Por que o marketing é a nova fronteira da sua cibersegurança

Por Erlon Junior  A distância entre a conveniência digital e um incidente crítico é mínima. O crime organizado transformou o ataque cibernético em um mercado profissional de alta lucratividade, atingindo corporações e governos com a mesma precisão com que o marketing atinge consumidores. Se a vulnerabilidade é comportamental, a solução não pode ser estritamente tecnológica. A arma mais eficaz nesta guerra não é apenas um novo sistema de defesa, mas uma estratégia de comunicação executada com rigor. Segurança como ativo de comportamento Assim como a segurança de dados foi vista por muito tempo como apenas um assunto técnico e cansativo. O marketing também foi visto apenas como uma ferramenta de vendas. Porém, esse cenário mudou. Hoje, a convergência é inevitável: a cibersegurança é estratégia de negócio, e o marketing é a ferramenta para torná-la orgânica. Arquitetura de Escolhas (Nudge Theory) utiliza estímulos sutis para guiar decisões sem cercear a liberdade. Aplicar isso à segurança significa utilizar design e psicologia para incentivar hábitos seguros de forma natural. A cibersegurança eficiente é aquela que o colaborador escolhe praticar porque compreende o valor real de sua identidade digital e o impacto de suas ações na continuidade do negócio. A sinergia entre Martechs e Cybertechs A integração entre tecnologias de marketing e segurança digital estabelece um ecossistema educativo de alta performance: Gamificação: Substituir treinamentos estáticos por sistemas de desafios e recompensas. Detectar uma ameaça real deve gerar reconhecimento e métricas de desempenho, transformando o aprendizado em um processo ativo. Segmentação de dados: Da mesma forma que o marketing direciona a mensagem ao público-alvo, as campanhas de conscientização devem ser personalizadas. A comunicação deve ser adaptada ao perfil técnico e gerencial de cada departamento para garantir a absorção da mensagem. Unificação de Canais: A mensagem de proteção deve ser integrada e onipresente. A diretriz de segurança precisa ser coerente em todos os pontos de contato: do anúncio em redes sociais à comunicação interna, garantindo que a cultura de prevenção seja reforçada em múltiplos canais simultaneamente. O marketing como escudo estratégico A segurança digital é o alicerce da reputação institucional. Enquanto a tecnologia opera no invisível, qualquer falha projeta a vulnerabilidade da empresa sob o foco imediato da opinião pública e sem uma comunicação estratégica, não há backup que recupere a credibilidade perdida. O marketing deve, portanto, converter manuais densos em diretrizes de consumo rápido, eliminando as falhas humanas que servem de porta de entrada para a maioria das intrusões. Ao simplificar o complexo, retira-se a maior vantagem do crime digital: a desinformação. A tecnologia estabelece a barreira, mas é a clareza da mensagem que garante que ninguém abra a porta por dentro. No âmbito governamental, essa lógica se amplia. Quando órgãos públicos sofrem incidentes, o impacto ultrapassa prejuízos financeiros e compromete serviços essenciais, políticas públicas e a própria confiança social. A proteção digital do Estado não depende apenas de infraestrutura tecnológica robusta, mas de campanhas permanentes de conscientização que orientem servidores e cidadãos. Ao comunicar riscos com clareza e educar em escala, o poder público reduz fraudes, fortalece a resiliência institucional e transforma a sociedade em parte ativa da defesa. Em um cenário de ameaças cada vez mais profissionalizadas, segurança também é uma questão de cultura coletiva. *Erlon Junior, Diretor de Marketing da Neotel Segurança Digital.

Fusão entre HexaDigital e PurpleBird Security dá origem à Hexa Security, braço completo de cibersegurança do Grupo MakeOne

A MakeOne, empresa brasileira de tecnologia com mais de 35 anos de atuação, anuncia a fusão entre a HexaDigital e a PurpleBird, duas empresas especializadas em cibersegurança, que passam a operar sob a marca Hexa Security, novo braço completo de segurança digital do grupo. A união consolida um portfólio integrado que cobre todo o ciclo de segurança – da prevenção à detecção, resposta e conformidade – e reforça a estratégia de crescimento sustentável da holding de tecnologia. A Hexa Security nasce com uma oferta robusta que inclui MDR e SOC 24×7, DFIR (resposta e investigação forense), GRC e LGPD, AppSec, DevSecOps, Cloud Security, PAM/IAM e Security Validation, permitindo que empresas de médio e grande portes contratem soluções avançadas de cibersegurança em um único contrato, com padrão de entrega enterprise e foco em eficiência operacional. A nova operação combina a capilaridade comercial, infraestrutura e base de clientes da HexaDigital com a expertise técnica, certificações e ativos estratégicos da PurpleBird, especialmente em resposta a incidentes e forense digital. O movimento fortalece a atuação no mid-market nacional, com foco em setores como BPOs, call centers, saúde, serviços financeiros, fintechs e empresas SaaS em nuvem pública. “A Hexa Security nasce para resolver um problema real do mercado: a dificuldade de acessar segurança cibernética de alto nível de forma integrada e escalável. Unimos tecnologia, processos e pessoas para entregar proteção contínua, resposta rápida a incidentes e governança, tudo com visão de negócio”, afirma Daniel Tieppo, especialista em cibersegurança e Diretor Executivo da HexaDigital. Meta de R$ 500 milhões em faturamento Segundo o executivo, a nova marca terá papel central na estratégia financeira do Grupo MakeOne. “A cibersegurança é um dos principais vetores de crescimento do grupo. A Hexa Security é fundamental para atingirmos a meta de R$ 500 milhões em faturamento nos próximos três anos, além de impulsionar o modelo de receitas recorrentes, com um incremento projetado de cerca de 20% nesse tipo de receita”, destaca Tieppo. Para Jefferson Macedo, fundador da PurpleBird, a fusão representa uma evolução natural do negócio. “A PurpleBird sempre teve um DNA extremamente técnico e especializado. Ao nos unirmos à HexaDigital, ganhamos escalabilidade, estrutura e acesso a novos mercados, sem perder profundidade técnica. Isso nos permite elevar o nível da cibersegurança no Brasil, especialmente para empresas que antes não conseguiam acessar esse tipo de serviço”, afirma. No curto prazo, as marcas passam a operar em modelo de co-branding: “HexaDigital + PurpleBird = Hexa Security”, garantindo continuidade total para clientes, parceiros e SLAs. No longo prazo, a Hexa Security se consolida como a unidade de cibersegurança do Grupo MakeOne, mantendo a PurpleBird como selo técnico em áreas estratégicas, como resposta a incidentes e forense digital. Com a fusão, o Grupo MakeOne reforça sua estratégia de crescimento baseada em soluções críticas, recorrentes e de alto valor agregado, posicionando a Hexa Security como um dos principais players de cibersegurança do país e como um motor relevante para a expansão financeira e estratégica do grupo nos próximos anos.

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