferentes setores, esse avanço não elimina o fator humano, mas muda a forma de trabalhar. A aplicação da inteligência artificial no ambiente corporativo tem se expandido de forma consistente, principalmente em atividades operacionais, estratégicas e analíticas. Segundo Fábio Tiepolo, fundador da Starya IA, a tecnologia deve ser encarada como apoio às equipes. “A inteligência artificial veio como facilitadora, para auxiliar principalmente nas tarefas mais chatas e repetitivas do dia a dia. Quem entender como ela funciona e começar a aplicá-la de maneira correta, com certeza terá ganhos”, avalia o executivo. O crescimento do uso é confirmado pelo estudo “Transformação Digital nos Pequenos Negócios 2025”, do Sebrae. De acordo com a pesquisa, 44% dos empreendedores afirmam já ter utilizado alguma solução de IA. Entre as tecnologias mais adotadas estão GPS (80%), reconhecimento facial (77%), assistentes virtuais (56%) e aplicativos de melhoria de imagens (52%). O levantamento também aponta que 51% utilizaram plataformas de textos generativos, 44% geradores de imagem, 41% chatbots no WhatsApp, 30% chatbots de vendas e 22% dispositivos inteligentes de controle de ambiente. Para ajudar empresários a estruturar o uso da tecnologia, Tiepolo defende a adoção de um ecossistema integrado de inteligência artificial. O modelo combina diferentes ferramentas, cada uma com uma função específica no processo de tomada de decisão, execução e escala dos negócios. Confira as principais soluções indicadas pelo especialista: Segundo o fundador da Starya IA, empresas que utilizam esse ecossistema conseguem reduzir improvisos, minimizar retrabalho e ganhar clareza nas decisões. A adoção estratégica da inteligência artificial permite que os negócios deixem de atuar de forma reativa e passem a construir processos com maior previsibilidade e eficiência.

Amigos criam uma IA para transformar o atendimento no turismo

A história da Blis.AI começa anos antes da startup existir. Rafael Cohen, Rodrigo Cioffi e Luiz Antunes se conheceram ainda na época da graduação no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), em Belo Horizonte (MG), onde dividiram salas de aula, interesses em tecnologia e conversas sobre empreendedorismo. Anos depois, já com trajetórias profissionais distintas, os três voltaram a se reunir com um objetivo comum: resolver a ineficiência do atendimento em agências e plataformas de turismo, um problema que todos já haviam vivenciado como consumidores e profissionais do setor de viagens. Dessa percepção nasceu a Blis.AI, traveltech que desenvolve agentes de inteligência artificial capazes de executar, de forma automatizada, tarefas complexas do atendimento turístico. Diferentemente de chatbots tradicionais, a solução da empresa foi desenhada para operar processos críticos de ponta a ponta, como cotações, reservas de hotéis, marcação de assentos, cancelamentos, remarcações, emissões e reembolsos de passagens, integrando-se diretamente aos sistemas usados pelo mercado. “A ideia nunca foi criar mais um robô de atendimento”, afirma Rafael Cohen, CEO da Blis AI. “Queríamos construir uma tecnologia que realmente entendesse a lógica do turismo e fosse capaz de executar tarefas reais, como um agente humano faria, só que com muito mais velocidade e escala”, reforça. Da primeira startup à maturidade do projetoA traveltech não é a primeira experiência empreendedora do trio. Entre 2020 e 2021, Cohen, Cioffi e Antunes fundaram a Easy Barbers. O projeto ganhou tração inicial, mas acabou não avançando com a flexibilização das restrições da pandemia, quando o mercado voltou a operar de forma mais tradicional. “A Easy Barbers foi uma escola”, diz Rodrigo Cioffi, COO da startup. “Aprendemos muito sobre produto, operação e, principalmente, sobre o que significa escalar um serviço. Essa bagagem foi fundamental para a forma como desenhamos a Blis”, detalha. Ainda segundo Cioffi, a experiência anterior ajudou o grupo a identificar a importância de construir uma solução altamente integrada aos sistemas existentes do mercado, algo que se tornou um dos principais diferenciais da nova empresa. A Blis.AI se conecta a plataformas como GDS, NDC e sistemas de back-office utilizados por agências, TMCs, consolidadoras e companhias aéreas. IA que executa, não apenas respondeDo ponto de vista tecnológico, o desafio foi criar uma inteligência artificial capaz de lidar com a complexidade e a volatilidade do setor de viagens. O CTO Luiz Antunes explica que a empresa adotou um modelo verticalizado, no qual a IA não apenas interage com o cliente, mas executa processos completos dentro da operação. “O turismo é um setor cheio de regras, exceções e mudanças constantes. Construímos agentes de IA que aprendem continuamente com as interações e conseguem se adaptar a diferentes cenários, integrando sistemas e tomando decisões operacionais em tempo real”, explica Antunes. A proposta da empresa é permitir que o atendimento funcione 24h por dia, com menos erros e menor custo operacional, sem perder a personalização. “A tecnologia precisa aliviar o trabalho humano, não substituir o relacionamento. O viajante quer rapidez, mas também quer sentir que está sendo compreendido”, reforça Cohen. Hoje, a solução opera em canais conversacionais como web e WhatsApp, funcionando como uma camada operacional invisível para o cliente final. Recentemente, a startup captou R$ 1 milhão em uma rodada pré-seed, que está sendo direcionado ao desenvolvimento do produto e à expansão da operação.  “Nosso plano é consolidar a Blis.AI como uma infraestrutura de automação para o setor de turismo, em um momento em que eficiência operacional e experiência do cliente se tornaram fatores decisivos de competitividade”, finaliza Rafael.

IA deve transformar 22% das ocupações até 2030; veja as profissões em alta

O mercado de trabalho global está prestes a vivenciar uma das maiores transformações da história recente. De acordo com o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, a integração da Inteligência Artificial (IA) e das tecnologias de automação devem transformar 22% das ocupações em todo mundo nos próximos cinco anos. Apesar do receio comum sobre a substituição de humanos por máquinas, os dados trazem um cenário de otimismo. O estudo projeta a criação de 170 milhões de novos postos de trabalho, impulsionados pela economia digital, enquanto 92 milhões de funções tradicionais devem desaparecer. O resultado é um saldo positivo de 78 milhões de novos empregos. Para Marcelo Cordeiro, coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), essas tendências devem se refletir na formação e no mercado brasileiro já em 2026, especialmente nessas duas áreas. “O profissional que esse cenário demanda precisa unir conhecimentos técnicos e digitais, com forte capacidade analítica e comportamento adaptável”, afirma. A ascensão do “trabalhador aumentado” O Relatório destaca que a IA não será apenas uma ferramenta de automação, mas um motor de produtividade. Cerca de 43% das tarefas empresariais devem ser automatizadas até 2027. Nesse contexto, surge a figura do “profissional aumentado”: aquele que utiliza a tecnologia para expandir sua capacidade analítica e criativa. “Os futuros profissionais terão que dominar ferramentas como Business Intelligence (BI) e saber analisar dados de forma crítica. A demanda não é mais por executores de tarefas, mas por colaboradores capazes de trabalhar em conjunto com as tecnologias para otimizar processos e gerar melhores resultados”, explica Cordeiro. Segundo o Fórum Econômico Mundial, as habilidades mais valorizadas e remuneradas pelas empresas até 2030 serão: • Pensamento Analítico e Criativo: A capacidade de resolver problemas complexos que a máquina ainda não alcança. • Alfabetização em IA e Big Data: Não apenas operar, mas entender e direcionar a inteligência de dados. • Liderança e Influência Social: Competências humanas essenciais para gerir equipes híbridas (humanos e algoritmos). Quem paga mais De acordo com o Relatório, as áreas que lideram a criação de vagas com melhores remunerações incluem especialistas em IA, analista de dados, analista de sustentabilidade, engenheiros de energias renováveis, criatividade e profissionais de cibersegurança. Por outro lado, funções administrativas de escritório, caixas de bancos e comércios registram o declínio salarial mais acentuado. Já em relação às competências comportamentais, o ritmo acelerado das transformações pede versatilidade. “Em um mercado dinâmico, ganharão destaque profissionais com alta adaptabilidade, criatividade, capacidade de liderança e comunicação clara. Saber trabalhar em equipes multidisciplinares já é igualmente essencial”, reforça o coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado, Marcelo Cordeiro. Profissões com alta demanda (em expansão) Confira as profissões em ascensão e as que têm o risco de extinção, segundo o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025: Surpreendentemente, as atividades ligadas à construção civil e ao setor primário lideram o crescimento, embora com menor remuneração, seguidas de perto pela tecnologia e saúde, que pagam melhores salários. • Construção e Infraestrutura: Carpinteiros, azulejistas e operários especializados. • Agronegócio e Alimentos: Trabalhadores agrícolas, braçais e profissionais de processamento de alimentos. • Logística e Transporte: Motoristas de caminhoneta, serviços de entrega, vans e motocicletas. • Tecnologia e Gestão: Desenvolvedores de software, gestores de projetos e gerentes de operações. • Educação e Cuidado Humano: Professores de ensino médio e superior, profissionais de enfermagem, assistência social e cuidadores pessoais. • Varejo e Hospitalidade: Vendedores de loja e atendentes de alimentação (garçons e atendentes). Integrado lança curso de Inteligência Artificial “A principal dica é nunca parar de estudar. É importante escolher cursos que já utilizam tecnologias em seu cotidiano e que desenvolvam não apenas conhecimento técnico, mas também pensamento crítico e capacidade de resolver problemas”, complementa Marcelo Cordeiro. Atento a essa realidade, o Centro Universitário Integrado inicia no primeiro semestre de 2026 o curso de Inteligência Artificial. A graduação será ofertada nas modalidades presencial, semipresencial e Ensino a Distância (EAD), terá duração de apenas 2 anos e será a primeira na região da Comunidade dos 25 Municípios da Região de Campo Mourão (COMCAM).

Na era da IA, as People Skills são a nova vantagem competitiva

A inteligência artificial avança em ritmo acelerado e é hoje um dos temas mais debatidos do mundo. Pesquisa feita pela Ipsos e o Google com mais de 20 mil pessoas em 21 países mostrou que, em 2024, o Brasil ficou acima da média global no uso de inteligência artificial (IA), com 54% dos brasileiros relatando que utilizaram IA generativa enquanto a média global ficou em 48%.  Mas, enquanto as máquinas se tornam mais eficientes, uma pergunta ganha força no debate científico e corporativo: o que, afinal, continua sendo exclusivamente humano e por que isso importa tanto agora? Segundo Carol Garrafa, engenheira e neurocientista, o crescimento da IA não diminui o valor das pessoas, mas reposiciona as competências que realmente fazem a diferença. “A tecnologia executa funções, mas não constrói  relacionamentos, não  toma decisões com base em ética e nem é capaz de atuar para o desenvolvimento pessoal e profissional das equipes”, diz a especialista. Nesse cenário, ganham protagonismo as chamadas People Skills, as chamadas habilidades sociocomportamentais ligadas ao autoconhecimento, à empatia, à comunicação, à gestão emocional e à capacidade de se relacionar.  De acordo com Carol, a neurociência prova que essas competências ativam circuitos cerebrais responsáveis pela tomada de decisões conscientes, cooperação social e construção de confiança. “Elas não tem nada de ‘soft’, termo usado popularmente para defini-las, mas que pode trazer uma conotação errada de ‘macio’, ‘leve’, e, portanto, de que são menos importantes que as ‘hard skills’( capacidades técnicas). Na verdade, elas são habilidades complexas, treináveis e absolutamente estratégicas, especialmente em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos”, argumenta. A neurociência reforça que o cérebro humano não opera apenas com lógica e dados: ele integra emoção, memória, valores e contextos sociais, todos estes elementos que nenhuma inteligência artificial conseguiria reproduzir de forma genuína. “Quanto mais automatizado o ambiente, maior a necessidade de pessoas capazes de interpretar nuances, lidar com ambiguidades e fazer escolhas éticas”, destaca a especialista. Outro ponto de atenção é o impacto negativo do uso excessivo da tecnologia. “A dependência de respostas rápidas e automáticas pode reduzir a capacidade de atenção profunda e provocar superficialidade cognitiva”, diz Carol. Portanto, para a especialista, desenvolver People Skills não é apenas uma vantagem competitiva, mas um plano de ação para conquistar mais saúde mental e ter um desempenho sustentável a longo prazo. “O cérebro precisa ser treinado para usar a tecnologia como apoio, não como substituto do pensamento”, alerta. “A IA só pode acelerar o mundo em que vivemos até certo ponto, a mente e as emoções humanas continuarão sendo imprescindíveis quando falamos de equilíbrio e saúde mental”, conclui. 

96% do conteúdo online pode ser de IA até o fim de 2026; mercado encara a “morte do clique” e disputa a resposta imediata

O ecossistema digital encerrou 2025 indicando uma mudança definitiva quanto ao comportamento dos usuários. O modelo tradicional que dominou a internet por três décadas — onde o usuário busca, clica em um link e consome o conteúdo de um site — perdeu espaço.  Em 2025, a inteligência artificial generativa (GenAI) já deixou de ser uma camada adicional para se tornar a linha de frente da experiência de navegação. Agora, dados levantados pelo Laboratório de Inovações da Europol (Agência da União Europeia para a Cooperação Policial) indicam que, até o final de 2026, entre 90% e 96% de todo o conteúdo disponível na web terá origem sintética.  Apesar do levantamento da agência de segurança europeia ter focado inicialmente em questões voltadas à cibersegurança, os números acabaram forçando uma reconfiguração na forma como as marcas disputam a atenção do consumidor. Faturamento das marcas resiste à queda do tráfego orgânico em cenário de buscas 10% mais volumosas A chegada massiva dos AI Overviews (respostas geradas por IA no topo do Google) trouxe dúvidas iniciais sobre a era do “zero clique”. Entretanto, a análise da liveSEO, maior agência especializada em SEO do Brasil, revela que o volume de buscas aumentou 10%, embora o destino do usuário tenha mudado.  O impacto nos negócios foi surpreendente: a receita permaneceu estável apesar da drenagem de acessos para as interfaces de IA. “Se antes o SEO era focado simplesmente em tráfego, hoje ele é sobre relevância de marca. Percebemos uma queda generalizada de acessos que não foi acompanhada por uma queda na receita do e-commerce. O usuário agora quer a resposta pronta, e a marca precisa ser a fonte dessa resposta”, explica Lorena Martins, CMO da agência. Nova engenharia do Google utiliza Block Rank para priorizar o contexto semântico sobre as palavras-chave A mudança estrutural nos buscadores substituiu a antiga contagem de links por sistemas que interpretam a profundidade do conteúdo. O algoritmo Block Rank surge como o novo pilar técnico, permitindo que as IAs analisem a relevância de passagens específicas de um site de forma isolada e simultânea.  Para as empresas, isso significa que a repetição de termos isolados perdeu o sentido comercial frente ao processamento de contexto. Henrique Zampronio, Head Técnico da liveSEO, a palavra-chave informacional foi superada pela multimodalidade: “Hoje, para ter visibilidade, trabalhamos a multimodalidade. O Google e as LLMs precisam entender que sua entidade é autoridade naquele assunto por meio de vídeos, áudios e textos segmentados. Antigamente ranqueávamos documentos; hoje, ranqueamos contextos”, afirma o especialista. Expertise humana torna-se o único diferencial contra o crescente volume de conteúdo sintético Com a facilidade de gerar textos via IA, a internet foi inundada por conteúdos genéricos e superficiais. Em resposta, os algoritmos passaram a privilegiar o que chamam de People-First Content — informações baseadas em experiências reais e dados proprietários.Nesse contexto, o cerco à mediocridade sintética transforma a “sinceridade” e a bagagem da marca nos novos fatores determinantes de ranking. “O usuário busca pela dor, não pelo nome que a empresa deu ao produto”, afirma Laís Mikeyla, coordenadora de estratégias de SEO, sobre a necessidade de foco nas dores reais do usuário. “Se você vende moda para executivos com rotina corrida, o seu conteúdo precisa resolver o problema da falta de tempo, e não apenas listar peças de roupa. A IA do ChatGPT ou do Perplexity prioriza a entidade que demonstra essa expertise”. Marcas precisam ser rastreáveis para robôs para sobreviver à era dos agentes de IA em 2026 A projeção para o próximo ano aponta para a “Web Agêntica”, conceito em que agentes de IA integrados a dispositivos vestíveis podem realizar tarefas de busca e transação de forma autônoma por seus usuários.  Neste cenário, a infraestrutura técnica — como o uso de arquivos llms.txt — torna-se a linguagem de comunicação vital entre a empresa e os novos “consumidores robóticos”: “Estamos caminhando para o que vemos no filme ‘Her’: você pensa, o agente processa e a solução aparece. Nosso trabalho é garantir que, quando o agente de IA for procurar o melhor produto, a sua marca seja a recomendação única“, projeta Lorena Martins.

V3A tem ferramenta proprietária de IA que já transforma criação, eficiência e cultura interna em resultados

A V3A, empresa referência em experiências de marca, avança em sua frente de inovação ao apresentar os resultados de seu departamento de Inteligência Artificial, composto por mais de 10 profissionais dedicados ao desenvolvimento de soluções que unem tecnologia, criatividade e identidade institucional. Um dos principais marcos desta evolução é a criação da Lara, a IA própria da empresa, desenvolvida exclusivamente por eles e para eles. Diferente de ferramentas genéricas, a Lara conta com um departamento inteiro dedicado ao seu aprimoramento constante. Ela foi criada para otimizar processos e entregas, interagindo com os colaboradores no dia a dia como uma ferramenta estratégica que acelera fluxos criativos e operacionais. Para gerar maior proximidade e familiaridade com o time, a Lara possui uma identidade visual humanizada, com rosto, cabelo e características próprias, o que a torna uma figura presente na cultura da companhia. Ela, inclusive, participa ativamente do dia a dia da comunicação interna e dos eventos da empresa, como a festa de confraternização de fim de ano, na qual esteve presente e vestida a caráter. Os impactos da tecnologia já são perceptíveis em diversas áreas da empresa. Ao longo de suas 17 versões, a Lara firmou-se como uma plataforma que se desdobra em agentes especializados, permitindo atuar com precisão em automações de processos e na geração de conteúdos técnicos. Essa especialização reflete-se em números expressivos: mais de 2.214 interações internas e contribuição direta na entrega de aproximadamente 60 filmes, 33 locuções, 4 maquetes 3D, 4 jingles e 6 animações de KV (Key Visual), além de mais de 250 roteiros elaborados sob a supervisão e suporte desses agentes de IA. Essas entregas demonstram como uma IA proprietária oferece vantagens exclusivas, como personalização total de linguagem, aderência cultural, segurança de dados e adaptação contínua às necessidades da companhia. A expansão do setor de Inteligência Artificial na V3A também se reflete em suas iniciativas de formação. Atualmente, o time conta, também, com os talentos selecionados pelo Programa de Estágio em IA, lançado em 2025. Com inscrições já encerradas, o projeto foi desenhado para atrair jovens apaixonados por tecnologia, oferecendo a oportunidade de atuar em projetos reais dentro de um ambiente dinâmico e colaborativo. Essa prática reforça o papel estratégico da área e evidencia o compromisso da V3A em formar profissionais capazes de integrar soluções tecnológicas e criativas. Para a V3A, a Inteligência Artificial é uma ferramenta estratégica para ampliar possibilidades e fortalecer as experiências de marcas. O diretor de inovação e criação da V3A, Leo Martinez, destaca a importância dessa integração: “Na área de criação, a IA é uma ferramenta que potencializa a nossa capacidade de contar histórias e criar conexões e na parte de operações estamos redefinindo gargalos e expandindo nossos limites. Não é sobre substituir o talento humano, mas sobre amplificar a nossa criatividade. A Lara é o reflexo dessa sinergia, uma nova linguagem criativa que co-cria conosco o futuro das experiências de marcas”, afirma. Com uma IA própria, um time especializado e iniciativas de formação estruturadas, a V3A segue ampliando seu ecossistema de inovação e construindo soluções que combinam tecnologia, eficiência operacional, cultura e visão de futuro.

Inteligência artificial na área de programação: a tecnologia vai substituir programadores?

Os impactos da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho estão entre os pontos mais controversos quando o assunto é inovação, economia e sociedade. De um lado, estimativas como a da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam perda de 92 milhões de empregos. O Fórum Econômico Mundial, por sua vez, avalia que o dobro dos postos extintos serão criados. Uma das atividades econômicas que mais tendem a sentir efeitos é justamente a de tecnologia. Nela, há uma dúvida recorrente: a IA vai substituir programadores? Em uma boutique brasileira de desenvolvimento de softwares, que inclusive atende clientes do exterior e em 2026 vai expandir sua atuação nos Estados Unidos, a Codeminer42, a avaliação não é fatalista. “O programador que apenas escreve código, este sim está ameaçado pela inteligência artificial. Mas engenheiros de software, cujas competências vão além da escrita de códigos, esses não só não serão substituídos pela IA como terão ainda maior relevância no novo cenário”, considera o sócio e gerente de desenvolvimento de negócios da empresa, Carlos Lopes. Ele enfatiza que a engenharia de software tem atribuições estratégicas que demandam justamente o que a IA não alcança: inteligência humana. Além de projetar, desenvolver, testar, aplicar e manter softwares, os engenheiros de software devem ter visão para abordagem de problemas, relevância de soluções e, especialmente, visão de negócio. “São predicados fundamentais, não contemplados pela IA”, sublinha. Lopes compara: “as linhas de código se tornaram uma espécie de commodity. Para além da escrita de códigos, temos a necessidade de raciocínio lógico e de análise de contexto. Estas são as partes mais importantes da arquitetura de software. Aliás, é nisto que nos focamos”, afirma, fazendo referência ao trabalho desenvolvido pela Codeminer42. Uma das estratégias da empresa, inclusive para obter crescimento sustentável, está em identificar talentos brasileiros na área de programação, capacitando-os para assumir atribuições relevantes. Atualmente, a Codeminer42 conta com um quadro de 80 desenvolvedores, com meta de ultrapassar os 100, “sem perder a excelência técnica”. A maior parte está alocada em projetos de empresas de fora do Brasil (sobretudo dos Estados Unidos). “É certo que, em algumas atividades econômicas, empresas têm reduzido equipes de tecnologia devido ao avanço da IA. Porém, na área de desenvolvimento de sistemas, a demanda [por profissionais] tem crescido, especialmente por especialistas que possam integrar e implementar a IA nos produtos dos clientes. Nesse cenário, o padrão de exigência dos clientes, para contratação de programadores e desenvolvedores, está mais elevado”, pontua. Entender de relações humanas tem sido um requisito essencial. “Um bom profissional de programação deve ter um bom relacionamento com os colegas, saber lidar com pessoas não técnicas e ser capaz de traduzir a parte técnica para essas pessoas, além de entender as demandas e trazê-las para o software”, exemplifica. “Saber lidar com mudanças de rota e descontinuação de projetos é crucial, pois muitos desenvolvedores se apegam ao código que escreveram”, acrescenta. Logo,  são fundamentais habilidades como comunicação, organização, saber o que priorizar e administrar imprevistos. “O engenheiro de software deve se envolver na parte de produto, trabalhando mais próximo dos product owners e gerentes de produto.” Para as empresas, o especialista aponta que avaliações periódicas são importantes para acompanhar a evolução técnica dos colaboradores e identificar, de forma objetiva, os pontos em que há estagnação e necessidade de aprimoramento. Iniciativas como mentorias, treinamentos internos, workshops e grupos de estudo contribuem para a capacitação contínua das equipes — um fator essencial para acompanhar o ritmo das inovações e das transformações do mercado.

Marcos Gouvêa fala sobre o papel IA agêntica na reinvenção do varejo

Marcos Gouvêa, fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem, acredita que o varejo global vive um dos momentos mais transformadores de sua história, impulsionado pela consolidação da chamada era agêntica da Inteligência Artificial. Segundo ele, a IA deixa de ser apenas uma tecnologia de apoio ou automação e passa a atuar como um agente ativo na operação e na estratégia das empresas, com capacidade de interpretar cenários, definir prioridades e executar ações de forma autônoma. Ele afirma que essa nova fase marca o fim de uma abordagem experimental da inteligência artificial no varejo, pois o  setor já passou anos testando aplicações pontuais, como chatbots, motores de recomendação e análises preditivas isoladas e agora a IA assume um papel estrutural, integrando ponta a ponta a cadeia de valor. Isso inclui desde o planejamento de sortimento e gestão de estoques até decisões de preço, abastecimento, logística e relacionamento com o consumidor. O executivo explica que a principal diferença da IA agêntica está na sua capacidade de agir orientada a objetivos de negócio, e não apenas responder a comandos humanos. Esses agentes inteligentes conseguem coordenar múltiplos sistemas, analisar grandes volumes de dados em tempo real e tomar decisões contínuas, ajustando rotas conforme mudanças no comportamento do consumidor, nas condições de mercado ou na operação interna das empresas. Outro ponto enfatizado é o impacto direto dessa evolução na experiência do cliente. Para ele, a IA passa a permitir níveis inéditos de personalização, com interações mais contextuais, relevantes e consistentes em todos os canais. “O consumidor deixa de ser impactado por ofertas genéricas e passa a viver jornadas construídas de forma dinâmica, quase individualizadas, baseadas em dados, intenção e momento”, destaca. Gouvêa também chama a atenção para os desafios que acompanham essa transformação. Para ele, a adoção da IA agêntica exige uma revisão profunda da arquitetura tecnológica, dos modelos de governança e da cultura organizacional. “Não basta contratar tecnologia. É preciso preparar pessoas, redefinir processos e estabelecer regras claras sobre uso de dados, ética, segurança e responsabilidade nas decisões automatizadas”, alerta. Na sua visão, o avanço da inteligência artificial também redefine o papel da liderança no varejo. Executivos passam a atuar menos como tomadores de decisão isolados e mais como orquestradores de sistemas inteligentes, capazes de direcionar a tecnologia para objetivos estratégicos claros. “A vantagem competitiva não estará em quem tem mais dados, mas em quem sabe transformar esses dados em decisões melhores e mais rápidas”, acrescenta. Ao abordar o cenário brasileiro, o executivo destaca que o país tem uma oportunidade relevante de acelerar essa transformação, desde que as empresas deixem de enxergar a IA apenas como custo ou inovação experimental. Para ele, organizações que conseguirem integrar a inteligência artificial de forma estratégica terão ganhos expressivos de eficiência, produtividade e capacidade de adaptação, enquanto aquelas que retardarem esse movimento tendem a perder relevância frente a concorrentes mais ágeis e orientados por dados. O empresário reforça ainda que a inteligência artificial não substitui a estratégia humana, mas amplia sua capacidade. “A IA agêntica passa a atuar como um verdadeiro copiloto do negócio, apoiando decisões mais precisas, antecipando riscos e oportunidades e permitindo que as empresas foquem no que realmente gera valor: inovação, relacionamento e crescimento sustentável”, conclui. Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem

Breno Lobato se consolida como voz proeminente sobre inteligência artificial aplicada a negócios

Em um cenário onde a inteligência artificial avança mais rápido do que a capacidade coletiva de compreendê-la, Breno Lobato tem se destacado por ocupar um lugar estratégico no debate sobre tecnologia e inovação: o de quem une visão disruptiva, aplicação prática e impacto socio-econômico real. Empreendedor serial, investidor, criador de negócios disruptivos e palestrante, ele atua de forma ativa na construção de soluções que posicionam a IA como a maior ferramenta de potencialização empresarial e profissional já criada. A crescente visibilidade de temas como automação inteligente, transformação digital e aplicação estratégica de IA tem colocado a tecnologia no centro das atenções da mídia e do mundo corporativo. É nesse contexto que Breno ganha relevância ao abordar a inteligência artificial não apenas como ferramenta, mas como um fenômeno econômico, social e cultural que está redefinindo a forma como empresas operam e profissionais performam. “O futuro será definido pelo avanço da tecnologia. O que vai moldar esse futuro são as decisões que tomamos hoje sobre como nos beneficiar dessa transformação que já está entre nós”, afirma Breno Lobato, especialista em inteligência artificial aplicada a negócios, estratégia e performance. “Estamos vivendo um momento de evolução constante, e quem não se preparar para essa nova realidade ficará para trás.” Como fundador do Grupo BLVR — ecossistema de inovação, comunicação, startups, tecnologia e inteligência artificial —, Breno é responsável por iniciativas que conectam negócios, tecnologia e desenvolvimento humano de alto impacto. Entre elas está WeBelieve Hub (a Casa dos Hackers), um ecossistema voltado à experimentação criativa, troca de conhecimento e desenvolvimento acelerado de soluções tecnológicas. O espaço reúne profissionais, criadores e empresas interessadas em construir o futuro de forma colaborativa, funcionando como um laboratório vivo de inovação. Ele também é idealizador do Programa Atmosfera, projeto que une inteligência humana e inteligência artificial, somados a método, tecnologia e experimentação. A iniciativa tem como objetivo gerar resultados concretos de negócio por meio do desenvolvimento acelerado de profissionais, aplicando e cocriando com IA nos negócios, na comunicação e na inovação. Fundador da AYA, empresa especializada no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial para empresas, Breno também lidera outras iniciativas do Grupo BLVR focadas em recrutamento de talentos tecnológicos e soluções integradas de marketing e inovação para o mercado corporativo. “Desenvolver tecnologia sem desenvolver inteligência estratégica é desperdiçar potencial”, pontua. “Por isso, meus projetos sempre nascem com foco em performance, resultado e transformação real.” Relata Breno. Inserido de forma consistente na mídia, Breno tem se tornado uma referência por tratar a inteligência artificial com profundidade técnica e visão de negócios, sem sensacionalismo. Sua atuação inclui participações em debates públicos, entrevistas e conteúdos que destacam o potencial transformador da IA quando aplicada com inteligência e intencionalidade. Como palestrante, ele leva essa visão a eventos corporativos, educacionais e de inovação, conectando tecnologia, estratégia e performance empresarial com foco em quebra de paradigmas e amplificação de capacidades. “Não estamos vivendo apenas uma revolução tecnológica. Estamos vivendo uma ruptura completa na forma como criamos valor, operamos negócios e desenvolvemos pessoas”, afirma. “A IA multiplica capacidades humanas de forma que nunca vimos antes. Isso traz benefícios imensos, mas também exige um olhar inteligente, estratégico e intencional para construir um mundo melhor por meio dessa ferramenta tão poderosa que está em nossas mãos.” Explica o especialista. Com uma trajetória que atravessa empreendedorismo, investimento, educação e tecnologia, Breno Lobato representa uma geração de líderes que compreende que o futuro da inteligência artificial será definido por quem souber aplicá-la com precisão estratégica para gerar impacto real. “O futuro ainda está em aberto. Cada decisão sobre como usar a IA é uma escolha que define o tipo de realidade que estamos construindo. E eu escolho construir um futuro de transformação inteligente, inovação aplicada e resultado concreto”, conclui o empresário.

Inteligência Artificial e Desenvolvimento de Lideranças foram as competências mais demandadas em 2025

Com a aceleração da transformação digital, as empresas brasileiras intensificaram a busca por profissionais capacitados em tecnologias emergentes e habilidades interpessoais estratégicas. Uma análise da Alura + FIAP Para Empresas indica que competências como Inteligência Artificial (IA), desenvolvimento de lideranças e aceleração do aprendizado dominaram a agenda corporativa em 2025, refletindo a importância da combinação de novas habilidades.  A pesquisa “Educação Tech & Inovação nas Empresas 2025/26”, conduzida pela empresa, traz dados quantitativos que reforçam esse cenário, revelando que 81% das organizações já percebem impacto positivo da Inteligência Artificial na performance dos times, atribuindo uma nota média de 9,2 em uma escala de 0 a 10 para a contribuição da IA nos resultados. “A capacitação e o desenvolvimento de competências tecnológicas são pilares fundamentais para as empresas que desejam responder com agilidade às transformações do mercado e se manter competitivas”, destaca Tavane Gurdos, diretora geral da Alura + FIAP Para Empresas. “É necessário preparar pessoas de todas as áreas para pensar estrategicamente a tecnologia e saber usá-la como um ativo de inovação.” Competências em alta e cursos mais procurados Além dos dados da pesquisa, o levantamento aponta que, em 2025, as competências tecnológicas mais demandadas incluem, além da Inteligência Artificial, áreas tradicionais como programação, cibersegurança, cloud computing e análise de dados. Paralelamente, habilidades interpessoais como comunicação eficaz, inteligência emocional e oratória ganharam destaque, reforçando a necessidade de um desenvolvimento integrado entre o técnico e o humano. Os cursos mais procurados refletem essa diversidade, com foco em trilhas que vão desde os primeiros passos em programação e lógica, passando por linguagens como JavaScript e Python, até temas avançados como engenharia de prompt para IA generativa e ferramentas de análise de dados, como Power BI. Além disso, conteúdos voltados para o uso estratégico de IA, como ChatGPT, e metodologias ágeis também estiveram entre os destaques. Desafios e tendências para 2026 A pesquisa também destaca que apenas 13% das empresas se consideram digitalmente maduras, o que reforça a necessidade de investimentos contínuos em educação tecnológica. Apesar do avanço já observado em desenvolvimento de pessoas, as empresas ainda enfrentam desafios para capacitar seus colaboradores na velocidade das mudanças tecnológicas. “O caminho para continuar crescendo e inovando é sempre ter o foco em habilitar as pessoas para usarem todo o potencial tecnológico disponível hoje, com habilidades técnicas e interpessoais que permitam navegar pelas transformações do mercado”, afirma Tavane Gurdos. O avanço passa não apenas por adotar novas ferramentas, como IA, mas por desenvolver pessoas capazes de usá-las e de gerar valor. “Hoje, não basta conhecer o básico de IA e outras tecnologias, é preciso ser estratégico no seu uso para gerar impacto real”, complementa a diretora. Para se manterem competitivas, as empresas precisam combinar a adoção de novas tecnologias a lideranças preparadas, jornadas de aprendizado personalizadas e uma cultura que sustente a evolução contínua.

As escolas precisam saber o que querem da IA

Por Pedro Siciliano A inteligência artificial já está presente nas escolas, mas a maioria delas ainda não sabe o que quer dela. Discutimos ferramentas, riscos, atalhos e proibições, mas evitamos a pergunta que realmente importa: como a IA pode expandir o nosso projeto educacional? Sem essa resposta, a tecnologia deixa de ser aliada e passa a parecer ameaça. Em 2025, a inteligência artificial deixou de ser acessório e passou a funcionar como infraestrutura educacional. Já corrige atividades em escala, analisa dados de aprendizagem, sugere percursos personalizados e organiza redes inteiras de ensino. Diante dessa velocidade, muitas escolas travam por falta de clareza. Querem adotar IA, mas ainda não alinharam critérios pedagógicos, valores educacionais e responsabilidades humanas. Sem visão, qualquer automação soa perigosa. No Brasil, esse descompasso é visível. Sistemas automatizados corrigem milhões de questões e redações todos os meses, reduzindo gargalos históricos. Falta, porém, a pergunta essencial: o que faremos com o tempo que sobra? Se a escola não decidir previamente como esse tempo será reinvestido – em acompanhamento pedagógico, intervenções qualificadas, escuta e vínculo – a IA apenas acelera um modelo que já estava esgotado. Porém é mais do que isso. É comum ouvir que a IA empobrece o pensamento ou substitui o esforço do aluno. Esse medo revela mais sobre a fragilidade do projeto pedagógico do que sobre a tecnologia em si. Algoritmos não deveriam tomar decisões que precisam ser humanas: o que priorizar, como avaliar, quando avançar, o que significa aprender bem. Essas escolhas deveriam envolver todo o ecossistema escolar. Professor, coordenador, diretor e família enxergam o aluno por ângulos diferentes e complementares. O professor observa o desempenho em sala, o coordenador identifica padrões, o diretor entende o contexto institucional, e os pais reconhecem emoções, rotinas e limites invisíveis à escola. Quando a IA entra em cena com governança compartilhada, ela enriquece decisões. Educação de qualidade nunca foi obra de um indivíduo isolado – tampouco será de um algoritmo solitário. Alguns países já entenderam isso. A Finlândia, por exemplo, estabeleceu diretrizes nacionais que colocam a IA como apoio ao professor, nunca como substituto de decisões pedagógicas, e exigem transparência sobre quando e como algoritmos são usados. Singapura adotou políticas claras de human-in-the-loop, garantindo que recomendações automatizadas sejam sempre mediadas por educadores. No Japão, orientações oficiais reforçam que dados educacionais devem apoiar o julgamento profissional dos professores, não automatizar percursos sem contexto. Em todos esses casos, a tecnologia responde a uma visão educacional previamente definida, construída de forma coletiva. Quando não há critérios explícitos, qualquer ferramenta parece ameaça. Quando não há valores claros, toda automação soa como desvio. As perguntas que precisam anteceder “qual IA usar?” são desconfortáveis, mas inevitáveis: que tipo de aprendizagem queremos promover? Que papel esperamos do professor? O que jamais pode ser automatizado? Onde a família entra nesse processo? A IA certa não responde a essas questões, mas amplifica as respostas quando elas existem. Ela fortalece valores, não os substitui. Qualifica decisões humanas, não as elimina. Quando a escola sabe o que quer, a tecnologia deixa de ser risco e passa a ser aliada. Em um mundo onde as respostas estão prontas, o valor está em ensinar a perguntar, interpretar dados com critério, mediar conflitos, construir vínculos e dar significado ao conhecimento. A IA organiza caminhos. O educador decide por que aquele caminho importa. Inovar na educação, portanto, não é apenas digitalizar práticas antigas nem correr atrás da ferramenta da vez. É voltar aos valores educacionais, explicitar critérios pedagógicos e alinhar o ecossistema escolar. A IA não deve ser responsável por impulsionar a escola para frente. A escola precisa decidir, coletivamente, para onde quer ir. As escolas ainda não sabem o que querem da IA. O próximo passo não é apenas tecnológico, mas estratégico. Como garantir que dados gerem reflexão e não automatismo? O que queremos dos dados? Que tipo de aluno queremos formar? O que precisamos adaptar? O que vamos acelerar? Em quais momentos ela apoia o professor e em quais deve sair de cena? Quando essas decisões começam a ser tomadas, a inteligência artificial deixa de ser ameaça e passa a cumprir seu melhor papel: ampliar o papel do educador, fortalecer o julgamento pedagógico e servir a um projeto educacional que sabe para onde quer ir. *Pedro Siciliano é cofundador e CEO da Teachy, maior plataforma de IA pedagógica da América Latina, presente em 39 países e utilizada por mais de 3 milhões de professores. Engenheiro formado pelo IME, foi professor, atuou na McKinsey e na Descomplica antes de fundar a EdTech em 2022, ao lado de Fábio Baldissera, com a missão de democratizar o acesso à inteligência artificial na educação. Reconhecido pelo programa Stanford Impact Founder (SIF) e pela lista Forbes USA 30 Under 30 North America 2025 na categoria Impacto Social, Pedro é uma das vozes mais promissoras da transformação digital no ensino, com foco em apoiar educadores, otimizar tempo e engajar alunos em escala global.

Ypê acelera inovação com Agentes de IA ao modernizar suporte de sistemas críticos

A Rimini Street (Nasdaq: RMNI), provedora global de suporte e ERP com Agentes de IA, e em suporte independente para softwares Oracle, SAP e VMware, anunciou a expansão da parceria com a Ypê, empresa brasileira de bens de consumo cujos produtos podem ser encontrados em mais de 95% dos lares brasileiros. Este marco assinala uma nova fase na visão “AI-first” da Ypê para construir uma empresa sem atritos que entregue experiências excepcionais para funcionários, clientes e partes interessadas. Construir a base para a inovação começa com suporte Seguindo o Rimini Smart Path™, uma metodologia que ajuda as organizações a estender a vida útil do sistema, recuperar o controle do roadmap de TI e liberar verbas para inovações significativas em semanas, não em anos, a liderança de TI da Ypê ganhou confiança para avançar em sua estratégia de IA sem atualizações dispendiosas ou migrações disruptivas. Cliente do Rimini Support™ para seu sistema SAP S/4HANA, a Ypê está alavancando a profunda expertise em ERP da Rimini Street, aprimorada por insights de IA, automação e SLAs líderes do setor, para liberar recursos de TI e alcançar economias de custos significativas de até 90% nas taxas anuais de suporte de software. Com o suporte da Rimini Street garantindo uma espinha dorsal de ERP confiável para a organização, a equipe de TI da Ypê está focada na transformação impulsionada por IA, em vez de manutenção de sistemas ou migrações arriscadas. “Ninguém conhece ERP melhor do que a Rimini Street”, disse Geraldo Pereira, CIO da Ypê. “Experimentamos muitos benefícios financeiros e operacionais ao mudar do suporte SAP para a Rimini Street. E com as ofertas de inovação em IA Agêntica da Rimini Street, nosso roadmap para a transformação foi acelerado.” Derrubando silos com IA em todos os sistemas A Ypê foi apresentada ao Rimini Agentic UX™, uma camada inteligente de engajamento do usuário impulsionada por IA que simplifica os processos de ERP com foco em velocidade de execução e economias significativas. Por meio de uma descoberta aprofundada e design de fluxo de trabalho baseado em personas, a Ypê está otimizando processos nos departamentos de atendimento ao cliente, vendas e outros, reduzindo de oito etapas manuais para apenas duas. Os resultados incluem uma melhoria drástica na velocidade, redução de riscos e desempenho aprimorado de OTIF (on-time, in-full – no prazo e na totalidade). Enquanto a IA tradicional integrada pelos fabricantes de ERP permanece presa em silos de sistema, a Rimini Street entrega capacidades de IA Agêntica que abrangem sistemas corporativos, incluindo SAP, Oracle, ServiceNow, CRM, RH e outras plataformas de software. Para a Ypê, essa abordagem holística ajudou a unificar e automatizar processos em toda a empresa, em vez de se limitar a aplicações isoladas. “A SAP pensa apenas no ambiente SAP, mas a Rimini Street pensa em todas as integrações”, disse Pereira. “Com a oferta Agentic UX da Rimini Street, agora tenho uma vantagem importante e um caminho inteligente para ter a IA em toda a empresa.” Um modelo para o futuro: acelerando a IA agêntica para vantagem estratégica “A Ypê é um modelo de como as organizações podem usar o ERP com Agentes de IA para alcançar valor em toda a empresa, de forma rápida, segura e sem interrupções”, disse Vijay Kumar, EVP e CIO da Rimini Street. “Juntos, estamos implementando fluxos de trabalho inteligentes que aceleram a tomada de decisões, reduzem o atrito operacional e apoiam a estratégia de IA de longo prazo da Ypê.” “Outros projetos de IA levam muito tempo para apresentar resultados”, disse Pereira. “Com a Rimini Street, você pode testar agentes de IA e IA Generativa sem grandes migrações, sem grandes investimentos, agora mesmo.” Leia a história completa de Ypê para entender como maximizar o potencial de seus sistemas existentes e financiar a inovação com o Rimini Smart Path™, além de impulsionar o crescimento da receita, a lucratividade e a vantagem competitiva com o Rimini Agentic UX™.

XR Brasil: 14 Anos de Logística Criativa e Tecnologia de Dados     

A XR Extreme Reach registra 14 anos de presença no mercado publicitário brasileiro. A trajetória marca a transição da entrega física para a automação digital de ativos.                                                                                                                        A base da operação reside na tecnologia. Utilizamos sistemas globais e inteligência artificial para otimizar o transcoding, a distribuição e a custódia de materiais publicitários. A evolução tecnológica não substitui a originalidade humana. A engrenagem da XR funciona pela interação de profissionais que compreendem as nuances do mercado local. Operamos como o elo central entre a criação e a veiculação. Em 2026, a digitalização do DOOH, OOH, a expansão do CTV e a complexidade do rádio exigem precisão absoluta. Nossas plataformas garantem que o conteúdo chegue ao destino sem perdas técnicas. Centralizamos o fluxo de trabalho de agências, produtoras, veículos e anunciantes, transformando logística em vantagem competitiva. Celebramos 14 anos com foco na próxima etapa: a integração total de ecossistemas de mídia via API e a preservação sistemática do acervo das marcas. A XR Extreme Reach reafirma o compromisso com a eficiência operacional do Brasil.               Saiba mais em:  xrglobalbrasil.com

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