“Meu celular está me escutando?”: especialista explica como realmente funciona a personalização de anúncios

A cena é comum: uma conversa em voz alta, nenhuma busca no Google, nenhum clique em sites especializados, e, ainda assim, um anúncio surge sobre o exato assunto que foi discutido. A reação imediata de muitas pessoas é acreditar que estão sendo ouvidas pelo celular. Essa teoria cria uma sensação de vigilância muito presente atualmente, como mostra um estudo recente da Universidade de Amsterdã. Segundo a pesquisadora Dong Zhang, muitos criam suas próprias especulações porque, apesar de saberem que seus dados estão sendo coletados, não entendem exatamente como. Para Caio Motta, cofundador da agência de marketing especializada em performance orientada por dados Elementar Digital, a verdade é que os smartphones não estão necessariamente escutando os usuários. O que existe é uma cadeia sofisticada de captura e correlação de dados no dispositivo que alimenta plataformas de mídia sobre o comportamento e interesse do usuário. “Trabalho há mais de uma década com marketing de performance e dados. Gerencio campanhas em plataformas como Google e Meta todos os dias, por dentro dos painéis onde a segmentação acontece. E posso afirmar com segurança que as plataformas não precisam do seu microfone porque elas têm algo muito mais poderoso”, afirma. Ele explica que Google e Meta sempre foram, antes de tudo, empresas de inteligência artificial. O Google investia em machine learning quando a maioria das empresas de tecnologia ainda discutia se valia a pena ter um app. Essa vantagem construída ao longo de décadas virou algoritmos de predição que analisam múltiplas camadas de dados para antecipar o que o consumidor vai querer, muitas vezes antes dele mesmo perceber. Para começar, há o histórico de navegação, buscas, curtidas, comentários e tempo de permanência em cada conteúdo. Mas isso é apenas a superfície. As plataformas também sabem quem são os amigos, colegas de trabalho e familiares de cada um e o que eles estão buscando. “Se sua esposa pesquisou colchões no Google durante a tarde, o algoritmo já sabe que vocês dividem o mesmo endereço IP, estão conectados no mesmo Wi-Fi e estão relacionados, tudo identificado pelas interações digitais. Não precisa de microfone para conectar esses pontos”, descreve Caio. “Agora adicione uma camada menos visível: os dados enviados por anunciantes. Toda empresa que investe em mídia digital quer otimizar seu gasto e para isso alimenta as plataformas com informações riquíssimas”. Por exemplo, e-commerces enviam dados de páginas visitadas e produtos adicionados ao carrinho, redes de varejo compartilham compras offline, programas de fidelidade integram dados de consumo com identificadores digitais. “Aquele CPF que você informa na farmácia para ‘ganhar desconto’? Ele conecta seu comportamento offline ao seu perfil digital, permitindo que o algoritmo entenda que você comprou suplementos vitamínicos e whey protein na terça  e pode ter interesse em assinar um aplicativo de exercícios ou comprar roupas de ginástica na quinta.”, pontua o especialista. O viés de confirmação faz o resto Há um fator psicológico fundamental que amplia a sensação de espionagem, que é o viés de confirmação. As pessoas são bombardeadas por centenas de anúncios todos os dias, e a imensa maioria não são percebidos. Mas, no dia em que um anúncio se alinha com uma conversa recente, ele parece gritar na tela. O cérebro registra o “acerto” e descarta os outros 99 anúncios que não fizeram sentido. A ilusão de precisão é criada não pela tecnologia, mas pela forma como nosso cérebro processa coincidências. O investimento em publicidade digital no Brasil atingiu R$ 37,9 bilhões em 2024, segundo o Digital AdSpend 2025 do IAB Brasil. É um mercado que cresceu 60% desde 2020 e nove setores econômicos já destinam mais da metade de seus orçamentos para o digital. “Esse dinheiro não se sustenta em conspiração, se sustenta em resultado mensurável”, ressalta Caio, e também traz uma provocação: a personalização de anúncios é necessariamente ruim? “Conheço pessoas, e não são poucas, que deliberadamente visitam páginas de produtos, entram em perfis de empresas e depois ‘deixam o algoritmo trabalhar’ por algumas horas, esperando que o feed apresente concorrentes e alternativas para uma compra mais informada. É uma forma inesperada de usar a máquina a seu favor”, conta. Além disso, para ele, pequenas empresas que nunca teriam verba para um comercial de TV, por exemplo, conseguem ser descobertas por clientes com intenção real de compra. Por outro lado, essas mesmas ferramentas de segmentação podem ser usadas para discriminar grupos, seja excluindo pessoas ou cobrando mais com base em raça, gênero ou localização. “Isso é uma prática inaceitável. É algo que já rendeu multas bilionárias em outros países e precisa ser enfrentado com rigor”, reforça Motta. Nem todas as plataformas nascem iguais Outro ponto que merece nuance é que Google e Meta são empresas públicas, auditadas, com políticas de privacidade publicadas e sujeitas à LGPD no Brasil. Isso não as torna perfeitas, mas as coloca sob escrutínio regulatório constante. O problema real de privacidade muitas vezes está em plataformas menores, data brokers obscuros e aplicativos que pedem permissões absurdas para funcionalidades simples. Para Caio, a pergunta não deveria ser “o Google me ouve?”, mas sim “quais apps eu instalei que pedem acesso ao meu microfone sem nenhuma razão funcional?”. Para quem prefere limitar o rastreamento, existem medidas práticas, como usar navegadores focados em privacidade como o Brave Browser, navegar em modo anônimo, revisar periodicamente as permissões dos aplicativos e, sempre que possível, evitar fornecer dados de identificação (inclusive em lojas físicas). “O ponto central não é convencer ninguém a largar o Instagram ou sair cobrindo a câmera do celular com fita. A questão é que, num mercado de quase R$ 38 bilhões, entender como a publicidade digital funciona deixou de ser uma curiosidade técnica e virou alfabetização básica para qualquer pessoa conectada”, finaliza Caio. “É uma realidade muito menos cinematográfica do que parece, mas, mesmo sem ouvir, os algoritmos sabem muito sobre você e fazem isso com o seu consentimento, escondido naqueles termos de uso que ninguém lê”. Sobre a Elementar Digital  Fundada em 2017, a Elementar Digital é uma agência de marketing digital que atua como parceira estratégica

Positivo reforça protagonismo dos tablets como item essencial da vida digital moderna

De alternativa econômica aos notebooks para uma solução completa de produtividade e lazer. Os tablets se transformaram nos últimos anos e já ocupam uma posição central entre os dispositivos mais buscados por usuários que precisam de praticidade e performance em suas rotinas. Para a Positivo, marca de computadores, smartphones e tablets da Positivo Tecnologia, os avanços em design, conectividade e poder de processamento consolidaram esses produtos como equipamentos versáteis para profissionais, estudantes e famílias, prontos para acompanhar a vida digital em qualquer lugar. A combinação de praticidade, desempenho e versatilidade faz do tablet uma escolha capaz de acompanhar diferentes perfis e rotinas — do profissional em trânsito ao estudante, das famílias às pessoas que buscam entretenimento em qualquer lugar. A seguir, a marca destaca seis fatores que explicam por que os tablets estão ganhando espaço definitivo no dia a dia. 1- Mobilidade e ergonomia Com design leve e fino, o tablet oferece o equilíbrio perfeito entre portabilidade, autonomia e conforto de uso. “É o dispositivo que mais se aproxima da experiência de um notebook, sem perder a leveza e a agilidade de um smartphone. É possível transportar o dispositivo facilmente na mochila e ainda ter uma área de trabalho ampla o suficiente para ler, criar e se concentrar por horas sem desconforto”, afirma Cristiano Freitas, diretor de Negócios de Mobilidade da Positivo Tecnologia. De acordo com Freitas, os tablets evoluíram para oferecer o equilíbrio certo entre leveza e um bom tamanho de tela. “Atualmente, os tablets entregam o melhor dos dois mundos: são leves o suficiente para acompanhar o usuário em qualquer lugar, mas têm uma tela ampla que garante conforto visual para longas horas de uso”. 2- Autonomia e simplicidade de uso A autonomia é um dos principais diferenciais do tablet, que pode ser utilizado por várias horas sem recarga, sendo ideal para reuniões externas, aulas e viagens. Aliado à inicialização instantânea, o dispositivo elimina a necessidade de alternar entre notebook e smartphone, concentrando tudo em uma única tela. “A praticidade é o que mais conquista o usuário. O tablet está sempre pronto para uso, com bateria que dura o dia todo e uma interface simples e intuitiva, ideal para quem quer otimizar o tempo sem abrir mão do desempenho. Além disso, atualmente conta com acessórios que tornam a experiência ainda mais fluida, como teclados e capinhas protetoras que os sustentam em posição vertical”, aponta Freitas. 3- Integração com nuvem e aplicativos multiplataforma Com serviços em nuvem e aplicativos que funcionam em múltiplos dispositivos, é possível começar uma tarefa no notebook, continuá-la no tablet e finalizá-la no smartphone, sem precisar transferir arquivos. “Hoje, graças a esses serviços, o usuário não precisa enviar arquivos por e-mail ou depender de pendrives. Os ecossistemas conectados transformaram o tablet em uma extensão natural do trabalho e do estudo, o que permite ao consumidor continuar exatamente de onde parou com apenas alguns toques.” 4- Multiuso e versatilidade para diferentes perfis Profissionais de áreas externas, como técnicos, vendedores e corretores de imóveis, utilizam o tablet como principal ferramenta de trabalho. Já estudantes, famílias e consumidores de mídia encontram nele uma solução única para estudo, comunicação e entretenimento. “O grande diferencial do tablet é se adaptar à rotina de cada pessoa. Ele pode ser uma prancheta digital para um arquiteto, um caderno interativo para um aluno, um menu de restaurante ou uma central de entretenimento para toda a família”, comenta o executivo. 5- Produtividade em qualquer lugar Graças à conectividade 4G e ao suporte a acessórios como teclados destacáveis, o tablet permite que profissionais e estudantes trabalhem, participem de videochamadas, façam anotações e acessem documentos de qualquer lugar, sem depender de outros dispositivos. “O tablet deixou de ser apenas uma ferramenta de consumo de conteúdo e se tornou um verdadeiro escritório portátil — um hub completo de produtividade e lazer, com processadores mais potentes, conectividade avançada e telas de alta resolução, prontos para acompanhar o usuário em qualquer situação,” destaca Freitas. 6- Desempenho acessível para o dia a dia O mercado oferece modelos com ótimo custo-benefício, capazes de executar tarefas como e-mails, leitura, videoconferências, consumo de mídia e estudos. Mesmo versões intermediárias já entregam fluidez e autonomia suficientes para o uso diário. “Hoje, o desempenho deixou de ser um diferencial restrito aos modelos premium. Mesmo tablets mais acessíveis já oferecem potência e estabilidade suficientes para atender às principais demandas de produtividade e lazer”, reforça Freitas. Um exemplo de tablet que atende a diferentes perfis de consumidor é o Positivo Vision Tab 10, que combina performance eficiente, design moderno e preço acessível. O modelo pode ser adquirido no site da Positivo e nos principais varejistas por um preço sugerido de R$ 1.099,00. O produto entrega excelente desempenho, graças ao chipset Unisoc Tiger T606, 4 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento interno. Também conta com duas câmeras — sendo a principal, traseira, de 13 MP, e a frontal de 5 MP —, além do sistema operacional Android e entrada para cartão de memória microSD de até 1 TB. A tela LCD IPS HD de 10,1 polegadas oferece nitidez e conforto visual, com resolução de 800 x 1280 px. Além disso, vem com conectividade 4G integrada, que garante acesso à internet mesmo longe do Wi-Fi. Para mais informações sobre o Positivo Vision Tab 10 e outros produtos da marca, acesse o site oficial.

Relatório State of Gaming da AppsFlyer: IA intensifica a competição nos canais de marketing de jogos mobile e aumenta o custo para se destacar

A AppsFlyer, a Modern Marketing Cloud, divulga hoje o relatório State of Gaming for Marketers 2026, uma análise aprofundada sobre como a inteligência artificial, a escala de produção de criativos publicitários e o aumento da pressão sobre mídia paga transformaram o marketing de jogos mobile em 2025. Com base em dados da AppsFlyer, o estudo analisou como os estúdios se adaptaram em um cenário no qual a atividade de marketing cresceu mais rápido do que a atenção dos jogadores. Em 2025, a produção viabilizada por IA coincidiu com um aumento acentuado da publicidade em iOS e Android. A produção de criativos escalou rapidamente em todos os níveis de investimento, com os maiores anunciantes de jogos produzindo entre 2.400 e 2.600 variações por trimestre, um crescimento de 25% a 30% ano a ano. Essa expansão aumentou a pressão sobre os canais de aquisição pagos. A participação de instalações pagas cresceu 10% ano a ano em iOS e Android, enquanto as impressões de anúncios aumentaram 20%, indicando um crescimento significativo no número de anúncios competindo pela mesma base de jogadores.  Para gerenciar o aumento do volume de marketing e a fragmentação, ferramentas com IA tornaram-se parte comum dos fluxos de trabalho diários, com 46% das consultas a assistentes de IA focadas em relatórios e análises de desempenho, refletindo a necessidade de maior visibilidade e agilidade à medida que os volumes de dados cresceram. No Brasil, publishers com sede na China aumentaram sua participação em aquisição de usuários (UA) para jogos em 17% ano a ano, enquanto a receita de IAP (in-app purchases) em jogos casuais caiu 37% no mesmo período. “A IA aumentou drasticamente a velocidade e o volume com que jogos e ativos de marketing chegam ao mercado”, afirma Adam Smart, Diretor de Produto, Gaming, da AppsFlyer. “O resultado não é uma escassez de criatividade, mas um excesso dela. À medida que a atividade paga e a oferta de peças publicitárias crescem mais rápido do que a atenção dos jogadores, o sucesso do marketing depende de quão eficazmente as equipes conseguem medir, interpretar e agir sobre um volume cada vez maior de sinais fragmentados.” Principais insights do State of Gaming for Marketers 2026 Metodologia O State of Gaming for Marketers 2026, da AppsFlyer, é baseado em dados anonimizados e agregados de 9,6 mil aplicativos de jogos em todo o mundo, analisando 24,8 bilhões de instalações totais, incluindo 14,1 bilhões de instalações pagas, além de investimentos em mídia, produção criativa, monetização, fluxos de trabalho com uso de IA e uso de fontes de mídia em iOS e Android ao longo de 2025. O relatório completo está disponível em:https://www.appsflyer.com/resources/reports/gaming-app-marketing/ 

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