Do empreendedorismo à liderança: o avanço estratégico das mulheres em vendas

Por Mari Genovez No cenário atual, em que o mercado de vendas exige cada vez mais estratégia, inteligência emocional e construção de relacionamento, a presença feminina vem ganhando relevância no empreendedorismo. De acordo com o Sebrae, 34% dos negócios no país já são liderados pelas mulheres. No dia a dia, não vejo mais mulheres pedindo permissão para entrar no mercado de vendas. Nós já entramos. O próximo passo é ocupar espaço, assumir resultados e exercer liderança sem pedir desculpas por isso. Acredito que, nos próximos cinco anos, veremos um cenário mais equilibrado, no qual homens e mulheres serão avaliados pelo desempenho, não pelo gênero. Minha expectativa é contribuir para que mais mulheres não apenas empreendam, mas prosperem de forma consistente e escalável. Se por um lado muitas encontraram no próprio negócio um caminho de autonomia e protagonismo, grande parte ainda permanece concentrada em micro e pequenos empreendimentos. Escalar exige domínio de vendas, e vender muda conforme o negócio cresce. O que funciona no início não sustenta uma operação maior. Além do desafio técnico, existe um obstáculo adicional: o mercado ainda associa vendas a agressividade, ostentação e demonstração de poder. Muitas mulheres, especialmente as que enfrentam a síndrome do impostor, têm dificuldade de assumir o papel de autoridade comercial. No ambiente corporativo há uma estrutura que sustenta decisões. No empreendedorismo, a responsabilidade é integral. Ainda vejo negócios liderados por mulheres que faturam o suficiente para sobreviver, mas não para crescer de forma estruturada. Quando esse negócio evolui, surge outro ponto sensível: a liderança. Muitas vezes, o melhor vendedor é promovido a líder. Nem sempre, porém, o melhor vendedor tem perfil de gestão. Isso vale para homens e mulheres. Atualmente, os números reforçam esse cenário: as mulheres representam cerca de 39% da força de vendas global. Já no recorte de liderança, aproximadamente 19% dos cargos de vice-presidência de vendas são ocupados por mulheres, segundo o relatório Diversity, Equity and Inclusion in the Sales Industry, da Gitnux – uma plataforma independente de pesquisa de mercado e inteligência de dados, que fornece relatórios, estatísticas e análises de tendências para empresas e profissionais. No caso feminino, há ainda o peso de um estereótipo persistente. O homem é firme. A mulher é histérica. Para se posicionar, precisa equilibrar firmeza e empatia sem ser rotulada como exagerada ou desequilibrada. Liderar exige equilíbrio entre engajar, inspirar, cobrar e participar. Liderança se prova na prática. A equipe precisa ver o líder em ação. Chegando cedo, preparado, negociando, performando. Não é possível esperar que o time caminhe sozinho sem exemplo. Também falta autorresponsabilidade no desenvolvimento profissional. Muitas pessoas aguardam que a empresa invista nelas. Poucas buscam formação por iniciativa própria, como mentoria, MBA ou especialização, com o objetivo claro de ocupar uma cadeira de gestão no futuro. Autoconhecimento é o primeiro passo. Nem todo mundo quer liderar, e está tudo bem. Mas quem deseja precisa se preparar. Soft skills são determinantes nesse processo. Diferenciais das mulheres nas vendas Mulheres costumam ouvir o cliente com atenção genuína, registram informações relevantes, sustentam o raciocínio durante a negociação e constroem perguntas estratégicas sem perder a coerência da conversa. Essa escuta ativa se torna um diferencial decisivo nas vendas consultivas, em que relacionamento e confiança sustentam negociações consistentes. Humildade e resiliência também se destacam. Reconhecem com clareza onde precisam evoluir e assumem uma postura real de aprendizado contínuo, o que impacta diretamente na performance. Enquanto muitos homens ainda iniciam a negociação focados rapidamente em preço e fechamento, a mulher tende a priorizar a construção do relacionamento. E vendas são, essencialmente, relacionamento. Confiança não se constrói com pressa. Parte dessas competências está ligada à vivência de conciliar múltiplas responsabilidades, negociar constantemente e administrar diferentes demandas ao mesmo tempo. No contexto comercial, isso se traduz em organização, preparo e consistência na execução. Mulheres já ocupam espaço nas vendas. O próximo passo é ocupar as cadeiras de decisão. Vender com estratégia, liderar com equilíbrio e crescer com consistência não é uma questão de gênero. É uma questão de preparo.Parte superior do formulário. * Mari Genovez possui cerca de 15 anos de experiência na área comercial, planejamento estratégico, prospecção, negociação e gestão de vendas e resultados. Também é especialista em treinamento e capacitação de profissionais de vendas SDR (Sales Development Representative), que são responsáveis por identificar e qualificar os leads, potenciais clientes. A executiva é CEO da Matchez, empresa focada em prospecção de novos clientes e fortalecimento estratégico da equipe comercial. Em janeiro de 2025 ganhou o prêmio ChangeMaker Vendas da Comunicare Hub.
Felipe Siqueira e Diego Barreto anunciam a Base, plataforma de educação para empreendedores já consolidados interessados em desenvolver novas estratégias que unam ética, princípios e valores à geração de lucro
Felipe Siqueira, cofundador da marca masculina Oficina e da holding The Growth Brands, e Diego Barreto, CEO do Ifood, reuniram amigos e parceiros que compactuam da visão de empreendedorismo aliada a virtudes, valores e princípios para criar a Base, startup de educação. O negócio terá foco em cursos, imersões e mentorias para inspirar empreendedores já consolidados a desevolverem uma nova visão de negócios a partir de uma lógica que considere ética e consciência social à geração de lucro como parte de uma mesma estratégia. Além de Felipe e Diego, fazem parte da iniciativa Rodrigo Casagrande, referência em criação e gestão de comunidades, Bernardinho, amigo e convidado, Taciana Veloso, sócia e fundadora da Index, agência de estratégia de comunicação, conexões e reputação, e André Barrence, ex-Google. O movimento nasce a partir de inquietudes e reflexões de Siqueira sobre sociedade, legado e propósito. Nesse processo e depois de muitos estudos, entendeu que a maioria dos grandes empresários e empreendedores brasileiros, juntos, poderiam contribuir significativamente para resolver problemas críticos do Brasil, como por exemplo a educação, criando uma sociedade mais justa e com mais oportunidades. “Infelizmente, não vivemos em um país meritocrático. Na corrida da vida, as pessoas não saem da mesma faixa de largada. Se sairmos um pouco das nossas bolhas fica evidente o tamanho da desigualdade que gera tantos outros problemas. Eu rodei o Brasil inteiro, todos os estados e foi isso que vi. E a única saída para começarmos a mudar de rota é a educação”, explica Siqueira. Na plataforma da Base serão ministrados cursos sobre Gestão Estratégica, Gestão de Crescimento, Costumer Experience, Comunicação e Marketing, Inovação e A.i., além de encontros e mentorias direcionadas as empresas dos alunos. Mas tudo isso alinhado a Princípios que orientam o autodesenvolvimento do empreendedor e de sua organização. “Como diz Paulo Freire, educador brasileiro reconhecido mundialmente, a educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo. E é justamente com educação que queremos mudar o status quo, criando uma comunidade de empreendedores conscientes, que querem prosperar e ajudar a próxima geração de empreendedores pelo exemplo, por serem líderes de consciência que querem deixar um legado positivo para o mundo”, diz Barreto. Recentemente, o empresário e sua esposa, Ana Carolina Nomura, anunciaram que doarão grande parte de seu patrimônio para instituições e projetos voltados à educação, pois entenderam a importancia de influenciar e gerar impacto por meio do acesso ao conhecimento. Para participar do projeto, os apoiadores precisam seguir três critérios fundamentais: Ser fazedor: agir com consistência e disposição para transformar ideias em prática; Ter visão coletiva: pensar além do próprio negócio, buscando impacto positivo real na sociedade; Acreditar na educação como alavanca de mudança social. Além disso, é necessário ter disponibilidade de apoiar a iniciativa financeiramente e/ou executivamente, para que ideias transformadoras de fato transformem.”Isso só acontece quando elas saem do papel e das palavras e encontram seus beneficiados”, diz Siqueira. O objetivo da Base é ajudar a desenvolver bons negócios em diversos segmentos que tenham propósito, criem cultura e soluções para o mundo e que cresçam de forma sustentável, para gerar caixa, remunerar dignamente as pessoas que trabalham, além de gerar prosperidade para os sócios, funcionários e demais parceiros. “Negócios de impacto positivo precisam gerar mais empregos e oportunidades para o país e, dessa forma, voltar para a sociedade em boa medida. Um negócio também deveria ser boa fonte de inspiração para outros negócios, assim como a Patagonia é, por exemplo, para nós”, reforça Siqueira. Fundada por Yvon Chouinard, a Patagonia é uma marca de roupas e artigos de esporte e aventura na natureza, que desde 1985 tem o programa 1% For the Planet, que já doou cerca de 140 milhões de dólares para a iniciativa. Recentemente, a empresa doou 98% de suas ações para a preservação ambiental, um total estimado em 3 bilhões de dólares. A base não é uma ONG, mas pode ajudar as pessoas; não é um trabalho filantrópico, mas pode doar; não luta contra o lucro privado, muito pelo contrário, ajuda parceiros a ter maior lucratividade para que possam retornar parte desse ganho para a sociedade. Não é uma instituição de ensino, mas pode ministrar cursos e mentorias; não é uma aceleradora de empresas, mas pode ajudar no crescimento de várias; não está ligado ao governo, mas pode ajudar órgãos públicos a serem mais eficientes. A plataforma será lançada em evento fechado para 40 empreendedores, executivos e criadores de todas as áreas e segmentos, ao longo de três dias (23 a 25 de março), na Pinacoteca Contemporânea de São Paulo. Serviço: Lançamento da Base Data: 25 a 27 de março Local: Pinacoteca de São Paulo Ingressos: baseessencial.com
Shiva levanta US$ 10 milhões com Monashees para ajudar empreendedores construírem produtos globais usando IA
A Shiva, comunidade criada para ajudar empreendedores de tecnologia a criar produtos globais usando IA, acaba de levantar US$ 10 milhões em uma rodada pré-seed liderada pela Monashees e com a participação da Endeavor Catalyst. O aporte é o maior investimento já reportado nesse estágio na América Latina e marca o lançamento oficial da operação da empresa no Brasil, com ambição global desde o primeiro ciclo, e será alocado para financiar empreendedores por meio de bolsas mensais, apoiar o uso intensivo de ferramentas de IA e infraestrutura de nuvem, e dar acesso a mentorias de desenvolvimento, produto e negócios. Fundada por Lucas Marques, sócio e ex-COO da Méliuz e fundador da ONG Programadores do Amanhã, iniciativa voltada à formação e inclusão de jovens de baixa renda em tecnologia, a Shiva chega ao mercado a partir da tese que um novo tipo de startup vai surgir por conta da revolução tecnológica causada pela IA. A proposta parte da constatação de que a queda acelerada de custo e tempo para a construção de softwares por conta da inteligência artificial está dando origem às chamadas Stars (nova categoria de empresas de tech com times de no máximo três pessoas, construindo produtos globais, de nicho e alta margem, com IA no centro do modelo operacional). Nesse contexto, a Shiva, que opera de forma alinhada à tese que defende e mantém uma estrutura fixa mínima atualmente (com Lucas Marques como único membro permanente), atua em uma camada anterior ao venture capital tradicional, oferecendo apoio por meio de bolsas mensais a empreendedores brasileiros que desenvolvem soluções globais de software a partir do uso intensivo de IA. “A inteligência artificial mudou radicalmente a equação de custo, tempo e complexidade para construir software. O modelo tradicional de venture capital, focado em poucos unicórnios altamente capitalizados, não captura bem essa nova geração de negócios já concebidos para operar em múltiplas línguas e moedas, com estruturas enxutas, alta eficiência operacional e potencial de rentabilidade frequentemente fora do radar do modelo convencional de VC. São empresas menores em capital, mas extremamente eficientes e rentáveis”, explica Lucas Marques, fundador da Shiva. O pioneirismo está na combinação de investimento, mentoria e comunidade em um desenho próprio. Isso porque o apoio financeiro ocorre por meio de bolsas mensais, concedidas por até 12 meses em troca de participação acionária, e diluição ajustada ao perfil desse novo tipo de empresa. Além disso, a Shiva oferece também orientação em decisões estratégicas pouco exploradas no debate público, como cap table, estrutura societária, instrumentos financeiros e escolhas operacionais críticas, mantendo uma comunidade ativa de founders voltada à troca prática sobre uso de IA, workflows, automações e ganhos de produtividade. O modelo foi desenhado para atender empreendedores de diferentes origens e trajetórias. Entre os perfis estão desde desenvolvedores que começaram a empreender em contextos desfavoráveis, como baixa renda e acesso limitado a capital, até profissionais seniores altamente capacitados que iniciam seus primeiros projetos autorais sem depender de grandes cheques iniciais. “A redução do custo de construir software abre uma janela inédita de democratização do empreendedorismo. Nosso papel é organizar esse movimento, dar suporte financeiro e intelectual e criar um ambiente onde esses fundadores consigam transformar produtos nichados em negócios globais sustentáveis antes mesmo de alcançarem o seed”, diz o fundador. Apesar das diferenças, a Shiva se posiciona como uma camada complementar ao venture capital tradicional, atuando antes do seed para formar uma nova geração de fundadores. A ideia é que parte desses empreendedores deve seguir para rodadas maiores com fundos institucionais; enquanto outra parte tende a construir negócios independentes, altamente rentáveis e sem necessidade de futuras rodadas de investimento. “Com IA, a lógica de risco e retorno mudou completamente. Um negócio enxuto, vendido por US$ 20 ou 30 milhões, ou que gere caixa de forma recorrente, pode ser um ativo extremamente atrativo. Aquele velho conceito de que as empresas ‘ou dão muito certo ou morrem’ deixa de ser a única opção”, afirma Marques. Expectativas e próximos passos Mais do que um novo veículo de investimento, a Shiva se propõe a organizar e dar escala a um movimento que já vinha se formando de maneira fragmentada no ecossistema global,o de empreendedores capazes de criar produtos globais de tecnologia com poucos recursos, pouca gente e alto grau de retorno. Ao estruturar capital, conhecimento e comunidade em torno dessa nova realidade, a empresa busca transformar um fenômeno disperso em uma camada consistente de formação de negócios e fundadores na era da inteligência artificial. O Brasil é o ponto de partida inicial pela densidade de desenvolvedores com vontade de empreender e pelo crescimento de comunidades de builders solo de IA, mas a expectativa da Shiva é impactar o mercado em escala global, ao financiar cerca de 100 empresas, mirando um retorno médio estimado de 10 vezes sobre o capital investido em cada star. “Unicórnios continuarão existindo, mas eles não serão o único símbolo de sucesso. A próxima onda de criação de riqueza em tecnologia pode vir de centenas de empresas enxutas, eficientes e profundamente conectadas aos seus usuários”, conclui.
Empreendedorismo: jovem publicitária impulsiona crescimento da agência WBP
Visão estratégica e de futuro. Esta, certamente, é uma das principais características da publicitária, Beatrice Castro, sócia da agência de comunicação e marketing WBP, de São Caetano do Sul, SP. Graduada pela Faculdade Cásper Líbero, referência há décadas na formação de profissionais da área de comunicação, a história profissional da empresária começou quando ela estava com 15 anos, como estagiária de criação, passando depois para assistente de arte. Com 17 anos, entrou na agência 2Action para trabalhar como Social Media, onde, apesar da pouca idade, já era responsável pelo projeto de grandes empresas, como Submarino, Americanas.com., Lojas Americanas e Shoptime. “Sem dúvida este foi um período de aprendizado e de grandes descobertas profissionais. Foi nessa fase que comecei a viver, literalmente, a complexidade das agências em relação a prazos e entregas.” Embora adorasse o trabalho, em 2016, aos 18 anos, o lado empreendedor falou mais alto, dando início a um novo projeto ao fundar a Agência Pippe com o administrador, Leonardo Munhoz, que no começo era especializada em Digital. No entanto, as demandas aumentaram e a agência precisou crescer e passou a oferecer outros serviços de comunicação e marketing. “Nosso principal objetivo, e valor, era sermos próximos dos nossos clientes e parceiros, visando a nossa evolução e, obviamente, o crescimento deles no mercado. Foi uma fase incrível, onde conquistamos resultados brilhantes para eles”, afirma a empresária. Novos rumos Cinco anos depois, em 2021, Beatrice foi além e juntou a Pippe à Webfoco, agência especializada em performance, unindo dois universos complementares, formando a WBP, que em 2025 recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio de “Agência do Ano”, na Categoria Digital, no Prêmio ABC, evento que reúne as principais agências de comunicação do País. Mais de 360 cases foram inscritos e mais de 80 agências concorreram às premiações. “As histórias das agências se cruzaram quando a Pippe criou estratégias de Inbound Marketing para clientes da Webfoco. A sinergia foi tão grande que nasceu a WBP”, conta Beatrice. Com perfil voltado à gestão estratégica e ao desenvolvimento de negócios, a publicitária participa ativamente da estruturação e expansão das operações do grupo, contribuindo para o fortalecimento institucional, crescimento sustentável e consolidação de parcerias estratégicas. “Temos como meta, para 2026, crescer 150%. Para isso, além das novas áreas criadas, como a de publicidade e propaganda offline, e a de relacionamento com a imprensa, a WBP adquiriu recentemente 50% da agência de performance Leads For You”, explica, ao revelar que um dos “segredos” da agência é sempre estar antenada às novidades e aplicá-las no dia a dia dos clientes.
Jequiti evolui digitalização do seu modelo de negócio com o lançamento do aplicativo Revenda Jequiti
A Jequiti, empresa do Grupo Silvio Santos, anuncia uma nova etapa na digitalização de seu modelo de negócio com o lançamento do Revenda Jequiti. A plataforma foi criada para ampliar o acesso ao empreendedorismo digital, permitindo que qualquer pessoa venda produtos da marca de forma simples, conectada e integrada ao ambiente online. Desenvolvido em parceria com a UP Vendas, o aplicativo reúne funcionalidades que facilitam a rotina de quem empreende com a marca, como gestão de estoque, pedidos e vendas, além da possibilidade de administrar produtos novos ou de estoque próprio. A plataforma também conta com integração com live commerce, ampliando as oportunidades de venda em tempo real. A iniciativa fortalece a rede de consultoras e abre espaço para novos empreendedores, aumentando o alcance da marca e tornando o modelo de venda mais ágil e conectado. Entre as inovações está a tecnologia Tap to Pay, que transforma o celular em uma maquininha de pagamento por aproximação. Com isso, a Jequiti se torna uma das primeiras empresas de venda direta do Brasil a implementar essa solução, reforçando seu posicionamento em inovação e na modernização do empreendedorismo no setor, ao mesmo tempo em que mantém comissões e incentivos atrativos. “Com o Revenda Jequiti, avançamos na digitalização do nosso modelo de negócio e ampliamos as oportunidades para quem deseja empreender com a marca. A plataforma foi pensada para facilitar a gestão das vendas, expandir o alcance dos nossos produtos e fortalecer nossa rede de consultoras e novos empreendedores em um ambiente simples e acessível”, afirma Eduardo Ribeiro, CEO da Jequiti. O projeto, já disponível nas principais lojas de aplicativos iOS e Android, inicia sua fase piloto em regiões selecionadas do estado de São Paulo, com o objetivo de testar funcionalidades e aprimorar a experiência da plataforma. A expectativa é expandir a iniciativa para novas regiões a partir do segundo trimestre, ampliando gradualmente o acesso à solução em todo o país.
No Dia Internacional da Mulher, conheça seis empresárias que consolidam negócios e ampliam escala no Brasil
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, simboliza a luta histórica por igualdade de direitos e melhores condições de trabalho. Décadas depois, o cenário empresarial brasileiro revela um novo capítulo dessa trajetória em que mulheres não apenas ocupam espaço no mercado, como lideram negócios estruturados, ampliam operações e consolidam marcas em diferentes setores da economia. Segundo levantamento do Sebrae, o Brasil alcançou seu maior patamar de empreendedorismo feminino nos últimos anos. Hoje, mais de 10,4 milhões de brasileiras estão à frente de negócios, número que representa um crescimento acumulado de cerca de 42% entre 2012 e 2024. Para além das estatísticas, esse avanço se traduz em empresas que ganham escala, profissionalizam a gestão e disputam mercados altamente competitivos. Luxo, bem-estar e impacto social No segmento de luxo e bem-estar, Isa Santini lidera o Ateliê Beauty, spa conceito eleito pelo segundo ano consecutivo o Melhor Spa Boutique de Luxo do Mundo pelo World Luxury Spa Awards. Com unidades no interior e na capital paulista, a marca consolida presença em um mercado de alto padrão, combinando estética, tecnologia e experiência. No campo do bem-estar organizacional, Chirles Oliveira é idealizadora e CEO da Virada da Felicidade e fundadora do Instituto Felicidade Sustentável. Especialista em Psicologia Positiva e mestre em Comunicação pela ESPM (SP), atua na construção de culturas corporativas mais humanas e saudáveis. Sobrevivente de um linfoma, transformou sua trajetória pessoal em propósito profissional e defende a felicidade como estratégia concreta para saúde mental, liderança e impacto social. A atuação de ambas reforça que empresas lideradas por mulheres também disputam espaço em segmentos de alto padrão, reconhecimento global e influência corporativa. Gastronomia e expansão empresarial Na gastronomia, Ana Piku transformou uma produção artesanal em uma operação de grande porte. A PikurruchA’S reúne quatro unidades, fábrica própria e alto fluxo mensal de clientes, consolidando-se como uma das maiores confeitarias da América Latina.O negócio também emprega mulheres que são chefes de família e já anunciou a abertura de uma nova unidade em Moema ainda este ano. Já a chef Fernanda Veiga, sócia do Bar Charles Edward, atua em um segmento histórico e majoritariamente masculino e imprime identidade ao negócio ao liderar a cozinha e incorporar influências italianas ao cardápio do pub. Com receitas autorais e combinações estratégicas, reforça posicionamento e diferenciação em um mercado competitivo. Os cases evidenciam não apenas crescimento, mas profissionalização, estrutura e capacidade de expansão. Comunicação e posicionamento estratégico Na comunicação e nas relações públicas, o movimento também segue em ritmo semelhante. Fernanda Brandão fundou a Agência Brands em 2020, apostando em uma estrutura enxuta,estratégica e com equipe majoritariamente feminina. Já Fattima Amaral, com mais de três décadas de atuação, lidera a OxoFlow e coordena eventos e empresários que movimentam diferentes setores da economia. Ao ocuparem posições de liderança em mercados diversos, essas empresárias demonstram que o empreendedorismo feminino no Brasil avança para além da representatividade. Trata-se de gestão, escala, geração de empregos e consolidação de marcas. No Dia Internacional da Mulher, as histórias dessas seis empresárias evidenciam uma mudança estrutural no perfil da liderança empresarial brasileira em que mulheres não apenas participam do mercado, mas protagonizam estratégias de crescimento, posicionamento e impactam a economia do país.
A segunda loja é o verdadeiro teste do empreendedor pet
Abrir a segunda loja costuma ser celebrada como sinal de sucesso; no mercado pet, porém, ela representa o momento mais arriscado da trajetória do empreendedor. A ideia é simples e incômoda: a primeira unidade valida o esforço individual, enquanto a segunda expõe a ausência de gestão. Muitos negócios não quebram por falta de clientes ou de mercado, e sim por excesso de confiança. O erro mais comum é interpretar resultado operacional pontual como maturidade empresarial, fazendo com que a expansão aconteça antes da estrutura necessária para sustentá-la. Na maioria dos petshops de bairro, a primeira loja cresce porque o dono está presente em todas as frentes. Compra, vende, negocia com fornecedores, resolve problemas operacionais e mantém relação direta com os clientes. Esse modelo centralizado garante eficiência no curto prazo, pois reduz desperdícios, acelera decisões e compensa a falta de processos formais. O problema surge quando esse mesmo formato é replicado em uma segunda unidade. O negócio deixa de ser artesanal e passa a exigir liderança intermediária, processos claros, controles financeiros e padronização. Sem essas camadas de gestão, o empreendedor perde visibilidade do dia a dia, decisões tornam-se reativas e a operação começa a depender de improviso. Nesse cenário, os custos fixos dobram antes que a receita acompanhe, e a margem desaparece. Outro fator crítico está na falsa percepção de escala. A abertura de uma nova loja amplia despesas estruturais como aluguel, folha de pagamento, estoque e tributos, sem garantir, automaticamente, aumento proporcional de faturamento. Além disso, a ausência de indicadores de desempenho faz com que problemas de ruptura, perdas de estoque, baixa produtividade da equipe e queda no padrão de atendimento demorem a ser percebidos. Quando o empresário identifica o desequilíbrio, o caixa já foi comprometido. Os dados ajudam a explicar por que essa transição é tão perigosa. Segundo o Sebrae, empresas com até dois anos apresentam taxa média de sobrevivência de 76,6%. As microempresas, no entanto, ficam em apenas 55%, enquanto empresas de pequeno porte chegam a 98%. Essa diferença evidencia que o risco não está em empreender, e sim em crescer sem método, governança e preparo financeiro. No comércio varejista, onde se enquadram os petshops, a taxa de sobrevivência é de 77%. Os microempreendedores individuais resistem mais por operarem com estruturas enxutas e flexíveis, enquanto as microempresas puxam a média para baixo justamente quando tentam escalar sem gestão profissional. O próprio perfil do setor amplia essa vulnerabilidade. De acordo com a Abinpet, o mercado pet faturou R$ 68,7 bilhões em 2023 e conta com mais de 50 mil lojas especializadas. Desse total, 81,6% são petshops de vizinhança, com faturamento mensal entre R$ 60 mil e R$ 100 mil e até quatro funcionários. Esses negócios concentram quase metade das vendas do setor, porém operam com margens apertadas, forte dependência do dono e baixa padronização de processos. Ao abrir a segunda loja, a inadimplência, os custos trabalhistas, a gestão de pessoas e a complexidade operacional crescem mais rápido do que a capacidade de controle. Expandir pode, em teoria, garantir escala, diluir custos e fortalecer a marca. Na prática das PMEs brasileiras, a expansão sem dados transforma intuição em prejuízo. O Sebrae aponta que a mortalidade no comércio pode chegar a 90% em alguns segmentos, associada principalmente a decisões emocionais, falhas de planejamento e ausência de processos. No mercado pet, onde serviços especializados crescem acima de 20%, segundo a Abinpet, a exigência por gestão só aumenta. Escalar sem liderança estruturada, indicadores financeiros e rotinas operacionais não acelera o crescimento, apenas antecipa o erro. A lição é dura, mas necessária. A primeira loja testa o empreendedor. A segunda testa o empresário. Antes de crescer em metros quadrados, é preciso crescer em método, pessoas e informação. Expandir não deveria ser um prêmio pelo bom desempenho inicial, e sim uma decisão estratégica sustentada por processos, dados e capacidade real de gestão. No varejo pet, crescer sem estrutura continua sendo o caminho mais curto para transformar crescimento em prejuízo. *Ricardo de Oliveira é especialista em negócios pet e fundador da Fórmula Pet Shop, empresa referência em capacitação e consultoria estratégica para pet shops em todo o Brasil. Com mais de 10 anos de atuação no setor, Ricardo já acompanhou a inauguração de mais de 70 pet shops, orientando desde a escolha do ponto comercial até o mix de produtos, layout e estratégias de marketing. À frente da Fórmula, já capacitou mais de 8.700 empreendedores por meio de mentorias, treinamentos e consultorias, se consolidando como uma das principais vozes na profissionalização do varejo pet nacional. Sua experiência prática e visão de negócio ajudam empreendedores a saírem do amadorismo e construírem empresas lucrativas e sustentáveis.
Como Empreender na Educação: Desafios e Oportunidades
Por Leonardo Chucrute é Gestor em Educação e CEO do Zerohum O mundo vive um momento de grandes transformações. Com o setor educacional não está sendo diferente. Empreender na educação nunca foi tão necessário nem tão desafiador. A demanda por inovação, acessibilidade e resultados práticos abre portas para quem deseja impactar vidas e gerar valor real. Para empreender nesse setor é de grande importância compreender o atual cenário educacional em nosso país. A escola ainda se parece com a de 50 anos atrás, mas os alunos, os professores, assim como o aprendizado mudou. Hoje, eles são mais conectados, exigentes e esperam experiências de aprendizado mais dinâmicas, personalizadas e com uma metodologia ativa. Nesse cenário, a tecnologia é uma grande aliada, mas não substitui o papel humano na educação. Empreender é resolver dores. Pode ser através de reforço escolar, metodologias ativas, plataformas digitais, capacitação de professores ou desenvolvimento socioemocional. O foco deve estar em como melhorar o aprendizado e facilitar a jornada do estudante. É fundamental saber identificar o problema e oferecer uma solução. Há muitos desafios ligados à estrutura, resistência e investimento. Um dos principais obstáculos é a resistência à mudança. Muitos profissionais ainda têm receio de adotar novas metodologias ou tecnologias. Além disso, há limitações financeiras, tanto para escolas quanto para famílias. O empreendedor precisa ser criativo, flexível e demonstrar resultados claros. É importante também se mostrar parceiro e realmente preocupado com aquela família. É necessário ver oportunidades com a tecnologia e utilizá-la como aliada. A Inteligência Artificial tem papel fundamental nesse setor. Ferramentas como o ChatGPT podem ajudar no planejamento de aulas, na personalização do conteúdo e no atendimento às necessidades individuais de cada aluno. Além disso, soluções como Power BI permitem uma gestão mais inteligente e baseada em dados. Isso tudo vai otimizar processos e ajudar na economia de tempo. Não se esqueça de que a educação está ligada ao relacionamento e ao propósito. Mais do que vender, empreender na educação é sobre transformar vidas. Isso exige empatia, escuta ativa e um propósito claro. Um bom líder educacional inspira, desenvolve talentos e constrói confiança com sua equipe, alunos e pais. Uma boa liderança é o diferencial. Negócios educacionais bem-sucedidos têm à frente líderes que sabem ouvir, delegar, motivar e tomar decisões com base em dados e valores. Inspirar pelo exemplo é o caminho mais seguro para formar equipes engajadas e comprometidas com o impacto gerado. E isso influencia diretamente na experiência de pais e alunos. Minha dica final é seja produtivo e estratégico. Saiba diferenciar o urgente do importante, elimine distrações e mantenha seu foco em atividades estratégicas. Tenha metas claras e alinhe expectativas com parceiros, alunos, pais e equipe. Empreender na educação é plantar sementes que geram frutos duradouros. Exige visão, coragem e, acima de tudo, a certeza de que transformar a vida de uma pessoa é o maior retorno possível. (*) Leonardo Chucrute CEO do Zerohum, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.
Mercado: Empreender em 2026 sem IA será como correr uma maratona de chinelo, dizem especialistas
Dizem que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval. E o cenário para quem deseja abrir o próprio negócio no País, em 2026, é marcado por um paradoxo: ao mesmo tempo em que as barreiras tecnológicas diminuíram e estão mais acessíveis, a exigência por profissionalismo nunca foi tão alta. De janeiro a novembro de 2025, 4,6 milhões de novos pequenos negócios foram iniciados no Brasil. Do total de empresasabertas,97% são pequenos negócios – sendo 77% microempreendedores individuais (MEI), 19% microempresas e 4% empresas de pequeno porte. Dados do Sebrae mostram ainda que quase 40% dos brasileiros adultos pretendem abrir um negócio nos próximos três anos; um dos índices mais elevados do mundo. O fim da “era do improviso” Diante desse cenário, o empreendedor atual precisará ir além do improviso e adotar uma postura mais profissional desde o primeiro dia, avalia Alan Sales da Fonseca, especialista em Finanças e diretor de Operações do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR). “Quem quiser empreender com chance real de sobreviver e crescer precisa observar movimentos que já estão em curso. O uso de tecnologia, especialmente da Inteligência Artificial (IA), muda completamente a estrutura de custos e a capacidade de execução de um negócio”, afirma. Posição semelhante tem Fabricio Pelloso, head de Inovação e coordenador do Integrow, ecossistema do Grupo Integrado voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação. Para ele, o ambiente de negócios em 2026 será moldado pela convergência entre políticas de inovação, tecnologias exponenciais cada vez mais acessíveis e consumidores mais conscientes. “Startups e novos negócios precisarão demonstrar eficiência, impacto e capacidade de adaptação rápida. Quem incorpora tecnologia e visão de impacto desde o início tende a sair na frente”, destaca. Por onde começar? A recomendação dos especialistas para o empreendedor neste ano é inverter a lógica tradicional: em vez de focar no produto, deve-se focar no problema que deseja resolver. “Validar ideias em pequena escala e estruturar um plano financeiro básico são atitudes que reduzem riscos”, sugere Fabricio Pelloso. “O mercado que se desenha é fértil, mas seletivo. A receita para a longevidade, ao que tudo indica, combina três ingredientes: disciplina de gestão, visão de oportunidade e abertura radical às novas tecnologias”, complementa Alan Sales da Fonseca. 5 tendências para quem deseja empreender em 2026 Para nortear quem planeja tirar as ideias e os projetos do papel, os dois especialistas mapearam cinco tendências essenciais para o sucesso em 2026: 1. Inteligência Artificial no centro da operação A adoção intensiva de IA será praticamente obrigatória. Ferramentas de automação, atendimento, marketing, análise de dados e gestão financeira estão cada vez mais acessíveis e permitem que pequenos negócios operem com eficiência semelhante à de grandes empresas. “Empreender sem IA será como correr uma maratona de chinelo”, resume Fonseca. 2. Impacto e ESG como proposta de valor Negócios orientados apenas pelo lucro tendem a perder espaço. Clientes, investidores e instituições financeiras buscam empresas capazes de gerar impacto social ou ambiental positivo de forma mensurável. “Sustentabilidade, economia verde e responsabilidade social deixam de ser discurso e passam a integrar o modelo de negócio”, comenta Pelloso. 3. Jornada do cliente totalmente digital Não basta estar presente nas redes sociais. A experiência do cliente precisa ser integrada, permitindo descoberta, compra, pagamento e relacionamento por canais digitais. Mesmo empresas físicas precisam adotar jornadas híbridas, combinando tecnologia com atendimento humanizado. 4. Comunidade e recorrência no lugar da venda pontual Modelos baseados em assinaturas, clubes, fidelização e comunidades em torno da marca ganham força. 5. Gestão profissional desde o início O improviso tende a custar caro. Controle financeiro, acompanhamento de indicadores, entendimento de margens e fluxo de caixa passam a ser indispensáveis. Plataformas digitais e IA ajudam o empreendedor a tomar decisões baseadas em dados e não apenas na intuição. “Além de fortalecer o relacionamento com o cliente, essas estratégias reduzem custos de aquisição e tornam o fluxo de caixa mais previsível”, explica Fabrício Pelloso. Sobre o Centro Universitário Integrado Localizado em Campo Mourão–PR, o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC, com nota máxima (5) no Conceito Institucional. Alinhado às demandas do mercado, a instituição busca promover uma formação voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para os profissionais de hoje e do futuro. Conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e um corpo docente com sólida experiência acadêmica e prática profissional. Em 2022, implementou o Integrow — Ecossistema de Inovação Integrado, voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação. Atualmente, o Integrado oferece mais de 60 cursos de graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância — incluindo áreas como Direito, Medicina e Odontologia — além de mais de 70 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.
market4u amplia capilaridade nacional, mira internacionalização e prevê faturar meio bilhão de reais em 2026
O mercado de conveniência consolidado no pós-pandemia confirma sua relevância e alcança uma realidade bilionária. Segundo dados do Grupo IMARC, empresa global de pesquisa de mercado e consultoria estratégica, o segmento no Brasil atingiu US$ 35,4 bilhões em 2025 e deve chegar a US$ 46,3 bilhões até 2034. As boas perspectivas são impulsionadas pela digitalização dos meios de pagamento, pela expansão de franquias e outras redes, e pela ampliação da oferta de produtos exclusivos e de alta demanda, capazes de atrair uma base de consumidores cada vez maior. Com seis anos de operação, um dos players pioneiros e protagonistas dessa transformação no varejo de proximidade é o market4u, maior rede de mercados autônomos da América Latina. A rede reforça toda a maturidade conquistada no modelo de autoatendimento no ambiente condominial ao atingir o marco de 2.500 lojas de conveniência em condomínios residenciais e comerciais em operação, presença em 180 cidades brasileiras e faturamento de R$ 336 milhões, superando a projeção inicial de R$ 326 milhões. Para 2026, a maior microfranquia do Brasil, segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising), projeta crescimento de 72% no faturamento, com meta de alcançar R$ 500 milhões e chegar a 4.000 unidades em operação. Logística no centro da estratégia de hiperconveniência Para sustentar os planos de crescimento, a rede aposta na inauguração de um Centro de Distribuição no Rio de Janeiro, o quarto da operação, que já conta com unidades no Paraná e em São Paulo. A nova estrutura fortalece a presença em uma das principais praças do market4u para acelerar o abastecimento, reduzir prazos e aumentar a eficiência operacional, com impacto direto no desempenho dos franqueados. O planejamento inclui ainda a implantação de novos CDs em São Paulo e em outras regiões estratégicas, além de investimentos em tecnologia, maior aproximação com a indústria, possíveis aquisições e a preparação para a internacionalização da marca, com estreia prevista nos Estados Unidos neste ano. “Com o crescimento da rede, a logística deixa de ser apenas um suporte e passa a ser uma alavanca estratégica do negócio. Ter um CD no Rio nos permite ganhar escala, reduzir gargalos e oferecer uma operação mais previsível e eficiente para quem está na ponta. O market4u deixou de ser apenas um mercado autônomo, estamos construindo um ecossistema de soluções baseado em hiperconveniência, eficiência operacional e inovação contínua, com uma visão clara de longo prazo”, afirma Eduardo Córdova, CEO e cofundador do market4u. No último ano, as operações dos Centros de Distribuição registraram um crescimento próximo a 70% no faturamento na comparação anual, consolidando-se não apenas como pilar logístico, mas também como uma nova frente relevante de receita para a empresa. “A centralização das compras amplia o poder de negociação com a indústria e gera ganhos que se refletem em custos menores, melhoria de margem e mais tempo para que o franqueado foque na gestão do negócio. Dados internos indicam que as franquias de minimercados abastecidas via CDs próprios tendem a apresentar redução consistente de custos em relação a operações que dependem exclusivamente de compras pulverizadas no varejo tradicional”, avalia o executivo. Tecnologia própria e IA sustentam eficiência e jornada de compra Paralelamente à logística, a tecnologia se consolida como um dos principais diferenciais competitivos do market4u, sustentada por uma plataforma própria desenvolvida internamente. A solução viabiliza desde a operação remota das lojas de conveniência em condomínios até o uso de inteligência artificial na experiência de compra, com destaque para o concierge digital, ainda em implementação, integrado aos diferentes pontos de contato a totens com telas no PDV para interação em tempo real, recomendações personalizadas e apoio à jornada do consumidor. “A evolução do mercadinho dentro do condomínio mostrou que não basta operar um ponto autônomo. É preciso entregar experiência, eficiência e inteligência. Nosso foco é usar tecnologia para reduzir atritos, aumentar o engajamento e gerar valor tanto para o consumidor quanto para o franqueado. O que faz com que nosso investimento seja contínuo em mídia e na ampliação do portfólio de soluções, com novos projetos nas frentes de serviços, dados e conveniência voltados ao ambiente condominial”, conclui Córdova.
Brasil registra salto no empreendedorismo e na adoção de IA por PMEs, segundo novo relatório do LinkedIn
O LinkedIn, maior rede profissional do mundo, divulga o novo SMBs Work Change Report, relatório proprietário que mostra que pequenos e médios negócios estão entrando em uma fase de transformação profunda, impulsionada pela rápida adoção da inteligência artificial, pela necessidade de construir marcas mais autênticas e pela importância crescente da construção de comunidades. A análise considera dados globais e o comportamento de profissionais e empresas no Brasil. No país, o empreendedorismo vive um novo impulso. O número de profissionais com o título de “founder” em seus perfis no LinkedIn cresceu 64% no último ano, quase o triplo do registrado em 2022, indicando que cada vez mais brasileiros estão abrindo seus próprios negócios e buscando caminhos profissionais mais independentes. “A inteligência artificial está redefinindo a forma como as PMEs operam, tomam decisões e crescem. Mas nosso estudo mostra que tecnologia sozinha não sustenta crescimento. Confiança, reputação e conexões humanas continuam sendo os pilares que transformam inovação em resultado de longo prazo”, afirma Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn para a América Latina. Inteligência artificial: de tendência a ferramenta prática Para as PMEs, a IA deixou de ser apenas uma promessa futura e passou a fazer parte da rotina. No Brasil, 85% dos profissionais de pequenas e médias empresas afirmam que a tecnologia vai melhorar seu dia a dia de trabalho, refletindo otimismo. Além disso, 43% já utilizam IA para tarefas mais avançadas, como estratégia e análise de dados — um ritmo de adoção mais rápido do que o da média global. Além disso, há um sentimento crescente de que a tecnologia esteja contribuindo para abrir novas portas: 67% dos profissionais brasileiros de PMEs dizem que a IA os fez considerar caminhos como o empreendedorismo, algo que também aparece em mercados globais, especialmente entre jovens empreendedores. Marca, confiança e fator humano ganham protagonismo Com a avalanche de conteúdo impulsionado por IA, a confiança se consolida como moeda de valor. No Brasil, 72% dos profissionais de marketing alocados em pequenas e médias empresas afirmam que o fator humano é essencial para gerar credibilidade na comunicação com clientes. Clientes e parceiros aparecem como as vozes que mais constroem confiança (72%), seguidos por criadores e influenciadores (61%), reforçando a importância da prova social e da autenticidade. Redes e comunidades aceleram decisões As conexões profissionais seguem desempenhando um papel central nesse novo modelo de crescimento. Globalmente, 78% dos líderes de pequenas e médias empresas afirmam que construir uma rede profissional forte é fundamental para crescer e 76% afirmam que construir marcas é essencial para atingir seus objetivos nos próximos anos. No Brasil, profissionais de PMEs dizem equilibrar tecnologia e relações humanas ao buscar orientação no trabalho, apontando tanto a IA quanto suas redes de trabalho como fontes relevantes de apoio para decisões mais rápidas e seguras. Skills para 2026: tecnologia e habilidades humanas caminham juntas O relatório também aponta que tecnologia sozinha não basta. 75% das PMEs globalmente acreditam que habilidades humanas — como comunicação, criatividade e colaboração — serão ainda mais importantes na era da IA. Essa visão já se reflete nas contratações: 81% dos líderes de pequenas e médias empresas dizem preferir candidatos com as qualificações certas, mesmo sem diploma. No Brasil, o desenvolvimento dessas competências tende a ser prático e acessível. Profissionais de PMEs preferem aprender por meio de tutoriais virtuais (42%), contato com especialistas (29%) e projetos reais (28%), mostrando como o país avança rapidamente na construção de habilidades para o futuro do trabalho. Metodologia A metodologia completa está disponível no relatório aqui.
Empreender em 2026 sem IA será como correr uma maratona de chinelo, dizem especialistas
O cenário para quem deseja abrir o próprio negócio no Brasil em 2026 é marcado por um paradoxo: ao mesmo tempo em que as barreiras tecnológicas diminuíram e estão mais acessíveis, a exigência por profissionalismo nunca foi tão alta. De janeiro a novembro de 2025, 4,6 milhões de novos pequenos negócios foram iniciados no Brasil. Do total de empresasabertas,97% são pequenos negócios – sendo 77% microempreendedores individuais (MEI), 19% microempresas e 4% empresas de pequeno porte. Dados do Sebrae mostram ainda que quase 40% dos brasileiros adultos pretendem abrir um negócio nos próximos três anos; um dos índices mais elevados do mundo. O fim da “era do improviso” Diante desse cenário, o empreendedor atual precisará ir além do improviso e adotar uma postura mais profissional desde o primeiro dia, avalia Alan Sales da Fonseca, especialista em Finanças e diretor de Operações do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR). “Quem quiser empreender com chance real de sobreviver e crescer precisa observar movimentos que já estão em curso. O uso de tecnologia, especialmente da Inteligência Artificial (IA), muda completamente a estrutura de custos e a capacidade de execução de um negócio”, afirma. Posição semelhante tem Fabricio Pelloso, head de Inovação e coordenador do Integrow, ecossistema do Grupo Integrado voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação. Para ele, o ambiente de negócios em 2026 será moldado pela convergência entre políticas de inovação, tecnologias exponenciais cada vez mais acessíveis e consumidores mais conscientes. “Startups e novos negócios precisarão demonstrar eficiência, impacto e capacidade de adaptação rápida. Quem incorpora tecnologia e visão de impacto desde o início tende a sair na frente”, destaca. Por onde começar? A recomendação dos especialistas para o empreendedor neste ano é inverter a lógica tradicional: em vez de focar no produto, deve-se focar no problema que deseja resolver. “Validar ideias em pequena escala e estruturar um plano financeiro básico são atitudes que reduzem riscos”, sugere Fabricio Pelloso. “O mercado que se desenha é fértil, mas seletivo. A receita para a longevidade, ao que tudo indica, combina três ingredientes: disciplina de gestão, visão de oportunidade e abertura radical às novas tecnologias”, complementa Alan Sales da Fonseca. 5 tendências para quem deseja empreender em 2026 Para nortear quem planeja tirar as ideias e os projetos do papel, os dois especialistas mapearam cinco tendências essenciais para o sucesso em 2026: 1. Inteligência Artificial no centro da operação A adoção intensiva de IA será praticamente obrigatória. Ferramentas de automação, atendimento, marketing, análise de dados e gestão financeira estão cada vez mais acessíveis e permitem que pequenos negócios operem com eficiência semelhante à de grandes empresas. “Empreender sem IA será como correr uma maratona de chinelo”, resume Fonseca. 2. Impacto e ESG como proposta de valor Negócios orientados apenas pelo lucro tendem a perder espaço. Clientes, investidores e instituições financeiras buscam empresas capazes de gerar impacto social ou ambiental positivo de forma mensurável. “Sustentabilidade, economia verde e responsabilidade social deixam de ser discurso e passam a integrar o modelo de negócio”, comenta Pelloso. 3. Jornada do cliente totalmente digital Não basta estar presente nas redes sociais. A experiência do cliente precisa ser integrada, permitindo descoberta, compra, pagamento e relacionamento por canais digitais. Mesmo empresas físicas precisam adotar jornadas híbridas, combinando tecnologia com atendimento humanizado. 4. Comunidade e recorrência no lugar da venda pontual Modelos baseados em assinaturas, clubes, fidelização e comunidades em torno da marca ganham força. 5. Gestão profissional desde o início O improviso tende a custar caro. Controle financeiro, acompanhamento de indicadores, entendimento de margens e fluxo de caixa passam a ser indispensáveis. Plataformas digitais e IA ajudam o empreendedor a tomar decisões baseadas em dados e não apenas na intuição. “Além de fortalecer o relacionamento com o cliente, essas estratégias reduzem custos de aquisição e tornam o fluxo de caixa mais previsível”, explica Fabrício Pelloso. Sobre o Centro Universitário Integrado Localizado em Campo Mourão–PR, o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC, com nota máxima (5) no Conceito Institucional. Alinhado às demandas do mercado, a instituição busca promover uma formação voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para os profissionais de hoje e do futuro. Conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e um corpo docente com sólida experiência acadêmica e prática profissional. Em 2022, implementou o Integrow — Ecossistema de Inovação Integrado, voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação. Atualmente, o Integrado oferece mais de 60 cursos de graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância — incluindo áreas como Direito, Medicina e Odontologia — além de mais de 70 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.
Grande ABC registra abertura de 4 mil novas pequenas empresas do setor de beleza em 2025
Dia 19 de janeiro é comemorado o Dia Nacional dos Profissionais de Beleza, um setor que está entre os que mais registram abertura de novas empresas. O Estado de São Paulo contabilizou 67.944 novos negócios, entre Microempreendedores Individuais (MEIs), micro e pequenas empresas, em 2025. A alta é de 13% em comparação com 2024, quando registrou 60.064 aberturas. O Estado representa quase 30% do total de novas empresas abertas no País. No ano passado, foram 235.681 novos negócios, entre cabeleireiros, barbeiros, manicures, pedicures e profissionais da área de estética. “A área de beleza, tradicionalmente, atrai muitos interessados em empreender. É um setor que movimenta milhões, mas por outro lado existe muita concorrência. Por isso, é importante se manter atualizado em relação ao lado técnico e não descuidar da gestão do negócio”, afirma Maisa Blumenfeld, gestora estadual de beleza do Sebrae-SP. Na região do Grande ABC foram abertos 3.521 novos negócios em 2024. Em 2025 houve um aumento de 17,1%, com a abertura de 4.123 estabelecimentos. “Aqui no Grande ABC percebemos um movimento muito forte de pessoas buscando no setor de beleza uma oportunidade de empreender e conquistar autonomia financeira. Nosso papel no Sebrae-SP é justamente apoiar esses profissionais desde o início, oferecendo orientação para que transformem suas habilidades em negócios sustentáveis e competitivos, além de dominar a técnica, é essencial que o empreendedor planeje, organize suas finanças e invista na gestão para se diferenciar em um mercado cada vez mais disputado.” destaca a analista de negócios do Sebrae-SP Angela Almeida. Uma pesquisa do Sebrae-SP mostrou ainda que o que impulsiona os empreendedores do setor de beleza e estética a montarem o próprio negócio é a paixão pelo que fazem, a vocação e o desejo de autonomia. De acordo com o estudo, 26% começaram a empreender pelo desejo de transformar uma ideia ou paixão em algo tangível, enquanto outros 22% apontaram a oportunidade de negócio e 20% atribuíram a iniciativa à busca por autonomia. Apenas 18% alegaram que a motivação principal foi a necessidade de obter renda. Em média, o profissional do segmento investiu R$ 4.905,68 para montar o negócio. Antes de empreender, 54% tinham emprego com registro em carteira de trabalho. Além da prestação de serviços, uma parcela grande desses estabelecimentos vende produtos (76%) e, entre estes, 78% calculam que 26% do faturamento vem desse comércio. Confira o estudo completo aqui. Capacitação Os empreendedores do setor e interessados em abrir o próprio negócio podem procurar o Escritório Regional ou unidade do Sebrae Aqui mais próxima para buscar informações sobre cursos e orientações. A instituição conta ainda com a trilha on-line “A beleza de empreender” com carga horária de quatro horas. Seja um líder que inspira no seu salão de beleza, Faça do cliente um fã do seu salão de beleza, Faça da gestão a vantagem competitiva do seu salão de beleza e Faça do digital a voz do seu salão de beleza fazem parte da capacitação gratuita. Informações no link. Abertura de novas empresas – MEIs, micro e pequenas empresas Município 2024 2025 Diadema 671 840 Mauá 496 548 Ribeirão Pires 118 141 Rio Grande da Serra 47 44 Santo André 986 1.055 São Bernardo 989 1.253 São Caetano 214 242 Total 3.521 4.123 Estado de São Paulo 2025: 67.944 2024: 60.064 Brasil 2025: 235.681 2024: 199.872 Fonte: Data Sebrae
Prefeitura de Mauá e Sebrae oferecem curso gratuito para empreendedores aprimorarem a gestão de negócios
A Prefeitura de Mauá, em parceria com o Sebrae Aqui e a Secretaria de Trabalho, Renda e Empreendedorismo, está com inscrições abertas para um curso online gratuito voltado a empreendedores que desejam melhorar a gestão do próprio negócio. A capacitação aborda temas essenciais do empreendedorismo, como organização financeira, fluxo de caixa, precificação, técnicas e estratégias de vendas, além de relacionamento com clientes, entre outros conteúdos práticos. O curso tem duração total de 10 horas e será oferecido em duas turmas: de 19 a 23 de janeiro, e de 26 a 30 de janeiro. As aulas acontecem das 10h ao meio-dia. As inscrições devem ser feitas pelo site: https://agenda.sebraesp.com.br. Oficinas – Além do curso, também estão disponíveis duas oficinas online gratuitas, com duração de 2 horas cada. No dia 21 de janeiro, o tema será técnicas de desenvolvimento de fotos e vídeos para impactar clientes e aumentar as vendas. Já no dia 22 de janeiro, serão apresentadas orientações para quem deseja regularizar o CNPJ e retornar à condição de MEI. Ambas as oficinas acontecem às 10h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp do Sebrae Aqui Mauá: (11) 4512-7736 ou pelo canal do Empreendedor da Prefeitura de Mauá no link https://abrir.link/VTJDG. Foto: Divulgação – PMM
Como uma empreendedora transformou a curadoria gastronômica em um negócio nacional
O Tour Gastronômico é um exemplo de como negócios baseados em experiência, curadoria e identidade local vêm ganhando escala no Brasil. Criada em 2019 pela empreendedora Mariah Luz, a plataforma nasceu como um guia físico de experiências gastronômicas e hoje se consolida como um modelo híbrido, que combina edição impressa, aplicativo e parcerias regionais para crescer nacionalmente sem perder o vínculo com o território. O movimento acompanha uma mudança clara no comportamento do consumidor brasileiro, que passou a valorizar mais o consumo fora do óbvio, o comércio local e experiências que conectam lazer, cultura e pertencimento. A partir dessa leitura de mercado, o Tour estruturou um modelo de expansão que foge da lógica tradicional de franquias ou listas genéricas. “Desde o início, entendemos que o diferencial não estava em listar restaurantes, mas em criar uma curadoria que fizesse sentido para cada cidade. Isso exigiu um modelo de negócio mais próximo do território e menos padronizado”, explica Mariah Luz. Curadoria como estratégia de crescimento Diferente de plataformas massificadas, o Tour aposta em uma curadoria presencial e criteriosa. Os estabelecimentos passam por visitas, avaliação de experiência, proposta gastronômica e alinhamento com o perfil do público local. Essa lógica responde a um consumidor mais exigente e, ao mesmo tempo, fortalece a credibilidade da marca. Para sustentar o crescimento, o Tour estruturou parcerias com influenciadores e empreendedores locais, que assumem a curadoria e a representação da marca em suas regiões. O modelo permite escalar mantendo autenticidade — um dos principais desafios de negócios baseados em experiência. “A gastronomia é um reflexo direto da cultura local. Ter pessoas da própria cidade à frente da curadoria é o que garante relevância, conexão com o público e sustentabilidade do negócio”, afirma a fundadora. Expansão fora dos grandes eixos tradicionais Até abril de 2026, o Tour Gastronômico amplia sua atuação para seis novas regiões: Taubaté (SP), Campo Grande (MS), Grande ABC (SP), Grande Porto Alegre (RS), São Carlos (SP) e Franca (SP). A escolha das praças revela um movimento estratégico: cidades fora dos grandes eixos tradicionais, mas com forte potencial de consumo, vida urbana ativa e interesse por experiências gastronômicas qualificadas. A expansão reflete uma tendência mais ampla do empreendedorismo brasileiro, que vê no interior e em regiões metropolitanas alternativas oportunidades de crescimento menos saturadas e mais conectadas ao consumo local. “Existe uma demanda crescente por experiências bem-curadas em cidades que historicamente ficaram fora do radar das grandes plataformas. Nosso crescimento acompanha esse movimento”, destaca Mariah. Empreendedorismo, experiência e economia local Ao crescer, o Tour Gastronômico também impulsiona pequenos e médios negócios, fortalecendo restaurantes independentes e o ecossistema local de cada cidade. O modelo gera visibilidade, fluxo qualificado de consumidores e posicionamento de marca para estabelecimentos que muitas vezes não têm estrutura para grandes ações de marketing. Mais do que um guia gastronômico, o Tour se consolida como um negócio que traduz uma nova forma de empreender: baseada em curadoria, comunidade e impacto local. “Queremos crescer de forma consistente, respeitando o ritmo e a identidade de cada região. O Tour existe para conectar pessoas, fortalecer negócios locais e transformar a forma como as pessoas consomem experiências nas cidades onde vivem”, finaliza Mariah Luz.
Empreender no digital: cinco passos para transformar conhecimento em negócio em 2026
O fenômeno da creator economy está passando por uma transformação silenciosa. Os criadores que antes apenas produziam conteúdo começam agora a estruturar verdadeiros negócios digitais. Esse novo perfil tem até nome – creator founder – criador que alia conteúdo, propósito, comunidade e estrutura de negócio para transformar conhecimento em impacto real. De acordo com dados da Goldman Sachs, esse mercado deve movimentar US$ 480 bilhões até 2027 no mundo. No Brasil, plataformas como a Kirvano já reúnem 2,4 milhões de infoprodutores cadastrados e mais de 140 mil cursos publicados, mostrando o apetite de quem transforma conhecimento em negócio. Para Alexandre Brito, co-ceo da Kirvano, esse novo perfil empreendedor vai além da influência superficial. São pessoas que estruturam cursos, formam comunidades engajadas, desenvolvem modelos de assinatura, organizam processos, formam equipes de apoio e têm visão de longo prazo. “Empreender no digital hoje requer mais do que audiência: é preciso visão de negócio, processos e ferramentas adequadas. O público não quer só consumir conteúdo, ele quer aprender e transformar a própria vida. Esse é o motor do novo criador: propósito aliado à estrutura de negócio”, afirma Brito. Acompanhe a seguir cinco pontos fundamentais para quem quer dar o primeiro passo: Antes de pensar em tecnologia, defina o que você quer ensinar e por quê. O público busca mais do que conteúdo: procura transformação e propósito. Criadores com narrativa clara tendem a formar comunidades mais engajadas. Cursos, aulas ou workshops precisam ter formato, cronograma e proposta de valor bem definidos. Plataformas especializadas oferecem áreas de membros, checkouts inteligentes e sistemas de pagamento diversificados, que simplificam essa etapa e aumentam conversões. Mais do que vender, empreender no digital significa criar vínculos. Espaços de interação, grupos de apoio e comunicação próxima fortalecem a confiança e aumentam a recorrência de vendas. Ferramentas como recuperação de carrinhos abandonados, relatórios em tempo real e meios de pagamento variados (Pix, cartão, carteiras digitais) podem ser decisivos para a performance de um negócio digital. O novo perfil do empreendedor digital, o chamado creator founder, já não atua sozinho: estrutura times, processos e visão de longo prazo. Essa mentalidade diferencia quem apenas publica conteúdos de quem constrói negócios sustentáveis. “O criador digital precisa se enxergar como empreendedor. Propósito é essencial, mas é a combinação de estratégia, comunidade e tecnologia que transforma conhecimento em impacto real”, completa Brito.