Apresentando a criatividade impulsionada por IA no CorelDRAW Graphics Suite 2026
A Corel anuncia o lançamento do CorelDRAW Graphics Suite 2026, com novas e poderosas ferramentas de IA projetadas para aprimorar a criatividade e otimizar os fluxos de trabalho de design profissional. A nova versão do premiado software de design gráfico oferece recursos inteligentes que ajudam designers, ilustradores e profissionais criativos a gerar, ajustar e refinar imagens com mais eficiência, mantendo o controle total de suas visões criativas. “O CorelDRAW Graphics Suite 2026 representa um grande passo para levar a IA às mãos dos designers de maneira significativa”, afrma Prakash Channagiri, diretor sênior de gerenciamento de produtos CorelDRAW. “Ao combinar novas e poderosas ferramentas generativas e de edição de imagens com a precisão pela qual o CorelDRAW é conhecido, estamos ajudando os profissionais a passarem do conceito ao design finalizado com mais agilidade, sem comprometer o controle total sobre suas decisões criativas.” Confira Novidades e Aprimoramentos do CorelDRAW® Graphics Suite 2026 Além das atualizações do CorelDRAW Graphics Suite 2026, a ferramenta de design online CorelDRAW Go, fácil de usar e sob medida para entusiastas criativos e aspirantes a designers, agora inclui recursos de geração e remixagem de imagens com tecnologia de IA, assim como novas predefinições de texto selecionadas para criação de logotipos, emblemas e adesivos. Essas atualizações tornam mais fácil do que nunca criar visuais originais, explorar variações de design e dar vida às ideias diretamente no navegador. Veja o Que Há de Novo no CorelDRAW® Go™ Oferta e Valores O CorelDRAW Graphics Suite está disponível para Windows, macOS e web nos idiomas inglês, alemão, italiano, francês, espanhol, português do Brasil, holandês, polonês, tcheco, russo, chinês simplificado, chinês tradicional, turco, sueco e japonês. O valor da assinatura é R$ 1.600 por ano. O CorelDRAW Graphics Suite 2026 também pode ser adquirido por meio de compra única (licença perpétua), com preço de varejo sugerido de R$ 3.200. Um comparativo com opções de compra do CorelDRAW Graphics Suite pode ser visualizado em https://www.coreldraw.com/en/product/coreldraw/#compare. Mais informações sobre licenças comerciais estão disponíveis em www.coreldraw.com/business. Para mais informações sobre licenças educacionais, acesse disponíveis em www.coreldraw.com/education. O CorelDRAW Web está acessível a todos os assinantes do CorelDRAW e clientes de manutenção ativos, sendo compatível com as versões mais recentes do Google Chrome, Microsoft Edge e Firefox – tanto no Windows quanto no macOS. Para saber mais sobre o CorelDRAW Web ou para explorar uma versão de avaliação de 15 dias, visite web.coreldraw.com. As atualizações mais recentes do CorelDRAW Go tem melhor desempenho com o Google Chrome ou Microsoft Edge, seja no Windows ou no macOS, e está disponível em inglês, alemão, italiano, francês, espanhol, português (Brasil), holandês, polonês e tcheco. A assinatura anual custa R$ 280. Descubra mais sobre o CorelDRAW Go em go.coreldraw.com. Mais informações sobre créditos de IA podem ser obtidas em www.coreldraw.com/creditpacks.
Criatividade e propósito se tornam os maiores diferenciais da nova economia na era da IA
Por Rico Araujo, CEO da PX/Brasil, Conselheiro de Inovação e Marketing Estratégico, Mentor e Investidor Anjo* A ascensão recente da inteligência artificial generativa tem provocado mudanças profundas no modo como pessoas e empresas estruturam trabalho, criatividade e tomada de decisão. Ferramentas como o ChatGPT, que se tornou a plataforma de crescimento mais rápido da história ao alcançar 100 milhões de usuários em apenas dois meses, ultrapassando inclusive o TikTok, aceleraram um processo de adoção que antes levaria anos. No Brasil, a expansão também é evidente. Segundo estudo do Sebrae, 44% dos empreendedores de micro e pequenas empresas afirmam já ter utilizado algum tipo de IA. Esse cenário revela um movimento distinto das ondas tecnológicas anteriores, tradicionalmente lideradas por grandes corporações. Paralelamente, cresce a preocupação com burnout e com a falta de tempo para atividades de imaginação e inovação, mostrando que o debate sobre IA vai muito além da automação de tarefas. O verdadeiro impacto da IA não está apenas em substituir tarefas mecânicas, mas em liberar espaço para que habilidades exclusivamente humanas, como empatia, propósito e curiosidade, ganhem centralidade. A nova economia exige produtividade com profundidade. A tecnologia, quando bem utilizada, devolve ao indivíduo o tempo necessário para exercitar pensamento crítico, criatividade e visão estratégica. Mais do que uma ferramenta de eficiência, ela se torna aliada no resgate do que nos torna únicos como espécie. Durante o InovaTalks, Walter Longo, uma das vozes mais experientes do país em inovação e estratégia, reforça essa perspectiva ao afirmar que “nenhum humano será melhor que uma máquina, mas nenhuma máquina será melhor que um humano com uma máquina”. Para ele, a IA não possui vontade nem intencionalidade: apenas executa. Assim, o diferencial continuará sendo justamente aquilo que a tecnologia não tem, emoção, repertório e propósito. Longo também destaca que a inovação é uma postura mental, em que o verdadeiro inovador é aquele que já foi ao futuro e olha de lá para o presente. Além disso, Longo propõe uma leitura original sobre o avanço da IA no mercado, a adoção precoce por pequenos empresários e por pessoas mais velhas, invertendo a lógica tradicional da inovação, ele acrescenta ainda que o maior risco não está na tecnologia, mas no excesso de estímulos que têm eliminado o ócio criativo, momento em que, o cérebro reorganiza ideias e produz insights essenciais para a inovação. Esses apontamentos ajudam a iluminar dilemas contemporâneos sobre atenção, criatividade e direção estratégica. A partir dessas reflexões, é possível observar que a IA inaugura uma nova fronteira competitiva. Em vez de privilegiar apenas habilidades analíticas e operacionais, o mercado passa a valorizar repertório, sensibilidade humana e capacidade de conectar pontos. Empresas que integram inteligência artificial ao lado da inteligência emocional tendem a criar produtos mais relevantes, experiências mais empáticas e estratégias mais adaptáveis em um ambiente de transformação acelerada. No campo da educação e da formação profissional, esse movimento já começa a se traduzir em novas práticas. A IA pode assumir funções de tutoria personalizada, permitindo que escolas e organizações dediquem mais tempo ao desenvolvimento de competências humanas, colaboração, ética, criatividade e pensamento crítico. Essa redistribuição de papéis não apenas eleva a eficiência da aprendizagem, como prepara profissionais para um mundo em que a tecnologia será abundante, mas a humanidade será o diferencial. Em ambientes corporativos, a tendência é que lideranças adotem uma visão mais ampla sobre transformação digital. Não basta adotar ferramentas de IA; é necessário integrar essas tecnologias a uma cultura que incentive reflexão, experimentação e diversidade de experiências. Boas decisões raramente vêm do excesso de velocidade, mas da combinação entre dados, intuição e compreensão profunda do contexto. Portanto, à medida que a inteligência artificial se torna parte do cotidiano, o verdadeiro desafio será preservar e valorizar o que nos torna humanos. A tecnologia tende a se tornar um recurso básico, amplamente disponível — mas habilidades como empatia, propósito, generosidade e entusiasmo ocuparão o centro das próximas décadas. É nesse equilíbrio entre máquina e humanidade que reside o real potencial da nova economia: criar empresas mais conscientes, mais criativas e mais conectadas com o seu tempo. *Especialista no desenvolvimento de projetos que integram marketing e inovação estratégica para transformar marcas em negócios altamente competitivos, Rico Araujo é CEO da PX/Brasil e Conselheiro de Inovação. Acesse o InovaTalks por meio do link: https://inovatalks.com.br
Criar é fácil, mas só o que ativa o cérebro permanece
Por Evandro Lopes, neuroestrategista, especialista em neurocomunicação e CEO da SLcomm* Criar tornou-se um processo cada vez mais acessível, impulsionado pela abundância de ferramentas, referências e profissionais qualificados disponíveis no mercado. Paradoxalmente, essa facilidade ampliou a distância entre produzir algo visualmente atraente e alcançar resultados efetivos. Em muitos casos, campanhas de marketing são aprovadas porque dialogam com preferências internas e critérios estéticos consolidados, mas não necessariamente porque conseguem gerar impacto real junto ao público. O conflito entre estética e eficácia se estabelece quando a comunicação passa a atender mais à vaidade de quem decide do que à lógica de quem percebe, lembra e decide comprar. Essa lógica, no entanto, não é subjetiva nem intuitiva: ela é condicionada por limites claros do funcionamento cognitivo humano. O cérebro do consumidor não responde a intenções ou gostos pessoais de quem cria, mas a estímulos que conseguem romper o ruído, fazer sentido rapidamente e apresentar relevância concreta em meio ao excesso de mensagens. Estudos clássicos sobre atenção seletiva demonstram que a percepção consciente é muito mais restrita do que se imagina. Um dos experimentos mais conhecidos, o chamado “gorila invisível”, conduzido por Daniel Simons e Christopher Chabris e publicado em 1999, mostrou que, sob carga atencional, cerca de 50% das pessoas falham em perceber estímulos visuais altamente salientes, mesmo quando eles estão claramente presentes no campo visual. O achado evidencia que a atenção funciona como um filtro severo, não como um registro fiel da realidade. Esse processo é mediado pelo Sistema Reticular Ativador Ascendente (SRAA), estrutura neural responsável por regular vigília e atenção ao priorizar estímulos considerados relevantes, como ameaça ou novidade, por meio de suas conexões com o tálamo e o córtex cerebral. De acordo com a literatura neurocientífica, a maior parte dos inputs sensoriais é descartada automaticamente por esse sistema antes mesmo de alcançar a consciência plena. É nesse ponto que muitas comunicações falham. A estética limpa, elegante e segura costuma agradar conselhos e comitês porque não gera desconforto interno. No entanto, segundo estudos reunidos pela American Psychological Association sobre fadiga cognitiva e atenção, estímulos previsíveis e emocionalmente neutros tendem a ser tratados pelo cérebro como ruído. O previsível não constrói memória, não gera aprendizado e não influencia decisão. A comunicação fica correta, mas anestesiada. E aquilo que não gera tensão, contraste ou relevância pessoal dificilmente atravessa o filtro atencional. A consistência de marca e a repetição, quando tratadas como fins em si mesmas, tendem a produzir o efeito oposto ao desejado. Em ambientes saturados de estímulos, o cérebro aprende rapidamente a economizar energia cognitiva e passa a ignorar aquilo que não apresenta variação emocional, tensão ou significado imediato. A repetição sem saliência transforma mensagens em ruído previsível, diluindo qualquer possibilidade de impacto real. Não se trata de rejeição consciente, mas de filtragem automática. O cérebro simplesmente deixa de registrar o estímulo. Nesse cenário, insistir no mesmo formato, no mesmo tom e na mesma lógica criativa não constrói memória nem preferência. Ao contrário, contribui para a invisibilidade progressiva da marca, que segue presente em volume, mas ausente em significado. Outro erro recorrente é confundir gosto pessoal com estratégia. Aquele elemento visual que emociona quem aprova muitas vezes carrega um significado afetivo individual, não coletivo. Segundo pesquisas de Antonio Damasio sobre tomada de decisão, amplamente citadas na literatura científica, escolhas humanas são guiadas por marcadores emocionais construídos ao longo da experiência. Se o estímulo não dialoga com os engramas do público, ele simplesmente não ativa resposta. A comunicação nasce do ego e morre antes de virar memória. Ficar bom exige mais do que criar e aprovar. Exige compreender como o cérebro julga relevância, questionar estéticas que agradam por hábito e recusar soluções visualmente impecáveis, mas cognitivamente rasas. Em um mercado saturado de mensagens bonitas e esquecíveis, a vantagem competitiva está em produzir estímulos que o cérebro não consiga ignorar. A aprovação do board é apenas um passo intermediário. A aprovação decisiva é a do sistema neural de quem está do outro lado. Porque quem não lembra, não decide. *Evandro Lopes é CEO da SLcomm, o primeiro e único ecossistema de Neurocomunicação do Brasil — onde marcas, eventos e estratégias nascem com base em neurociência, não em achismos. Com MBA em Marketing pela ESPM e Fundação Dom Cabral, especialização pela São Paulo Business School, pós-graduação em Neuromarketing pelo IBN Brasil e mais de 20 mil horas de estudo em neurocomunicação cognitivo-comportamental, atua na interseção entre emoção, liderança, branding e performance. É palestrante provocacional, mentor de executivos, conselheiro consultivo e sócio fundador de empresas como a REVA – Automação as a Service.
2026 em jogo: criatividade, conversa e conversão
A comunicação deixou de disputar apenas atenção para disputar relevância. Com consumidores cada vez mais críticos e exigentes, as agências de publicidade vêm passando por uma transformação importante na forma de pensar, criar e entregar valor às marcas. Em campanhas pontuais, o mercado passa a demandar estratégia baseada em consistência e propósito real, para além de performance. Segundo Larissa Ferrari, Co-CEO da agência de publicidade e propaganda Octopus, entender o novo consumo exige ir além das métricas tradicionais e mergulhar no comportamento humano. “O consumidor de 2026 não quer apenas ser impactado, ele quer se reconhecer na mensagem. Isso obriga as agências a construírem narrativas mais verdadeiras e muito mais conectadas à realidade das pessoas”, destaca Larissa. Entre as principais adaptações do setor está o uso mais inteligente de dados e tecnologia, sem abrir mão da criatividade e recursos humanos. A inteligência artificial, por exemplo, passa a atuar como ferramenta de apoio e não como substituta da ideia. “A tecnologia acelera processos e amplia possibilidades, mas a criatividade continua sendo humana. O diferencial das agências está em transformar dados em insight e insight em emoção”, reforça a especialista. Outro movimento importante para Larissa é a revisão no papel da agência junto às marcas de seu portfólio. As agências voltam a assumir uma posição mais estratégica, participando ativamente da construção de reputação, posicionamento e relacionamento de longo prazo. “Não basta desempenhar bem no hoje. É preciso construir confiança para amanhã; e isso só acontece com comunicação consistente e alinhada aos valores da marca e do consumidor – seja no ambiente corporativo ou público.”, completa. Além disso, a fragmentação dos canais e a multiplicidade de formatos também exigem novas soluções criativas. Conteúdo, influência, mídia e branding, por exemplo, passam a funcionar de forma realmente integrada, respeitando o contexto de cada plataforma e o tempo do público. “Não existe mais uma única grande ideia. Existem ideias que se desdobram, conversam e evoluem junto com as pessoas”, completa Ferrari. Segundo a Co-CEO, as agências precisam ser ágeis e analíticas; e humanas ao mesmo tempo. “Eu acredito que o futuro da publicidade não está em falar mais alto, mas em falar melhor. Quem entender isso, permanece relevante em um mercado continuamente competitivo e essencial.”, finaliza Larissa.