Do Carnaval ao Natal, datas sazonais ganham protagonismo nas estratégias de vendas do setor gastronômico

De acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), em 2025, o varejo brasileiro registrou aumento de 13,1% no faturamento durante o Carnaval e 6,4% na Páscoa em comparação ao mesmo período de 2024. Ao mesmo passo, um levantamento da ShopperTrak, revelou que a Black Friday, em conjunto com o Natal, é responsável por cerca de 45% do tráfego de clientes no final do ano. No setor gastronômico, o panorama não é diferente. Para se ter uma ideia, conforme o iFood, houve um crescimento de 80% no delivery de doces entre 2023 e 2025, sendo que o Dia das Bruxas foi um dos principais catalisadores para o aumento do consumo. Neste cenário, em que datas sazonais e comemorativas têm se mostrado cada vez mais capazes de impulsionar as vendas, Gustavo Cardamoni, presidente da Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra), que há 23 anos atua no fomento de informações de qualidade e atualizada sobre o mercado de pizzarias, ressalta que essas datas são estratégicas para atrair novos consumidores, além de fortalecer o relacionamento com o público. “A sazonalidade e os dias celebrativos funcionam como uma vitrine para os negócios, pois permitem que os empresários do setor gastronômico transformem cada ocasião em uma experiência diferenciada”, explica o executivo. Entre as estratégias mais eficazes estão o lançamento de sabores especiais para cada celebração, campanhas em redes sociais, parcerias com outras marcas e até embalagens personalizadas. “Aproveitar datas como Dia do Chocolate, Mês da Mulher, Dia da Crianças, Outubro Rosa, Dia do Amigo, entre outras, permite o teste de novos sabores, produtos com cores diferentes, campanhas temáticas e situações que tornam a jornada do cliente uma experiência memorável, de modo que fortalece o vínculo entre marca e consumidor”, comenta Cardamoni. Segundo Gustavo, aproveitar a sazonalidade vai muito além de datas comemorativas já conhecidas e esperadas pelos clientes. “No setor gastronômico é possível soltar a imaginação e impulsionar as vendas o ano inteiro com ocasiões especiais. Por exemplo, no segmento de pizzarias, a gente observa estabelecimentos que fazem ações ou lançamentos temáticos em época de estreia de filmes e séries, campanhas relacionadas a acontecimentos de realities shows, collab com outras marcas para produtos em edição especial e assim vai, tem muitas propostas criativas”, exemplifica o presidente da Apubra. De acordo com o executivo, o principal ponto para aproveitar as datas celebrativas, é o planejamento antecipado. “Quando as empresas se programam com antecedência, mapeiam o calendário anual, alinham comunicação, logística e estratégia, conseguem estruturar campanhas autênticas e até inusitadas que envolvem os consumidores e que podem resultar tanto no aumento do ticket médio quanto na fidelização”, finaliza Cardamoni.

iD\TBWA lança Calendário Cultural Brasileiro 2026 e transforma movimentos culturais em insights acionáveis para marcas

A iD\TBWA anuncia o lançamento do Calendário Cultural Brasileiro 2026, um material proprietário desenvolvido para apoiar marcas e profissionais de comunicação na leitura antecipada de cenários, conversas e oportunidades ao longo de um ano de alta intensidade cultural no Brasil. Criado pela área de Cultura & Insights da agência, o calendário rompe com a lógica tradicional de datas comemorativas e se posiciona como uma ferramenta de inteligência cultural aplicada aos negócios. A proposta é oferecer um novo modelo de planejamento menos reativo e mais estratégico, ao organizar, cruzar e interpretar acontecimentos relevantes de 2026 de grandes eventos como Copa do Mundo e eleições a transformações culturais e movimentos do mundo digital. “A maioria das agências hoje usam os calendários disponíveis de forma genérica ou fragmentada, até porque esses documentos também acabaram se segmentando. Criamos um material pensado para ajudar marcas a identificar quando e como participar das conversas de forma relevante e contextualizada”, afirma Eduardo Marcondes, diretor da área de Cultura & Insights da iD\TBWA. “O resultado funciona como um checklist permitindo que empresas de diferentes portes se antecipem e tomem decisões com mais contexto e segurança.” Entre os principais diferenciais estão a metodologia proprietária da iD\TBWA, que combina desk research, uso de inteligência artificial com validação humana e ferramentas de monitoramento cultural e a entrega de insights acionáveis organizados mês a mês, com análises de alcance e impactos práticos para diversos setores do mercado. O calendário também traz prompts customizáveis para uso com qualquer ferramenta de IA, desenvolvidos para apoiar equipes de marketing, comunicação e inovação na transformação de leituras culturais em ideias, conteúdos e planos de ação respeitando a realidade e os objetivos de cada negócio. Para Marco Sinatura, Chief Strategy & Innovation Officer da iD\TBWA, esse lançamento reforça o papel da estratégia como leitura ativa da cultura. “Planejar hoje exige compreender que a cultura não acontece em blocos isolados, ela é viva, atravessada por tensões, emoções e contradições. E esse calendário transforma esse cenário complexo em vantagem competitiva, conectando marcas ao que realmente importa para as pessoas”, ressalta o executivo. O material oficial já está no site da iD\TBWA, com acesso gratuito para download: https://idtbwa.com.br/mapa-cultural-2026/

Em 2026, planejar marketing B2B Tech exige menos julgamento e mais leitura de contexto

Por Mário Soma, CEO e Head B2B da Pólvora Comunicação Estamos em período de planejamento. Neste ano de 2026, há um padrão claro entre os líderes de empresas B2B Tech: a dúvida não é “qual caminho seguir” diante de cenários financeiros, expectativas de crescimento e pressões por resultado. Grande parte das discussões gira em torno de três temas centrais: posicionamento de marca, geração de demanda e aumento das conexões da marca B2B Tech com seu mercado alvo. Como seres humanos, temos o hábito de julgar. Julgar marcas que ainda não investiram em branding, empresas que não possuem uma comunicação estruturada e negócios que não priorizaram reputação ou presença contínua no mercado. Em alguns casos, esse julgamento faz sentido. Em muitos outros, não. Nem toda empresa está no mesmo momento e isso precisa ser considerado De acordo com dados publicados pelo portal ECO, um terço das empresas B2B investe menos de 1% do seu faturamento em marketing. Por sua vez, o estudo anual Gartner CMO Spend Survey 2025 revela que o orçamento de marketing estagnou em 7,7% da receita total das empresas e que 59% dos diretores de marketing afirmam que seu orçamento atual é insuficiente para executar a estratégia planejada para o ano. É fato que uma boa fatia das empresas B2B Tech não possui o budget mínimo necessário para sustentar um trabalho robusto de marca, conteúdo, mídia e relacionamento de longo prazo. Mas também é verdade que existem empresas com capacidade financeira que ainda não atribuem o devido valor à comunicação e ao marketing. Ao mesmo tempo, há operações que crescem de forma sustentável quase exclusivamente por estratégias como eventos petit comité, networking altamente qualificado e relações diretas com decisores. E, sim, isso funciona. O ponto é que não existe um único caminho. Existem caminhos coerentes com o momento de cada empresa. O planejamento sério parte sempre do cenário ideal, mas precisa, obrigatoriamente, respeitar o cenário possível. Ignorar isso é criar planos que morrem no primeiro trimestre. Respeitar o momento da empresa é o primeiro princípio do planejamento No marketing B2B Tech, respeitar o momento da empresa não é abrir mão de estratégia. Pelo contrário: é entender que a estratégia sem aderência à realidade “vira pó”. Existem empresas em fase de consolidação, outras em aceleração e algumas em contenção. Cada uma delas exige decisões diferentes sobre onde investir energia, tempo e recursos. É aqui que entra um ponto muitas vezes negligenciado: comarketing para posicionamento construído em torno de ecossistemas mais maduros, aproveitando marcas, audiências e estruturas já existentes. Isso aumenta o alcance e gera credibilidade por associação. Curto e médio prazos precisam coexistir Pensar no curto e no médio prazo ao mesmo tempo é fundamental. Existem ações possíveis mesmo em cenários conservadores de budget. Estudos recentes de institutos como Gartner, Deloitte e CMO Survey indicam que, globalmente, os budgets de marketing têm se mantido estáveis ou em retração, com poucos setores apresentando crescimento real de investimento. Isso exige escolhas mais inteligentes, não paralisia. No B2B Tech, ser lembrado faz muita  diferença para reduzir fricção, encurtar explicações e reduzir esforço comercial. Trata-se de familiaridade, confiança e clareza de proposta. Quando a marca já ocupa algum espaço mental, a conversa deixa de começar do zero. Dicas práticas para curto e médio prazos Marketing B2B Tech não é um pacote fechado nem uma fórmula pronta. É uma construção progressiva, que precisa respeitar o tempo, o contexto e a maturidade de cada negócio. No curto prazo, o foco deve estar na clareza de posicionamento, antes da busca por volume de ações. É o momento de usar ativos já existentes de forma estratégica, priorizando conexões qualificadas em vez de escala artificial. No médio prazo, o caminho passa pela construção de uma presença contínua, ainda que enxuta. Investir em conteúdos que expliquem, eduquem e gerem confiança ajuda a consolidar a marca como um ativo que, ao longo do tempo, reduz o esforço e o custo de venda. Planejar bem não é escolher o plano mais bonito no papel. É escolher o plano mais honesto com a realidade da empresa. E, muitas vezes, essa honestidade já se transforma no maior diferencial competitivo.

Calendário do marketing 2026: Os fatores que podem atrapalhar sua estratégia digital

Planejar a sua estratégia de comunicação digital com antecedência nunca foi tão necessário quanto em 2026. Esse ano em específico reúne uma combinação de grandes eventos esportivos, disputas políticas, feriados prolongados e datas comerciais que impactam diretamente o comportamento do público nas redes sociais. “Ignorar todo esse contexto pode significar campanhas fora de timing, mensagens deslocadas e investimentos com retorno abaixo do esperado”, alerta Jennifer de Paula, MBA em Marketing e Negócios Interativos e diretora da IMF Press Global. Os fatores que direcionam a atenção ao longo do ano Um dos pontos de maior atenção é a Copa do Mundo. Eventos esportivos desse porte alteram completamente a lógica de consumo de conteúdo. O público passa mais tempo acompanhando jogos, debates e bastidores, enquanto marcas disputam atenção em um ambiente emocionalmente carregado. “Estratégias excessivamente promocionais tendem a perder força nesse período, especialmente se não conversarem com o clima coletivo que domina as redes em períodos como esse”. Outro fator bastante sensível são as eleições. O ambiente digital costuma ficar mais polarizado, com aumento de discussões, notícias quentes e maior vigilância do público sobre o posicionamento das marcas. “Mesmo empresas que não atuam diretamente com temas políticos podem ser impactadas por mudanças no humor social, pela redução do engajamento em conteúdos considerados superficiais ou pelo risco de associações indesejadas a algum viés político”. Os feriados prolongados também entram no radar como elementos que alteram padrões de consumo. Viagens, descanso e menor tempo de tela em alguns períodos contrastam com picos de uso em outros. “Estratégias rígidas, que não consideram essas oscilações, ou como os feriados direcionam a atenção do público a determinados temas, tendem a performar mal, seja por excesso de postagens em momentos de baixa atenção, seja por ausência em datas em que o público está mais receptivo”. No segundo semestre, a Black Friday continua sendo um dos maiores desafios do calendário digital. A alta concentração de campanhas, descontos e anúncios eleva o custo de mídia e satura o consumidor. Marcas que não se preparam acabam competindo apenas por preço, o que reduz margens e enfraquece o posicionamento no longo prazo. Como moldar a sua estratégia para não “sumir”? Para Jennifer de Paula, o erro mais comum das empresas é tratar o calendário como algo fixo e imutável, sem considerar o impacto emocional e comportamental dos grandes eventos no humor e receptividade do público. “É preciso desenhar o planejamento anual com base nos eventos do ano que costumam ditar os temas consumidos nas redes. Não adianta falar de lançamentos ou ofertas como se nada estivesse acontecendo no mundo, porque a atenção do público muda”, alerta. “Copa, eleições, feriados e grandes ações comerciais mudam o ritmo, o tom e até a paciência das pessoas. Quem entende isso consegue ajustar a comunicação sem precisar refazer toda a estratégia”, explica. “Planejar é essencial, mas mais importante ainda é ter margem para ajustes. O digital exige leitura constante de cenário. Estratégias que não preveem adaptações tendem a se perder quando o contexto muda”, conclui.

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