Estratégia orientada à experiência: o novo modelo competitivo do varejo digital
Por Isadora Vecchi O e-commerce está sob um cenário de competição intensa, maior maturidade digital e consumidores cada vez mais criteriosos. Com o crescimento contínuo das compras online e a consolidação de novos hábitos de consumo, o foco das empresas deixou de ser apenas a expansão de vendas e passou a incluir eficiência operacional, experiência consistente e relacionamento de longo prazo com o cliente. Nesse contexto, tecnologia, logística e atendimento deixam de atuar de forma isolada e passam a ser pilares estratégicos da proposta de valor. A evolução do setor evidencia que vencer no ambiente digital exige decisões mais precisas sobre preço, entrega, personalização e pós-venda. Entender o comportamento do consumidor, estruturar operações logísticas eficientes e integrar canais tornou-se essencial para a conversão, fidelização e crescimento sustentável. A seguir, alguns dos principais fatores que têm moldado a dinâmica do e-commerce e a relação das marcas com seus clientes. O consumidor online brasileiro se torna cada vez mais sensível a preço e custo de frete: de acordo com a Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada pelas empresas Tray, Bling, Octadesk e Vindi, (unidades da LWSA), 48% dos entrevistados relataram desistência de compra devido a frete caro. Por outro lado, 53% disseram estar dispostos a esperar mais se o frete for gratuito. Isso demonstra que, em 2026, oferecer frete competitivo e clareza nas condições é requisito básico para conversão de clientes. A pressão pela velocidade de entrega se intensifica: segundo levantamento Future Shopper da VML, 57% dos brasileiros esperam entrega em até 24 horas, sendo um indicador claro de urgência e expectativa por eficiência. Além disso, os dados mais recentes mostram o crescimento do volume de pedidos no país: o e-commerce movimentou R$ 100,5 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025, com forte expansão da base de compradores. Para 2026, quem garantir frete ágil, rastreamento em tempo real e prazos confiáveis ganha vantagem competitiva. A expansão do e-commerce atrai consumidores mais diversos, com diferentes perfis e expectativas, o que torna a personalização um diferencial importante. A digitalização ampliada e o crescimento das vendas por dispositivos móveis reforçam a necessidade de integração entre canais: sites, apps, marketplaces e redes sociais. Com isso, acredito que a omnicanalidade e a experiência fluida entre esses pontos serão essenciais para aumentar a conversão e a fidelização dos clientes. A logística e o serviço pós-venda deixam de ser custos operacionais e reafirmam-se como pilares da experiência do cliente. Lojas que oferecem rastreamento transparente, política de devolução clara e entrega confiável estarão mais propensas a conquistar confiança e fidelização — especialmente em um contexto de consumidores mais cautelosos e exigentes. Portanto, o futuro do e-commerce não será definido apenas por preço ou descontos, mas por quem consegue entregar relevância, conveniência e consistência em cada ponto da jornada do cliente. A combinação de logística eficiente, comunicação transparente, tecnologia e integração entre canais define quem estará à frente. Para marcas que entenderem e responderem a essas demandas, 2026 oferecerá oportunidades expressivas de crescimento e fidelização. *Isadora Vecchi é diretora de Desenvolvimento de Novos Negócios, Marketing e CX, da Loggi
Quatro dicas para vender mais com chat commerce
O varejo brasileiro inicia 2026 em um cenário de crescimento moderado e mudanças no padrão de consumo, com desempenho mais contido no varejo de bens. Segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), o setor registrou queda de 1,3% no mês de janeiro e uma retração de 5,9% e 3,1% em fevereiro, com recuo de 2,2% na comparação anual, em relação às vendas do comércio brasileiro. Em busca de estratégias para impulsionar as vendas, marcas que investem em comunicação e vendas via WhatsApp, canal preferido dos consumidores brasileiros, estão aproveitando esta tendência para maximizar resultados. Neste contexto, a OmniChat, plataforma líder em chat commerce e WhatsApp Business Solution Provider (BSP), compartilha orientações para empresas aumentarem o engajamento e as conversões em seus canais digitais. “O chat commerce se consolidou como a estratégia mais eficiente de vendas online, especialmente no Brasil, onde 75% das pessoas preferem comprar de empresas com quem podem conversar por mensagens, e 60% dizem que preferem comprar por mensagens a visitar uma loja”, afirma Mauricio Trezub, cofundador e CEO da OmniChat. Estratégias para aumentar as vendas pelo WhatsApp A primeira mensagem entre a marca e o consumidor pode determinar o sucesso de toda a jornada de compra. Para criar mensagens que realmente convertam, a OmniChat recomenda ser direto e objetivo, utilizando no máximo 1024 caracteres, limite técnico do WhatsApp para templates. É fundamental incluir um “gancho emocional” conectado à data comemorativa, como referências a momentos especiais a dois, além de utilizar linguagem leve, alinhados ao tom da marca. Erros gramaticais e ortográficos são motivo imediato de rejeição e prejudicam a credibilidade, por isso a revisão cuidadosa é essencial. A estruturação da mensagem deve contar com início impactante, corpo com proposta de valor clara e fechamento com chamada para ação. A personalização deixou de ser um diferencial para se tornar uma expectativa dos consumidores. Empresas que implementam estratégias avançadas de personalização observam aumento nas taxas de abertura ao incluir variáveis como nome, sobrenome e interesses do cliente, além de aumento na taxa de conversão ao segmentar mensagens por comportamento de navegação anterior e redução na taxa de descadastramento. Entre as estratégias recomendadas está a integração da plataforma de mensagens com CRMs e sistemas de e-commerce para uso eficiente de dados, criação de templates específicos para diferentes segmentos, como clientes recorrentes, primeiras compras e abandonos de carrinho, além da utilização de dados de compras anteriores para sugerir presentes compatíveis com o histórico do consumidor. O uso estratégico de elementos visuais e interativos pode aumentar o engajamento e a conversão. Utilizar imagens de alta qualidade que contextualizem o produto é fundamental para criar conexão emocional com o consumidor. Um mix equilibrado de conteúdos, incluindo imagens, GIFs, vídeos curtos e áudios, enriquece a experiência e mantém o interesse ao longo da jornada. O uso de botões específicos como “Quero um buquê” ou “Ver outras opções” orienta o cliente para ações concretas e aumenta as chances de conversão, criando uma experiência de compra fluida e intuitiva. Implementar campanhas de mídia paga no Google, Facebook e Instagram com botão direto para o WhatsApp permite capturar a intenção de compra no momento exato em que ela surge. Outra possibilidade é a criação de campanhas segmentadas por geolocalização para direcionar clientes às lojas físicas mais próximas. A integração de dados de navegação web com o perfil do cliente no WhatsApp garante continuidade da experiência, enquanto a configuração de mensagens automáticas de boas-vindas personalizadas de acordo com a origem do cliente fortalece a primeira impressão e aumenta as chances de engajamento.
Dia do Consumidor: 85% dos brasileiros compram online e desafiam varejistas a acertar nas promoções
Celebrado tradicionalmente em 15 de março, o Dia do Consumidor é uma data importante para varejistas e clientes que buscam boas promoções. Nesse contexto, destaca-se o papel do e-commerce como principal canal de compras para 85% dos brasileiros, segundo o estudo CX Trends 2026. Os dados também apontam que 76% desses consumidores digitais escolhem os marketplaces para adquirir um produto ou serviço, sobretudo pela segurança das plataformas. Somando comodidade com promoções, fica evidente que os brasileiros aguardam as “datas comerciais” para comprar. O levantamento Neotrust Confi confirmou que, em 2025, o comércio eletrônico brasileiro atingiu R$8,3 bilhões durante a semana do consumidor, um aumento de 13,6% comparado ao mesmo período de 2024. Independentemente da estratégia de cada indústria e varejista nestas épocas, a análise cuidadosa dos descontos e checagem dos preços faz toda a diferença no fluxo de caixa. De acordo com Pablo Zapata, CEO e fundador da TrackingTrade, empresa especializada em monitoramento e governança comercial, o mercado aproveita essas oportunidades para promover os produtos mais antigos e como consequência introduzir novos produtos nos canais parceiros. Sendo assim, o monitoramento de preços para proteção de margens é o melhor caminho para garantir o sucesso comercial no período. “Observo que o consumidor brasileiro é muito sensível a preço na composição da sua decisão para comprar bem, e o mercado precisa acompanhar esse ritmo. E o sucesso do canal está na compra (sellin) do produto que antecede as datas sazonais. Portanto, se um varejista encontrou os melhores fornecedores e está com o estoque disponível para atender a demanda, é sinal que ele usou dados corretamente ao seu favor”, destaca o executivo, que defende o monitoramento das informações como parte fundamental das estratégias de vendas e supply chain (cadeia de suprimentos ou estoque). Governança comercial e monitoramento dos preços Utilizar dados a favor dos negócios é justamente um dos desafios das empresas nacionais, de acordo com pesquisa Panorama de Sentimento das Lideranças. De um lado, 80% das companhias consultadas utilizam algum tipo de ferramentas para controle de preços. Porém, os executivos opinam que a falta de estratégia e integração de processos organizacionais são desafios que precisam ser discutidos internamente. Para Zapata, essa percepção dos líderes tem relação com a falta de governança na tomada de decisão, podendo trazer prejuízos sérios em datas comerciais. “Nestes períodos os fornecedores e administradores dos canais de venda, como marketplaces, fazem grandes apostas. Uma vez que o desafio das marcas é tornar a concorrência menos predatória, é nesse momento que uma tecnologia de monitoramento de preço ou proteção de margem, são essenciais para garantir a execução da estratégia”, explica. O fundador da TrackingTrade enxega a governança como um diferencial enorme no Brasil que vai além do controle de mercadoria. “A gestão inteligente começa no planejamento de vendas e operações (S&OP), passando pela política comercial, contratos com o canal, logística e finalmente o trade marketing”, acrescenta Zapata.
Após movimento do Mercado Livre, automação vira regra no varejo online
A Magis5, plataforma de automação e integração de marketplaces, anunciou o lançamento de sua nova funcionalidade: Gestão Automática de Preços. A ferramenta foi desenvolvida como uma resposta imediata às recentes mudanças na política de preços do Mercado Livre, que agora monitora em tempo real os valores praticados pelos vendedores tanto dentro quanto fora da plataforma, exigindo que o preço mais baixo seja mantido no marketplace. O movimento acendeu um alerta entre os sellers com presença neste marketplace, que agora precisam se ajustar rapidamente e aprimorar sua gestão para evitar as penalizações — que vão desde queda de relevância e redução drástica de visibilidade até, em último caso, a suspensão do anúncio. “Criamos o Gestão Automática de Preços para garantir a competitividade das ofertas dos sellers e impedir que anúncios sejam suspensos por descumprimento das novas diretrizes”, explica Claudio Dias, CEO da Magis5. Segundo ele, a ferramenta automatiza a análise comparativa de valores e ajusta os preços de forma inteligente, reduzindo riscos operacionais e mantendo os vendedores conforme as regras do Mercado Livre. Tecnologia como vantagem competitiva Para Claudio Dias, a mudança visa reforçar a competitividade do Mercado Livre perante o mercado. Porém, levantou uma preocupação entre lojistas que operam em múltiplos canais. “Acompanhar preços manualmente, em grande volume, é inviável para quem gerencia dezenas, centenas ou até milhares de anúncios. Nesse cenário, a automação se torna indispensável”, destaca. A nova ferramenta da Magis5 centraliza a inteligência da operação, permitindo monitorar valores e ativar regras automáticas de precificação. O sistema interpreta dados e orienta correções para manter a operação nas normas, reduzindo drasticamente o risco de penalidades. A ferramenta lançada permite ao seller: A funcionalidade também reúne e interpreta dados, orienta correções e mantém a operação nas normas, reduzindo o risco de penalidades que afetam vendas e visibilidade. A funcionalidade já está acessível para a base de clientes na aba Produtos → Mercado Livre → Gestão de Preços.
ASICS registra conversão no WhatsApp quatro vezes maior que no e-commerce com agente de IA da OmniChat
A ASICS, uma das principais marcas globais de artigos esportivos, registrou uma taxa de conversão quatro vezes maior nas vendas via WhatsApp em comparação ao seu e-commerce tradicional após implementar a solução de atendimento integrado da OmniChat, plataforma líder em chat commerce e WhatsApp Business Solution Provider (BSP). O canal conversacional já responde por cerca de 65% do faturamento omnichannel da empresa no Brasil, com ticket médio duas vezes maior que o e-commerce tradicional. Presente no Brasil com 18 lojas físicas além do e-commerce, a ASICS enfrentava o desafio de manter o relacionamento com seus clientes durante o fechamento das lojas na pandemia. A solução veio com a implementação de um canal oficial no WhatsApp, utilizando a API da plataforma, que rapidamente evoluiu de uma alternativa emergencial para um motor estratégico de crescimento. “O WhatsApp não é apenas mais um canal de vendas para nós, é uma ferramenta estratégica que revolucionou nossa estratégia comercial,” afirma Gustavo Reis, responsável pelos canais digitais da ASICS Brasil, Chile e Colômbia. “A venda consultiva e personalizada que conseguimos realizar por meio de mensagens criou um nível de fidelização que não tínhamos anteriormente, refletido na taxa de recompra de aproximadamente 30%.” A implementação da tecnologia foi cuidadosamente planejada para integrar as lojas físicas e o e-commerce, permitindo que os vendedores realizassem atendimentos para venda, retirada e pós-venda a partir da ferramenta. O modelo estabelecido inclui um sistema de transbordo inteligente para vendedores das lojas e call center, complementado por agentes de inteligência artificial que otimizam o processo. Um dos diferenciais da operação foi a adoção do Whizz Agent, solução de IA generativa da OmniChat para vendas ponta a ponta, que se adaptou perfeitamente às necessidades da marca. A inteligência artificial realiza vendas completas e também funciona como copiloto para os vendedores humanos, auxiliando na comparação de produtos, transcrição de áudio, resumo de conversas e outras funcionalidades que agilizam o atendimento. “Estabelecemos um programa de incentivo e premiações para engajar nossos vendedores, incorporando o canal como parte fundamental de suas metas e renda,” explica Karina Pereira, analista de CRM da ASICS envolvida no gerenciamento da plataforma desde o início da parceria. “Semanalmente, monitoramos a qualidade dos atendimentos realizados pela IA para corrigir possíveis erros e garantir a melhor experiência aos nossos clientes.” O sucesso da iniciativa já está impulsionando a expansão do modelo para franquias, começando por Curitiba, e pavimentando o caminho para operações em outros países da América Latina. “O caso da ASICS exemplifica perfeitamente como a integração entre canais físicos e digitais, potencializada pela inteligência artificial generativa, pode transformar radicalmente os resultados no varejo”, afirma Mauricio Trezub, cofundador e CEO da OmniChat. “Ao unificar a experiência do cliente e oferecer atendimento personalizado em escala, a empresa não apenas aumentou suas vendas, mas criou um diferencial competitivo sustentável em um mercado extremamente disputado.” Os próximos passos incluem o aprimoramento contínuo da inteligência artificial para tornar o atendimento ainda mais inteligente e escalável, especialmente durante campanhas sazonais e lançamentos de produtos, além da expansão do modelo para mais lojas na América Latina.
Por que chat commerce, automação inteligente e experiências sem fricção devem estar no centro das decisões do varejo digital em 2026
Por Tiago Vailati, CEO da Loopia* O e-commerce entra em 2026 sob uma nova lógica de competitividade. Se, nos últimos anos, preço e sortimento lideravam as decisões de compra, agora são atendimento instantâneo, reputação da marca e capacidade de conversão em tempo real que determinam quem cresce e quem perde espaço no varejo digital. Em um ambiente cada vez mais fragmentado entre marketplaces, WhatsApp, redes sociais e lojas virtuais, a experiência conversacional passa a ocupar o centro da estratégia. Neste cenário, o atendimento se torna uma parte ainda mais estratégica do funil de vendas. Em um mundo super conectado, a lógica é simples: quem responde primeiro, vende. O cliente escolhe o melhor canal para comprar, aquele que é mais conveniente, que proporciona a melhor experiência, combinando preço, entrega e comodidade. E, nesse cenário, velocidade, contexto e relacionamento são decisivos. Em 2026, a espera tende a ser sinônimo de abandono. O consumidor multicanal — que transita entre WhatsApp, marketplaces e redes sociais — espera respostas em segundos, não em minutos. As operações que não funcionam de forma contínua, 24 horas por dia, tendem a perder vendas sem perceber. Além disso, o Chat Commerce se consolida como motor de conversão A jornada de compra deixa de ser linear e passa a ser conversacional. Em vez de navegar sozinho pelo site, o consumidor compra conversando, seja com vendedores humanos, seja com agentes de IA treinados para vender, tirar dúvidas e orientar decisões. Esse movimento transforma o atendimento em um canal ativo de vendas, impactando diretamente indicadores como taxa de conversão, ticket médio e recompra. Operações que tratam o chat apenas como SAC tendem a perder competitividade. Afinal, a reputação passa a ser construída em tempo real Avaliações, mensagens privadas, comentários em redes sociais e conversas em marketplaces passam a pesar tanto quanto anúncios e campanhas institucionais. Cada interação se torna um ponto de contato capaz de construir — ou comprometer — a reputação da marca. Ao analisar o mercado, entendemos que a Inteligência Artificial evolui de automação para inteligência de vendas. A IA deixa de atuar apenas como suporte operacional e passa a ser inteligência aplicada à conversão. Agentes inteligentes assumem funções como priorização de atendimentos, identificação de intenção de compra, recomendação de produtos, recuperação de carrinho abandonado e ações de pós-venda. A diferença estará menos na presença da tecnologia e mais na forma como ela é treinada e integrada à jornada completa do consumidor. Operações que utilizam IA apenas de forma reativa tendem a perder eficiência frente a modelos mais inteligentes e proativos. Para este ano, o e-commerce de será definido menos por tecnologias isoladas e mais pela capacidade de transformar conversas em vendas, com inteligência, velocidade e contexto. O atendimento deixa de ser custo e passa a ser ativo estratégico. Quem entende isso agora, irá se destacar o ano todo. *Tiago Vailati é cofundador e CEO da Loopia, plataforma que integra e automatiza a jornada do Chat Commerce com IA. Formou-se em Ciência da Computação e, mais tarde, especializou-se em Gestão Estratégica Empresarial. Aos 25 anos de idade, fundou com outros dois sócios a startup Hiper, que hoje atende mais de 22 mil lojas em 2 mil cidades no Brasil Em 2019, vendeu a Hiper por R$50 milhões para a Linx (empresa que hoje faz parte do grupo Stone), e manteve-se à frente da companhia até o ano de 2022, liderando a empresa na fase pós-venda. Além de empreendedor, é escritor e autor do livro , investidor, mentor e conselheiro em diferentes tipos de negócios.
Live commerce: Magalu e Kwai atingem 48 milhões de visualizações em espetáculo digital com Ciro Bottini e Viih Tube
Em um momento no qual a disputa pela atenção do consumidor se intensifica no ambiente digital, o Magalu, mais uma vez, demonstra sua capacidade de inovação no varejo brasileiro. Durante a campanha de Liquidação do Dia de Pagamento (também conhecida como PayDay Magalu), a empresa transformou a Galeria Magalu, localizada no coração de São Paulo, dentro do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em um grande palco de live commerce. A transmissão aconteceu simultaneamente em diferentes plataformas e canais digitais do Magalu e registrou mais de 48 milhões de visitas em menos de duas horas. A live foi conduzida por dois nomes que representam diferentes gerações de comunicação e influência: o vendedor mais emblemático da televisão brasileira, Ciro Bottini, e a influenciadora digital Viih Tube, fenômeno nas redes sociais. Com uma produção audiovisual que remetia a um programa de entretenimento, o evento apostou em interação em tempo real, demonstrações de produtos e liberação de cupons exclusivos. O Kwai for Business, unidade de negócios do app de vídeos curtos, atuou não apenas como plataforma de distribuição da live, mas também como parceiro estratégico na construção e no desenvolvimento da produção do projeto. A direção e o roteiro do projeto ficaram a cargo de Vitor Magno, diretor e especialista em live commerce, responsável por desenvolver a estrutura criativa da transmissão. O formato buscou aproximar a experiência de compra online de um verdadeiro show digital, unindo narrativa, entretenimento e conversão de vendas. A iniciativa reforça a convergência entre conteúdo e comércio, uma tendência no varejo global. Em mercados como o asiático, o live commerce já movimenta bilhões de dólares e é um dos formatos mais eficientes de conversão de vendas. No Brasil, grandes empresas já começam a investir no modelo como forma de transformar campanhas promocionais em experiências digitais imersivas. Com milhões de acessos em poucas horas, a live do PayDay Magalu evidencia como o varejo está se reinventando em um cenário onde conteúdo, influência, tecnologia e entretenimento passaram a ser elementos centrais na jornada de compra.
Marketplaces concentram quase 90% da receita do e-commerce global
Com marketplaces concentrando cerca de 87% da receita global do e-commerce em 2026, de acordo com o relatório Global Ecommerce Trends da ECDB, vender nessas plataformas se consolidou como um dos principais motores de crescimento do comércio digital. No Brasil, estimativas de mercado apontam que aproximadamente 80% das vendas online já passam por marketplaces, evidenciando o peso dessas plataformas na jornada de compra do consumidor. Esse avanço, no entanto, traz desafios operacionais para micro e pequenos varejistas. Para aderirem aos marketplaces, eles precisam lidar com múltiplos canais, controle de estoque em tempo real e gestão de pedidos sem, necessariamente, ampliar estrutura ou custos fixos. A falta de integração entre sistemas segue como um dos principais gargalos para quem tenta escalar vendas no ambiente digital. É nesse contexto que a vhsys, empresa especializada em soluções de gestão empresarial online, passa a disponibilizar a integração com o Mercado Livre — marketplace líder no Brasil — em seu app Marketplaces, com lançamento previsto para 10 de fevereiro. A funcionalidade permite que lojistas conectem esse canal ao seu sistema de gestão e centralizem cadastros, estoque e pedidos em um único ambiente, reduzindo retrabalho e falhas operacionais comuns na gestão multicanal. “Quando a maior parte das vendas online acontece dentro de marketplaces, o diferencial para o pequeno varejo está na capacidade de participar desse movimento ao mesmo tempo que controla a operação com eficiência”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys. “A integração com o Mercado Livre atende a uma demanda clara dos empreendedores: vender em grandes plataformas sem perder visibilidade, organização e previsibilidade do negócio.” Lançado em 2025, o app Marketplaces da vhsys reúne mais de 70 canais de venda e opera com um modelo baseado no volume de pedidos, e não na quantidade de produtos ou marketplaces conectados. Isso permite que o lojista pague de acordo com o que vende e tenha liberdade para expandir canais conforme a estratégia do negócio. Voltada a micro e pequenos empreendedores que já possuem loja física e buscam ampliar a presença digital sem investimentos elevados ou contratações complexas, a integração acompanha um movimento já consolidado no varejo: crescer em marketplaces exige, cada vez mais, gestão integrada e controle operacional.
Crescimento de chat commerce traz desafios de eficiência no varejo digital e e-commerce
O varejo digital e e-commerce brasileiro vive um ciclo de expansão que vai além do crescimento em faturamento, chegando a transformação estrutural na relação entre marcas e consumidores. O chat commerce, modelo de vendas focado no uso de aplicativos de mensagem, é uma das soluções que chegou para ficar. De acordo com o Global Growth Insights, O mercado global de plataformas de comércio conversacional, avaliado em US$ 11,33 bilhões em 2024, deve chegar a US$ 11,7 bilhões em 2025 e a US$ 15,53 bilhões em 2034, com crescimento anual de 3,19%. Aproximadamente 46% desse avanço será impulsionado por personalização via inteligência artificial, 34% por recursos de voz e 20% por ferramentas multilíngues. A integração com e-commerce móvel representa 29% da adoção global, e canais em mídias sociais com recursos conversacionais respondem por 25% do uso. Esse avanço traz desafios proporcionais, principalmente de sustentar eficiência, personalização e relacionamento em jornadas cada vez mais longas e distribuídas. “O consumidor não vive mais uma jornada linear. Ele entra, sai, pergunta, compara, volta. O Chat Commerce permite acompanhar esse movimento em tempo real, com contexto e inteligência, fazendo com que cada interação gere oportunidade de relacionamento. Os dados, a tecnologia e a IA podem auxiliar a organizar e automatizar os atendimentos em um só lugar e transformar tudo isso em escala e eficiência”, afirma Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma especializada em Chat Commerce com agentes de IA. Além disso, o especialista ainda complementa que é necessário dar mais foco também para o pós-venda. “Em vez de enxergar essa etapa como centro de custo, as empresas passam a tratá-lo como um eixo estratégico de fidelização, recorrência e geração contínua de valor”, explica. E essa virada só é possível quando tecnologia e dados deixam de operar de forma isolada. Soluções de Chat Commerce mais maduras atuam de maneira integrada, conectando marketplaces, e-commerces e redes sociais em um único ambiente de atendimento. “É nesse ponto que a automação deixa de ser apenas resposta rápida e passa a ser inteligência aplicada à conversão e à experiência”, complementa Tiago. O CEO da Loopia também é autor do livro Chat Commerce, guia prático para empreendedores, líderes de marketing, vendas e atendimento que desejam entender essa nova lógica do consumo e se preparar para um mercado cada vez mais orientado por conversas. Ao longo da obra, o autor compartilha aprendizados práticos, exemplos de marcas que estão à frente desse movimento e caminhos para aplicar o Chat Commerce de forma estratégica, indo além do atendimento operacional e criando relações de confiança que impulsionam vendas e fidelização. “O uso estratégico da ferramenta pode elevar em até 50% a taxa de conversão, automatizar 92% dos atendimentos e reduzir o tempo médio de resposta para cerca de 30 segundos. Mais do que ganhos operacionais, esses indicadores apontam para um novo patamar de maturidade do setor, no qual eficiência e personalização deixam de ser forças opostas e passam a operar de forma complementar”, finaliza Tiago.
Atendimento inteligente vira vantagem competitiva e acelera o uso de IA no e-commerce em 2026
O início de 2026 consolida um movimento que vinha se formando nos últimos anos: o atendimento ao cliente passa a ser um dos principais fatores de competitividade no e-commerce. Em um ambiente cada vez mais imediato, multicanal e orientado à experiência, empresas que não respondem rápido — ou não respondem bem — perdem vendas, reputação e relevância. “Em 2026, o cliente não compara só preço ou produto — ele compara experiências. E a primeira delas é o atendimento. Se a resposta demora, a venda não acontece”, afirma Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma especializada em Chat Commerce com Inteligência Artificial. Dados de mercado já indicam essa mudança de comportamento. Estudos globais apontam que mais de 70% dos consumidores esperam respostas em poucos minutos ao interagir com marcas em canais digitais, enquanto atrasos no atendimento elevam significativamente as taxas de abandono de carrinho e impactam a confiança na marca. Ao mesmo tempo, a conversa deixa de ser apenas suporte e passa a influenciar diretamente a decisão de compra. Nesse contexto, a Inteligência Artificial aplicada ao atendimento ganha espaço não apenas como ferramenta de automação, mas como infraestrutura estratégica. Soluções baseadas em Chat Commerce permitem que empresas atuem 24 horas por dia, integrem múltiplos canais e mantenham consistência na experiência, mesmo em operações de grande escala. Segundo o executivo, a aceleração do uso de IA no atendimento está diretamente ligada à pressão por eficiência e conversão. “As empresas perceberam que não basta estar presente em vários canais. É preciso responder rápido, entender o contexto e conduzir a conversa até a decisão. A IA permite fazer isso de forma contínua, sem depender de horário comercial”, explica. Na prática, os resultados já aparecem. Operações que adotam agentes de IA no atendimento registram aumento médio de 50% na conversão de conversas em vendas, além de mais de 90% dos atendimentos resolvidos sem intervenção humana. O tempo médio de resposta cai para menos de 30 segundos, fator decisivo em ambientes como marketplaces e WhatsApp, onde a concorrência está a um clique de distância. Além da conversão, outro ponto crítico entra no radar das empresas: a reputação. Em marketplaces e redes sociais, a qualidade e a velocidade das respostas impactam avaliações públicas, ranqueamento e visibilidade. “Atendimento virou ativo reputacional. Uma operação lenta ou desorganizada não afeta só aquela venda, mas a percepção da marca como um todo”, destaca Vailati. O avanço da IA no atendimento também reflete uma mudança no papel dessas tecnologias dentro das empresas. Se antes eram usadas de forma pontual, agora passam a atuar ao longo de toda a jornada — do pré-venda ao pós-venda — integrando dados, histórico de interações e comportamento do consumidor. A tendência para 2026 é clara: atendimento inteligente deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito competitivo. Empresas que tratam o relacionamento com o cliente como estratégia — e não apenas como custo — saem na frente em um mercado cada vez mais disputado, conversacional e orientado à experiência.
O e-commerce pet está saturado ou ainda há espaço para nichos?
O comércio eletrônico voltado ao setor pet segue em ritmo de crescimento no Brasil, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e pela consolidação da digitalização do varejo. Para ilustrar o crescimento, somente entre maio e junho de 2025, plataformas de e-commerce como AliExpress, Shopee e Mercado Livre divulgaram aumento de até 300% na venda de produtos voltados para animais de estimação. Mesmo diante desse cenário positivo, o aumento da concorrência levanta um questionamento estratégico para empreendedores e investidores: o e-commerce pet já atingiu um nível de saturação ou ainda há oportunidades relevantes de expansão? Para Hugo Galvão de França Filho, diretor da Enjoy Pets, o mercado vive um momento de amadurecimento. “Existe uma competição intensa no modelo tradicional, principalmente quando falamos de grandes players disputando preço e logística em escala nacional. Mas isso não significa que o mercado esteja saturado. Há espaço significativo para nichos bem-posicionados, que entregam experiência, curadoria e relacionamento”, afirma. Segundo o especialista, segmentos como alimentação natural, produtos funcionais, suplementos, linhas hipoalergênicas, itens personalizados e modelos de assinatura recorrente apresentam crescimento consistente e maior potencial de fidelização. No entanto, com a entrada de marketplaces especializados e grandes varejistas no segmento pet, a disputa por preço se intensificou, e a experiência do cliente se tornou um ativo fundamental para construírem relacionamentos de longo prazo. Outro fator que reforça o potencial de crescimento é a expansão do consumo pet em cidades médias e regiões onde a oferta física ainda é limitada. Nesses casos, o e-commerce amplia o acesso a produtos premium e especializados. “Existe um Brasil pet que ainda não foi totalmente explorado no digital. A interiorização representa uma oportunidade concreta para empresas que estruturam bem sua operação”, avalia Galvão. O especialista também destaca que logística eficiente, política clara de trocas, presença ativa nas redes sociais e uso estratégico de dados deixaram de ser diferenciais e passaram a ser requisitos básicos para competir no ambiente digital. Para empresas conseguirem espaços no mercado, o e-commerce pet exige hoje planejamento estruturado, análise constante de indicadores, construção sólida de marca e estratégias voltadas à retenção. Com consumidores cada vez mais conectados e dispostos a investir no bem-estar dos animais de estimação, o setor pet digital mostra que está mais competitivo, mas longe de estar esgotado. Empresas que compreendem o comportamento do tutor e atuam de forma inteligente em nichos específicos conseguem encontrar amplo espaço para crescimento no setor.
Crescer no e-commerce não é sorte, é estratégia
Por Ricardo do Couto, Head de Marketing da Yever* O crescimento de um e-commerce não é determinado por sorte, criatividade isolada ou picos ocasionais de vendas. Ele é definido, quase sempre, pela existência ou não de um planejamento estratégico claro, realista e executável. Em um cenário marcado por aumento do custo de mídia, consumidores mais racionais e concorrência cada vez mais profissionalizada, improvisar deixou de ser uma opção viável. No mercado brasileiro, essa etapa segue sendo negligenciada, tratada como algo secundário ou burocrático. O resultado aparece rapidamente na operação travada, no caixa pressionado e na sensação constante de que o negócio trabalha muito, mas avança pouco. Os dados ajudam a entender a dimensão do problema. Segundo análises publicadas pela Harvard Business Review e levantamentos do Sebrae, apenas entre 10% e 20% das empresas brasileiras possuem um planejamento estratégico estruturado. Ainda mais preocupante, meta-estudos acadêmicos com mais de 11 mil empresas apontam que negócios com planos escritos crescem cerca de 30% mais rápido do que aqueles que operam sem planejamento formal. Esse descompasso ajuda a explicar por que tantas operações digitais sobrevivem no curto prazo, mas encontram dificuldades para escalar de forma consistente. No e-commerce, onde margens são pressionadas por mídia paga, logística e concorrência intensa, operar sem planejamento não é ousadia, é risco elevado. Planejar estrategicamente não significa criar metas infladas ou projeções irreais para impressionar investidores ou times internos. Pelo contrário, um planejamento efetivo começa no curto prazo, normalmente no mês, e se desdobra para o ano. É nesse nível tático que a estratégia se conecta à operação e deixa de ser apenas um documento. É esse exercício que define orçamento, fluxo de caixa, giro de estoque, calendário comercial e os canais que realmente sustentam o faturamento. De acordo com a ABComm, empresas de comércio eletrônico que estruturam o calendário anual de campanhas e compras de mídia reduzem desperdícios e conseguem alocar melhor seus investimentos nos períodos de maior retorno. Um argumento comum contra o planejamento é a ideia de que o mercado muda rápido demais para permitir previsões. Esse raciocínio ignora que planejar não é engessar a operação, mas criar parâmetros para decidir melhor. Sem referências claras, toda decisão vira tentativa e erro, o que custa caro em ambientes digitais. Organizações que revisam seu planejamento com frequência têm cerca de 30% mais chance de atingir suas metas, segundo estudos divulgados pela Harvard Business Review. Além disso, dados de execução mostram que menos de 12,5% dos projetos estratégicos são concluídos, não por falha no planejamento em si, mas pela ausência de acompanhamento, revisão e disciplina na execução. No e-commerce, planejamento também é o que transforma gastos em investimento. A definição prévia de orçamento de mídia, estratégias de aquisição, retenção e tecnologia permite enfrentar o aumento constante do custo do tráfego. Quando a empresa sabe onde quer chegar, ela consegue avaliar melhor o retorno real de cada canal e evitar decisões impulsivas. Relatórios da Ebit Nielsen indicam que a competição digital elevou significativamente os custos de aquisição nos últimos anos, tornando indispensável o uso racional de dados, ferramentas como CDPs e checkouts otimizados para melhorar conversão e ROAS. Sem planejamento, a operação reage. Com planejamento, ela escolhe. Planejamento estratégico não garante sucesso, mas sua ausência praticamente assegura o fracasso no médio prazo. Ele não elimina riscos, mas reduz desperdícios, antecipa problemas e cria clareza sobre prioridades. Em um ambiente digital mais caro, competitivo e exigente, crescer deixou de ser uma questão de vontade e passou a ser uma questão de método. O e-commerce que entende isso deixa de correr atrás do próprio rabo e começa, de fato, a construir crescimento sustentável. *Ricardo do Couto é Head de Marketing e Growth da Yever, especialista em marketing de performance, e-commerce, CRM e marketplaces, com ampla experiência em operações B2C e B2B.
Pagamentos em 2026: por que a estratégia começa no checkout
Por Juan Soto* Durante muito tempo, os pagamentos foram tratados como a etapa final da jornada de compra – necessária, mas invisível. Em 2026, essa lógica definitivamente já não se sustenta. Os pagamentos se consolidaram como uma camada estratégica de qualquer negócio, com impacto direto em conversão, custos, eficiência operacional e crescimento. Em mercados complexos e dinâmicos como o Brasil, essa transformação é ainda mais evidente. Alguns movimentos estruturais ajudam a explicar por que os pagamentos deixaram de ser apenas uma camada operacional e passaram a funcionar como um verdadeiro sistema de decisão para empresas que buscam escalar com eficiência. Esses movimentos refletem mudanças profundas no comportamento do consumidor, na arquitetura tecnológica do comércio e nas exigências de controle financeiro e performance. Entender esses vetores é fundamental para compreender por que, em 2026, a vantagem competitiva começa a ser construída no checkout. O primeiro movimento é o amadurecimento do Open Banking e dos pagamentos em tempo real. Em muitos mercados, essas inovações ainda estão em fase de testes. No Brasil, porém, já fazem parte do cotidiano da população. O Pix redefiniu expectativas de velocidade, custo e disponibilidade, enquanto o Open Finance criou as bases para experiências mais integradas, seguras e orientadas por dados. Para setores que exigem liquidação imediata, previsibilidade e redução de fraudes, como games, serviços digitais e marketplaces, as transferências em tempo real e modelos como o Request to Pay passam a ocupar o centro da estratégia. O segundo movimento é a consolidação dos métodos de pagamento locais como fator decisivo de crescimento. Apesar da globalização das plataformas, o ato de pagar continua profundamente cultural. No Brasil, ignorar Pix, boleto, parcelamento no cartão, carteiras digitais ou débito online significa aceitar perdas diretas de conversão. Ao mesmo tempo, oferecer opções em excesso pode gerar confusão e abandono no checkout. O desafio para 2026 não é acumular métodos, mas selecionar os mais relevantes para cada jornada, canal e perfil de consumidor. O terceiro movimento está no uso estratégico dos dados de pagamento como inteligência de negócios. Autorizações, recusas, métodos escolhidos, horários de compra e padrões de comportamento revelam, em tempo quase real, onde existem atritos na jornada, perdas de margem ou oportunidades de crescimento. O Brasil reúne condições particularmente favoráveis para essa evolução: alto volume transacional, ampla diversidade de meios de pagamento e comportamentos de consumo heterogêneos. Ainda assim, muitas empresas seguem explorando esse ativo de forma reativa e limitada, utilizando os dados de pagamento principalmente para explicar problemas que já aconteceram, como fraudes, falhas de autorização ou disputas. Em 2026, o diferencial estará em usar essas informações de forma contínua, para identificar padrões, antecipar gargalos e ajustar a experiência de compra antes que a conversão seja impactada. Essas três tendências convergem para uma conclusão clara: os pagamentos passaram a ser uma alavanca estratégica de crescimento para qualquer empresa. Em mercados como o brasileiro, onde inovação, complexidade e escala convivem lado a lado, o sucesso está diretamente ligado à capacidade de desenhar arquiteturas de pagamento flexíveis, inteligentes e resilientes. Em 2026, sairão na frente as empresas que tratarem o checkout não como um fim do processo, mas como um ponto central da estratégia de negócios. *Juan Soto é General Manager da Nuvei para a América Latina
Por que o e-commerce agora produz conteúdo de Carnaval em horas, e não mais em dias?
O Carnaval deixou de ser apenas uma celebração popular para se consolidar como um dos períodos mais intensos do calendário digital brasileiro. Hoje, a festa começa no feed, se espalha pelos stories, vira vitrine no e-commerce e se transforma em anúncios segmentados. A lógica é de tempo real: conteúdos precisam ser publicados simultaneamente em redes sociais, e-commerce e mídia paga, acompanhando o ritmo de consumo e a dinâmica das plataformas digitais. Diante disso, produtos passam a circular por múltiplos canais em poucas horas, exigindo adequação rápida de formato, estética e linguagem visual. A produção tradicional, baseada em novos ensaios fotográficos para cada campanha ou ação promocional, deixa de ser viável do ponto de vista de custo, escala e velocidade. Como resposta, empresas vêm adotando modelos baseados em automação e reaproveitamento de imagem. Uma única foto de produto passa a funcionar como base para diferentes versões e aplicações, com apoio de tecnologias de edição e processamento que permitem adaptação para vitrines de e-commerce, redes sociais, anúncios e marketplaces. O foco deixa de ser a criação isolada e passa a ser a construção de fluxos contínuos de produção visual, integrados às operações de marketing e vendas. Dicas e principais recursos usados na adaptação visual em tempo real: O movimento é impulsionado pelo próprio comportamento do consumidor. Um estudo da plataforma de e-commerce Nuvemshop aponta que micro e pequenas empresas que venderam produtos de Carnaval online faturaram R$ 2,7 milhões entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro de 2025, crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2024, esse dado reforça a potência do ambiente digital nas datas sazonais e o papel central da imagem na conversão. O Carnaval também evidencia a convergência entre imagem de produto e conteúdo. A fotografia que aparece no e-commerce precisa funcionar como peça de engajamento nas redes sociais, material de anúncio e conteúdo de performance. Essa integração tem aproximado áreas que antes operavam separadas, como fotografia comercial, marketing digital e operação de vendas. “O desafio das marcas hoje não é apenas produzir boas imagens, mas conseguir adaptá-las em velocidade e escala para diferentes canais”, afirma Paulo Golovattei, gerente de growth da Photoroom, startup que atua com automação de fluxos de imagem e soluções de edição visual baseadas em IA. “Datas como o Carnaval escancaram essa necessidade e quem não consegue responder rápido perde relevância, alcance e conversão.” A consolidação do ambiente digital-first reorganizou a forma como produtos são apresentados e consumidos. Redes sociais passaram a operar como principal vitrine comercial para blocos, marcas independentes, criadores, maquiadores, estilistas e pequenos empreendedores, concentrando visibilidade, engajamento e conversão no mesmo fluxo. Nesse contexto, a edição em tempo real deixa de ser apenas uma ferramenta de marketing e passa a integrar diretamente a operação comercial. A adaptação rápida de imagens viabiliza campanhas relâmpago, promoções sazonais, anúncios segmentados e ativações digitais durante os dias de festa, conectando produção visual e desempenho de vendas. Em um ambiente de consumo imediato e atenção fragmentada, datas como o Carnaval evidenciam uma mudança estrutural, em que agilidade visual deixa de ser diferencial competitivo e passa a ser requisito operacional para marcas que querem permanecer relevantes no ecossistema digital.
Com 72 horas de ofertas imperdíveis no e-commerce, Rede de Supermercados Pague Menos promove a campanha “Tudo no Precinho”
A Rede de Supermercados Pague Menos anuncia mais uma grande ação promocional voltada exclusivamente para o seu e-commerce, o superpaguemenos.com.br. Entre os dias 19 e 22 de fevereiro, os Clientes poderão aproveitar a campanha “Tudo no Precinho”, uma verdadeira maratona de ofertas online que reúne descontos especiais, promoções relâmpago e cupons exclusivos para garantir ainda mais economia no carrinho de compras. A ação começa à meia-noite da quinta-feira, 19 de fevereiro, e segue até domingo, 22 de fevereiro, às 23h59, totalizando 72 horas de oportunidades. Durante todo o período da campanha, novas promoções serão liberadas diariamente, incentivando o acompanhamento constante do site e proporcionando aos consumidores diferentes chances de economizar. A dinâmica foi pensada para tornar a experiência de compra ainda mais atrativa, prática e vantajosa, especialmente para quem busca preços baixos aliados à comodidade do ambiente digital. Exclusiva do e-commerce da Rede, a ação “Tudo no Precinho” contempla centenas de produtos de diversas categorias, permitindo que os Clientes realizem desde a reposição rápida da despensa até a compra completa do mês. Entre os itens disponíveis estão alimentos básicos, produtos de mercearia, bebidas, itens de higiene e limpeza, cuidados pessoais, além de opções de padaria, frios, congelados e muito mais. A campanha também se destaca pelas opções flexíveis de recebimento dos pedidos. Os Clientes que preferem retirar suas compras pessoalmente podem utilizar o sistema Compra e Retira, com retirada gratuita em diversas unidades da Rede. Estão disponíveis lojas localizadas em Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Araras, Paulínia, Piracicaba, Mogi Guaçu, Campinas, Itu, São João da Boa Vista, São Pedro, Salto, Boituva, Limeira, Indaiatuba, Nova Odessa e Valinhos. Já para quem opta pelo conforto de receber os produtos em casa, a Rede oferece também o serviço de entrega a domicílio, com condições que variam conforme a região. Todas as informações sobre disponibilidade e valores de frete podem ser consultadas diretamente no site. Não perca! De 19 a 22 de fevereiro, a Rede de Supermercados Pague Menos convida seus Clientes a participarem dessa maratona de preços baixos no superpaguemenos.com.br. São quatro dias para aproveitar ofertas imperdíveis, garantir descontos extras e realizar uma compra completa com a confiança, a tradição e a qualidade de quem entende de varejo alimentar.
E-commerce supera R$ 230 bi em 2025 e acelera modelos de vendas recorrentes com IA
O e-commerce brasileiro ultrapassou R$ 230 bilhões em faturamento em 2025, mantendo crescimento anual próximo de 15%, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). O país já soma mais de 90 milhões de consumidores digitais ativos, com centenas de milhões de pedidos realizados todos os anos, de acordo com a Ebit | Nielsen. Em um cenário marcado por maior concorrência, automação e mudança no comportamento de compra, empresas têm acelerado a adoção de modelos de vendas recorrentes como forma de garantir previsibilidade e fidelização. A consolidação da inteligência artificial nesse ambiente tem reduzido barreiras técnicas e operacionais. Hoje, mais de 50% dos consumidores brasileiros já utilizam IA para pesquisar, comparar ou decidir compras online, segundo a Salesforce (State of Commerce), enquanto cerca de 90% das empresas de e-commerce no mundo já usam ou testam IA em vendas, marketing ou atendimento, conforme estudos da McKinsey & Company e da Gartner. Nesse contexto, a Betalabs, plataforma SaaS pioneira em soluções de recorrência para e-commerce, compartilha aprendizados observados na prática do mercado. De acordo com Luan Gabellini, cofundador da Betalabs, a recorrência deixou de ser uma estratégia restrita a grandes operações e passou a integrar o plano de crescimento de empresas de diferentes portes. “Hoje, a recorrência não é mais um diferencial exclusivo de grandes players. Com tecnologia e automação, empresas menores conseguem estruturar modelos sustentáveis, previsíveis e alinhados ao comportamento do consumidor digital”, afirma o executivo. A seguir, ele destaca três práticas essenciais para estruturar esse modelo de forma sustentável. 1. Transforme redes sociais em canais diretos de venda recorrente As redes sociais deixaram de cumprir apenas o papel de divulgação e passaram a integrar a jornada de compra. A incorporação de checkouts nativos, catálogos integrados e links de compra em vídeos curtos permite reduzir etapas e aumentar conversão. Quando conectadas a modelos de assinatura, essas plataformas também se tornam canais relevantes de aquisição recorrente, especialmente em um mercado com milhões de consumidores digitais ativos. 2. Use inteligência artificial para personalizar a recompra A aplicação de IA no e-commerce tem avançado do suporte ao marketing para a gestão do relacionamento com o cliente. Algoritmos capazes de analisar histórico de compras e comportamento de navegação permitem recomendar produtos, ajustar comunicações e identificar o melhor momento para a recompra. “A recorrência depende menos de descontos e mais de relevância ao longo do tempo. A inteligência artificial permite entender quando e como o cliente quer comprar novamente, com base em dados reais”, afirma Luan Gabellini, cofundador da Betalabs. 3. Produza conteúdo como parte da experiência de compra Conteúdos educativos, demonstrações práticas e orientações de uso ajudam o consumidor a perceber valor contínuo no produto ou serviço. Vídeos curtos, tutoriais e comunicações automatizadas reduzem dúvidas, fortalecem a confiança e contribuem para a retenção. Em modelos recorrentes, o conteúdo deixa de ser apenas ferramenta de alcance e passa a integrar a própria experiência do cliente. Com consumidores mais informados e custos de aquisição cada vez mais elevados, o avanço das vendas recorrentes apoiadas por inteligência artificial tem se consolidado como uma resposta estratégica do e-commerce brasileiro. Ao combinar dados, tecnologia e relacionamento, empresas buscam não apenas aumentar vendas, mas construir receitas previsíveis em um mercado cada vez mais automatizado.
Checkout personalizado recupera até 64% dos carrinhos abandonados no e-commerce brasileiro
A perda de receita no checkout segue como um dos principais desafios do e-commerce brasileiro, em um cenário de mídia paga mais cara, alto abandono de carrinho e experiências de compra pouco flexíveis. Para enfrentar esse desafio, a Yever, fintech especializada em soluções de pagamento e checkout inteligente, lança no mercado brasileiro uma nova abordagem de checkout digital com personalização em todas as etapas da compra, permitindo que lojas online adaptem experiência, argumentos de venda, formulários e meios de pagamento ao comportamento do consumidor. Já disponível na versão “checkout 3.1”, a solução tem demonstrado resultados diretos, com recuperação de até 64% dos carrinhos abandonados, redução de até 41% na fricção de preenchimento de dados e aumento de até 27% na conversão via meios de pagamento alternativos. Segundo Andrews Vourodimos, CEO e fundador da Yever, a personalização do checkout responde a uma mudança estrutural no varejo digital, na qual eficiência deixou de estar apenas na atração de visitantes e passou a depender da capacidade de converter melhor cada acesso. “O checkout deixa de ser apenas um ponto operacional e passa a concentrar decisões estratégicas. Em um contexto de mídia paga mais cara, cada visitante precisa ter mais chances reais de conversão, e isso só acontece quando a experiência é adaptada ao comportamento do consumidor”, afirma. Além do impacto direto em conversão, a abordagem personalizada também tem refletido em ganhos operacionais e financeiros relevantes. Clientes que adotaram o modelo observaram redução de até 18% no custo de aquisição de clientes, aumento de até 22% no ticket médio quando o checkout incentiva estratégias de cross-sell e upsell contextualizadas e crescimento de 15% na avaliação da experiência de compra, medida por indicadores como NPS ou CSAT. Também foi registrada queda de até 34% nas chamadas ao suporte relacionadas a falhas ou dificuldades no checkout, indicando maior simplicidade e confiabilidade percebida pelo consumidor. O cenário que impulsiona essa mudança é conhecido no varejo digital. Historicamente, a etapa final da jornada de compra no Brasil foi padronizada e pouco adaptável, contribuindo para taxas de abandono que chegam a até 80% em determinados segmentos do e-commerce, segundo o E-commerce Radar. Com o avanço de tecnologias de rastreamento, automação e uso de dados comportamentais, esse momento passou a ser reconhecido como um dos principais pontos de influência sobre conversão, custos e rentabilidade das operações. Nesse contexto, soluções focadas em transformar dados em conversão real ganham relevância ao atender desde pequenos e médios lojistas, que buscam maior competitividade com menos desperdício de mídia, até grandes varejistas, que precisam escalar personalização e eficiência. Atualmente, a plataforma já atende mais de 2.000 lojas ativas e processou mais de R$ 400 milhões em transações, com cerca de 900 mil compras concluídas por ano, evidenciando a consolidação do checkout como ativo estratégico de crescimento no varejo digital. A tendência acompanha um movimento global de valorização da personalização na jornada de compra e reforça a evolução do checkout de etapa final da transação para um dos principais motores de performance do e-commerce. Com isso, experiências inteligentes e adaptáveis tendem a se tornar padrão, pressionando o mercado a repensar como competir por eficiência, conversão e experiência do cliente no ambiente online. “O varejo digital entrou em uma fase em que não há mais margem para desperdício de tráfego. Quem não trata a etapa final da compra como uma alavanca estratégica de dados, conversão e experiência continuará pagando mais para vender menos”, afirma Andrews.
Brustec inova com lançamento de Marketplace exclusivo para fortalecer lojistas e combater fraudes no setor
A Brustec, referência nacional no desenvolvimento e fornecimento de produtos e soluções inovadoras para piscinas, anunciou o início da implementação de seu novo projeto, o Shopping Online Brustec. Operando em plataformas com sistemas de segurança avançados, garantindo um ambiente de negociações confiável e protegido, o projeto visa transformar a relação entre fábrica, lojista e consumidor final, solucionando problemas históricos de comercialização irregular no mercado digital. Diferentemente dos marketplaces tradicionais, a Brustec não vende para o consumidor final. O novo shopping funciona como uma vitrine virtual, onde o lojista parceiro é o protagonista. A Brustec ficará responsável pelo marketing, pela tecnologia e pela autoridade da marca, enquanto o lojista entra com o estoque e a comercialização dos produtos. O lançamento surge para revolucionar a interação da fábrica até o consumidor final, mas também age como resposta ao aumento de anúncios falsos em grandes plataformas, em que produtos de terceiros eram vendidos como produtos da Brustec, além de preços praticados abaixo da tabela de fábrica. “Identificamos que 58,5% dos nossos contatos orgânicos nas redes sociais em 2025 eram de consumidores querendo comprar. Agora, em vez de apenas encaminhá-los, entregamos o cliente pronto para o lojista dentro de um ambiente seguro e controlado”, afirma Michel Ângelo, responsável pelo marketing da Brustec. O modelo de negócio do novo Shopping Brustec foi pensado para ser o mais benéfico do mercado atual. Com investimento inicial zero, o lojista ganha seu próprio site dentro da plataforma, sem qualquer custo de mensalidade, e só paga quando vende, eliminando qualquer tipo de risco financeiro para o parceiro. Enquanto grandes players do mercado chegam a ter um custo operacional superior a 30%, a Brustec vem oferecer uma plataforma com custos operacionais reduzidos. A plataforma garante a proteção da margem de lucro ao impedir a disputa de preços, promovendo uma concorrência justa, onde o diferencial passa a ser o atendimento e a agilidade. Além disso, o consumidor final conta com mais facilidade ao realizar o pagamento, podendo parcelar suas compras em até 12x no cartão, além das opções via boleto ou Pix, tudo processado com segurança. O projeto reforça a figura do representante comercial, deixando de ser apenas um “tirador de pedidos” para se tornar um consultor de negócios. Ao colocar o lojista dentro do Shopping Brustec, o representante se torna mais que um vendedor e passa a ser um consultor de negócios, auxiliando não só na escolha dos melhores produtos para o perfil da loja, mas também ampliando a visão comercial e auxiliando na sua expansão de mercado.
Por que o e-commerce agora produz conteúdo de Carnaval em horas, e não mais em dias?
O Carnaval deixou de ser apenas uma celebração popular para se consolidar como um dos períodos mais intensos do calendário digital brasileiro. Hoje, a festa começa no feed, se espalha pelos stories, vira vitrine no e-commerce e se transforma em anúncios segmentados. A lógica é de tempo real: conteúdos precisam ser publicados simultaneamente em redes sociais, e-commerce e mídia paga, acompanhando o ritmo de consumo e a dinâmica das plataformas digitais. Diante disso, produtos passam a circular por múltiplos canais em poucas horas, exigindo adequação rápida de formato, estética e linguagem visual. A produção tradicional, baseada em novos ensaios fotográficos para cada campanha ou ação promocional, deixa de ser viável do ponto de vista de custo, escala e velocidade. Como resposta, empresas vêm adotando modelos baseados em automação e reaproveitamento de imagem. Uma única foto de produto passa a funcionar como base para diferentes versões e aplicações, com apoio de tecnologias de edição e processamento que permitem adaptação para vitrines de e-commerce, redes sociais, anúncios e marketplaces. O foco deixa de ser a criação isolada e passa a ser a construção de fluxos contínuos de produção visual, integrados às operações de marketing e vendas. Dicas e principais recursos usados na adaptação visual em tempo real: O movimento é impulsionado pelo próprio comportamento do consumidor. Um estudo da plataforma de e-commerce Nuvemshop aponta que micro e pequenas empresas que venderam produtos de Carnaval online faturaram R$ 2,7 milhões entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro de 2025, crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2024, esse dado reforça a potência do ambiente digital nas datas sazonais e o papel central da imagem na conversão. O Carnaval também evidencia a convergência entre imagem de produto e conteúdo. A fotografia que aparece no e-commerce precisa funcionar como peça de engajamento nas redes sociais, material de anúncio e conteúdo de performance. Essa integração tem aproximado áreas que antes operavam separadas, como fotografia comercial, marketing digital e operação de vendas. “O desafio das marcas hoje não é apenas produzir boas imagens, mas conseguir adaptá-las em velocidade e escala para diferentes canais”, afirma Paulo Golovattei, gerente de growth da Photoroom, startup que atua com automação de fluxos de imagem e soluções de edição visual baseadas em IA. “Datas como o Carnaval escancaram essa necessidade e quem não consegue responder rápido perde relevância, alcance e conversão.” A consolidação do ambiente digital-first reorganizou a forma como produtos são apresentados e consumidos. Redes sociais passaram a operar como principal vitrine comercial para blocos, marcas independentes, criadores, maquiadores, estilistas e pequenos empreendedores, concentrando visibilidade, engajamento e conversão no mesmo fluxo. Nesse contexto, a edição em tempo real deixa de ser apenas uma ferramenta de marketing e passa a integrar diretamente a operação comercial. A adaptação rápida de imagens viabiliza campanhas relâmpago, promoções sazonais, anúncios segmentados e ativações digitais durante os dias de festa, conectando produção visual e desempenho de vendas. Em um ambiente de consumo imediato e atenção fragmentada, datas como o Carnaval evidenciam uma mudança estrutural, em que agilidade visual deixa de ser diferencial competitivo e passa a ser requisito operacional para marcas que querem permanecer relevantes no ecossistema digital.
Omnichannel no e-commerce: onde as lojas virtuais ainda falham na integração entre canais?
O avanço do e-commerce no Brasil e no mundo elevou o nível de exigência dos consumidores, mas a integração entre canais de venda ainda está longe de ser uma realidade consolidada. Embora o conceito de omnichannel tenha deixado de ser tendência para se tornar estratégia prioritária, grande parte das empresas ainda enfrenta dificuldades para conectar estoque, site, aplicativo, redes sociais, logística e atendimento em uma jornada única e sem atritos. Para Carla Hladczuk, administradora, gestora e sócia da Uled Luminosos, o erro mais comum das empresas é confundir presença multicanal com estratégia omnichannel. “Estar em vários canais não significa que eles conversem entre si. O consumidor não enxerga departamentos internos, mas sim uma única marca. Se precisar repetir informações ou encontrar preços diferentes entre canais, a experiência já foi comprometida”, afirma. A especialista destaca que entre os principais gargalos está a fragmentação de sistemas. Plataformas de e-commerce, ERP e CRM muitas vezes operam de forma isolada, dificultando a consolidação de dados em tempo real. Outro ponto crítico é a visibilidade de estoque. Falhas na atualização e sincronização de inventário estão entre as maiores causas de frustração do consumidor. Hladczuk também aponta que a integração vai além da tecnologia. “Não adianta investir em plataformas modernas se as áreas de marketing, vendas, logística e atendimento não compartilham metas e indicadores. A cultura organizacional precisa estar alinhada para oferecer uma jornada fluida, o que amplia as chances de fidelização”, explica. O futuro do e-commerce está menos na expansão de canais e mais na qualidade da conexão entre eles. Em um cenário de concorrência crescente, a integração efetiva entre canais é requisito básico para a sustentabilidade do varejo online. “A verdadeira vantagem competitiva não está em abrir novos pontos de contato, mas em integrar dados, processos e atendimento de forma inteligente. Afinal, omnichannel não é sobre tecnologia isolada, é sobre experiência consistente”, conclui Carla Hladczuk.
Com avanço do varejo online, armazenagem se torna peça-chave no setor de alimentos
O varejo online de alimentos e bebidas no Brasil vive um momento de forte expansão. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce do setor cresceu 18,4% em 2024, movimentando R$ 16 bilhões. Para 2025, a projeção é de um avanço anual de 15%, o que reforça a consolidação do segmento como um dos mais promissores do comércio digital no país. Diante desse cenário, pensar estrategicamente na armazenagem torna-se fundamental, já que a eficiência no estoque, a conservação adequada dos produtos impactam diretamente a sustentabilidade da operação. Para Giordania Tavares, CEO da Rayflex, empresa líder na fabricação de portas rápidas industriais, esse cenário reforça a necessidade de investir em soluções que otimizem a logística e a armazenagem, garantindo maior controle térmico, agilidade nas operações e preservação da qualidade dos alimentos. “A depender do tipo de produto, é essencial manter a estabilidade de temperatura, umidade e condições adequadas de higiene. Nesse contexto, a escolha dos modelos de portas para ambientes internos e externos merece atenção, já que o controle ambiental é determinante para assegurar a integridade dos itens ao longo de toda a cadeia”, afirma. O desafio de armazenar alimentos perecíveis Quando o assunto passa para alimentos perecíveis, essa complexidade se intensifica, já que os prazos de entrega, a separação individual de pedidos e a maior rotatividade de estoque exigem ainda mais controle sobre temperatura, validade e condições de armazenamento. Nesse contexto, qualquer falha pode comprometer não apenas a qualidade do alimento, mas também a experiência do consumidor, tornando o cuidado com a gestão de perecíveis ainda mais estratégico. Nesse sentido, as portas rápidas são importantes aliadas para evitar que erros operacionais aconteçam, garantindo a fluidez do trabalho do operador, além de possuir alto grau de vedação, impedindo a entrada de calor em salas refrigeradas e até de impurezas no ambiente. Segundo a especialista, modelos com abertura e fechamento automáticos são mais indicados, pois considerando o alto fluxo de entrada e saída de pessoas, esses modelos conservam o produto no interior da câmara fria, evitando a perda de temperatura. A consolidação do e-commerce de alimentos reforça a necessidade de pensar na infraestrutura de armazenagem. À medida que o consumidor incorpora a compra online de alimentos à sua rotina, a eficiência logística deixa de ser um diferencial e passa a ser um fator decisivo para a competitividade das empresas. “É preciso olhar para a infraestrutura como um pilar do negócio, capaz de sustentar o crescimento e garantir a confiança do consumidor”, encerra Giordania.
Datas duplas redesenham o consumo online e aceleram a disputa entre marketplaces no Brasil
O e-commerce brasileiro está passando por uma reorganização silenciosa, mas profunda. Dados da base do ANYMARKET revelam que o dia 2/2 de 2026 cresceu 107% em GMV na comparação anual, desempenho muito acima do avanço médio do mercado em janeiro, que ficou próximo de 35%. O número mostra que o consumo digital está se deslocando para eventos estratégicos, transformando datas comuns em momentos de alta competição entre plataformas. Mais do que vender mais, os marketplaces estão mudando a lógica do calendário. “O e-commerce deixa de ser contínuo e passa a ser episódico, ou melhor, agora os episódios acontecem todos os meses e não somente em novembro. As datas duplas funcionam como mini Black Fridays distribuídas ao longo do ano”, afirma Victor Cobo, CEO do ANYMARKET, uma empresa do Grupo DB1. Nesse novo cenário, o crescimento também redesenha o poder entre plataformas. No comparativo do 2/2, o Mercado Livre avançou 158%, enquanto a Shopee cresceu 143%, consolidando a força dos players que combinam subsídio, logística e meios de pagamento integrados. A Amazon aparece com alta de 14%, enquanto outros marketplaces perdem relevância relativa, indicando uma redistribuição de atenção e investimento dos sellers nestas datas. Além dos marketplaces tradicionais, o social commerce começa a ganhar papel estrutural no jogo competitivo. O TikTok Shop já aparece como novo entrante relevante no ecossistema, mostrando que descoberta e conversão passam a acontecer no mesmo ambiente. Diferente do modelo clássico de busca, o social commerce opera pela lógica do conteúdo, impulsionando compras por influência, descoberta e tempo de tela. Para o seller, isso muda a estratégia: não basta mais só preço e logística, é preciso integrar catálogo, operação e storytelling. “O TikTok deixa claro que vender não é só estar onde o consumidor procura, mas onde ele se entretém. É um canal que mistura mídia, conteúdo e checkout na mesma experiência e de forma conversacional com o consumidor final”, afirma Victor Cobo. “O mercado vive uma verdadeira dança das cadeiras. Não é só quem cresce, mas quem captura share. Plataformas asiáticas como a Shopee deixaram de ser alternativas e passaram a ser estruturais no ecossistema brasileiro”, analisa Cobo. Outro movimento importante é o aumento do valor por compra. Enquanto os pedidos subiram 78%, o GMV avançou 107%, mostrando que o consumidor está gastando mais mesmo em um cenário de juros elevados, que desestimulam o consumo. Isso ocorre porque os marketplaces estão redesenhando a experiência financeira do consumo, com parcelamentos mais longos, descontos à vista ou no PIX, parcerias com fintechs e principalmente cupons agressivos que incentivam tickets maiores. “Mesmo com crédito caro, as plataformas estão reprogramando o comportamento de compra. Não é apenas promoção, é arquitetura financeira alavancando a experiência do consumo”, explica o executivo. O impacto vai além da conversão e atinge a operação e a reputação das marcas. Dados do Predize, outra empresa do Grupo DB1, mostram que soluções baseadas em IA influenciaram mais de 400%, em comparação ao ano anterior, nas conversões de vendas realizadas por meio de respostas automáticas, não dando tempo para a pessoa buscar outro anúncio e efetivar a comprar ali mesmo. Outro ponto importante é que, nos canais, um item que compõe a reputação do seller, é o SLA acordado para responder os compradores. “A IA, além de converter, resolve indicadores estratégicos do seller. E isso acontece não apenas no pré, mas também no pós-venda. Prova disso foi o aumento de 241% na quantidade de chamados abertos na data, refletindo em compradores que, de alguma forma, tiveram dúvidas sobre pedidos recém-realizados. Um bom atendimento neste momento gera retenção e bom relacionamento. A tecnologia deixa de ser eficiência e passa a ser infraestrutura para sustentar a experiência em momentos de pico”, explica. “Nos novos capítulos do e-commerce, não vence só quem comunica melhor ou subsidia mais, mas quem consegue atender sem fricção quando o volume explode e está atento e presente em todos os canais”, diz Cobo. Para marcas e sellers, a mensagem é clara: estar fora das datas e das plataformas certas é perder visibilidade. “Os marketplaces estão abrindo as ondas do consumo digital. As marcas que não estiverem preparadas para surfar esses movimentos ficam para trás”, conclui.
Logística do e-commerce: a competitividade acima de tudo
Por Caroline Brasil A partir de 2020, com a pandemia, o perfil do consumidor brasileiro passou por uma mudança substancial: adotou as compras pela internet e delivery em seu dia a dia. Em 2024, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, chegou ao maior volume envolvido: 230 bilhões de reais. Atrativo o suficiente para as empresas se dedicarem a esse canal de vendas e distribuição. Para atender a essa nova demanda do consumidor foram necessárias algumas adaptações: canais de atendimento, disponibilidade de produtos e, principalmente, eficiência logística. No que se refere a logística, há algumas particularidades envolvendo o e-commerce, que podem garantir o sucesso junto ao consumidor ou o fracasso da marca. Vou abordar três aspectos fundamentais: tecnologia envolvida na operação, entrega eficiente e custos mínimos. É importante entender como trabalhar cada um deles: a tecnologia está direcionada desde o site ou aplicativo de divulgação dos produtos, que precisa ser intuitivo, amigável e preciso em relação às disponibilidades. Esse é um desafio enorme para as operadoras logísticas, pois a organização do estoque deve ser em tempo real para não se correr o risco de disponibilizar mais do que se tem. Soma-se a isso a rastreabilidade da entrega. O consumidor quer acompanhar exatamente onde seu produto está, quando chega, o quanto percorreu, mas, para isso o processo deve estar totalmente rastreável e online, dependendo inclusive de acesso à internet no trajeto. O segundo aspecto importante diz respeito à entrega eficiente. Muitas empresas têm optado por utilizar o serviço de grandes market places como Amazon, Mercado Livre ou Shopee. Essas empresas possibilitam duas formas de se trabalhar com o estoque as quais agilizam o processo de entrega: Fulfillment ou Dropshipping. O Fulfillment é um modelo em que o vendedor é dono do estoque, que fica armazenado no centro de distribuição do marketplace, o qual também se responsabiliza pela entrega, exigindo investimento inicial médio, mas oferecendo entrega rápida, alto controle de qualidade e grande escalabilidade. Já o Dropshipping é um modelo em que o fornecedor mantém o estoque, realiza a entrega diretamente ao cliente e exige investimento inicial muito baixo, porém com menor controle de qualidade e prazos de entrega que podem ser mais longos, especialmente em operações internacionais. A infraestrutura brasileira já consegue atender ambas as situações em algumas regiões, como no sul e no sudeste, principalmente próximo às capitais. No entanto, o desafio ainda é grande em investimentos para que o país seja atendido de maneira continental. Uma das opções seria o uso dos Correios, o qual está presente em todas as regiões brasileiras, com mais de 15.000 unidades, de acordo com o Ministério das Comunicações. Contudo, o investimento também é necessário, já que a competitividade atual dos Correios para realizar as entregas de mercadorias é aquém a das demais empresas, não podendo competir em relação ao prazo de entrega ágil como as demais. Por fim, o terceiro aspecto envolve a operação com os menores patamares de custo. Esse é um desafio, já que há muitas opções de frete grátis para o consumidor e a empresa acaba arcando com esses custos, sem poder discriminar diretamente no valor da venda. A solução muitas vezes passa por contratos de longo prazo e altos volumes, permitindo ganho de escala na redução do frete. A pulverização de estoques em pequenos hubs urbanos ajuda, assim como o uso de formas de transportes a valores reduzidos como bicicletas, especialmente para as entregas de última milha. Ao realizar uma compra por e-commerce, lembre-se de todo o planejamento que acontece anteriormente para que você, cliente, fique satisfeito e receba os produtos na comodidade do seu endereço. Afinal, esse é o principal objetivo das empresas: sua satisfação e que novas compras sejam realizadas em breve! (*)Caroline Brasil é doutora em Sustentabilidade Ambiental e Urbana e coordenadora dos cursos de pós-graduação das áreas de Logística, Inovação e Qualidade no Centro Universitário Internacional Uninter.
StarLive consolida o live commerce como novo canal do varejo brasileiro com 100 milhões em vendas em 2025 e 39 milhões para o primeiro trimestre de 26
A StarLive, empresa nativa de Social Commerce fundada por Evelyn B. Marques e Marcio Osako, encerrou 2025 com R$ 100 milhões em vendas movimentadas em seu ecossistema de social commerce, consolidando o formato de vendas ao vivo como um dos canais mais relevantes do varejo digital brasileiro. O resultado também foi impulsionado pelo mês de novembro, quando a empresa alcançou R$ 11 milhões em vendas, justamente no período de inauguração da primeira galeria pública de estúdios de Live Shop do Brasil, em São Paulo. Para 2026, o primeiro trimestre promete alta movimentação de R$39 milhões, impulsionada pela demanda de volta às aulas, beleza, itens de academia e vida fitness e Carnaval. As vendas em 2025 reforçam a maturidade dos modelos de live commerce no país e posiciona a StarLive como uma das principais operações do setor, atuando de ponta a ponta: desde a capacitação de live sellers (atividade completamente diferente de criadores de conteúdo em redes sociais e publis), até a execução profissional de transmissões para marcas, afiliados e vendedores independentes. Primeira galeria de Live Shop do Brasil acelera resultados Inaugurada oficialmente em 25 de novembro, na Vila Madalena, próximo ao Beco do Batman, a StarLive(Shop) Street Studio nasceu inspirada nos grandes shoppings de live commerce da China, onde prédios inteiros são dedicados exclusivamente a transmissões de vendas ao vivo. O espaço reúne 10 estúdios profissionais, com capacidade para até 140 horas de transmissões por dia, operando simultaneamente em plataformas de e-commerce e social commerce. Desde a abertura, o local passou a atrair tanto marcas quanto o público que circula pela região, criando uma experiência 100% phygital, que integra loja física, transmissão ao vivo e compra digital em tempo real, um modelo inédito no Brasil e ainda raro na América Latina. Uma liderança formada no berço do live commerce À frente da operação está Evelyn B. Marques, sócia-fundadora da StarLive e uma das principais referências em social commerce no país. Com mais de oito anos de atuação no live commerce, Evelyn iniciou sua trajetória na China, em 2018, onde teve contato direto com o modelo que hoje inspira a Street Studio. Em 2024, ganhou projeção nacional após ultrapassar R$ 25 milhões em vendas no Kwai, resultado amplamente repercutido pela imprensa. Hoje, ela lidera a capacitação de marcas e live sellers, além de participar ativamente da estruturação das operações ao vivo da StarLive. “Não estamos aprendendo sobre live commerce agora. Nós nascemos dentro desse ecossistema, diretamente na China, e trouxemos esse conhecimento para o mercado brasileiro com as adaptações culturais necessárias”, afirma Evelyn. Da capacitação à escala: um ecossistema completo A trajetória da StarLive começou com a formação de afiliados e live sellers que buscavam novas fontes de renda por meio das vendas ao vivo. Atualmente, a empresa reúne mais de 1.000 profissionais capacitados, que produzem lives e shoppable videos diariamente em plataformas como TikTok Shop, Shopee, Mercado Livre, Kwai, além de redes sociais como YouTube, Instagram e Facebook. Esse conhecimento acumulado permitiu à empresa estruturar uma das operações mais completas do país em live commerce, unindo técnica de vendas, storytelling, leitura de dados em tempo real e gestão de comunidades, elementos fundamentais para a recorrência e a performance do formato. Modelo chinês, comportamento brasileiro Embora inspirado no modelo chinês, o Street Studio foi desenhado para o comportamento do consumidor brasileiro, que tende a interagir mais durante as transmissões, fazer perguntas, buscar demonstrações detalhadas e valorizar a proximidade com o live seller. Essa combinação entre eficiência operacional e abordagem mais humanizada tem sido determinante para os resultados alcançados.
Inflação pressiona carrinho online e muda estratégia de consumo no início do ano
O início do ano tradicionalmente vem acompanhado de ajustes econômicos que impactam diretamente o orçamento das famílias brasileiras. Reajustes de mensalidades, tributos, serviços essenciais e custos logísticos se somam a um cenário de inflação ainda presente, afetando de forma clara o poder de compra, especialmente no ambiente digital, onde a sensibilidade a preço é imediata e mensurável. Nos marketplaces, esse movimento se reflete de maneira direta no carrinho online. A busca por preços mais baixos, cupons e frete competitivo se intensifica, ao mesmo tempo em que o consumidor passa a comparar não apenas vendedores dentro da mesma plataforma, mas também o marketplace com o varejo físico tradicional. “Quando o orçamento aperta, o consumidor muda o comportamento quase instantaneamente. Ele pesquisa mais, abandona carrinhos com mais facilidade e passa a priorizar itens essenciais ou de maior custo-benefício”, avalia Thiago Trincas, CEO da Seconds Tecnologia, empresa especializada na gestão estratégica de anunciantes em marketplaces. Categorias mais sensíveis sentem primeiro o impacto Entre as categorias mais afetadas pela inflação estão eletrodomésticos, eletrônicos, moda e itens para o lar, produtos considerados adiáveis em momentos de maior cautela financeira. Já segmentos como alimentos, higiene, limpeza e itens de reposição tendem a manter volume, mas com tíquete médio mais controlado e maior migração para marcas alternativas. “O consumidor não deixa de comprar, mas muda o modo como compra. Troca marcas, espera promoções e avalia com muito mais rigor se aquele produto realmente cabe no orçamento do mês”, explica Trincas. Segundo ele, esse comportamento exige dos sellers uma leitura mais refinada de preço, margem e posicionamento dentro das plataformas. Marketplaces ganham força frente ao varejo físico Em um cenário inflacionário, os marketplaces seguem ganhando relevância frente ao varejo físico por concentrarem variedade, comparação instantânea de preços e, muitas vezes, melhores condições logísticas. Ainda assim, a disputa está mais acirrada. “O marketplace deixou de ser apenas uma vitrine digital. Hoje, ele é um termômetro do poder de compra da população. Pequenas variações de preço já são suficientes para deslocar a demanda de um vendedor para outro, ou até para fora do ambiente online”, destaca o CEO. Para os lojistas, isso significa um desafio duplo: manter competitividade sem comprometer a rentabilidade. Estratégias baseadas apenas em desconto tendem a ser menos sustentáveis em um cenário de custos elevados. Estratégia, dados e eficiência como resposta Na avaliação da Seconds Tecnologia, o momento exige mais inteligência de dados, ajustes dinâmicos de campanha e uma gestão integrada entre preço, mídia e operação. Entender o comportamento do consumidor em tempo real passa a ser um diferencial competitivo. “Não é mais sobre vender mais a qualquer custo, mas sobre vender melhor. Em períodos de inflação, quem domina dados, entende o funil e ajusta rápido sai na frente”, afirma Trincas. Para o consumidor, o cenário reforça o papel do marketplace como aliado na busca por economia. Para quem vende, o início do ano deixa claro que eficiência, estratégia e leitura de mercado não são opcionais, mas fundamentais para atravessar um período em que cada centavo conta, tanto no bolso de quem compra quanto na margem de quem vende.
Chegada da Temu ao Brasil aquece mercado de soluções de integração para e-commerce
A Temu, marketplace global, lançou seu programa de vendedores locais no Brasil e a Magis5, hub de integração e automação para e-commerce, é uma das parceiras no suporte às operações dos vendedores. A parceria pretende garantir que os sellers brasileiros possam gerenciar suas vendas na nova plataforma com mais automação e controle. A chegada da Temu movimenta o cenário do e-commerce nacional. Como um dos primeiros hubs a oferecer suporte completo de integração, a Magis5 será peça fundamental na estrutura tecnológica que vai sustentar essa nova demanda. Gestão centralizada e eficiente para sellers A integração da Magis5 permitirá que os sellers publiquem, sincronizem produtos, gerenciem pedidos e controlem estoque de forma centralizada, automatizando operações e garantindo segurança e eficiência. “A Temu traz um modelo de marketplace global consolidado, que conecta milhões de compradores e vendedores. Nossa missão é ser a ponte que permite aos sellers maximizar seu alcance, organizar a gestão e crescer as vendas com segurança”, explica Dias. Com o lançamento do programa no Brasil, cresce a demanda por soluções tecnológicas robustas que garantam integração e controle entre diferentes canais de venda. A Magis5 surge como parceira estratégica nesse processo, facilitando a entrada e expansão de sellers brasileiros dentro da nova plataforma. “Estamos muito felizes em ser um dos ERPs parceiros oficiais da Temu no Brasil. É uma oportunidade única de fortalecer o e-commerce nacional e abrir novas frentes de crescimento para os nossos clientes”, destaca Dias.
E-commerce chega a US$ 69,2 bi em 2026, mas margens apertadas preocupam
O e-commerce brasileiro inicia 2026 com crescimento consistente, embora nem sempre acompanhado de rentabilidade. Segundo a Mordor Intelligence, o comércio eletrônico no país deve movimentar cerca de US$ 69,2 bilhões neste ano, impulsionado pela consolidação do Pix, expansão do Open Finance e aceleração dos fluxos de pagamento. Apesar do aumento nas vendas, a UnicoPag, gateway de pagamento, alerta que margens estreitas, custos de aquisição elevados e dependência de sistemas financeiros integrados podem comprometer a lucratividade. O avanço acelerado do setor e a complexidade dos novos fluxos de pagamento tornam o monitoramento financeiro cada vez mais crucial. Segundo Hugo Venda, CEO da UnicoPag, “pagamentos mais rápidos e jornadas de compra mais fluídas aumentam o volume transacionado. Sem controle financeiro, conciliação eficiente e análise de dados em tempo real, o aumento do faturamento pode mascarar perdas operacionais, especialmente em um cenário de Custo de Aquisição de Clientes (CAC) elevado e concorrência intensa”, destaca. A necessidade de atenção se intensifica com a integração entre Pix e Open Finance, regulamentada pelo Banco Central, que ampliou o uso de iniciadores de transação, principalmente em modelos recorrentes. Esses fluxos reduzem etapas manuais, mas geram maior volume de dados sensíveis e aumentam a complexidade das conciliações, exigindo integração entre gestão financeira, operação e meios de pagamento. Projeções da Ebanx indicam que o Pix deve responder por 40% dos pagamentos online no país até o fim do ano. De acordo com Venda, o crescimento rápido e não monitorado é um dos principais desafios do setor. “Vender mais não significa necessariamente ganhar mais. Margens estreitas e custos ocultos podem corroer o lucro antes mesmo de ser percebido”, destaca. Ele ressalta que, em um cenário de automação crescente, empresas sem integração entre gestão, operação e meios de pagamento ficam mais expostas a erros, fraudes e decisões baseadas em dados incompletos. O especialista também aponta oportunidades para quem adota uma visão integrada: “Quando gestão, pagamento e análise de dados caminham juntas, é possível identificar pontos de perda invisíveis, otimizar o fluxo de caixa e tomar decisões estratégicas”. Ferramentas que oferecem previsibilidade financeira e monitoramento em tempo real permitem que empresas ajustem campanhas, reduzam custos de aquisição e adaptem preços sem comprometer a margem. Para apoiar empresas digitais, a UnicoPag estruturou um ecossistema que reúne Unicodrop, Unicopag e UnicoHub. “Essas soluções integradas permitem prever fluxos de caixa, reduzir perdas operacionais e aumentar a eficiência no momento do pagamento, transformando crescimento em resultado sustentável”, afirma Venda. Ele reforça que, no cenário atual, o diferencial não estará apenas nas vendas, e sim na capacidade de controlar custos, automatizar processos de forma segura e interpretar dados financeiros com rapidez.
Marketplace é o maior ‘aliado’ para os pequenos negócios no e-commerce em 2026
Empreender no ambiente digital segue como uma das principais apostas de pequenos e médios negócios no Brasil em 2026, impulsionado pela expansão consistente do comércio eletrônico. Para se ter uma ideia, de acordo com o estudo E-Consumidor, realizado pela NuvemShop em parceria com a Opinion Box, o e-commerce brasileiro deve crescer cerca de 10% em relação a 2025, com faturamento projetado de R$ 258 bilhões, reforçando o papel dos canais digitais como alternativa viável e escalável para novos empreendedores. Dentro desse cenário de crescimento, os marketplaces ganham protagonismo como principal porta de entrada para pequenos lojistas no e-commerce. Ao oferecerem estrutura tecnológica, audiência consolidada e soluções integradas de pagamento e logística, essas plataformas reduzem barreiras operacionais e permitem que negócios iniciantes tenham acesso imediato ao mercado digital, mesmo com estruturas enxutas. Para Rodrigo Garcia, diretor executivo da Petina Soluções Digitais, consultoria especializada em marketplace, o avanço do e-commerce tem um papel de extrema importância para o crescimento das empresas. “Os marketplaces concentram hoje grande parte da demanda do consumo online e funcionam como um ambiente inicial mais acessível para pequenos lojistas. Eles permitem que o empreendedor comece a operar, entenda a dinâmica do e-commerce e ajuste sua estratégia com base em dados reais de venda e comportamento do consumidor”, comenta. Os números do estudo reforçam esse movimento. A pesquisa aponta que o número de compradores online deve crescer 2,5%, alcançando 96,87 milhões de pessoas em 2026. Já o volume de pedidos pode chegar a 457,38 milhões, alta de 5%, enquanto o tíquete médio tende a avançar 4,7%, atingindo R$ 564,96, indicando maior recorrência e maturidade do consumo digital no país. Pensando nisso, Rodrigo listou 4 pontos que criam vantagens para quem vendem via marketplace: VisibilidadeOs marketplaces concentram grande volume de acessos diários e já fazem parte da rotina de consumo do brasileiro, o que permite que pequenos negócios ganhem exposição desde o primeiro momento. Diferentemente de um canal próprio, que exige tempo e investimento para atrair tráfego, essas plataformas oferecem alcance imediato. “As grandes plataformas de marketplace atuam como grandes vitrines, pois dão muito mais visibilidade na internet do que em sites próprios, o que sem dúvida é um dos principais diferenciais. Além disso, o lojista passa a disputar a atenção do consumidor dentro de um ambiente onde a compra já é uma decisão natural”, explica. Baixo custo de entradaOutro ponto decisivo é a redução dos custos iniciais. Ao operar dentro de marketplaces, o pequeno empreendedor utiliza uma infraestrutura já pronta, com meios de pagamento, sistemas antifraude e suporte tecnológico. “Isso diminui significativamente o investimento necessário para começar e permite que o empreendedor valide o negócio antes de assumir custos mais elevados”, afirma o executivo. Previsibilidade operacionalFerramentas de gestão e relatórios de desempenho ajudam o lojista a compreender padrões de venda, sazonalidade e comportamento do consumidor, tornando a operação mais previsível. “Com acesso a dados consolidados, o pequeno lojista consegue planejar melhor estoque, preços e campanhas, tomando decisões mais embasadas”, destaca. Logística integradaA logística de entregas, um dos principais desafios do e-commerce, também se torna mais simples dentro dos marketplaces, que oferecem soluções integradas de envio, prazos e, em alguns casos, gestão de devoluções. “Quando a logística deixa de ser um gargalo, o empreendedor pode focar no que realmente importa: produto, atendimento e estratégia”, pontua. Além disso, atuar dentro de ecossistemas consolidados permite testar produtos, ajustar preços e estruturar processos antes de investimentos mais robustos em canais próprios, como lojas virtuais independentes ou estratégias omnichannel. “Com todas essas vantagens, em 2026, os marketplaces se consolidam como um ponto de partida estruturado para quem deseja empreender no digital, oferecendo escala, aprendizado e inserção competitiva em um mercado cada vez mais profissionalizado”, conclui Rodrigo.
Há 25 anos, a GOLLOG encurta distâncias e transforma a logística no Brasil
A GOLLOG, serviço de transporte de cargas e encomendas da GOL Linhas Aéreas, completa hoje 25 anos, consolidando-se como referência em logística aérea no Brasil. Criada apenas 15 dias após a fundação da GOL, a companhia surgiu com uma proposta inédita: ser a primeira empresa low-cost a transportar carga aérea, aproveitando espaços ociosos nas aeronaves para garantir eficiência e redução de custos. De lá para cá essa ideia inovadora se transformou em um negócio robusto, alcançando mais de R$ 1,5 bilhão em vendas e se tornando uma fonte estratégica de receita da GOL. “Celebramos 25 anos com orgulho do que construímos e com os olhos no futuro. Nosso propósito é ser a companhia de transporte aéreo de carga preferida pelos clientes, reconhecida por sua eficiência e alto nível de serviço”, afirma Patricia Bello, diretora geral da GOLLOG. Ao longo de sua trajetória, a GOLLOG não apenas transportou cargas, mas também histórias. Desde sua atuação essencial durante a pandemia, transportando vacinas e medicamentos, até o envolvimento em ações humanitárias, como envio de mantimentos a regiões afetadas por fortes chuvas no País e apoio ao transporte de animais resgatados. Sua operação de logística de alta performance também já marcou momentos históricos, como a entrega do troféu do Campeonato Brasileiro em 2023 feito de forma simultânea em diferentes estádios antes do horário dos jogos. Em 2025, a empresa fortaleceu sua capacidade operacional com a chegada de seu 9º cargueiro próprio dedicado, aumentando em 23 toneladas a capacidade de transporte e garantindo maior agilidade para o e-commerce, operações charter e transporte de cargas especiais em todo o país. Junto à frota de mais de 100 aeronaves da GOL adaptadas para transporte de carga, a novidade reforça a posição de liderança da companhia e abre novas oportunidades de expansão, incluindo o atendimento a regiões distantes como Norte e Nordeste, além de segmentos estratégicos como automotivo e farmacêutico. Para reforçar sua presença no mercado e destacar soluções que encurtam distâncias com agilidade, a GOLLOG lançou em 2025 a campanha institucional “Com a GOLLOG, sua encomenda chega voando”. Voltada especialmente para empresas B2B e com foco digital, a iniciativa evidencia os diferentes serviços da companhia, como o GOLLOG E-commerce, dedicado ao setor de vendas online; o GOLLOG Rápido e Urgente, para entregas prioritárias; e o GOLLOG Saúde, especializado em transporte de produtos médicos e farmacêuticos que exigem controle de temperatura e manuseio específico. A campanha reforça a robustez da marca e sua posição como maior operação de cargas aéreas do Brasil. Eficiência em números Em 2025, a unidade superou a marca de 170 mil toneladas transportadas, registrando um crescimento de 12,4% no peso em relação ao mesmo período de 2024 (dados da ANAC). A frota inclui também nove cargueiros dedicados operando em parceria com o Mercado Livre, consolidando a maior operação aérea de carga regular do país e ampliando o alcance da empresa em todo o território nacional. Com uma história marcada por inovação, inteligência e conexão, a GOLLOG reafirma seu papel como um elo essencial entre pessoas, negócios e oportunidades em todo o Brasil.
E-commerce da Teka marca novo momento digital da marca
Há poucos meses de completar 100 anos, a Teka acaba de lançar o e-commerce próprio. É mais um passo estratégico dentro da jornada de transformação digital da companhia. O novo canal nasce para acompanhar a evolução dos hábitos de consumo, fortalecer a presença da marca no ambiente digital e criar um relacionamento mais direto com o consumidor final, ampliando o alcance em todo o território nacional. A operação foi desenvolvida na plataforma VTEX, escolhida pela robustez, segurança e capacidade de escalar o negócio conforme o crescimento das vendas. O projeto teve duração aproximada de quatro meses, desde o planejamento estratégico até o lançamento oficial, passando por etapas de desenvolvimento, integração com sistemas internos e bateria de testes para garantir estabilidade e boa performance desde o primeiro acesso. O lançamento do canal próprio marca também um novo capítulo na modernização dos canais de venda da marca, com foco em inovação e eficiência. “Estamos vivendo um novo momento na Teka, em que a modernização dos nossos processos e canais é fundamental para acompanhar a forma como as pessoas consomem e se relacionam com a nossa marca. O e-commerce próprio reforça nossa presença digital e nos aproxima ainda mais do consumidor final”, avalia Fabiana Geraigire, responsável pelo e-commerce. Experiência pensada no cliente Desde o início do projeto, a experiência do consumidor foi tratada como um dos pilares centrais da nova plataforma. Toda a jornada de compra foi desenhada para ser simples, segura e eficiente. Desde a navegação à finalização do pedido, passando pela clareza das informações de produtos, integração logística e diferentes meios de pagamento disponíveis. Entre os diferenciais do e-commerceestão a navegação intuitiva, filtros inteligentes para facilitar a busca, estrutura preparada para alta performance e arquitetura tecnológica que permite evoluções constantes, com possibilidade de incorporar novas funcionalidades ao longo do tempo. Na estreia, o portfólio reúne uma seleção das principais linhas de cama, mesa e banho, com os produtos mais representativos da marca. “A cada etapa do projeto, colocamos a experiência do cliente no centro das decisões. Buscamos criar um ambiente em que o consumidor encontre rapidamente o que procura, com informações claras, processo de compra descomplicado e entrega ágil, sempre aliado à qualidade que já reconhece na marca”, explica a responsável pelo e-commerce da Teka. Expansão e próximos passos Nos primeiros meses de operação, o foco da companhia estará na consolidação da estrutura do e-commerce, no fortalecimento da marca no ambiente digital e na observação atenta do comportamento de compra do público online. A expectativa é de crescimento acelerado, sempre com ajustes contínuos para aprimorar performance, sortimento e atendimento. Com um planejamento permanente de evolução digital, a empresa já avalia novas funcionalidades, melhorias em escala na plataforma e iniciativas complementares que serão implementadas de forma gradual, sempre alinhadas à estratégia de crescimento e à busca por uma experiência cada vez melhor para o consumidor Teka. Para navegar pelo e-commerce Teka e conhecer em detalhes o novo espaço virtual da marca basta acessar: https://www.teka.com.br/ .
Atendimento inteligente vira vantagem competitiva e acelera o uso de IA no e-commerce em 2026
O início de 2026 consolida um movimento que vinha se formando nos últimos anos: o atendimento ao cliente passa a ser um dos principais fatores de competitividade no e-commerce. Em um ambiente cada vez mais imediato, multicanal e orientado à experiência, empresas que não respondem rápido — ou não respondem bem — perdem vendas, reputação e relevância. “Em 2026, o cliente não compara só preço ou produto — ele compara experiências. E a primeira delas é o atendimento. Se a resposta demora, a venda não acontece”, afirma Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma especializada em Chat Commerce com Inteligência Artificial. Dados de mercado já indicam essa mudança de comportamento. Estudos globais apontam que mais de 70% dos consumidores esperam respostas em poucos minutos ao interagir com marcas em canais digitais, enquanto atrasos no atendimento elevam significativamente as taxas de abandono de carrinho e impactam a confiança na marca. Ao mesmo tempo, a conversa deixa de ser apenas suporte e passa a influenciar diretamente a decisão de compra. Nesse contexto, a Inteligência Artificial aplicada ao atendimento ganha espaço não apenas como ferramenta de automação, mas como infraestrutura estratégica. Soluções baseadas em Chat Commerce permitem que empresas atuem 24 horas por dia, integrem múltiplos canais e mantenham consistência na experiência, mesmo em operações de grande escala. Segundo o executivo, a aceleração do uso de IA no atendimento está diretamente ligada à pressão por eficiência e conversão. “As empresas perceberam que não basta estar presente em vários canais. É preciso responder rápido, entender o contexto e conduzir a conversa até a decisão. A IA permite fazer isso de forma contínua, sem depender de horário comercial”, explica. Na prática, os resultados já aparecem. Operações que adotam agentes de IA no atendimento registram aumento médio de 50% na conversão de conversas em vendas, além de mais de 90% dos atendimentos resolvidos sem intervenção humana. O tempo médio de resposta cai para menos de 30 segundos, fator decisivo em ambientes como marketplaces e WhatsApp, onde a concorrência está a um clique de distância. Além da conversão, outro ponto crítico entra no radar das empresas: a reputação. Em marketplaces e redes sociais, a qualidade e a velocidade das respostas impactam avaliações públicas, ranqueamento e visibilidade. “Atendimento virou ativo reputacional. Uma operação lenta ou desorganizada não afeta só aquela venda, mas a percepção da marca como um todo”, destaca Vailati. O avanço da IA no atendimento também reflete uma mudança no papel dessas tecnologias dentro das empresas. Se antes eram usadas de forma pontual, agora passam a atuar ao longo de toda a jornada — do pré-venda ao pós-venda — integrando dados, histórico de interações e comportamento do consumidor. A tendência para 2026 é clara: atendimento inteligente deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito competitivo. Empresas que tratam o relacionamento com o cliente como estratégia — e não apenas como custo — saem na frente em um mercado cada vez mais disputado, conversacional e orientado à experiência.
Tiago Vailati lança “Chat Commerce”, primeiro livro brasileiro dedicado à nova era das vendas conversacionais
A forma de vender mudou — e a conversa voltou ao centro da experiência de compra. É a partir dessa premissa que Tiago Vailati, empreendedor com trajetória consolidada no varejo e na tecnologia e CEO da Loopia, lança Chat Commerce, o primeiro livro brasileiro dedicado exclusivamente ao tema. A obra aprofunda como as marcas podem transformar diálogos em resultados reais de negócio, unindo proximidade, inteligência e escala no atendimento ao consumidor. Partindo da ideia de que o varejo sempre foi feito de conversas, Vailati mostra como a tecnologia, especialmente no ambiente digital, devolveu às empresas a capacidade de ouvir e responder seus clientes de maneira personalizada e eficiente. Em um cenário em que as novas gerações priorizam o diálogo na hora de comprar, o autor apresenta o Método CHAT, que combina Contexto, Humanização, Ativação e Tecnologia como pilares para transformar o atendimento em um verdadeiro motor de receita. “A venda nunca deixou de ser um ato de confiança. O que mudou foi o formato da conversa. Hoje, as marcas que conseguem ouvir melhor, responder com contexto e agir rápido constroem relações mais fortes e vendem mais”, afirma Tiago Vailati. Ao longo do livro, o autor compartilha aprendizados práticos, exemplos de marcas que estão à frente desse movimento e caminhos para aplicar o Chat Commerce de forma estratégica, indo além do atendimento operacional e criando relações de confiança que impulsionam vendas e fidelização. Mais do que uma tendência, o Chat Commerce é apresentado como uma mudança estrutural na forma como marcas e consumidores se conectam. Chat Commerce é um guia prático para empreendedores, líderes de marketing, vendas e atendimento que desejam entender essa nova lógica do consumo e se preparar para um mercado cada vez mais orientado por conversas. SERVIÇO: Livro: Chat Commerce.Autor: Tiago Vailatti.Tema: Vendas conversacionais, varejo digital, experiência do consumidor e tecnologia aplicada a negócios.Formato: Impresso e digital.Onde comprar: Amazon. Sobre o autor: Tiago Vailati é co-fundador e CEO da Loopia, plataforma que integra e automatiza a jornada do Chat Commerce com IA. Formou-se em Ciência da Computação e, mais tarde, especializou-se em Gestão Estratégica Empresarial. Aos 25 anos de idade, fundou com outros dois sócios a startup Hiper, que hoje atende mais de 22 mil lojas em 2 mil cidades no Brasil Em 2019, vendeu a Hiper por R$50 milhões para a Linx (empresa que hoje faz parte do grupo Stone), e manteve-se à frente da companhia até o ano de 2022, liderando a empresa na fase pós-venda. Além de empreendedor, é escritor e autor do livro O QUE TE IMPEDE?, investidor, mentor e conselheiro em diferentes tipos de negócios.
Operações multimodelos se consolidam como base do crescimento do e-commerce
O amadurecimento do e-commerce brasileiro tem levado médias e grandes empresas a reverem suas estratégias digitais. O modelo tradicional, centrado exclusivamente no B2C e dependente de investimentos crescentes em mídia paga, já não sustenta o ritmo de expansão exigido por um mercado mais competitivo, com consumidores mais exigentes e margens cada vez mais pressionadas. As operações multimodelos que integram B2C, B2B, B2B2C e marketplaces passaram a ocupar um papel estrutural no crescimento do setor. Para a Uappi, empresa de tecnologia especializada em plataformas de e-commerce para operações multimodelos, esse movimento reflete uma mudança profunda na lógica de crescimento das organizações. “A adoção de múltiplos modelos de venda é consequência direta do amadurecimento do e-commerce e da complexidade das estratégias de expansão das empresas. Hoje, sustentar crescimento apenas com campanhas de tráfego tornou-se inviável diante do aumento do custo de aquisição, da compressão de margens e da maior exigência do consumidor”, afirma Jessica Fragoso, Head de Marketing da Uappi. Ao diversificar seus canais e modelos de venda, as empresas passam a construir ecossistemas comerciais capazes de distribuir riscos, ampliar alcance e gerar maior previsibilidade de receita. Segundo a empresa, a combinação entre vendas diretas ao consumidor, operações B2B, redes de distribuidores, marketplaces próprios e parceiros cria jornadas distintas, com diferentes tickets médios, ciclos de compra e níveis de recorrência. Esse avanço, no entanto, impõe um novo patamar de complexidade operacional. O crescimento multimodelo exige controle rigoroso de dados, regras comerciais, comissões, logística, estoque e performance por canal. “O multimodelo não é uma tendência passageira, é um movimento estrutural do ciclo do e-commerce. À medida que as empresas crescem, elas precisam de uma arquitetura tecnológica capaz de integrar e orquestrar toda essa complexidade com inteligência”, destaca Jessica. Nos últimos anos, alguns segmentos lideraram esse processo de digitalização acelerada. Tecnologia e eletrônicos migraram rapidamente para o digital, impulsionados pelo comportamento de pesquisa e comparação online. Moda e beleza avançaram com força apoiadas pelas redes sociais e pelo social commerce. Já os setores de saúde e pharma expandiram sua presença digital pela necessidade de acesso, informação e conveniência. Paralelamente, marketplaces e modelos de venda direta ganharam relevância ao aproximar marcas e consumidores finais. A Black Friday de 2025 reforçou esse cenário e evidenciou a maturidade das estratégias omnichannel e multimodelos. O período foi marcado pelo crescimento expressivo das vendas via marketplace, especialmente entre empresas que também mantêm operações próprias de B2C. Outro destaque foi a redução de rupturas e o ganho de eficiência operacional em negócios com múltiplos centros de distribuição, além da ampliação das vendas B2B digitais por meio de distribuidores, revendedores e representantes comerciais integrados à operação online. Ao longo de quase duas décadas, a Uappi acompanhou a transformação do e-commerce de um canal isolado de vendas para o núcleo estratégico das operações empresariais. O que antes se resumia a uma loja virtual desconectada do restante da empresa evoluiu para um ecossistema integrado. Essa evolução também se reflete no comportamento do consumidor, especialmente em datas sazonais. A Black Friday deixou de ser um pico isolado para se tornar parte de uma estratégia contínua de relacionamento e conversão. Cinco tendências que devem marcar o futuro do e-commerce no Brasil segundo a Uappi: Foto: Uappi/Divulgação
Tupperware estreia suas lojas oficiais em Marketplaces
A Tupperware Brasil dá mais um passo em sua estratégia de inovação e expansão da conexão com o consumidor. Após realizar a sua primeira Live Shop no Instagram, a marca anuncia o lançamento de suas lojas oficiais nos marketplaces Mercado Livre e Shopee, além da integração de seu catálogo com Amazon e Magalu. A novidade amplia a presença digital da Tupperware, oferecendo ao público novas formas de acessar seus produtos icônicos com praticidade e credibilidade, em plataformas já consolidadas no varejo online. O início da operação será gradual: o portfólio contou, inicialmente, com linhas de produtos licenciados e a famosa Big T. Em seguida, novas linhas de sucesso, como Tupper Caixas, utensílios e inovações recentes serão incorporadas, em um movimento estratégico de expansão contínua. “A presença oficial nos marketplaces representa um marco na nossa jornada digital, ampliando o alcance da marca, fortalecendo a credibilidade institucional e oferecendo mais conveniência ao consumidor. É uma iniciativa complementar à nossa rede de consultores, que continua sendo o coração da Tupperware no Brasil”, afirma Patricia Braga, Diretora de Marketing – Latam da Tupperware. O Brasil segue agora os passos de outros mercados da região, como o México, que desde 2024 está presente nos marketplaces Amazon e Mercado Livre. O objetivo é acelerar resultados e consolidar ainda mais o relacionamento da marca com os consumidores digitais. Além de reforçar a presença institucional, a entrada nos marketplaces tem como objetivo conquistar novos públicos, despertar interesse pela marca e fortalecendo todo o ecossistema de vendas. “Com essa movimentação, a Tupperware reafirma seu compromisso em oferecer soluções práticas, sustentáveis e alinhadas às novas tendências de consumo, tornando sua experiência de compra cada vez mais acessível, conectada e próxima do consumidor”, finaliza Patricia.
Reclamações por compras online disparam no Brasil, mostram órgãos de defesa do consumidor
O número de queixas de consumidores sobre compras realizadas pela internet no Brasil continua em alta, segundo dados divulgados pelos órgãos de defesa do consumidor. Só no período da Black Friday de 2025, o Procon-SP contabilizou 3.064 interações com consumidores, das quais 2.979 reclamações formalizadas. Isso significa um aumento de quase 40% em relação ao ano anterior. Entre os principais problemas relatados estão: não entrega ou entrega com atraso (31,62%), pedidos cancelados pelo fornecedor (15,51%) e produto com defeito ou diferente do anunciado (11,75%). Especialistas observam que o crescimento das queixas acompanha o aumento contínuo das compras online no país e o surgimento de frustrações relacionadas à experiência do usuário. Um estudo recente da E-Commerce Brasil mostrou que 77% dos brasileiros abandonam compras online devido à insatisfação com o site ou aplicativo, e muitos consumidores também relatam preocupações com métodos de pagamento e segurança digital. O advogado Giordano Malucelli, especialista em direito do consumidor, destaca que a legislação brasileira prevê mecanismos de proteção ao comprador online. “O Código de Defesa do Consumidor estabelece que a oferta vincula o fornecedor; se o prazo de entrega não for cumprido ou a compra for cancelada unilateralmente e sem justa causa pelo fornecedor, o consumidor pode exigir o cumprimento da oferta, aceitar produto equivalente ou rescindir o contrato com a restituição integral do valor pago, além de eventuais perdas e danos”, afirma. Malucelli lembra que nas compras eletrônicas o consumidor também tem o direito de arrependimento, aplicável às contratações realizadas fora do estabelecimento comercial, incluindo o comércio eletrônico, com possibilidade de desistir da compra em até sete dias a contar da assinatura ou do recebimento do produto ou serviço, o que ocorrer por último, com devolução integral dos valores pagos, sem necessidade de justificativa. “Registrar reclamações nos canais oficiais e conservar comprovantes e mensagens é essencial para fortalecer qualquer demanda administrativa ou judicial”, acrescenta o advogado. Segurança nas compras Além do amparo legal, a adoção de medidas preventivas pode reduzir riscos nas compras digitais. Segundo Arthur Braga, diretor de Marketing da Octoshop Brasil, marketplace especializado em tecnologia, a atenção deve começar antes da finalização da compra. “Verificar a reputação do site e do vendedor, optar por meios de pagamento com proteção contra fraudes e evitar concluir compras em redes públicas de internet estão entre as principais recomendações”, destaca Arthur. “Comprar online é uma facilidade cada vez mais presente na rotina do consumidor, mas exige cuidado. Informação, segurança e atenção ao ambiente digital são tão importantes quanto conhecer os direitos garantidos por lei”, complementa o especialista.
Para além da intuição: Como o uso da IA pode ajudar a validar o plano de negócio de um e-commerce
Por: Lucas Bacic, CEO da Loja Integrada O setor de e-commerce continua a todo vapor. Somente no primeiro semestre de 2025, o segmento nacional movimentou mais de R$ 100 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), um avanço de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com perspectivas positivas, para 2026 deve atingir R$ 258,4 bilhões em faturamento, consolidando o Brasil como um dos maiores mercados do mundo. Mesmo em expansão, o crescimento acelerado do setor não significa sucesso garantido para os comércios digitais. Segundo estudo 120 Days to Failure, da CEO Mag, a maioria dos novos negócios online – 90% deles, fecham as portas antes de completarem quatro meses, muitas vezes por falta de validação da ideia, estratégia de marketing ou gestão financeira. Costumo dizer que um dos motivos para tamanho insucesso de muitos comércios eletrônicos é simples: empreendedores que começam pelo fim. Um exemplo clássico: eles criam as lojas virtuais, investem em tráfego e estoque, sem nem se quer fazer o básico: testar se há consumidor, alguém realmente disposto a comprar, se há demanda real e se o produto vendido pode gerar lucro. Então para quem quer que um negócio online prospere, um dos segredos é justamente começar do jeito certo: pelo começo e não o inverso. Começar validando se a ideia “fica de pé” é um dos primeiros passos, para depois sim, fazer investimentos e começar a vender. Empreender não é sobre intuição, é sobre cálculo. Entender o tamanho do mercado e se o produto é financeiramente viável evita que o negócio morra antes de começar. Neste sentido, a Inteligência Artificial chega como uma grande aliada, seja para mapear concorrentes, calcular custos, estimar margens e testar o posicionamento de preço. Outra dica importante ao abrir um e-commerce é montar uma vitrine digital simples com a própria IA. Antes de investir em design ou programação é possível criar uma vitrine virtual básica com imagens realistas geradas pela IA e com textos descritivos. Essa vitrine pode ser usada para testar a percepção do público e identificar o que desperta interesse nele. É como um MVP (Minimum Viable Product – Produto Mínimo Viável) do negócio e em poucas horas é possível obter uma amostra visual e começar a coletar feedbacks reais – uma das formas mais rápidas e com melhor custo-benefício para validar se o e-commerce faz sentido. É importante ressaltar que a validação de uma loja virtual acontece nas conversas entre os interessados, não nas curtidas. Minha recomendação é sempre mostrar o produto a um grupo pequeno de pessoas, amigos, colegas, e ouvir suas reações com profundidade, validando o interesse real do cliente. Um exemplo é quando uma pessoa pergunta preço, indica para um amigo ou simplesmente manifesta a intenção de compra. Essa etapa de identificar o real comprador é essencial para ajustar a proposta antes de escalar. Com os feedbacks dos clientes coletados, é o momento de refinar o projeto e a comunicação. A IA ajuda a identificar palavras-chave relevantes, nichos promissores e tendências de busca, além de otimizar títulos e descrições de produtos. Uma vez validado o projeto, é hora então de organizar o checklist de lançamento: registrar o domínio, criar a loja virtual, configurar meios de pagamento e pensar na logística de entrega. O plano também deve incluir canais de divulgação e metas iniciais. Portanto, mais importante que o investimento que se faz em um comércio digital é a clareza do plano. Um negócio validado cresce com consistência e reduz drasticamente as chances de erro. Ao final do processo, o empreendedor sai com um plano de negócio testado, enxuto e validado, pronto para ser lançado, com base em dados, e não em suposições. A conclusão a que chego é de que para além da intuição, os melhores empreendedores são aqueles que não se apaixonam pela primeira ideia, testam, aprendem e ajustam rápido, validam o negócio! Essa agilidade é o que garante a sobrevivência no digital. *Lucas Bacic é CEO da Loja Integrada e ex-Diretor de Marketing Global da VTEX, mentor de equipes de alta performance nas áreas de gestão de produto, design e comunicação. Designer e Líder de Produto com experiência em estratégia e experiência do usuário para produtos e serviços digitais, é apaixonado por produtos digitais que impulsionam a colaboração e a criatividade e por startups de alto crescimento.
Nova tecnologia de checkout recupera até 64% de carrinhos abandonados no e-commerce
Varejistas brasileiros registram aumento de até 64% na recuperação de carrinhos abandonados após adotar o Checkout 3.1 da Yever, empresa especializada em soluções de checkout inteligente para e-commerces brasileiros, segundo levantamentos internos da empresa. A tecnologia também tem permitido reduzir em até 27,5% o CAC (Custo de Aquisição de Cliente) e em até 25% o CPA (Custo por Ação). Os números, observados principalmente nos setores de moda e cosméticos, colocam a tecnologia como alternativa imediata para operações pressionadas pelo encarecimento da mídia digital e pela necessidade de decisões mais rápidas e precisas no e-commerce. Com a disputa por atenção cada vez mais cara, impulsionada pelo aumento de 12,88% no CPC do Google Ads em 2025, segundo levantamento da LocaliQ, e pelo reajuste de 12,15% anunciado pela Meta para 2026, a precisão dos dados tornou-se determinante para a eficiência das campanhas. Nesse ambiente de custos crescentes e queda de previsibilidade, varejistas têm buscado tecnologias que ofereçam mensuração mais confiável e reduzam a dependência da mídia paga. É nesse contexto que o Checkout 3.1 da Yever, integrado e aprovado por Google Ads e Meta Ads, ganhou força ao permitir que lojistas recuperem visibilidade sobre conversões e operem com maior controle sobre o funil de compra. A tecnologia combina a fluidez do modelo one page com a dinâmica do processo de pagamento em três etapas, criando uma experiência adaptada ao estilo de consumo do público brasileiro. Ao unir a simplicidade de uma página única, que elimina carregamentos e torna a experiência mais rápida, com a lógica de progressão do formato em etapas, que utiliza elementos de gamificação para gerar sensação de avanço, o sistema cria uma jornada mais intuitiva, contínua e eficiente. Como resultado, os abandonos diminuem e o desempenho das vendas online se eleva, reforçando o impacto estratégico do fluxo de finalização de compra para o e-commerce. Para Andrews Vourodimos, CEO e fundador da Yever, a adoção de checkouts inteligentes reflete uma mudança estrutural no varejo digital brasileiro. “Com os custos de publicidade em alta, rastrear conversões com precisão se tornou essencial para reduzir CAC e garantir sustentabilidade”, afirma. Segundo ele, operações que integram dados de CRM, mídia e processo de pagamento já têm ampliado vendas, reduzido desperdício e aumentado a previsibilidade das campanhas, resultado direto de uma arquitetura mais robusta de dados proprietários, tendência acelerada pelo fim dos cookies e pelas novas regras de privacidade. O avanço dessas tecnologias indica que o checkout deixou de ser apenas a etapa final da jornada de compra e passou a ter papel estratégico, influenciando desde o custo de aquisição até a qualidade das informações para decisões de negócio. “Soluções inteligentes de finalização de compra já não são apenas um diferencial, mas um elemento central para que os e-commerces operem com eficiência e previsibilidade”, afirma Andrews. A tendência é que essas soluções se consolidem como padrão do setor, impulsionando operações mais precisas, reduzindo perdas e fortalecendo e-commerces sustentados por dados em tempo real.