A segunda loja é o verdadeiro teste do empreendedor pet

Abrir a segunda loja costuma ser celebrada como sinal de sucesso; no mercado pet, porém, ela representa o momento mais arriscado da trajetória do empreendedor. A ideia é simples e incômoda: a primeira unidade valida o esforço individual, enquanto a segunda expõe a ausência de gestão. Muitos negócios não quebram por falta de clientes ou de mercado, e sim por excesso de confiança. O erro mais comum é interpretar resultado operacional pontual como maturidade empresarial, fazendo com que a expansão aconteça antes da estrutura necessária para sustentá-la. Na maioria dos petshops de bairro, a primeira loja cresce porque o dono está presente em todas as frentes. Compra, vende, negocia com fornecedores, resolve problemas operacionais e mantém relação direta com os clientes. Esse modelo centralizado garante eficiência no curto prazo, pois reduz desperdícios, acelera decisões e compensa a falta de processos formais. O problema surge quando esse mesmo formato é replicado em uma segunda unidade. O negócio deixa de ser artesanal e passa a exigir liderança intermediária, processos claros, controles financeiros e padronização. Sem essas camadas de gestão, o empreendedor perde visibilidade do dia a dia, decisões tornam-se reativas e a operação começa a depender de improviso. Nesse cenário, os custos fixos dobram antes que a receita acompanhe, e a margem desaparece. Outro fator crítico está na falsa percepção de escala. A abertura de uma nova loja amplia despesas estruturais como aluguel, folha de pagamento, estoque e tributos, sem garantir, automaticamente, aumento proporcional de faturamento. Além disso, a ausência de indicadores de desempenho faz com que problemas de ruptura, perdas de estoque, baixa produtividade da equipe e queda no padrão de atendimento demorem a ser percebidos. Quando o empresário identifica o desequilíbrio, o caixa já foi comprometido. Os dados ajudam a explicar por que essa transição é tão perigosa. Segundo o Sebrae, empresas com até dois anos apresentam taxa média de sobrevivência de 76,6%. As microempresas, no entanto, ficam em apenas 55%, enquanto empresas de pequeno porte chegam a 98%. Essa diferença evidencia que o risco não está em empreender, e sim em crescer sem método, governança e preparo financeiro. No comércio varejista, onde se enquadram os petshops, a taxa de sobrevivência é de 77%. Os microempreendedores individuais resistem mais por operarem com estruturas enxutas e flexíveis, enquanto as microempresas puxam a média para baixo justamente quando tentam escalar sem gestão profissional. O próprio perfil do setor amplia essa vulnerabilidade. De acordo com a Abinpet, o mercado pet faturou R$ 68,7 bilhões em 2023 e conta com mais de 50 mil lojas especializadas. Desse total, 81,6% são petshops de vizinhança, com faturamento mensal entre R$ 60 mil e R$ 100 mil e até quatro funcionários. Esses negócios concentram quase metade das vendas do setor, porém operam com margens apertadas, forte dependência do dono e baixa padronização de processos. Ao abrir a segunda loja, a inadimplência, os custos trabalhistas, a gestão de pessoas e a complexidade operacional crescem mais rápido do que a capacidade de controle. Expandir pode, em teoria, garantir escala, diluir custos e fortalecer a marca. Na prática das PMEs brasileiras, a expansão sem dados transforma intuição em prejuízo. O Sebrae aponta que a mortalidade no comércio pode chegar a 90% em alguns segmentos, associada principalmente a decisões emocionais, falhas de planejamento e ausência de processos. No mercado pet, onde serviços especializados crescem acima de 20%, segundo a Abinpet, a exigência por gestão só aumenta. Escalar sem liderança estruturada, indicadores financeiros e rotinas operacionais não acelera o crescimento, apenas antecipa o erro. A lição é dura, mas necessária. A primeira loja testa o empreendedor. A segunda testa o empresário. Antes de crescer em metros quadrados, é preciso crescer em método, pessoas e informação. Expandir não deveria ser um prêmio pelo bom desempenho inicial, e sim uma decisão estratégica sustentada por processos, dados e capacidade real de gestão. No varejo pet, crescer sem estrutura continua sendo o caminho mais curto para transformar crescimento em prejuízo. *Ricardo de Oliveira é especialista em negócios pet e fundador da Fórmula Pet Shop, empresa referência em capacitação e consultoria estratégica para pet shops em todo o Brasil. Com mais de 10 anos de atuação no setor, Ricardo já acompanhou a inauguração de mais de 70 pet shops, orientando desde a escolha do ponto comercial até o mix de produtos, layout e estratégias de marketing. À frente da Fórmula, já capacitou mais de 8.700 empreendedores por meio de mentorias, treinamentos e consultorias, se consolidando como uma das principais vozes na profissionalização do varejo pet nacional. Sua experiência prática e visão de negócio ajudam empreendedores a saírem do amadorismo e construírem empresas lucrativas e sustentáveis.

Be.On Vegan inicia o ano em expansão e consolida crescimento no mercado pet premium sustentável

O início do ano marca um novo momento para a Be.On Vegan, marca brasileira de cosméticos veganos certificados e de alta performance para pets, que avança de forma consistente em seu plano de crescimento no mercado pet premium. Com foco em inovação, sustentabilidade e desempenho técnico, a empresa consolida sua presença entre tutores conscientes, clínicas veterinárias especializadas e pet shops premium, em um setor que segue em expansão no Brasil. Fundada por mãe e filho, a Be.On Vegan nasceu da união entre quase três décadas de experiência no setor veterinário e uma trajetória sólida no direito ambiental. Desde sua criação, a marca estabeleceu um posicionamento claro: oferecer produtos premium, com resultados dermatológicos superiores, sem abrir mão de responsabilidade ambiental, ética e bem-estar animal. Esse modelo de negócio vem se mostrando alinhado às novas demandas do consumidor. As fórmulas da Be.On Vegan utilizam fontes naturais e renováveis, ativos nobres como manteiga de karité, proteína do trigo hidrolisada e vitamina E, além de serem biodegradáveis, testadas in vitro e registradas no MAPA. O resultado é uma linha reconhecida pela performance e segurança, adotada por profissionais e consumidores que buscam qualidade acima da média. No campo da sustentabilidade um dos principais vetores de crescimento da marca  a Be.On Vegan estruturou uma cadeia produtiva robusta: embalagens feitas de cana-de-açúcar certificadas pela Braskem, logística com neutralização de carbono, parceria com a Eu Reciclo, garantindo a reciclagem em dobro das embalagens colocadas no mercado, além da certificação internacional da PETA, que atesta o compromisso cruelty-free e vegano. Estratégia de expansão e novos movimentos Como parte desse momento de expansão, a Be.On Vegan inicia o ano ampliando seu ecossistema de atuação e firmando parcerias estratégicas com marcas alinhadas ao mesmo propósito. Entre elas, a colaboração com a Bartô, referência em soluções sustentáveis e funcionais para o dia a dia dos tutores, que reforça a construção de um portfólio cada vez mais conectado à vida real do cuidado pet. O crescimento da Be.On Vegan também se reflete no desenvolvimento de novos produtos e linhas. A marca trabalha atualmente em lançamentos como espuma higienizadora, sérum reparador, linha profissional para banho e tosa, petisco funcional, além de produtos exclusivos para gatos, e conduz estudos para internacionalização, mantendo o compromisso com ética, qualidade e produção responsável. “Queremos mostrar que é possível crescer, escalar e inovar sem abrir mão dos valores. Sustentabilidade, para nós, não é discurso, é estrutura de negócio”, reforça Bruno Betterelli da Be.On Vegan. Em um mercado cada vez mais competitivo, a marca inicia o ano fortalecida, com um modelo sólido, visão de longo prazo e a proposta de redefinir o conceito de luxo no cuidado pet: um luxo consciente, eficiente e alinhado ao futuro do planeta.

Categorias