IA deixa fase de experimentação e se torna indispensável para 82% dos profissionais de publicidade, mostra pesquisa do IAB Brasil

O uso de inteligência artificial na publicidade já ultrapassou a fase de experimentação e passa a ocupar um papel cada vez mais estrutural nas operações do setor. Hoje, 82% dos profissionais consideram a tecnologia indispensável para o trabalho, de acordo com a segunda edição da pesquisa “Decodificando os desafios da IA no mercado de publicidade digital”, realizada pelo IAB Brasil em parceria com a Nielsen. Esse resultado representa um salto em relação aos 69% registrados no estudo de 2025. O avanço não está apenas na percepção, mas também na maturidade de uso. O percentual de empresas que utilizam IA há três anos ou mais cresceu de 67% para 88%, indicando que a tecnologia já está incorporada às rotinas e processos do setor. Apesar dessa consolidação, os principais ganhos percebidos ainda estão concentrados na dimensão operacional, como eficiência (80%) e velocidade (79%). Ao mesmo tempo, cresce a percepção de benefícios mais estratégicos, como suporte à tomada de decisão (56%) e melhoria da experiência do cliente (43%), sinalizando uma mudança gradual no papel da tecnologia no setor. Na prática, a IA segue fortemente aplicada na análise de dados e geração de insights (90%) e na criação de conteúdo (73%). No entanto, o estudo mostra que seu uso começa a avançar para camadas mais estruturais, como o desenvolvimento de sistemas de marketing (34%), indicando que a tecnologia passa a influenciar não apenas a execução, mas a arquitetura das operações. Para Denise Porto Hruby, CEO do IAB Brasil, o mercado entra em uma nova etapa de adoção, em que o desafio deixa de ser experimentar e passa a ser integrar. “Se no ano passado a discussão estava concentrada no potencial da IA para impulsionar a criatividade, agora vemos um avanço claro para um uso mais estruturado e estratégico. O desafio é integrar a IA aos processos, com um olhar de geração de valor e transformação de negócios. No fundo, estamos falando de uma mudança na fundação das organizações”, afirma. Sabrina Balhes, Managing Director da Nielsen, destaca que o avanço da tecnologia exige uma sofisticação na forma como resultados são analisados e utilizados. “Observamos um movimento consistente de evolução dos indicadores, com as empresas começando a ir além da automatização de tarefas operacionais. Esse avanço exige maior maturidade analítica e, por isso, a capacidade de interpretar dados, fazer boas perguntas e tomar decisões passa a ser ainda mais essencial e um importante diferencial competitivo.” Realizada em março de 2026, a pesquisa ouviu 135 profissionais do ecossistema de publicidade digital incluindo agências, consultorias, veículos e plataformas. Os resultados serão apresentados no IAB IA Summit 2026, no dia 27 de março, em São Paulo. Para acessar a pesquisa completa, acesse o link: https://iabbrasil.com.br/pesquisa-decodificando-os-desafios-da-ia-no-mercado-de-publicidade-digital-edicao-2026/
Terra Insights aponta expansão dos eventos populares como motores de conexão entre pessoas e marcas
O Terra Insights, canal do Terra & Vivo Ads que reúne pesquisas realizadas pela plataforma, está lançando um novo estudo para entender o momento de hype cultural do Brasil. Dados, apresentados no último Terra Advanced Talks, mostram que 70% dos brasileiros participam de eventos regularmente. Porém, não basta só participar dos eventos, o grande diferencial dos brasileiros é gostar de estar perto de outras pessoas. A festa é importante, mas estar junto é mais ainda. É por isso que 73% preferem momentos coletivos, seja em jogos de futebol, datas comemorativas e festivais de música. Embora esse espírito seja nacional, a intensidade varia entre as regiões. O Centro-Oeste lidera como o mais festeiro, com 79% de adesão, seguido pelo Norte (75%) e Nordeste (71%). Já o Sudeste registra 67%, enquanto o Sul aparece com o menor índice, de 60%. “A verdade é que em 2025, o Brasil viu sua cultura ter uma explosão global diante dos holofotes e a tendência é que esse crescimento aumente cada vez mais em 2026 por causa dos eventos. O nosso país está em alta, porque é capaz de fazer com que as paixões culturais impulsionem consumo e engajamento”, explicou Claudia Demase, Diretora do Terra & Vivo Ads. O estudo revela que esse comportamento coletivo impacta de forma direta em como os brasileiros consomem conteúdo, marcas e experiências no geral. A conexão emocional gerada nesses momentos compartilhados amplia o valor percebido, tornando cada interação mais significativa e memorável. Um dado relevante afirma que a Copa do Mundo não é apenas sobre os jogos, mas sobre torcer e vibrar juntos. A prova disso é que 43% dos entrevistados irão assistir os jogos, que começam a partir de junho, em locais de festa e 30% têm expectativa para reunir pessoas para assistirem todos juntos. Outro evento que acontece em junho e que possui grande apelo popular é a Festa de São João. De acordo com o estudo, 61% celebram o São João em festas e 40% da audiência do Terra participa todos os anos, reforçando que eventos populares e coletivos ainda se destacam em um mundo digitalizado. Diante disso, o Brasil se consolida como um dos mercados mais promissores quando o assunto é cultura, entretenimento e engajamento. A combinação entre sociabilidade, entusiasmo e abertura ao novo posiciona o país como um terreno fértil para inovação e conexão entre pessoas e marcas.
Para 56% dos brasileiros, igualdade de gênero depende de mulheres em posições de liderança, revela pesquisa Ipsos
Estudo Global da Ipsos realizado para o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, revela que 56% dos entrevistados brasileiros acreditam que as mulheres não alcançarão a igualdade com os homens a menos que haja mais mulheres líderes nos negócios e no governo. O número é maior entre as respondentes mulheres (60%), enquanto 52% dos homens no país concordam com a afirmação. Na média de 29 países pesquisados, mais da metade das pessoas (54%) acredita que a igualdade depende da participação feminina em cargos de poder. A igualdade de gênero é uma questão importante para 67% dos brasileiros (72% das mulheres brasileiras), assim como para 68% na média entre os entrevistados no mundo. Por outro lado, o Brasil assume a liderança dos países que acreditam que a figura masculina está sendo sobrecarregada com a responsabilidade de promover a igualdade (70%, frente a 46% em 2019). Na média global, as opiniões se divididem: 46% dos respondentes concordam que “espera-se que os homens façam muito para apoiar a igualdade” e 43% discordam. Os homens (54%) são mais propensos do que as mulheres (36%) a concordar com essa afirmação. A pesquisa mostra também que 64% dos brasileiros acreditam que as coisas funcionariam melhor se mais mulheres tivessem cargos de responsabilidade em em empresas e governo. Na média global, três em cada cinco pessoas (60%) concordam com a afirmação, sendo as mulheres da Geração Z são as que mais apoiam a ideia (69%), seguidas pelos homens da geração Baby Boomers (54%). Quem se beneficia, quem perde Para os respondentes do Brasil, os homens são os que mais se beneficiam quando as mulheres se mantêm nos papéis femininos tradicionais (32%). Na média global, 29% acreditam na afirmação e 17% acreditam que os homens se beneficiam mais quando as mulheres não estão nessa posição. Mais de um terço (35%) diz que não há impacto para os homens se as mulheres mantêm ou não esses papéis. Os brasileiros também acreditam que homens têm mais opções quanto aos tipos de emprego que podem ter (43%). Na média dos 29 países, os entrevistados foram quatro vezes mais propensos a concordar com a afirmação (39%) do que dizer que as mulheres têm mais opções nessa área (10%). Essa disparidade é maior na França (+49 pontos percentuais), no Japão (+41 pontos percentuais), na Bélgica (+41 pontos percentuais) e na Itália (+40 pontos percentuais). Em relação a namoro e relacionamento, metade dos brasileiros (41%) acham que homens e mulheres têm a mesma quantidade de opções, 24% que os homens têm mais opções e 19% que as mulheres possuem mais opções de relacionamento (na média global, 50%, 14% e 22%, respectivamente). Papéis de gênero A pesquisa também avaliou a opinião dos entrevistados sobre expectativas e normas sociais associadas ao comportamento de homens e mulheres. Quando o assunto é liberdade sexual, por exemplo, os dados mostram que a maior parte dos brasileiros discordam da afimação de que uma mulher nunca deve iniciar o sexo (53%). Cerca de três em cada cinco pessoas em todos os países pesquisados (58%) discordam da afirmação, enquanto cerca de uma em cada dez (12%) concorda. A concordância é maior na Malásia, Tailândia e Indonésia, enquanto a discordância atinge o pico na Holanda, Suécia, Canadá e Hungria. Metodologia A pesquisa foi realizada em 29 países, por meio de sua plataforma online Global Advisor e, na Índia, por meio de sua plataforma IndiaBus, entre quarta-feira, 24 de dezembro de 2025 e sexta-feira, 9 de janeiro de 2026. A Ipsos entrevistou um total de 23.268 adultos com 18 anos ou mais na Índia, de 18 a 74 anos no Canadá, República da Irlanda, Malásia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos, de 20 a 74 anos na Tailândia, de 21 a 74 anos na Indonésia e Singapura, e de 16 a 74 anos em todos os outros países. No Brasil, a amostra consiste em aproximadamente 1.000 indivíduos. Os dados são ponderados para que a composição da amostra de cada país reflita melhor o perfil demográfico da população adulta, de acordo com os dados do censo mais recente. A precisão das pesquisas on-line da Ipsos é calculada usando um intervalo de credibilidade, sendo que uma pesquisa com N=1.000 tem uma margem de erro de +/- 3,5 pontos percentuais e uma pesquisa com N=500 tem uma margem de erro de +/- 5,0 pontos percentuais. Para mais informações sobre o uso de intervalos de credibilidade pela Ipsos, visite o site da Ipsos.
Brasileiro curte o Carnaval e mantém o foco em bem-estar nas semanas anteriores e após a folia
Levantamento da Macfor mostra que embora o consumidor esteja cada vez mais atento a marcas de fitness e wellness, ele não renuncia às experiências das festas O Carnaval é conhecido como um dos períodos de maior consumo de álcool do ano, com dias seguidos de exposição ao sol e alimentação pouco nutritiva. Apesar da impressão de que os brasileiros ignoram a saúde e a boa forma durante o mês de festa, os dados de comportamento de busca online revelam uma preocupação considerável tanto na preparação para as festividades quanto na recuperação pós-folia. A Macfor, agência de marketing digital full service, analisou o volume de buscas por marcas de bem-estar antes e após o Carnaval, identificando um padrão de comportamento nos últimos quatro anos. O estudo comprova que o consumidor brasileiro aumenta a procura por certos produtos relacionados a wellness justamente nas semanas próximas a folia, apresentando picos de interesse nos dias anteriores e posteriores. O mercado de suplementação alimentar aquece na semana anterior e nos dias logo a seguir ao Carnaval. Durante os anos analisados, o volume de buscas pela marca Growth aumentou 62,4% e, neste ano, segue crescendo na semana que antecede as festividades. Já a marca Integralmedica subiu 20,2% no mesmo intervalo. Neste ano, a marca também repete o padrão de aumento. Esse parâmetro revela a queda pontual do interesse do consumidor nos dias de pico da festa, seguida de forte retomada na semana seguinte. Isso indica que o brasileiro pode não pesquisar sobre suplementação durante o Carnaval, mas a retomada acontece de forma imediata, demonstrando que a preocupação com boa forma e bem-estar não desaparece, ela aparece em outros comportamentos. No Carnaval, marcas de skincare exploram a oportunidade de associação da festa ao verão. A Nivea registrou crescimento de 8% nas buscas nos últimos três anos no período de Carnaval. Em 2026, na semana que antecede a folia, o volume de buscas pela marca está em crescimento, impulsionado por campanhas para a festa, como a parceria com a influenciadora Patricia Ramos, além da ativação no BBB 26. A estratégia de associar a marca à imagem do verão e Carnaval aos cuidados com a pele durante a exposição solar tem encontrado um público receptivo. No segmento de reidratação e recuperação, o Carnaval permanece como o segundo maior pico anual de buscas por Engov, atrás apenas do fim de ano. Além disso, sua aposta é na reinvenção com o lançamento da linha Engov After ano passado e a versão repaginada do Engov After Citrus para este ano. Apesar da procura por produtos de wellness aumentar nas semanas de festas do Carnaval, o volume de buscas pela cerveja sem álcool, Budweiser Zero, não segue o mesmo padrão. Isso indica que embora a preocupação com o bem-estar esteja presente, durante o Carnaval, o consumidor não evita bebidas alcoólicas, visto que ao longo dos dias de festa, a busca pela Budweiser original aumenta e a sem álcool diminui. “A diferença nas buscas por marcas de bem-estar e cerveja sem álcool no Carnaval mostra que o brasileiro busca o autocuidado sem abrir mão da experiência completa da data. Portanto, há uma grande oportunidade para as marcas de wellness antes e depois da festa, já que muitos preferem investir em prevenção e recuperação”, conclui Fabrício Macias, cofundador e VP de marketing da Macfor. O levantamento examinou dados públicos de volume de buscas no Google pelas marcas mencionadas entre janeiro e março dos anos de 2022 a 2025, além de incluir o período até fevereiro de 2026, comparando as semanas de Carnaval com o restante do ano.
Estudo da Korn Ferry mostra que 83% dos gestores compartilham notas de desempenho com colaboradores; maioria adota PDI
A consultoria global de gestão organizacional, Korn Ferry, divulga anualmente o estudo Tendências de RH, que analisa a maturidade das práticas de recursos humanos no Brasil e em outros países. O levantamento reúne dados sobre temas como atração e retenção de talentos, sucessão, modelos de trabalho, cultura organizacional, inteligência artificial e gestão de desempenho, oferecendo subsídios para decisões estratégicas das lideranças empresariais. Entre os principais achados da edição mais recente, o estudo revela que 83% dos gestores compartilham as notas de desempenho com seus colaboradores durante os processos de avaliação. Após esse diagnóstico, 80% das lideranças afirmam estruturar Planos de Desenvolvimento Individual (PDI) como um dos instrumentos utilizados para conectar avaliação e desenvolvimento. Os dados também revelam que a governança dos processos de avaliação permanece fortemente centralizada na área de Recursos Humanos. Em 82% das empresas, é o RH quem define quais pessoas participam das avaliações, percentual significativamente superior ao papel atribuído aos gestores diretos (35%) e aos próprios colaboradores (16%). Quando analisado quem efetivamente responde às avaliações, a participação é maior entre líderes (99%), seguida pela autoavaliação dos colaboradores (88%) e pela avaliação de subordinados (46%). Veja abaixo os dados completos: O estudo também reforça a relação entre desempenho, remuneração e progressão de carreira. Para 43% das empresas, os resultados das avaliações estão diretamente vinculados a decisões de remuneração e promoção. Outros 44% afirmam que essa relação ocorre de forma parcial, enquanto apenas 13% dizem não estabelecer qualquer vínculo entre desempenho e recompensas. Etapas e periodicidade As etapas mais recorrentes nos processos de gestão de desempenho incluem avaliações formais e feedback entre gestor e colaborador (95%), calibração de resultados (75%), apuração dos resultados (69%) e acordo de metas (63%). A pesquisa indica ainda que a gestão de desempenho já é uma prática institucionalizada na maioria das organizações: 89% afirmam possuir um programa formal estruturado, com maior cobertura entre a média liderança (97%) e a alta liderança (89%). Para o Sr. Principal da Prática de Estratégia Organizacional na Korn Ferry, Breno Rossi, a existência de um programa formal, incluindo instrumentos como o PDI, por si só, não garante efetividade. “Gestão de desempenho é uma alavanca estratégica quando conecta expectativa, desenvolvimento e decisão. Isso exige clareza sobre critérios, consistência na aplicação e líderes preparados para usar instrumentos como a avaliação e o PDI para direcionar performance, e não apenas como ritos formais”, afirma. Segundo o consultor, esse processo precisa fazer parte da dinâmica contínua de gestão. “Quando a avaliação acontece apenas de forma pontual, ela perde poder de direcionamento. O valor está na cadência, no acompanhamento frequente e na capacidade de ajustar comportamentos e prioridades ao longo do tempo”, completa. Em relação à periodicidade, a avaliação anual ainda predomina (69%). Modelos baseados em feedback contínuo seguem pouco representativos (6%), assim como avaliações 360 graus (15%) e metodologias baseadas em OKRs (2%). Veja abaixo os dados completos: ESG & DE&I O estudo também analisou como indicadores de ESG (Ambiental, Social e Governança) e DE&I (Diversidade, Equidade e Inclusão) estão incorporados aos sistemas de gestão de desempenho. Os dados mostram que essa integração ainda é limitada, especialmente nos níveis operacionais. Atualmente, apenas 36% das empresas afirmam incluir indicadores ESG nos acordos de metas da alta liderança. Esse percentual cai para 31% na média liderança e para 26% entre os demais profissionais. O mesmo padrão se repete em relação às metas de DE&I: 21% na alta liderança, 18% na média gestão e 13% nos demais níveis. De acordo com Breno Rossi, da Korn Ferry, um dos principais entraves à eficácia da gestão de desempenho está no desalinhamento entre metas, cultura e maturidade da liderança. “A falta de clareza nas metas locais, somada a estilos de liderança pouco preparados para dar feedback e lidar com vieses, compromete a qualidade do processo e a credibilidade da avaliação”, afirma. Ele acrescenta que desafios estruturais também pesam sobre os resultados. “Há uma tensão constante entre padronização e flexibilidade, especialmente em organizações com operações regionais diversas. Sem governança clara, indicadores consistentes e ferramentas adequadas, a gestão de desempenho perde coerência e deixa de apoiar a execução da estratégia”, conclui.
Brasileiros querem sossego no Carnaval, mas 71% valorizam marcas que apoiam a folia
Nem todos os brasileiros pretendem curtir o Carnaval em blocos de ruas, trios elétricos, bailes ou sambódromos. Pelo contrário: 54% têm outros planos para o feriado, que passam longe da folia e do agito do samba e das festas. Ainda assim, as marcas que se associam ao Carnaval são valorizadas e consideradas na hora da compra. É o que mostra um estudo online realizado pela Toluna com 1.018 brasileiros entre 7 e 8 de fevereiro deste ano. Para 54%, o Carnaval é o retrato do país e da alegria do povo brasileiro e 41% dizem ser “legal as marcas fazerem propaganda com o tema do Carnaval, pois mostram que valorizam o que é ser brasileiro”. Para 30%, é importante as marcas, além de valorizarem o Carnaval, também viabilizarem a sua realização por meio de patrocínios e incentivos financeiros. Sobre a influência direta das campanhas na decisão de compra, o impacto é dividido. Marcas de bebida dominam o top of mind Brahma é a marca que os brasileiros mais associam espontaneamente ao Carnaval. Ela tem cerca de 30% mais menções espontâneas do que a segunda marca mais citada, a Skol. Em seguida estão Heineken, Coca-Cola e Itaipava. Esse resultado está em linha com as marcas que mais foram vistas em ações relacionadas ao Carnaval: Brahma (59%), Skol (43%), Coca-Cola (41%), Heineken (36%), Itaipava (31%) e iFood (31%). A TV aberta foi o local onde as pessoas mais viram propagandas relacionadas ao Carnaval (74%), seguida pelo YouTube (53%), Instagram (45%) e TikTok (32%). Samba X descanso Metade dos brasileiros pretendem curtir o Carnaval longe de blocos, festas e escolas de samba: • 36% dizem que vão aproveitar para descansar em casa, sem cair na folia ou viajar; • 9% dizem que têm outros planos não relacionados ao Carnaval; • 7% dizem que vão viajar, mas não para curtir a festa • 6% dizem que vão trabalhar e descansar; • 3% dizem que vão se dedicar ao trabalho durante o feriado. Independente da forma como pretendem curtir o Carnaval, os principais sentimentos associados a festa são felicidade, relaxamento, tranquilidade, energia, animação e liberdade. Perfil dos foliões Somam 38% os brasileiros que pretendem cair no samba durante o Carnaval: • 22% vão se dividir entre descansar e pular Carnaval; • 11% pretendem “viver o Carnaval intensamente”; • 5% vão pular Carnaval mas também trabalhar. Entre os que vão cair na folia, o destino de 65% são blocos de rua ou trios elétricos gratuitos. Outros 37% vão buscar espaços pagos, 29% vão a festas particulares, 25% assistirão aos desfiles no sambódromo e 14% vão a festas nas quadras das escolas. O folião convicto, segundo a pesquisa, é organizado. A maioria (52%) declara já ter uma reserva financeira destinada ao Carnaval e 53% dizem ter total certeza de que o planejamento financeiro será suficiente para curtir a festa. Em relação a esses planos, apenas 11% acreditam que vai faltar dinheiro e 20% pretendem parcelar compras no cartão de crédito. As fantasias são planejadas dia a dia por 54% deles e apenas 12% deixam para montar o look de última hora. Os que não se fantasiam somam 28%. Já entre os principais temores dos foliões, roubos ou furtos aparecem no topo da lista, seguido por violência física e consumo de bebidas adulteradas. Aliás, o roubo, assim como encontrar banheiros públicos, estão empatados em primeiro lugar como as principais dificuldades esperadas pelos foliões (cada um teve 27% das menções). Consumo e Carnaval Na bolsa de quem pretende curtir o Carnaval não deve faltar protetor solar, desodorante, perfume e enxaguante bucal. A pesquisa avaliou, também, como os foliões pretendem se alimentar durante a festa, já que ter hábitos mais saudáveis está entre as principais metas dos brasileiros em 2026, de acordo com outra pesquisa recente da Toluna. O resultado mostra uma preferência pela comida caseira, já que 61% disseram que irão a supermercados e prepararão as próprias refeições. Mas refeições em restaurantes também foram consideradas uma opção por 47% dos entrevistados, bem como o uso de aplicativos de delivery (46%). Quanto às bebidas que devem ser mais consumidas durante o Carnaval, 78% indicam cerveja e 73%, água mineral. Em seguida estão refrigerantes (62%), energéticos (44%), água de coco (37%), coquetéis prontos (18%) e sucos naturais (18%). O principal local de compra dessas bebidas devem ser supermercados (72%), seguidos por vendedores ambulantes (47%), bares e restaurantes (45%) e sites ou aplicativos (28%). Meios de transporte Os carros por aplicativo são o transporte preferido dos foliões: 48% dizem que devem usar esse meio de transporte. Em seguida estão carros próprios (26%), caminhada (9%), táxi (8%), ônibus (3%) metrô ou trem (3%). As principais companhias dessas pessoas são os parceiros (60%), amigos (52%) e família (45%). Somam 35% os que dizem que vão curtir o Carnaval com os filhos. Pé na estrada Entre os que pretendem viajar, 45% dizem que vão com carro próprio, 26% farão viagens mais longas de avião e 19% irão viajar de ônibus. As principais acomodações serão hotéis ou pousadas para 38%, residência de amigos ou familiares para 32% e casa ou apartamento alugado para 20%. Demanda ESG A pesquisa mostra, por fim, que o brasileiro pretende conciliar preocupação ambiental com diversão neste Carnaval: • 93% dizem que vão procurar fazer o descarte correto do lixo durante o Carnaval; • 92% vão evitar desperdício de comidas e bebidas; • 76% vão preferir locais que tenham coleta seletiva; • 64% vão evitar copos e plásticos descartáveis. Sobre a Toluna A Toluna é líder global em pesquisa e insights, apoiando empresas na tomada de decisões mais inteligentes, rápidas e baseadas em dados. Ao longo de 25 anos, firmou parcerias com algumas das maiores marcas do mundo, combinando tecnologia proprietária, um portfólio completo de soluções, um painel global robusto e uma equipe internacional de especialistas. Desde 2019, a Toluna vem investindo fortemente em inteligência artificial para acelerar a entrega de insights e ampliar a compreensão dos mercados em escala. Com presença em mais de 70 países e mais de 40 escritórios pelo mundo, incluindo São
Desigualdade entre creators: 10% dos influenciadores receberam 62% dos pagamentos em 2025
O mercado global de marketing de influência segue em ritmo acelerado de crescimento e já movimenta cerca de US$ 32 bilhões, segundo dados da Statista, consolidando-se como um dos pilares da economia digital. No entanto, os ganhos gerados por esse avanço continuam concentrados em uma parcela reduzida dos criadores. Em 2025, apenas 10% dos influenciadores ficaram com 62% de todos os pagamentos realizados no setor, de acordo com informações do State of Creator Compensation Report, da CreatorIQ. A concentração revela um cenário de forte desigualdade dentro da creator economy. Embora o número de profissionais atuando como influenciadores siga crescendo, a maior parte da receita permanece nas mãos de creators já consolidados, com grande escala, estrutura profissional e acesso recorrente às principais marcas. Não à toa, os ganhos médios de um criador permanecem estáveis; enquanto os criadores ganharam em média $ 11,4 mil dólares por campanha, o criador mediano ganhou $ 3 mil dólares, segundo a pesquisa. O relatório da plataforma também revela a renda anual dos criadores de conteúdo. De acordo com a pesquisa, o influenciador médio relatou ganhos de $ 44.293 dólares ao longo de 2025, ao passo que apenas 11% alcançaram uma renda anual de seis dígitos. Fabio Gonçalves, diretor de talentos brasileiros e norte-americanos da Viral Nation e especialista no mercado de marketing de influência há mais de uma década, explica que o fenômeno é reflexo direto da forma como o mercado amadureceu: “O crescimento do setor não significa, automaticamente, uma distribuição mais equilibrada de renda. As marcas tendem a concentrar investimento em quem já oferece previsibilidade de entrega, escala e histórico de performance. Além disso, empresas priorizam creators que entenderam a lógica do mercado, profissionalizaram seus processos e passaram a operar de forma mais estruturada, quase como empresas. Isso cria um efeito cumulativo: quem está no topo continua crescendo mais rápido”. Segundo o executivo, essa lógica aproxima cada vez mais o marketing de influência de outras indústrias criativas, como música e audiovisual, onde poucos concentram grande parte da receita. “Não é necessariamente um desvio de rota, mas um retrato de um mercado que entrou em fase de profissionalização. A desigualdade não é um acidente, é consequência de como os investimentos são feitos hoje”. Fabio ainda acrescenta que, para além da concentração de receita, grande parte dos influenciadores lida com rendimentos instáveis e valores que não refletem o volume real de trabalho envolvido. Na prática, os números de remuneração frequentemente desconsideram custos operacionais assumidos pelos próprios creators, como equipes de produção, edição, planejamento criativo, desenvolvimento de pautas e gestão de comunidade. “Quando falamos em ganhos, é importante lembrar que muitos influenciadores estão operando como pequenas empresas”, ressalta Gonçalves. “O pagamento recebido raramente reflete o custo total de produção. Existe um investimento contínuo em brainstorming, equipe, equipamentos e tempo criativo que não aparece nessas estatísticas, mas impacta diretamente a sustentabilidade da carreira”, pondera. Nesse cenário, a presença de uma agência ou de um agente especializado torna-se um fator decisivo para a sustentabilidade financeira do creator, segundo Fabio: “Além de intermediar negociações, essas estruturas ajudam a definir precificação, negociar contratos mais equilibrados e proteger o influenciador de acordos que precarizam o trabalho criativo. Ao profissionalizar a gestão financeira e estratégica da carreira, agências contribuem para relações mais justas com as marcas e para modelos de parceria que beneficiam ambos os lados no longo prazo”. Para o especialista, o desafio agora é criar mecanismos que ampliem o acesso às oportunidades e reduzam a distância entre creators do topo e da base: “Não acredito em uma distribuição totalmente igualitária, porque isso não acontece em nenhum mercado criativo. Mas é possível caminhar para um ecossistema mais equilibrado, com contratos mais longos, modelos de remuneração recorrente e estratégias que valorizem creators médios e emergentes”, avalia. Nesse contexto, o papel das agências tende a ganhar ainda mais relevância. Segundo Fabio, empresas já estão se adaptando a essa nova realidade, atuando não apenas como intermediárias comerciais, mas como estruturas de desenvolvimento de carreira. “Na Viral Nation, por exemplo, já estamos olhando para esse cenário com muita responsabilidade. Nosso foco é ajudar os creators a profissionalizar operações, diversificar fontes de receita e construir parcerias de longo prazo, que tragam previsibilidade financeira. O crescimento do mercado é real, mas só será sustentável se mais creators conseguirem viver dele de forma saudável”, conclui. METODOLOGIA A pesquisa State of Creator Compensation Report foi conduzida pela Sapio Research em julho de 2025, em uma amostra de mercado composta por 300 criadores. Juntamente, a CreatorIQ realizou pesquisas adicionais entre agosto e setembro de 2025, além de uma nova rodada em dezembro de 2025. A pesquisa de dezembro reúne dados de 14,4 mil criadores que receberam pagamentos diretos por meio da CreatorIQ. A pesquisa completa pode ser acessada em: https://www.creatoriq.com/white-papers/creator-compensation.
Pulso NRF 2026 revela: o futuro do varejo é menos tecnologia aparente e mais ajuda real, comprar hoje cansa para 49% dos brasileiros
O principal alerta da NRF 2026 não é sobre adotar mais tecnologia, mas sobre reduzir o cansaço e facilitar a vida do consumidor. No Brasil, quase metade das pessoas (49%) afirma que comprar hoje é mais cansativo do que antes, um dado que sintetiza a mudança estrutural em curso no varejo: a transição de um modelo centrado na transação para outro baseado em mediação humana, redução de atrito e apoio efetivo à decisão de compra. A nova edição do Pulso NRF 2026, com análises da Score, agência de Brand & Shopper Experience do ecossistema Biosphera.ntwk, e da Hibou, Instituto de Pesquisa e Insights, revela que o consumidor brasileiro deixou de ser apenas um “caçador de promoções” para assumir o papel de gestor do próprio orçamento, buscando previsibilidade, segurança e escolhas que reduzam arrependimento. Vida cara e consumo sob controle O impacto do custo de vida é profundo e contínuo. O estudo mostra que 45% dos consumidores passaram a comparar mais preços, 43% cortaram itens não essenciais e 39% reduziram os volumes de compra. Apenas 11% mantiveram as mesmas marcas sem mudanças relevantes. “O dado central não é a busca por preço baixo, mas por controle. O consumidor reorganiza prioridades e adia decisões quando não se sente seguro”, analisa Albano Neto, CSO da Score. A redistribuição do orçamento além das compras do dia a dia(mercado) vão principalmente para saúde (47%), contas essenciais (43%), moradia (34%) e parcelamentos (28%). Para Ligia Mello, sócia da Hibou, preço e qualidade deixaram de ser opostos. “O consumidor não abandonou o desejo por qualidade, ele passou a alternar ritmos de compra. Nem sempre é possível ter o melhor, mas a expectativa é manter esse padrão quando dá”, explica o Instituto. Saúde como critério possível, não aspiracional A saúde já influencia diretamente a decisão de compra: 44% dizem que ela pesa muito ou é o critério principal, enquanto 42% afirmam influência moderada. Na prática, 60% evitam snacks ultraprocessados e 55% reduzem refrigerantes e bebidas adoçadas. Mais do que uma tendência wellness, o movimento reflete a autoproteção do corpo, da energia e do bolso. Há espaço para marcas que ajudem a escolher melhor sem culpar o consumidor. Cresce a lógica do bem-estar realista, conectado à rotina, à família e ao autocuidado possível. Assistência híbrida vira padrão de confiança Quando algo dá errado, o modelo vencedor combina tecnologia e pessoas. Quatro em cada dez consumidores preferem resolver primeiro no digital, mas com acesso rápido a um humano. Um quarto ainda prefere falar direto com alguém, número que sobe para 36% entre pessoas com mais de 55 anos. “O que a NRF chama de ‘mediação humana’ aparece com força aqui: automação como base, humano como camada de confiança”, resume Albano Neto, CSO da Score. O varejo passa a ser avaliado menos pela velocidade e mais pela capacidade de resolver ansiedade. A inteligência artificial é percebida majoritariamente como ferramenta prática: 49% a veem como útil para comparar preços e benefícios, 40% para localizar produtos e 38% para agilizar pagamento e entrega. Ainda assim, 72% dizem que a presença de IA não interfere na decisão de compra, e 19% preferem menos tecnologia. “O papel ideal da IA é claro: ajudar a economizar tempo e dinheiro, sem aparecer como ‘feature’”, destaca Ligia Mello da Hibou. Para públicos mais maduros, a recomendação é torná-la invisível e reforçar a sensação de controle. Personalização sem aprisionar O uso de dados segue sendo um território sensível. Apenas 5% dizem gostar quando as marcas personalizam ofertas; a maioria aceita apenas se for útil e contextual. Para 56%, a personalização ideal é oferecer opções sem limitar a escolha. A boa personalização é curadoria com liberdade, não adivinhação, transparência e controle explícito passam a ser indispensáveis. Longe de perder relevância, a loja física se consolida como espaço de certeza: 67% valorizam ver e experimentar produtos, 64% querem sair com a compra na mão e 35% buscam resolver dúvidas com pessoas reais. Uma boa experiência em loja faz 61% comprarem mais e 41% confiarem mais na marca. A loja é o oposto do cansaço digital, ela funciona como um porto seguro, com menos ruído e mais empatia. O que a NRF 2026 confirma O Pulso aponta uma convergência clara entre os dados brasileiros e a leitura global da NRF 2026: o varejo entra na era de menos empurrar e mais ajudar a escolher. A tecnologia que importa é a que alivia, e a experiência que marca é a que reduz o esforço, gera confiança e diminui o risco de arrependimento. Entre os caminhos acionáveis estão o design de decisões mais simples, IA orientada à economia e previsibilidade, confiança como KPI estratégico, personalização com liberdade e a loja física como garantia humana. O futuro do varejo não é ser mais tecnológico, é ser mais útil. Sobre o estudo O Pulso NRF 2026 reúne dados proprietários, análises da Score e da Hibou e uma leitura aplicada dos principais insights da NRF para o contexto brasileiro, traduzindo tendências globais em planos de ação concretos para marcas, varejistas e ecossistemas de consumo.
Preferência pelo gênero do profissional revela como confiança e identificação influenciam escolhas em saúde
A escolha do profissional de saúde no Brasil vai além da especialidade e da disponibilidade de agenda. Dados inéditos do Perfil do Paciente Digital 2026, levantamento nacional da Doctoralia – plataforma que recebe a visita de mais de 20 milhões de usuários únicos por mês – mostram que o gênero do profissional ainda é um fator decisivo para grande parte dos pacientes, especialmente em áreas ligadas à saúde feminina e ao cuidado emocional. Segundo o estudo, 73% das pacientes que buscam Ginecologia preferem médicas, percentual que sobe para 75% na Dermatologia e chega a 86% na Psicologia, indicando que a identificação e a sensação de acolhimento seguem como elementos centrais na jornada de cuidado. A preferência por profissionais mulheres também aparece de forma consistente na Endocrinologia, onde 71% dos pacientes optam por endocrinologistas do sexo feminino. Os dados refletem o protagonismo das mulheres na gestão da saúde no país – 72% dos usuários da Doctoralia são mulheres, que não apenas cuidam de si, mas também agendam consultas para filhos, pais e parceiros. Ao mesmo tempo, o levantamento aponta uma mudança gradual no comportamento masculino: a participação dos homens nas plataformas digitais de saúde passou de 24%, em 2018, para 28% em 2025, sinalizando maior engajamento com o autocuidado. Para especialistas, a preferência pelo gênero do profissional está diretamente relacionada à construção de confiança, empatia e comunicação, fatores que impactam não apenas a decisão de agendamento, mas também a adesão ao tratamento e a continuidade do acompanhamento médico. Para conhecer o Perfil do Paciente Digital na íntegra, clique aqui.
Novo relatório Ericsson ConsumerLab aponta conectividade diferenciada como caminho para operadoras aumentarem receita e fidelização
Mais de 43.000 consumidores de smartphones (dos quais 34.000 são usuários regulares de 5G), com idades entre 15 e 69 anos, participaram da pesquisa conduzida entre junho e agosto de 2025, abrangendo 27 mercados globais. Os resultados fazem parte do mais recente relatório Ericsson ConsumerLab, voltado para CSPs, chamado Winning in the Market with Differentiated Connectivity Offerings (Vencendo no Mercado com Ofertas de Conectividade Diferenciada). O relatório reúne as descobertas da pesquisa abordando questões importantes para as CSPs no que diz respeito à conectividade diferenciada. Jasmeet Singh Sethi, líder global do Ericsson ConsumerLab, diz: “Um número crescente de provedores de serviços ao consumidor ao redor do mundo está lançando ofertas de conectividade diferenciada. Este relatório do ConsumerLab descreve o que eles podem fazer para aproveitar a disposição dos consumidores em optar por um desempenho de rede garantido em momentos importantes” As áreas de foco incluem: Os mercados pesquisados foram: Austrália, Brasil, Canadá, Chile, China, França, Alemanha, Grécia, Índia, Indonésia, Irlanda, Itália, Japão, Arábia Saudita, Malásia, México, Filipinas, Catar, Singapura, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Taiwan, Tailândia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos. Leia o relatório completo do Ericsson ConsumerLab Winning in the Market with Differentiated Connectivity Offerings neste link. A Ericsson realizará um webinar do Ericsson ConsumerLab no dia 10 de fevereiro, terça-feira, das 15h às 16h. Para participar, registre-se por meio deste link.
A nova cara da corrida de rua no Brasil tem mais mais mulheres, jovens e pessoas da classe C
A corrida segue crescendo em ritmo acelerado no Brasil e, para além do crescimento numérico, os dados mais recentes apontam mudanças comportamentais na forma de correr dos brasileiros. A segunda edição do estudo Por Dentro do Corre, realizado pela Olympikus em parceria com a Box1824, revela que 2 milhões de brasileiros começaram a correr em 2025: o número absoluto chegou a 15 milhões, ultrapassando os 13 milhões contabilizados em 2024 — um crescimento de 15% em apenas um ano, acima do ritmo de crescimento da população mundial no mesmo período, que foi de 0,9%. Os praticantes da modalidade estão distribuídos em uma base equilibrada entre homens (50%) e mulheres (50%), concentrada majoritariamente no Sudeste (50%), com forte presença da classe C (43%) e idade média de 34 anos — três anos a menos do que em 2024. É uma comunidade múltipla também do ponto de vista racial (43% brancos, 36% pardos, 10% pretos). Os dados também confirmam o que os apaixonados pela corrida sentem na pele: não se trata de uma moda passageira, mas de um esporte que se tornou estilo de vida e que 81% dos corredores pretendem manter nos próximos anos. A pesquisa foi conduzida em novembro de 2025, por meio de um questionário quantitativo com 1.179 corredores, homens e mulheres de todas as regiões do país, que praticam corrida ao menos uma vez por semana, seja na rua, na academia ou na esteira. O estudo representa a segunda onda de um rastreamento anual, criado para acompanhar a evolução da corrida no Brasil de forma contínua e comparável ao longo do tempo. “A corrida no Brasil está de cara nova. A pesquisa Por Dentro do Corre mostra que ela deixou de ser um esporte focado apenas em performance e passou a fazer parte da vida real das pessoas. Hoje, correr é sobre pertencimento e bem-estar. O crescimento da presença da Classe C, dos jovens e das mulheres entre os corredores reforça esse movimento de democratização. A corrida está mais acessível, mais diversa e cada vez mais conectada com o cotidiano do brasileiro”, comecomenta Márcio Callage, CMO da Olympikus. Um novo perfil de corredores Mais do que crescer em número, a corrida mudou de perfil. Mulheres, jovens e pessoas da classe C foram os principais responsáveis pela renovação da base de corredores no último ano. As mulheres lideram a entrada de novos praticantes: 56% começaram a correr há menos de um ano (entre os homens, esse percentual é de 38%), sendo que 32% delas iniciaram nos últimos seis meses. O estudo também aponta um rejuvenescimento do esporte. A idade média dos corredores caiu de 37 anos, em 2024, para 34 anos, em 2025, impulsionada principalmente pelo crescimento de praticantes na faixa etária entre 18 e 24 anos, que passou de 12% para 20% do total e são os mais orientados pela performance. Outro movimento relevante identificado através do questionário é a democratização da prática. A participação da classe C avançou de 36% para 43% dos corredores em apenas um ano, reforçando a corrida como um esporte acessível, flexível e adaptável à rotina, ao espaço e ao tempo disponível de cada pessoa. As mesmas motivações, com novas formas de correr Em 2025, a corrida se consolidou como o quarto esporte mais praticado no Brasil (14%), atrás apenas de caminhada (39%), musculação (25%) e futebol (16%), e à frente do ciclismo (10%) — um dado que a posiciona definitivamente no centro do cotidiano esportivo do país. Saúde física, saúde mental e condicionamento seguem como os maiores motivadores para iniciar a prática e também para permanecer nela. Ganham força ideias como “correr pouco ainda é correr”, a constância acima do pace e o prazer como motivador central. A pesquisa mostra que a corrida “cumpre o que promete”: quem começa buscando esses benefícios tende a continuar porque percebe melhorias reais no dia a dia. No entanto, a forma de correr mudou. A corrida se tornou mais esporádica, com a frequência média semanal caindo de 3,4 para 1,8 vezes, puxada sobretudo pelos novos corredores, que ainda buscam maneiras de encaixar o esporte na rotina. A rua segue como o principal território da corrida, reforçando sua acessibilidade, enquanto trilhas surgem como um novo espaço de expansão, especialmente entre corredores mais experientes e de classes mais altas. Apesar da menor frequência, a distância média semanal aumentou, passando de 9,2 km para 10,6 km, especialmente entre corredores veteranos. Esse dado revela um cenário de contraste: enquanto quem já corre há mais tempo consegue evoluir sua quilometragem, os novatos demonstram maior insatisfação com seu desempenho, refletindo uma tensão crescente entre desejo de performance e limitações práticas. Performance, coletividade e ecossistema da corrida A corrida também se mostra cada vez mais coletiva. A participação em grupos e assessorias cresceu, e o número de corredores que não fazem parte de nenhuma dessas estruturas caiu 8 pontos percentuais em um ano. Os grupos, porém, mudaram de papel: se antes eram vistos principalmente como espaços de acolhimento e segurança, agora se aproximam de facilitadores para o ganho de performance, com foco em troca de conhecimento, estrutura de treino e evolução técnica — uma das mudanças mais significativas entre as duas ondas da pesquisa. Esse amadurecimento do ecossistema também se reflete no avanço gradual da participação em provas de corrida. Em 2025, 29% dos corredores participaram de eventos, contra 23% em 2024 — um crescimento de 26% no número de participantes. Embora a maioria ainda não participe, o interesse futuro é alto, especialmente entre as mulheres. Para a BOX1824, a comparação entre as duas ondas revela uma mudança de fase da corrida no Brasil. “De um ano para o outro, a corrida deixou de ser apenas um fenômeno de crescimento e passou a revelar suas complexidades. Ela está mais diversa, mais jovem e mais democrática, mas também mais pressionada por performance e expectativas. O dado mais impactante é que a corrida entrou definitivamente no mainstream e agora vem encontrando formas de se sustentar culturalmente no longo prazo, como por exemplo, através de
Estudo: brasileiro procura independência financeira, mas ainda não consegue poupar nem ter reserva para a aposentadoria
Ansiedade, estresse e sensação constante de insegurança fazem parte da rotina de milhões de brasileiros quando o assunto é dinheiro. No “Janeiro Branco”, mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, especialistas reforçam que o desequilíbrio financeiro é hoje um dos principais fatores de adoecimento emocional, afetando desde a qualidade do sono até a produtividade e os relacionamentos. A dificuldade de planejar o futuro e a ausência de reservas ampliam o sentimento de incerteza e sobrecarga psicológica. Esse cenário ajuda a explicar por que a relação com o dinheiro tem sido cada vez mais associada ao bem-estar emocional. Mais do que números, renda ou patrimônio, a forma como as pessoas lidam com suas finanças influencia diretamente a sensação de controle sobre a própria vida, um aspecto central da saúde mental. É o que revela o Raio-X da Saúde Financeira 2025, estudo realizado pela SuperRico, plataforma especializada em saúde financeira, com 3.122 brasileiros, que traça um retrato da conexão entre planejamento financeiro e equilíbrio emocional. O levantamento mostra que, embora 60% dos entrevistados tenham como principal objetivo alcançar a independência financeira, grande parte ainda convive com insegurança e falta de estrutura para transformar esse desejo em realidade. O estudo indica que 54% dos respondentes não possuem nenhum valor poupado para seus objetivos financeiros e que 47% não têm reserva para a aposentadoria. Na prática, isso significa viver com poucas margens para imprevistos, um fator que contribui para o aumento da ansiedade e da preocupação constante com o futuro. Entre os endividados críticos, a situação é ainda mais alarmante: 83% não conseguiram poupar nada, o que reforça a exposição constante ao estresse financeiro. Essa pressão aparece também no indicador de Felicidade Financeira, medido em uma escala de 1 a 10. A média geral ficou em 5,2, mas entre os endividados críticos o índice cai para 2,6, evidenciando como a instabilidade financeira pesa emocionalmente no dia a dia. Para Carlos Castro, planejador financeiro e CEO da SuperRico, os dados mostram que falar sobre saúde mental passa, inevitavelmente, por discutir a relação das pessoas com o dinheiro. “Quando a vida financeira está desorganizada, a mente dificilmente fica tranquila. A falta de planejamento gera ansiedade, sensação de impotência e medo do amanhã. Cuidar do dinheiro é também uma forma de cuidar da saúde mental”, afirma. Mesmo em meio às dificuldades, o estudo aponta um dado positivo: o desejo pelo equilíbrio financeiro. Até entre os endividados, 49% afirmam que a independência financeira é uma prioridade, o que revela uma busca por segurança emocional e qualidade de vida, mais do que apenas ganhos materiais. Segundo Castro, o planejamento financeiro funciona como um fator de alívio emocional. “Ter clareza sobre a própria realidade financeira reduz o estresse porque devolve previsibilidade. Não se trata de enriquecer rapidamente, mas de criar um caminho possível, que traga mais tranquilidade e equilíbrio”, destaca. O levantamento também mostra que pessoas que contam com algum tipo de planejamento ou acompanhamento financeiro apresentam níveis mais elevados de felicidade financeira, reforçando que informação e organização ajudam a reduzir o impacto emocional da instabilidade econômica. Em meio às discussões do Janeiro Branco, o estudo evidencia que cuidar das finanças vai além dos números e reflete diretamente na saúde mental, especialmente em um contexto de incertezas e pressão econômica. Para incentivar a organização financeira e contribuir com o cuidado da saúde mental, a SuperRico realiza, ao longo do mês de janeiro, o Feirão da Saúde Financeira. A iniciativa permite que o público faça um Raio-X da Saúde Financeira detalhado, com relatório completo e atendimento com um planejador financeiro, que ajuda a esclarecer dúvidas e definir metas para 2026. A proposta é mostrar que compreender a própria realidade financeira é um passo fundamental para reduzir a ansiedade e ganhar mais tranquilidade no dia a dia.
Perfil do Atleta Brasileiro 2025/2026: Ticket Sports registra maioria feminina, rejuvenescimento do público e expansão internacional
A Ticket Sports, maior plataforma de venda de inscrições para eventos esportivos da América Latina, realiza pelo nono ano consecutivo o estudo do Perfil do Atleta Brasileiro. E o ano de 2025 revela um mercado em plena expansão, com 2,9 milhões de inscrições vendidas, mais de 3.500 (3.512) eventos cadastrados, maioria feminina entre os participantes, presença de público mais jovem e crescimento acelerado da base internacional. Em 2025, as mulheres passaram a ser maioria nos eventos esportivos, representando 52,4% do total de inscritos, enquanto os homens somaram 47,5%. O dado marca um retorno importante ao cenário pré-pandemia e indica não apenas a recuperação desse público, mas também um crescimento consistente e maior engajamento, reforçando o protagonismo feminino no mercado de corridas e eventos esportivos. Outro destaque é o rejuvenescimento da base de atletas. A idade média caiu para 38 anos, tornando o público um ano mais jovem em relação a 2024. A Geração Z ganhou ainda mais força e passou a representar 18,9% do total de inscritos em 2025, impulsionada pela busca por experiências autênticas, conectadas ao bem-estar, às comunidades digitais e às pautas de saúde mental. “Ao longo dos anos transformamos este em um setor que aprende, que faz perguntas e que busca evolução. Este material é um raio-x do comportamento de 3 milhões de inscrições e o mais rico dele não são os dados. É a história que conseguimos contar através da análise”, afirma Daniel Krutman, CEO da Ticket Sports. O estudo também aponta uma mobilidade cada vez maior dos atletas. Em 2025, 52% dos inscritos participaram de eventos fora de sua cidade ou estado, reforçando o papel do esporte como indutor de turismo esportivo e movimentação econômica regional. Após o crescimento expressivo da região Nordeste em 2024, o cenário deste ano apresentou estabilização na distribuição regional, com pequeno destaque para a região Sul, que cresceu 3,1%. Internacionalização em ritmo acelerado Desde 2023, a base internacional da Ticket Sports vem crescendo de forma consistente. Em 2025, esse avanço foi ainda mais expressivo, com crescimento de 220% em relação a 2024, considerando atletas estrangeiros que participam de eventos no Brasil e brasileiros que utilizam a plataforma para competir em provas internacionais. Grupos esportivos impulsionam inscrições e ticket médio Há pelo menos três anos, a Ticket Sports investe de forma consistente em tecnologia e equipe dedicada ao atendimento de líderes de grupos esportivos. Em 2025, dos 3.500 eventos cadastrados, 1.408 utilizaram o módulo de grupos, representando cerca de 40% da base. Ao longo do ano, foram registradas 145.525 inscrições realizadas via grupos, consolidando esse canal como estratégico para impulsionar vendas, ampliar o alcance dos eventos e fortalecer a participação coletiva. O ticket médio das inscrições por grupos chegou a R$ 142,94, acima do ticket médio geral da plataforma (R$ 112,45), evidenciando o impacto positivo desse modelo para os organizadores. Corrida de rua mantém liderança Entre as modalidades esportivas, a corrida de rua segue como a favorita do público, concentrando 75,3% da receita de inscrições, seguida pelo triathlon/multisports (14,7%) e pelo ciclismo/mountain bike (3,7%). A força da corrida está ligada ao seu caráter democrático, com provas que atendem desde iniciantes até atletas de alto rendimento. Dados inéditos Pela primeira vez, a Ticket Sports incluiu no Perfil do Atleta Brasileiro um levantamento sobre a grade de camisetas, analisando os dados de mais de 2,9 milhões de inscrições realizadas em 2025. A iniciativa oferece um panorama inédito sobre a distribuição real de tamanhos escolhidos pelos atletas, funcionando como um guia estratégico para organizadores de eventos. Com essas informações, é possível planejar produções mais assertivas, reduzir desperdícios, minimizar sobras de estoque e otimizar custos, além de contribuir para práticas mais eficientes e sustentáveis na organização de eventos esportivos. Sobre o Perfil do Atleta O estudo analisa dados de atletas inscritos via desktop, aplicativo ou mobile e é referência e uma das principais ferramentas de inteligência para organizadores, patrocinadores e marcas que atuam no mercado esportivo. “Nosso foco continua em devolver ao mundo informação sobre comportamento do consumo esportivo. É uma obsessão. É munição para melhoria dos organizadores de eventos, patrocinadores, marcas envolvidas. Insights não faltam”, completa Krutman. A Ticket Sports segue investindo em tecnologia, inteligência de dados e soluções para grupos e assessorias, segmento que cresceu de forma expressiva em 2024 e tende a ganhar ainda mais protagonismo a partir de 2026, impulsionado pelo fortalecimento das comunidades esportivas. Link da pesquisa completa – https://materiais.ticketsports.com.br/perfil-do-atleta-brasileiro-25-26 PERFIL DO ATLETA BRASILEIRO EM 2025/2026 – DESTAQUES Gênero – As mulheres lideraram a participação nos eventos esportivos em 2025, representando 52,4% do total de inscritos.Os homens somaram 47,5%, confirmando a retomada e o crescimento do protagonismo feminino no esporte. Região – A distribuição regional dos atletas se manteve estável em relação a 2024.A região Sul apresentou crescimento de 3,1% no volume de inscritos; 52% dos atletas participaram de eventos fora da sua cidade ou estado, reforçando o impacto do turismo esportivo. Internacionalização – A base internacional da Ticket Sports cresceu 220% em 2025 em comparação a 2024. O avanço inclui atletas estrangeiros participando de eventos no Brasil e brasileiros inscritos em provas internacionais por meio da plataforma. Faixa Etária – A idade média dos atletas caiu para 38 anos, deixando a base um ano mais jovem em relação a 2024. A Geração Z alcançou 18,9% do total de inscritos, consolidando o crescimento do público jovem nos eventos esportivos. Melhores dias e horários de compra – As segundas e terças-feiras concentram o maior volume de vendas de inscrições. O melhor horário para conversão está no período da tarde, entre 13h e 18h. Formas de compra – O módulo de grupos foi utilizado em cerca de 40% dos eventos cadastrados em 2025. As inscrições realizadas por meio de grupos registraram ticket médio de R$ 142,94, acima da média geral da plataforma (R$ 112,45), reforçando a relevância desse canal para organizadores e atletas.
Passar menos tempo nas redes sociais está entre as 10 principais metas dos brasileiros para 2026

Pesquisa feita pela Toluna com cerca de 800 brasileiros entre 17 e 18 de dezembro de 2025 buscou entender se o brasileiro traça metas para o próximo ano e quais são elas. O resultado mostra que 27% pretendem diminuir o tempo de tela em rede social, sendo que entre eles, 65% pretendem gastar menos tempo no Instagram em 2026, 52% no Facebook, 45% no Tik Tok, 42% no Youtube e 31% no X (Twitter). A pesquisa também mostra que 64% dos brasileiros traçaram alguma meta de ano novo, número que chega a 69% entre os mais jovens (de 18 a 34 anos), e 91% estão confiantes de que vão conseguir cumpri-las. No ano anterior, 75% disseram ter feito resoluções para 2025, mas apenas 21% afirmam que conseguiram cumprir todas essas resoluções, enquanto 72% disseram cumprir algumas e 7% não cumpriram nenhuma. De modo geral, o brasileiro está otimista para o próximo ano, já que 91% dos entrevistados acreditam que sua vida será um pouco ou muito melhor do que 2025. Sobre a Toluna A Toluna é líder global em pesquisa e insights, apoiando empresas na tomada de decisões mais inteligentes, rápidas e baseadas em dados. Ao longo de 25 anos, firmou parcerias com algumas das maiores marcas do mundo, combinando tecnologia proprietária, um portfólio completo de soluções, um painel global robusto e uma equipe internacional de especialistas. Desde 2019, a Toluna vem investindo fortemente em inteligência artificial para acelerar a entrega de insights e ampliar a compreensão dos mercados em escala. Com presença em mais de 70 países e mais de 40 escritórios pelo mundo, incluindo São Paulo e Cidade do México, a Toluna está na vanguarda da evolução do setor. Saiba mais em www.tolunacorporate.com.