Além do ChatGPT: 6 IAs para você utilizar no seu negócio

A inteligência artificial já integra o cotidiano das empresas e evolui rapidamente, passando de soluções limitadas para agentes capazes de resolver problemas complexos. Para Fábio Tiepolo, fundador da Starya IA, empresa que nasceu na saúde e hoje orquestra agentes de IA com governança para transformar operações e decisões em diferentes setores, esse avanço não elimina o fator humano, mas muda a forma de trabalhar. A aplicação da inteligência artificial no ambiente corporativo tem se expandido de forma consistente, principalmente em atividades operacionais, estratégicas e analíticas. Segundo Fábio Tiepolo, fundador da Starya IA, a tecnologia deve ser encarada como apoio às equipes. “A inteligência artificial veio como facilitadora, para auxiliar principalmente nas tarefas mais chatas e repetitivas do dia a dia. Quem entender como ela funciona e começar a aplicá-la de maneira correta, com certeza terá ganhos”, avalia o executivo. O crescimento do uso é confirmado pelo estudo “Transformação Digital nos Pequenos Negócios 2025”, do Sebrae. De acordo com a pesquisa, 44% dos empreendedores afirmam já ter utilizado alguma solução de IA. Entre as tecnologias mais adotadas estão GPS (80%), reconhecimento facial (77%), assistentes virtuais (56%) e aplicativos de melhoria de imagens (52%). O levantamento também aponta que 51% utilizaram plataformas de textos generativos, 44% geradores de imagem, 41% chatbots no WhatsApp, 30% chatbots de vendas e 22% dispositivos inteligentes de controle de ambiente. Para ajudar empresários a estruturar o uso da tecnologia, Tiepolo defende a adoção de um ecossistema integrado de inteligência artificial. O modelo combina diferentes ferramentas, cada uma com uma função específica no processo de tomada de decisão, execução e escala dos negócios. Confira as principais soluções indicadas pelo especialista: Segundo o fundador da Starya IA, empresas que utilizam esse ecossistema conseguem reduzir improvisos, minimizar retrabalho e ganhar clareza nas decisões. A adoção estratégica da inteligência artificial permite que os negócios deixem de atuar de forma reativa e passem a construir processos com maior previsibilidade e eficiência.

Do SEO ao ChatGPT: Por que Relações Públicas se Tornou ainda mais Importante na Estratégia de Visibilidade

Por Fábio Ventura* Durante anos, encaramos o SEO (estratégia de otimização dos mecanismos de busca), como o grande acerto da visibilidade digital. Inclusive, jornalistas precisaram se adaptar a mais um leitor qualificado e exigente: o Google. Muitos precisaram estudar sobre palavras-chave, backlinks e usabilidade do site.  Essa adaptação fez diversas empresas ganharem notoriedade e autoridade na pesquisa orgânica. Por isso costumo defender que o conteúdo bem estruturado é a chave do sucesso. O ponto é que quase tudo que está na internet passa por melhorias para atingir um número maior de pessoas – e hoje, o assunto da vez é a inteligência artificial. Certamente ela chegou aos mecanismos de busca e mais precisamente às estratégias de SEO. Existem dois novos conceitos a serem levados em conta pelas marcas: GEO (Generative Engine Optimization, ou otimização para motores generativos) e AEO (Answer Engine Optimization, otimização para respostas diretas). Ambos representam uma transformação profunda na forma como os negócios são encontrados e referenciados pelas máquinas.  Conhecer essas duas ferramentas virou uma necessidade dos jornalistas, produtores de conteúdo digital e principalmente dos profissionais de PR (Relações Públicas), que têm contato direto com a reputação das marcas.  Impacto da IA no cotidiano do PRO profissional de Relações Públicas não é apenas alguém que envia releases ou agenda entrevistas. Ele precisa estar atento às principais novidades de comunicação e construção de imagem para entender como inserir seu cliente no centro da discussão. Se hoje o debate é para entender como a inteligência artificial se comporta, é crucial compreender nosso papel nesse jogo. Em linhas gerais, o GEO é o conteúdo gerado pela IA generativa (as respostas do ChatGPT e Gemini, por exemplo) a partir de contribuições humanas, enquanto a função do AEO é otimizar respostas diretas – assistentes de voz e chatbots são os modelos mais comuns do mercado. Marcas que desejam aparecer nas respostas desses sistemas precisam fornecer informações estruturadas e confiáveis. Mas como colocar essa visão em prática? Primeiramente: precisamos ser sinceros em reconhecer que o cliente mudou. Essa pessoa não quer mais procurar as empresas para obter informações, quer respostas convincentes, fáceis e rápidas. É a partir dessa mentalidade que o profissional de PR tira proveito e contribui para resultados.  Se uma empresa foi destaque na grande imprensa ou em um portal relevante, significa que houve validação e prestígio editorial. Para o consumidor humano acostumado com jornais, isso reforça autoridade. Para as IAs generativas, é confirmação de confiabilidade – uma vez que esses portais já possuem o histórico de boa reputação advindo do SEO. Humanos e inteligência artificial passam a compartilhar, assim, a mesma base simbólica de confiança. Um trabalho consistente de PR (ou assessoria de imprensa), com menções em diferentes contextos editoriais, alimenta a infraestrutura de credibilidade digital. É como se cada aparição pública fosse um “selo de validação” que máquinas e pessoas reconhecem simultaneamente. A disputa pela visibilidade agora é híbrida e empresas que reconhecem isso serão referenciadas nas respostas geradas a todo momento pela inteligência artificial. Admirável mundo novo, com fronteiras cada vez mais porosas entre pessoas e máquinas.  *Fábio Ventura é fundador e CEO da Like Leads. Com passagens pelo jornal O Estado de São Paulo, TV Tem, TV Integração e EPTV, atuou como repórter, apresentador, editor e chefe de reportagem. Já conquistou os prêmios Sebrae, ABAG, Prêmio Mapa de Jornalismo, entre outros. Com pós-graduações pelo Ibmec e UFSCar e graduado em Comunicação Social pela UEL,  Fábio fundou a Like Leads em 2019, onde já liderou centenas de projetos de Marketing & Relações Públicas de empresas no Brasil e no exterior.

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