Por que startups falham ao vender para grandes empresas?

Por Humberto Matsuda Existe uma narrativa bastante difundida no ecossistema de inovação de que a venda para grandes empresas é uma espécie de “próximo passo natural” na trajetória de uma startup. Depois de validar o produto e conquistar os primeiros clientes, a lógica parece simples: avançar para contratos maiores, ganhar previsibilidade de receita e acelerar o crescimento. No entanto, a prática mostra um cenário bem menos linear e, muitas vezes, frustrante. O que se observa com frequência não é apenas dificuldade de venda, mas um desalinhamento mais profundo entre a forma como startups operam e a lógica sob a qual grandes organizações tomam decisões. Reduzir esse desafio a uma questão de “processos lentos” ou “burocracia corporativa” é, de certa forma, simplificar demais um problema que é estrutural. Há, por um lado, uma crítica recorrente e não totalmente infundada de que grandes empresas ainda têm dificuldade de se relacionar com inovação em estágio inicial. Processos excessivamente rígidos, aversão a risco e estruturas internas pouco integradas podem, sim, inviabilizar boas oportunidades. No entanto, é importante reconhecer que essa não é a única variável em jogo. Em muitos casos, a falha está também na forma como as próprias startups abordam esse mercado. Um dos equívocos mais comuns é assumir que um bom produto, por si só, será suficiente para destravar uma venda complexa. Essa premissa ignora um ponto central: grandes empresas não compram apenas soluções, compram previsibilidade, segurança e aderência a um contexto operacional muito mais amplo. Isso significa que, antes mesmo de avaliar o potencial inovador de uma tecnologia, a organização precisa entender como ela se integra aos seus sistemas, como atende a requisitos regulatórios e qual o nível de risco envolvido na sua adoção. Nesse sentido, a venda deixa de ser puramente comercial e passa a ser, essencialmente, um exercício de tradução. Traduzir inovação em impacto concreto, mensurável e alinhado às prioridades estratégicas do cliente. Startups que não conseguem fazer essa conexão acabam sendo percebidas como interessantes, mas não necessariamente relevantes e essa é uma diferença decisiva dentro de estruturas corporativas, onde a disputa por atenção e orçamento é permanente. Outro ponto que costuma gerar fricção é a diferença de temporalidade entre os dois lados. Startups operam sob pressão constante por crescimento, com ciclos curtos de validação e, muitas vezes, limitações de caixa que exigem respostas rápidas do mercado. Grandes empresas, por outro lado, funcionam dentro de lógicas mais previsíveis, com planejamentos anuais, múltiplas camadas de decisão e processos que, embora mais lentos, existem justamente para mitigar riscos. A consequência desse desencontro é conhecida: expectativas desalinhadas, negociações que se arrastam e, não raramente, oportunidades que se perdem no meio do caminho. O que nem sempre é dito com clareza é que essa dinâmica dificilmente será alterada no curto prazo. Ou seja, cabe à startup decidir se está ou não preparada para operar dentro dessa lógica. Isso passa, inevitavelmente, por um processo de adaptação que vai além do produto. Envolve rever o modelo comercial, estruturar melhor a proposta de valor, fortalecer aspectos como governança, segurança e suporte, além de desenvolver uma abordagem mais consultiva na relação com o cliente. Em outras palavras, não se trata apenas de vender mais, mas de vender de forma diferente. Ao mesmo tempo, existe um contraponto importante que precisa ser considerado: nem toda startup precisa ou deveria priorizar grandes empresas como estratégia de crescimento. Em determinados estágios, a busca por contratos corporativos pode consumir energia excessiva e desviar o foco daquilo que, de fato, sustenta o negócio, como aquisição de clientes, melhoria do produto e validação de mercado. Há, portanto, uma questão de timing que muitas vezes é negligenciada. Entrar cedo demais nesse mercado, sem a maturidade necessária, pode não apenas comprometer a conversão de vendas, mas também gerar um desgaste reputacional difícil de reverter. Por outro lado, postergar indefinidamente esse movimento pode limitar o potencial de escala. Encontrar esse equilíbrio é menos uma fórmula e mais uma leitura estratégica do momento da empresa. Outro aspecto frequentemente subestimado é o papel do relacionamento. Diferentemente do que acontece em vendas transacionais, o acesso a grandes empresas costuma ser construído ao longo do tempo, por meio de conexões, provas de conceito e interações contínuas com diferentes áreas da organização. Startups que investem na construção desse capital relacional tendem a encurtar caminhos e reduzir incertezas, especialmente quando conseguem demonstrar resultados concretos em ambientes controlados antes de avançar para contratos mais amplos. No fundo, a dificuldade de startups em vender para grandes empresas não é um problema isolado, mas um reflexo de como o próprio ecossistema ainda está em processo de amadurecimento. Existe, de um lado, uma pressão legítima por inovação e transformação digital dentro das corporações; de outro, uma expectativa igualmente legítima das startups por acesso a mercado e escala. O desafio está em alinhar essas agendas de forma realista, reconhecendo as limitações e responsabilidades de cada parte. Talvez o principal aprendizado seja que vender para grandes empresas não deve ser encarado como uma consequência automática do crescimento, mas como uma estratégia que exige preparo, paciência e, sobretudo, capacidade de adaptação. Startups que compreendem essa complexidade deixam de enxergar a corporação apenas como cliente e passam a tratá-la como um ambiente que precisa ser entendido em profundidade. Nesse contexto, um fator que vem ganhando relevância e que ainda é subestimado por muitos empreendedores é a necessidade de capacitação específica para operar entre esses dois mundos. Navegar com fluidez entre a lógica ágil das startups e a estrutura das grandes organizações não é trivial, e exige repertório, experiência e, muitas vezes, apoio especializado. Não por acaso, começam a surgir iniciativas e organizações que atuam justamente como essa ponte, conectando startups a executivos de grandes empresas em ambientes mais estruturados, com mediação qualificada e alinhamento de expectativas desde o início. Esse tipo de abordagem tem feito diferença na prática, ao permitir que empreendedores tenham acesso direto a decisores que, de outra forma, dificilmente estariam disponíveis para conhecer novas tecnologias. Quando esse encontro acontece de forma bem construída, com conteúdos alinhados aos

Startups paulistas ampliam conexões globais e reforçam protagonismo em inovação durante o SXSW 2026

Entre os dias 12 e 18 de março, dez startups paulistas tiveram a oportunidade de participar do SXSW 2026 (South by Southwest), em Austin, no Texas (EUA), por meio do programa SP Global Tech, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo (SCTI), em parceria com a InvestSP.  Durante o evento, um dos principais encontros globais de inovação, tecnologia e economia criativa, as startups cumpriram uma agenda estratégica de conexões, aprendizado e validação de soluções, interagindo com empresas, investidores e especialistas de todo o mundo.  “Apoiar empresas que desenvolvem soluções inovadoras para temas como mudanças climáticas e cidades resilientes é essencial para promover o desenvolvimento sustentável e ampliar a presença internacional da inovação paulista”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Vahan Agopyan.  Entre as startups, estão três empresas que atuam em frentes complementares dentro da agenda climática: Ecomilhas, GLR Tech e iNeeds.  Ecomilhas  A Ecomilhas, uma climate tech criada em 2022 na capital, foi desenvolvida para apoiar empresas na redução das emissões de carbono relacionadas ao deslocamento diário de seus colaboradores. A proposta é simples e prática: após a contratação da plataforma, os funcionários registram seus trajetos realizados por meios mais sustentáveis, como metrô, ônibus, caminhada, bicicleta ou veículos elétricos. A tecnologia calcula automaticamente as emissões evitadas em comparação a modais mais poluentes e gera dados consolidados e auditáveis.  Com essas informações, as empresas passam a acompanhar indicadores ambientais com mais precisão, estimular escolhas de mobilidade sustentável e estruturar relatórios ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) com base em dados confiáveis. O público-alvo são médias e grandes empresas que já possuem metas ambientais, compromissos ESG ou estratégias de descarbonização e precisam mensurar e demonstrar resultados, especialmente nas emissões de escopo 3.  “O SXSW foi aquele tipo de experiência que ajusta o nosso referencial. Você passa a enxergar com mais clareza o nível de execução, as conversas que estão acontecendo lá fora e onde podemos evoluir, mas também onde já estamos bem posicionados”, destaca Gustavo Araújo, diretor de marketing da Ecomilhas. “A SCTI foi essencial para isso acontecer. O SP Global Tech abre portas, antecipa aprendizados e coloca a gente em contato direto com o que está sendo construído no mundo.”  GLR Tech  A GLR Tech atua no desenvolvimento de tecnologias limpas voltadas à redução de emissões de gases poluentes. A empresa criou um equipamento que funciona como um filtro capaz de capturar e tratar gases liberados por motores, chaminés e outros sistemas de combustão. A solução atua diretamente sobre os poluentes gerados nesses processos, ajudando a reduzir a emissão de substâncias como dióxido de carbono (CO₂) e outros gases prejudiciais ao meio ambiente.  A tecnologia foi desenvolvida para atender indústrias e operadores de equipamentos que utilizam combustão em seus processos e que buscam alternativas mais eficientes para reduzir emissões e cumprir exigências ambientais cada vez mais rigorosas.  Para a empresa, a participação representou a abertura de novas frentes de atuação internacional. “O SXSW 2026 foi uma experiência extremamente estratégica para a GLR Tech, abrindo conexões reais com o ecossistema global de inovação e novas frentes de negócio. O apoio da SCTI foi fundamental para viabilizar nossa presença, acelerar relacionamentos de alto nível e posicionar São Paulo como protagonista em tecnologia e descarbonização”, afirma Felipe Burman, CEO e cofundador da empresa.  Ineeds  A iNeeds é responsável pela plataforma Cidade Viva, criada para ajudar municípios a se tornarem mais seguros, inteligentes e preparados para enfrentar eventos climáticos extremos. A solução utiliza sensores ambientais inteligentes, instalados em diferentes pontos das cidades, para monitorar variáveis como nível de rios, volume de chuva, vento, temperatura, umidade e risco de deslizamentos. Os dados coletados são enviados em tempo real para uma plataforma na nuvem, que processa as informações e gera alertas e relatórios para apoiar decisões rápidas e preventivas por parte das autoridades públicas.  A iniciativa surgiu a partir da percepção de que muitas cidades brasileiras ainda atuam de forma reativa diante de eventos climáticos extremos. Enchentes, deslizamentos e ondas de calor frequentemente causam impactos humanos, ambientais e econômicos significativos, muitas vezes agravados pela ausência de dados em tempo real e de sistemas integrados de monitoramento e prevenção.  A iNeeds destaca o fortalecimento do posicionamento global de sua solução voltada à resiliência urbana. “Participar do SXSW foi uma experiência extremamente enriquecedora para a iNeeds. Estar em um ambiente com algumas das mentes mais inovadoras do mundo nos permitiu validar nossa visão, entender tendências globais e fortalecer conexões estratégicas para o futuro da empresa”, afirma Vinicius Curcio, chefe de internacionalização da empresa.  “O evento agregou não apenas em networking, mas principalmente em posicionamento, reforçando que estamos construindo uma solução alinhada aos desafios reais das cidades no mundo, especialmente em clima, resiliência e tecnologia.”  Segundo Curcio, o apoio institucional foi determinante para viabilizar a presença internacional. “A SCTI teve um papel fundamental nesse movimento, viabilizando o acesso a um ecossistema global de inovação e apoiando startups paulistas a ganharem visibilidade internacional.”  

Bossa Invest: Mulheres ampliam presença e lideram 255 startups dentro do portfólio

O avanço do empreendedorismo feminino tem redesenhado o ecossistema global de inovação e de startups. Hoje, as mulheres representam quase metade das pessoas que iniciam novos negócios no mundo, refletindo uma mudança estrutural na dinâmica empresarial. No Brasil, esse movimento também ganha escala. Estima-se que mais de 10 milhões de mulheres estejam à frente de empresas no país, número que cresce de forma consistente ao longo dos últimos anos. No universo das startups, o avanço ainda enfrenta barreiras históricas de acesso a capital, mas já mostra sinais claros de transformação. Empresas fundadas ou cofundadas por mulheres representam cerca de 20% das startups em operação, e o número de rodadas de investimento envolvendo lideranças femininas tem aumentado gradualmente, sobretudo em áreas como tecnologia, saúde, educação e serviços digitais. Ao mesmo tempo, estudos de performance indicam que startups com mulheres no time fundador tendem a apresentar maior eficiência na gestão de capital e crescimento sustentável, fator que tem ampliado o interesse de investidores por negócios liderados por empreendedoras. Esse cenário tem impulsionado redes de investimento, programas de aceleração e comunidades de inovação focadas em ampliar a presença feminina no empreendedorismo de alto impacto. À medida que mais mulheres assumem posições de liderança na criação de empresas inovadoras, cresce o interesse de investidores por negócios fundados ou liderados por empreendedoras, ampliando a diversidade de ideias, modelos de gestão e soluções tecnológicas no ecossistema de inovação. Esse movimento já pode ser observado em diferentes portfólios de investimento no Brasil. O avanço da presença feminina no empreendedorismo também começa a ganhar espaço dentro do mercado de venture capital. À medida que mais mulheres assumem posições de liderança na criação de empresas inovadoras, cresce o interesse de investidores por negócios fundados ou liderados por empreendedoras, ampliando a diversidade de ideias, modelos de gestão e soluções tecnológicas no ecossistema de inovação. Para Paulo Tomazela, CEO da Bossa Invest, essa mudança já aparece de forma concreta dentro do próprio ecossistema de investimentos. “Hoje temos 255 startups do portfólio da Bossa Invest fundadas ou lideradas por mulheres, o que mostra como o empreendedorismo feminino tem avançado também no universo das startups. Quando ampliamos a diversidade dentro do ecossistema, ampliamos também a capacidade de resolver problemas reais da sociedade. Startups lideradas por mulheres trazem novas perspectivas de gestão, de mercado e de desenvolvimento de produtos. Esse movimento fortalece o ecossistema e cria empresas mais resilientes e inovadoras”, afirma. O crescimento da presença feminina no ecossistema de inovação tem provocado uma mudança gradual na forma como investidores avaliam oportunidades de negócio. Startups fundadas ou lideradas por mulheres vêm ganhando maior visibilidade e demonstrando capacidade de escalar modelos de negócio em diferentes setores. Esse movimento contribui para ampliar a diversidade de soluções no mercado e fortalece um ambiente de inovação mais dinâmico, no qual diferentes perspectivas de gestão e desenvolvimento de produtos passam a ter espaço dentro do universo das startups. “O empreendedorismo feminino tem mostrado uma capacidade consistente de geração de valor. Cada vez mais vemos mulheres criando empresas escaláveis, estruturando modelos de negócio sólidos e resolvendo problemas relevantes da economia real. Essas fundadoras costumam trazer uma visão muito estratégica de gestão, de construção de equipe e de desenvolvimento de produtos. Quando o ecossistema passa a apoiar mais mulheres empreendedoras, ele não apenas amplia a diversidade, mas também fortalece a qualidade das soluções que chegam ao mercado. Investir em fundadoras é investir em inovação, em crescimento sustentável e em um ambiente empresarial mais equilibrado e competitivo”, completa Claudia Rosa, Investidora da Bossa Invest.

IA deixa de ser diferencial e se torna condição básica para startups que buscam escala, aponta relatório do Distrito

A inteligência artificial (IA) superou a fase de ser um diferencial competitivo e se consolidou como requisito essencial para startups em estágio de alta escalabilidade na América Latina. É o que revela o relatório “Corrida dos Unicórnios 2026”, do Distrito, plataforma de estratégia e tecnologia voltada à IA, que analisou as empresas com maior probabilidade de alcançar um valuation bilionário no curto e médio prazo. O novo levantamento mostra que as startups mais próximas de se transformarem em unicórnios já utilizam a IA em áreas estratégicas, como automação de processos, personalização de serviços, prevenção de riscos e monitoramento preditivo. Mais do que uma adoção tecnológica pontual, o estudo do Distrito identifica uma modificação estrutural: a IA começa a orientar o plano operacional e a alocação de recursos das empresas.  Essa mudança sinaliza um progresso nos critérios de geração de valor no ecossistema da região. Se em ciclos anteriores a inovação estava fortemente associada à capacidade de captar capital e expandir operações, o cenário atual exige eficiência analítica, integração de dados e competência de execução orientada por tecnologia. Nesse contexto, a IA transcende o papel de ferramenta de produtividade e se solidifica como base da vantagem competitiva. Desde 2019, o Distrito acompanha de forma estruturada a dinâmica desse panorama por meio do “Corrida dos Unicórnios”. Nos últimos seis levantamentos, a empresa registrou 44% de assertividade nas previsões e antecipou 11 dos 25 unicórnios brasileiros anunciados no período, fortalecendo-se como uma das principais referências em inteligência de mercado para o ecossistema de inovação. Dados para automatizar fluxos críticos e acelerar ciclos de evolução O relatório também aponta que startups mais avançadas vêm estruturando técnicas baseadas em conhecimento contínuo, usando dados para antecipar resoluções, automatizar fluxos críticos e acelerar ciclos de evolução. Esse movimento evidencia o estabelecimento de um modelo de desenvolvimento guiado por inteligência estratégica, no qual tecnologia e padrão de negócio convergem de maneira integrada e mensurável. “A IA vai além de ser apenas um instrumento de eficiência operacional e integra o próprio sistema de decisão das empresas. Startups que crescem com consistência hoje não são mais exclusivamente digitais, operando com uma arquitetura de aprendizado constante na qual tecnologia, dados e métodos caminham de modo coordenado”, afirma Gustavo Araujo, cofundador e CIO do Distrito. O horizonte projetado pelo estudo sugere que a próxima geração de unicórnios latino-americanos será definida menos pelo volume de capital levantado e mais pela aptidão de converter tecnologia em uma vantagem competitiva sustentável. Nesse ambiente, estruturar uma governança orientada por dados torna-se uma variável crítica para atração de capital, previsibilidade de crescimento e sustentabilidade do negócio, deslocando a IA do campo técnico para o centro do planejamento corporativo. Acesse o relatório completo aqui

Startups da HOTMILK devem faturar R$ 667 milhões em 2026 e já empregam 5 mil pessoas

A HOTMILK, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), alcançou a marca de 161 startups ativas, que juntas empregam cerca de 5 mil colaboradores e projetam um faturamento conjunto de R$ 667 milhões em 2026, crescimento de 16% em relação a 2025. Os números reforçam a maturidade do hub e o papel estratégico da universidade na formação de negócios escaláveis, com impacto direto na economia regional e nacional. Esse avanço também se reflete no reconhecimento nacional do ecossistema. A HOTMILK acaba de ser destacada como um dos Top 5 Ecossistemas de Inovação que mais cresceram no Brasil e figura entre os Top 10 Ecossistemas de Destaque Nacional no Ranking 100 Open Startups – Edição Especial Campeãs da Década, levantamento que celebra os 10 anos do principal ranking de inovação aberta da América Latina. O reconhecimento destaca organizações que foram decisivas, ao longo da última década, na criação de conexões estratégicas, no fortalecimento do empreendedorismo e na geração de negócios entre startups, universidades e grandes corporações. Atuando como um elo entre academia, mercado e capital, a HOTMILK oferece programas de aceleração, tração, corporate venture e inovação aberta, apoiando startups em diferentes estágios de desenvolvimento. Além da aceleração de startups, o ecossistema também desenvolve programas de consultoria de inovação dentro de grandes empresas e atua em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos produtos e serviços por meio da Lei de TICs, ampliando a transferência de conhecimento da universidade para o mercado. Atualmente, o ecossistema reúne negócios que atuam em áreas como healthtech, agtech, edtech, retailtech, indústria, impacto social e deep tech, ampliando a diversidade e a sofisticação das soluções desenvolvidas no Paraná. Segundo Marcelo Moura, diretor da HOTMILK, o crescimento do ecossistema reflete uma mudança no perfil das startups e no nível de maturidade dos empreendedores. “O nosso papel como hub é criar as condições para que boas ideias se transformem em empresas sólidas, com modelo de negócio validado, geração de receita e capacidade real de escalar. Esses números mostram que as startups do ecossistema estão saindo da fase experimental e entrando em um ciclo de crescimento consistente”, afirma. Além do impacto econômico, o ecossistema também se destaca pela geração de empregos qualificados e pela conexão com grandes organizações. Somente em 2025, a HOTMILK registrou um crescimento de 112% nos investimentos realizados por grandes corporações, reflexo direto da consolidação de alianças estratégicas e da maturidade do ambiente de inovação no estado. “Quando falamos em 5 mil colaboradores, estamos falando de talentos altamente qualificados, muitos deles formados ou conectados à universidade. A HOTMILK funciona como uma ponte: aproxima pesquisa, inovação e mercado, reduz o risco das startups e acelera decisões estratégicas”, completa Moura. Com uma atuação que integra pesquisa aplicada, formação de talentos e desenvolvimento de negócios, a HOTMILK consolida o papel da PUCPR como protagonista na agenda de inovação do país. Ao transformar conhecimento acadêmico em soluções concretas para o mercado, o ecossistema fortalece a competitividade das empresas, impulsiona startups de alto impacto e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Paraná e do Brasil.

Startups brasileiras adotam PR desde o primeiro dia e impulsionam reputação de mercado

A presença de Relações Públicas (PR) no centro das estratégias de comunicação de startups e empresas jovens deixou de ser exceção para se tornar rotina no ecossistema brasileiro de inovação. Cada vez mais, founders entendem que reputação bem construída desde o início não apenas abre portas de mercado, mas também reduz ruídos, atrai investidores e acelera a confiança, ativo essencial em setores altamente competitivos como tecnologia, pagamentos e inteligência artificial. Dois exemplos ilustram bem essa tendência. A Sttart Pay, provedor de serviços de pagamento com operações no Paraguai, Argentina, Uruguai e Costa Rica, iniciou um novo ciclo ao trazer Carlos Henrique para a liderança. Com histórico em instituições como ABN Amro Bank, Citi, Crefisa, Advice e Frente Corretora, ele reforça como a comunicação bem estruturada é determinante nessa fase.  “Assumir a Sttart Pay é um passo importante na minha trajetória e uma oportunidade de liderar uma empresa que entende que crescimento sustentável passa também por fortalecer sua narrativa. Ter uma estratégia de PR desde já nos ajuda a comunicar nosso propósito com clareza e a construir relações de confiança no mercado”, afirma o CEO da Sttart Pay. O mesmo movimento aparece na Draiven, startup de inteligência artificial fundada por Carlos Schmiedel, Carlos Pereira e Dhiogo Corrêa. A empresa, criada para transformar tomada de decisão corporativa por meio de IA, vem adotando PR como parte de sua estratégia de posicionamento desde a fundação, decisão que acompanha seu ritmo acelerado de crescimento. Em menos de 6 meses, a empresa captou R$ 750 mil, atingiu 130 usuários ativos, ultrapassou 80 mil interações processadas e registrou taxa de alucinação de apenas 0,003%. “Para nós, comunicar bem desde o primeiro dia é tão estratégico quanto desenvolver a tecnologia. O trabalho de PR tem ajudado a dar clareza à nossa visão, fortalecer nossa presença no mercado e construir confiança em torno do que estamos entregando”, destaca Schmiedel. Para especialistas, essa antecipação no investimento em reputação não é coincidência: é estratégia. A Like Leads, agência especializada em Marketing & Relações Públicas para empresas de tecnologia, tem observado essa mudança de comportamento de perto. Segundo Fábio Ventura, CEO e fundador da agência, o amadurecimento das lideranças é hoje um dos pilares mais relevantes para quem deseja escalar. “A gente observa cada vez mais cedo que as empresas entendem a importância de fortalecer seus porta-vozes. Executivos bem posicionados constroem confiança, geram autoridade e ajudam a acelerar o crescimento das empresas, seja no mercado de pagamentos ou no de inteligência artificial”, reforça Ventura. Além disso, para que a estratégia seja eficaz, é preciso método, visão de negócio e consistência. Wesley Colpani, COO da Like Leads, explica que o trabalho de PR para startups não se limita à visibilidade na imprensa, mas integra construção de narrativa, alinhamento estratégico e preparação de lideranças. “Quando a empresa nasce já com um discurso organizado, uma mensagem clara e líderes preparados para dialogar com o mercado, o impacto é imediato. A comunicação deixa de ser reativa e passa a guiar oportunidades, atrair parceiros e fortalecer credibilidade”, finaliza Colpani.

ColmeIA, Startup brasileira, amplia quadro de sócios e aposta em crescimento sustentável e foco no cliente para 2026

A ColmeIA, empresa brasileira especializada em soluções de comunicação digital com inteligência artificial, anunciou a chegada de Maria Carolina Pires dos Santos e Leandro Beccon ao seu quadro de sócios. A decisão marca um novo momento da companhia e reconhece a atuação dos executivos em uma das fases de maior crescimento da história da empresa.    Carol e Beccon ingressaram na empresa quando o cenário era de alto risco e incerteza, período comum a startups em fase inicial. Desde então, tornaram-se peças-chave na superação dos obstáculos que antecedem a consolidação de um negócio inovador no mercado brasileiro.   “Eles chegaram quando a ColmeIA tinha muito mais chances de dar errado do que de dar certo. Caminharam conosco durante o que costumo chamar de o ‘milhão de nãos’ que toda startup precisa enfrentar antes de sobreviver e, só depois, prosperar”, afirma José Caodaglio, CEO da ColmeIA.   Experiência corporativa aplicada à jornada da startup A chegada dos novos sócios reforça a ColmeIA com uma combinação estratégica de vivência corporativa e mentalidade de startup. Carolina Santos reúne mais de 15 anos de experiência em estratégia digital, desenvolvimento de negócios e design de produto no setor de tecnologia, com atuação em ambientes multinacionais. Ao longo da carreira, liderou equipes, estruturou operações e desenvolveu estratégias de entrada no mercado voltadas ao aumento de eficiência organizacional, expansão de margens e crescimento sustentável da receita.  Essa bagagem se reflete diretamente na forma como a ColmeIA evolui seus produtos, serviços e processos, conectando visão estratégica à execução. A experiência de Carol em liderança organizacional e construção de times de alta performance fortalece a empresa em um momento de escala e amadurecimento operacional.  Já Leandro Beccon traz uma trajetória consolidada em Vendas e Pré-Vendas, com mais de 15 anos de atuação junto a fornecedores de tecnologia e soluções de negócios. Possui forte relacionamento com clientes no mercado brasileiro e experiência na definição de estratégias comerciais e planos de crescimento por região, produto e segmento.  Com passagens por projetos internacionais no Brasil e em países como Peru, Venezuela e Argentina, Beccon também reúne conhecimento profundo em soluções como Analytics, Big Data, Infraestrutura e SOA, contribuindo para a construção de um modelo comercial mais estruturado, consultivo e alinhado às demandas do mercado. Na ColmeIA, adotou a abordagem de “powerpoint zero” nas apresentações, construindo jornadas sofisticadas desde a primeira apresentação durante o processo de vendas.  Crescimento, experiência do cliente e cultura no centro da estratégia Como diretora de Customer Success, Carolina Santos, lidera as áreas de suporte, serviços e desenvolvimento de produtos. Seu principal objetivo é elevar continuamente a experiência e a satisfação dos clientes.    “Para nós, suporte não é acessório, é core business. É no dia a dia do atendimento que mostramos, na prática, o respeito que temos pelos nossos clientes e o nosso nível de parceria. A Carol materializa isso com profissionalismo, pró-atividade e competência”, reforça o CEO.   Carol também compartilha com Beccon o desafio de crescer a importância do “digital” na estratégia dos atuais clientes: “Ajudamos nossos clientes a pensar e implementar o que precisarem fazer, do ponto de vista de tecnologia, mas também de competências e estrutura organizacional, para que, por exemplo, o WhatsApp represente 50% do seu negócio digital.” – explica Carol Santos.    Já o diretor de Vendas e Marketing, Leandro Beccon assume a missão de liderar o plano de crescimento da empresa para os próximos anos. A meta é dobrar a receita da ColmeIA em 2026 e de novo, em 2027, a partir de uma estratégia focada em venda de valor, profundidade técnica e forte entendimento do mercado.   “Crescer não é apenas vender mais, é vender melhor. O Leandro tem a responsabilidade de conduzir esse crescimento com uma equipe que domina o produto, entende o mercado e mantém a transparência e a objetividade que sempre definiram a ColmeIA”, destaca Caodaglio. E quem já assistiu a uma apresentação da ColmeIA, onde um chatbot é montado ao vivo em tempo de reunião, entende rapidamente a importância da preparação dessa equipe.   Além das responsabilidades operacionais e estratégicas, os novos sócios assumem uma missão considerada central pela liderança da empresa: serem guardiões e campeões da cultura da ColmeIA. “Mais do que cargos ou metas, confiamos a eles a proteção daquilo que sustenta tudo o que fazemos: nossa cultura. Eles devem representar os valores que queremos preservar e escalar à medida que a empresa cresce, lembrando que esses próximos anos são de crescimento exponencial”, conclui José Caodaglio.  

Cyklo divulga as 10 startups selecionadas para turma 2026 de aceleração

A Cyklo, aceleradora que apoia startups com foco em inovação e tecnologia aplicada ao agronegócio, indústria 4.0 e outras áreas, dá início à sua sétima turma de aceleração em 2026. Este é um marco inédito: pela primeira vez, o programa será conduzido de forma simultânea em dois AMBIENTES DE ACELERAÇÃO, um no Oeste da Bahia e o outro no Norte de Santa Catarina. Ao todo, 10 startups foram selecionadas para compor a nova jornada, que começou com o tradicional “Day One”, encontro de abertura para se apresentarem, alinhar objetivos e iniciar o cronograma de mentorias e desenvolvimento. “Este é um momento bem especial para nós”, afirma Pompeo Scola, psicólogo, consultor em agronegócio e startups, CEO da aceleradora. No polo MATOPIBA, em Luís Eduardo Magalhães, foram escolhidas quatro iniciativas: Já em Joinville, o grupo de selecionadas reúne seis empresas com frentes variadas. A seleção também evidencia a distribuição geográfica das equipes. Há startups com atuação ligada ao Oeste da Bahia, além de projetos originados em Palmas, Florianópolis e São Paulo, segundo Scola, “reforçando o alcance nacional do edital e a proposta de conectar diferentes ecossistemas de inovação em uma mesma trilha de desenvolvimento”. Realizada em parceria com a FIESC/SENAI-SC, a turma 2026 inicia uma jornada voltada ao fortalecimento dos negócios selecionados, com foco em validação das tecnologias, estruturação dos produtos/serviços, validação de mercado e oferta, desenvolvimento de estratégias comercial, governança e preparação para escala (crescimento). A proposta é conectar as startups à mentores e redes de relacionamento nos dois polos, ampliando o acesso a conhecimento, conexões e oportunidades de desenvolvimento ao longo do ciclo, inclusive acesso a oportunidades de funding e programas de fomento quando for o caso. A Cyklo se especializou em atuar com entrantes (EARLY STAGE) e insiste num programa presencial, que se torna muito mais eficiente para este perfil de startups.

Bossa Invest: R$ 31 milhões aceleram seleção das startups mais promissoras de 2026

O mercado de inovação fecha 2025 em um ponto de inflexão raro, marcado por estabilização dos valuations, reabertura gradual dos pipelines de M&A e maior seletividade na alocação de capital. O volume investido em startups no Brasil deve encerrar o ano próximo de US$ 2,3 bilhões, com leve alta em relação a 2024, impulsionado principalmente pelos estágios seed e série A, que cresceram mais de 18% no acumulado anual. O número de rodadas mega early-stage também aumentou, refletindo o movimento de fundos que anteciparam teses para capturar oportunidades em saúde digital, inteligência artificial e fintechs regulatórias. O país registra cerca de 12 mil startups ativas, com Sudeste concentrando mais de 60% das operações, enquanto Nordeste e Centro-Oeste apresentam crescimento acima de 25% em novos hubs. No mercado corporativo, 2025 soma mais de 1.550 fusões e aquisições, puxadas por empresas de tecnologia, varejo digital e agronegócio que expandiram compras estratégicas para acelerar inovação interna. A fotografia é clara: o ciclo pós-ajuste criou um ambiente mais técnico, competitivo e orientado a eficiência.  Nesse novo cenário, o papel das gestoras de venture capital ganha ainda mais peso, sobretudo aquelas com presença multissetorial e capacidade de analisar centenas de negócios por mês. A Bossa Invest acompanha esse movimento, com R$ 31 milhões nas startups investidas em 2025 e 11 exits realizados no acumulado da sua trajetória. A triagem rigorosa, combinada com análise de métricas de tração, governança e capacidade de escalar, torna-se um filtro essencial para conectar empreendedores de alto potencial ao capital certo no momento certo. “O mercado brasileiro deixou de premiar velocidade sem fundamento. Hoje, as startups que prosperam são as que mostram disciplina, clareza de modelo e capacidade real de gerar impacto. Investir não é apenas aportar recursos, é entender o timing, direcionar estratégia e construir pontes entre quem cria soluções transformadoras e quem está preparado para sustentá-las no longo prazo. A nova economia exige consistência, visão e responsabilidade na escolha dos negócios que apontam para o futuro”, afirma Paulo Tomazela, CEO da Bossa Invest.  Em 2025, o apetite por inovação migrou do discurso para a execução. Investidores passaram a buscar startups capazes de provar, em poucos meses, que conseguem transformar tecnologia em receita recorrente. A triagem ficou mais exigente: soluções que reduzem custos imediatos, ampliam produtividade ou automatizam processos críticos passaram a liderar as negociações. Setores como energia descentralizada, cibersegurança, IA generativa aplicada ao varejo, infraestrutura de dados e biotecnologia atraíram capital novo ao registrarem tração real em vendas e contratos corporativos. Ao mesmo tempo, o mercado global de liquidez voltou a se mover, com fundos estratégicos retomando conversas de aquisição e compradores industriais reabrindo mandatos suspensos desde 2022. O resultado é um ambiente em que cresce o valor das gestoras capazes de profissionalizar governança, acelerar métricas e posicionar startups para conversas internacionais que combinam escala, tecnologia e integração rápida.  O início de 2026 deve manter a lógica de seletividade elevada e foco em negócios que combinem impacto, escalabilidade e eficiência operacional. A leitura é compartilhada por gestoras que miram ciclos longos e priorizam empresas com maturidade para navegar por ambientes voláteis. Para a Bossa Invest, o objetivo é reforçar a capacidade de curadoria e impulsionar trajetórias que já demonstram consistência. “O futuro do venture capital não está no volume, mas na profundidade. É escolher empresas que entregam propósito e execução, que entendem dados, que conhecem seu cliente e que conseguem transformar uma boa tese em um negócio que atravessa décadas. O capital de risco precisa ser mais do que capital; precisa ser ponte, inteligência e responsabilidade. Estamos entrando em um ciclo em que impacto e eficiência serão determinantes para definir quem vai liderar a próxima geração de negócios no Brasil”, conclui Tomazela.

Startup mineira lança sistema que faz IAs “trabalharem em equipe” no WhatsApp

Em um mercado onde o WhatsApp se tornou o principal canal de relacionamento entre marcas e consumidores no Brasil, sendo o preferido de nove em cada dez consumidores, a HelenaCRM – plataforma conversacional que integra CRM, atendimento e automação via WhatsApp – anuncia seu novo lançamento. Imagine uma operação sustentada por um verdadeiro exército de inteligências artificiais. Agora imagine coordenar todos esses agentes de forma rápida, prática e responsável. É exatamente essa lógica que começa a ganhar espaço nas estratégias de atendimento, vendas e relacionamento das empresas, com capacidade para coordenar múltiplos agentes. E é nesse contexto que a Helena criou o Supervisor de IA. A nova camada de inteligência foi desenvolvida para coordenar múltiplos agentes em uma única operação de atendimento, vendas e relacionamento com o cliente. Guilherme Rocha, fundador e CEO da empresa, explica que, em vez de depender de um único Agente que tenta fazer tudo, a nova tecnologia atua como um orquestrador inteligente. “O Supervisor de IA analisa cada mensagem do cliente, entende o contexto da conversa e decide, em tempo real, qual agente de IA deve assumir aquela interação, seja o de vendas, suporte, cobrança, agendamento ou retenção. E, quando necessário, o Supervisor também encaminha o atendimento para um humano, garantindo que situações complexas não fiquem presas em fluxos automatizados.” Na prática, isso transforma o atendimento em algo muito mais parecido com uma operação empresarial real, onde diferentes especialistas trabalham juntos sob uma coordenação central, o que se tornou importante à medida que empresas passam a operar dezenas ou centenas de agentes de IA simultaneamente, destaca Guilherme Rocha. O lançamento acontece em um momento em que o uso de canais digitais explodiu no país. Segundo o Statista, o WhatsApp já está presente em praticamente todos os smartphones brasileiros, com mais de 140 milhões de usuários ativos, tornando-se a principal interface entre empresas e consumidores. Segundo relatórios de mercado sobre AI in Customer Service, cerca de 80% das empresas globais estão usando ou planejando usar inteligência artificial no atendimento ao cliente até 2026. Ao mesmo tempo, estudos de mercado indicam que operações que adotam agentes inteligentes conseguem reduzir custos em até 30%, além de acelerar respostas e aumentar a conversão. “Estamos falando sobre uma nova arquitetura de gestão do atendimento, capaz de interpretar intenções, distribuir tarefas entre agentes especializados e garantir que cada interação siga o melhor fluxo possível, seja com IA ou com humanos”, afirma Rocha. Segundo ele, o Supervisor da HelenaCRM funciona como um cérebro operacional. Conectado ao CRM, ele interpreta cada mensagem que chega,, avalia o estágio da jornada e decide, em tempo real, como seguir. Em uma mesma conversa, o cliente pode falar com um agente de vendas, depois ser direcionado para um agente de suporte e, em seguida, para um agente de cobrança ou agendamento, tudo sem perceber transições técnicas. “O Supervisor é quem garante a eficiência do atendimento, garantindo contexto para o time de agentes”, explica Rocha. O Supervisor é quem garante a eficiência do atendimento, mantendo o contexto para o time de agentes. Ele cria governança, priorização e inteligência. É o que transforma vários agentes soltos em uma operação de verdade”, completa. Se a IA detectar uma situação sensível, uma negociação complexa ou uma exceção, o Supervisor transfere automaticamente a conversa para um atendente humano, já com todo o contexto estruturado no CRM. Inclusive, este é um grande diferencial da HelenaCRM: agentes nativos, integrados à operação. É possível criar, editar e atualizar campos e registros durante a conversa, além de acionar integrações com outros sistemas como ERPs, plataformas financeiras, sistemas de cobrança ou agendamento em tempo real. “Nossa IA não só conversa, ela executa”, reforça o CEO. “Se o cliente pede uma segunda via, o agente não responde com um texto: ele busca, gera, envia e atualiza o CRM. Isso muda completamente a produtividade”. O CEO da Helena explica ainda que esse modelo — agentes especializados coordenados por um Supervisor — vem recebendo a conotação no mercado de “agências de agentes de IA”, uma das maiores tendências globais de tecnologia corporativa. Em vez de uma IA genérica, as empresas passam a operar times digitais completos e especializados de vendas, suporte, cobrança, retenção e pós-venda, todos automatizados e integrados. “O que estamos lançando agora é a infraestrutura para isso”, diz Rocha. “Sem um Supervisor, os agentes viram ilhas. Com ele, viram uma empresa digital funcionando 24 horas por dia”, diz Rocha. Segundo a Gartner, em 2026, cerca de 20% do volume de atendimento será feito por dispositivos automatizados que interagem diretamente com sistemas de suporte. Além disso, a plataforma é compatível com diferentes modelos de linguagem, como GPT-4o e Anthropic, o que dá às empresas liberdade para escolher a tecnologia mais adequada a cada caso de uso. Na HelenaCRM, esse modelo já está sendo usado para a qualificação inteligente de leads; agendamento automático de serviços e reuniões; cobrança e negociação inicial; recuperação de carrinhos e propostas; pesquisas de satisfação e feedback; e retenção e reativação de clientes. Tudo registrado, organizado e acionável dentro do CRM. “À medida que consumidores passam a exigir respostas instantâneas, personalização e continuidade de contexto, o papel do CRM muda. Ele deixa de ser um repositório e se torna uma central de decisões”, afirma. Desde 2021, a HelenaCRM vem estruturando essa transformação. Por ano, são enviadas cerca de 1,5 bilhão de mensagens pela plataforma. São mais de 43 mil usuários operando a solução por dia. Em apenas quatro anos, a empresa já soma mais de 5 mil clientes, com uma base que cresceu seis vezes e faturamento quadruplicado no período, um desempenho que permitiu a ampliação da oferta tecnológica, agora formalizada no lançamento do Supervisor de IA. “O mercado já entendeu as limitações dos chatbots tradicionais. Nosso objetivo é superá-las com uma solução capaz de criar múltiplos agentes especializados, todos coordenados por um supervisor inteligente”, afirma. Para sustentar esse modelo em ambientes críticos, a empresa construiu uma infraestrutura de alta disponibilidade. Em 2024, a plataforma registrou apenas 63 minutos de indisponibilidade em todo o ano,

Startup: como investir de forma assertiva?

Por Alexandre Pierro Se, há alguns anos, a pergunta mais comum entre investidores era “qual startup será o próximo unicórnio?”, hoje se transformou em “qual podemos minimizar riscos e maximizar resultados?”. Ter um capital abundante e investidores apaixonados por ideias inovadoras impulsionavam empresas que, muitas vezes, ainda nem tinham receita suficiente para sustentar as operações a longo prazo – o que, agora, passou a ser compreendido como uma aposta de alto risco, exigindo dessas empresas uma gestão administrativa bem mais eficaz para que consigam não apenas sobreviver, mas prosperar com saúde financeira.  Segundo o relatório da S&P Global Market Intelligence, em fevereiro de 2025, o total levantado em rodadas de venture capital caiu cerca de 30,2% em valor agregado comparado ao mesmo período de 2024. Em outro relatório divulgado pela KPMG, foi constatado que, ainda em 2024, este mesmo valor caiu de US$ 95,5 bilhões para US$ 70,1 bilhões de um trimestre para o outro, chegando ao nível mais baixo em quase sete anos.  Desde a pandemia, pesquisas mundiais passaram a registras quedas constantes destes números ao redor do mundo. O motivo? O despertar de consciência do empresariado em ter muito mais cautela ao escolher onde apostar seus recursos financeiros, já que, diante de eventos externos como o isolamento social, instabilidades econômicas ou conflitos geopolíticos, por exemplo, podem ser fatais para a continuidade de negócios que ainda não estão devidamente estruturados para sobreviver a imprevistos fora de seu controle.  É claro que todo o mercado pode ser surpreendido, a qualquer momento, por cenários extremos capazes de impactar seus processos – contudo, o que ajudará com que mitiguem danos severos e consigam aguentar firme a tempestade é, justamente, a governança corporativa. Ou seja, se, antes, ter uma boa ideia poderia ser suficiente para atrair altos volumes de investimentos, hoje é preciso provar que a empresa sabe se organizar, se controlar e crescer com método e segurança.  Mesmo que ainda estejam dando seus primeiros passos no mercado, não há mais espaço para que as startups tentem alcançar êxito em seu segmento contando com uma gestão interna desorganizada, que não acompanhe de perto os resultados obtidos e que não se baseie em métricas relevantes para as tomadas de decisões. Isso apenas levará a um “crescimento” desorganizado que, certamente, encontrará uma grande pedra em seu caminho que impedirá que continue sua trajetória.  Mas, ao priorizarem a estruturação de uma governança sólida desde o começo, todos esses riscos são combatidos imediatamente, criando regras claras para as decisões a serem decididas, definição dos papéis e responsabilidades de cada um, assim como prezando pela transparência operacional a todo o momento. Enquanto muitas apenas dão “voos de galinha” (crescimento rápido, mas não sustentável pela falta de processos), as que contam com essa gestão conseguirão transformar crescimento caótico em sustentável.  Isso, na prática, ocorre através de uma maior organização nas demonstrações financeiras, indicadores de performance (KPIs) claros, documentação dos processos decisórios, análises de cenários e riscos que simulem diferentes impactos de cada decisão nas operações – viabilizando, com isso, uma maior capacidade de escalar, sem perder controle.  Apesar de muitos associarem a governança a algo meramente técnico e burocrático, ela abre espaço para usufruto das inúmeras metodologias de gestão reconhecidas internacionalmente capazes de orientá-las nos melhores caminhos a serem seguidos, como ocorre com a ISO de Inovação, que oferece diretrizes internacionais que servem como um guia de boas práticas para empresas que desejam inovar com estrutura e eficiência.  E, diante de um mercado extremamente digital, não há como deixar de lado a ISO 27001, que define os requisitos para estabelecer, implementar, manter e melhorar, continuamente, um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI) – algo que, para qualquer negócio, é crucial para garantir a proteção de seus ativos sensíveis.  Todos os envolvidos são beneficiados com este olhar, tanto o investidor quanto o próprio empreendedor. Afinal, erros passam a ser detectados antecipadamente, as decisões deixam de ser centralizadas e passam a ser colaborativas, mitigando riscos de falência por má gestão ou perda do controle do negócio.  No atual cenário, a governança não é mais um diferencial, mas sim condição básica de sobrevivência. Startups que não estruturam processos, controles e decisões, deixam de ser empresas de oportunidades e passam a ser perigosas. E, diante de um mercado mais criterioso quanto onde investir, o risco é tudo o que o investidor quer evitar.  Alexandre Pierro é mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.    

Amigos criam uma IA para transformar o atendimento no turismo

A história da Blis.AI começa anos antes da startup existir. Rafael Cohen, Rodrigo Cioffi e Luiz Antunes se conheceram ainda na época da graduação no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), em Belo Horizonte (MG), onde dividiram salas de aula, interesses em tecnologia e conversas sobre empreendedorismo. Anos depois, já com trajetórias profissionais distintas, os três voltaram a se reunir com um objetivo comum: resolver a ineficiência do atendimento em agências e plataformas de turismo, um problema que todos já haviam vivenciado como consumidores e profissionais do setor de viagens. Dessa percepção nasceu a Blis.AI, traveltech que desenvolve agentes de inteligência artificial capazes de executar, de forma automatizada, tarefas complexas do atendimento turístico. Diferentemente de chatbots tradicionais, a solução da empresa foi desenhada para operar processos críticos de ponta a ponta, como cotações, reservas de hotéis, marcação de assentos, cancelamentos, remarcações, emissões e reembolsos de passagens, integrando-se diretamente aos sistemas usados pelo mercado. “A ideia nunca foi criar mais um robô de atendimento”, afirma Rafael Cohen, CEO da Blis AI. “Queríamos construir uma tecnologia que realmente entendesse a lógica do turismo e fosse capaz de executar tarefas reais, como um agente humano faria, só que com muito mais velocidade e escala”, reforça. Da primeira startup à maturidade do projetoA traveltech não é a primeira experiência empreendedora do trio. Entre 2020 e 2021, Cohen, Cioffi e Antunes fundaram a Easy Barbers. O projeto ganhou tração inicial, mas acabou não avançando com a flexibilização das restrições da pandemia, quando o mercado voltou a operar de forma mais tradicional. “A Easy Barbers foi uma escola”, diz Rodrigo Cioffi, COO da startup. “Aprendemos muito sobre produto, operação e, principalmente, sobre o que significa escalar um serviço. Essa bagagem foi fundamental para a forma como desenhamos a Blis”, detalha. Ainda segundo Cioffi, a experiência anterior ajudou o grupo a identificar a importância de construir uma solução altamente integrada aos sistemas existentes do mercado, algo que se tornou um dos principais diferenciais da nova empresa. A Blis.AI se conecta a plataformas como GDS, NDC e sistemas de back-office utilizados por agências, TMCs, consolidadoras e companhias aéreas. IA que executa, não apenas respondeDo ponto de vista tecnológico, o desafio foi criar uma inteligência artificial capaz de lidar com a complexidade e a volatilidade do setor de viagens. O CTO Luiz Antunes explica que a empresa adotou um modelo verticalizado, no qual a IA não apenas interage com o cliente, mas executa processos completos dentro da operação. “O turismo é um setor cheio de regras, exceções e mudanças constantes. Construímos agentes de IA que aprendem continuamente com as interações e conseguem se adaptar a diferentes cenários, integrando sistemas e tomando decisões operacionais em tempo real”, explica Antunes. A proposta da empresa é permitir que o atendimento funcione 24h por dia, com menos erros e menor custo operacional, sem perder a personalização. “A tecnologia precisa aliviar o trabalho humano, não substituir o relacionamento. O viajante quer rapidez, mas também quer sentir que está sendo compreendido”, reforça Cohen. Hoje, a solução opera em canais conversacionais como web e WhatsApp, funcionando como uma camada operacional invisível para o cliente final. Recentemente, a startup captou R$ 1 milhão em uma rodada pré-seed, que está sendo direcionado ao desenvolvimento do produto e à expansão da operação.  “Nosso plano é consolidar a Blis.AI como uma infraestrutura de automação para o setor de turismo, em um momento em que eficiência operacional e experiência do cliente se tornaram fatores decisivos de competitividade”, finaliza Rafael.

Bae Up: bebida mineira quer aposentar a ressaca no Brasil

Pensando em combater a causa, e não apenas o efeito da ressaca, a Bae Up é uma bebida inovadora criada em Minas Gerais que chega ao mercado brasileiro para mudar a forma como lidamos com as celebrações – especialmente durante o Carnaval. Diferente de tudo o que existe nas farmácias, a Bae Up não é um remédio: trata-se de um pré-drink inteligente, 100% natural, focado na prevenção. A ressaca nada mais é do que o corpo lutando para processar o álcool. É aí que a Bae Up entra. O segredo está na pera nashi (ou pera asiática), uma fruta com propriedades naturais capazes de acelerar o metabolismo do álcool e auxiliar o fígado na eliminação das toxinas responsáveis pela dor de cabeça e pelo mal-estar. Ideia mineira com inspiração internacional A Bae Up é uma iniciativa dos irmãos mineiros Otávio, Ícaro e Jouber Corlaiti, naturais de Nova Lima (MG). A ideia atravessou o oceano: Jouber, que vive na Austrália há seis anos, percebeu como o suco de pera nashi era considerado o “segredo de ouro” entre australianos e asiáticos para evitar a ressaca. Com esse aprendizado, os irmãos decidiram trazer a cultura para o Brasil e criaram a Bae Up. Toda a bebida é produzida na Coreia do Sul, desde o cultivo das frutas até o processamento em suco mas adaptada para o gosto do público brasileiro, que gosta de brindar, mas também valoriza o bem-estar e o dia seguinte A formulação é idêntica à utilizada em mercados onde o hábito já é consolidado, como na Austrália (onde a marca mais conhecida é a Bae Juice). O produto já sai da fábrica sul-coreana em sua embalagem final (pouch), garantindo a pureza de um suco 100% natural e vegano, sem aditivos químicos. “A lógica é simples: em vez de tentar consertar o estrago na manhã seguinte com remédios, você protege o organismo antes de começar a beber. É o ‘seguro-saúde’ da sua diversão”, explica Otávio. Entenda os benefícios da Bae Up – 100% Natural: O único ingrediente é o suco da pera nashi. Sem conservantes, açúcares ou químicos..– Ritual Pré-drink: Basta beber uma Bae Up antes de sair de casa ou junto com o primeiro drink.– Estilo de vida: Ideal para quem tem uma rotina intensa e não quer abrir mão da produtividade no trabalho ou do treino no dia seguinte. A Bae Up é a primeira marca a trazer os benefícios reais da pera nashi para o Brasil, transformando o pré-drink em um novo hábito indispensável para quem valoriza o bem-estar. CONHEÇA Site: www.baeup.com.br Instagram: @bebabaeup

Categorias