Brasil registra salto no empreendedorismo e na adoção de IA por PMEs, segundo novo relatório do LinkedIn
O LinkedIn, maior rede profissional do mundo, divulga o novo SMBs Work Change Report, relatório proprietário que mostra que pequenos e médios negócios estão entrando em uma fase de transformação profunda, impulsionada pela rápida adoção da inteligência artificial, pela necessidade de construir marcas mais autênticas e pela importância crescente da construção de comunidades. A análise considera dados globais e o comportamento de profissionais e empresas no Brasil. No país, o empreendedorismo vive um novo impulso. O número de profissionais com o título de “founder” em seus perfis no LinkedIn cresceu 64% no último ano, quase o triplo do registrado em 2022, indicando que cada vez mais brasileiros estão abrindo seus próprios negócios e buscando caminhos profissionais mais independentes. “A inteligência artificial está redefinindo a forma como as PMEs operam, tomam decisões e crescem. Mas nosso estudo mostra que tecnologia sozinha não sustenta crescimento. Confiança, reputação e conexões humanas continuam sendo os pilares que transformam inovação em resultado de longo prazo”, afirma Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn para a América Latina. Inteligência artificial: de tendência a ferramenta prática Para as PMEs, a IA deixou de ser apenas uma promessa futura e passou a fazer parte da rotina. No Brasil, 85% dos profissionais de pequenas e médias empresas afirmam que a tecnologia vai melhorar seu dia a dia de trabalho, refletindo otimismo. Além disso, 43% já utilizam IA para tarefas mais avançadas, como estratégia e análise de dados — um ritmo de adoção mais rápido do que o da média global. Além disso, há um sentimento crescente de que a tecnologia esteja contribuindo para abrir novas portas: 67% dos profissionais brasileiros de PMEs dizem que a IA os fez considerar caminhos como o empreendedorismo, algo que também aparece em mercados globais, especialmente entre jovens empreendedores. Marca, confiança e fator humano ganham protagonismo Com a avalanche de conteúdo impulsionado por IA, a confiança se consolida como moeda de valor. No Brasil, 72% dos profissionais de marketing alocados em pequenas e médias empresas afirmam que o fator humano é essencial para gerar credibilidade na comunicação com clientes. Clientes e parceiros aparecem como as vozes que mais constroem confiança (72%), seguidos por criadores e influenciadores (61%), reforçando a importância da prova social e da autenticidade. Redes e comunidades aceleram decisões As conexões profissionais seguem desempenhando um papel central nesse novo modelo de crescimento. Globalmente, 78% dos líderes de pequenas e médias empresas afirmam que construir uma rede profissional forte é fundamental para crescer e 76% afirmam que construir marcas é essencial para atingir seus objetivos nos próximos anos. No Brasil, profissionais de PMEs dizem equilibrar tecnologia e relações humanas ao buscar orientação no trabalho, apontando tanto a IA quanto suas redes de trabalho como fontes relevantes de apoio para decisões mais rápidas e seguras. Skills para 2026: tecnologia e habilidades humanas caminham juntas O relatório também aponta que tecnologia sozinha não basta. 75% das PMEs globalmente acreditam que habilidades humanas — como comunicação, criatividade e colaboração — serão ainda mais importantes na era da IA. Essa visão já se reflete nas contratações: 81% dos líderes de pequenas e médias empresas dizem preferir candidatos com as qualificações certas, mesmo sem diploma. No Brasil, o desenvolvimento dessas competências tende a ser prático e acessível. Profissionais de PMEs preferem aprender por meio de tutoriais virtuais (42%), contato com especialistas (29%) e projetos reais (28%), mostrando como o país avança rapidamente na construção de habilidades para o futuro do trabalho. Metodologia A metodologia completa está disponível no relatório aqui.
Avanço da inteligência artificial impulsiona profissões em alta e exige mais qualificação
Um levantamento recente do LinkedIn aponta o cargo de Engenheiro(a) de Inteligência Artificial como o emprego em alta para 2026, liderando o ranking das profissões que mais cresceram nos últimos três anos no Brasil. O estudo evidencia a expansão acelerada da inteligência artificial em diferentes setores da economia e reforça um desafio que já se reflete também no mercado regional: a escassez de profissionais qualificados para atender à demanda crescente por soluções baseadas em dados, automação e IA generativa. De acordo com a pesquisa, os setores de tecnologia, serviços de TI e consultoria empresarial concentram a maior parte das oportunidades. As cidades de São Paulo, Florianópolis e Recife lideram em número de vagas, com um mercado cada vez mais flexível, mais de 60% das posições são ofertadas em modelo remoto. Blumenau, em Santa Catarina – cidade que se consolida como um dos principais polos de inovação e tecnologia do Brasil – também acompanha de perto as transformações do mercado de trabalho impulsionadas pela tecnologia. Para Willian Círico, Gerente de Tecnologia e instrutor da área na ProWay, instituição focada em Formação Tech de Blumenau, o crescimento acelerado da profissão está diretamente ligado à popularização da inteligência artificial no dia a dia das empresas. “Ferramentas como ChatGPT e Gemini tornaram a IA mais acessível e ampliaram sua aplicação em áreas como automação de tarefas, análise de dados, atendimento ao cliente e desenvolvimento de software”, explica. Apesar do avanço, o setor enfrenta um gargalo importante. “Os investimentos em IA são altos, mas ainda faltam profissionais preparados para transformar esse potencial em soluções reais. O mercado busca pessoas com domínio técnico, conhecimento em programação, machine learning, engenharia de dados e também visão prática e de negócio”, avalia Círico. Relatórios do World Economic Forum reforçam essa tendência ao apontar que, até 2026, a IA generativa e a automação inteligente devem se consolidar, ampliando a demanda por competências como MLOps, além de maior atenção a temas como segurança, ética e transparência. Mulheres ainda são minoria no setor de tecnologia Outro dado que chama atenção na pesquisa do LinkedIn é a desigualdade de gênero. Apenas 10,58% das contratações para cargos de engenharia de IA em 2025 foram de mulheres, o que evidencia um desafio histórico do setor de tecnologia. A estudante Ana Beatriz Façanha, de 18 anos, estudante da Formação Super Data Analyst da ProWay, conta que a decisão de ingressar na área veio do desejo de se desafiar e construir uma carreira com propósito. “Queria criar, resolver problemas e fazer parte de algo maior. Busquei um ambiente que valorizasse o aprendizado e o desenvolvimento profissional”, afirma. Para ela, atuar em um mercado ainda majoritariamente masculino exige persistência. “Às vezes surgem o medo e a insegurança, aquela sensação de precisar se provar o tempo todo. Mas se preparar é acreditar em si mesma, aprender todos os dias e não desistir”, diz. Ana Beatriz destaca que ampliar a presença feminina é fundamental para o futuro da tecnologia. “O receio é normal, todo mundo começa sem saber tudo. O medo faz parte, mas não pode ser maior que a vontade de evoluir. A tecnologia precisa de mais mulheres com coragem para tentar.” Com a inteligência artificial no centro das transformações digitais e das estratégias empresariais, a expectativa é de que a busca por profissionais qualificados siga em crescimento nos próximos anos, reforçando a importância da formação técnica e prática para acompanhar as mudanças do mercado.
Live debate o que recrutadores realmente avaliam em currículos e no LinkedIn
O que faz um candidato avançar rapidamente em um processo seletivo enquanto outros ficam pelo caminho, mesmo com experiência relevante no currículo? Esse é o tema da live “O que recrutadores realmente analisam”, que será realizada no dia 3 de fevereiro, às 18h30, no YouTube da Yellow. encontro reúne Daniel Monteiro, fundador da Yellow — consultoria mineira especializada em Executive Search — e Victoria Boaventura, psicóloga com mais de dez anos de atuação em Recursos Humanos e ampla experiência em recrutamento para a área de tecnologia. Durante a transmissão, os especialistas vão explicar, de forma prática, como recrutadores avaliam currículos e perfis no LinkedIn, além de apontar erros comuns que eliminam candidatos logo nas primeiras etapas. Daniel Monteiro é formado em Engenharia, com MBA em Gestão e pós-graduação em People Analytics, além de atuar como investidor da YAPP e People Advisor na Hiker Venture Capital. Já Victoria Boaventura é mentora de carreiras, possui pós-graduação em Liderança, Inovação e Gestão 4.0, acumula passagens por startups, empresas de médio e grande porte e multinacionais, e soma mais de 112 mil conexões no LinkedIn. A live é voltada a profissionais em transição de carreira, em busca de recolocação ou interessados em aprimorar o posicionamento profissional no mercado. A participação é gratuita e aberta ao público. Serviço: Data: 03/02 –– terça-feira Horário: 18h30 Local: YouTube Yellow