Tecnologia vira base e experiência ganha valor na NRF 2026
A NRF Retail’s Big Show 2026, realizada entre 11 e 13 de janeiro, em Nova York, reforçou uma mudança estrutural no varejo: tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser base, enquanto atributos se consolidam como vantagem competitiva. Para o setor de alimentação fora do lar, os debates indicam oportunidades concretas de ganho de produtividade com inteligência artificial, sem perda do principal ativo do negócio: a experiência no atendimento. No campo da inteligência artificial, o evento destacou a transição de modelos baseados em busca por palavras-chave para jornadas orientadas por intenção, em que o consumidor “conversa” com plataformas que entendem contexto e objetivos antes de sugerir soluções. Em bares e restaurantes, isso se traduz em sistemas capazes de sugerir combinações, orientar escolhas, prever demanda e apoiar o atendimento, simplificando a experiência do cliente e aumentando a eficiência operacional. No evento foi discutido que a IA tende a organizar a gestão do negócio para liberar tempo e energia da equipe para reforçar o cuidado e o acolhimento humano. A recomendação ao empresário é tratar a tecnologia como base de processos, sem substituir a hospitalidade, mas ampliando consistência e velocidade da operação. Outro eixo relevante debatido no evento foi sobre autenticidade e comunicação. As marcas vencedoras abandonam o discurso puramente comercial e apostam em conexões emocionais baseadas em valores como verdade e identificação. Para o setor, a proposta de valor precisa ser coerente “do balcão ao digital”, com comunicação mais honesta e aderente ao cotidiano do negócio. A NRF 2026 trouxe ao centro a busca do consumidor por experiências que gerem vínculo, conforto e significado, um movimento descrito como “fome sensorial”, em resposta ao excesso de telas. Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, é preciso ter estratégia porque além de vender comida e bebida é preciso preparar ambientes e serviços que entreguem presença e conexão humana. “A NRF 2026 reforça uma virada importante porque a tecnologia deixa de ser alternativa e passa a ser fundamental na gestão. Para o empresário, isso significa que é preciso usar inteligência artificial e dados para ganhar eficiência sem abrir mão do que sustenta o setor que é a hospitalidade e experiência. Por isso, é preciso implementar soluções com foco na jornada do cliente de forma que a inteligência artificial junto ao humano personifique cada vez mais as entregas para que elas sejam únicas e potentes”, comenta.
NRF 2026: o ano em que o varejo deixou de usar inteligência artificial e passou a ser comandado por ela
Por Marcelo Antoniazzi, CEO da Gouvêa Consulting A transição da NRF 2025 para a NRF 2026 marca um divisor de águas na história do varejo global. Não se trata de uma nova onda tecnológica ou de mais uma promessa bem apresentada no palco. O que ficou evidente em 2026 foi uma mudança estrutural profunda na forma como o varejo opera, decide e se relaciona com o consumidor. Em 2025, a inteligência artificial provou que funcionava. Em 2026, ela passou a comandar. A NRF 2025 consolidou um ponto importante: a inteligência artificial deixou definitivamente o campo do discurso e passou a entregar ROI real e mensurável. O varejo global viu, na prática, ganhos relevantes de eficiência operacional, redução de custos e melhoria da experiência do cliente. Casos de visão computacional, automação logística e digital twins tornaram-se comuns. Câmeras inteligentes passaram a monitorar fluxo e estoque em tempo real. Robôs aumentaram a precisão e a velocidade dos centros de distribuição. Réplicas digitais permitiram simular cenários antes de decisões críticas. Apesar dos avanços, o modelo dominante em 2025 ainda carregava restrições importantes. A inteligência artificial atuava como ferramenta de apoio, não como protagonista. Ela sugeria, informava, analisava — mas não decidia. As soluções permaneciam isoladas em silos, desconectadas entre áreas. Cada departamento tinha sua própria tecnologia, sem uma visão integrada da operação. E, no fim do processo, a decisão continuava essencialmente humana: a IA apresentava dados, mas o esforço cognitivo e a responsabilidade final recaíam sobre pessoas. Esse modelo impedia o varejo de atingir seu potencial máximo de eficiência, velocidade e inteligência operacional. Já, a NRF 2026 marcou a ruptura definitiva com esse paradigma. A inteligência artificial deixou de ser periférica e assumiu o centro da operação varejista, passando a orquestrar processos de ponta a ponta, com autonomia crescente. O varejo evolui de um modelo “assistido por IA” para um modelo guiado por IA. Essa transformação não é apenas tecnológica. Ela redefine três dimensões fundamentais do negócio: como o varejo interage com o consumidor, como opera suas rotinas e fluxos e como decide, do nível operacional ao estratégico e a IA passa a ser o sistema nervoso da organização. Um dos exemplos mais emblemáticos apresentados na NRF 2026 foi a parceria entre Google e Walmart. Nela, a jornada de compra completa acontece dentro de uma única conversa com IA. O consumidor expressa sua necessidade de forma natural. A IA compreende o contexto, recomenda opções personalizadas, ajusta preferências em tempo real e finaliza a compra — tudo sem redirecionamentos, cliques excessivos ou fricções. Busca, recomendação, carrinho e checkout deixam de ser etapas fragmentadas e passam a ser um fluxo contínuo e conversacional. A navegação tradicional perde protagonismo para o diálogo inteligente. Esse novo modelo se sustenta em uma arquitetura inédita: o Universal Commerce Protocol (UCP). Em vez de sistemas separados, o comércio passa a operar como um ecossistema unificado, orquestrado por IA. Nesse modelo, a inteligência artificial coordena de forma integrada:busca inteligente, conteúdo dinâmico, ofertas personalizadas, checkout simplificado, logística otimizada e pós-venda ativo. E o comércio deixa de ser uma sequência de sistemas e passa a ser um organismo inteligente, capaz de se adaptar continuamente ao contexto. Mas, talvez a mudança mais sensível esteja na gestão de sortimento. Produtos deixam de ser definidos em ciclos fixos de planejamento e passam a ser ajustados dinamicamente por IA, considerando dados locais, perfil regional, clima em tempo real, eventos, sazonalidade e comportamento do consumidor. Nesse novo paradigma, a frase é direta:a IA não apoia o sortimento — ela decide o sortimento. O mesmo raciocínio se aplica a preços, estoques, logística e até decisões financeiras. Na NRF 2026, a inteligência artificial surge também como copiloto executivo. Ela não apenas apresenta dashboards, mas simula cenários complexos, testa hipóteses, avalia impactos e recomenda ações estratégicas com justificativas claras. Executivos ganham a capacidade de antecipar consequências antes de decisões críticas, reduzindo risco e acelerando movimentos estratégicos. A evolução culmina no conceito de IA agêntica. Em vez de sistemas genéricos, surgem agentes especializados que operam de forma coordenada: agentes de estoque, preço, vendas, financeiros e logísticos Cada agente decide dentro de seu domínio, mas em colaboração com os demais. O varejo passa a funcionar como um sistema autônomo coordenado, capaz de reagir em tempo real às mudanças do mercado. O impacto é direto e mensurável. Tarefas repetitivas são eliminadas. Análises que levavam dias passam a ser feitas em segundos. O tempo executivo migra da operação para a estratégia. Em vendas, a IA captura sinais de intenção em tempo real e apresenta ofertas no momento exato, com personalização contextual profunda. A conversão deixa de ser um evento aleatório e passa a ser orquestrada. O Brasil está diante de uma oportunidade histórica — e de um risco real. As tecnologias apresentadas na NRF 2026 não são exclusivas de mercados desenvolvidos. Elas estão disponíveis para quem decidir agir. Quem adota primeiro cria uma vantagem competitiva desproporcional. Quem hesita amplia o gap de eficiência e corre o risco de se tornar irrelevante em um mercado cada vez mais inteligente. A principal mensagem da NRF 2026 é inequívoca: a inteligência artificial não é mais uma tendência emergente. Ela se tornou a arquitetura central do varejo moderno. A tecnologia já existe. Os casos foram demonstrados. O retorno está comprovado. Resta apenas a decisão — liderar essa transformação ou observá-la acontecer de fora. Marcelo Antoniazzi é CEO da Gouvêa Consulting que integra a Gouvêa Ecosystem
NRF 2026: varejo deixa debate sobre ferramentas e passa a redesenhar o negócio
A NRF 2026 marcou uma virada definitiva no discurso do varejo global. Ao longo dos dois últimos dias do evento, ficou claro que o foco deixou de ser a adoção de novas ferramentas e passou a ser o redesenho estrutural dos negócios para operar em um ambiente de mudança permanente. “A transformação agora é sobre como portfólio, dados, cultura e decisões se conectam em tempo real”, avalia Fabrizzio Topper, diretor da Quality Digital. Executivos de grandes marcas reforçaram que tecnologia, isoladamente, já não representa diferencial competitivo. O desafio central é integrá-la ao core do negócio, preservando identidade, acelerando decisões e ampliando a capacidade de execução. A apresentação de Ryan Reynolds trouxe uma reflexão sobre comunicação e autenticidade. O empresário e ator destacou que consumidores identificam rapidamente quando estão sendo manipulados e reagem negativamente. Em contrapartida, marcas que constroem relações genuínas fortalecem pertencimento e engajamento. A PepsiCo apresentou uma estratégia baseada na reconstrução do core do negócio para mantê-lo relevante. Segundo Michael Del Pozzo, presidente da companhia na América do Norte, a empresa passou a orientar suas decisões a partir da evolução do consumidor, de suas expectativas e de seus canais de compra. A digitalização acelerada do consumo fez com que atributos como saúde e bem-estar deixassem de ser diferenciais para se tornarem requisitos básicos. O tema fidelidade também ganhou abordagem mais pragmática. Painéis com Sweetwater, Fabletics e Twilio mostraram que programas baseados apenas em recompensas perderam eficácia. A fidelização passou a estar associada à antecipação de necessidades, com personalização em tempo real apoiada por dados e inteligência artificial. A Fabletics apresentou resultados consistentes ao escalar esse modelo, enquanto a Ultra Beauty reforçou que tecnologia sem o fator humano não escala, mesmo com programas de fidelidade robustos. A integração entre inovação e herança de marca foi destacada na parceria entre Ralph Lauren e Microsoft, com a apresentação do Ask Ralph, um concierge de estilo conectado ao inventário em tempo real. A mensagem foi clara, tecnologia só gera valor quando parte de visão, princípios e criatividade humana. O painel com Target e OpenAI evidenciou a transição de “usar IA” para “operar em IA”. A inteligência artificial passou a ser parte da infraestrutura da empresa, reduzindo ciclos de lançamento e ampliando eficiência interna e externa. Internamente, milhares de colaboradores já utilizam ferramentas de IA no dia a dia, reforçando a ideia de que a tecnologia é um amplificador de talentos, não uma responsabilidade exclusiva da área de TI. A Abercrombie & Fitch trouxe uma lição de simplicidade estratégica ao mostrar que sua retomada começou ao ouvir o consumidor, e não com uma ruptura tecnológica. Ajustes práticos, baseados em feedback real, tornaram-se símbolos dessa mudança. Nos últimos painéis, o tom ficou ainda mais sóbrio. A discussão econômica evidenciou uma discrepância crescente entre o volume de investimentos associados à IA e o retorno efetivo em produtividade e renda real. Enquanto ativos e expectativas crescem rapidamente, os ganhos concretos para a economia ainda avançam de forma desigual, refletindo-se em um consumo resiliente nas camadas mais altas e fragilidade estrutural na base. O avanço do chamado Agentic Commerce também marcou o encerramento do evento. A mediação de agentes nas decisões de compra reduz a lógica tradicional de descoberta, levando o consumidor diretamente à decisão. Nesse cenário, marca, dados estruturados e clareza de proposta deixam de ser diferenciais e passam a ser condições mínimas de existência. O último dia também desmontou o mito de que apenas novos entrantes se beneficiam da disrupção. Grandes players seguem concentrando crescimento, enquanto o maior risco recai sobre empresas que não são líderes nem possuem um posicionamento claro. A NRF 2026 terminou sem promessas fáceis. Deixou critérios. A inteligência artificial já está moldando consumo, mídia e decisões. O crescimento existe, mas é desigual. A cultura organizacional, a governança e a capacidade de execução tornaram-se determinantes. “O varejo não está mais em busca de ferramentas melhores, mas de decisões melhores. O custo de não mudar agora ficou evidente”, conclui Topper.
NRF 2026 aponta dados e IA como decisivos para o varejo brasileiro em um ano de consumo mais cauteloso
O NRF Retail ‘s Big Show 2026, realizado em Nova Iorque nesta semana, mostrou que o próximo ciclo de crescimento do varejo será liderado por empresas capazes de transformar dados e inteligência artificial em decisões mais eficientes e centradas no consumidor. Isso também vale para o varejo brasileiro, que entra em 2026 diante de um cenário de desaceleração do consumo e maior pressão por eficiência operacional. Dados doÍndice do Varejo Stone (IVS) mostram que o varejo brasileiro encerrou 2025 com retração de 0,5% no volume de vendas em relação a 2024, refletindo um ambiente de juros elevados, crédito mais restrito e consumidores mais cautelosos. Em dezembro, mesmo com o aquecimento das festas de final de ano, o índice registrou queda de 1,5%, sinalizando um comportamento de compra mais racional, mesmo diante de promoções agressivas. “O que vimos no NRF 2026 é que o varejo global já está operando em um cenário de maior complexidade e o Brasil não é exceção. Em 2026, vencerá quem conseguir tomar decisões mais rápidas e precisas, apoiadas por dados e inteligência artificial”, afirma Alexandre Caramaschi, CMO da Semantix, deep tech brasileira referência em Dados e Inteligência Artificial, que acompanhou de perto as tendências no evento. Além do ritmo mais moderado das vendas, o setor convive com desafios operacionais relevantes. No terceiro trimestre de 2025, o varejo brasileiro registrou queda de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o IVS, aumentando a complexidade na gestão de estoques e pressionando as margens. Nesse contexto, tecnologias analíticas e modelos preditivos ganham protagonismo ao ajudar varejistas a reduzir rupturas, evitar excessos e otimizar a cadeia logística. Durante o NRF 2026, a inteligência artificial deixou de ser apresentada como tendência futura e passou a ser tratada como infraestrutura essencial do varejo moderno, aplicada em áreas como previsão de demanda, personalização da jornada do cliente e eficiência operacional. “A IA não substitui pessoas. Ela amplia a capacidade humana de análise, planejamento e criatividade. No varejo brasileiro, isso significa usar tecnologia para liberar equipes de tarefas operacionais e focar em estratégia e experiência do cliente”, explica Caramaschi. Outro ponto central do evento foi a experiência do consumidor. Mesmo com o avanço do digital, o NRF reforçou que quanto mais tecnológica a operação, mais humana precisa ser a jornada de compra. Para o consumidor brasileiro, que transita naturalmente entre canais físicos e digitais, a expectativa é por experiências mais fluidas, rápidas e personalizadas, algo viabilizado apenas com dados bem estruturados e uso inteligente de IA. “O varejo que vai se destacar em 2026 será aquele que conseguir conectar dados, inteligência artificial e pessoas para entregar valor real ao consumidor, mesmo em um cenário econômico mais desafiador”, conclui o executivo da Semantix.
Insights globais, impacto local: Ancar traduz tendências da NRF para lojistas no Brasil
Pela 11ª vez, a Ancar Ivanhoe, uma das cinco maiores empresas de shopping centers do Brasil, leva aos seus lojistas os insights mais recentes da NRF Retail’s Big Show, a maior feira de varejo do mundo. A iniciativa acontece por meio de uma série de encontros exclusivos realizados em diferentes regiões do país, reforçando o compromisso da companhia com a inovação, o desenvolvimento do varejo e o fortalecimento de seu ecossistema de parceiros. A curadoria do evento fica por conta da FFX Group, responsável por traduzir as principais tendências em estratégias aplicáveis à realidade do mercado brasileiro. O objetivo é transformar conhecimento em oportunidades concretas de crescimento e inovação para os lojistas, consolidando a Ancar como pioneira no compartilhamento de inteligência estratégica no setor. Os insights serão apresentados aos lojistas e parceiros da companhia em primeira mão, entre janeiro e março, por meio de rodadas estratégicas em nove capitais brasileiras. A agenda de encontros exclusivos para convidados inclui São Paulo (21/01), Rio de Janeiro (27/01), Belo Horizonte (03/02), Brasília (04/02), Porto Alegre (05/02), Fortaleza (03/03), Natal (05/03), Cuiabá (11/03) e Porto Velho (12/03). A iniciativa tem como foco antecipar tendências, fomentar o networking e impulsionar a evolução do varejo nos empreendimentos administrados pela Ancar. Durante os eventos, serão apresentados os principais movimentos que estão redesenhando o varejo global, com destaque para o uso estratégico da inteligência artificial na personalização da jornada do consumidor, a integração cada vez mais fluida entre canais físicos e digitais, a evolução da experiência em loja como diferencial competitivo e o papel dos dados na tomada de decisão. Também devem ganhar espaço temas como eficiência operacional, novos modelos de negócio, sustentabilidade aplicada ao varejo e a importância da cultura organizacional como motor de inovação e crescimento. “Estar à frente na leitura das transformações do varejo é uma premissa para nós. Levar esse conteúdo aos nossos parceiros lojistas fortalece o ecossistema dos shoppings e amplia a capacidade de inovação e adaptação dos negócios”, afirma Cecília Ligiéro, diretora de Marketing e Inovação da Ancar Ivanhoe. “Mais do que compartilhar conteúdo, esses encontros promovem troca de experiências, conexões estratégicas e alinhamento com o que há de mais atual no cenário global do varejo”, completa. A iniciativa também reforça a visão estratégica da Ancar sobre o papel dos shopping centers como hubs de convivência, consumo e inovação, além de evidenciar o cuidado da companhia com o desenvolvimento contínuo de seus lojistas e parceiros. Todo o conteúdo apresentado nos encontros será disponibilizado na UAI Lojista – Universidade Ancar Ivanhoe Lojista, plataforma digital exclusiva da rede, ampliando o alcance dos aprendizados e democratizando o acesso às principais tendências do varejo global.
Delegação da Gouvêa Experience acompanha de perto os principais movimentos do varejo global na NRF 2026
A Delegação da Gouvêa Experience iniciou sua agenda oficial na NRF 2026 – Retail’s Big Show, maior evento global do varejo, realizado em Nova York (EUA), acompanhando de perto as principais tendências, debates estratégicos e inovações tecnológicas que estão redefinindo o setor no mundo. Com uma programação intensa que combina participação em palestras, visitas à feira de expositores e encontros estratégicos, a delegação acompanha os temas que devem impactar diretamente o varejo nos próximos anos, com destaque para o avanço da Inteligência Artificial, a transformação da experiência do consumidor e a busca por eficiência operacional em toda a cadeia. Segundo Eduardo Yamashita, CEO da Gouvêa Inteligência e mentor da delegação Gouvêa Experience, o primeiro dia da NRF 2026 deixou claro que o varejo entrou em uma nova fase de maturidade no uso da IA. “O varejo parou de ‘brincar’ de Inteligência Artificial para começar a reconstruir seus alicerces sobre ela. Se antes o foco estava em chatbots e recomendações de produtos, agora a discussão é muito mais profunda e estrutural”, afirma Yamashita. Entre os principais destaques do primeiro dia está o conceito de Agentic Commerce, que aponta para uma mudança radical na jornada de compra. “A IA deixa de ser apenas um suporte e passa a conduzir toda a jornada. Falamos de agentes inteligentes capazes de entender contextos complexos e resolver demandas completas do consumidor, da descoberta à transação. A IA passa a ser, efetivamente, o novo rosto da jornada de compra”, explica. Yamashita também destaca que o impacto da Inteligência Artificial vai além da experiência do consumidor e se estende à relação entre varejo e indústria. “Estamos vendo aplicações muito relevantes em gestão de estoque em tempo real, logística preditiva e personalização extrema. A personalização deixa de ser segmentada e passa a ser individual, ajustando ofertas e serviços no exato momento da interação”, analisa. Apesar do avanço, o executivo faz um alerta sobre o desafio de transformar discurso em escala real. “Existe um choque de realidade. Muitas dessas aplicações ainda estão em fase de piloto ou prova de conceito. O Agentic Commerce exige uma governança de dados e uma integração de sistemas que muitas empresas ainda estão construindo. O grande desafio de 2026 será tirar essa sofisticação do papel sem perder a confiança do consumidor”, completa. Para Roberto Wajnsztok, sócio-diretor da Gouvêa Consulting, a NRF segue sendo um evento com múltiplas camadas de aprendizado. “Existem duas NRFs: a das palestras e a da feira. São centenas de palestras e mais de mil expositores, onde tudo é conteúdo, tudo é experiência e tudo pode gerar evolução real para os negócios”, afirma. No campo do conteúdo, Wajnsztok destaca que o primeiro dia foi marcado por discussões profundas sobre Inteligência Artificial e comportamento do consumidor. “As palestras mostram como as empresas estão evoluindo com o uso da IA, enquanto especialistas analisam os novos movimentos, expectativas e desafios do consumidor em um cenário cada vez mais complexo”, explica. Já na feira, o foco está em soluções práticas para o dia a dia do varejo. “Chamam atenção as tecnologias que buscam melhorar a experiência do consumidor no ponto de venda, muitas delas baseadas em IA, além de equipamentos de automação de lojas e logística, que já são uma marca registrada da NRF”, conclui. A Delegação da Gouvêa Experience segue acompanhando a programação da NRF 2026, traduzindo os principais insights do varejo global para a realidade do mercado brasileiro e latino-americano. SOBRE A GOUVÊA EXPERIENCE A Gouvêa Experience conecta a mais relevante comunidade de varejo, consumo e serviços do Brasil por meio de eventos, missões internacionais e experiências exclusivas, cuidadosamente desenhadas para executivos de alta liderança. A plataforma promove networking qualificado, trocas estratégicas e acesso direto a líderes que influenciam os rumos do mercado. Ao combinar curadoria de conteúdo, experiências imersivas e relacionamento de alto nível, a Gouvêa Experience gera insights transformadores que impulsionam decisões, aceleram negócios e ampliam de forma consistente o capital relacional dos participantes.
Brasileira CoderIvy marca presença na NRF 2026
Entre os dias 11 e 13 de janeiro, a Coder IVY AI (https://coderivy.com/), marcará presença na NRF 2026 Retail Big Show, maior evento de varejo mundial. Em seu stand, localizado na Exposition, Startup Hub, Booth 1002, além de conhecer mais sobre a startup, que aposta em inteligência artificial comportamental para personalizar experiências de usuários e acelerar a criação de soluções digitais, e os serviços que está levando para o mercado estadunidense e europeu. A empresa é uma dsa investidas da Acrux Capital, uma das gestoras mais ativas em ativos ilíquidos e venture capital no Brasil. Com mais de 20 anos de mercado, a Venture Capital estrutura portfólios em áreas como tecnologia, saúde, finanças, energia e óleo e gás, unindo disciplina técnica, proximidade com empreendedores e foco em negócios com produtos de ruptura e inovações capazes de gerar impacto econômico significativo e transformar cadeias de valor. Mais do que aportar recursos, a Acrux acompanha de perto a gestão das companhias, definindo estratégias, metas e fomentando uma cultura de resultados. A frente da Acrux Capital está Victor Taveira, economista formado pela UFRJ e mestre em Economia e Finanças pela FGV. Sua experiência adquirida no Opportunity, no qual atuou entre 1999 e 2003, foi decisiva para moldar sua visão sobre ativos complexos. Lá, teve contato com operações de balcão, teses jurídicas repetitivas e o primeiro fundo de venture capital do grupo. Essa bagagem foi essencial para a fundação da Acrux, a qual está à frente há 22 anos.
Gouvêa Experience promove Retail Executive Summit 2026, primeiro encontro com grandes nomes do varejo para abordar tendências da NRF 2026
No dia 14 de janeiro, a partir das 10h40, será transmitido diretamente da sede do TikTok ByteDance, o Retail Executive Summit 2026 promovido pela Gouvêa Experience. O evento será o primeiro encontro para apresentar as tendências e novidades do NRF 2026: Retail’s Big Show, maior encontro mundial da indústria varejista que acontece de 11 a 13 de janeiro em Nova York (EUA) reunindo líderes, varejistas, marcas. fornecedores e serviços de tecnologia para discutir tendências, estratégias, inovação e tecnologia. Com o tema “The Next Now” a 116ª edição da NRF enfatiza não apenas previsões, mas ações práticas que os varejistas podem implementar com foco no agora e no futuro, reunindo grandes líderes do varejo global para falar sobre Inteligência Artificial (IA), inovações tecnológicas e experiências do consumidor, entre outros assuntos. Online e com acesso gratuito – a inscrição pode ser feita pelo link https://gouveaexperience.com.br/transmissao-retail-executive-summit-2026/ – o Retail Executive Summit 2026 permitirá que todos acompanhem os insights mais relevantes da NRF 2026 com foco na realidade das empresas brasileiras, onde executivos de Gouvêa Ecosystem, Tik Tok, L’Oréal, Méliuz, McDonald’s, Renner, Coca-Cola, Larroudé e Unico apresentarão estratégias para os negócios de varejo, consumo e serviços a partir das tendências reveladas na NRF 2026. Confira a seguir a programação: Horário Temas Palestrantes 10h40 Abertura Ana Paula Rocha – Sócia-Diretora da Gouvêa Experience 10h50 Palestra TikTok Shop A Era do Discovery Commerce: O Novo Caminho da Cultura ao Comércio Gabriela Castanho – Product Marketing Communication lead LATAM do TikTok Nicolas Cabral – Client Solutions Lead, TikTok Shop Ads do TikTok 11h20 Palestra L’Oréal USA Visual Merchandising no Centro da Estratégia do Negócio Raphael Lima – Director Global Visual Merchandising | Kiehl’s Since 1851 da L’Oréal USA 11h40 Palestra Salesforce Sam Winterson – Global Industry Strategist – Retail do Salesforce 12h00 Palestra Méliuz Além do Digital: Como IA e Hiperpersonalização Estão Redefinindo o Varejo Físico Gabriel Loures – CEO da Méliuz Malu Tolentino – Diretora Comercial da Méliuz 12h10 Intervalo 12h40 Gouvêa’s POV NRF 2026 Eduardo Yamashita – COO da Gouvêa Ecosystem Luiz Alberto Marinho – Sócio-Diretor da Gouvêa Malls 13h40 Palestra Unico The Next Now: Transformando Segurança em Experiência e Conversão Alex Linhares – Clients and Solutions Director da Unico 13h50 Palestra Larroudé De Araçatuba para Nova York e nos pés das celebridades: A trajetória da marca brasileira Larroudé Ricardo Larroudé – CEO da Larroudé 14H10 Painel Retail Executive Summit Come to Brazil – O Papel da Liderança na Transformação do Varejo Brasileiro Moderação: Marcos Gouvêa de Souza – Diretor Geral da Gouvêa Ecosystem Painelistas: Rogerio Barreira – Presidente da McDonald’s Brasil Fabio Faccio – CEO da Lojas Renner S.A. Luciana Staciarini – Presidente Brasil e Cone Sul da Coca-Cola Company Fábio Queiróz – Presidente da ASSERJ 15h00 Encerramento Marcos Gouvêa de Souza – Diretor Geral da Gouvêa Ecosystem Ana Paula Rocha – Sócia-Diretora da Gouvêa Experience O Retail Executive Summit 2026 antecede o Retail Trends Pós-NRF 2026 – A Visão da Gouvêa que será realizado no dia 27 de janeiro pela Gouvêa Experience ,das 8h às 18h, no Teatro Claro MAIS, em São Paulo (SP). Voltado para líderes, executivos e profissionais do varejo, consumo e serviços, o evento é considerado o mais relevante e completo Pós-NRF do país, reunindo conteúdo de alto impacto, análises aplicadas ao contexto nacional e networking qualificado com foco nas estratégias que realmente importam para transformar tendências globais em ações práticas. Com a participação de mais de 10 palestrantes, o Retail Trends Pós-NRF (https://www.sympla.com.br/evento/retail-trends-2026-pos-nrf-gouvea/) apresentará temas que têm dominado o debate global do varejo, incluindo tecnologia aplicada ao cliente, transformação digital, experiências omnichannel, inovação em modelos de loja e uso estratégico da inteligência artificial, tópicos de destaque no maior evento de varejo do mundo. RETAIL EXECUTIVE SUMMIT 2026 Dia 14 de janeiro Horário 10h40 Inscrições: https://gouveaexperience.com.br/transmissao-retail-executive-summit-2026/ Evento Gratuito SOBRE A GOUVÊA EXPERIENCE A Gouvêa Experience conecta a mais relevante comunidade de varejo, consumo e serviços do Brasil por meio de eventos, missões internacionais e experiências exclusivas, cuidadosamente desenhadas para executivos de alta liderança. A plataforma promove networking qualificado, trocas estratégicas e acesso direto a líderes que influenciam os rumos do mercado. Ao combinar curadoria de conteúdo, experiências imersivas e relacionamento de alto nível, a Gouvêa Experience gera insights transformadores que impulsionam decisões, aceleram negócios e ampliam de forma consistente o capital relacional dos participantes.
Study Tour da Delegação Gouvêa Experience em Nova York revela experiências exclusivas e aprendizados práticos no varejo global
O varejo em Nova York é destaque do Study Tour da Delegação Gouvêa Experience NRF 2026 que está proporcionando aos participantes uma jornada imersiva pelo varejo mais inovador do mundo. Esse roteiro, marcado por acesso exclusivo, conteúdo aprofundado e contato direto com lideranças das operações visitadas, tem o objetivo de traduzir,na prática, como experiência, operação, tecnologia e inovação se conectam para gerar valor para negócios de varejo, consumo e serviços. A programação começou no dia 8 de janeiro com uma visita exclusiva à Louis Vuitton, na Quinta Avenida, onde a delegação foi recebida para conhecer de perto um modelo de atendimento baseado em estilo de vida e não apenas em produto. A experiência revelou uma operação altamente sofisticada com equipes que se preparam diariamente com treinamentos focados em comportamento do consumidor, atendimento guiado por perguntas estratégicas, produção em ateliês sem escala massiva e controle rigoroso da oferta para garantir exclusividade. Mesmo com poucas peças por loja, a marca mantém 100% de disponibilidade por meio de um sistema inteligente de redistribuição global. Cafés assinados, colaborações icônicas, cuidado extremo com os detalhes e uma experiência consistente em todos os andares reforçam o DNA da marca que segue ampliando o relacionamento com o cliente mesmo durante o período de reforma da sua flagship. “Na visita na nova loja da Louis Vuitton que será a operação deles nos próximos três anos enquanto a loja principal fica em reforma, conseguimos perceber como eles têm um trabalho de excelência e treinamento dos colaboradores em atendimento para entender o consumidor, suas necessidades e entregar o produto correto e da forma correta para aquele perfil de consumidor. O foco lá é atendimento e treinamento dos colaboradores por ser uma das marcas mais reconhecidas em atendimento ao cliente”, acrescenta Eduardo Yamashita, CEO da Gouvêa Inteligência. Na sequência, a delegação visitou o MetaLab em uma imersão completa nas tecnologias, operações e experiências que conectam o mundo digital ao físico. Os participantes puderam experimentar produtos e compreender, de forma prática, como inovação, dados e experiência do usuário se integram às estratégias de negócios. “A loja da MetaLab é uma colaboração entre a Essilor Luxottica e o Grupo Meta utilizada para que o consumidor seja educado numa nova tecnologia que está sendo desenvolvida por essas empresas em conjunto que são os óculos de realidade aumentada. O consumidor tem muitas dúvidas sobre como ele funciona, se vai se acostumar e sobre como essa tecnologia pode auxiliá-lo no dia a dia, então essa loja serve para que ele tenha essa experiência de uso do produto, se aproxime da marca e possa fazer essa compra com mais segurança”, explica Yamashita. A jornada também incluiu uma visita na Ulta Beauty, onde a delegação percorreu todas as áreas da loja com uma curadoria completa sobre o portfólio, entendendo como a marca organiza categorias, estimula a experimentação e estrutura um atendimento consultivo que potencializa a experiência do cliente. “A Ultra Beauty é o maior varejista de cosméticos e beleza dos Estados Unidos com 1500 lojas no país. Eles nos mostraram como utilizam o programa de fidelidade onde 95% das compras são feitas através dele e como utilizam esses dados para ajustar sortimento e melhorar a experiência do consumidor. Tem muitos serviços na loja como cabeleireiro, maquiagem e unha para agregar ainda mais valor ao consumidor e aumentar as margens desse negócio”, justifica o CEO. Já, na Petco, o grupo acompanhou de perto como a estratégia de serviços, que inclui cuidados, bem-estar e soluções personalizadas para pets, vem transformando a relação com os consumidores e ampliando significativamente o valor percebido da marca. “Na Petco conseguimos observar todo é ecossistema de negócios que está sendo montado para se diversificarem frente às vendas do canal digital onde a maior parte dos produtos são vendidos. Na Petco eles oferecem serviços nas lojas para atrair o consumidor, principalmente relacionados à saúde do animal como veterinários, consultas e também o dia a dia, com banho e tosa, treinamento e adestramento de cães”, acrescenta Yamashita. O dia terminou com uma visita à Nespresso Union Square, recém-inaugurada em 18 de dezembro, que proporciona uma experiência sensorial completa para os consumidores. No espaço, todos os clientes são convidados a degustar café, reforçando o posicionamento premium da marca e fortalecendo o vínculo emocional com o público. “A maior loja da Nespresso é o grande templo da marca. Lá a gente teve uma aula de comunidade e hospitalidade que é uma referência e marca registrada da Nespresso. Essa loja serve para celebrar a marca, onde eles mostram como utilizam essas lojas boutique para apoiar e se conectar com o consumidor. A maior parte das vendas da Nespresso acontece nos canais digitais, através dos programas de assinatura, mas 40% das vendas acontece nessas butique onde consumidor pode ter mais contato com os diferentes tipos de café, com as novas tecnologias em máquinas e fazer seus pedidos por lá também”, explica o executivo. “O crescimento do digital acelera a transformação da loja física que se torna um ponto de venda onde as pessoas vão pra se relacionar com a marca, nesse sentido, oferecer experiências passa a ser essencial para conectar e engajar esse consumidor com a marca. A loja da Nespresso tem dois andares onde você tem espaços para Masterclass e até um bar onde a pessoa se serve à vontade de café e chega ao ponto de ter um espaço para festas. A gente começa a ver uma forma da marca se relacionar com as pessoas de outras maneiras. Isso vai ser uma tendência cada vez maior, especialmente em lojas em shopping centers, onde tem uma frequência de público mais qualificado”, explica Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da Gouvêa Malls. Em todas as visitas, a Delegação Gouvêa Experience foi recebida e acompanhada por representantes das operações, garantindo profundidade estratégica, contexto real de tomada de decisão e acesso a insights exclusivos. O Study Tour segue nos próximos dias com uma agenda intensa que conecta teoria, prática e tendências globais do varejo.
NRF 2026: o varejo entra na era das decisões, não das promessas
Por Jonathan Dagues Sob o tema “The Next Now”, a NRF 2026 inicia suas primeiras sessões propondo uma nova perspectiva, onde mais do que prever o futuro, trata-se de antecipar o presente. Já no primeiro dia, a feira deixou claro que o varejo não será moldado apenas por inovações visuais ou tecnologias disruptivas, mas pela capacidade das marcas de tomar decisões ágeis, guiadas por dados e propósito. Essa mudança de mentalidade é evidente tanto nos palcos quanto nas conversas que circulam pelos corredores do Javits Center. A tecnologia continua central, mas perdeu o status de espetáculo. O foco se desloca do “se” para o “como” usar inteligência artificial, automação e dados para gerar impacto real na experiência do consumidor, na eficiência operacional e na sustentabilidade do negócio. Ao mesmo tempo, a transformação do varejo está diretamente conectada ao contexto macroeconômico global, que impõe crescimento lento, inflação persistente e um consumidor mais cauteloso. Esse novo perfil prioriza marcas com valores consistentes e impacto percebido. Por isso, o trade marketing ganha ainda mais relevância estratégica, não apenas como ferramenta de exposição, mas como ponte entre marca e confiança no PDV, onde o fator humano e o propósito se encontram para sustentar relevância em tempos incertos. A inteligência artificial deixa de ser discurso e se torna base A inteligência artificial não é mais o assunto do futuro, tornando-se uma camada estrutural do varejo moderno, comparável à energia elétrica ou ao Wi-Fi: essencial, mas invisível. Estamos entrando na era dos agentes autônomos, que combinam dados de inventário, comportamento e histórico de compras para tomar decisões automatizadas em tempo real. Para o trade marketing, esse novo contexto exige uma adaptação imediata. Como manter o fator humano relevante em um ambiente onde tudo é preditivo e automatizado? A resposta está naquilo que a tecnologia ainda não substitui, a presença, o improviso e a empatia. E, nesse cenário, o papel do promotor de vendas precisa ser reinventado, não descartado. O luxo do futuro será a presença humana Entre as mensagens mais recorrentes nos palcos da NRF 2026 até aqui, o destaque vai para a mensagem de que o toque humano será o próximo diferencial competitivo. Em um mundo cada vez mais automatizado, o que realmente gera conexão, fidelização e lembrança de marca são experiências sensíveis e personalizadas. Esse entendimento muda completamente a lógica de construção de marca. O branding do futuro não será sustentado por promessas, mas por comprovações. Isso exige excelência operacional em todas as etapas, especialmente na execução no ponto de venda, onde a reputação se materializa. O ponto de venda como território de confiança Ao longo das discussões, pouco se falou sobre vitrines ou estética isolada. O centro do debate foi a credibilidade de ter o consumidor atual, que é nativo digital, bem informado e cada vez mais criterioso, valorizando marcas que conseguem sustentar, na prática, os valores que comunicam. Nesse contexto, o trade marketing surge mais forte para tornar o ponto de venda um espaço de confiança e não apenas um local de transação, principalmente ao destacar a importância de ter um contato mais próximo com o promotor que passa a exercer um papel estratégico ao articular dados e uma entrega consistente. As empresas que já compreenderam essa transformação estão direcionando esforços para capacitação de suas equipes, iniciativas de inclusão e responsabilidade social, além de uma presença no varejo mais inteligente e coerente com o que prometem ao mercado. O futuro é decisivo, não digital Se 2025 foi o ano da velocidade, 2026 é o ano da curadoria. Fazer mais já não é suficiente. O novo varejo será liderado por quem consegue fazer o que realmente importa, com clareza e consistência, sem deixar de lado a consciência. O futuro não será comandado por quem tem mais tecnologia, mas por quem sabe como usá-la, acima de tudo. *Jonathan Dagues é CEO da EVER Trade Marketing (Ex-SPAR Brasil), referência em execução e inteligência no ponto de venda, com atuação em mais de 100 mil PDVs em todo o Brasil.
Diebold Nixdorf destaca como Inteligência Artificial molda o futuro do varejo na NRF Retail’s Big Show 2026
A Diebold Nixdorf, líder global em transformar o modo como as pessoas fazem compras e transações bancárias, apresentará durante a NRF Retail’s Big Show 2026 um portfólio completo de soluções e serviços que combina Inteligência Artificial (IA), automação e analytics para apoiar varejistas na transformação de suas operações. A companhia mostrará tecnologias inovadoras aplicadas a cenários reais do varejo, comprovando como é possível ampliar a eficiência operacional e oferecer uma experiência de compras mais fluida, conveniente e inteligente aos consumidores, com resultados mensuráveis. O evento acontece de 11 a 13 de janeiro, no Jacob K. Javits Convention Center, em Nova York (Estados Unidos). “Vamos mostrar como uma loja verdadeiramente inteligente atua em situações reais no dia a dia do varejo. Ao combinar IA, visão computacional e dados em tempo real com equipamentos de ponta, criamos um ambiente capaz de entender o que acontece na loja e responder de forma proativa, para que varejistas possam operar com mais produtividade e oferecer uma experiência de compra mais personalizada e ágil aos consumidores”, afirma Elias Rogério da Silva, Vice-Presidente da Diebold Nixdorf para a América Latina. O estande da empresa (#3522) trará o conceito “Do Insight ao Impacto — explore soluções inteligentes de varejo que funcionam” e oferecerá aos visitantes uma jornada imersiva que reflete a construção da inteligência no setor. A experiência começa na Insight Zone, que apresenta dados reais de lojas em funcionamento e projetos-piloto ao redor do mundo. Também será possível conhecer em profundidade como o time de Storevolution Advisory Services da Diebold Nixdorf transforma dados em insights práticos para enfrentar os desafios reais do varejo. A partir de uma compreensão aprofundada das operações, a equipe adota uma abordagem consultiva e tecnológica para recomendar a configuração ideal da loja, definindo o equilíbrio adequado entre caixas tradicionais com atendimento humano, caixas de autoatendimento e os pontos mais indicados para a aplicação de IA Visual, além de propor um modelo de força de trabalho alinhado às necessidades do negócio. O objetivo é garantir a aceitação e a adoção do processo pelo consumidor, além de otimizar o fluxo operacional com o menor custo total de propriedade e de operação. Já a Impact Zone reunirá histórias de sucesso de clientes, demonstrando como insights podem ser convertidos em ações e em resultados mensuráveis, incluindo retorno sobre investimento (ROI). Nesse ambiente, o intuito é compartilhar aprendizados e boas práticas que possam ser replicados em iniciativas de transformação do varejo. Outro destaque será a Retail Store, onde os participantes poderão acompanhar as soluções da Diebold Nixdorf operando ao vivo. Nesse ambiente, visitantes terão a oportunidade de conferir fluxos avançados de IA Visual, que permitem diversas iniciativas como o escaneamento de cestas de produtos com reconhecimento simultâneo de múltiplos itens, a verificação automática de idade em compras de itens restritos, o reconhecimento de produtos sem código de barras, além de monitoramento de segurança com IA capaz de identificar riscos antes que se tornem incidentes. A partir dessas experiências, será possível explorar os diferentes cenários enfrentados pelos varejistas hoje, como os tipos de perdas no momento da finalização das compras, seus impactos nas operações e as estratégias para mitigá-las. A abordagem também se aprofunda nas melhores práticas que indicam quando a aplicação de Inteligência Artificial é mais adequada, além dos principais pontos que os varejistas devem considerar ao iniciar projetos com IA, entre outros temas relevantes. Essas demonstrações evidenciarão como a adoção de hardware – como terminais de self-checkout e pontos de venda (PoS) avançados – aliada a softwares inovadores, como a Vynamic Retail Platform, uma plataforma nativa em Nuvem que conecta de forma escalável e eficiente as jornadas do consumidor, as lojas e as operações administrativas, e o DN AllConnect Services, voltado ao gerenciamento de processos críticos, contribui para a criação de ambientes de loja inteligentes, resilientes e preparados para atender às demandas atuais e futuras do varejo. Diebold Nixdorf na NRF Retail’s Big Show Data: 11 a 13 de janeiro Local: Jacob K. Javits Convention Center, em Nova York (Estados Unidos) Estande: #3522 (próximo à West Entrance da área de exposição)