O que vai fazer diferença no trabalho em 2026, segundo especialistas em inovação

Em meio às transformações no mercado de trabalho, profissionais buscam entender quais competências precisam desenvolver para seguir relevantes nos próximos anos. Neste contexto, a Singularity Brazil, comunidade global de inovação que capacita líderes e organizações para um futuro exponencial, mapeou tendências que ajudam a orientar escolhas de carreira e estratégias de desenvolvimento profissional em 2026. Depois de um ano em que a Inteligência Artificial passou a fazer parte da rotina das empresas, o foco deixa de ser apenas a tecnologia. Segundo especialistas do instituto, o diferencial passa a estar na capacidade humana de analisar contextos, tomar decisões e usar essas ferramentas de forma consciente no dia a dia do trabalho. A curadoria das tendências é conduzida pelo time de experts da Singularity Brazil e por professores convidados, com nomes como Eduardo Ibrahim, beta tester do ChatGPT no Brasil; Michelle Schneider, especialista em inovação, tecnologia e futuro do trabalho; e Leandro Mattos, especialista em neurociência. 1. IA passa a fazer parte do dia a dia da economia A tecnologia deixa de ser novidade e passa a fazer parte do funcionamento normal das empresas. A questão já não é se a IA vai ser usada ou não. Ela já está presente nas decisões e na forma como as empresas operam. A diferença estará entre quem aprendeu a trabalhar com a IA e quem tenta ignorá-la. Empresas que usam a tecnologia apenas de forma pontual tendem a ficar para trás. Já aquelas que integram a IA ao dia a dia ganham mais agilidade e capacidade de competir. 2. Empresas ficam menos hierárquicasO modelo tradicional de empresa, com muitos níveis de chefia, começa a mudar. Em 2026, áreas passam a trabalhar de forma mais conectada e autônoma, com apoio da Inteligência Artificial. Sistemas ajudam a organizar tarefas, trocar informações entre equipes e sugerir soluções. Com isso, as decisões deixam de depender apenas de cargos e passam a circular de forma mais rápida. 3. Falar com a tecnologia fica mais simples Outra mudança importante é a forma de usar sistemas digitais. Em vez de comandos técnicos e códigos difíceis, profissionais passam a se comunicar com a tecnologia usando linguagem comum. Basta explicar o objetivo e o contexto, e os sistemas ajudam a transformar isso em ações. Isso facilita o uso da tecnologia por mais pessoas e reduz a dependência de especialistas. 4. O trabalho muda de foco Entramos em uma nova fase do trabalho. Se antes o esforço estava em executar tarefas, agora o valor está em orientar e revisar o que a tecnologia faz. Na prática, profissionais passarão menos tempo preenchendo planilhas e mais tempo analisando resultados, tomando decisões e ajustando rumos. O trabalho se torna mais estratégico. 5. Surgem novas funções no mercado Com essas mudanças, aparecem também novos tipos de função. Em vez de cargos totalmente humanos ou totalmente automatizados, crescem os papéis mistos. São profissionais que usam a tecnologia como apoio para decidir, planejar e coordenar equipes, combinando conhecimento humano com ferramentas digitais. 6. Uso da IA fica mais estável e confiável Depois do entusiasmo inicial, muitas empresas perceberam limites e dificuldades no uso da Inteligência Artificial. Em 2026, a tendência é de mais maturidade. A tecnologia passa a ser usada de forma mais prática, sustentando atividades reais do dia a dia das empresas, como atendimento, análise de dados e organização de processos. 7. Tecnologia passa a “entender” melhor informações Ferramentas digitais deixam de lidar apenas com texto e passam a interpretar voz, imagens, vídeos e dados ao mesmo tempo. Isso permite, por exemplo, que reuniões sejam analisadas de forma mais completa, conectando conversas a documentos e números. O objetivo é reduzir retrabalho e facilitar decisões. 8. Empresas começam a testar decisões antes de agirem Outra tendência é o uso de modelos digitais para simular situações reais. Antes de mudar um processo ou reorganizar equipes, líderes conseguem prever impactos e riscos. Esta antecipação ajudará a evitar erros, identificar gargalos e até reduzir o desgaste das equipes. 9. Trabalho fica mais inteligente, não mais pesado O ponto em comum dessas mudanças é a tentativa de usar a tecnologia para apoiar pessoas e não sobrecarregá-las. A expectativa é de um trabalho menos reativo, com mais tempo para pensar, planejar e decidir melhor, tanto para profissionais quanto para empresas. 10. Tecnologia se integra ainda mais ao corpo humano Em 2026, dispositivos como relógios inteligentes e óculos digitais ganham mais espaço. Eles conectam o mundo físico ao digital em tempo real, podendo transformar áreas como o varejo, as redes sociais e a medicina. Esses dispositivos permitem novas formas de interação, inclusive com testes virtuais de produtos e apoio remoto em procedimentos médicos. Essas são algumas das tendências que devem influenciar a educação corporativa e o futuro do trabalho em 2026. A lista completa, com análises aprofundadas e exemplos práticos, está disponível no link: https://hsmdigital.typeform.com/sb-ten-download

Gartner identifica Companies to Beat na corrida de fornecedores de Inteligência Artificial

À medida que a competição entre os fornecedores de Inteligência Artificial (IA) se intensifica, o Gartner, Inc. identifica empresas a serem superadas (Companies to Beat) em quase 30 corridas de tecnologia de IA em cinco categorias. “A Company to Beat é determinada por uma metodologia baseada, mas não limitada, a seis critérios-chave que diferenciam os principais fornecedores no setor: recursos técnicos, implementações de clientes, base de clientes potenciais, modelo de negócios, parcerias-chave e o ecossistema circundante mais amplo”, diz Anthony Bradley, Vice-Presidente de Grupo do Gartner. “A avaliação é realizada por equipes de analistas especializados que estudam os dados do Gartner de mercado e colaboram para estabelecer as opiniões do Gartner. Os analistas consideram uma variedade de fontes de dados e informações, incluindo, mas não se limitando a interações com usuários finais e fornecedores, revisão por pares, dados públicos, dados de propriedade do Gartner e as próprias investigações dos analistas no mercado”, diz Bradley. “À medida que essas corridas entre fornecedores de IA evoluem rapidamente, a cobertura, avaliação, insights e conselhos do Gartner sobre como competir evoluirão em conjunto, e diferentes fornecedores podem se tornar a empresa a ser superada (Company to Beat)“. Os segmentos de Companies to Beat na corrida de fornecedores de IA são divididos em cinco categorias: – Dados e infraestrutura: incluindo líderes em plataformas de dados de IA, silício personalizado para IA, serviços de infraestrutura de IA corporativa e muito mais. – Modelo e agêntico: incluindo líderes em plataformas de IA agêntica, agentes de engenharia de software autônomos, Grandes Modelos de Linguagem (LLM) de IA e mais. – Cibersegurança: incluindo líderes em plataformas de segurança de IA, detecção de deepfakes, tecnologia de engano cibernético (cyber deception) avançada impulsionada por IA e mais. – Soluções: incluindo líderes em IA para Gestão de Relacionamento com o Cliente (Customer Relationship Management – CRM), Earth Intelligence, IA corporativa e mais. – Indústria: incluindo líderes em IA para manufatura, IA em prestadores de serviços de saúde, IA em telecomunicações móveis, redes e serviços e mais. Algumas das Companies to Beat nos segmentos de IA destacados incluem: Google é a Company to Beat na corrida das plataformas corporativas de Inteligência Artificial agêntica Os analistas do Gartner afirmam que o stack integrado de tecnologia de agentes de IA do Google (abrangendo modelos de raciocínio avançados, protocolos e infraestrutura), o suporte escalável para a adoção empresarial e o uso do Google Deepmind para investir em disruptores-chave de Inteligência Artificial tornam a empresa a Company to Beat em IA agêntica corporativa, pois ele supera a concorrência em visão e inovação. Os concorrentes podem investir em inovação de modelos e recursos de escalabilidade para preparar suas ofertas para o futuro e diminuir essa diferença. A próxima geração de agentes de IA será composta por ecossistemas de agentes especializados que fornecerão automação altamente especializada. Embora o Google tenha um papel fundamental no nível dos modelos, ainda não tomou medidas importantes para criar agentes especializados capazes de resolver problemas de negócios específicos. Isso representa uma oportunidade para empresas de aplicações corporativas e startups de agentes de IA especializados em determinados domínios ganharem participação de mercado e ampliarem a presença dos agentes implementados nas companhias. Palo Alto Networks é a Company to Beat na corrida das plataformas de segurança de IA O amplo portfólio de segurança da Palo Alto Networks, sua estratégia de aquisições (como a Protect AI e a aquisição pendente da CyberArk), sua extensa base instalada e seus robustos canais de distribuição fazem dela a Company to Beat na corrida das plataformas de segurança de IA. Os concorrentes podem diminuir a diferença com inovação em Inteligência Artificial e controles nativos de serviços de IA. A Palo Alto Networks se posicionou como uma importante contribuidora para a pesquisa em segurança de IA, combinando de forma única sua profunda experiência interna com abordagens colaborativas (crowdsourced) e de código aberto. Os concorrentes na corrida das plataformas de segurança de Inteligência Artificial incluem fornecedores que oferecem uma plataforma consolidada para proteger aplicações de IA de terceiros e aplicações de Inteligência Artificial desenvolvidas sob medida, incluindo agentes de IA. Esta é uma corrida em rápida evolução. Ao longo do último ano, os investimentos de venture capital, as mudanças de foco das startups de segurança, a entrada de novos participantes em mercados adjacentes e as atividades de fusões e aquisições intensificaram a competição. Microsoft é a Company to Beat na corrida pela Inteligência Artificial para toda a empresa O ecossistema de parceiros e plataformas da Microsoft, o controle das superfícies de trabalho corporativas, a capacidade de capturar dados empresariais, as ferramentas de IA extensíveis e a plataforma de governança Microsoft Agent 365 fazem dela a Company to Beat na Inteligência Artificial para toda a empresa. A ampla presença da companhia em aplicações e infraestruturas empresariais permite que ela integre mais facilmente a IA no back-end e front-end dos clientes. Concorrentes com orquestração agêntica, IA soberana/de borda e modelos de preços baseados em resultados podem alcançá-la. No entanto, ao contrário de outras corridas do mercado de Inteligência Artificial, a IA corporativa é relativamente menos dinâmica e mais aberta a gigantes do mercado do que a startups e players menores. Os concorrentes devem estabelecer parcerias estratégicas e participar de ecossistemas em todo o stack de Inteligência Artificial, em vez de apenas desenvolver sua própria tecnologia de IA. OpenAI é a Company to Beat na corrida dos fornecedores de LLM A OpenAI é líder em pesquisa de Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) de ponta, aproveitando o impulso estabelecido por ter sido a primeira a entrar no mercado na corrida da Inteligência Artificial baseada em LLM e por seu foco no raciocínio e no desenvolvimento de IA agêntica, tornando-se assim a Company to Beat entre os fornecedores de LLM. O impacto dos LLMs da OpenAI é reforçado por uma curva de demanda e adoção sem precedentes de sua aplicação principal voltada para o consumidor, o ChatGPT, com acesso via API diretamente por meio da OpenAI ou pela Nuvem Microsoft Azure. Ela também se beneficia da expansão no mercado empresarial ao incorporar sua família de modelos GPT no conjunto de aplicações da Microsoft. Os concorrentes podem alcançá-la investindo em recursos voltados para empresas e empacotando suas ofertas de modelos. Eles devem se concentrar em pesquisas inovadoras voltadas para a especialização de modelos em áreas como IA responsável e ética, tamanho dos modelos, suporte a

Samsung explora como confiança, segurança e privacidade moldam o futuro da AI na CES 2026

A Samsung Electronics Co., Ltd. realizou um painel com especialistas globais intitulado “In Tech We Trust? Rethinking Security & Privacy in the AI Age”, como parte de sua série Tech Forum na CES 2026. Feita no The Wynn, em Las Vegas, a sessão reuniu especialistas globais em tecnologia, pesquisa e ética para explorar como a confiança surgiu como um dos fatores mais críticos que moldam a forma como as pessoas adotam e se relacionam com a AI, à medida que ela se integra de maneira cada vez mais fluida ao cotidiano. Tornando a inteligência invisível confiável À medida que a AI passa a antecipar necessidades, organizar rotinas e operar de forma autônoma entre dispositivos, os panelistas Allie K. Miller, CEO da Open Machine; Amy Webb, CEO do Future Today Strategy Group; Zack Kass, consultor global de AI na ZKAI Advisory e ex-líder de Go-To-Market da Open AI; e Shin Baik, líder do AI Platform Center (APC) da Samsung Electronics, enfatizaram que a confiança deve ser conquistada não por meio de promessas, mas por comportamentos consistentes e compreensíveis. Durante a sessão, a Samsung compartilhou sua abordagem de confiança desde o design, destacando a importância de sistemas de AI que sejam previsíveis, transparentes e fáceis de controlar pelos usuários. “Quando se trata de AI, os usuários buscam transparência e controle”, afirmou Allie Miller. “Eles querem ser protagonistas de suas próprias experiências personalizadas — entender se um modelo de AI está sendo executado localmente ou na nuvem, ter a certeza de que seus dados estão seguros e ver com clareza o que é impulsionado por AI e o que não é. Esse nível de visibilidade constrói confiança. Do lado do provedor, há a responsabilidade de atender aos usuários projetando experiências personalizadas em torno dos principais pilares da confiança — clareza, segurança e responsabilidade.” A Samsung também destacou como a AI no dispositivo permite que os dados pessoais permaneçam locais sempre que possível, enquanto a inteligência baseada em nuvem pode ser utilizada de forma seletiva quando são necessárias maior velocidade ou escala, oferecendo flexibilidade aos usuários sem comprometer a privacidade. Segurança desenvolvida para um mundo impulsionado por AI O painel também explorou como, à medida que as inteligências se tornam distribuídas entre smartphones, TVs e eletrodomésticos, a segurança precisa evoluir. Na sessão, a Samsung destacou sua plataforma de segurança Samsung Knox — que agora protege bilhões de dispositivos desde o chipset — além do Knox Matrix, um framework de segurança entre dispositivos que permite que os produtos se autentiquem e se protejam mutuamente. “A confiança na AI começa com uma segurança comprovada, não prometida”, disse Shin Baik. “Há mais de uma década, o Samsung Knox oferece uma plataforma de segurança profundamente integrada, projetada para proteger dados sensíveis em todas as camadas. Mas a confiança vai além de um único dispositivo — ela exige um ecossistema que se proteja. Com o Knox, os dispositivos se autenticam e se monitoram continuamente, de modo que cada dispositivo atue como um escudo para os demais, criando um ambiente resiliente e seguro no qual os usuários podem confiar.” Uma conversa entre setores sobre o futuro da confiança Shin Baik ressaltou como a confiança cresce quando a AI se comporta de forma previsível e segura entre dispositivos, argumentando que os usuários precisam de sinais visíveis de controle, em vez de sistemas do tipo “caixa-preta”. A Samsung destacou suas parcerias com líderes do setor, como Google e Microsoft, como uma forma de fortalecer pesquisas compartilhadas em segurança, interoperabilidade e proteção em todo o ecossistema, enquanto Allie Miller enfatizou a importância da transparência para os usuários, incluindo visibilidade clara sobre onde os modelos de AI são executados, como os dados são utilizados e rótulos explícitos que mostrem o que é impulsionado por AI e o que não é. Já Zack Kass acrescentou que, embora a desinformação e o uso indevido representem desafios reais, “para cada risco, também há uma contramedida, e a própria tecnologia terá um papel fundamental na mitigação dos pontos negativos da AI”. Amy Webb avaliou a relação entre confiança e os hábitos de compra dos consumidores. “Não acho que eles tomem decisões baseadas apenas na confiança”, disse. “As pessoas não pagam por confiança. Elas não compram coisas por causa da confiança. Elas compram por conveniência. Portanto, se a parte de AI cativa as pessoas, isso torna suas vidas mais fáceis e convenientes”. À medida que a IAI se torna cada vez mais invisível, o painel concluiu que as tecnologias que conquistarão a confiança de longo prazo serão aquelas que priorizarem segurança, transparência e escolhas significativas para o usuário desde o início.

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