Especialista aponta cinco dicas para clínicas organizarem o conteúdo nas redes e atrair pacientes certos

Apesar de o marketing já fazer parte da rotina da saúde, a improvisação ainda domina a comunicação digital da maioria das clínicas brasileiras. Segundo dados do relatório Panorama das Clínicas e Hospitais 2025, 74% dos estabelecimentos investem em marketing, mas apenas 24% operam com estratégias estruturadas de captação. Para combater esse problema, o especialista em gestão Ricardo Novack, sócio-diretor do Grupo ICOM defende que a profissionalização do setor passa pela substituição de postagens esporádicas por um método de programação semanal, visando transformar redes sociais em canais previsíveis de agendamento. Redes sociais como ponto de partida da jornada do paciente O uso das redes sociais tornou-se estratégico porque é nelas que o paciente inicia sua jornada de decisão. A busca por informações sobre tratamentos, avaliações, reputação profissional e estrutura da clínica acontece majoritariamente em ambientes digitais antes do primeiro contato direto. Quando bem utilizadas, essas plataformas deixam de ser apenas vitrines e passam a funcionar como canais de educação, construção de confiança e redução de objeções, fatores diretamente ligados à taxa de agendamento e comparecimento. Programação reduz improviso e gera resultado A definição prévia do que será publicado ao longo da semana tem se consolidado como uma das estratégias mais eficientes para transformar redes sociais em canais previsíveis de atração e relacionamento. Uma programação fixa reduz o improviso, melhora a constância, critério valorizado pelos algoritmos e facilita a mensuração de resultados. Clínicas que organizam sua comunicação conseguem ajustar mensagens, alinhar expectativas e atrair pacientes mais aderentes ao perfil do serviço oferecido. Para Novack, o ganho central está na previsibilidade. “Quando a clínica sabe exatamente o que publicar e qual é o objetivo de cada conteúdo, o marketing deixa de ser reativo e passa a operar como sistema. Isso gera confiança no público e melhora a qualidade dos pacientes que chegam”, afirma. Segundo o especialista, a organização do conteúdo também impacta diretamente a percepção de valor. Fotos institucionais, vídeos explicativos e relatos de pacientes ajudam a construir autoridade antes mesmo da consulta. Estudos de comportamento do consumidor mostram que provas sociais e conteúdos educativos influenciam a decisão em serviços de saúde, reduzindo o foco exclusivo em preço e aumentando a taxa de conversão. As cinco postagens semanais recomendadas por Ricardo Novack Com base em experiências acompanhadas em clínicas de diferentes portes, Novack recomenda uma rotina simples e replicável de conteúdo ao longo da semana: Consistência encurta o ciclo de decisão De acordo com Novack, a repetição desse padrão ao longo das semanas cria reconhecimento e consistência de marca. “O paciente passa a entender quem é aquela clínica, o que ela resolve e como atende. Isso encurta o ciclo de decisão e reduz a negociação baseada apenas em preço”, diz. Com o aumento da concorrência e a digitalização da busca por serviços de saúde, a disputa pela atenção do paciente começa muito antes da consulta. Clínicas que mantêm uma presença errática tendem a atrair contatos pouco qualificados, enquanto aquelas que seguem uma programação clara de conteúdo constroem autoridade, educam o público e chegam à conversa comercial em posição mais favorável. “O diferencial não está em postar mais, mas em postar com método. Quando cada conteúdo cumpre uma função na jornada do paciente, as redes sociais deixam de ser custo e passam a gerar resultado”, conclui Novack.

96% do conteúdo online pode ser de IA até o fim de 2026; mercado encara a “morte do clique” e disputa a resposta imediata

O ecossistema digital encerrou 2025 indicando uma mudança definitiva quanto ao comportamento dos usuários. O modelo tradicional que dominou a internet por três décadas — onde o usuário busca, clica em um link e consome o conteúdo de um site — perdeu espaço.  Em 2025, a inteligência artificial generativa (GenAI) já deixou de ser uma camada adicional para se tornar a linha de frente da experiência de navegação. Agora, dados levantados pelo Laboratório de Inovações da Europol (Agência da União Europeia para a Cooperação Policial) indicam que, até o final de 2026, entre 90% e 96% de todo o conteúdo disponível na web terá origem sintética.  Apesar do levantamento da agência de segurança europeia ter focado inicialmente em questões voltadas à cibersegurança, os números acabaram forçando uma reconfiguração na forma como as marcas disputam a atenção do consumidor. Faturamento das marcas resiste à queda do tráfego orgânico em cenário de buscas 10% mais volumosas A chegada massiva dos AI Overviews (respostas geradas por IA no topo do Google) trouxe dúvidas iniciais sobre a era do “zero clique”. Entretanto, a análise da liveSEO, maior agência especializada em SEO do Brasil, revela que o volume de buscas aumentou 10%, embora o destino do usuário tenha mudado.  O impacto nos negócios foi surpreendente: a receita permaneceu estável apesar da drenagem de acessos para as interfaces de IA. “Se antes o SEO era focado simplesmente em tráfego, hoje ele é sobre relevância de marca. Percebemos uma queda generalizada de acessos que não foi acompanhada por uma queda na receita do e-commerce. O usuário agora quer a resposta pronta, e a marca precisa ser a fonte dessa resposta”, explica Lorena Martins, CMO da agência. Nova engenharia do Google utiliza Block Rank para priorizar o contexto semântico sobre as palavras-chave A mudança estrutural nos buscadores substituiu a antiga contagem de links por sistemas que interpretam a profundidade do conteúdo. O algoritmo Block Rank surge como o novo pilar técnico, permitindo que as IAs analisem a relevância de passagens específicas de um site de forma isolada e simultânea.  Para as empresas, isso significa que a repetição de termos isolados perdeu o sentido comercial frente ao processamento de contexto. Henrique Zampronio, Head Técnico da liveSEO, a palavra-chave informacional foi superada pela multimodalidade: “Hoje, para ter visibilidade, trabalhamos a multimodalidade. O Google e as LLMs precisam entender que sua entidade é autoridade naquele assunto por meio de vídeos, áudios e textos segmentados. Antigamente ranqueávamos documentos; hoje, ranqueamos contextos”, afirma o especialista. Expertise humana torna-se o único diferencial contra o crescente volume de conteúdo sintético Com a facilidade de gerar textos via IA, a internet foi inundada por conteúdos genéricos e superficiais. Em resposta, os algoritmos passaram a privilegiar o que chamam de People-First Content — informações baseadas em experiências reais e dados proprietários.Nesse contexto, o cerco à mediocridade sintética transforma a “sinceridade” e a bagagem da marca nos novos fatores determinantes de ranking. “O usuário busca pela dor, não pelo nome que a empresa deu ao produto”, afirma Laís Mikeyla, coordenadora de estratégias de SEO, sobre a necessidade de foco nas dores reais do usuário. “Se você vende moda para executivos com rotina corrida, o seu conteúdo precisa resolver o problema da falta de tempo, e não apenas listar peças de roupa. A IA do ChatGPT ou do Perplexity prioriza a entidade que demonstra essa expertise”. Marcas precisam ser rastreáveis para robôs para sobreviver à era dos agentes de IA em 2026 A projeção para o próximo ano aponta para a “Web Agêntica”, conceito em que agentes de IA integrados a dispositivos vestíveis podem realizar tarefas de busca e transação de forma autônoma por seus usuários.  Neste cenário, a infraestrutura técnica — como o uso de arquivos llms.txt — torna-se a linguagem de comunicação vital entre a empresa e os novos “consumidores robóticos”: “Estamos caminhando para o que vemos no filme ‘Her’: você pensa, o agente processa e a solução aparece. Nosso trabalho é garantir que, quando o agente de IA for procurar o melhor produto, a sua marca seja a recomendação única“, projeta Lorena Martins.

DPZ anuncia Mariana Hasselmann como diretora-executiva de Conteúdo

A DPZ anuncia a contratação de Mariana Hasselmann como sua nova diretora-executiva de Conteúdo, em um movimento que reforça o investimento estratégico da agência na área como um pilar da construção de marcas, com foco na integração com Criação. A profissional se reportará diretamente ao CCO Pedro Araújo. A executiva terá como principal desafio liderar a área de Conteúdo de forma transversal e potencializar projetos integrados para os clientes. Com 15 anos de experiência, ela vem da Ogilvy, onde era diretora-executiva de Criação, e já passou por agências como Bold, Fbiz, Wunderman Thompson, colaborando com marcas como Dove, Avon, Jeep, Danone, C&A, Coca-Cola, Itaú e SC Johnson. Mariana também já atuou na então DPZ&T em 2019, como supervisora de Criação. “Acredito em um conteúdo que nasce junto com a ideia, não depois dela. Um conteúdo inspirado pela cultura, centrado nas pessoas e construído a partir da interseção entre necessidades reais e objetivos das marcas. Chego à DPZ com esse olhar integrado, em um momento especialmente fértil para construir ideias potentes e verdadeiramente conectadas com o tempo em que vivemos”, afirma Hasselmann. Para Pedro Araújo, CCO da DPZ, a contratação reforça a nova visão estratégica da agência: “Mariana tem um olhar raro para a criação de conteúdo, com profundidade narrativa, repertório diverso e foco em ideias que geram conversas relevantes para a sociedade. Sua chegada fortalece um modelo em que Conteúdo e Criação caminham juntos para tornar as marcas mais interessantes e culturalmente presentes”, afirma.

Para 67% dos profissionais, conteúdos citados por outros sites têm mais chances de aparecer no Google

Os backlinks continuam ocupando uma posição central nas estratégias de visibilidade digital.  Um levantamento internacional divulgado no estudo State of Link Building 2025 mostra que 67% dos profissionais de SEO acreditam que os links externos facilitam a aparição de páginas nos resultados do Google, reforçando a permanência do link building como um dos principais pilares do ranqueamento orgânico. Na tradução do inglês “backlinks” são links de referência a um conteúdo (pesquisa, tabulação, página de inscrição no evento etc..) de quem o criou. Pensando no jornalismo, seria algo como dar o crédito, citar a fonte de uma informação passada.  O dado surge em um momento de transição no ecossistema de buscas, marcado pela incorporação de inteligência artificial aos mecanismos de resposta e pela redução do espaço para práticas artificiais de otimização. Ainda assim, a percepção predominante no mercado é de que a lógica da validação externa, sites confiáveis recomendando outros conteúdos, segue orientando a forma como os buscadores avaliam relevância. Na prática, o link building deixou de ser tratado como uma tática isolada e passou a integrar estratégias mais amplas de conteúdo, reputação e presença editorial. Ao longo dos últimos anos, mudanças sucessivas nos algoritmos reduziram a eficácia de abordagens baseadas em volume ou automação. Em contrapartida, ganharam espaço links obtidos a partir de cobertura jornalística, conteúdos aprofundados e citações em sites reconhecidos.  O movimento reposicionou o link como um ativo de credibilidade, e não apenas como um fator técnico. Para Felipe Cardoso, CEO da Rank Certo, agência de link building orientada à decisão comercial , o cenário reflete um amadurecimento do mercado. Segundo ele, os links passaram a funcionar como um indicador indireto de confiança.  “O Google continua tentando responder à mesma pergunta: quem é uma fonte confiável sobre determinado assunto. O backlink ajuda a resolver isso porque carrega contexto, reputação e histórico editorial”, afirma. Backlinks também influenciam buscas com IA A relevância dos links não se restringe mais ao ranqueamento tradicional. Um levantamento divulgado pela Editorial Link, com profissionais de SEO, aponta que 73,2% dos entrevistados acreditam que os backlinks influenciam diretamente a chance de um conteúdo aparecer em respostas geradas por mecanismos de busca baseados em inteligência artificial. A leitura do mercado é que, mesmo em sistemas orientados por modelos de linguagem, os links funcionam como sinais de autoridade para ajudar a identificar fontes confiáveis em meio a grandes volumes de informação.  Em vez de desaparecer, o backlink passa a atuar como um filtro de credibilidade dentro de ambientes mediados por IA. Para Cardoso, essa transição reforça o papel estratégico do link building. “A IA não elimina critérios de confiança, ela depende ainda mais deles. Quando um modelo precisa decidir em quem se basear, o histórico de citações e referências pesa”, diz. O avanço das buscas generativas, portanto, não substitui a lógica da autoridade construída ao longo do tempo. Ao contrário, amplia a importância de estratégias capazes de conectar marcas, conteúdos e veículos relevantes de forma consistente e editorialmente legítima.

Podcast Pod’Ale reestreia com Dado Schneider para comemorar os 12 anos da Padrinho Conteúdo e Assessoria

A Padrinho Conteúdo e Assessoria completa 12 anos de atuação nesta sexta-feira (16) ao atingir o ponto mais alto de sua trajetória marcada pela entrega de resultados em três frentes: Conteúdo, Assessoria de Imprensa e Audiovisual. A agência de comunicação estratégica alicerçada em relacionamento e credibilidade jornalística celebra o aniversário reafirmando o compromisso com a produção autoral. Prova disso é o lançamento da nova temporada do podcast PodAle, destinado a contar boas histórias. Para inaugurar o novo estúdio e marcar o aniversário, o Pod’Ale recebeu o palestrante e showman Dado Schneider para uma reflexão provocativa sobre comportamento, conflito de gerações, mercado de trabalho e relações humanas. “Eu gasto sola de sapato, eu vou pra rua pesquisar, eu converso e observo as pessoas, eu ando de ônibus… Não deixe de prestar atenção no mundo com a entrada avassaladora da inteligência artificial no nosso dia a dia”, aconselha Dado durante o episódio. Dado é um dos mais conhecidos publicitários do país, consultor, professor e palestrante de sucesso, conhecido por discutir o comportamento das novas gerações. “Encerrado o processo da mudança de sede, retomamos esse projeto em novo formato – uma conversa mais descontraída no nosso sofá e que reflete o DNA da Padrinho: provocar o choque de ideias e entregar para o público conversas divertidas e relevantes com personalidades que nos cativam”, explica a apresentadora do Pod’Ale, Alexandra Zanela, também cofundadora e diretora de Relacionamento da empresa. Além do aporte em infraestrutura, a agência comemora a diversificação do leque de soluções, incluindo a curadoria de experiências. Recentemente, a Padrinho tornou-se correalizadora do Marcas de Quem Decide, um dos principais eventos de networking e valorização do empreendedorismo gaúcho, promovido pelo Jornal do Comércio. “Reflexo do investimento na ampliação da empresa é esta expansão do nosso portfólio, marcada pela parceria inédita com o Jornal do Comércio, o que mostra que a Padrinho está atenta e ágil às necessidades do mercado”, conta Carlos Guilherme Ferreira, cofundador e diretor de Novos Negócios da agência. Sobre a Padrinho Fundada em 2014 por Alexandra e Carlos, jornalistas com sólida experiência em redação e liderança, a operação evoluiu de uma dupla para uma estrutura robusta. Hoje, conta com 17 colaboradores e opera em uma sede de 284 m², no Centro Histórico da Capital. O portfólio de clientes inclui instituições de relevância como Gramado Summit, Zletric, Grupo RBS, Sebrae-RS, Senar-RS, Sinepe-RS, Simers, Jornal do Comércio, Irga, Asdep, Cabergs, Colégio Farroupilha, Ferramentas Gedore e Fernandes Machado Business Law, além do executivo e palestrante Juliano Colombo.

Privacy supera OnlyFans e lidera buscas brasileiras entre plataformas de monetização de conteúdo

A Privacy continua se consolidando como a maior plataforma de monetização de conteúdo da América Latina.  Uma pesquisa realizada recentemente pela empresa Timelens revela que a Privacy teve um crescimento de 237% nas buscas brasileiras nos últimos 4 anos. Enquanto isso, o OnlyFans, plataforma criada em Londres, teve um crescimento de somente 19% nas buscas do país durante o mesmo período, o que destaca o potencial do mercado nacional na creator economy.  Segundo André Matias, CEO da Timelens, o interesse dos brasileiros pela Privacy pode ser justificado por uma maior conexão da plataforma com o público local, além das formas de pagamento flexíveis que ela proporciona, aceitando Real e outras moedas da América Latina, além do Pix.  Ainda de acordo com dados da Timelens, o mercado de conteúdo adulto também teve uma expansão acentuada no Brasil nos últimos 4 anos – impulsionada por inovações tecnológicas e mudanças culturais em geral – chegando a crescer em 158%.  Essa informação não é novidade para quem acompanha as principais notícias sobre a indústria, já que o Brasil ficou em 9º lugar no ranking dos países que mais consomem conteúdo +18 no mundo, chegando a gastar mais de R$ 1 bilhão com esse setor em 2025, de acordo com o OnlyGuides, empresa associada ao OnlyFans.  Outro fator que mostra a importância e a seriedade da creator economy no Brasil é a Lei 15.325, sancionada pelo Presidente da República no início de 2026, que regulamenta a profissão de criador de conteúdo no Brasil, garantindo a estabilidade financeira de novos influenciadores e oferecendo segurança jurídica para um setor que antes era considerado informal.  Hoje a presença digital é muito mais do que um hobby, ela se tornou fonte principal de renda e proporciona carreiras de sucesso, originando um grande braço na indústria do entretenimento.  “Além da dedicação sem tamanho dos nossos funcionários e influenciadores, a Privacy sempre enxergou o potencial gigante do Brasil na creator economy e esse é um dos motivos pelo qual temos conseguido um resultado tão significante”, disse Fabrício Nunez, CMO da Privacy. “Cada vez mais a carreira de influenciador deixa de ser uma ‘segunda opção’ e se torna palco principal na vida profissional dos brasileiros – e temos orgulho de fazer parte dessa transformação”. 

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