Quatro dicas para vender mais com chat commerce
O varejo brasileiro inicia 2026 em um cenário de crescimento moderado e mudanças no padrão de consumo, com desempenho mais contido no varejo de bens. Segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), o setor registrou queda de 1,3% no mês de janeiro e uma retração de 5,9% e 3,1% em fevereiro, com recuo de 2,2% na comparação anual, em relação às vendas do comércio brasileiro. Em busca de estratégias para impulsionar as vendas, marcas que investem em comunicação e vendas via WhatsApp, canal preferido dos consumidores brasileiros, estão aproveitando esta tendência para maximizar resultados. Neste contexto, a OmniChat, plataforma líder em chat commerce e WhatsApp Business Solution Provider (BSP), compartilha orientações para empresas aumentarem o engajamento e as conversões em seus canais digitais. “O chat commerce se consolidou como a estratégia mais eficiente de vendas online, especialmente no Brasil, onde 75% das pessoas preferem comprar de empresas com quem podem conversar por mensagens, e 60% dizem que preferem comprar por mensagens a visitar uma loja”, afirma Mauricio Trezub, cofundador e CEO da OmniChat. Estratégias para aumentar as vendas pelo WhatsApp A primeira mensagem entre a marca e o consumidor pode determinar o sucesso de toda a jornada de compra. Para criar mensagens que realmente convertam, a OmniChat recomenda ser direto e objetivo, utilizando no máximo 1024 caracteres, limite técnico do WhatsApp para templates. É fundamental incluir um “gancho emocional” conectado à data comemorativa, como referências a momentos especiais a dois, além de utilizar linguagem leve, alinhados ao tom da marca. Erros gramaticais e ortográficos são motivo imediato de rejeição e prejudicam a credibilidade, por isso a revisão cuidadosa é essencial. A estruturação da mensagem deve contar com início impactante, corpo com proposta de valor clara e fechamento com chamada para ação. A personalização deixou de ser um diferencial para se tornar uma expectativa dos consumidores. Empresas que implementam estratégias avançadas de personalização observam aumento nas taxas de abertura ao incluir variáveis como nome, sobrenome e interesses do cliente, além de aumento na taxa de conversão ao segmentar mensagens por comportamento de navegação anterior e redução na taxa de descadastramento. Entre as estratégias recomendadas está a integração da plataforma de mensagens com CRMs e sistemas de e-commerce para uso eficiente de dados, criação de templates específicos para diferentes segmentos, como clientes recorrentes, primeiras compras e abandonos de carrinho, além da utilização de dados de compras anteriores para sugerir presentes compatíveis com o histórico do consumidor. O uso estratégico de elementos visuais e interativos pode aumentar o engajamento e a conversão. Utilizar imagens de alta qualidade que contextualizem o produto é fundamental para criar conexão emocional com o consumidor. Um mix equilibrado de conteúdos, incluindo imagens, GIFs, vídeos curtos e áudios, enriquece a experiência e mantém o interesse ao longo da jornada. O uso de botões específicos como “Quero um buquê” ou “Ver outras opções” orienta o cliente para ações concretas e aumenta as chances de conversão, criando uma experiência de compra fluida e intuitiva. Implementar campanhas de mídia paga no Google, Facebook e Instagram com botão direto para o WhatsApp permite capturar a intenção de compra no momento exato em que ela surge. Outra possibilidade é a criação de campanhas segmentadas por geolocalização para direcionar clientes às lojas físicas mais próximas. A integração de dados de navegação web com o perfil do cliente no WhatsApp garante continuidade da experiência, enquanto a configuração de mensagens automáticas de boas-vindas personalizadas de acordo com a origem do cliente fortalece a primeira impressão e aumenta as chances de engajamento.
Por que chat commerce, automação inteligente e experiências sem fricção devem estar no centro das decisões do varejo digital em 2026
Por Tiago Vailati, CEO da Loopia* O e-commerce entra em 2026 sob uma nova lógica de competitividade. Se, nos últimos anos, preço e sortimento lideravam as decisões de compra, agora são atendimento instantâneo, reputação da marca e capacidade de conversão em tempo real que determinam quem cresce e quem perde espaço no varejo digital. Em um ambiente cada vez mais fragmentado entre marketplaces, WhatsApp, redes sociais e lojas virtuais, a experiência conversacional passa a ocupar o centro da estratégia. Neste cenário, o atendimento se torna uma parte ainda mais estratégica do funil de vendas. Em um mundo super conectado, a lógica é simples: quem responde primeiro, vende. O cliente escolhe o melhor canal para comprar, aquele que é mais conveniente, que proporciona a melhor experiência, combinando preço, entrega e comodidade. E, nesse cenário, velocidade, contexto e relacionamento são decisivos. Em 2026, a espera tende a ser sinônimo de abandono. O consumidor multicanal — que transita entre WhatsApp, marketplaces e redes sociais — espera respostas em segundos, não em minutos. As operações que não funcionam de forma contínua, 24 horas por dia, tendem a perder vendas sem perceber. Além disso, o Chat Commerce se consolida como motor de conversão A jornada de compra deixa de ser linear e passa a ser conversacional. Em vez de navegar sozinho pelo site, o consumidor compra conversando, seja com vendedores humanos, seja com agentes de IA treinados para vender, tirar dúvidas e orientar decisões. Esse movimento transforma o atendimento em um canal ativo de vendas, impactando diretamente indicadores como taxa de conversão, ticket médio e recompra. Operações que tratam o chat apenas como SAC tendem a perder competitividade. Afinal, a reputação passa a ser construída em tempo real Avaliações, mensagens privadas, comentários em redes sociais e conversas em marketplaces passam a pesar tanto quanto anúncios e campanhas institucionais. Cada interação se torna um ponto de contato capaz de construir — ou comprometer — a reputação da marca. Ao analisar o mercado, entendemos que a Inteligência Artificial evolui de automação para inteligência de vendas. A IA deixa de atuar apenas como suporte operacional e passa a ser inteligência aplicada à conversão. Agentes inteligentes assumem funções como priorização de atendimentos, identificação de intenção de compra, recomendação de produtos, recuperação de carrinho abandonado e ações de pós-venda. A diferença estará menos na presença da tecnologia e mais na forma como ela é treinada e integrada à jornada completa do consumidor. Operações que utilizam IA apenas de forma reativa tendem a perder eficiência frente a modelos mais inteligentes e proativos. Para este ano, o e-commerce de será definido menos por tecnologias isoladas e mais pela capacidade de transformar conversas em vendas, com inteligência, velocidade e contexto. O atendimento deixa de ser custo e passa a ser ativo estratégico. Quem entende isso agora, irá se destacar o ano todo. *Tiago Vailati é cofundador e CEO da Loopia, plataforma que integra e automatiza a jornada do Chat Commerce com IA. Formou-se em Ciência da Computação e, mais tarde, especializou-se em Gestão Estratégica Empresarial. Aos 25 anos de idade, fundou com outros dois sócios a startup Hiper, que hoje atende mais de 22 mil lojas em 2 mil cidades no Brasil Em 2019, vendeu a Hiper por R$50 milhões para a Linx (empresa que hoje faz parte do grupo Stone), e manteve-se à frente da companhia até o ano de 2022, liderando a empresa na fase pós-venda. Além de empreendedor, é escritor e autor do livro , investidor, mentor e conselheiro em diferentes tipos de negócios.
Crescimento de chat commerce traz desafios de eficiência no varejo digital e e-commerce
O varejo digital e e-commerce brasileiro vive um ciclo de expansão que vai além do crescimento em faturamento, chegando a transformação estrutural na relação entre marcas e consumidores. O chat commerce, modelo de vendas focado no uso de aplicativos de mensagem, é uma das soluções que chegou para ficar. De acordo com o Global Growth Insights, O mercado global de plataformas de comércio conversacional, avaliado em US$ 11,33 bilhões em 2024, deve chegar a US$ 11,7 bilhões em 2025 e a US$ 15,53 bilhões em 2034, com crescimento anual de 3,19%. Aproximadamente 46% desse avanço será impulsionado por personalização via inteligência artificial, 34% por recursos de voz e 20% por ferramentas multilíngues. A integração com e-commerce móvel representa 29% da adoção global, e canais em mídias sociais com recursos conversacionais respondem por 25% do uso. Esse avanço traz desafios proporcionais, principalmente de sustentar eficiência, personalização e relacionamento em jornadas cada vez mais longas e distribuídas. “O consumidor não vive mais uma jornada linear. Ele entra, sai, pergunta, compara, volta. O Chat Commerce permite acompanhar esse movimento em tempo real, com contexto e inteligência, fazendo com que cada interação gere oportunidade de relacionamento. Os dados, a tecnologia e a IA podem auxiliar a organizar e automatizar os atendimentos em um só lugar e transformar tudo isso em escala e eficiência”, afirma Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma especializada em Chat Commerce com agentes de IA. Além disso, o especialista ainda complementa que é necessário dar mais foco também para o pós-venda. “Em vez de enxergar essa etapa como centro de custo, as empresas passam a tratá-lo como um eixo estratégico de fidelização, recorrência e geração contínua de valor”, explica. E essa virada só é possível quando tecnologia e dados deixam de operar de forma isolada. Soluções de Chat Commerce mais maduras atuam de maneira integrada, conectando marketplaces, e-commerces e redes sociais em um único ambiente de atendimento. “É nesse ponto que a automação deixa de ser apenas resposta rápida e passa a ser inteligência aplicada à conversão e à experiência”, complementa Tiago. O CEO da Loopia também é autor do livro Chat Commerce, guia prático para empreendedores, líderes de marketing, vendas e atendimento que desejam entender essa nova lógica do consumo e se preparar para um mercado cada vez mais orientado por conversas. Ao longo da obra, o autor compartilha aprendizados práticos, exemplos de marcas que estão à frente desse movimento e caminhos para aplicar o Chat Commerce de forma estratégica, indo além do atendimento operacional e criando relações de confiança que impulsionam vendas e fidelização. “O uso estratégico da ferramenta pode elevar em até 50% a taxa de conversão, automatizar 92% dos atendimentos e reduzir o tempo médio de resposta para cerca de 30 segundos. Mais do que ganhos operacionais, esses indicadores apontam para um novo patamar de maturidade do setor, no qual eficiência e personalização deixam de ser forças opostas e passam a operar de forma complementar”, finaliza Tiago.