O Spotify acaba de dar mais um passo fora do seu core original ao permitir que usuários premium nos EUA e no Reino Unido comprem livros físicos diretamente dentro do aplicativo. Mais do que a venda em si, porém, o que chama atenção é como a empresa está usando funcionalidades de produto para aprofundar a experiência do usuário e destravar novas frentes de negócio.
Entre as novidades, o Spotify passou a integrar recursos tecnológicos que conectam o consumo físico e digital, como o Page Match, que permite escanear uma página do livro físico com o celular para sincronizar automaticamente a reprodução do audiobook, e os Audiobook Recaps, resumos personalizados que ajudam o usuário a retomar a escuta exatamente de onde parou.
O movimento chama atenção não só pela novidade em si, mas pelo que ele revela sobre estratégia de negócios em plataformas digitais maduras. Para Raphael Farinazzo, Diretor de Operações da PM3, escola referência em negócios e produtos digitais no Brasil, essa iniciativa levanta discussões relevantes para líderes e gestores, como:
- Quando um negócio deve buscar novas fontes de receita fora do core, e criar novos produtos?
- Onde está o limite entre expansão inteligente de plataforma e dispersão de foco de produto?
- O papel dos dados de comportamento na evolução de produtos além do core original.
A PM3 pode contribuir com uma análise de negócios e produto sobre esse movimento, explicando o que outras empresas podem aprender com a estratégia do Spotify para escalar novos formatos sem perder o foco.