NRF 2026 reposiciona o varejo global diante de um novo consumidor

Realizada em Nova York, entre 11 e 13 de janeiro, a NRF 2026 (Retail’s Big Show) reuniu líderes, executivos e especialistas do mundo todo para discutir os rumos do varejo em um cenário cada vez mais orientado por tecnologia, dados e decisões rápidas. Com foco em temas como inteligência artificial aplicada ao negócio, experiência do consumidor, eficiência operacional e cultura organizacional, o evento deixou claro que o tempo das tendências abstratas ficou para trás. Agora, o varejo vive um momento de amadurecimento, no qual estratégia, execução e propósito precisam caminhar juntos para gerar resultados concretos e relevância real junto ao consumidor. Para João Appolinário, presidente e fundador da Polishop, renomada varejista brasileira e maior empresa omnichannel do país, a NRF 2026 evidenciou que  inovar deixou de ser discurso e passou a ser prática operacional. “Não se trata mais de falar sobre inovação, mas de operar com ela de forma concreta, com tecnologia, dados e propósito guiando cada escolha estratégica. A inteligência artificial, por exemplo, deixou de ser uma promessa futurista e se tornou infraestrutura essencial do negócio, assim como a internet e o mobile em outras épocas. Ela precisa estar integrada à operação e ao dia a dia das equipes, não apenas restrita a projetos isolados,” afirma. Segundo o executivo, esse cenário representa uma mudança profunda de paradigma do setor. “O varejo de hoje exige decisões rápidas, baseadas em dados confiáveis, processos consistentes e coerência estratégica entre o que se promete e o que se entrega. Empresas que conseguem alinhar tecnologia, propósito e experiência real do cliente deixam de apenas reagir ao mercado e passam a moldá-lo”, avalia. Appolinário também destaca o papel do fator humano em meio ao avanço da automação, uma visão que já orienta as iniciativas da Polishop com inteligência artificial. Hoje, a tecnologia está integrada tanto aos produtos quanto às operações da empresa, desde o desenvolvimento de soluções inteligentes da marca própria Ichef, com IA embarcada que interage de forma natural com o consumidor e sugere receitas personalizadas, até áreas estratégicas como marketing, atendimento ao cliente, logística e gestão de estoque. Porém, ele reitera que, mesmo com o uso intensivo de inteligência artificial, o toque humano continuará sendo um diferencial competitivo. “A IA não vem para substituir pessoas, mas para ampliar a experiência, facilitar decisões e gerar valor real no dia a dia do consumidor. É assim que estamos aplicando essa tecnologia na Polishop, de forma prática, útil e conectada às necessidades reais das pessoas”, finaliza.

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