A importância do alvará de publicidade na legalização da comunicação visual da sua empresa

Com a finalidade de diminuir a poluição visual da paisagem urbana e a degradação ambiental, muitos municípios mantêm em vigor leis que regulamentam a utilização de faixas, placas, cartazes, banners, totens, painéis de lead, entre outros materiais utilizados para a publicidade das empresas. Na capital paulista, por exemplo, uma das pioneiras em tratar o assunto, a Lei Cidade Limpa entrou em vigor em 01 de janeiro de 2007. No entanto, mesmo após 17 anos, não é incomum vermos pelos muros, postes e fachadas, cartazes com anúncios irregulares sobre os mais variados produtos e serviços. Para se ter uma ideia, de 2007 a 2011 foram removidos na cidade de São Paulo cerca de 2,4 milhões de materiais, entre placas, faixas, banners e lambe lambes, e aplicadas 10.154 multas, decorrentes das ações fiscalizatórias. No entanto, todo empreendedor brasileiro sabe que ‘a propaganda é alma do negócio’, mas para não causar prejuízos a marca é imprescindível seguir algumas regras. ‘Fazer publicidade da sua empresa ou serviço não é ilegal, o que é preciso entender é que cada município têm suas leis especificas para a questão, sendo necessário respeita-las’, explica o diretor-geral da Plenno Arquitetura, Fábio Ramos – especialista em Arquitetura Legal e Compliance Imobiliário. É extremamente importante estar atento às regras para que essa exposição não gere uma dor de cabeça posterior. Tendo em vista que é de interesse das empresas expor sua marca, produto ou serviço da melhor forma possível, quando a organização possui uma sede física, é comum à instalação de placas visíveis para quem circula pelas vias, por exemplo. De acordo com Ramos, ‘existem meios de se fazer a divulgação de forma legal, sem prejudicar o paisagismo e a limpeza da cidade. As leis municipais relacionadas ao assunto regulamentam os tipos de publicidade, os tamanhos permitidos, a quantidade de peças por imóvel, entre outros parâmetros que são necessários seguir para a obtenção do alvará de publicidade’. Como já dito, o órgão responsável por essa regulação do que pode ou não ser feito é a Prefeitura de cada município, e para a solicitação do alvará de publicidade é preciso apresentar uma série de documentos, por isso, o auxilio de um profissional da área para tirar dúvidas e realizar as adequações necessárias, evitando assim qualquer problema que gere transtornos ou prejuízos para o negócio, pode ser muito relevante. ‘A realização de publicidade sem a licença pode acarretar em sanções, como a apreensão das peças e multas. E vale lembrar que o valor da multa para esse tipo de infração é um dos mais caros, pois para o cálculo leva-se em conta a quantidade de itens e o metro quadrado excedente do tamanho permitido’, explica o especialista da Plenno Arquitetura.

Polarização global do ESG redefine critérios de reputação e competitividade das empresas

A competitividade empresarial entrou em uma nova fase. Em meio ao endurecimento regulatório da União Europeia e ao crescimento do movimento anti-ESG nos Estados Unidos, empresas que atuam globalmente enfrentam um ambiente de incerteza estratégica: ao mesmo tempo em que precisam atender a padrões mais rigorosos de transparência e sustentabilidade em determinados mercados, lidam com pressões políticas contrárias à agenda ESG em outros. Essa polarização internacional não é apenas ideológica. Ela afeta decisões concretas de investimento, crédito, cadeias de suprimento e posicionamento institucional. Critérios ambientais, sociais e de governança deixaram de ser diferenciais reputacionais e passaram a integrar o núcleo das decisões estratégicas das organizações. É o que sustenta o pesquisador e executivo André Senador no livro “ESG e Comunicação para o Desenvolvimento Sustentável – A transformação das marcas de automóveis”. A obra analisa como as transformações sociais, a ampliação do poder de pressão da sociedade — especialmente por meio das redes digitais — e o avanço de regulações internacionais alteraram profundamente os critérios de avaliação das empresas. Segundo o autor, durante décadas o desempenho corporativo foi medido prioritariamente por indicadores tangíveis, como vendas, escala produtiva e resultados financeiros. Hoje, porém, atributos intangíveis como governança, transparência, sustentabilidade e responsabilidade social passaram a influenciar diretamente a reputação e a própria capacidade de permanência no mercado. “A reputação corporativa se torna reflexo da capacidade de uma organização de integrar as novas demandas sociais às suas estratégias, sob pena de ver reduzido seu potencial de atuação no mercado”, afirma Senador. Nesse novo contexto, o ESG deixa de ser uma camada institucional acessória e passa a funcionar como infraestrutura estratégica da organização. Sustentabilidade, governança e impacto social tornam-se critérios de avaliação de solidez e visão de longo prazo, influenciando decisões de investidores, parceiros comerciais e consumidores. A obra também destaca que a crescente pressão regulatória europeia, que exige padrões mais estruturados de reporte e materialidade, contrasta com o movimento anti-ESG observado em parte do ambiente político norte-americano. Essa tensão cria um cenário de instabilidade para empresas brasileiras e latino-americanas que operam em cadeias globais. Para Senador, a resposta a esse ambiente não está apenas na adoção de políticas sustentáveis, mas na capacidade de integrá-las de forma estratégica e coerente. A comunicação, nesse processo, assume papel estruturante: mais do que divulgar iniciativas, passa a ser responsável por garantir consistência entre discurso e prática, transformando compromissos reais em legitimidade institucional. Sem esse alinhamento, a reputação deixa de ser ativo e pode se converter em vulnerabilidade competitiva. Sobre o livro – ESG e Comunicação para o Desenvolvimento Sustentável – A transformação das marcas de automóveis analisa como a integração dos critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) passou a redefinir estratégias corporativas e processos de construção de reputação. A obra apresenta uma pesquisa baseada na análise de relatórios de sustentabilidade de grandes empresas do setor automotivo no Brasil, identificando diferentes níveis de maturidade na adoção e comunicação do ESG. Ao longo de 158 páginas, o livro discute a evolução do conceito de sustentabilidade até o atual modelo ESG, o papel da comunicação na legitimação das estratégias corporativas e os impactos da polarização regulatória internacional — especialmente entre Europa e Estados Unidos — sobre empresas que atuam em cadeias globais. Editora: ApprisAno: 2025ISBN: 978-65-250-8786-3 Sobre o autor – André Senador é PhD em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo, com estágio avançado de doutoramento na Universidade do Minho (Portugal). Executivo C-Level com mais de 30 anos de experiência em comunicação corporativa, atuou em empresas como Volkswagen, Mercedes-Benz e BASF. É fundador da Perennial Consultoria e membro do Conselho Consultivo da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial).Sua pesquisa concentra-se na relação entre reputação corporativa, sustentabilidade e comunicação estratégica no contexto das transformações sociais contemporâneas.

2026: A maior reestruturação tributária em 30 anos exige choque de governança nas empresas brasileiras

Empresários brasileiros iniciam 2026 sob a pressão de uma “tempestade perfeita” regulatória: a entrada em vigor da Reforma Tributária e o endurecimento das normas de saúde ocupacional (NR-1). A regulamentação da reforma sobre o consumo, aprovada pela Emenda Constitucional 132 de 2023, entrou em vigor ao mesmo tempo em que a Norma Regulamentadora 1 reforça as exigências relacionadas à segurança no trabalho. Para quem está à frente de um negócio, o impacto se espalha por áreas sensíveis como custos, formação de preços, folha de pagamento e organização interna A reforma cria dois novos tributos, a Contribuição sobre Bens e Serviços e o Imposto sobre Bens e Serviços, que substituirão PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS ao longo de uma transição que se estende até 2033. A promessa do governo é simplificar um sistema historicamente complexo. Hoje, o contencioso tributário brasileiro ultrapassa 75% do PIB, segundo estudo do Insper, um dado que dimensiona o tamanho do problema. O Ministério da Fazenda sustenta que a mudança tende a reduzir litígios e dar mais racionalidade à cobrança de impostos. Para Marcus Marques, especialista em gestão de pequenas e médias empresas e fundador do Grupo Acelerador, o risco está na inércia. “O empresário que deixar para entender a reforma quando ela já estiver impactando o caixa vai correr atrás do prejuízo. 2026 é o momento de revisar enquadramentos, simular cenários e organizar processos”, afirma. Ele observa que a alteração não é apenas técnica. Ao mexer na lógica de créditos tributários e na composição dos preços, a reforma exige visão estratégica. Essa nova camada de governança exigida pelo Estado não se restringe aos impostos; ela avança para o chão de fábrica e para o escritório. Enquanto a agenda fiscal avança, a atualização da NR 1 consolida a obrigatoriedade do Programa de Gerenciamento de Riscos para a maioria das empresas.  A norma reforça a necessidade de mapear perigos, documentar procedimentos e estruturar planos de ação. Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, iniciativa do Ministério Público do Trabalho em parceria com a OIT, mostram que o país ainda registra centenas de milhares de acidentes laborais por ano, o que mantém o tema sob pressão permanente. Na avaliação do empresário, muitos negócios ainda tratam a saúde ocupacional como item burocrático. “Gestão de risco não pode ser vista como formalidade. Uma autuação ou uma ação trabalhista pode comprometer o resultado de anos. Quando a empresa organiza seus controles, ela protege a margem e o patrimônio”, diz. Para ele, a integração entre áreas contábil, jurídica e operacional deixa de ser recomendação e passa a ser prática indispensável. O desafio ganha peso quando se considera que as pequenas e médias empresas respondem por cerca de 30% do PIB brasileiro e por mais de 55% dos empregos formais, segundo o Sebrae. São organizações que operam com estruturas enxutas e menor capacidade de absorver erros de planejamento, o que torna cada ajuste regulatório mais sensível. A avaliação de Marques dialoga com um movimento mais amplo de profissionalização do empreendedorismo. Nos últimos anos, o país registrou recordes de abertura de empresas, impulsionadas pela digitalização e pela busca de renda alternativa. O aumento do número de CNPJs, porém, não foi acompanhado na mesma proporção por estruturas de governança e planejamento. Para o mentor de empresários, a nova fase regulatória decreta o fim da era do amadorismo e tende a acelerar uma seleção natural entre negócios que operam com método e aqueles que dependem de improviso. Na prática, isso significa que temas antes restritos a grandes corporações passam a integrar a rotina de pequenos e médios empresários, como simulações tributárias de longo prazo, gestão integrada de riscos e definição clara de indicadores de desempenho. “Quem tratar 2026 apenas como mais um ano fiscal vai perder competitividade. O empresário precisa enxergar essas mudanças como oportunidade de organizar a casa e ganhar eficiência estrutural”, afirma. A soma de reforma tributária, reforço das normas de segurança e maior cobrança por governança aponta para um ambiente menos tolerante ao improviso. “O empresário brasileiro sempre foi resiliente, mas agora precisará ser também previsível. Quem dominar seus números e processos terá vantagem competitiva”, diz. O que se desenha é um ciclo em que planejamento fiscal, controle de riscos e disciplina de gestão deixam de ser diferenciais e passam a ser condição básica para sustentar crescimento. Em um país que convive há décadas com instabilidade normativa, 2026 inaugura um teste prático de adaptação para quem quer manter a competitividade em um ambiente mais transparente e exigente.

Gabriel Augusto Alba é o novo CFO da NoPing 

A NoPing, empresa brasileira de tecnologia voltada ao mercado gamer, anuncia a contratação de Gabriel Augusto Wensing Alba como seu novo Chief Financial Officer (CFO). Com uma trajetória consolidada em gestão financeira de alto nível e experiência em ambientes de alta complexidade, Gabriel chega para liderar a área financeira da empresa em um momento estratégico de crescimento e consolidação no mercado. Gabriel possui trajetória sólida em finanças e estratégia, com atuação em ambientes de alta complexidade e rigor operacional, especialmente no setor da saúde. Ao longo de sua carreira, desenvolveu expertise em controladoria, planejamento estratégico, gestão patrimonial, análise de investimentos e gestão de riscos. Anteriormente, ocupou posições de liderança financeira na TopMed Saúde Digital e no Hospital SOS Cárdio, conduzindo operações críticas, promovendo eficiência operacional, automação de processos e melhoria consistente de resultados. “Sempre busquei atuar em ambientes desafiadores, onde a disciplina financeira e a visão estratégica fazem a diferença. A NoPing representa uma oportunidade única de aplicar toda minha experiência em um segmento inovador e em plena expansão. Estou animado para contribuir com o crescimento sustentável da empresa e ajudar a construir bases sólidas para o futuro”, afirma o executivo. Foco em estruturação financeira e crescimento sustentável Como CFO, Gabriel terá como principais responsabilidades a gestão financeira e estratégica da NoPing, incluindo planejamento financeiro, controladoria, análise de investimentos e estruturação de processos. Seu objetivo central é fortalecer a governança financeira e criar as condições necessárias para que a empresa possa escalar suas operações de forma sustentável e eficiente. “A chegada do Gabriel representa um passo fundamental na nossa trajetória de crescimento. Sua experiência em gestão financeira de alto nível e sua capacidade de navegar em cenários complexos serão essenciais para nos ajudar a estruturar a NoPing para os próximos ciclos de expansão. Estamos confiantes de que sua visão estratégica e disciplina operacional agregarão muito valor à nossa operação”, destaca o CEO da NoPing, Thomas Gandini. Visão estratégica e construção de valor A gestão de Gabriel terá como pilares a disciplina financeira e a visão de longo prazo, com foco no alinhamento entre a estratégia financeira e os objetivos do negócio, assegurando decisões orientadas à geração de valor sustentável. Nos próximos meses, o executivo conduzirá um diagnóstico das operações financeiras da NoPing, com foco em eficiência, previsibilidade e controle, além de estruturar análises para apoiar decisões de investimento e expansão. “É com grande entusiasmo que me junto à equipe da NoPing, uma empresa que se destaca pela inovação e pelo impacto significativo que gera no universo gamer. Meu objetivo é alavancar a robustez financeira da companhia, implementando práticas de gestão que não apenas garantam a sustentabilidade, mas também impulsionem o crescimento exponencial e a criação de valor a longo prazo para todos os stakeholders. Estou confiante de que, juntos, alcançaremos novos patamares de sucesso”, finaliza o novo CFO.

Investir em uma cultura forte é um dos caminhos mais eficazes para impulsionar o crescimento de uma organização

A natureza nos ensina que o crescimento é um fenômeno inevitável e que o organismo que não a busca acabará desaparecendo em relação ao seu ponto de referência, inevitavelmente. Com as empresas o mesmo acontece. As chances de sucesso serão tanto aumentadas quanto maior for o esforço de seus líderes e colaboradores em suas estratégias de growth. Com o intuito de fornecer um manual de boas práticas para que os executivos errem menos nessa jornada rumo ao crescimento, o executivo na área de tecnologia e negócios, consultor e mentor Denis Caldeira escreveu o livro “Cresça ou desapareça – estratégias de crescimento para gestores e empreendedores”. Denis, que tem experiência de cerca de três décadas atuando em grandes empresas como Google e Meta (Facebook), servindo pequenas e médias empresas e mentorando startups e executivos de diferentes setores, desenvolveu um método de crescimento que envolve o diagnóstico da jornada do cliente, desde a concepção da solução até a retenção e a experiência do cliente. Este método se divide em cinco partes, sendo sua parte inicial e aquela que serve como fundamento para todas as outras etapas a cultura da empresa. “Não importa quão boa seja a sua estratégia. Sem uma cultura que encoraje as pessoas a executá-la, os planos falharão”, enfatiza. A cultura, define o executivo na área de tecnologia e negócios, é a cola que permeia o ambiente, conectando os pontos soltos e dando sentido às ações dos indivíduos que compõem à organização. “Investir em seu desenvolvimento é um dos caminhos mais eficazes para impulsionar tanto o progresso da organização quanto o desenvolvimento de cada integrante”, diz. Segundo Caldeira, existem diferentes culturas que fortalecem a operação de uma empresa. “Na atualidade, uma das mais importantes é a cultura pró-cliente ou centrada no cliente”, comenta o executivo, destacando que uma cultura desse tipo deve despertar a escuta ativa no cliente como uma prática. Uma ótima forma de fazer isso, diz o consultor, é elaborando uma lista de perguntas a serem feitas aos clientes. “As respostas devem ser anotadas e permanecer nos registros dos clientes, cujo repositório pertence à empresa, pois assim a memória fica com a empresa e não nas anotações particulares do colaborador”, explica. Uma companhia que tem uma forte cultura de inovação também está mais apta a crescer sustentavelmente, afirma o consultor. Nesse sentido, um aspecto bastante importante é oferecer autonomia aos colaboradores e estar aberto ao erro. Outros elementos que contribuem para uma cultura de crescimento a partir da inovação são: agilidade, iteração e colaboração. Para que a agilidade seja plenamente exercida em uma organização, comenta o executivo, é necessária uma estrutura organizacional e cultural que permita a fluidez do trabalho. No que se refere ao aspecto de iteração, uma empresa que é regida pela mentalidade da inovação não deve nunca temer lançar um produto porque este não está perfeito. “Devemos lançar e iterar ao longo do caminho para sermos ágeis”, diz Caldeira. Sem o incentivo ao trabalho conjunto, o ser humano não teria sobrevivido aos tempos mais difíceis, destaca o especialista. Na empresa, o mesmo acontece. “Por isso, o espírito de colaboração é parte essencial de uma cultura inovadora, ágil e de crescimento que pensa no cliente”, afirma. Além da centralidade no cliente e da inovação, a diversidade cognitiva é um fator preponderante para uma cultura de crescimento. Para fundamentar essa afirmação, o executivo cita o estudo Diversity Wins (Diversidade Vence), organizado periodicamente pela McKinsey & Company, desde 2015. “Se você é um gestor ou um líder em sua organização, você corre o risco de ficar para trás no médio/longo prazo caso não invista em equipes mais diversas”, conclui. Sobre Denis Caldeira Ao longo de quase três décadas, Denis Caldeira de Almeida acumula a prática e o amor aos estudos para entregar caminhos de sucesso aos empreendedores. Liderou organizações de peso dentro de empresas como Telefônica, Google e Meta. Nesta última, foi o responsável pela organização de pequenas empresas para América Latina e receita na ordem de R$10 bilhões.  Estudou engenharia elétrica na FEI, MBA em economia na USP, mestrado em engenharia econômica na Universidade de Grenoble, além de treinamentos de estratégia e negócios em Wharton, Kellogg e Columbia. Fundador da Caldeira Growth, consultoria estratégica especializada em crescimento empresarial, gestão e transformação cultural, ajuda empresas a escalarem suas operações e aumentarem sua competitividade. Como conselheiro de empresas, já fez parte do board de grandes organizações, entre elas CIMED, MASP, Cruzeiro SAF e Sura Seguros. Recentemente lançou seu livro: “Cresça ou Desapareça”, pela Eidtora Alta Books. Ficha Técnica: Editora: ‎ Alta Books Data da publicação: ‎ 15 dezembro 2025 Edição: ‎ 1ª Idioma: ‎ Português Número de páginas: ‎ 176 páginas ISBN-10: ‎ 855082741X ISBN-13: ‎ 978-8550827414 Peso do produto: ‎ 250 g Dimensões: ‎ 15.7 x 1 x 23 cm Preço: R$ 38,32

Esgotamento silencioso: 4 dicas de como identificar sinais de burnout e reequilibrar prioridades na vida do empreendedor

A rotina intensa e a pressão por resultados têm cobrado um preço alto da saúde mental dos empreendedores brasileiros. Pensar estrategicamente, observar o mercado e refletir sobre a empresa fazem parte do papel de quem lidera. O esgotamento surge quando imprevistos, exceções e decisões operacionais continuam recaindo sistematicamente sobre o empresário, evidenciando estruturas pouco maduras para funcionar sem o dono.  No Brasil, 94,1% dos empreendedores de alto impacto afirmam ter vivenciado ao menos uma condição adversa de saúde mental ao longo da jornada. A ansiedade lidera o ranking, atingindo 85%, seguida por burnout (37%), ataque de pânico (22%) e depressão (21%), segundo estudo inédito da Endeavor. Os números acendem um alerta para um problema que muitas vezes se manifesta de forma silenciosa: o esgotamento emocional e físico como consequência direta de modelos de gestão frágeis, processos pouco claros e negócios excessivamente dependentes do próprio fundador para funcionar. Falta de energia constante, irritabilidade, dificuldade de concentração, queda de produtividade, insônia e sensação de que “nunca é suficiente” estão entre os sinais mais comuns de que algo está fora de equilíbrio. Para o empresário, investidor e estrategista Fernando Campanholo, especialista em transformar empresas comuns em negócios lucrativos e independentes pela Viva Positivamente, reconhecer esses sinais é o primeiro passo para evitar consequências mais graves, tanto para a saúde quanto para o próprio negócio. Segundo Campanholo, o equívoco não está na dedicação, mas na forma como esse esforço é aplicado. Confundir comprometimento com estar ocupado o tempo todo, assumir tarefas operacionais que deveriam estar nas mãos da equipe, microgerenciar processos ou insistir em atividades pouco produtivas gera desgaste, mas não crescimento. Na prática, o esforço mal direcionado tende a resultar em decisões piores, relações desgastadas e empresas excessivamente dependentes do fundador. “Quando o empreendedor coloca energia no lugar errado e não cuida de si, acaba construindo um negócio frágil.  Quando a empresa depende do empresário para tudo, o custo não é só emocional, mas também estratégico”, afirma. A partir disso, Campanholo aponta 4 ações práticas que ajudam o empresário a reduzir o esgotamento sem perder performance — pelo contrário, ganhando clareza e controle: O primeiro passo é identificar o que pode — e deve — ser acompanhado por indicadores, não por presença constante. “Se você precisa olhar tudo para ter segurança, o problema não é a equipe, é a falta de critérios claros de acompanhamento”, explica. Quando o empresário define indicadores certos, passa a controlar o negócio pelos números, e não pela ansiedade. Segundo Campanholo, boa parte do desgaste vem de atividades operacionais que consomem o dia do empresário, mas poderiam ser executadas por qualquer pessoa treinada. “Muitas vezes o dono mantém essas tarefas por medo de perder o controle ou por acreditar que ninguém faz tão bem quanto ele.” O caminho é identificar essas atividades, treinar alguém para assumi-las e acompanhar o resultado com método, não com interferência constante. Outra fonte silenciosa de esgotamento são pequenas decisões do dia a dia que ainda dependem do “ok” do empresário. “Quando tudo precisa da sua validação, sua mente nunca descansa”, afirma. Avaliar quais decisões podem ser delegadas com critérios claros e acompanhadas por indicadores gera uma sensação real de alívio mental, porque o empresário passa a perceber que as coisas andam sem ele. Por fim, Campanholo recomenda reservar tempo intencional para pensar no negócio, e não apenas trabalhar nele. “O empresário precisa, no mínimo, uma hora por dia dedicada ao estratégico: melhorar processos, desenvolver líderes e elevar o nível de jogo da empresa.” Se uma hora não for possível, meia hora já é suficiente para sair do modo sobrevivência e retomar o controle do crescimento.

Método Regen propõe abordagem estruturada para recuperação e retomada de empresas em crise

O aumento dos pedidos de falência e de recuperação judicial no Brasil voltou a colocar a gestão de crise no centro do debate empresarial. Dados da Serasa Experian indicam que os requerimentos de falência cresceram quase 19% no primeiro semestre de 2025, enquanto milhões de empresas seguem operando com dificuldades de caixa, margens apertadas e alto endividamento. Nesse cenário, métodos estruturados de reorganização empresarial têm ganhado espaço como alternativa à condução improvisada das crises. Criado para atender empresas que enfrentam dificuldades financeiras, jurídicas e comerciais, o Método Regen propõe um caminho progressivo de recuperação, que vai do diagnóstico à consolidação de um novo ciclo empresarial. A proposta parte do mapeamento completo da situação do negócio, passa pela estabilização do fluxo de caixa e pela reconstrução da credibilidade e avança até estratégias de crescimento e posicionamento no mercado. Na primeira etapa, de revisão estratégica, o foco está na identificação dos problemas reais da empresa e na construção de um plano personalizado de recuperação. A fase seguinte, de estabilização financeira, prioriza a organização do fluxo de caixa, a redução de custos sem perda de qualidade e a negociação estratégica com credores, buscando aliviar pressões imediatas e aumentar a previsibilidade dos resultados. “A maior parte das empresas entra em crise sem clareza sobre a própria estrutura financeira e operacional. Sem diagnóstico, qualquer decisão vira tentativa e erro”, afirma Marcos Pelozato, advogado, contador e especialista em reestruturação empresarial, com 14 anos de atuação na área. Segundo ele, a falta de organização básica ainda é um dos principais fatores que aceleram o colapso dos negócios no país. Após o reequilíbrio financeiro, o método prevê uma etapa de geração de confiança, voltada à reconstrução da imagem da empresa, ao aprimoramento de processos internos e à recuperação da credibilidade junto a clientes, fornecedores e parceiros. Em um ambiente de crédito mais restritivo e maior exigência por transparência, esse reposicionamento passou a ser decisivo para a sobrevivência das companhias. “O mercado ficou menos tolerante a improvisos. Empresas que não demonstram controle e previsibilidade perdem acesso a crédito e oportunidades”, diz Pelozato. Para ele, recuperar a confiança é tão importante quanto renegociar dívidas. As etapas finais envolvem expansão e posicionamento, com revisão da identidade da marca e definição de estratégias de crescimento compatíveis com a nova realidade financeira, e a consolidação de um novo ciclo empresarial, com processos preventivos para evitar recaídas. A lógica é substituir a gestão reativa por uma estrutura capaz de enfrentar oscilações econômicas sem retornar à crise. Especialistas apontam que a adoção de métodos estruturados tende a ganhar relevância em 2026, diante da combinação de juros ainda elevados, consumo mais seletivo e maior pressão por eficiência. “A crise deixou de ser um evento excepcional e passou a fazer parte do risco permanente do negócio. O empresário que não se prepara paga um preço alto”, afirma Pelozato. A discussão sobre reestruturação empresarial, antes restrita a grandes companhias, hoje alcança também pequenas e médias empresas, responsáveis por mais de 90% dos negócios ativos no país. Em um contexto de instabilidade prolongada, iniciativas que organizam a tomada de decisão e priorizam a sustentabilidade passaram a ser vistas não como último recurso, mas como estratégia de sobrevivência. Sobre Marcos Pelozato Marcos Pelozato é advogado, contador e empresário com 14 anos de atuação no setor de reestruturação empresarial e recuperação judicial. Reconhecido como referência no segmento, presta assessoria estratégica a empresas em crise financeira, com foco em reorganização societária, gestão de passivos e recuperação de negócios. À frente de um escritório especializado, Marcos também atua como conselheiro para advogados e contadores interessados em ingressar na área de reestruturação, com o objetivo de ampliar o número de profissionais capacitados a atuar diante da crescente demanda por soluções eficazes em gestão de crise. Para mais informações, acesse: youtube.com/@marcospelozato.oficial, instagram ou pelo LInkedin.

Tecnologia e inteligência de gestão reforçam competitividade no varejo farmacêutico

Em meio ao avanço do uso da tecnologia no varejo farmacêutico, redes de farmácias de todo o Brasil vêm acelerando iniciativas voltadas à modernização da operação e ao fortalecimento das ações no ponto de venda. A Farmarcas, associação que reúne 11 redes de farmácias no país, tem ampliado projetos com foco em gestão e eficiência para apoiar suas mais de 1.700 lojas associadas, destacando-se em um cenário de transformação do consumo e aumento da concorrência no setor. A estratégia acompanha mudanças na forma como as farmácias se relacionam com seus clientes e busca antecipar demandas no atendimento. “O foco é entender melhor o comportamento do consumidor para evoluir a experiência dentro da loja”, afirma Marcelo Dantas, Diretor de Inovação e Tecnologia da Farmarcas. Para o executivo, o principal desafio é transformar excelência em prática rotineira. “Nossa proposta é levar a inteligência de gestão para o dia a dia das lojas associadas, apoiando decisões e aprimorando a execução”, diz. “Quando a operação ganha eficiência, o resultado aparece na ponta: mais consistência no atendimento e mais qualidade na execução.” Dantas reforça ainda que a evolução do varejo depende de iniciativas que consigam automatizar e otimizar processos, levando eficiência para a ponta. “O desafio é transformar processos em soluções escaláveis e usar tecnologia para gerar uma experiência melhor, tanto para o associado quanto para o consumidor”, afirma. Na prática, esse movimento já é percebido pelos associados. Edson Cruz, que possui 22 lojas da Ultra Popular em Rio Branco (AC), destaca o impacto das ferramentas de apoio à gestão na tomada de decisão e no planejamento operacional. “Somos associados há nove anos e a evolução é perceptível. As ferramentas disponíveis nos ajudam diariamente na análise do mix ideal das lojas, além de trazer números e dados da região que apoiam decisões mais assertivas. Isso nos fez evoluir tanto tecnologicamente quanto nas decisões comerciais”, relata. Ele acrescenta que, com as particularidades logísticas do estado, as informações e análises disponíveis ajudam no abastecimento e em ações mais estratégicas: “No Acre, temos algumas particularidades, como um lead time maior em comparação a outras regiões. Com o apoio e informações fornecidas pela Farmarcas, conseguimos adequar nosso estoque, cobrindo de forma mais eficiente as necessidades das lojas e, ao mesmo tempo, trabalhar com ações mais assertivas, considerando a concorrência e produtos mapeados pelos dados fornecidos”. Outro exemplo de execução bem-sucedida é a campanha promocional da Farmarcas “Compra Bem que a Sorte Vem”, que tem sido utilizada pelas redes como iniciativa de relacionamento com impacto direto no desempenho do ponto de venda. Augusto Bezerra de Oliveira Gomes, associado com lojas em Mato Grosso, Pará e Tocantins, destaca os efeitos no engajamento das equipes e na performance durante o período. “A promoção, sem dúvida, nos permitiu potencializar as vendas de não medicamentos. Os funcionários da farmácia passaram a incentivar os clientes a participarem, sempre com foco em benefícios reais e responsabilidade no atendimento”, afirma. Edson, por sua vez, destaca o impacto da campanha na mobilização interna e nos resultados do período. “Essa campanha é fundamental para o nosso negócio. Durante a ação, tivemos um engajamento muito grande da equipe, tanto nas transações vinculadas à promoção quanto no aumento de vendas de produtos de marcas próprias, que somam mais números da sorte para o cliente. Conseguimos elevar o faturamento no período, trazendo mais clientes para as lojas, com aumento médio de 30% em vendas durante a campanha”, comemora o associado. Para a Farmarcas, o avanço em gestão e eficiência tende a se tornar mais determinante para sustentar o crescimento e a competitividade no varejo farmacêutico, em um mercado com consumidores mais exigentes e mudanças constantes na dinâmica de compra.

Romme Digital chega ao mercado e assina a gestão oficial de influência do Camarote Salvador

Agência usa curadoria estratégica para que o maior carnaval do planeta seja vivido, compartilhado e eternizado A Romme Digital mais uma vez chega a Bahia para assinar a gestão oficial de influência do Camarote Salvador, um dos ativos mais valiosos do Carnaval brasileiro e referência em experiências premium, entretenimento e geração de negócios. Em abril de 2025, Gabriela Semmler se uniu a Isadora Rolim para dar início a uma nova fase de uma trajetória já consolidada no mercado. Sob a liderança de Isadora, a empresa, que atuava há nove anos com outro nome e era amplamente reconhecida pela excelência em produção executiva, passou por um reposicionamento estratégico e ganhou uma nova identidade: Romme Digital. A chegada de Gabriela agregou uma forte expertise comercial ao negócio, somando-se à robustez da produção executiva e potencializando um trabalho que já se destacava no setor. O resultado foi a consolidação de uma gestão de carreira 360º ainda mais estratégica, com foco em produção executiva de alto nível, marcando o terceiro ano de atuação no Camarote Salvador e o primeiro sob a nova marca. A missão da agência é elevar a narrativa digital do Camarote Salvador, conectando marcas e creators de forma estratégica dentro de um dos espaços mais desejados e relevantes do circuito Barra-Ondina, transformando experiências presenciais em ativos de comunicação e valor de marca. O Camarote Salvador vai além de um espaço de observação: é um verdadeiro festival indoor de padrão internacional. Com uma estrutura que inclui boate com DJs globais, os palcos Praia e Salvador Club e um sistema all inclusive premium, o camarote se consolida como o cenário ideal para a criação de conteúdo proprietário, experiências exclusivas e ações de alto impacto para marcas e parceiros. A atuação da Romme Digital no evento envolve curadoria estratégica de talentos, com seleção de perfis alinhados ao DNA de luxo, inovação e entretenimento do Camarote; produção de conteúdo, com foco em entregas dinâmicas que capturam tanto a energia dos trios elétricos quanto a sofisticação do “super club”; e gestão de parcerias, incluindo a intermediação entre grandes marcas e criadores para garantir visibilidade qualificada, engajamento real e resultados mensuráveis. Ao assinar por mais um ano a estratégia de influência do Camarote Salvador, a Romme Digital reforça seu posicionamento como uma agência que desenvolve produções que transcendem as telas e geram valor cultural, comercial e de branding. No epicentro da folia baiana, a Romme Digital se prepara para traduzir a energia única do circuito em narrativas potentes, assegurando que o maior Carnaval do planeta seja vivido, compartilhado e eternizado pelas vozes mais influentes da atualidade.

O mundo do trabalho em 2026: como a tecnologia, os talentos e a confiança vão redefinir o ambiente de trabalho

Em 2026, as empresas intensificarão ainda mais o foco nas pessoas. Não apenas como o maior ativo delas, mas também como um dos maiores investimentos. As organizações estão garantindo que as equipes tenham acesso a bem-estar, treinamento, desenvolvimento e novas oportunidades de aprendizado impulsionadas pela tecnologia, essenciais para prosperar. As empresas passam a priorizar cada vez mais os colaboradores e também a reconhecer que a produtividade e o engajamento são impulsionados por quando, como e com quem as pessoas colaboram e não apenas por onde elas trabalham. Organizações de todos os portes estão adotando modelos de trabalho flexíveis e híbridos para atrair e reter os melhores talentos. Os avanços tecnológicos recentes irão acelerar ainda mais essa mudança, viabilizando colaborações mais inteligentes e formas de trabalho mais dinâmicas, enquanto as empresas investem em ambientes de trabalho com design orientado por dados e em experiências personalizadas impulsionadas pela IA. Cada vez mais, as trajetórias de carreira serão definidas por habilidades e não por diplomas tradicionais e a colaboração personalizada entre humanos e a IA se tornará uma competência cada vez mais valiosa para o sucesso dos negócios.  Em 2026, o foco deixará de ser onde o trabalho acontece para se concentrar na rentabilidade, na produtividade e no bem-estar das equipes. As empresas investirão em assinaturas de espaços de trabalho flexíveis, permitindo que os colaboradores trabalhem mais perto de casa, sendo mais produtivos e evitando deslocamentos longos, caros e desnecessários. Para muitos, isso significará trabalhar a partir de hubs suburbanos, de pequenas cidades ou das chamadas cidades de 15 minutos, tornando o trabalho mais local, mais pessoal e mais inteligente do que nunca.  A seguir, o International Workplace Group, a maior plataforma global de trabalho, com marcas como Spaces e Regus, apresenta as dez principais tendências que devem moldar o trabalho globalmente em 2026. 1. A ascensão da IA: copilotos de trabalho Em 2026, equipes híbridas integrarão copilotos de IA com mais frequência nas suas operações diárias. Esses sistemas reduzirão significativamente a necessidade de tarefas simples, como atividades administrativas, busca por informações e agendamentos. Os colaboradores terão mais tempo para os trabalhos criativos, a resolução de problemas complexos e o desenvolvimento de relacionamentos significativos. Além disso, essa transformação permitirá uma melhor gestão do equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, resultando em maior produtividade e satisfação no trabalho.  Essa mudança está sendo acelerada por uma nova onda de colaboração intergeracional. Pesquisas do IWG revelam que 62% dos profissionais da geração Z já orientam colegas mais experientes sobre como usar a IA para aumentar a produtividade e a eficiência. Além disso, 77% dos diretores e diretores sêniores afirmam que isso aumentou os níveis de produtividade e 80% disseram que abriu novas oportunidades de negócios. Aproveitando essa tendência, os empregadores utilizarão cada vez mais a IA e as análises do ambiente de trabalho para criar planos híbridos personalizados para cada colaborador, incluindo agendas otimizadas, dias ideais de colaboração e locais preferenciais de escritório ou coworking. 2. O retorno para vários escritórios Empresas de todos os tamanhos estão abandonando políticas híbridas pouco definidas e adotando modelos mais estruturados e multilocais, dando às equipes mais autonomia para trabalhar em locais mais convenientes e próximos de casa. Em vez de um retorno ao escritório, trata-se agora de um retorno a vários escritórios.  A Microsoft anunciou recentemente que, até 2026, muitos dos seus colaboradores nos Estados Unidos precisarão estar no escritório mais próximo pelo menos três dias por semana, enquanto diversas empresas estão permitindo que as equipes trabalhem a partir de redes de coworking ou espaços de trabalho flexíveis. 3. Microcertificações como moeda Trabalhadores híbridos passarão a acumular microcertificações (certificações curtas e focadas em habilidades) em vez de depender de diplomas tradicionais e de avaliações anuais de desempenho. Os empregadores apoiarão esse movimento financiando plataformas de aprendizado sob demanda, criando pools de talentos mais ágeis. Essa tendência transformará a mobilidade interna, tornando as habilidades mais portáteis e acessíveis. 4. Revertendo o quiet cracking Diferentemente do quiet quitting, em que colaboradores fazem apenas o mínimo necessário, o quiet cracking descreve algo mais sutil: profissionais que continuam entregando, mas se sentem mental e emocionalmente desconectados, resultando em burnout, estagnação de carreira e perda de propósito.  Com 57% dos trabalhadores afirmando que tendem a se desengajar quando se sentem desvalorizados ou excessivamente controlados, as empresas darão maior ênfase ao bem-estar e às opções de trabalho flexível para se manterem competitivas e manterem as equipes engajadas. Enquanto o bem-estar ganha protagonismo, espera-se que as organizações avancem além dos benefícios tradicionais e passem a utilizar novas ferramentas de wellness tech, como dispositivos vestíveis para monitoramento de estresse, lembretes de saúde mental impulsionados pela IA e desafios de bem-estar gamificados, tornando hábitos saudáveis mais atrativos. 5. Executivos e C-level fracionados Diante da incerteza econômica, mais empresas estão recorrendo a executivos fracionados, optando por lideranças de nível C em regime parcial ou por contrato, que oferecem expertise altamente especializada sem os custos de uma posição em tempo integral.  Com 87% dos CEOs e CFOs preocupados com os impactos da instabilidade macroeconômica contínua e 67% já reduzindo custos operacionais, as empresas buscam modelos de liderança mais inteligentes. Essa flexibilidade permite acesso a insights estratégicos de alto nível quando necessário e, ao mesmo tempo, possibilita que profissionais experientes atuem em múltiplas organizações. 6. Construindo cidades de 15 minutos O conceito de cidades de 15 minutos, onde trabalho, lazer e serviços estão acessíveis a pé ou de bicicleta, entra numa nova fase em 2026. Até recentemente, era o caso, principalmente, de adaptar bairros existentes. Agora, essas cidades passarão a ser construídas do zero, projetadas para promover conectividade, sustentabilidade e senso de comunidade. Um exemplo de destaque é o projeto The Ellinikon, em Atenas, um dos maiores projetos de regeneração urbana da Europa, desenvolvido no antigo aeroporto, com investimentos de mais de 8 bilhões de dólares. Nos Estados Unidos, o projeto The Point, no estado de Utah, transforma a área de uma antiga prisão estadual numa comunidade modelo baseada nos princípios das cidades de 15 minutos. O trabalho

Busca por trabalho remoto cresce no Brasil e motiva mudanças no mercado criativo

Em 2025, os brasileiros já registraram o segundo maior pico de buscas por “home office” desde o início da pandemia, segundo o Google Trends. Janeiro foi o mês com mais pesquisas sobre trabalho remoto no país desde março de 2020. Já em um cenário global, estudo conduzido por economistas britânicos revela que trabalhadores no Reino Unido estariam dispostos a abrir mão de até 8,2% da renda para manter uma rotina híbrida. Para Vitor Azambuja, especialista em educação e criação e um dos criadores do programa De Criança Para Criança, esses modelos devem ganhar cada vez mais espaço nas organizações, já que permitem ao profissional atuar em qualquer lugar do mundo. O estudo pontua, ainda, que o home office oferece benefícios não monetários, como flexibilidade no trabalho e redução de gastos com alimentação e transporte. “Esse formato, assim como o híbrido, é uma tendência porque responde a uma demanda de crescente flexibilidade, qualidade de vida e autonomia. As pessoas querem trabalhar com propósito, mas sem abrir mão do tempo com a família ou da liberdade geográfica, por exemplo. E as empresas que entenderem isso vão atrair os melhores talentos”, comenta Vitor. Um exemplo de como essa realidade tem ganhado corpo está no próprio programa De Criança Para Criança, que conecta animadores e estudantes de animação ao universo da educação. A startup criou a metodologia Criando Juntos, na qual histórias narradas por crianças nas escolas viram desenhos animados. Para dar conta da demanda, estimada em mil animações ao longo de 2025, a empresa estruturou uma plataforma de colaboração remota. “Criamos uma plataforma e temos oportunidade de colaboração tanto para estudantes quanto para animadores profissionais. Para isso, quem trabalha com recorte de imagens, edição de áudio ou animação 2D encontra tarefas específicas na plataforma. O trabalho é feito de forma autônoma, com remuneração por pix a cada job concluído”, comenta, ressaltando que, para se candidatar, o interessado deve se inscrever na plataforma studiodcpc.com. Foco e organização O publicitário Marcelo Macedo, 38 anos, é um dos colaboradores da iniciativa. Ele conta que o trabalho remoto foi uma transição natural. “Desde antes da pandemia, já sentia que a maioria das coisas que eu fazia poderia ser resolvida online”, afirma. Hoje, ele transforma desenhos infantis em animações. “Mesmo sendo divertido, é também um desafio me conectar com o lúdico para colocar na cena o que estava apenas na cabeça de uma criança”, explica. Segundo Marcelo, atuar remotamente permite uma rotina mais alinhada ao seu ritmo. “Sempre gostei de trabalhar no silêncio da madrugada. Meu rendimento é bem melhor do que de tarde, com o sol lá fora me chamando para a rua”, exemplifica. Além disso, ele destaca as vantagens práticas e financeiras. “Você não perde tempo de locomoção e pode usá-lo para pegar outros jobs, se organizar, estudar. Daí as oportunidades surgem.” Já Amanda Lima Girão, 31 anos, formada em Sistemas e Mídias Digitais, encontrou no De Criança Para Criança uma forma de unir criatividade, liberdade geográfica e crescimento profissional. “Trabalho principalmente animando os desenhos e histórias que as crianças fazem. Desde que comecei a contribuir com o projeto, sinto que consegui evoluir minhas habilidades de animação com meus primeiros feedbacks e pensar em soluções diferentes para representar com clareza as histórias contadas”, conta. Ela afirma que a liberdade de horários e a ausência de deslocamentos impactaram positivamente sua produtividade. “Como não preciso pegar transportes ou pensar em logísticas de alimentação fora, salvo bastante tempo com isso e consigo trabalhar sem interrupções. Trabalhar remotamente me abre possibilidades de trabalho para outras cidades e estados, o que antigamente não seria viável”, enfatiza Amanda. Ambos os profissionais acreditam que o modelo remoto veio para ficar. “Se alguém quer seguir por esse caminho, mas ainda está no presencial, não sei se é por ter ‘dúvidas’. Talvez o que falte não seja a certeza, mas, sim, oportunidade”, diz Marcelo. Já Amanda reforça que organização e preparo são essenciais. “Uma vez que você consiga o primeiro trabalho remoto, é uma questão de organizar seu tempo e rotina para conseguir concluir suas tarefas de maneira eficiente e, assim, manter essa condição pelo tempo que quiser”, conclui. 

Serpro atualiza layout de emissão de notas fiscais das agências de propaganda

A Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro) e o Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS) informam que o layout do novo modelo de emissão de notas fiscais eletrônicas (NFs-e), que entrou em vigor em janeiro, no início do período de teste do novo sistema tributário, já foi atualizado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), solucionando, desta forma, as dificuldades que as agências de propaganda vinham tendo para emitir suas notas fiscais. A emissão de notas pelas agências estava sendo prejudicada pelo fato de que o novo layout do Sistema Nacional de NFS-e suprimiu o campo, existente até 2025, que permitia discriminar a receita dos investimentos dos anunciantes, para que as notas fiscais fossem emitidas apenas sobre a receita própria das agências, e não sobre o valor de terceiros gerenciado por elas. Frente a isso, a Fenapro e os Sinapros estaduais se mobilizaram, atuando de forma coordenada junto aos órgãos competentes, tanto em âmbito municipal quanto federal, para normalizar a situação e garantir a correta aplicação da lei e a retomada regular do faturamento das agências. “Tivemos um pronto entendimento e uma rápida resposta aos encaminhamentos realizados junto ao Serpro. O novo layout está em fase de testes, e já tivemos o feedback positivo de várias agências”, conta Ana Celina Bueno, presidente da Fenapro, ao destacar a importância da mobilização rápida de todo o ecossistema para solucionar o problema. Em nível municipal, o Sistema protocolou ofícios padronizados nos órgãos de finanças municipais (SEFIN/ SEFAZ) e realizou reuniões técnicas locais, solicitando o retorno do campo de dedução no sistema e que fossem adotadas medidas transitórias enquanto o ajuste sistêmico não ocorrer.  Em âmbito federal, a Fenapro oficiou à Receita Federal comunicando o problema e solicitou ajuste do layout do Sistema Nacional da NFS-e e orientações técnicas claras, propondo, inclusive, a realização de reunião entre as áreas técnicas em busca de uma solução rápida. “A mobilização que fizemos junto aos órgãos competentes mostra a atuação institucional contínua, estratégica e articulada, e a força coletiva do ecossistema Sinapro/Fenapro na defesa e no desenvolvimento do mercado publicitário brasileiro. Agora, estamos atentos para atuar caso surjam outras dúvidas e problemas no período de testes da reforma tributária, a fim de dar apoio às agências gaúchas e de todo o país”, destaca o presidente do Sinapro-RS e vice-presidente da Fenapro, Juliano Brenner Hennemann.

ABRH-SP lança “RH do Zero”, jornada prática para quem precisa estruturar o RH em PMEs

Em um cenário em que grande parte dos conteúdos sobre Recursos Humanos ainda é direcionada à alta liderança, a ABRH-SP lança o RH do Zero, iniciativa criada para apoiar profissionais que estão na linha de frente da estruturação da área de RH em pequenas e médias empresas. Voltado a analistas, especialistas, coordenadores, gestores e líderes de RH, o projeto propõe uma jornada contínua de aprendizado prático e troca de experiências, pensada para quem precisa organizar processos, políticas e indicadores, muitas vezes sem time estruturado ou histórico da área. O objetivo é apoiar a evolução do RH do operacional básico para um papel mais estratégico e gerador de impacto no negócio e mercado. “O RH do Zero nasce da realidade de quem precisa construir tudo ao mesmo tempo: processos, rotinas, credibilidade e visão estratégica. A ideia é apoiar esses profissionais com conteúdo aplicável, sem excesso de teoria, e com foco no que realmente funciona no dia a dia”, afirma Silmara Crusca, voluntária da ABRH-SP e líder do projeto. O projeto acontece por meio de webinars mensais, online, gratuitos e ao vivo, com duração de 60 minutos, transmitidos pelo canal da ABRH-SP no YouTube, com interação direta com especialistas de mercado e acesso posterior às gravações e materiais complementares. Cada encontro aborda dores reais do cotidiano do RH, com entrega de checklists, templates e frameworks prontos para aplicação imediata. A programação acompanha toda a jornada de estruturação do RH, passando por temas como os primeiros passos da área, cultura organizacional, estrutura base, recrutamento, seleção e onboarding, benefícios, clima organizacional, integração entre DP e RH, saúde e segurança do trabalho, treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho, indicadores, experiência do colaborador e planejamento estratégico. “Como entidade, entendemos que fortalecer o RH passa por apoiar quem está construindo a área na base, fazendo a estratégia acontecer no dia-a-dia. O RH do Zero reforça o compromisso da ABRH-SP com uma abordagem prática, acessível e conectada às necessidades reais dos profissionais e das empresas”, destaca Karen Monterlei, gerente de Conhecimento e Aprendizagem da ABRH-SP. Além do conteúdo educacional, a iniciativa também promove a conexão entre profissionais de RH e fornecedores estratégicos, fortalecendo o ecossistema e ampliando o acesso a soluções e ferramentas que apoiam a maturidade da área. Com o RH do Zero, a ABRH-SP consolida seu posicionamento como uma entidade contemporânea e alinhada às demandas reais da prática de Recursos Humanos, oferecendo conhecimento aplicado para profissionais que atuam na transformação cotidiana da área. A iniciativa aproxima estratégia e execução, colocando o futuro em movimento e fortalecendo o papel da ABRH-SP como ponte entre a alta liderança e quem faz a transformação acontecer. A programação e as novidades do RH do Zero são divulgadas no canal da ABRH-SP no YouTube.

Pesquisa revela que 97% das empresas não se sentem preparadas para a Reforma Tributária

Uma pesquisa recente com empresas brasileiras revela um cenário preocupante às vésperas da Reforma Tributária: 97% das empresas afirmam não se sentir preparadas para as mudanças e 69% ainda não iniciaram qualquer tipo de adaptação. O dado acende um alerta especialmente entre micro e pequenos empreendedores, que já enfrentam perdas financeiras provocadas por falhas de gestão e falta de organização. O levantamento realizado pela GestãoClick ouviu 234 empresas brasileiras, com coleta realizada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, nível de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 6 pontos percentuais. Segundo a análise, o principal problema não está no imposto novo, mas na desorganização interna, que amplifica os riscos e os custos da transição tributária.  Segundo a análise, o maior risco para as empresas não está no imposto novo, mas na desorganização da gestão, que já provoca perdas financeiras antes mesmo da Reforma entrar em vigor. O estudo mostra que 53% das empresas sabem que a Reforma vai impactar seus negócios, mas não sabem exatamente como, e 34% não conseguem avaliar onde ocorrerá esse impacto, o que compromete decisões estratégicas sobre preço, margem e planejamento financeiro. Entre as áreas mais sensíveis, a emissão de notas fiscais aparece como o principal ponto de preocupação. 70% das empresas apontam essa área como a mais impactada pela Reforma, enquanto 26,5% afirmam ter medo direto de cometer erros na emissão, falhas que podem resultar em multas, retrabalho, pagamento indevido de impostos e perda de tempo operacional. A formação de preços também surge como um fator crítico. 58% das empresas reconhecem impacto direto da Reforma na precificação, e 41% temem aumento do custo operacional, mas sem clareza sobre como absorver ou repassar esses custos.  Para a GestãoClick, isso evidencia que muitas empresas ainda não dominam seus números reais, o que pode levar tanto à perda de margem quanto de competitividade. Outro dado relevante diz respeito à integração entre gestão e contabilidade. A pesquisa aponta que 75% das empresas dependem do contador como principal fonte de informação sobre a Reforma Tributária, enquanto apenas 8,5% utilizam sistemas de gestão como apoio estratégico para orientação e tomada de decisão. A falta de integração entre áreas como financeiro, fiscal e vendas aumenta o risco de inconsistências e decisões baseadas em dados incompletos. O estudo também destaca o adiamento das ações como um problema estrutural. Além das 69% das empresas que ainda não começaram a se adaptar, 25% afirmam que não sabem nem por onde começar, o que amplia o risco de erros e custos mais altos no momento em que a Reforma estiver em plena implementação. Para a GestãoClick, a Reforma Tributária apenas expõe fragilidades que já existem na gestão das empresas brasileiras, como falta de controle financeiro, ausência de integração entre sistemas, desorganização fiscal e pouca clareza sobre indicadores essenciais do negócio. “A Reforma não cria o problema, ela escancara. Empresas desorganizadas já estão perdendo dinheiro agora, e o custo tende a aumentar para quem continuar adiando a organização”, aponta Lucas Sousa, gerente da GestãoClick. A pesquisa conclui que empresas que chegarão a 2026 em melhor posição são aquelas que já investem em emissão correta de notas fiscais, formação de preços baseada em dados reais, integração entre sistemas, proximidade com a contabilidade e uso de tecnologia para proteger o caixa. 

Reforma Tributária: “bug” do milênio para softwares fiscais ou oportunidade de ouro?

Por Mauricio Frizzarin Ao contrário do que muito foi falado, a Reforma Tributária deixou de ser uma “lenda urbana” de Brasília para se tornar uma realidade iminente no Brasil. No entanto, enquanto manchetes focam no impacto para grandes indústrias, uma revolução silenciosa e urgente bate à porta das empresas desenvolvedoras de software para o setor contábil, ERPs e serviços SaaS (Software as a Service). Para escritórios de contabilidade e pequenas empresas de tecnologia, a mensagem é clara: o modelo que funcionou nas últimas duas décadas está prestes a expirar. A promessa é sedutora: trocar cinco tributos complexos (PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS) por uma dupla moderna, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). A “simplificação” traz, porém, uma complexidade transitória brutal para o setor de serviços digitais. A mudança mais dramática está relacionada à geografia do imposto. No modelo antigo, uma empresa de SaaS localizada em Barueri ou em Florianópolis pagava ISS conforme a alíquota de sua sede. Com a Reforma, a tributação passa a ser ligada ao destino, ou seja, à região onde o cliente está. Para um software SaaS, com milhares de clientes espalhados por 5.570 municípios brasileiros, isso significa que o sistema de faturamento precisa ser capaz, da noite para o dia, de lidar com uma malha fiscal descentralizada. O “simples” ato de emitir uma nota fiscal se tornou um desafio de engenharia de dados. Esta mudança força uma seleção natural no mercado de tecnologia, afinal, há softwares que dependem de atualizações manuais ou “patches” anuais, que passam a correr risco de obsolescência imediata. Os softwares de gestão contábil e fiscal, como ERPs, devem ser adaptados para garantir o correto enquadramento tributário automático, uma vez que o novo padrão exige, entre outros pontos: – Atualização Automática: visto que as regras fiscais mudam sem intervenção do usuário; – Integração Contábil em Tempo Real: fim das importações manuais de arquivos no final do mês; – Inteligência de Localização: o sistema precisa saber onde o tomador do serviço está para calcular o imposto correto instantaneamente. Se para o software o desafio é técnico, para o contador é consultivo. Com a automação resolvendo a complexidade do cálculo, o papel do contador migra da “apuração” para a “orientação”. Empresas de tecnologia e ecossistemas que se anteciparam às mudanças promovidas pela Reforma Tributária já permitem que o contador foque em explicar o impacto financeiro da mudança para o cliente em vez de passar horas configurando alíquotas. Apesar do susto inicial, o cenário é promissor. A padronização fiscal tende a reduzir o gigantesco contencioso tributário brasileiro — um dos maiores custos ocultos de se fazer negócios no país. Para escritórios contábeis e empresas de software, a Reforma é um divisor de águas. Quem tentar adaptar “gambiarras” nos sistemas antigos certamente sofrerá. Aqueles, porém, que abraçarem soluções nativas da nova era tributária — com dados em nuvem e conformidade automática — devem encontrar um mercado ávido por segurança e clareza. A era da contabilidade digital 2.0 começou. Sua tecnologia está pronta para ela? *Mauricio Frizzarin é fundador e CEO da QYON Tecnologia, empresa norte-americana especializada no desenvolvimento de softwares para gestão empresarial com inteligência artificial. Frizzarin cursou Tecnologia de Software e Marketing, OPM (Owner/President Management) na Harvard Business School, Executive Education em Inteligência Artificial na University of California, Berkeley e em Fintech em Harvard – www.qyon.com

Do bem-estar à performance sustentável: a Felicidade Interna Bruta como diferencial estratégico na gestão de pessoas em 2026

Por Elaine Bernardes, diretora de Gente da Leega Consultoria* Poucas expressões parecem tão distantes do universo corporativo quanto “Felicidade Interna Bruta (FIB)”, índice criado no Butão e endossado pela ONU, que avalia saúde mental, senso de propósito, capital social e qualidade do tempo livre. No entanto, ao se inspirarem nas métricas da FIB, como o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, líderes de Recursos Humanos descobrem formas de gerar valor que vão além dos relatórios financeiros. Empresas que integram o bem-estar às suas estratégias de gestão reduzem a rotatividade, aumentam a produtividade e fortalecem sua reputação no mercado. Simples assim: o engajamento cresce, o turnover diminui e a inovação floresce. Mais do que um indicador, a FIB propõe uma mudança de paradigma que é colocar as pessoas no centro das decisões. Quando o bem-estar deixa de ser um benefício secundário e passa a ser uma prioridade estratégica, a saúde emocional dos colaboradores torna-se um ativo valioso. E isso não é idealismo, é pragmatismo puro. Companhias que promovem a felicidade no trabalho constroem vantagens competitivas duradouras, atraem talentos mais qualificados, fortalecem sua cultura e entregam resultados sustentáveis. Adotar os princípios da FIB transforma a lógica empresarial. Não se trata apenas de aumentar desempenho, mas de reforçar o propósito, criar pertencimento e promover um ambiente de trabalho verdadeiramente saudável. Isso faz toda a diferença. Profissionais felizes permanecem mais tempo nas empresas, são mais criativos, colaborativos e engajados. Líderes que incorporam o bem-estar à cultura organizacional fortalecem sua marca empregadora e ganham vantagem na disputa pelos melhores talentos. Na prática, os princípios da FIB podem ser implementados por meio de ações que promovam saúde física e mental, equilíbrio entre vida profissional e pessoal, relações interpessoais mais saudáveis e oportunidades reais de crescimento. Iniciativas como pesquisas de clima organizacional, programas de escuta ativa, mindfulness, apoio psicológico, incentivo à prática esportiva e capacitação contínua aumentam a satisfação interna e impactam positivamente os resultados do negócio. O estudo “Does Employee Happiness Have an Impact on Productivity?”, conduzido por Jan-Emmanuel De Neve (Universidade de Oxford), George Ward (MIT) e Clement Bellet (Erasmus University), revelou que colaboradores felizes podem ser até 13% mais produtivos. Isso acontece porque o bem-estar cria um ambiente de confiança, cooperação e vínculo, pilares essenciais para a inovação e o crescimento sustentável. Equipes engajadas adoecem menos, produzem mais e se sentem protagonistas do sucesso da organização. Ano passado, o Brasil deu um passo importante ao lançar um projeto-piloto em Fernando de Noronha para adotar a FIB como métrica de desenvolvimento. Ao reconhecer a felicidade como um indicador legítimo para políticas públicas, o país sinaliza para 2026 um novo horizonte em que qualidade de vida, saúde mental e tempo equilibrado são tão relevantes quanto indicadores econômicos tradicionais. Essa iniciativa reforça a urgência de repensarmos o ambiente de trabalho, tornando-o mais humano, saudável e sustentável. A Felicidade Interna Bruta não é apenas uma métrica, é uma filosofia de gestão que inspira um novo jeito de liderar, trabalhar e viver. Afinal, progresso sem humanidade não é progresso. Cuidar das pessoas é o melhor caminho para alcançar melhores resultados. Felicidade e performance não se excluem, elas se fortalecem mutuamente. Organizações que compreenderem que colocar as pessoas no centro é a chave para a prosperidade serão referência na liderança do futuro. E cabe a nós, profissionais de gestão de talentos, transformar essa visão em realidade.       * Elaine Bernardes é diretora de Gente da Leega, responsável por liderar a área de Recursos Humanos e Recrutamento e Seleção, além de promover o engajamento dos colaboradores, a cultura e os valores da empresa. É formada em Administração pelo Centro Universitário Íbero-Americano e tem mais de 25 anos de experiência em gestão e liderança na área de Recursos Humanos.

Janeiro Branco: NR-01 incentiva olhar mais atento para saúde mental em ambientes corporativos

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), transtornos mentais e emocionais são uma das principais causas de afastamento no trabalho. No Brasil, a ansiedade já afeta milhões de brasileiros, enquanto o burnout, conhecido como síndrome ocupacional, é uma realidade para muitos profissionais. Só para se ter uma ideia, no acumulado nos nove primeiros meses de 2025, o Brasil registrou mais de 403 mil afastamentos por transtornos mentais. A Campanha Janeiro Branco faz um importante alerta sobre a saúde mental e a importância de dar atenção ao cuidado psicológico e emocional durante o ano todo. No ambiente corporativo, onde o estresse e a pressão por resultados são constantes, a campanha surge como uma oportunidade de transformação na cultura organizacional das empresas.  Para Ricardo Mattos, CEO da Vetor Editora, empresa do grupo Giunti Psychometrics, referência em manutenção da saúde mental nas empresas, ao longo dos anos, a campanha tem incentivado debates públicos e mudanças importantes no modo como as organizações abordam o tema. Além disso, o Janeiro Branco segue sendo necessário: ele abre o calendário do ano lembrando, com legitimidade, que a vida humana não pode ser organizada apenas por metas econômicas, enquanto as pessoas adoecem por dentro.  “Precisamos tratar a saúde mental como prioridade civilizatória, não como pauta periférica. Com ações simples, mas consistentes, as empresas podem transformar o ambiente corporativo em um espaço de apoio, prevenção e crescimento. A saúde mental deve ser vista como um investimento contínuo, que beneficia não apenas os colaboradores, mas também os resultados organizacionais. Vale lembrar que a NR-01 foi recentemente atualizada e agora exige que as empresas identifiquem e controlem fatores como estresse, burnout e assédio, além dos riscos físicos tradicionais, com implementação gradual e guias de orientação, o que impacta também na rotina dos profissionais de RH, Psicologia, Medicina e Engenharia de Segurança do Trabalho, que atuam diretamente nessas áreas e vão precisar de ferramentas para se adequarem”, explica. Ainda segundo o executivo, empresas de todos os portes podem criar iniciativas práticas e acessíveis para transformar o cuidado com a saúde mental em um pilar organizacional. Somado a isso, a tecnologia, testes digitais e materiais didáticos e científicos podem ser importantes aliadas dos gestores neste processo.  Confira abaixo cinco ações simples que podem auxiliar as empresas e profissionais da área na promoção do bem-estar dos colaboradores durante o ano todo. 1 – Diálogo aberto: promova campanhas internacionais para conscientizar os colaboradores sobre a importância de falar sobre saúde mental. Disponibilize espaços seguros onde as pessoas possam se sentir acolhidas. 2 – Apoio psicológico: ofereça programas de assistência emocional, como consultas com psicólogos, linhas de apoio ou acesso a ferramentas digitais especializadas. De acordo com estudos, programas de saúde mental bem desenhados estão associados a ganhos expressivos de desempenho, redução de faltas e maior presença no trabalho – mapeamento da Yale School of Medicine mostrou aumento de até 25% na produtividade dos colaboradores que participaram de programas de apoio mental. 3 – Treinamento de lideranças: capacite gestores para identificar sinais de desgaste emocional nas equipes e promover uma liderança mais humanizada. Outra dica importante é oferecer cursos de atualização, isso dará mais suporte para os profissionais das empresas que trabalham diretamente cuidando da saúde mental dos colaboradores.  A Vetor Editora, por exemplo, oferece consultoria e treinamentos na área de Recursos Humanos, auxiliando companhias a avançarem nos cuidados com o bem-estar emocional dos profissionais, e conta com mais de 40 mil clientes, entre eles MRS Logística, Prevent Senior, Sodexo, Gerdau.  Para abril desde ano, a empresa promoverá o Summit NR-01, evento voltado para  Psicólogos, Médicos, Engenheiros, RH, Segurança do Trabalho, líderes e gestores, que buscam se aperfeiçoar e entender as mudanças da NR-01 e como elas impactam sua atuação e das empresas que desejam fortalecer a cultura de saúde mental, bem-estar e segurança psicológica. 4 – Mapeamento de clima organizacional: realize avaliações regulares para entender os fatores de risco psicossociais e implementar ações corretivas. 5 – Iniciativas de bem-estar: invista em atividades como meditação, massagem, yoga, palestras e workshops sobre gestão de emoções e resiliência. Embora a campanha seja realizada apenas no primeiro mês do ano, a mensagem do Janeiro Branco é clara: o cuidado com a saúde mental deve ser constante. “Criar um ambiente de trabalho saudável e emocionalmente seguro é um compromisso das empresas e deve se estender ao longo de todo o ano”, finaliza Ricardo.

Prefeitura de Mauá e Sebrae oferecem curso gratuito para empreendedores aprimorarem a gestão de negócios

A Prefeitura de Mauá, em parceria com o Sebrae Aqui e a Secretaria de Trabalho, Renda e Empreendedorismo, está com inscrições abertas para um curso online gratuito voltado a empreendedores que desejam melhorar a gestão do próprio negócio. A capacitação aborda temas essenciais do empreendedorismo, como organização financeira, fluxo de caixa, precificação, técnicas e estratégias de vendas, além de relacionamento com clientes, entre outros conteúdos práticos. O curso tem duração total de 10 horas e será oferecido em duas turmas: de 19 a 23 de janeiro, e de 26 a 30 de janeiro. As aulas acontecem das 10h ao meio-dia. As inscrições devem ser feitas pelo site: https://agenda.sebraesp.com.br. Oficinas – Além do curso, também estão disponíveis duas oficinas online gratuitas, com duração de 2 horas cada. No dia 21 de janeiro, o tema será técnicas de desenvolvimento de fotos e vídeos para impactar clientes e aumentar as vendas. Já no dia 22 de janeiro, serão apresentadas orientações para quem deseja regularizar o CNPJ e retornar à condição de MEI. Ambas as oficinas acontecem às 10h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp do Sebrae Aqui Mauá: (11) 4512-7736 ou pelo canal do Empreendedor da Prefeitura de Mauá no link https://abrir.link/VTJDG. Foto: Divulgação – PMM

Soft skills em alta: por que agências digitais precisam desenvolver líderes além da técnica

No ambiente atual de negócios digitais, dominar ferramentas e técnicas deixou de ser suficiente para garantir sucesso organizacional. Soft skills, competências comportamentais e interpessoais como comunicação, empatia, resolução de problemas e liderança, estão ganhando espaço nos critérios de desempenho e contratação. Essa mudança decorre de uma realidade em que as máquinas passam a executar tarefas rotineiras e a interação humana se torna diferencial competitivo, especialmente em equipes sujeitas a mudanças constantes, trabalho híbrido e demandas complexas. Robson V. Leite é mentor especializado em estruturação e performance para negócios digitais e agências. Com quase duas décadas de atuação e vasta experiência prática, ele acompanha as transformações do mercado e o papel crescente das competências humanas na liderança de equipes e na gestão de operações. Sua perspectiva é baseada em casos reais de empresas que adaptaram sua estrutura para priorizar habilidades comportamentais ao lado do conhecimento técnico. Os dados sobre o crescente peso das soft skills são claros. Um relatório do Evermonte Institute destaca que, em 2025, comunicação e escuta ativa foram apontadas por mais de 70 % dos executivos como as habilidades mais demandadas nas contratações, seguidas de inteligência emocional e resiliência, indicadores que refletem a valorização crescente das competências humanas no trabalho. Essa tendência surge em meio a ambientes colaborativos e integrados onde as competências técnicas precisam ser complementadas por habilidades que favoreçam diálogo, adaptação e coesão de equipe. Essa valorização das soft skills faz sentido em um cenário em que liderar não é apenas distribuir tarefas, mas também interpretar sinais sociais, administrar conflitos, motivar times e conduzir mudanças sem perder foco estratégico. Para o mentor de agências, “habilidades como empatia, resolução de problemas e comunicação clara não são apenas complementares; são pilares da liderança em ambientes onde a mudança é constante”. Essa perspectiva se alinha à ideia de que líderes totalmente centrados na técnica podem enfrentar limitações quando precisam mobilizar equipes ou responder a situações inesperadas. De fato, competências humanas permitem que gestores compreendam contextos mais amplos, antecipem riscos e alinhem pessoas a um propósito comum. A literatura sobre o tema indica que, além de habilidades cognitivas, atributos como adaptabilidade e inteligência emocional favorecem ambientes mais colaborativos e produtivos. À medida que o uso de ferramentas automatizadas cresce e rotinas operacionais se tornam mais eficientes, as soft skills emergem como fonte de vantagem competitiva, pois apenas pessoas conseguem cultivar um clima organizacional saudável e decisões estratégicas com impacto humano. Nas agências digitais, essas competências estão diretamente ligadas ao sucesso de projetos que envolvem múltiplas partes interessadas, ciclos curtos de feedback e mudanças frequentes em demandas de clientes. A capacidade de ouvir, ajustar expectativas e comunicar decisões de forma transparente pode ser tão determinante quanto a execução técnica de uma campanha. “Liderar equipes que trabalham com tecnologia exige não apenas capacidade técnica, mas sensibilidade para interpretar o ambiente e promover colaboração contínua”, conclui Robson V. Leite. A adoção desse enfoque comportamental também influencia a retenção de talentos. Profissionais que percebem oportunidades de crescimento em habilidades humanas sentem‑se mais valorizados e engajados, o que contribui para reduzir rotatividade e fortalecer a cultura organizacional. Do ponto de vista da performance, equipes com equilíbrio entre hard skills e soft skills tendem a superar obstáculos com maior rapidez e a adaptar‑se melhor a mudanças de mercado, o que é crucial no ambiente volátil do marketing digital.

Reforma Tributária coloca área fiscal no centro do resultado financeiro das empresas

A Reforma Tributária já está em vigor e começa a produzir impactos concretos no dia a dia das empresas brasileiras, especialmente na área fiscal. Com a adoção do novo modelo, o departamento fiscal deixa de atuar apenas no encerramento dos processos e passa a influenciar diretamente o resultado financeiro dos negócios a partir de 2026. Isso ocorre porque o sistema tributário passa a depender fortemente de dados e validações digitais desde a origem das operações, como cadastro, contratos, pedidos, emissão de documentos e apuração. Informações incorretas ou incompletas podem gerar imposto errado, afetando diretamente o direito ao crédito tributário. “Com a reforma, a área fiscal deixa de ser apenas reativa e se torna um hub de governança e performance”, afirma Roberto De Lázari, diretor de parcerias e estratégias da All Tax. O modelo adotado com a reforma é o Imposto sobre Valor Agregado Dual (IVA Dual), composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal, que substituirá PIS, Cofins e IPI, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que entra no lugar do ICMS e do ISS, de competência de estados e municípios. O sistema permite que o imposto pago nas etapas anteriores da cadeia produtiva seja recuperado por meio do mecanismo de crédito e débito. “Na prática, o crédito deixa de ser uma oportunidade pontual e passa a ser um elemento estrutural de margem e caixa. O imposto pago nas aquisições compõe o crédito a ser apropriado, reduzindo o imposto devido nas etapas seguintes”, explica De Lázari. Na primeira fase da reforma, as empresas operarão simultaneamente os dois sistemas tributários, com IBS e CBS apenas destacados nos documentos fiscais, enquanto a arrecadação efetiva dos novos tributos ocorrerá em um momento posterior. Essa convivência exige adequações nos layouts fiscais, criação de novos campos, revisão de regras de destaque e motores de cálculo capazes de simular os novos tributos por tipo de operação, além de uma governança de dados muito mais rigorosa. Segundo o executivo, empresas que já contam com processos fiscais bem estruturados largam em vantagem. “Essas organizações conseguem capturar crédito com consistência, sustentar esse crédito com documentação e evidências e evitar perdas decorrentes de falhas de dados”, afirma. Além disso, companhias mais maduras têm a capacidade de reconciliar e auditar continuamente o que foi destacado nos documentos eletrônicos em relação ao que foi efetivamente apurado. “Isso reduz surpresas, disputas e protege o caixa. Quem já é organizado tende a aproveitar mais crédito, mais rápido e com menos risco, transformando governança fiscal em retorno financeiro”, destaca. Por outro lado, empresas com menor nível de organização fiscal enfrentam desafios significativos e correm o risco de pagar mais impostos do que o devido. Erros em cadastros de produtos, serviços, localidades ou estabelecimentos, bem como informações incompletas, podem impedir a geração correta de crédito e comprometer parte relevante do benefício do IVA. “Um dado errado ou incompleto vira imposto errado e impacta diretamente o direito ao crédito”, destaca De Lázari. Além disso, em 2027, terá início a Apuração Assistida, mecanismo pelo qual o governo apresentará às empresas o seu cálculo de apuração dos tributos. “Nesse contexto, dispor de um sistema estruturado e automatizado será essencial para auditar os valores apurados, validar premissas e bases de cálculo e subsidiar eventuais contestações e correções junto ao Fisco”, reforça. O impacto financeiro, entretanto, não é o único ponto de atenção, também há riscos operacionais. Inconsistências em documentos eletrônicos podem gerar rejeições, contingências, retrabalho e abrir espaço para questionamentos e penalidades em um ambiente cada vez mais digital e automatizado. Para De Lázari, 2026 será um ano decisivo de preparação. “O foco deve ser operar em modo duplo, colocando o ambiente em ordem para entrar em 2027 com o sistema tributário totalmente ajustado: regras parametrizadas, cadastros saneados, integrações funcionando e trilhas de evidência implantadas”, afirma. Segundo o executivo, a Reforma Tributária impacta todos os setores da economia, em maior ou menor grau. O diferencial competitivo, no entanto, será o nível de maturidade em dados, documentos e governança. “A reforma premia quem controla bem a cadeia e penaliza quem opera no improviso”, conclui.

Baixo desemprego aumenta desafio de empresas para encontrar talentos

O Brasil inicia 2026 com um mercado de trabalho robusto. A taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, o menor nível desde o início da série histórica do IBGE em 2012. O país conta hoje com mais de 103 milhões de pessoas ocupadas e geração consistente de vagas formais, especialmente em serviços, comércio e indústria. Por trás dos números positivos, porém, as empresas enfrentam um paradoxo crescente: 81% delas relatam dificuldades para preencher vagas qualificadas, de acordo com a Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2025 da ManpowerGroup. Setores como tecnologia da informação, logística, engenharia, saúde e manufatura avançada são os mais impactados, com índices de dificuldade que chegam a 91% em transporte e logística: “Com desemprego em patamar tão baixo, a disputa por profissionais com as competências técnicas e comportamentais certas é intensa. Muitas empresas perdem meses em processos seletivos internos que não entregam o resultado esperado”, afirma Renato Pádua, diretor comercial e de operações da RH NOSSA, empresa especializada em recrutamento e seleção com mais de 30 anos de atuação nacional. Em um cenário de desaceleração moderada na criação de vagas para 2026, analistas apontam que a capacidade de atrair e reter talentos qualificados será ainda mais decisiva para a competitividade das empresas. Parcerias com especialistas em recrutamento e seleção surgem como alternativa estratégica para superar a escassez e manter o crescimento sustentável: “A solução passa por parceiros especializados que dominem o mercado de talentos. Recrutamento eficiente exige banco de currículos robusto, metodologia estruturada e conhecimento profundo das necessidades de cada cliente” finaliza Pádua.

Fenapro e Sinapro orientam agências sobre problemas deemissão de notas fiscais devido à mudança no layout donovo sistema tributário

O layout do novo modelo de emissão de notas fiscais eletrônicas, que entrou em vigor em janeiro, no início do período de teste do novo sistema tributário, está gerando dificuldades para as agências de propaganda, segundo constata a Fenapro e o SINAPRO (Sistema Nacional das Agências de Propaganda). O problema vem ocorrendo devido ao fato de que o novo layout do Sistema Nacional de NFS-e suprimiu o campo, existente até 2025, que permitia discriminar a receita dos investimentos dos anunciantes, para que as notas fiscais fossem emitidas apenas sobre a receita própria das agências, e não sobre o valor de terceiros gerenciado por elas. “As agências sempre operaram por conta e ordem dos anunciantes, segundo definido pela legislação em vigor. Os valores dos tributos a serem pagos por elas devem considerar a base de cálculo da própria receita, e não serem calculados sobre o total do faturamento que transita pela conta das agências relativo aos investimentos em mídia do cliente”, explica Ana Celina Bueno, presidente da Fenapro. As mudanças no layout do Sistema Nacional da NFS, com a supressão do campo que permitia deduzir esses valores, é uma falha técnica, de parametrização, na visão da Fenapro. “Não se trata de um problema conceitual das novas regras tributárias. A lei é clara, e o sistema precisa permitir que ela seja aplicada, sob risco de paralisar os faturamentos, gerar insegurança e afetar também a arrecadação pública”, destaca Ana Celina. Com o objetivo de solucionar este problema o mais rápido possível, a Fenapro e os Sindicatos que compõe o Sistema Nacional das Agências de Propaganda estão em contato ativo com os órgãos competentes, tanto em âmbito municipal quanto federal, atuando de forma coordenada para normalizar a situação e garantir a correta aplicação da lei e a retomada regular do faturamento das agências. No nível municipal, o Sistema está protocolando ofícios padronizados nos órgãos de finanças municipais (SEFIN/ SEFAZ) e realizando reuniões técnicas locais, solicitando o retorno do campo de dedução no sistema e que sejam adotadas medidas transitórias enquanto o ajuste sistêmico não ocorrer. As tratativas com as Secretarias municipais estão em estágio avançado em estados como Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Sul. O Sinapro-RJ, por exemplo, atuou diretamente junto à Secretaria Municipal de Fazenda e sua equipe técnica, apresentando ofício com embasamento jurídico e técnico, demonstrando que a dedução de repasse não é benefício fiscal. “A SMF do Rio de Janeiro se demonstrou aberta e sensível à nossa demanda e informou que a falha estava no sistema nacional (SERPRO), por isso, abriu um regime de exceção exclusivo para o nosso setor”, conta Phelipe Pógere, presidente do Sinapro-RJ. Ele explica que, diante das tratativas realizadas, a Secretaria da Fazenda do município do Rio fará um “cadastramento manual” das agências representadas pelo Sinapro-RJ no sistema via processo administrativo, permitindo a emissão das notas com as devidas deduções no sistema. “Essa medida será respaldada por uma Decisão Administrativa Provisória, válida até que o SERPRO realize a atualização definitiva do software. Trata-se de uma solução emergencial, construída com diálogo e base técnica e jurídica, que garante segurança fiscal às agências durante essa fase de transição”, complementa. Em âmbito federal, a Fenapro oficiou à Receita Federal, comunicando o problema e solicitou ajuste do layout do Sistema Nacional da NFS-e e orientações técnicas claras, propondo inclusive a realização de reunião entre as áreas técnicas em busca de uma solução rápida. “O Sistema Nacional das Agências de Propaganda está trabalhando para resolver o problema, e estamos em contato permanente com as agências no sentido de orientá-las e apoiá-las nesta fase de transição do novo modelo tributário”, afirma Ana Celina Bueno, presidente da Fenapro. A entidade está disponibilizando informações atualizadas sobre o andamento desse ajuste em um link disponível no site da entidade: fenapro.org.br/noticias/notasfiscais . “À medida que tivermos novidades, iremos atualizar as informações para as agências”, conclui Ana Celina.

Como dar feedbacks para o líder de forma estratégica

Dar feedback a um líder ainda é um desafio para muitos profissionais. O receio de soar desrespeitoso, causar desconforto ou comprometer o relacionamento com a chefia costuma impedir conversas que, na verdade, são essenciais para o crescimento mútuo e o fortalecimento da cultura organizacional.   De acordo com uma pesquisa da Acorn Works (2025), quase 80% dos líderes seniores reconhecem que os funcionários muitas vezes precisam deixar a empresa para conquistar uma promoção ou aumento, e que apenas 29% dos trabalhadores confiam nos processos de avaliação de desempenho. Esse dado é um exemplo de como a falta de confiança nas trocas com os líderes pode impactar na retenção de talentos.  Mais do que uma avaliação, o feedback deve ser entendido como uma via de mão dupla — um instrumento de troca e aprendizado contínuo. “Quando o diálogo é conduzido com empatia e assertividade, todos saem ganhando: líderes se tornam mais conscientes do impacto de suas ações, e equipes se sentem valorizadas e ouvidas. Ao expressar suas percepções de maneira construtiva, o colaborador contribui não apenas para o desenvolvimento do gestor, mas também para a melhoria dos processos, da comunicação interna e do clima organizacional”, comenta Polyana Macedo, gerente executiva de RPO do ManpowerGroup, consultoria global de soluções em RH.  Um estudo do ManpowerGroup aponta que mais trabalhadores (67%) estão confiando em seus líderes, o que tem aumentado o índice de bem-estar no trabalho. Isso mostra a importância de promover um ambiente onde o diálogo franco e o feedback constante sejam práticas valorizadas e incentivadas.  Para que o feedback ao líder seja produtivo, é importante tomar alguns cuidados. O momento e o canal escolhidos influenciam diretamente a receptividade da conversa. Ambientes reservados e tranquilos favorecem o diálogo sincero. Além disso, o foco deve estar em comportamentos observáveis, e não em julgamentos pessoais. Descrever situações específicas e o impacto que elas geraram ajuda o líder a compreender melhor a percepção da equipe. Ao mesmo tempo, apresentar sugestões e alternativas demonstra proatividade e reforça o compromisso com a melhoria contínua.  Outro ponto essencial é a escuta ativa. O feedback deve ser encarado como uma troca construtiva, na qual o colaborador expressa suas percepções e o líder tem espaço para compartilhar seu ponto de vista. Essa troca fortalece o vínculo profissional e estimula uma cultura de confiança e transparência.  “Dar feedback para o gestor é um sinal de profissionalismo e um passo importante na construção de relações baseadas em respeito e colaboração. Quando feito de forma estratégica e cuidadosa, o diálogo fortalece a cultura de aprendizado contínuo e torna as organizações mais adaptáveis e humanas”, reforça Polyana.  Ao encarar o feedback como uma oportunidade de crescimento compartilhado e não como uma crítica, líderes e equipes ampliam sua capacidade de evoluir juntos, comunicar-se com clareza e alcançar resultados mais consistentes. 

Crescer além das fronteiras exige mais do que escala

Por Glaucia Fernandes A internacionalização de redes de franquias de alimentação deixou de ser um movimento aspiracional para se tornar uma estratégia concreta de crescimento e perenidade. Em um cenário global, no qual o foodservice permanece como o segmento mais representativo do franchising, marcas que atingem maturidade operacional passam a enxergar a expansão internacional não apenas como diversificação geográfica, mas como um exercício de sofisticação empresarial. No entanto, expandir além das fronteiras nacionais impõe desafios que exigem preparo, método e, sobretudo, clareza estratégica, especialmente quando falamos de conceitos gastronômicos autorais, de experiência e posicionamento premium. O mercado global de franquias segue em expansão, impulsionado pela urbanização, pela valorização da conveniência e pelo consumo de experiências. Ao mesmo tempo, observa-se uma elevação no nível de exigência do consumidor, que hoje busca marcas com identidade clara, consistência de entrega e propósito. Esse contexto cria oportunidades relevantes para redes de alimentação bem estruturadas. Contudo, também eleva o grau de complexidade da operação internacional, tornando insuficiente a simples replicação de um modelo doméstico bem-sucedido. O primeiro grande desafio está na adaptação regulatória e institucional. Afinal, cada país possui marcos legais próprios para franquias, legislação trabalhista específica, exigências sanitárias rigorosas e regimes tributários distintos. A internacionalização responsável requer investimento em assessoria jurídica local e governança corporativa capaz de mitigar riscos e garantir compliance desde o primeiro dia de operação. Outro ponto crítico está ligado à cadeia de suprimentos. Conceitos gastronômicos baseados em qualidade, padronização e experiência sensorial precisam equilibrar fidelidade à proposta original com a viabilidade logística local. Desenvolver fornecedores regionais homologados, sem comprometer o padrão da marca, é um dos fatores que mais impactam as margens e a sustentabilidade do negócio no exterior. A gestão de pessoas e de cultura de serviço também assume protagonismo. Em redes de alimentação com posicionamento premium, a experiência entregue ao cliente é tão relevante quanto o produto. Reproduzir esse padrão em diferentes contextos culturais exige treinamento, liderança local capacitada e processos claros de acompanhamento de performance. Internacionalizar é, acima de tudo, um exercício de gestão de marca. A identidade precisa ser forte o suficiente para atravessar fronteiras, mas flexível para dialogar com hábitos de consumo, expectativas e referências culturais distintas. O erro mais comum é confundir padronização com rigidez, no entanto, marcas globais bem-sucedidas são aquelas que sabem adaptar sem descaracterizar. Nesse processo, a proteção da propriedade intelectual e a correta gestão da marca tornam-se ativos estratégicos, especialmente em mercados com alto grau de competitividade e exposição. Para o investidor, participar da expansão internacional de uma franquia representa uma oportunidade de integrar um projeto de crescimento estruturado, com potencial de valorização relevante no médio e longo prazo. Mas essa decisão exige análise criteriosa: modelo de suporte oferecido pela franqueadora, maturidade do plano de internacionalização, clareza contratual e alinhamento de expectativas são fatores determinantes para o sucesso da operação. Expandir internacionalmente não é um movimento oportunista; é um sinal de maturidade. Exige visão estratégica, disciplina operacional e capacidade de execução consistente. Para marcas de alimentação que se propõem a atuar em mercados globais — e para franqueados que desejam caminhar juntos nessa jornada — o sucesso está menos na velocidade da expansão e mais na qualidade das decisões que a sustentam. Crescer além das fronteiras é possível. Sustentar esse crescimento, com excelência e rentabilidade, é o verdadeiro desafio. *Glaucia Fernandes é diretora de marketing e franquias do L’Entrecôte de Paris, rede de restaurantes que faz parte do Grupo SMZTO, é reconhecida por inovar no Brasil com o conceito de prato único e proporcionar a verdadeira experiência vivida nos mais tradicionais bistrôs parisienses – www.lentrecotedeparis.com.br / @lentrecotedeparis 

STF estende prazo para aprovação de lucros e dividendos e alivia pressão sobre empresas

Em uma decisão que reverbera no mercado brasileiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou o prazo para que empresas concluam a aprovação formal da distribuição de lucros e dividendos relativos ao exercício de 2025. A determinação, assinada pelo ministro Kassio Nunes Marques, estende o prazo original — que venceria em 31 de dezembro de 2025 — para 31 de janeiro de 2026. A medida foi tomada no curso de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) ajuizadas por entidades empresariais como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ainda precisa ser referendada pelo Plenário do STF em sessão virtual agendada para fevereiro de 2026.  A decisão liminar do STF busca garantir segurança jurídica diante da publicação tardia da Lei nº 15.270/2025, que alterou as regras de isenção sobre lucros e dividendos. Segundo o relator, o prazo original era incompatível com o calendário societário das empresas e com os processos de fechamento e aprovação dos resultados. Pontos positivos da prorrogação Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a extensão até 31 de janeiro de 2026 traz ganhos importantes para o setor produtivo e para a própria administração tributária. 1. Segurança jurídica e previsibilidade “A decisão do STF reduz a pressão sobre as empresas e evita decisões contábeis e societárias precipitadas que poderiam gerar litígios e conflitos com a Receita Federal”, afirma Rodrigo Molinaro, especialista em Contabilidade e Controladoria do Grupo Villela. Segundo ele, a prorrogação contribui para que os empreendedores cumpram os requisitos legais sem riscos desnecessários de autuações fiscais. 2. Alinhamento com a legislação societária A legislação societária — como a Lei das Sociedades por Ações e o Código Civil — prevê que a aprovação de balanços e a destinação de resultados ocorram nos primeiros meses após o término do exercício social. Com a prorrogação, esse calendário fica mais alinhado com a realidade das empresas.  3. Menor chance de litígios e custos de conformidade mais baixos Molinaro ressalta que a extensão evita contestações judiciais e custos extras de consultoria e auditoria que muitas empresas enfrentam para cumprir um prazo considerado impraticável. “Empresas poderão planejar estrategicamente a distribuição de resultados sem atropelos”, comenta. O que os empreendedores precisam revisar nesse período Embora a prorrogação dê mais tempo, ela não significa que o assunto está encerrado. Pelo contrário, há pontos que precisam de atenção imediata por parte de empreendedores e gestores contábeis. O primeiro passo é revisar com atenção os procedimentos societários, especialmente os calendários de assembleias gerais ordinárias e extraordinárias. “É fundamental que as empresas se organizem para formalizar corretamente as deliberações sobre a distribuição de lucros dentro do novo prazo estabelecido pelo STF, evitando falhas que possam gerar questionamentos futuros”, explica. Outro ponto essencial é a conferência dos balanços e das demonstrações financeiras. Para Molinaro, a prorrogação não elimina a necessidade de rigor técnico. “As demonstrações precisam estar consistentes, bem estruturadas e, quando necessário, auditadas. Qualquer inconsistência contábil pode comprometer a distribuição de lucros e até trazer riscos fiscais para a empresa”, ressalta. O especialista também chama atenção para o planejamento tributário, que deve ser atualizado mesmo com a extensão do prazo. A legislação que altera a tributação sobre lucros e dividendos segue válida e prevê a incidência de uma alíquota de 10% sobre valores que ultrapassem R$ 50 mil mensais a partir de 2026. “Esse é o momento ideal para o empreendedor sentar com seu contador e avaliar como essa nova tributação pode impactar a estratégia de distribuição de resultados nos próximos anos”, orienta Molinaro. Por fim, ele reforça a importância de acompanhar de perto o julgamento definitivo da liminar pelo Plenário do STF, previsto para fevereiro de 2026. “A decisão final pode confirmar ou alterar o entendimento atual. Estar atento a esse desfecho é essencial para ajustes rápidos e para garantir segurança jurídica nas decisões empresariais”, conclui.

Reforma Tributária: 4 ações para PMEs tomarem em de 2026

Por ano, as micro e pequenas empresas, incluindo MEIs, geram mais de R$ 700 bilhões em renda, segundo levantamento de 2024 do Sebrae. Agora, com a aprovação do PLP 108/2024 no Senado e a implantação do novo sistema de tributação, essas empresas precisam agir rapidamente para se adaptar. O novo modelo, baseado no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), promete simplificar tributos sobre consumo, mas deve alterar rotinas contábeis, fiscais e operacionais. “A reforma muda a estrutura de cálculo e de declaração de impostos, o que exige que as PMEs revisem desde o regime tributário até a forma como emitem notas fiscais e registram suas operações”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys. O que as PMEs devem fazer agora: 1. Reorganizar o controle fiscal e contábil O novo sistema demandará integração de informações e maior precisão no cruzamento de dados. Automatizar a emissão de notas, revisar cadastros de produtos e serviços e centralizar relatórios contábeis são passos fundamentais para garantir conformidade desde o início da transição. 2. Atualizar sistemas de gestão Empresas que ainda operam com controles manuais terão mais dificuldade de acompanhar as novas alíquotas e obrigações. Plataformas integradas de gestão, que conectam estoque, vendas, financeiro e emissão fiscal, ajudam a reduzir erros e garantir atualizações automáticas conforme o novo modelo entra em vigor. 3. Simular cenários e planejar o fluxo de caixa Com a mudança na tributação sobre o consumo, margens e custos podem variar. As PMEs devem realizar simulações para entender o impacto nas receitas e despesas, antecipar ajustes de precificação e renegociar contratos com clientes e fornecedores. Ter uma visão consolidada do fluxo de caixa e relatórios preditivos será essencial para tomar decisões rápidas. 4. Capacitar equipes e revisar processos internos A reforma exigirá atualização técnica de profissionais das áreas contábil, fiscal, financeira e de TI. É importante treinar as equipes, revisar fluxos internos e criar rotinas de conferência automática para evitar inconsistências entre o sistema de gestão e as obrigações acessórias. “Essa mudança deve ser vista como uma oportunidade de modernizar a operação. Ao investir em digitalização e integração, as empresas ganham mais controle, reduzem riscos e tornam o negócio mais sustentável para o futuro”, finaliza o CEO.

Relatórios de sustentabilidade: padronização global chega ao Brasil e empresas de capital aberto terão de reportar emissões

A partir de 2026, todas as companhias brasileiras de capital aberto estarão obrigadas a reportar seus inventários de emissões e publicar relatórios de sustentabilidade alinhados aos padrões internacionais, em um movimento que transforma profundamente a governança dos dados ESG no país. A mudança marca o início de uma nova fase para o mercado, na qual transparência, padronização e qualidade das informações ambientais, sociais e de governança tornam-se indispensáveis. Para atender às exigências, as empresas precisarão implementar rotinas contínuas de coleta de dados, integração entre departamentos, fortalecimento de controles internos e processos permanentes de validação e asseguração. A primeira rodada de relatórios oficiais será divulgada em 2027, com dados referentes ao exercício de 2026. Segundo especialistas da ESG Now, startup que centraliza a gestão, implementação e monitoramento de estratégias ESG corporativa em uma única plataforma, o novo cenário altera por completo a dinâmica de reporte no Brasil. “Na prática, muda tudo no ritmo e na exigência de governança das informações relacionadas à ESG. A obrigatoriedade traz uma disciplina inédita ao mercado e demanda integração entre áreas como finanças, riscos, operações, jurídico, RH e cadeia de fornecedores”, afirma Elias Neto, CEO da ESG Now. Um marco para o mercado brasileiro A nova regulamentação representa um divisor de águas. Ao alinhar o país ao padrão global, o mercado passa a operar com métricas comparáveis e maior transparência, fatores que ampliam a confiança de investidores e a capacidade de precificação de riscos climáticos e socioambientais. “Estamos vivendo um movimento de profissionalização acelerada. A padronização reduz ruídos, eleva o nível mínimo de exigência e abre portas para maior participação de investidores internacionais. É um marco regulatório que fortalece a governança, competitividade e credibilidade do mercado brasileiro”, reforça Elias. De acordo com a ESG Now, o processo de adequação envolve desafios operacionais, técnicos e culturais, entre eles o mapeamento e qualidade dos dados, ainda descentralizados e pouco confiáveis em muitas empresas, a integração sistêmica, a conexão com sistemas operacionais, a conversão metodológica para traduzir operações locais aos padrões internacionais, a definição clara de governança e de responsáveis pelos dados, fluxos e validação e a capacitação de equipes para coletar e interpretar informações com rigor técnico. Com a obrigatoriedade, o ESG deixa definitivamente de ser periférico e passa a integrar o core business das organizações. A expectativa é que haja profissionalização das áreas de sustentabilidade, integração mais estreita entre finanças e ESG, investimentos em melhoria de dados, sistemas e controles, aceleração de iniciativas de mitigação de riscos climáticos e socioambientais e maior clareza estratégica e competitividade. “Estamos entrando em uma era em que ESG não é mais discurso, é gestão. Quem estiver preparado terá ganhos de eficiência, reputação e acesso a capital”, conclui o CEO.

ESCAD Rental escolhe TOTVS para unificar gestão e potencializar rentabilidade

A ESCAD Rental, empresa com quase 50 anos de um legado no mercado de locação de equipamentos de linha amarela, escolheu a TOTVS, maior empresa de tecnologia do Brasil, como sua parceira estratégica para um novo ciclo de crescimento e modernização. A companhia adotou um conjunto completo de soluções para unificar sua gestão, do administrativo ao operacional, e obter controle total sobre seus ativos e contratos. “Vivendo um momento histórico, a ESCAD Rental celebra meio século de conquistas com a mesma premissa de acreditar no futuro e acompanhar as mudanças que o mercado exige. Unir-se à TOTVS é dar um passo decisivo em busca de tecnologia e inovação rumo à gestão mais inteligente”, diz Filipi Ogeda, gerente administrativo da ESCAD Rental. O principal objetivo da ESCAD é eliminar a descentralização das informações e passar a operar sobre uma plataforma única e confiável. Para isso, a empresa contará com o TOTVS Backoffice – Linha Protheus, um ERP completo e robusto que é flexível e se adequa às necessidades do negócio, para centralizar toda a retaguarda do negócio e com o TOTVS RH – Linha Protheus para a gestão de pessoas, que é responsável pela automação de folha de pagamento, gestão de benefícios, férias e obrigações trabalhistas, etc;. No centro da operação, o TOTVS Rental trará uma visão clara sobre a saúde financeira de cada contrato, permitindo uma análise precisa de rentabilidade, uma necessidade de gestão que a empresa busca cada dia com mais  agilidade. Complementando o ecossistema, a adoção do TOTVS Manutenção de Ativos – Linha Protheus, junto ao aplicativo Minha Manutenção de Ativos, garantirá a máxima eficiência e disponibilidade da frota, otimizando os processos de manutenção preventiva e corretiva. “Ser escolhido por uma empresa com o legado e a influência da ESCAD Rental é a prova de que nossas soluções para o segmento de serviços são as mais completas e aderentes do mercado. Eles não buscavam apenas um software, mas um parceiro tecnológico capaz de fornecer uma base sólida para os próximos anos. Entregar uma visão unificada que transforma dados em poder de decisão é o nosso compromisso, e estamos felizes em apoiar uma referência do setor a se tornar ainda mais competitiva”, comenta Wilson de Godoy, diretor-executivo da TOTVS Sudeste Meridional. Para saber mais sobre as soluções da TOTVS para o setor de Prestadores de Serviço, acesse.

Software com inteligência artificial revoluciona a gestão financeira e automatiza controle de contas a pagar e a receber

A transformação digital inaugura um novo momento para o universo da gestão financeira. A QYON Tecnologia – empresa norte-americana referência e pioneira no desenvolvimento de softwares de gestão com Inteligência Artificial – apresenta outra ferramenta ao mercado. Trata-se do QYON Gestão Financeira, uma solução completa, integrada à plataforma QYON Solução Contábil, totalmente dedicada à gestão financeira com inteligência artificial embarcada, que promete automatizar o controle de contas a pagar e a receber, oferecendo visibilidade total e em tempo real do fluxo de caixa. Desenvolvido para atender às demandas de empresas de todos os portes e escritórios contábeis, o QYON Gestão Financeira foi projetado para eliminar tarefas manuais e repetitivas, mitigar possíveis erros operacionais e liberar tempo das equipes para atividades estratégicas. De acordo com Mauricio Frizzarin, fundador e CEO da QYON Tecnologia, com o uso de algoritmos de IA, o sistema é capaz de capturar, automaticamente, NF-e de produtos e serviços emitidos contra um determinado CNPJ, além de boletos e impostos, e organiza tudo em ambiente seguro. Com um clique, os documentos são validados e convertidos em contas a pagar. Como o sistema está integrado ao sistema bancária, via Open Finance, as contas ficam conectadas diretamente ao sistema e todas as movimentações são realizadas e importadas, em tempo real e de forma segura. Os extratos são conciliados e enviados automaticamente para a contabilidade, garantindo precisão às operações. “Nosso objetivo é oferecer às empresas e escritórios de contabilidade uma ferramenta que funcione, efetivamente, como um assistente financeiro inteligente, capaz de trabalhar de forma autônoma, mas com total transparência e controle para o gestor”, explica Frizzarin. “O resultado é uma gestão muito mais ágil, precisa e estratégica, tanto para empresas quanto para escritórios contábeis que administram múltiplos clientes”. Segundo Frizzarin, ao optar pelo uso do QYON Gestão Financeira, equipes administrativas das empresas e times de contabilidade vão usufruir de benefícios importantes, como automação total do contas a pagar e a receber, sem necessidade de lançamentos manuais; previsão inteligente do fluxo de caixa, com base em histórico e comportamento financeiro; redução de erros e retrabalhos administrativos; economia de até 70% do tempo gasto com tarefas operacionais de controle financeiro; integração com bancos, ERPs e sistemas contábeis; painéis e relatórios inteligentes, com indicadores personalizados e análises preditivas. Para os escritórios contábeis, o software QYON Gestão Financeira representa uma oportunidade de ganhar produtividade e escala, com centralização das finanças de todos os clientes em um único ambiente. Já para as empresas, o sistema oferece clareza total sobre entradas e saídas, permitindo decisões mais rápidas e assertivas sobre investimentos, prazos e capital de giro. “A rotina financeira deixa de ser um obstáculo operacional e se transforma em uma fonte estratégica de insights e eficiência”, finaliza Mauricio Frizzarin, fundador e CEO da QYON Tecnologia.

O que define um bom chefe? Estudo aponta o perfil comportamental dos gestores no Brasil

A Febracis, maior escola de transformação pessoal e profissional da América Latina, analisou o perfil de cerca de 50,6 mil gestores brasileiros por meio do CIS Assessment, ferramenta de diagnóstico comportamental. A pesquisa revela as características mais comuns entre líderes como gestores, diretores e gerentes e aponta um perfil forte em comando e comunicação, mas com fraquezas em paciência e planejamento. Entre as competências mais desenvolvidas pelos gestores brasileiros estão o comando (59,7%), que sinaliza líderes natos, com presença e voz ativa, a objetividade (58,4%), relacionada à capacidade de tomar decisões práticas e resolver problemas de forma direta, e a extroversão (58,2%), que revela facilidade de comunicação e interação com pessoas e equipes.  Por outro lado, as habilidades mais ligadas à constância e à construção de processos estruturados aparecem com os menores índices: prudência (51%), paciência (51,6%) e planejamento (52,9%).  O estudo mostra que o perfil dominante é o mais frequente entre os gestores, com 54,5% dos participantes apresentando esse traço comportamental. Em segundo lugar, aparece o perfil influente, com 52,5%. Ambos os perfis são considerados proativos e voltados para resultados, mas exigem equilíbrio emocional para evitar efeitos colaterais na condução de equipes e projetos. “Um gestor com perfil dominante tende a ser mais estratégico e competitivo. Mas, sem preparo emocional, pode se tornar ríspido, centralizador e intolerante. Já os líderes influentes tendem a ser carismáticos e bons comunicadores, mas também correm o risco de serem dispersos, pouco organizados e ineficazes em processos detalhados”, explica Vanilson Leite, diretor do CIS Assessment. Segundo o estudo, os pontos fracos entre esses dois principais perfis revelam um descompasso frequente entre a capacidade de liderança e a manutenção de processos de longo prazo. “São profissionais que sabem liderar com energia, mas ainda precisam desenvolver resiliência e visão de continuidade”, pontua Vieira. O que motiva os líderes? Além dos comportamentos, a pesquisa também questiona os valores que mais motivam a ação dos gestores. O principal deles é o teórico (64,2%), que expressa a busca por aprendizado e conhecimento contínuo. Em seguida aparecem o valor econômico (59,7%), ligado à utilidade e retorno dos esforços, e o valor político (58,3%), relacionado ao desejo de influenciar e liderar pessoas. “Um líder com perfil dominante sem preparo emocional pode ser centralizador e inflexível, enquanto um influente desregulado tende a se perder em discursos sem entrega. Quando um gestor compreende seus padrões e desafios, ele lidera com mais maturidade, e não apenas com autoridade”, finaliza Paulo Vieira.

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