O que começa como uma necessidade no balcão da loja pode virar soluções personalizadas. A partir de uma demanda recorrente de concreteiras e revendas de materiais de construção de São Miguel dos Campos, em Alagoas, a InterCement Brasil, uma das principais produtoras de cimento do país, desenvolveu, na unidade fabril alagoana, um produto para atender ao mercado local: o Cimento Portland de Alta Resistência Inicial (CP V-ARI). 

Ao permitir a liberação mais rápida das estruturas, com aumento da produtividade e diminuição de custos nos canteiros, a solução atendeu a uma necessidade do varejo e dos clientes finais. “Desenvolvemos esse produto localmente para melhorar o desempenho em idades iniciais, ou seja, nas primeiras horas ou dias após a aplicação, que é o momento em que o cimento se hidrata e endurece”, destaca Pedro Henrique Antunes, Superintendente de Vendas da companhia.  

A estratégia da InterCement Brasil de transformar sinais do mercado em soluções alinhadas às diferentes realidades regionais tem dado certo. Em Alagoas, onde o CP V-ARI foi desenvolvido, o produto já responde por 55% do volume de vendas no estado. A solução se espalhou pelo país em dois formatos: embalagens a granel e ensacado de 40 kg. “Na categoria granel, o produto vem ganhando o mercado nacional por seu melhor desempenho nos primeiros dias de aplicação, e fechou 2025 com um volume cinco vezes superior ao do produto que vinha sendo fabricado no local”, observa o executivo.  

Identificação de outras oportunidades 

As personalizações dos produtos da InterCement Brasil com base em pesquisa de mercado não se restringem à fábrica alagoana. Na unidade de Candiota (RS), um levantamento do time de vendas também identificou a necessidade dos clientes por um cimento mais resistente em idades iniciais. Com isso, foi criado o CP II-Z-40, um produto destinado a aplicações que precisam de um resultado mais rápido, como as obras em sistema de parede de concreto ou com concreto armado, muito comuns na construção civil.   

O produto substituiu o CP IV-32, um cimento de baixo calor de hidratação, recomendável na concretagem de grandes volumes, cuja demanda reduziu bastante na região. Com a nova formulação, o CP II-Z-40 permitiu à fábrica gaúcha ter uma demanda perene de cimento a granel, que antes era condicionado à ocorrência de obras de infraestrutura.  

Já nas fábricas de Apiaí (SP) e Ijaci (MG), o modelo integrado entre as áreas comercial e industrial resultou na alteração dos produtos ensacados CP II-F-40 (destinados a aplicações em que a resistência final é importante) para o CP V-ARI, indicado para projetos que exigem alta resistência desde o início.  “A troca atendeu às necessidades dos mercados locais e acompanhou o movimento de modernização do setor”, destaca Antunes.

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