Brasil terá a 1ª Faculdade de Negócios do Mercado Financeiro da América Latina
O lançamento de uma escola dedicada exclusivamente ao mercado financeiro acompanha a própria expansão da indústria financeira no Brasil e na América Latina. No Brasil, o volume total de crédito já supera R$ 7 trilhões, equivalente a cerca de 54% do PIB, refletindo o peso crescente do sistema financeiro na economia. Ao mesmo tempo, o país vive uma transformação no mercado de investimentos: o número de investidores pessoas físicas na bolsa brasileira saltou de cerca de 600 mil para mais de 5 milhões em poucos anos, impulsionando o desenvolvimento de corretoras, plataformas digitais e serviços de advisory. O patrimônio financeiro das famílias brasileiras já ultrapassa R$ 6 trilhões em investimentos, distribuídos entre renda fixa, fundos, ações, previdência e produtos estruturados. Apenas a indústria de fundos de investimento administra mais de R$ 8 trilhões em ativos, enquanto o mercado de gestão de patrimônio e private banking movimenta cerca de R$ 2 trilhões em recursos sob gestão. Essa expansão também se reflete na estrutura da indústria. O país possui, centenas de corretoras, assets, gestoras independentes e fintechs, além de grandes bancos que lideram operações de corporate banking, investment banking e wealth management. Esse crescimento acelerado do mercado financeiro ampliou a demanda por profissionais qualificados em áreas como banking, gestão de patrimônio, mercado de capitais, advisory, análise de investimentos e estruturação de operações. Nesse contexto, surgem oportunidades para instituições educacionais especializadas capazes de formar profissionais preparados para atuar em um setor que movimenta trilhões de reais e cresce em complexidade e competitividade ano após ano. Antes dessa nova etapa, a iniciativa nasceu como Eu Me Banco, uma plataforma educacional focada na formação de profissionais para o mercado financeiro por meio de cursos online. Ao longo dos últimos anos, a plataforma formou mais de 300 mil alunos em programas e treinamentos voltados ao setor financeiro, além de desenvolver programas avançados de especialização e MBA. A evolução desse projeto levou à criação de uma nova estrutura acadêmica: Agora, a instituição passa a atuar também com pós-graduação reconhecida pelo MEC, consolidando um modelo educacional mais amplo e estruturado para formação de profissionais da indústria financeira. Com essa reestruturação, a instituição passa a se chamar B7 Business School, marcando uma nova fase da escola, com foco em educação executiva, pós-graduação e programas especializados voltados exclusivamente ao mercado financeiro. “O mercado financeiro mudou profundamente nos últimos anos. A indústria cresceu, novos produtos surgiram, milhões de brasileiros passaram a investir e a demanda por profissionais preparados aumentou muito. A B7 nasce justamente para responder a esse movimento. Nosso objetivo é formar profissionais que entendam o funcionamento real do mercado, com conhecimento técnico, visão comercial e capacidade de atuação prática dentro de bancos, assets, corretoras e estruturas de gestão de patrimônio. “Não somos uma faculdade tradicional. Assim como no próprio mercado financeiro, nosso foco é gerar retorno sobre o investimento do aluno. A ideia é que ele não venha apenas buscar um diploma, mas sim multiplicar, na prática, aquilo que investiu na B7, seja em evolução de carreira, aumento de renda ou acesso a posições mais estratégicas dentro do setor financeiro. A proposta é construir uma escola de negócios que esteja conectada com o dia a dia da indústria financeira na prática e com as habilidades que o mercado realmente exige”, afirma Fabio Louzada, CEO da B7 Business School. O modelo de ensino é EAD, com encontros presenciais pontuais e parcerias acadêmicas no exterior, e a instituição projeta formar cerca de 10 mil alunos ao longo deste ano. Em um setor em que, reputação, tomada de decisão e capacidade analítica são determinantes para a evolução de carreira, a formação especializada passa a ter papel central na preparação de profissionais para funções cada vez mais estratégicas dentro das instituições financeiras. Nesse cenário, a B7 Business School consolida sua nova fase ao estruturar um modelo educacional voltado exclusivamente para carreiras do mercado financeiro, conectando formação acadêmica, programas executivos e especializações focadas na indústria.“Nós acreditamos que a formação no mercado financeiro precisa ir muito além da sala de aula. Por isso buscamos criar experiências que realmente ampliem a visão de mundo dos alunos, conectando conhecimento técnico com vivência prática e contato com ambientes de inovação. Levar alunos para experiências internacionais, como visitas à Nasdaq e a instituições globais, é algo extremamente enriquecedor, porque mostra na prática como diferentes indústrias pensam estratégia, tecnologia e futuro. Nosso objetivo é proporcionar uma jornada de formação que seja transformadora para a carreira e para a forma como esses profissionais enxergam o mercado”, afirma Fabio.
PagBank completa 20 anos com trajetória marcada por pioneirismo e solidez no setor financeiro
O PagBank, um dos principais bancos digitais do Brasil, completo em serviços financeiros e meios de pagamentos, celebra em 2026 duas décadas de uma trajetória marcada por solidez bancária, consistência e impacto real na vida financeira dos brasileiros – em um contexto que exige cada vez mais confiança e segurança nas instituições financeiras. Completo em serviços financeiros e meios de pagamento, o banco digital construiu ao longo desses 20 anos uma relação de proximidade e credibilidade com milhões de pessoas e empreendedores em todo o país. Essa trajetória de solidez é reconhecida pelo mercado, com certificações de nota máxima de solidez (AAA / triplo A) atribuídas pelos três principais avaliadores globais, atestando o PagBank como um dos bancos digitais com mais alta confiabilidade — um diferencial que reforça sua segurança, governança robusta e capacidade consistente de cumprir obrigações financeiras. A história do PagBank se conecta diretamente com a evolução da economia brasileira e as transformações digitais do setor financeiro. Neste período, esteve o tempo todo ao lado dos brasileiros, democratizando o acesso a serviços financeiros e meios de pagamento, apoiando o crescimento de milhões de pequenos e microempreendedores, autônomos e pessoas antes desbancarizadas, e se consolidando como um banco completo e especialista no brasileiro. “Completar 20 anos é um marco que evidencia a consistência da nossa trajetória. Ao longo dessa história, o PagBank se consolidou como um parceiro para facilitar a vida financeira de pessoas e negócios, usando tecnologia e inovação para quebrar barreiras. Chegar até aqui, com mais de 33,7 milhões de clientes e presença em 100% do território nacional, evidencia a força de um modelo de negócios sólido em constante evolução e comprometimento com soluções simples, acessíveis e eficientes”, afirma Carlos Mauad, CEO do PagBank. Fundado em 2006, o PagBank, antes PagSeguro, nasceu com o propósito de viabilizar pagamentos online de forma simples e segura, em um momento em que o comércio eletrônico ainda dava seus primeiros passos no Brasil. Ao introduzir um modelo de intermediação que protegia compradores e vendedores, a companhia ajudou a construir confiança no ambiente digital, ampliando o acesso de pequenos empreendedores às vendas pela internet. Nos anos seguintes, o PagBank revolucionou o mercado de meios de pagamento ao ser o primeiro a oferecer maquininhas sem aluguel – as “Moderninhas” e “Minizinhas” que se tornaram as “amarelinhas mais amadas do Brasil” – abrindo portas para que micro e pequenos empreendedores pudessem aceitar pagamentos eletrônicos sem burocracia. Esse legado nos meios de pagamento marcou o início de um ecossistema financeiro completo, consolidando o banco digital como um agente de transformação financeira. Em 2018, o PagBank deu um passo estratégico ao abrir capital na Bolsa de Nova York (NYSE), um IPO que movimentou cerca de US$ 2,6 bilhões — à época, o maior de uma empresa brasileira naquele mercado. A operação reforçou a solidez do modelo de negócios da companhia, sua governança e sua relevância internacional como fintech brasileira focada em inclusão financeira. No ano seguinte, surgiu a conta digital PagBank, criada para atender tanto vendedores quanto consumidores. Totalmente gratuita e 100% digital, a iniciativa ampliou o acesso aos serviços bancários e incluiu uma parcela significativa de brasileiros ainda desbancarizados, oferecendo ainda uma conta rendeira, com rendimento automático superior à poupança, sem a necessidade de qualquer ação por parte do cliente. Três anos após o lançamento, o PagBank se consolidou como um banco digital completo, fortalecendo ainda mais sua posição no mercado com base em confiança, segurança e consistência de resultados. O mais recente lançamento do PagBank, a Minizinha Voz, reforça o pioneirismo e compromisso da companhia com a inovação. Primeira maquininha do Brasil com assistente de vendas por inteligência artificial, a nova maquininha reúne tecnologia de ponta, segurança nas transações e praticidade, reafirmando o papel do PagBank como referência e definidor de padrões no mercado. Hoje, como um dos maiores bancos digitais do país em número de clientes, o PagBank oferece um ecossistema financeiro completo, integrado ao dia a dia dos brasileiros. Além das soluções de pagamento e da conta rendeira gratuita, oferece Pix, cartões, investimentos – como CDBs altamente competitivos, cofrinho, crédito e gestão financeira – como Folha de Pagamentos, além de soluções para vendas presenciais e online, como como maquininhas de cartão, Tap On, link de pagamento, opções de checkout para ecommerces. Para saber mais sobre os produtos PagBank, clique aqui. Para consultar o ranking dos maiores bancos, em número de clientes, acesse o site do Banco Central do Brasil. Para saber mais sobre o PagBank Seguro Celular, clique aqui. Acesse para saber mais sobre as nossas Maquininhas, Conta Digital PagBank e Conta PJ, Checkout PagBank, Tap On, Link de Pagamento, Folha de Pagamento e Investimentos. O limite do cartão de crédito PagBank pode variar de acordo com o valor investido em CDB ou reservado na conta PagBank, consulte as condições clicando aqui. Abertura de conta sujeita à análise cadastral. O app PagBank está disponível para download na Play Store (Android) e AppStore (iOS). Central de Atendimento: 4003–1775 (Capitais e região metropolitana) ou 0800 728 21 74 (demais localidades, exceto celular). Ouvidoria 0800 703 88 91.
2026: A maior reestruturação tributária em 30 anos exige choque de governança nas empresas brasileiras
Empresários brasileiros iniciam 2026 sob a pressão de uma “tempestade perfeita” regulatória: a entrada em vigor da Reforma Tributária e o endurecimento das normas de saúde ocupacional (NR-1). A regulamentação da reforma sobre o consumo, aprovada pela Emenda Constitucional 132 de 2023, entrou em vigor ao mesmo tempo em que a Norma Regulamentadora 1 reforça as exigências relacionadas à segurança no trabalho. Para quem está à frente de um negócio, o impacto se espalha por áreas sensíveis como custos, formação de preços, folha de pagamento e organização interna A reforma cria dois novos tributos, a Contribuição sobre Bens e Serviços e o Imposto sobre Bens e Serviços, que substituirão PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS ao longo de uma transição que se estende até 2033. A promessa do governo é simplificar um sistema historicamente complexo. Hoje, o contencioso tributário brasileiro ultrapassa 75% do PIB, segundo estudo do Insper, um dado que dimensiona o tamanho do problema. O Ministério da Fazenda sustenta que a mudança tende a reduzir litígios e dar mais racionalidade à cobrança de impostos. Para Marcus Marques, especialista em gestão de pequenas e médias empresas e fundador do Grupo Acelerador, o risco está na inércia. “O empresário que deixar para entender a reforma quando ela já estiver impactando o caixa vai correr atrás do prejuízo. 2026 é o momento de revisar enquadramentos, simular cenários e organizar processos”, afirma. Ele observa que a alteração não é apenas técnica. Ao mexer na lógica de créditos tributários e na composição dos preços, a reforma exige visão estratégica. Essa nova camada de governança exigida pelo Estado não se restringe aos impostos; ela avança para o chão de fábrica e para o escritório. Enquanto a agenda fiscal avança, a atualização da NR 1 consolida a obrigatoriedade do Programa de Gerenciamento de Riscos para a maioria das empresas. A norma reforça a necessidade de mapear perigos, documentar procedimentos e estruturar planos de ação. Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, iniciativa do Ministério Público do Trabalho em parceria com a OIT, mostram que o país ainda registra centenas de milhares de acidentes laborais por ano, o que mantém o tema sob pressão permanente. Na avaliação do empresário, muitos negócios ainda tratam a saúde ocupacional como item burocrático. “Gestão de risco não pode ser vista como formalidade. Uma autuação ou uma ação trabalhista pode comprometer o resultado de anos. Quando a empresa organiza seus controles, ela protege a margem e o patrimônio”, diz. Para ele, a integração entre áreas contábil, jurídica e operacional deixa de ser recomendação e passa a ser prática indispensável. O desafio ganha peso quando se considera que as pequenas e médias empresas respondem por cerca de 30% do PIB brasileiro e por mais de 55% dos empregos formais, segundo o Sebrae. São organizações que operam com estruturas enxutas e menor capacidade de absorver erros de planejamento, o que torna cada ajuste regulatório mais sensível. A avaliação de Marques dialoga com um movimento mais amplo de profissionalização do empreendedorismo. Nos últimos anos, o país registrou recordes de abertura de empresas, impulsionadas pela digitalização e pela busca de renda alternativa. O aumento do número de CNPJs, porém, não foi acompanhado na mesma proporção por estruturas de governança e planejamento. Para o mentor de empresários, a nova fase regulatória decreta o fim da era do amadorismo e tende a acelerar uma seleção natural entre negócios que operam com método e aqueles que dependem de improviso. Na prática, isso significa que temas antes restritos a grandes corporações passam a integrar a rotina de pequenos e médios empresários, como simulações tributárias de longo prazo, gestão integrada de riscos e definição clara de indicadores de desempenho. “Quem tratar 2026 apenas como mais um ano fiscal vai perder competitividade. O empresário precisa enxergar essas mudanças como oportunidade de organizar a casa e ganhar eficiência estrutural”, afirma. A soma de reforma tributária, reforço das normas de segurança e maior cobrança por governança aponta para um ambiente menos tolerante ao improviso. “O empresário brasileiro sempre foi resiliente, mas agora precisará ser também previsível. Quem dominar seus números e processos terá vantagem competitiva”, diz. O que se desenha é um ciclo em que planejamento fiscal, controle de riscos e disciplina de gestão deixam de ser diferenciais e passam a ser condição básica para sustentar crescimento. Em um país que convive há décadas com instabilidade normativa, 2026 inaugura um teste prático de adaptação para quem quer manter a competitividade em um ambiente mais transparente e exigente.
Vitacon aposta em branding para unir imobiliário e finanças em nova fase da marca
Com uma trajetória de mais de 16 anos no desenvolvimento de empreendimentos inovadores no mercado, a Vitacon abre o ano reposicionando sua estratégia e ampliando sua atuação. A companhia passa a se apresentar como a primeira fincorporadora do país, integrando de forma estruturada o negócio imobiliário à lógica financeira. O reposicionamento estratégico e a nova identidade visual foram desenvolvidos pela FutureBrand São Paulo, agência de branding, design, cultura organizacional e consumer behaviour do Grupo Omnicom. O objetivo dessa evolução é tratar o imóvel como ativo financeiro desde a origem, com critérios técnicos de seleção, uso intensivo de dados, governança robusta e foco em previsibilidade de resultados, ampliando a transparência e a segurança para o investidor. “Esse reposicionamento traduz uma evolução natural da Vitacon. A marca passa a refletir com mais clareza quem já somos na prática, uma companhia que combina visão imobiliária com racional financeiro, dados e governança. A nova identidade visual acompanha essa mudança, reforçando atributos como sofisticação, transparência e confiança, essenciais para dialogar com um investidor cada vez mais atento à lógica de valor e previsibilidade”, afirma o diretor de Marketing e Comunicação da Vitacon, João Henrique Firmino. Para marcar essa evolução, a Vitacon adotou uma nova identidade visual, mais clean e contemporânea, que vai além do redesenho da marca. O vermelho dá lugar ao azul, reforçando atributos de sofisticação, solidez e elegância, em sintonia com o universo do mercado financeiro. A companhia passa a aplicar o novo posicionamento em todos os seus pontos de contato, desde tapumes e materiais de obra até os produtos e comunicação com clientes e investidores. Esse movimento também se reflete em uma comunicação mais digitalizada, com projetos futuros de podcasts, newsletters e iniciativas de conteúdo próprio, aproximando a Vitacon de um ecossistema de informação e debate sobre investimentos, finanças e o futuro da cidade. Para a diretora de head e estratégia da FutureBrand São Paulo, Ana Virtuozo, o ponto central do posicionamento da Vitacon foi unir a expertise da companhia no mercado imobiliário com a inteligência financeira e produtos desenhados exclusivamente para investidores, sem perder a essência que transformou a empresa referência no setor. “A Vitacon entra em um novo momento ao se posicionar como uma marca que trata o tijolo como ativo estratégico. A estratégia aproxima a experiência da marca do universo financeiro, com mais inteligência, previsibilidade e proximidade para os investidores, sem abrir mão da sua essência de inovação e transformação da cidade. Investimento, tecnologia e visão urbana passam a operar de forma integrada, ampliando o papel da companhia para além da incorporação tradicional: uma fincorporadora”, afirma Ana. O novo ciclo também se consolida com a decisão simbólica e estratégica de mudança da sede. A companhia deixa a região da avenida Paulista para se posicionar na Faria Lima, um dos centros mais dinâmicos da economia brasileira e sede de algumas das principais companhias do país. O endereço reflete ainda a proximidade com o ecossistema financeiro, de investimentos e tecnologia que vem moldando os rumos dos negócios no Brasil.
Pesquisa revela que 97% das empresas não se sentem preparadas para a Reforma Tributária
Uma pesquisa recente com empresas brasileiras revela um cenário preocupante às vésperas da Reforma Tributária: 97% das empresas afirmam não se sentir preparadas para as mudanças e 69% ainda não iniciaram qualquer tipo de adaptação. O dado acende um alerta especialmente entre micro e pequenos empreendedores, que já enfrentam perdas financeiras provocadas por falhas de gestão e falta de organização. O levantamento realizado pela GestãoClick ouviu 234 empresas brasileiras, com coleta realizada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, nível de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 6 pontos percentuais. Segundo a análise, o principal problema não está no imposto novo, mas na desorganização interna, que amplifica os riscos e os custos da transição tributária. Segundo a análise, o maior risco para as empresas não está no imposto novo, mas na desorganização da gestão, que já provoca perdas financeiras antes mesmo da Reforma entrar em vigor. O estudo mostra que 53% das empresas sabem que a Reforma vai impactar seus negócios, mas não sabem exatamente como, e 34% não conseguem avaliar onde ocorrerá esse impacto, o que compromete decisões estratégicas sobre preço, margem e planejamento financeiro. Entre as áreas mais sensíveis, a emissão de notas fiscais aparece como o principal ponto de preocupação. 70% das empresas apontam essa área como a mais impactada pela Reforma, enquanto 26,5% afirmam ter medo direto de cometer erros na emissão, falhas que podem resultar em multas, retrabalho, pagamento indevido de impostos e perda de tempo operacional. A formação de preços também surge como um fator crítico. 58% das empresas reconhecem impacto direto da Reforma na precificação, e 41% temem aumento do custo operacional, mas sem clareza sobre como absorver ou repassar esses custos. Para a GestãoClick, isso evidencia que muitas empresas ainda não dominam seus números reais, o que pode levar tanto à perda de margem quanto de competitividade. Outro dado relevante diz respeito à integração entre gestão e contabilidade. A pesquisa aponta que 75% das empresas dependem do contador como principal fonte de informação sobre a Reforma Tributária, enquanto apenas 8,5% utilizam sistemas de gestão como apoio estratégico para orientação e tomada de decisão. A falta de integração entre áreas como financeiro, fiscal e vendas aumenta o risco de inconsistências e decisões baseadas em dados incompletos. O estudo também destaca o adiamento das ações como um problema estrutural. Além das 69% das empresas que ainda não começaram a se adaptar, 25% afirmam que não sabem nem por onde começar, o que amplia o risco de erros e custos mais altos no momento em que a Reforma estiver em plena implementação. Para a GestãoClick, a Reforma Tributária apenas expõe fragilidades que já existem na gestão das empresas brasileiras, como falta de controle financeiro, ausência de integração entre sistemas, desorganização fiscal e pouca clareza sobre indicadores essenciais do negócio. “A Reforma não cria o problema, ela escancara. Empresas desorganizadas já estão perdendo dinheiro agora, e o custo tende a aumentar para quem continuar adiando a organização”, aponta Lucas Sousa, gerente da GestãoClick. A pesquisa conclui que empresas que chegarão a 2026 em melhor posição são aquelas que já investem em emissão correta de notas fiscais, formação de preços baseada em dados reais, integração entre sistemas, proximidade com a contabilidade e uso de tecnologia para proteger o caixa.
Estudo: brasileiro procura independência financeira, mas ainda não consegue poupar nem ter reserva para a aposentadoria
Ansiedade, estresse e sensação constante de insegurança fazem parte da rotina de milhões de brasileiros quando o assunto é dinheiro. No “Janeiro Branco”, mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, especialistas reforçam que o desequilíbrio financeiro é hoje um dos principais fatores de adoecimento emocional, afetando desde a qualidade do sono até a produtividade e os relacionamentos. A dificuldade de planejar o futuro e a ausência de reservas ampliam o sentimento de incerteza e sobrecarga psicológica. Esse cenário ajuda a explicar por que a relação com o dinheiro tem sido cada vez mais associada ao bem-estar emocional. Mais do que números, renda ou patrimônio, a forma como as pessoas lidam com suas finanças influencia diretamente a sensação de controle sobre a própria vida, um aspecto central da saúde mental. É o que revela o Raio-X da Saúde Financeira 2025, estudo realizado pela SuperRico, plataforma especializada em saúde financeira, com 3.122 brasileiros, que traça um retrato da conexão entre planejamento financeiro e equilíbrio emocional. O levantamento mostra que, embora 60% dos entrevistados tenham como principal objetivo alcançar a independência financeira, grande parte ainda convive com insegurança e falta de estrutura para transformar esse desejo em realidade. O estudo indica que 54% dos respondentes não possuem nenhum valor poupado para seus objetivos financeiros e que 47% não têm reserva para a aposentadoria. Na prática, isso significa viver com poucas margens para imprevistos, um fator que contribui para o aumento da ansiedade e da preocupação constante com o futuro. Entre os endividados críticos, a situação é ainda mais alarmante: 83% não conseguiram poupar nada, o que reforça a exposição constante ao estresse financeiro. Essa pressão aparece também no indicador de Felicidade Financeira, medido em uma escala de 1 a 10. A média geral ficou em 5,2, mas entre os endividados críticos o índice cai para 2,6, evidenciando como a instabilidade financeira pesa emocionalmente no dia a dia. Para Carlos Castro, planejador financeiro e CEO da SuperRico, os dados mostram que falar sobre saúde mental passa, inevitavelmente, por discutir a relação das pessoas com o dinheiro. “Quando a vida financeira está desorganizada, a mente dificilmente fica tranquila. A falta de planejamento gera ansiedade, sensação de impotência e medo do amanhã. Cuidar do dinheiro é também uma forma de cuidar da saúde mental”, afirma. Mesmo em meio às dificuldades, o estudo aponta um dado positivo: o desejo pelo equilíbrio financeiro. Até entre os endividados, 49% afirmam que a independência financeira é uma prioridade, o que revela uma busca por segurança emocional e qualidade de vida, mais do que apenas ganhos materiais. Segundo Castro, o planejamento financeiro funciona como um fator de alívio emocional. “Ter clareza sobre a própria realidade financeira reduz o estresse porque devolve previsibilidade. Não se trata de enriquecer rapidamente, mas de criar um caminho possível, que traga mais tranquilidade e equilíbrio”, destaca. O levantamento também mostra que pessoas que contam com algum tipo de planejamento ou acompanhamento financeiro apresentam níveis mais elevados de felicidade financeira, reforçando que informação e organização ajudam a reduzir o impacto emocional da instabilidade econômica. Em meio às discussões do Janeiro Branco, o estudo evidencia que cuidar das finanças vai além dos números e reflete diretamente na saúde mental, especialmente em um contexto de incertezas e pressão econômica. Para incentivar a organização financeira e contribuir com o cuidado da saúde mental, a SuperRico realiza, ao longo do mês de janeiro, o Feirão da Saúde Financeira. A iniciativa permite que o público faça um Raio-X da Saúde Financeira detalhado, com relatório completo e atendimento com um planejador financeiro, que ajuda a esclarecer dúvidas e definir metas para 2026. A proposta é mostrar que compreender a própria realidade financeira é um passo fundamental para reduzir a ansiedade e ganhar mais tranquilidade no dia a dia.
STF estende prazo para aprovação de lucros e dividendos e alivia pressão sobre empresas
Em uma decisão que reverbera no mercado brasileiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou o prazo para que empresas concluam a aprovação formal da distribuição de lucros e dividendos relativos ao exercício de 2025. A determinação, assinada pelo ministro Kassio Nunes Marques, estende o prazo original — que venceria em 31 de dezembro de 2025 — para 31 de janeiro de 2026. A medida foi tomada no curso de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) ajuizadas por entidades empresariais como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ainda precisa ser referendada pelo Plenário do STF em sessão virtual agendada para fevereiro de 2026. A decisão liminar do STF busca garantir segurança jurídica diante da publicação tardia da Lei nº 15.270/2025, que alterou as regras de isenção sobre lucros e dividendos. Segundo o relator, o prazo original era incompatível com o calendário societário das empresas e com os processos de fechamento e aprovação dos resultados. Pontos positivos da prorrogação Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a extensão até 31 de janeiro de 2026 traz ganhos importantes para o setor produtivo e para a própria administração tributária. 1. Segurança jurídica e previsibilidade “A decisão do STF reduz a pressão sobre as empresas e evita decisões contábeis e societárias precipitadas que poderiam gerar litígios e conflitos com a Receita Federal”, afirma Rodrigo Molinaro, especialista em Contabilidade e Controladoria do Grupo Villela. Segundo ele, a prorrogação contribui para que os empreendedores cumpram os requisitos legais sem riscos desnecessários de autuações fiscais. 2. Alinhamento com a legislação societária A legislação societária — como a Lei das Sociedades por Ações e o Código Civil — prevê que a aprovação de balanços e a destinação de resultados ocorram nos primeiros meses após o término do exercício social. Com a prorrogação, esse calendário fica mais alinhado com a realidade das empresas. 3. Menor chance de litígios e custos de conformidade mais baixos Molinaro ressalta que a extensão evita contestações judiciais e custos extras de consultoria e auditoria que muitas empresas enfrentam para cumprir um prazo considerado impraticável. “Empresas poderão planejar estrategicamente a distribuição de resultados sem atropelos”, comenta. O que os empreendedores precisam revisar nesse período Embora a prorrogação dê mais tempo, ela não significa que o assunto está encerrado. Pelo contrário, há pontos que precisam de atenção imediata por parte de empreendedores e gestores contábeis. O primeiro passo é revisar com atenção os procedimentos societários, especialmente os calendários de assembleias gerais ordinárias e extraordinárias. “É fundamental que as empresas se organizem para formalizar corretamente as deliberações sobre a distribuição de lucros dentro do novo prazo estabelecido pelo STF, evitando falhas que possam gerar questionamentos futuros”, explica. Outro ponto essencial é a conferência dos balanços e das demonstrações financeiras. Para Molinaro, a prorrogação não elimina a necessidade de rigor técnico. “As demonstrações precisam estar consistentes, bem estruturadas e, quando necessário, auditadas. Qualquer inconsistência contábil pode comprometer a distribuição de lucros e até trazer riscos fiscais para a empresa”, ressalta. O especialista também chama atenção para o planejamento tributário, que deve ser atualizado mesmo com a extensão do prazo. A legislação que altera a tributação sobre lucros e dividendos segue válida e prevê a incidência de uma alíquota de 10% sobre valores que ultrapassem R$ 50 mil mensais a partir de 2026. “Esse é o momento ideal para o empreendedor sentar com seu contador e avaliar como essa nova tributação pode impactar a estratégia de distribuição de resultados nos próximos anos”, orienta Molinaro. Por fim, ele reforça a importância de acompanhar de perto o julgamento definitivo da liminar pelo Plenário do STF, previsto para fevereiro de 2026. “A decisão final pode confirmar ou alterar o entendimento atual. Estar atento a esse desfecho é essencial para ajustes rápidos e para garantir segurança jurídica nas decisões empresariais”, conclui.
Crescimento do investimento brasileiro no exterior expõe necessidade de estrutura financeira, regulatória e governança para sustentar essas operações
Por Rodrigo Manoel Maia A internacionalização das empresas brasileiras ganhou escala e sofisticação. As manchetes celebram a chegada de companhias nacionais aos Estados Unidos, a Portugal e a outros mercados desenvolvidos, mas raramente revelam o componente que realmente sustenta essa expansão. A base não está na foto de inauguração, e sim na engenharia silenciosa de finanças internacionais, gestão de risco e conformidade regulatória. Quando essas estruturas falham, a expansão deixa de ser oportunidade e passa a representar um passivo capaz de comprometer a operação no Brasil. Os números mostram que esse movimento não é episódico. A posição de investimento direto brasileiro no exterior alcançou mais de 500 bilhões de dólares em 2024, maior nível da série do Banco Central e equivalente a mais de metade dos ativos externos nacionais. O dado comprova que o Brasil deixou de atuar apenas como receptor de capital e passou a assumir papel relevante como emissor estratégico de investimento corporativo. O ambiente global, porém, tornou-se mais desafiador. O World Investment Report 2025 da ONU registrou queda de 11% nos fluxos internacionais de investimento em 2024, o segundo ano consecutivo de retração, cenário influenciado pela elevação dos juros globais, pela redução da liquidez e por tensões geopolíticas persistentes. Quando o capital fica mais seletivo, governança se converte em critério de decisão, e não mais em etapa burocrática. É nesse ponto que a internacionalização se encontra com o compliance. A prática revela um padrão recorrente. Muitas empresas buscam assessoria quando contratos já foram assinados e estruturas societárias estão prontas, mas sem o alicerce regulatório necessário para sustentar a presença internacional. O erro mais comum é tratar a operação externa como extensão natural do CNPJ brasileiro. Cada jurisdição exige comprovação de substância econômica, padrões fiscais específicos e narrativa documental consistente. Sem isso, a filial nasce vulnerável e exposta a riscos que podem se materializar em sanções, litígios ou custos tributários inesperados. A agenda de integridade também passou a fazer parte do processo de internacionalização. As diretrizes europeias sobre cadeias de fornecedores e diligência ampliada mostram que competitividade não depende apenas de produto, mas de coerência entre discurso institucional e práticas internas. Empresas com governança consolidada se adaptam rapidamente. As demais precisam rever fluxos inteiros de gestão. A internacionalização responsável começa com perguntas estratégicas. A estrutura societária foi escolhida por racionalidade operacional ou por urgência? Os fluxos financeiros estão documentados de forma que resistam ao escrutínio de reguladores estrangeiros? O risco de sanção foi mapeado e integrado ao planejamento financeiro? Quando essas respostas não aparecem, a expansão não é uma estratégia, e sim uma aposta. Esse processo ocorre ao mesmo tempo em que cresce o número de empresas brasileiras de porte médio avançando para mercados desenvolvidos. São operações mais enxutas, mas fundamentais para a diversificação e para o equilíbrio financeiro dos grupos que representam. Para essas companhias, errar na estrutura pode custar mais do que suspender o plano. Mesmo em um contexto internacional mais rígido, o fluxo de capital para o Brasil permanece expressivo. De janeiro a outubro de 2025, o país recebeu 74,3 bilhões de dólares em investimento direto estrangeiro, superando o total do ano anterior, segundo dados oficiais. O movimento simultâneo de forte saída e entrada de capital mostra que o Brasil está inserido em circuitos globais que demandam padrões mais elevados de governança e transparência. Isso vale tanto para empresas brasileiras que buscam novos mercados quanto para grupos estrangeiros que iniciam operações aqui. Finanças internacionais, governança e compliance não aparecem nas fotos de inauguração, mas determinam se a placa da filial permanecerá na porta ao longo dos anos. Sobre: Rodrigo Manoel Maia é executivo de finanças e estratégia com mais de vinte anos de atuação. CFO especialista em mercado Publishing da Dot Lib Information Group, holding internacional com presença na América Latina, Portugal, Espanha e Estados Unidos, é especialista em expansão internacional, governança corporativa e planejamento estratégico.