Estratégia orientada à experiência: o novo modelo competitivo do varejo digital
Por Isadora Vecchi O e-commerce está sob um cenário de competição intensa, maior maturidade digital e consumidores cada vez mais criteriosos. Com o crescimento contínuo das compras online e a consolidação de novos hábitos de consumo, o foco das empresas deixou de ser apenas a expansão de vendas e passou a incluir eficiência operacional, experiência consistente e relacionamento de longo prazo com o cliente. Nesse contexto, tecnologia, logística e atendimento deixam de atuar de forma isolada e passam a ser pilares estratégicos da proposta de valor. A evolução do setor evidencia que vencer no ambiente digital exige decisões mais precisas sobre preço, entrega, personalização e pós-venda. Entender o comportamento do consumidor, estruturar operações logísticas eficientes e integrar canais tornou-se essencial para a conversão, fidelização e crescimento sustentável. A seguir, alguns dos principais fatores que têm moldado a dinâmica do e-commerce e a relação das marcas com seus clientes. O consumidor online brasileiro se torna cada vez mais sensível a preço e custo de frete: de acordo com a Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada pelas empresas Tray, Bling, Octadesk e Vindi, (unidades da LWSA), 48% dos entrevistados relataram desistência de compra devido a frete caro. Por outro lado, 53% disseram estar dispostos a esperar mais se o frete for gratuito. Isso demonstra que, em 2026, oferecer frete competitivo e clareza nas condições é requisito básico para conversão de clientes. A pressão pela velocidade de entrega se intensifica: segundo levantamento Future Shopper da VML, 57% dos brasileiros esperam entrega em até 24 horas, sendo um indicador claro de urgência e expectativa por eficiência. Além disso, os dados mais recentes mostram o crescimento do volume de pedidos no país: o e-commerce movimentou R$ 100,5 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025, com forte expansão da base de compradores. Para 2026, quem garantir frete ágil, rastreamento em tempo real e prazos confiáveis ganha vantagem competitiva. A expansão do e-commerce atrai consumidores mais diversos, com diferentes perfis e expectativas, o que torna a personalização um diferencial importante. A digitalização ampliada e o crescimento das vendas por dispositivos móveis reforçam a necessidade de integração entre canais: sites, apps, marketplaces e redes sociais. Com isso, acredito que a omnicanalidade e a experiência fluida entre esses pontos serão essenciais para aumentar a conversão e a fidelização dos clientes. A logística e o serviço pós-venda deixam de ser custos operacionais e reafirmam-se como pilares da experiência do cliente. Lojas que oferecem rastreamento transparente, política de devolução clara e entrega confiável estarão mais propensas a conquistar confiança e fidelização — especialmente em um contexto de consumidores mais cautelosos e exigentes. Portanto, o futuro do e-commerce não será definido apenas por preço ou descontos, mas por quem consegue entregar relevância, conveniência e consistência em cada ponto da jornada do cliente. A combinação de logística eficiente, comunicação transparente, tecnologia e integração entre canais define quem estará à frente. Para marcas que entenderem e responderem a essas demandas, 2026 oferecerá oportunidades expressivas de crescimento e fidelização. *Isadora Vecchi é diretora de Desenvolvimento de Novos Negócios, Marketing e CX, da Loggi
Beiramar Shopping lança novo portal e reforça estratégia de experiência phygital no varejo
O varejo contemporâneo vive uma mudança profunda: a experiência de consumo deixou de começar apenas no espaço físico e passou a se iniciar, cada vez mais, no ambiente digital. Atento a essa transformação, conhecida globalmente como tendência phygital, que conecta o físico ao digital, o Beiramar Shopping acaba de lançar seu novo portal institucional, ampliando sua presença no ambiente online e fortalecendo a jornada integrada do cliente. Mais do que uma atualização visual, o novo site foi concebido como uma plataforma de experiência, pensada para aproximar o público do cotidiano do shopping e facilitar o planejamento da visita. Com design contemporâneo, navegação intuitiva e estrutura totalmente otimizada para dispositivos móveis, o portal traduz no ambiente digital a identidade do empreendimento, marcado por sofisticação, curadoria e conveniência. A nova arquitetura de navegação permite que o usuário explore com facilidade o mix de mais de 200 operações, além de acessar rapidamente informações sobre cinema, gastronomia, serviços e programação do shopping. A proposta acompanha um movimento crescente no setor. Segundo dados da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), o Brasil conta hoje com mais de 640 shopping centers em operação, que recebem cerca de 470 milhões de visitantes por mês. Nesse cenário, os empreendimentos têm investido cada vez mais em plataformas digitais para fortalecer o relacionamento com o público e ampliar a experiência do consumidor para além das visitas presenciais. Conteúdo e relacionamento Dentro dessa lógica, o novo portal do Beiramar Shopping vai além do caráter informativo e passa a atuar também como um canal de conteúdo e inspiração. A seção News funciona como uma revista digital de lifestyle, reunindo conteúdos sobre moda, gastronomia, entretenimento e tendências do varejo, além de acompanhar as campanhas, eventos e novidades que movimentam o empreendimento. “A plataforma foi pensada para tornar a experiência do cliente ainda mais completa e prática. A ideia é que as pessoas encontrem tudo o que acontece no shopping de forma rápida e intuitiva, facilitando o planejamento da visita e fortalecendo nossa presença no ambiente digital”, destaca Juliana Ohlweiler Duarte de Oliveira, gerente de marketing do Beiramar Shopping. Um hub urbano de experiências Com mais de três décadas de história, o Beiramar Shopping se consolidou como um dos principais centros de convivência da capital catarinense. Mais do que um espaço de compras, o empreendimento reúne gastronomia, lazer, serviços, saúde e experiências culturais, refletindo a evolução dos shopping centers para ecossistemas urbanos multifuncionais. Essa proposta também se reflete na estrutura do novo portal, que dá visibilidade não apenas ao varejo, mas também ao Centro de Saúde & Bem-estar, o primeiro do sul do país quando lançado, e ao Centro Executivo, reforçando o papel do empreendimento como um facilitador da vida urbana no coração de Florianópolis. Conveniência a um clique Pensado para oferecer agilidade e acessibilidade, o portal apresenta carregamento rápido, navegação simplificada e categorias organizadas para facilitar a busca por informações. Entre as funcionalidades disponíveis estão: – Guia gastronômico e de lojas, com filtros para facilitar a busca por marcas e restaurantes; – Programação de cinema, com consulta rápida de horários e estreias; – Informações sobre serviços e conveniências, além de eventos e campanhas em andamento. Para Leila Martins, superintendente do Beiramar Shopping, o lançamento do novo portal representa mais um passo na evolução da relação entre o empreendimento e o público. “A forma como as pessoas se relacionam com o varejo mudou muito nos últimos anos. Hoje, a experiência começa muitas vezes no digital e se completa no espaço físico. O novo portal foi desenvolvido justamente para acompanhar esse movimento e aproximar ainda mais o Beiramar das pessoas, oferecendo informação, inspiração e conveniência antes mesmo da visita ao shopping.” O novo portal já está no ar e pode ser acessado em beiramarshopping.com.br
A evolução dos centros comerciais em polos existenciais
Por Marcos Gouvêa de Souza, fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem Uma reportagem recente do The Wall Street Journal sobre a transformação do setor imobiliário, o real estate nos Estados Unidos, não trata, na essência, apenas de imóveis. Aborda uma mudança muito mais profunda que envolve a migração da economia baseada em produtos para outra voltada a serviços e soluções. Publicado em 17 de março, o artigo mostra que o número de spas e academias aumentou em relação a lojas vendendo produtos. Também destaca que donos de imóveis estão alugando mais para quem oferece serviços do que para quem vende produtos e com propostas orientadas, especialmente nos segmentos de bem-estar, saúde, cuidados pessoais e atividades físicas. Estudo da CoStar Group citado na reportagem mostra a predominância das atividades ligadas ao bem-estar no período entre 2011 e 2025 nos Estados Unidos, em relação ao varejo de produtos. O documento aponta ainda, de forma clara, um movimento irreversível de aumento dos gastos com serviços de forma geral, em particular de tudo que envolve o “cuidar-se”. Outro fator determinante dessa mudança no setor comercial imobiliário é o avanço das vendas pelo e-commerce. Dados do Departamento de Comércio dos EUA indicam que em 2025 elas representaram 16,4% das vendas do varejo, em um flagrante e consistente processo de evolução quando comparado aos 8% registrados em 2016. Para efeito de comparação, esse percentual se aproxima de 40% na China e de 20% na Coreia do Sul. No Brasil, varia entre 12 e 14% dependendo da fonte da informação e dos critérios envolvidos. Mudança estrutural e irreversível Essa mudança está redesenhando simultaneamente o varejo, a indústria, o espaço das lojas físicas e a própria relação com os consumidores. E, de quebra, está aproximando a indústria fornecedora de produtos e marcas dos consumidores finais por meio de serviços e soluções. E nada pode ser mais significativo no Brasil do que a Unilever operar perto de 4 mil lavanderias com a marca Omo e, mais recentemente, lançar a frente de negócios de serviços com ajustes e adaptações de roupas. Definitivamente, está tomando gosto por essa conexão e relacionamento direto. Durante muito tempo, o modelo no consumo envolvia a indústria de marcas chegando ao consumidor por meio do varejo físico ou de vendas diretas porta a porta. E, mais recentemente, esse papel passou a ser exercido principalmente pelo e-commerce. No cenário atual e futuro, com o crescimento de dispêndios com serviços como resultado direto da evolução das sociedades mais maduras, o digital reduziu a dependência do canal tradicional, protagonizado pelo omniconsumidor, e alterou os parâmetros de valor. Nesse processo amplia-se a desintermediação, e fornecedores e marcas passam a se aproximar e atender cada vez diretamente os omniconsumidores finais. O redesenho da realidade passa pela evolução combinada de dois fatores que atuam de forma combinada. Sociedades mais desenvolvidas e maduras gastam mais com serviços e soluções, utilizam mais os canais digitais e focam, cada vez mais, em bem-estar. Esses elementos explicam a evolução de plataformas e ecossistemas como Amazon, Walmart, Alibaba, Shein, JD, Tencent e muitos outros no mundo. E, no caso brasileiro e em diversos países latinos há especial atenção à integração de serviços financeiros para muito além da proposta histórica de financiar vendas, como Magalu, Mercado Livre, Carrefour ou mesmo Renner, Riachuelo ou C&A. Essa ampliação no escopo de atuação dos ecossistemas incubados na distribuição acelera o reposicionamento estratégico dos fornecedores que passam a criar conexões diretas com o consumidor e a ampliar, gradualmente, as frentes possíveis de atuação. Fornecedores passaram a operar canais próprios, como Nike, Apple, Nestlé em âmbito global, ou como Swift da JBS ou Portobello Shop, capturando dados, gerando relacionamento direto e integrando serviços. E passam a se tornar também jogadores importantes no cenário comercial imobiliário. A transformação no real estate e dos centros comerciais A pandemia precipitou ainda uma outra transformação estrutural relevante, com a reconfiguração de hábitos, deslocamentos, práticas e do próprio home office. Ainda que muitas empresas decididamente prefiram a volta ao presencial, esse movimento do trabalho híbrido parece ter reconfigurado todo esse ambiente, e não existem perspectivas de retorno ao modelo anterior. Isso facilita, estimula e, em alguns casos, viabiliza um melhor equilíbrio entre as obrigações profissionais e o cuidar-se. E isso também estimula o aumento da oferta de serviços e soluções envolvendo o autocuidado. A combinação desses elementos também gera a inevitável reconfiguração dos centros comerciais planejados, como shoppings, malls, outlets e strip malls, que evoluem de centros comerciais para centros ou polos existenciais mais abrangentes, mesclando comércio, educação, saúde, alimentação, entretenimento e lazer. E esse é o impacto relevante que envolve todo o setor imobiliário com muitos “pontos” sendo oferecidos e reconfigurados em sua finalidade. E, igualmente, explica a dificuldade dos projetos envolvendo “fachadas ativas” serem ocupados, como no caso que vivenciamos em São Paulo. Está reconfigurada toda a realidade imobiliária e de negócios envolvendo comércio, varejo, serviços, ecossistemas, espaços profissionais, centros comerciais, malls, shoppings, outlets, strip malls e centros administrativos corporativos, impulsionada pelo crescimento dos gastos com serviços. Esse movimento é potencializado pela expansão dos canais digitais que oferecem mais conveniência e liberam tempo para outras atividades e atenções. Soma-se a isso a expansão da demanda envolvendo cuidados pessoais, saúde e bem-estar, com as pessoas dedicando maior tempo a si mesmas. Bem-vindos ao admirável mundo novo, com todo o seu impacto no cenário imobiliário, marcado pela irreversível transformação dos centros comerciais em polos existenciais dominados pelos serviços e soluções. Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem, o mais relevante ecossistema de consultorias, soluções e serviços que atua em todas as vertentes dos setores de Varejo, Consumo e Serviços. É membro do Conselho do IDV, IFB e Ebeltoft Group, presidente do LIDE Comércio, conselheiro do grupo BFFC/Bob’s e autor/coautor de mais de dez livros relacionados aos temas de sua especialidade.
Aplicativos estão redefinindo a gestão no dia a dia do varejo
Por Alex Marques, diretor comercial da Data System Durante muito tempo, administrar uma loja significava estar fisicamente presente nela o tempo todo, já que o controle do estoque era feito olhando prateleiras, as vendas eram acompanhadas por relatórios fechados no fim do dia e decisões importantes dependiam de planilhas ou da experiência acumulada do lojista. Esse modelo ainda existe em muitos lugares, mas a realidade do varejo está mudando rapidamente e boa parte dessa transformação cabe hoje na palma da mão. A gestão em tempo real muda a tomada de decisão Os aplicativos conectados ao ERP, sistema de software de gestão integrada que centraliza as principais atividades de um negócio, trouxeram um novo nível de visibilidade para a gestão do varejo. O lojista consegue acompanhar praticamente tudo em tempo real, como o que entrou em estoque, o que saiu, quais produtos estão vendendo mais, quais estão encalhados e qual é o desempenho da loja ao longo do dia. Não se trata apenas de mobilidade, mas de acesso imediato à informação que antes demorava horas ou até mesmo dias para aparecer. Essa mudança altera profundamente a forma como as decisões são tomadas, porque quando o gestor consegue enxergar o que está acontecendo em tempo real, a gestão deixa de ser reativa e passa a ser estratégica. Se um produto começa a vender muito, é possível reforçar o estoque rapidamente. Se determinada categoria perde desempenho, uma promoção pode ser criada na mesma hora. O varejo sempre foi um setor de agilidade, mas agora essa agilidade ganhou ferramentas muito mais sofisticadas. Um ecossistema de aplicativos dentro da loja Outro ponto interessante dessa evolução é que os aplicativos não se limitam ao dono da loja. Hoje, existe um ecossistema completo de soluções móveis voltadas para diferentes funções dentro do varejo, como aplicativos específicos para gestão, onde o lojista acompanha indicadores e operações; aplicativos voltados aos vendedores, que permitem visualizar suas vendas, acompanhar metas e até verificar seu posicionamento em rankings de desempenho; e também aplicativos de checkout móvel, que transformam o celular em um ponto de venda capaz de concluir a compra ali mesmo, sem a necessidade de um caixa tradicional. Na prática, isso muda muito a dinâmica da loja, já que o vendedor deixa de ser apenas alguém que apresenta produtos e passa a ter mais autonomia no processo de venda. Ele consegue consultar informações, registrar pedidos e finalizar a compra diretamente no celular. Para o cliente, isso significa menos filas e uma experiência muito mais fluida. Para o varejista, significa ganho de eficiência e mais oportunidades de conversão, além de melhorar a gestão das equipes. A loja sob controle, mesmo à distância Muitos lojistas ainda associam controle à presença física constante na loja, mas a tecnologia tem mostrado que isso não precisa mais ser assim. Hoje, é perfeitamente possível acompanhar vendas, verificar relatórios, ajustar preços ou ativar promoções mesmo estando fora da loja, seja em uma reunião, viagem ou até em férias. Esse tipo de flexibilidade não significa perda de controle, pelo contrário, muitas vezes representa um controle ainda maior, porque quando os dados estão disponíveis em tempo real e organizados de forma clara no celular, o gestor passa a ter uma visão mais ampla do negócio. Ele consegue enxergar tendências, identificar problemas mais rapidamente e agir antes que pequenas falhas se transformem em grandes prejuízos. Tecnologia como aliada da gestão É claro que tecnologia sozinha não resolve todos os desafios do varejo, a operação continua dependendo de boas estratégias, de equipes bem preparadas e de uma gestão atenta ao comportamento do consumidor. Mas os aplicativos têm desempenhado um papel fundamental ao tornar a informação mais acessível, reduzir barreiras operacionais e ampliar a capacidade de gestão. No fim das contas, o que estamos vendo é uma mudança de paradigma, onde a loja física continua sendo um espaço essencial de relacionamento com o cliente, mas sua gestão não precisa mais estar presa ao balcão ou ao escritório nos fundos da loja. Atualmente, grande parte das decisões pode ser tomada em qualquer lugar, a qualquer momento, e quando a gestão cabe na palma da mão, o varejo ganha algo que sempre foi decisivo para o seu sucesso, que é velocidade para agir e inteligência para decidir. Sobre o Alex Marques Alex é diretor comercial da Data System, com mais de 20 anos de atuação no varejo de calçados e roupas. Com formação pela Veris – IBTA, construiu sua trajetória na empresa passando pelas áreas técnica, de suporte e implantação até assumir a liderança comercial e a expansão do negócio, sempre com foco em transformar a gestão dos lojistas por meio da tecnologia.
lojasmel avança plano de expansão e abre unidade no Shopping Interlagos
A lojasmel dá mais um passo em sua estratégia de crescimento em 2026 e inaugura unidade no Shopping Interlagos, um dos principais centros de compras da zona sul de São Paulo.. A abertura que acontece no dia 27 de março, reforça a presença da rede em regiões estratégicas da capital e amplia o acesso do público a um portfólio diversificado, reunindo conveniência, variedade e preços acessíveis em um único espaço. A nova loja conta com área de 700m² e reúne produtos de utilidades domésticas, decoração, brinquedos, eletrônicos e eletroportáteis. A unidade se soma as mais de 50 unidades da lojasmel em operação nos estados de São Paulo e Minas Gerais. “A chegada ao Shopping Interlagos representa um movimento importante para a lojasmel, especialmente por estarmos presentes em uma região com grande circulação de pessoas e forte conexão com o comércio local. Nosso objetivo é estar cada vez mais próximos do consumidor, oferecendo soluções completas para o dia a dia, com preço justo e atendimento acolhedor”, afirma Pedro Cruz, CEO da lojasmel. A escolha do Shopping Interlagos acompanha a estratégia da rede de investir em pontos comerciais consolidados, que concentram fluxo constante de consumidores e fácil acesso. Com atuação que combina lojas de rua e unidades em shoppings, a lojasmel amplia seus formatos de operação para atender diferentes perfis de público e hábitos de consumo. “Cada loja nasce com o cuidado de oferecer um ambiente funcional, organizado e planejado para facilitar a experiência de compra. Queremos que o cliente encontre tudo o que precisa em um só lugar, com praticidade e conforto, seja para uma compra rápida ou para resolver várias demandas do dia a dia”, destaca Pedro. Além de fortalecer a presença da marca na capital paulista, a inauguração da unidade no Shopping Interlagos contribui para a geração de empregos diretos e indiretos, movimentando a economia local e intensifica o compromisso da lojasmel com o desenvolvimento das regiões onde atua. Durante o período de inauguração, os clientes podem aproveitar promoções especiais em diversas categorias. A unidade também conta com integração aos canais digitais da rede, com atendimento via WhatsApp, site oficial e aplicativos de delivery, além de opções de retirada rápida e entrega em até duas horas em um raio de 10km, ampliando as possibilidades de compra. “O crescimento da lojasmel é resultado da confiança dos clientes e do empenho diário de toda a equipe. Cada nova unidade reforça nossa presença no mercado e amplia nossa capacidade de atender o público com qualidade, consistência e foco total na experiência de compra”, finaliza o CEO. Sobre a lojasmel
IA deve fechar até 30% das vendas em 3 anos e expõe novo risco reputacional para o varejo
A inteligência artificial entra em uma nova fase e já começa a alterar de forma concreta o funcionamento do varejo global. A expectativa de que agentes autônomos passem a responder por até 30% das vendas de bens de consumo em três anos, e cerca de 10% do varejo total, desloca o debate sobre tecnologia para o risco direto à reputação das marcas em um ambiente onde decisões de compra deixam de ser humanas. Esse movimento ganhou força nos principais fóruns globais de tecnologia e negócios e já aparece como vetor concreto de transformação no e-commerce. Sistemas capazes de recomendar produtos, negociar condições e concluir compras de forma independente deixam de ser experimentais e passam a integrar a operação. Operando em alta velocidade e com maior autonomia, esses sistemas ampliam o nível de exposição das empresas. Quando um agente erra uma recomendação ou executa uma transação inadequada, o impacto ultrapassa a operação e atinge diretamente a percepção de confiança. Com um alto nível de adoção, os riscos deixam de ser pontuais e passam a ganhar escala dentro da operação. Segundo Fabrizzio Topper, Strategy & Intelligence Director da Quality Digital, a confiança tende a se tornar o principal ativo competitivo nesse novo ambiente. “Se o sistema falha, alucina ou entrega algo inadequado, o dano ultrapassa a operação. Ele atinge a percepção e a reputação das empresas e da própria IA para esse fim”, afirma. Delegar decisões de compra a sistemas autônomos exige que a tecnologia seja percebida como segura, consistente e capaz de refletir preferências reais. Qualquer ruptura ao longo desse processo tende a gerar impacto imediato na relação com o consumidor. Fragilidades estruturais, que antes permaneciam restritas à operação interna, passam a ser expostas diretamente na experiência do cliente. Dados desorganizados, sistemas desconectados e ausência de governança deixam de ser invisíveis. “Se os dados estão fragmentados ou mal estruturados, a IA escala essa fragilidade rapidamente, e isso se torna visível para o consumidor”, diz Cassio Pantaleoni, Artificial Intelligence Solutions & Strategy Director da Quality Digital. Mais do que implementar tecnologia, a incorporação de agentes de IA exige revisão de processos, alinhamento entre áreas e capacidade de sustentar decisões automatizadas com base em dados confiáveis. Para Pantaleoni, tratar IA como ferramenta isolada é um dos principais erros na adoção. “O desafio não está na tecnologia em si, mas na maturidade de dados, na integração e na forma como as empresas estruturam sua operação para sustentar esse modelo. A adoção superficial amplia riscos operacionais e reputacionais em vez de gerar vantagem competitiva”, afirma. No fim, é a experiência do cliente que define o sucesso dessa transição. Para Topper, o movimento precisa envolver toda a organização. “É um movimento que precisa ocorrer do alto escalão ao nível operacional, garantindo alinhamento entre equipes e padronização no uso da IA por meio de guardrails, criando um ambiente onde a inovação se torna contínua e escalável. Se a tecnologia não melhora a jornada ou não gera valor percebido, ela falha em sua função estratégica”, afirma.
Tecnologia redefine a experiência de cobrança no varejo
A digitalização tem transformado significativamente a comunicação entre varejistas e consumidores no Brasil, com impactos diretos em jornadas críticas como a cobrança. Mesmo com a evolução dos canais digitais, o telefone ainda ocupa papel relevante na relação com o cliente, especialmente em etapas como negociação de débitos e recuperação de crédito. Nesse contexto, a Digital Call, tecnologia da DMA (Digital Made Accessible) que converte ligações tradicionais em experiências digitais de autoatendimento na tela do smartphone, assume um papel estratégico para o varejo ao integrar eficiência e segurança na relação com o consumidor. Na prática, ao ligar para o call center da empresa, o cliente é direcionado para um menu interativo de autosserviços, onde pode resolver suas demandas com agilidade e, se necessário, pode retomar o contato com um atendente humano a qualquer momento. O impacto da digitalização de chamadas pode ser observado no setor de cobrança, historicamente marcado por altos volumes de interação e custos operacionais elevados. Ao digitalizar essa jornada, o varejo passa a operar com maior escalabilidade, previsibilidade e capacidade de resolução sem depender exclusivamente do atendimento humano. Um exemplo desse movimento pode ser observado no Grupo Casas Bahia, onde a digitalização do contato telefônico foi aplicada à comunicação com clientes pela área de Cobrança, com o objetivo de reorganizar fluxos de atendimento e ampliar a resolutividade. Em 2025, a empresa digitalizou mais de 300 mil ligações, alcançando 47% de resolubilidade no menu digital, sem necessidade de atendimento humano. A operação registrou 64% de utilização dos autosserviços e uma redução de 34% no volume de interações no call center, além de contribuir para o fortalecimento do banQi, banco digital do grupo, ao integrar o processo de cobrança ao seu ecossistema financeiro. Entre as funcionalidades mais acessadas pelos clientes do grupo está a negociação de débitos, indicando que jornadas tradicionalmente realizadas por telefone podem ser migradas para ambientes digitais quando estruturadas de forma simples e objetiva. O desempenho alcançado reflete um movimento mais amplo no varejo: a incorporação de tecnologias capazes de integrar automação, eficiência operacional e uma experiência mais fluida para o consumidor. A iniciativa também foi reconhecida internamente, com a área de Cobrança do grupo recebendo, em 2025, o prêmio de Projeto Inovador do Ano, reforçando o impacto da implementação do menu digital na transformação dos processos e na evolução dos indicadores de performance e relacionamento com o cliente. Em áreas sensíveis como a cobrança, a digitalização da chamada telefônica deixa de ser apenas uma inovação tecnológica e passa a integrar a estratégia estrutural de relacionamento com o cliente. À medida que o setor busca aumentar a taxa de resolução, reduzir custos e responder a consumidores mais autônomos e digitais, a solução baseada em autosserviço tende a ganhar protagonismo nas operações de atendimento e recuperação de crédito. “Durante muito tempo, o telefone foi visto no varejo apenas como um canal de custo. A digitalização de chamadas mostra que ele pode se tornar um ponto estratégico de conversão, negociação e resolução, inclusive em jornadas mais sensíveis, como cobrança. Quando o consumidor encontra, já na tela do smartphone, um caminho simples, intuitivo e seguro para resolver sua demanda, o varejo ganha em eficiência e reduz fricção”, afirma Tiago Teixeira, diretor comercial de varejo da DMA.
Zinho percorre as principais feiras supermercadistas do país e reforça parceria com o varejo alimentar em 2026
A Zinho, indústria de panificação com sede em Ribeirão Preto (SP), vai marcar presença nas principais feiras do varejo alimentar brasileiro no primeiro semestre de 2026, reforçando sua estratégia de proximidade com supermercadistas e distribuidores em todas as regiões do país. A agenda tem início nesta semana na Super Rio Expofood, principal evento de negócios do setor supermercadista fluminense, organizado pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) nos dias 17, 18 e 19 de março. A programação segue com a 43ª edição da feira supermercadista paranaense (ExpoApras) de 14 a 16 de abril, em Pinhais (RP), na região metropolitana de Curitiba. Nestas duas exposições, a Zinho estará presente em parceria com seus distribuidores. A agenda do mês de abril segue com a Smart Market ABRAS, da Associação Brasileira de Supermercados, nos dias 27 e 28, em São Paulo. Na sequência, de 18 a 21 de maio em São Paulo (SP), como acontece todos os anos, a Zinho vai estar presente no APAS Show, o principal evento da cadeia no país realizado por iniciativa da Associação Paulista de Supermercados. A Zinho é referência na categoria de pães de alho, sendo a primeira marca da categoria, e hoje a maior indústria de pães recheados do Brasil, com presença em todos os estados brasileiros e exportações para Estados Unidos, México, Uruguai, Paraguai, Argentina e Porto Rico. “Fortalecer a marca, apresentar os nossos produtos e as novas linhas são as motivações da presença da Zinho nestes eventos que são uma vitrine e uma referência para estreitarmos o relacionamento com os canais de distribuição e o varejo brasileiro”, comenta o gerente nacional de vendas da Zinho, Fabrisio Gomes. A participação frequente da Zinho nas principais feiras do segmento comprova a força da marca e consolida sua presença em todo o território nacional, além de expor seu portifólio de produtos voltados à praticidade e às novas ocasiões de consumo, como momentos em família e preparos rápidos, a exemplo da linha Airfryer, que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado desde o seu lançamento no APAS Show em 2024 e a ampliação do portifólio da na edição de 2025, quando a linha ganhou opções de embalagens menores.
Entre trends e experiência, Páscoa acelera vendas no varejo digital
A Páscoa de 2026 reforça sua relevância para o varejo brasileiro, especialmente no ambiente digital, com campanhas que antecipam o consumo, apostam em experiências e exploram o apelo emocional para impulsionar resultados. O movimento acompanha o crescimento do setor: o mercado de chocolates movimentou R$ 36,7 bilhões em 2025, com alta de 26%, segundo a NielsenIQ. Movidas por trends nas redes sociais, as compras nesse período combinam planejamento e impulso, com picos de decisão concentrados nos dias que antecedem a data. Uma pesquisa do Sebrae aponta que 73% dos consumidores brasileiros já realizaram compras influenciados por conteúdos em plataformas como o Instagram, reforçando o papel do social commerce na tomada de decisão em datas sazonais altamente visuais como a Páscoa. Esse comportamento impõe desafios específicos à gestão online. A performance passa pela capacidade de ajustar sortimento, comunicação e distribuição ao longo de todo o período, acompanhando o que ganha relevância nas redes. Nesse contexto, a logística de last mile ganha protagonismo, com modalidades como Same Day Delivery e Click & Collect se tornando diferenciais competitivos, especialmente na reta final. “As marcas que performam melhor são aquelas que recalibram o sortimento e o investimento em mídia em tempo real para capturar os picos de demanda, com uma logística preparada para acompanhar a velocidade do fechamento de vendas”, afirma Alexandre Mendes, Sócio-CMO da Lope Digital Commerce. Além da estratégia, a comunicação também passa por ajustes. Linguagem alinhada ao momento cultural, campanhas mais dinâmicas e forte presença em canais digitais ajudam a reter a atenção de um público que decide em poucos minutos, muitas vezes diretamente pelo celular. “A Páscoa expõe o quanto o comércio eletrônico está conectado à cultura e ao comportamento online. Quem consegue trabalhar nessa dinâmica leva esse aprendizado para o restante do ano, com mais agilidade, menos estoque parado e campanhas mais eficientes”, finaliza Mendes.
Givenchy inaugura pop-up no Shopping Eldorado para celebrar o lançamento de Irresistible Eau de Parfum Néctar
Givenchy convida o público a mergulhar no universo de sua mais nova fragrância, Irresistible Eau de Parfum Néctar, com a inauguração de uma pop-up exclusiva no Shopping Eldorado, em São Paulo. O espaço, que abre ao público de 19 de março a 5 de abril, foi pensado para traduzir de forma imersiva o espírito vibrante, feminino e sensorial da nova interpretação da icônica linha Irresistible. Desde seu lançamento em 2020, a linha Irresistible celebra uma feminilidade livre, espontânea e cheia de ousadia. Agora, a Maison apresenta Néctar, uma versão ainda mais indulgente e magnética da fragrância. Criada pelos mestres perfumistas Anne Flipo, Dominique Ropion e Caroline Dumur, a composição combina a assinatura floral da rosa com a luminosidade do néroli e uma base gourmand envolvente de pistache e madeiras de baunilha, resultando em um rastro sofisticado e irresistivelmente viciante. Essa identidade ganha forma em uma releitura inspirada na confeitaria, com elementos traduzidos em cores, texturas e formas que despertam o apetite dos sentidos. A cenografia da pop-up traduz a faceta gourmand da fragrância em uma experiência visual e sensorial inspirada no universo de uma pâtisserie francesa, celebrando um dos maiores símbolos culturais da França: a confeitaria como forma de arte. Conhecida pelo cuidado nos detalhes e pela criatividade, a pâtisserie transforma ingredientes em experiências que encantam os sentidos, assim como a perfumaria francesa, que combina matérias-primas de forma única para criar fragrâncias marcantes. Nesse encontro, Givenchy traduz esse cuidado artesanal de um jeito envolvente, conectando o universo dos sabores ao das fragrâncias. O espaço convida o público a mergulhar no universo olfativo de Irresistible Eau de Parfum Néctar, traduzindo suas notas em uma experiência visual irresistível, permitindo viver uma experiência interativa e lúdica inspirada no universo da fragrância. Entre as ativações, o público poderá participar de uma roleta com gamificação, além de descobrir diferentes opções de brindes especiais disponíveis durante o período da ação. Todos os visitantes recebem um brinde exclusivo da marca, e clientes que realizarem compras a partir de determinados valores poderão ganhar brindes adicionais, como charms inspirados na fragrância e acessórios exclusivos, tornando a experiência ainda mais memorável. A inauguração oficial da pop-up acontece no dia 19 de março, às 19h, marcando o início de uma temporada dedicada a celebrar o lado mais irresistível da nova fragrância da linha Irresistable. A fragrância já está disponível à venda em todas as plataformas online nas volumetrías de 35 ml, 50 ml e 80 ml.
Varejo deve crescer 6,3% em março: Mauá Plaza Shopping prepara-se para alta na movimentação
De acordo com projeção do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), o setor deve registrar crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O cenário positivo também tende a refletir na movimentação dos shoppings, impulsionada por promoções, campanhas comerciais e pelas datas comemorativas do mês. Diante disso, o Mauá Plaza mantém uma expectativa positiva para março. Durante o mês de março, os lojistas do Mauá Plaza também devem realizar ações promocionais de olho no Dia Internacional da Mulher e no Dia do Consumidor, com descontos e condições especiais voltadas ao público feminino, além de ativações que estimulam o engajamento nas redes sociais. Como parte da campanha “Só Pra Elas”, o shopping incentiva os lojistas a oferecerem benefícios exclusivos às clientes ao longo do mês e disponibiliza materiais de comunicação, como etiquetas promocionais, para sinalização das ofertas nas lojas. As iniciativas reforçam o protagonismo feminino e convidam as visitantes a celebrarem e compartilharem suas histórias. “Março tem se tornado um mês estratégico para o varejo, impulsionado por datas como o Dia Internacional da Mulher e o Dia do Consumidor. A expectativa do Mauá Plaza é de aumento na movimentação ao longo do mês, especialmente com as campanhas promocionais realizadas pelos lojistas”, afirma Ariane Oliveira, gerente de Marketing do Mauá Plaza Shopping. “Ao estruturar ações integradas com as lojas, conseguimos estimular as vendas e fortalecer a conexão com o público feminino nesse momento importante para o comércio.” O cenário positivo também é reforçado por dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que projeta para 2026 um faturamento recorde de R$203,7 bilhões para o setor, crescimento de 1,4% no ano. Além do incremento financeiro, o fluxo de visitantes também apresenta histórico positivo, com alta de 3,6% em 2025, conforme o índice Iflux.
O Boticário transforma em arte as emoções dos consumidores por suas fragrâncias preferidas e cria galeria digital em mais de 3 mil lojas
Em um cenário em que as resenhas de fragrâncias se tornam cada vez mais técnicas, centradas em notas e ingredientes, O Boticário propõe um novo olhar para a perfumaria: com emoção e arte. Para celebrar o Dia da Perfumaria, em 21 de março, a marca de perfumaria mais amada pelos brasileiros* apresenta projeto inédito e exclusivo que transforma as reações emocionais despertadas por fragrâncias em artes únicas, criadas com o uso de tecnologia e inteligência algorítmica. Com ação criada pela agência AlmapBBDO, a proposta nasce de um território que o Boticário constrói há décadas: fragrâncias são mais do que fórmulas, são experiências emocionais capazes de despertar memórias, sensações e histórias pessoais. Essa visão traduz a própria arte da perfumaria da marca, que combina técnica, criatividade e matérias-primas para criar composições que vão além do olfato e se conectam com as emoções. Por isso, O Boticário convidou criadores de conteúdo e especialistas em perfumaria para uma experiência imersiva na flagship de Pinheiros, em São Paulo. Durante a experimentação das fragrâncias, as expressões faciais dos participantes são captadas e analisadas em tempo real por um sistema de leitura emocional, capaz de interpretar microexpressões e identificar emoções como surpresa, alegria e nostalgia, além da intensidade das reações. A tecnologia por trás da experiência é da XRStudio e utiliza o MediaPipe, framework de código aberto do Google, para mapear mais de 48 pontos faciais e extrair dados precisos das expressões. Essas informações são processadas por um algoritmo proprietário que classifica e atribui percentuais às emoções identificadas. Em seguida, os dados são combinados a uma base artística desenvolvida pela AlmapBBDO, agência de publicidade da marca, e enviados para a IA generativa Nano Banana, também do Google, responsável por transformar essas emoções em composições visuais únicas. O resultado são obras personalizadas que traduzem, em imagem, aquilo que cada fragrância provocou em quem a experimentou, uma espécie de retrato emocional da composição olfativa. Cada criação é assinada com o nome do participante, a fragrância testada e as emoções predominantes, construindo uma nova forma de registrar a relação entre pessoas e fragrâncias. “Temos uma escuta ativa dos nossos consumidores e lovers e sabemos da importância que as nossas fragrâncias têm em suas histórias e nos despertar das emoções. Como a marca de perfumaria mais amada dos brasileiros, decidimos materializar essa conexão para celebrar o dia da fragrância, unindo a alta perfumaria à arte de sentir, transformando a percepção de quem nos escolhe na nossa maior inspiração”, explica Carolina Carrasco, Diretora de Branding e Comunicação de Boticário. Já para César Veiga, perfumista do Grupo Boticário, o projeto materializa, de forma inédita, uma conexão que sempre esteve no centro da perfumaria. “O olfato é uma das formas mais potentes de conexão emocional. Um cheiro pode transportar alguém instantaneamente para uma memória esquecida ou despertar uma sensação emocional . Com esse projeto, damos um passo além ao tornar essa conexão visível, traduzindo emoções em imagens únicas”. UM NOVO JEITO DE FAZER REVIEWS DE FRAGRÂNCIAS A proposta também reposiciona o formato tradicional de review no universo da perfumaria. Em vez de análises técnicas sobre notas e acordes, os convidados são estimulados a explorar suas percepções sensoriais e emocionais, dando origem a uma nova linguagem de avaliação, mais subjetiva, sensorial e conectada com a experiência real de uso. Todo o processo, da experimentação à geração das obras, será registrado e compartilhado nas redes sociais a partir do dia 21 de março, ampliando o debate sobre como as pessoas se relacionam com fragrâncias para além da técnica. Na semana da celebração do Dia da Perfumaria, entre 21 a 24 de março, a experiência ganha uma nova dimensão ao ser aberta ao público na flagship da marca, permitindo que consumidores também tenham suas emoções captadas e transformadas em arte em tempo real. As criações extrapolam o espaço físico e passam a ocupar as vitrines digitais de mais de três mil lojas do Boticário em todo o país, que serão transformadas em uma grande galeria dinâmica de emoções. As obras também serão desdobradas em mídia out-of-home e nos canais digitais da marca, ampliando o alcance da iniciativa. Além da participação presencial, consumidores de todo o Brasil poderão integrar o projeto de forma remota, descrevendo suas emoções nas redes sociais da marca, relatos que também passam a compor essa galeria coletiva. “A perfumaria sempre foi um encontro entre ciência e sensibilidade. Existe toda uma engenharia por trás de cada fragrância, mas o que realmente marca as pessoas é o que elas sentem. Esse projeto materializa exatamente esse encontro”, reforça César. PERFUMARIA NO CENTRO DO NEGÓCIO A marca é referência no uso de técnicas avançadas, como o “nariz digital” — sistema de análise olfativa que identifica e decodifica, por meio de um software de inteligência artificial e alta precisão, a composição e a evolução dos aromas e matérias-primas, o que permite que a marca evolua constantemente a capacidade de traduzir a preferência dos consumidores. A marca também mantém o Quintana Lab, centro de pesquisa próprio dedicado à criação de ingredientes exclusivos. Ali, investe em métodos sofisticados como extração por CO₂ supercrítico (método de extração que utiliza o CO2 em um estado supercrítico como solvente para separar compostos de uma matriz), headspace (técnica é usada para capturar e analisar as moléculas de aroma no ar), enfleurage (forma artesanal de extrair óleos essenciais de flores, utilizando uma camada de óleo vegetal para absorver a fragrância) e Destilação (Para se obter o óleo essencial da planta se utiliza o vapor de água em um recipiente fechado, no caso um tanque de cobre, este vapor de água carregado com óleo essencial passa por uma serpentina resfriada para que a água volte ao estado líquido, como óleo e água não se misturam o óleo essencial é separado por gravidade o que permite um óleo puro sem resíduos de solventes pois utiliza somente da água e processo físicos) — práticas que se sustentam e se renovam em uma paleta olfativa única e sustentável, exclusiva do Grupo. Ainda, O Boticário lançou, em 2019, a primeira fragrância
Como lojas pop-up organizam vendas temporárias — e integram físico e digital
Montar uma loja do zero em poucos dias, integrar estoque físico e digital, treinar equipe para um sistema novo e ainda garantir agilidade no atendimento durante um evento de alto tráfego. Esse é o desafio enfrentado por marcas que apostam em pop-up stores, flagships temporárias e lojas conceito como canal de relacionamento com o consumidor. A FILA encontrou uma resposta para esse problema no Rio Open 2026. Durante os nove dias do torneio, a marca operou sua loja oficial no evento com um sistema de gestão 100% em nuvem — o Myrp Enterprise — que permitiu abrir caixas, controlar estoque e registrar vendas em tempo real sem instalar nenhum programa nas máquinas. Bastou acessar pela internet. Velocidade de montagem, sem abrir mão do controle A principal vantagem de sistemas baseados em nuvem para operações temporárias é justamente a ausência de infraestrutura pesada. Não há necessidade de servidores locais, instalações complexas ou técnicos no local. A operação da FILA foi estruturada rapidamente e funcionou de forma estável mesmo nos horários de maior movimento do torneio, reduzindo filas e acelerando o atendimento. “Estar presente no evento vai muito além da visibilidade: é sobre construir relacionamento com o consumidor e fortalecer nossa autoridade na categoria”, afirma Adriana Negrão Magalhães David, Head de Marketing da FILA Brasil. Os resultados reforçam a estratégia: produtos do segmento feminino cresceram 11% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto os lançamentos masculinos superaram 25% de crescimento na comparação com o ano anterior. Prateleira infinita: o físico vende o que não tem em estoque Outro desafio clássico das lojas temporárias é o estoque limitado. Com espaço reduzido e mix enxuto, é comum o consumidor não encontrar o produto que procura — e a venda se perder. A integração entre físico e digital do Myrp Enterprise resolveu com o conceito de “prateleira infinita”: o consumidor que não encontrava um item disponível na loja do Rio Open podia comprá-lo ali mesmo e optar pela entrega em casa. Tibério César Valcanaia, diretor técnico e comercial do Myrp, explica que a proposta é exatamente essa: simplificar a operação do varejo em formatos temporários — pop-up stores, flagships e lojas conceito. “Ter uma solução que conecta perfeitamente a loja física e os canais digitais hoje significa oferecer uma experiência de compra contínua. O consumidor moderno já não vê fronteira entre o que é online ou presencial — ele quer conveniência, velocidade e transparência em qualquer ponto de contato. Isso melhora significativamente a experiência de compra e reduz interrupções nas vendas”, afirma. A FILA já adota esse modelo em outras iniciativas além do Rio Open, como a Maratona FILA e a House of Racer.
Páscoa movimenta vendas no varejo alimentar além dos ovos de chocolate
A Páscoa movimenta o setor supermercadista muito além das tradicionais gôndolas de ovos de chocolate. Nas semanas que antecedem à data, cresce a procura por alimentos associados ao almoço em família e por produtos que ajudam a preparar e receber os convidados em casa. Peixes, azeites, vinhos, sobremesas e utensílios de cozinha ganham espaço no carrinho do consumidor e reforçam o impacto no varejo alimentar. A tradição religiosa que marca a Semana Santa também influencia diretamente o comportamento de compra. O consumo de peixes e frutos do mar aumenta de forma significativa, especialmente na Sexta Feira Santa e no domingo de Páscoa, com bacalhau, salmão, tilápia, camarão e outras opções congeladas, acompanhados por ingredientes utilizados nas receitas típicas da ocasião. A preparação das refeições também impulsiona a venda de produtos básicos que compõem o cardápio. Legumes, temperos, azeites e conservas aparecem entre os itens mais procurados, além de sobremesas e produtos de panificação que ajudam a completar o almoço de domingo. “Toda essa movimentação no varejo reflete o caráter afetivo da celebração. Reuniões familiares, refeições compartilhadas e pequenos gestos de hospitalidade ampliam o consumo em diferentes categorias dentro do supermercado, o que faz a Páscoa ser uma das datas mais importantes do calendário do setor, capaz de impulsionar vendas em diversas áreas, incluindo o setor de bebidas, já que vinhos e espumantes costumam acompanhar as refeições comemorativas”, afirma Bruno Solino, executivo de Trade Marketing do Grupo TriMais. Mas o movimento não se limita ao setor de alimentos. Produtos relacionados à mesa e à cozinha também ganham relevância, já que muitas famílias aproveitam para reunir parentes e amigos em casa. Travessas, refratários, formas para assados, taças, pratos e toalhas de mesa costumam registrar maior procura nas áreas de bazar e utilidades domésticas. “Durante a Páscoa, organizamos a loja para facilitar a jornada do cliente e estimular compras completas. Criamos ilhas temáticas que reúnem peixes, azeites, vinhos e outros ingredientes usados nas receitas tradicionais, além de destacar itens de cozinha e mesa posta próximos dessas seções. Essa organização ajuda o consumidor a visualizar tudo o que precisa e acaba ampliando o volume no carrinho”, finaliza Solino.
Dia do Consumidor: 85% dos brasileiros compram online e desafiam varejistas a acertar nas promoções
Celebrado tradicionalmente em 15 de março, o Dia do Consumidor é uma data importante para varejistas e clientes que buscam boas promoções. Nesse contexto, destaca-se o papel do e-commerce como principal canal de compras para 85% dos brasileiros, segundo o estudo CX Trends 2026. Os dados também apontam que 76% desses consumidores digitais escolhem os marketplaces para adquirir um produto ou serviço, sobretudo pela segurança das plataformas. Somando comodidade com promoções, fica evidente que os brasileiros aguardam as “datas comerciais” para comprar. O levantamento Neotrust Confi confirmou que, em 2025, o comércio eletrônico brasileiro atingiu R$8,3 bilhões durante a semana do consumidor, um aumento de 13,6% comparado ao mesmo período de 2024. Independentemente da estratégia de cada indústria e varejista nestas épocas, a análise cuidadosa dos descontos e checagem dos preços faz toda a diferença no fluxo de caixa. De acordo com Pablo Zapata, CEO e fundador da TrackingTrade, empresa especializada em monitoramento e governança comercial, o mercado aproveita essas oportunidades para promover os produtos mais antigos e como consequência introduzir novos produtos nos canais parceiros. Sendo assim, o monitoramento de preços para proteção de margens é o melhor caminho para garantir o sucesso comercial no período. “Observo que o consumidor brasileiro é muito sensível a preço na composição da sua decisão para comprar bem, e o mercado precisa acompanhar esse ritmo. E o sucesso do canal está na compra (sellin) do produto que antecede as datas sazonais. Portanto, se um varejista encontrou os melhores fornecedores e está com o estoque disponível para atender a demanda, é sinal que ele usou dados corretamente ao seu favor”, destaca o executivo, que defende o monitoramento das informações como parte fundamental das estratégias de vendas e supply chain (cadeia de suprimentos ou estoque). Governança comercial e monitoramento dos preços Utilizar dados a favor dos negócios é justamente um dos desafios das empresas nacionais, de acordo com pesquisa Panorama de Sentimento das Lideranças. De um lado, 80% das companhias consultadas utilizam algum tipo de ferramentas para controle de preços. Porém, os executivos opinam que a falta de estratégia e integração de processos organizacionais são desafios que precisam ser discutidos internamente. Para Zapata, essa percepção dos líderes tem relação com a falta de governança na tomada de decisão, podendo trazer prejuízos sérios em datas comerciais. “Nestes períodos os fornecedores e administradores dos canais de venda, como marketplaces, fazem grandes apostas. Uma vez que o desafio das marcas é tornar a concorrência menos predatória, é nesse momento que uma tecnologia de monitoramento de preço ou proteção de margem, são essenciais para garantir a execução da estratégia”, explica. O fundador da TrackingTrade enxega a governança como um diferencial enorme no Brasil que vai além do controle de mercadoria. “A gestão inteligente começa no planejamento de vendas e operações (S&OP), passando pela política comercial, contratos com o canal, logística e finalmente o trade marketing”, acrescenta Zapata.
Sebrae RS acompanha o SXSW 2026 e traduz tendências globais para o varejo
O Sebrae RS está acompanhando de perto o South by Southwest (SXSW) 2026, que acontece de 12 a 18 de março, em Austin, nos Estados Unidos. Reconhecido como um dos principais eventos globais sobre inovação, tecnologia, comportamento e novos modelos de negócio, o festival reúne especialistas, empresas e lideranças que discutem os caminhos do futuro. Mais do que participar do evento, a proposta do Sebrae RS é atuar como um radar de tendências para os pequenos negócios do Rio Grande do Sul. Ao longo da programação, a equipe acompanha painéis, experiências e debates que ajudam a entender como tecnologia, cultura e comportamento estão transformando mercados no mundo todo. A cobertura é realizada por Débora Martini Kryvoruchca, gerente de marketing, Fabiano Zortéa, especialista em varejo, e David Viegas, analista de projetos em inovação do Sebrae RS. O grupo acompanha os principais conteúdos do evento com atenção especial a temas como mundo do trabalho, novas profissões, desafios de gestão e liderança de times, além de creator economy. Os principais aprendizados e reflexões do SXSW são compartilhados em uma cobertura especial no blog e no Instagram do Sebrae RS, conectando empreendedores gaúchos às discussões que estão acontecendo no cenário global. A proposta é traduzir essas conversas para uma linguagem próxima da realidade dos micro e pequenos negócios, destacando o que merece atenção no radar de quem empreende. “O SXSW é um espaço onde diferentes áreas – tecnologia, cultura, comportamento e negócios – se encontram para discutir o que vem pela frente. Estar aqui nos permite observar essas transformações e trazer para os empreendedores gaúchos uma leitura mais próxima do que pode impactar seus negócios nos próximos anos”, destaca a gerente de marketing do Sebrae RS. Com essa iniciativa, o Sebrae RS amplia o acesso dos pequenos negócios às grandes discussões internacionais e reforça seu papel de conectar empreendedores às tendências que estão moldando o futuro dos mercados. Para acompanhar a cobertura completa do SXSW 2026, acesse:sebrae.rs/sebraersnosxsw.
Lição da NRF 2026 para o varejo de médio porte: tecnologia como valor para “menos modismo e mais resultado”
Por Luciana Miranda, COO e CMO da AP Digital Services A edição de 2026 da NRF Retail’s Big Show, encontro anual que apresenta as prioridades tecnológicas do varejo global, passou uma mensagem explícita e direta para quem lidera o varejo de médio porte (também chamado de varejo middle market). A mensagem é que a estratégia deve ser focada na capacidade de utilizar tecnologia como infraestrutura que gera valor operacional mensurável. De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as empresas de médio porte são aquelas com receita operacional bruta anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões. Especificamente no varejo, essa heterogeneidade de receita também se reflete em perfis diversificados de empresas, desde o comércio de bairro em expansão a redes regionais com presença multicanal. Com um universo tão amplo, já temos a primeira definição sobre o varejo de médio porte: as soluções padronizadas raramente funcionam, criando o desafio de desenvolver tecnologia e processos escaláveis de acordo com a realidade de cada operação. A lacuna que existe entre tecnologia e negócios no varejo de médio porte De tudo que analisei na NRF, e que pode ser corroborado por dados e previsões de mercado, reforço dois sinais relevantes para o varejo de médio porte: 1. Inteligência Artificial (IA) e análises são relevantes, mas dependem de dados e processos claros para serem efetivos: segundo o relatório “Tech Trends 2026”, da Deloitte, 64% das empresas planejam aumentar os investimentos em IA nos próximos dois anos. Especificamente no varejo, para que esses investimentos gerem retorno, a aposta deve ser focada em IA para previsão de demanda, otimização de estoques e automação de operações. Porém, a adoção da IA deve ser sustentada por uma tecnologia robusta para análise, integração e governança de dados. Sem isso, a IA gera mais modismo e menos resultado para o varejista. 2. Omnichannel continua sendo diferencial competitivo: outra pesquisa da Deloitte, intitulada “Perspectivas Globais do Setor Varejista para 2026”, apontou que as prioridades para este ano são aprimoramento das experiências omnichannel (46%) e fortalecimento dos programas de fidelidade (36%) para ampliar a hiperpersonalização. Esses dados nos mostram que a inovação sem benefício operacional imediato é risco, uma vez que os consumidores desejam uma experiência integrada entre loja física, e-commerce e canais digitais. O que essa exigência significa? Quem não unificar inventário com recursos de Experiência do Cliente (CX) perde a confiança do seu público e, consequentemente, perde vendas. A regra prática para o varejo: tecnologia como infraestrutura apoiada em três pilares Pela experiência de mercado e pelos insights gerados na NRF, aponto que a transformação digital que dá resultado no varejo de médio porte estrutura-se em três pilares igualmente importantes e interligados. 1. Previsão de cenários (não apenas apresentação de informações): mais do que relatórios, o varejo precisa de uma camada de dados única e confiável, com foco em previsão sobre Unidade de Manutenção de Estoque (SKU) por loja e definição do tempo ideal entre pedido e entrega do produto, além de taxas de conversão por canal. O investimento em tecnologia preditiva com dados consistentes diminui o risco de atritos na integração de dados com a execução operacional, tanto na venda quanto no atendimento pós-venda. 2. Pessoas para transformar insights em ação: o Boston Consulting Group divulgou o estudo “Previsões para o Varejo em 2026”, com dados relevantes sobre automação e IA no varejo: proporcionam redução de 5 a 10% no custo com mão de obra, economia de 25% no tempo que antes era utilizado em tarefas manuais e aumento de 30% na satisfação dos funcionários. Nesse sentido, devemos valorizar o fator humano na operação do varejo de médio porte. Isso porque é a equipe (compras, operações e CX) que terá participação em 100% das conversões de previsão em venda, a partir da competência necessária para interpretar sinais de comportamento do consumidor, tomar decisões rápidas e ajustar os processos quando for necessário. Treinamento, formação de equipes multidisciplinares e clareza na definição de papéis (quem decide o que e com que frequência) são iniciativas fundamentais. 3. Processos tecnológicos que garantem execução sem desperdício: de acordo com o Gartner, os gastos globais com IA ultrapassarão US$ 2 trilhões em 2026, o que representa crescimento de 44% em relação a 2025. Para que a automação e a IA se reflitam em valor agregado para os negócios, ambas precisam de processos repetíveis, como regras de reposição, Acordos de Nível de Serviço (SLAs) de atendimento, automação da cadeia logística, conferência de estoque físico com o estoque registrado em sistema e políticas de devolução. Por meio desses processos, o varejista terá ganhos rápidos que justificam e viabilizam os próximos ciclos de investimento em tecnologia. O varejo de médio porte precisa trocar projetos isolados por tecnologia escalável A NRF 2026 nos deu a lição de que a tecnologia mais impactante não é a mais chamativa, e sim a que se estabelece como infraestrutura previsível, integrada e orientada por dados, de modo a colocar o “consumidor no centro da estratégia”. Para o varejo brasileiro de médio porte, o recado é: menos experiências isoladas e mais utilização concreta de tecnologias escaláveis de IA e omnichannel para conectar dados, pessoas e execução.
2026 será o ano das experiências e o varejo já escolheu um novo campo de batalha para rivalizar com a Black Friday e impulsionar a economia
Ano após ano, a Black Friday deixou de ser apenas mais uma data promocional e passou a rivalizar de igual para igual com o Natal, historicamente o maior motor do varejo brasileiro. Em 2025, a última semana de novembro voltou a se consolidar como uma das principais janelas de consumo do país, reforçando o poder de um sazonal bem construído. Segundo levantamento do Itaú Unibanco, as vendas na última Black Friday cresceram 28,5% em relação a 2024. O e commerce avançou 33,3% e o uso do Pix subiu 37,5% entre os pagamentos realizados no período. Estimativas da Confi Neotrust apontam que o faturamento isolado da sexta-feira atingiu cerca de R$ 4,8 bilhões, alta de aproximadamente 11% frente ao ano anterior, mesmo em um ambiente de competição mais intensa entre marketplaces e gigantes globais. Mais do que volume, os números revelam maturidade. O consumidor brasileiro pesquisou mais, planejou mais e antecipou compras, especialmente em categorias de maior valor agregado, como tecnologia e grandes eletrodomésticos. Pesquisa com consumidores mostra que 53% dos brasileiros planejavam comprar eletroeletrônicos e eletrodomésticos na Black Friday de 2025, evidenciando o quanto a data já faz parte do calendário mental do país. Quando o sazonal vira estratégia A Black Friday se tornou um case clássico de como um evento sazonal pode ancorar a estratégia anual de geração de demanda. Não se trata apenas de desconto, mas de timing, narrativa e previsibilidade. O consumidor sabe que ali encontrará oportunidades reais e, por isso, organiza seu orçamento. No primeiro semestre, a Semana do Consumidor tem ensaiado ocupar um espaço semelhante. Em 2025, o período movimentou cerca de R$ 8,3 bilhões no e commerce, crescimento de 13,6% em relação a 2024, com 61 milhões de itens vendidos. Ainda assim, o Dia do Consumidor isoladamente registrou leve recuo na comparação anual, indicando que, embora a semana ganhe tração, ela ainda não alcança a potência simbólica e financeira da Black Friday. A diferença é estrutural. Enquanto a Black Friday se beneficia da proximidade do décimo terceiro salário e da temporada de compras de fim de ano, março exige um esforço adicional de convencimento. Não há bônus no contracheque nem urgência natalina. Há, no máximo, boletos do início do ano. 2026 será um teste de fogo O desafio se amplia em 2026. O calendário terá múltiplos feriados prolongados, grandes festivais como o Rock in Rio e a Copa do Mundo, eventos que tradicionalmente deslocam parte do orçamento para viagens, lazer e experiências. Estudos internacionais indicam que, em anos com maior oferta de entretenimento e turismo, o consumidor tende a priorizar vivências em detrimento de bens duráveis, adiando compras de maior ticket. Em outras palavras, o varejo de produtos não vai concorrer apenas entre si, mas principalmente com o varejo de experiências. Competirá com passagens aéreas, ingressos para shows, pacotes de viagem e churrascos de feriado. Esse novo tabuleiro exige estratégia fina. Não basta cortar preço. Será preciso criar novos rituais de consumo capazes de gerar expectativa, conversa e desejo em momentos menos óbvios do calendário. Karcher aposta em um novo pico de consumo A Karcher Brasil entendeu o recado. Em 2025, a companhia ultrapassou R$ 1 bilhão em faturamento. Desse total, R$ 100 milhões foram gerados apenas durante a Black Friday, evidenciando o peso da data no desempenho anual. Agora, a marca quer replicar esse impacto no primeiro semestre. Para isso, criou a Yellow Week, uma plataforma promocional com descontos agressivos, inclusive superiores aos praticados na Black Friday, e meta ambiciosa de R$ 50 milhões em faturamento apenas na última semana de março. “Queremos gerar um movimento que aumente o diálogo da marca com o consumidor e impulsione nossa performance no primeiro semestre surfando a onda do mês do consumidor, mas criando um movimento proprietário e imperdível para o consumidor. A estratégia foi criada já no ano passado porque prevíamos que esse ano pedia uma janela de consumo só nossa. Por isso colocamos a fábrica para aumentar a produção, negociamos com os principais clientes das linhas residenciais, como o Mercado Livre, e destinamos um investimento significativo de marketing para movimentar a atenção do consumidor e criar um novo sazonal no nosso calendário”, afirma Marco Dutra, CEO da Karcher Brasil. Segundo ele, a decisão envolve risco calculado. “Sabemos que a atenção do consumidor estará dividida entre viagens, festivais e futebol. Justamente por isso, precisamos ser ainda mais relevantes e estratégicos. Esse ano queremos mudar a cultura de entendimento do consumidor em relação à Kärcher, queremos que ele perceba que há vantagens imperdíveis em março e em novembro.” Ligia Pugliesi, gerente de marketing da companhia, explica que a marca estruturou uma campanha exclusiva para a data, com o segundo maior aporte de marketing da história da empresa. “Criamos uma estratégia robusta que inclui liveshops nas plataformas da marca no Instagram, presença estruturada no TikTok Shop, que é uma grande aposta para 2026, além de campanhas digitais com influenciadores e investimentos em mídia digital, em streamings e OOH para ampliar alcance e consideração. Todos os esforços estão direcionados para consolidar essa data e alcançar nossos objetivos audaciosos.” O varejo em modo reinvenção O movimento da Karcher não é isolado. Ele simboliza uma tendência maior: a necessidade de criar novos motores de demanda em um ambiente em que o consumidor está mais seletivo e com múltiplas possibilidades de destino para seu orçamento. A Black Friday de 2025 comprovou que um sazonal forte pode redefinir resultados. O que está em jogo agora é a capacidade de replicar esse fenômeno fora do segundo semestre, em um ano que promete ser dominado por experiências. Se 2026 será o ano das viagens, festivais e futebol, o varejo já deixou claro que não assistirá a essa disputa de braços cruzados. O novo campo de batalha está aberto. E, desta vez, a guerra não é apenas por desconto. É por relevância.
Com faturamento recorde, shoppings mostram a força do varejo físico no Brasil
Mesmo diante do avanço do comércio eletrônico, os shopping centers seguem demonstrando relevância no varejo brasileiro. De acordo com o Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025–2026, da Abrasce, o setor alcançou R$ 201 bilhões em faturamento em 2025, alta de 1,2% em relação ao ano anterior — o maior resultado da história. O tempo médio de permanência também atingiu recorde, chegando a 80 minutos por visita, reforçando o papel desses espaços como polos de convivência, lazer e serviços, mesmo em um cenário de crescimento das compras online. Nesse contexto, integrar um negócio a um mall tem se tornado uma estratégia para ampliar visibilidade e potencializar resultados. Para William Martins, sócio do ASA Open Mall, em fase final de implantação no Parque Oeste Industrial, em Goiânia, o modelo favorece o fluxo compartilhado de clientes. “Fazendo parte de um mall, o lojista se beneficia do cliente passante, que muitas vezes está consumindo outro serviço e acaba aproveitando para consumir também. Estar junto de outras marcas amplia a visibilidade e fortalece a conveniência para o consumidor resolver tudo em um só lugar”, explica. Outro diferencial do empreendimento está no modelo de salas modulares. Segundo William, essa flexibilidade permite que o empreendedor adeque o espaço de acordo com a necessidade do negócio, inclusive integrando duas ou mais salas para ampliar a área. “Dentro de um mall, cada metro quadrado precisa ser bem aproveitado. A possibilidade de integração facilita a instalação de diferentes tipos de operação e acompanha o crescimento da empresa”, destaca. Além da localização, o ambiente onde o negócio está inserido é decisivo para o desempenho comercial. Para o executivo, a atração do cliente e a percepção de valor do produto ou serviço estão diretamente ligadas ao padrão do espaço. “O ASA Open Mall chega para elevar o padrão de consumo da região. Os moradores já anseiam por um ambiente mais qualificado, acolhedor e seguro perto de casa, o que contribui diretamente para uma maior conversão de vendas”, afirma. O planejamento do empreendimento também considera o tipo de operação e sua melhor posição dentro do mall. Por lá, há salas voltadas para o pátio interno, caracterizado como uma praça de alimentação a céu aberto, ideal para restaurantes e operações gastronômicas. Já as salas voltadas para as vias públicas são indicadas para comércios que dependem do fluxo direto da rua, como drogarias e empórios. Há ainda espaços com metragens maiores, pensados para clínicas, consultórios e escritórios. “A localização correta de cada operação faz toda a diferença no resultado”, ressalta. Além disso, o planejamento considera o perfil de cada operação, com espaços voltados para praça de alimentação a céu aberto, lojas com frente para a rua e unidades maiores destinadas a clínicas e escritórios. “A localização correta de cada operação faz toda a diferença no resultado”, ressalta. O empreendimento segue o conceito de strip mall, caracterizado por ambientes abertos, integração com o meio urbano e circulação fluida entre lojas e serviços. O projeto conta com salas modulares, que permitem adequação e expansão conforme a necessidade do negócio. “O ASA Open Mall foi pensado para oferecer experiência, conveniência e um novo padrão de consumo para a região”, conclui William. Sobre o ASA Open Mall Com conceito arquitetônico contemporâneo, o ASA Open Mall aposta em uma estrutura open air, com lojas em ambientes abertos, fachada ativa e maior integração com a paisagem urbana. Sob gestão profissional, o empreendimento contará com um mix diversificado de serviços e comércio, incluindo lanchonete, clínica, drogaria, além de franquias dos segmentos de beleza e alimentação. O mall está estrategicamente localizado próximo aos bairros Goiá, Eldorado e Eldorado Park. O projeto é desenvolvido por Agni Aguiar, CEO da ASA Imobiliária e sócia do ASA Open Mall, e William Martins, diretor de Engenharia do ASA Open Mall e CEO da Íntegra Engenharia.
Após movimento do Mercado Livre, automação vira regra no varejo online
A Magis5, plataforma de automação e integração de marketplaces, anunciou o lançamento de sua nova funcionalidade: Gestão Automática de Preços. A ferramenta foi desenvolvida como uma resposta imediata às recentes mudanças na política de preços do Mercado Livre, que agora monitora em tempo real os valores praticados pelos vendedores tanto dentro quanto fora da plataforma, exigindo que o preço mais baixo seja mantido no marketplace. O movimento acendeu um alerta entre os sellers com presença neste marketplace, que agora precisam se ajustar rapidamente e aprimorar sua gestão para evitar as penalizações — que vão desde queda de relevância e redução drástica de visibilidade até, em último caso, a suspensão do anúncio. “Criamos o Gestão Automática de Preços para garantir a competitividade das ofertas dos sellers e impedir que anúncios sejam suspensos por descumprimento das novas diretrizes”, explica Claudio Dias, CEO da Magis5. Segundo ele, a ferramenta automatiza a análise comparativa de valores e ajusta os preços de forma inteligente, reduzindo riscos operacionais e mantendo os vendedores conforme as regras do Mercado Livre. Tecnologia como vantagem competitiva Para Claudio Dias, a mudança visa reforçar a competitividade do Mercado Livre perante o mercado. Porém, levantou uma preocupação entre lojistas que operam em múltiplos canais. “Acompanhar preços manualmente, em grande volume, é inviável para quem gerencia dezenas, centenas ou até milhares de anúncios. Nesse cenário, a automação se torna indispensável”, destaca. A nova ferramenta da Magis5 centraliza a inteligência da operação, permitindo monitorar valores e ativar regras automáticas de precificação. O sistema interpreta dados e orienta correções para manter a operação nas normas, reduzindo drasticamente o risco de penalidades. A ferramenta lançada permite ao seller: A funcionalidade também reúne e interpreta dados, orienta correções e mantém a operação nas normas, reduzindo o risco de penalidades que afetam vendas e visibilidade. A funcionalidade já está acessível para a base de clientes na aba Produtos → Mercado Livre → Gestão de Preços.
RFID acelera inventário de medicamentos controlados em farmácias e melhora custo operacional
Por João Ricardo Costa, Head da Selbetti Label Solutions O controle de medicamentos sujeitos a prescrição especial sempre foi uma das rotinas mais sensíveis e onerosas da operação farmacêutica. Não apenas pelo rigor regulatório envolvido, mas principalmente pelo impacto direto na rotina dos profissionais. A cada inventário de medicamentos controlados, farmacêuticos precisam interromper o atendimento ao público e suspender atividades clínicas para se dedicar exclusivamente à contagem, conferência e validação dos estoques. Em um setor no qual tempo e atenção são recursos escassos, esse deslocamento de função representa um custo operacional relevante e recorrente. Essa questão ganhou mais peso desde o ano passado, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restabeleceu a obrigatoriedade do envio eletrônico regular de dados de estoques e movimentações de medicamentos controlados por meio do SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados), após um período de suspensão técnica. A exigência reforçou a necessidade de alinhamento absoluto entre o que está registrado nos sistemas e o que, de fato, está armazenado nas prateleiras das farmácias. Diante disso, o varejo farmacêutico passou a olhar com mais atenção para tecnologias capazes de reduzir o impacto operacional desses inventários. Entre elas, o RFID (Radio-Frequency Identification, ou Identificação por Radiofrequência) desponta como alternativa para transformar um dos processos mais trabalhosos da rotina farmacêutica: a conferência manual de medicamentos controlados, que hoje exige a paralisação parcial ou total da atuação dos farmacêuticos no atendimento e nas funções clínicas. A legislação brasileira é clara ao determinar que farmácias mantenham registros fidedignos das entradas, saídas e estoques desses medicamentos, garantindo que o volume escriturado seja exatamente o mesmo encontrado fisicamente. Inventários divergentes representam risco regulatório e sanitário. No entanto, o desafio cotidiano não está apenas em cumprir a norma, mas em fazê-lo sem comprometer o funcionamento da farmácia e a qualidade do serviço prestado ao consumidor. Inventário manual: precisão alta, mas com alto custo operacional Para atender às exigências, farmácias realizam inventários periódicos dos medicamentos controlados, conferindo frasco a frasco, caixa a caixa. O processo manual é reconhecidamente preciso, com níveis de acuracidade próximos de 99,7% quando bem executado. Ainda assim, trata-se de uma operação longa, repetitiva e exaustiva, que demanda dedicação exclusiva de profissionais habilitados. Na prática, um inventário completo pode consumir dez horas ou mais de trabalho concentrado. Para evitar impacto direto no fluxo da loja, essa atividade costuma ser realizada fora do horário comercial ou durante madrugadas. Quando isso não é possível, o farmacêutico precisa interromper o atendimento ao público e suspender atividades clínicas para se dedicar exclusivamente à contagem e validação dos estoques. Esse deslocamento de função tem efeito direto no custo operacional. Em grandes redes, que chegam a controlar até quatro mil medicamentos de uso controlado, o tempo acumulado gasto em inventários pode representar um custo mensal estimado em milhões de reais, considerando horas improdutivas, necessidade de reforço de equipe ou pagamento de horas extras. Mesmo em farmácias de menor porte, o impacto é sentido na redução da capacidade de atendimento e na sobrecarga dos profissionais. É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas regulatória e passa a ser operacional. O processo funciona, mas consome tempo demais de quem deveria estar focado no cuidado farmacêutico e na orientação ao paciente. Mais eficiência operacional com RFID Nesse contexto, o avanço das tecnologias de identificação automática passa a fazer sentido. O RFID, já amplamente utilizado em logística e varejo, começa a ser incorporado ao ambiente farmacêutico justamente por atacar o principal gargalo do inventário: o tempo e o esforço humano envolvidos. A tecnologia se baseia em etiquetas eletrônicas afixadas aos produtos, capazes de armazenar dados e transmitir informações por radiofrequência. Ao passar um leitor próximo a uma prateleira ou gaveta, centenas de itens podem ser identificados simultaneamente, sem necessidade de contato visual direto, diferentemente do código de barras. Em poucos segundos, o sistema captura dados como código do produto, lote e validade, gerando uma leitura completa do estoque. Com isso, tarefas que antes exigiam horas de contagem manual passam a ser concluídas em uma fração desse tempo, utilizando menos recursos humanos. Há cenários em que o RFID é capaz de realizar centenas de leituras em poucos minutos, reduzindo drasticamente o tempo de inventário. A digitação manual de informações deixa de existir, o que reduz o risco de erro e aumenta a confiabilidade do processo. Mais do que acelerar a contagem, a tecnologia altera a dinâmica da operação. Divergências entre o estoque físico e o sistema são identificadas quase instantaneamente, permitindo correções imediatas. Em vez de procurar erros ao final de um processo longo, o farmacêutico atua de forma pontual e estratégica, sem precisar suspender suas atividades por longos períodos. Menos interrupções, mais foco no cuidado Outro ganho relevante está na fase de reposição e controle contínuo do estoque. Sistemas automatizados com RFID identificam rapidamente itens fora de posição, quantidades acima ou abaixo do esperado e produtos próximos ao vencimento. Isso reduz perdas, evita faltas e diminui retrabalho. O impacto mais significativo, no entanto, está na rotina do farmacêutico. Ao reduzir o tempo dedicado a inventários manuais, a tecnologia devolve horas de trabalho para atividades clínicas, atendimento ao público e gestão do negócio. A conferência deixa de ser um evento disruptivo e passa a ser integrada à rotina, sem exigir pausas prolongadas ou mobilização extra de equipe. No Brasil, a adoção do RFID em farmácias ainda está em fase inicial, mas há sinais claros de amadurecimento. A queda no custo das etiquetas, o acesso facilitado a coletores e a maior integração com sistemas de gestão criam um ambiente favorável para a expansão dessa tecnologia. O movimento acompanha uma tendência global de modernização operacional no setor farmacêutico. Hoje, o debate não gira mais em torno de adotar ou não tecnologia, mas de escolher soluções que equilibrem custo operacional, retorno sobre investimento, precisão e uso inteligente do tempo. Farmácias que permanecem dependentes exclusivamente de inventários manuais continuam aptas a cumprir as exigências legais, mas o fazem sob um modelo que impõe mais esforço do que o necessário. Já aquelas
Yalo firma parceria com Abiacom para acelerar digitalização de indústrias e varejo no Brasil
A Yalo, plataforma inteligente de vendas, anuncia parceria com a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), com o objetivo de fortalecer a digitalização de indústrias, varejistas e empresas do comércio eletrônico no Brasil. A ABIACOM atua na defesa dos direitos e interesses do e-commerce brasileiro, contribuindo de forma proativa para o desenvolvimento do empreendedorismo digital e a evolução do ambiente de negócios no país. A parceria com a Yalo reforça essa missão ao aproximar o setor produtivo de tecnologias capazes de impulsionar eficiência operacional, inovação e competitividade. “A colaboração prevê a troca de conhecimento, iniciativas de capacitação e ações conjuntas voltadas à disseminação de boas práticas em transformação digital, com foco especial no uso estratégico de inteligência artificial, integração de canais digitais e personalização da experiência do cliente”, explica Danilo Rocha, diretor de vendas Brasil da Yalo. Para a companhia, a parceria amplia a conexão com o ecossistema de comércio eletrônico e inovação no Brasil, reforçando sua estratégia de expansão na América Latina e seu posicionamento como parceira tecnológica de empresas que buscam acelerar a maturidade digital. Já para a ABIACOM, a aliança representa um passo estratégico para fortalecer a competitividade do varejo e da indústria brasileira por meio da inteligência artificial aplicada aos negócios. “Na ABIACOM, temos a missão de fomentar um ecossistema mais inovador, eficiente e preparado para os desafios da nova economia digital. Ao aproximarmos nossos associados de soluções avançadas de IA, como as desenvolvidas pela Yalo, ampliamos a capacidade das empresas de gerar valor, escalar vendas e oferecer experiências cada vez mais personalizadas aos consumidores. Essa aliança reforça nosso compromisso com a transformação digital sustentável e com o protagonismo do Brasil no cenário latino-americano de comércio eletrônico”, destaca Fernando Mansano, presidente da associação.
Por que chat commerce, automação inteligente e experiências sem fricção devem estar no centro das decisões do varejo digital em 2026
Por Tiago Vailati, CEO da Loopia* O e-commerce entra em 2026 sob uma nova lógica de competitividade. Se, nos últimos anos, preço e sortimento lideravam as decisões de compra, agora são atendimento instantâneo, reputação da marca e capacidade de conversão em tempo real que determinam quem cresce e quem perde espaço no varejo digital. Em um ambiente cada vez mais fragmentado entre marketplaces, WhatsApp, redes sociais e lojas virtuais, a experiência conversacional passa a ocupar o centro da estratégia. Neste cenário, o atendimento se torna uma parte ainda mais estratégica do funil de vendas. Em um mundo super conectado, a lógica é simples: quem responde primeiro, vende. O cliente escolhe o melhor canal para comprar, aquele que é mais conveniente, que proporciona a melhor experiência, combinando preço, entrega e comodidade. E, nesse cenário, velocidade, contexto e relacionamento são decisivos. Em 2026, a espera tende a ser sinônimo de abandono. O consumidor multicanal — que transita entre WhatsApp, marketplaces e redes sociais — espera respostas em segundos, não em minutos. As operações que não funcionam de forma contínua, 24 horas por dia, tendem a perder vendas sem perceber. Além disso, o Chat Commerce se consolida como motor de conversão A jornada de compra deixa de ser linear e passa a ser conversacional. Em vez de navegar sozinho pelo site, o consumidor compra conversando, seja com vendedores humanos, seja com agentes de IA treinados para vender, tirar dúvidas e orientar decisões. Esse movimento transforma o atendimento em um canal ativo de vendas, impactando diretamente indicadores como taxa de conversão, ticket médio e recompra. Operações que tratam o chat apenas como SAC tendem a perder competitividade. Afinal, a reputação passa a ser construída em tempo real Avaliações, mensagens privadas, comentários em redes sociais e conversas em marketplaces passam a pesar tanto quanto anúncios e campanhas institucionais. Cada interação se torna um ponto de contato capaz de construir — ou comprometer — a reputação da marca. Ao analisar o mercado, entendemos que a Inteligência Artificial evolui de automação para inteligência de vendas. A IA deixa de atuar apenas como suporte operacional e passa a ser inteligência aplicada à conversão. Agentes inteligentes assumem funções como priorização de atendimentos, identificação de intenção de compra, recomendação de produtos, recuperação de carrinho abandonado e ações de pós-venda. A diferença estará menos na presença da tecnologia e mais na forma como ela é treinada e integrada à jornada completa do consumidor. Operações que utilizam IA apenas de forma reativa tendem a perder eficiência frente a modelos mais inteligentes e proativos. Para este ano, o e-commerce de será definido menos por tecnologias isoladas e mais pela capacidade de transformar conversas em vendas, com inteligência, velocidade e contexto. O atendimento deixa de ser custo e passa a ser ativo estratégico. Quem entende isso agora, irá se destacar o ano todo. *Tiago Vailati é cofundador e CEO da Loopia, plataforma que integra e automatiza a jornada do Chat Commerce com IA. Formou-se em Ciência da Computação e, mais tarde, especializou-se em Gestão Estratégica Empresarial. Aos 25 anos de idade, fundou com outros dois sócios a startup Hiper, que hoje atende mais de 22 mil lojas em 2 mil cidades no Brasil Em 2019, vendeu a Hiper por R$50 milhões para a Linx (empresa que hoje faz parte do grupo Stone), e manteve-se à frente da companhia até o ano de 2022, liderando a empresa na fase pós-venda. Além de empreendedor, é escritor e autor do livro , investidor, mentor e conselheiro em diferentes tipos de negócios.
Varejista Novo Mundo estreia no Piauí com abertura de duas lojas em Teresina
A rede varejista Novo Mundo, um dos principais players do Centro-Oeste e com quase 70 anos de história, inicia um novo capítulo em sua trajetória de crescimento com a chegada ao estado do Piauí. Pela primeira vez, a marca passa a operar na região com a abertura de duas lojas em Teresina, movimento que integra o plano de expansão da companhia e reforça sua estratégia de ampliar presença em mercados com forte potencial de consumo. “A chegada da Novo Mundo a Teresina representa um passo muito importante dentro do nosso plano de expansão, que inclui a abertura de novas lojas no Norte do país. Acreditamos muito no potencial da região e queremos construir uma relação próxima e duradoura com os consumidores locais”, afirma o Presidente do Conselho de Administração da Novo Mundo, José Guimarães. A escolha da capital piauiense não é casual. Teresina se consolida como um dos principais polos econômicos do estado e apresenta um cenário favorável para o varejo, com dinamismo comercial e um público cada vez mais atento a oportunidades de compra e variedade de produtos. “Nossa expectativa é muito positiva. A Novo Mundo chega com o objetivo de oferecer uma experiência completa de compra, com um portfólio amplo de produtos com eletrodomésticos, eletrônicos, móveis e utilidades para o lar, boas condições comerciais e um atendimento próximo ao cliente. Acreditamos no potencial da região e na boa receptividade do público local”, reforça o executivo. Atualmente, a rede Novo Mundo possui 100 lojas no Centro-Norte do país.
Smart Summit 2026 apresenta palco exclusivo sobre marketing e varejo
O Smart Summit 2026, a maior feira de negócios e investimentos do Rio de Janeiro, trará uma novidade para a que promete ser sua maior edição: um hub de marketing e varejo. O palco inédito contará com 18 horas de conteúdos e debates pertinentes ao setor, conectando performance, inteligência de dados e inovação com comportamento, marca e experiência. “O espaço nasceu como um ponto de encontro entre estratégia, tecnologia e consumo real“, conta Samyr Castro, CEO da InvestSmart XP, patrocinadora master do evento. Segundo o executivo, foram escolhidos temas voltados para o desenvolvimento de marcas e análise de dados, fundamentais para um bom posicionamento de mercado. No dia 12 de março, a partir das 12h40, no primeiro dia da feira, o tema central do palco será “Dados e I.A aplicados ao marketing” e será comandado pelo Métricas Boss, consultoria referência em Web Analytics e dados. “O foco do primeiro dia estará em como os dados deixaram de ser suporte para se tornarem o fundamento das decisões“, explica Samyr. As palestras do dia abordarão Inteligência Artificial aplicada à personalização, automação, mídia, previsibilidade de demanda e performance orientada por métricas reais. “Será um verdadeiro mergulho prático sobre como transformar informação em vantagem competitiva e como as tecnologias emergentes estão redefinindo aquisição, retenção e construção de marca“, destaca o CEO. Já o segundo dia do evento, 13 de março, com início às 12h50, o tema principal será o “Varejo como experiência, cultura e desejo“. Sob liderança de Michel Tauil, empreendedor e sócio-diretor da BlueMan Brasil, o palco levará aos presentes a perspectiva de alguém que construiu uma marca com identidade forte e conexão emocional com o consumidor. “Nesse dia, o debate irá girar em torno de branding, posicionamento, omnichannel, expansão e o papel do varejo físico e digital na construção de desejo“, informa Samyr. Segundo ele, as trocas levarão um olhar estratégico sobre como transformar produto em narrativa, e ponto de venda em experiência. As palestras terão como temas o mercado de franquias, os meios de pagamento como diferencial competitivo, licenciamento e collabs, e empreendedorismo feminino. Passarão pelo Hub de Marketing e Varejo nomes como Carlos Prado Jr., presidente da Abradi; Julia Neves, CEO da Optimiza Marketing; Lucian Fialho, fundador e CTO da Métricas Boss; Bernard de Luna, product manager expert; Claudio Bonel, PhD em Ciências de Dados; Sérgio Fernandes, CEO da Leadh; e Arapuan Motta, reitor da Unisuam, e marcas como First Class, Flamengo, Bagaggio, Zinzane, Granado, Dermage, Fast Escova, Pagaleve e Mastercard. “Mais do que tendências, este espaço propõe visão aplicada: como marketing e varejo se encontram na prática, como tecnologia potencializa resultados e como marcas podem crescer mantendo relevância, identidade e margem“, destaca Samyr Castro. O Smart Summit 2026 acontecerá nos dias 12 e 13 de março, das 10h30 às 21h, no Expo Rio, na Cidade Nova. As vendas de ingressos já estão abertas no site do evento. SERVIÇO SMART SUMMIT 2026 Data: 12 e 13 de março de 2026, das 10h30 às 21h Local: Expo Rio – Rua Beatriz Larragotti Lucas, S/N – Cidade Nova, Rio de Janeiro – RJ Ingressos Saiba mais sobre o Smart Summit aqui
Luna Gelato & Caffè inaugura unidade em Diadema, no Shopping Praça da Moça
A Luna Gelato & Caffè, marca de gelatos artesanais inspirada na tradição italiana, inaugura no dia 13 de março sua nova unidade no Shopping Praça da Moça, em Diadema (SP). A chegada à cidade marca a quinta loja da rede, que prevê a abertura de 10 unidades no primeiro semestre de 2026.A marca traz para o público diademense gelatos produzidos com ingredientes premium, cafés especiais e sobremesas autorais, combinando técnica artesanal, sofisticação e uma proposta de experiência que convida à pausa e ao prazer dos pequenos momentos. Como um convite para as pessoas conhecerem os produtos, nos dias 13,14 e 15/3, a loja terá uma promoção especial: na compra de um gelato, o segundo é cortesia. “Diadema é uma cidade com forte vocação para o desenvolvimento econômico e vem se consolidando como um polo atrativo para novos investimentos. Estamos muito felizes em inaugurar nossa sexta unidade aqui e fazer parte desse momento de crescimento, levando uma experiência diferenciada em gelato e café para a população”, afirma o head de operações da Luna Gelato & Caffè, Thiago Borges. Diadema: economia forte e vocação para serviços premium Localizada na Região Metropolitana de São Paulo, Diadema possui um dos maiores PIBs da região do ABC Paulista (R$53.985,47), segundo o Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE). De acordo com informações divulgadas pela Prefeitura de Diadema, o município tem ampliado políticas de incentivo ao empreendedorismo e à atração de novos negócios, especialmente nos setores de comércio e serviços. A cidade também integra um dos principais polos industriais do estado de São Paulo, o que impulsiona a geração de renda e fortalece o consumo local. Cardápio e parcerias da Luna No cardápio, os clientes encontram desde sabores tradicionais, como chocolate, pistache e doce de leite, até receitas exclusivas produzidas em parceria com a tradicional empresa italiana Fabbri, reconhecida mundialmente por seus ingredientes premium. Todos os gelatos da Luna utilizam insumos selecionados da Fabbri, reforçando o compromisso da marca com autenticidade e tradição. Para complementar a experiência, o espaço conta com cafés especiais em parceria com a Santa Mônica, referência nacional em grãos de alta qualidade. A Luna também oferece sobremesas que ampliam a experiência do cliente, que combinam texturas e ingredientes frescos. Serviço: Inauguração Luna Gelato & Caffé – Diadema Data: 6 de março de 2026Horário: A partir dás 11hLocal: Shopping Praça da Moça, R. Manoel da Nóbrega, 712 – Centro, Diadema – SP
NRF e o varejo orientado por Inteligência Artificial (IA): consistência como nova vantagem competitiva
Por Francieli Pinzon, diretora de estratégia de IA da White Cube A NRF Retail’s Big Show 2026, maior evento internacional do varejo, nos apresentou muito mais do que novas tecnologias. Ela expôs a necessidade de uma profunda mudança de mentalidade para os varejistas: o centro da competitividade deixou de ser a adoção de ferramentas, passando a ser a capacidade de operar com consistência a partir de decisões que ocorrem, majoritariamente, com participação de agentes de Inteligência Artificial (IA). Esses agentes têm uma capacidade de interpretação de contexto distinta da humana. Não inferem exceções de forma intuitiva nem interpretam contextos implícitos. Operam de maneira mais determinística ao avaliar dados e aplicar regras, o que significa que respondem a padrões estruturados e critérios explícitos – e não a nuances subjetivas. Nova exigência: interpretar o comportamento do consumidor orientado por IA Anteriormente, a lógica do varejo digital era facilitar a comparação e escolha em ambientes complexos, de modo que pequenas imprecisões fossem absorvidas pelo esforço cognitivo do consumidor. Em 2026 esse cenário está diferente. O comportamento orientado à redução de esforço não é novo. Novo é o fato de que sistemas de IA passaram a estruturar essa lógica de forma ativa. Em vez de apenas facilitar comparação, os algoritmos passam a definir priorização, elegibilidade e recorrência das marcas com base em critérios objetivos e padrões históricos. Nessa era da nova expectativa em torno da adoção de IA, a estratégia dos varejistas deve começar pela seguinte pergunta: em quais decisões do negócio a IA precisa operar como parte da infraestrutura organizacional? Tal pergunta nos prova que a atenção deve ser na capacidade de sustentar a dinâmica da IA sem ampliar risco nos negócios. Quando essa base não está madura, as fragilidades deixam de ser detalhes e passam a comprometer a lógica automatizada. As diferenças de preço entre canais revelam desalinhamento estrutural, os processos de devolução excessivamente complexos indicam instabilidade operacional e a dependência recorrente de correções manuais evidencia baixa maturidade sistêmica. Operação baseada em evidências para gerar confiança Para evitar situações adversas e gerar confiança, os líderes devem saber que o diferencial decisório é a operação baseada em evidências. A qualidade dos dados, a estabilidade das jornadas críticas e a coerência entre promessa e entrega nos ambientes de grande automação podem ser maximizados com base em três prioridades: Portanto, quanto mais eficiente for a mediação da compra pelos agentes de IA, maior será a clareza necessária para tomar decisões críticas e mais rápida será a escalabilidade com consistência no varejo.
IA no varejo: a transformação do setor pelo open source
Por Fabiano Assis Durante anos, a inteligência artificial (IA) no varejo foi tratada como promessa. Experimentos isolados, pilotos de personalização e automações pontuais dominaram o discurso de líderes, gerentes e tomadores de decisões. No entanto, o último National Retail Federation (NRF), maior feira de varejo internacional no mercado, realizado na primeira quinzena de janeiro, mostrou a todos que essa etapa ficou para trás. O segmento entrou em uma fase mais madura, integrada diretamente com uma estratégia omnichannel, fazendo com que, aos poucos, a IA deixe de ser um um diferencial e passa a se tornar parte operacional de negócios. Os estandes e palestras em Nova Iorque deixaram claro que a transformação não está mais em “testar tecnologia” para soluções sob medida e para aspectos laterais de negócios, mas sim em conectar dados, processos e decisões em escala, em um cenário de custos elevados, consumidores exigentes e cadeias de suprimento cada vez mais complexas. Em um contexto de oportunidades menos evidentes e marcas cada vez mais ávidas por reter clientes, a inteligência artificial apresenta-se como uma metodologia integrada para reduzir fricções, aumentar a previsibilidade e sustentar o crescimento. Não se trata de apenas adotar soluções prontas para impulsionar a produtividade e flexibilizar o atendimento, mas sim de construir toda uma percepção no varejo a respeito da importância de tecnologias abertas e arquiteturas colaborativas. Poderoso catalisador da inovação, o open source têm sido essencial para empresas de diferentes tamanhos aumentaram sua capacidade de adaptação com as novas tendências do mercado, por meio de estruturas mais flexíveis, ágeis e, principalmente, resilientes. Inteligência artificial: da teoria à prática Para muitos, esse salto para o ecossistema de inteligência artificial pode parecer uma forçação de barra, principalmente para Pequenas, Média e Microempresas que, raramente, dispõem de margem no orçamento para realizar investimentos em tecnologia de médio e curto prazo, no entanto, um levantamento recente da NVIDIA apontar para um cenário diversos. Lançado no começo de janeiro, o State of AI in Retail and CPG indica que mais de 58% do ecossistema global de negócios utiliza ativamente soluções, ferramentas ou metodologias de IA, um salto de 16 por cento em relação à pesquisa passada. Ainda que exista um gap de 21 pontos entre as formas de uso da tecnologia para negócios com mais de 1 mil colaboradores (68%) e micro, médias e pequenas empresas (49%), a IA se tornou unânime para alavancar receitas, reduzir custos operacionais e aumentar eficiência operacional e a produtividade de times em diferentes frentes do segmento. Seja para o ecossistema cadeia de suprimentos, back office ou lojas físicas, 91% dos tomadores de decisões concordam em que investir em inteligência artificial está nos planos para 2026 por meio de soluções que tragam resultados ágeis e concretos. Como ressalta o Guia de Tendências do Sebrae, organizado especialmente para o NRF, na realidade brasileira esses investimentos em tecnologia se traduzem: na adoção da IA agêntica (também conhecida como agentes de IA); na personalização da jornada da compra de clientes em multicanais; na antecipação de gargalos operacionais buscando não só evitar o desabastecimento de estoques, como também integração das operações em múltiplos canais de atuação e; principalmente, no aumento da segurança de operações, seja no e-commerce, em marketplaces ou ainda no atendimento presencial nas lojinhas. De forma geral, o documento suscita que o futuro da área representa uma aproximação decisiva da tecnologia do core business do varejo. Observando os benefícios, os casos de sucesso e os encaminhamentos para este ano, fica claro que a IA, bem como outras metodologias-irmãs como a automação e a modernização de infraestrutura técnica, serão indispensáveis para o sucesso de negócios e na melhora do atendimento de consumidores. Como o próprio relatório sublinha, não se trata, de delegar à IA e às novas metodologias toda a criatividade, inovação e engenhosidade do segmento, mas sim fazer uso dessas soluções para que o human touch no atendimento, nas conversas e no trato direto com o público seja mais assertivo e decisivo. Código aberto: um investimento de inteligência no varejo Por mais que a tecnologia apresente benefícios inquestionáveis e duradouros para diferentes tipos de negócios, no Brasil, organizações ainda enfrentam obstáculos na sua adoção. De acordo com um relatório recente da Fecomércio, disponibilizado na coluna de Kelly Carvalho, assessora do órgão, mais do que um problema de custo elevado de implementação (36%), a maior barreira vivida por empresas é entrave cultural, ou seja, não dispõem de um ambiente preparado (processos, gestão de pessoas, capacitação de profissionais, validação de resultados) para absorver essas mudanças ágeis. Neste cenário de desafios, o código aberto se apresenta como um grande aliado para empresas realizarem o on-boarding na IA e outras tecnologias, de maneira progressiva, descomplicada e a um baixo custo de aquisição. Seu diferencial é oferecer centenas de milhares de softwares, cursos e capacitações gratuitas para organizações irem construindo a sua própria base tecnológica. Mais do que uma maneira simples de mergulhar no vasto mundo da tecnologia, a metodologia aberta se apoia sobre uma cultura colaborativa universal, na qual cada indivíduo contribui para um bem maior. Também conhecido como pay it forward, o princípio tem guiado a comunidade a alavancar a inovação nos últimos 40 anos. Essa abordagem colaborativa permite que equipes ajustem modelos de IA, personalizem fluxos e criem diferenciais competitivos com rapidez, especialmente quando combinada com dados próprios de clientes, estoque e comportamento, algo essencial diante das demandas por personalização contínua e logística integrada discutidas na NRF 2026. Mas falar é fácil, difícil é colocar todas essas ideias em prática. Por isso, dois casos de sucesso merecem nossa atenção para entender o potencial desse negócio: Walmart: Escalando IA com arquiteturas abertas O Walmart provou que o código aberto pode se tornar um pilar estratégico em operações de escala global. A empresa adotou tecnologias abertas como o Hadoop, o Spark e uma arquitetura de Kubernetes para construir e escalar seus sistemas de dados e inteligência artificial, integrando milhões de transações, estoques e interações entre canais físicos e digitais em tempo real Essa flexibilidade permitiu ao Walmart não só abarcar
Do clique à entrega: como o consumidor ‘Next Now’ está encurtando o tempo do varejo
Por Paulo Moratore, Head de Vendas na Selbetti Retail Experience O varejo brasileiro entrou numa fase em que a experiência do cliente deixou de ser um tema de marketing e virou um problema de operação. O consumidor compra com o dedo no celular e cobra resposta com a mesma velocidade: pagamento sem atrito, informações corretas de estoque, separação que não erra e entrega que chega na data prometida. É esse cliente, chamado de “Next Now”, que está encurtando a distância entre intenção e execução e expondo, sem piedade, onde o varejo ainda trabalha com processos lentos, sistemas que não conversam e dados que não fecham. Híbrido, exigente e impaciente, o consumidor brasileiro tem transitado sem esforço entre canais físicos e digitais, espera personalização em tempo real e quer receber suas compras quase na mesma velocidade com que as faz. Sua jornada de compra mistura Instagram, aplicativos, lojas e WhatsApp em um só fluxo – e ele não aceita inconsistências nesse percurso. Se uma oferta vista no online não se concretiza na loja física, ou se o atendimento repete perguntas já respondidas, a paciência se esgota. Estamos diante de um cliente que não perdoa atrasos nem erros, forçando o varejo a sincronizar relógios com ele. Esse mesmo consumidor, porém, não é exigente apenas com velocidade e conveniência. Ele também compara preços em tempo real, muitas vezes dentro da própria loja física, com o celular na mão. Se percebe incoerência entre canais, atraso na atualização de valores ou falta de competitividade frente à concorrência, a decisão de compra é interrompida imediatamente. No varejo “Next Now”, preço incorreto deixou de ser um detalhe comercial para se tornar um ponto crítico de experiência — e um dos mais rápidos gatilhos de abandono. A demanda por instantaneidade não se resolve apenas com ferramentas; ela requer uma mudança de mentalidade nas empresas. Nos corredores do NRF 2026, principal evento global de varejo, um conceito ficou claro: inovação deixou de ser um discurso sobre o futuro e virou uma cobrança de execução no presente. O tal “Next Now” é exatamente isso – operar hoje com aquilo que até ontem era novidade. Para CIOs, isso significa que projetos de integração, analítica de dados em tempo real e automação não podem mais ficar no laboratório. É hora de testar a maturidade: quem trata inovação como experimento está, na prática, operando o passado. IA generativa, recomendações inteligentes, checkout automatizado, realidade aumentada na loja – todas essas tecnologias já estão disponíveis e o consumidor espera encontrá-las funcionando, não apenas ouvir promessas sobre elas. Um dos pilares dessa transformação é a gestão de dados. No novo varejo mediado por algoritmos e compras via assistentes virtuais, a pergunta crucial deixou de ser “como expor melhor meu produto?” para se tornar “meus sistemas conseguem ser entendidos por máquinas?”. Isso implica ter dados estruturados e atualizados em tempo real, do preço ao estoque, prontos para serem lidos e acionados por agentes de IA. Outra frente de atenção é o pagamento, tradicionalmente visto apenas como etapa final da compra, mas que hoje assume papel estratégico. Com jornadas mais fluidas e invisíveis, o meio de pagamento virou identificador de confiança na relação marca-cliente. Metade dos consumidores brasileiros já escolhe primeiro como vai pagar, antes mesmo de decidir onde comprar. Isso reforça que pagamento não pode ser um gargalo ou uma “última barreira” no funil; ele deve ser parte da experiência, transparente e integrado. Tecnologias como carteiras digitais, Pix, pagamentos one-click e biometria tornaram o checkout mais ágil e seguro. No omnichannel, unificar pagamentos permite que o cliente transite de um canal a outro mantendo vantagens (pontos, limites, condições) e histórico unificado – se ele compra online e quer trocar na loja física, por exemplo, todo o registro já está lá. Empresas visionárias tratam pagamento como infraestrutura central da jornada, e não mais como detalhe operacional. Afinal, quanto mais fácil for pagar, menos barreiras para a compra – e maior a conversão. Jornada híbrida e integração total de canais Para o consumidor Next Now, omnichannel autêntico deixou de ser luxo e virou pré-requisito básico. Ele já consolidou hábitos híbridos: de acordo com dados de mercado, ao menos 77% dos brasileiros alternaram entre canais online e offline em 2025, como pesquisar no Instagram, comprar pelo app, retirar na loja e reclamar via WhatsApp. E esperam que tudo funcione como uma coisa só, sem quebra de continuidade. Estudos mostram que 80% dos clientes querem uma experiência fluida entre canais, embora poucos percebam isso na prática hoje. Ou seja, ainda há um descompasso entre a expectativa omnichannel e a realidade entregue. Do ponto de vista de negócio, integrar canais não é apenas agradar o cliente – é reter valor. Uma análise da McKinsey revelou que empresas com omnichannel maduro alcançam até 89% de retenção de clientes, contra menos de 33% naquelas com estratégias fragmentadas. A fragmentação, especialmente nos meios de pagamento e no histórico de atendimento, tornou-se uma das principais causas de perda de fidelidade. Se o aplicativo, o e-commerce e a loja física “não conversam” entre si, o cliente percebe e tende a pular fora. Consistência total – de preços, promoções, cadastros e formas de pagamento – virou sinônimo de confiança. Cada vez mais é preciso derrubar as paredes entre o digital e o físico. Sistemas integrados de estoque em tempo real, CRM unificado e plataformas omnichannel não são mais projetos futuros, e sim demandas do presente. O consumidor Next Now quer escolher onde e como comprar sem sentir qualquer diferença – e cabe à tecnologia do varejo tornar invisível essa complexidade. Os benefícios vão além da satisfação: com canais orquestrados, a empresa ganha visão única do cliente e pode antecipar necessidades, personalizar ofertas e evitar rupturas de estoque em qualquer ponto de contato. A jornada híbrida também reposicionou o preço como um elemento dinâmico da experiência. Para o consumidor atual, não faz sentido encontrar valores diferentes entre o digital e a loja física, nem perceber que a concorrência ajustou preços mais rápido. A comparação acontece em segundos, e
Crescimento de chat commerce traz desafios de eficiência no varejo digital e e-commerce
O varejo digital e e-commerce brasileiro vive um ciclo de expansão que vai além do crescimento em faturamento, chegando a transformação estrutural na relação entre marcas e consumidores. O chat commerce, modelo de vendas focado no uso de aplicativos de mensagem, é uma das soluções que chegou para ficar. De acordo com o Global Growth Insights, O mercado global de plataformas de comércio conversacional, avaliado em US$ 11,33 bilhões em 2024, deve chegar a US$ 11,7 bilhões em 2025 e a US$ 15,53 bilhões em 2034, com crescimento anual de 3,19%. Aproximadamente 46% desse avanço será impulsionado por personalização via inteligência artificial, 34% por recursos de voz e 20% por ferramentas multilíngues. A integração com e-commerce móvel representa 29% da adoção global, e canais em mídias sociais com recursos conversacionais respondem por 25% do uso. Esse avanço traz desafios proporcionais, principalmente de sustentar eficiência, personalização e relacionamento em jornadas cada vez mais longas e distribuídas. “O consumidor não vive mais uma jornada linear. Ele entra, sai, pergunta, compara, volta. O Chat Commerce permite acompanhar esse movimento em tempo real, com contexto e inteligência, fazendo com que cada interação gere oportunidade de relacionamento. Os dados, a tecnologia e a IA podem auxiliar a organizar e automatizar os atendimentos em um só lugar e transformar tudo isso em escala e eficiência”, afirma Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma especializada em Chat Commerce com agentes de IA. Além disso, o especialista ainda complementa que é necessário dar mais foco também para o pós-venda. “Em vez de enxergar essa etapa como centro de custo, as empresas passam a tratá-lo como um eixo estratégico de fidelização, recorrência e geração contínua de valor”, explica. E essa virada só é possível quando tecnologia e dados deixam de operar de forma isolada. Soluções de Chat Commerce mais maduras atuam de maneira integrada, conectando marketplaces, e-commerces e redes sociais em um único ambiente de atendimento. “É nesse ponto que a automação deixa de ser apenas resposta rápida e passa a ser inteligência aplicada à conversão e à experiência”, complementa Tiago. O CEO da Loopia também é autor do livro Chat Commerce, guia prático para empreendedores, líderes de marketing, vendas e atendimento que desejam entender essa nova lógica do consumo e se preparar para um mercado cada vez mais orientado por conversas. Ao longo da obra, o autor compartilha aprendizados práticos, exemplos de marcas que estão à frente desse movimento e caminhos para aplicar o Chat Commerce de forma estratégica, indo além do atendimento operacional e criando relações de confiança que impulsionam vendas e fidelização. “O uso estratégico da ferramenta pode elevar em até 50% a taxa de conversão, automatizar 92% dos atendimentos e reduzir o tempo médio de resposta para cerca de 30 segundos. Mais do que ganhos operacionais, esses indicadores apontam para um novo patamar de maturidade do setor, no qual eficiência e personalização deixam de ser forças opostas e passam a operar de forma complementar”, finaliza Tiago.
A força da conversa: o que o jeito latino tem ensinado ao mundo sobre vendas no WhatsApp
A América Latina sempre foi um continente movido pela conversa e não seria diferente na relação de compra e venda. O dono do mercadinho que conhece o cliente pelo nome e tem uma relação próxima com os distribuidores e vendedores de marcas fornecedoras, negocia olhando nos olhos e ajusta o pedido conforme a necessidade do dia faz parte da identidade econômica da região. Por isso, quando o WhatsApp se tornou o principal canal de comunicação do continente, o salto para o chamado conversational commerce não exigiu ruptura e, sim, apenas uma migração. “O comerciante não adotou uma nova tecnologia; ele expandiu um hábito que já existia”, esclarece Andres Stella, COO da Yalo, empresa que se tornou referência global em jornadas conversacionais entre indústria e varejo. “O WhatsApp virou o balcão digital porque estava no bolso de todos e resolvia a principal dor do varejo latino: a simplicidade”. No entanto, a simplicidade virou escala e Stella explica que a digitalização promovida pela indústria acabou criando um paradoxo: para comprar de diferentes fornecedores, o pequeno varejista passou a ter de acessar inúmeros sites ou baixar diversos aplicativos – algo impraticável para quem opera em ritmo acelerado. “O WhatsApp eliminou essa dor imediatamente. O lojista concentra todas as interações no app que já usa diariamente. Nosso papel foi estruturar esse comportamento com catálogo, recomendação, pagamento e assistência dentro do próprio mensageiro”, explica o especialista. Esse comportamento já aparece de forma clara no varejo brasileiro. Um levantamento da Yalo mostra que 39% dos lojistas já utilizam o WhatsApp como principal canal para realizar pedidos junto aos fornecedores e 26% já usam sugestões automáticas de reposição dentro do aplicativo. Esse movimento também é confirmado por dados inéditos da Meta. Em dezembro de 2024, uma pesquisa encomendada à Morning Consult, com 2.363 líderes empresariais da América Latina, revelou que 9 em cada 10 empresas consideram os aplicativos da Meta essenciais para seus negócios, com destaque para WhatsApp Business, Instagram e Facebook pela facilidade de uso, alto retorno sobre investimento e forte geração de vendas. O estudo mostra que o impacto vai diretamente para o caixa das empresas. No Brasil, 93% das companhias que utilizam as ferramentas da Meta relataram aumento de receita, sendo que 73% registraram crescimento superior a 25%. Na Argentina, 84% das empresas reportaram alta no faturamento, com 58% crescendo acima de 25%. Na Colômbia, 90% observaram aumento de receita, sendo que 60% superaram a marca de 25%. Já no México, 90% também registraram crescimento, com 62% avançando mais de 25%. As métricas são surpreendentes e chocam executivos de EUA, Europa e Ásia. Segundo o COO da Yalo, nenhuma reunião internacional passa incólume aos números latino-americanos. “Quando mostramos taxas de conversão próximas de 80%, frequência de recompra praticamente diária e adoção instantânea, os executivos ficam incrédulos. Se você coloca uma jornada fluida no WhatsApp, o comerciante adere imediatamente. Ele já confia no canal, já conversa com clientes e fornecedores ali. O crescimento é quase imediato e uma curva que não existe em interfaces tradicionais”. De acordo com o especialista, a escalabilidade real foi o ponto de virada, quando a América Latina deixou de ser exceção e virou modelo. “Quando vimos projetos saltarem de dezenas para centenas de milhares de lojas em poucos meses e funcionando com estabilidade, percebemos que o modelo era exportável”. Segundo ele, o exemplo mais emblemático é o da Coca-Cola FEMSA, que digitalizou mais de 1 milhão de pequenos comércios via WhatsApp utilizando a plataforma da Yalo. “Criamos uma jornada completa: catálogo, repetição de pedidos, histórico, campanhas segmentadas e integrações diretas com preço, estoque e logística. O canal conversacional se tornou um dos principais motores digitais da operação”, conta Stella. O resultado inclui taxas de conversão de cerca de 80% e mais de 60% das lojas realizando pedidos recorrentes. “O WhatsApp deixou de ser canal de comunicação; virou infraestrutura crítica de vendas”, resume. Stella elenca 3 lições que Estados Unidos e Europa estão correndo para absorver: a primeira delas é que o canal certo vale mais que a tecnologia nova. “Se não é WhatsApp, pode ser iMessage ou WeChat. O princípio é: não brigue com o comportamento do consumidor”; a segunda é que o Chat não é SAC e, sim, canal de vendas. “Na América Latina, provamos que mensagens podem ser o principal motor de pedidos e reabastecimento”; e a terceira é que IA e automação escalam a eficiência e o humano escala a conversão. “O equilíbrio é o segredo latino. A tecnologia não esfria a relação, ela prepara o terreno para que o humano brilhe”. O estudo feito pela Meta revela ainda um forte apetite por inteligência artificial generativa na região — com interesse de 79% das empresas na Argentina, 88% no Brasil, 80% na Colômbia e 89% no México — e mais da metade das organizações já utiliza a tecnologia na prática, acelerando automação, eficiência e personalização no relacionamento comercial. Aproveitando essa tendência, a Yalo vem implementando na indústria da América Latina o Oris, um agente inteligente criado para vender como os melhores vendedores humanos, em escala e com base em dados. O Oris é capaz de entender mensagens de voz, fazer recomendações estratégicas, agir proativamente e vender, de forma contextualizada, personalizada e escalável, utilizando inteligência artificial em qualquer canal, podendo ser chamadas de voz, WhatsApp, aplicativos e muito mais. Stella defende que a IA generativa se tornará o motor invisível do relacionamento, desenvolvendo o papel central nessa exportação. “Ela já é o cérebro que permite personalização em escala. Cria e adapta mensagens, recomenda produtos, antecipa rupturas e ajusta o tom da conversa. Cada lojista recebe algo relevante e no momento certo”, pontua. Segundo ele, a soma da atuação humanos + agentes inteligentes de IA será uma fórmula latino-americana poderosa no mercado nos próximos anos e ela também será usada para preservar o elemento cultural do varejo regional mantendo características específicas de cada cultura, o que proporciona uma maior aproximação com o consumidor. “O vendedor latino tem uma sensibilidade que nenhuma máquina reproduz. A automação cuida do operacional; ele cuida da confiança”, afirma Stella. Com isso, o atendente passa menos tempo conferindo estoque ou digitando respostas repetidas
“O futuro do varejo não é do maior, mas do mais ágil”, avalia especialista
A edição de 2026 da NRF, maior evento mundial do varejo, mostrou para executivos, investidores e líderes de tecnologia que, no novo ciclo do comércio global, a vantagem competitiva não vem mais do tamanho da empresa, mas da sua capacidade de reagir rápido, integrar dados e transformar tecnologia em resultado. “As grandes empresas já entenderam que a IA precisa estar embutida no negócio, funcionando nos bastidores, resolvendo problemas reais e apoiando decisões”, disse César Baleco, CEO do grupo IRRAH Tech, empresa paranaense com atuação global em soluções de automação e inteligência artificial voltadas à eficiência operacional. “Nesse novo jogo, o futuro não é do maior, mas do mais ágil. O foco agora está em como automatizar processos, reduzir desperdícios, prever demanda, personalizar ofertas e acelerar decisões comerciais em tempo real”. O raciocínio ecoa entre executivos que acompanharam a programação global. Para Siro Canabarro, CEO da Tecinco, parceira da IRRAH Tech no evento, “se você ainda não utiliza IA, você está sendo utilizado por ela, e a tecnologia passa a ser um ativo central de competitividade”. A mudança de perspectiva apareceu nos estandes e palestras das big techs e líderes de mercado presentes na NRF, e a IA está deixando de ser vista como um suplemento de marketing para passar a assumir funções operacionais essenciais. Isso inclui: análise de comportamento do consumidor em tempo real; identificação de necessidades antes mesmo de serem explicitadas; mapeamento contextual da jornada de compra; e predição de demandas e otimização de estoques. “Não estamos mais lidando apenas com uma IA operacional. Ela apoia decisões humanas, cruzando grandes volumes de dados para gerar predições que se traduzem em mais eficiência”, explicou Baleco. É uma tendência: no varejo, os modelos de relacionamento baseados em comunicação invasiva, como campanhas push massivas, tendem a perder eficácia frente a abordagens que combinam personalização baseada em dados e automação personalizada. “A IA passa a identificar não apenas o que o consumidor compra, mas quando, por quê e em que contexto social e econômico. Isso permite criar jornadas de compra mais eficientes, menos dependentes de descontos e mais orientadas à conversão real”, destaca o CEO da IRRAH Tech. A empresa paranaense vem investindo em infraestrutura que permite às empresas operar IA de forma integrada aos seus sistemas de negócio, do CRM ao ERP, do atendimento ao financeiro. No final de 2025, o grupo lançou o Model Context Protocol (MCP), um padrão que facilita a comunicação entre agentes de IA e softwares corporativos, eliminando uma das maiores barreiras à automação em larga escala: a fragmentação dos sistemas. Na prática, isso permite que empresas conectem inteligência artificial a seus processos operacionais sem precisar reconstruir toda a arquitetura tecnológica — o que reduz custos, tempo de implementação e dependência de equipes especializadas. “O que o MCP faz é transformar a IA em infraestrutura plugável, algo que pode ser escalado rapidamente conforme o negócio cresce ou muda”, explica Baleco. O resultado dessa transformação é um mercado em que agilidade, integração e capacidade de adaptação passam a pesar mais do que tamanho, legado ou poder de marca. “A NRF 2026 nos ensina a ser menos deslumbrados com promessas, mais focados em retorno sobre tecnologia, produtividade e impacto financeiro, e mostra que rapidez faz a diferença. Por isso, encurtar esse caminho com parceiros tecnológicos fará toda a diferença neste ano”, conclui.
Dom Atacadista segue em expansão e anuncia inauguração de nova loja em Búzios (RJ)
O Dom Atacadista segue acelerando seu plano de expansão e anuncia a inauguração de sua nova loja em Búzios, agendada para o dia 12 de março. A unidade chega para atender tanto consumidores finais quanto pequenos e médios empreendedores da região, oferecendo mais conforto, variedade e competitividade de preços além de formatar a economia da região com a geração de mais de 400 vagas diretas e indiretas. Com uma área ampla de 5.100 metros quadrados e 23 caixas de checkout, a loja foi projetada para proporcionar uma experiência de compra moderna e eficiente. Operando no sistema de atacado e varejo, a unidade irá disponibilizar um mix completo de produtos de grandes marcas nos setores de mercearia, perecíveis, embalagens, bazar, higiene, bebidas e limpeza. O espaço também contará com açougue próprio, garantindo qualidade e frescor das carnes, além de uma padaria com pães frescos e preços competitivos, preparados diariamente e uma adega própria com um design especial para os apreciadores de um bom vinho. Outro destaque da nova loja é o Cartão Alvo, que amplia as vantagens oferecidas aos clientes e facilita as condições de pagamento. Além disso, a rede também investe em benefícios exclusivos por meio do Meu DOM, o clube de vantagens da marca. Ao baixar o aplicativo DOM e realizar o cadastro, o cliente pode ativar preços especiais e acessar descontos exclusivos. A plataforma também integra a promoção “Sua Compra Dá Sorte”, que está sorteando dois vouchers de R$ 500,00 por dia e um carro zero por mês para clientes que realizarem compras acima de R$ 200,00 na loja. Durante a inauguração oficial, os clientes que visitarem a unidade também poderão participar de degustações de produtos de fornecedores parceiros, tornando a abertura ainda mais especial e próxima da comunidade local. A programação é reforçada por uma ampla estratégia de mídia e divulgação, com outdoors posicionados na entrada da cidade e nas principais rodovias de acesso Rio x Búzios, além de mobiliário urbano espalhado por Búzios. A marca também realiza ações de ativação nas principais praias e pontos turísticos da cidade, ampliando a visibilidade da nova loja e fortalecendo a conexão com moradores e turistas. A nova unidade também simboliza o fortalecimento da parceria entre o Dom Atacadista e a rede Mart Minas, líder em Minas Gerais nos segmentos de atacado e varejo. Juntas, as marcas unem expertise, escala e infraestrutura para ampliar a diversidade de produtos e elevar o padrão de atendimento no mercado brasileiro.
Regiões Sul e Sudeste despontam como novos polos de ofertas no varejo alimentar
A Shopping Brasil, empresa referência em ofertas no país, que monitora diariamente os principais varejistas nacionais e regionais a partir de anúncios veiculados em mídias sociais, campanhas em TV e encartes físicos e digitais, acaba de divulgar recortes regionais do maior estudo já realizado sobre ofertas no país, com base na análise de aproximadamente 90 milhões de promoções monitoradas nacionalmente. O levantamento mostra que 2025 consolida uma mudança importante no mapa do varejo brasileiro: o crescimento promocional está migrando para fora do Sudeste. De acordo com Renata Gonzalez, diretora Comercial da Shopping Brasil, o movimento indica uma reconfiguração estratégica do setor. “O Sudeste ainda concentra o maior volume, mas o crescimento real está acontecendo no Sul e no Nordeste, que passam a ser prioridade para expansão de varejistas e indústrias”, afirma. A Região Sul registrou aumento de 22% no volume de ofertas, ampliando sua participação para 23% do total nacional em 2025 — avanço de três pontos percentuais em relação aos anos anteriores. O crescimento está ligado à expansão do atacarejo, à pulverização regional de lojas e ao ganho de capilaridade. Com estruturas mais enxutas e foco em giro rápido, as redes da região têm utilizado a promoção como ferramenta permanente de competitividade. Nordeste consolida avanço consistente – O Nordeste apresentou crescimento de 12% no volume promocional e alcançou 18% de participação no share nacional, um ponto percentual acima do período anterior. A região vem se beneficiando da interiorização do varejo, da ampliação do consumo e do fortalecimento de formatos mais acessíveis. A promoção, nesse cenário, funciona como instrumento estratégico de atração e fidelização, especialmente em categorias de alta recorrência como mercearia e perecíveis. O Sudeste mantém a maior fatia do mercado, com 41% do share nacional em 2025. No entanto, registrou retração de 2% no volume e perda de quatro pontos percentuais na participação. Dentro da região, São Paulo responde por 61% do volume, reforçando o alto grau de concentração e maturidade competitiva. Para a Shopping Brasil, o cenário indica um mercado mais pressionado por margem e altamente disputado, com menor espaço para expansão orgânica acelerada. O estudo aponta que o crescimento regional acompanha mudanças estruturais do setor: Com a oferta consolidada como sistema permanente de vendas em 2025, regiões menos saturadas tornam-se terreno fértil para expansão. “O varejo brasileiro não está apenas crescendo — ele está se redistribuindo. Sul e Nordeste deixam de ser mercados secundários e passam a ocupar papel estratégico no planejamento nacional”, destaca Renata Gonzalez. Promoções mais longas e mais estratégicas – Outro movimento relevante no estudo da Shopping Brasil foi o alongamento das ofertas. As promoções com duração de quatro a sete dias cresceram para 22%, acompanhadas pelo aumento de campanhas lançadas às quintas-feiras, antecipando o final de semana. Já as ofertas de um a três dias seguem predominantes, com cerca de 70%, embora em leve retração. Também houve redução no número de itens por oferta, indicando menos ruído e maior clareza de preço — uma resposta direta ao excesso de estímulos, à atenção escassa do consumidor e ao desafio de margem enfrentado pelo setor.
A força da conversa: o que o jeito latino tem ensinado ao mundo sobre vendas no WhatsApp
A América Latina sempre foi um continente movido pela conversa e não seria diferente na relação de compra e venda. O dono do mercadinho que conhece o cliente pelo nome e tem uma relação próxima com os distribuidores e vendedores de marcas fornecedoras, negocia olhando nos olhos e ajusta o pedido conforme a necessidade do dia faz parte da identidade econômica da região. Por isso, quando o WhatsApp se tornou o principal canal de comunicação do continente, o salto para o chamado conversational commerce não exigiu ruptura e, sim, apenas uma migração. “O comerciante não adotou uma nova tecnologia; ele expandiu um hábito que já existia”, esclarece Andres Stella, COO da Yalo, empresa que se tornou referência global em jornadas conversacionais entre indústria e varejo. “O WhatsApp virou o balcão digital porque estava no bolso de todos e resolvia a principal dor do varejo latino: a simplicidade”. No entanto, a simplicidade virou escala e Stella explica que a digitalização promovida pela indústria acabou criando um paradoxo: para comprar de diferentes fornecedores, o pequeno varejista passou a ter de acessar inúmeros sites ou baixar diversos aplicativos – algo impraticável para quem opera em ritmo acelerado. “O WhatsApp eliminou essa dor imediatamente. O lojista concentra todas as interações no app que já usa diariamente. Nosso papel foi estruturar esse comportamento com catálogo, recomendação, pagamento e assistência dentro do próprio mensageiro”, explica o especialista. Esse comportamento já aparece de forma clara no varejo brasileiro. Um levantamento da Yalo mostra que 39% dos lojistas já utilizam o WhatsApp como principal canal para realizar pedidos junto aos fornecedores e 26% já usam sugestões automáticas de reposição dentro do aplicativo. Esse movimento também é confirmado por dados inéditos da Meta. Em dezembro de 2024, uma pesquisa encomendada à Morning Consult, com 2.363 líderes empresariais da América Latina, revelou que 9 em cada 10 empresas consideram os aplicativos da Meta essenciais para seus negócios, com destaque para WhatsApp Business, Instagram e Facebook pela facilidade de uso, alto retorno sobre investimento e forte geração de vendas. O estudo mostra que o impacto vai diretamente para o caixa das empresas. No Brasil, 93% das companhias que utilizam as ferramentas da Meta relataram aumento de receita, sendo que 73% registraram crescimento superior a 25%. Na Argentina, 84% das empresas reportaram alta no faturamento, com 58% crescendo acima de 25%. Na Colômbia, 90% observaram aumento de receita, sendo que 60% superaram a marca de 25%. Já no México, 90% também registraram crescimento, com 62% avançando mais de 25%. As métricas são surpreendentes e chocam executivos de EUA, Europa e Ásia. Segundo o COO da Yalo, nenhuma reunião internacional passa incólume aos números latino-americanos. “Quando mostramos taxas de conversão próximas de 80%, frequência de recompra praticamente diária e adoção instantânea, os executivos ficam incrédulos. Se você coloca uma jornada fluida no WhatsApp, o comerciante adere imediatamente. Ele já confia no canal, já conversa com clientes e fornecedores ali. O crescimento é quase imediato e uma curva que não existe em interfaces tradicionais”. De acordo com o especialista, a escalabilidade real foi o ponto de virada, quando a América Latina deixou de ser exceção e virou modelo. “Quando vimos projetos saltarem de dezenas para centenas de milhares de lojas em poucos meses e funcionando com estabilidade, percebemos que o modelo era exportável”. Segundo ele, o exemplo mais emblemático é o da Coca-Cola FEMSA, que digitalizou mais de 1 milhão de pequenos comércios via WhatsApp utilizando a plataforma da Yalo. “Criamos uma jornada completa: catálogo, repetição de pedidos, histórico, campanhas segmentadas e integrações diretas com preço, estoque e logística. O canal conversacional se tornou um dos principais motores digitais da operação”, conta Stella. O resultado inclui taxas de conversão de cerca de 80% e mais de 60% das lojas realizando pedidos recorrentes. “O WhatsApp deixou de ser canal de comunicação; virou infraestrutura crítica de vendas”, resume. Stella elenca 3 lições que Estados Unidos e Europa estão correndo para absorver: a primeira delas é que o canal certo vale mais que a tecnologia nova. “Se não é WhatsApp, pode ser iMessage ou WeChat. O princípio é: não brigue com o comportamento do consumidor”; a segunda é que o Chat não é SAC e, sim, canal de vendas. “Na América Latina, provamos que mensagens podem ser o principal motor de pedidos e reabastecimento”; e a terceira é que IA e automação escalam a eficiência e o humano escala a conversão. “O equilíbrio é o segredo latino. A tecnologia não esfria a relação, ela prepara o terreno para que o humano brilhe”. O estudo feito pela Meta revela ainda um forte apetite por inteligência artificial generativa na região — com interesse de 79% das empresas na Argentina, 88% no Brasil, 80% na Colômbia e 89% no México — e mais da metade das organizações já utiliza a tecnologia na prática, acelerando automação, eficiência e personalização no relacionamento comercial. Aproveitando essa tendência, a Yalo vem implementando na indústria da América Latina o Oris, um agente inteligente criado para vender como os melhores vendedores humanos, em escala e com base em dados. O Oris é capaz de entender mensagens de voz, fazer recomendações estratégicas, agir proativamente e vender, de forma contextualizada, personalizada e escalável, utilizando inteligência artificial em qualquer canal, podendo ser chamadas de voz, WhatsApp, aplicativos e muito mais. Stella defende que a IA generativa se tornará o motor invisível do relacionamento, desenvolvendo o papel central nessa exportação. “Ela já é o cérebro que permite personalização em escala. Cria e adapta mensagens, recomenda produtos, antecipa rupturas e ajusta o tom da conversa. Cada lojista recebe algo relevante e no momento certo”, pontua. Segundo ele, a soma da atuação humanos + agentes inteligentes de IA será uma fórmula latino-americana poderosa no mercado nos próximos anos e ela também será usada para preservar o elemento cultural do varejo regional mantendo características específicas de cada cultura, o que proporciona uma maior aproximação com o consumidor. “O vendedor latino tem uma sensibilidade que nenhuma máquina reproduz. A automação cuida do operacional; ele cuida da confiança”, afirma Stella. Com isso, o atendente passa menos tempo conferindo estoque ou digitando respostas repetidas
Como transformar previsibilidade em estratégia no varejo?
Por Henrique Carbonell, CEO e co-fundador da F360 O varejo brasileiro, com suas margens apertadas e a incessante demanda por liquidez para cobrir custos operacionais, desde a folha de pagamento até os fornecedores, impostos e estoque, encontrou na antecipação de recebíveis uma ferramenta quase essencial. Impulsionada pela predominância do pagamento parcelado no cartão, essa prática se tornou um “respirador” para muitos, mas sua natureza dupla, solução ou armadilha, depende inteiramente da forma como é utilizada. A antecipação, em sua essência, é a transformação em caixa imediato de valores de vendas que, de outra forma, só seriam recebidos no futuro. É uma forma de financiar o capital de giro, onde o lojista abre mão de parte da receita para ter liquidez instantânea. Para muitos, substituiu as linhas de crédito tradicionais, nem sempre acessíveis ou competitivas. O risco, no entanto, é que, sem controle, essa “injeção” de dinheiro rápido se transforme em dependência, corroendo as margens ao invés de sustentar o crescimento. Da solução emergencial à ferramenta estratégica A grande virada de chave está em diferenciar o uso emergencial do estratégico. Quando utilizada como “bombeiro”, a antecipação se limita a apagar incêndios, e geralmente a um custo elevado. No entanto, como ferramenta estratégica, ela se torna uma verdadeira alavanca. O gestor, nesse cenário, analisa taxas, margens e prazos com precisão, decidindo antecipar de forma planejada para reforçar o capital de giro, financiar uma expansão ou atravessar picos de demanda sem comprometer o futuro. Os erros mais comuns que lojistas e franqueados cometem são a antecipação sem uma avaliação criteriosa do custo financeiro, a utilização recorrente sem um ajuste no modelo de negócio, e a falta de clareza sobre o impacto de longo prazo. Muitos antecipam sem sequer saber se a margem de lucro do negócio é capaz de absorver esse custo. A antecipação é saudável quando há total clareza sobre as taxas envolvidas e o retorno esperado. Reforçar o capital de giro em períodos de alta sazonalidade (Black Friday, Natal), financiar estoque para datas estratégicas ou antecipar para investir em expansão, com um ganho projetado superior ao custo da antecipação, são exemplos de usos inteligentes. No curto prazo, ela oferece um fôlego imediato, mas, no longo prazo, se o uso se tornar um hábito não planejado, pode comprometer seriamente a margem de lucro e a saúde financeira da empresa. Transformando “dinheiro fácil” em planejamento É crucial desmistificar essa ideia sobre a antecipação. É dinheiro rápido sim, mas nunca fácil. Mudar essa percepção passa por uma robusta educação financeira e governança. O gestor precisa entender o custo real, projetar cenários e só recorrer à antecipação quando houver um Retorno sobre o Investimento (ROI) claro. O planejamento é o que separa o improviso da estratégia. Nesse contexto, o papel da gestão financeira e das plataformas de análise é total. As plataformas de gestão permitem simular cenários: qual o custo de antecipar hoje, qual o impacto na margem, e em que momento faz ou não sentido. É assim que os dados se transformam em decisões inteligentes. Calcular se vale a pena antecipar é uma conta simples: comparar o custo da antecipação com a margem líquida projetada. Se a taxa corroer mais do que a margem suporta, não faz sentido. Se a antecipação permite aproveitar uma oportunidade com um retorno superior, pode ser vantajosa. O segredo é ter números claros à mesa. Porém, é necessário reforçar que o uso excessivo da antecipação é um caminho perigoso. O negócio perde margem, cria um “buraco” constante no caixa e pode entrar em uma bola de neve. A dependência de antecipação é um sinal de um modelo de negócio mal ajustado, não de estratégia. O exemplo das franquias Reforçar o estoque antes da Black Friday, com a certeza de que a margem das vendas cobrirá o custo da antecipação, ou investir na abertura de uma nova unidade com retorno previsível, são exemplos de usos estratégicos. O objetivo é antecipar para gerar mais receita, não apenas para pagar as contas. No setor de franquias, onde a gestão do capital de giro é ainda mais crítica devido à pulverização das operações, a antecipação pode reforçar o oxigênio financeiro pontualmente, mas não substitui uma gestão robusta. A clareza de fluxo e a disciplina financeira são essenciais, pois uma decisão equivocada em uma unidade pode reverberar por toda a rede. E sim, é possível e mais inteligente usar a antecipação de forma seletiva, por unidade de franquia ou produto, otimizando recursos e evitando custos desnecessários. A negociação de melhores condições com bancos e adquirentes passa pelo volume e histórico de relacionamento. Negociar taxas, comparar adquirentes e não centralizar tudo em um único parceiro são práticas que ajudam a reduzir custos. As fintechs, cada vez mais, oferecem alternativas competitivas que merecem ser exploradas. Novas perspectivas A digitalização e o uso de tecnologia, como as plataformas de gestão financeira, trouxeram um ganho de previsibilidade sem precedentes. Antes, o gestor tomava decisões no escuro. Hoje, ele tem visibilidade em tempo real do fluxo, pode simular cenários e até projetar quando precisará antecipar, transformando a prática em planejamento e evitando surpresas. Para o futuro, a tendência é que, com a maturidade de gestão no varejo, a dependência da antecipação diminua. Empresas com clareza sobre fluxo de caixa, margens e capital de giro recorrerão menos a esse recurso de forma emergencial. Contudo, a antecipação não desaparecerá. Ela continuará sendo estratégica em cenários específicos, como períodos sazonais ou movimentos de expansão. A diferença é que os varejistas mais preparados a utilizarão de forma planejada, baseada em dados confiáveis. A tecnologia é a chave: com ferramentas que mostram conciliação de vendas, fluxo de caixa projetado, contas a pagar/receber e auditoria de taxas em tempo real, o gestor sabe exatamente quando faz sentido antecipar e quando é melhor aguardar. No fim, não se trata de eliminar a antecipação, mas de transformá-la em uma decisão consciente, parte de uma estratégia maior de crescimento e eficiência. Henrique Carbonell, CEO e co-fundador da F360 Lidera a visão e estratégia da empresa, focando no
Trade marketing em 2026 avança com foco em impacto, personalização e inteligência no ponto de venda
O trade marketing entra em 2026 em um momento de reposicionamento estratégico no varejo brasileiro. De acordo com especialistas da gmpromo®️, uma das maiores agências de trade marketing do Brasil e integrante do grupo Supera Holdings, o cenário será impulsionado por consumidores mais exigentes, expansão regional de lojas e pela pressão crescente por resultados mensuráveis no ponto de venda. Entre as principais transformações observadas para o próximo ano está a mudança no foco das estratégias: em vez de priorizar apenas presença e volume de ações no PDV, o mercado passa a exigir impacto real em vendas, visibilidade e experiência do consumidor. Métricas como sell-out, ruptura, disponibilidade de produto e conversão ganham protagonismo nas decisões de trade marketing. Outro movimento relevante e de grande impacto no mercado é o avanço da personalização da estratégia, que passa a orientar projetos cada vez mais adaptados por canal, região e perfil de consumidor. A lógica de ações padronizadas perde espaço para modelos flexíveis, capazes de responder às particularidades de cada ponto de venda e mercado local. “A personalização deixou de ser uma tendência e se tornou uma exigência. Em 2026, quem não entender a dinâmica específica de cada PDV dificilmente conseguirá gerar resultados consistentes”, afirma Daniel Grecu, diretor de expansão da gmpromo®️. O uso de dados, tecnologia e inteligência aplicada à execução também se consolida como um dos principais vetores de transformação do trade marketing. A análise de informações coletadas em campo, aliada a sistemas e inteligência híbrida, permite ajustes mais rápidos de rota, antecipação de problemas operacionais e decisões mais estratégicas no dia a dia do varejo. Nesse cenário, o papel do promotor de vendas evolui significativamente. Mais do que executar tarefas, esse profissional passa a atuar como um agente estratégico no ponto de venda, orientando o consumidor, apoiando a tomada de decisão e contribuindo diretamente para o aumento do sell-out. “O promotor passa a ser o elo entre estratégia, execução e consumidor final. Em 2026, ele atua de forma mais analítica, com impacto direto nos resultados das marcas”, destaca Grecu. Por fim, a integração entre trade marketing, live marketing e jornadas omnichannel se fortalece como um caminho natural para atender consumidores que transitam entre o físico e o digital. Ativações no ponto de venda, demonstrações de produtos e ações de engajamento passam a gerar não apenas experiência, mas também dados e insights estratégicos para marcas e varejistas. “O trade marketing em 2026 será cada vez mais sobre inteligência, precisão e impacto. As marcas que conseguirem integrar dados, execução qualificada e experiências relevantes no ponto de venda terão não só mais visibilidade, mas uma vantagem competitiva real em um varejo que exige resultado e conexão com o consumidor”, conclui Daniel Grecu.
Geração Z no varejo: o que muda na jornada de compra?
A Geração Z já deixou de ser vista como o “consumidor do futuro” para se consolidar como protagonista no presente do varejo. Nascidos entre meados da década de 1990 e o início dos anos 2010, esses jovens cresceram em um ambiente totalmente digitalizado, fazendo com que sua jornada de compra fosse transformada completamente, desde a descoberta até a fidelização. Dados publicados pela Business Dasher, indicam que cerca de 74% dos consumidores da Geração Z fazem compras online pelo menos uma vez por semana e 96% compram ao menos uma vez por mês, mostrando alta frequência nesse canal digital. Para Carla Hladczuk, administradora, gestora e sócia da Uled Luminosos, o varejo precisa entender que a Geração Z se tornou digital e que as redes sociais assumiram papel central nesse processo. “Para esse público, a experiência começa no feed das redes, passa pelo site, continua no WhatsApp e muitas vezes termina na compra online. Se houver ruptura em qualquer ponto, a marca perde relevância”, afirma. Carla destaca que esse comportamento altera completamente a lógica tradicional do funil de vendas. Hoje, o consumidor é impactado por criadores de conteúdo nas redes sociais, comentários em vídeos, posts ou sites, além de posicionamento social e ambiental da marca. Trata-se de uma jornada mais dinâmica e encurtada, porém muito mais exigente em termos de autenticidade, coerência da marca e relevância da experiência oferecida. Outro fator decisivo levantado pela especialista é o uso crescente de tecnologia e inteligência artificial. Muitos consumidores utilizam ferramentas de IA para apoiar decisões de compra, como chatbots e recomendações personalizadas. “A Geração Z espera que a marca entenda seu comportamento e antecipe desejos. Se a experiência for fluida e relevante, a percepção de valor aumenta significativamente”, avalia. Diante desses aspectos, no Brasil, onde o varejo ainda passa por um processo de amadurecimento digital, o desafio é estrutural. E a expectativa é de que, à medida que o poder de compra dessa geração aumente ao longo da década, a pressão por inovação se intensifique. “Além de abrir um e-commerce ou estar nas redes sociais, é preciso integrar estoque, logística, atendimento e comunicação, visto que, a Geração Z não compra apenas produtos, mas sim experiências e posicionamentos”, conclui Carla Hladczuk.
Como a Solução Direto ao Consumidor (SDC) impacta o varejo?
Por Marcos Gouvêa, fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem A Solução Direto ao Consumidor (SDC) é a natural evolução e convergência das demandas dos consumidores por serviços integrados a produtos que resolvam seus problemas de forma conveniente, eficiente, rápida e competitiva. Marcas e fornecedores perceberam que esse é o caminho para ampliar sua relevância estratégica na cadeia de valor e foram à luta. Para o comércio e o varejo, esse processo de transformação acelerada tira o protagonismo dos produtos, do próprio setor, e transforma em negócio o problema do consumidor. Um dos melhores exemplos dessa migração de produtos para soluções é tudo o que envolve o setor de foodservice, que já representa perto de 60% dos gastos com alimentos e bebidas nos Estados Unidos. Durante muito tempo, o jogo foi previsível: as marcas fabricavam, o varejo vendia e o consumidor escolhia. Com o tempo, multiplicaram-se os canais e os modelos de negócio, incorporando mais facilidade de acesso, comparação, escolha e compra. A competição trouxe também uma evolução decisiva na ampliação das alternativas de mercado e no nível de serviço oferecido, especialmente com a expansão do comércio eletrônico. O que cresce no Brasil e no mundo é esse movimento estrutural de Solução Direto ao Consumidor (SDC), no qual fornecedores e marcas oferecem serviços completos integrados com produtos e assumem a responsabilidade de resolver o problema do cliente, sem precisar passar pelo varejo: direto ao consumidor. Modelos e exemplos se espalham pelo mundo e por aqui, e isso é só o começo A Philips desenvolveu seu programa Health, voltado aos cuidados com a saúde, conectando monitoramento contínuo como um serviço, indo muito além dos produtos e equipamentos que fornece. A Tesla, além de vender direto, passou a alugar seus veículos para os consumidores finais desde o final do ano passado. A Nestlé, com a iniciativa Health Science, monitora e oferece nutrição como serviço para seus clientes cadastrados. Já a Bosch Home desenvolveu um programa de manutenção preditiva integrada aos produtos que vende diretamente ou por meio de outros canais. No Brasil, a Unilever passou a oferecer uma solução completa para o cuidado com as roupas com a sua iniciativa das lavanderias Omo. Com isso, deixa de competir pelo espaço na gôndola e passa a disputar o share of wallet dos serviços. A Moura vende, entrega e instala baterias e resolve o problema do veículo, indo muito além de vender o produto por meio dos canais tradicionais. O padrão nessas estratégias é similar: o produto funciona como porta de entrada, mas o verdadeiro valor está na solução, acessível, fácil, conveniente, presente, constante e direta com as marcas. No início, o D2C O início desse processo foi o modelo de ir direto ao consumidor, adotado por marcas e fornecedores para se diferenciar e agregar valor em diversas categorias, canais e modelos de negócio. Todo o negócio do café, em âmbito global, foi transformado estruturalmente pela Nespresso em que o produto em si era apenas parte da solução completa e permitia a conexão constante entre a marca e os consumidores finais por meio de seus programas de fidelidade, ativação, promoção e compra. A Portobello, com suas lojas próprias e franqueadas, foi precursora no setor cerâmico e de material de construção no Brasil e, desde o começo, passou a oferecer projetos. As empresas de móveis modulados, com oferta integrada de produtos, projetos e instalação, também foram exemplos precursores, assim como a Whirpool, que passou a oferecer solução de água filtrada, alugando equipamentos direto para o consumidor final. As marcas de vestuário em todos os segmentos avançaram com suas lojas-experiência e as de artigos esportivos se diferenciaram pela customização. As franquias se tornaram um modelo de negócio perfeito para a expansão acelerada das marcas em direção ao consumidor final. O Brasil se tornou referência global com casos como Boticário, Cacau Show e Natura se expandindo de forma acelerada e criando conexão direta, sem os ónus diretos do canal próprio corporativo e com alguma agregação de serviços. A expansão do comércio eletrônico abriu novas perspectivas e se acelerou com sites próprios e os marketplaces. Isso ampliou a visão estratégica para integrar mais serviços e oferecer soluções para diferenciar e melhorar o desempenho. Quando resolver problema se torna vantagem competitiva Não é por acaso que marcas líderes estão indo além da venda de produtos, pois esse é um processo evolutivo natural para atender à demanda e tornar a vida mais simples e fácil em um cenário de crescente complexidade e com menor tempo para equacionar tudo o que precisa ser feito, além da disputa pelo elemento-chave, que é a atenção e a permanente conexão. Além disso, é possível usar os benefícios que a tecnologia, o digital e a inteligência artificial podem oferecer para acelerar, diferenciar e integrar a experiência e a conveniência. Alguns varejistas também começaram a jogar o jogo da solução completa como diferencial competitivo: Walmart, instalando produtos e oferecendo serviços em saúde; Nordstrom, com seus cafés e restaurantes; Whole Foods e Wegmans, jogando o jogo do foodservice; Walgreens e CVS, com cuidados médicos; Darty e Leroy Merlin, com instalações e reparos; e Amazon Prime, em outra dimensão. O movimento estratégico é claro e irreversível Independentemente do setor, segmento ou geografia, os fornecedores e marcas ao avançarem em SDC, incursionam em cinco frentes que, ao mesmo tempo, se complementam e geram vantagem competitiva: Quando laboratórios como Novo Nordisk ou Lilly avançam para criar programas promocionais por meio do cadastramento dos consumidores finais em produtos de alto valor, em especial ligados ao GLP1, com autoaplicação das “canetinhas”, estão desenvolvendo o embrião do futuro SDC, dependendo apenas da revisão da regulamentação que impede a venda direta. Quando a indústria automobilística ensaia o aluguel direto de veículos aos consumidores finais, como realizado na China ou na iniciativa recente da Tesla nos EUA, também está incubando a evolução do SDC no setor, ainda inibida pela legislação que hoje ainda impede essa prática no Brasil. Nesse quadro, já não cabe discutir se haverá um avanço ainda maior no cenário SDC, mas sim
Do Omnichannel ao Agent Commerce: Por que os agentes de IA já são os novos clientes do varejo
Por Marcelo Flores* 2026 começou com uma mensagem cristalina para quem lidera tecnologia no varejo global: o e-commerce, como o conhecemos, está sendo reprogramado. Não se trata mais de otimizar jornadas de navegação ou reduzir etapas no checkout, mas de aceitar que agentes de Inteligência Artificial (IA) estão assumindo o protagonismo da compra. O chamado Agent Commerce (Comércio Agêntico) emergiu como a evolução natural de um ecossistema onde intenção, decisão e execução passam a acontecer de forma autônoma, orquestrada por IA, com o humano atuando como supervisor estratégico, do lado da venda e passageiro, do lado da compra. Esta foi uma das conclusões mais relevantes da edição 2026 da National Retail Federation (NRF), realizada em janeiro, em Nova York (EUA). Antes mesmo da feira, as visitas técnicas pela cidade, já antecipavam esse futuro. O que se vê no varejo americano é a consolidação de um conceito-chave: integralidade. O físico não morreu: ele foi ressignificado. Lojas se reposicionam como espaço de experiência e fidelização, tornando-se hubs sensoriais e de dados, combinando conhecimentos táteis, visuais e emocionais como sensores, para enriquecimento dos dados e potencialização da IA. Essa fusão cria jornadas hiperpersonalizadas que alimentam, em tempo real, os sistemas digitais e, agora, os próprios agentes de IA, que passam a recomendar, negociar e, até mesmo, comprar em nome dos consumidores. Dentro da NRF, essa lógica ganhou escala e clareza estratégica. A presença inédita do CEO do Google, Sundar Pichai, e o anúncio do Universal Commerce Protocol (UCP), em parceria com players globais, como Walmart, por exemplo, sinalizaram que o mercado entrou definitivamente na fase do comércio agêntico. Assim como o SEO foi essencial para o e-commerce tradicional, agora surge um novo imperativo: preparar dados, catálogos, reputação e integrações para serem compreendidos, priorizados e acionados por agentes inteligentes, o GEO (Generative Engine Optimization). Não é exagero dizer que, a IA Generativa com seus agentes, se tornam os novos “clientes primários” das marcas. O funcionamento desse modelo é simples na teoria e transformador na prática. O consumidor expressa sua intenção – “quero o melhor produto, pelo melhor preço, dentro dessas condições”. Os agentes buscam, comparam, validam e sugerem. Com a autorização do usuário, executam a compra de forma instantânea, muitas vezes sem que o site do varejista seja visitado. Para o consumidor, isso significa conveniência radical e personalização profunda. Para as empresas, representa um novo campo de batalha competitivo, onde velocidade de resposta, dados estruturados e confiança passam a ser diferenciais críticos. A tecnologia já está pronta. Infraestrutura em nuvem, automação, analytics avançado, LLMs especializadas e suites de diversos sabores, como as de Agentic Commerce, já permitem jornadas quase totalmente autônomas. Casos apresentados – de gigantes do varejo até empresas de serviços – mostram que agentes já operam em áreas como atendimento, cadeia de suprimentos, precificação, marketing, RH e jurídico, resolvendo problemas reais de forma incremental e escalável. O desafio, portanto, não é técnico. É sistêmico. O principal obstáculo para a consolidação plena do Agent Commerce é regulatório e de governança. Como garantir que um agente está autorizado a transacionar em nome de alguém? Como assegurar rastreabilidade, consentimento e segurança em pagamentos autônomos? Esse debate aparece com força nas discussões envolvendo meios de pagamento, bandeiras e bancos globais. A analogia com o onboarding bancário digital é inevitável: a tecnologia já existe, mas a confiança institucional precisa ser construída. Resolver esse ponto será o gatilho para a adoção massiva do comércio agêntico. Outro aspecto central discutido na NRF, foi a mudança do papel da IA: ela deixa de ser executora de tarefas para se tornar orquestradora de jornadas, está no centro da jornada. Em muitos fluxos, o humano sai do operacional e assume o papel de advisor, definindo limites, objetivos e diretrizes. Alucinação, ética e segurança continuam no radar, mas já são tratadas com arquiteturas mais maduras, combinando múltiplos modelos, validações cruzadas e checkpoints humanos. O varejo entra, assim, em uma fase de automação responsável, orientada a resultados concretos. A grande lição trazida de Nova York é que o futuro do varejo não será definido por uma tecnologia isolada, mas pela capacidade de integrar dados, experiência, propósito e ecossistemas. O Agent Commerce não elimina o físico, nem o digital – ele os conecta em um novo nível de inteligência. Para executivos de tecnologia, o recado é direto: quem estruturar agora seus dados, suas plataformas e sua governança para dialogar com agentes de IA, estará na dianteira de um mercado onde comprar deixa de ser uma ação e passa a ser uma delegação. O futuro do varejo já começou, é agêntico e a única barreira hoje é regulatória, não tecnológica. Quando esse obstáculo for superado, estaremos diante da maior transformação do comércio digital desde sua própria criação. *Marcelo Flores é Business Director (Head of Retail & Services) da GFT Technologies
Varejo acelera adoção de execução em tempo real com IA, apontam análises globais
A adoção de inteligência artificial em processos críticos de operação, logística, estoque, atendimento e tomada de decisão vem se consolidando como um dos principais vetores de competitividade do varejo global. Projeções da Gartner indicam que, até o fim de 2026, 40% das aplicações corporativas devem incorporar agentes de inteligência artificial, refletindo a incorporação crescente da tecnologia aos sistemas de negócio. A avaliação é de Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria, empresa especializada em growth, escala de negócios e transformação operacional orientada por dados e inteligência artificial. Multiempresário, Schuler acompanha a NRF, maior evento global do varejo, há 12 anos e atua em projetos de crescimento de marcas brasileiras como Melissa e O Boticário. Segundo o executivo, os debates observados ao longo da National Retail Federation (NFR) 2026, maior evento anual global do varejo, reforçaram um movimento que já vinha se materializando no mercado: a transição do discurso sobre inovação para a execução em escala. “Os conteúdos mostraram que muitas dessas soluções já estão incorporadas à rotina das empresas. A discussão deixou de ser sobre adoção e passou a ser sobre como escalar e integrar”, afirma. Um dos temas recorrentes nas discussões do setor é o avanço do chamado agentic commerce, modelo em que assistentes inteligentes executam tarefas em nome do consumidor, como seleção de produtos, comparação de preços, montagem de carrinhos, aplicação de descontos e recorrência de pedidos. Nesse contexto, a estruturação de catálogos, a padronização de dados e a integração de sistemas passam a influenciar diretamente a capacidade das marcas de serem consideradas nesses ambientes automatizados. As análises também dialogam com projeções de mercado que apontam crescimento acelerado da inteligência artificial no ambiente corporativo. Relatórios de consultorias como IDC, Fortune Business Insights e Grand View Research estimam que o mercado global de IA deve crescer a uma taxa média anual próxima de 30% entre 2025 e 2029, impulsionado principalmente por aplicações práticas em operação, logística, atendimento e marketing. Levantamento divulgado pela NRF, conduzido com líderes de IA de grandes varejistas no contexto de fóruns da indústria, indica que 86% das empresas já possuem políticas de governança de IA, enquanto 93% planejam ampliar ou estruturar esse trabalho ao longo dos próximos 12 meses. Outro ponto destacado por Schuler é que o omnichannel passou a ser tratado como requisito operacional. Temas como acuracidade de estoque, cumprimento de prazos de entrega e integração entre loja física e digital deixaram de ser diferenciais e passaram a compor o padrão mínimo de experiência esperado pelo consumidor. No debate sobre lojas físicas, o executivo aponta um reposicionamento do ponto de venda dentro da estratégia do varejo. A loja passa a concentrar funções de experiência, relacionamento e construção de marca, além da transacional, atuando de forma integrada aos canais digitais. Embora aplicações de IA voltadas à experiência do consumidor tenham ganhado visibilidade, Schuler destaca que parte relevante dos projetos mais maduros está concentrada em processos internos, como previsão de demanda, redução de rupturas, otimização de estoques, logística, prevenção a fraudes e dimensionamento de equipes. Segundo ele, esses usos estão diretamente associados a ganhos de eficiência operacional, margem e geração de caixa. Para o executivo, o principal desafio hoje é a velocidade de execução. “As tecnologias estão disponíveis e os modelos estão validados. A diferença entre empresas está na capacidade de transformar isso em operação”, afirma. Ele acrescenta que a Smart Consultoria vem aplicando esses conceitos em projetos focados em cultura orientada a IA, automação de decisões e integração de dados, junto a empresas de diferentes segmentos do varejo.
Tecnologia e inteligência de gestão reforçam competitividade no varejo farmacêutico
Em meio ao avanço do uso da tecnologia no varejo farmacêutico, redes de farmácias de todo o Brasil vêm acelerando iniciativas voltadas à modernização da operação e ao fortalecimento das ações no ponto de venda. A Farmarcas, associação que reúne 11 redes de farmácias no país, tem ampliado projetos com foco em gestão e eficiência para apoiar suas mais de 1.700 lojas associadas, destacando-se em um cenário de transformação do consumo e aumento da concorrência no setor. A estratégia acompanha mudanças na forma como as farmácias se relacionam com seus clientes e busca antecipar demandas no atendimento. “O foco é entender melhor o comportamento do consumidor para evoluir a experiência dentro da loja”, afirma Marcelo Dantas, Diretor de Inovação e Tecnologia da Farmarcas. Para o executivo, o principal desafio é transformar excelência em prática rotineira. “Nossa proposta é levar a inteligência de gestão para o dia a dia das lojas associadas, apoiando decisões e aprimorando a execução”, diz. “Quando a operação ganha eficiência, o resultado aparece na ponta: mais consistência no atendimento e mais qualidade na execução.” Dantas reforça ainda que a evolução do varejo depende de iniciativas que consigam automatizar e otimizar processos, levando eficiência para a ponta. “O desafio é transformar processos em soluções escaláveis e usar tecnologia para gerar uma experiência melhor, tanto para o associado quanto para o consumidor”, afirma. Na prática, esse movimento já é percebido pelos associados. Edson Cruz, que possui 22 lojas da Ultra Popular em Rio Branco (AC), destaca o impacto das ferramentas de apoio à gestão na tomada de decisão e no planejamento operacional. “Somos associados há nove anos e a evolução é perceptível. As ferramentas disponíveis nos ajudam diariamente na análise do mix ideal das lojas, além de trazer números e dados da região que apoiam decisões mais assertivas. Isso nos fez evoluir tanto tecnologicamente quanto nas decisões comerciais”, relata. Ele acrescenta que, com as particularidades logísticas do estado, as informações e análises disponíveis ajudam no abastecimento e em ações mais estratégicas: “No Acre, temos algumas particularidades, como um lead time maior em comparação a outras regiões. Com o apoio e informações fornecidas pela Farmarcas, conseguimos adequar nosso estoque, cobrindo de forma mais eficiente as necessidades das lojas e, ao mesmo tempo, trabalhar com ações mais assertivas, considerando a concorrência e produtos mapeados pelos dados fornecidos”. Outro exemplo de execução bem-sucedida é a campanha promocional da Farmarcas “Compra Bem que a Sorte Vem”, que tem sido utilizada pelas redes como iniciativa de relacionamento com impacto direto no desempenho do ponto de venda. Augusto Bezerra de Oliveira Gomes, associado com lojas em Mato Grosso, Pará e Tocantins, destaca os efeitos no engajamento das equipes e na performance durante o período. “A promoção, sem dúvida, nos permitiu potencializar as vendas de não medicamentos. Os funcionários da farmácia passaram a incentivar os clientes a participarem, sempre com foco em benefícios reais e responsabilidade no atendimento”, afirma. Edson, por sua vez, destaca o impacto da campanha na mobilização interna e nos resultados do período. “Essa campanha é fundamental para o nosso negócio. Durante a ação, tivemos um engajamento muito grande da equipe, tanto nas transações vinculadas à promoção quanto no aumento de vendas de produtos de marcas próprias, que somam mais números da sorte para o cliente. Conseguimos elevar o faturamento no período, trazendo mais clientes para as lojas, com aumento médio de 30% em vendas durante a campanha”, comemora o associado. Para a Farmarcas, o avanço em gestão e eficiência tende a se tornar mais determinante para sustentar o crescimento e a competitividade no varejo farmacêutico, em um mercado com consumidores mais exigentes e mudanças constantes na dinâmica de compra.
A segunda loja é o verdadeiro teste do empreendedor pet
Abrir a segunda loja costuma ser celebrada como sinal de sucesso; no mercado pet, porém, ela representa o momento mais arriscado da trajetória do empreendedor. A ideia é simples e incômoda: a primeira unidade valida o esforço individual, enquanto a segunda expõe a ausência de gestão. Muitos negócios não quebram por falta de clientes ou de mercado, e sim por excesso de confiança. O erro mais comum é interpretar resultado operacional pontual como maturidade empresarial, fazendo com que a expansão aconteça antes da estrutura necessária para sustentá-la. Na maioria dos petshops de bairro, a primeira loja cresce porque o dono está presente em todas as frentes. Compra, vende, negocia com fornecedores, resolve problemas operacionais e mantém relação direta com os clientes. Esse modelo centralizado garante eficiência no curto prazo, pois reduz desperdícios, acelera decisões e compensa a falta de processos formais. O problema surge quando esse mesmo formato é replicado em uma segunda unidade. O negócio deixa de ser artesanal e passa a exigir liderança intermediária, processos claros, controles financeiros e padronização. Sem essas camadas de gestão, o empreendedor perde visibilidade do dia a dia, decisões tornam-se reativas e a operação começa a depender de improviso. Nesse cenário, os custos fixos dobram antes que a receita acompanhe, e a margem desaparece. Outro fator crítico está na falsa percepção de escala. A abertura de uma nova loja amplia despesas estruturais como aluguel, folha de pagamento, estoque e tributos, sem garantir, automaticamente, aumento proporcional de faturamento. Além disso, a ausência de indicadores de desempenho faz com que problemas de ruptura, perdas de estoque, baixa produtividade da equipe e queda no padrão de atendimento demorem a ser percebidos. Quando o empresário identifica o desequilíbrio, o caixa já foi comprometido. Os dados ajudam a explicar por que essa transição é tão perigosa. Segundo o Sebrae, empresas com até dois anos apresentam taxa média de sobrevivência de 76,6%. As microempresas, no entanto, ficam em apenas 55%, enquanto empresas de pequeno porte chegam a 98%. Essa diferença evidencia que o risco não está em empreender, e sim em crescer sem método, governança e preparo financeiro. No comércio varejista, onde se enquadram os petshops, a taxa de sobrevivência é de 77%. Os microempreendedores individuais resistem mais por operarem com estruturas enxutas e flexíveis, enquanto as microempresas puxam a média para baixo justamente quando tentam escalar sem gestão profissional. O próprio perfil do setor amplia essa vulnerabilidade. De acordo com a Abinpet, o mercado pet faturou R$ 68,7 bilhões em 2023 e conta com mais de 50 mil lojas especializadas. Desse total, 81,6% são petshops de vizinhança, com faturamento mensal entre R$ 60 mil e R$ 100 mil e até quatro funcionários. Esses negócios concentram quase metade das vendas do setor, porém operam com margens apertadas, forte dependência do dono e baixa padronização de processos. Ao abrir a segunda loja, a inadimplência, os custos trabalhistas, a gestão de pessoas e a complexidade operacional crescem mais rápido do que a capacidade de controle. Expandir pode, em teoria, garantir escala, diluir custos e fortalecer a marca. Na prática das PMEs brasileiras, a expansão sem dados transforma intuição em prejuízo. O Sebrae aponta que a mortalidade no comércio pode chegar a 90% em alguns segmentos, associada principalmente a decisões emocionais, falhas de planejamento e ausência de processos. No mercado pet, onde serviços especializados crescem acima de 20%, segundo a Abinpet, a exigência por gestão só aumenta. Escalar sem liderança estruturada, indicadores financeiros e rotinas operacionais não acelera o crescimento, apenas antecipa o erro. A lição é dura, mas necessária. A primeira loja testa o empreendedor. A segunda testa o empresário. Antes de crescer em metros quadrados, é preciso crescer em método, pessoas e informação. Expandir não deveria ser um prêmio pelo bom desempenho inicial, e sim uma decisão estratégica sustentada por processos, dados e capacidade real de gestão. No varejo pet, crescer sem estrutura continua sendo o caminho mais curto para transformar crescimento em prejuízo. *Ricardo de Oliveira é especialista em negócios pet e fundador da Fórmula Pet Shop, empresa referência em capacitação e consultoria estratégica para pet shops em todo o Brasil. Com mais de 10 anos de atuação no setor, Ricardo já acompanhou a inauguração de mais de 70 pet shops, orientando desde a escolha do ponto comercial até o mix de produtos, layout e estratégias de marketing. À frente da Fórmula, já capacitou mais de 8.700 empreendedores por meio de mentorias, treinamentos e consultorias, se consolidando como uma das principais vozes na profissionalização do varejo pet nacional. Sua experiência prática e visão de negócio ajudam empreendedores a saírem do amadorismo e construírem empresas lucrativas e sustentáveis.
Grupo Lev prepara expansão no varejo e B2B e pretende dobrar receita em 2026
O Grupo Lev, líder em mobilidade elétrica leve no Brasil que reúne as marcas Lev e Onn, anuncia novidades para 2026 após encerrar 2025 como um dos anos mais marcantes de sua trajetória. A empresa finalizou o período com 35% de crescimento impulsionado pela melhora considerável da margem de lucro por eficiência operacional, evolução de portfólio e consolidação industrial. Neste ano, o objetivo é trabalhar em parceria com o varejo e abrir filiais em mais quatro estados brasileiros, além de dobrar a receita. “O último ano foi marcado por muitos fatores”, conta Rodrigo Affonso, CEO do grupo. “Tivemos o início, no segundo semestre, da operação da Onn, por exemplo. As scooters elétricas ampliaram nosso alcance em categorias complementares e aceleraram o ritmo de vendas”. A expansão física acompanhou o movimento: foram abertas cinco lojas em 2025, quatro da Onn e uma da Lev. Outro ponto de destaque foi a estrutura industrial do grupo, que viveu seu ciclo mais significativo. Com a abertura da Planta própria na Zona Franca em 2025, em poucos meses, a produção migrou da combinação inicial de 80% no Rio de Janeiro e 20% em Manaus, para 70% na planta própria e 30% no Rio. O ano de 2026 já começa com 100% da produção na unidade fabril, que tem capacidade instalada de 10 mil e-bikes por mês, com apenas um turno. A consolidação em Manaus fortalece a escala, reduz custos logísticos e posiciona a empresa de maneira mais competitiva. O período também trouxe o case da parceria com a Cury, que entregou uma e-bike a cada um dos 1800 apartamentos de um empreendimento imobiliário alinhado ao conceito de mobilidade verde. “Essa e outras parcerias que temos construído com diferentes players têm sido essenciais no nosso crescimento, e na propagação da mobilidade sustentável em si”, comenta Rodrigo. O grupo se prepara para uma virada estratégica neste ano, com aceleração no varejo físico. As mudanças já começaram: as bicicletas da Lev e um modelo de scooter da Onn já estão disponíveis nas lojas do Magalu, com expectativa de estarem nas 1300 lojas no ano de 2026. A entrada em um dos maiores varejistas do país, junto com negociações com outros varejistas que estão em andamento, muda a escala do negócio. “Nosso objetivo é dobrar o faturamento em 2026, sustentado não apenas pelas lojas próprias e e-commerce direto, mas com destaque para canais de grandes varejistas como o da Magalu, e principalmente pelas ampliações das nossas linhas de negócios. Além da operação de lojas, estamos acelerando frentes como B2B, locação corporativa e locação para pessoa física, com foco em escala, recorrência e maior previsibilidade de receita”, detalhe o CEO. A expansão B2B também acompanha o avanço nacional. O grupo deve abrir filiais no Paraná, Bahia, Paraíba e Minas Gerais. A estratégia é instalar operações próximas aos centros de distribuição do Magalu, o que pode permitir preços mais competitivos. O movimento fortalece a malha logística e prepara a empresa para atender novos níveis de demanda. Por fim, a estrutura corporativa da Lev também caminha para uma nova etapa. O grupo se organiza para receber propostas de fundos de private equity em 2026, refletindo a busca por escala. “Acreditamos bastante no nosso posicionamento na área de mobilidade elétrica. Este ciclo com certeza impactará o mercado de todo o Brasil e estamos muito bem preparados para isso”, conclui o Affonso.
A desmaterialização do varejo: o futuro do setor por meio das plataformas de serviços
Por Eduardo Yamashita, sócio-diretor da Gouvêa Inteligência “O futuro do varejo não está no varejo. Nosso principal motor de crescimento nos próximos anos não virá das vendas tradicionais”. Essa afirmação foi feita por Doug McMillon, presidente e CEO do Walmart, uma das potências do varejo global, durante um call com investidores há alguns anos. O que o Walmart e outros gigantes globais estão fazendo agora é uma mudança de paradigma: a mudança das transações para as plataformas de serviços. Plataforma de serviços que está sendo construída pelo Walmart O varejo “espremido” e a crise das margens Não é novidade para ninguém que o varejo pós-pandemia está operando sob uma pressão sem precedentes. De um lado, os varejistas enfrentam preços de produtos cada vez mais altos vindos da indústria. São custos que muitas vezes não podem ser repassados integralmente ao consumidor final. Do outro lado, os custos operacionais (com logística, energia, folha de pagamento, etc.) subiram em uma velocidade muito maior do que os preços de venda. O resultado dessa equação é a redução sistemática das margens operacionais. As empresas do setor estão com cada vez mais dificuldade em rentabilizar seus negócios no core business: comprar bem e vender bem. Essa pressão nos resultados está empurrando as empresas a buscar novas fontes de receita e formas de monetizar seus ativos. É por esse motivo que o futuro não será definido por transações, mas por plataformas de serviços e ecossistemas. Walmart e a monetização de ativos O Walmart parou de se ver apenas como supermercadista e passou a se enxergar como um ecossistema. O exemplo mais recente e brilhante dessa estratégia é a iniciativa Go Local. Como vimos nas últimas edições da NRF, maior evento de consumo e varejo do mundo que acontece em Nova York, o Walmart decidiu alavancar e monetizar seus ativos físicos, suas mais de 4,5 mil lojas apenas nos EUA, sua ampla e pulverizada malha logística e seu relacionamento próximo com os clientes. Por meio do Go Local, o Walmart oferece logística white-label para pequenos, médios e grandes varejistas, usando sua infraestrutura para entregar produtos de outros varejistas, transformando um custo fixo (logística) em uma linha de receita de alta rentabilidade. A companhia entendeu que seu maior valor não é o que ele vende, mas a infraestrutura que detém. Fnac darty: serviços como motor do lucro Saindo dos EUA e olhando para a Europa, o grupo Fnac Darty, maior varejista de eletrônicos da França, mostra como transformar serviços em motor de crescimento. Em 2019, o grupo lançou o Darty Max, um modelo de assinatura que oferece reparos e consertos ilimitados para produtos – incluindo aqueles que não foram comprados na Darty. Por cerca de € 200 por ano, o cliente tem acesso ilimitado ao serviço que hoje soma cerca de 2 milhões de assinantes. Esse serviço já representa 25% do lucro bruto da companhia, com a meta ousada de chegar a 30% até 2030. Na Fnac Darty, o serviço deixou de ser apenas um “complemento” para se tornar o negócio mais lucrativo da empresa. Carrefour Brasil: o varejo como canal para o financeiro Maior varejista do País, o Carrefour Brasil opera em diversos formatos. No varejo tradicional, especialmente nos hipermercados, o desafio é buscar caminhos para rentabilizar o varejo diante da perda de tráfego para o atacarejo. Há anos o Carrefour investe no seu banco para monetizar sua base de clientes. Tanto, que se consolidou como o 6º maior emissor de cartões do País, com mais de 7 milhões de clientes ativos. Na prática, o varejo alimentar tornou-se um canal para vender serviços financeiros que hoje representam impressionantes 56% do lucro do braço de varejo do grupo. Esse mesmo modelo é usado por diversos varejistas no País como Riachuelo, Renner, C&A, Magazine Luiza, Casas Bahia, Grupo Pão de Açúcar, entre outros. 7-Eleven Taiwan se tornou a extensão da casa do consumidor Em Taiwan, a 7-Eleven redefiniu o conceito de conveniência. Além dos snacks e bebidas, as lojas são pontos centrais da vida dos seus consumidores. Nas lojas da rede, os consumidores têm acesso a uma ampla gama de serviços para facilitar o seu dia a dia como estações para pagar estacionamento na rua, centro logístico para receber e enviar encomendas, impressão de documentos e caixas eletrônicos. Dá até para chamar um táxi em um dos totens de atendimento. As lojas passaram a ser estações de acesso a serviços públicos, onde os consumidores podem ter acesso a certidões e certificados do governo, documentos e até mesmo acessar a base central de oferta de empregos. Além disso, as lojas se tornaram uma extensão da casa dos consumidores. Nelas, eles encontram um local para trabalhar, estudar e relaxar. Um fenômeno que acontece no país é que diversas crianças se dirigem a uma das lojas da 7-Eleven para fazer suas lições de casa depois da escola enquanto esperam seus pais saírem do trabalho. Em um país de 23 milhões de pessoas, a rede possui impressionantes 7 mil lojas e 80% da população está inscrita no programa de fidelidade da 7-Eleven. Visão de futuro O varejo transacional puro está com os dias contados. Em um mundo de margens cada vez mais apertadas e concorrência infinita, a sobrevivência das empresas dependerá da sua capacidade de se tornarem indispensáveis na vida do consumidor por meio de serviços. Em todas as geografias do mundo, os grandes players do segmento têm transformado seus negócios em plataformas de serviços, pois o lucro efetivo, como vimos nos casos acima, não deverá vir menos da compra e venda de produtos, mas, sim, do valor gerado pela solução entregue. Eduardo Yamashita é sócio-diretor da Gouvêa Inteligência, divisão da Gouvêa Ecosystem
Recife Outlet anuncia novas operações e investe R$ 6 milhões
O Recife Outlet entra em um novo ciclo de expansão com mais operações de moda e um investimento estimado em R$ 6 milhões, reforçando o papel do empreendimento como vetor de dinamização econômica na Região Metropolitana do Recife. A expectativa é gerar 30 empregos diretos com os novos negócios. Instalado às margens da BR-232, no município de Moreno, o Recife Outlet vem usando a estratégia de atração de marcas nacionais e internacionais para ampliar o fluxo de visitantes e vendas, apoiando-se no modelo de open mall e descontos permanentes. O superintendente do empreendimento, Marco Sodré, recém-chegado de São Paulo, anuncia a chegada de novas operações de moda para reforçar o mix de lojas. Uma das novidades é a Makenji, grife catarinense que escolheu o Recife Outlet para fazer sua estreia no Nordeste, com uma loja de 400 m² focada em moda feminina e abertura prevista para abril. No segmento masculino, a Mr. Kitch, marca reconhecida pelo estilo urbano sofisticado, passa a integrar o centro de compras com uma unidade de 200 m², ampliando a oferta para um público que vem ganhando espaço no varejo de moda. A previsão é de inauguração ainda neste semestre. Para essa expansão também haverá o fortalecimento de operações já instaladas e de marcas locais. A Ciao ganhará um novo espaço de esquina, com projeto totalmente renovado. Outro destaque é a chegada da Básico 3, camisaria masculina pernambucana, que amplia presença com mais uma unidade na Região Metropolitana do Recife. Em março, a Constance, rede de calçados e acessórios, passa a operar no mall, alinhada ao movimento de expansão de redes nacionais para fora dos grandes centros. Também está marcada para esse semestre, a ampliação da loja da Boss para 600 m², reunindo as coleções das linhas Boss, Boss feminina e Hugo, e reforçando a estratégia do Recife Outlet de se posicionar como destino de marcas de alto valor agregado com preços mais competitivos que os praticados em shoppings tradicionais. O movimento acompanha o crescimento do formato outlet no Brasil, que vem ganhando relevância como canal para escoamento de coleções e acesso a grandes marcas com descontos, em um cenário de busca do consumidor por maior racionalização de gastos. Para Marco Sodré, o novo pacote de investimentos tem impacto direto na geração de renda e emprego, mas também na consolidação do Recife Outlet como plataforma de negócios para redes interessadas em crescer no Nordeste. “Ao atrair novas marcas e estimular a expansão das operações existentes, o empreendimento ganha competitividade, os lojistas ganham escala e a região se beneficia com mais oportunidades de trabalho e incremento de arrecadação”, afirma Sodré. Serviço: Horários do Carnaval no Recife Outlet – Sábado (14/02) – 9h às 19h – Domingo (15/02) – 9h às 18h – Segunda (16/02) – 9h às 18h – Terça-feira (17/02) – 9h às 18h – Quarta-feira (18/02) – 9h às 21h – Terça dos Calçados – Produtos selecionados com descontos exclusivos para moda fitness Rodovia Luiz Gonzaga, BR 232, KM 20 – Moreno
COOP amplia portfólio de cervejas especiais e projeta crescimento acima de 20% na categoria
Atenta às tendências do mercado e às mudanças no comportamento de consumo, a Coop vem ampliando sua atuação no segmento de cervejas especiais, com foco em produtos de baixa caloria, sem glúten e zero álcool. A iniciativa acompanha o avanço do consumo mais consciente no Brasil e a busca dos consumidores por opções alinhadas a diferentes estilos de vida e restrições alimentares. Para este ano, a rede projeta um crescimento acima de 20 % no faturamento da categoria. Segundo a Coop, o movimento reflete não apenas a diversificação do portfólio, mas também a maior demanda por bebidas que conciliem sabor e características nutricionais específicas. De acordo com Aliandre Avanzo, gerente de Trade Marketing e de Mercearia, a indústria tem direcionado esforços para atender esse novo perfil de consumo. “A Ambev, por exemplo, vem reforçando seu portfólio de produtos mais leves, incluindo opções sem glúten dentro da linha Balanced Choices. Essa estratégia responde ao aumento da demanda por inclusão, considerando que o Brasil possui cerca de 2 milhões de pessoas com reação ao glúten”, explica. Atualmente, todas as lojas da Coop oferecem diferentes opções dentro desse segmento, como a linha Balanced Choices, que ampliou em 25% seu portfólio, além da Stella Artois Pure Gold, que reúne menor teor calórico e ausência de glúten, mantendo as características originais da marca. “A Heineken Brasil também investiu na marca Sol, tornando-a 100% sem glúten”, acrescenta Aliandre. Sobre: Com 71 anos de história, cerca de 6 mil colaboradores e 1,6 milhão de matrículas ativas, a Coop possui 35 unidades de varejo alimentar, sendo 27 no Grande ABC, uma em Piracicaba, três em São José dos Campos, duas em Sorocaba, duas em Tatuí, 68 drogarias e canais digitais. Por ser uma cooperativa, seu principal objetivo é oferecer os melhores serviços a preços justos, além de reverter benefícios aos cooperados e à comunidade. www.portalcoop.com.br www.coopdrogaria.com.br / www.coopsupermercado.com.br
Como usar o aplicativo do supermercado para economizar tempo e dinheiro
A digitalização acelerada do varejo alimentar vem transformando de forma estrutural a relação dos consumidores com as compras do dia a dia. Aplicativos de supermercado, antes utilizados principalmente para consulta de ofertas, passaram a ocupar um papel estratégico na organização da rotina, no controle de gastos e no planejamento do orçamento doméstico. Dados divulgados da NielsenIQ, indicam que cerca de 75% dos brasileiros já utilizam aplicativos ou sites de supermercado ao menos uma vez por mês, seja para pesquisar preços, organizar listas ou realizar compras. O levantamento mostra ainda que uma parcela relevante dos consumidores acessa esses canais semanalmente ou até diariamente, sinalizando que o uso do digital deixou de ser pontual e passou a integrar o hábito de consumo. Para o GIGA Atacado, rede de cash & carry que integra a Cencosud Brasil, um dos maiores supermercadistas do país, esse movimento está diretamente ligado à busca por mais previsibilidade financeira e eficiência. “O aplicativo passou a funcionar como uma ferramenta de planejamento. Quando o consumidor organiza a compra com antecedência, ele reduz decisões impulsivas, ganha tempo e consegue acompanhar melhor o orçamento ao longo do mês”, analisa a companhia, a partir de sua experiência no varejo alimentar. Segundo o GIGA Atacado, a pesquisa prévia de preços e produtos pelo ambiente digital influencia diretamente a decisão de compra, ajudando o consumidor a comparar valores, tamanhos de embalagens e prioridades antes de ir à loja. “Esse comportamento tende a reduzir desperdícios e compras desnecessárias, além de tornar a experiência mais objetiva”, explica a rede. Na avaliação do Giga Atacado, o uso consciente dos aplicativos de supermercado pode ser potencializado com algumas práticas simples, alinhadas ao comportamento observado no varejo: Entre as principais orientações estão a criação de listas digitais antes da compra, o que ajuda a manter o foco no que é essencial; a consulta prévia de preços e promoções, permitindo decisões mais racionais; e a revisão do carrinho antes da finalização, etapa importante para evitar excessos. O histórico de compras, disponível na maioria dos aplicativos, também é apontado como um recurso relevante para identificar padrões de consumo e ajustar o planejamento mensal. Além da economia financeira, o ganho de tempo aparece como um dos principais motivadores do uso desses canais. “Aplicativos próprios ajudam o consumidor a entender melhor seus hábitos, planejar com mais consciência e transformar experiência de forma mais mais eficiente e previsível”, avalia o grupo. A tendência, de acordo com análises do setor, é que o uso de aplicativos siga crescendo à medida que o varejo integra cada vez mais os canais físicos e digitais, reforçando o papel da tecnologia como aliada da economia doméstica e da tomada de decisão consciente.
Como as lojas autônomas estão redefinindo a experiência de compra por meio da Inteligência Artificial
Por Mariana Ramírez, Gerente de Marketing para a América Latina da Axis Communications O comércio varejista está passando por uma profunda transformação. As lojas sem funcionários deixaram de ser uma curiosidade tecnológica para se tornarem uma alternativa real que responde às novas formas de consumo, onde rapidez, autonomia e experiências sem contato são fundamentais. Esse modelo redefine a compra física ao combinar conveniência para o cliente e eficiência para os negócios. Por trás dessas lojas autônomas, existem soluções digitais que integram vídeo, áudio e análise inteligente para garantir segurança e fluidez operacional. As câmeras conectadas permitem supervisionar acessos, corredores e áreas de pagamento, oferecendo controle permanente sem intervenção humana constante. Assim, as lojas podem operar 24 horas por dia, 7 dias por semana, e responder em tempo real a qualquer situação. A inteligência artificial desempenha um papel central nessa evolução do varejo. Graças ao aprendizado automático, os sistemas podem detectar comportamentos incomuns, prevenir roubos e alertar sobre riscos sem a necessidade de monitoramento contínuo. É até possível interagir com os clientes por meio de mensagens de áudio, oferecendo orientações ou avisos quando a situação exigir. Além da segurança, a IA também melhora a experiência de compra. Ao analisar o movimento dos consumidores, as lojas sem funcionários otimizam seu design, destacam produtos populares e ativam promoções personalizadas. Além disso, o controle automatizado do estoque evita rupturas e reduz o desperdício, especialmente em produtos perecíveis. Olhando para o futuro, o varejo autônomo promete ser ainda mais inteligente. Análises preditivas permitirão antecipar demandas, prevenir falhas técnicas e reforçar a proteção do negócio. As lojas sem funcionários não só vieram para ficar, como também se perfilam como um dos pilares do varejo moderno, impulsionado pela inteligência artificial e pela inovação digital.
market4u e Amstel se unem para prolongar a folia do Carnaval de São Paulo no varejo de proximidade
O Carnaval tem transformado de forma significativa a dinâmica de consumo urbano em São Paulo, especialmente dentro de condomínios residenciais. Atento a esse movimento, o market4u, maior rede de mercados autônomos da América Latina, anuncia parceria com a Amstel, a puro malte de Amsterdã, para o Carnaval de 2026, com foco exclusivo na capital paulista e em ações de varejo de proximidade. A iniciativa prevê ativações integradas nos pontos de venda e no aplicativo da rede de mercadinhos, em mercados autônomos selecionados e localizados em regiões estratégicas da cidade, especialmente em condomínios posicionados ao longo das rotas dos principais blocos de rua. A estratégia começou no esquenta do Carnaval no dia 07 de fevereiro, atravessa os dias oficiais da festa e se estende para o pós-evento até 22 de fevereiro. Todas as ativações seguem as diretrizes de consumo responsável, com geladeiras intertravadas e liberadas exclusivamente para maiores de 18 anos, garantindo controle de acesso e conformidade regulatória. “O objetivo é estar presente quando o Carnaval acontece literalmente na porta da casa do consumidor, no exato momento da compra. Vamos entregar a mensagem certa, para o usuário certo, no momento e no lugar adequados”, afirma Sandro Wuicik, diretor comercial e cofundador do market4u. Para Priscila Brito, diretora de vendas digitais do Grupo HEINEKEN, a parceria com a maior representante da América Latina é fundamental para o fortalecimento do contato direto com os consumidores da cervejaria no país: “Estar presente no momento de decisão de compra é estratégico para a Amstel, especialmente em um período como o Carnaval, que é culturalmente tão forte para o brasileiro. A parceria entre Grupo HEINEKEN e market4u nos permite ampliar a capilaridade, fortalecer a presença da marca no dia a dia do consumidor e gerar conexão real, exatamente onde a experiência acontece: perto de casa, no ritmo da cidade e no clima da festa”, relata. Dados proprietários orientam a estratégia para a folia A iniciativa é sustentada por dados internos do market4u, que evidenciam mudanças relevantes no comportamento do consumidor durante o período carnavalesco. De acordo com pesquisas proprietárias da plataforma, no Carnaval de 2025 as vendas de bebidas alcoólicas cresceram cerca de 105% em comparação com períodos fora da folia, reforçando o potencial de ativações conjuntas entre marcas e operações de conveniência em datas de alta intensidade de consumo. Os dados também apontam uma alteração clara nos horários de compra. Durante o Carnaval, o pico deixa de ocorrer no horário de almoço e migra para o período noturno, entre 19h e 22h, acompanhando a rotina dos blocos de rua, encontros informais e o retorno do consumidor para casa. As categorias mais demandadas seguem a lógica da reposição imediata e da conveniência, com destaque para bebidas alcoólicas e não alcoólicas, snacks, bomboniere e itens básicos de mercearia, alguns com crescimento estimado entre 100% e 200% em volume de vendas em relação a semanas regulares. Indicadores de mercado confirmam o aquecimento do varejo na folia O cenário observado pelo market4u também é corroborado por indicadores de mercado. Dados do Itaú Unibanco mostram que o faturamento do comércio na cidade de São Paulo cresceu 10,6% entre o sábado de Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas. Já a Getnet, do Santander, registrou avanço de 3,69% nas vendas de supermercados e hipermercados no mesmo período, reforçando o ambiente favorável para o varejo alimentar durante a folia. O movimento consolida uma tendência estrutural do varejo urbano. Em datas de grande circulação e horários atípicos, operações de proximidade ganham protagonismo ao oferecer acesso rápido, sem deslocamentos e fora do horário comercial tradicional, posicionando-se como parte essencial da jornada de consumo do paulistano, inclusive em eventos sazonais de grande escala como o Carnaval.
Por que o interior do Nordeste virou terreno fértil para o varejo?
Por Paulo Borges, especialista em varejo e multifranqueado da Santa Lolla Falar sobre varejo no interior do Nordeste exige ir além dos estigmas. Embora a região ainda enfrente gargalos históricos de infraestrutura, logística e renda, é justamente nesse contexto que surgem algumas das maiores oportunidades de crescimento e inovação do varejo brasileiro. Nos últimos anos, o interior nordestino deixou de ser apenas um mercado “em desenvolvimento” para se tornar um território estratégico. O aumento da formalização, a interiorização de grandes marcas e o fortalecimento do consumo local mudaram o jogo. Hoje, quem entende a dinâmica regional consegue operar com mais eficiência, fidelizar clientes e construir marcas sólidas. Um dos pontos frequentemente citados como desafio, a logística, também tem impulsionado soluções criativas. Empresas que atuam no interior passaram a trabalhar com estoques mais inteligentes, fornecedores regionais e parcerias locais, reduzindo custos e aumentando a agilidade. Além disso, a expansão de centros de distribuição no Nordeste tem encurtado distâncias e melhorado o abastecimento. Outro fator relevante é o perfil do consumidor. No interior, a relação com o comércio é mais próxima, humana e baseada em confiança. Isso favorece estratégias de fidelização, atendimento personalizado e boca a boca, algo que grandes centros urbanos já perderam em parte. Marcas que respeitam a cultura local e adaptam seu mix de produtos conseguem taxas de recompra elevadas e clientes mais leais. A mão de obra, muitas vezes vista como limitação, também representa uma oportunidade. Investir em capacitação local reduz turnover, fortalece o vínculo com a comunidade e cria equipes mais comprometidas. Varejistas que apostam em treinamento colhem ganhos diretos em produtividade e experiência do cliente. No campo digital, o avanço da conectividade tem acelerado a integração entre loja física e canais online. Modelos híbridos, como vendas pelo WhatsApp, redes sociais e retirada em loja, funcionam especialmente bem no interior, onde a confiança no comerciante local é alta e a proximidade encurta o funil de decisão. Por fim, o interior do Nordeste oferece algo cada vez mais raro: espaço para crescer com menos saturação. Aluguéis mais acessíveis, concorrência menos agressiva e maior potencial de expansão territorial permitem que negócios cresçam de forma sustentável, com margens mais equilibradas. O varejo no interior nordestino não é sobre “superar dificuldades”, mas sobre enxergar valor onde outros ainda veem barreiras. Quem entende o ritmo, respeita a cultura e aposta no longo prazo descobre um mercado resiliente, em transformação e cheio de possibilidades. Mais do que um desafio, o interior do Nordeste é um convite para construir um varejo mais próximo, eficiente e conectado com as pessoas.
Carnaval exige estratégia e criatividade do comércio de Sapiranga
Mesmo com a pesquisa “Intenção de Consumo Carnaval 2026” indicando que apenas 25% dos consumidores pretendem gastar com produtos ou serviços ligados à data, o cenário abre espaço para estratégia e criatividade no comércio local. Os dados foram levantados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Em Sapiranga, a oportunidade está menos no volume e mais na capacidade de atrair quem já tem intenção de compra e de estimular o consumo consciente dentro da cidade. “Entre as ações possíveis que o comércio vem colocando em prática estão vitrines temáticas, combos promocionais, kits prontos para foliões, campanhas nas redes sociais com foco em praticidade e preços acessíveis. Horários estendidos, facilidades de pagamento e divulgação antecipada também ajudam a captar o consumidor que decide na última hora”, afirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Sapiranga, Ademir Gerson Deitos Os setores que tendem a sentir maior impacto positivo são vestuário, calçados e acessórios, com destaque para roupas leves, fantasias, adereços e itens coloridos. Alimentação e bebidas também ganham protagonismo, especialmente em produtos voltados para confraternizações e encontros familiares. Serviços ligados ao lazer urbano e beleza completam o movimento. Redação: Marcelo Matusiak
Casas Bahia aposta no carnê em nova campanha
Quando um produto quebra, fica ultrapassado ou já não acompanha a rotina, muita gente reage do mesmo jeito: adia a compra com o clássico “agora não dá”. É a partir desse comportamento comum no dia a dia do consumidor brasileiro que a Casas Bahia lança sua nova campanha, apresentando o conceito “No carnê Casas Bahia, sempre dá.”. Protagonizado por Bia Reis, o filme retrata uma cena cotidiana passada durante o café da manhã, em que um adolescente pede um celular novo à mãe, argumentando que o aparelho atual não atende mais às necessidades de estudo e lazer. A resposta vem direta e conhecida com um sonoro “Trocar agora não dá”. É nesse momento que a narrativa se transforma, literalmente, quando a personagem surge de forma inesperada para reforçar que, com o carnê Casas Bahia, sempre dá. Com seu tom característico, Bia apresenta as condições oferecidas pela marca, como a possibilidade de comprar agora e começar a pagar em até 60 dias, com parcelamento em até 24 vezes, reforçando a missão do carnê como uma solução acessível com condições que cabem no bolso e permitem que o consumidor realize suas conquistas quando precisa. “O crediário da Casas Bahia tem por décadas ajudado milhares de brasileiros a realizar o sonho de comprar seus itens de consumo que tornam o dia a dia mais prático e confortável. Assim, com o orgulho de sermos os pioneiros nessa modalidade tão inclusiva, continuamos investindo nesse ativo e aprimorando a solução para que ela seja cada vez mais uma plataforma relevante pro nosso cliente” afirma Gustavo Pimenta, diretor executivo Comercial e Marketing do Grupo Casas Bahia. “Mais do que falar de condição de pagamento, a campanha reposiciona o carnê como um instrumento de autonomia para o consumidor. No varejo, acesso é tão importante quanto desejo, e a criatividade aqui foi dar protagonismo a uma solução financeira tradicional, mas sob uma ótica contemporânea, conectada à dinâmica real das famílias brasileiras. A ideia foi transformar um recurso comercial em ativo de marca, reforçando a Casas Bahia como parceira de jornada, e não apenas como ponto de venda”, afirma Allan Barros, CEO da Pullse. A campanha, desenvolvida em parceria com a agência Pullse, do Grupo Dreamers, contará com diversos filmes explorando diferentes situações cotidianas. A estreia acontece no dia 9 de fevereiro com veiculação em TV aberta, digital e redes sociais. Veja o filme: FICHA TÉCNICA Agência: Pullse Marca: Casas Bahia Anunciante: Grupo Casas Bahia Produto: Casas Bahia Títulos: Com o Carnê Casas Bahia sempre dá Duração: 1×60″, 2×30″, 2×15 e 1×7’5″ Território: Nacional CEOS: Allan Barros CCO: Toninho Correa COO: Luciana Zappala Direção de Criação: Angelo Campana e Tomoyuki Sato Criação: Daniel Vilela, Luan Querino, Aurora Cabral, Paulo Domingues, Amanda VecchioAtendimento: Iara Salomão, Leonardo Bonavina, Miriã Ferreira, Taiane Novais, Elisa e ElainePlanejamento: Antônio Netto e Victor Ferreira Mídia: Rafael Collaço, Thamyres Cesar, Janaína Lima, Carlos Pivato, Allan Reis, Henrique Bronze, Stefany França, Sabrina Pigozzi e Nathalia Matos Gerente de Produção Integrada: Elizabeth Freitas Produtora de Vídeo: Front Produtor Executivo: Luciana Zappala Dir. Produção: Antônio Gomes Diretor: Artmont AD1: Mari Araujo AD2: Gabriel Forgerini Dir. Arte: Iliana Grinstein Dir. Fotografia: La Salvia Chefe de Elétrica: Cristian Zingraff Som Direto: Claudinho Rodrigues Plato: Dudu Gomes AC1: Tiago Caetano Alves AC2: William Brandão Casting: Rafael Mota Figurino: Ana Paula Lima Produtora de Áudio: Fuzzr Direção Musical: Felipe Colenci Produção Musical: Lucas Corrêa Coordenação Geral de Produção: Lucas Corrêa Atendimento: Andy Alves e Celine Zavatti Gestão de Projeto: Andy Alves e Celine Zavatti Finalização: Gustavo Domingues
Como a Casas Bahia garantiu a estabilidade das vendas em datas-chave para o varejo
O desenvolvimento exponencial do e-commerce desde a pandemia exige que grandes varejistas contem com uma infraestrutura tecnológica cada vez mais robusta. Períodos de alta demanda, como a Black Friday, Natal, e dias especiais, como o Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais e Dia das Crianças, representam desafios estratégicos para garantir a estabilidade dos sistemas e a agilidade operacional. Para a Casas Bahia, as oportunidades de aprimoramento na automação, integração entre áreas e monitoramento unificado foram fundamentais para elevar a eficiência operacional e o desempenho digital. A Nava foi a parceira da Casas Bahia na missão de otimizar a performance das operações de TI e Telecom, desenvolvendo um centro de comando dedicado à gestão de uma infraestrutura complexa, que abrange 1.050 lojas e 2.500 itens de TI e Telecom monitorados. “Em datas críticas para o varejo, cada segundo faz diferença. Por isso, trabalhamos na consolidação de uma estrutura inteligente, automatizada e capaz de responder rapidamente a qualquer anomalia, assegurando a continuidade das operações e proporcionando a melhor experiência para o cliente final”, afirma Maurício César, Chief Operation Officer da Nava. O Command Center dedicado garante estabilidade, segurança e visibilidade em tempo real dos ambientes críticos. Sustentado por uma abordagem orientada a dados e automação, atua de forma integrada e preventiva, antecipando falhas, mitigando riscos e fortalecendo a resiliência dos sistemas corporativos. Em um ano, a operação lidou com cerca de 45 mil eventos filtrados e gerenciados de forma preditiva. A solução também proporcionou uma gestão mais ágil e proativa, reduzindo esforços operacionais e aumentando a capacidade de resposta da equipe técnica. O projeto também incluiu o tratamento de 9 mil chamados, prevendo a realização de mais de 1.000 sessões anuais de salas de operações conhecidas como war room, para agilidade de tomada de decisões e ação estratégica em momentos de alta criticidade, e da gestão de 80 situações de crise, momentos em que uma loja fica indisponível, física e/ou digitalmente. O impacto direto nas vendas também foi significativo: o foco na disponibilidade tecnológica resultou em desempenho comercial superior e em uma experiência positiva para o cliente final. A resposta em tempo real da força-tarefa dedicada a eventos críticos, como a Black Friday, evitou interrupções e assegurou alta performance operacional, garantindo que a operação funcionasse de maneira contínua e confiável. Com o projeto, a operação digital da Casas Bahia passou a contar com monitoramento contínuo, resposta rápida a incidentes e governança unificada entre TI e Telecom, refletindo diretamente na disponibilidade dos sistemas e na performance de vendas. A gestão tornou-se mais eficiente e ágil, com automação e integração de processos que reduziram falhas manuais e aumentaram a assertividade das decisões. Ambientes estáveis e preparados passaram a ser uma realidade, tornando o Command Center peça-chave para manter a operação segura mesmo nos períodos de maior volume de acessos. A parceria com a Nava contribuiu para aprimorar a gestão dos ambientes tecnológicos da Casas Bahia, fortalecendo ainda mais a sua capacidade de operar com governança proativa e integrada. Com processos automatizados, visibilidade em tempo real e integração entre áreas, a varejista passou a tomar decisões mais rápidas e precisas, garantindo não apenas a continuidade das operações, mas também a capacidade de inovar e escalar suas vendas digitais de forma segura e consistente. “A governança aplicada aos ambientes críticos trouxe ganhos expressivos de eficiência e estabilidade. A atuação da Nava foi essencial para garantir a disponibilidade contínua das nossas plataformas e impulsionar o desempenho comercial durante os eventos sazonais”, destaca Filipe Jaske, Diretor Executivo de Tecnologia da Casas Bahia.
Anúncio da Google na NRF 2026 e varejo: desde o comparativo de preço a concluir a compra no carrinho, Gemini fará tudo para o consumidor
A inteligência artificial foi um dos grandes destaques da NRF 2026, maior evento global de varejo promovido pela National Retail Federation, em Nova York. Tradicional termômetro das principais tendências do setor, a feira reúne anualmente executivos, empresários e especialistas do mundo todo para discutir os rumos do varejo, com foco em tecnologia, inovação, eficiência na operação e comportamento do consumidor. Entre os lançamentos apresentados pelo Google nesta edição está a consolidação da IA como elemento central da experiência de compra. A tecnologia passa a integrar, de forma contínua e conversacional, etapas como descoberta de produtos, atendimento e finalização da compra. Se trata de uma mudança relevante na lógica do e-commerce, ao oferecer uma jornada totalmente fluida, integrada e sem fricções, uma transformação especialmente relevante para o mercado brasileiro, que viu o comércio eletrônico ganhar força a partir da pandemia. Nesse cenário, o anúncio do Universal Commerce Protocol (UCP) marca uma nova etapa da evolução do comércio digital. Mais do que um lançamento tecnológico, o protocolo estabelece uma infraestrutura para que agentes de inteligência artificial possam operar de forma interoperável entre consumidores e marcas. Protocolos como o Agent-to-Agent (A2A) e o Agent Payments Protocol (AP2) passam a ser centrais nesse modelo. O A2A permite que o agente do consumidor e os sistemas da varejista interajam diretamente em tempo real, alinhando especificações, garantias, condições comerciais e logística, tornando a jornada mais eficiente e personalizada. Já o AP2 viabiliza a etapa final da transação ao incorporar pagamentos de forma segura e fluida, reduzindo fricções e permitindo que a compra seja concluída de maneira praticamente invisível ao usuário. Para empresas brasileiras, isso reforça a necessidade de investir em APIs robustas, integração de dados e ecossistemas preparados para operar em ambientes onde a experiência de consumo acontece diretamente dentro de assistentes inteligentes como o Gemini. Além de melhorar a experiência do consumidor, a inteligência artificial também traz ganhos diretos para as marcas. As soluções apresentadas permitem antecipar demandas, otimizar estoques, reduzir rupturas, automatizar o atendimento e personalizar ofertas em escala. Com isso, varejistas passam a tomar decisões mais rápidas e assertivas, impactando positivamente vendas, margens e eficiência operacional, tanto no ambiente digital quanto no físico. Nesse contexto, âmbitos da IA, como a visão computacional ganham protagonismo ao ampliar a capacidade das empresas de entender o comportamento do consumidor de forma estruturada e orientada a dados. A partir da captura e análise de imagens e vídeos em ambientes físicos, essa solução permite identificar padrões de circulação, tempo de permanência, interação com produtos e pontos de maior interesse, transformando dados visuais em informações acionáveis por meio de modelos de IA. Em projetos aplicados a grandes organizações, como operadoras de telefonia por exemplo, essa capacidade é integrada às plataformas de dados e aos sistemas de e-commerce por meio de APIs. Sensores e câmeras em lojas físicas capturam eventos de comportamento do usuário, que são processados por modelos de IA e enviados em tempo real para camadas analíticas. Esses dados são cruzados com históricos de navegação, consumo e perfil do cliente, permitindo que o e-commerce ajuste dinamicamente recomendações de planos, ofertas de dispositivos e campanhas personalizadas. Essa arquitetura integrada viabiliza decisões mais precisas, como a priorização de produtos no canal digital, a personalização de jornadas de compra e a otimização do portfólio com base em dados comportamentais reais. O resultado é o aumento da taxa de conversão, maior aderência das ofertas ao perfil do consumidor e ganhos consistentes de eficiência comercial, conectando de forma inteligente o ambiente físico ao digital. No Brasil, onde o consumidor é altamente conectado e a competição no e-commerce é intensa, a adoção de IA tende a se tornar um diferencial estratégico para empresas que buscam crescimento sustentável e maior fidelização. Segundo Thiago Mascarenhas, Chief of Data and Architecture da Engineering Brasil, a inteligência artificial apresentada pelo Google na NRF 2026 amplia o papel da tecnologia ao longo de toda a jornada de consumo. “A IA vai atuar na recomendação de produtos, assim como no controle inteligente de estoques, na integração de canais e no atendimento em tempo real. Ela consegue antecipar demandas, evitar rupturas e, ao mesmo tempo, sanar dúvidas do cliente de forma conversacional, tornando a experiência mais eficiente e completa”, afirma. Para o executivo, esse avanço consolida um novo patamar para o varejo digital. “Do ponto de vista das marcas, a IA viabiliza o uso estratégico de dados para planejar sortimento, ajustar preços, personalizar a comunicação e integrar operações físicas e digitais. Tecnologias como visão computacional, dados e automação passam a trabalhar juntas para ampliar a jornada de compra como um todo, do backoffice à experiência final do consumidor”, completa. Presente no Brasil há 17 anos, a Engineering Brasil, parte do Grupo Engineering, atua como empresa global de tecnologia e consultoria em transformação digital, apoiando grandes organizações em suas jornadas de APIs, dados e inteligência artificial. A companhia contribui para que empresas de diferentes setores capturem valor real a partir das inovações que estão redefinindo o varejo global, alinhadas às tendências apresentadas na NRF 2026. Segundo Mascarenhas, a expectativa é que a IA aplicada ao varejo comece a ser implementada a curto e médio prazo, inicialmente em projetos-piloto e operações digitais, avançando rapidamente para iniciativas em escala de maneira que as empresas buscam mais eficiência, personalização e competitividade. “Vivemos um momento de ação. As empresas que começarem a adotar IA em suas vendas agora tendem a ganhar maturidade mais rápido e criar uma base sólida para escalar essas soluções nos próximos anos”, conclui.
Campanha especial de Carnaval movimenta o varejo ao longo de fevereiro
O Carnaval está chegando e, com ele, a busca por praticidade, economia e variedade na hora de abastecer a casa ou o negócio para o feriado. Pensando nisso, o Dom Atacadista, uma das principais redes de atacarejo do Rio de Janeiro, lança ao longo de todo o mês de fevereiro uma campanha especial de Carnaval, reunindo condições diferenciadas para quem quer aproveitar a folia sem pesar no bolso. Durante o período da ação, os clientes encontram uma ampla seleção de produtos e marcas reconhecidas, com preços baixos em diversas categorias essenciais para o Carnaval, desde alimentos e bebidas até itens para confraternizações, festas e reposição de estoque para comerciantes. Tudo isso aliado ao bom atendimento e à conveniência que já são marcas registradas do Dom Atacadista. Outro grande diferencial da campanha é o Clube de Vantagens Meu Dom. Os clientes cadastrados têm acesso a promoções exclusivas e descontos personalizados, válidos tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Para aproveitar os benefícios, basta se identificar no caixa com CPF ou CNPJ no momento da compra. O cadastro no Meu Dom é simples e rápido: pode ser feito escaneando o QR Code disponível em todas as lojas, pelo site meudom.querovantagens.com ou ainda pelo aplicativo Meu Dom, disponível para download em todas as plataformas.
Com avanço do varejo online, armazenagem se torna peça-chave no setor de alimentos
O varejo online de alimentos e bebidas no Brasil vive um momento de forte expansão. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce do setor cresceu 18,4% em 2024, movimentando R$ 16 bilhões. Para 2025, a projeção é de um avanço anual de 15%, o que reforça a consolidação do segmento como um dos mais promissores do comércio digital no país. Diante desse cenário, pensar estrategicamente na armazenagem torna-se fundamental, já que a eficiência no estoque, a conservação adequada dos produtos impactam diretamente a sustentabilidade da operação. Para Giordania Tavares, CEO da Rayflex, empresa líder na fabricação de portas rápidas industriais, esse cenário reforça a necessidade de investir em soluções que otimizem a logística e a armazenagem, garantindo maior controle térmico, agilidade nas operações e preservação da qualidade dos alimentos. “A depender do tipo de produto, é essencial manter a estabilidade de temperatura, umidade e condições adequadas de higiene. Nesse contexto, a escolha dos modelos de portas para ambientes internos e externos merece atenção, já que o controle ambiental é determinante para assegurar a integridade dos itens ao longo de toda a cadeia”, afirma. O desafio de armazenar alimentos perecíveis Quando o assunto passa para alimentos perecíveis, essa complexidade se intensifica, já que os prazos de entrega, a separação individual de pedidos e a maior rotatividade de estoque exigem ainda mais controle sobre temperatura, validade e condições de armazenamento. Nesse contexto, qualquer falha pode comprometer não apenas a qualidade do alimento, mas também a experiência do consumidor, tornando o cuidado com a gestão de perecíveis ainda mais estratégico. Nesse sentido, as portas rápidas são importantes aliadas para evitar que erros operacionais aconteçam, garantindo a fluidez do trabalho do operador, além de possuir alto grau de vedação, impedindo a entrada de calor em salas refrigeradas e até de impurezas no ambiente. Segundo a especialista, modelos com abertura e fechamento automáticos são mais indicados, pois considerando o alto fluxo de entrada e saída de pessoas, esses modelos conservam o produto no interior da câmara fria, evitando a perda de temperatura. A consolidação do e-commerce de alimentos reforça a necessidade de pensar na infraestrutura de armazenagem. À medida que o consumidor incorpora a compra online de alimentos à sua rotina, a eficiência logística deixa de ser um diferencial e passa a ser um fator decisivo para a competitividade das empresas. “É preciso olhar para a infraestrutura como um pilar do negócio, capaz de sustentar o crescimento e garantir a confiança do consumidor”, encerra Giordania.
Shopping Leblon inaugura painel icônico de LED na entrada principal do empreendimento
O Shopping Leblon dá mais um passo na evolução de sua experiência de marca e comunicação com o público ao anunciar a instalação de um painel de LED, localizado na entrada principal do empreendimento. A iniciativa acompanha um movimento internacional no qual painéis digitais deixam de cumprir apenas funções publicitárias para se tornarem elementos de experiência, entretenimento e atração visual, ampliando o diálogo do shopping com moradores, visitantes e turistas. Com mais de 110m² de painéis de LED de alta resolução, o projeto foi elaborado pelo escritório Índio da Costa e se destaca pela luminosidade e impacto visual, funcionando como um novo ponto de atenção para quem circula pela região. Como parte da estratégia de mídia e experiência do Shopping Leblon, o painel conta com a operação da Helloo, uma das principais plataformas de mídia out of home do país, responsável pela execução técnica do formato. A parceria potencializa a entrega de um produto de mídia premium, alinhado a modelos de experiência e inovação já consolidados no mercado. “A maneira como as pessoas chegam ao Shopping Leblon também integra a experiência. A remodelação da entrada principal é um projeto estratégico, concebido para transformar a chegada do cliente e qualificar a primeira percepção do empreendimento. O novo painel reforça esse conceito ao criar um ponto de forte presença visual e conexão com o público, aproximando o consumidor do universo da marca e fortalecendo a experiência desde o primeiro contato”, comenta Rodrigo Lovatti, superintendente do Shopping Leblon. A novidade se soma a iniciativas do Shopping Leblon focadas na experiência do consumidor, como a ampliação da área gastronômica no Piso 4, exposições interativas — como a Mostra Cazuza Exagerado — e parcerias internacionais, a exemplo da colaboração com a Printemps, em Paris, para clientes do Solar. As ações reforçam o posicionamento do empreendimento como um dos principais polos de moda, lifestyle, gastronomia e cultura do Rio.
Pulso NRF 2026 revela: o futuro do varejo é menos tecnologia aparente e mais ajuda real, comprar hoje cansa para 49% dos brasileiros
O principal alerta da NRF 2026 não é sobre adotar mais tecnologia, mas sobre reduzir o cansaço e facilitar a vida do consumidor. No Brasil, quase metade das pessoas (49%) afirma que comprar hoje é mais cansativo do que antes, um dado que sintetiza a mudança estrutural em curso no varejo: a transição de um modelo centrado na transação para outro baseado em mediação humana, redução de atrito e apoio efetivo à decisão de compra. A nova edição do Pulso NRF 2026, com análises da Score, agência de Brand & Shopper Experience do ecossistema Biosphera.ntwk, e da Hibou, Instituto de Pesquisa e Insights, revela que o consumidor brasileiro deixou de ser apenas um “caçador de promoções” para assumir o papel de gestor do próprio orçamento, buscando previsibilidade, segurança e escolhas que reduzam arrependimento. Vida cara e consumo sob controle O impacto do custo de vida é profundo e contínuo. O estudo mostra que 45% dos consumidores passaram a comparar mais preços, 43% cortaram itens não essenciais e 39% reduziram os volumes de compra. Apenas 11% mantiveram as mesmas marcas sem mudanças relevantes. “O dado central não é a busca por preço baixo, mas por controle. O consumidor reorganiza prioridades e adia decisões quando não se sente seguro”, analisa Albano Neto, CSO da Score. A redistribuição do orçamento além das compras do dia a dia(mercado) vão principalmente para saúde (47%), contas essenciais (43%), moradia (34%) e parcelamentos (28%). Para Ligia Mello, sócia da Hibou, preço e qualidade deixaram de ser opostos. “O consumidor não abandonou o desejo por qualidade, ele passou a alternar ritmos de compra. Nem sempre é possível ter o melhor, mas a expectativa é manter esse padrão quando dá”, explica o Instituto. Saúde como critério possível, não aspiracional A saúde já influencia diretamente a decisão de compra: 44% dizem que ela pesa muito ou é o critério principal, enquanto 42% afirmam influência moderada. Na prática, 60% evitam snacks ultraprocessados e 55% reduzem refrigerantes e bebidas adoçadas. Mais do que uma tendência wellness, o movimento reflete a autoproteção do corpo, da energia e do bolso. Há espaço para marcas que ajudem a escolher melhor sem culpar o consumidor. Cresce a lógica do bem-estar realista, conectado à rotina, à família e ao autocuidado possível. Assistência híbrida vira padrão de confiança Quando algo dá errado, o modelo vencedor combina tecnologia e pessoas. Quatro em cada dez consumidores preferem resolver primeiro no digital, mas com acesso rápido a um humano. Um quarto ainda prefere falar direto com alguém, número que sobe para 36% entre pessoas com mais de 55 anos. “O que a NRF chama de ‘mediação humana’ aparece com força aqui: automação como base, humano como camada de confiança”, resume Albano Neto, CSO da Score. O varejo passa a ser avaliado menos pela velocidade e mais pela capacidade de resolver ansiedade. A inteligência artificial é percebida majoritariamente como ferramenta prática: 49% a veem como útil para comparar preços e benefícios, 40% para localizar produtos e 38% para agilizar pagamento e entrega. Ainda assim, 72% dizem que a presença de IA não interfere na decisão de compra, e 19% preferem menos tecnologia. “O papel ideal da IA é claro: ajudar a economizar tempo e dinheiro, sem aparecer como ‘feature’”, destaca Ligia Mello da Hibou. Para públicos mais maduros, a recomendação é torná-la invisível e reforçar a sensação de controle. Personalização sem aprisionar O uso de dados segue sendo um território sensível. Apenas 5% dizem gostar quando as marcas personalizam ofertas; a maioria aceita apenas se for útil e contextual. Para 56%, a personalização ideal é oferecer opções sem limitar a escolha. A boa personalização é curadoria com liberdade, não adivinhação, transparência e controle explícito passam a ser indispensáveis. Longe de perder relevância, a loja física se consolida como espaço de certeza: 67% valorizam ver e experimentar produtos, 64% querem sair com a compra na mão e 35% buscam resolver dúvidas com pessoas reais. Uma boa experiência em loja faz 61% comprarem mais e 41% confiarem mais na marca. A loja é o oposto do cansaço digital, ela funciona como um porto seguro, com menos ruído e mais empatia. O que a NRF 2026 confirma O Pulso aponta uma convergência clara entre os dados brasileiros e a leitura global da NRF 2026: o varejo entra na era de menos empurrar e mais ajudar a escolher. A tecnologia que importa é a que alivia, e a experiência que marca é a que reduz o esforço, gera confiança e diminui o risco de arrependimento. Entre os caminhos acionáveis estão o design de decisões mais simples, IA orientada à economia e previsibilidade, confiança como KPI estratégico, personalização com liberdade e a loja física como garantia humana. O futuro do varejo não é ser mais tecnológico, é ser mais útil. Sobre o estudo O Pulso NRF 2026 reúne dados proprietários, análises da Score e da Hibou e uma leitura aplicada dos principais insights da NRF para o contexto brasileiro, traduzindo tendências globais em planos de ação concretos para marcas, varejistas e ecossistemas de consumo.
Fort Atacadista leva ativações gratuitas e ação solidária ao Carnaval de Florianópolis 2026
O Fort Atacadista, rede de atacarejo do Grupo Pereira, é pelo terceiro ano consecutivo um dos maiores patrocinadores do Carnaval de Florianópolis, marcando presença tanto no carnaval de rua quanto nos Desfiles das Escolas de Samba da Capital. Para a edição deste ano, a rede preparou uma série de ativações gratuitas, espaços interativos e ações promocionais voltadas ao público que irá aproveitar a festa. Entre as iniciativas confirmadas está a customização gratuita de abadás, realizada no Armazém Rita Maria, no Centro de Florianópolis, entre os dias 6 e 14 de fevereiro, das 11h às 21h. O serviço é exclusivo para clientes do Vuon Card, cartão de crédito e benefícios do Grupo Pereira, e quem ainda não possui o cartão poderá solicitá-lo gratuitamente no próprio local. Berbigão do Boca O Fort Atacadista também marca presença no Berbigão do Boca, tradicional festa que abre oficialmente o Carnaval de Florianópolis. O evento será realizado nesta sexta-feira, dia 6 de fevereiro, no Largo da Alfândega, a partir do meio-dia. Durante a celebração, a rede contará com ativações realizadas em parceria com grandes marcas, com distribuição de brindes, serviços de beleza e experiências interativas para os foliões. Entre as atrações estão a piscina de bolinhas interativa da OMO, com distribuição de sachês para lavagem de roupas; um portal com vapor d’água e aplicação de desodorante promovido pela Rexona; serviço de trancista, maquiagem e cabine de glitter da Dove; molheira gigante com degustação da Hellmann’s; distribuição de produtos Club Social e Trident, da Mondelez; degustação de sucos da SUQ; e jogo da sorte do Vuon Card com brindes exclusivos. Desfiles das Escolas de Samba Nos dias 13 e 14 de fevereiro, durante os Desfiles das Escolas de Samba de Florianópolis, na Passarela Nego Quirido, o Fort Atacadista ampliará as ativações em diferentes espaços do evento. Na entrada, o público contará com o Boteco Gelado, com venda de bebidas a preços acessíveis, incluindo o combo Brahma com três unidades por R$ 10, além de espaço instagramável da Beats, cabine de glitter do Guaraná Antarctica, ações promocionais da Rexona e serviços de maquiagem e cabelo promovidos pela Dove. Durante os intervalos dos desfiles, a programação contará com a presença do personagem Mané Darci como cerimonialista, além de atrações como trio elétrico, buggy alegórico, mestre-sala, porta-bandeira e bateristas. O mascote Fortão também participará da festa distribuindo brindes para o público nas arquibancadas. Nas arquibancadas e camarotes, promotoras distribuirão produtos das marcas parceiras, como Trident, Club Social e OMO, além da disponibilização de desodorantes Rexona para o público. Nos camarotes, o público poderá aproveitar ativações especiais, espaço instagramável da Beats, degustações da Hellmann’s e bar da Red Bull. Ação solidária Como parte das ações sociais do evento, toda a renda arrecadada com a venda de ingressos das arquibancadas será destinada a uma instituição filantrópica, que será escolhida por votação popular no portal ND Mais no dia 10 de fevereiro. Para Silvia Marquez, gerente nacional de marketing do Fort Atacadista, a participação da rede no Carnaval de Florianópolis reforça a marca como o maior parceiro do catarinense. “O Fort Atacadista tem como missão ser o maior parceiro do catarinense, e isso vai muito além do momento da compra. Essa parceria está presente nas ações que desenvolvemos para estar junto das pessoas em diferentes momentos da vida, inclusive nas celebrações culturais que fazem parte da identidade da nossa região. No Carnaval, pensamos em experiências que levem diversão para toda a família, que criem memórias afetivas e que posicionem o Fort como uma marca que está ao lado do público no dia a dia e também nos momentos de alegria e celebração”, destaca. SERVIÇO Customização gratuita de abadás Local: Armazém Rita Maria – Al. Annita Hoepcke da Silva, 112 – Centro, Florianópolis – SC Data: 6 a 14 de fevereiro de 2026 Horário: 11h às 21h Berbigão do Boca Local: Largo da Alfândega – R. Conselheiro Mafra – Centro, Florianópolis – SC Data: 6 de fevereiro de 2026 Horário: A partir do meio-dia Desfiles das Escolas de Samba de Florianópolis Local: Passarela Nego Quirido – Av. Gov. Gustavo Richard – Centro, Florianópolis – SC Datas: 13 e 14 de fevereiro de 2026 Horário: A partir das 21h10
Ventura Shopping promove Liquida Verão com descontos de até 70%
O Ventura Shopping entra no clima da estação mais quente do ano com a Liquida Verão, campanha promocional que acontece de 4 a 8 de fevereiro e oferece descontos de até 70% em lojas participantes. A ação reúne marcas conhecidas do público e cria oportunidades para renovar o guarda-roupa, garantir acessórios e aproveitar preços especiais neste início de ano. Participam da liquidação lojas como Studio Z Calçados, Havan, Casa H, Produtiva, Charm, Via Pink, Modella, Hening, Casual Bolsas, Via Danielo e Rosa de Saron, com ofertas em moda, calçados, acessórios e itens para o dia a dia. Além dos descontos, o shopping preparou ativações especiais para ampliar o fluxo nas lojas participantes, incentivar a compra imediata e reforçar o clima típico das liquidações de verão. Entre as atrações está a ação Acerte a Boia, que acontece nos dias 4 e 6 de fevereiro, na entrada da República Argentina, das 11h30 às 12h (ou enquanto durarem os estoques). Em um desafio rápido e descontraído, os participantes precisam acertar três boias em uma base dentro do tempo limite de um minuto. Quem conclui a prova recebe o prêmio na hora. Com marcas variadas, ofertas expressivas e ações interativas, a Liquida Verão do Ventura Shopping deve movimentar o mall e atrair consumidores em busca de boas oportunidades neste início de ano.
market4u amplia capilaridade nacional, mira internacionalização e prevê faturar meio bilhão de reais em 2026
O mercado de conveniência consolidado no pós-pandemia confirma sua relevância e alcança uma realidade bilionária. Segundo dados do Grupo IMARC, empresa global de pesquisa de mercado e consultoria estratégica, o segmento no Brasil atingiu US$ 35,4 bilhões em 2025 e deve chegar a US$ 46,3 bilhões até 2034. As boas perspectivas são impulsionadas pela digitalização dos meios de pagamento, pela expansão de franquias e outras redes, e pela ampliação da oferta de produtos exclusivos e de alta demanda, capazes de atrair uma base de consumidores cada vez maior. Com seis anos de operação, um dos players pioneiros e protagonistas dessa transformação no varejo de proximidade é o market4u, maior rede de mercados autônomos da América Latina. A rede reforça toda a maturidade conquistada no modelo de autoatendimento no ambiente condominial ao atingir o marco de 2.500 lojas de conveniência em condomínios residenciais e comerciais em operação, presença em 180 cidades brasileiras e faturamento de R$ 336 milhões, superando a projeção inicial de R$ 326 milhões. Para 2026, a maior microfranquia do Brasil, segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising), projeta crescimento de 72% no faturamento, com meta de alcançar R$ 500 milhões e chegar a 4.000 unidades em operação. Logística no centro da estratégia de hiperconveniência Para sustentar os planos de crescimento, a rede aposta na inauguração de um Centro de Distribuição no Rio de Janeiro, o quarto da operação, que já conta com unidades no Paraná e em São Paulo. A nova estrutura fortalece a presença em uma das principais praças do market4u para acelerar o abastecimento, reduzir prazos e aumentar a eficiência operacional, com impacto direto no desempenho dos franqueados. O planejamento inclui ainda a implantação de novos CDs em São Paulo e em outras regiões estratégicas, além de investimentos em tecnologia, maior aproximação com a indústria, possíveis aquisições e a preparação para a internacionalização da marca, com estreia prevista nos Estados Unidos neste ano. “Com o crescimento da rede, a logística deixa de ser apenas um suporte e passa a ser uma alavanca estratégica do negócio. Ter um CD no Rio nos permite ganhar escala, reduzir gargalos e oferecer uma operação mais previsível e eficiente para quem está na ponta. O market4u deixou de ser apenas um mercado autônomo, estamos construindo um ecossistema de soluções baseado em hiperconveniência, eficiência operacional e inovação contínua, com uma visão clara de longo prazo”, afirma Eduardo Córdova, CEO e cofundador do market4u. No último ano, as operações dos Centros de Distribuição registraram um crescimento próximo a 70% no faturamento na comparação anual, consolidando-se não apenas como pilar logístico, mas também como uma nova frente relevante de receita para a empresa. “A centralização das compras amplia o poder de negociação com a indústria e gera ganhos que se refletem em custos menores, melhoria de margem e mais tempo para que o franqueado foque na gestão do negócio. Dados internos indicam que as franquias de minimercados abastecidas via CDs próprios tendem a apresentar redução consistente de custos em relação a operações que dependem exclusivamente de compras pulverizadas no varejo tradicional”, avalia o executivo. Tecnologia própria e IA sustentam eficiência e jornada de compra Paralelamente à logística, a tecnologia se consolida como um dos principais diferenciais competitivos do market4u, sustentada por uma plataforma própria desenvolvida internamente. A solução viabiliza desde a operação remota das lojas de conveniência em condomínios até o uso de inteligência artificial na experiência de compra, com destaque para o concierge digital, ainda em implementação, integrado aos diferentes pontos de contato a totens com telas no PDV para interação em tempo real, recomendações personalizadas e apoio à jornada do consumidor. “A evolução do mercadinho dentro do condomínio mostrou que não basta operar um ponto autônomo. É preciso entregar experiência, eficiência e inteligência. Nosso foco é usar tecnologia para reduzir atritos, aumentar o engajamento e gerar valor tanto para o consumidor quanto para o franqueado. O que faz com que nosso investimento seja contínuo em mídia e na ampliação do portfólio de soluções, com novos projetos nas frentes de serviços, dados e conveniência voltados ao ambiente condominial”, conclui Córdova.
Especialista aponta sete estratégias para varejo de moda transformar o Carnaval em motor real de crescimento
Muito além de fantasias e ações promocionais pontuais, o Carnaval vem se consolidando como uma janela estratégica para o varejo brasileiro. Em 2025, o comércio registrou crescimento de 13,1% nas vendas durante o período carnavalesco em comparação com o mesmo intervalo de 2024, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). No ambiente digital, pequenas e médias empresas do e-commerce faturaram cerca de R$ 2,7 milhões entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro de 2025, um avanço de 32% na comparação anual, de acordo com levantamento da Nuvemshop. Para Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria e especialista em Growth Hacking, esses números mostram que datas sazonais continuam relevantes, mas apenas para marcas que sabem ir além do calendário. “O erro de muitas empresas é tratar o Carnaval como uma campanha isolada. Marcas que crescem usam a data como parte do motor de aquisição, conversão e fidelização”, afirma. A seguir, o especialista aponta sete estratégias para transformar o Carnaval em crescimento real no varejo de moda: 1. Microcoleções com giro rápido Lançamentos enxutos e focados permitem testar tendências sem grandes riscos de estoque. “Em vez de apostar em grandes volumes, o ideal é trabalhar microcoleções que possam ser rapidamente ajustadas conforme a resposta do público. Velocidade hoje vale mais do que perfeição”, pontua Schuler. 2. Decisões guiadas por dados, não por intuição Dados de busca, histórico de vendas e comportamento online pode ajudar a definir cores, modelos e faixas de preço, evitando que a loja perca o tato e caia no erro. “O feeling sozinho ficou caro demais. Quem usa dados erra menos e aprende mais rápido”, explica o especialista. 3. Edições limitadas para gerar urgência Coleções especiais e quantidades reduzidas estimulam a compra imediata, especialmente em períodos em que a procura é ainda mais intensa. Para Schuler: “Escassez bem planejada aumenta percepção de valor e acelera a decisão de compra.” 4. Social commerce como canal de venda Redes sociais precisam ir além da vitrine e, com a captação de atenção, fica menos desafiador despertar o interesse. “Lives, links diretos e criadores de conteúdo não são só branding, são canais de conversão”, explica o CEO. 5. Kits e looks prontos Combinações fechadas facilitam a jornada do consumidor. “Quanto menos esforço cognitivo o consumidor precisa fazer para decidir, maior tende a ser sua propensão a concluir a compra e, consequentemente, gastar mais”, pontua. 6. Carnaval como porta de entrada de clientes Para Schuler, a data deve gerar relacionamento, não apenas venda. “Com uma experiência postitiva na loja, o cliente certamente se lembrará. O verdadeiro lucro está no pós-venda: cadastro, remarketing e recompra.” 7. Monitoramento diário e ajustes rápidos Campanhas precisam ser otimizadas em tempo real, especialmente para não sair no prejuízo. “Quem espera o fim da campanha para analisar dados já perdeu dinheiro”, explica o especialista. Segundo Schuler, o principal diferencial está na mentalidade. “Quando a marca enxerga o Carnaval como laboratório de aprendizado e não só como data promocional, ela constrói um crescimento que se estende muito além da folia”, finaliza.
Carnaval deve movimentar R$ 14,5 bi e reforça avanço de modelos recorrentes no varejo
O Carnaval de 2026 evidencia um desequilíbrio estrutural no varejo brasileiro. Segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o período deve movimentar cerca de R$ 14,5 bilhões, com crescimento real superior a 3% em relação ao ano anterior. No entanto, grande parte desse impacto econômico se concentra em poucos dias, enquanto feriados prolongados mantêm lojas fechadas, equipes sem operação e faturamento interrompido para o varejo tradicional. Segundo Luan Gabellini, CEO da Betalabs, especializada em e-commerce e gestão de assinaturas, esse cenário mostra a fragilidade do modelo baseado apenas em vendas pontuais. “Quando o negócio depende exclusivamente do time comercial ou do funcionamento da loja, qualquer feriado prolongado vira risco direto para o caixa. Nos modelos de assinatura, cobranças automáticas seguem acontecendo todos os dias, inclusive durante o Carnaval, sem exigir operação ativa”, explica. O crescimento das transações automáticas no Brasil reforça essa tendência. Dados do Banco Central apontam que o país registrou mais de 140 bilhões de transações recorrentes em 2025, enquanto a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços indica que esse modelo se expande em setores como serviços digitais, educação, clubes de produtos e negócios híbridos, justamente por reduzir a exposição a sazonalidades e calendários irregulares.Gabellini afirma que a adoção da recorrência representa uma mudança de mentalidade no empreendedorismo: “A questão central não é quanto o Carnaval vende, mas se o empresário quer continuar dependente dessas datas para faturar. A receita recorrente permite planejar, suavizar oscilações e manter fluxo de caixa mesmo quando o negócio desacelera. É a diferença entre trabalhar para o calendário ou fazer o calendário trabalhar a favor do negócio”.
IA agêntica orienta consumidores em tempo real
A inteligência artificial entrou em uma nova fase no varejo. Conhecida como IA agêntica, essa tecnologia se baseia em agentes autônomos capazes de interagir, tomar decisões e executar tarefas de ponta a ponta, transformando a forma como consumidores compram e como empresas operam. Mais do que responder perguntas, esses agentes atuam como guias inteligentes durante toda a jornada de compra, do primeiro contato à finalização. A adoção desse modelo vem crescendo globalmente em redes de varejo de diferentes segmentos. Assistentes inteligentes já apoiam consumidores na escolha de produtos, sugerem combinações, localizam ofertas, aceleram processos de checkout e até auxiliam áreas internas, como recrutamento e atendimento ao cliente. O movimento reflete uma demanda clara do mercado: experiências mais rápidas, personalizadas e confiáveis. No Brasil, a Globalsys, empresa de tecnologia especialista em soluções com IA, vem liderando projetos de inteligência artificial agêntica aplicada ao varejo, conectando dados, sistemas e canais para que esses agentes atuem de forma segura, integrada e orientada a resultados. A proposta é clara: usar inteligência artificial para potencializar pessoas, não substituí-las. “IA agêntica só gera valor quando existe confiança. No varejo, isso significa recomendar corretamente, orientar com precisão e respeitar o contexto de cada consumidor. Sem dados integrados e governança, o risco é alto”, afirma Thiago Molino, CEO da Globalsys. Diferente de soluções isoladas, os agentes desenvolvidos com a arquitetura da Globalsys operam conectados aos sistemas centrais das empresas, como estoque, preços, logística e CRM, garantindo que cada interação seja baseada em informações reais e atualizadas. Isso permite que o varejista escale atendimento e eficiência sem comprometer a qualidade da experiência. Outro ponto crítico é o apoio às equipes internas. No varejo físico e digital, a IA agêntica já vem sendo usada para reduzir tempos de resposta, apoiar decisões operacionais e automatizar tarefas repetitivas, liberando profissionais para atividades de maior valor estratégico. Em alguns casos, processos que antes levavam semanas passam a ser resolvidos em dias, com ganhos diretos de produtividade. “Existe um receio natural em torno da autonomia da IA, especialmente quando ela interage diretamente com o cliente. Por isso, nosso foco é combinar automação com controle, transparência e aprendizado contínuo”, explica Eduardo Glazar, CSO da Globalsys. “A tecnologia precisa refletir o nível de conhecimento e cuidado que o consumidor espera de um atendente humano experiente.” À medida que o varejo enfrenta consumidores mais exigentes, margens pressionadas e múltiplos canais de venda, a IA agêntica deixa de ser tendência e passa a ser infraestrutura. Empresas que conseguem integrar essa tecnologia de forma estratégica saem na frente, oferecendo experiências mais inteligentes, seguras e personalizadas.
StarLive consolida o live commerce como novo canal do varejo brasileiro com 100 milhões em vendas em 2025 e 39 milhões para o primeiro trimestre de 26
A StarLive, empresa nativa de Social Commerce fundada por Evelyn B. Marques e Marcio Osako, encerrou 2025 com R$ 100 milhões em vendas movimentadas em seu ecossistema de social commerce, consolidando o formato de vendas ao vivo como um dos canais mais relevantes do varejo digital brasileiro. O resultado também foi impulsionado pelo mês de novembro, quando a empresa alcançou R$ 11 milhões em vendas, justamente no período de inauguração da primeira galeria pública de estúdios de Live Shop do Brasil, em São Paulo. Para 2026, o primeiro trimestre promete alta movimentação de R$39 milhões, impulsionada pela demanda de volta às aulas, beleza, itens de academia e vida fitness e Carnaval. As vendas em 2025 reforçam a maturidade dos modelos de live commerce no país e posiciona a StarLive como uma das principais operações do setor, atuando de ponta a ponta: desde a capacitação de live sellers (atividade completamente diferente de criadores de conteúdo em redes sociais e publis), até a execução profissional de transmissões para marcas, afiliados e vendedores independentes. Primeira galeria de Live Shop do Brasil acelera resultados Inaugurada oficialmente em 25 de novembro, na Vila Madalena, próximo ao Beco do Batman, a StarLive(Shop) Street Studio nasceu inspirada nos grandes shoppings de live commerce da China, onde prédios inteiros são dedicados exclusivamente a transmissões de vendas ao vivo. O espaço reúne 10 estúdios profissionais, com capacidade para até 140 horas de transmissões por dia, operando simultaneamente em plataformas de e-commerce e social commerce. Desde a abertura, o local passou a atrair tanto marcas quanto o público que circula pela região, criando uma experiência 100% phygital, que integra loja física, transmissão ao vivo e compra digital em tempo real, um modelo inédito no Brasil e ainda raro na América Latina. Uma liderança formada no berço do live commerce À frente da operação está Evelyn B. Marques, sócia-fundadora da StarLive e uma das principais referências em social commerce no país. Com mais de oito anos de atuação no live commerce, Evelyn iniciou sua trajetória na China, em 2018, onde teve contato direto com o modelo que hoje inspira a Street Studio. Em 2024, ganhou projeção nacional após ultrapassar R$ 25 milhões em vendas no Kwai, resultado amplamente repercutido pela imprensa. Hoje, ela lidera a capacitação de marcas e live sellers, além de participar ativamente da estruturação das operações ao vivo da StarLive. “Não estamos aprendendo sobre live commerce agora. Nós nascemos dentro desse ecossistema, diretamente na China, e trouxemos esse conhecimento para o mercado brasileiro com as adaptações culturais necessárias”, afirma Evelyn. Da capacitação à escala: um ecossistema completo A trajetória da StarLive começou com a formação de afiliados e live sellers que buscavam novas fontes de renda por meio das vendas ao vivo. Atualmente, a empresa reúne mais de 1.000 profissionais capacitados, que produzem lives e shoppable videos diariamente em plataformas como TikTok Shop, Shopee, Mercado Livre, Kwai, além de redes sociais como YouTube, Instagram e Facebook. Esse conhecimento acumulado permitiu à empresa estruturar uma das operações mais completas do país em live commerce, unindo técnica de vendas, storytelling, leitura de dados em tempo real e gestão de comunidades, elementos fundamentais para a recorrência e a performance do formato. Modelo chinês, comportamento brasileiro Embora inspirado no modelo chinês, o Street Studio foi desenhado para o comportamento do consumidor brasileiro, que tende a interagir mais durante as transmissões, fazer perguntas, buscar demonstrações detalhadas e valorizar a proximidade com o live seller. Essa combinação entre eficiência operacional e abordagem mais humanizada tem sido determinante para os resultados alcançados.
Varejo, finanças e tecnologia lideram ranking de setores mais atingidos por golpes digitais no Brasil
Todos os anos, os golpes digitais evoluem, exigindo atenção constante dos consumidores para não cair em novas armadilhas. Em períodos de maior apelo comercial, como a Black Friday e o Natal, esse risco se intensifica. Embora os golpes atinjam diretamente os consumidores, os impactos sobre os setores econômicos são significativos. Uma nova pesquisa da Branddi, especialista em proteção de marcas no ambiente digital, ouviu brasileiros de todos os estados do Brasil para analisar o cenário de golpes online no último bimestre de 2025, período que concentrou as principais datas comerciais do país. Segundo dados internos da Branddi, o varejo foi o setor mais afetado no período, concentrando 40% dos ataques digitais, seguido pelo segmento financeiro (21%) e pelo setor de tecnologia (10%). Além da quebra de confiança e do impacto na reputação, as fraudes geram perdas financeiras e danos à credibilidade das empresas envolvidas. O levantamento também mostra os principais sinais percebidos pelos consumidores, e que ajudam a identificar fraudes online. Redes sociais concentram a maioria das tentativas de golpe As tentativas de fraude chegam aos consumidores por diferentes canais, como e-mails falsos ou links que direcionam para sites fraudulentos. Ainda assim, as redes sociais seguem como o principal meio de abordagem: 51% dos entrevistados afirmaram ter se deparado com anúncios falsos em plataformas como Instagram, TikTok ou Facebook. Na sequência, aparecem os perfis falsos, também criados dentro dessas redes (32%). Como se proteger dos golpes online? Para os consumidores, algumas medidas simples podem reduzir significativamente o risco de cair em fraudes digitais. Segundo Diego Daminelli, CEO da Branddi, o primeiro passo é sempre buscar canais oficiais antes de realizar uma compra. “Indicamos que os consumidores priorizem sites oficiais, com domínios confiáveis, especialmente os terminados em .com.br. Verificar a URL é fundamental, já que os golpistas costumam utilizar variações mínimas, como .shop, -oficial ou br-oficial, para confundir o usuário”, explica. “Outra recomendação importante é nunca finalizar compras por números de WhatsApp desconhecidos e manter a desconfiança diante de preços excessivamente baixos, mesmo em períodos como a Black Friday, conhecidos por grandes promoções”. “Por fim, é essencial utilizar ferramentas de verificação da legitimidade dos sites antes de concluir uma compra. Soluções como a da Branddi (https://fraudeounao.branddi.com/) ajudam a validar a idoneidade de e-commerces, especialmente quando se trata de marcas novas ou pouco conhecidas”, completa Daminelli. Já para as marcas, a proteção digital deve ser encarada como uma estratégia contínua: “Monitorar o uso indevido da marca, agir rapidamente contra fraudes e manter uma comunicação clara com o consumidor são ações indispensáveis para preservar a reputação e a confiança no ambiente digital”, finaliza Daminelli. Metodologia – Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 18 anos e de todas as classes sociais.– Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.– Data de coleta: realizada no dia 12 de janeiro de 2026. A pesquisa também utilizou dados internos da Branddi para revelar os setores mais impactados no período. Para esse trecho, foi considerado as informações próprias da marca a partir da carteira de clientes atendidos.
Coop lança fim de semana de grandes ofertas
Oferecer muito mais do que ofertas e valorizar a jornada e a experiência de compra de cooperados e clientes é a proposta do Dia Coop, que acontece neste fim de semana, nos dias 7 e 8 de fevereiro, em todas as lojas de varejo alimentar (supermercados) e nas drogarias da rede Coop. De acordo com Vanessa Siqueira Gonçalves, gerente de Marketing, Comunicação e CRM, todas as ações e ativações previstas nas lojas têm como objetivo apresentar aos cooperados e clientes tudo o que a cooperativa tem e faz de melhor. O Dia Coop marca o primeiro grande evento do novo posicionamento da marca, que resgata o cerne do cooperativismo: Coop é cooperativa, ativa a Coop em você! “A partir de agora, realizaremos o Dia Coop sempre no primeiro fim de semana do mês. Queremos que o abastecimento do início do mês seja feito aqui na Coop”, afirma o diretor-geral Celso Furtado. Até sexta-feira, haverá um esquenta com algumas ofertas. No sábado (7/2), estão previstas ações diferenciadas em algumas unidades, como café da manhã de boas-vindas; churrascada no estacionamento da loja da Avenida Industrial, 2001, em Santo André; degustação dos sorvetes Bacio Di Latte em lojas de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Sorocaba; além de espaço de recreação infantil, entre outras atrações. No supermercado, as ofertas contemplarão diversos itens da cesta básica, incluindo produtos de açougue, ovos, laticínios, sucos, margarina, café, arroz, feijão, biscoitos, massas, sabão em pó, detergente, itens de higiene pessoal e fraldas descartáveis. Já na drogaria, o destaque será para vitaminas e produtos dermocosméticos, como hidratantes e protetores solares. “Nos totens promocionais de nossas lojas também haverá uma oferta arrasadora envolvendo itens de perecíveis, mercearia, não alimentos e drogaria”, completa Vanessa Gonçalves. Todas as compras poderão ser parceladas em até seis vezes sem juros no Cartão Coop e em até quatro vezes nas demais bandeiras. Haverá ainda ofertas exclusivas para pagamento com o Cartão Coop, com descontos que variam de 10% a 21%. Durante o fim de semana, o vale-gás contará com desconto adicional de R$ 15,00. Para quem optar pelo e-commerce, a Coop preparou cupons de desconto, ofertas exclusivas e uma intensa comunicação nas redes sociais, além de chamadas no site, aplicativo e envio de push notifications.
Tendências para 2026 no setor de LED e varejo: quando a tecnologia da loja responde em tempo real
A fronteira atual para o varejo tecnológico está em fazer com que as superfícies reajam de forma inteligente e autônoma ao ambiente. A próxima onda de inovação surge da integração entre a capacidade visual dos painéis de LED com pixel pitch ultrafino, microLED e transparência e os sistemas de inteligência artificial (IA) generativa e de visão computacional. Essa convergência cria ambientes de venda que são imersivos e verdadeiramente adaptativos. A base técnica dessa interação está nos painéis de LED com pixel pitch igual ou inferior a 2,5mm, indicados para aplicações indoor com visualização a curta distância. Essa tecnologia evoluiu de forma acelerada nos últimos anos e, hoje, soluções de empresas como a Leyard Planar, líder global na fabricação de painéis de LED, já alcançam pixel pitch de até 0,7mm, que entregam níveis extremos de densidade, nitidez e fidelidade de imagem. Essa resolução ultrafina viabiliza a exibição de conteúdos interativos, gerados ou adaptados em tempo real por sistemas de inteligência artificial (IA), mesmo em grandes superfícies instaladas em ambientes onde o público está muito próximo, sem qualquer perda perceptível de definição. De acordo com Odair Tremante, CEO da no Brasil e América Latina, uma das aplicação mais requisitadas dessa tecnologia são as vitrines inteligentes. “Quando combinada à transparência do LED, essa solução oferece vitrines em interfaces inovadoras e altamente interativas. Podem ser integradas com câmeras e sensores, na qual identificam perfis aproximados de transeuntes — como faixa etária, gênero ou número de pessoas — e então, permitem que a IA componha, em tempo real, cenas visuais que dialogam com o público ou destaquem produtos de maior interesse”, exemplifica o especialista. De acordo com levantamento da AWS, plataforma de serviços de computação em nuvem oferecida pela Amazon, 9 milhões de empresas no Brasil já utilizam IA de forma sistemática – um aumento de 29% em apenas um ano. O mercado global de soluções de sinalização digital para varejo deve crescer a uma CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de cerca de 12,5% entre 2025 e 2030, impulsionado pela busca por experiências personalizadas e pela queda nos custos do hardware de LED, segundo dados da MarketsandMarkets, empresa global de pesquisa de mercado e consultoria. Pesquisa realizada pela Gartner, líder em pesquisa e consultoria de TI, em 2025 indica que mais de 60% dos varejistas que investem em telas interativas de alta definição relatam um aumento mensurável no tempo de permanência na loja, entre 15% e 30%, que justifica o investimento como ferramenta de conversão e não apenas de branding. Para Odair, a evolução contínua da qualidade de imagem dos painéis de LED é essencial para acompanhar o nível de realismo exigido por essas novas experiências. “A inteligência artificial pode gerar ou adaptar vídeos hiper-realistas de produtos, como um tênis visto sob diferentes ângulos de luz ou um tecido em movimento, exibidos com contraste profundo e cores precisas. Isso eleva a fidelidade da representação digital a um patamar muito próximo da experiência tátil”, aponta o profissional. Na prática, essa simbiose entre hardware e software possibilita aplicações diferenciadas para o varejo: Para suportar essa complexidade, a infraestrutura de hardware precisa ser estável e confiável. Fabricantes com portfólio técnico diversificado, como a Leyard Planar com suas linhas MG2 (para altíssima definição), VDS (para integração arquitetônica) e HKSG (para operação contínua), fornecem componentes qualificados. Esses painéis oferecem o brilho ajustável, a taxa de atualização alta e a confiabilidade necessárias para operar 24/7 com conteúdos que mudam constantemente, gerenciados por softwares de IA. “O hardware de visualização torna-se a plataforma de execução para a inteligência. Nossa função é fornecer painéis com a latência mínima, a uniformidade perfeita e a resistência para serem a tela de uma loja que nunca dorme e nunca se repete“, descreve Odair. O espaço de venda deixa de ser estático com telas que rodam playlists pré-gravadas para se tornar um organismo que percebe, processa e reage. A IA fornece o “sistema nervoso” que interpreta dados do ambiente, enquanto os painéis de LED de última geração constituem o “sistema muscular” que executa as respostas visuais. Em 2026, o diferencial competitivo poderá residir menos no que uma marca exibe e mais na capacidade do seu espaço físico de aprender e se adaptar, em tempo real, a cada cliente que cruza sua porta.
Rede Condor antecipa clima de Páscoa nas lojas com foco na experiência do cliente
A Rede Condor já entrou no clima da Páscoa e iniciou, antes mesmo do Carnaval, a ambientação temática e a oferta de produtos típicos da data em suas lojas. A estratégia aposta na antecipação como forma de ajudar no planejamento das famílias e proporcionar uma experiência de compra mais agradável e organizada. Segundo a diretora comercial do Condor, Andreia Zonta, a antecipação da Páscoa nas lojas contribui para criar uma atmosfera mais leve e acolhedora. “O brasileiro é um povo muito festivo e adepto das comemorações. Percebemos que antecipar a chegada dos ovos de Páscoa cria um ambiente mais alegre nas lojas, faz com que as famílias permaneçam mais tempo circulando, comparando opções, e que as crianças já comecem a anotar os pedidos para o coelhinho”, destaca. Como parte dessa experiência, as crianças também poderão interagir com o Coelho Condor, mascote da rede já conhecido pelos clientes. Ele participará de diversas ativações de Páscoa nas lojas, com uma programação lúdica pensada para envolver toda a família e tornar o período ainda mais especial. Além de estimular a experiência no ponto de venda, a antecipação também favorece o planejamento financeiro das famílias. “Essa antecedência permite que os clientes se planejem melhor e garantam os produtos mais procurados, que costumam esgotar rapidamente, especialmente os ovos com brinquedos ou dos personagens favoritos das crianças”, completa a diretora. Para este ano, o Condor preparou um mix diversificado, que contempla desde os tradicionais ovos de chocolate até opções sem açúcar e sem lactose para pessoas com restrições alimentares. Os clientes também podem completar suas compras de Páscoa com os itens menores, ideais para a montagem de cestas e lembranças, como barras, caixas de bombom e outros itens sazonais. A rede aposta na variedade de marcas, tamanhos e em preços competitivos.
Rodrigo Murta é confirmado como palestrante do Pós-NRF 2026
O Pós-NRF 2026, que acontece no dia 04 de fevereiro no Cubo Itaú, em São Paulo, confirma Rodrigo Murta, CEO da Looqbox, como um dos palestrantes desta edição, considerada um dos principais encontros do país voltados à aplicação das tendências globais no varejo brasileiro. Realizado pela HiPartners, gestora referência no ecossistema de Retail Techs no Brasil, o evento tem como proposta reunir executivos, especialistas e empreendedores para transformar os principais aprendizados do NRF Big Show 2026, em Nova Iorque, em reflexões práticas e caminhos concretos para o mercado nacional. A programação deste ano dará destaque especial ao avanço da Inteligência Artificial no varejo, com insights e exemplos apresentados no novo espaço dedicado ao tema na NRF, além de abordagens que ajudam empresas a acelerar sua adoção tecnológica de forma estratégica. Durante sua participação, Rodrigo Murta abordará o tema wearables e AI agêntica no universo das compras. Ao longo da manhã, profissionais que acompanharam o evento internacional compartilharão análises e tendências, enquanto lideranças do varejo brasileiro debaterão como adaptar essas transformações à realidade do país. O encontro também contará com uma agenda de conexões com Retail Techs, apresentando soluções inovadoras alinhadas ao que vem sendo desenvolvido nos principais mercados do mundo. Mais informações sobre a programação e inscrições estão disponíveis em: HiPartners: Pós-NRF 2026 em São Paulo – Sympla Serviço Evento: Pós-NRF 2026 Data: 04 de fevereiro de 2026 Local: Cubo Itaú | Alameda Vicente Pinzon, 54-Vila Olímpia-04547-130 Informações: HiPartners: Pós-NRF 2026 em São Paulo – Sympla
Marcos Gouvêa fala sobre o papel IA agêntica na reinvenção do varejo
Marcos Gouvêa, fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem, acredita que o varejo global vive um dos momentos mais transformadores de sua história, impulsionado pela consolidação da chamada era agêntica da Inteligência Artificial. Segundo ele, a IA deixa de ser apenas uma tecnologia de apoio ou automação e passa a atuar como um agente ativo na operação e na estratégia das empresas, com capacidade de interpretar cenários, definir prioridades e executar ações de forma autônoma. Ele afirma que essa nova fase marca o fim de uma abordagem experimental da inteligência artificial no varejo, pois o setor já passou anos testando aplicações pontuais, como chatbots, motores de recomendação e análises preditivas isoladas e agora a IA assume um papel estrutural, integrando ponta a ponta a cadeia de valor. Isso inclui desde o planejamento de sortimento e gestão de estoques até decisões de preço, abastecimento, logística e relacionamento com o consumidor. O executivo explica que a principal diferença da IA agêntica está na sua capacidade de agir orientada a objetivos de negócio, e não apenas responder a comandos humanos. Esses agentes inteligentes conseguem coordenar múltiplos sistemas, analisar grandes volumes de dados em tempo real e tomar decisões contínuas, ajustando rotas conforme mudanças no comportamento do consumidor, nas condições de mercado ou na operação interna das empresas. Outro ponto enfatizado é o impacto direto dessa evolução na experiência do cliente. Para ele, a IA passa a permitir níveis inéditos de personalização, com interações mais contextuais, relevantes e consistentes em todos os canais. “O consumidor deixa de ser impactado por ofertas genéricas e passa a viver jornadas construídas de forma dinâmica, quase individualizadas, baseadas em dados, intenção e momento”, destaca. Gouvêa também chama a atenção para os desafios que acompanham essa transformação. Para ele, a adoção da IA agêntica exige uma revisão profunda da arquitetura tecnológica, dos modelos de governança e da cultura organizacional. “Não basta contratar tecnologia. É preciso preparar pessoas, redefinir processos e estabelecer regras claras sobre uso de dados, ética, segurança e responsabilidade nas decisões automatizadas”, alerta. Na sua visão, o avanço da inteligência artificial também redefine o papel da liderança no varejo. Executivos passam a atuar menos como tomadores de decisão isolados e mais como orquestradores de sistemas inteligentes, capazes de direcionar a tecnologia para objetivos estratégicos claros. “A vantagem competitiva não estará em quem tem mais dados, mas em quem sabe transformar esses dados em decisões melhores e mais rápidas”, acrescenta. Ao abordar o cenário brasileiro, o executivo destaca que o país tem uma oportunidade relevante de acelerar essa transformação, desde que as empresas deixem de enxergar a IA apenas como custo ou inovação experimental. Para ele, organizações que conseguirem integrar a inteligência artificial de forma estratégica terão ganhos expressivos de eficiência, produtividade e capacidade de adaptação, enquanto aquelas que retardarem esse movimento tendem a perder relevância frente a concorrentes mais ágeis e orientados por dados. O empresário reforça ainda que a inteligência artificial não substitui a estratégia humana, mas amplia sua capacidade. “A IA agêntica passa a atuar como um verdadeiro copiloto do negócio, apoiando decisões mais precisas, antecipando riscos e oportunidades e permitindo que as empresas foquem no que realmente gera valor: inovação, relacionamento e crescimento sustentável”, conclui. Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem
General Shopping e Outlets do Brasil lança ação que busca impulsionar oportunidades de compras e movimentar lojas físicas de calçados
A General Shopping e Outlets do Brasil, pioneira no segmento de outlets no país, anuncia mais uma edição da Terça do Calçado*, campanha que traz aos consumidores descontos especiais em produtos do segmento. A ação será realizada todas as terças-feiras de fevereiro de 2026 nos outlets da rede, localizados nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto em março será a vez dos shoppings participantes das regiões Sudeste e Sul entrarem na iniciativa. Chegando à sua quinta edição nos outlets e segunda nos shoppings, a campanha Terça do Calçado busca oferecer aos consumidores descontos expressivos em produtos do segmento, tornando-se uma oportunidade imperdível para renovar o guarda-roupa com economia. Além disso, a ação reforça a relevância das lojas físicas, especialmente no segmento de calçados, em um cenário onde muitos consumidores ainda priorizam o contato direto com os produtos antes de finalizar a compra. Segundo dados da pesquisa “Comportamento de Compra do Consumidor de Calçados”, realizado pelo IEMI – Inteligência de Mercado, 60% dos consumidores preferem adquirir calçados em lojas físicas, enquanto 40% optam pelo e-commerce. Essa preferência reflete a importância de experimentar os produtos, avaliar o conforto, o ajuste e os detalhes do design, fatores que tornam as lojas físicas um canal essencial para essa categoria. Com essa perspectiva, a Terça dos Calçados busca oferecer uma experiência completa ao público, combinando preços atrativos, moda e uma ampla variedade de produtos. A campanha atende diferentes perfis de consumidores, desde aqueles que buscam opções casuais para o dia a dia até quem procura calçados esportivos, infantis ou modelos sofisticados para ocasiões especiais, garantindo qualidade e versatilidade para todas as necessidades. Entre as marcas participantes da campanha estão grandes nomes Nike, adidas, Asics, Puma, New Balance, Carmen Steffens, Vans, Schutz, Boss, Crocs, entre outras com descontos atrativos. Para o diretor de marketing e comercial corporativo da General Shopping e Outlets do Brasil, Thiago Salim Braga, a campanha tem um papel estratégico ao oferecer oportunidades especiais de compras no segmento de calçados, movimentando o varejo e trazendo ofertas atrativas aos consumidores. “A Terça dos Calçados reforça o compromisso de toda a nossa rede em oferecer ações que promovam o melhor custo-benefício aliado à qualidade para os clientes, ao mesmo tempo em que valoriza a experiência de compra física, permitindo que os consumidores tenham acesso direto aos produtos”, afirma. Os outlets participantes da campanha em fevereiro incluem: Outlet Premium São Paulo (Itupeva – SP), Outlet Premium Grande São Paulo (Itaquaquecetuba – SP), Outlet Premium Imigrantes (São Bernardo do Campo – SP), Outlet Premium Rio de Janeiro (Duque de Caxias – RJ), Outlet Premium Brasília (Alexânia – GO), Outlet Premium Fortaleza (Caucaia – CE) e Outlet Premium Salvador (Camaçari – BA). Em março, a ação será realizada nos shoppings da rede, entre eles: Parque Shopping Maia, Shopping Bonsucesso e Poli Shopping (ambos em Guarulhos – SP), Parque Shopping Barueri (Barueri – SP), Unimart Shopping Campinas (Campinas – SP), Shopping do Vale (Cachoeirinha – RS), Cascavel JL Shopping (Cascavel – PR) e Parque Shopping Sulacap (Rio de Janeiro – RJ). *Consulte regras e lojas participantes da campanha Terça dos Calçados nas redes sociais e sites dos empreendimentos. A ação estará disponível nos dias 03, 10, 17 e 24 de fevereiro nos outlets, e nos dias 03, 10, 17, 24 e 31 de março nos shoppings.
Com inteligência de mercado, InterCement Brasil transforma demandas do varejo em soluções personalizadas
O que começa como uma necessidade no balcão da loja pode virar soluções personalizadas. A partir de uma demanda recorrente de concreteiras e revendas de materiais de construção de São Miguel dos Campos, em Alagoas, a InterCement Brasil, uma das principais produtoras de cimento do país, desenvolveu, na unidade fabril alagoana, um produto para atender ao mercado local: o Cimento Portland de Alta Resistência Inicial (CP V-ARI). Ao permitir a liberação mais rápida das estruturas, com aumento da produtividade e diminuição de custos nos canteiros, a solução atendeu a uma necessidade do varejo e dos clientes finais. “Desenvolvemos esse produto localmente para melhorar o desempenho em idades iniciais, ou seja, nas primeiras horas ou dias após a aplicação, que é o momento em que o cimento se hidrata e endurece”, destaca Pedro Henrique Antunes, Superintendente de Vendas da companhia. A estratégia da InterCement Brasil de transformar sinais do mercado em soluções alinhadas às diferentes realidades regionais tem dado certo. Em Alagoas, onde o CP V-ARI foi desenvolvido, o produto já responde por 55% do volume de vendas no estado. A solução se espalhou pelo país em dois formatos: embalagens a granel e ensacado de 40 kg. “Na categoria granel, o produto vem ganhando o mercado nacional por seu melhor desempenho nos primeiros dias de aplicação, e fechou 2025 com um volume cinco vezes superior ao do produto que vinha sendo fabricado no local”, observa o executivo. Identificação de outras oportunidades As personalizações dos produtos da InterCement Brasil com base em pesquisa de mercado não se restringem à fábrica alagoana. Na unidade de Candiota (RS), um levantamento do time de vendas também identificou a necessidade dos clientes por um cimento mais resistente em idades iniciais. Com isso, foi criado o CP II-Z-40, um produto destinado a aplicações que precisam de um resultado mais rápido, como as obras em sistema de parede de concreto ou com concreto armado, muito comuns na construção civil. O produto substituiu o CP IV-32, um cimento de baixo calor de hidratação, recomendável na concretagem de grandes volumes, cuja demanda reduziu bastante na região. Com a nova formulação, o CP II-Z-40 permitiu à fábrica gaúcha ter uma demanda perene de cimento a granel, que antes era condicionado à ocorrência de obras de infraestrutura. Já nas fábricas de Apiaí (SP) e Ijaci (MG), o modelo integrado entre as áreas comercial e industrial resultou na alteração dos produtos ensacados CP II-F-40 (destinados a aplicações em que a resistência final é importante) para o CP V-ARI, indicado para projetos que exigem alta resistência desde o início. “A troca atendeu às necessidades dos mercados locais e acompanhou o movimento de modernização do setor”, destaca Antunes.
O varejo físico vai “morrer”? Especialista analisa o cenário atual
Nos últimos anos, o varejo tem se estabelecido cada vez mais no ambiente digital. Segundo um estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), as vendas online no faturamento final do setor alcançaram o número de 17,8% em fevereiro de 2025, o maior percentual desde junho de 2021, quando registrou 9,2% de participação. Além disso, as projeções para os próximos anos são animadoras para o varejo digital, como relevada na pesquisa “Guia de Expansão Global para Mercados de Alto Crescimento”, divulgado pela Nuvei. De acordo com os dados, o comércio varejista online deve ultrapassar a marca de US$ 297 bilhões, observando as possibilidades de expansão a nível mundial. Em meio ao crescimento do digital, uma dúvida vem sendo levantada: o varejo físico vai “morrer”? Para o especialista em varejo e consultor de franquias, Erlon Labatut, a resposta é simples e direta: o modelo tradicional de compra e venda não vai acabar. Segundo ele, o que está chegando ao fim é a loja “como sempre foi”, ou seja, apenas um espaço existente para estocar produto e realizar a compra no caixa. “O que estamos vivendo não é um funeral, é uma metamorfose. A loja deixa de ser um ponto de transação e passa a ocupar um papel muito mais estratégico: experiência, relacionamento e logística”, completa. Labatut também pontua que o varejo físico está crescendo a partir de quatro transformações, que ele destaca como essenciais para garantir espaço frente à comodidade que o digital oferece. O especialista enfatiza que a primeira mudança é a loja vista como um hub logístico, com a unidade funcionando como uma expansão natural do e-commerce – o que Labatut afirma ser um “modelo phygital“, que engloba o ambiente físico e o digital e que deixou de ser tendência para virar realidade, segundo ele. A ideia do processo é trazer mais agilidade e conforto ao consumidor. “O clique e retire já consome boa parte do espaço das lojas, que também funcionam como mini centros de distribuição para entregas rápidas no entorno. Sem falar na logística reversa: trocar ou devolver um produto na loja é infinitamente mais simples para o cliente do que lidar com correios e formulários online”, explica. Labatut ainda chama a atenção para a experiência do cliente nas lojas. Em sua percepção, os estabelecimentos vão além de somente pontos de venda, tornando-se um espaço de amostra. Logo, o consumidor pode experimentar e conversar com o vendedor a fim de comprar com mais segurança – e, por muitas vezes, ele escolhe por receber o produto em casa. Outro ponto é que marcas estão criando espaços de lazer e ambientes para aumentarem o tempo de permanência do cliente na loja e, assim, fortalecer seu vínculo com o local. O especialista pontua que, desse modo, o vendedor passa a atuar também como um consultor, compreendendo o contexto de necessidade do público-alvo e seu estilo de vida. O espaço físico com o digital O especialista alerta para outra transformação que vem ocorrendo no varejo físico, que é a presença da digitalização. Em sua visão, a tecnologia não pode ser descartada pela loja que objetiva se destacar no mercado, uma vez que moderniza o ambiente e possibilita uma experiência melhorada ao cliente, que também busca por agilidade em suas compras. “A tecnologia precisa sair dos bastidores e das áreas administrativa e estar presente nas prateleiras. É o que atrai cada vez mais consumidores nos últimos anos e dá a chance de ele conhecer o que o espaço físico tem a oferecer. Ferramentas, como checkouts autônomos e pagamentos via aplicativos, facilitam a compra do público. Além disso, sensores e dados em tempo real ajudam o lojista a entender o fluxo, o comportamento e o interesse, o que permite ajustes rápidos no layout e na operação”, pontua. Socialização como estratégia Explorar o lado social de frequentadores de shoppings e comércios pode ser uma tática interessante, segundo Labatut. Isso porque os locais seguem vistos como pontos de encontro e não apenas lugares de compra e venda. “Existe valor no imediatismo de levar o produto na hora e na confiança de saber onde buscar ajuda, trocar, reclamar ou simplesmente conversar. A loja física responde a uma necessidade emocional que o digital ainda não substitui”, ressalta. Labatut também alerta para varejistas que ficam “presos ao passado” e, dessa forma, não alteram a maneira como trabalhar e cuidar do próprio negócio. Apesar de o varejo, na análise do especialista, não estar morrendo, a operação deve ser moderna e que possa se autossustentar. “Aqueles que não se adaptarem, correm sério risco de ficarem pelo caminho”, diz ele.
Valentine’s Day ganha força no Brasil e Giuliana Flores projeta crescimento de 15%
O Valentine’s Day, celebrado em 14 de fevereiro, vem ganhando cada vez mais espaço no calendário brasileiro, ampliando seu significado para além dos casais e se consolidando como uma data para celebrar o amor em todas as formas com afeto, cuidado e conexões especiais. De olho nesse movimento, a Giuliana Flores, maior e-commerce de flores e presentes da América Latina, projeta um crescimento de 15% nas vendas para a data em 2026 e aposta que as categorias que devem liderar o desempenho são buquês de rosas, rosas encantadas, cestas com chocolates, combos de flores com presentes premium, girassóis e orquídeas. O peso da data também é sentido na economia global. O Valentine’s Day se tornou um dos eventos sazonais mais relevantes do varejo mundial, movimentando não apenas presentes tradicionais, mas também experiências e compras digitais. Segundo levantamentos de mercado de instituições como a National Retail Federation (NRF) e a Statista, os gastos globais na data vêm crescendo de forma consistente: em 2023, alcançaram cerca de US$ 142 bilhões, frente aos US$ 136 bilhões em 2022. Mantida a tendência, a expectativa é que o volume ultrapasse US$ 150 bilhões até 2026. O Valentine’s Day é comemorado em diversos países, especialmente nos Estados Unidos e na Europa e celebra o amor de forma ampla, com a troca de cartões, flores, chocolates e presentes, além de gestos de carinho que vão além dos casais e incluem amigos e familiares. No Brasil, embora o Dia dos Namorados continue sendo celebrado em 12 de junho, a data internacional vem ganhando espaço justamente por seu caráter global e por valorizar diferentes formas de afeto, não restritas apenas aos relacionamentos românticos. Além disso, as origens são distintas: o Valentine’s Day remete a tradições europeias antigas ligadas a São Valentim, enquanto o Dia dos Namorados brasileiro surgiu como uma estratégia comercial para aquecer as vendas no varejo e remete ao Santo Antônio. “Em 2025, tivemos crescimento consistente no volume de entregas, impulsionado pela expansão do e-commerce, campanhas promocionais mais eficientes, ampliação logística e conquista de novos públicos e regiões. Isso reforça a Giuliana Flores como referência nacional em flores e presentes com entrega rápida. O Valentine’s Day já se consolidou no calendário brasileiro como uma data importante para demonstrar carinho e amor, e nossa missão é ajudar os clientes a transformarem esse sentimento em momentos inesquecíveis”, afirma Clóvis Souza, CEO da Giuliana Flores.
CarnaFolia do Anália traz programação especial de Carnaval para toda a família
O Shopping Anália Franco entra no clima do agito com mais uma edição do CarnaFolia do Anália, que acontece de 5 a 18 de fevereiro, das 12h às 20h, em um cenário vibrante e colorido montado na Praça de Eventos. Todas as atrações foram pensadas para encantar as crianças e transformar o Carnaval em momentos inesquecíveis para toda a família, com segurança e comodidade. Para os pequenos foliões que não param um segundo, o espaço de brincadeiras traz atividades como ponte bamba e escorregador com piscina de bolinhas, verdadeiros brinquedos para queimar a energia da festa e garantir risadas sem fim. A criatividade também entra em cena com a oficina de personalização de máscaras, realizada em sessões de 30 minutos para crianças com até 12 anos. É a oportunidade perfeita para soltar a imaginação e criar adereços únicos, com participação mediante troca de pontos conforme a categoria no Programa de Relacionamento no app MULTI: Green (50 pontos), Silver (30 pontos), Gold (20 pontos) e Platinum (cortesia). O Carnaval pede brilho, e o Camarim do salão infantil Corte Alegria completa a experiência com penteados e maquiagens temáticas para crianças, deixando cada look ainda mais especial. O atendimento é feito mediante consulta de valores diretamente no local. Nos finais de semana e durante o feriado, o ritmo contagiante toma conta do espaço com o Bailinho, realizado em um palco exclusivo. As apresentações acontecem nos dias 7, 8, 14, 15, 16 e 17 de fevereiro, sempre às 16h, 17h e 18h, com repertório de marchinhas e músicas carnavalescas que convidam toda a criançada a dançar e celebrar. A participação é gratuita e não requer agendamento. E para eternizar a folia, o evento oferece espaços instagramáveis, onde as famílias podem registrar seus momentos especiais em meio à decoração temática de Carnaval. Para acompanhar todas as novidades, ações e campanhas do Shopping Anália Franco, basta seguir os perfis oficiais nas redes sociais: Instagram: @analiafranco Facebook: @shoppinganaliafranco TikTok: @shoppinganaliafranco Serviço – CarnaFolia do Anália – Carnaval 2026 Data: de 5 a 18 de fevereiro Horário: todos os dias, das 12h às 20h Bailinho de Carnaval com banda: dias 7, 8, 14, 15, 16 e 17 de fevereiro, em três horários: 16h, 17h e 18h Horário de funcionamento do shopping: de segunda a sábado, das 10h às 22h, domingos e feriados, das 14h às 20h Local: Avenida Regente Feijó, 1.739 – Tatuapé/São Paulo – SP, 03342-900 #EunoAnalia #CarnaFoliadoAnalia
Galerias em hipermercados ganham espaço como aposta segura para investidores
As galerias comerciais instaladas em hipermercados têm se consolidado como uma alternativa relevante para investidores. O modelo se apoia no grande volume de pessoas que já frequentam esses hipermercados para compras regulares, aproveitando essa circulação para gerar receita nas lojas e serviços. A estratégia reduz riscos operacionais ao se apoiar em um fluxo já estabelecido e recorrente. Além do movimento constante, esses espaços ampliam o tempo de permanência do consumidor ao reunir conveniências do dia a dia em um único endereço. Academias, salões de beleza, praças de alimentação e serviços essenciais, como chaveiros, gráficas, farmácias, entre outros, complementam a experiência de compra e transformam o hipermercado em um polo de serviços. A presença de estacionamento amplo reforça a atratividade, facilita o acesso e contribui para a fidelização do público que busca resolver múltiplas demandas em uma única visita. Um dos players que se destaca nesse formato é o Carrefour Property, braço imobiliário do Grupo Carrefour Brasil. O maior grupo varejista do país, reúne atualmente mais de 250 galerias comerciais distribuídas em 20 estados e soma mais de 3.200 lojistas ativos. Presente sob as bandeiras Carrefour, Sam’s Club e Atacadão, o Grupo atende um público amplo, das classes A a D, e registra a circulação de cerca de 60 milhões de consumidores todos os meses em suas unidades, indicador que sustenta o potencial de atração para negócios instalados dentro das galerias. Roger Teixeira, gerente de marketing do Carrefour Property, explica que além de serem uma opção atrativa para pequenos empreendedores, as galerias também se consolidaram como espaços estratégicos para grandes marcas que veem no formato uma oportunidade eficiente para expandir seus negócios. “Possibilitamos que os nossos parceiros comecem seus negócios de forma estruturada, com crescimento gradual e presença próxima do público, fortalecendo a marca na rotina do consumidor. Para pequenos empreendedores, isso representa menos barreiras de entrada e um caminho mais seguro para amadurecer a operação com consistência. Para grandes marcas, significa expansão com padronização, capilaridade e maior velocidade de implantação, mantendo controle de qualidade e performance em diferentes praças”, ressalta Teixeira. O executivo conta ainda que, além das operações fixas, as galerias do Grupo investem na diversificação de formatos comerciais como estratégia para atender diferentes perfis de negócios e fases de operação. Eventos, quiosques, serviços e soluções flexíveis ampliam as possibilidades de ocupação, permitem testar conceitos, ajustar modelos e acelerar a entrada das marcas no mercado, ao mesmo tempo em que mantêm o equilíbrio do mix e a dinâmica dos espaços. “O que torna nosso modelo tão eficiente é a combinação entre conveniência e um mix planejado para estimular a recorrência e o desempenho das operações. Ao mesmo tempo, cuidamos para que os lojistas encontrem um ambiente sustentável para crescer”, conclui o gerente de marketing do Carrefour Property.
Bangu Shopping entra no clima do Carnaval com abadá infantil, oficinas criativas e bloquinho itinerante
O Carnaval deste ano promete ser ainda mais especial no Bangu Shopping, que prepara uma programação voltada para toda a família, com foco no público infantil. Entre os dias 2 e 15 de fevereiro, o empreendimento promove ações que unem compras, diversão e experiências carnavalescas, reforçando seu papel como polo de lazer e convivência na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A programação começa com a campanha “Compre e Ganhe – Abadá Infantil”, que acontece de 2 a 13 de fevereiro, ou enquanto durarem os estoques. A cada valor mínimo em compras, os clientes podem trocar suas notas fiscais por um abadá infantil exclusivo, com o tema “Mamãe Tô no Bangu”, inspirado em edições anteriores do Carnaval do shopping. A ação é limitada a uma unidade por CPF e dá direito à participação na Oficina de Personalização de Abadá Infantil. Nos dias 14 e 15 de fevereiro, o Bangu Shopping promove a Oficina de Personalização de Abadá Infantil, das 14h às 16h30, em um espaço especialmente montado próximo à loja Fashion Biju, onde também acontecerão as atividades de recreação, o bailinho e a concentração para a saída do bloquinho. A oficina acontece em turmas de 30 minutos, com seis turmas por dia, e convida as crianças a soltarem a imaginação e criarem seus próprios abadás para a folia. A participação é gratuita, mediante inscrição pelo aplicativo do shopping, com vagas limitadas. Encerrando a programação, o empreendimento realiza a Recreação Infantil com Desfile e Bloquinho Itinerante “Mamãe Tô no Bangu”, também nos dias 14 e 15 de fevereiro, das 17h às 20h. A concentração e saída do bloquinho acontecem próximo à loja Fashion Biju, em um percurso interno pelo shopping, reunindo música, brincadeiras e animação para crianças e famílias vivenciarem o Carnaval de forma leve, divertida e segura. A ação conta com o apoio do Colégio Realengo. Com essa agenda especial, o Bangu Shopping reafirma seu compromisso em oferecer experiências que vão além das compras, valorizando o entretenimento, o convívio familiar e a criação de memórias afetivas em datas comemorativas que fazem parte da cultura brasileira. Serviço – Carnaval no Bangu Shopping Compre e Ganhe – Abadá Infantil Período: 02 a 13 de fevereiro ou enquanto durarem os estoques Categoria 1: R$ 400,00 em compras Categoria 2: R$ 350,00 em compras Categoria 3: R$ 150,00 em compras Limitado a 1 unidade por CPF O abadá dá direito à participação na Oficina de Personalização Oficina de Personalização de Abadá Infantil Datas: 14 e 15 de fevereiro Horário: das 14h às 16h30 Local: próximo à loja Fashion Biju Inscrição: pelo app do shopping – 200 vagas por dia Recreação Infantil + Desfile + Bloquinho Itinerante “Mamãe Tô no Bangu” Datas: 14 e 15 de fevereiro Horário: das 17h às 20h Local: concentração e saída próximas à loja Fashion Biju
Taxa Selic a 15%: como pode?
Por Jorge Gonçalves Filho Novamente, o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa Selic em 15% ao ano por decisão unânime dos oito membros que participam do colegiado; logo, vale registrar que no Copom não há decisão monocrática, o que afasta a responsabilidade única do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Como noticiado em artigos de meios de comunicação especializados, os agentes do mercado financeiro já esperavam a manutenção da taxa Selic em 15% a.a., assim como a sinalização de que se antevê a flexibilização da política monetária com redução da taxa na próxima reunião com Copom, que deve ocorrer em 17 e 18 de março. O comunica do Banco Central, publicado em 28 de janeiro, tem todas as explicações técnicas que balizaram a decisão do Copom. Sem querer aqui entrar em detalhes, menciona o ambiente externo incerto, que exige cautela por parte dos países emergentes; e o ambiente doméstico, com trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, mercado de trabalho resiliente e arrefecimento da inflação, apesar das projeções ainda acima da meta em um horizonte relevante; e comenta os cenários para os riscos de alta ou baixa da inflação, taxa de cambio, etc., e que o Comitê segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico e o desenvolvimento doméstico da política fiscal. Segue, quase ao final, afirmando que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Muito bem, sugiro que todos leiam atentamente o comunicado do BC, mas não se conformem com as explicações, que podem ser adequadas tecnicamente, mas deixam a desejar quando analisamos que a Selic a 15% a.a. gera juros reais inaceitáveis de aproximadamente 10 % a.a., o segundo maior do mundo, perdendo apenas para a Rússia. Com a elevada taxa Selic, de 15% a.a., o mercado financeiro encontra respaldo para manter as também elevadas taxas praticadas no mercado de crédito, a saber, alguns exemplos: Assim, fora do mundo do sistema financeiro, o mercado tem visto seus resultados serem eliminados dadas as elevadas taxas de juros praticadas no mercado de crédito, haja vista que entre as empresas de varejo listadas em bolsa, em seus balanços de 2025, na média, 5% da receita bruta foi consumida com remuneração ao capital de terceiros (juros), com crescimento de 26% sobre o ano anterior, enquanto o custo com pessoal, por exemplo, permaneceu estável em 8%. Somando-se a situação do elevadíssimo custo de capital para as empresas, os consumidores também estão cada vez mais endividados e inadimplentes, não conseguindo fazer frente aos encargos cobrados, ambas situações inaceitáveis para uma economia que precisa crescer. Há uma economia real que precisa ser mais ouvida. Mesmo a recente iniciativa do Banco Central, o lançamento da pesquisa Firmus, com o objetivo de captar a percepção das empresas não financeiras sobre a situação de seus negócios, parece ainda não estar surtindo efeito. Caso estivesse, muito provavelmente haveria redução da taxa Selic. Como pode ser mantida a elevada taxa Selic em 15% a.a.? Basta ir ao mercado, junto a pequenas, médias e grandes empresas para se constatar a gravidade e as consequências que este nível de juros está gerando na operação, nos investimentos e no futuro das empresas. Destaca-se que muitas empresas pararam ou reduziram seus investimentos, em especial as de varejo. E o reflexo negativo não tardará por chegar. Aguardar março para ver a taxa Selic cair 0,25 p.p. ou 0,50 p.p., esperar dezembro para alcançar 12,5% ou 12% a.a., como o mercado financeiro tem previsto, é uma queda muito pequena, insuficiente para que boa parte das empresas consiga sobreviver ao elevadíssimo custo de capital. As empresas não financeiras requerem uma taxa menor, os consumidores precisam de uma taxa menor, o país necessita de uma Selic menor. Se esta taxa Selic é reflexo, efeito de várias causas, então que se ataque com resultado as causas internas indicadas pelo Banco Central, e que este tenha temperança para acelerar a queda da Selic. Como pode? Para uma inflação que está sendo projetada entre 3 a 4% a.a. em 2026, ter uma Selic de 15% a 12% é inaceitável. É urgente a queda da Selic para abaixo de dois dígitos. Jorge Gonçalves Filho Presidente do IDV – Instituto para Desenvolvimento do Varejo
Tendências para o varejo em 2026: Biometria Facial surge como forte candidata a redefinir a experiência de compra
O varejo brasileiro entra em 2026 sinalizando uma intensificação na transformação digital, com foco na redução de atritos e na hiperpersonalização. A Payface, empresa de soluções de pagamento por reconhecimento facial, observa que a tecnologia biométrica deixa de ser vista apenas como um diferencial para se posicionar como um provável pilar estratégico, onde convergem segurança, agilidade e o futuro dos programas de fidelidade. A Payface projeta que a biometria facial pode se consolidar como uma das principais inclinações do varejo em 2026, com potencial de integração profunda aos ecossistemas de cartões Private Label e à jornada omnichannel. “A biometria facial se apresenta como um passo natural após a consolidação dos pagamentos por aproximação. A expectativa para 2026 é que ela caminhe para se tornar uma forma de identidade do consumidor no varejo, atuando como chave de autenticação e fidelização,” avalia Eládio Isoppo, CEO da Payface. Para ilustrar este cenário, a empresa destaca pontos que devem moldar o setor no próximo ano: “Nos próximos anos, a biometria tem tudo para se consolidar como uma identidade em toda a jornada do consumidor. O rosto poderá ser o recurso central para integrar ecossistemas completos de serviços dos varejistas com ecossistemas completos de serviços e maior conveniência e segurança,” complementa Eládio. O Brasil, com seu volume expressivo de transações digitais, se posiciona como um forte candidato a liderar essa tendência globalmente, testando e implementando novas arquiteturas de conveniência no varejo.
Fort Atacadista promove Carnaval Solidário e doa 100% dos recursos arrecadados com ingressos e bebidas nos desfiles das Escolas de Samba
O Fort Atacadista, rede de atacarejo do Grupo Pereira, irá reverter 100% do valor arrecadado com a venda de ingressos das arquibancadas da Passarela Nego Quirido e também 100% da receita obtida com a venda de bebidas durante os desfiles das escolas de samba de Florianópolis para uma entidade ou projeto social da Capital catarinense. Este é o terceiro ano consecutivo em que o Fort Atacadista atua como maior patrocinador do Carnaval de Florianópolis e em especial dos Desfiles das Escolas de Samba, e também o terceiro ano seguido em que promove a ação solidária, destinando integralmente os valores arrecadados durante o evento para uma causa social. “O Fort Atacadista nasceu com o propósito de estar próximo das pessoas e das comunidades onde está presente, indo além de um local de compras. Transformar o Carnaval, um dos maiores eventos culturais de Florianópolis, em uma ação de impacto social é uma forma genuína de retribuir tudo o que recebemos dos catarinenses. O sucesso das edições anteriores mostra que a população quer participar, opinar e ter a certeza de que o recurso arrecadado será destinado a uma causa nobre. Dar voz ao público nessa escolha fortalece o vínculo com a cidade e amplia o impacto positivo da iniciativa”, destaca Lucas Pereira Santiago, diretor do Grupo Pereira. A escolha da instituição beneficiada será feita por meio de votação popular no portal ND Mais, do Grupo ND, parceiro de mídia do Fort Atacadista nesta edição do Carnaval de Florianópolis. A votação está aberta ao público até o dia 10 de fevereiro, e o resultado será divulgado oficialmente nos canais oficiais do Fort Atacadista e do Grupo ND. A instituição mais votada receberá o valor total arrecadado durante os desfiles, com a entrega simbólica do cheque realizada diretamente na Passarela Nego Quirido, durante o Carnaval. Os desfiles das escolas de samba de Florianópolis ocorrem nas noites de 13 e 14 de fevereiro. Na edição anterior do Carnaval Solidário, a iniciativa arrecadou mais de R$ 168 mil, valor que foi destinado ao Hospital Infantil Joana de Gusmão. Em 2026, o público poderá escolher entre sete instituições sociais de Florianópolis para receber a doação. São elas: Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON), Sociedade Espírita Obreiros da Vida Eterna (SEOVE), Centro Educacional Dom Orione, Instituto Padre Vilson Groh, Hospital Infantil Joana de Gusmão, Casa Lar Emaús e Asilo Irmão Joaquim. Participe e ajude a escolher o vencedor: https://ndmais.com.br/cidadania/carnaval-solidario-fort-atacadista-2026-convida-o-publico-a-escolher-instituicao-beneficiada
Skechers acelera sua expansão no Brasil e inaugura primeira loja própria do país em São Paulo
A Skechers, terceira maior marca de calçados do mundo, inaugura sua primeira loja própria no Brasil em 2026, marcando o início de um novo momento da marca no país. A unidade será aberta nesta quinta-feira, dia 29, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, no Outlet Só Marcas, um dos mais tradicionais polos de compras de produtos esportivos do Estado. Presente no Brasil até então por meio de parceiros – em canais de revenda e lojas licenciadas -, a Skechers dá um novo passo estratégico com a sua operação direta. A abertura da primeira loja própria em São Paulo reforça o relacionamento com o público brasileiro e amplia a possibilidade de aquisição de calçados com foco em conforto, tecnologia e inovação. Reconhecida globalmente por sua qualidade e conforto, a Skechers é uma das líderes mundiais em calçados para o dia a dia e prática de esportes. A nova loja de Guarulhos reúne o amplo portfólio da companhia sempre com foco em conforto, bem-estar, design funcional e soluções tecnológicas aplicadas ao calçado. A unidade conta com mais de 300m2 de área total e oferece ao público uma ampla gama de produtos da marca, incluindo calçados das categorias casual, sports, walking, sandals, adventure, running, basketball, football e pickleball, work e kids. “A abertura da nossa primeira loja própria em solo nacional representa um marco muito importante para a Skechers do Brasil e reforça o quanto o país é estratégico para a marca, tanto pelo tamanho do mercado quanto pela afinidade do consumidor brasileiro com produtos que combinam conforto, tecnologia e estilo. Iniciar um novo capítulo com uma operação direta já em São Paulo – um dos principais estados do cenário nacional – nos permite estar ainda mais próximos do nosso público e reforçar nossos valores no ponto de venda”, afirma Sabrina Mônaco, Country Manager da Skechers do Brasil. A escolha de São Paulo — e, especificamente, de Guarulhos — reforça a estratégia da organização de iniciar sua operação própria em um dos principais eixos de consumo do País. O Outlet Só Marcas, que atua na cidade, é referência nacional no segmento e atrai consumidores de diferentes regiões, alinhando-se ao objetivo da Skechers de ampliar sua presença e visibilidade no mercado brasileiro. “A partir dessa inauguração, os consumidores da marca podem esperar muitas novidades para esse ano”, acrescenta Sabrina. A loja da Skechers no Outlet Só Marcas, em Guarulhos (SP) funcionará de segunda à sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados das 9h às 21h. O centro de compras está localizado na rodovia Presidente Dutra, km 222,3, Porto da Igreja. O local conta com estacionamento com 400 vagas. A Skechers é uma marca para toda a família e seus produtos podem ser encontrados, além de nessa primeira loja própria, nas principais lojas de calçados do país e no Instagram da marca – @skechersbrasil.
Brasil lidera buscas por QR Code e se antecipa à substituição do código de barras no varejo global a partir de 2025
O modo de consumo global se modernizou e agora se prepara para encerrar um ciclo de mais de meio século na identificação de produtos, serviços e transações. O código de barras, que começou a ser utilizado comercialmente em 1974, será substituído gradualmente pelo QR Code, a partir de 2027. Nesse cenário, o Brasil constrói um espaço de protagonismo ao assumir a liderança no ranking de países interessados pela tecnologia de QR Code. Um estudo feito pela GS1 Brasil, organização promotora de padrões globais de identificação, revelou que, já em 2025, o número de buscas superou o de grandes potências como os Estados Unidos. A popularidade dessa tecnologia entre os brasileiros sugere que o mercado nacional terá vantagens para absorver essa mudança, visto que o volume de procura por informações associadas ao termo aponta para uma familiaridade iniciada por outras frentes digitais, mas fortalecida nos processos de modernização do varejo. Brasil se antecipa à substituição do código de barras para QR Code Com base no volume de buscas dos usuários no Google durante o mês de dezembro de 2025, a GS1 Brasil apurou que o Brasil está na primeira posição do ranking global de interesse pelo QR Code. A métrica nacional desbancou grandes mercados, como Estados Unidos, Índia, Tailândia, França e Alemanha. Uma das interpretações possíveis para essa circunstância é a estabilidade do processo de digitalização no varejo brasileiro e a aplicação desta tecnologia em serviços essenciais. As plataformas oficiais do Governo Federal, há anos, incorporaram o QR Code. Tal constância adianta a modernização anunciada para 2027. A posição de liderança que o Brasil conquistou frente a outras potências indica que o país pode centralizar as soluções digitais relacionadas ao consumo após o fim do código de barras. Essa vantagem de mercado, sustentada pelo comportamento do consumidor local, pode ser um diferencial a ser explorado. Impactos da transição histórica para QR Code Aposentar os códigos de barras será uma das maiores mudanças no varejo, de nível global, dos últimos 50 anos. Além do impacto visual, a transição vai afetar aspectos logísticos e operacionais. É esperado que se aumente a capacidade de armazenar, rastrear e processar os dados, melhorando a qualidade da experiência nas transações. Fato é que parte da consolidação do uso de códigos de barras se justificou devido à confiabilidade da tecnologia. Especialistas relatam que a taxa média de erro era de um a cada 400 mil leituras. Por isso, foi uma ferramenta que revolucionou as formas de consumo e contribuiu para a automação do atendimento, por exemplo. O QR Code, por sua vez, é um código bidimensional seguro e com capacidade de armazenamento superior que ainda consegue integrar o mundo físico ao digital em questão de segundos. Essa habilidade, em paralelo com o padrão de comportamento global, é fundamental para entender o movimento de transição de tecnologias. Atualmente, essa ferramenta pode ser acessada pela maioria dos smartphones e está presente em diferentes esferas e modalidades na sociedade. É possível encontrá-la como meio para acesso ou autenticação de informações, divulgação de produtos ou cardápios, entre outros. Dúvidas frequentes sobre o QR Code Apesar do alto interesse e da familiaridade, ainda existem perguntas que os brasileiros fazem sobre o QR Code. Em uma pesquisa complementar, com dados coletados a partir de métricas do Google de dezembro de 2025, a GS1 Brasil identificou três tópicos principais que falam sobre como ler, criar e compreender o significado do termo. Diante do teor das perguntas feitas pelos brasileiros no Google, é possível inferir que o Brasil atravessou uma alfabetização precoce do QR Code, o que reflete no destaque de nível mundial.
NRF 2026 reposiciona o varejo global diante de um novo consumidor
Realizada em Nova York, entre 11 e 13 de janeiro, a NRF 2026 (Retail’s Big Show) reuniu líderes, executivos e especialistas do mundo todo para discutir os rumos do varejo em um cenário cada vez mais orientado por tecnologia, dados e decisões rápidas. Com foco em temas como inteligência artificial aplicada ao negócio, experiência do consumidor, eficiência operacional e cultura organizacional, o evento deixou claro que o tempo das tendências abstratas ficou para trás. Agora, o varejo vive um momento de amadurecimento, no qual estratégia, execução e propósito precisam caminhar juntos para gerar resultados concretos e relevância real junto ao consumidor. Para João Appolinário, presidente e fundador da Polishop, renomada varejista brasileira e maior empresa omnichannel do país, a NRF 2026 evidenciou que inovar deixou de ser discurso e passou a ser prática operacional. “Não se trata mais de falar sobre inovação, mas de operar com ela de forma concreta, com tecnologia, dados e propósito guiando cada escolha estratégica. A inteligência artificial, por exemplo, deixou de ser uma promessa futurista e se tornou infraestrutura essencial do negócio, assim como a internet e o mobile em outras épocas. Ela precisa estar integrada à operação e ao dia a dia das equipes, não apenas restrita a projetos isolados,” afirma. Segundo o executivo, esse cenário representa uma mudança profunda de paradigma do setor. “O varejo de hoje exige decisões rápidas, baseadas em dados confiáveis, processos consistentes e coerência estratégica entre o que se promete e o que se entrega. Empresas que conseguem alinhar tecnologia, propósito e experiência real do cliente deixam de apenas reagir ao mercado e passam a moldá-lo”, avalia. Appolinário também destaca o papel do fator humano em meio ao avanço da automação, uma visão que já orienta as iniciativas da Polishop com inteligência artificial. Hoje, a tecnologia está integrada tanto aos produtos quanto às operações da empresa, desde o desenvolvimento de soluções inteligentes da marca própria Ichef, com IA embarcada que interage de forma natural com o consumidor e sugere receitas personalizadas, até áreas estratégicas como marketing, atendimento ao cliente, logística e gestão de estoque. Porém, ele reitera que, mesmo com o uso intensivo de inteligência artificial, o toque humano continuará sendo um diferencial competitivo. “A IA não vem para substituir pessoas, mas para ampliar a experiência, facilitar decisões e gerar valor real no dia a dia do consumidor. É assim que estamos aplicando essa tecnologia na Polishop, de forma prática, útil e conectada às necessidades reais das pessoas”, finaliza.
Globalsys discute como a tecnologia sustenta operações de varejo em larga escala no maior evento de insights pós NRF
A Globalsys, empresa brasileira especializada em soluções de tecnologia, dados e integração de sistemas, marcou presença no Varejo Insights Pós NRF 2026, um dos principais eventos do país dedicados à discussão das tendências que estão moldando o futuro do varejo. Representada pelo CEO, Thiago Molino, a companhia mediou um painel estratégico que apresentou, na prática, como dados, integração e inteligência artificial vêm sustentando a escala de grandes operações do varejo brasileiro. Com o tema “Dados, Integração e IA: como sustentar escala no varejo brasileiro”, o painel reuniu clientes da Globalsys que são referência em seus segmentos: João Argentin, da Braveo, e Alexandre Magno, da Wine. A proposta foi conectar os principais aprendizados da NRF 2026, realizada em Nova York, à realidade das empresas que operam em um mercado altamente competitivo e cada vez mais orientado por dados. Um dos destaques foi o case do Motor da Braveo, um orquestrador inteligente desenvolvido pela Globalsys dentro do e-commerce B2B. A solução analisa dados de compras, recorrência e logística para montar carrinhos inteligentes e editáveis, enviados diretamente aos clientes via WhatsApp, reduzindo significativamente o tempo de venda e aumentando a produtividade dos vendedores. Segundo Molino, o projeto só foi possível graças à arquitetura de dados e às integrações aceleradas viabilizadas pelo GNexum, solução de integração de sistemas da Globalsys, que trouxe mais velocidade, previsibilidade e escalabilidade à operação. Já no case da Wine, Alexandre Magno apresentou como a empresa vem utilizando dados e inteligência artificial em diferentes frentes da jornada do cliente, com projetos voltados à previsão de churn, recomendação personalizada de produtos, automação de campanhas de comunicação e agentes de atendimento inteligentes. As iniciativas contribuíram para aumentar a eficiência operacional, melhorar a experiência do consumidor e reduzir custos, especialmente em períodos de alta demanda. Outro ponto central do painel foi a sustentação da operação em momentos críticos, como a Black Friday. Os convidados destacaram que a capacidade de suportar picos de acesso e transações está diretamente ligada à maturidade da arquitetura de dados, à integração entre sistemas e à confiabilidade das plataformas tecnológicas. Encerrando o painel, Molino reforçou o posicionamento da Globalsys como parceira estratégica para empresas que buscam crescer com segurança. “Dados só geram valor quando estão integrados. E integração precisa ser rápida, previsível e escalável”, concluiu. A participação da Globalsys no Varejo Insights Pós NRF 2026 reforça o compromisso da empresa em levar ao mercado brasileiro soluções que transformam tecnologia em vantagem competitiva, apoiando varejistas a construir operações mais eficientes, resilientes e preparadas para o futuro.
COOP aposta em ações sazonais e amplia oferta de produtos para o verão
Todas as unidades de varejo alimentar e drogarias da Coop estão totalmente abastecidas para atender à demanda de cooperados e clientes por produtos típicos do verão e do período de Carnaval. Além do reforço no sortimento, a rede também preparou ações sazonais para este período. Segundo Simara Faustino, gerente de Inteligência de Mercado da Coop, algumas categorias ganham maior destaque nesta época do ano, especialmente os itens voltados à hidratação, como água e isotônicos, além de bebidas não alcoólicas, incluindo sucos naturais e prontos para consumo. Também registram maior procura produtos como sorvetes, ventiladores, protetores solares e caixas térmicas. “Nossos cooperados e clientes encontram ainda nas lojas uma ampla variedade de itens que facilitam o dia a dia, como preparos para sobremesas, frutas e batatas congeladas, lanches saudáveis, além de inseticidas e repelentes. A expectativa é crescer, em média, 3,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, considerando apenas os itens sazonais. Preço competitivo, destaque na exposição e ativações em loja estão entre as principais alavancas para alcançar esse resultado”, afirma Simara. Como parte da estratégia, a área de Marketing preparou ações voltadas à experiência do consumidor. “No sábado, 24 de janeiro, por exemplo, será realizado um churrasco em parceria com a Swift, a partir das 11hs, no estacionamento da loja de Ribeirão Pires (Avenida Humberto de Campos, 3499), e com a Maturatta na unidade Capuava, em Santo André (Avenida das Nações, 1600), com ativações especiais. Essas iniciativas serão realizadas ao longo de todo o ano, sempre alinhadas à sazonalidade”, explica Vanessa Siqueira Gonçalves, gerente de Marketing, Comunicação e CRM da Coop. E, para maior comodidade dos cooperados e clientes, a Coop manterá até o final do mês de fevereiro, atendimento 24 horas nas unidades de Santo André, localizadas na Rua Giovanni Battista Pirelli, 2.050 e na Avenida Pereira Barreto, 1.286. “No período de Carnaval, nossas lojas terão um sortimento especial para a data e com a praticidade e o conforto do atendimento 24h”, reforça a executiva de Marketing. Sobre: Com 71 anos de história, cerca de 6 mil colaboradores e 1,6 milhão de matrículas ativas, a Coop possui 35 unidades de varejo alimentar, sendo 27 no Grande ABC, uma em Piracicaba, três em São José dos Campos, duas em Sorocaba, duas em Tatuí, 68 drogarias e canais digitais. Por ser uma cooperativa, seu principal objetivo é oferecer os melhores serviços a preços justos, além de reverter benefícios aos cooperados e à comunidade. https://www.portalcoop.com.br
A revolução da IA no varejo: a tecnologia como ponte entre gerações
Por Tiago Vailati, CEO da Loopia* Quem vive o dia a dia do varejo sabe: estamos operando em um paradoxo. De um lado, a pressão insana por inovação, velocidade e digitalização. Do outro, um consumidor humano, complexo e cheio de anseios . A Geração Z quer tudo pra ontem, na tela do celular. Já os Baby Boomers e a Geração X, mesmo conectados, ainda buscam a segurança e o “olho no olho”. Tentar agradar todo mundo com a mesma régua é uma das maiores armadilhas que vejo gestores cometendo. O modelo “one-size-fits-all” morreu. E é aqui que a Inteligência Artificial deixa de ser modismo de palco de evento para virar ferramenta de sobrevivência no mundo real: ela é o que vai equilibrar a balança entre escalar a operação e manter o atendimento personalizado. Fim do “achismo”: o jogo agora é com dados Durante muito tempo, o varejo foi movido a feeling. O dono da loja “sentia” o que ia vender. Hoje, jogar apenas com a intuição é um risco que não podemos mais correr. A complexidade atual exige uma leitura que o instinto humano, por melhor que seja, não consegue processar sozinho. A IA, com análise preditiva e segmentação dinâmica, transforma grandes massas de dados em decisões. Não é só saber o que o cliente comprou, mas entender o contexto, o momento de vida dele. Decisões baseadas em dados trazem assertividade, enquanto decisões baseadas apenas em instinto, normalmente, geram atrito e só desperdiçam o investimento. O mercado já percebeu isso. Dados da Central do Varejo mostram que 47% dos varejistas já usam IA, e a maioria (56%) foca justamente no atendimento. Ou seja: a tecnologia virou o braço direito da experiência do cliente (CX). Chat Commerce: falando a língua de cada um O grande trunfo da IA hoje, especialmente no chat commerce, é a insuperável capacidade de adaptação. Um sistema bem treinado não oferece o mesmo produto, do mesmo jeito, para um jovem de 20 anos e para um senhor de 65. Para a nova geração, a IA agiliza o checkout e recomenda tendências em segundos. Para os mais maduros, a mesma tecnologia atua com mais paciência, oferecendo detalhes, segurança e simulando aquela conversa de balcão que gera confiança. A chave aqui é a memória. A pesquisa “CX Trends 2026” da Zendesk comprovou: 85% dos líderes de CX dizem que IAs com memória avançada são o segredo da personalização. O cliente não quer repetir a história dele a cada interação, ele quer ser reconhecido e tratado de forma única. Isso é o básico bem feito. Tecnologia para potencializar o humano (não para substituir) Mas fica aqui um recado importante: não existe bala de prata. A tecnologia, por si só, não faz milagre. A adoção de chatbots e IA precisa ser estratégica e ética. O objetivo não é criar um muro entre sua marca e o cliente para cortar custos, mas sim construir pontes melhores. Quando a IA assume o trabalho repetitivo, ela libera o seu time para fazer o que o ser humano faz de melhor: ter empatia, resolver problemas complexos e construir relacionamento. A inovação não pede licença e o comportamento do consumidor não vai esperar sua empresa se adaptar. Integrar IA e chat commerce deixou de ser uma aposta futurista para virar requisito básico de sobrevivência. Olhe para a sua operação hoje e reflita: ela está pronta para conversar com o futuro sem ignorar o que o seu cliente espera de você? A resposta para essa pergunta é o que vai definir o sucesso do seu negócio nos próximos anos. *Tiago Vailati é cofundador e CEO da Loopia, plataforma que integra e automatiza a jornada do Chat Commerce com IA.
Tecnologia vira base e experiência ganha valor na NRF 2026
A NRF Retail’s Big Show 2026, realizada entre 11 e 13 de janeiro, em Nova York, reforçou uma mudança estrutural no varejo: tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser base, enquanto atributos se consolidam como vantagem competitiva. Para o setor de alimentação fora do lar, os debates indicam oportunidades concretas de ganho de produtividade com inteligência artificial, sem perda do principal ativo do negócio: a experiência no atendimento. No campo da inteligência artificial, o evento destacou a transição de modelos baseados em busca por palavras-chave para jornadas orientadas por intenção, em que o consumidor “conversa” com plataformas que entendem contexto e objetivos antes de sugerir soluções. Em bares e restaurantes, isso se traduz em sistemas capazes de sugerir combinações, orientar escolhas, prever demanda e apoiar o atendimento, simplificando a experiência do cliente e aumentando a eficiência operacional. No evento foi discutido que a IA tende a organizar a gestão do negócio para liberar tempo e energia da equipe para reforçar o cuidado e o acolhimento humano. A recomendação ao empresário é tratar a tecnologia como base de processos, sem substituir a hospitalidade, mas ampliando consistência e velocidade da operação. Outro eixo relevante debatido no evento foi sobre autenticidade e comunicação. As marcas vencedoras abandonam o discurso puramente comercial e apostam em conexões emocionais baseadas em valores como verdade e identificação. Para o setor, a proposta de valor precisa ser coerente “do balcão ao digital”, com comunicação mais honesta e aderente ao cotidiano do negócio. A NRF 2026 trouxe ao centro a busca do consumidor por experiências que gerem vínculo, conforto e significado, um movimento descrito como “fome sensorial”, em resposta ao excesso de telas. Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, é preciso ter estratégia porque além de vender comida e bebida é preciso preparar ambientes e serviços que entreguem presença e conexão humana. “A NRF 2026 reforça uma virada importante porque a tecnologia deixa de ser alternativa e passa a ser fundamental na gestão. Para o empresário, isso significa que é preciso usar inteligência artificial e dados para ganhar eficiência sem abrir mão do que sustenta o setor que é a hospitalidade e experiência. Por isso, é preciso implementar soluções com foco na jornada do cliente de forma que a inteligência artificial junto ao humano personifique cada vez mais as entregas para que elas sejam únicas e potentes”, comenta.
Como superagentes de IA podem revolucionar o varejo em 2026
O varejo representa um dos setores mais dinâmicos e competitivos dentro da economia global e segue enfrentando, ao longo dos anos, transformações como o ‘hype’ da adoção de IA por parte das empresas e consumidores. Segundo o Gartner, até o final de 2026, 40% das aplicações corporativas estarão integradas a agentes de IA programados para execução de tarefas específicas, representando um aumento expressivo em relação a menos de 5% registrado atualmente. A projeção prevista no levantamento é de que o agente de IA poderá gerar cerca de 30% da receita de softwares de aplicativos corporativos até 2035, ultrapassando US$ 450 bilhões de dólares, além de estabelecer novos padrões para trabalho em equipe por meio de interações humano-agente mais eficientes. Mas como isso deve impactar também o varejo? Marcos Oliveira Pinto, Global Software Engineer Manager da Jitterbit, explica que o sucesso em capitalizar essa onda de inovação deve impulsionar uma abordagem estratégica e madura nas lideranças. “Para isso, é crucial que as organizações entendam como o varejo pode, de fato, aproveitar a eficiência dos superagentes de maneira integrada, focando em tendências de mercado que entreguem valor real com agilidade e segurança. Afinal, implementar agentes de IA só porque estão no ‘hype’ não é a coisa mais inteligente a se fazer”, afirma. Resiliência operacional para continuidade do e-commerce A aplicação de superagentes de IA no varejo eletrônico revela a principal defesa contra disrupções, sendo a chave para manter a integração funcionando, mesmo diante de problemas na infraestrutura. “A forma como a empresa utilizará os superagentes para intermediar e fazer a gestão da falha é o que fará toda a diferença. Por exemplo, posso ter um AI agent no meu e-commerce para que eu consiga receber e armazenar pedidos para um processamento disso de forma assíncrona, evitando que meu usuário final não finalize a compra”, explica Marcos. Análise sentimental do cliente para novas ações A análise sentimental é um campo onde os superagentes trarão um diferencial significativo, indo além das métricas superficiais de satisfação. Cerca de 86% dos consumidores revelam disposição para pagar mais por uma boa experiência como cliente, de acordo com o levantamento “Future of Customer Experience”, da PwC. Entretanto, segundo pesquisa da Zendesk com a Dimensional Research, apenas 1 em cada 26 clientes insatisfeitos oficializa a reclamação; a maioria simplesmente abandona a empresa. “Baseado em todo o histórico de interação e de compras desse cliente, os superagentes de IA realizam análises e as apresentam em forma de gráficos, permitindo que a gestão entenda como a sua base de clientes está se sentindo em relação aos produtos ou à marca. Essa inteligência automatizada fornece uma visão tática inédita, permitindo que o varejista tome decisões proativas para refinar a experiência e aumentar a fidelidade”, ressalta Marcos. Gestão dinâmica de preços e competitividade Os superagentes podem permitir que os varejistas tenham uma gestão muito melhor dos preços, tendo como referência o que está acontecendo no mercado em tempo real. O avanço da IA tem impulsionado a precificação dinâmica, um modelo popularizado pela Uber, por exemplo, em que os preços são ajustados em tempo real com base na demanda e na concorrência. “Imagine uma pessoa que vende ar-condicionado e todos os concorrentes baixaram o preço… Para se manter vendendo, o agente de pricing monitora a movimentação e indica as possíveis alterações. Essa atividade dispensa o trabalho humano de monitoramento manual e o delega a um agente que ajuda de forma rápida e eficaz. Essa velocidade é essencial e o superagente ainda permite a definição de limites”. “Quick wins” com a arquitetura dos superagentes A adoção de IA no setor de consumo e varejo deve saltar de 33% para 85% até 2027, aumento de 150%, evidenciado na pesquisa “KPMG Global AI in Finance Report”. Essa oportunidade de crescimento no segmento viabiliza a implementação dos superagentes para acelerar a identificação de pequenos problemas, gerando um valor significativo para a operação e eliminando projetos complexos que levam meses. Nesse sentido, a estratégia consiste em criar e aplicar os superagentes nas áreas denominadas “quick wins”, que geram resultados imediatos visíveis. “A arquitetura de desenvolvimento de apps inteligentes é fundamental nesse processo para desenvolver uma solução de superagente que centralize a arquitetura de vários agentes especialistas em diversos domínios, o que acelera a capacidade de entregar esses ganhos rápidos”. Segurança e ISO Para aproveitar o potencial dos superagentes em 2026, o varejo deve priorizar a digitalização das novas tecnologias e a segurança. “Não ter sistemas tecnológicos atualizados é um grande risco de segurança de dados. A certificação ISO 42001, por exemplo, oferece recursos necessários para criação de agentes e gestão segura. É fundamental, ainda, não confiar cegamente na IA; mesmo com a arquitetura de agentes nos modelos ativo e passivo, ainda precisamos de humanos confirmando e validando quais as respostas o agente está oferecendo, sem alucinar. Ao focar em eficiência, integração e uma governança robusta, o varejo estará apto a utilizar os superagentes não como um modismo, mas como o motor de sua transformação, entregando o mesmo valor com processos mais inteligentes”, finaliza.
NRF 2026: o ano em que o varejo deixou de usar inteligência artificial e passou a ser comandado por ela
Por Marcelo Antoniazzi, CEO da Gouvêa Consulting A transição da NRF 2025 para a NRF 2026 marca um divisor de águas na história do varejo global. Não se trata de uma nova onda tecnológica ou de mais uma promessa bem apresentada no palco. O que ficou evidente em 2026 foi uma mudança estrutural profunda na forma como o varejo opera, decide e se relaciona com o consumidor. Em 2025, a inteligência artificial provou que funcionava. Em 2026, ela passou a comandar. A NRF 2025 consolidou um ponto importante: a inteligência artificial deixou definitivamente o campo do discurso e passou a entregar ROI real e mensurável. O varejo global viu, na prática, ganhos relevantes de eficiência operacional, redução de custos e melhoria da experiência do cliente. Casos de visão computacional, automação logística e digital twins tornaram-se comuns. Câmeras inteligentes passaram a monitorar fluxo e estoque em tempo real. Robôs aumentaram a precisão e a velocidade dos centros de distribuição. Réplicas digitais permitiram simular cenários antes de decisões críticas. Apesar dos avanços, o modelo dominante em 2025 ainda carregava restrições importantes. A inteligência artificial atuava como ferramenta de apoio, não como protagonista. Ela sugeria, informava, analisava — mas não decidia. As soluções permaneciam isoladas em silos, desconectadas entre áreas. Cada departamento tinha sua própria tecnologia, sem uma visão integrada da operação. E, no fim do processo, a decisão continuava essencialmente humana: a IA apresentava dados, mas o esforço cognitivo e a responsabilidade final recaíam sobre pessoas. Esse modelo impedia o varejo de atingir seu potencial máximo de eficiência, velocidade e inteligência operacional. Já, a NRF 2026 marcou a ruptura definitiva com esse paradigma. A inteligência artificial deixou de ser periférica e assumiu o centro da operação varejista, passando a orquestrar processos de ponta a ponta, com autonomia crescente. O varejo evolui de um modelo “assistido por IA” para um modelo guiado por IA. Essa transformação não é apenas tecnológica. Ela redefine três dimensões fundamentais do negócio: como o varejo interage com o consumidor, como opera suas rotinas e fluxos e como decide, do nível operacional ao estratégico e a IA passa a ser o sistema nervoso da organização. Um dos exemplos mais emblemáticos apresentados na NRF 2026 foi a parceria entre Google e Walmart. Nela, a jornada de compra completa acontece dentro de uma única conversa com IA. O consumidor expressa sua necessidade de forma natural. A IA compreende o contexto, recomenda opções personalizadas, ajusta preferências em tempo real e finaliza a compra — tudo sem redirecionamentos, cliques excessivos ou fricções. Busca, recomendação, carrinho e checkout deixam de ser etapas fragmentadas e passam a ser um fluxo contínuo e conversacional. A navegação tradicional perde protagonismo para o diálogo inteligente. Esse novo modelo se sustenta em uma arquitetura inédita: o Universal Commerce Protocol (UCP). Em vez de sistemas separados, o comércio passa a operar como um ecossistema unificado, orquestrado por IA. Nesse modelo, a inteligência artificial coordena de forma integrada:busca inteligente, conteúdo dinâmico, ofertas personalizadas, checkout simplificado, logística otimizada e pós-venda ativo. E o comércio deixa de ser uma sequência de sistemas e passa a ser um organismo inteligente, capaz de se adaptar continuamente ao contexto. Mas, talvez a mudança mais sensível esteja na gestão de sortimento. Produtos deixam de ser definidos em ciclos fixos de planejamento e passam a ser ajustados dinamicamente por IA, considerando dados locais, perfil regional, clima em tempo real, eventos, sazonalidade e comportamento do consumidor. Nesse novo paradigma, a frase é direta:a IA não apoia o sortimento — ela decide o sortimento. O mesmo raciocínio se aplica a preços, estoques, logística e até decisões financeiras. Na NRF 2026, a inteligência artificial surge também como copiloto executivo. Ela não apenas apresenta dashboards, mas simula cenários complexos, testa hipóteses, avalia impactos e recomenda ações estratégicas com justificativas claras. Executivos ganham a capacidade de antecipar consequências antes de decisões críticas, reduzindo risco e acelerando movimentos estratégicos. A evolução culmina no conceito de IA agêntica. Em vez de sistemas genéricos, surgem agentes especializados que operam de forma coordenada: agentes de estoque, preço, vendas, financeiros e logísticos Cada agente decide dentro de seu domínio, mas em colaboração com os demais. O varejo passa a funcionar como um sistema autônomo coordenado, capaz de reagir em tempo real às mudanças do mercado. O impacto é direto e mensurável. Tarefas repetitivas são eliminadas. Análises que levavam dias passam a ser feitas em segundos. O tempo executivo migra da operação para a estratégia. Em vendas, a IA captura sinais de intenção em tempo real e apresenta ofertas no momento exato, com personalização contextual profunda. A conversão deixa de ser um evento aleatório e passa a ser orquestrada. O Brasil está diante de uma oportunidade histórica — e de um risco real. As tecnologias apresentadas na NRF 2026 não são exclusivas de mercados desenvolvidos. Elas estão disponíveis para quem decidir agir. Quem adota primeiro cria uma vantagem competitiva desproporcional. Quem hesita amplia o gap de eficiência e corre o risco de se tornar irrelevante em um mercado cada vez mais inteligente. A principal mensagem da NRF 2026 é inequívoca: a inteligência artificial não é mais uma tendência emergente. Ela se tornou a arquitetura central do varejo moderno. A tecnologia já existe. Os casos foram demonstrados. O retorno está comprovado. Resta apenas a decisão — liderar essa transformação ou observá-la acontecer de fora. Marcelo Antoniazzi é CEO da Gouvêa Consulting que integra a Gouvêa Ecosystem
Giuliana Flores inaugura nova loja no Jardim Marajoara em São Paulo
A Giuliana Flores, segue em ritmo de expansão em 2026, com a inauguração de mais uma loja de rua. O novo empreendimento fica localizado na Avenida Washington Luís, nº 1708. A unidade conta com aproximadamente 120 metros quadrados de área, cuidadosamente planejada para proporcionar uma experiência de compra confortável, funcional e alinhada ao padrão premium da marca. A escolha pelo Jardim Marajoara se deu pelo perfil residencial consolidado do bairro, com forte circulação de um público que valoriza conveniência, qualidade e experiências de compra diferenciadas. A expectativa da marca é ampliar significativamente a presença no bairro e arredores, fortalecendo o reconhecimento local e gerando novas conexões com clientes que buscam praticidade, qualidade e agilidade. A loja também atua como um ponto de apoio para a operação logística da região, contribuindo para uma experiência ainda mais eficiente. O estabelecimento foi concebido para proporcionar uma experiência fluida e sensorial, com layout contemporâneo, exposição estratégica dos produtos e atendimento consultivo, reforçando o posicionamento da empresa como uma plataforma completa de presentes, com curadoria de itens pensados para diferentes ocasiões e momentos do dia a dia. Nesse ambiente, o cliente é convidado a vivenciar uma jornada de compra mais emocional, detalhada e intencional, que valoriza o encantamento e o tempo dedicado à escolha, reunindo desde os tradicionais arranjos e buquês até um portfólio diversificado que inclui cestas gourmet, kits presenteáveis, rosas encantadas, itens de decoração floral e parcerias exclusivas com marcas premium, ampliando as possibilidades de presentes afetivos para todas as ocasiões e datas comemorativas. Plano de expansão A abertura da loja no Jardim Marajoara faz parte de um plano estruturado e consistente de expansão física da Giuliana Flores. O foco está em crescer de forma estratégica, sustentável e alinhada ao posicionamento da marca, levando as lojas para regiões com forte potencial de consumo e conexão com o público. A empresa chega à sua 20ª unidade, expandindo ainda mais a presença no varejo físico. A nova loja se junta às unidades já estabelecidas em locais como Higienópolis, Guarulhos, Mooca, Moema, Perdizes, Ipiranga, Santo André, São Bernardo, São Caetano do Sul, Tatuapé e Vila Nova Conceição, entre outros. A marca também tem três modelos de boutique, dois quiosques próprios e cinco franqueados. Com um centro de distribuição de 2,7 mil metros quadrados localizado em São Caetano do Sul (SP), a empresa consegue entregar até 85% dos pedidos em até uma hora. Outro destaque são as máquinas de venda automática em locais estratégicos da capital e da Região Metropolitana, sendo uma no Shopping Penha e duas nos terminais 2 e 3 de desembarque do Aeroporto de Guarulhos. “A inauguração da nova loja no Jardim Marajoara representa mais um passo estratégico no crescimento da companhia e reflete nossa decisão de estar cada vez mais próximos das pessoas, em regiões com alto potencial de relacionamento e recorrência, oferecendo uma experiência física alinhada ao padrão de excelência da marca. Nascemos no mundo físico, crescemos com força no e-commerce e agora avançamos para um modelo omnichannel mais maduro, no qual as lojas físicas atuam como pontos de experiência, proximidade e fortalecimento do relacionamento com o consumidor”, compartilha Clóvis Souza, fundador e CEO da Giuliana Flores.
EXPO Plastripel: Maior feira gratuita do varejo alimentício começa nesta segunda (19) em Barretos e aquece o mercado nacional
Começa nesta segunda-feira (19) a EXPO Plastripel 2026, maior feira de varejo alimentício do interior de São Paulo. O evento, totalmente gratuito, será realizado até quarta-feira (21), no Centro de Lazer e Eventos Berrantão do Parque do Peão, em Barretos (SP), reunindo mais de 65 expositores e uma programação intensa voltada à geração de negócios, capacitação e inovação. Após o sucesso da primeira edição, realizada em 2025, a feira chega à sua segunda edição com estrutura duplicada, crescimento no número de expositores e ampliação do público visitante. Realizada pela Plastripel, empresa atacadista distribuidora referência no varejo e integrante do Grupo Quatro G, a EXPO Plastripel consolida-se como um dos principais encontros do setor no país. A expectativa da organização é receber milhares de visitantes profissionais, entre representantes de supermercados, açougues, empórios, padarias e restaurantes, vindos principalmente dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Ao longo dos três dias, a feira deve aquecer o segmento, promovendo conexões comerciais, fortalecimento de parcerias e oportunidades de negócios para toda a cadeia do varejo alimentício. “O sucesso da primeira edição mostrou a força do varejo do interior e a importância de um evento acessível e estratégico para o setor. Em 2026, ampliamos a estrutura, o conteúdo e as oportunidades, mantendo a feira totalmente gratuita para o público profissional”, destaca Pedro Garcia, CEO da Plastripel. Com 3 mil m² de área de exposição, a EXPO Plastripel 2026 oferece soluções completas para o varejo, incluindo alimentos, bebidas, embalagens, utilidades, equipamentos, tecnologia, serviços e inovação. A programação conta com duas arenas temáticas: a Arena 360, voltada à capacitação, gestão e tendências do varejo, e a Cozinha Show, que reúne mais de 15 horas de workshops práticos, com chefs renomados e especialistas do setor. O evento também conta com a Arena de Negócios, espaço dedicado ao networking e à construção de parcerias comerciais, além da loja modelo Plastripel Você, que apresenta soluções reais de atendimento e operação no ponto de venda. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia do evento pelo site oficial. Inscrições: https://pages.expoplastripel.com.br/2026 Serviço EXPO Plastripel 2026 📅 19 a 21 de janeiro de 2026 📍 Centro de Lazer e Eventos Berrantão do Parque do Peão, em Barretos (SP) 🎟️ Evento gratuito 🔗 https://pages.expoplastripel.com.br/2026 FOTO: OS INDEPENDENTES
Campanha da Farmarcas fortalece os negócios no varejo farmacêutico em todo o país
O varejo farmacêutico brasileiro vive um ciclo consistente de expansão, impulsionado principalmente pelo associativismo. Apenas em 2025, cerca de 6 mil novas farmácias foram abertas no país, segundo o Sebrae. Hoje, o Brasil soma mais de 94 mil estabelecimentos em operação e um faturamento anual de R$ 235 bilhões, de acordo com a IQVIA – líder global no uso de informação, tecnologia, análises avançadas e expertise humana. Nesse cenário, estratégias estruturadas têm sido decisivas para garantir escala, competitividade e sustentabilidade aos empreendedores desses negócios. É com essa lógica que a Farmarcas – associação que reúne 11 redes de farmácias – atua, combinando inteligência comercial, força coletiva e iniciativas nacionais com execução regional, ampliando a capacidade competitiva do varejo farmacêutico. Dentro desse modelo, a promoção “Compra Bem que a Sorte Vem” se consolida como uma alavanca estratégica ao colocar o associado no centro da ação e permitir que farmácias regionais operem com uma campanha de grande porte, iniciativa normalmente restrita às principais redes do mercado nacional. Mais do que uma ação promocional, a iniciativa fortalece a marca das lojas, amplia o fluxo no ponto de venda e aprofunda a conexão com as comunidades locais. “Seria inviável para um empresário, fora de um ecossistema como o da Farmarcas, realizar uma ação dessa dimensão, que permite aos clientes e atendentes concorrerem a prêmios que somam mais de R$ 2 milhões. O associado apresenta a campanha como sendo da própria farmácia, porque, na prática, ela é. Nosso papel é oferecer estrutura, inteligência e ferramentas para viabilizar essa execução local”, afirma Fabio Chacon, diretor Comercial da associação. Com mais de 1.700 lojas distribuídas entre 11 redes associadas, a Farmarcas cria condições para que seus associados tenham acesso a estratégias de marketing, gestão e capacitação em nível nacional, com impacto direto nos mercados regionais. A pulverização dos prêmios em diferentes cidades reforça o posicionamento das lojas como referências locais e amplia a visibilidade dos negócios em suas regiões. Associativismo como vetor de crescimento regional A campanha também se tornou parte do calendário estratégico das farmácias associadas, contribuindo para maior consistência comercial ao longo do ano. “Cultura é aquilo que se executa. Quando uma estratégia se repete e gera resultados comprováveis, ela passa a fazer parte do planejamento e do dia a dia das lojas”, reforça Chacon. Marcos Pagnussat, 11 anos associado à Farmarcas, tem 22 lojas no Mato Grosso e destaca que a promoção “Compra Bem que a Sorte Vem” teve impacto direto nos resultados comerciais e no engajamento de clientes e equipes. “Pela dimensão e abrangência da campanha, o impacto foi claramente positivo. São prêmios inéditos no varejo farmacêutico, e poder oferecer essa oportunidade aos clientes e atendentes elevou significativamente o engajamento”, afirma. Segundo ele, após o início das divulgações, houve aumento perceptível no fluxo de pessoas nas lojas, resultando em crescimento de 22% no faturamento e 17% no número de atendimentos em relação ao ano anterior. “O principal aprendizado é que não se trata apenas de desconto, mas de gerar vantagens além da compra, engajar a equipe e entender melhor a jornada de cada perfil de cliente”, completa. Já para Diogo Poffo, que é associado há sete anos e tem nove lojas, sendo sete unidades da AC Farma e duas Ultra Popular, distribuídas por Santa Catarina, o impacto da promoção vai além do estímulo imediato às vendas. “A gente sempre trabalha a campanha em todas as lojas, com uma divulgação bem estruturada. Não acredito que o cliente compre mais apenas para ter mais números da sorte, mas ele passa a perceber que ali existe uma vantagem real, algo que outras farmácias não oferecem”, explica. Segundo ele, a credibilidade da ação se fortalece porque realmente são diversos ganhadores. “Desde o início da Campanha, quase todos os anos tivemos clientes contemplados em nossas lojas. Isso permite divulgar a entrega dos prêmios, mostrar que a promoção acontece de verdade e gerar visibilidade local. Esse movimento aproxima a farmácia da comunidade, engaja a equipe e cria uma relação mais próxima entre clientes, colaboradores e o negócio no dia a dia”, completa. Com forte presença fora dos grandes centros, especialmente no Norte, Centro-Oeste e em outras regiões do interior do país, a Farmarcas atua como um vetor de desenvolvimento econômico regional do varejo farmacêutico. “Nosso compromisso é apoiar o associado na construção de um negócio sólido, competitivo e sustentável em sua região. Todas as estratégias que desenvolvemos em conjunto têm como objetivo garantir crescimento consistente e geração de valor no longo prazo”, encerra Fabio Chacon. Campanha “Compra Bem que a Sorte Vem” A 8ª edição da promoção “Compra Bem que a Sorte Vem” reúne mais de R$ 2 milhões em prêmios, incluindo duas casas no valor de R$ 500 mil** cada, 11 prêmios de R$ 50 mil* e 700 vales-compras de R$ 500*, contemplando consumidores e atendentes das farmácias participantes. A campanha envolve mais de 1.600 lojas das 11 redes associadas à Farmarcas, com abrangência nacional e impacto direto nos mercados regionais. Mais informações e regulamento: Compra Bem que a Sorte Vem Sobre a Farmarcas A Farmarcas, organização responsável por 11 redes de drogarias associativistas no Brasil, tem foco em oferecer soluções inovadoras para o crescimento sustentável de empreendedores do setor. Com administração estratégica e suporte em áreas como administração, comercial e marketing, a Farmarcas promove a competitividade e o sucesso de suas associadas, que estão presentes em todas as regiões do país, levando saúde e bem-estar à população. Promoção válida de 01.10.25 a 30.01.26, na compra de produtos que não sejam medicamentos. Consulte condições de participação e regulamento completo em www.comprabemqueasortevem.com.br. Certificado de Autorização SPA 04.043888/2025. *Premiação entregue em Cartão pré-pago virtual Hub4pay, sem função saque. **Cartão pré-pago virtual no valor unitário de R$ 500.000,00.
NRF 2026: varejo deixa debate sobre ferramentas e passa a redesenhar o negócio
A NRF 2026 marcou uma virada definitiva no discurso do varejo global. Ao longo dos dois últimos dias do evento, ficou claro que o foco deixou de ser a adoção de novas ferramentas e passou a ser o redesenho estrutural dos negócios para operar em um ambiente de mudança permanente. “A transformação agora é sobre como portfólio, dados, cultura e decisões se conectam em tempo real”, avalia Fabrizzio Topper, diretor da Quality Digital. Executivos de grandes marcas reforçaram que tecnologia, isoladamente, já não representa diferencial competitivo. O desafio central é integrá-la ao core do negócio, preservando identidade, acelerando decisões e ampliando a capacidade de execução. A apresentação de Ryan Reynolds trouxe uma reflexão sobre comunicação e autenticidade. O empresário e ator destacou que consumidores identificam rapidamente quando estão sendo manipulados e reagem negativamente. Em contrapartida, marcas que constroem relações genuínas fortalecem pertencimento e engajamento. A PepsiCo apresentou uma estratégia baseada na reconstrução do core do negócio para mantê-lo relevante. Segundo Michael Del Pozzo, presidente da companhia na América do Norte, a empresa passou a orientar suas decisões a partir da evolução do consumidor, de suas expectativas e de seus canais de compra. A digitalização acelerada do consumo fez com que atributos como saúde e bem-estar deixassem de ser diferenciais para se tornarem requisitos básicos. O tema fidelidade também ganhou abordagem mais pragmática. Painéis com Sweetwater, Fabletics e Twilio mostraram que programas baseados apenas em recompensas perderam eficácia. A fidelização passou a estar associada à antecipação de necessidades, com personalização em tempo real apoiada por dados e inteligência artificial. A Fabletics apresentou resultados consistentes ao escalar esse modelo, enquanto a Ultra Beauty reforçou que tecnologia sem o fator humano não escala, mesmo com programas de fidelidade robustos. A integração entre inovação e herança de marca foi destacada na parceria entre Ralph Lauren e Microsoft, com a apresentação do Ask Ralph, um concierge de estilo conectado ao inventário em tempo real. A mensagem foi clara, tecnologia só gera valor quando parte de visão, princípios e criatividade humana. O painel com Target e OpenAI evidenciou a transição de “usar IA” para “operar em IA”. A inteligência artificial passou a ser parte da infraestrutura da empresa, reduzindo ciclos de lançamento e ampliando eficiência interna e externa. Internamente, milhares de colaboradores já utilizam ferramentas de IA no dia a dia, reforçando a ideia de que a tecnologia é um amplificador de talentos, não uma responsabilidade exclusiva da área de TI. A Abercrombie & Fitch trouxe uma lição de simplicidade estratégica ao mostrar que sua retomada começou ao ouvir o consumidor, e não com uma ruptura tecnológica. Ajustes práticos, baseados em feedback real, tornaram-se símbolos dessa mudança. Nos últimos painéis, o tom ficou ainda mais sóbrio. A discussão econômica evidenciou uma discrepância crescente entre o volume de investimentos associados à IA e o retorno efetivo em produtividade e renda real. Enquanto ativos e expectativas crescem rapidamente, os ganhos concretos para a economia ainda avançam de forma desigual, refletindo-se em um consumo resiliente nas camadas mais altas e fragilidade estrutural na base. O avanço do chamado Agentic Commerce também marcou o encerramento do evento. A mediação de agentes nas decisões de compra reduz a lógica tradicional de descoberta, levando o consumidor diretamente à decisão. Nesse cenário, marca, dados estruturados e clareza de proposta deixam de ser diferenciais e passam a ser condições mínimas de existência. O último dia também desmontou o mito de que apenas novos entrantes se beneficiam da disrupção. Grandes players seguem concentrando crescimento, enquanto o maior risco recai sobre empresas que não são líderes nem possuem um posicionamento claro. A NRF 2026 terminou sem promessas fáceis. Deixou critérios. A inteligência artificial já está moldando consumo, mídia e decisões. O crescimento existe, mas é desigual. A cultura organizacional, a governança e a capacidade de execução tornaram-se determinantes. “O varejo não está mais em busca de ferramentas melhores, mas de decisões melhores. O custo de não mudar agora ficou evidente”, conclui Topper.
NRF 2026 aponta dados e IA como decisivos para o varejo brasileiro em um ano de consumo mais cauteloso
O NRF Retail ‘s Big Show 2026, realizado em Nova Iorque nesta semana, mostrou que o próximo ciclo de crescimento do varejo será liderado por empresas capazes de transformar dados e inteligência artificial em decisões mais eficientes e centradas no consumidor. Isso também vale para o varejo brasileiro, que entra em 2026 diante de um cenário de desaceleração do consumo e maior pressão por eficiência operacional. Dados doÍndice do Varejo Stone (IVS) mostram que o varejo brasileiro encerrou 2025 com retração de 0,5% no volume de vendas em relação a 2024, refletindo um ambiente de juros elevados, crédito mais restrito e consumidores mais cautelosos. Em dezembro, mesmo com o aquecimento das festas de final de ano, o índice registrou queda de 1,5%, sinalizando um comportamento de compra mais racional, mesmo diante de promoções agressivas. “O que vimos no NRF 2026 é que o varejo global já está operando em um cenário de maior complexidade e o Brasil não é exceção. Em 2026, vencerá quem conseguir tomar decisões mais rápidas e precisas, apoiadas por dados e inteligência artificial”, afirma Alexandre Caramaschi, CMO da Semantix, deep tech brasileira referência em Dados e Inteligência Artificial, que acompanhou de perto as tendências no evento. Além do ritmo mais moderado das vendas, o setor convive com desafios operacionais relevantes. No terceiro trimestre de 2025, o varejo brasileiro registrou queda de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o IVS, aumentando a complexidade na gestão de estoques e pressionando as margens. Nesse contexto, tecnologias analíticas e modelos preditivos ganham protagonismo ao ajudar varejistas a reduzir rupturas, evitar excessos e otimizar a cadeia logística. Durante o NRF 2026, a inteligência artificial deixou de ser apresentada como tendência futura e passou a ser tratada como infraestrutura essencial do varejo moderno, aplicada em áreas como previsão de demanda, personalização da jornada do cliente e eficiência operacional. “A IA não substitui pessoas. Ela amplia a capacidade humana de análise, planejamento e criatividade. No varejo brasileiro, isso significa usar tecnologia para liberar equipes de tarefas operacionais e focar em estratégia e experiência do cliente”, explica Caramaschi. Outro ponto central do evento foi a experiência do consumidor. Mesmo com o avanço do digital, o NRF reforçou que quanto mais tecnológica a operação, mais humana precisa ser a jornada de compra. Para o consumidor brasileiro, que transita naturalmente entre canais físicos e digitais, a expectativa é por experiências mais fluidas, rápidas e personalizadas, algo viabilizado apenas com dados bem estruturados e uso inteligente de IA. “O varejo que vai se destacar em 2026 será aquele que conseguir conectar dados, inteligência artificial e pessoas para entregar valor real ao consumidor, mesmo em um cenário econômico mais desafiador”, conclui o executivo da Semantix.
Após 25 anos, Sidney Oliveira anuncia virada histórica na Ultrafarma e aposta em um novo modelo de consumo no Brasil
Depois de 25 anos à frente de uma das marcas mais populares do varejo farmacêutico brasileiro, Sidney Oliveira, fundador e presidente da Ultrafarma, prepara uma mudança estrutural que promete reposicionar a empresa e provocar o setor. Em silêncio absoluto e sob rigoroso sigilo, o empresário trabalha na criação de uma megaloja-conceito, integrada a um novo e robusto ecossistema de e-commerce, com foco total na experiência do consumidor. A decisão envolve o fechamento definitivo de todas as unidades localizadas na Avenida Jabaquara, incluindo a unidade da Estação Saúde Ultrafarma, e a concentração da operação física em um único espaço de grande porte, que será instalado na Zona Norte de São Paulo, com mudança prevista para acontecer em curtíssimo prazo. Com cerca de 3 mil metros quadrados, a nova superloja contará, além da tradicional venda de medicamentos e serviços, com uma Ótica Ultrafarma e uma farmácia de manipulação, com o objetivo de oferecer o máximo de praticidade em um só lugar. A estrutura terá ainda entrega expressa para diversas regiões da Grande São Paulo, enquanto as entregas para todo o Brasil continuam sendo realizadas a partir do grande e moderno centro de distribuição da Ultrafarma, com 15 mil metros quadrados, localizado em Santa Isabel (SP). Mais do que uma simples troca de endereço, o projeto representa uma virada de mentalidade. A ideia começou a tomar forma durante um jantar na casa de Íris Abravanel, empresária e viúva de Silvio Santos (1930 – 2024), evento que reuniu Sidney Oliveira, Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, e Luciano Hang, conhecido como “Véio da Havan”. A inspiração veio de um dos cases mais emblemáticos do varejo nacional: a megaloja Magalu, concebida sob a liderança de Luiza Trajano, referência absoluta quando o assunto é inovação centrada no cliente. Após a inauguração da unidade, Sidney visitou a loja em pleno funcionamento, e a experiência fortaleceu ainda mais sua convicção, ajudando a consolidar o conceito do novo projeto. “Eu sempre acreditei que o consumidor precisa de facilidade, clareza e respeito. Quando vi o que a Luiza construiu, percebi que o futuro não está em espalhar lojas pequenas, mas em criar um lugar onde tudo funcione melhor para quem compra”, afirma Sidney Oliveira. “É menos dispersão, mais eficiência e uma experiência muito mais completa”. O novo modelo aposta em menos pontos físicos e mais inteligência operacional, com uso eficiente de inteligência artificial para otimizar processos. Com a redução de custos a partir do fechamento de outras unidades e a concentração da operação em um único espaço, a empresa ganha escala e eficiência, o que permite praticar preços ainda mais baixos e competitivos, além de ampliar o volume de vendas. A proposta é que o cliente encontre, em um único ambiente, tudo o que precisa, do medicamento básico ao atendimento rápido e ágil. “Essa mudança não é sobre fechar lojas. É sobre iniciar uma nova era de inovação. O consumidor mudou, e a Ultrafarma precisa acompanhar essa mudança com coragem e visão”, resume o empresário. “Estamos desenhando algo que melhora a compra, facilita o atendimento e fortalece a relação das pessoas com a Ultrafarma.” O projeto está em fase avançada de implantação, com equipes técnicas trabalhando dia e noite, sete dias por semana, na adaptação do imóvel e no desenho da nova operação. Detalhes como investimento, endereço e parceiros permanecem sob confidencialidade estratégica, reforçando o caráter disruptivo da iniciativa. Com essa movimentação, Sidney Oliveira novamente sinaliza um novo caminho para o varejo farmacêutico brasileiro, apostando em escala, experiência e centralização, um modelo que dialoga diretamente com o que há de mais avançado no varejo nacional e que pode redefinir a forma como o consumidor se relaciona com as farmácias no país.
Janeiro deixa de ser impulso e vira estratégia de economia para o consumidor
Tradicionalmente associado às liquidações, o mês de janeiro vem passando por uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro. Atenta a esse movimento, a Fast Shop aposta na campanha Renova Tudo, que acontece entre 16 e 31 de janeiro, com descontos em diversas categorias, como linha branca, utensílios de cozinha, informática e outros itens essenciais para o dia a dia. A proposta da campanha é atender um consumidor que, após as despesas concentradas no fim do ano, passa a olhar o início de janeiro como uma oportunidade de organizar a casa e o orçamento, priorizando escolhas que tragam economia e melhor custo-benefício ao longo do ano. Após o baixo fluxo registrado no feriado de 1º de janeiro, historicamente o dia mais fraco do mês para o varejo, a retomada do consumo tende a acontecer de forma mais estruturada a partir da segunda quinzena. Para a Fast Shop, esse período deixa de ser apenas um momento de liquidação pontual e passa a representar uma janela estratégica para compras mais planejadas. “Na Fast Shop, a gente percebe que o consumidor começa o ano mais racional. Ele quer aproveitar os descontos, mas também quer fazer escolhas que façam sentido financeiramente ao longo do ano”, afirma Anderson Kanno, diretor de marketing da Fast Shop. Economia no centro da decisão de compra A campanha Renova Tudo reflete um movimento crescente de consumo orientado por economia e eficiência. A troca de produtos antigos por modelos mais novos e tecnológicos passa a ser avaliada não apenas pelo preço, mas pelo impacto no uso diário, no consumo de energia e na durabilidade dos produtos. “Hoje, o consumidor avalia o custo total da escolha. Ele olha para quanto aquele produto consome, como facilita a rotina e quanto tempo vai durar. Não é só o desconto da etiqueta”, explica o executivo. Outro diferencial da campanha é a organização das ofertas por ambientes e momentos de vida, como sala, cozinha, escritório e volta às aulas, facilitando a comparação entre produtos e ajudando o consumidor a direcionar melhor o investimento. Informação como apoio à economia Além das ofertas, a Fast Shop reforça o papel da informação como aliada da economia. A campanha traz conteúdos que ajudam o consumidor a entender os ganhos práticos de eficiência e como pequenas trocas podem representar economia ao longo do tempo. Com a Renova Tudo, a Fast Shop acompanha uma tendência cada vez mais presente no varejo brasileiro: menos compras por impulso e mais decisões baseadas em planejamento financeiro e aproveitamento estratégico dos descontos.
O caminho até 2026: como as expectativas do consumidor estão reescrevendo as regras do varejo
O consumidor latino-americano está mudando mais rápido do que muitas organizações. Em um contexto de inflação persistente, maior comparação de preços e expectativas por experiências fluidas, as empresas enfrentam uma pressão crescente para operar com mais precisão, velocidade e visibilidade. O varejo, por seu contato direto com o cliente final, tornou-se um dos principais indicadores de como a tecnologia e a inteligência artificial estão redefinindo os modelos de negócio na região. De acordo com o 18º Estudo Global Anual do Consumidor da Zebra Technologies, 60% dos compradores na América Latina afirmam ter saído de uma loja nos últimos três meses sem concluir a compra. Embora o índice represente uma melhora em relação ao ano anterior, ele ainda é o mais alto entre as regiões analisadas. Para analistas do setor, esse dado vai além do varejo: reflete fricções operacionais que afetam a confiança do consumidor e evidenciam os limites dos modelos tradicionais diante de um ambiente cada vez mais competitivo. Um consumidor mais racional, exigente e menos fiel O estudo confirma uma mudança profunda no comportamento do consumidor. 78% afirmam que buscar promoções ou descontos é hoje mais importante do que antes, enquanto 81% dizem ter maior probabilidade de comprar quando recebem uma oferta personalizada. A sensibilidade ao preço se combina com uma expectativa clara de relevância, obrigando as empresas a repensar como utilizam dados, analytics e inteligência artificial para competir e proteger margens. Esse novo contexto está transferindo a pressão diretamente para a operação. Mais de oito em cada dez tomadores de decisão reconhecem estar sob forte exigência para reduzir rupturas de estoque e melhorar a visibilidade em tempo real. A capacidade de antecipar a demanda, sincronizar canais e responder com agilidade tornou-se uma prioridade estratégica — não apenas tecnológica. A lacuna entre estratégia e execução Um dos achados mais relevantes do estudo é a distância entre o que as empresas acreditam oferecer e o que os clientes realmente vivenciam. Em processos-chave como disponibilidade de produtos, devoluções ou velocidade no pagamento, os executivos tendem a superestimar a satisfação do cliente em até 13 pontos percentuais. Essa desconexão, comum em organizações em processo de transformação digital, ajuda a explicar por que muitas iniciativas de crescimento não alcançam os resultados esperados. O relatório “Dentro do varejo: o impulso do progresso” mostra que fechar essa lacuna é possível quando a tecnologia é integrada de forma efetiva à operação do dia a dia. As organizações que otimizaram significativamente seus fluxos de trabalho nos últimos dois anos registraram, em média, um aumento de 20% na produtividade dos colaboradores, ao reduzir tarefas manuais e melhorar o acesso à informação em tempo real. Na América Latina, a percepção sobre a inteligência artificial é especialmente positiva: 95% dos colaboradores acreditam que a IA vai ajudá-los a ser mais produtivos — uma das taxas mais altas em nível global. Para especialistas em transformação digital, esse dado revela não apenas adoção tecnológica, mas também uma mudança cultural fundamental para a região. Tecnologia, produtividade e vantagem competitiva Longe de substituir o talento humano, a tecnologia está redefinindo seu papel dentro das organizações. 71% dos consumidores afirmam ter uma experiência melhor quando os colaboradores utilizam ferramentas tecnológicas avançadas. Isso reforça a ideia de que o investimento em inteligência artificial, automação e dispositivos conectados vai além da eficiência operacional e se torna um fator de diferenciação competitiva e fortalecimento da marca, aplicável a múltiplos setores orientados ao cliente. Essas conclusões pautaram boa parte da conversa durante a NRF 2026: Retail’s Big Show, realizada recentemente em Nova York, onde a atenção se concentrou em como a inovação tecnológica está sendo aplicada na operação diária. Entre os temas de destaque estiveram os novos dispositivos móveis de nível empresarial com capacidades nativas de IA, como os computadores móveis de alto desempenho TC501 e TC701, aos quais se soma o novo TC22R, que estende o potencial da computação móvel para mais trabalhadores da linha de frente. Esses equipamentos, com seus designs ultrarresistentes e motores de escaneamento avançados, permitem uma captura de dados mais rápida e precisa. Também se destacaram ferramentas que agilizam os processos de pagamento, como o novo scanner compacto SP20 que, com um campo de visão 80% maior, acelera o checkout; soluções mais flexíveis para o gerenciamento e carregamento de equipamentos; e novos modelos de adoção de tecnologia, como o aluguel de dispositivos para responder a picos de demanda. Além dos anúncios, a mensagem foi clara: a transformação do varejo já está em andamento e se apoia cada vez mais em inteligência artificial, automação e dados conectados para fechar a lacuna entre o que o consumidor espera e o que as organizações são capazes de executar — um desafio especialmente relevante para a América Latina para 2026 e além.
Insights globais, impacto local: Ancar traduz tendências da NRF para lojistas no Brasil
Pela 11ª vez, a Ancar Ivanhoe, uma das cinco maiores empresas de shopping centers do Brasil, leva aos seus lojistas os insights mais recentes da NRF Retail’s Big Show, a maior feira de varejo do mundo. A iniciativa acontece por meio de uma série de encontros exclusivos realizados em diferentes regiões do país, reforçando o compromisso da companhia com a inovação, o desenvolvimento do varejo e o fortalecimento de seu ecossistema de parceiros. A curadoria do evento fica por conta da FFX Group, responsável por traduzir as principais tendências em estratégias aplicáveis à realidade do mercado brasileiro. O objetivo é transformar conhecimento em oportunidades concretas de crescimento e inovação para os lojistas, consolidando a Ancar como pioneira no compartilhamento de inteligência estratégica no setor. Os insights serão apresentados aos lojistas e parceiros da companhia em primeira mão, entre janeiro e março, por meio de rodadas estratégicas em nove capitais brasileiras. A agenda de encontros exclusivos para convidados inclui São Paulo (21/01), Rio de Janeiro (27/01), Belo Horizonte (03/02), Brasília (04/02), Porto Alegre (05/02), Fortaleza (03/03), Natal (05/03), Cuiabá (11/03) e Porto Velho (12/03). A iniciativa tem como foco antecipar tendências, fomentar o networking e impulsionar a evolução do varejo nos empreendimentos administrados pela Ancar. Durante os eventos, serão apresentados os principais movimentos que estão redesenhando o varejo global, com destaque para o uso estratégico da inteligência artificial na personalização da jornada do consumidor, a integração cada vez mais fluida entre canais físicos e digitais, a evolução da experiência em loja como diferencial competitivo e o papel dos dados na tomada de decisão. Também devem ganhar espaço temas como eficiência operacional, novos modelos de negócio, sustentabilidade aplicada ao varejo e a importância da cultura organizacional como motor de inovação e crescimento. “Estar à frente na leitura das transformações do varejo é uma premissa para nós. Levar esse conteúdo aos nossos parceiros lojistas fortalece o ecossistema dos shoppings e amplia a capacidade de inovação e adaptação dos negócios”, afirma Cecília Ligiéro, diretora de Marketing e Inovação da Ancar Ivanhoe. “Mais do que compartilhar conteúdo, esses encontros promovem troca de experiências, conexões estratégicas e alinhamento com o que há de mais atual no cenário global do varejo”, completa. A iniciativa também reforça a visão estratégica da Ancar sobre o papel dos shopping centers como hubs de convivência, consumo e inovação, além de evidenciar o cuidado da companhia com o desenvolvimento contínuo de seus lojistas e parceiros. Todo o conteúdo apresentado nos encontros será disponibilizado na UAI Lojista – Universidade Ancar Ivanhoe Lojista, plataforma digital exclusiva da rede, ampliando o alcance dos aprendizados e democratizando o acesso às principais tendências do varejo global.