Por que o setor de limpeza e conservação é o que mais cresce no país?

Depois de um dia de trabalho, muitas pessoas chegam em casa e recorrem a uma rotina simples para aliviar a mente: guardar objetos fora do lugar, limpar superfícies ou reorganizar ambientes. As ações podem parecer uma parte pouco significativa do cotidiano, mas para muitos brasileiros esse momento também funciona como uma forma de reorganizar pensamentos e retomar a sensação de controle sobre a própria rotina. Essa percepção aparece em uma pesquisa conduzida pela consultoria Quiddity, a pedido da marca Scotch-Brite. O levantamento aponta que 63% da população vê a limpeza doméstica como uma estratégia de autocuidado e reorganização mental. Para 78% dos entrevistados, limpar a casa ajuda a organizar a mente, enquanto 71% afirmam que manter o lar em ordem traz maior sensação de controle sobre a própria vida. Esse novo olhar sobre o ambiente doméstico tem ampliado o consumo de produtos ligados à organização da casa e impulsionado a demanda por serviços especializados de limpeza, criando um mercado cada vez mais robusto no país. Os números confirmam essa tendência. Em 2025, o setor de limpeza e conservação registrou o maior crescimento entre todos os segmentos do franchising brasileiro. Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento do setor avançou 16,8%, passando de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,5 bilhões no período. Para especialistas do setor, esse crescimento está ligado a transformações no estilo de vida urbano e à busca crescente por praticidade no dia a dia. “O que observamos é uma mudança clara no comportamento das famílias. A terceirização dos serviços domésticos cresce porque as pessoas têm rotinas cada vez mais intensas e buscam soluções confiáveis para manter a casa organizada”, afirma José Roberto Campanelli, diretor da rede Mary Help. Especializada na intermediação de profissionais para serviços domésticos, a Mary Help tem acompanhado esse movimento de expansão. A rede soma atualmente cerca de 180 unidades em operação no país e vem ampliando sua presença nacional impulsionada pela crescente procura por serviços de limpeza, passadoria e organização residencial. Segundo dados da empresa, o investimento inicial para abrir uma franquia varia entre R$ 40 mil e R$ 60 mil, dependendo do porte do município atendido. O modelo é operado no formato home based, o que reduz custos operacionais e facilita a entrada de novos empreendedores. Uma unidade da rede apresenta faturamento médio mensal em torno de R$ 60 mil, com lucratividade estimada entre 15% e 25% e prazo de retorno do investimento entre 12 e 14 meses. Para Campanelli, o modelo explica parte do avanço do segmento nos últimos anos. “O franchising brasileiro amadureceu e hoje o empreendedor procura negócios com demanda constante e operação estruturada. Os serviços domésticos atendem justamente a essa necessidade”, diz. O impacto da valorização do cuidado com o lar também se reflete no varejo de produtos ligados à organização doméstica. Redes que trabalham com utilidades para casa, decoração e itens de limpeza têm observado aumento na procura por produtos que ajudem a manter ambientes funcionais e organizados. É o caso da Prioridade 10, rede de varejo com forte presença na região Sul do país e especializada em produtos de preço acessível, incluindo utilidades domésticas, itens de organização e decoração. A empresa opera atualmente cerca de 100 lojas e projeta alcançar faturamento de R$ 265 milhões em 2026, além de ultrapassar a marca de 110 unidades em funcionamento. Segundo o CEO e fundador da rede, Rogerio Zorzetto, a procura por produtos ligados à organização da casa acompanha uma mudança na forma como o público enxerga o ambiente doméstico. “O consumidor tem buscado soluções práticas para melhorar a rotina dentro de casa. O objetivo é criar espaços funcionais, isentos do aspecto de poluição visual e que deem a tão desejada sensação de um lar”, afirma. Esse comportamento aparece também no desempenho da rede. Em 2025, a categoria de utilidades domésticas respondeu por 28,7% do faturamento da empresa, ficando entre os segmentos mais relevantes do mix de produtos. A presença da marca em cidades de pequeno e médio porte também tem contribuído para ampliar o acesso a esse tipo de produto. “Quando levamos um varejo organizado para regiões que antes tinham pouca oferta, criamos novas oportunidades de consumo e fortalecemos o comércio local”, explica Zorzetto.

Digibee reforça time de executivos para acelerar crescimento e performance

A Digibee está vivendo um momento de virada importante no seu modelo de negócio com a era dos agentes de IA. A empresa, que atua como uma plataforma de integrações inteligentes, passou a ser uma construtora de “guardrails” — limites invisíveis que mantêm a inteligência artificial alinhada com as regras e políticas do negócio. Diante desse novo desafio, a Companhia inicia 2026 investindo no seu time de executivos, com a chegada do Rodrigo Barrem, ex-SAS e TIVIT, que assume como o novo Head de Operações e Kelly Rodrigues, ex-TIVIT e CoreBiz, que chega como a nova Head de Gente e Gestão.  Atualmente, a Digibee executa mais de 4 bilhões de integrações por mês e atende empresas como Itaú, Assaí, GOL, Bauducco e Vivara. Felipe Kraus, COO da Digibee, conta que a empresa tem o desejo de escalar a operação no Brasil e nos Estados Unidos, ampliando significativamente sua base de clientes, ao mesmo tempo em que aprofundará seu impacto e relevância aos que já fazem parte de sua base. “Em 2025, realizamos a aquisição da Vertify nos Estados Unidos e fortalecemos nossos times de gestão de pessoas e operações. Agora, em 2026, nosso objetivo é evoluir o modelo operacional, consolidar a cultura e investir nas pessoas como pilar central desse crescimento. Estamos muito felizes com a chegada deste novo time, que se junta a nós para impulsionar essa jornada”, finaliza.

Especialista aponta sete estratégias para varejo de moda transformar o Carnaval em motor real de crescimento

Muito além de fantasias e ações promocionais pontuais, o Carnaval vem se consolidando como uma janela estratégica para o varejo brasileiro. Em 2025, o comércio registrou crescimento de 13,1% nas vendas durante o período carnavalesco em comparação com o mesmo intervalo de 2024, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). No ambiente digital, pequenas e médias empresas do e-commerce faturaram cerca de R$ 2,7 milhões entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro de 2025, um avanço de 32% na comparação anual, de acordo com levantamento da Nuvemshop. Para Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria e especialista em Growth Hacking, esses números mostram que datas sazonais continuam relevantes, mas apenas para marcas que sabem ir além do calendário. “O erro de muitas empresas é tratar o Carnaval como uma campanha isolada. Marcas que crescem usam a data como parte do motor de aquisição, conversão e fidelização”, afirma. A seguir, o especialista aponta sete estratégias para transformar o Carnaval em crescimento real no varejo de moda: 1. Microcoleções com giro rápido Lançamentos enxutos e focados permitem testar tendências sem grandes riscos de estoque. “Em vez de apostar em grandes volumes, o ideal é trabalhar microcoleções que possam ser rapidamente ajustadas conforme a resposta do público. Velocidade hoje vale mais do que perfeição”, pontua Schuler. 2. Decisões guiadas por dados, não por intuição Dados de busca, histórico de vendas e comportamento online pode ajudar a definir cores, modelos e faixas de preço, evitando que a loja perca o tato e caia no erro. “O feeling sozinho ficou caro demais. Quem usa dados erra menos e aprende mais rápido”, explica o especialista. 3. Edições limitadas para gerar urgência Coleções especiais e quantidades reduzidas estimulam a compra imediata, especialmente em períodos em que a procura é ainda mais intensa. Para Schuler: “Escassez bem planejada aumenta percepção de valor e acelera a decisão de compra.” 4. Social commerce como canal de venda Redes sociais precisam ir além da vitrine e, com a captação de atenção, fica menos desafiador despertar o interesse. “Lives, links diretos e criadores de conteúdo não são só branding, são canais de conversão”, explica o CEO. 5. Kits e looks prontos Combinações fechadas facilitam a jornada do consumidor. “Quanto menos esforço cognitivo o consumidor precisa fazer para decidir, maior tende a ser sua propensão a concluir a compra e, consequentemente, gastar mais”, pontua. 6. Carnaval como porta de entrada de clientes Para Schuler, a data deve gerar relacionamento, não apenas venda. “Com uma experiência postitiva na loja, o cliente certamente se lembrará. O verdadeiro lucro está no pós-venda: cadastro, remarketing e recompra.” 7. Monitoramento diário e ajustes rápidos Campanhas precisam ser otimizadas em tempo real, especialmente para não sair no prejuízo. “Quem espera o fim da campanha para analisar dados já perdeu dinheiro”, explica o especialista. Segundo Schuler, o principal diferencial está na mentalidade. “Quando a marca enxerga o Carnaval como laboratório de aprendizado e não só como data promocional, ela constrói um crescimento que se estende muito além da folia”, finaliza.

Wicomm cresce mais de 120% em receita e projeta avanço de 80% em 2026

A Wicomm vive uma das fases mais aceleradas de sua trajetória. Em 2025, a agência especializada em e-commerce registrou crescimento de 123% em receita e ultrapassou a marca de 80 clientes ativos, consolidando sua atuação em projetos de alta complexidade e longo prazo. Para 2026, a expectativa é manter o ritmo e avançar cerca de 80% em faturamento, com foco em clientes de maior maturidade digital, geração de valor sustentável e aprofundamento da atuação estratégica com as marcas atendidas.  Tal desempenho reflete uma mudança clara de posicionamento. Ao longo dos últimos anos, a Wicomm deixou de ser percebida apenas como uma agência de execução para se consolidar como uma consultoria de performance e transformação digital, sustentada por liderança experiente, processos bem definidos e uma abordagem orientada por dados. Esse movimento também se traduz no aumento do ticket médio e na ampliação de contratos recorrentes, que envolvem decisões estruturais sobre tecnologia, aquisição, conversão e fidelização.  Nesse período, a empresa passou a atender contas estratégicas como Rede Américas, Shoulder, Drogal, Zema, Lojas Colombo, Black Skull, Iguatemi, Suzano e Sem Parar, ampliando a presença em diferentes segmentos do varejo e da indústria com operações digitais robustas. A consolidação veio acompanhada da conquista do selo Great Place to Work, do reconhecimento como Agência Elite da Wake, e da classificação como Potentials no quadrante da VTEX, indicador que destaca empresas com alto potencial de crescimento e entrega dentro do ecossistema de e-commerce.  A Wicomm atua hoje de forma integrada em aquisição de clientes, otimização de conversão, CRM, fidelização, tecnologia e experiência do usuário. O carro-chefe está em projetos de performance para e-commerce, que conectam estratégia, dados e tecnologia ao longo de toda a jornada do consumidor, desde a base das plataformas, como VTEX e Wake, até iniciativas contínuas de SEO, CRO, mídia, retenção e relacionamento. Esse modelo permite uma atuação mais profunda, com impacto direto em vendas e eficiência operacional.  A empresa também vem intensificando os investimentos em inovação. Em 2025, a Wicomm passou a aplicar inteligência artificial de forma prática nos projetos, com foco em ganho de performance e escala. Atualmente, conta com 12 soluções proprietárias de IA integradas a áreas como SEO, tecnologia, BI e UX, desenvolvidas para acelerar análises, ampliar a profundidade estratégica e apoiar decisões mais rápidas e assertivas. Esse movimento caminha em paralelo ao fortalecimento de parcerias estratégicas e à ampliação dos serviços voltados a aplicativos, CRM e dados.  Para o CEO da Wicomm, Felipe Coelho, o crescimento é consequência direta de escolhas feitas ao longo do tempo. “Crescer rápido é uma consequência, não um objetivo isolado. O que buscamos é resolver problemas reais de negócio, com método, dados e pessoas preparadas. Nosso objetivo é fazer nossos clientes venderem mais, de forma consistente e sustentável”, afirma.  Olhando para 2026, a expectativa da Wicomm é consolidar sua posição entre as consultorias de e-commerce mais relevantes do país, mantendo o foco em clientes maduros, inovação aplicada a resultados e desenvolvimento contínuo do time. A combinação entre Soluções de IA, excelência técnica nas tecnologias de e-commerce e CRM, e formação de pessoas é vista pela empresa como o principal pilar para sustentar o crescimento e ampliar sua relevância em um mercado cada vez mais competitivo e orientado por performance. 

Agência Mapple, de Campinas (SP) completa 20 anos com 50% de crescimento em 2025 e novos projetos para este ano

Após registrar crescimento no faturamento de 50% em 2025 e a chegada de novos clientes, a Mapple comemora 20 anos de fundação com planos de expansão e novos produtos para o mercado publicitário. A agência, fundada em Campinas, projeta chegar ao final de 2026 com faturamento acima de R$ 1 milhão e a implantação de uma área totalmente voltada para projetos com aplicação de Inteligência Artificial (IA) e impressão 3D, com o objetivo de ampliar a oferta de produtos e serviços aos clientes. Como uma agência boutique, cuja proposta é oferecer serviços completos e personalizados para cada cliente, a Mapple tem como foco empresas de médio e grande porte de diversos segmentos. Fazem parte de seu portfólio atual a rede Royal Palm Plaza Hotels & Resorts, a Associação Master Swiss Park, a Cardella Advogados, a Energy Serviços, a Ferramentas LDI, a Galena Farmacêutica — cliente mais longevo, com 13 anos de parceria —, o Grupo Suprema, a Hazap, a LDI Safety, a LP do Brasil, o Vale do Tietê e a Viva Swiss — Associação Comercial do Swiss Park. Ao longo dos 20 anos, também passaram pela agência o Hospital Vera Cruz, a 3M do Brasil, o Colégio Sagrado Coração de Jesus, a multinacional ClearCorrect, segunda maior marca de alinhadores dentários do mundo, com sede em Curitiba (PR), a Escola Americana de Campinas, a Furacão Distribuidora de Peças, a concessionária Republique Peugeot e a Omega Academia, rede que passou de uma para cinco unidades e alcançou 3 mil alunos durante os dez anos em que recebeu atendimento da Mapple. Sediada em Campinas desde sua fundação, a agência nasceu em um período bem diferente da indústria da comunicação atual, quando os meios de comunicação digitais começavam a ganhar maior inclinação publicitária, mas a “plataforma papel” ainda era predominante, lembra Eduardo Baraccat, um dos fundadores e atual diretor da Mapple. “As primeiras criações da Mapple foram impressas, em padrão de cores CMYK. Mas a demanda por desenvolvimento de sites já se mostrava promissora”, conta. Baraccat afirma que, apesar de um ano desafiador para o setor de publicidade e propaganda, em 2025 a agência conquistou quatro clientes de destaque, entre eles a rede Royal Palm Plaza Hotels & Resorts, além de desenvolver projetos especiais junto ao InCor — Instituto do Coração de São Paulo — e crescer de forma orgânica dentro da base atual de clientes. “Isso representou um crescimento de quase 50% no faturamento da agência ao longo do ano passado, chegando a quase R$ 1 milhão”, afirma. “A meta para 2026 é ultrapassar essa marca milionária”, projeta. Além do relacionamento para a conquista de novos clientes, o crescimento da Mapple em 2026 terá como base investimentos na estrutura atual ao longo do ano, além do desenvolvimento de novos projetos. “Estamos sempre atualizando nosso parque tecnológico, com máquinas extremamente potentes para criação visual, edição 3D e animações, investindo no aprendizado do nosso time, especialmente diante das novas tecnologias, além de inaugurar um novo estúdio de criação, já estruturado e mobiliado, com equipamentos e profissionais dedicados exclusivamente ao desenvolvimento de criações com uso de Inteligência Artificial, além de uma impressora 3D”, acrescenta o publicitário. “Nestes 20 anos, a Mapple se consolidou como uma agência reconhecida pelo alto nível criativo, profundidade estratégica e por um time que reúne profissionais jovens e experientes em todas as principais especialidades da comunicação: criação, animação, redação, planejamento, atendimento, desenvolvimento web, gestão de tráfego e assessoria de imprensa”, finaliza.

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