Google Ads: Você está comprando cliques ou fechando negócios?
Por Marcelo Freitas Parece uma questão óbvia, mas no dia a dia das agências e departamentos de marketing existe um abismo perigoso entre o clique e o fechamento de negócio. A verdade é que o Google Ads é uma máquina de gerar tráfego, mas tráfego não é receita. Se a sua estratégia termina no clique, você não está fazendo marketing de performance, está apenas alimentando o algoritmo. Muitas empresas vivem o que costumo chamar de ‘Clique de Esperança’. Elas configuram campanhas, selecionam palavras-chave genéricas e esperam que, por milagre, aquele volume de acessos se transforme em vendas. O problema é que o clique é apenas o início de uma conversa. Um clique pode ser, por exemplo, um internauta curioso, um concorrente pesquisando seu preço ou até alguém que clicou por engano. Em nossa empresa, a mentalidade é outra, isto é, o clique é um custo. O fechamento é o valor. Na prática cliques são até fáceis de conseguir, pois basta pagar o preço certo. Fechar negócios, no entanto, exige inteligência, segmentação cirúrgica e um alinhamento total entre a expectativa criada pelo anúncio e a entrega do seu comercial. Não se contente com um CTR (Click Through Rate) alto, ou seja, aquela proporção elevada de cliques em um link (anúncio, e-mail, etc.) versus o número de vezes que ele foi exibido (impressões). Exija, portanto, um ROI (Retorno sobre Investimento) real. Afinal, empresas não sobrevivem de visitas ao site, mas de contratos assinados e dinheiro no caixa. Para transformar o Google Ads em uma máquina de vendas real, é preciso parar de olhar apenas para as ‘conversões’ dentro da plataforma. Muitas vezes, um formulário preenchido (Lead) é celebrado como uma vitória, mas se esse lead é desqualificado, ele é apenas um custo para o seu time comercial. A interpretação correta dos dados deve responder a três perguntas essenciais: Mas afinal aonde a venda pode se perder? Quando o Google Ads ‘funciona’, gera naturalmente cliques, mas quando o negócio não fecha, o erro geralmente está em um desses três fatores a seguir: Defendemos, em nossa empresa, que a estratégia de Google Ads deve ser desenhada de trás para frente. Primeiro, entendemos o que é uma venda fechada para o cliente. Depois, rastreamos o caminho de volta até o clique que a originou. Se o seu relatório de ‘mídia paga’ mostra números verdes, mas o seu gerenciamento de relacionamento com o cliente ou Customer Relationship Management (CRM) está no vermelho, algo está errado. O Google Ads deve ser tratado como um canal de aquisição de clientes, não como uma fonte de vaidade estatística. Portanto, muito cuidado com a valorização exagerada de certos algarismos que apresentam apenas verdades aparentes. *Marcelo Freitas é bacharel em Ciência da Computação, consultor de tráfego pago e fundador da Spot-A Marketing. É expert em tráfego pago estratégico para empresas que buscam captar leads e vender através da Internet. http://spot-a.com.br/
Brilhante lança primeiro filme 100% criado por IA do setor de home care no Brasil, em parceria com o Google
Unicórnios com a voz e o bigode de Chay Suede surgem voando ao redor de uma máquina de lavar no novo filme de Brilhante Perfume e Cuidado Extraordinário. Em uma narrativa lúdica e cheia de fantasia, a marca utiliza a inteligência artificial para expandir sua mensagem para além do real, transformando o ator, rosto da primeira fase da campanha de lançamento do novo produto, em personagens inesperados. O filme foi desenvolvido 100% com inteligência artificial em parceria com o Google e criado com o Veo 3, modelo de IA generativa de vídeo da companhia. A iniciativa representa mais uma etapa do lançamento de Brilhante Perfume e Cuidado Extraordinário, sendo o primeiro filme da Unilever Brasil criado com IA como principal motor criativo e produtivo, da concepção visual às adaptações de formato, posicionando Brilhante como a primeira marca de home care no país a aplicar a tecnologia de forma central na criação publicitária. “Buscamos traduzir o diferencial do novo Bri Rosa em inovação na comunicação. Ao usar a inteligência artificial como motor criativo, ampliamos as possibilidades de expressão da marca e representamos o universo sensorial de Brilhante Perfume e Cuidado Extraordinário de maneira mais lúdica e envolvente. Esperamos ampliar awareness e impulsionar as vendas da nova fragrância, reforçando a associação da marca com perfumação prolongada. O filme também foi pensado para gerar conversa, diferenciação criativa e maior memorabilidade, fortalecendo a consideração e a imagem de Brilhante no segmento de Home Care”, comenta Renata Cunha, gerente de marketing de Brilhante. A proposta do projeto foi aplicar a IA como linguagem central da campanha, integrando criação e produção desde o início do processo, com o apoio da Insula AI, selo dedicado à produção audiovisual que utiliza inteligência artificial para desenvolver filmes e storytellings com foco em craft. Foram geradas mais de mil imagens estáticas e mais de 850 cenas em vídeo com IA, em um fluxo contínuo de testes e ajustes para chegar ao resultado final. O filme já está disponível nas plataformas digitais e nos canais proprietários da marca. Confira em @brilhante_brasil. Veja o filme: FICHA TÉCNICA Droga5 Agência Criativa: Droga5 São Paulo CEO/Creative Chairperson: Felipe Simi Co-CEO: Brisa Vicente CCO: Rafael Ziggy Chief Design Officer (CDO): Diego Limberti Head of Design: Marina Cota Diretor Executivo de Criação (ECD): Ana Cavalcanti e Vinícius Chagas Creative Leader: Mildredy Ventorin e Raphael Pavan Direção de Arte: Eduardo Diniz, Gio Valentini, Luiza Vidal Redator: Gabriel Lima, Ayslan Monteiro, Paula Moraes Content Leader: Kelly Neres Content Manager: Andrea Cerqueira COO: Felipe Belinky Chief Business Officer: Renata Cintra Head de Atendimento: Daniel Mason Líder de Atendimento: Otávio Santos Atendimento: Julia Andreucci e Bruna Rodrigues Chief Production Officer: Larissa Kubo Head de Produção: Stella Gafo Diretor de Produção: Eduardo Machado Produtor: Virgínio Oliveira Head de Projetos: Lucas Cardoso Líder de Projetos: Tatiane Donatangelo Projetos: Fernanda Verissimo, Jessica Rosa, Guilherme Piropo Chief Strategy Officer: Ana Cortat Head de Estratégia e Dados: Mariana Cordeiro Líder de Estratégia: Gabriella Brum Estratégia: Larissa Santos Data Science: Matheus Facci Head de Broadcasting: Fabiane Abel Broadcast Leader: Fabíola Ribeiro e Bárbara Raffaeli Broadcasters: Leticia Chaves, Maria Eduarda Fortes, João Ceccopieri Comunidades & Fandoms: Priscilla Sampaio e Lui Mello Produtora: Trio Hub Direção: Von Harbou (Fabio Hacker & Luciano Mathias) Produção Executiva: Luciano Mathias e Caito Cyrillo Coordenação de Produção/Pós/IA: Alicia Rovath IA: Equipe Ínsula AI e Kleber França Pós Produção: Equipe Insula AI Edição e Finalização: Felipe Hassum e João D. Branco Motion: João D. Branco Color Correction: Junior Xis Produção de áudio e mixagem: Kleber França Direção Musical: Caito Cyrillo Clientes (aprovadores) Giovanna B Gomes: CMO LATAM Renata Cunha: gerente de marketing Isabela Cunha: coordenadora de marketing Yasmine Antacli : diretora de marketing Carolina Nascimento: coordenadora de marketing Fernanda Andrade: coordenadora de conteúdo e influência Nayara.Bachega: coordenadora de mídia Daniela Pereira: diretora digital e marketing Camila Ramoa: gerente de conteúdo e influência Amanda Guida: gerente de mídia Marcos Pola: coordenador de influência e PR
A importância da interpretação de dados no Google Ads
Por Marcelo Freitas No ecossistema do marketing digital, existe uma ilusão perigosa, a de que o sucesso no Google Ads é um subproduto direto do orçamento investido ou da configuração técnica da ferramenta. Com o avanço agressivo da Inteligência Artificial e das estratégias de lances automáticos (Smart Bidding), muitos anunciantes acreditaram que bastava ‘ligar a máquina’ para colher resultados, mas temos observado o contrário em nossa empresa. À medida que a tecnologia se torna commodity, o verdadeiro diferencial competitivo migrou da execução para a interpretação. O Google Ads é uma das ferramentas mais poderosas do mundo, mas ela é apenas um amplificador. Se você amplificar uma estratégia baseada em dados mal interpretados, apenas acelerará o prejuízo. O futuro do tráfego pago não pertence a quem tem as maiores planilhas, mas a quem tem a melhor capacidade de ler o que está escrito entre as linhas dos gráficos. Notamos que no momento atual há uma confrontação muito clara que deve ser observada para não prejudicar os resultados, a armadilha da vaidade versus a realidade do negócio. O Google Ads entrega uma avalanche de métricas, entre elas a taxa de cliques (CTR), custo por clique (CPC), impressões e índice de qualidade. E por causa da multiplicidade de índices é fácil se perder em planilhas que mostram que tudo está ‘indo bem’, enquanto o caixa da empresa revela o contrário. A interpretação de dados é o que separa a métrica de vaidade do indicador-chave de desempenho (KPI) de crescimento. Um CPC (Custo por Clique) baixo pode parecer uma vitória, mas se esses cliques vêm de um público sem intenção de compra, você não está comprando tráfego — está desperdiçando recursos. Interpretar é entender o atrito na jornada do cliente, ou seja, por que o usuário clica, mas não converte? Afinal, o problema é o anúncio ou a experiência na página de destino? Diante desse novo cenário é importante entender também o papel da Inteligência Artificial (IA), se é piloto ou copiloto. A IA do Google é excelente em identificar padrões em larga escala, mas ela é ‘cega’ para o contexto do seu negócio. Ela não sabe se o seu estoque está acabando, se a sua margem de lucro mudou ou se um concorrente local iniciou uma queima de estoque. Interpretar dados no Google Ads hoje significa contextualizar o algoritmo, isto é, cruzar os dados da plataforma com o gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM) e o estoque real. É então essencial ler o comportamento humano, entendendo as nuances das palavras-chave de intenção (exemplo: a diferença sutil entre ‘Empresa de Controle de acesso’ e ‘Serviço de controle de acesso’). Um aspecto essencial também é a visão de atribuição, isto é, compreender que o Google Ads raramente trabalha sozinho. É preciso ler os dados para entender como ele influencia e é influenciado por outros canais. O mercado não precisa mais de operadores que apenas apertam botões, pois o Google já faz isso sozinho. O mercado precisa de estrategistas que saibam questionar os dados. Acreditamos, em nossa empresa, que os dados são apenas um ruído até que alguém lhes dê um significado concreto. Interpretar é o ato de transformar números em decisões de negócio. Se o custo de aquisição (CAC) subiu, um operador desavisado entra em pânico. No entanto, um estrategista analisa o lifetime value (LTV) e percebe que aquele cliente mais caro pode trazer três vezes mais lucro a longo prazo. Lembrando, que o lifetime value é a métrica de negócios fundamental que prevê a receita total que uma empresa pode esperar de um único cliente ao longo de todo o relacionamento. *Marcelo Freitas é bacharel em Ciência da Computação, consultor de tráfego pago e fundador da Spot-A Marketing. É expert em tráfego pago estratégico para empresas que buscam captar leads e vender através da Internet. http://spot-a.com.br/
Lançamento do Project Genie do Google DeepMind acelera transição da IA para agentes inteligentes
O Google DeepMind anunciou o lançamento oficial do Project Genie, um modelo de inteligência artificial capaz de aprender a dinâmica de ambientes interativos apenas observando vídeos, sem necessidade de regras pré-programadas. A tecnologia inaugura uma etapa crucial no desenvolvimento de sistemas autônomos ao permitir que a IA compreenda e simule ambientes complexos a partir de dados visuais. O avanço ocorre em um momento de consolidação do setor: segundo o AI Index Report 2025, da Universidade de Stanford, o investimento privado global em inteligência artificial atingiu patamares recordes, acompanhando uma adoção corporativa que já se tornou padrão na maioria das organizações globais. Renato Asse, fundador da Comunidade Sem Codar, maior ecossistema de No Code e IA da América Latina, avalia que o lançamento representa uma mudança estrutural. “O Project Genie mostra que estamos avançando de modelos que apenas respondem a comandos para sistemas que entendem a lógica de ambientes. Quando a IA aprende observando vídeos e recria dinâmicas interativas, ela passa a simular cenários e testar decisões. Isso amplia o campo de aplicações práticas e acelera a chegada de agentes capazes de operar com autonomia em fluxos complexos”, afirma. O movimento do DeepMind reforça uma tendência estratégica entre grandes laboratórios: o investimento em modelos treinados por simulação e interação, e não apenas por texto. Essa transição aproxima a IA de aplicações sofisticadas, como agentes capazes de operar fluxos de trabalho, simuladores educacionais e sistemas de treinamento corporativo. Para o ecossistema de No Code, a evolução sinaliza um futuro em que criadores poderão desenvolver experiências interativas e agentes inteligentes sem a necessidade de programação avançada. Ao analisar os impactos para o mercado latino-americano, Renato Asse destaca a democratização do acesso a capacidades técnicas avançadas. “Com modelos que compreendem e simulam dinâmicas de forma autônoma, criadores e empresas ganham liberdade para construir sistemas complexos. Isso posiciona a América Latina para aproveitar a próxima etapa da evolução da inteligência artificial, transformando o modo como desenhamos automações e produtos digitais”, conclui.
Anúncio da Google na NRF 2026 e varejo: desde o comparativo de preço a concluir a compra no carrinho, Gemini fará tudo para o consumidor
A inteligência artificial foi um dos grandes destaques da NRF 2026, maior evento global de varejo promovido pela National Retail Federation, em Nova York. Tradicional termômetro das principais tendências do setor, a feira reúne anualmente executivos, empresários e especialistas do mundo todo para discutir os rumos do varejo, com foco em tecnologia, inovação, eficiência na operação e comportamento do consumidor. Entre os lançamentos apresentados pelo Google nesta edição está a consolidação da IA como elemento central da experiência de compra. A tecnologia passa a integrar, de forma contínua e conversacional, etapas como descoberta de produtos, atendimento e finalização da compra. Se trata de uma mudança relevante na lógica do e-commerce, ao oferecer uma jornada totalmente fluida, integrada e sem fricções, uma transformação especialmente relevante para o mercado brasileiro, que viu o comércio eletrônico ganhar força a partir da pandemia. Nesse cenário, o anúncio do Universal Commerce Protocol (UCP) marca uma nova etapa da evolução do comércio digital. Mais do que um lançamento tecnológico, o protocolo estabelece uma infraestrutura para que agentes de inteligência artificial possam operar de forma interoperável entre consumidores e marcas. Protocolos como o Agent-to-Agent (A2A) e o Agent Payments Protocol (AP2) passam a ser centrais nesse modelo. O A2A permite que o agente do consumidor e os sistemas da varejista interajam diretamente em tempo real, alinhando especificações, garantias, condições comerciais e logística, tornando a jornada mais eficiente e personalizada. Já o AP2 viabiliza a etapa final da transação ao incorporar pagamentos de forma segura e fluida, reduzindo fricções e permitindo que a compra seja concluída de maneira praticamente invisível ao usuário. Para empresas brasileiras, isso reforça a necessidade de investir em APIs robustas, integração de dados e ecossistemas preparados para operar em ambientes onde a experiência de consumo acontece diretamente dentro de assistentes inteligentes como o Gemini. Além de melhorar a experiência do consumidor, a inteligência artificial também traz ganhos diretos para as marcas. As soluções apresentadas permitem antecipar demandas, otimizar estoques, reduzir rupturas, automatizar o atendimento e personalizar ofertas em escala. Com isso, varejistas passam a tomar decisões mais rápidas e assertivas, impactando positivamente vendas, margens e eficiência operacional, tanto no ambiente digital quanto no físico. Nesse contexto, âmbitos da IA, como a visão computacional ganham protagonismo ao ampliar a capacidade das empresas de entender o comportamento do consumidor de forma estruturada e orientada a dados. A partir da captura e análise de imagens e vídeos em ambientes físicos, essa solução permite identificar padrões de circulação, tempo de permanência, interação com produtos e pontos de maior interesse, transformando dados visuais em informações acionáveis por meio de modelos de IA. Em projetos aplicados a grandes organizações, como operadoras de telefonia por exemplo, essa capacidade é integrada às plataformas de dados e aos sistemas de e-commerce por meio de APIs. Sensores e câmeras em lojas físicas capturam eventos de comportamento do usuário, que são processados por modelos de IA e enviados em tempo real para camadas analíticas. Esses dados são cruzados com históricos de navegação, consumo e perfil do cliente, permitindo que o e-commerce ajuste dinamicamente recomendações de planos, ofertas de dispositivos e campanhas personalizadas. Essa arquitetura integrada viabiliza decisões mais precisas, como a priorização de produtos no canal digital, a personalização de jornadas de compra e a otimização do portfólio com base em dados comportamentais reais. O resultado é o aumento da taxa de conversão, maior aderência das ofertas ao perfil do consumidor e ganhos consistentes de eficiência comercial, conectando de forma inteligente o ambiente físico ao digital. No Brasil, onde o consumidor é altamente conectado e a competição no e-commerce é intensa, a adoção de IA tende a se tornar um diferencial estratégico para empresas que buscam crescimento sustentável e maior fidelização. Segundo Thiago Mascarenhas, Chief of Data and Architecture da Engineering Brasil, a inteligência artificial apresentada pelo Google na NRF 2026 amplia o papel da tecnologia ao longo de toda a jornada de consumo. “A IA vai atuar na recomendação de produtos, assim como no controle inteligente de estoques, na integração de canais e no atendimento em tempo real. Ela consegue antecipar demandas, evitar rupturas e, ao mesmo tempo, sanar dúvidas do cliente de forma conversacional, tornando a experiência mais eficiente e completa”, afirma. Para o executivo, esse avanço consolida um novo patamar para o varejo digital. “Do ponto de vista das marcas, a IA viabiliza o uso estratégico de dados para planejar sortimento, ajustar preços, personalizar a comunicação e integrar operações físicas e digitais. Tecnologias como visão computacional, dados e automação passam a trabalhar juntas para ampliar a jornada de compra como um todo, do backoffice à experiência final do consumidor”, completa. Presente no Brasil há 17 anos, a Engineering Brasil, parte do Grupo Engineering, atua como empresa global de tecnologia e consultoria em transformação digital, apoiando grandes organizações em suas jornadas de APIs, dados e inteligência artificial. A companhia contribui para que empresas de diferentes setores capturem valor real a partir das inovações que estão redefinindo o varejo global, alinhadas às tendências apresentadas na NRF 2026. Segundo Mascarenhas, a expectativa é que a IA aplicada ao varejo comece a ser implementada a curto e médio prazo, inicialmente em projetos-piloto e operações digitais, avançando rapidamente para iniciativas em escala de maneira que as empresas buscam mais eficiência, personalização e competitividade. “Vivemos um momento de ação. As empresas que começarem a adotar IA em suas vendas agora tendem a ganhar maturidade mais rápido e criar uma base sólida para escalar essas soluções nos próximos anos”, conclui.
Novo protocolo do Google permite que IA compre sozinha pelo consumidor
O UCP permite que agentes inteligentes atuem em diferentes etapas da jornada de compra do consumidor, incluindo descoberta de produtos, decisão e suporte no pós-venda. A ideia central é simplificar todo esse processo, substituindo a necessidade de múltiplas integrações com diferentes plataformas por um único padrão. Na prática, o consumidor deixa de pesquisar, filtrar produtos, adicionar itens ao carrinho e finalizar a compra manualmente. Em vez disso, ele conversa com a IA, que entende o comando, apresenta as melhores opções e conclui a compra automaticamente, tudo dentro do Gemini ou da busca do Google em modo IA. Com esse movimento, o Google sai na frente de gigantes como OpenAI e Microsoft. Para as marcas, a lógica também muda, não será mais necessário apenas disputar a atenção do consumidor final, mas sim ser escolhida pelas inteligências artificiais que intermediam a compra. No Brasil, segundo o relatório E-Consumidor 2026, o e-commerce deve faturar cerca de R$ 260 bilhões em 2026. Diante desse cenário, os vendedores precisam repensar suas estratégias digitais. Para Leopoldo Jereissati, CEO e fundador da All Set Comunicação, antes mesmo de disputar relevância junto às IAs, as marcas precisam estar bem posicionadas nos buscadores tradicionais e manter boas avaliações dos clientes, tanto no e-commerce quanto nas redes sociais. “Uma marca sem interação ou reputação dificilmente será recomendada por uma IA”, afirma. O que acha da pauta? Leopoldo pode comentar esse novo cenário do e-commerce impulsionado por IA em 2026 e compartilhar insights práticos sobre como as marcas devem se preparar.