Consumo em festivais muda no Brasil enquanto setor ganha força com grandes eventos aponta pesquisa da Zig
Enquanto eventos de grande porte movimentam o setor de entretenimento ao vivo no Brasil, dados da Zig mostram que o mercado de festivais passa por uma transformação estrutural. A análise considera festivais realizados em 2024 e 2025, com mudanças relevantes no faturamento, no perfil das operações e no comportamento do público. Ao todo, os festivais analisados movimentaram R$ 691,4 milhões no período, sendo R$ 384,6 milhões em 2024 e R$ 306,8 milhões em 2025, o que representa uma queda de 20,2% na comparação anual. A retração está concentrada nos eventos de grande porte, enquanto festivais de médio porte, com público em média de 7.500 pessoas por evento, registraram crescimento de 68,9% no consumo entre 2024 e 2025, indicando uma redistribuição do mercado e maior capilaridade das operações. No comportamento de consumo, as bebidas seguiram como principal motor de receita em 2025, representando mais de 55% do total do intervalo. Ainda assim, houve perda de participação da cerveja, que caiu de 38,9% em 2024 para 28,2% em 2025. Em contrapartida, as bebidas prontas para consumo (RTDs) foram a única categoria de alto volume a ganhar participação, passando de 5,6% para 5,9% do consumo total no período. O tíquete médio geral foi de aproximadamente R$ 284 por pessoa em 2025, com destaque para o público millennial, que apresentou gasto médio de R$ 338 no período, cerca de 18,8% acima da média. A análise também mostra diferença relevante por gênero: homens gastaram, em média, R$ 340, enquanto mulheres registraram R$ 227 nos festivais analisados em 2025, uma diferença de 49,7%. “O que os dados mostram é uma mudança estrutural no mercado de festivais. O crescimento não está mais concentrado nos maiores eventos, mas distribuído em formatos mais ágeis, com consumo mais diversificado e público mais segmentado”, afirma David Pires, CIO da Zig. Nota metodológicaO levantamento considera dados proprietários da Zig, coletados diretamente nas operações realizadas em festivais ao longo de 2024 e 2025. A amostra inclui 170 eventos em todo o país, que, somados, registraram mais de 23 milhões de pedidos e cerca de 1,28 milhão de consumidores únicos no período analisado.
Consumidor multicanal pressiona empresas por atendimento integrado, aponta Dígitro
Um consumidor inicia um contato com uma empresa por telefone, continua a conversa pelo WhatsApp e finaliza a solicitação em um chat ou aplicativo. Esse percurso entre diferentes canais se tornou cada vez mais comum na jornada de relacionamento com marcas e serviços. Para as empresas, esse comportamento tem ampliado a pressão por sistemas capazes de integrar os canais de atendimento e garantir continuidade nas interações, evitando que o cliente precise repetir informações a cada novo contato. No contexto do Dia do Consumidor, essa transformação se torna ainda mais evidente. Em datas comerciais e campanhas promocionais, o volume de interações cresce significativamente, exigindo que as empresas tenham sistemas capazes de organizar o fluxo de atendimento e ampliar a capacidade de resposta das equipes. Outro fator que impulsiona essa mudança é a diversidade de perfis de consumidores. Enquanto gerações mais jovens tendem a preferir interações por aplicativos de mensagens e canais digitais, muitos clientes ainda valorizam o atendimento por telefone. Para as empresas, o desafio passa a ser estar disponível no canal que cada pessoa prefere utilizar. Segundo André Jansen, diretor de Operações e Serviços da Dígitro Tecnologia, acompanhar esse comportamento é essencial para manter a qualidade da experiência do cliente. “O consumidor quer resolver suas demandas de forma rápida e pelo canal de sua preferência. Quando as empresas conseguem integrar esses canais e organizar o atendimento, a experiência melhora tanto para o cliente quanto para as equipes responsáveis pelo suporte. Dessa forma, a inteligência artificial surge como protagonista ao possibilitar automatizar etapas do atendimento, direcionar solicitações de forma mais eficiente e garantir interações mais fluidas e ágeis ao longo de toda a jornada do consumidor”, afirma. Evolução das plataformas de atendimento Para responder a esse novo cenário, empresas têm investido em plataformas capazes de integrar diferentes canais de comunicação em um único ambiente de gestão. Essa abordagem, conhecida como estratégia omnichannel, permite que todas as interações, independentemente do canal utilizado, façam parte de uma mesma jornada de relacionamento com o cliente. Na prática, isso significa que atendentes humanos e sistemas automatizados conseguem acessar o histórico completo das interações, garantindo continuidade no atendimento mesmo quando o consumidor muda de canal ao longo da conversa. Na Dígitro Tecnologia, essa estratégia se materializa no NeoInteract, plataforma desenvolvida para unificar interações realizadas por voz, chat, aplicativos de mensagens e outros canais digitais. A solução permite que empresas organizem a jornada do consumidor em um único sistema, facilitando a continuidade do atendimento e ampliando a eficiência das equipes responsáveis pela gestão das interações. Além do atendimento receptivo, plataformas desse tipo também permitem integrar ações de marketing e comunicação conectadas a sistemas de CRM, ampliando a capacidade de relacionamento com clientes. A partir do histórico de interações, as empresas podem organizar campanhas, realizar comunicações personalizadas e desenvolver estratégias mais estruturadas de contato ao longo da jornada do consumidor. Inteligência artificial amplia capacidade de atendimento O avanço do atendimento multicanal tem levado empresas a rever suas estratégias de relacionamento com clientes. Cada vez mais, os investimentos estão direcionados ao uso de inteligência artificial para automatizar parte das interações e ampliar a capacidade de atendimento, mantendo níveis elevados de personalização. Agentes virtuais baseados em IA já assumem etapas operacionais do atendimento, como a triagem inicial de demandas e o direcionamento de solicitações, permitindo que equipes humanas se concentrem em casos mais complexos. Ao mesmo tempo, tecnologias de automação tornam as interações mais rápidas e naturais para o consumidor. Para que esse modelo funcione de forma eficiente, a chamada camada de serviços também ganha importância. É ela que permite desenhar e estruturar jornadas de atendimento alinhadas às particularidades de cada empresa, integrando canais, processos e tecnologias de forma consistente. A combinação entre plataformas integradas, inteligência artificial e serviços especializados tende a se consolidar como um dos principais pilares das estratégias de experiência do cliente nos próximos anos. Nesse cenário, empresas de tecnologia passam a desempenhar um papel estratégico ao estruturar as arquiteturas que sustentam essa jornada, integrando canais de comunicação, automação e análise de dados em um mesmo ambiente de gestão. Para a Dígitro Tecnologia, essa integração entre plataforma, inteligência artificial e serviços é justamente o que permite às empresas organizar operações de atendimento mais eficientes, escaláveis e alinhadas ao novo comportamento do consumidor.
89% dos brasileiros planejam trocar de carro em 2026
Em 2026, os holofotes do consumo nacional apontam diretamente para as concessionárias. O mercado automotivo desponta como o principal motor de investimentos de alto valor no país. De acordo com a pesquisa da Toluna, a troca de veículo lidera as intenções de gastos de alto valor para este ano. Entre os brasileiros que planejam investimentos vultosos, impressionantes 89% afirmam que o foco do orçamento será um automóvel. Essa tendência surge em um momento de reorganização do orçamento doméstico. Com expectativas positivas sobre o futuro econômico pessoal, o consumidor sente-se mais confiante para assumir compromissos financeiros de maior impacto. Muitos buscam ofertas específicas, como carros Volkswagen novo RJ, para garantir durabilidade e tecnologia. A preferência pelo “cheiro de novo” é nítida, já que 65% dos entrevistados que pretendem comprar um carro miram os modelos zero quilômetro. Por outro lado, 24% dos consumidores devem focar suas buscas no mercado de usados e seminovos. A percepção geral é de que 2026 oferece um cenário favorável para essas aquisições. Apesar do forte desejo de consumo, a cautela financeira não foi deixada de lado. O estudo aponta que 42% dos brasileiros colocam a melhor gestão das finanças e a economia como metas prioritárias. Esse comportamento indica uma tentativa de conciliar a realização de sonhos materiais com a manutenção de uma reserva saudável Para além das garagens, o brasileiro entra em 2026 focado no bem-estar. As metas de saúde dominam o planejamento pessoal, com 67% querendo praticar mais atividades físicas e 64% buscando uma alimentação saudável. Viagens (53%) e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal (41%) também ganham destaque na lista. Mesmo com os desafios do ano anterior, em que apenas 21% conseguiram cumprir todas as metas, o clima é de esperança renovada. Cerca de 91% da população acredita que a vida será melhor neste ano. Esse otimismo resiliente sustenta a confiança para alcançar os novos objetivos, tanto no asfalto quanto na vida pessoal.
57% dos brasileiros passam a consumir com mais frequência marcas que pautam diversidade
O surgimento da inteligência artificial tem proporcionado mudanças profundas nas dinâmicas de consumo para consumidores e marcas, da otimização de processos a personalização de experiências, a forma de comprar mudou. Entretanto, diversidade e identificação humana ainda são fatores fundamentais, segundo o estudo Oldiversity, realizado pela Croma Consultoria, visto que para 76% dos consumidores a diversidade deve fazer parte de empresas e marcas. Hoje, o desafio deixou de ser a captura de atenção, e passou a residir na conquista da consideração de público saturado de estímulos e carente de afinidade. Para Edmar Bulla, fundador da Croma Consultoria e idealizador do estudo, o cenário apresenta novas oportunidades para as marcas. “Campanhas pontuais e narrativas superficiais perdem espaço diante de um público cada vez mais crítico e exigente. Por fim, surge a oportunidade de inovar a partir da interseccionalidade, reconhecendo que desigualdades se acumulam e que soluções eficazes precisam considerar múltiplas dimensões de exclusão ao mesmo tempo.” Do ponto de vista do varejo, a tecnologia deve ser vista como uma forma de auxiliar na produtividade e na tomada de decisões, mas sem substituir o tato e a sensibilidade humana. Nesse sentido, estratégias que utilizam IA não podem se alienar de propostas vistas como coerentes pelos consumidores. A veracidade dos discursos sobre inclusão ainda é um ponto de fragilidade, segundo o estudo, a autenticidade é apontada por menos da metade dos entrevistados (46%). O momento exige cautela na aplicação da Inteligência Artificial de forma pouco estratégica, sobretudo na representação de grupos minoritários, que passam a demandar maior representatividade. 54% dos brasileiros afirmam se identificar com propagandas que falem sobre diversidade. Entre os grupos diversos, a percepção é liderada de forma significativa pela comunidade LGBTQIA+ (74%), seguidos pelos PcDs (61%) e pessoas pretas (61%). Ao se alinhar com pautas que refletem a identidade de seus consumidores de forma genuína, é possível criar uma conexão com o público que pode ser convertida em fidelização e resultados. Quase 2/3 dos brasileiros (65%) passa a recomendar essas marcas, enquanto 63% afirmam considerar essas marcas nas próximas compras e 60% passam a falar positivamente destas marcas. Além disso, 57% começam a comprar com mais frequência. “Esses movimentos revelam um novo patamar de consciência coletiva e expectativa social em relação ao papel das empresas, do Estado e da sociedade civil”, conclui Bulla.
As emoções que vão moldar consumo e trabalho em 2027 — e como aplicá-las na rotina corrida
Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial e à sensação coletiva de esgotamento, o comportamento humano entra em uma nova fase. Segundo previsões da WGSN, três estados emocionais devem guiar decisões pessoais e profissionais até 2027: Alegria Estratégica, Desvontade (desire to let go) e Otimismo Cético. Na prática, isso significa menos excesso, mais consciência e uma busca crescente por leveza, propósito e relações mais humanas, especialmente entre mulheres que equilibram carreira, casa e autocuidado. A Alegria Estratégica surge como uma resposta direta à negatividade do cotidiano e incentiva a criação de pequenos momentos de prazer ao longo do dia, como fazer pausas conscientes, ouvir música entre tarefas, caminhar alguns minutos ao ar livre ou transformar atividades comuns em experiências mais agradáveis. Já a Desvontade representa o desejo de soltar responsabilidades excessivas: aprender a dizer não, reduzir compromissos que não fazem sentido, simplificar compras e estabelecer limites claros entre trabalho e descanso. O Otimismo Cético, por sua vez, propõe usar a tecnologia como aliada, seja com aplicativos de organização, IA para tarefas repetitivas ou agendas digitais, sem abrir mão do contato humano, da empatia e do cuidado com a saúde emocional. Para Nuria Santos, especialista em comportamento, essas emoções revelam uma virada profunda de valores. “A emoção virou ferramenta de sobrevivência. As pessoas estão cansadas de viver no limite e começam a priorizar escolhas que tragam mais acolhimento, leveza e sentido. Não é desistir da vida, é desistir do excesso”, afirma. Segundo ela, o consumidor de 2027 será menos impulsivo e mais criterioso, cobrando transparência e humanidade das marcas e também de si mesmo. Ela explica que o Otimismo Cético traduz bem esse novo momento: “Existe curiosidade pela inteligência artificial, mas também um cuidado maior. Queremos inovação, sim, mas exigimos ética, empatia e ambientes mais humanos. Na vida real, isso passa por organizar melhor o tempo, respeitar o próprio ritmo e escolher produtos e serviços que realmente facilitem o dia a dia”. Para Nuria, especialmente entre mulheres sobrecarregadas, essa mudança já impacta carreira, consumo e autoestima. Como aplicar essas tendências hoje (mesmo com a agenda cheia) Pratique a Alegria Estratégica Exercite a Desvontade Adote o Otimismo Cético No fim, o futuro aponta menos para produtividade extrema e mais para escolhas conscientes. Em 2027, viver bem não será sobre fazer tudo, mas sobre fazer melhor, com mais presença, limites e propósito.
Consumidor mais impaciente desconfiado e exigente muda a lógica das decisões de compra
A combinação entre orçamento pressionado excesso de informação e facilidade de comparação transformou o comportamento do consumidor brasileiro. Levantamentos do Google indicam que mais de 90% das pessoas pesquisam online antes de comprar enquanto estudos da BrightLocal mostram que 99% dos consumidores leem avaliações em algum momento da jornada. O resultado é um cliente mais impaciente desconfiado e exigente que decide rápido e descarta empresas aos primeiros sinais de inconsistência. Para Rafael Somera, especialista em análise comportamental aplicada a negócios e fundador da Solutudo, plataforma que conecta consumidores a soluções locais, a decisão de compra deixou de ser um ponto final e passou a ser um processo contínuo de verificação. “O consumidor encontra uma empresa em um canal, mas imediatamente vai a outros para confirmar se ela é confiável, se está ativa e se entrega o que promete”, afirma. A mudança dialoga com princípios da economia comportamental e da psicologia do consumo. Diante de múltiplas opções o cliente recorre a atalhos mentais para decidir como avaliações recentes informações atualizadas e facilidade de contato. Quando esses sinais não aparecem a tendência é o abandono. “Hoje qualquer ruído gera desconfiança e se algo parece confuso o consumidor simplesmente volta para a busca inicial”, diz. A impaciência também está relacionada ao tempo. Pesquisas do próprio Google indicam que experiências lentas páginas incompletas ou dificuldade de encontrar informações reduzem significativamente a chance de conversão. Para Rafael, isso explica por que empresas com bom produto ou serviço ainda perdem vendas. “Não é falta de interesse é excesso de alternativas e quem não resolve rápido sai da disputa”, declara. Ao mesmo tempo o cenário cria vantagens competitivas para quem entende o comportamento do consumidor. Dados internos da Solutudo mostram que negócios com informações completas presença consistente e reputação ativa registram volume significativamente maior de interações ao longo da jornada digital. “O consumidor está mais exigente mas também mais previsível e responde bem a sinais claros de organização e confiança”, avalia. O especialista aponta cinco cuidados e vantagens para lidar com o novo consumidor Antes de adotar ações isoladas empresas precisam compreender que a jornada é fragmentada e integrada. A seguir pontos essenciais para adaptar a estratégia ao comportamento atual. 1- Presença coerente em múltiplos canais O consumidor transita entre buscadores mapas redes sociais e plataformas de avaliação. Concentrar esforços em um único canal aumenta o risco de invisibilidade. “A atenção está pulverizada e apostar tudo em um só ambiente deixa a empresa vulnerável”, afirma. 2- Informações atualizadas como critério de escolha Horários serviços fotos e contatos funcionam como indicadores de profissionalismo. Perfis desatualizados geram desconfiança imediata. “O consumidor associa abandono digital à falta de cuidado com o próprio negócio”, diz. 3- Gestão ativa de avaliações e reputação Avaliações influenciam diretamente a decisão. Responder comentários inclusive negativos sinaliza transparência e compromisso. Estudos da BrightLocal mostram que empresas que interagem com avaliações tendem a gerar mais confiança. 4- Experiência simples e rápida Quanto menor o esforço para encontrar informação ou contato maior a chance de avanço na compra. “A impaciência do consumidor não é emocional é racional ele otimiza o próprio tempo”, explica o executivo. 5- Escolha de parceiros especializados Contratar empresas que integrem comportamento humano tecnologia e consumo evita ações desconectadas. “Não se trata de marketing pontual mas de gestão contínua da presença e da reputação”, afirma. O avanço da inteligência artificial nos mecanismos de busca e recomendação tende a intensificar esse comportamento. As decisões devem se tornar ainda mais rápidas e baseadas em sinais objetivos de confiança. Com isso, adaptar-se deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser condição mínima para continuar sendo considerado pelo consumidor.
IA agêntica orienta consumidores em tempo real
A inteligência artificial entrou em uma nova fase no varejo. Conhecida como IA agêntica, essa tecnologia se baseia em agentes autônomos capazes de interagir, tomar decisões e executar tarefas de ponta a ponta, transformando a forma como consumidores compram e como empresas operam. Mais do que responder perguntas, esses agentes atuam como guias inteligentes durante toda a jornada de compra, do primeiro contato à finalização. A adoção desse modelo vem crescendo globalmente em redes de varejo de diferentes segmentos. Assistentes inteligentes já apoiam consumidores na escolha de produtos, sugerem combinações, localizam ofertas, aceleram processos de checkout e até auxiliam áreas internas, como recrutamento e atendimento ao cliente. O movimento reflete uma demanda clara do mercado: experiências mais rápidas, personalizadas e confiáveis. No Brasil, a Globalsys, empresa de tecnologia especialista em soluções com IA, vem liderando projetos de inteligência artificial agêntica aplicada ao varejo, conectando dados, sistemas e canais para que esses agentes atuem de forma segura, integrada e orientada a resultados. A proposta é clara: usar inteligência artificial para potencializar pessoas, não substituí-las. “IA agêntica só gera valor quando existe confiança. No varejo, isso significa recomendar corretamente, orientar com precisão e respeitar o contexto de cada consumidor. Sem dados integrados e governança, o risco é alto”, afirma Thiago Molino, CEO da Globalsys. Diferente de soluções isoladas, os agentes desenvolvidos com a arquitetura da Globalsys operam conectados aos sistemas centrais das empresas, como estoque, preços, logística e CRM, garantindo que cada interação seja baseada em informações reais e atualizadas. Isso permite que o varejista escale atendimento e eficiência sem comprometer a qualidade da experiência. Outro ponto crítico é o apoio às equipes internas. No varejo físico e digital, a IA agêntica já vem sendo usada para reduzir tempos de resposta, apoiar decisões operacionais e automatizar tarefas repetitivas, liberando profissionais para atividades de maior valor estratégico. Em alguns casos, processos que antes levavam semanas passam a ser resolvidos em dias, com ganhos diretos de produtividade. “Existe um receio natural em torno da autonomia da IA, especialmente quando ela interage diretamente com o cliente. Por isso, nosso foco é combinar automação com controle, transparência e aprendizado contínuo”, explica Eduardo Glazar, CSO da Globalsys. “A tecnologia precisa refletir o nível de conhecimento e cuidado que o consumidor espera de um atendente humano experiente.” À medida que o varejo enfrenta consumidores mais exigentes, margens pressionadas e múltiplos canais de venda, a IA agêntica deixa de ser tendência e passa a ser infraestrutura. Empresas que conseguem integrar essa tecnologia de forma estratégica saem na frente, oferecendo experiências mais inteligentes, seguras e personalizadas.
Inflação pressiona carrinho online e muda estratégia de consumo no início do ano
O início do ano tradicionalmente vem acompanhado de ajustes econômicos que impactam diretamente o orçamento das famílias brasileiras. Reajustes de mensalidades, tributos, serviços essenciais e custos logísticos se somam a um cenário de inflação ainda presente, afetando de forma clara o poder de compra, especialmente no ambiente digital, onde a sensibilidade a preço é imediata e mensurável. Nos marketplaces, esse movimento se reflete de maneira direta no carrinho online. A busca por preços mais baixos, cupons e frete competitivo se intensifica, ao mesmo tempo em que o consumidor passa a comparar não apenas vendedores dentro da mesma plataforma, mas também o marketplace com o varejo físico tradicional. “Quando o orçamento aperta, o consumidor muda o comportamento quase instantaneamente. Ele pesquisa mais, abandona carrinhos com mais facilidade e passa a priorizar itens essenciais ou de maior custo-benefício”, avalia Thiago Trincas, CEO da Seconds Tecnologia, empresa especializada na gestão estratégica de anunciantes em marketplaces. Categorias mais sensíveis sentem primeiro o impacto Entre as categorias mais afetadas pela inflação estão eletrodomésticos, eletrônicos, moda e itens para o lar, produtos considerados adiáveis em momentos de maior cautela financeira. Já segmentos como alimentos, higiene, limpeza e itens de reposição tendem a manter volume, mas com tíquete médio mais controlado e maior migração para marcas alternativas. “O consumidor não deixa de comprar, mas muda o modo como compra. Troca marcas, espera promoções e avalia com muito mais rigor se aquele produto realmente cabe no orçamento do mês”, explica Trincas. Segundo ele, esse comportamento exige dos sellers uma leitura mais refinada de preço, margem e posicionamento dentro das plataformas. Marketplaces ganham força frente ao varejo físico Em um cenário inflacionário, os marketplaces seguem ganhando relevância frente ao varejo físico por concentrarem variedade, comparação instantânea de preços e, muitas vezes, melhores condições logísticas. Ainda assim, a disputa está mais acirrada. “O marketplace deixou de ser apenas uma vitrine digital. Hoje, ele é um termômetro do poder de compra da população. Pequenas variações de preço já são suficientes para deslocar a demanda de um vendedor para outro, ou até para fora do ambiente online”, destaca o CEO. Para os lojistas, isso significa um desafio duplo: manter competitividade sem comprometer a rentabilidade. Estratégias baseadas apenas em desconto tendem a ser menos sustentáveis em um cenário de custos elevados. Estratégia, dados e eficiência como resposta Na avaliação da Seconds Tecnologia, o momento exige mais inteligência de dados, ajustes dinâmicos de campanha e uma gestão integrada entre preço, mídia e operação. Entender o comportamento do consumidor em tempo real passa a ser um diferencial competitivo. “Não é mais sobre vender mais a qualquer custo, mas sobre vender melhor. Em períodos de inflação, quem domina dados, entende o funil e ajusta rápido sai na frente”, afirma Trincas. Para o consumidor, o cenário reforça o papel do marketplace como aliado na busca por economia. Para quem vende, o início do ano deixa claro que eficiência, estratégia e leitura de mercado não são opcionais, mas fundamentais para atravessar um período em que cada centavo conta, tanto no bolso de quem compra quanto na margem de quem vende.
Cafés especiais ultrapassam 15% de crescimento anual e redefinem o paladar do consumidor brasileiro
O consumo de cafés especiais no Brasil avança cerca de 15% ao ano, segundo estimativas do setor, impulsionado por consumidores que buscam qualidade, rastreabilidade e experiências sensoriais mais complexas. O nicho já pode representar de 5% a 10% do mercado nacional, enquanto, no cenário global, a expectativa é atingir US$ 152,7 bilhões até 2030, com crescimento médio anual superior a 12%. Produzidos majoritariamente no Sul de Minas e na Alta Mogiana paulista, os cafés especiais brasileiros são avaliados pela Specialty Coffee Association (SCA), que utiliza uma escala de 0 a 100 pontos para mensurar atributos como aroma, sabor, acidez, corpo e equilíbrio. Para ser considerado especial, o café precisa obter ao menos 80 pontos. Cafés entre 80 e 84,99 são classificados como muito bons; entre 85 e 89,99, como excelentes; e acima de 90 pontos, como excepcionais, categoria mais rara e valorizada. Dentro dessas avaliações, surgem quatro perfis sensoriais amplamente reconhecidos: intensos, doces, frutados e florais. Os intensos apresentam notas de chocolate, caramelo e castanhas; os doces trazem referências de melado e frutas cristalizadas; os frutados têm acidez mais presente, com aromas cítricos e de frutas vermelhas; e os florais remetem a jasmim, lavanda e perfumes mais delicados. “Nosso papel é traduzir essas diferenças de forma acessível, para que o consumidor entenda o que está experimentando e encontre seu gosto pessoal”, afirma Elói Ferreira, sócio-fundador da Go Coffee. A marca tem investido em cafés autorais para aproximar o consumidor desse universo. Nas lojas, são oferecidos três perfis distintos: um mais encorpado, com notas de baunilha e caramelo; outro com nuances de cacau e acidez média/baixa; e um terceiro com acidez elevada e finalização doce prolongada, que remete a acerola e pêssego. A empresa também disponibiliza uma linha Home, com duas opções de grãos moídos: Ouro Belga, que combina chocolate belga, rapadura e melaço, com toque cítrico; e Aurora Tropical, com avelã, toranja e notas suaves de xarope de bordo. O avanço dos cafés especiais fortalece toda a cadeia produtiva. Estima-se que cerca de 80% desses cafés no Brasil sejam produzidos por micro e pequenos agricultores, que encontram no nicho a oportunidade de acessar mercados premium, agregar valor ao produto e ampliar renda. Para Elói, a transformação vai além do sabor: “O café deixou de ser apenas uma pausa rápida. Tornou-se um momento de prazer consciente, com atenção à origem e ao processo. É um mercado em franca expansão e que deve se fortalecer ainda mais em 2026”. Fundada em 2017, em Curitiba, a Go Coffee se transformou rapidamente em uma das principais referências nacionais no mercado de cafés especiais. Hoje, está presente em todos os estados brasileiros e, mensalmente, comercializa mais de uma tonelada de café, com grãos colhidos principalmente no Sul de Minas e na Alta Mogiana, importante região produtora do estado de São Paulo. A marca conquista amantes da bebida com um cardápio diverso e criativo, pensado para todos os gostos e estações, reforçando sua essência inovadora e a paixão por oferecer experiências únicas em cada xícara. Para saber mais sobre a marca, acesse gocoffee.com.br ou acompanhe as novidades no Instagram da marca, @gocoffeebrasil. bb
Bazar do Bem une consumo consciente e impacto social em Santo André
Renovar o guarda-roupa, economizar e ainda transformar vidas: essa é a proposta do Bazar do Bem, mantido pelo Instituto Ficar de Bem, em Santo André. Com peças a partir de 5 reais, o espaço é um convite ao consumo consciente e solidário, onde cada compra se converte em apoio direto a projetos sociais voltados à proteção de crianças, adolescentes, mulheres, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade no Grande ABC. Em funcionamento de terça a sexta-feira, das 9h às 16h, o bazar reúne uma grande variedade de itens em bom estado: roupas femininas, masculinas e infantis, calçados, bolsas, acessórios, brinquedos e muito mais. Tudo cuidadosamente selecionado para quem busca qualidade, preço acessível e propósito. Toda a renda arrecadada é destinada às ações sociais do Instituto. “Cada peça vendida aqui é revertida em cuidado, acolhimento e oportunidade para quem precisa”, destaca Roberta Martins, gerente de desenvolvimento institucional do Instituto Ficar de Bem. Entre as iniciativas beneficiadas estão as Casas de Acolhimento, que atualmente abrigam cerca de 80 crianças e adolescentes. Além das compras presenciais, o Bazar do Bem também realiza vendas online, pelo Instagram @ficardebem.bazar e pelo WhatsApp (11) 94829-0564, ampliando o alcance da iniciativa e facilitando o acesso do público. Quem deseja contribuir ainda mais pode doar itens diretamente no local, durante o horário de funcionamento, no endereço Rua Humberto Oliviere, 114 – Jardim Bela Vista, Santo André. Informações adicionais estão disponíveis no site www.ficardebem.org.br. Mais do que um bazar, o Bazar do Bem é a prova de que pequenas escolhas podem gerar grandes transformações.
Especialista diz que o consumidor não compra produtos, compra posicionamento
Com o início do Big Brother Brasil, não são só os participantes que entram em julgamentos. Suas falas, atitudes e posicionamentos viram combustível para debates intensos que ganham as redes – um fenômeno que, segundo especialistas em marketing, reflete exatamente como os consumidores avaliam marcas hoje: em tempo real, com senso crítico e pouca tolerância à incoerência. Para Arthur Fonseca, Head de Marketing da V4 Company, o BBB funciona, mais uma vez, como um grande laboratório de comportamento do consumidor. O reality evidencia que o público não consome apenas produtos ou serviços, mas valores, discursos e coerência. Em um cenário de excesso de informação e alta exposição, marcas são avaliadas constantemente pela forma como se posicionam diante de temas sociais. Segundo Fonseca, nem toda marca que entra em debates sociais é percebida como legítima. O consumidor identifica rapidamente quando um posicionamento é construído ao longo do tempo ou quando surge apenas para aproveitar um tema em evidência. Durante programas de grande audiência, como o BBB, esse olhar crítico se intensifica e contradições tendem a ganhar ampla repercussão. Outro ponto de atenção é o risco do chamado marketing de causa mal executado. Discursos vazios, campanhas desconectadas da prática e ações pontuais podem gerar efeito contrário ao esperado, resultando em crises de imagem, boicotes e perda de confiança por parte do público. Em um ambiente digital altamente reativo, erros de posicionamento ganham escala em poucos minutos. “O público não reage apenas ao que é dito, mas à coerência entre discurso e prática. Assim como no BBB, marcas que se posicionam de forma oportunista são rapidamente questionadas, enquanto aquelas que constroem narrativas consistentes ao longo do tempo tendem a gerar identificação e confiança”, afirma Arthur. Para o mercado, a lição é clara: posicionamento não pode ser campanha pontual. Em um ambiente de alta exposição e social listening constante, marcas que tratam causas e valores como estratégia — e não como oportunidade momentânea — constroem relevância sustentável. As demais correm o risco de virar alvo antes mesmo de virar desejo.