Comitê Olímpico do Brasil sediará o Secretariado do IWG e a Cúpula Global sobre Mulheres e Esporte

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) tem o prazer de anunciar que foi selecionado como o próximo anfitrião do Secretariado do International Working Group (IWG) on Women & Sport para o quadriênio de 2026 a 2030. Esta é a primeira vez que o evento terá sede na América do Sul.   Após um competitivo processo internacional de candidatura, o COB foi escolhido para liderar as operações estratégicas da rede global ao longo dos próximos quatro anos. Esse mandato culminará na realização da 10ª Cúpula Global do IWG sobre Mulheres e Esporte, que acontecerá no Rio de Janeiro, em julho de 2030.  Com base no legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e projetando a realização da primeira Copa do Mundo Feminina da FIFA na América do Sul, em 2027, o Brasil está em uma posição única para potencializar a missão do IWG por meio desses grandes eventos esportivos.  O COB será responsável por liderar as operações globais do IWG durante o ciclo 2026–2030, conduzindo a implementação do Plano Estratégico da organização e a gestão do IWG Insight Hub. O período também terá como foco o fortalecimento das parcerias com entidades como a ONU Mulheres e a UNESCO, promovendo a Declaração de Brighton + Helsinki, além da entrega da 10ª Cúpula Global do IWG no Rio de Janeiro, em julho de 2030.  “Nos últimos quatro anos, construímos um legado duradouro de parcerias fortalecidas, aprendizado compartilhado e impulso global dentro do IWG, que temos orgulho de transmitir ao Brasil”, afirma Annamarie Phelps, presidente da Secretaria do IWG no Reino Unido e copresidente do Comitê Executivo Global.  “A candidatura apresentada foi excepcional, demonstrando um profundo entendimento do cenário global das mulheres no esporte, além de uma visão estratégica clara para impulsionar a equidade em todo o continente americano. Estamos entusiasmados com a energia, a expertise e a paixão que a equipe brasileira trará para essa função, dando continuidade ao trabalho da Secretaria do Reino Unido para acelerar mudanças e garantir que o esporte seja um espaço onde todas as mulheres e meninas se sintam pertencentes”, conclui Annamarie.  A Secretaria contará com a liderança de alto nível de Yane Marques, medalhista olímpica e vice-presidente do COB, que atuará como copresidente.  “Essa parceria representa uma oportunidade estratégica para o Comitê Olímpico do Brasil (COB) ampliar o trabalho desenvolvido por meio da área Mulher no Esporte”, afirma Yane Marques.  “A atuação do COB no IWG fortalece a troca de experiências em uma rede global que se consolida a partir dos fóruns realizados a cada quatro anos. Ao assumir a Secretaria do IWG até 2030, passamos a coordenar as ações globais da entidade, o que nos permite aprofundar de forma contínua o debate sobre equidade de gênero no esporte no Brasil e nas Américas”, finalizou Yane.   O IWG é a maior rede mundial dedicada ao avanço da equidade e da igualdade de gênero no esporte e na atividade física. Como uma verdadeira “rede de redes”, conecta governos, agências globais e organizações esportivas para compartilhar conhecimentos e promover mudanças estruturais.  O COB iniciará oficialmente seu mandato de quatro anos após a realização da 9ª Cúpula Global do IWG, programada para julho de 2026, em Birmingham, no Reino Unido.  Sobre o IWG Women & Sport  Fundado em Brighton, em 1994, o International Working Group (IWG) on Women & Sport é a maior rede mundial dedicada à promoção da igualdade de gênero no esporte e na atividade física, com a visão de que o esporte contribua para um mundo em que todas as mulheres e meninas prosperem.  O IWG desenvolveu e é o guardião da Declaração de Brighton + Helsinki, já assinada por mais de 600 organizações esportivas comprometidas com seus princípios.  A gestão diária do IWG é rotativa e muda de país a cada quatro anos. O Reino Unido assumiu a Secretaria em novembro de 2022, sucedendo a Nova Zelândia, com apoio do UK Sport, Sport England e da Sport and Recreation Alliance, em colaboração com o Women’s Sport Trust, Women in Sport e Women’s Sport Collective. O Reino Unido também sediará a 9ª Cúpula Global do IWG, em julho de 2026, em Birmingham.  O IWG é uma organização sem fins lucrativos, financiada por meio de uma combinação de subsídios e fundos, doações, parcerias comerciais, ações de captação de recursos e contribuições voluntárias.  www.iwgwomenandsport.org 

Sing e Bluefields retomam parceria em 2026

A Sing, agência boutique de comunicação e relações-públicas, com atuação no Brasil e na América Latina, anuncia o retorno de Bluefields ao seu portfólio de clientes em 2026. A parceria marca a retomada de um trabalho conjunto realizado em 2021, agora  visando ampliar a presença da Bluefields na mídia e fortalecer sua narrativa como aceleradora de inovação com impacto de longo prazo.   Com uma abordagem prática e orientada a resultados, a Bluefields apoia a criação, validação e escala de negócios inovadores, combinando metodologias consolidadas de empreendedorismo, inovação aberta e impacto. Seu propósito é impulsionar soluções que gerem crescimento sustentável, fortaleçam o ecossistema de inovação e transformem ideias em negócios de alto valor.  A equipe que atenderá a Bluefields conta com Marina Dias (executiva de comunicação) e Thamiris Galhardo (coordenadora de atendimento), com Janaína Leme e Vânia Gracio no alinhamento estratégico entre a Sing e o cliente.  “Temos muito carinho pela Bluefields. Para que o trabalho de assessoria de imprensa gere bons resultados, também dependemos muito da interface, e na nossa experiência anterior o envolvimento direto do Paulo Humaitá, CEO da Bluefields, em atender à imprensa fez toda a diferença. Em poucos meses, conquistamos resultados consistentes em 2021”, comenta Vânia Gracio, Founder e CEO da Sing.  Com a missão de acelerar inovações para a eternidade, a Bluefields soma mais de 300 startups aceleradas em 8 anos de história. Atualmente, 60% das startups seguem ativas, com faturamento de R$ 220 milhões e gerando mais de 1.000 empregos diretos. A Bluefields conta com um ecossistema de +50 grandes empresas atendidas e conta com centenas de mentores, mantenedores e parceiros locais e globais. Nos últimos anos, recebeu múltiplos prêmios entre as melhores aceleradoras do Brasil, pela ABStartups (Startup Awards) e pela empresa francesa Leaders League. Para o futuro, a visão 2040 prevê a construção de um ecossistema global de inovação, com presença em cinco  regiões do Brasil e em cinco países. 

A gestão empresarial diante do cenário tecnológico de 2026

por Roberto Abreu, diretor de soluções da Blend IT A digitalização corporativa entra em um novo estágio em 2026, orientado pelo equilíbrio entre eficiência operacional e inovação contínua. A modernização de sistemas e a adoção planejada de tecnologias emergentes passam a definir o ritmo de crescimento das organizações, em um ambiente onde tecnologia e estratégia se tornam inseparáveis. O avanço da inteligência artificial e da automação amplia o alcance da gestão empresarial ao acelerar decisões e fortalecer a segurança de processos. Empresas de diferentes setores já avaliam seus investimentos em tecnologia não apenas pelo retorno financeiro, mas também pelo impacto sobre agilidade e continuidade operacional. Nesse cenário, a priorização entre modernização de sistemas legados e adoção de soluções inovadoras exige uma abordagem orientada a valor. A atualização do ERP e dos sistemas centrais torna-se decisiva quando plataformas antigas limitam integração, escalabilidade ou o uso de inteligência artificial, pontos críticos para competir em 2026. Em paralelo, automações inteligentes, agentes corporativos baseados em IA e micro aplicações geram ganhos imediatos com redução de complexidade e aumento da agilidade operacional. Modernização com precisão e agilidade A dinâmica tecnológica atual exige decisões muito mais estratégicas. As empresas buscam conciliar a modernização de plataformas que sustentam operações essenciais com a incorporação de soluções mais flexíveis. Arquiteturas altamente modularizadas baseadas em componentes de negócio permitem que sistemas transacionais permaneçam estáveis, enquanto inovações se conectam ao redor por meio de APIs e eventos. Isso possibilita modernizar somente onde há impacto real e inovar onde o retorno é mais direto, reduzindo dependência de longos ciclos de transformação. Essa transição reflete maior maturidade tecnológica. Substituições completas dão lugar a ciclos de evolução gradual apoiados em automação, integração e arquitetura distribuída. O objetivo é garantir interoperabilidade, segurança e capacidade de evolução constante sem riscos à operação. Sistemas legados seguem como base de muitas operações críticas, mas sua manutenção se tornou uma das principais barreiras à transformação digital. Estudos da Gartner indicam que a maior parte do orçamento de TI até 2026 continuará dedicada à sustentação dessas plataformas, limitando espaço para inovação. As ações de modernização associadas ao uso de tecnologias antigas e às demandas crescentes por segurança e conformidade ampliam essa pressão. A modernização incremental tem se mostrado o caminho mais viável. Soluções de desenho moderno que a partir de sistemas legados e os componentes de automação, integração via APIs e refatoração progressiva preservam investimentos enquanto abrem espaço para novas capacidades. A abordagem gradual reduz riscos operacionais e permite validar hipóteses antes de comprometer recursos significativos. Inteligência artificial aplicada aos processos A inteligência artificial deixou de ser promessa futura para tornar-se realidade operacional em 2026. Agentes autônomos e modelos de linguagem aplicados a processos empresariais transformam atendimento, análise de dados e tomada de decisão. A automação inteligente vai além de tarefas repetitivas, alcançando processos complexos que exigem interpretação de contexto e adaptação dinâmica. Empresas que integram IA a seus fluxos operacionais ganham capacidade de resposta acelerada e reduzem gargalos estruturais. A adoção eficaz, no entanto, depende de dados bem estruturados, governança clara e infraestrutura preparada para escalar. A combinação de IA com automação de processos robóticos cria ambientes onde sistemas legados e inovadores coexistem de forma produtiva, ampliando o valor extraído de cada camada tecnológica. Segurança e conformidade como pilares O aumento da superfície de ataque digital torna segurança e conformidade prioridades estratégicas inegociáveis. Regulamentações como a LGPD e frameworks internacionais exigem controles rigorosos sobre dados, acessos e trilhas de auditoria. A modernização deve incluir desde o início camadas de proteção que garantam resiliência contra ameaças crescentes sem comprometer a experiência do usuário. A integração de ferramentas de monitoramento contínuo, políticas de zero trust e arquiteturas de segurança em múltiplas camadas protege ativos críticos enquanto mantém a agilidade operacional. A conformidade deixa de ser obstáculo para tornar-se diferencial competitivo, transmitindo confiança a clientes, parceiros e reguladores em mercados cada vez mais exigentes. Tecnologias que definem a gestão em 2026 Relatórios da Gartner e da IDC apontam que a gestão empresarial em 2026 será fortemente influenciada pela adoção de inteligência artificial aplicada, automação avançada e arquiteturas distribuídas em nuvem. Entre as soluções com maior impacto prático destacam-se agentes de IA integrados a sistemas corporativos que automatizam tarefas e aceleram decisões, RAG com OCR avançado para transformar documentos dispersos em informação estruturada, e automação baseada em Process Mining para eliminar gargalos. Integrações modernas via API-first e iPaaS fortalecem a conexão entre ecossistemas internos e externos com segurança e agilidade. Outra frente em evolução é a dos sistemas autônomos, capazes de coordenar processos em tempo real, acompanhados por tecnologias de proteção avançada como computação confidencial. A gestão empresarial que se consolida para 2026 é marcada por equilíbrio entre estabilidade e inovação. A modernização de plataformas e a incorporação planejada de novas tecnologias deixam de ser projetos isolados e passam a compor uma estratégia contínua de eficiência e interoperabilidade. Mais do que seguir tendências, o foco recai sobre construir bases tecnológicas capazes de evoluir ao ritmo do negócio, definindo o perfil das organizações preparadas para os desafios do cenário digital.

Sebrae-SP abre inscrições para Programa de Qualificação para Exportação 2026 no Grande ABC

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a Faculdade Sebrae, abriu inscrições para o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) 2026, voltado para a região do Grande ABC. São 140 vagas. As pessoas interessadas podem fazer as inscrições gratuitaspelo Link     O convênio do PEIEX tem duração total de 24 meses e cada empresa recebe acompanhamento por, aproximadamente, quatro meses. O programa oferece capacitação e orientação para que pequenos empreendedores da região possam acessar o mercado internacional, compreendendo custos, exigências, logística e planejamento de internacionalização.   Para participar do PEIEX, é necessário que a empresa possua CNPJ ativo e atividade produtiva (exceto comércio); interesse em exportar produtos ou serviços; capacidade para ampliar a produção visando atender ao mercado internacional; disponibilidade para adaptar produtos ou serviços e implementar melhorias na gestão.   As vagas são limitadas e o público-alvo inclui, preferencialmente, micro e pequenas empresas dos setores de Alimentos, Bebidas e Agronegócios, Casa e Construção, Máquinas e Equipamentos, Moda, Software e Serviços de TIC.   Dados de exportação das sete cidades do Grande ABC Entre as cidades do Grande ABC, São Bernardo do Campo responde sozinho por 67% das exportações da região, com US$ 4,1 bilhões, seguido por São Caetano do Sul (US$ 762,9 milhões); Santo André (US$ 571,7 milhões); Ribeirão Pires (US$ 276,3 milhões); Mauá (US$ 258,2 milhões); Diadema (US$ 173,2 milhões); e Rio Grande da Serra (US$ 310,6 mil).    Os principais grupos de produtos exportados são veículos automotores (automóveis, caminhões, chassis); autopeças e partes; máquinas e equipamentos industriais; produtos químicos e petroquímicos; plásticos, borracha e polímeros; metais e componentes metálicos; e equipamentos elétricos e eletrônicos, refletindo a diversidade da pauta exportadora da região.   Vale destacar que os destinos mais recorrentes e relevantes são Argentina (principal parceiro do ABC), Estados Unidos, México, Chile, Colômbia, Peru, Alemanha, Países Baixos (Holanda), China e Índia.    Na avalição do coordenador geral do Núcleo PEIEX ABC Paulista e Baixada Santista, Nilton de Castro Barbosa, apesar do volume expressivo, a exportação ainda é concentrada em poucas empresas. “Para micro e pequenas empresas, isso significa oportunidade: fornecer para quem já exporta ou acessar mercados vizinhos pode ser o primeiro passo para crescer, diversificar clientes e ganhar escala”, completa.    Nesse cenário, o PEIEX – Programa de Qualificação para Exportação atua como porta de entrada para empresas que querem transformar competitividade local em faturamento internacional. Desde 2004, o PEIEX já qualificou mais de 30 mil empresas brasileiras, das quais 20 mil são micro e pequenas, presentes em mais de 1.500 municípios brasileiros. Foram executados mais de 100 convênios em parceria com 70 instituições.   Sobre a ApexBrasil A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.   A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país. SERVIÇO Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX)   Número de vagas: 140 para o Grande ABC    Prazo de inscrição: até o fim das vagas    Inscrição:  https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=XLVgbXYlYE2uMxHfDqB5g08M75uu1d1AjsWz64SR2hJUNkEyUlpYSlZRWDhUN1AyTldQQzY4SFVDQi4u&origin=QRCode 

Nova norma da Anatel eleva a barra de segurança para fornecedores de tecnologia

Por Hugo Tinini, Coordenador Geral de Operações, da TÜV Rheinland Desde 26 de novembro, o setor de telecomunicações brasileiro ingressou em uma nova fase, com a entrada em vigor da obrigatoriedade de auditoria independente da Política de Segurança Cibernética (PSC) para todos os fornecedores de produtos e equipamentos de telecomunicações que atendem operadoras no país. Estabelecida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por meio do Ato nº 16.417, publicado em 26 de novembro de 2024, a medida institui um novo patamar de responsabilidade e rastreabilidade para os dispositivos que integram as redes de telecom no Brasil. Na prática, prestadoras de serviços de telecomunicações só podem, agora, utilizar equipamentos que possuam certificado de conformidade cibernética, emitido por uma entidade auditora reconhecida. Isso significa que a segurança digital desses equipamentos não poderá mais se basear apenas em declarações ou boas intenções dos fabricantes. Será necessário comprovar, com evidências técnicas e documentais, que os processos de desenvolvimento, atualização e suporte seguem as melhores práticas de cibersegurança. Essa iniciativa da Anatel, inclusive, coloca o Brasil em destaque na América Latina quanto à regulação de cibersegurança em telecom. Poucos países até o momento exigem de forma tão direta a comprovação de práticas de segurança por parte de fornecedores de infraestrutura crítica. Essa vanguarda regulatória tende a trazer múltiplos benefícios estratégicos. Princípios de segurança exigidos As auditorias para obtenção dos certificados devem ser conduzidas por organizações independentes que atendam a critérios de competência reconhecidos. A norma estabelece duas principais categorias de entidades aptas: os Organismos de Certificação Designados (OCDs) credenciados pela própria Anatel, e as instituições independentes acreditadas segundo padrões internacionais, por meio de organismos membros do International Accreditation Forum (IAF).  Na prática, isso inclui tanto organismos nacionais designados – institutos já envolvidos na certificação técnica de produtos de telecomunicações – quanto empresas certificadoras globais com acreditação válida para avaliações de segurança. Caberá ao fabricante do equipamento escolher e contratar uma dessas entidades auditoras habilitadas.  O cerne da auditoria de PSC está em verificar se o fornecedor adota um conjunto de princípios e práticas de segurança considerados fundamentais. Entre esses princípios, destacam-se três amplamente reconhecidos no setor: security by design, security by default e privacy by design.  A adoção do security by design implica que a segurança seja incorporada desde a concepção dos equipamentos – o fabricante deve demonstrar que, durante o projeto e desenvolvimento do hardware e software, utilizou práticas de codificação segura e mecanismos para reduzir vulnerabilidades. Evidências típicas incluem o uso de ferramentas automatizadas de análise de código, e metodologias formais para tratar erros e brechas identificadas ao longo do desenvolvimento.  Já o princípio de security by default requer que os dispositivos sejam seguros em sua configuração padrão de fábrica. Isso significa proteger credenciais com criptografia ou hashing adequados e desabilitar interfaces ou serviços desnecessários por padrão, minimizando a superfície de ataque disponível. A configuração inicial deve ser a mais restritiva possível em vez de permissiva, privilegiando opções nativamente seguras e alinhadas às melhores práticas de proteção e privacidade.  Por sua vez, o privacy by design assegura que a proteção de dados pessoais e sensíveis seja um componente intrínseco do produto. Os fabricantes precisam demonstrar, por exemplo, que implementam criptografia adequada para dados sensíveis em trânsito e em repouso, e que cumprem princípios da LGPD desde a arquitetura do sistema. Além disso, as diretrizes de auditoria exigem que o fabricante possua processos estabelecidos para suporte e atualizações de segurança ao longo do ciclo de vida do produto. Isso se traduz em uma política clara de suporte, com compromisso de fornecimento de patches e atualizações regulares de firmware/softwares para corrigir vulnerabilidades que sejam identificadas futuramente.  Do ponto de vista do ambiente de negócios, a exigência de conformidade tende a elevar a competitividade saudável: fabricantes que investirem em segurança e seguirem padrões internacionais ganham reconhecimento e acesso ao mercado, enquanto aqueles que negligenciavam essas práticas precisarão correr atrás ou arriscam perder espaço.  É um claro incentivo para a inovação em segurança, estimulando o desenvolvimento de produtos mais seguros e de processos de engenharia mais maduros. A curto prazo, é possível que alguns fabricantes enfrentem desafios para se adequar – especialmente no que tange à documentação de processos e correção de eventuais lacunas identificadas pelas auditorias. Contudo, a médio e longo prazo, espera-se uma homogeneização por cima: todos atingindo patamares mínimos de segurança que hoje variavam bastante entre os diversos fornecedores. Ao alinhar o Brasil às melhores práticas globais de cibersegurança, a Anatel não apenas protege as infraestruturas críticas e os usuários, mas também sinaliza ao mundo que o mercado brasileiro valoriza e exige excelência em segurança. Para as operadoras e provedores de internet, isso significa operar com mais tranquilidade, sabendo que os equipamentos em sua rede passaram por um crivo especializado. A obrigatoriedade da auditoria de PSC não é apenas um cumprimento regulatório, e sim é um passo estratégico que reforça a confiabilidade e a robustez do setor de telecomunicações brasileiro, preparando-o para os desafios de segurança da próxima década.

Acqua amplia portfólio e fortalece atuação nacional no mercado de embalagens

A Acqua, distribuidora de embalagens fundada em 2004, consolida-se como uma das principais fornecedoras do setor no Brasil, oferecendo soluções completas para diversos segmentos da indústria. Com portfólio que inclui garrafas, frascos farmacêuticos, potes, lacres, tampas e, recentemente, latas de alumínio, a empresa reforça sua estratégia de expansão e sua capacidade de atender clientes em todo o país. A Acqua possui centros de armazenamento em Belo Horizonte (MG), Guarulhos (SP) e Caxias do Sul (RS), mantendo uma operação logística estruturada para garantir agilidade, disponibilidade de estoque e eficiência no atendimento nacional. A combinação entre amplo portfólio e excelência em serviços é apontada pela empresa como seu principal diferencial, reunindo qualidade, tecnologia e processos orientados às necessidades específicas de cada cliente. Entre os benefícios oferecidos, destacam-se a rede de distribuição robusta, serviços personalizados, investimento contínuo em tecnologia, equipe qualificada e solidez financeira. Esses fatores sustentam o modelo de atendimento consultivo da Acqua, baseado em conhecimento profundo dos mercados e eficiência operacional. A entrada no segmento de latas de alumínio é um marco recente na estratégia da distribuidora. Para essa linha, os segmentos de cerveja, refrigerantes, energéticos, água, RTDs alcoólicos, sucos, vinhos e chás estão entre os mercados prioritários. A empresa trabalha com todos os tamanhos produzidos pela Ardagh Metal Packaging (AMP), uma das líderes globais na produção e venda de embalagens de alumínio para bebidas: 269 ml sleek, 350 ml standard, 350 ml sleek e 473 ml. Segundo Thiago Santos, diretor comercial da AMP, “Ao incluir latas de alumínio em seu portfólio, a Acqua passa a oferecer uma solução leve, que conserva o produto, tem bom desempenho térmico e é totalmente reciclável. A ampliação reforça a entrega de soluções completas, que unem qualidade, agilidade e sustentabilidade.” Entre as iniciativas mais recentes da Acqua, destaca-se a parceria com a Ribeirão, fabricante do Chopp Ribeirão, atualmente em expansão nacional. Mais informações estão disponíveis em: www.acquaembalagens.com.br

Mudança no comportamento digital força agências a repensar funis de conversão

A forma como o consumidor se comporta no ambiente digital mudou, e muito. Hoje, a jornada de compra raramente segue o fluxo tradicional de descoberta, consideração e decisão de forma linear. Em vez disso, ela é fragmentada, cheia de desvios, múltiplos pontos de contato e influências externas como vídeos curtos, grupos de WhatsApp, fóruns, conteúdos gerados por outros usuários e até mesmo ferramentas de comparação com IA. Esse novo comportamento está forçando agências digitais e empresas a repensarem seus modelos de conversão, que até pouco tempo seguiam estruturas engessadas de funis automatizados e réguas fixas de e-mail. Robson V. Leite é mentor e estrategista com foco em estruturação, operação e performance para agências digitais. Com quase duas décadas de experiência e mais de 2.500 agências orientadas por seus métodos, ele defende uma abordagem mais centrada no comportamento do usuário e menos obcecada por fórmulas prontas de escalabilidade. Uma pesquisa da Salesforce revelou que 73% dos consumidores esperam que as empresas compreendam suas necessidades e expectativas de forma personalizada, e não apenas por meio de segmentações genéricas ou jornadas padronizadas. Além disso, 61% dos entrevistados afirmaram que trocaram de marca no último ano por conta de experiências pouco relevantes ou mal adaptadas ao seu contexto. Essa quebra de padrão revela um ponto crucial: jornadas de conversão precisam deixar de ser roteiros e passar a funcionar como ecossistemas, onde o usuário tem autonomia para entrar e sair, pular etapas, voltar de forma orgânica e ser impactado por conteúdos de formatos variados até amadurecer a decisão de compra. Robson reforça: “O consumidor atual não quer ser conduzido por um funil, mas orientado por experiências que façam sentido. As empresas que ignoram isso vão insistir em gastar mais para converter menos.” A revisão das jornadas de conversão não significa abandonar automações ou campanhas com etapas definidas, mas sim reestruturá-las com maior flexibilidade, criando pontos de entrada diversos, conteúdos adaptáveis ao estágio real de consciência do cliente e, principalmente, sistemas de escuta ativa, seja por análise de dados, enquetes, feedbacks abertos ou comportamento de navegação. Outro aspecto importante nesse cenário é o aumento do tempo médio entre o primeiro contato e a conversão final, especialmente em setores mais competitivos. O lead não apenas pesquisa mais antes de tomar decisões, como também espera uma narrativa mais coerente e progressiva entre os canais. “Não é mais sobre funil, é sobre contexto. E se o seu conteúdo não dialoga com o momento interno do cliente, não adianta empilhar anúncios ou e-mails automatizados. O que não conecta, não converte”, afirma Robson. Essa mudança estrutural nas jornadas desafia as agências a combinarem dados, criatividade e empatia, assim exigindo que seus times estejam preparados para operar de forma mais integrada, com visão de longo prazo e foco em gerar experiências memoráveis, não apenas cliques ou leads. Em tempos de algoritmos cada vez mais inteligentes e públicos cada vez mais seletivos, criar uma jornada de conversão que respeita a lógica do consumidor, e não a lógica da ferramenta, pode ser o grande diferencial competitivo de uma agência digital em 2026.

EXPO Plastripel: Maior feira gratuita do varejo alimentício começa nesta segunda (19) em Barretos e aquece o mercado nacional

Começa nesta segunda-feira (19) a EXPO Plastripel 2026, maior feira de varejo alimentício do interior de São Paulo. O evento, totalmente gratuito, será realizado até quarta-feira (21), no Centro de Lazer e Eventos Berrantão do Parque do Peão, em Barretos (SP), reunindo mais de 65 expositores e uma programação intensa voltada à geração de negócios, capacitação e inovação. Após o sucesso da primeira edição, realizada em 2025, a feira chega à sua segunda edição com estrutura duplicada, crescimento no número de expositores e ampliação do público visitante. Realizada pela Plastripel, empresa atacadista distribuidora referência no varejo e integrante do Grupo Quatro G, a EXPO Plastripel consolida-se como um dos principais encontros do setor no país. A expectativa da organização é receber milhares de visitantes profissionais, entre representantes de supermercados, açougues, empórios, padarias e restaurantes, vindos principalmente dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Ao longo dos três dias, a feira deve aquecer o segmento, promovendo conexões comerciais, fortalecimento de parcerias e oportunidades de negócios para toda a cadeia do varejo alimentício. “O sucesso da primeira edição mostrou a força do varejo do interior e a importância de um evento acessível e estratégico para o setor. Em 2026, ampliamos a estrutura, o conteúdo e as oportunidades, mantendo a feira totalmente gratuita para o público profissional”, destaca Pedro Garcia, CEO da Plastripel. Com 3 mil m² de área de exposição, a EXPO Plastripel 2026 oferece soluções completas para o varejo, incluindo alimentos, bebidas, embalagens, utilidades, equipamentos, tecnologia, serviços e inovação. A programação conta com duas arenas temáticas: a Arena 360, voltada à capacitação, gestão e tendências do varejo, e a Cozinha Show, que reúne mais de 15 horas de workshops práticos, com chefs renomados e especialistas do setor. O evento também conta com a Arena de Negócios, espaço dedicado ao networking e à construção de parcerias comerciais, além da loja modelo Plastripel Você, que apresenta soluções reais de atendimento e operação no ponto de venda. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia do evento pelo site oficial. Inscrições: https://pages.expoplastripel.com.br/2026 Serviço EXPO Plastripel 2026 📅 19 a 21 de janeiro de 2026 📍 Centro de Lazer e Eventos Berrantão do Parque do Peão, em Barretos (SP) 🎟️ Evento gratuito 🔗 https://pages.expoplastripel.com.br/2026   FOTO: OS INDEPENDENTES

Grande ABC registra abertura de 4 mil novas pequenas empresas do setor de beleza em 2025

Dia 19 de janeiro é comemorado o Dia Nacional dos Profissionais de Beleza, um setor que está entre os que mais registram abertura de novas empresas. O Estado de São Paulo contabilizou 67.944 novos negócios, entre Microempreendedores Individuais (MEIs), micro e pequenas empresas, em 2025. A alta é de 13% em comparação com 2024, quando registrou 60.064 aberturas.   O Estado representa quase 30% do total de novas empresas abertas no País. No ano passado, foram 235.681 novos negócios, entre cabeleireiros, barbeiros, manicures, pedicures e profissionais da área de estética.   “A área de beleza, tradicionalmente, atrai muitos interessados em empreender. É um setor que movimenta milhões, mas por outro lado existe muita concorrência. Por isso, é importante se manter atualizado em relação ao lado técnico e não descuidar da gestão do negócio”, afirma Maisa Blumenfeld, gestora estadual de beleza do Sebrae-SP.  Na região do Grande ABC foram abertos 3.521 novos negócios em 2024. Em 2025 houve um aumento de 17,1%, com a abertura de 4.123 estabelecimentos. “Aqui no Grande ABC percebemos um movimento muito forte de pessoas buscando no setor de beleza uma oportunidade de empreender e conquistar autonomia financeira. Nosso papel no Sebrae-SP é justamente apoiar esses profissionais desde o início, oferecendo orientação para que transformem suas habilidades em negócios sustentáveis e competitivos, além de dominar a técnica, é essencial que o empreendedor planeje, organize suas finanças e invista na gestão para se diferenciar em um mercado cada vez mais disputado.” destaca a analista de negócios do Sebrae-SP Angela Almeida.  Uma pesquisa do Sebrae-SP mostrou ainda que o que impulsiona os empreendedores do setor de beleza e estética a montarem o próprio negócio é a paixão pelo que fazem, a vocação e o desejo de autonomia.  De acordo com o estudo, 26% começaram a empreender pelo desejo de transformar uma ideia ou paixão em algo tangível, enquanto outros 22% apontaram a oportunidade de negócio e 20% atribuíram a iniciativa à busca por autonomia. Apenas 18% alegaram que a motivação principal foi a necessidade de obter renda.  Em média, o profissional do segmento investiu R$ 4.905,68 para montar o negócio. Antes de empreender, 54% tinham emprego com registro em carteira de trabalho. Além da prestação de serviços, uma parcela grande desses estabelecimentos vende produtos (76%) e, entre estes, 78% calculam que 26% do faturamento vem desse comércio. Confira o estudo completo aqui.  Capacitação Os empreendedores do setor e interessados em abrir o próprio negócio podem procurar o Escritório Regional ou unidade do Sebrae Aqui mais próxima para buscar informações sobre cursos e orientações. A instituição conta ainda com a trilha on-line “A beleza de empreender” com carga horária de quatro horas.   Seja um líder que inspira no seu salão de beleza, Faça do cliente um fã do seu salão de beleza, Faça da gestão a vantagem competitiva do seu salão de beleza e Faça do digital a voz do seu salão de beleza fazem parte da capacitação gratuita. Informações no link.  Abertura de novas empresas – MEIs, micro e pequenas empresas  Município  2024  2025  Diadema  671  840  Mauá  496  548  Ribeirão Pires  118  141  Rio Grande da Serra  47  44  Santo André   986  1.055  São Bernardo  989  1.253  São Caetano  214  242  Total   3.521  4.123  Estado de São Paulo 2025: 67.944  2024: 60.064  Brasil 2025: 235.681  2024: 199.872  Fonte: Data Sebrae 

Azimut se torna Global Partner da Red Bull Italy SailGP

A Azimut anuncia a parceria com a Red Bull Italy SailGP, tornando-se Global Partner para a temporada do SailGP Championship, que terá início na Austrália, nos dias 17 e 18 de janeiro de 2026. O acordo prevê a presença do logotipo Azimut Investments no casco do catamarã que representa a Itália na competição e marca o início de uma colaboração baseada em valores compartilhados de inovação, performance, visão internacional e compromisso com um futuro sustentável. O Rolex SailGP Championship é um campeonato mundial de vela por etapas, lançado em 2018 pelo fundador da Oracle, Larry Ellison, em parceria com a lenda da America’s Cup, Russell Coutts, com o objetivo de criar uma competição capaz de engajar público e fãs em diversos países e continentes. Frequentemente chamado de “Fórmula 1 do mar”, o SailGP representa a excelência tecnológica e competitiva da vela internacional, em que os resultados são determinados exclusivamente pelo talento das tripulações, pela visão estratégica e pelo trabalho em equipe. A temporada 2026 contará com a participação de 13 equipes nacionais, em um circuito global que passa por 13 das cidades mais icônicas do mundo, de Sydney a Rio, de Nova York a Dubai. As regatas de alta intensidade, com duração de 10 a 15 minutos, são disputadas em catamarãs F50 — embarcações de última geração equipadas com foils, capazes de “voar” sobre a água e atingir velocidades superiores a 100 km/h — proporcionando um espetáculo sem precedentes no cenário esportivo internacional. Como Global Partner, a Azimut acompanhará o time Red Bull Italy SailGP durante toda a temporada, em um momento de profunda transformação da equipe, recentemente adquirida pelo Consórcio Muse Sport, plataforma de consultoria esportiva liderada por um grupo de investidores de sucesso e líderes do setor. A nova estrutura reúne investidores esportivos, venture capitalists e personalidades do entretenimento, além de uma liderança de alto nível com Assia Grazioli-Venier, co-owner e Board Director; Jimmy Spithill, ex-timonel da Luna Rossa, co-owner e CEO; e Gian Luca Passi de Preposulo, como co-owner e Chairman do Board. O Rolex SailGP Championship é uma das plataformas esportivas e de entretenimento que mais crescem no mundo e encerrou a temporada 2025 com crescimento expressivo de público e números recordes em todas as plataformas: Giorgio Medda, CEO do Grupo Azimut, afirma:”Essa parceria reflete nosso compromisso em promover a excelência italiana no mundo, também por meio do esporte. Como grupo global presente em 20 países, temos orgulho de apoiar a equipe italiana na SailGP, que expressa uma liderança e um time de altíssimo nível, incorporando um ‘Made in Italy’ capaz de se destacar no cenário internacional. A SailGP é uma plataforma esportiva e midiática em forte expansão e, com essa colaboração, faremos parte de um ecossistema onde esporte, tecnologia, sustentabilidade e inovação convergem. Uma sinergia que poderemos potencializar de forma eficaz em escala global.” Jimmy Spithill, CEO da Red Bull Italy SailGP, acrescenta: “Para competir no mais alto nível, é preciso ter parceiros que compartilhem a mesma mentalidade: ambição, disciplina e uma visão internacional. Na Azimut, encontramos um aliado que, como nós, acredita no valor do trabalho em equipe, na busca contínua por performance e na capacidade do Made in Italy de se destacar globalmente. Inovação, tecnologia e sustentabilidade são pilares comuns. Ter ao nosso lado um grupo com visão internacional de longo prazo nos permite construir um projeto italiano competitivo, capaz de se destacar nas regatas da SailGP ao redor do mundo.

Prefeitura de Mauá e Sebrae oferecem curso gratuito para empreendedores aprimorarem a gestão de negócios

A Prefeitura de Mauá, em parceria com o Sebrae Aqui e a Secretaria de Trabalho, Renda e Empreendedorismo, está com inscrições abertas para um curso online gratuito voltado a empreendedores que desejam melhorar a gestão do próprio negócio. A capacitação aborda temas essenciais do empreendedorismo, como organização financeira, fluxo de caixa, precificação, técnicas e estratégias de vendas, além de relacionamento com clientes, entre outros conteúdos práticos. O curso tem duração total de 10 horas e será oferecido em duas turmas: de 19 a 23 de janeiro, e de 26 a 30 de janeiro. As aulas acontecem das 10h ao meio-dia. As inscrições devem ser feitas pelo site: https://agenda.sebraesp.com.br. Oficinas – Além do curso, também estão disponíveis duas oficinas online gratuitas, com duração de 2 horas cada. No dia 21 de janeiro, o tema será técnicas de desenvolvimento de fotos e vídeos para impactar clientes e aumentar as vendas. Já no dia 22 de janeiro, serão apresentadas orientações para quem deseja regularizar o CNPJ e retornar à condição de MEI. Ambas as oficinas acontecem às 10h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp do Sebrae Aqui Mauá: (11) 4512-7736 ou pelo canal do Empreendedor da Prefeitura de Mauá no link https://abrir.link/VTJDG. Foto: Divulgação – PMM

O que a IA sabe sobre você? Apura Cyber Intelligence revela riscos ocultos em cada conversa digital

Um modelo de Inteligência Artificial (IA) é, por natureza, um devorador de dados. Ele é treinado com bilhões de informações disponíveis na internet e, em muitos casos, também com o conteúdo que os próprios usuários digitam diretamente. Essa interação contínua significa que cada vez que você conversa com a IA, o modelo aprende mais sobre como as pessoas se comunicam e, potencialmente, sobre você em particular. O simples ato de interagir já se configura como um ato de exposição que muitos ignoram. “As pessoas geralmente não percebem que, ao enviar informações para um LLM (Large Language Model), estão expondo dados a um ambiente que não diferencia conteúdo sensível de conteúdo comum. Muitos usuários copiam códigos, contratos, registros internos ou dados pessoais acreditando estar num espaço privado, mas o modelo apenas processa o que recebe, e os provedores podem manter esses dados para si, para aprendizagem da IA, além de registros técnicos para auditoria e segurança”, alerta Pollyne Zunino, Subcoordenadora do SWAT Team na Apura e especialista em Investigação de Crimes Cibernéticos, Fraudes Eletrônicas e Inteligência Digital.  O levantamento feito pela equipe da Apura joga luz sobre uma armadilha que não enxergamos e cada vez mais comum: a entrega inocente de informações sensíveis a sistemas que não foram feitos para guardá-las. E casos reais que ilustram o risco. Um dos mais frequentes envolve desenvolvedores que enviam trechos de código para otimização, sem notar que deixaram ali embutidos tokens de acesso, URLs internas ou credenciais temporárias. Mesmo que o modelo responda com eficácia, o estrago já está feito — ou seja, aquele dado confidencial foi transmitido, processado e possivelmente registrado em logs da plataforma. E, uma vez que a informação foi usada para aprendizagem de uma IA, ela pode eventualmente fazer parte de uma resposta para outros usuários do mesmo serviço de LLM. Seja um token, um CPF, um pedaço de contrato ou um pipeline estratégico, a lógica é a mesma: o que entra no modelo passa a fazer parte da IA e não volta mais ao controle do usuário. Nas empresas, o cenário é ainda mais crítico. A facilidade de uso e adoção espontânea e desordenada de ferramentas de IA pelos colaboradores cria um ambiente conhecido como Shadow AI, um ecossistema paralelo e invisível, onde dados corporativos circulam fora das camadas de proteção projetadas para guardá-los. Informações de clientes, código proprietário, planos estratégicos, contratos confidenciais e ativos críticos: tudo pode ser copiado, colado e enviado a uma plataforma externa sem qualquer avaliação de risco. Ferramentas não homologadas abrem brechas que passam despercebidas por sistemas tradicionais de defesa cibernética, como DLP, SIEM e EDR, transformando modelos de IA externos em potenciais canais de vazamento. “Provedores como OpenAI, Google e Anthropic, só para citar alguns, possuem políticas de privacidade que limitam o uso de dados pessoais e diferenciam o tratamento entre API e interface web”, explica Zunino. “Normalmente, indicam que não utilizam dados enviados por API para treinar modelos, embora possam reter informações operacionais para segurança”. Já no universo open source — um conjunto de softwares, ferramentas, sistemas e comunidades cujo código-fonte é aberto e pode ser visto, modificado, aprimorado e distribuído por qualquer pessoa — a proteção recai inteiramente sobre quem hospeda e opera o modelo. E, muitas vezes, essa hospedagem não está preparada ou estruturada para garantir segurança adequada. A Apura ressalta que os cibercriminosos estão bastante atentos à esses fatos. “Hoje, grupos especializados exploram desde falhas de configuração em modelos corporativos até vazamentos involuntários em logs, repositórios e instâncias internas”, explica a especialista da Apura Cyber Intelligence. Técnicas como model inversion, membership inference e prompt injection permitem extrair padrões sensíveis, reidentificar usuários, manipular comportamentos do modelo e reconstruir dados originalmente sigilosos. “Em outras palavras, o criminoso não precisa mais invadir a rede. Ele só precisa acessar o que vazou pelos prompts de IA”, reforça Pollyne. Como se proteger A especialista reforça: “A IA não é seu diário. Não é sua caixa de e-mail relareporconfidencial. Antes de colar qualquer conteúdo, a pergunta deve ser: ‘Se isso vazasse, eu ficaria tranquilo?’”. Entre as principais orientações: • jamais inserir dados pessoais ou corporativos sensíveis;• seguir rigidamente as políticas internas de cibersegurança;• priorizar ferramentas de IA homologadas pelo time de tecnologia e segurança da sua empresa;• adotar modelos locais e agentes autônomos operados dentro da própria infraestrutura da empresa. “LLMs locais eliminam o envio de dados para terceiros e facilitam a conformidade com legislações sobre privacidade como LGPD e GDPR. Além disso, permitem automações avançadas, com navegadores autônomos, extração de dados e geração de relatórios, sem comprometer a privacidade”, explica. A Apura, referência em Cyber Threat Intelligence (CTI), tem acompanhado de perto a evolução desse ecossistema de risco e mapeado como criminosos incorporam IA em cada fase do ataque. “Nós monitoramos fontes abertas, comunidades e infraestruturas onde criminosos compartilham prompts corporativos vazados, artefatos sensíveis e novas técnicas de exploração de modelos”, afirma Pollyne Zunino. “Esse trabalho identifica exposições involuntárias e também como grupos maliciosos usam a IA para automatizar engenharia social, varredura de vulnerabilidades, spear phishing e a produção de artefatos maliciosos mais sofisticados”. A especialista finaliza afirmando: “A IA está aprendendo o tempo todo e, se você não prestar atenção, ela pode aprender muito mais do que deveria.” Acesse: https://apura.com.br/

Nova temporada de ‘Operação Fronteira Brasil’ estreia em 4 de fevereiro no Discovery e na HBO Max

A quinta temporada da série policial OPERAÇÃO FRONTEIRA BRASIL estreia no Discovery e na HBO Max no dia 4 de fevereiro. Na data de lançamento, a partir das 20h30, serão exibidos três episódios em sequência. A partir da quarta-feira seguinte, o canal de TV e a plataforma de streaming disponibilizam dois episódios inéditos por semana.  Repleta de cenários surpreendentes e ação, a nova temporada traz novidades para o público. Entre os destaques, estão as novas bases operacionais da Polícia Rodoviária Federal (PRF), com foco especial no Rio de Janeiro. A nova edição da série ainda retrata bases da PRF que estão afastadas das fronteiras e que buscam conter e apreender substâncias ilícitas que seriam transportados para grandes centros urbanos e/ou portos.   OPERAÇÃO FRONTEIRA BRASIL é uma franquia do Discovery que apresenta histórias reais e curiosas sobre o crime organizado e sobre as fronteiras estratégicas do Brasil. Com reviravoltas impactantes, os casos retratados levam o público a refletir sobre os desafios e situação adversas enfrentadas diariamente pela Polícia Rodoviária Federal. OPERAÇÃO FRONTEIRA BRASIL é uma coprodução da Mixer Films e da Warner Bros. Discovery. Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Patricio Díaz supervisionam a produção pela Warner Bros. Discovery. Pela Mixer Films, Adriana Marques assina como produtora executiva e Rodrigo Astiz como diretor geral.  Assista ao Trailer:

O caso Banco Master mostra como poucos podem manipular muitos

*Por Priscila Ferreira, advogada empresarial, especialista no mercado de tecnologia e inovação, Direito Digital, compliance e fundadora da infer assessoria.  Casos recentes, como o do Banco Master, que está sendo investigado pela Polícia Federal por suposta contratação de influenciadores para disseminar ataques contra o Banco Central, revelam uma engrenagem pouco compreendida fora dos círculos técnicos: o funcionamento das campanhas digitais coordenadas. Segundo as investigações, a ação teria envolvido a distribuição organizada de conteúdos e mensagens padronizadas por redes sociais e aplicativos de mensagem, com o objetivo de influenciar a opinião pública e pressionar decisões regulatórias. Mais do que uma discussão jurídica isolada, o episódio evidencia como estruturas relativamente pequenas podem gerar grande impacto público ao explorar, de forma estratégica, tanto a infraestrutura quanto os comportamentos das plataformas digitais. Essas operações utilizam ferramentas de sincronização como Hootsuite ou bots em Telegram e WhatsApp Business, que programam postagens simultâneas em redes como Instagram, TikTok e X. Um núcleo de 10 a 50 influenciadores macro recebe material pré-definido, incluindo scripts, imagens e hashtags padronizadas, enquanto algoritmos de geolocalização e machine learning hipersegmentam públicos e priorizam o fluxo coordenado, gerando viralidade orgânica. Interações automatizadas em massa simulam engajamento espontâneo, elevando o alcance de milhares para milhões de impressões em poucas horas. Ao contrário do que se imagina, essas campanhas não dependem necessariamente de grandes exércitos de pessoas ou de investimentos massivos. Elas operam a partir de lógica técnica, sincronização e entendimento profundo dos algoritmos e padrões de engajamento das redes sociais. O primeiro elemento central é o uso simultâneo de múltiplas plataformas. Narrativas raramente ficam restritas a um único canal. Elas circulam ao mesmo tempo em redes abertas, aplicativos de mensagem, fóruns, portais de notícias e até em conteúdos de vídeo, criando a sensação de ubiquidade. Essa distribuição reforça a percepção de relevância e legitimidade do conteúdo. Outro fator crítico é a sincronização de postagens. Em campanhas coordenadas, o tempo é decisivo. Mensagens semelhantes ou complementares são publicadas em janelas curtas, frequentemente em horários de pico, simulando um surto orgânico que algoritmos interpretam como interesse genuíno. Essa simultaneidade impulsiona o conteúdo, multiplicando seu alcance e a percepção de engajamento espontâneo. Juridicamente, essa sincronia fragiliza limites legais. Práticas de astroturfing, que simulam apoio espontâneo do público quando na verdade são coordenadas, violam o Marco Civil da Internet e as normas do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) sobre propaganda simulada, gerando responsabilidade solidária para coordenadores de desinformação ou dano moral. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige bases legais explícitas para o uso de dados comportamentais na definição de horários de postagem. Recomenda-se auditar registros de data e hora e incluir cláusulas de janela anti-sincronia em contratos de influência, garantindo transparência e mitigando riscos junto à Polícia Federal (PF) ou à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A amplificação artificial completa o ciclo. Curtidas, comentários e compartilhamentos são estimulados de forma direcionada, seja por grupos organizados, seja por automação parcial, aquecendo o conteúdo nos primeiros minutos e sinalizando aos sistemas que a narrativa merece maior distribuição. Do ponto de vista técnico, exploram-se vulnerabilidades algorítmicas e comportamentais. Os mecanismos das plataformas priorizam engajamento, recorrência e velocidade de interação, enquanto o comportamento humano tende a validar informações que aparecem repetidamente em diferentes fontes. A combinação desses fatores cria um efeito de retroalimentação que reforça a narrativa artificialmente. Esse cenário apresenta desafios jurídicos e institucionais relevantes. Muitas ações operam em uma zona cinzenta entre liberdade de expressão, marketing digital legítimo e manipulação informacional. A descentralização e fragmentação dificultam a identificação de autoria, comando e intenção, especialmente na ausência de ordens explícitas ou contratos rastreáveis. Campanhas coordenadas raramente deixam provas isoladas, funcionando como sistemas distribuídos, em que pequenas ações aparentemente desconectadas ganham força quando analisadas em conjunto. Isso exige das autoridades, empresas e áreas de compliance uma leitura técnica e interdisciplinar dos fatos. O caso do Banco Master exemplifica como essas campanhas transcendem o ambiente virtual, gerando impactos institucionais, regulatórios e reputacionais. Narrativas artificialmente amplificadas distorcem debates públicos e pressionam órgãos como o Banco Central e a Polícia Federal, moldando percepções sociais antes da apuração factual. Para empresas e instituições, a lição é clara: não basta reagir apenas quando o tema chega à imprensa ou aos tribunais. É fundamental investir em monitoramento avançado, governança digital, políticas claras de atuação online e integração entre jurídico, comunicação e tecnologia. Prevenir passa por compreender como essas campanhas funcionam tecnicamente e quais sinais indicam coordenação. Portanto, no ambiente digital contemporâneo, influência não depende de maioria, mas de estratégia, sincronização e infraestrutura. Ignorar essa realidade é subestimar a capacidade de pequenos grupos de gerar grandes impactos, moldando percepções e pressionando instituições. Reconhecer e compreender esses mecanismos é o primeiro passo para enfrentar os riscos jurídicos, sociais e reputacionais que esse tipo de operação representa, permitindo que empresas e órgãos reguladores atuem de forma preventiva e responsável. *Formada há mais de 11 anos, com experiência jurídica trabalhista, empresarial, em Direito para as Startups, Digital e no setor de Departamento Pessoal. É especialista pela Universidade Cândido Mendes no Estado do Rio de Janeiro, em compliance e Direito para as Startups pela FGV e em estrutura/viabilização das empresas, principalmente nos setores de tecnologia e da informação pela USP

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