Live commerce: Magalu e Kwai atingem 48 milhões de visualizações em espetáculo digital com Ciro Bottini e Viih Tube

Em um momento no qual a disputa pela atenção do consumidor se intensifica no ambiente digital, o Magalu, mais uma vez, demonstra sua capacidade de inovação no varejo brasileiro. Durante a campanha de Liquidação do Dia de Pagamento (também conhecida como PayDay Magalu), a empresa transformou a Galeria Magalu, localizada no coração de São Paulo, dentro do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em um grande palco de live commerce. A transmissão aconteceu simultaneamente em diferentes plataformas e canais digitais do Magalu e registrou mais de 48 milhões de visitas em menos de duas horas. A live foi conduzida por dois nomes que representam diferentes gerações de comunicação e influência: o vendedor mais emblemático da televisão brasileira, Ciro Bottini, e a influenciadora digital Viih Tube, fenômeno nas redes sociais. Com uma produção audiovisual que remetia a um programa de entretenimento, o evento apostou em interação em tempo real, demonstrações de produtos e liberação de cupons exclusivos.  O Kwai for Business, unidade de negócios do app de vídeos curtos, atuou não apenas como plataforma de distribuição da live, mas também como parceiro estratégico na construção e no desenvolvimento da produção do projeto. A direção e o roteiro do projeto ficaram a cargo de Vitor Magno, diretor e especialista em live commerce, responsável por desenvolver a estrutura criativa da transmissão. O formato buscou aproximar a experiência de compra online de um verdadeiro show digital, unindo narrativa, entretenimento e conversão de vendas. A iniciativa reforça a convergência entre conteúdo e comércio, uma tendência no varejo global. Em mercados como o asiático, o live commerce já movimenta bilhões de dólares e é um dos formatos mais eficientes de conversão de vendas. No Brasil, grandes empresas já começam a investir no modelo como forma de transformar campanhas promocionais em experiências digitais imersivas. Com milhões de acessos em poucas horas, a live do PayDay Magalu evidencia como o varejo está se reinventando em um cenário onde conteúdo, influência, tecnologia e entretenimento passaram a ser elementos centrais na jornada de compra.

Transmissões ao vivo mudam as vendas B2B e criam mercado bilionário no país

O live commerce, modalidade de vendas por transmissões ao vivo, passou a figurar entre as apostas mais observadas pelas áreas comerciais em 2026. No Brasil, o formato vem ganhando relevância não apenas no contexto de vendas ao consumidor final (B2C), mas começa a alterar a lógica de como fabricantes e distribuidores negociam diretamente com lojistas e canais de revenda (B2B). Segundo a consultoria Grand View Research, o live commerce brasileiro, considerando B2C e outras aplicações, deve movimentar R$ 156,5 bilhões até 2033, com taxa anual composta superior a 30%. Já os dados do índice Business-to-Business Online, da E-Consulting, indicam que o comércio eletrônico entre empresas responde por mais de R$ 2,4 trilhões em transações, mas apenas 2,5% desse volume ocorre em canais digitais. Ainda, no plano global, a International Trade Administration estima que o e-commerce B2B alcance US$ 36 trilhões até 2026. “Esse é um espaço relevante que começa a ser disputado por novas tecnologias”, diz Daniel Arcoverde, cofundador da Netshow.me, especialista em live commerce, especialmente voltadas ao universo de vendas B2B. Ele explica que, em essência, o live commerce B2B combina conteúdo ao vivo e engajamento interativo, criando um ambiente onde fornecedores podem apresentar produtos em detalhes; responder dúvidas técnicas em tempo real; oferecer condições comerciais exclusivas; e capturar pedidos e gerar carrinhos de compras durante a transmissão. “O objetivo é transformar a transmissão em um verdadeiro ponto de venda digital entre empresas, onde a indústria consegue lançar produtos, negociar volumes e fechar pedidos em tempo real, enquanto o lojista ganha informação técnica e agilidade na decisão de compra”, afirma Daniel Arcoverde. A companhia vem se destacando ao oferecer uma infraestrutura capaz de sustentar transmissões ao vivo em escala com ofertas de produtos e toda a gestão de pedidos em tempo real, permitindo a captação dos dados dos lojistas, compras para múltiplos CNPJs e gestão de preços por estado, tudo integrado na experiência da live, algo inédito no mercado. “A plataforma permite que marcas fechem milhões de reais em vendas em poucos minutos, com retorno sobre investimento superior a 2.000% por transmissão”, afirma Arcoverde. Em um dos eventos B2B realizados com a tecnologia, por exemplo, o volume pedidos superou R$ 25 milhões e reuniu mais de 4 mil pontos de venda em uma única live, segundo dados divulgados pela própria companhia. “Estamos falando de eficiência operacional, otimização de custos de visitação e resultados expressivos em uma experiência ao vivo de 1 a 2 horas”, afirma Rafael Belmonte, cofundador da Netshow.me. Empresas que passaram a adotar o live commerce B2B relatam não apenas aceleração na geração de pedidos, mas também maior engajamento com a base de lojistas, fator considerado especialmente relevante em categorias técnicas como cosméticos, medicamentos, construção e autopeças. Na prática, o modelo tem reduzido a dependência de deslocamentos físicos das equipes comerciais, ampliado o alcance geográfico das campanhas, criado canais diretos para esclarecimento de dúvidas durante as transmissões e permitido ajustes rápidos nas ofertas a partir de métricas captadas em tempo real. Mercado No Brasil, o live commerce corporativo avança rapidamente. O Mercado Livre, por exemplo, lançou uma unidade dedicada ao mercado empresarial e informou ter mais de 4 milhões de usuários habilitados para compras entre empresas, enquanto Amazon e Shopee ampliam funcionalidades B2B. “A competitividade estimula indústrias a repensarem seus canais de sell-in tradicionais, que historicamente dependiam de representantes em campo, catálogos impressos e negociações concentradas em eventos sazonais, em favor de interações online dinâmicas e escaláveis”, destaca Belmonte. O executivo aponta que as transmissões ao vivo trazem benefícios concretos para quem está disposto a apostar no modelo: “Quando o lojista pode ver, perguntar e clicar para comprar na mesma interface, isso muda a lógica do relacionamento comercial”, destaca Rafael. Para o executivo, o Brasil tem hoje um mercado interno robusto, uma base de lojistas ampla e distribuída geograficamente e um ambiente tecnológico que já absorveu com sucesso soluções de e-commerce e marketplaces. “Com isso, o live commerce B2B surge como a próxima fronteira para criar um mercado bilionário, reconfigurando a forma como indústrias estabelecem parcerias comerciais, conduzem negociações e geram receita”. “A pergunta agora não é mais se o live commerce vai dominar o B2B no Brasil, mas quando e com que velocidade ele vai redefinir as regras do jogo”, diz Rafael Belmonte. “Quando esse modelo ganha escala, ele não impacta apenas empresas individuais. Ele altera cadeias de suprimento, encurta ciclos de capital de giro e aumenta a produtividade comercial da indústria brasileira como um todo”, finaliza. Outras informações: https://netshow.me/

StarLive consolida o live commerce como novo canal do varejo brasileiro com 100 milhões em vendas em 2025 e 39 milhões para o primeiro trimestre de 26

A StarLive, empresa nativa de Social Commerce fundada por Evelyn B. Marques e Marcio Osako, encerrou 2025 com R$ 100 milhões em vendas movimentadas em seu ecossistema de social commerce, consolidando o formato de vendas ao vivo como um dos canais mais relevantes do varejo digital brasileiro. O resultado também foi impulsionado pelo mês de novembro, quando a empresa alcançou R$ 11 milhões em vendas, justamente no período de inauguração da primeira galeria pública de estúdios de Live Shop do Brasil, em São Paulo. Para 2026, o primeiro trimestre promete alta movimentação de R$39 milhões, impulsionada pela demanda de volta às aulas, beleza, itens de academia e vida fitness e Carnaval. As vendas em 2025 reforçam a maturidade dos modelos de live commerce no país e posiciona a StarLive como uma das principais operações do setor, atuando de ponta a ponta: desde a capacitação de live sellers (atividade completamente diferente de criadores de conteúdo em redes sociais e publis), até a execução profissional de transmissões para marcas, afiliados e vendedores independentes. Primeira galeria de Live Shop do Brasil acelera resultados Inaugurada oficialmente em 25 de novembro, na Vila Madalena, próximo ao Beco do Batman, a StarLive(Shop) Street Studio nasceu inspirada nos grandes shoppings de live commerce da China, onde prédios inteiros são dedicados exclusivamente a transmissões de vendas ao vivo. O espaço reúne 10 estúdios profissionais, com capacidade para até 140 horas de transmissões por dia, operando simultaneamente em plataformas de e-commerce e social commerce. Desde a abertura, o local passou a atrair tanto marcas quanto o público que circula pela região, criando uma experiência 100% phygital, que integra loja física, transmissão ao vivo e compra digital em tempo real, um modelo inédito no Brasil e ainda raro na América Latina. Uma liderança formada no berço do live commerce À frente da operação está Evelyn B. Marques, sócia-fundadora da StarLive e uma das principais referências em social commerce no país. Com mais de oito anos de atuação no live commerce, Evelyn iniciou sua trajetória na China, em 2018, onde teve contato direto com o modelo que hoje inspira a Street Studio. Em 2024, ganhou projeção nacional após ultrapassar R$ 25 milhões em vendas no Kwai, resultado amplamente repercutido pela imprensa. Hoje, ela lidera a capacitação de marcas e live sellers, além de participar ativamente da estruturação das operações ao vivo da StarLive. “Não estamos aprendendo sobre live commerce agora. Nós nascemos dentro desse ecossistema, diretamente na China, e trouxemos esse conhecimento para o mercado brasileiro com as adaptações culturais necessárias”, afirma Evelyn. Da capacitação à escala: um ecossistema completo A trajetória da StarLive começou com a formação de afiliados e live sellers que buscavam novas fontes de renda por meio das vendas ao vivo. Atualmente, a empresa reúne mais de 1.000 profissionais capacitados, que produzem lives e shoppable videos diariamente em plataformas como TikTok Shop, Shopee, Mercado Livre, Kwai, além de redes sociais como YouTube, Instagram e Facebook. Esse conhecimento acumulado permitiu à empresa estruturar uma das operações mais completas do país em live commerce, unindo técnica de vendas, storytelling, leitura de dados em tempo real e gestão de comunidades, elementos fundamentais para a recorrência e a performance do formato. Modelo chinês, comportamento brasileiro Embora inspirado no modelo chinês, o Street Studio foi desenhado para o comportamento do consumidor brasileiro, que tende a interagir mais durante as transmissões, fazer perguntas, buscar demonstrações detalhadas e valorizar a proximidade com o live seller. Essa combinação entre eficiência operacional e abordagem mais humanizada tem sido determinante para os resultados alcançados.

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