3 razões para empresas adotarem IA nas áreas de backoffice financeiro e fiscal
De acordo com dados recentes do estudo Panorama do Contas a Pagar 2026 realizado pela Qive, plataforma líder do contas a pagar que integra e automatiza, em um único fluxo conectado ao ERP, a gestão de pagamentos, documentos e fornecedores, apenas 33% das empresas no Brasil usam IA em áreas como backoffice financeiro e fiscal e 16% tiveram orçamento dedicado ao tema. Outro dado interessante é que mais da metade das empresas ainda depende fortemente de planilhas e processos manuais. Para Isis Abbud, co-fundadora e co-CEO da Qive, empresa líder do Contas a Pagar, nunca se falou tanto em Inteligência Artificial nas companhias brasileiras. E, paradoxalmente, investe-se pouco nessa ferramenta, especialmente nos setores em que o dinheiro realmente ‘passa’. “Enquanto áreas como marketing experimentam modelos generativos, criam campanhas mais rápidas e testam novos formatos, o backoffice financeiro e fiscal — responsável por volumes bilionários, riscos reais e impacto direto no caixa — ainda depende, em grande parte, de planilhas e controles paralelos”, explica. Ainda segundo a especialista, o problema não é apenas a baixa adoção. É onde e como a tecnologia está sendo usada. A executiva aponta 3 razões para o uso da IA nas áreas de contas a pagar, financeiro e backoffice das empresas: 1 – A IA apoia escolhas para orientar o negócio Quando existe automação, ela costuma estar focada em registrar o passado: lançar, conferir, arquivar, reconciliar. O fluxo anda e a decisão continua parada. Ou seja, digitaliza-se o processo, mas não se constrói inteligência para antecipar riscos, apoiar escolhas ou orientar o negócio. Para ela, o que isso cria, na prática, “é uma ilusão perigosa: companhias que se declaram “data-driven”, “AI-ready”, mas que ainda precisam de planilha, validação manual e retrabalho para rodar o contas a pagar. Ambição estratégica sem base operacional sólida não escala. E, no backoffice, esse custo é invisível até o momento em que vira problema”, complementa Ísis. 2 – A ferramenta ajuda a evitar erros “Em operações de alto volume, falhas como pagamentos em duplicidade, vencimentos perdidos, dados inconsistentes, retrabalho constante, não são exceção — são estatística”, aponta a cofundadora da Qive. O mesmo Panorama, pesquisa destacada anteriormente, apontou que ineficiências operacionais e erros em processos financeiros podem consumir até 1% da receita anual de uma organização, um impacto que se acumula silenciosamente ao longo do tempo. 3 – IA como braço direito das pessoas Ainda segundo o mesmo estudo da Qive, as pessoas estão mais prontas do que os sistemas. Neste cenário, 51% dos profissionais querem investir em IA e 39% apontam planejamento e estratégia como prioridades. “O apetite por um backoffice mais analítico existe. O que falta não é apenas a decisão de investimento, mas também dados confiáveis, infraestrutura e integração sólida de ferramentas”, pontua a especialista. Nem todo profissional de backoffice está preparado para atuar de forma analítica. E mesmo entre os que têm esse repertório, a travessia não é automática. “Tecnologia de ponta apoiada em dados ruins, fragmentados ou pouco confiáveis não gera inteligência. Gera ruído. Automatiza erros. E aumenta a insegurança na tomada de decisão.Sem dados íntegros, governados e acessíveis, a IA não acelera o pensamento, ela atrapalha”, finaliza a executiva.
Digibee reforça time de executivos para acelerar crescimento e performance
A Digibee está vivendo um momento de virada importante no seu modelo de negócio com a era dos agentes de IA. A empresa, que atua como uma plataforma de integrações inteligentes, passou a ser uma construtora de “guardrails” — limites invisíveis que mantêm a inteligência artificial alinhada com as regras e políticas do negócio. Diante desse novo desafio, a Companhia inicia 2026 investindo no seu time de executivos, com a chegada do Rodrigo Barrem, ex-SAS e TIVIT, que assume como o novo Head de Operações e Kelly Rodrigues, ex-TIVIT e CoreBiz, que chega como a nova Head de Gente e Gestão. Atualmente, a Digibee executa mais de 4 bilhões de integrações por mês e atende empresas como Itaú, Assaí, GOL, Bauducco e Vivara. Felipe Kraus, COO da Digibee, conta que a empresa tem o desejo de escalar a operação no Brasil e nos Estados Unidos, ampliando significativamente sua base de clientes, ao mesmo tempo em que aprofundará seu impacto e relevância aos que já fazem parte de sua base. “Em 2025, realizamos a aquisição da Vertify nos Estados Unidos e fortalecemos nossos times de gestão de pessoas e operações. Agora, em 2026, nosso objetivo é evoluir o modelo operacional, consolidar a cultura e investir nas pessoas como pilar central desse crescimento. Estamos muito felizes com a chegada deste novo time, que se junta a nós para impulsionar essa jornada”, finaliza.
Select Soluções anuncia Evandro Pires como Chief Visionary Officer e entra em nova fase de crescimento acelerado em cloud, dados e IA
A Select Soluções, uma das principais parceiras da AWS no ecossistema brasileiro de tecnologia, anuncia a chegada de Evandro Pires como Chief Visionary Officer (CVO). O movimento marca um reposicionamento estratégico da companhia e inaugura uma nova fase de crescimento, com expansão da atuação para modernização de aplicações, soluções cloud-native, e habilitação em dados e inteligência artificial, voltada a empresas que enfrentam decisões tecnológicas críticas e cenários de alta complexidade. Evandro assume a responsabilidade de desenhar a visão de futuro da Select, liderando a estratégia de novos negócios, inovação e a criação de novas avenidas de crescimento. A nova cadeira surge em um momento de expansão consistente da empresa, que projeta dobrar seu faturamento até o final de 2026. Com a operação integrada à sls.guru no Brasil, a expectativa é que o faturamento combinado da atuação alcance três dígitos de milhões de reais no período. Parceria exclusiva redefine escala e posicionamento da Select O principal motor dessa nova fase é a parceria estratégica e altamente exclusiva firmada com a sls.guru, empresa americana de atuação global, reconhecida por sua excelência em engenharia cloud e por contar com profissionais distribuídos ao redor do mundo, incluindo diversos AWS Heroes, e clientes como Air Canada e Hyatt. No Brasil, a atuação ocorre exclusivamente de forma conjunta: Select e sls.guru operam lado a lado, em um modelo integrado que combina engenharia de nível mundial com presença local, operação sem fricção no Brasil e profundo entendimento do contexto regulatório e de negócios. A parceria elimina o distanciamento comum entre soluções globais e a realidade operacional brasileira, garantindo consistência entre estratégia, execução e entrega. Como resultado direto desse acordo, a Select passa por uma expansão estrutural relevante. O time atual, com cerca de 80 colaboradores, será ampliado para aproximadamente 300 profissionais, considerando a atuação integrada com a sls.guru no Brasil. A escala permite à empresa atender projetos de maior porte, maior complexidade técnica e maior impacto estratégico, mantendo senioridade como premissa central, e não como exceção. “O Brasil tem boas consultorias. O que falta é senioridade para decisões difíceis. Nosso papel é entrar quando o problema deixa de ser óbvio, quando errar custa caro e quando não existe resposta pronta”, afirma Evandro Pires. Atuação em decisões críticas de negócio O foco da nova unidade liderada por Evandro está em empresas que operam em ambientes de alta pressão, como ISVs (Independent Software Vendors), fintechs, healthtechs, varejo e plataformas digitais, onde arquitetura, custo de cloud, governança e escalabilidade impactam diretamente margem e crescimento. “Hoje, muitos ISVs operam com margens severamente pressionadas. Em teoria, a margem saudável, considerando custos de cloud, deveria girar em torno de 8%, mas a maioria das empresas ultrapassa esse patamar sem clareza sobre como corrigir o problema”, comenta Evandro. A proposta da Select é atuar justamente nesse ponto: revisar arquitetura, decisões de plataforma e estratégia tecnológica para reduzir risco, recuperar margem e viabilizar crescimento sustentável. Trajetória executiva com reconhecimento global Evandro Pires construiu sua carreira na interseção entre tecnologia, negócio e decisão executiva. Atuou como CTO da Senior Sistemas, uma das maiores empresas de software do país, responsável por plataformas críticas com milhões de usuários, diversos de ambientes produtivos e elevados requisitos de disponibilidade, segurança e governança. Reconhecido internacionalmente, Evandro é o primeiro e único AWS Serverless Hero da América Latina, além de ser embaixador da sls.guru na região. Também é host do podcast Sem Servidor e organizador de eventos como o ServerlessDays São Paulo. No novo papel, além de liderar a unidade de cloud, dados e IA, Evandro também conduz o desenho das próximas frentes estratégicas da Select, incluindo iniciativas como a tnkr, startup de educação focada em mentalidade, liderança e desenvolvimento profissional, que passa a integrar a estratégia de inovação do grupo. Com esse movimento, a Select Soluções reforça seu posicionamento como uma consultoria preparada para atuar onde tecnologia deixa de ser suporte e passa a ser infraestrutura estratégica do negócio, especialmente nos momentos em que decisões genéricas deixam de funcionar e em que excelência técnica é apenas o ponto de partida.
Atendimento inteligente vira vantagem competitiva e acelera o uso de IA no e-commerce em 2026
O início de 2026 consolida um movimento que vinha se formando nos últimos anos: o atendimento ao cliente passa a ser um dos principais fatores de competitividade no e-commerce. Em um ambiente cada vez mais imediato, multicanal e orientado à experiência, empresas que não respondem rápido — ou não respondem bem — perdem vendas, reputação e relevância. “Em 2026, o cliente não compara só preço ou produto — ele compara experiências. E a primeira delas é o atendimento. Se a resposta demora, a venda não acontece”, afirma Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma especializada em Chat Commerce com Inteligência Artificial. Dados de mercado já indicam essa mudança de comportamento. Estudos globais apontam que mais de 70% dos consumidores esperam respostas em poucos minutos ao interagir com marcas em canais digitais, enquanto atrasos no atendimento elevam significativamente as taxas de abandono de carrinho e impactam a confiança na marca. Ao mesmo tempo, a conversa deixa de ser apenas suporte e passa a influenciar diretamente a decisão de compra. Nesse contexto, a Inteligência Artificial aplicada ao atendimento ganha espaço não apenas como ferramenta de automação, mas como infraestrutura estratégica. Soluções baseadas em Chat Commerce permitem que empresas atuem 24 horas por dia, integrem múltiplos canais e mantenham consistência na experiência, mesmo em operações de grande escala. Segundo o executivo, a aceleração do uso de IA no atendimento está diretamente ligada à pressão por eficiência e conversão. “As empresas perceberam que não basta estar presente em vários canais. É preciso responder rápido, entender o contexto e conduzir a conversa até a decisão. A IA permite fazer isso de forma contínua, sem depender de horário comercial”, explica. Na prática, os resultados já aparecem. Operações que adotam agentes de IA no atendimento registram aumento médio de 50% na conversão de conversas em vendas, além de mais de 90% dos atendimentos resolvidos sem intervenção humana. O tempo médio de resposta cai para menos de 30 segundos, fator decisivo em ambientes como marketplaces e WhatsApp, onde a concorrência está a um clique de distância. Além da conversão, outro ponto crítico entra no radar das empresas: a reputação. Em marketplaces e redes sociais, a qualidade e a velocidade das respostas impactam avaliações públicas, ranqueamento e visibilidade. “Atendimento virou ativo reputacional. Uma operação lenta ou desorganizada não afeta só aquela venda, mas a percepção da marca como um todo”, destaca Vailati. O avanço da IA no atendimento também reflete uma mudança no papel dessas tecnologias dentro das empresas. Se antes eram usadas de forma pontual, agora passam a atuar ao longo de toda a jornada — do pré-venda ao pós-venda — integrando dados, histórico de interações e comportamento do consumidor. A tendência para 2026 é clara: atendimento inteligente deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito competitivo. Empresas que tratam o relacionamento com o cliente como estratégia — e não apenas como custo — saem na frente em um mercado cada vez mais disputado, conversacional e orientado à experiência.
Disparo Pro registra ganho de 85% em performance operacional com IA
A Inteligência Artificial deixou de ser tendência para se tornar eixo estratégico das empresas de tecnologia em todo o mundo. Atenta a esse movimento, a Disparo Pro vem acelerando a aplicação de IA não apenas em suas soluções para o mercado, mas também em seus processos internos e no desenvolvimento de produtos. O resultado: um ganho médio de 85% em performance em diversas áreas da operação. Nos últimos dois anos, as empresas intensificaram investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento, direcionando parte dos R$ 8 milhões previstos para P&D à implementação de agentes de Inteligência Artificial, aquisição de ferramentas especializadas e capacitação técnica das equipes. A estratégia teve como foco ampliar eficiência operacional, reduzir gargalos e permitir que os colaboradores concentrem sua atuação em atividades mais estratégicas e de maior valor agregado. “Estamos vivendo uma transformação estrutural no mercado de tecnologia. A IA não é apenas uma funcionalidade embarcada nos produtos, mas um novo modelo de trabalho. Ao aplicarmos inteligência artificial nos nossos próprios processos, conseguimos acelerar entregas, aumentar a qualidade e liberar nossos times para decisões mais analíticas e estratégicas”, afirma João Neto, co-founder das empresas. Engenharia: aceleração no desenvolvimento de software Na área de engenharia, a adoção de um ambiente de desenvolvimento integrado com Inteligência Artificial passou a apoiar diretamente os desenvolvedores na criação de códigos, revisões técnicas e testes. A empresa passou a utilizar a Antigravity, ferramenta do Google baseada em agentes de IA, que atua como um co-piloto avançado de programação dentro da própria IDE. A solução permite interpretar comandos, sugerir e gerar trechos de código, realizar revisões automáticas, estruturar testes e apoiar a organização de tarefas complexas de desenvolvimento. Com a Antigravity, tarefas operacionais e repetitivas passaram a ser executadas com apoio de agentes inteligentes, reduzindo drasticamente o tempo de execução e elevando o padrão de qualidade técnica, enquanto os engenheiros concentram esforços na arquitetura das soluções, validação estratégica e inovação de produtos. O resultado é maior velocidade de entrega, padronização de processos e ganho significativo de eficiência no ciclo de desenvolvimento. Marketing: 24 agentes de IA e produtividade ampliada No marketing, 24 agentes de Inteligência Artificial passaram a atuar em frentes como de artigos e blogs posts, otimização de SEO, apoio a produção de imagens e vídeos. As ferramentas assumem etapas operacionais e repetitivas, enquanto o time concentra esforços em estratégia de posicionamento, análise de dados, definição de campanhas e construção de narrativas de marca. Comercial, atendimento e financeiro também integrados A aplicação da IA também se estende às áreas comercial, atendimento e financeiro. No comercial, agentes apoiam pré-vendas e qualificação de oportunidades. No atendimento, chatbots inteligentes aumentam a agilidade nas interações. Já no financeiro, ferramentas automatizam revisões de reembolsos e conferências operacionais. Essa integração transversal garante padronização, agilidade e maior controle de processos, fortalecendo a governança interna. Tendência global e posicionamento estratégico A adoção estruturada de Inteligência Artificial acompanha um movimento global de transformação digital, no qual empresas de tecnologia incorporam IA tanto em seus produtos quanto em suas rotinas internas. Para a Disparo Pro, esse passo é essencial para sustentar crescimento, competitividade e inovação contínua. Mais do que automatizar tarefas, a estratégia busca reposicionar o papel das equipes, valorizando competências analíticas, criativas e de liderança. “A tecnologia assume o que é operacional. As pessoas se dedicam ao que é estratégico. Esse é o modelo de empresa que estamos construindo”, reforça João Neto. “Com a consolidação da Inteligência Artificial em nossos processos internos, fortalecemos nossa eficiência operacional e ampliamos nossa capacidade de entregar soluções mais robustas, ágeis e alinhadas às demandas de um mercado cada vez mais orientado por dados e performance. Dessa forma, nos ajustando à nova realidade e promovemos a sustentabilidade e o crescimento contínuo dos nossos negócios”, conclui o executivo.
Avanço acelerado da IA redesenha mercado de tecnologia e reposiciona empresas de software
O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) está redesenhando o mercado de tecnologia e provocando um movimento estratégico: empresas tradicionalmente posicionadas como desenvolvedoras de software passam a se apresentar como companhias de inteligência artificial. Mais do que uma mudança de nomenclatura, trata-se de uma reconfiguração de identidade corporativa alinhada a um novo ciclo de inovação, investimentos e expectativas do mercado. É o que aponta o professor Lacier Dias, empresário, especialista em estratégia, tecnologia e transformação digital, doutorando pela Fundação Dom Cabral e fundador e CEO da B4Data. “Esse reposicionamento é impulsionado, em grande parte, pela consolidação de plataformas e modelos generativos que popularizaram o uso da IA em escala global e ampliaram sua aplicação para além de nichos técnicos. A rápida adoção dessas tecnologias por consumidores e empresas criou uma percepção clara de que a IA deixou de ser diferencial competitivo para se tornar infraestrutura estratégica.” Outro fator relevante, conforme o especialista, é o movimento do mercado financeiro. “Investidores passaram a valorizar companhias com forte narrativa e capacidade de entrega em IA, o que impacta diretamente em valuation, acesso a capital e visibilidade. Gigantes como Microsoft e Google intensificaram seus aportes e integrações de IA em produtos já consolidados, reforçando a percepção de que o futuro do setor passa, necessariamente, por inteligência artificial embarcada em todas as camadas do software”, observa. Além disso, há uma mudança estrutural no próprio conceito de produto. O professor explica que, se antes o software era baseado em regras e fluxos pré-definidos, agora ele passa a incorporar sistemas capazes de aprender, gerar conteúdo, automatizar decisões e personalizar experiências em tempo real. “Isso transforma não apenas a experiência do usuário, mas, também, os modelos de negócios, que passam a incluir serviços baseados em dados, automação inteligente e análise preditiva”, ressalta Lacier. O reposicionamento também reflete a disputa por talentos. “Profissionais especializados em ciência de dados, engenharia de machine learning e arquitetura de modelos tornaram-se ativos estratégicos. Ao se apresentarem como empresas de IA, organizações ampliam seu poder de atração e retenção de especialistas em um mercado altamente competitivo”, pondera o professor. Nesse contexto, de acordo com ele, a transição de empresas de software para empresas de inteligência artificial representa tanto uma resposta às pressões do mercado quanto uma adaptação necessária a uma nova realidade tecnológica. “Mais do que uma tendência passageira, o movimento sinaliza que a IA está deixando de ser um recurso adicional para se tornar o núcleo das estratégias corporativas na economia digital.”
Open source inspira marcas a criarem conexões mais humanas e colaborativas
Em um cenário marcado pela automação, pela busca incessante por eficiência e pelo uso intensivo de inteligência artificial, empresas e consumidores vivem uma relação cada vez mais tensionada. De um lado, organizações orientadas por dados e produtividade; do outro, pessoas em busca de significado, pertencimento e confiança. Nesse contexto, a cultura open source (código aberto) surge como um alicerce para conectar pessoas, tecnologia e marcas de forma autêntica e sustentável. Segundo o estudo “Voz do Consumidor”, da PwC, embora empresas invistam fortemente em IA, cerca de 80% dos consumidores demonstram receio em relação à tecnologia, especialmente pela possível desumanização das experiências e pelo uso indevido de dados. O dado reforça um dilema contemporâneo: a técnica avança, mas o sentido humano nem sempre acompanha. “Vivemos um momento em que a eficiência técnica deixou de ser suficiente. As pessoas querem entender no que as marcas acreditam e como elas se posicionam diante de temas como confiança, ética e colaboração”, afirma Fabiano Assis, diretor comercial da Red Hat Brasil. “Tecnologia sem propósito gera distância, não conexão,” completou. Código aberto: o maior exemplo de benchmark É justamente nesse ponto que o open source se destaca. Presente de forma “invisível” em praticamente tudo o que usamos (de sistemas operacionais e smartphones a servidores, automóveis e até o PIX), o modelo de código aberto sustenta uma revolução colaborativa há mais de 40 anos, sem campanhas publicitárias ou grandes slogans. Seu sucesso está baseado em princípios claros: colaboração, confiança, transparência e propósito coletivo. Para além de um compilado de soluções tecnológicas, o open source representa uma cultura.Sua história foi construída a partir do sucesso de outras iniciativas e marcas, ao viabilizar tecnologias robustas, seguras, escaláveis e acessíveis para todos os públicos. A lógica é simples: não é a tecnologia que se conecta às pessoas, mas os valores que a sustentam. “Trata-se, também, de uma lição valiosa também para empresas que desejam ir além da venda de produtos e serviços e construir relações duradouras com seus públicos”, destacou Assis. O mesmo princípio se aplica à liderança moderna. Em vez de centralização de poder, o futuro aponta para líderes capazes de descentralizar decisões, promover autonomia e criar ambientes de confiança e aprendizado contínuo.”O código aberto mostra que é possível crescer de forma sustentável quando se constrói um ecossistema baseado em confiança e participação ativa. “Empresas que conseguem ‘abrir o código’ de sua cultura criam ambientes onde inovação, aprendizado e engajamento acontecem de maneira orgânica”, complementou o executivo. Embora nem todas as organizações possam esperar décadas para alcançar esse nível de maturidade cultural, o recado é claro: marcas longevas são construídas a partir de valores sólidos, cultura coerente e comunidades genuinamente engajadas. Clientes, colaboradores e parceiros tornam-se, naturalmente, os principais embaixadores da marca. “Ao longo de mais de 40 anos, o maior trunfo do open source não foi criar um modelo perfeito ou imutável, mas convidar pessoas ao redor do mundo a cocriar um ambiente livre, colaborativo e orientado por um objetivo comum: buscar, coletivamente, a melhor versão de si mesmas. Uma inspiração poderosa para empresas que desejam se manter relevantes em um mundo cada vez mais conectado e, ao mesmo tempo, carente de humanidade”, concluiu Assis..
A Meta constrói infraestrutura de IA com a NVIDIA
Resumo: A NVIDIA anuncia uma parceria estratégica plurianual e multigeracional com a Meta, abrangendo infraestrutura local, em nuvem e de IA. A Meta construirá data centers hiperescaláveis otimizados tanto para treinamento quanto para inferência, em apoio ao roadmap de infraestrutura de IA de longo prazo da empresa. Essa parceria possibilitará a implantação em larga escala de CPUs NVIDIA e milhões de GPUs NVIDIA Blackwell e Rubin, bem como a integração de switches Ethernet NVIDIA Spectrum-X™ para a plataforma Facebook Open Switching System da Meta. “Ninguém implementa IA na escala da Meta — integrando pesquisa de ponta com infraestrutura de escala industrial para impulsionar os maiores sistemas de personalização e recomendação do mundo, para bilhões de usuários”, afirma Jensen Huang, fundador e CEO da NVIDIA. “Por meio de um profundo design de código conjunto de CPUs, GPUs, redes e software, estamos trazendo a plataforma NVIDIA completa para os pesquisadores e engenheiros da Meta enquanto eles constroem a base para a próxima fronteira da IA.” “Estamos entusiasmados em expandir nossa parceria com a NVIDIA para construir clusters de ponta usando sua plataforma Vera Rubin, a fim de levar superinteligência pessoal a todos no mundo”, afirma Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta. “Essa infraestrutura terá uma capacidade massiva de transformação do que se pode conquistar com a IA nos próximos anos. É preciso ficar muito atento ao que será construído daqui para frente entre Meta e NVIDIA”, comenta Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da NVIDIA para América Latina. Implantação expandida de CPUs NVIDIA para aumento de desempenho A Meta e a NVIDIA continuam sua parceria na implantação de CPUs NVIDIA Grace™ baseadas em Arm para as aplicações de produção de data centers da Meta, proporcionando melhorias significativas de desempenho por watt em seus data centers como parte da estratégia de infraestrutura de longo prazo da Meta. A colaboração representa a primeira implementação em larga escala exclusiva de NVIDIA Grace, apoiada por investimentos em design de código e otimização de software em bibliotecas do ecossistema de CPU para melhorar o desempenho por watt a cada geração. As empresas também estão colaborando na implementação de CPUs NVIDIA Vera, com potencial para implantação em larga escala em 2027, ampliando ainda mais a capacidade de computação de IA com eficiência energética da Meta e impulsionando o ecossistema de software Arm de forma mais ampla. Arquitetura unificada suporta a infraestrutura de IA da Meta A Meta implantará sistemas líderes do setor baseados em NVIDIA GB300 e criará uma arquitetura unificada que abrange data centers locais e implantações de parceiros de nuvem da NVIDIA para simplificar as operações, maximizando o desempenho e a escalabilidade. Além disso, a Meta adotou a plataforma de rede Ethernet NVIDIA Spectrum-X em toda a sua infraestrutura para fornecer redes em escala de IA, oferecendo desempenho previsível e de baixa latência, ao mesmo tempo que maximiza a utilização e melhora a eficiência operacional e energética. Computação confidencial para WhatsApp A Meta adotou o NVIDIA Confidential Computing para processamento privado do WhatsApp, possibilitando recursos com inteligência artificial em toda a plataforma de mensagens, ao mesmo tempo que garante a confidencialidade e a integridade dos dados do usuário. A NVIDIA e a Meta estão colaborando para expandir os recursos do NVIDIA Confidential Compute além do WhatsApp, abrangendo casos de uso emergentes em todo o portfólio da Meta e oferecendo suporte à IA com privacidade aprimorada em escala. Design de código dos modelos de IA de última geração da Meta As equipes de engenharia da NVIDIA e da Meta estão empenhadas em um profundo design de código para otimizar e acelerar modelos de IA de ponta nas principais cargas de trabalho da Meta. Esses esforços combinam a plataforma completa da NVIDIA com as cargas de trabalho de produção em larga escala da Meta para impulsionar maior desempenho e eficiência para novos recursos de IA usados por bilhões de pessoas em todo o mundo.
FCamara vira a chave para o futuro: Arthur Lawrence assume como CEO e Fábio Câmara passa a Executive Chairman
Em um momento em que a inteligência artificial (IA) deixa de ser promessa para se tornar uma infraestrutura decisiva dos negócios, a FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação, anuncia uma virada institucional que redefine sua forma de liderar, decidir e crescer. Arthur Lawrence, até então co-CEO, assume como CEO global da companhia. O fundador, Fábio Câmara, passa a ocupar a posição de Executive Chairman, concentrando sua atuação na visão de futuro, na inovação e no posicionamento estratégico da empresa diante da nova era da IA. Mais do que uma troca de cargos, o movimento sinaliza uma mudança de patamar. A FCamara entra em uma fase em que governança, tecnologia e execução rompem com a dinâmica de caminhar em paralelo para operar como um único sistema. A reorganização consolida o ecossistema construído ao longo dos últimos anos e responde a um ambiente de profunda revolução do setor de tecnologia, em que não basta inovar: é preciso escalar com disciplina e transformar inteligência artificial em impacto concreto para os negócios. A transição dá continuidade ao reposicionamento estratégico comunicado no final de 2025, quando a FCamara assumiu a IA como base nativa de suas ofertas, decisões e modelo de crescimento. Como parte desse novo desenho, a companhia também institui a criação de um advisory board que terá como papel ser uma instância estratégica de apoio à liderança. O conselho contará com quatro membros – dois já confirmados: Jean Carlo Klaumann, ex-CEO da Neogrid, com ampla experiência em vendas e crescimento; e Ângelo Accorsi, executivo com trajetória em gestão e transformação organizacional. Uma resposta à maturidade do mercado O anúncio acontece em um contexto em que empresas de tecnologia enfrentam um novo nível de exigência: eficiência operacional, clareza estratégica, convergência das aquisições e capacidade real de converter inovação em resultado. Nesse cenário, a FCamara se posiciona como protagonista – uma autoridade madura em IA aplicada a negócios, preparada para aprofundar sua liderança em um mercado que já não premia o discurso vazio. “Estou vivendo um dos ciclos mais felizes da minha trajetória profissional. A IA nos obriga a reaprender tudo, questionar modelos e redesenhar o amanhã das empresas – e é exatamente nesse espaço que quero concentrar minha energia”, afirma Fábio Câmara. Como Executive Chairman, Câmara começa a atuar de maneira ainda mais estratégica, com foco na visão de longo prazo da companhia, na provocação sobre os rumos do mercado, na curadoria humana por trás da tecnologia e no avanço do conhecimento acumulado da FCamara em propriedade intelectual escalável. Execução no centro da estratégia Arthur Lawrence ascende ao cargo de CEO após ter participado diretamente da formação da atual estrutura da FCamara. Ao longo dos últimos anos, foi peça-chave no amadurecimento do portfólio e no fortalecimento do relacionamento com clientes estratégicos. Agora, como único CEO, Lawrence lidera a companhia em uma conjuntura de crescente complexidade e competitividade, com o desafio de garantir disciplina de execução e alinhamento entre estratégia, tecnologia e necessidades reais do mercado. “Inicio a condução da liderança em um momento bastante alinhado ao que acredito: entregar resultados com consistência, tornar a adaptação viável e conectar a estratégia à execução”, diz. “Reforçar o tema de potencializar ganhos reais e mensuráveis de negócio, sejam novas receitas, incremento do core ou geração de rentabilidade e eficiência, sempre foi minha agenda e minha crença – e isso se acelera muito com a IA.” A transição marca a evolução da governança da FCamara e acompanha a solidez da empresa como referência no mercado. A nova arquitetura organizacional amplia a performance operacional, integra os investimentos realizados ao longo da trajetória da companhia e prepara o terreno para um novo capítulo de desenvolvimento que inclui expansão internacional e o progresso da companhia rumo à meta de R$ 1 bilhão em faturamento até 2029. Para além do crescimento, a FCamara sinaliza ambição com método. Uma agenda de longo prazo sustentada por clareza estratégica, disciplina e a convicção de que o futuro será forjado por quem souber transformar inteligência em ação.
Varejo acelera adoção de execução em tempo real com IA, apontam análises globais
A adoção de inteligência artificial em processos críticos de operação, logística, estoque, atendimento e tomada de decisão vem se consolidando como um dos principais vetores de competitividade do varejo global. Projeções da Gartner indicam que, até o fim de 2026, 40% das aplicações corporativas devem incorporar agentes de inteligência artificial, refletindo a incorporação crescente da tecnologia aos sistemas de negócio. A avaliação é de Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria, empresa especializada em growth, escala de negócios e transformação operacional orientada por dados e inteligência artificial. Multiempresário, Schuler acompanha a NRF, maior evento global do varejo, há 12 anos e atua em projetos de crescimento de marcas brasileiras como Melissa e O Boticário. Segundo o executivo, os debates observados ao longo da National Retail Federation (NFR) 2026, maior evento anual global do varejo, reforçaram um movimento que já vinha se materializando no mercado: a transição do discurso sobre inovação para a execução em escala. “Os conteúdos mostraram que muitas dessas soluções já estão incorporadas à rotina das empresas. A discussão deixou de ser sobre adoção e passou a ser sobre como escalar e integrar”, afirma. Um dos temas recorrentes nas discussões do setor é o avanço do chamado agentic commerce, modelo em que assistentes inteligentes executam tarefas em nome do consumidor, como seleção de produtos, comparação de preços, montagem de carrinhos, aplicação de descontos e recorrência de pedidos. Nesse contexto, a estruturação de catálogos, a padronização de dados e a integração de sistemas passam a influenciar diretamente a capacidade das marcas de serem consideradas nesses ambientes automatizados. As análises também dialogam com projeções de mercado que apontam crescimento acelerado da inteligência artificial no ambiente corporativo. Relatórios de consultorias como IDC, Fortune Business Insights e Grand View Research estimam que o mercado global de IA deve crescer a uma taxa média anual próxima de 30% entre 2025 e 2029, impulsionado principalmente por aplicações práticas em operação, logística, atendimento e marketing. Levantamento divulgado pela NRF, conduzido com líderes de IA de grandes varejistas no contexto de fóruns da indústria, indica que 86% das empresas já possuem políticas de governança de IA, enquanto 93% planejam ampliar ou estruturar esse trabalho ao longo dos próximos 12 meses. Outro ponto destacado por Schuler é que o omnichannel passou a ser tratado como requisito operacional. Temas como acuracidade de estoque, cumprimento de prazos de entrega e integração entre loja física e digital deixaram de ser diferenciais e passaram a compor o padrão mínimo de experiência esperado pelo consumidor. No debate sobre lojas físicas, o executivo aponta um reposicionamento do ponto de venda dentro da estratégia do varejo. A loja passa a concentrar funções de experiência, relacionamento e construção de marca, além da transacional, atuando de forma integrada aos canais digitais. Embora aplicações de IA voltadas à experiência do consumidor tenham ganhado visibilidade, Schuler destaca que parte relevante dos projetos mais maduros está concentrada em processos internos, como previsão de demanda, redução de rupturas, otimização de estoques, logística, prevenção a fraudes e dimensionamento de equipes. Segundo ele, esses usos estão diretamente associados a ganhos de eficiência operacional, margem e geração de caixa. Para o executivo, o principal desafio hoje é a velocidade de execução. “As tecnologias estão disponíveis e os modelos estão validados. A diferença entre empresas está na capacidade de transformar isso em operação”, afirma. Ele acrescenta que a Smart Consultoria vem aplicando esses conceitos em projetos focados em cultura orientada a IA, automação de decisões e integração de dados, junto a empresas de diferentes segmentos do varejo.
Interoperabilidade e IA transformam os serviços tecnológicos na saúde brasileira
O mercado de fornecedores de serviços em healthcare no Brasil passa por uma transformação estrutural em 2025, impulsionada pela combinação entre interoperabilidade, inteligência artificial, automação e cibersegurança. O movimento reflete tanto a complexidade do sistema de saúde brasileiro quanto a pressão crescente por eficiência operacional, sustentabilidade financeira e o foco na experiência do paciente. É o que mostra a nova edição do estudo ISG Provider Lens® Healthcare Digital Services 2025 para o Brasil, produzido e distribuído pela TGT ISG. O relatório trouxe uma análise tanto do setor público quanto do privado. O Brasil tem hoje um dos maiores sistemas de saúde do mundo. “O SUS, com 35 anos, atende cerca de 74% da população e contou com um orçamento em torno de R$220 bilhões para 2025”, afirma Sonia Maria Castral, distinguished analyst da TGT ISG e autora do estudo. “Já a saúde suplementar atende aproximadamente 87 milhões de vidas, sendo que 75% dos planos de saúde são empresariais, o que mostra como o acesso individual tem limitações”. Na comparação com o ano anterior, o foco dos investimentos e estratégias evoluiu. “Na edição anterior, a discussão estava muito concentrada em inteligência artificial e sustentabilidade financeira. Este ano, a interoperabilidade passa a ser o grande vetor da transformação da saúde no Brasil”, destaca a especialista. A interoperabilidade, segundo a autora, é o elemento que conecta laboratórios, hospitais, operadoras e demais atores do ecossistema. “É a capacidade de integrar informações para criar um prontuário único do paciente, por exemplo. Com isso, evitamos procedimentos duplicados, reduzimos custos e aumentamos a eficiência do atendimento”, comenta. Esse avanço tem impacto direto na operação dos fornecedores de serviços, que passam a ser cobrados não apenas por tecnologia, mas por capacidade de integração, governança de dados e escalabilidade. Esse movimento ocorre em paralelo à aceleração da transformação digital na saúde, que envolve o uso estratégico de prontuários eletrônicos, telemedicina, inteligência artificial, dispositivos vestíveis, IoT e analytics. Em 2025, a IA seguiu como peça central para diagnósticos avançados, automação de fluxos de trabalho, análises preditivas e manejo da saúde populacional, além de apoiar modelos de cuidado mais personalizados. “A inteligência artificial aplicada hoje à saúde está muito focada na automação de processos, como agendamento de consultas, aprovação de procedimentos e, principalmente, análise de imagens”, explica. “Hospitais brasileiros já utilizam IA para análise de imagens, o que reduz significativamente a carga burocrática e libera tempo do médico para o cuidado com o paciente”. Quando interoperabilidade e IA se combinam, o resultado é a transformação da jornada do paciente, colocando-o como centro da experiência, envolvendo check-in e check-out digitais, agendamento por chatbots e integração de dados, o que agiliza o atendimento. Segundo o relatório, a automação também avança no setor público. “O SUS, por meio do projeto Conecta SUS e da Rede Nacional de Dados em Saúde, está adotando protocolos globais de interoperabilidade, o que traz mais agilidade, menos burocracia e maior eficiência”, afirma Castral. Outro eixo crítico para o mercado de fornecedores é a sustentabilidade financeira. De acordo com o estudo, a IA e as ferramentas analíticas estão sendo usadas para auditorias inteligentes, redução de glosas e análises financeiras mais precisas. Isso reduz fraudes e acelera o ciclo de receitas das instituições. No entanto, à medida que os dados passam a circular de forma mais ampla, a cibersegurança se torna um fator decisivo. Com interoperabilidade, nuvem e telemedicina, a cibersegurança deixa de ser opcional e passa a ser estrutural. “Sem segurança da informação, não existe interoperabilidade”, alerta Castral. Diferentemente de outros setores, como o varejo, o impacto de um vazamento na saúde é ainda mais grave. “Não se trata apenas de perda de dados, mas de informações clínicas, pessoais e confidenciais. Por isso, a cibersegurança é hoje uma das áreas com maior volume de investimentos no mercado de healthcare.” Nesse cenário, os fornecedores de serviços em healthcare enfrentam um mercado mais exigente, regulado e orientado a resultados. “A transformação digital está melhorando a eficiência, a acessibilidade e colocando o paciente no centro. O futuro da saúde no Brasil passa, inevitavelmente, pela integração de dados, modernização operacional e uso estratégico da tecnologia”, finaliza. O relatório ISG Provider Lens® Healthcare Digital Services 2025 para o Brasil avalia as capacidades de 26 fornecedores em três quadrantes: Payer Digital Transformation, Provider Digital Transformation e Interoperability and Data Security. O relatório nomeia a Deloitte, a MV e a Philips Healthcare – Tasy como líderes em todos os três quadrantes. Nomeia a Accenture como líder em dois quadrantes e a DGS, a InterSystems e a TOTVS como líderes em um quadrante cada. Além disso, a Liberty Health, a Planium e a UpFlux foram nomeadas como Rising Stars — empresas com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro”, segundo a definição da ISG — em um quadrante cada.
Da experimentação à maturidade: a Fase 2 da IA e os desafios do mercado criativo em 2026
Se 2025 foi o ano em que o mundo começou a entender o potencial da Inteligência Artificial, 2026 marca o início de uma nova era de maturidade para o setor. Para Bia Ambrogi, presidente da APRO+SOM, o mercado criativo entra agora em uma “Fase 2” da tecnologia. “Já estamos vendo mudanças profundas na forma, no fluxo, no formato e no encaminhamento das produções. Na nossa área, o impacto reside nos limites de até onde usar a tecnologia sem comprometer a criatividade humana”, afirma. Um dos pilares desta nova fase é a segurança jurídica. Há uma forte expectativa da conclusão do marco regulatório da IA neste ano, o que permitirá ao mercado estabelecer padrões éticos embasados. Segundo Bia, a cautela da associação foi estratégica: “Algumas entidades buscaram guias práticos baseados no bom senso, mas, a APRO+SOM, por exemplo, optou por aguardar a regulação oficial para, a partir dela, elaborar um guia realmente prático, objetivo e ético sobre a utilização da IA no setor de som”. Além da tecnologia, o cenário macroeconômico impõe um ritmo atípico. A combinação de um ano eleitoral com a realização da Copa do Mundo cria uma dinâmica de espera e sazonalidade. “O mercado oscila entre marcas e agências que aguardam os resultados das urnas para definir posicionamentos e uma agenda de comunicação que gira intensamente em torno da Copa. É um cenário desafiador que se soma à necessidade de as produtoras e fornecedores se posicionarem sobre como integrarão a IA em seus processos”, explica Bia. Nesse contexto, a palavra de ordem é flexibilidade. Com a pressão por redução de custos e o surgimento de novas plataformas, as produtoras musicais precisam expandir seu escopo tradicional. Para a presidente da associação, a produção de som para audiovisual de publicidade, entretenimento e games deve evoluir e estar preparada para finalidades que estão apenas começando a surgir. “Precisamos cultivar essa abertura para novas formas de trabalhar sem se prender a um formato único, pois os formatos realmente vão mudar.” Esse movimento é, também, uma aposta estratégica na exportação de serviços e produtos de áudio. Em um ano em que o Brasil volta a ocupar o protagonismo no audiovisual, no cinema e nas premiações internacionais da música, o setor de som acompanha essa visibilidade ampliada. Ao mesmo tempo em que o país fortalece ainda mais sua imagem cultural no exterior, as produtoras brasileiras têm a oportunidade de fortalecer a exportação de produtos e serviços brasileiros. As marcas reconhecem o som como um ativo estratégico e de poder imagético, mas o mercado enfrenta um paradoxo: a valorização da identidade sonora versus a busca agressiva pela redução de custos. Para proteger os produtores dessa dinâmica predatória, a APRO+SOM continua mobilizando o setor em torno de mecanismos de defesa, como o Projeto de Lei 1776/2025. A proposta visa corrigir gargalos crônicos, como as condições abusivas de pagamento que fragilizam as pequenas e médias produtoras. Para Bia, o futuro exige um equilíbrio entre a eficiência técnica e o olhar autoral. “Produções que buscam identidades sonora e emoção em notas dependem de uma visão e execução humana; o fator humano é insubstituível para corporações inteligentes que valorizam o olhar criativo.”, pontua. Ao olhar para o horizonte de 2026, a presidente da APRO+SOM reforça a importância da resiliência criativa: “No mais, é preciso ter mente aberta e sensibilidade para entender para quem e para onde vamos criar som, considerando as novas mídias e produtos. Descobriremos ao longo do ano, como e para quem produziremos”.
Pesquisadores criam modelo de IA para detectar fake news
Identificar a desinformação em redes sociais exige, em geral, ensinar aos algoritmos o que é verdade e o que é mentira. Uma técnica desenvolvida por pesquisadores do núcleo Interfaces, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), aprimorou essa lógica para o contexto digital brasileiro: o modelo aprende a detectar fake news tendo acesso apenas a exemplos de conteúdos falsos. O avanço pode ajudar a combater as notícias falsas em cenários mais próximos da realidade, nos quais raramente se tem informação completa sobre o que é verdade e o que é mentira. Exemplos comuns disso são as redes sociais, onde mapear todos os dados verdadeiros é virtualmente impossível. O modelo foi batizado de PSRB, sigla em inglês para “reconstrução sequencial positiva via busca em largura”, e nasceu de uma parceria interdisciplinar entre Computação e Ciências Sociais. Os resultados e o relato sobre o desenvolvimento do modelo foram publicados no periódico científico Knowledge and Information Systems, assinado pelos pesquisadores Guilherme Henrique Messias, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC); Sylvia Iasulaitis, professora do Departamento de Ciências Sociais (DCSo) e líder do Interfaces; e Alan Demétrius Baria Valejo, professor do Departamento de Computação (DC) e vice-líder do Interfaces, todos da UFSCar. Segundo Messias, um dos autores do estudo, a motivação para desenvolver a nova abordagem surgiu da constatação de que os métodos tradicionais de detecção de fake news costumam ser treinados com textos retirados de sites de checagem de fatos, como o “Fato ou Fake?” e “Agência Lupa”. O problema, segundo os pesquisadores, é que esses textos são escritos de forma muito diferente das notícias falsas que realmente circulam nas redes. “O texto em si, a forma com que ele está construído, não é a forma como ele é disseminado”, explica Messias. “Nos questionamos: ‘Será que isso não está trazendo viés para os modelos de IA?’”. Essa diferença estrutural, que pode comprometer os resultados, levou à busca por uma técnica mais robusta. Como funciona o modelo O PSRB trabalha com um paradigma conhecido na Computação como “aprendizado positivo e não rotulado”. Nele, o algoritmo aprende a classificar dados tendo acesso apenas a exemplos de uma das categorias; no caso, as notícias falsas. O restante dos dados não tem rótulo definido: podem ser verdadeiros ou falsos, e cabe ao modelo descobrir. O segredo está em tratar os dados como uma rede interconectada. Cada notícia é representada como um ponto, e as relações entre elas (palavras-chave em comum, proximidade temática ou conexões entre usuários que as compartilham) formam os elos da rede. A técnica cria novas conexões artificiais entre as notícias falsas conhecidas, fortalecendo a comunicação entre elas na rede. Isso permite que uma arquitetura de inteligência artificial chamada rede neural em grafos (GNN, na sigla em inglês) aprenda melhor as características dos conteúdos enganosos e identifique padrões que os distinguem do restante. Testes e resultados Os pesquisadores avaliaram o modelo em cinco bases de dados reconhecidas pela comunidade científica – Cora, CiteSeer, PubMed, Amazon Photo e DBLP -, comparando seu desempenho com outros seis algoritmos consolidados na literatura. Os experimentos simularam cenários com diferentes quantidades de informação disponível, variando de 1% a 25% de dados rotulados. Os resultados mostraram que o PSRB teve desempenho competitivo ou superior aos métodos existentes, especialmente em redes com muitos grupos desconectados entre si, como é o caso em plataformas como o Instagram ou o X (antigo Twitter), onde comunidades de usuários interagem pouco umas com as outras. Aplicações além das fake news Embora a detecção de desinformação tenha motivado a pesquisa, a técnica pode ser aplicada em outros contextos. O laboratório MIDAS (Data Mining and Applications Group) da UFSCar, coordenado pelo professor Alan Valejo, já trabalha em aplicações na área de saúde, desenvolvendo técnicas para identificar interações entre fármacos e proteínas. “É uma forma de identificar novas interações entre medicamentos sem precisar realizar todo o treinamento laboratorial, que é muito custoso”, explica Messias. Outra aplicação possível é em redes de citações acadêmicas. Se dois artigos científicos se citam mutuamente, eles têm uma relação. A partir dessas conexões, o modelo pode ajudar a classificar pesquisas por área do conhecimento. Desafios na aplicação em tempo real “Em um cenário real, onde as coisas acontecem a cada segundo, várias notícias estão sendo publicadas, aplicar esse tipo de método é um desafio muito grande”, reconhece Messias. Nos experimentos, os dados já estavam coletados e organizados, uma condição diferente do fluxo contínuo de informações nas redes sociais. Outro trabalho do grupo Interfaces, apresentado no Simpósio Brasileiro de Sistemas Inteligentes (Bracis), já testou as diferentes formas de construir as redes de relações entre notícias. Os pesquisadores descobriram que pré-processar os textos com modelos de linguagem, como os que alimentam chatbots populares, melhora os resultados. “Se fizermos um tratamento prévio usando modelos de linguagem de IA, os resultados também são melhores”. A investigação também revelou limitações. Um dos problemas identificados é que, à medida que se aumenta o número de grafos gerados pelo algoritmo, o desempenho tende a cair, um fenômeno conhecido como over-smoothing, no qual a rede neural perde a capacidade de distinguir informações ao agregar dados demais. O estudo indica que trabalhos futuros devem investigar a aplicação da estratégia em problemas com mais de duas categorias e em cenários de dados em fluxo contínuo, quando as informações chegam em tempo real, como ocorre nas redes sociais durante uma eleição ou uma crise de saúde pública.
Ypê acelera inovação com Agentes de IA ao modernizar suporte de sistemas críticos
A Rimini Street (Nasdaq: RMNI), provedora global de suporte e ERP com Agentes de IA, e em suporte independente para softwares Oracle, SAP e VMware, anunciou a expansão da parceria com a Ypê, empresa brasileira de bens de consumo cujos produtos podem ser encontrados em mais de 95% dos lares brasileiros. Este marco assinala uma nova fase na visão “AI-first” da Ypê para construir uma empresa sem atritos que entregue experiências excepcionais para funcionários, clientes e partes interessadas. Construir a base para a inovação começa com suporte Seguindo o Rimini Smart Path™, uma metodologia que ajuda as organizações a estender a vida útil do sistema, recuperar o controle do roadmap de TI e liberar verbas para inovações significativas em semanas, não em anos, a liderança de TI da Ypê ganhou confiança para avançar em sua estratégia de IA sem atualizações dispendiosas ou migrações disruptivas. Cliente do Rimini Support™ para seu sistema SAP S/4HANA, a Ypê está alavancando a profunda expertise em ERP da Rimini Street, aprimorada por insights de IA, automação e SLAs líderes do setor, para liberar recursos de TI e alcançar economias de custos significativas de até 90% nas taxas anuais de suporte de software. Com o suporte da Rimini Street garantindo uma espinha dorsal de ERP confiável para a organização, a equipe de TI da Ypê está focada na transformação impulsionada por IA, em vez de manutenção de sistemas ou migrações arriscadas. “Ninguém conhece ERP melhor do que a Rimini Street”, disse Geraldo Pereira, CIO da Ypê. “Experimentamos muitos benefícios financeiros e operacionais ao mudar do suporte SAP para a Rimini Street. E com as ofertas de inovação em IA Agêntica da Rimini Street, nosso roadmap para a transformação foi acelerado.” Derrubando silos com IA em todos os sistemas A Ypê foi apresentada ao Rimini Agentic UX™, uma camada inteligente de engajamento do usuário impulsionada por IA que simplifica os processos de ERP com foco em velocidade de execução e economias significativas. Por meio de uma descoberta aprofundada e design de fluxo de trabalho baseado em personas, a Ypê está otimizando processos nos departamentos de atendimento ao cliente, vendas e outros, reduzindo de oito etapas manuais para apenas duas. Os resultados incluem uma melhoria drástica na velocidade, redução de riscos e desempenho aprimorado de OTIF (on-time, in-full – no prazo e na totalidade). Enquanto a IA tradicional integrada pelos fabricantes de ERP permanece presa em silos de sistema, a Rimini Street entrega capacidades de IA Agêntica que abrangem sistemas corporativos, incluindo SAP, Oracle, ServiceNow, CRM, RH e outras plataformas de software. Para a Ypê, essa abordagem holística ajudou a unificar e automatizar processos em toda a empresa, em vez de se limitar a aplicações isoladas. “A SAP pensa apenas no ambiente SAP, mas a Rimini Street pensa em todas as integrações”, disse Pereira. “Com a oferta Agentic UX da Rimini Street, agora tenho uma vantagem importante e um caminho inteligente para ter a IA em toda a empresa.” Um modelo para o futuro: acelerando a IA agêntica para vantagem estratégica “A Ypê é um modelo de como as organizações podem usar o ERP com Agentes de IA para alcançar valor em toda a empresa, de forma rápida, segura e sem interrupções”, disse Vijay Kumar, EVP e CIO da Rimini Street. “Juntos, estamos implementando fluxos de trabalho inteligentes que aceleram a tomada de decisões, reduzem o atrito operacional e apoiam a estratégia de IA de longo prazo da Ypê.” “Outros projetos de IA levam muito tempo para apresentar resultados”, disse Pereira. “Com a Rimini Street, você pode testar agentes de IA e IA Generativa sem grandes migrações, sem grandes investimentos, agora mesmo.” Leia a história completa de Ypê para entender como maximizar o potencial de seus sistemas existentes e financiar a inovação com o Rimini Smart Path™, além de impulsionar o crescimento da receita, a lucratividade e a vantagem competitiva com o Rimini Agentic UX™.