Lição da NRF 2026 para o varejo de médio porte: tecnologia como valor para “menos modismo e mais resultado”
Por Luciana Miranda, COO e CMO da AP Digital Services A edição de 2026 da NRF Retail’s Big Show, encontro anual que apresenta as prioridades tecnológicas do varejo global, passou uma mensagem explícita e direta para quem lidera o varejo de médio porte (também chamado de varejo middle market). A mensagem é que a estratégia deve ser focada na capacidade de utilizar tecnologia como infraestrutura que gera valor operacional mensurável. De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as empresas de médio porte são aquelas com receita operacional bruta anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões. Especificamente no varejo, essa heterogeneidade de receita também se reflete em perfis diversificados de empresas, desde o comércio de bairro em expansão a redes regionais com presença multicanal. Com um universo tão amplo, já temos a primeira definição sobre o varejo de médio porte: as soluções padronizadas raramente funcionam, criando o desafio de desenvolver tecnologia e processos escaláveis de acordo com a realidade de cada operação. A lacuna que existe entre tecnologia e negócios no varejo de médio porte De tudo que analisei na NRF, e que pode ser corroborado por dados e previsões de mercado, reforço dois sinais relevantes para o varejo de médio porte: 1. Inteligência Artificial (IA) e análises são relevantes, mas dependem de dados e processos claros para serem efetivos: segundo o relatório “Tech Trends 2026”, da Deloitte, 64% das empresas planejam aumentar os investimentos em IA nos próximos dois anos. Especificamente no varejo, para que esses investimentos gerem retorno, a aposta deve ser focada em IA para previsão de demanda, otimização de estoques e automação de operações. Porém, a adoção da IA deve ser sustentada por uma tecnologia robusta para análise, integração e governança de dados. Sem isso, a IA gera mais modismo e menos resultado para o varejista. 2. Omnichannel continua sendo diferencial competitivo: outra pesquisa da Deloitte, intitulada “Perspectivas Globais do Setor Varejista para 2026”, apontou que as prioridades para este ano são aprimoramento das experiências omnichannel (46%) e fortalecimento dos programas de fidelidade (36%) para ampliar a hiperpersonalização. Esses dados nos mostram que a inovação sem benefício operacional imediato é risco, uma vez que os consumidores desejam uma experiência integrada entre loja física, e-commerce e canais digitais. O que essa exigência significa? Quem não unificar inventário com recursos de Experiência do Cliente (CX) perde a confiança do seu público e, consequentemente, perde vendas. A regra prática para o varejo: tecnologia como infraestrutura apoiada em três pilares Pela experiência de mercado e pelos insights gerados na NRF, aponto que a transformação digital que dá resultado no varejo de médio porte estrutura-se em três pilares igualmente importantes e interligados. 1. Previsão de cenários (não apenas apresentação de informações): mais do que relatórios, o varejo precisa de uma camada de dados única e confiável, com foco em previsão sobre Unidade de Manutenção de Estoque (SKU) por loja e definição do tempo ideal entre pedido e entrega do produto, além de taxas de conversão por canal. O investimento em tecnologia preditiva com dados consistentes diminui o risco de atritos na integração de dados com a execução operacional, tanto na venda quanto no atendimento pós-venda. 2. Pessoas para transformar insights em ação: o Boston Consulting Group divulgou o estudo “Previsões para o Varejo em 2026”, com dados relevantes sobre automação e IA no varejo: proporcionam redução de 5 a 10% no custo com mão de obra, economia de 25% no tempo que antes era utilizado em tarefas manuais e aumento de 30% na satisfação dos funcionários. Nesse sentido, devemos valorizar o fator humano na operação do varejo de médio porte. Isso porque é a equipe (compras, operações e CX) que terá participação em 100% das conversões de previsão em venda, a partir da competência necessária para interpretar sinais de comportamento do consumidor, tomar decisões rápidas e ajustar os processos quando for necessário. Treinamento, formação de equipes multidisciplinares e clareza na definição de papéis (quem decide o que e com que frequência) são iniciativas fundamentais. 3. Processos tecnológicos que garantem execução sem desperdício: de acordo com o Gartner, os gastos globais com IA ultrapassarão US$ 2 trilhões em 2026, o que representa crescimento de 44% em relação a 2025. Para que a automação e a IA se reflitam em valor agregado para os negócios, ambas precisam de processos repetíveis, como regras de reposição, Acordos de Nível de Serviço (SLAs) de atendimento, automação da cadeia logística, conferência de estoque físico com o estoque registrado em sistema e políticas de devolução. Por meio desses processos, o varejista terá ganhos rápidos que justificam e viabilizam os próximos ciclos de investimento em tecnologia. O varejo de médio porte precisa trocar projetos isolados por tecnologia escalável A NRF 2026 nos deu a lição de que a tecnologia mais impactante não é a mais chamativa, e sim a que se estabelece como infraestrutura previsível, integrada e orientada por dados, de modo a colocar o “consumidor no centro da estratégia”. Para o varejo brasileiro de médio porte, o recado é: menos experiências isoladas e mais utilização concreta de tecnologias escaláveis de IA e omnichannel para conectar dados, pessoas e execução.
NRF e o varejo orientado por Inteligência Artificial (IA): consistência como nova vantagem competitiva
Por Francieli Pinzon, diretora de estratégia de IA da White Cube A NRF Retail’s Big Show 2026, maior evento internacional do varejo, nos apresentou muito mais do que novas tecnologias. Ela expôs a necessidade de uma profunda mudança de mentalidade para os varejistas: o centro da competitividade deixou de ser a adoção de ferramentas, passando a ser a capacidade de operar com consistência a partir de decisões que ocorrem, majoritariamente, com participação de agentes de Inteligência Artificial (IA). Esses agentes têm uma capacidade de interpretação de contexto distinta da humana. Não inferem exceções de forma intuitiva nem interpretam contextos implícitos. Operam de maneira mais determinística ao avaliar dados e aplicar regras, o que significa que respondem a padrões estruturados e critérios explícitos – e não a nuances subjetivas. Nova exigência: interpretar o comportamento do consumidor orientado por IA Anteriormente, a lógica do varejo digital era facilitar a comparação e escolha em ambientes complexos, de modo que pequenas imprecisões fossem absorvidas pelo esforço cognitivo do consumidor. Em 2026 esse cenário está diferente. O comportamento orientado à redução de esforço não é novo. Novo é o fato de que sistemas de IA passaram a estruturar essa lógica de forma ativa. Em vez de apenas facilitar comparação, os algoritmos passam a definir priorização, elegibilidade e recorrência das marcas com base em critérios objetivos e padrões históricos. Nessa era da nova expectativa em torno da adoção de IA, a estratégia dos varejistas deve começar pela seguinte pergunta: em quais decisões do negócio a IA precisa operar como parte da infraestrutura organizacional? Tal pergunta nos prova que a atenção deve ser na capacidade de sustentar a dinâmica da IA sem ampliar risco nos negócios. Quando essa base não está madura, as fragilidades deixam de ser detalhes e passam a comprometer a lógica automatizada. As diferenças de preço entre canais revelam desalinhamento estrutural, os processos de devolução excessivamente complexos indicam instabilidade operacional e a dependência recorrente de correções manuais evidencia baixa maturidade sistêmica. Operação baseada em evidências para gerar confiança Para evitar situações adversas e gerar confiança, os líderes devem saber que o diferencial decisório é a operação baseada em evidências. A qualidade dos dados, a estabilidade das jornadas críticas e a coerência entre promessa e entrega nos ambientes de grande automação podem ser maximizados com base em três prioridades: Portanto, quanto mais eficiente for a mediação da compra pelos agentes de IA, maior será a clareza necessária para tomar decisões críticas e mais rápida será a escalabilidade com consistência no varejo.
“O futuro do varejo não é do maior, mas do mais ágil”, avalia especialista
A edição de 2026 da NRF, maior evento mundial do varejo, mostrou para executivos, investidores e líderes de tecnologia que, no novo ciclo do comércio global, a vantagem competitiva não vem mais do tamanho da empresa, mas da sua capacidade de reagir rápido, integrar dados e transformar tecnologia em resultado. “As grandes empresas já entenderam que a IA precisa estar embutida no negócio, funcionando nos bastidores, resolvendo problemas reais e apoiando decisões”, disse César Baleco, CEO do grupo IRRAH Tech, empresa paranaense com atuação global em soluções de automação e inteligência artificial voltadas à eficiência operacional. “Nesse novo jogo, o futuro não é do maior, mas do mais ágil. O foco agora está em como automatizar processos, reduzir desperdícios, prever demanda, personalizar ofertas e acelerar decisões comerciais em tempo real”. O raciocínio ecoa entre executivos que acompanharam a programação global. Para Siro Canabarro, CEO da Tecinco, parceira da IRRAH Tech no evento, “se você ainda não utiliza IA, você está sendo utilizado por ela, e a tecnologia passa a ser um ativo central de competitividade”. A mudança de perspectiva apareceu nos estandes e palestras das big techs e líderes de mercado presentes na NRF, e a IA está deixando de ser vista como um suplemento de marketing para passar a assumir funções operacionais essenciais. Isso inclui: análise de comportamento do consumidor em tempo real; identificação de necessidades antes mesmo de serem explicitadas; mapeamento contextual da jornada de compra; e predição de demandas e otimização de estoques. “Não estamos mais lidando apenas com uma IA operacional. Ela apoia decisões humanas, cruzando grandes volumes de dados para gerar predições que se traduzem em mais eficiência”, explicou Baleco. É uma tendência: no varejo, os modelos de relacionamento baseados em comunicação invasiva, como campanhas push massivas, tendem a perder eficácia frente a abordagens que combinam personalização baseada em dados e automação personalizada. “A IA passa a identificar não apenas o que o consumidor compra, mas quando, por quê e em que contexto social e econômico. Isso permite criar jornadas de compra mais eficientes, menos dependentes de descontos e mais orientadas à conversão real”, destaca o CEO da IRRAH Tech. A empresa paranaense vem investindo em infraestrutura que permite às empresas operar IA de forma integrada aos seus sistemas de negócio, do CRM ao ERP, do atendimento ao financeiro. No final de 2025, o grupo lançou o Model Context Protocol (MCP), um padrão que facilita a comunicação entre agentes de IA e softwares corporativos, eliminando uma das maiores barreiras à automação em larga escala: a fragmentação dos sistemas. Na prática, isso permite que empresas conectem inteligência artificial a seus processos operacionais sem precisar reconstruir toda a arquitetura tecnológica — o que reduz custos, tempo de implementação e dependência de equipes especializadas. “O que o MCP faz é transformar a IA em infraestrutura plugável, algo que pode ser escalado rapidamente conforme o negócio cresce ou muda”, explica Baleco. O resultado dessa transformação é um mercado em que agilidade, integração e capacidade de adaptação passam a pesar mais do que tamanho, legado ou poder de marca. “A NRF 2026 nos ensina a ser menos deslumbrados com promessas, mais focados em retorno sobre tecnologia, produtividade e impacto financeiro, e mostra que rapidez faz a diferença. Por isso, encurtar esse caminho com parceiros tecnológicos fará toda a diferença neste ano”, conclui.
Varejo acelera adoção de execução em tempo real com IA, apontam análises globais
A adoção de inteligência artificial em processos críticos de operação, logística, estoque, atendimento e tomada de decisão vem se consolidando como um dos principais vetores de competitividade do varejo global. Projeções da Gartner indicam que, até o fim de 2026, 40% das aplicações corporativas devem incorporar agentes de inteligência artificial, refletindo a incorporação crescente da tecnologia aos sistemas de negócio. A avaliação é de Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria, empresa especializada em growth, escala de negócios e transformação operacional orientada por dados e inteligência artificial. Multiempresário, Schuler acompanha a NRF, maior evento global do varejo, há 12 anos e atua em projetos de crescimento de marcas brasileiras como Melissa e O Boticário. Segundo o executivo, os debates observados ao longo da National Retail Federation (NFR) 2026, maior evento anual global do varejo, reforçaram um movimento que já vinha se materializando no mercado: a transição do discurso sobre inovação para a execução em escala. “Os conteúdos mostraram que muitas dessas soluções já estão incorporadas à rotina das empresas. A discussão deixou de ser sobre adoção e passou a ser sobre como escalar e integrar”, afirma. Um dos temas recorrentes nas discussões do setor é o avanço do chamado agentic commerce, modelo em que assistentes inteligentes executam tarefas em nome do consumidor, como seleção de produtos, comparação de preços, montagem de carrinhos, aplicação de descontos e recorrência de pedidos. Nesse contexto, a estruturação de catálogos, a padronização de dados e a integração de sistemas passam a influenciar diretamente a capacidade das marcas de serem consideradas nesses ambientes automatizados. As análises também dialogam com projeções de mercado que apontam crescimento acelerado da inteligência artificial no ambiente corporativo. Relatórios de consultorias como IDC, Fortune Business Insights e Grand View Research estimam que o mercado global de IA deve crescer a uma taxa média anual próxima de 30% entre 2025 e 2029, impulsionado principalmente por aplicações práticas em operação, logística, atendimento e marketing. Levantamento divulgado pela NRF, conduzido com líderes de IA de grandes varejistas no contexto de fóruns da indústria, indica que 86% das empresas já possuem políticas de governança de IA, enquanto 93% planejam ampliar ou estruturar esse trabalho ao longo dos próximos 12 meses. Outro ponto destacado por Schuler é que o omnichannel passou a ser tratado como requisito operacional. Temas como acuracidade de estoque, cumprimento de prazos de entrega e integração entre loja física e digital deixaram de ser diferenciais e passaram a compor o padrão mínimo de experiência esperado pelo consumidor. No debate sobre lojas físicas, o executivo aponta um reposicionamento do ponto de venda dentro da estratégia do varejo. A loja passa a concentrar funções de experiência, relacionamento e construção de marca, além da transacional, atuando de forma integrada aos canais digitais. Embora aplicações de IA voltadas à experiência do consumidor tenham ganhado visibilidade, Schuler destaca que parte relevante dos projetos mais maduros está concentrada em processos internos, como previsão de demanda, redução de rupturas, otimização de estoques, logística, prevenção a fraudes e dimensionamento de equipes. Segundo ele, esses usos estão diretamente associados a ganhos de eficiência operacional, margem e geração de caixa. Para o executivo, o principal desafio hoje é a velocidade de execução. “As tecnologias estão disponíveis e os modelos estão validados. A diferença entre empresas está na capacidade de transformar isso em operação”, afirma. Ele acrescenta que a Smart Consultoria vem aplicando esses conceitos em projetos focados em cultura orientada a IA, automação de decisões e integração de dados, junto a empresas de diferentes segmentos do varejo.
Anúncio da Google na NRF 2026 e varejo: desde o comparativo de preço a concluir a compra no carrinho, Gemini fará tudo para o consumidor
A inteligência artificial foi um dos grandes destaques da NRF 2026, maior evento global de varejo promovido pela National Retail Federation, em Nova York. Tradicional termômetro das principais tendências do setor, a feira reúne anualmente executivos, empresários e especialistas do mundo todo para discutir os rumos do varejo, com foco em tecnologia, inovação, eficiência na operação e comportamento do consumidor. Entre os lançamentos apresentados pelo Google nesta edição está a consolidação da IA como elemento central da experiência de compra. A tecnologia passa a integrar, de forma contínua e conversacional, etapas como descoberta de produtos, atendimento e finalização da compra. Se trata de uma mudança relevante na lógica do e-commerce, ao oferecer uma jornada totalmente fluida, integrada e sem fricções, uma transformação especialmente relevante para o mercado brasileiro, que viu o comércio eletrônico ganhar força a partir da pandemia. Nesse cenário, o anúncio do Universal Commerce Protocol (UCP) marca uma nova etapa da evolução do comércio digital. Mais do que um lançamento tecnológico, o protocolo estabelece uma infraestrutura para que agentes de inteligência artificial possam operar de forma interoperável entre consumidores e marcas. Protocolos como o Agent-to-Agent (A2A) e o Agent Payments Protocol (AP2) passam a ser centrais nesse modelo. O A2A permite que o agente do consumidor e os sistemas da varejista interajam diretamente em tempo real, alinhando especificações, garantias, condições comerciais e logística, tornando a jornada mais eficiente e personalizada. Já o AP2 viabiliza a etapa final da transação ao incorporar pagamentos de forma segura e fluida, reduzindo fricções e permitindo que a compra seja concluída de maneira praticamente invisível ao usuário. Para empresas brasileiras, isso reforça a necessidade de investir em APIs robustas, integração de dados e ecossistemas preparados para operar em ambientes onde a experiência de consumo acontece diretamente dentro de assistentes inteligentes como o Gemini. Além de melhorar a experiência do consumidor, a inteligência artificial também traz ganhos diretos para as marcas. As soluções apresentadas permitem antecipar demandas, otimizar estoques, reduzir rupturas, automatizar o atendimento e personalizar ofertas em escala. Com isso, varejistas passam a tomar decisões mais rápidas e assertivas, impactando positivamente vendas, margens e eficiência operacional, tanto no ambiente digital quanto no físico. Nesse contexto, âmbitos da IA, como a visão computacional ganham protagonismo ao ampliar a capacidade das empresas de entender o comportamento do consumidor de forma estruturada e orientada a dados. A partir da captura e análise de imagens e vídeos em ambientes físicos, essa solução permite identificar padrões de circulação, tempo de permanência, interação com produtos e pontos de maior interesse, transformando dados visuais em informações acionáveis por meio de modelos de IA. Em projetos aplicados a grandes organizações, como operadoras de telefonia por exemplo, essa capacidade é integrada às plataformas de dados e aos sistemas de e-commerce por meio de APIs. Sensores e câmeras em lojas físicas capturam eventos de comportamento do usuário, que são processados por modelos de IA e enviados em tempo real para camadas analíticas. Esses dados são cruzados com históricos de navegação, consumo e perfil do cliente, permitindo que o e-commerce ajuste dinamicamente recomendações de planos, ofertas de dispositivos e campanhas personalizadas. Essa arquitetura integrada viabiliza decisões mais precisas, como a priorização de produtos no canal digital, a personalização de jornadas de compra e a otimização do portfólio com base em dados comportamentais reais. O resultado é o aumento da taxa de conversão, maior aderência das ofertas ao perfil do consumidor e ganhos consistentes de eficiência comercial, conectando de forma inteligente o ambiente físico ao digital. No Brasil, onde o consumidor é altamente conectado e a competição no e-commerce é intensa, a adoção de IA tende a se tornar um diferencial estratégico para empresas que buscam crescimento sustentável e maior fidelização. Segundo Thiago Mascarenhas, Chief of Data and Architecture da Engineering Brasil, a inteligência artificial apresentada pelo Google na NRF 2026 amplia o papel da tecnologia ao longo de toda a jornada de consumo. “A IA vai atuar na recomendação de produtos, assim como no controle inteligente de estoques, na integração de canais e no atendimento em tempo real. Ela consegue antecipar demandas, evitar rupturas e, ao mesmo tempo, sanar dúvidas do cliente de forma conversacional, tornando a experiência mais eficiente e completa”, afirma. Para o executivo, esse avanço consolida um novo patamar para o varejo digital. “Do ponto de vista das marcas, a IA viabiliza o uso estratégico de dados para planejar sortimento, ajustar preços, personalizar a comunicação e integrar operações físicas e digitais. Tecnologias como visão computacional, dados e automação passam a trabalhar juntas para ampliar a jornada de compra como um todo, do backoffice à experiência final do consumidor”, completa. Presente no Brasil há 17 anos, a Engineering Brasil, parte do Grupo Engineering, atua como empresa global de tecnologia e consultoria em transformação digital, apoiando grandes organizações em suas jornadas de APIs, dados e inteligência artificial. A companhia contribui para que empresas de diferentes setores capturem valor real a partir das inovações que estão redefinindo o varejo global, alinhadas às tendências apresentadas na NRF 2026. Segundo Mascarenhas, a expectativa é que a IA aplicada ao varejo comece a ser implementada a curto e médio prazo, inicialmente em projetos-piloto e operações digitais, avançando rapidamente para iniciativas em escala de maneira que as empresas buscam mais eficiência, personalização e competitividade. “Vivemos um momento de ação. As empresas que começarem a adotar IA em suas vendas agora tendem a ganhar maturidade mais rápido e criar uma base sólida para escalar essas soluções nos próximos anos”, conclui.
Pulso NRF 2026 revela: o futuro do varejo é menos tecnologia aparente e mais ajuda real, comprar hoje cansa para 49% dos brasileiros
O principal alerta da NRF 2026 não é sobre adotar mais tecnologia, mas sobre reduzir o cansaço e facilitar a vida do consumidor. No Brasil, quase metade das pessoas (49%) afirma que comprar hoje é mais cansativo do que antes, um dado que sintetiza a mudança estrutural em curso no varejo: a transição de um modelo centrado na transação para outro baseado em mediação humana, redução de atrito e apoio efetivo à decisão de compra. A nova edição do Pulso NRF 2026, com análises da Score, agência de Brand & Shopper Experience do ecossistema Biosphera.ntwk, e da Hibou, Instituto de Pesquisa e Insights, revela que o consumidor brasileiro deixou de ser apenas um “caçador de promoções” para assumir o papel de gestor do próprio orçamento, buscando previsibilidade, segurança e escolhas que reduzam arrependimento. Vida cara e consumo sob controle O impacto do custo de vida é profundo e contínuo. O estudo mostra que 45% dos consumidores passaram a comparar mais preços, 43% cortaram itens não essenciais e 39% reduziram os volumes de compra. Apenas 11% mantiveram as mesmas marcas sem mudanças relevantes. “O dado central não é a busca por preço baixo, mas por controle. O consumidor reorganiza prioridades e adia decisões quando não se sente seguro”, analisa Albano Neto, CSO da Score. A redistribuição do orçamento além das compras do dia a dia(mercado) vão principalmente para saúde (47%), contas essenciais (43%), moradia (34%) e parcelamentos (28%). Para Ligia Mello, sócia da Hibou, preço e qualidade deixaram de ser opostos. “O consumidor não abandonou o desejo por qualidade, ele passou a alternar ritmos de compra. Nem sempre é possível ter o melhor, mas a expectativa é manter esse padrão quando dá”, explica o Instituto. Saúde como critério possível, não aspiracional A saúde já influencia diretamente a decisão de compra: 44% dizem que ela pesa muito ou é o critério principal, enquanto 42% afirmam influência moderada. Na prática, 60% evitam snacks ultraprocessados e 55% reduzem refrigerantes e bebidas adoçadas. Mais do que uma tendência wellness, o movimento reflete a autoproteção do corpo, da energia e do bolso. Há espaço para marcas que ajudem a escolher melhor sem culpar o consumidor. Cresce a lógica do bem-estar realista, conectado à rotina, à família e ao autocuidado possível. Assistência híbrida vira padrão de confiança Quando algo dá errado, o modelo vencedor combina tecnologia e pessoas. Quatro em cada dez consumidores preferem resolver primeiro no digital, mas com acesso rápido a um humano. Um quarto ainda prefere falar direto com alguém, número que sobe para 36% entre pessoas com mais de 55 anos. “O que a NRF chama de ‘mediação humana’ aparece com força aqui: automação como base, humano como camada de confiança”, resume Albano Neto, CSO da Score. O varejo passa a ser avaliado menos pela velocidade e mais pela capacidade de resolver ansiedade. A inteligência artificial é percebida majoritariamente como ferramenta prática: 49% a veem como útil para comparar preços e benefícios, 40% para localizar produtos e 38% para agilizar pagamento e entrega. Ainda assim, 72% dizem que a presença de IA não interfere na decisão de compra, e 19% preferem menos tecnologia. “O papel ideal da IA é claro: ajudar a economizar tempo e dinheiro, sem aparecer como ‘feature’”, destaca Ligia Mello da Hibou. Para públicos mais maduros, a recomendação é torná-la invisível e reforçar a sensação de controle. Personalização sem aprisionar O uso de dados segue sendo um território sensível. Apenas 5% dizem gostar quando as marcas personalizam ofertas; a maioria aceita apenas se for útil e contextual. Para 56%, a personalização ideal é oferecer opções sem limitar a escolha. A boa personalização é curadoria com liberdade, não adivinhação, transparência e controle explícito passam a ser indispensáveis. Longe de perder relevância, a loja física se consolida como espaço de certeza: 67% valorizam ver e experimentar produtos, 64% querem sair com a compra na mão e 35% buscam resolver dúvidas com pessoas reais. Uma boa experiência em loja faz 61% comprarem mais e 41% confiarem mais na marca. A loja é o oposto do cansaço digital, ela funciona como um porto seguro, com menos ruído e mais empatia. O que a NRF 2026 confirma O Pulso aponta uma convergência clara entre os dados brasileiros e a leitura global da NRF 2026: o varejo entra na era de menos empurrar e mais ajudar a escolher. A tecnologia que importa é a que alivia, e a experiência que marca é a que reduz o esforço, gera confiança e diminui o risco de arrependimento. Entre os caminhos acionáveis estão o design de decisões mais simples, IA orientada à economia e previsibilidade, confiança como KPI estratégico, personalização com liberdade e a loja física como garantia humana. O futuro do varejo não é ser mais tecnológico, é ser mais útil. Sobre o estudo O Pulso NRF 2026 reúne dados proprietários, análises da Score e da Hibou e uma leitura aplicada dos principais insights da NRF para o contexto brasileiro, traduzindo tendências globais em planos de ação concretos para marcas, varejistas e ecossistemas de consumo.
Rodrigo Murta é confirmado como palestrante do Pós-NRF 2026
O Pós-NRF 2026, que acontece no dia 04 de fevereiro no Cubo Itaú, em São Paulo, confirma Rodrigo Murta, CEO da Looqbox, como um dos palestrantes desta edição, considerada um dos principais encontros do país voltados à aplicação das tendências globais no varejo brasileiro. Realizado pela HiPartners, gestora referência no ecossistema de Retail Techs no Brasil, o evento tem como proposta reunir executivos, especialistas e empreendedores para transformar os principais aprendizados do NRF Big Show 2026, em Nova Iorque, em reflexões práticas e caminhos concretos para o mercado nacional. A programação deste ano dará destaque especial ao avanço da Inteligência Artificial no varejo, com insights e exemplos apresentados no novo espaço dedicado ao tema na NRF, além de abordagens que ajudam empresas a acelerar sua adoção tecnológica de forma estratégica. Durante sua participação, Rodrigo Murta abordará o tema wearables e AI agêntica no universo das compras. Ao longo da manhã, profissionais que acompanharam o evento internacional compartilharão análises e tendências, enquanto lideranças do varejo brasileiro debaterão como adaptar essas transformações à realidade do país. O encontro também contará com uma agenda de conexões com Retail Techs, apresentando soluções inovadoras alinhadas ao que vem sendo desenvolvido nos principais mercados do mundo. Mais informações sobre a programação e inscrições estão disponíveis em: HiPartners: Pós-NRF 2026 em São Paulo – Sympla Serviço Evento: Pós-NRF 2026 Data: 04 de fevereiro de 2026 Local: Cubo Itaú | Alameda Vicente Pinzon, 54-Vila Olímpia-04547-130 Informações: HiPartners: Pós-NRF 2026 em São Paulo – Sympla
NRF 2026 reposiciona o varejo global diante de um novo consumidor
Realizada em Nova York, entre 11 e 13 de janeiro, a NRF 2026 (Retail’s Big Show) reuniu líderes, executivos e especialistas do mundo todo para discutir os rumos do varejo em um cenário cada vez mais orientado por tecnologia, dados e decisões rápidas. Com foco em temas como inteligência artificial aplicada ao negócio, experiência do consumidor, eficiência operacional e cultura organizacional, o evento deixou claro que o tempo das tendências abstratas ficou para trás. Agora, o varejo vive um momento de amadurecimento, no qual estratégia, execução e propósito precisam caminhar juntos para gerar resultados concretos e relevância real junto ao consumidor. Para João Appolinário, presidente e fundador da Polishop, renomada varejista brasileira e maior empresa omnichannel do país, a NRF 2026 evidenciou que inovar deixou de ser discurso e passou a ser prática operacional. “Não se trata mais de falar sobre inovação, mas de operar com ela de forma concreta, com tecnologia, dados e propósito guiando cada escolha estratégica. A inteligência artificial, por exemplo, deixou de ser uma promessa futurista e se tornou infraestrutura essencial do negócio, assim como a internet e o mobile em outras épocas. Ela precisa estar integrada à operação e ao dia a dia das equipes, não apenas restrita a projetos isolados,” afirma. Segundo o executivo, esse cenário representa uma mudança profunda de paradigma do setor. “O varejo de hoje exige decisões rápidas, baseadas em dados confiáveis, processos consistentes e coerência estratégica entre o que se promete e o que se entrega. Empresas que conseguem alinhar tecnologia, propósito e experiência real do cliente deixam de apenas reagir ao mercado e passam a moldá-lo”, avalia. Appolinário também destaca o papel do fator humano em meio ao avanço da automação, uma visão que já orienta as iniciativas da Polishop com inteligência artificial. Hoje, a tecnologia está integrada tanto aos produtos quanto às operações da empresa, desde o desenvolvimento de soluções inteligentes da marca própria Ichef, com IA embarcada que interage de forma natural com o consumidor e sugere receitas personalizadas, até áreas estratégicas como marketing, atendimento ao cliente, logística e gestão de estoque. Porém, ele reitera que, mesmo com o uso intensivo de inteligência artificial, o toque humano continuará sendo um diferencial competitivo. “A IA não vem para substituir pessoas, mas para ampliar a experiência, facilitar decisões e gerar valor real no dia a dia do consumidor. É assim que estamos aplicando essa tecnologia na Polishop, de forma prática, útil e conectada às necessidades reais das pessoas”, finaliza.
Globalsys discute como a tecnologia sustenta operações de varejo em larga escala no maior evento de insights pós NRF
A Globalsys, empresa brasileira especializada em soluções de tecnologia, dados e integração de sistemas, marcou presença no Varejo Insights Pós NRF 2026, um dos principais eventos do país dedicados à discussão das tendências que estão moldando o futuro do varejo. Representada pelo CEO, Thiago Molino, a companhia mediou um painel estratégico que apresentou, na prática, como dados, integração e inteligência artificial vêm sustentando a escala de grandes operações do varejo brasileiro. Com o tema “Dados, Integração e IA: como sustentar escala no varejo brasileiro”, o painel reuniu clientes da Globalsys que são referência em seus segmentos: João Argentin, da Braveo, e Alexandre Magno, da Wine. A proposta foi conectar os principais aprendizados da NRF 2026, realizada em Nova York, à realidade das empresas que operam em um mercado altamente competitivo e cada vez mais orientado por dados. Um dos destaques foi o case do Motor da Braveo, um orquestrador inteligente desenvolvido pela Globalsys dentro do e-commerce B2B. A solução analisa dados de compras, recorrência e logística para montar carrinhos inteligentes e editáveis, enviados diretamente aos clientes via WhatsApp, reduzindo significativamente o tempo de venda e aumentando a produtividade dos vendedores. Segundo Molino, o projeto só foi possível graças à arquitetura de dados e às integrações aceleradas viabilizadas pelo GNexum, solução de integração de sistemas da Globalsys, que trouxe mais velocidade, previsibilidade e escalabilidade à operação. Já no case da Wine, Alexandre Magno apresentou como a empresa vem utilizando dados e inteligência artificial em diferentes frentes da jornada do cliente, com projetos voltados à previsão de churn, recomendação personalizada de produtos, automação de campanhas de comunicação e agentes de atendimento inteligentes. As iniciativas contribuíram para aumentar a eficiência operacional, melhorar a experiência do consumidor e reduzir custos, especialmente em períodos de alta demanda. Outro ponto central do painel foi a sustentação da operação em momentos críticos, como a Black Friday. Os convidados destacaram que a capacidade de suportar picos de acesso e transações está diretamente ligada à maturidade da arquitetura de dados, à integração entre sistemas e à confiabilidade das plataformas tecnológicas. Encerrando o painel, Molino reforçou o posicionamento da Globalsys como parceira estratégica para empresas que buscam crescer com segurança. “Dados só geram valor quando estão integrados. E integração precisa ser rápida, previsível e escalável”, concluiu. A participação da Globalsys no Varejo Insights Pós NRF 2026 reforça o compromisso da empresa em levar ao mercado brasileiro soluções que transformam tecnologia em vantagem competitiva, apoiando varejistas a construir operações mais eficientes, resilientes e preparadas para o futuro.
Tecnologia vira base e experiência ganha valor na NRF 2026
A NRF Retail’s Big Show 2026, realizada entre 11 e 13 de janeiro, em Nova York, reforçou uma mudança estrutural no varejo: tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser base, enquanto atributos se consolidam como vantagem competitiva. Para o setor de alimentação fora do lar, os debates indicam oportunidades concretas de ganho de produtividade com inteligência artificial, sem perda do principal ativo do negócio: a experiência no atendimento. No campo da inteligência artificial, o evento destacou a transição de modelos baseados em busca por palavras-chave para jornadas orientadas por intenção, em que o consumidor “conversa” com plataformas que entendem contexto e objetivos antes de sugerir soluções. Em bares e restaurantes, isso se traduz em sistemas capazes de sugerir combinações, orientar escolhas, prever demanda e apoiar o atendimento, simplificando a experiência do cliente e aumentando a eficiência operacional. No evento foi discutido que a IA tende a organizar a gestão do negócio para liberar tempo e energia da equipe para reforçar o cuidado e o acolhimento humano. A recomendação ao empresário é tratar a tecnologia como base de processos, sem substituir a hospitalidade, mas ampliando consistência e velocidade da operação. Outro eixo relevante debatido no evento foi sobre autenticidade e comunicação. As marcas vencedoras abandonam o discurso puramente comercial e apostam em conexões emocionais baseadas em valores como verdade e identificação. Para o setor, a proposta de valor precisa ser coerente “do balcão ao digital”, com comunicação mais honesta e aderente ao cotidiano do negócio. A NRF 2026 trouxe ao centro a busca do consumidor por experiências que gerem vínculo, conforto e significado, um movimento descrito como “fome sensorial”, em resposta ao excesso de telas. Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, é preciso ter estratégia porque além de vender comida e bebida é preciso preparar ambientes e serviços que entreguem presença e conexão humana. “A NRF 2026 reforça uma virada importante porque a tecnologia deixa de ser alternativa e passa a ser fundamental na gestão. Para o empresário, isso significa que é preciso usar inteligência artificial e dados para ganhar eficiência sem abrir mão do que sustenta o setor que é a hospitalidade e experiência. Por isso, é preciso implementar soluções com foco na jornada do cliente de forma que a inteligência artificial junto ao humano personifique cada vez mais as entregas para que elas sejam únicas e potentes”, comenta.
NRF 2026: varejo deixa debate sobre ferramentas e passa a redesenhar o negócio
A NRF 2026 marcou uma virada definitiva no discurso do varejo global. Ao longo dos dois últimos dias do evento, ficou claro que o foco deixou de ser a adoção de novas ferramentas e passou a ser o redesenho estrutural dos negócios para operar em um ambiente de mudança permanente. “A transformação agora é sobre como portfólio, dados, cultura e decisões se conectam em tempo real”, avalia Fabrizzio Topper, diretor da Quality Digital. Executivos de grandes marcas reforçaram que tecnologia, isoladamente, já não representa diferencial competitivo. O desafio central é integrá-la ao core do negócio, preservando identidade, acelerando decisões e ampliando a capacidade de execução. A apresentação de Ryan Reynolds trouxe uma reflexão sobre comunicação e autenticidade. O empresário e ator destacou que consumidores identificam rapidamente quando estão sendo manipulados e reagem negativamente. Em contrapartida, marcas que constroem relações genuínas fortalecem pertencimento e engajamento. A PepsiCo apresentou uma estratégia baseada na reconstrução do core do negócio para mantê-lo relevante. Segundo Michael Del Pozzo, presidente da companhia na América do Norte, a empresa passou a orientar suas decisões a partir da evolução do consumidor, de suas expectativas e de seus canais de compra. A digitalização acelerada do consumo fez com que atributos como saúde e bem-estar deixassem de ser diferenciais para se tornarem requisitos básicos. O tema fidelidade também ganhou abordagem mais pragmática. Painéis com Sweetwater, Fabletics e Twilio mostraram que programas baseados apenas em recompensas perderam eficácia. A fidelização passou a estar associada à antecipação de necessidades, com personalização em tempo real apoiada por dados e inteligência artificial. A Fabletics apresentou resultados consistentes ao escalar esse modelo, enquanto a Ultra Beauty reforçou que tecnologia sem o fator humano não escala, mesmo com programas de fidelidade robustos. A integração entre inovação e herança de marca foi destacada na parceria entre Ralph Lauren e Microsoft, com a apresentação do Ask Ralph, um concierge de estilo conectado ao inventário em tempo real. A mensagem foi clara, tecnologia só gera valor quando parte de visão, princípios e criatividade humana. O painel com Target e OpenAI evidenciou a transição de “usar IA” para “operar em IA”. A inteligência artificial passou a ser parte da infraestrutura da empresa, reduzindo ciclos de lançamento e ampliando eficiência interna e externa. Internamente, milhares de colaboradores já utilizam ferramentas de IA no dia a dia, reforçando a ideia de que a tecnologia é um amplificador de talentos, não uma responsabilidade exclusiva da área de TI. A Abercrombie & Fitch trouxe uma lição de simplicidade estratégica ao mostrar que sua retomada começou ao ouvir o consumidor, e não com uma ruptura tecnológica. Ajustes práticos, baseados em feedback real, tornaram-se símbolos dessa mudança. Nos últimos painéis, o tom ficou ainda mais sóbrio. A discussão econômica evidenciou uma discrepância crescente entre o volume de investimentos associados à IA e o retorno efetivo em produtividade e renda real. Enquanto ativos e expectativas crescem rapidamente, os ganhos concretos para a economia ainda avançam de forma desigual, refletindo-se em um consumo resiliente nas camadas mais altas e fragilidade estrutural na base. O avanço do chamado Agentic Commerce também marcou o encerramento do evento. A mediação de agentes nas decisões de compra reduz a lógica tradicional de descoberta, levando o consumidor diretamente à decisão. Nesse cenário, marca, dados estruturados e clareza de proposta deixam de ser diferenciais e passam a ser condições mínimas de existência. O último dia também desmontou o mito de que apenas novos entrantes se beneficiam da disrupção. Grandes players seguem concentrando crescimento, enquanto o maior risco recai sobre empresas que não são líderes nem possuem um posicionamento claro. A NRF 2026 terminou sem promessas fáceis. Deixou critérios. A inteligência artificial já está moldando consumo, mídia e decisões. O crescimento existe, mas é desigual. A cultura organizacional, a governança e a capacidade de execução tornaram-se determinantes. “O varejo não está mais em busca de ferramentas melhores, mas de decisões melhores. O custo de não mudar agora ficou evidente”, conclui Topper.
NRF 2026 aponta dados e IA como decisivos para o varejo brasileiro em um ano de consumo mais cauteloso
O NRF Retail ‘s Big Show 2026, realizado em Nova Iorque nesta semana, mostrou que o próximo ciclo de crescimento do varejo será liderado por empresas capazes de transformar dados e inteligência artificial em decisões mais eficientes e centradas no consumidor. Isso também vale para o varejo brasileiro, que entra em 2026 diante de um cenário de desaceleração do consumo e maior pressão por eficiência operacional. Dados doÍndice do Varejo Stone (IVS) mostram que o varejo brasileiro encerrou 2025 com retração de 0,5% no volume de vendas em relação a 2024, refletindo um ambiente de juros elevados, crédito mais restrito e consumidores mais cautelosos. Em dezembro, mesmo com o aquecimento das festas de final de ano, o índice registrou queda de 1,5%, sinalizando um comportamento de compra mais racional, mesmo diante de promoções agressivas. “O que vimos no NRF 2026 é que o varejo global já está operando em um cenário de maior complexidade e o Brasil não é exceção. Em 2026, vencerá quem conseguir tomar decisões mais rápidas e precisas, apoiadas por dados e inteligência artificial”, afirma Alexandre Caramaschi, CMO da Semantix, deep tech brasileira referência em Dados e Inteligência Artificial, que acompanhou de perto as tendências no evento. Além do ritmo mais moderado das vendas, o setor convive com desafios operacionais relevantes. No terceiro trimestre de 2025, o varejo brasileiro registrou queda de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o IVS, aumentando a complexidade na gestão de estoques e pressionando as margens. Nesse contexto, tecnologias analíticas e modelos preditivos ganham protagonismo ao ajudar varejistas a reduzir rupturas, evitar excessos e otimizar a cadeia logística. Durante o NRF 2026, a inteligência artificial deixou de ser apresentada como tendência futura e passou a ser tratada como infraestrutura essencial do varejo moderno, aplicada em áreas como previsão de demanda, personalização da jornada do cliente e eficiência operacional. “A IA não substitui pessoas. Ela amplia a capacidade humana de análise, planejamento e criatividade. No varejo brasileiro, isso significa usar tecnologia para liberar equipes de tarefas operacionais e focar em estratégia e experiência do cliente”, explica Caramaschi. Outro ponto central do evento foi a experiência do consumidor. Mesmo com o avanço do digital, o NRF reforçou que quanto mais tecnológica a operação, mais humana precisa ser a jornada de compra. Para o consumidor brasileiro, que transita naturalmente entre canais físicos e digitais, a expectativa é por experiências mais fluidas, rápidas e personalizadas, algo viabilizado apenas com dados bem estruturados e uso inteligente de IA. “O varejo que vai se destacar em 2026 será aquele que conseguir conectar dados, inteligência artificial e pessoas para entregar valor real ao consumidor, mesmo em um cenário econômico mais desafiador”, conclui o executivo da Semantix.
NRF 2026: O varejo que vencerá em 2026 não será apenas o mais digital, mas o inteligente
A NRF 2026, maior evento global do varejo, consolida uma mudança estrutural na forma como o setor encara a Inteligência Artificial. O debate deixa de ser sobre adoção ou experimentação e passa a girar em torno de maturidade operacional. Para Fabrizzio Topper, diretor Quality Digital, “2026 não será sobre experimentar IA, mas sobre operar empresas como sistemas inteligentes, preditivos e agênticos”. Essa leitura sobre o mercado se dá nos bastidores da National Retail Federation Retail’s Big Show. Em Nova York, Fabrizzio Topper participa de uma agenda estratégica paralela à NRF, com visitas a big techs, hubs de inovação e centros onde a tecnologia já opera em escala real. A proposta é observar o que está funcionando fora dos palcos e traduzir esses sinais em inteligência prática para o varejo brasileiro. Segundo Topper, o setor já superou a discussão sobre se vai ou não usar IA e agora discute quem consegue operar negócios inteiros com esse nível de maturidade. Para ele, “o varejo não está mais discutindo se vai usar IA. Está discutindo quem consegue operar negócios inteiros como sistemas inteligentes”. O foco deixa de ser apenas transformação digital e passa a ser transformação operacional, econômica e cultural, aplicada diretamente em áreas como estoque, logística, pagamentos, capital de giro, experiência do cliente e margem. Nos encontros com executivos da Amazon Web Services (AWS), Google e parceiros globais, a IA aparece não como inovação estética, mas como resposta à impossibilidade humana de escalar decisões complexas. Casos apresentados mostram aplicações práticas como previsão logística antes da compra acontecer, automação de embalagens baseada em dados reais e operações híbridas entre pessoas e robôs guiadas por custo marginal. Esse movimento, segundo executivos da AWS, nasceu por necessidade. “A gente não começou a usar IA porque era bonito ou porque era tendência. A gente começou porque era impossível escalar sem ela”, diz comentou Thiago Couto , executivo da AWS. O consenso é que o principal gargalo não está nos modelos, mas na base que os sustenta. “Nada do que eu mostrei aqui é ciência de foguete. O problema quase nunca é o modelo, é dado mal tratado, mal governado ou inexistente”, complementa Thiago. Na avaliação de Topper, esse ponto explica por que muitos projetos não avançam nas empresas, já que “a complexidade não está no algoritmo. Está nos dados, na governança e nas decisões que as empresas evitam tomar”. Outro alerta recorrente nas conversas é a forma como a IA generativa entrou nas organizações, muitas vezes pressionada pelo hype e pelo comportamento do consumidor, sem conexão direta com estratégia, indicadores claros e retorno financeiro. Projetos desconectados de caixa, risco e eficiência tendem a não escalar, enquanto iniciativas ancoradas em problemas reais do negócio conseguem avançar. Nesse cenário, o varejo brasileiro surge como mais preparado do que imagina para essa nova fase. A necessidade histórica de operar em ambientes de juros elevados, ruptura logística e alta complexidade criou uma base de resiliência operacional que favorece a adoção de IA aplicada. Casos de automação comercial, prateleira infinita, logística orientada por dados e pagamentos invisíveis já demonstram ganhos concretos de eficiência e receita. Outro consenso que deve ser reforçado durante a NRF deste ano é que produto e preço se tornaram commodities. O diferencial competitivo passou a ser a experiência, que precisa ser simples, fluida e invisível. Antes de falar em inteligência artificial, os executivos reforçam a importância do básico. Como resumiu um executivo do Google, Alessandro Ramos Luz , executivo do Google , muito se “fala de inteligência artificial, mas antes disso é preciso garantir o básico: infraestrutura testada, site funcionando e jornada sem atrito”, lembrando que “não é o cliente que abandona o carrinho. É o varejista que deixa o cliente sem comprar”. O próximo salto do setor vai além da IA que responde perguntas. O varejo caminha para a era dos agentes, sistemas capazes de pesquisar, comparar, decidir, comprar e executar tarefas em nome dos consumidores. Esse movimento redefine conceitos como busca, funil de vendas e mídia, deslocando a competição da visibilidade para a capacidade de ser escolhido por máquinas que decidem por humanos. Esse novo cenário deve fazer com que governança, confiança, consentimento e rastreabilidade deixem de ser temas periféricos e passam a ocupar o centro da estratégia. Sem dados de qualidade, regras claras e decisões explicáveis, os modelos não escalam nem do ponto de vista técnico nem reputacional. Para Topper, o varejo que vai vencer não será necessariamente o mais tecnológico ou o mais ousado, mas o mais lúcido, capaz de conectar dados a decisões reais e usar a IA para reduzir complexidade antes de buscar crescimento.
Study Tour da Delegação Gouvêa Experience em Nova York revela experiências exclusivas e aprendizados práticos no varejo global
O varejo em Nova York é destaque do Study Tour da Delegação Gouvêa Experience NRF 2026 que está proporcionando aos participantes uma jornada imersiva pelo varejo mais inovador do mundo. Esse roteiro, marcado por acesso exclusivo, conteúdo aprofundado e contato direto com lideranças das operações visitadas, tem o objetivo de traduzir,na prática, como experiência, operação, tecnologia e inovação se conectam para gerar valor para negócios de varejo, consumo e serviços. A programação começou no dia 8 de janeiro com uma visita exclusiva à Louis Vuitton, na Quinta Avenida, onde a delegação foi recebida para conhecer de perto um modelo de atendimento baseado em estilo de vida e não apenas em produto. A experiência revelou uma operação altamente sofisticada com equipes que se preparam diariamente com treinamentos focados em comportamento do consumidor, atendimento guiado por perguntas estratégicas, produção em ateliês sem escala massiva e controle rigoroso da oferta para garantir exclusividade. Mesmo com poucas peças por loja, a marca mantém 100% de disponibilidade por meio de um sistema inteligente de redistribuição global. Cafés assinados, colaborações icônicas, cuidado extremo com os detalhes e uma experiência consistente em todos os andares reforçam o DNA da marca que segue ampliando o relacionamento com o cliente mesmo durante o período de reforma da sua flagship. “Na visita na nova loja da Louis Vuitton que será a operação deles nos próximos três anos enquanto a loja principal fica em reforma, conseguimos perceber como eles têm um trabalho de excelência e treinamento dos colaboradores em atendimento para entender o consumidor, suas necessidades e entregar o produto correto e da forma correta para aquele perfil de consumidor. O foco lá é atendimento e treinamento dos colaboradores por ser uma das marcas mais reconhecidas em atendimento ao cliente”, acrescenta Eduardo Yamashita, CEO da Gouvêa Inteligência. Na sequência, a delegação visitou o MetaLab em uma imersão completa nas tecnologias, operações e experiências que conectam o mundo digital ao físico. Os participantes puderam experimentar produtos e compreender, de forma prática, como inovação, dados e experiência do usuário se integram às estratégias de negócios. “A loja da MetaLab é uma colaboração entre a Essilor Luxottica e o Grupo Meta utilizada para que o consumidor seja educado numa nova tecnologia que está sendo desenvolvida por essas empresas em conjunto que são os óculos de realidade aumentada. O consumidor tem muitas dúvidas sobre como ele funciona, se vai se acostumar e sobre como essa tecnologia pode auxiliá-lo no dia a dia, então essa loja serve para que ele tenha essa experiência de uso do produto, se aproxime da marca e possa fazer essa compra com mais segurança”, explica Yamashita. A jornada também incluiu uma visita na Ulta Beauty, onde a delegação percorreu todas as áreas da loja com uma curadoria completa sobre o portfólio, entendendo como a marca organiza categorias, estimula a experimentação e estrutura um atendimento consultivo que potencializa a experiência do cliente. “A Ultra Beauty é o maior varejista de cosméticos e beleza dos Estados Unidos com 1500 lojas no país. Eles nos mostraram como utilizam o programa de fidelidade onde 95% das compras são feitas através dele e como utilizam esses dados para ajustar sortimento e melhorar a experiência do consumidor. Tem muitos serviços na loja como cabeleireiro, maquiagem e unha para agregar ainda mais valor ao consumidor e aumentar as margens desse negócio”, justifica o CEO. Já, na Petco, o grupo acompanhou de perto como a estratégia de serviços, que inclui cuidados, bem-estar e soluções personalizadas para pets, vem transformando a relação com os consumidores e ampliando significativamente o valor percebido da marca. “Na Petco conseguimos observar todo é ecossistema de negócios que está sendo montado para se diversificarem frente às vendas do canal digital onde a maior parte dos produtos são vendidos. Na Petco eles oferecem serviços nas lojas para atrair o consumidor, principalmente relacionados à saúde do animal como veterinários, consultas e também o dia a dia, com banho e tosa, treinamento e adestramento de cães”, acrescenta Yamashita. O dia terminou com uma visita à Nespresso Union Square, recém-inaugurada em 18 de dezembro, que proporciona uma experiência sensorial completa para os consumidores. No espaço, todos os clientes são convidados a degustar café, reforçando o posicionamento premium da marca e fortalecendo o vínculo emocional com o público. “A maior loja da Nespresso é o grande templo da marca. Lá a gente teve uma aula de comunidade e hospitalidade que é uma referência e marca registrada da Nespresso. Essa loja serve para celebrar a marca, onde eles mostram como utilizam essas lojas boutique para apoiar e se conectar com o consumidor. A maior parte das vendas da Nespresso acontece nos canais digitais, através dos programas de assinatura, mas 40% das vendas acontece nessas butique onde consumidor pode ter mais contato com os diferentes tipos de café, com as novas tecnologias em máquinas e fazer seus pedidos por lá também”, explica o executivo. “O crescimento do digital acelera a transformação da loja física que se torna um ponto de venda onde as pessoas vão pra se relacionar com a marca, nesse sentido, oferecer experiências passa a ser essencial para conectar e engajar esse consumidor com a marca. A loja da Nespresso tem dois andares onde você tem espaços para Masterclass e até um bar onde a pessoa se serve à vontade de café e chega ao ponto de ter um espaço para festas. A gente começa a ver uma forma da marca se relacionar com as pessoas de outras maneiras. Isso vai ser uma tendência cada vez maior, especialmente em lojas em shopping centers, onde tem uma frequência de público mais qualificado”, explica Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da Gouvêa Malls. Em todas as visitas, a Delegação Gouvêa Experience foi recebida e acompanhada por representantes das operações, garantindo profundidade estratégica, contexto real de tomada de decisão e acesso a insights exclusivos. O Study Tour segue nos próximos dias com uma agenda intensa que conecta teoria, prática e tendências globais do varejo.
Diebold Nixdorf destaca como Inteligência Artificial molda o futuro do varejo na NRF Retail’s Big Show 2026
A Diebold Nixdorf, líder global em transformar o modo como as pessoas fazem compras e transações bancárias, apresentará durante a NRF Retail’s Big Show 2026 um portfólio completo de soluções e serviços que combina Inteligência Artificial (IA), automação e analytics para apoiar varejistas na transformação de suas operações. A companhia mostrará tecnologias inovadoras aplicadas a cenários reais do varejo, comprovando como é possível ampliar a eficiência operacional e oferecer uma experiência de compras mais fluida, conveniente e inteligente aos consumidores, com resultados mensuráveis. O evento acontece de 11 a 13 de janeiro, no Jacob K. Javits Convention Center, em Nova York (Estados Unidos). “Vamos mostrar como uma loja verdadeiramente inteligente atua em situações reais no dia a dia do varejo. Ao combinar IA, visão computacional e dados em tempo real com equipamentos de ponta, criamos um ambiente capaz de entender o que acontece na loja e responder de forma proativa, para que varejistas possam operar com mais produtividade e oferecer uma experiência de compra mais personalizada e ágil aos consumidores”, afirma Elias Rogério da Silva, Vice-Presidente da Diebold Nixdorf para a América Latina. O estande da empresa (#3522) trará o conceito “Do Insight ao Impacto — explore soluções inteligentes de varejo que funcionam” e oferecerá aos visitantes uma jornada imersiva que reflete a construção da inteligência no setor. A experiência começa na Insight Zone, que apresenta dados reais de lojas em funcionamento e projetos-piloto ao redor do mundo. Também será possível conhecer em profundidade como o time de Storevolution Advisory Services da Diebold Nixdorf transforma dados em insights práticos para enfrentar os desafios reais do varejo. A partir de uma compreensão aprofundada das operações, a equipe adota uma abordagem consultiva e tecnológica para recomendar a configuração ideal da loja, definindo o equilíbrio adequado entre caixas tradicionais com atendimento humano, caixas de autoatendimento e os pontos mais indicados para a aplicação de IA Visual, além de propor um modelo de força de trabalho alinhado às necessidades do negócio. O objetivo é garantir a aceitação e a adoção do processo pelo consumidor, além de otimizar o fluxo operacional com o menor custo total de propriedade e de operação. Já a Impact Zone reunirá histórias de sucesso de clientes, demonstrando como insights podem ser convertidos em ações e em resultados mensuráveis, incluindo retorno sobre investimento (ROI). Nesse ambiente, o intuito é compartilhar aprendizados e boas práticas que possam ser replicados em iniciativas de transformação do varejo. Outro destaque será a Retail Store, onde os participantes poderão acompanhar as soluções da Diebold Nixdorf operando ao vivo. Nesse ambiente, visitantes terão a oportunidade de conferir fluxos avançados de IA Visual, que permitem diversas iniciativas como o escaneamento de cestas de produtos com reconhecimento simultâneo de múltiplos itens, a verificação automática de idade em compras de itens restritos, o reconhecimento de produtos sem código de barras, além de monitoramento de segurança com IA capaz de identificar riscos antes que se tornem incidentes. A partir dessas experiências, será possível explorar os diferentes cenários enfrentados pelos varejistas hoje, como os tipos de perdas no momento da finalização das compras, seus impactos nas operações e as estratégias para mitigá-las. A abordagem também se aprofunda nas melhores práticas que indicam quando a aplicação de Inteligência Artificial é mais adequada, além dos principais pontos que os varejistas devem considerar ao iniciar projetos com IA, entre outros temas relevantes. Essas demonstrações evidenciarão como a adoção de hardware – como terminais de self-checkout e pontos de venda (PoS) avançados – aliada a softwares inovadores, como a Vynamic Retail Platform, uma plataforma nativa em Nuvem que conecta de forma escalável e eficiente as jornadas do consumidor, as lojas e as operações administrativas, e o DN AllConnect Services, voltado ao gerenciamento de processos críticos, contribui para a criação de ambientes de loja inteligentes, resilientes e preparados para atender às demandas atuais e futuras do varejo. Diebold Nixdorf na NRF Retail’s Big Show Data: 11 a 13 de janeiro Local: Jacob K. Javits Convention Center, em Nova York (Estados Unidos) Estande: #3522 (próximo à West Entrance da área de exposição)