Entre 6 e 22 de fevereiro deste ano acontecem os Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina, na Itália, e o Brasil ainda busca conquistar mais vagas nas competições, tentando o recorde de atletas de uma delegação brasileira. Mesmo com pouca tradição nos esportes de inverno, as modalidades recebem cada vez mais recursos para aprimorar o desempenho do país.

Dados sistematizados pelo Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva (IPIE) apontam que, entre 2002 e 2024, foram repassados R$ 91 milhões para as entidades nacionais responsáveis. Para a Confederação Brasileira de Desporto na Neve (CBDN) foram repassados R$ 47 milhões no período, enquanto a Confederação Brasileira de Desporto no Gelo (CBDG) recebeu R$ 44 milhões.

Considerando uma correção monetária pelo IGP-M, o valor recebido pelas entidades equivale a R$ 152 milhões, sendo R$ 73 milhões para a CBDG e R$ 79 milhões para a CBDN.

A CBDN é responsável por modalidades como o esqui cross-country, uma espécie de maratona na neve, modalidade na qual o Brasil já tem vaga assegurada nos Jogos de 2026. Já a CBDG é responsável, por exemplo, pelo skeleton, que tem a atleta Nicole Silveira como destaque e praticamente com vaga garantida.

Também da CBDG, a equipe brasileira do bobsled 4-man busca garantir sua vaga nos Jogos. A modalidade ficou conhecida no país com a popularidade do filme “Jamaica Abaixo de Zero”, e o Brasil vem melhorando seu desempenho. Edson Bindilatti busca sua sexta participação em Jogos de Inverno justamente no bobsled.

Para 2026, o repasse previsto para as modalidades de inverno por meio do Comitê Olímpico do Brasil (COB) é de R$ 6.3 milhões para a CBDG e R$ 5.6 milhões para a CBDN. Ambas as confederações recebem recursos provenientes das loterias, por meio da Lei Agnelo/Piva.

Histórico brasileiro nos Jogos de Inverno

O recorde de brasileiros em uma edição dos Jogos é de Sochi 2014, com 13 atletas em 7 diferentes modalidades, com o melhor resultado brasileiro daquela edição sendo um 14º lugar de Isabel Clark no snowboard cross. Isabel também é dona do melhor resultado da história do país em Jogos de Inverno, com um 9º lugar na mesma modalidade, nos Jogos de Turim 2006.

Na última edição, em Pequim 2022, o destaque brasileiro foi para Nicole Silveira, com um 13º lugar no skeleton. Jaqueline Mourão se tornou recordista brasileira em participações em Jogos Olímpicos, com oito edições, sendo cinco de inverno, empatada com Rodrigo Pessoa, do hipismo.

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