Felipe Siqueira, cofundador da marca masculina Oficina e da holding The Growth Brands, e Diego Barreto, CEO do Ifood, reuniram amigos e parceiros que compactuam da visão de empreendedorismo aliada a virtudes, valores e princípios para criar a Base, startup de educação. O negócio terá foco em cursos, imersões e mentorias para inspirar empreendedores já consolidados a desevolverem uma nova visão de negócios a partir de uma lógica que considere ética e consciência social à geração de lucro como parte de uma mesma estratégia.
Além de Felipe e Diego, fazem parte da iniciativa Rodrigo Casagrande, referência em criação e gestão de comunidades, Bernardinho, amigo e convidado, Taciana Veloso, sócia e fundadora da Index, agência de estratégia de comunicação, conexões e reputação, e André Barrence, ex-Google.
O movimento nasce a partir de inquietudes e reflexões de Siqueira sobre sociedade, legado e propósito. Nesse processo e depois de muitos estudos, entendeu que a maioria dos grandes empresários e empreendedores brasileiros, juntos, poderiam contribuir significativamente para resolver problemas críticos do Brasil, como por exemplo a educação, criando uma sociedade mais justa e com mais oportunidades.
“Infelizmente, não vivemos em um país meritocrático. Na corrida da vida, as pessoas não saem da mesma faixa de largada. Se sairmos um pouco das nossas bolhas fica evidente o tamanho da desigualdade que gera tantos outros problemas. Eu rodei o Brasil inteiro, todos os estados e foi isso que vi. E a única saída para começarmos a mudar de rota é a educação”, explica Siqueira.
Na plataforma da Base serão ministrados cursos sobre Gestão Estratégica, Gestão de Crescimento, Costumer Experience, Comunicação e Marketing, Inovação e A.i., além de encontros e mentorias direcionadas as empresas dos alunos. Mas tudo isso alinhado a Princípios que orientam o autodesenvolvimento do empreendedor e de sua organização.
“Como diz Paulo Freire, educador brasileiro reconhecido mundialmente, a educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo. E é justamente com educação que queremos mudar o status quo, criando uma comunidade de empreendedores conscientes, que querem prosperar e ajudar a próxima geração de empreendedores pelo exemplo, por serem líderes de consciência que querem deixar um legado positivo para o mundo”, diz Barreto.
Recentemente, o empresário e sua esposa, Ana Carolina Nomura, anunciaram que doarão grande parte de seu patrimônio para instituições e projetos voltados à educação, pois entenderam a importancia de influenciar e gerar impacto por meio do acesso ao conhecimento.
Para participar do projeto, os apoiadores precisam seguir três critérios fundamentais: Ser fazedor: agir com consistência e disposição para transformar ideias em prática; Ter visão coletiva: pensar além do próprio negócio, buscando impacto positivo real na sociedade; Acreditar na educação como alavanca de mudança social. Além disso, é necessário ter disponibilidade de apoiar a iniciativa financeiramente e/ou executivamente, para que ideias transformadoras de fato transformem.”Isso só acontece quando elas saem do papel e das palavras e encontram seus beneficiados”, diz Siqueira.
O objetivo da Base é ajudar a desenvolver bons negócios em diversos segmentos que tenham propósito, criem cultura e soluções para o mundo e que cresçam de forma sustentável, para gerar caixa, remunerar dignamente as pessoas que trabalham, além de gerar prosperidade para os sócios, funcionários e demais parceiros.
“Negócios de impacto positivo precisam gerar mais empregos e oportunidades para o país e, dessa forma, voltar para a sociedade em boa medida. Um negócio também deveria ser boa fonte de inspiração para outros negócios, assim como a Patagonia é, por exemplo, para nós”, reforça Siqueira.
Fundada por Yvon Chouinard, a Patagonia é uma marca de roupas e artigos de esporte e aventura na natureza, que desde 1985 tem o programa 1% For the Planet, que já doou cerca de 140 milhões de dólares para a iniciativa. Recentemente, a empresa doou 98% de suas ações para a preservação ambiental, um total estimado em 3 bilhões de dólares.
A base não é uma ONG, mas pode ajudar as pessoas; não é um trabalho filantrópico, mas pode doar; não luta contra o lucro privado, muito pelo contrário, ajuda parceiros a ter maior lucratividade para que possam retornar parte desse ganho para a sociedade. Não é uma instituição de ensino, mas pode ministrar cursos e mentorias; não é uma aceleradora de empresas, mas pode ajudar no crescimento de várias; não está ligado ao governo, mas pode ajudar órgãos públicos a serem mais eficientes.
A plataforma será lançada em evento fechado para 40 empreendedores, executivos e criadores de todas as áreas e segmentos, ao longo de três dias (23 a 25 de março), na Pinacoteca Contemporânea de São Paulo.
Serviço: Lançamento da Base
Data: 25 a 27 de março
Local: Pinacoteca de São Paulo
Ingressos: baseessencial.com