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A morte do influenciador e o nascimento da media company
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Da redacao ABC da Comunicacao
O debate sobre profissionalização de influenciadores subiu de patamar. Se em 2024 o foco era apenas crescimento e formalização, em 2026 a palavra de ordem é Institucionalização. Com um mercado que já não aceita apenas “publis”, mas exige planejamento de longo prazo e ativos estratégicos, o criador deixou de ser um produtor de posts para se tornar uma micro-empresa de conteúdo.
“O que mudou não é quantos seguidores você tem, mas como você protege a confiança da sua audiência. Cada post deve ser pensado como um ativo estratégico, que mantém a integridade da persona digital e preserva a reputação do criador”, afirma Igor Beltrão, diretor artístico da Viraliza.
O crescimento do setor trouxe um efeito colateral: saturação da atenção. Estudos recentes mostram que o público recebe em média 5.000 mensagens digitais por dia, tornando cada interação relevante e valiosa. Para se destacar, agências e criadores estão transformando o caos criativo em processos estruturados de curadoria e governança de conteúdo.
Dados da LTK apontam que 70% dos consumidores afirmam confiar em influenciadores . “O público não quer apenas entretenimento. Ele quer prova de consistência, relevância e veracidade. Hoje, a transparência é o novo selo de qualidade”, completa Igor.
A nova métrica vai além do alcance ou likes: é o LTV (Lifetime Value) da audiência, ou seja, a capacidade de gerar engajamento real, confiança e recorrência. No universo de algoritmos e IAs, os criadores que entendem isso não apenas produzem conteúdo, mas constroem histórias, mantêm reputação e fortalecem sua marca.
A “economia da influência” tradicional deu lugar à economia da confiança institucional. Quem ainda foca apenas em números superficiais está olhando pelo retrovisor. O futuro pertence a quem entende que ser influenciador hoje é ser gestor de conteúdo, curador de reputação e guardião da própria credibilidade.