Consumidor multicanal pressiona empresas por atendimento integrado, aponta Dígitro

Um consumidor inicia um contato com uma empresa por telefone, continua a conversa pelo WhatsApp e finaliza a solicitação em um chat ou aplicativo. Esse percurso entre diferentes canais se tornou cada vez mais comum na jornada de relacionamento com marcas e serviços. Para as empresas, esse comportamento tem ampliado a pressão por sistemas capazes de integrar os canais de atendimento e garantir continuidade nas interações, evitando que o cliente precise repetir informações a cada novo contato. No contexto do Dia do Consumidor, essa transformação se torna ainda mais evidente. Em datas comerciais e campanhas promocionais, o volume de interações cresce significativamente, exigindo que as empresas tenham sistemas capazes de organizar o fluxo de atendimento e ampliar a capacidade de resposta das equipes. Outro fator que impulsiona essa mudança é a diversidade de perfis de consumidores. Enquanto gerações mais jovens tendem a preferir interações por aplicativos de mensagens e canais digitais, muitos clientes ainda valorizam o atendimento por telefone. Para as empresas, o desafio passa a ser estar disponível no canal que cada pessoa prefere utilizar. Segundo André Jansen, diretor de Operações e Serviços da Dígitro Tecnologia, acompanhar esse comportamento é essencial para manter a qualidade da experiência do cliente. “O consumidor quer resolver suas demandas de forma rápida e pelo canal de sua preferência. Quando as empresas conseguem integrar esses canais e organizar o atendimento, a experiência melhora tanto para o cliente quanto para as equipes responsáveis pelo suporte. Dessa forma, a inteligência artificial surge como protagonista ao possibilitar automatizar etapas do atendimento, direcionar solicitações de forma mais eficiente e garantir interações mais fluidas e ágeis ao longo de toda a jornada do consumidor”, afirma. Evolução das plataformas de atendimento Para responder a esse novo cenário, empresas têm investido em plataformas capazes de integrar diferentes canais de comunicação em um único ambiente de gestão. Essa abordagem, conhecida como estratégia omnichannel, permite que todas as interações, independentemente do canal utilizado, façam parte de uma mesma jornada de relacionamento com o cliente. Na prática, isso significa que atendentes humanos e sistemas automatizados conseguem acessar o histórico completo das interações, garantindo continuidade no atendimento mesmo quando o consumidor muda de canal ao longo da conversa. Na Dígitro Tecnologia, essa estratégia se materializa no NeoInteract, plataforma desenvolvida para unificar interações realizadas por voz, chat, aplicativos de mensagens e outros canais digitais. A solução permite que empresas organizem a jornada do consumidor em um único sistema, facilitando a continuidade do atendimento e ampliando a eficiência das equipes responsáveis pela gestão das interações. Além do atendimento receptivo, plataformas desse tipo também permitem integrar ações de marketing e comunicação conectadas a sistemas de CRM, ampliando a capacidade de relacionamento com clientes. A partir do histórico de interações, as empresas podem organizar campanhas, realizar comunicações personalizadas e desenvolver estratégias mais estruturadas de contato ao longo da jornada do consumidor. Inteligência artificial amplia capacidade de atendimento O avanço do atendimento multicanal tem levado empresas a rever suas estratégias de relacionamento com clientes. Cada vez mais, os investimentos estão direcionados ao uso de inteligência artificial para automatizar parte das interações e ampliar a capacidade de atendimento, mantendo níveis elevados de personalização. Agentes virtuais baseados em IA já assumem etapas operacionais do atendimento, como a triagem inicial de demandas e o direcionamento de solicitações, permitindo que equipes humanas se concentrem em casos mais complexos. Ao mesmo tempo, tecnologias de automação tornam as interações mais rápidas e naturais para o consumidor. Para que esse modelo funcione de forma eficiente, a chamada camada de serviços também ganha importância. É ela que permite desenhar e estruturar jornadas de atendimento alinhadas às particularidades de cada empresa, integrando canais, processos e tecnologias de forma consistente. A combinação entre plataformas integradas, inteligência artificial e serviços especializados tende a se consolidar como um dos principais pilares das estratégias de experiência do cliente nos próximos anos. Nesse cenário, empresas de tecnologia passam a desempenhar um papel estratégico ao estruturar as arquiteturas que sustentam essa jornada, integrando canais de comunicação, automação e análise de dados em um mesmo ambiente de gestão. Para a Dígitro Tecnologia, essa integração entre plataforma, inteligência artificial e serviços é justamente o que permite às empresas organizar operações de atendimento mais eficientes, escaláveis e alinhadas ao novo comportamento do consumidor.

Human Made: As pessoas estão cansadas de conteúdos com IA?

A popularização da inteligência artificial (IA) transformou a produção de conteúdo digital. Textos, roteiros, imagens e vídeos podem ser gerados em poucos segundos, mas junto com a facilidade veio uma nova questão, o público está saturado de conteúdos criados com IA? Especialistas em comunicação digital apontam que o problema não está, necessariamente, na tecnologia, mas na forma como ela vem sendo utilizada. Para Jennifer de Paula, MBA em Marketing e Negócios Interativos e diretora da IMF Press Global, a discussão precisa ser mais estratégica do que ideológica. “O maior problema não é o uso da IA como um suporte na sua produção de conteúdo, é não ter estratégia e achar que ela irá conversar com seu público no seu lugar”, afirma. Conteúdo sem identidade gera rejeiçãoCom a multiplicação de textos padronizados e posts genéricos, muitos usuários relatam a sensação de que “estão lendo sempre a mesma coisa”. A falta de identidade, opinião e posicionamento humano tem sido um dos principais pontos de crítica. De acordo com Jennifer de Paula, a audiência atual está mais exigente. “As pessoas querem conexão, repertório e autenticidade. Se o conteúdo não tem personalidade, ele se perde no meio do ruído digital. Isso não significa que o uso de IA deva ser descartado, mas que ela precisa estar integrada a uma estratégia clara de marca e comunicação”, explica. Human Made não é anti-IAO movimento “Human Made” surge como contraponto à produção automática em massa. A proposta não é rejeitar a tecnologia, mas valorizar o toque humano na curadoria, na análise crítica e na construção de narrativa. “A IA pode acelerar processos, organizar ideias e otimizar tempo. Mas quem constrói relacionamento é a pessoa por trás da marca”. “Conteúdo estratégico exige entendimento de público, tom de voz, contexto cultural e objetivos de negócio, algo que não pode ser delegado integralmente a uma ferramenta”, destaca Jennifer de Paula. O risco da dependência totalEmpresas e criadores que utilizam IA sem planejamento podem enfrentar queda de engajamento e perda de credibilidade. Conteúdos repetitivos, superficiais ou desconectados da realidade do público tendem a gerar menos interação. “Quando a marca terceiriza totalmente a conversa para a tecnologia, ela abre mão da própria identidade. E identidade é o que diferencia no mercado”, afirma a especialista. Estratégia antes da ferramentaPara especialistas em marketing e comunicação digital, a sequência ideal é clara: primeiro definir posicionamento, público e objetivo. Depois, escolher as ferramentas que vão apoiar essa estratégia. Jennifer de Paula reforça que a IA deve ser vista como aliada. “A tecnologia é suporte, um suporte importante, claro. Estratégia, visão e relacionamento continuam sendo humanos e a humanização é um diferencial muito forte”.

Ser fitness virou símbolo de status para a Geração Z

Se por décadas o status esteve associado a patrimônio e, mais tarde, a experiências acumuladas, agora ele passa pelo corpo. A tendência fitness ganhou dimensão cultural e transformou o bem-estar em novo símbolo social, especialmente entre a Geração Z.  Mais do que estética, trata-se de identidade. Energia, disciplina e constância passaram a comunicar sucesso. Nesse cenário, ser fitness deixou de ser hábito individual e se tornou marcador de posicionamento social.  Para Camila Renaux, especialista em marketing estratégico, a mudança é estrutural. “Status sempre refletiu o que a sociedade valoriza. Hoje, equilíbrio físico e mental comunicam mais do que acúmulo de bens. O corpo virou expressão visível de disciplina e gestão pessoal”, afirma.  Tendência fitness impulsiona o mercado de bem-estar  O avanço não é apenas simbólico. Dados do setor compilados pela Zipdo mostram que o Brasil já conta com mais de 4,2 milhões de pessoas matriculadas em academias.  O crescimento ajuda a explicar a expansão do mercado fitness e da chamada economia do bem-estar. Academias deixaram de ser apenas espaços de treino e passaram a funcionar como ambientes de socialização e pertencimento.  “Não se vende só atividade física. Vende-se comunidade, estilo de vida e identidade”, analisa a especialista.  A Geração Z e a mudança no comportamento de consumo  A tendência fitness também reorganiza prioridades financeiras. Pesquisa do Datafolha aponta que mais da metade dos brasileiros pratica atividade física com alguma regularidade, indicando que o cuidado com o corpo deixou de ser nicho e passou a integrar o cotidiano da população. Esse movimento já se reflete na economia: segundo o relatório Panorama Setorial Fitness Brasil 2024, o faturamento anual do setor de academias no país saltou de R$ 11,8 bilhões para cerca de R$ 17 bilhões entre 2019 e 2024, evidenciando o aumento da demanda por serviços ligados à saúde e ao bem-estar.   A mudança sinaliza uma nova lógica de consumo: menos excesso, mais eficiência. O investimento em saúde e performance passa a ser percebido como retorno concreto em qualidade de vida e imagem social.  Impacto no varejo brasileiro e nas estratégias de marca  No Brasil, os reflexos já aparecem nas prateleiras. Um levantamento da Scanntech aponta crescimento de 124% nas vendas de whey protein, além da expansão de versões zero e de baixa caloria em refrigerantes, energéticos e bebidas alcoólicas.  Na análise da consultora de marketing, os números ajudam a explicar mudanças visíveis nas prateleiras e nas campanhas publicitárias. “As marcas passaram a destacar proteína, zero açúcar e baixa caloria como atributos centrais de comunicação porque os hábitos de consumo estão mudando. O consumidor quer sinalizar disciplina, controle e desempenho por meio das escolhas que faz.”  Ela observa que o crescimento das categorias não representa apenas ajuste de portfólio, mas também de narrativa. “Esses elementos deixaram de ser diferenciais técnicos e passaram a integrar uma cultura. Por isso aparecem com mais força nas embalagens, nas redes sociais e nas campanhas.”  Na visão da especialista, a reorganização de hábitos deve influenciar decisões de longo prazo. “Quando o consumidor prioriza atributos como proteína e zero açúcar, ele redefine critérios de escolha. As marcas que entenderem isso conseguem ajustar portfólio e comunicação de forma mais consistente”, explica.  O wellness, portanto, deixou de ser nicho e se consolidou como linguagem social, impactando tanto o mercado fitness quanto o posicionamento estratégico das empresas. 

89% dos brasileiros planejam trocar de carro em 2026

Em 2026, os holofotes do consumo nacional apontam diretamente para as concessionárias. O mercado automotivo desponta como o principal motor de investimentos de alto valor no país. De acordo com a pesquisa da Toluna, a troca de veículo lidera as intenções de gastos de alto valor para este ano. Entre os brasileiros que planejam investimentos vultosos, impressionantes 89% afirmam que o foco do orçamento será um automóvel. Essa tendência surge em um momento de reorganização do orçamento doméstico. Com expectativas positivas sobre o futuro econômico pessoal, o consumidor sente-se mais confiante para assumir compromissos financeiros de maior impacto. Muitos buscam ofertas específicas, como carros Volkswagen novo RJ, para garantir durabilidade e tecnologia. A preferência pelo “cheiro de novo” é nítida, já que 65% dos entrevistados que pretendem comprar um carro miram os modelos zero quilômetro. Por outro lado, 24% dos consumidores devem focar suas buscas no mercado de usados e seminovos. A percepção geral é de que 2026 oferece um cenário favorável para essas aquisições. Apesar do forte desejo de consumo, a cautela financeira não foi deixada de lado. O estudo aponta que 42% dos brasileiros colocam a melhor gestão das finanças e a economia como metas prioritárias. Esse comportamento indica uma tentativa de conciliar a realização de sonhos materiais com a manutenção de uma reserva saudável Para além das garagens, o brasileiro entra em 2026 focado no bem-estar. As metas de saúde dominam o planejamento pessoal, com 67% querendo praticar mais atividades físicas e 64% buscando uma alimentação saudável. Viagens (53%) e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal (41%) também ganham destaque na lista. Mesmo com os desafios do ano anterior, em que apenas 21% conseguiram cumprir todas as metas, o clima é de esperança renovada. Cerca de 91% da população acredita que a vida será melhor neste ano. Esse otimismo resiliente sustenta a confiança para alcançar os novos objetivos, tanto no asfalto quanto na vida pessoal.

Brasileiro curte o Carnaval e mantém o foco em bem-estar nas semanas anteriores e após a folia

Levantamento da Macfor mostra que embora o consumidor esteja cada vez mais atento a marcas de fitness e wellness, ele não renuncia às experiências das festas   O Carnaval é conhecido como um dos períodos de maior consumo de álcool do ano, com dias seguidos de exposição ao sol e alimentação pouco nutritiva. Apesar da impressão de que os brasileiros ignoram a saúde e a boa forma durante o mês de festa, os dados de comportamento de busca online revelam uma preocupação considerável tanto na preparação para as festividades quanto na recuperação pós-folia.  A Macfor, agência de marketing digital full service, analisou o volume de buscas por marcas de bem-estar antes e após o Carnaval, identificando um padrão de comportamento nos últimos quatro anos. O estudo comprova que o consumidor brasileiro aumenta a procura por certos produtos relacionados a wellness justamente nas semanas próximas a folia, apresentando picos de interesse nos dias anteriores e posteriores.  O mercado de suplementação alimentar aquece na semana anterior e nos dias logo a seguir ao Carnaval. Durante os anos analisados, o volume de buscas pela marca Growth aumentou 62,4% e, neste ano, segue crescendo na semana que antecede as festividades. Já a marca Integralmedica subiu 20,2% no mesmo intervalo. Neste ano, a marca também repete o padrão de aumento.  Esse parâmetro revela a queda pontual do interesse do consumidor nos dias de pico da festa, seguida de forte retomada na semana seguinte. Isso indica que o brasileiro pode não pesquisar sobre suplementação durante o Carnaval, mas a retomada acontece de forma imediata, demonstrando que a preocupação com boa forma e bem-estar não desaparece, ela aparece em outros comportamentos.  No Carnaval, marcas de skincare exploram a oportunidade de associação da festa ao verão. A Nivea registrou crescimento de 8% nas buscas nos últimos três anos no período de Carnaval. Em 2026, na semana que antecede a folia, o volume de buscas pela marca está em crescimento, impulsionado por campanhas para a festa, como a parceria com a influenciadora Patricia Ramos, além da ativação no BBB 26. A estratégia de associar a marca à imagem do verão e Carnaval aos cuidados com a pele durante a exposição solar tem encontrado um público receptivo.  No segmento de reidratação e recuperação, o Carnaval permanece como o segundo maior pico anual de buscas por Engov, atrás apenas do fim de ano. Além disso, sua aposta é na reinvenção com o lançamento da linha Engov After ano passado e a versão repaginada do Engov After Citrus para este ano.  Apesar da procura por produtos de wellness aumentar nas semanas de festas do Carnaval, o volume de buscas pela cerveja sem álcool, Budweiser Zero, não segue o mesmo padrão. Isso indica que embora a preocupação com o bem-estar esteja presente, durante o Carnaval, o consumidor não evita bebidas alcoólicas, visto que ao longo dos dias de festa, a busca pela Budweiser original aumenta e a sem álcool diminui.  “A diferença nas buscas por marcas de bem-estar e cerveja sem álcool no Carnaval mostra que o brasileiro busca o autocuidado sem abrir mão da experiência completa da data. Portanto, há uma grande oportunidade para as marcas de wellness antes e depois da festa, já que muitos preferem investir em prevenção e recuperação”, conclui Fabrício Macias, cofundador e VP de marketing da Macfor.  O levantamento examinou dados públicos de volume de buscas no Google pelas marcas mencionadas entre janeiro e março dos anos de 2022 a 2025, além de incluir o período até fevereiro de 2026, comparando as semanas de Carnaval com o restante do ano.

Geração Z no varejo: o que muda na jornada de compra?

A Geração Z já deixou de ser vista como o “consumidor do futuro” para se consolidar como protagonista no presente do varejo. Nascidos entre meados da década de 1990 e o início dos anos 2010, esses jovens cresceram em um ambiente totalmente digitalizado, fazendo com que sua jornada de compra fosse transformada completamente, desde a descoberta até a fidelização. Dados publicados pela Business Dasher, indicam que cerca de 74% dos consumidores da Geração Z fazem compras online pelo menos uma vez por semana e 96% compram ao menos uma vez por mês, mostrando alta frequência nesse canal digital. Para Carla Hladczuk, administradora, gestora e sócia da Uled Luminosos, o varejo precisa entender que a Geração Z se tornou digital e que as redes sociais assumiram papel central nesse processo. “Para esse público, a experiência começa no feed das redes, passa pelo site, continua no WhatsApp e muitas vezes termina na compra online. Se houver ruptura em qualquer ponto, a marca perde relevância”, afirma.  Carla destaca que esse comportamento altera completamente a lógica tradicional do funil de vendas. Hoje, o consumidor é impactado por criadores de conteúdo nas redes sociais, comentários em vídeos, posts ou sites, além de posicionamento social e ambiental da marca. Trata-se de uma jornada mais dinâmica e encurtada, porém muito mais exigente em termos de autenticidade, coerência da marca e relevância da experiência oferecida. Outro fator decisivo levantado pela especialista é o uso crescente de tecnologia e inteligência artificial. Muitos consumidores utilizam ferramentas de IA para apoiar decisões de compra, como chatbots e recomendações personalizadas. “A Geração Z espera que a marca entenda seu comportamento e antecipe desejos. Se a experiência for fluida e relevante, a percepção de valor aumenta significativamente”, avalia. Diante desses aspectos, no Brasil, onde o varejo ainda passa por um processo de amadurecimento digital, o desafio é estrutural. E a expectativa é de que, à medida que o poder de compra dessa geração aumente ao longo da década, a pressão por inovação se intensifique. “Além de abrir um e-commerce ou estar nas redes sociais, é preciso integrar estoque, logística, atendimento e comunicação, visto que, a Geração Z não compra apenas produtos, mas sim experiências e posicionamentos”, conclui Carla Hladczuk.

As emoções que vão moldar consumo e trabalho em 2027 — e como aplicá-las na rotina corrida

Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial e à sensação coletiva de esgotamento, o comportamento humano entra em uma nova fase. Segundo previsões da WGSN, três estados emocionais devem guiar decisões pessoais e profissionais até 2027: Alegria Estratégica, Desvontade (desire to let go) e Otimismo Cético. Na prática, isso significa menos excesso, mais consciência e uma busca crescente por leveza, propósito e relações mais humanas, especialmente entre mulheres que equilibram carreira, casa e autocuidado. A Alegria Estratégica surge como uma resposta direta à negatividade do cotidiano e incentiva a criação de pequenos momentos de prazer ao longo do dia, como fazer pausas conscientes, ouvir música entre tarefas, caminhar alguns minutos ao ar livre ou transformar atividades comuns em experiências mais agradáveis. Já a Desvontade representa o desejo de soltar responsabilidades excessivas: aprender a dizer não, reduzir compromissos que não fazem sentido, simplificar compras e estabelecer limites claros entre trabalho e descanso. O Otimismo Cético, por sua vez, propõe usar a tecnologia como aliada, seja com aplicativos de organização, IA para tarefas repetitivas ou agendas digitais, sem abrir mão do contato humano, da empatia e do cuidado com a saúde emocional. Para Nuria Santos, especialista em comportamento, essas emoções revelam uma virada profunda de valores. “A emoção virou ferramenta de sobrevivência. As pessoas estão cansadas de viver no limite e começam a priorizar escolhas que tragam mais acolhimento, leveza e sentido. Não é desistir da vida, é desistir do excesso”, afirma. Segundo ela, o consumidor de 2027 será menos impulsivo e mais criterioso, cobrando transparência e humanidade das marcas e também de si mesmo. Ela explica que o Otimismo Cético traduz bem esse novo momento: “Existe curiosidade pela inteligência artificial, mas também um cuidado maior. Queremos inovação, sim, mas exigimos ética, empatia e ambientes mais humanos. Na vida real, isso passa por organizar melhor o tempo, respeitar o próprio ritmo e escolher produtos e serviços que realmente facilitem o dia a dia”. Para Nuria, especialmente entre mulheres sobrecarregadas, essa mudança já impacta carreira, consumo e autoestima. Como aplicar essas tendências hoje (mesmo com a agenda cheia) Pratique a Alegria Estratégica Exercite a Desvontade Adote o Otimismo Cético No fim, o futuro aponta menos para produtividade extrema e mais para escolhas conscientes. Em 2027, viver bem não será sobre fazer tudo, mas sobre fazer melhor, com mais presença, limites e propósito.

Consumidor mais impaciente desconfiado e exigente muda a lógica das decisões de compra

A combinação entre orçamento pressionado excesso de informação e facilidade de comparação transformou o comportamento do consumidor brasileiro. Levantamentos do Google indicam que mais de 90% das pessoas pesquisam online antes de comprar enquanto estudos da BrightLocal mostram que 99% dos consumidores leem avaliações em algum momento da jornada.  O resultado é um cliente mais impaciente desconfiado e exigente que decide rápido e descarta empresas aos primeiros sinais de inconsistência. Para Rafael Somera, especialista em análise comportamental aplicada a negócios e fundador da Solutudo, plataforma que conecta consumidores a soluções locais, a decisão de compra deixou de ser um ponto final e passou a ser um processo contínuo de verificação. “O consumidor encontra uma empresa em um canal, mas imediatamente vai a outros para confirmar se ela é confiável, se está ativa e se entrega o que promete”, afirma. A mudança dialoga com princípios da economia comportamental e da psicologia do consumo. Diante de múltiplas opções o cliente recorre a atalhos mentais para decidir como avaliações recentes informações atualizadas e facilidade de contato. Quando esses sinais não aparecem a tendência é o abandono. “Hoje qualquer ruído gera desconfiança e se algo parece confuso o consumidor simplesmente volta para a busca inicial”, diz. A impaciência também está relacionada ao tempo. Pesquisas do próprio Google indicam que experiências lentas páginas incompletas ou dificuldade de encontrar informações reduzem significativamente a chance de conversão.  Para Rafael, isso explica por que empresas com bom produto ou serviço ainda perdem vendas. “Não é falta de interesse é excesso de alternativas e quem não resolve rápido sai da disputa”, declara. Ao mesmo tempo o cenário cria vantagens competitivas para quem entende o comportamento do consumidor. Dados internos da Solutudo mostram que negócios com informações completas presença consistente e reputação ativa registram volume significativamente maior de interações ao longo da jornada digital. “O consumidor está mais exigente mas também mais previsível e responde bem a sinais claros de organização e confiança”, avalia. O especialista aponta cinco cuidados e vantagens para lidar com o novo consumidor Antes de adotar ações isoladas empresas precisam compreender que a jornada é fragmentada e integrada. A seguir pontos essenciais para adaptar a estratégia ao comportamento atual. 1- Presença coerente em múltiplos canais O consumidor transita entre buscadores mapas redes sociais e plataformas de avaliação. Concentrar esforços em um único canal aumenta o risco de invisibilidade. “A atenção está pulverizada e apostar tudo em um só ambiente deixa a empresa vulnerável”, afirma. 2- Informações atualizadas como critério de escolha Horários serviços fotos e contatos funcionam como indicadores de profissionalismo. Perfis desatualizados geram desconfiança imediata. “O consumidor associa abandono digital à falta de cuidado com o próprio negócio”, diz. 3- Gestão ativa de avaliações e reputação Avaliações influenciam diretamente a decisão. Responder comentários inclusive negativos sinaliza transparência e compromisso. Estudos da BrightLocal mostram que empresas que interagem com avaliações tendem a gerar mais confiança. 4- Experiência simples e rápida Quanto menor o esforço para encontrar informação ou contato maior a chance de avanço na compra. “A impaciência do consumidor não é emocional é racional ele otimiza o próprio tempo”, explica o executivo. 5- Escolha de parceiros especializados Contratar empresas que integrem comportamento humano tecnologia e consumo evita ações desconectadas. “Não se trata de marketing pontual mas de gestão contínua da presença e da reputação”, afirma. O avanço da inteligência artificial nos mecanismos de busca e recomendação tende a intensificar esse comportamento. As decisões devem se tornar ainda mais rápidas e baseadas em sinais objetivos de confiança. Com isso, adaptar-se deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser condição mínima para continuar sendo considerado pelo consumidor.

Brasileiros querem sossego no Carnaval, mas 71% valorizam marcas que apoiam a folia

Nem todos os brasileiros pretendem curtir o Carnaval em blocos de ruas, trios elétricos, bailes ou sambódromos. Pelo contrário: 54% têm outros planos para o feriado, que passam longe da folia e do agito do samba e das festas. Ainda assim, as marcas que se associam ao Carnaval são valorizadas e consideradas na hora da compra. É o que mostra um estudo online realizado pela Toluna com 1.018 brasileiros entre 7 e 8 de fevereiro deste ano. Para 54%, o Carnaval é o retrato do país e da alegria do povo brasileiro e 41% dizem ser “legal as marcas fazerem propaganda com o tema do Carnaval, pois mostram que valorizam o que é ser brasileiro”. Para 30%, é importante as marcas, além de valorizarem o Carnaval, também viabilizarem a sua realização por meio de patrocínios e incentivos financeiros. Sobre a influência direta das campanhas na decisão de compra, o impacto é dividido.  Marcas de bebida dominam o top of mind Brahma é a marca que os brasileiros mais associam espontaneamente ao Carnaval. Ela tem cerca de 30% mais menções espontâneas do que a segunda marca mais citada, a Skol. Em seguida estão Heineken, Coca-Cola e Itaipava.  Esse resultado está em linha com as marcas que mais foram vistas em ações relacionadas ao Carnaval: Brahma (59%), Skol (43%), Coca-Cola (41%), Heineken (36%), Itaipava (31%) e iFood (31%). A TV aberta foi o local onde as pessoas mais viram propagandas relacionadas ao Carnaval (74%), seguida pelo YouTube (53%), Instagram (45%) e TikTok (32%). Samba X descanso Metade dos brasileiros pretendem curtir o Carnaval longe de blocos, festas e escolas de samba: • 36% dizem que vão aproveitar para descansar em casa, sem cair na folia ou viajar; • 9% dizem que têm outros planos não relacionados ao Carnaval; • 7% dizem que vão viajar, mas não para curtir a festa • 6% dizem que vão trabalhar e descansar; • 3% dizem que vão se dedicar ao trabalho durante o feriado. Independente da forma como pretendem curtir o Carnaval, os principais sentimentos associados a festa são felicidade, relaxamento, tranquilidade, energia, animação e liberdade. Perfil dos foliões Somam 38% os brasileiros que pretendem cair no samba durante o Carnaval: • 22% vão se dividir entre descansar e pular Carnaval; • 11% pretendem “viver o Carnaval intensamente”; • 5% vão pular Carnaval mas também trabalhar.  Entre os que vão cair na folia, o destino de 65% são blocos de rua ou trios elétricos gratuitos. Outros 37% vão buscar espaços pagos, 29% vão a festas particulares, 25% assistirão aos desfiles no sambódromo e 14% vão a festas nas quadras das escolas. O folião convicto, segundo a pesquisa, é organizado. A maioria (52%) declara já ter uma reserva financeira destinada ao Carnaval e 53% dizem ter total certeza de que o planejamento financeiro será suficiente para curtir a festa. Em relação a esses planos, apenas 11% acreditam que vai faltar dinheiro e 20% pretendem parcelar compras no cartão de crédito. As fantasias são planejadas dia a dia por 54% deles e apenas 12% deixam para montar o look de última hora. Os que não se fantasiam somam 28%. Já entre os principais temores dos foliões, roubos ou furtos aparecem no topo da lista, seguido por violência física e consumo de bebidas adulteradas. Aliás, o roubo, assim como encontrar banheiros públicos, estão empatados em primeiro lugar como as principais dificuldades esperadas pelos foliões (cada um teve 27% das menções). Consumo e Carnaval Na bolsa de quem pretende curtir o Carnaval não deve faltar protetor solar, desodorante, perfume e enxaguante bucal. A pesquisa avaliou, também, como os foliões pretendem se alimentar durante a festa, já que ter hábitos mais saudáveis está entre as principais metas dos brasileiros em 2026, de acordo com outra pesquisa recente da Toluna. O resultado mostra uma preferência pela comida caseira, já que 61% disseram que irão a supermercados e prepararão as próprias refeições. Mas refeições em restaurantes também foram consideradas uma opção por 47% dos entrevistados, bem como o uso de aplicativos de delivery (46%). Quanto às bebidas que devem ser mais consumidas durante o Carnaval, 78% indicam cerveja e 73%, água mineral. Em seguida estão refrigerantes (62%), energéticos (44%), água de coco (37%), coquetéis prontos (18%) e sucos naturais (18%). O principal local de compra dessas bebidas devem ser supermercados (72%), seguidos por vendedores ambulantes (47%), bares e restaurantes (45%) e sites ou aplicativos (28%). Meios de transporte Os carros por aplicativo são o transporte preferido dos foliões: 48% dizem que devem usar esse meio de transporte. Em seguida estão carros próprios (26%), caminhada (9%), táxi (8%), ônibus (3%) metrô ou trem (3%). As principais companhias dessas pessoas são os parceiros (60%), amigos (52%) e família (45%). Somam 35% os que dizem que vão curtir o Carnaval com os filhos. Pé na estrada Entre os que pretendem viajar, 45% dizem que vão com carro próprio, 26% farão viagens mais longas de avião e 19% irão viajar de ônibus. As principais acomodações serão hotéis ou pousadas para 38%, residência de amigos ou familiares para 32% e casa ou apartamento alugado para 20%. Demanda ESG A pesquisa mostra, por fim, que o brasileiro pretende conciliar preocupação ambiental com diversão neste Carnaval: • 93% dizem que vão procurar fazer o descarte correto do lixo durante o Carnaval; • 92% vão evitar desperdício de comidas e bebidas; • 76% vão preferir locais que tenham coleta seletiva; • 64% vão evitar copos e plásticos descartáveis. Sobre a Toluna  A Toluna é líder global em pesquisa e insights, apoiando empresas na tomada de decisões mais inteligentes, rápidas e baseadas em dados. Ao longo de 25 anos, firmou parcerias com algumas das maiores marcas do mundo, combinando tecnologia proprietária, um portfólio completo de soluções, um painel global robusto e uma equipe internacional de especialistas. Desde 2019, a Toluna vem investindo fortemente em inteligência artificial para acelerar a entrega de insights e ampliar a compreensão dos mercados em escala. Com presença em mais de 70 países e mais de 40 escritórios pelo mundo, incluindo São

A nova cara da corrida de rua no Brasil tem mais mais mulheres, jovens e pessoas da classe C

A corrida segue crescendo em ritmo acelerado no Brasil e, para além do crescimento numérico, os dados mais recentes apontam mudanças comportamentais na forma de correr dos brasileiros. A segunda edição do estudo Por Dentro do Corre, realizado pela Olympikus em parceria com a Box1824, revela que 2 milhões de brasileiros começaram a correr em 2025: o número absoluto chegou a 15 milhões, ultrapassando os 13 milhões contabilizados em 2024 — um crescimento de 15% em apenas um ano, acima do ritmo de crescimento da população mundial no mesmo período, que foi de 0,9%. Os praticantes da modalidade estão distribuídos em uma base equilibrada entre homens (50%) e mulheres (50%), concentrada majoritariamente no Sudeste (50%), com forte presença da classe C (43%) e idade média de 34 anos — três anos a menos do que em 2024. É uma comunidade múltipla também do ponto de vista racial (43% brancos, 36% pardos, 10% pretos). Os dados também confirmam o que os apaixonados pela corrida sentem na pele: não se trata de uma moda passageira, mas de um esporte que se tornou estilo de vida e que 81% dos corredores pretendem manter nos próximos anos. A pesquisa foi conduzida em novembro de 2025, por meio de um questionário quantitativo com 1.179 corredores, homens e mulheres de todas as regiões do país, que praticam corrida ao menos uma vez por semana, seja na rua, na academia ou na esteira. O estudo representa a segunda onda de um rastreamento anual, criado para acompanhar a evolução da corrida no Brasil de forma contínua e comparável ao longo do tempo. “A corrida no Brasil está de cara nova. A pesquisa Por Dentro do Corre mostra que ela deixou de ser um esporte focado apenas em performance e passou a fazer parte da vida real das pessoas. Hoje, correr é sobre pertencimento e bem-estar. O crescimento da presença da Classe C, dos jovens e das mulheres entre os corredores reforça esse movimento de democratização. A corrida está mais acessível, mais diversa e cada vez mais conectada com o cotidiano do brasileiro”, comecomenta Márcio Callage, CMO da Olympikus. Um novo perfil de corredores Mais do que crescer em número, a corrida mudou de perfil. Mulheres, jovens e pessoas da classe C foram os principais responsáveis pela renovação da base de corredores no último ano. As mulheres lideram a entrada de novos praticantes: 56% começaram a correr há menos de um ano (entre os homens, esse percentual é de 38%), sendo que 32% delas iniciaram nos últimos seis meses. O estudo também aponta um rejuvenescimento do esporte. A idade média dos corredores caiu de 37 anos, em 2024, para 34 anos, em 2025, impulsionada principalmente pelo crescimento de praticantes na faixa etária entre 18 e 24 anos, que passou de 12% para 20% do total e são os mais orientados pela performance. Outro movimento relevante identificado através do questionário é a democratização da prática. A participação da classe C avançou de 36% para 43% dos corredores em apenas um ano, reforçando a corrida como um esporte acessível, flexível e adaptável à rotina, ao espaço e ao tempo disponível de cada pessoa. As mesmas motivações, com novas formas de correr Em 2025, a corrida se consolidou como o quarto esporte mais praticado no Brasil (14%), atrás apenas de caminhada (39%), musculação (25%) e futebol (16%), e à frente do ciclismo (10%) — um dado que a posiciona definitivamente no centro do cotidiano esportivo do país. Saúde física, saúde mental e condicionamento seguem como os maiores motivadores para iniciar a prática e também para permanecer nela. Ganham força ideias como “correr pouco ainda é correr”, a constância acima do pace e o prazer como motivador central. A pesquisa mostra que a corrida “cumpre o que promete”: quem começa buscando esses benefícios tende a continuar porque percebe melhorias reais no dia a dia. No entanto, a forma de correr mudou. A corrida se tornou mais esporádica, com a frequência média semanal caindo de 3,4 para 1,8 vezes, puxada sobretudo pelos novos corredores, que ainda buscam maneiras de encaixar o esporte na rotina. A rua segue como o principal território da corrida, reforçando sua acessibilidade, enquanto trilhas surgem como um novo espaço de expansão, especialmente entre corredores mais experientes e de classes mais altas. Apesar da menor frequência, a distância média semanal aumentou, passando de 9,2 km para 10,6 km, especialmente entre corredores veteranos. Esse dado revela um cenário de contraste: enquanto quem já corre há mais tempo consegue evoluir sua quilometragem, os novatos demonstram maior insatisfação com seu desempenho, refletindo uma tensão crescente entre desejo de performance e limitações práticas. Performance, coletividade e ecossistema da corrida A corrida também se mostra cada vez mais coletiva. A participação em grupos e assessorias cresceu, e o número de corredores que não fazem parte de nenhuma dessas estruturas caiu 8 pontos percentuais em um ano. Os grupos, porém, mudaram de papel: se antes eram vistos principalmente como espaços de acolhimento e segurança, agora se aproximam de facilitadores para o ganho de performance, com foco em troca de conhecimento, estrutura de treino e evolução técnica — uma das mudanças mais significativas entre as duas ondas da pesquisa. Esse amadurecimento do ecossistema também se reflete no avanço gradual da participação em provas de corrida. Em 2025, 29% dos corredores participaram de eventos, contra 23% em 2024 — um crescimento de 26% no número de participantes. Embora a maioria ainda não participe, o interesse futuro é alto, especialmente entre as mulheres. Para a BOX1824, a comparação entre as duas ondas revela uma mudança de fase da corrida no Brasil. “De um ano para o outro, a corrida deixou de ser apenas um fenômeno de crescimento e passou a revelar suas complexidades. Ela está mais diversa, mais jovem e mais democrática, mas também mais pressionada por performance e expectativas. O dado mais impactante é que a corrida entrou definitivamente no mainstream e agora vem encontrando formas de se sustentar culturalmente no longo prazo, como por exemplo, através de

Especialista diz que o consumidor não compra produtos, compra posicionamento

Com o início do Big Brother Brasil, não são só os participantes que entram em julgamentos. Suas falas, atitudes e posicionamentos viram combustível para debates intensos que ganham as redes – um fenômeno que, segundo especialistas em marketing, reflete exatamente como os consumidores avaliam marcas hoje: em tempo real, com senso crítico e pouca tolerância à incoerência. Para Arthur Fonseca, Head de Marketing da V4 Company, o BBB funciona, mais uma vez, como um grande laboratório de comportamento do consumidor. O reality evidencia que o público não consome apenas produtos ou serviços, mas valores, discursos e coerência. Em um cenário de excesso de informação e alta exposição, marcas são avaliadas constantemente pela forma como se posicionam diante de temas sociais. Segundo Fonseca, nem toda marca que entra em debates sociais é percebida como legítima. O consumidor identifica rapidamente quando um posicionamento é construído ao longo do tempo ou quando surge apenas para aproveitar um tema em evidência. Durante programas de grande audiência, como o BBB, esse olhar crítico se intensifica e contradições tendem a ganhar ampla repercussão. Outro ponto de atenção é o risco do chamado marketing de causa mal executado. Discursos vazios, campanhas desconectadas da prática e ações pontuais podem gerar efeito contrário ao esperado, resultando em crises de imagem, boicotes e perda de confiança por parte do público. Em um ambiente digital altamente reativo, erros de posicionamento ganham escala em poucos minutos. “O público não reage apenas ao que é dito, mas à coerência entre discurso e prática. Assim como no BBB, marcas que se posicionam de forma oportunista são rapidamente questionadas, enquanto aquelas que constroem narrativas consistentes ao longo do tempo tendem a gerar identificação e confiança”, afirma Arthur. Para o mercado, a lição é clara: posicionamento não pode ser campanha pontual. Em um ambiente de alta exposição e social listening constante, marcas que tratam causas e valores como estratégia — e não como oportunidade momentânea — constroem relevância sustentável. As demais correm o risco de virar alvo antes mesmo de virar desejo.

Estudo: brasileiro procura independência financeira, mas ainda não consegue poupar nem ter reserva para a aposentadoria 

Ansiedade, estresse e sensação constante de insegurança fazem parte da rotina de milhões de brasileiros quando o assunto é dinheiro. No “Janeiro Branco”, mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, especialistas reforçam que o desequilíbrio financeiro é hoje um dos principais fatores de adoecimento emocional, afetando desde a qualidade do sono até a produtividade e os relacionamentos. A dificuldade de planejar o futuro e a ausência de reservas ampliam o sentimento de incerteza e sobrecarga psicológica.  Esse cenário ajuda a explicar por que a relação com o dinheiro tem sido cada vez mais associada ao bem-estar emocional. Mais do que números, renda ou patrimônio, a forma como as pessoas lidam com suas finanças influencia diretamente a sensação de controle sobre a própria vida, um aspecto central da saúde mental.  É o que revela o Raio-X da Saúde Financeira 2025, estudo realizado pela SuperRico, plataforma especializada em saúde financeira, com 3.122 brasileiros, que traça um retrato da conexão entre planejamento financeiro e equilíbrio emocional. O levantamento mostra que, embora 60% dos entrevistados tenham como principal objetivo alcançar a independência financeira, grande parte ainda convive com insegurança e falta de estrutura para transformar esse desejo em realidade.  O estudo indica que 54% dos respondentes não possuem nenhum valor poupado para seus objetivos financeiros e que 47% não têm reserva para a aposentadoria. Na prática, isso significa viver com poucas margens para imprevistos, um fator que contribui para o aumento da ansiedade e da preocupação constante com o futuro. Entre os endividados críticos, a situação é ainda mais alarmante: 83% não conseguiram poupar nada, o que reforça a exposição constante ao estresse financeiro.  Essa pressão aparece também no indicador de Felicidade Financeira, medido em uma escala de 1 a 10. A média geral ficou em 5,2, mas entre os endividados críticos o índice cai para 2,6, evidenciando como a instabilidade financeira pesa emocionalmente no dia a dia.  Para Carlos Castro, planejador financeiro e CEO da SuperRico, os dados mostram que falar sobre saúde mental passa, inevitavelmente, por discutir a relação das pessoas com o dinheiro. “Quando a vida financeira está desorganizada, a mente dificilmente fica tranquila. A falta de planejamento gera ansiedade, sensação de impotência e medo do amanhã. Cuidar do dinheiro é também uma forma de cuidar da saúde mental”, afirma.  Mesmo em meio às dificuldades, o estudo aponta um dado positivo: o desejo pelo equilíbrio financeiro. Até entre os endividados, 49% afirmam que a independência financeira é uma prioridade, o que revela uma busca por segurança emocional e qualidade de vida, mais do que apenas ganhos materiais.  Segundo Castro, o planejamento financeiro funciona como um fator de alívio emocional. “Ter clareza sobre a própria realidade financeira reduz o estresse porque devolve previsibilidade. Não se trata de enriquecer rapidamente, mas de criar um caminho possível, que traga mais tranquilidade e equilíbrio”, destaca.  O levantamento também mostra que pessoas que contam com algum tipo de planejamento ou acompanhamento financeiro apresentam níveis mais elevados de felicidade financeira, reforçando que informação e organização ajudam a reduzir o impacto emocional da instabilidade econômica.  Em meio às discussões do Janeiro Branco, o estudo evidencia que cuidar das finanças vai além dos números e reflete diretamente na saúde mental, especialmente em um contexto de incertezas e pressão econômica.  Para incentivar a organização financeira e contribuir com o cuidado da saúde mental, a SuperRico realiza, ao longo do mês de janeiro, o Feirão da Saúde Financeira. A iniciativa permite que o público faça um Raio-X da Saúde Financeira detalhado, com relatório completo e atendimento com um planejador financeiro, que ajuda a esclarecer dúvidas e definir metas para 2026. A proposta é mostrar que compreender a própria realidade financeira é um passo fundamental para reduzir a ansiedade e ganhar mais tranquilidade no dia a dia.  

 O futuro do comportamento do consumidor e o impacto no mercado de consórcios

Por Tatiana Schuchovsky Reichmann* O comportamento do consumidor vem evoluindo de forma acelerada, marcado por decisões mais conscientes, impulsionadas pela tecnologia e amplo acesso à informação. Se antes preço e conveniência eram fatores centrais para a compra, agora os critérios estão mais complexos: personalização, transparência, propósito e experiências integradas em todos os canais estão entre as exigências. Essa mudança faz parte de um movimento que desafia empresas de todos os setores a evoluir para atender a expectativas que já não são futuras, mas presentes. Nos próximos anos, a tendência é que isso se intensifique mais. E, como consequência, marcas que não conseguirem atender jornadas omnichannel, capazes de conectar o ambiente físico ao digital, correm o risco de ficar para trás. Isso porque a atenção do consumidor, um recurso altamente disputado, será conquistada por quem oferecer interações relevantes, rápidas e emocionais. Neste sentido, essa conexão tende a ser ainda maior diante da busca pelo bem-estar, assim empresas que ignorarem temas como saúde mental, cuidado, agilidade e eficiência perderão espaço para aquelas que conseguirem equilibrar tecnologia e humanização. Ao mesmo tempo, a transparência deixará de ser diferencial e se tornará obrigação. Consumidores desejam entender o que estão comprando, acompanhar processos e prever o impacto de suas escolhas. Não à toa, marcas com propósito e compromisso consistente com sustentabilidade e responsabilidade social tendem a liderar a preferência do público, uma vez que o consumo consciente está deixando de ser nicho e entrando no centro do mercado. No segmento de consórcios essas mudanças não só já são perceptíveis como estão se acentuando. A demanda por uma jornada simples, clara e objetiva é cada vez maior. Quem ingressa em um grupo busca mais do que adquirir uma cota: quer uma experiência completa, com atendimento consultivo desde a contratação até a contemplação. Por isso, acredito que a oferta pela melhor experiência será um dos motores das transformações no setor nos próximos anos. Com isso, administradoras precisarão acelerar sua evolução tecnológica, ampliando a digitalização, a transparência dos processos e a capacidade de oferecer soluções personalizadas, sem renunciar ao suporte, que permanece essencial. Neste cenário, a Ademicon tem estudado e implementado atualizações constantes para facilitar e potencializar a jornada tanto dos clientes quanto dos consultores, além de mostrar a importância do planejamento financeiro na rotina dos brasileiros. Diante de juros elevados e de uma população mais consciente sobre o uso do dinheiro, o consórcio consolida-se como uma alternativa moderna, flexível e alinhada ao novo perfil do consumidor: alguém que quer conquistar bens, mas sem comprometer sua saúde financeira. Afinal, não se trata apenas de comprar; trata-se de planejar, construir patrimônio e fazer escolhas mais sustentáveis ao longo do tempo. Mais do que nunca precisamos estar atentos a estas mudanças e tendências, com o objetivo de oferecer a melhor e mais eficiente experiência a nossos clientes, sem deixar de lado é claro, nosso especialismo no segmento. * Tatiana Schuchovsky Reichmann é administradora, especializada em gestão empresarial e CEO da Ademicon. Com quase 30 anos de atuação na empresa, lidera atualmente uma equipe de 450 colaboradores e mais de 8 mil consultores de venda em todo o Brasil. Acredita que o consórcio é um meio de democratizar o acesso ao crédito e uma ferramenta de planejamento financeiro.

Cashback é a solução para começar 2026 economizando nas compras

Com a chegada de 2026, cada vez mais, os consumidores buscam maneiras de reorganizar o orçamento e compensar despesas acumuladas no fim do ano. No varejo, uma das estratégias que mais cresce para incentivar compras e gerar sensação de retorno é o cashback, modelo que devolve parte do valor gasto ao consumidor. Desde o início de sua popularização, a prática tem apresentado impacto direto nos hábitos de compra. De acordo com uma pesquisa da Izio&Co, os programas de cashback elevam a frequência de compra em 57%. Esse comportamento se manifesta tanto em redes nacionais quanto em operações regionais, que veem no benefício uma forma de manter fluxo de clientes mesmo em períodos de menor movimento. “O cashback virou ferramenta de relacionamento porque estabelece um ciclo contínuo entre consumidor e loja”, explica Rogério Zorzetto, CEO da Prioridade 10, maior rede de varejo da região Sul. “As pessoas voltam não só pelo crédito acumulado, mas pela sensação de previsibilidade. Elas sabem que parte do que gastaram retorna como poder de compra. Do lado do varejo, isso gera estabilidade, cria cadência nas vendas e reduz a dependência de promoções pontuais”, acrescenta. Zorzetto reforça que a popularização do modelo não está ligada apenas à ideia de economia imediata, mas à criação de um vínculo comercial mais saudável – “Quando o benefício é apresentado com regras claras e valores possíveis de serem utilizados, o consumidor passa a confiar e incorpora o hábito de retorno.” O funcionamento do cashback é simples: o cliente compra, recebe determinado percentual do valor gasto em créditos e usa esse saldo posteriormente, seguindo prazos e condições definidos pela loja. O mecanismo, porém, traz efeitos mais amplos do que apenas a devolução financeira. Os dados da Izio&Co mostram impacto direto no comportamento de consumo, como o crescimento de 17,6% no ticket médio e o aumento de 18% no gasto médio dos clientes. Isso ocorre porque o consumidor tende a planejar novas visitas a partir do crédito acumulado, organizando compras dentro de ciclos mais claros. Para consumidores, o cashback se converte em forma prática de suavizar gastos mensais, especialmente em épocas de maior demanda, como festas e férias. No caso de franqueadores e franqueados, o programa padroniza políticas comerciais e melhora o desempenho das redes como um todo, já que estimula retorno e previsibilidade. “Se o cashback é pensado como parte da estratégia, e não como ação isolada, ele entrega resultados consistentes, uma vez que ajuda o cliente, organiza o trabalho da loja e fortalece a marca”, afirma Rogério. Entretanto, o uso do benefício requer atenção para evitar frustrações. O consumidor deve observar fatores como prazo para utilização, condições de resgate e clareza das regras. Percentuais muito acima do padrão do mercado, ausência de informação sobre onde o crédito pode ser usado ou exigências que não correspondem ao que é anunciado costumam indicar promoções pouco confiáveis. “Cashback real é direto. Se a loja precisa de frases longas para explicar como usar, algo provavelmente não está claro. O consumidor deve sempre conferir se aquilo que está sendo oferecido tem aplicação prática”, alerta o CEO. Um exemplo de estratégia estruturada aparece na própria Prioridade 10. Em dezembro, compras acima de 120 reais dão direito a 20% de cashback para uso em janeiro, condicionadas ao seguimento do perfil da loja no Instagram. A mecânica busca estimular o retorno no início do ano, período tradicionalmente mais lento para o varejo. Segundo Zorzetto, o planejamento é o diferencial – “Ao entrar em janeiro com saldo disponível, o cliente volta naturalmente. Isso gera ciclo positivo e mantém o movimento das lojas sem oferecer descontos que prejudiquem a operação”, conclui.

Passar menos tempo nas redes sociais está entre as 10 principais metas dos brasileiros para 2026

Pesquisa feita pela Toluna com cerca de 800 brasileiros entre 17 e 18 de dezembro de 2025 buscou entender se o brasileiro traça metas para o próximo ano e quais são elas. O resultado mostra que 27% pretendem diminuir o tempo de tela em rede social, sendo que entre eles, 65% pretendem gastar menos tempo no Instagram em 2026, 52% no Facebook, 45% no Tik Tok, 42% no Youtube e 31% no X (Twitter). A pesquisa também  mostra que 64% dos brasileiros traçaram alguma meta de ano novo, número que chega a 69% entre os mais jovens (de 18 a 34 anos), e 91% estão confiantes de que vão conseguir cumpri-las. No ano anterior, 75% disseram ter feito resoluções para 2025, mas apenas 21% afirmam que conseguiram cumprir todas essas resoluções, enquanto 72% disseram cumprir algumas e 7% não cumpriram nenhuma. De modo geral, o brasileiro está otimista para o próximo ano, já que 91% dos entrevistados acreditam que sua vida será um pouco ou muito melhor do que 2025. Sobre a Toluna  A Toluna é líder global em pesquisa e insights, apoiando empresas na tomada de decisões mais inteligentes, rápidas e baseadas em dados. Ao longo de 25 anos, firmou parcerias com algumas das maiores marcas do mundo, combinando tecnologia proprietária, um portfólio completo de soluções, um painel global robusto e uma equipe internacional de especialistas. Desde 2019, a Toluna vem investindo fortemente em inteligência artificial para acelerar a entrega de insights e ampliar a compreensão dos mercados em escala. Com presença em mais de 70 países e mais de 40 escritórios pelo mundo, incluindo São Paulo e Cidade do México, a Toluna está na vanguarda da evolução do setor. Saiba mais em www.tolunacorporate.com. 

Wellness como novo luxo: o que as viagens de bem-estar para 2026 revelam sobre o novo consumidor de alto padrão

O conceito de luxo no turismo passa por uma transformação consistente. Se antes ele era associado a símbolos mais evidentes de exclusividade, hoje está cada vez mais conectado ao tempo de qualidade, ao silêncio, à reconexão e ao bem-estar integral. Para 2026, as viagens de wellness deixam de ser um movimento pontual e se consolidam como um dos pilares do turismo de alto padrão. Segundo Ana Paula Pappa, especialista em marketing para turismo de luxo e fundadora da Eleganza Comunica, esse cenário reflete uma mudança profunda no comportamento do consumidor. “O viajante de alto padrão não busca apenas conforto ou serviços exclusivos. Ele também procura experiências que gerem impacto real em sua saúde física, emocional e mental. O bem-estar deixou de ser um complemento e passou a ser parte central da experiência”, afirma. Retiros imersivos na natureza, destinos voltados ao autocuidado, experiências sensoriais, práticas de reconexão e jornadas personalizadas ganham força justamente por atenderem a esse novo desejo: viajar para se transformar. E, nesse contexto, a comunicação das marcas assume um papel decisivo. Para Ana Paula, o grande diferencial está em como essas experiências são comunicadas. “No turismo de luxo, tudo comunica. O tom de voz, as imagens, a narrativa e a coerência estética precisam traduzir a essência da experiência. Não se trata de vender serviços, mas de despertar sensações, propósito e significado”, explica. Essa evolução impacta diretamente o posicionamento das marcas. A estética se torna mais limpa, o discurso mais humano e a narrativa mais focada em vivências do que em atributos técnicos. “O luxo contemporâneo é mais discreto, mais verdadeiro e mais emocional. Marcas que não acompanham essa mudança correm o risco de perder relevância, mesmo oferecendo produtos de altíssimo nível“, completa. Com a chegada de um novo ano, falar sobre wellness no turismo é, acima de tudo, falar sobre comportamento, comunicação e valor percebido. Para 2026, a tendência é clara: experiências de bem-estar não são mais um diferencial, mas uma expectativa natural do consumidor de alto padrão. Sobre Ana Paula Pappa Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ana Paula Pappa possui MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais pela FGV e especialização em mercado de luxo pela ESPM. Com trajetória construída em grandes players do turismo de alto padrão, como Teresa Perez Tours, Belmond e representações de destinos internacionais como Suíça, Mônaco e Seychelles. Fundou em 2021 a Eleganza Comunica, uma das pioneiras no Brasil em marketing especializado para turismo de luxo. Sobre a Eleganza Comunica Fundada em 2021, a Eleganza Comunica é uma agência especializada em marketing e comunicação para o turismo de luxo, atuando na construção de posicionamento, narrativa e valor de marca para empresas que desejam se destacar em um mercado cada vez mais exigente.

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