Lollapalooza além do show: audiência cresce até 3x e abre nova janela para marcas em festivais

A música está deixando de ser um território pontual dentro da estratégia de mídia. Dados do Youtube Charts, sobre os vídeos da Vevo, indicam que grandes festivais, como o Lollapalooza, funcionam como catalisadores de audiência digital ao longo de semanas, e não apenas nos dias de evento. Para o mercado publicitário, isso representa uma mudança relevante no timing e na distribuição de investimentos. No Brasil, o cenário é ainda mais avançado. De acordo com a Pró-Música Brasil, afiliada local da IFPI, o digital já representa mais de 85% das receitas da indústria fonográfica, refletindo a forte adoção de plataformas de streaming e posicionando o país entre os mercados mais relevantes do mundo em consumo de música digital. O pico começa antes do palco No recorte do Lollapalooza 2026, os dados do YouTube sobre clipes da Vevo mostram como a audiência se intensifica conforme o evento se aproxima. Entre os headliners, Sabrina Carpenter acumulou mais de 12 milhões de visualizações dentro da rede no Brasil nos últimos 28 dias, seguida por Tyler, The Creator (4,63 milhões), Lewis Capaldi (3,57 milhões) e Chappell Roan (2,74 milhões) . Mais relevante do que o volume é a velocidade de crescimento. Sabrina registrou aumento de 133% nas visualizações entre o início do mês de março e a véspera do show, enquanto Chappell avançou 190% no mesmo período, praticamente triplicando sua audiência. O comportamento se repete em anos anteriores. Em 2025, artistas como Alanis Morissette chegaram a crescer mais de 368% no período pré-evento, indicando um padrão consistente de aquecimento de audiência . Uma mudança no timing da mídia Para o mercado publicitário, os dados revelam uma oportunidade que vai além da presença no festival. “O que esses números deixam claro é que o evento começa muito antes do palco. Existe uma construção de atenção ao longo do tempo, e é nesse período que as marcas podem ganhar eficiência e relevância”, afirma Bruno Belardo, VP de Vendas da US Media. Na prática, isso representa uma mudança no planejamento: sair da lógica de impacto concentrado e trabalhar presença ao longo da jornada. “A música hoje funciona como um ambiente contínuo de consumo. Redes como a Vevo permitem ativar campanhas com escala e contexto cultural, acompanhando o crescimento do interesse do público e potencializando frequência e lembrança de marca”, diz. Vídeo musical entra no radar da mídia digital Esse movimento se conecta diretamente à evolução da publicidade digital. No Brasil, o investimento no meio cresce a taxas de dois dígitos ao ano, impulsionado principalmente por formatos em vídeo e ambientes de alto engajamento, segundo projeções de mercado. Nesse cenário, o vídeo musical ganha protagonismo como inventário premium combinando três elementos cada vez mais valorizados pelas marcas: atenção qualificada, contexto cultural e consumo recorrente. Além disso, a evolução de dados e das ferramentas de mensuração amplia a capacidade de segmentação e otimização, aproximando a música das estratégias de performance e branding simultaneamente. “O principal aprendizado para o mercado é claro: festivais não são apenas eventos físicos, passaram a operar como plataformas de geração de audiência digital. Para as marcas, isso significa repensar o papel da música no mix de mídia de um território pontual para um canal estratégico, capaz de capturar atenção em diferentes momentos da jornada. Com o consumo migrando cada vez mais para ambientes digitais e audiovisuais, clipes de música deixam de ser suporte e assumem um papel protagonista no planejamento publicitário”, conclui Belardo.
Consumo em festivais muda no Brasil enquanto setor ganha força com grandes eventos aponta pesquisa da Zig
Enquanto eventos de grande porte movimentam o setor de entretenimento ao vivo no Brasil, dados da Zig mostram que o mercado de festivais passa por uma transformação estrutural. A análise considera festivais realizados em 2024 e 2025, com mudanças relevantes no faturamento, no perfil das operações e no comportamento do público. Ao todo, os festivais analisados movimentaram R$ 691,4 milhões no período, sendo R$ 384,6 milhões em 2024 e R$ 306,8 milhões em 2025, o que representa uma queda de 20,2% na comparação anual. A retração está concentrada nos eventos de grande porte, enquanto festivais de médio porte, com público em média de 7.500 pessoas por evento, registraram crescimento de 68,9% no consumo entre 2024 e 2025, indicando uma redistribuição do mercado e maior capilaridade das operações. No comportamento de consumo, as bebidas seguiram como principal motor de receita em 2025, representando mais de 55% do total do intervalo. Ainda assim, houve perda de participação da cerveja, que caiu de 38,9% em 2024 para 28,2% em 2025. Em contrapartida, as bebidas prontas para consumo (RTDs) foram a única categoria de alto volume a ganhar participação, passando de 5,6% para 5,9% do consumo total no período. O tíquete médio geral foi de aproximadamente R$ 284 por pessoa em 2025, com destaque para o público millennial, que apresentou gasto médio de R$ 338 no período, cerca de 18,8% acima da média. A análise também mostra diferença relevante por gênero: homens gastaram, em média, R$ 340, enquanto mulheres registraram R$ 227 nos festivais analisados em 2025, uma diferença de 49,7%. “O que os dados mostram é uma mudança estrutural no mercado de festivais. O crescimento não está mais concentrado nos maiores eventos, mas distribuído em formatos mais ágeis, com consumo mais diversificado e público mais segmentado”, afirma David Pires, CIO da Zig. Nota metodológicaO levantamento considera dados proprietários da Zig, coletados diretamente nas operações realizadas em festivais ao longo de 2024 e 2025. A amostra inclui 170 eventos em todo o país, que, somados, registraram mais de 23 milhões de pedidos e cerca de 1,28 milhão de consumidores únicos no período analisado.
Lollapalooza 2026: Casal Garcia aposta em novidades para o festival
Líder em vinhos portugueses no Brasil, Casal Garcia consolida a parceria com o Lollapalooza Brasil e retorna ao festival em 2026. Pioneira na conexão entre vinho e música há mais de 15 anos, quando estreou no festival NOS Alive (Portugal), a presença de Casal Garcia em festivais de grande dimensão reforça a forte ligação emocional da marca com o seu público, em contextos de consumo alinhados com estilos de vida contemporâneos. Depois do sucesso alcançado na edição passada, Casal Garcia volta ao Autódromo de Interlagos com os vinhos Casal Garcia Branco, Rosé e Tinto, reconhecidos pela sua leveza e frescor, e a linha Casal Garcia Fruitzy, nos sabores Morango e Maracujá — uma combinação de vinho e frutas com baixo teor alcoólico que foca na refrescância e atende aos novos hábitos de consumo do público jovem. Com uma maior área de ativação este ano, a estratégia, pensada para momentos de descontração ao ar livre, prioriza a conveniência, garantindo que os rótulos estejam presentes tanto no gramado, com 10 carrinhos, circulando pelo recinto, e um bar da marca com 25 m2, onde os festivaleiros poderão personalizar a sua taça, quanto nos espaços Lolla Lounge e Lolla Comfort. Segundo Isabel Barbosa, Senior Brand Manager de Casal Garcia, é no território da música que a marca constrói sua maior ligação emocional: “A escolha do Lollapalooza Brasil está alinhada com a nossa visão de reforçar a aproximação ao consumidor brasileiro. A música tem sido o território por excelência de ligação emocional para a marca, e estar presente num dos maiores festivais do mundo permite-nos reforçar essa conexão privilegiada com o nosso público. Mais do que gerar visibilidade e promover a experimentação de novidades, estes eventos são catalisadores de memórias partilhadas com Alegria, das quais Casal Garcia faz, frequentemente, parte. Os festivais são recordados como momentos únicos, durante os quais se concretizam sonhos de ver artistas ao vivo, nascem amizades, se criam histórias inesquecíveis entre amigos. Casal Garcia, como marca da Alegria, tem o privilégio de fazer parte destas memórias”. Os rótulos Casal Garcia podem ser encontrados nas principais lojas do Brasil e no e-commerce TodoVino, da Interfood, importadora exclusiva da marca no país, com preços a partir de R$ 77,28 para a garrafa de 750 ml. Após impactar mais de 10 milhões de pessoas através das redes sociais, na última edição do Lollapalooza Brasil, Casal Garcia continuará a proporcionar momentos únicos de partilha e descontração na edição deste ano, sob o mote que sempre a guia: Haja Alegria